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segunda-feira, 1 de outubro de 2012 NBA, outras | 23:26

NA NBA TÉCNICO NÃO GANHA MAIS QUE JOGADOR. NO FUTEBOL BRASILEIRO, SIM

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Tom Thibodeau assinou na tarde desta segunda-feira um novo contrato com o Chicago. Serão US$ 20 milhões por um acordo de quatro anos.

Isso vai dar a Thibs US$ 5 milhões por temporada. Por mês, US$ 416,67. Em nossa moeda, o salário anual do treinador do Bulls (foto) equivale a R$ 10,13 milhões. Se dividirmos por 12, teremos cerca de R$ 850 mil por mês.

Muricy Ramalho é o técnico mais bem pago do Brasil: renovou recentemente com o Santos por mais um ano em troca de R$ 750 mil e quando Neymar não joga, o aproveitamento da equipe é apenas 25,0% — melhor apenas do que o do Atlético-GO, lanterninha do campeonato, que tem 24,0%. Luís Felipe Scolari recebia do Palmeiras R$ 700 mil por mês. Pediu demissão há algumas semanas, pois não conseguia tirar o time da zona do rebaixamento. Tite (exceção neste deserto de competência) teve seu salário reajustado pelo Corinthians e receberá R$ 550 mil mensais. Wanderley Luxemburgo fatura R$ 520 mil do Grêmio e não ganha um campeonato importante desde 2004, quando foi campeão brasileiro com o Santos. Completando esse “top 5”, aparece Dorival Júnior, técnico do Flamengo, que recebe R$ 450 mil e não faz o time deslanchar: no returno, o rubro-negro é o 19º colocado.

Os salários de Muricy e Felipão se aproximam ao de Thibs. E olha que existe um abismo, uma distância colossal, entre os faturamentos da NBA e do futebol brasileiro.

Além disso, enquanto no basquete o técnico tem uma importância considerável, no futebol ela é muito pequena. No basquete, os treinadores podem tirar e colocar jogadores de acordo com a conveniência da partida, têm à disposição sete pedidos de tempo, mais os tempos da televisão, têm a seu favor o fato de a quadra ser bem menor do que o campo de futebol, o que permite uma interação maior entre treinadores e atletas. No futebol isso não existe. Os técnicos podem trocar apenas três jogadores, não têm os pedidos de tempo a seu favor e o campo é gigantesco se comparado com uma quadra de basquete.

Muricy (foto) mesmo costuma dizer que a importância de um treinador é de 25% no rendimento de um time de futebol. Se é tão pequena assim (e o depoimento é de um treinador que tem quatro títulos brasileiros e uma Libertadores), por que nossos cartolas pagam tanto para um treinador?

Aqui no Brasil, treinador ganha mais que a estrela do time. Vejam o caso de Neymar. O Santos paga a ele R$ 500 mil. Os outros R$ 2,5 milhões vêm de patrocinadores. Ou seja: Muricy ganha mais do que Neymar! Valdívia, maior salário do Palmeiras, ganha R$ 600 mil. Ou seja: Felipão também faturava mais do que a estrela da companhia. No Grêmio, Kléber é o maior salário: R$ 400 mil, R$ 120 mil a menos do que Luxemburgo.

Na NBA, nenhum treinador ganha mais do que a estrela do time.

Se Thibs vai ficar com US$ 5 milhões nesta temporada, Derrick Rose, o astro da franquia, tem garantido US$ 16,4 milhões. No Oklahoma City, Scott Brooks também acabou de renovar o contrato: US$ 16 milhões por quatro temporadas; US$ 4 milhões por campeonato trabalhado, enquanto que Kevin Durant, o melhor jogador do time, ganha US$ 16,6 milhões por ano. No Lakers, Mike Brown recebe US$ 4,5 milhões e Kobe Bryant US$ 27,8 milhões. Querem mais? Pois não: Doc Rivers ganha por ano do Boston US$ 7 milhões e Paul Pierce, maior salário do time, vai amealhar US$ 16,7 milhões; Gregg Popovich vai faturar US$ 6 milhões do San Antonio, já Manu Ginobili ficará com US$ 14,1 milhões.

Na Europa, treinadores também não ganham mais do que os astros. Tito Villanueva não recebe mais do que Messi; nem mesmo Pep Guardiola tinha um salário maior do que o argentino. Idem para Mourinho em relação a Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Não sei quanto ganha Roberto DiMateo, mas eu duvido que ele fatura mais do que Frank Lampard.

Enquanto isso, aqui no Brasil…

Tudo errado, minha gente. Escrevi esse post para mostrar outra das aberrações do futebol brasileiro, embora o nosso botequim seja um botequim de basquete. Mas o fiz traçando um paralelo com o basquete e principalmente com a NBA. Os cartolas brasileiros ainda não perceberam que técnico não entra em campo. Na Europa todos sabem disso; na NBA também.

Os treinadores no basquete, como disse, têm uma importância muito maior do que no futebol. Mesmo assim, eles não entram em quadra. E no futebol, onde a relação dos “professores” com o jogo é muito menor, aí é que eles têm que ganhar menos mesmo.

Nossos cartolas, lamentavelmente, ainda não se aperceberam disso. E lesam os combalidos cofres de suas respectivas agremiações pagando verdadeiras barbaridades para quem tem uma influência muito pequena no espetáculo.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012 NBA | 01:54

POPOVICH DIZ A SPLITTER: ‘I LOVE YOU’. JOGADOR AFIRMA QUE ESTÁ TUDO BEM ENTRE ELES

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Conversei na noite desta quinta-feira com Marcelo Maffia, agente de Tiago Splitter. Queria saber como foi o “day after” do brasileiro após o lamentável episódio com o técnico Gregg Popovich.

“Está tudo bem entre eles”, disse-me Maffia, dizendo ter conversado com Splitter na tarde desta quinta-feira. “Foi apenas um mal entendido”. Mal entendido, como assim? “É que o Pop pediu para o Splitter chegar mais rápido na ajuda. Só que o Tiago não ouviu por conta do barulho do ginásio. O Pop achou que ele não estava dando bola para ele. Por isso, ficou nervoso e tirou-o do time. Mas no banco, depois de conversarem, tudo foi esclarecido”.

E por que Tiago não voltou mais ao jogo? “Aí entrou em ação o sargentão”, respondeu Maffia.

“Mas, acredite, não há qualquer problema entre eles”, reafirmou. “Eles fizeram uma reunião na manhã desta quinta-feira, assim que chegaram a San Antonio. Pop agradeceu a todos pela temporada, disse que ficou orgulhoso do grupo, pois poucos acreditavam que o time pudesse fazer o que foi feito, e aproveitou para brincar com Tiago. E disse várias vezes ‘I love you’ para ele”.

