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terça-feira, 21 de agosto de 2012 NBA, outras | 19:36

LÁ COMO CÁ É TUDO IGUAL: SELEÇÃO LESA TIMES E FICA POR ISSO MESMO

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Lá como cá é tudo igual. Explico: por conta dos Jogos Olímpicos, o Clippers perdeu Chris Paul para o “training camp”, que começa no dia 29 de setembro próximo.

CP3 (foto) rompeu os ligamentos do dedão da mão direita durante a preparação do time norte-americano para os Jogos de Londres. Postergou a cirurgia para não perder a competição e hoje entrou na faca. Vai ficar dois meses em recuperação. E que se dane o Clips, que pagará a ele nesta temporada US$ 17,77 milhões.

CP3 vai perder o período de preparação e, com isso, não vai treinar com os novos companheiros, como Lamar Odom, Grant Hill, Ronnie Turiaf, Ryan Hollins e Jamal Crawford. Ou seja: perderá importante tempo para buscar entrosamento e decifrar as novas jogadas que serão criadas por conta da mudança da equipe.

Lá como cá, disse eu, é tudo igual. Jogador vai pra seleção, que não paga nem um centavo sequer ao time e ainda por cima o devolve machucado.

Aqui é assim também quando o assunto é esta desagradável seleção brasileira de futebol. Um porre; não tem nada mais inconveniente do que este selecionado que não para de jogar e arrebenta os times durante a temporada.

Vejam o caso do Neymar: o Santos o empresta gratuitamente à seleção, quando a seleção deveria pagar pelos dias que fica com o jogador. Não paga nada e ainda o entrega arrebentado. E o Santos pagará a Neymar nesta temporada R$ 36 milhões, que se traduzido em moeda norte-americana teremos algo em torno de US$ 18 milhões; ou seja, o mesmo salário de CP3 no Clips.

E não me venham com essa de que não é o Santos quem paga a totalidade deste salário. Verdade, o clube paga um terço disso, os outros dois terços vêm de receitas criadas pelo clube e não por nenhum benfeitor.

Além disso, neguinho que não torce para o Santos (ou para o São Paulo se o exemplo for o Lucas; ou para o Inter, se o exemplo for o Leandro Damião), neguinho não torce para qualquer um desses times ainda fica enchendo o saco se o jogador não atua bem. Ora, vão todos plantar batatas!

Lucas, Damião e Neymar (foto) não são da seleção. Eles pertencem a seus clubes, que os emprestam à seleção, que não paga nada, devolve jogador baleado e os caras ainda têm que ouvir encheção de saco de torcedor de outro clube que fica criticando os caras porque eles não ganharam a medalha de ouro olímpica!

É o que eu sempre digo: não está satisfeito, devolve os jogadores para seus clubes. Lá eles fazem muita falta.

Agora o mesmo se passa em LA com CP3. Vejam o prejuízo que o Clips vai ter ao perder seu armador por dois meses!

Com certeza o início da competição estará comprometido. Os caras vão ter que se entrosar jogando. As jogadas serão conhecidas à medida que o tempo passa.

E quem pagará por isso? Ninguém.

Dane-se o Clips, como danem-se o Santos, o São Paulo e o Inter.

Como tenho dito na Rádio Jovem Pan: bem que essa frescura de seleção poderia acabar. O ideal seria reunir os caras dois meses antes do Mundial e ponto final. Mas não, fica uma chupinhação de quatro anos, lesando clubes e torcedores.

O Atlético Mineiro faz uma campanha maravilhosa nesse primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas o Santos, o São Paulo e o Inter não puderam contar com seus principais jogadores durante quase todo esse turno inicial. Então eu pergunto: essa liderança do Galo realmente reflete a realidade?

Na NBA vai ocorrer o mesmo. Certamente o Clips vai perder jogos por conta disso tudo que eu disse acima. Aí eu volto a perguntar: será que seria assim se a lesão de CP3 não tivesse ocorrido?

Olimpíadas são muito legais, Copa do Mundo de futebol é muito legal também. Mas os times são muito mais importantes do que os selecionados.

Por isso eu discordo de David Stern quando ele propõe o limite de idade de 23 anos para o torneio de basquete. Se eu fosse a NBA, não liberaria os jogadores e faria os EUA disputarem as Olimpíadas novamente com os jogadores universitários.

Os profissionais custam muito dinheiro às franquias. Essa lesada que elas sofrem, a mim, é um escândalo.

Claro que Stern e a NBA não querem isso. Eles querem seus jogadores enfrentando a molecada do resto do planeta e eles ganhando (como vão ganhar) a medalha de ouro. E o mundo dizendo que o futuro da NBA será sensacional por causa da medalha de ouro olímpica conquistada pela molecada norte-americana.

Repito: uma vergonha, uma chupinhação e uma encheção que não têm fim.

Lá e cá.