QUESTÕES

Perguntei sobre o futuro do brasileiro. “No San Antonio”, respondeu Maffia. Mas será que eles não temem ver o brasileiro envolvido em alguma troca. “No San Antonio, à exceção de Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili, qualquer um pode ser trocado. Aliás, na NBA é assim. Você não viu o que aconteceu com o (Derek) Fisher?”.

Perguntei se Splitter não gostaria de respirar novos ares. “De jeito nenhum; a temporada foi muito boa para ele”, disse-me Maffia. “Ele fez um puta ano. Não adianta analisar apenas o final, é preciso analisar o conjunto da obra. O Tiago cresceu muito. Até pro ‘All-Star’ foi relacionado (não participou por causa de uma contusão). Ele vem crescendo aos poucos, bem a seu estilo, comendo pelas beiradas. Ele se entende muito bem com o time. O pick’n’roll que ele faz com o Ginobili é perfeito”.

Perguntei se Tiago não merecia mais minutos em quadra exatamente por causa deste crescimento. “Claro que a gente gostaria que ele jogasse uns 30 minutos por partida, mas não há como se ter  ingerência quanto a isso”.

CONCLUSÃO

Esta é a versão oficial do jogador, contado por seu agente, Marcelo Maffia, quanto ao episódio lamentável da última quarta-feira, quando Tiago Splitter foi humilhado publicamente pelo treinador por conta de um mau posicionamento em uma jogada. Foi humilhado, explicou-se, foi compreendido, mas não perdoado. Se perdoado fosse, teria voltado ao jogo; mas não, Splitter amargou um banco danado daquele momento até o final da partida.

PIMPOLHO

Dia 14 de junho próximo, quinta-feira da semana que vem, nasce Benjamin. Trata-se do primeiro filho de Tiago Splitter. Vai nascer em San Antonio, relatou-me Marcelo Maffia.

Parabéns à família, da minha parte e, tenho certeza, de todos os frequentadores deste botequim.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012 NBA | 12:05

OKLAHOMA CITY GANHA CONFERÊNCIA OESTE E FAZ AUMENTAR PARA CINCO ANOS A FILA DO SAN ANTONIO

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O Oklahoma City não vacilou. Não deixou escapar a oportunidade e liquidou a fatura ao vencer a sexta partida da série diante do San Antonio por 107-99, ontem à noite, diante de 18.203 enlouquecidos torcedores que viram a franquia ganhar pela primeira vez a conferência desde que se mudou para Oklahoma (foto AP). Com o resultado, classificou-se para a final da NBA e fica à espera do vencedor do Leste, confronto que pode ser definido esta noite se o Boston bater em casa o Miami.

Mas não foi fácil para o OKC. O Thunder chegou a estar atrás em 18 pontos. Virou o primeiro tempo com uma desvantagem de 15 (63-48). E tirar uma diferença dessas em cima de uma equipe madura, competitiva e bem dirigida como a do SAS se afigurava, num primeiro momento, como algo perto do impossível.

Mas o OKC conseguiu fazer uma reviravolta no marcador. Venceu o segundo tempo por 59-36, conduzido em quadra uma vez mais por Kevin Durant, que marcou 20 de seus 34 pontos na etapa final, sendo que 14 deles no terceiro quarto, vencido por 32-18. Quando esse quarto terminou, o SAS estava na frente em apenas um mísero pontinho: 81-80.

A Chesapeake Energy Arena pegava fogo, contagiada pelo basquete mostrado pelo time nestes 12 minutos referidos. O OKC foi notável com a bola nas mãos: 12-19 nos arremessos (63,2%) num todo, sendo que fez 3-4 nas bolas de três (75,0%). Nos lances livres, 5-6 (83,3%). Na defesa, foi igualmente soberbo, limitando o adversário a 18 pontos, pois seu aproveitamento foi de apenas 31,8% nos chutes de uma maneira geral (7-22). O OKC segurou os principais jogadores do oponente: Tony Parker fez 1-7 (14,3%), Manu Ginobili 1-4 (25,0%) e Tim Duncan 3-8 (37,5%).

Veio o quarto final e a energia da Chesapeake Arena contagiava os anfitriões e inibia os forasteiros. O OKC fez 27-18 e mostrou para todos que o Oeste americano tem um novo dono. A defesa foi responsável uma vez mais pela vitória no quarto. A marcação nas bolas longas foi perfeita. O SAS não encestou nenhuma. Tentou seis. Nenhuma caiu, repito. Duas com Ginobili, duas com Kawhi Leonard, uma com Parker e uma com Stephen Jackson.

Por falar em Jackson, ele foi o único reserva efetivo do time com seus 23 pontos. Gary Neal ajudou com mais sete. Os demais nada fizeram, o que mostra que aquela história de o SAS ter dois times era pura balela e nos enganou a todos; eu entre essas pessoas.

E por falar em reserva, isso nos remete a Tiago Splitter. O catarinense jogou apenas 39 segundos. Isso mesmo: 39 segundos. E sabem qual foi o pecado que ele cometeu? Fez uma falta, apenas uma falta, falta esta fruto de um mau posicionamento, segundo a histeria de Gregg Popovich indicou. E esse chilique fez o treinador perder a compostura com o brasuca, diante de todos, e depois tirá-lo do jogo. Uma vergonha, atitude típica de técnico iniciante ou de mau caráter — deixo pra vocês escolherem.

Vocês bem sabem o que penso de Popovich. Trata-se de um ser humano desprezível, um homem com h minúsculo, pois seu caráter é rasteiro e sua moral duvidosa.

Completou seu quinto ano sem nem sequer chegar à final da NBA. E são cinco anos de fila dirigindo um time que tem Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginobili. Os grandes treinadores passam por dificuldades, ficam na fila, isso quando uma geração acaba e eles têm que remontar uma equipe. Não é o caso de Popovich. Seu núcleo esteve intacto esse tempo todo. Mais do que isso: o time foi reforçado com jogadores descobertos pelos olhos atentos e competentes do GM R.C. Bufford. Mesmo assim, mesmo com um time com um trio fantástico e excelentes “role players”, Popovich não consegue, uma vez mais, nem sequer chegar à final da NBA. Repito: pelo quinto ano consecutivo.

Que Popovich conhece o jogo ninguém discute. Tanto assim que muitos apontam-no como o provável substituto de Coach K na seleção dos EUA. Mas um grande treinador não se faz apenas com conhecimento do jogo. Um grande treinador tem que ter caráter e saber se relacionar com o grupo. Tem que conquistar o respeito de todos por conta de seu conhecimento e pela consideração com que trata seus comandados. Não me parece ser esse o caso de Popovich.