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sábado, 6 de agosto de 2011 basquete brasileiro, NBA, Seleção Brasileira | 21:03

LARRY BROWN, UM CARA DIFERENCIADO ENTRE NÓS

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Larry Brown está aqui em São Paulo. Está entre nós por conta de uma clínica de basquete.

Sou fã de Larry Brown. É um cara diferenciado, que trata a todos com muita atenção e educação. E é competente.

Minha primeira experiência com ele foi no “All-Star Game” de 2001, em Washington. Na época, Brown dirigia o Philadelphia (que faria a final contra o Lakers e seria batido por 4 a 1), e pela belíssima campanha dirigiu a seleção do Leste.

Conversei com ele no vestiário da seleção do Leste depois da partida. As atenções estavam todas voltadas para Allen Iverson, o MVP da contenda onde o Leste venceu o Oeste por 111 a 110 numa recuperação espetacular.

Mas Brown também deu suas entrevistas. Fiquei observando-o sentado em um dos bancos, com o filho mais novo sentado em sua perna esquerda. O menino devia ter uns dez anos, no máximo. Hoje, creio eu, deve estar se formando na faculdade.

Depois que ele conversou com os jornalistas, fui ter um colóquio com Mr. Brown. Ele me atendeu muitíssimo bem, respondeu a todas as perguntas e quem deu a entrevista por encerrada fui eu.

DIFERENÇAS

Em 1995, num jogo em Miami, fui ao vestiário do Detroit. Conversei com Grant Hill, que me disse ser admirador da música brasileira e que costumava tocar ao piano “Wave”, de Tom Jobim.

Mas a conversa não rendeu muito mais do que isso. Hill estava se preparando para a contenda diante do Heat. Foi educado, mas lacônico.

Minha experiência com Joe Dumars (foto), que ainda jogava pelo Pistons, não foi das melhores. Depois da partida, ele olhava o “box score”, num canto do vestiário, e com muito má vontade me atendeu. Depois de umas três perguntas ele disse: “Enough”. Uau!

Larry Brown, ao contrário de Hill e principalmente Dumars, foi o entrevistado que todo entrevistador quer ter. Desde então tornei-me ainda mais admirador de seu trabalho, pois na balança eu jogo não apenas o que Brown faz dirigindo uma equipe de basquete, mas também o afeto que sinto por ele.

DECEPÇÃO

Fiquei triste e desapontado com Michael Jordan quando ele demitiu Larry Brown do cargo de treinador do Charlotte Bobcats. Brown que levou o Cats aos playoffs no ano passado pela primeira e única vez na história desta franquia que ainda engatinha.

Demitido por quê? Por que o time estava mal na temporada passada? Ora, Coach Brown tinha muito crédito e não poderia ter sido demitido por conta disso.

O que mais me deixou intrigado é que ambos são frutos de North Carolina. E a união que existe entre jogadores, ex-jogadores, treinadores e ex-treinadores de Carolina é algo que emociona.

Por que MJ demitiu Larry Brown?

RECORDE

Larry Brown, quase todos sabem, mas se você não sabe eu conto, é o único treinador na história do basquete norte-americano a ser campeão no universitário (Kansas, 1988) e na NBA (Detroit em 2004).

OURO

Como jogador, Larry Brown ganhou a medalha de ouro jogando pela seleção dos EUA nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964. Sabem quem acabou com o bronze? O Brasil.

Na fase de grupos, o Brasil enfrentou os EUA e perdeu por 86 a 53. Com o resultado, os brasileiros, que tinham no time Wlamir Marques, Amaury Pasos, Ubiratan Maciel, Rosa Branca, entre outros, ficaram em segundo lugar no Grupo B, atrás apenas dos norte-americanos.

Os 16 selecionados foram divididos em dois grupos de oito e o regulamento previa que classificavam-se apenas os dois primeiros de cada um deles e os quatro times fariam as semifinais. Por ter ficado na segunda posição, o Brasil pegou a extinta URSS, líder do A, enquanto que os EUA jogaram contra Porto Rico, o segundo colocado.

Nosso selecionado perdeu por apenas seis pontos para os soviéticos: 53 a 47. No outro confronto, os norte-americanos fizeram moles 62 a 42.

O bronze veio com a vitória diante dos porto-riquenhos por 76 a 60, enquanto que os EUA venceram a URSS por 73 a 59. Dois jogos onde os vencedores sobraram em relação aos perdedores.

A campanha dos EUA foi impecável: nove vitórias e nenhuma derrota.

Larry Brown era o armador titular dos EUA. Teve média de 4,1 pontos por jogo. Naquela época, não se computava as assistências, infelizmente.

RECADO

Foi graças à sua experiência como jogador universitário e profissional, bem como suas passagens pela seleção dos EUA, que Larry Brown tornou-se treinador. Tem muito o que ensinar em sua clínica aqui em São Paulo.