Dia desses, ele deu uma bronca em Parker, que se virou e o encarou. E ele ficou quieto. Parker é experiente e não o teme mais como no início. Como no início Manu o detestava, como foi dito pelo argentino em uma entrevista no Canal Space. Ontem, aproveitando-se da imaturidade e do noviciado de Splitter, esculhambou o brasileiro diante de todos, como se o brasileiro fosse um saco de batatas. O mundo viu isso. Uma vergonha. E o que Splitter fez para levar aquela bronca? Daquele jeito? Um mau posicionamento em 39 segundos de jogo? E o SAS vencia a partida por 65-55. Não havia motivos para aquele destempero, que, provavelmente, pode até ter contagiado negativamente a equipe a partir daquele momento, pois, em quadra e no banco, os jogadores perceberam que seu comandante estava perdido, transtornado.

Já disse aqui: eu, no lugar de Splitter, assim que o contrato com o San Antonio acabar, ao final da próxima temporada, pegaria minhas coisas e iria para outro lugar. Ou melhor: eu, no lugar de Splitter, pediria para ser trocado, agora, neste verão americano. Pra mim está mais do que claro que Popovich não gosta de Splitter. E quando um treinador não gosta de um jogador, não tem cristão que faça o negócio dar certo.

São cinco anos de fila. Cinco anos sem ganhar um campeonato com um timaço nas mãos. O San Antonio vai voltar forte no ano que vem. Essa tem sido a sua história. Talvez Popovich consiga remontar sua equipe e fazê-la campeã novamente. Mas a cada ano que passa seus jogadores ficam mais velhos e um novo concorrente surge no Oeste.

Ontem era o Lakers; hoje é o Oklahoma City Thunder. O time da terra dos tornados parece ter um horizonte infindável à sua frente. Seus três principais jogadores, Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden são ainda crianças. KD tem 23 anos e West também, enquanto que o barbudo está com apenas 22. Eles têm um futuro imenso pela frente, pois seus adversários ou envelhecem ou não conseguem encontrar o caminho das pedras.

O futuro parece ser do OKC. E ele parece nos dizer que vem por aí uma nova dinastia na NBA.

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terça-feira, 5 de junho de 2012 NBA | 11:48

OKLAHOMA CITY BATE SAN ANTONIO NO TEXAS E ASSUME A DIANTEIRA NA FINAL DO OESTE

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O San Antonio é tão forte quanto o Oklahoma City para ir ao ginásio do adversário e fazer com ele o que ele fez em seu AT&T Center: ganhar uma partida. É apenas isso que o Spurs precisa para empatar a série (3-2 no momento para o OKC), confirmar o sétimo jogo em seus domínios e tentar, nele, ganhar o título da Conferência Oeste e brigar pelo anel de campeão desta temporada.

Mas não vai ser fácil. O OKC, em sua Chesapeake Energy Arena, 18.203 lugares, é um time difícil de ser dobrado. Nestes playoffs, ainda não perdeu em casa e é o único time a manter a invencibilidade diante dos fãs nesta fase decisiva do campeonato. O SAS perdeu-a nesta noite passada e Miami e Boston já foram derrotados em seus domínios.

Portanto, a derrota de ontem por 108-103 (a bola final de Stephen Jackon não valeu) significou também a perda da invencibilidade do time texano em casa nos playoffs. Se ele ganhar o título desta temporada, não será mais de maneira invicta, como muitos chegaram a supor.

INÍCIO

A impressão inicial era de que o San Antonio não perderia. Abriu uma vantagem de 11-5 logo de cara e via no Oklahoma City um time perdido em quadra, que não conseguia encaixar seus ataques e não defendia com a eficiência habitual. Mas à medida que o tempo foi passando e as bolas do OKC começaram a cair. Com isso, os nervos retomaram o lugar de sempre. E com isso, a segurança reapareceu e o talento dos jogadores foi frutificando naturalmente.

Volto a frisar: o domínio do SAS durou apenas cinco minutos. Pouco para se decretar o vencedor de uma partida. Mas, repito, o que me dava essa impressão era o fato de que o OKC estava com os nervos em frangalhos no começo do jogo. O time errou nada menos do que seus sete primeiros arremessos. Demorou quase quatro minutos para o Thunder pontuar. E, ainda por cima, Serge Ibaka deixou o jogo prematuramente com duas faltas cometidas. Por prematuramente vamos ler 45 segundos. Isso mesmo, o congolês naturalizado espanhol jogou apenas 45 segundos no primeiro quarto.

Ibaka de fora, bolas que não caíam, o time foi se sustentando na defesa. Os cinco primeiros pontos do SAS foram feitos de lance livre. Isso porque os texanos também não estavam acertando o cesto adversário: errou seus três primeiros arremessos, sendo que o quarto nem no aro chegou porque Tim Duncan tomou um toco de Nick Collison, que entrou na vaga de Ibaka.

O jogo estava nervoso, ruim, cheio de erros e com raros acertos. Aos poucos, como disse acima, os nervos não apenas do OKC voltaram ao lugar de sempre, mas do SAS também.

Com isso, passamos a ver basquete.

TÁTICA

O Spurs começou o jogo de ontem com uma modificação no seu “lineup”. Ao invés de Danny Green o técnico Gregg Popovich (foto Getty Images) colocou Manu Ginobili. Certamente, Popovich não queria correr riscos logo de cara, risco do tipo ficar atrás no marcador e não ter pernas para recuperar-se no jogo. Não deu certo. Não deu porque com 5:18 para o final do quarto inicial, Popovich tirou o argentino de quadra, pensando, claro, em suas pernas envelhecidas. O SAS vencia por 15-10. Sem Ginobili, o OKC fez uma corrida de 13-4, tomou a dianteira em 23-19. Manu voltou a 1:16 minuto do final deste primeiro quarto. Não adiantou nada, pois o Thunder seguiu na dianteira do jogo.

Apostar em Ginobili foi uma tática correta. Com ele em quadra desde o início, o SAS torna-se um time muito mais poderoso — e experiente. Neste momento do campeonato, como dizia Michael Jordan, começa a se separar homens de meninos. E Danny Green ainda é um menino. Manu não é.

Mas Manu já dá ares de estar mesmo sentindo o peso da idade. Embora tenha jogado 38:26 minutos, sua produção diminui no momento decisivo da partida, o que era natural.

No primeiro quarto, com as pernas lubrificadas pelo tônico da juventude, Manu, em 7:58 minutos, fez sete pontos (2-3). No segundo quarto, ainda vigoroso, em 8:53 minutos anotou os mesmos sete pontos (2-4). No terceiro, voltando do descanso do intervalo, Ginobili jogou 9:35 minutos e teve seu melhor momento: 13 pontos (5-6). Mas no último quarto, tendo que suportar os 12 minutos totais, mostrou-se cansado: marcou sete pontos, é verdade, mas fez 2-8 nos arremessos.

Manu está às portas de completar 35 anos (28 de julho próximo). A planificação de Popovich para seus dois veteranos (Tim Duncan tem 36 anos) foi perfeita. Mas quando eles têm que sair do habitual, do dia-a-dia, o preço cobrado pode ser caro, como foi ontem, quando o time perdeu seu primeiro jogo nestes playoffs e está agora em desvantagem no marcador, tendo que jogar a próxima partida fora de casa e vencer para não ser eliminado.

Como disse no começo de nossa conversa, o SAS é tão forte quanto o OKC para fazer o que o OKC fez com ele SAS em pleno Texas. O SAS tem forças para ir a Oklahoma e vencer. Vencer, recuperar o mando de quadra e no último jogo tentar triunfar novamente para chegar à sua quinta final de NBA.

Seria um prêmio e tanto para uma geração que nos encantou a todos neste tempo que, inexoravelmente, vai ficando para trás.

TRIO

Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden combinaram para 70 dos 108 pontos do Oklahoma City. Foram os três únicos jogadores a ter duplo dígito na marcação. West foi muito mal nos arremessos (9-24), mas deu nada menos do que 12 assistências, o que acabou por compensar — e muito — seu baixo aproveitamento nos chutes. KD e Harden, ao contrário, foram profícuos nos tiros: 10-19 para Durantula e 6-11 para o barbudo.

Quando não era um, era outro. Não é fácil marcar um time assim. São três caras para se tentar anular. E quando se consegue (um pouco), como no jogo passado, vem a turma do fundão e ajuda. Ontem, Serge Ibaka não conseguiu jogar por causa das faltas, mas participou com nove pontos. Kendrick Perkins fez só quatro pontos, mas pegou dez rebotes, muito embora tenha deixado o confronto mais cedo por causa das seis faltas. Se Derek Fisher não pontuou tanto assim (seis), Daequan Cook fez oito, duas bolas de três no segundo quarto que foram importante para frear uma reação que o SAS ameaça fazer.

Se no jogo passado Durantula (foto AP) foi o homem do último quarto, ontem foi a vez de James Harden. O barbudão marcou nada menos do que 12 pontos e fez 3-3 nas bolas triplas. A última delas, a 28 segundos do final, com o placar em 103-101 para o OKC, foi fundamental para a vitória dos forasteiros. “A jogada foi desenhada para Kevin definir, mas ele não conseguiu sair da marcação, o tempo foi passando e eu senti confiança para arremessar e arremessei”, disse Harden depois da partida.

Arremessou e encestou.

ALERTA

Derek Fisher, as câmeras mostraram, assim que terminou a partida, reuniu o grupo em quadra e falou algumas palavras. Todos ouviram atentamente. Não deu pra saber o que ele disse, mas deve ter dito: rapaziada, foi só um jogo. O mais importante é o próximo. Se perdermos, de nada valerá o que fizemos hoje aqui.

Fish, pra quem não sabe, tem cinco anéis de campeão.

PRÊMIO

Se o título para o SAS seria um prêmio para uma geração espetacular, o troféu de campeão teria o mesmo efeito para uma moçada que está mostrando o seu valor. Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden formam a base da futura geração do basquete norte-americano e, consequentemente, da NBA.

Como disse Gregg Popovich, Durant é o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade.

E é mesmo.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012 NBA | 01:53

OKLAHOMA CITY SURRA SAN ANTONIO E QUEBRA INVENCIBILIDADE DE 20 JOGOS DO ADVERSÁRIO

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Foi na defesa que o Oklahoma City parou o San Antonio na vitória por 102-82. Limitou os texanos a apenas 39,5% de seus arremessos; induziu-os a incríveis 21 erros; Thabo Sefolosha, que não vinha bem na série, tirou a barriga da miséria ao roubar seis bolas dos adversários, além de ter subtraído muito do jogo de Tony Parker; isso tudo sem falar que o OKC trancou o garrafão e permitiu ao SAS apenas 24 pontos, sendo que nos dois jogos anteriores o Spurs tinha anotado, respectivamente, 50 e 42 pontos. E pra finalizar, nos dez jogos feitos até então pelo SAS nestes playoffs, o time tinha uma média de 104,1 pontos por jogo. Nesta quinta-feira anotou apenas 82, como vimos.

Foi na defesa, como disse, mas é claro que não adianta nada defesa forte e ataque estéril. O próprio Sefolosha (foto Getty Images), que ao roubar seis bolas do adversário igualou o recorde da franquia, foi à frente e anotou 19 pontos. Com uma contribuição valiosa e inesperada dessas, Kevin Durant não precisou fazer mais do que 22 pontos. Isso porque Serge Ibaka também ajudou na pontuação e cravou nada menos do que 14 tentos na cesta adversária. Por conta disso também os dez pontos de Russell Westbrook foram suficientes, bem como os 15 pontos de James Harden.

O fato é que o OKC deu uma aula de basquete. Você esperava por isso? Eu não. Vejam: não estou dizendo que não esperava por uma vitória do Thunder; o que eu disse é que não esperava por uma goleada dessas. O placar final da partida, já vimos,  foi 102-82; 20 pontos de diferença. Mas ela chegou a 27, maior diferença da série, diga-se, pois no segundo jogo deste confronto, no Texas, o SAS abriu 22.

No começo de tudo, cheguei a pensar que o Spurs fosse abrir 3-0 neste confronto. O time fez um ótimo primeiro quarto, vencido 24-22. Tudo estava indo bem até que começou o segundo período. Nele, o Oklahoma City fez 32-17 e nunca mais perdeu a vantagem criada.

Tim Duncan, que no jogo passado teve um baixo aproveitamento nos arremessos (2-11), nesta quinta-feira fez 5-15. Ou seja: nos dois últimos jogos, Timmy teve um pobre desempenho 7-26 (26,9%). Foi controlado por Kendrick Perkins, Ibaka, Nick Collison e pela marcação dobrada. Isso tudo ele já enfrentou na vida e na maioria das vezes conseguiu se livrar. Está sendo mais difícil agora. Timmy precisa acordar, caso contrário ficará complicado eliminar o OKC. Nesta partida ele jogou só 26:01 minutos. Espertamente, vendo que a vaca tinha ido pro brejo, Gregg Popovich mandou-o para o banco. No primeiro tempo, Duncan jogou 18:16 minutos. No segundo 7:45, tudo no terceiro quarto, pois no último nem em quadra entrou. Fez certo Popovich, pois, como disse, Timmy é importantíssimo para o sucesso do SAS.

Mas nem tudo foi ruim para o grandalhão do SAS. O bom da história desta quinta-feira foram os cinco tocos que ele deu na partida. Com eles, Timmy passou a ser o jogador que mais tocos deu em toda a história da NBA considerando-se os jogos de playoffs. Chegou a marca de 477, um toco a mais do que Kareem Abdul-Jabbar, até então o líder neste fundamento nesta fase decisiva do campeonato.

Agora, por falar em pivô, o nosso Tiago Splitter não esteve bem. Apenas um ponto e dois rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme; mas dois erros. Cometeu rapidamente três faltas e foi para o banco. Por conta disso, jogou só 5:44 minutos no primeiro tempo. Voltou no terceiro quarto e atuou mais 4:15. No último, não jogou. Quem jogou foi DeJuan Blair, que nem em quadra entrou nos dois primeiros cotejos. Blair marcou dez pontos e pegou seis rebotes. Mas não se impressione: ele jogou o “garbage time”; ou seja, enfrentou a baba do OKC. Além disso, o QI de basquete de Splitter é muito superior ao de Blair. E nas jogadas montadas por Popovich para favorecer principalmente a genialidade de Manu Ginobili, Splitter tem papel importante, como já disse, especialmente no corta-luz e também no “pick’n’roll”. Agora, Splitter precisa abrir os olhos, pois se continuar improdutivo como neste terceiro prélio cai em desgraça com o treinador.

Bem, foi apenas mais um jogo. Jogo excelente para o Oklahoma City e péssimo para o San Antonio. Tem muito mais ainda pela frente. A série já garantiu pelo menos cinco partidas. O time texano chora a derrota e a perda de invencibilidade de 20 jogos. Está mordido, ferido. E cutucar times desse gabarito nunca é bom. Por outro lado eu pergunto: o que deveria fazer o OKC? Perder o jogo? Claro que não; o OKC fez o que tinha que ser feito: surrou o todo-poderoso SAS e deixou claro que se for para entregar esta série, não será de mão-beijada.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012 NBA, outras | 13:03

SAN ANTONIO FAZ 2-0 NA SÉRIE E DÁ SINAL DE QUE ELA PODE SER CURTA

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Estou começando a achar que a série será curta. O San Antonio passou pelo Oklahoma City com relativa facilidade. A vitória por 120-111 colocou o SAS na frente em 2-0 e, se bobear, poderemos ver o time texano roubando uma vitória do OKC no estado dos tornados e resolver a parada na quinta partida. Já vi manifestações de torcedores falando em varrida. Acho exagero; mas estou começando a achar que a série será curta. Posso estar enganado.

Se no primeiro jogo foi Manu Ginobili quem colocou a bola debaixo do braço e levou o time à vitória, desta vez foi outro estrangeiro, Tony Parker, o dono do jogo. O francês anotou nada menos do que 34 pontos e deu oito assistências. Tomou uma porrada de Russell Westbrook, ainda no primeiro tempo, daquelas porradas que o cara diz que vai na bola, mas aproveita e desce o braço, e que por isso deveria ter tomado uma técnica e não tomou, mas eu dizia que o armador do Spurs apanhou do armador do Thunder e não falou nada. Não passou recibo. Apenas cerrou os dentes e desandou a jogar mais ainda. Gosto de jogador assim: responde na bola as bordoadas que leva.

Foram 34 pontos e oito assistências. O aproveitamento foi incrível: 16-21 (76,2%). E sabem o que é assustador? Que, como disse, Parker (foto AP) é armador e fez a maioria de seus arremessos à meia-distância.

Mas Manu voltou a jogar bem. Aliás, durante o jogo, postei em meu Twitter (@frsormani) que considero Ginobili o maior estrangeiro a ter pisado em uma quadra da NBA. Alguns retrucaram dizendo que foi Hakeem Olajuwon, mas eu respondi dizendo que Hakeem jogou as Olimpíadas de Atlanta-96 com a camisa dos EUA e fez o “college” na Houston University. Teve formação americana. O mesmo vale pra Tim Duncan, que embora tenha nascido nas Ilhas Virgens, jogos Atenas-04 pelos EUA, estudou em Wake Forest e é americano e ninguém pode negar. Os que retrucaram com Drazen Petrovic e Dirk Nowitzki retrucaram bem. Os que falaram em Steve Nash, eu respondi que Nash, assim como Hakeem e Timmy, fez o “college” na universidade de Santa Clara, Califórnia e tem igualmente formação americana.

Manu jogou bem, eu estava dizendo antes desta digressão. Do banco veio e do banco trouxe 20 pontos (7-8 nos lances livres). Ajudou com mais quatro assistências. Timmy, completando o trio de tenores do SAS, desafinou: 11 pontos, com um aproveitamento de 2-11 nos arremessos. E ele é grandalhão e joga perto da cesta.

Mas vejam, mesmo com seu xerife jogando mal, o SAS ganhou. E ganhou, como disse, com relativa tranquilidade. Aí eu pergunto: imagina se ele joga bem também! Teria sido uma lavada? Quem sabe…

Quanto ao OKC, mesmo com Kevin Durant marcando 31 pontos, James Harden anotando 30 e 27 de Russell Westbrook, o time ficou na rabeira do placar o tempo todo, como eu disse. Se a gente considerar que esses três são titulares, o banco do Thunder colaborou com 12 pontos: dois de Thabo Sefolosha (reseva e não titular) e dez de Derek Fisher. Se considerarmos que Manu é titular no SAS, o banco texano respondeu com 28, pois neles eu acrescento os dez de Danny Green, que na verdade é reserva, pois nos momentos cruciais é o argentino quem está em quadra. Então, pra mim, ele é titular e não Green.

E não tem ninguém na NBA no momento que se aproveita melhor dos “pick’n’roll” e corta-luz do que Manu. Sua afinação com Tiago Splitter, por exemplo, é espetacular. E o brasileiro tem se aproveitado desta situação, pois muitas vezes a bola sobra pra ele. Além dos pontos (foram oito), ele tem melhorado o passe (foram três assistências).

Aliás, por falar em Tiago Splitter, não há como não mencionar o “Hack-a-Shaq” do Oklahoma City; ou melhor, de Scott Brooks. Já disse aqui: acho a prática nojenta. Mas se ela for aplicada contra Gregg Popovich, eu acho válido. Popovich precisa provar um pouco de seu veneno. Como disse no Twitter ontem no momento da partida tudo o que for feito contra Popovich eu aprovo. Não gosto dele, já disse aqui. Ele é genial, mas é gênio do mal. É adepto do “Hack-a-Shaq”, manda os caras jogarem sujo (“We need to get more nasty, play with more fiber and take it to these guys”, disse ele no primeiro jogo). Não gosto de gente assim. Popovich, pra mim, não é um desportista na extensão da palavra. Não gosto dele como não gosto do José Mourinho. Mourinho, assim como Popovich, é genial; mas é gênio do mal. Não aprovo as práticas do português. Minha natureza reprova esse tipo de procedimento. Quem acha isso válido, respeito, mas não sou assim.

O “Hack-a-Shaq” foi feito em cima de Tiago Splitter. O brasileiro fez 6-12 nos lances livres. O aproveitamento de 50% é ruim. Isso fez com que ele jogasse apenas 11:20 minutos. E aqui pode residir um problema para o SAS: o descanso de Timmy. Ele tem 36 anos e se a série se alongar (o que eu já estou duvidando, como disse), ele pode ter problemas. Ontem atuou por 36:18 minutos. Na primeira partida foram exatos 35 minutos. Só pra comparar, na série diante do Utah foram 30 minutos e subiu para 34 contra o Clippers. E na fase de classificação, 28 minutos. Claro que ele foi poupado na fase regular pra que Popovich tirasse o couro dele agora. Mas fica uma ponta de preocupação.

Por isso, Tiago Splitter tem que melhorar seu desempenho nos lances livres para ajudar a ele e ao time. Se não o fizer, atrapalhará no descanso de Timmy e pouco estará em quadra nestes playoffs.

Acho que é isso. Será que faltou alguma coisa? Ah, sim: o OKC tem que resolver a questão do “pick’n’roll” e do corta-luz do SAS. Se não o fizer, vai ser surrado neste confronto. E, pra encerrar mesmo: o SAS somou sua 20ª vitória consecutiva. Está invicto nos playoffs depois de dez partidas. Joga mesmo muuuuuuuita bola nestes playoffs.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012 NBA | 11:03

SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE

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Em primeiro lugar, devemos ressaltar que foi um jogo de cavalheiros. Não houve provocação de nenhuma das partes. Os atletas se respeitaram em quadra. Venceu quem jogou melhor, na bola, sem trapaças. Que assim seja até o final desta série, pois quem ganha é o esporte, no caso o basquete.

Por conta disso, a vitória do San Antonio por 101-98 foi incontestável. O time texano abre 1-0 na série e se fizer nova vitória, amanhã (22h de Brasília), a situação do Oklahoma City ficará muito difícil.

Alguns pontos que têm que ser ressaltados no jogo de ontem:

1) Foi um jogo de cavalheiros porque Gregg Popovich não usou sua tática vil, torpe, do “Hack-a-Shaq”. Talvez não tenha usado por temor de que o OKC fizesse o mesmo em cima de Tiago Splitter e, com isso, não pudesse descansar Tim Duncan, que aos 36 anos de idade não pode ficar 40 minutos em média por partida numa série que tem tudo para ser definida em sete jogos. E o fato de não ter recorrido a tão reprovável método deixou claro que o SAS e ele próprio não precisam disso para vencer. E venceram um adversário que para muitos é o melhor time da NBA no momento e, repito, sem a nojenta tática do “Hack-a-Shaq”.

2) Com a vitória, o San Antonio somou seu nono triunfo consecutivo nestes playoffs. Foram duas varridas anteriormente a esta contenda: 4-0 no Utah e 4-0 no Clippers. Será que teremos nova varrida? Como disse acima, não creio. Creio, isto sim, em uma série longa. Em tempo: foi a 19ª vitória consecutiva do time contando, obviamente, jogos da fase de classificação.

3) Manu Ginobili, quando entrou em quadra pela primeira vez, a 6:31 do final do primeiro quarto, deu a impressão que não teria uma boa noite. Deu um passe que foi interceptado por Thabo Sefolosha, perdeu uma bola para James Harden e tomou dois tocos de Kevin Durant. Estava zerado no jogo e de bom tinha pegado um rebote defensivo e roubado uma bola de Harden. Mas, com a laranjinha nas mãos, não conseguia jogar. Mas tudo começou a mudar a 51 segundos do final, quando “El Narigón” anotou seus primeiros dois pontos, da meia direita do ataque alvinegro. Na sequência, uma bandeja. E finalizou o quarto encestando uma espetacular bola de três no estouro do cronômetro. Dali para frente, teve uma atuação notável, terminando a partida com 26 pontos (9-14; 3-5 nas bolas de três). Pra mim, Manu Ginobili (foto AP) foi o dono do motorrádio; ou seja: o melhor jogador em quadra.

4) Ainda sobre Manu Ginobili: o OKC precisa encontra uma maneira de marcá-lo. Caso contrário perde a série sem oferecer muita resistência ao adversário. O caso Ginobili me lembra o caso do cobertor curto. Scott Brooks, o treinador do OKC, quando coloca em quadra Derek Fisher, passando Kevin Durant para ala-pivô, fica sem um marcador ideal para o argentino. O cara, a gente bem sabe, tem que ser Thabo Sefolosha. Ou mesmo KD. Mas nesta formação, Harden e Fish se revezam na marcação e os dois não têm estofo defensivo para isso. Ou seja: com Fish em quadra aumenta o arsenal ofensivo do Thunder, mas defensivamente o time se fragiliza. O que fazer?

5) Em exatos 35 minutos, Tim Duncan anotou 16 pontos e pegou 11 rebotes. Foi fundamental na briga pelos pontos no garrafão, onde o SAS bateu o OKC por 50-26. No quarto final, onde tudo foi resolvido, o Spurs fez nada menos do que 16-2.

6) Por falar no quarto final, o SAS anotou 39-27. E é bom lembrar que o time texano entrou neste período com uma desvantagem de sete pontos: 71-64. Quando Tony Parker (18 pontos e seis assistências) anotou dois pontos e levou o marcador a 75-74, a 6:54 do final, o SAS não perdeu mais a dianteira da partida.

7) Durant (27 pontos e dez rebotes) tinha que ter levado Kawhi Leonard mais para o “low post”. A diferença de tamanho e envergadura é grande demais. São 2,06m contra 2,01m. Sem contar que KD arrasta os braços pelo chão, de tão longo que eles são. Mas pouco utilizou essa jogada, preferindo os arremessos longos ou os “mid-rang”.

8) Russell Westbrook foi um desastre: 7-21 nos arremessos, apenas 17 pontos e cinco assistências.

9) Tiago Splitter fez nove pontos e pegou seis rebotes. Mas foi um embaraço na linha do lance livre: 1-5. Num desses tiros da linha fatal, deu “air-ball”. Constrangedor.

Alguém tem mais a destacar? Se tiver, fique à vontade, a casa, ou melhor, o botequim é nosso.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 11:41

AFINADÍSSIMOS, LEBRON E D-WADE COMANDAM SHOW DO MIAMI DIANTE DO INDIANA

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Ontem postei no meu Twitter (@frsormani) o seguinte: Falem o que quiserem, mas quando LeBron James e Dwyane Wade estão inspirados, não tem “fast break” mais bonito de se ver em toda a liga. E adiciono agora: não tem mesmo.

E os dois, ontem, estavam inspirados. A alegria parece ter voltado ao convívio do Heat. O chilique de D-Wade com o técnico Erik Spoelstra, ao que tudo indica, faz parte do passado. Por conta disso, o time do sul da Flórida voltou a jogar bem.

Isso ficou claro na vitória de ontem diante do Indiana por 115-83. Esses 32 pontos chegaram a 37. O Pacers jamais conseguiu a dianteira do jogo. Esteve atrás o tempo todo.

É certo que o Pacers sentiu a subtração do jogo de Danny Granger e David West. Os dois se contundiram durante a partida e não puderam ser úteis ao técnico Frank Vogel como deveriam.

Granger foi quem mais sofreu por conta de uma torção no tornozelo esquerdo. Jogou apenas 20:29 minutos. Contundiu-se na metade do segundo quarto. Saiu e só retornou quando o terceiro começou. Voltou a sentir dores no local. Jogou apenas 3:11 minutos. Quando deixou a quadra, o Pacers perdia a partida por 56-45. Depois disso, o Miami fez uma corrida de 59-38 e liquidou a fatura.

West ficou de fora todo o quarto derradeiro. Quando o terceiro terminou, o Miami vencia por 76-57. Joelho; esse foi o grande vilão da história para West.

O Heat, claro, nada se solidarizou com o adversário. Ao contrário; deve ter rido da situação. Sim, pois a série está quente por conta do mau comportamento de alguns jogadores do Indiana, especialmente Granger, que insiste em provocar LBJ e D-Wade, numa tentativa de desestabilizá-los emocionalmente — principalmente a LeBron. Isso criou um clima ruim. West também tem dado umas bordoadas desnecessárias e até mesmo Tyler Hansbrough, filho de North Carolina, onde essas cafajestadas não são ensinadas e sim repudiadas, ontem deu uma porrada em Wade que chamou a atenção. Minutos depois, levou o troco de Udonis Haslem.

Desses desfalques se aproveitou o Miami para construir essa vitória humilhante. LeBron e Dwyane combinaram para 58 pontos, 13 rebotes e dez assistências. LBJ, aliás, poderia ter terminado com o “triple-double” se não tivesse sido sacado do jogo quando ainda faltavam 4:18 minutos para o final. Acabou a pugna com 30 pontos, dez rebotes e oito assistências. Dwyane ficou com 28 pontos, mas poderia ter terminado com mais de 30 se não tivesse tido um aproveitamento de 7-13 nos lances livres. Na série tem 31-45, o que dá um desempenho ruim de 68,9%. E o que a gente pode deduzir disso? Se o San Antonio passar pelo Oklahoma City na final do Oeste e pegar o Miami na final da NBA, a vítima do “Hack-a-Shaq” de Gregg Popovich já foi escolhida.

Outros jogadores do Miami merecem ser mencionados neste nosso bate-papo: Shane Battier, 13 pontos e 4-5 nas bolas de três; Mário Chalmers, oito pontos e 11 rebotes; Udonis Haslem, dez pontos e seis rebotes; Joel Anthony, sete pontos e quatro tocos.

O próximo jogo da série está marcado para amanhã à noite (21h de Brasília) em Indianápolis. O Pacers vai precisar muito de Granger e West. Se eles não jogarem ou jogarem baleados, o Miami tem tudo para fechar o confronto. Caso contrário, poderemos ver um sétimo jogo.

VERDADE

Um texto que eu publiquei aqui neste blog no ano passado, quando o San Antonio foi eliminado pelo Memphis, está sendo resgatado por algumas pessoas que aparecem aqui no botequim apenas para reclamar do colarinho do chope.

Nele eu digo que Tony Parker correu sozinho na série contra o Memphis e que ele teria que liderar uma nova geração a partir da eliminação do San Antonio na primeira rodada dos playoffs. E acrescentei: se o Spurs não quiser morrer, tem que, com cuidado, aos poucos, respeitando Timmy e Manu, colocando-os de lado e substituindo-os por George Hill e Tiago Splitter. Hill, aliás, é agora jogador do Indiana por opção própria, pois quis voltar pra casa.

Disse também que a vida é assim mesmo. Que tudo tem começo, meio e fim e que o San Antonio está chegando ao fim com sua geração genial.

E, por fim, critiquei Gregg Popovich dizendo que ele não teve planejamento algum para Tiago Splitter e que soltou o brasileiro às feras nos playoffs, quando viu que o barco estava afundando. Tanto é verdade que durante a fase de classificação Tiago teve uma média de 12,3 minutos por jogo; nos playoffs, pulou para 16,7. Um jogador que mal entrou em quadra na fase regular. Foi no desespero, sem saber o que fazia, que Popovich fez isso. Sua atitude motivou comentários críticos por parte da mídia norte-americana à época.

Nos três primeiros jogos dos playoffs contra o Memphis, Splitter não jogou. E nem podia mesmo, pois não tinha ritmo de jogo, entrosamento e nem experiência. Esperava-se que fosse assim até o final do embate diante do Grizz. Mas surpreendentemente Tiago começou a jogar. No quarto jogo do confronto, Splitter atuou por 22 minutos; no quinto, 15; e no derradeiro, 14.

Por fim, disse: Fora Popovich!

Hoje a história é outra. O San Antonio é favorito para ganhar o título e Popovich foi eleito o melhor treinador da temporada. Por conta desta realidade, o pessoal que entra no botequim para reclamar da temperatura do chope começou a orquestrar um movimento no sentido de me ridicularizar, lembrando esse texto, que você pode ler na íntegra clicando aqui.

Estava eu errado ou Popovich? Alguns números podem ajudar-nos a responder essa pergunta. Vamos a eles…

Na temporada passada, Gregg Popovich usou a abusou de seus Três Tenores. E o preço pago foi alto demais, pois na última partida da fase de classificação, sem chance mais de ficar com o primeiro lugar geral e já classificado em primeiro no Oeste, Popovich mandou a quadra seu time titular diante do Phoenix e logo com dois minutos de jogo Manu Ginobili machucou o cotovelo. Mais tarde, soube-se que ele teve microfraturas no local e isso comprometeu todo seu jogo na série diante do Memphis. Nesta temporada, nos dois últimos jogos nenhum componente dos Três Tenores entrou em quadra.

E mais: Manu Ginobili, que teve média de 30,3 minutos na temporada passada, nesta caiu para 23,3 nesta. Parker jogou menos nesta temporada e Timmy também.

Vendo que o que ele fez no campeonato anterior poderia destruir sua equipe, Popovich, esperta e competentemente, montou dois times em um só. Tanto assim que todos concordam que o San Antonio tem a melhor segunda unidade da liga.

Popovich mudou. Mudou porque chegou à óbvia conclusão que se ele continuasse tirando o couro de seus Três Tenores como fez na temporada passada e se continuasse ignorando seus jogadores reservas, o time não teria futuro nesta competição. Mudou e está se dando bem, a ponto de a maioria entender que o Spurs é o grande favorito ao título desta temporada.

Portanto, eu pergunto: quem estava errado nessa história, Popovich ou eu?

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segunda-feira, 21 de maio de 2012 NBA | 16:27

USANDO NOVAMENTE O ‘HACK-A-SHAQ’ SAN ANTONIO PASSA PELO CLIPPERS E ESTÁ NA FINAL DO OESTE

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O San Antonio está na final do Oeste. Varreu ontem à noite o Clippers com a vitória em Los Angeles por 102-99, mas poderia não ter ocorrido a varrida se Gregg Popovich não fosse trapaceiro. Mas ele é e por conta disso o Spurs varreu o Clips.

No jogo de ontem, em dois momentos Popovich usou desta tática desprezível e nojenta para tentar superar o adversário, que estava melhor do time dele na bola. Naqueles dois momentos, o SAS teve menos bola do que o Clips. Foram no final do primeiro quarto (faltas em DeAndre Jordan) e quase que ao final da partida (faltas em Reggie Evans). Nesta segunda situação, o time californiano vencia o jogo por cinco pontos de diferença e vivia um grande momento. Foi então que o trapaceiro entrou em cena e mandou seus jogadores fazerem faltas em Evans. Dá pra notar o constrangimento dos jogadores do San Antonio. Mas eles não têm o que fazer a não ser acatar o que determina o comandante.

Como disse, o SAS não precisa disso para vencer. É um timaço. No momento, um dos melhores (se não o melhor) da NBA. E Popovich (foto AP) não precisava manchar sua carreira aos meus olhos (e de muitos) usando essa tática abominável. Ele que coloque a cabeça pra funcionar, ao lado de seus auxiliares, e encontre a melhor forma de conter o volume de jogo do adversário. Se não encontrar, que perca o jogo. Perder faz parte. E perder com elegância é nobre, especialmente quando se cotejado a vitórias fruto de trapaças — como a deste domingo e a do jogo anterior.

Ontem, durante a transmissão, Steve Kerr comentou o assunto. Culpou a NBA. Corporativista, é claro, preferiu não se aprofundar no assunto. Ficou no comentário raso. Culpar apenas a liga é mais simples e menos comprometedor. Cartola é igual em todo o mundo. Ninguém gosta. David Stern também não foge à regra. Falar mal dele não compromete; ao contrário. “Nossa liga é a única no mundo onde esse tipo de situação é permitido”, disse Kerr. “Ninguém vem ao ginásio para ver uma coisa dessas (aqui ele criticou, meio que timidamente, Popovich). Então, a NBA precisa rever isso. Acho que faltas desse tipo devem ser punidas com um lance livre e posse de bola”.

Ótima ideia. Algo tem que ser feito. De jeito que está é que não pode ficar. É uma vergonha.

RÉU

Ao final da partida, ou melhor, ao final da série, Gregg Popovich cumprimentou a todos os adversários, mas se alongou um pouco mais com DeAndre Jordan e Reggie Evans. Por que será, hein? Claro, ele se sente culpado pelo que faz. Ora, se ele sente que o que faz é constrangedor e recriminável, por que faz? Por que a regra permite? Ora, já disse, nem tudo que é legal é moral.

Li outro dia, em um site, a definição do conceito de “ética”. Acho que o que Popovich faz, além de imoral, é também antiético. A definição é a seguinte: “Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social”.

O exemplo que o Ricardo Camilo deu em sua mensagem é perfeito: furar fila não é proibido. Mas é antiético. Ninguém gosta; todos desaprovam. O “Hack-a-Shaq” não é punido com o rigor que deveria, mas nem por isso é moral usufruí-lo. O “Hack-a-Shaq” é imoral e antiético. Tanto é que os outros 29 técnicos da liga não o usam em seus jogos. Ou seja: será que o batalhão marcha errado e apenas Popovich marcha corretamente? Será que todos são bobos e apenas Popovich é esperto?

Se ser esperto é se aproveitar de situações desse tipo, eu prefiro ser bobo.

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sábado, 19 de maio de 2012 NBA | 19:56

TÁTICA NOJENTA DO ‘HACK-A-SHAQ’ MANCHA VITÓRIA HISTÓRICA DO SAN ANTONIO DIANTE DO CLIPPERS

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O San Antonio acabou de vencer o Clippers. Fez 96-86 em pleno Staples Center de Los Angeles. Abriu 3-0 na série semifinal do Oeste, tendo somado seu 17º jogo sem derrota. Sete deles nos playoffs, o que significa um recorde da franquia. Some-se a isso o fato de que o Spurs é o único time invicto nesta fase decisiva do campeonato.

O terceiro quarto, se você não acompanhou o jogo, foi arrasador. O SAS impôs uma corrida de 26-8, que, somada ao segundo (32-20), totalizou um “score” de 58-28 nesses 24 minutos referidos. Foi um espetáculo. Nenhum reparo. Tim Duncan, vamos particularizar, foi o comandante do time nesses dois períodos. Neles, ele anotou todos os seus 19 pontos e pegou sete de seus 13 rebotes.

Há muito mais a dizer da beleza desta vitória alvinegra. Mas ela ficou manchada pela nojenta tática do “Hack-a-Shaq”, que Gregg Popovich tanto gosta de empregar em jogos difíceis quando ele observa, através das estatísticas, que o adversário tem um jogador vulnerável na linha do lance livre. No caso deste confronto diante do Clips, a vítima foi Reggie Evans. O pivô do time californiano era abraçado por Boris Diaw, a mando de Popovich, de modo constrangedor. Foi aos lances livres em quatro oportunidades e acertou apenas dois. No total, Evans fez 3-10; horrível.

Mas horrível mesmo foi o Popovich fez e faz. Por causa disso e de outras coisas é que eu não vou com a cara dele. Popovich e o San Antonio não precisam disso. Mas Popovich, infelizmente, parece mesmo ser um ser medíocre, para não dizer desprezível. Um campeão que não faz parte da linhagem dos grandes nomes da história do esporte mundial.

Como disse, nojento. Ou abominável, asqueroso, repugnante. Enfim, escolha o adjetivo que você quiser se você faz parte da turma do lado de cá.

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