Mas o que mais me chamou a atenção foram suas palavras na entrevista coletiva desta sexta-feira (Foto Divulgação ao lado do técnico assistente Dave Hanners), em uma churrascaria em São Paulo. Brown deu um puxão de orelhas nos brasileiros que não se emocionam com a camisa de nosso selecionado.

Era um recado claro para Nenê Hilário e Leandrinho Barbosa.

Em entrevista publicada pelo site do UOL, Brown disse: “É um grande erro os brasileiros da NBA não quererem jogar pela seleção nacional. Não sei por que isto acontece, eles devem ter suas próprias razões. Mas se você tem orgulho de seu país e quer ajudar a desenvolver o basquete, os melhores atletas precisam jogar [na seleção]. Estive na França dois anos atrás e vi o quanto os jogadores de lá querem estar com a seleção. O Dirk Nowitzki quer jogar pela Alemanha no campeonato europeu”.

E emendou: “Defender a seleção de seu país precisa ser a coisa mais importante, acima da NBA”.

REFLEXÃO

Vocês bem sabem o que eu penso sobre a situação. O jogador tem todo o direito de pensar no que é melhor pra ele. Respeito esse posicionamento.

Mas… Concordo com Coach Brown: pra se incrementar a modalidade, especialmente no Brasil, que perdeu sua identificação com o basquete, seria muito legal que nossos jogadores da NBA entrassem em quadra com a camisa do Brasil.

Por que o vôlei tornou-se o que é hoje? Por causa dos clubes? Lógico que não: tornou-se o que é hoje por causa da seleção.

A FIVB (Federação Internacional de Voleibol) sabe disso. Por isso, o que não falta é torneio envolvendo seleções. É Liga Mundial, Copa do Mundo, Mundial, Jogos Olímpicos; enfim, os selecionados estão na ativa todos os anos.

No basquete, há apenas duas competições importantes: Mundial e Olimpíada.

Já que a reunião do selecionado de basquete é tão esporádico, a presença dos nossos melhores jogadores seria indispensável para o crescimento da modalidade.

Infelizmente, isso não ocorre.

QUOTE

“Defender a seleção de seu país precisa ser a coisa mais importante, acima da NBA” — Larry Brown.

A diferença de como um país trata seus filhos pode explicar muita coisa. Entre elas, o posicionamento de nossos jogadores em relação à seleção brasileira.

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domingo, 3 de julho de 2011 NBA | 22:53

O COMPROMETIMENTO DOS TIMES COM O ‘SALARY CAP’

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Embora a NBA esteja em locaute neste momento e a gente nem saiba ainda se teremos ou não a próxima temporada, muito se pergunta sobre reforços e muito se questiona a respeito dos free-agents.

Nenê pode ir para o Boston? Caberia no Lakers? E que tal no Miami? E Marc Gasol, pode ir para Los Angeles juntar-se ao irmão? E J.J. Barea, pode jogar no Heat, seu rival na decisão do último campeonato? Que tal David West no New Jersey? E Tyson Chandler, vai pra onde?

Há outros free-agents no mercado que despertam interesse em times da NBA, como Richard Jefferson, Jason Richardson, Jamal Crawford, Wilson Chandler, DeShawn Stevenson, Caron Butler, Grant Hill, Tayshaun Prince, Samuel Dalembert, entre outros.

Mas como estão os times neste momento? Quem pode de fato contratar?

O “Salary Cap” da última temporada foi de US$ 57,04 milhões. Com a “Luxury Tax” (LT), podia-se chegar a US$ 70,30 milhões.

O comprometimento dos times com a folha de pagamento levando-se em conta a temporada 2011/12 é este:

Denver: US$ 29,660,238 – pode investir US$ 28,383,762
Sacramento: US$ 30,239,949 – pode investir US$ 27,804,051
Indiana: US$ 37,637,644 – pode investir US$ 20,406,356
New Jersey: US$ 40,921,102 – pode investir US$ 17,122,898
New Orleans: US$ 44,481,930 – pode investir US$ 13,562,070
Clippers: US$ 45,419,032 – pode investir US$ 12,624,968
Washington: US$ 45,884,529 – pode investir US$ 12,159,471
Toronto: US$ 47,129,132 – pode investir US$ 10,914,868
Charlotte: US$ 47,631,491 – pode investir US$ 10,412,509
Detroit: US$ 47,862,792 – pode investir US$ 10,181,208
Houston: US$ 48,383,963 – pode investir US$ 9,660,307
Minnesota: US$48,539,139 – pode investir US$ 9,504,861
Golden State: US$ 49,168,672 – pode investir US$ 8,875,328
Milwaukee: US$ 51,551,140 – pode investir US$ 6,492,860
Oklahoma City: US$ 53,314,231 – pode investir US$ 4,729,769
Philadelphia: US$ 54,117,265 – pode investir US$ 3,926,735
Memphis: US$ 55,225,383 – pode investir US$ 2,818,617
Cleveland: US$ 55,623,737 – pode investir US$ 2,420,263
Utah: US$ 57,017,627 – pode investir US$ 26,373
New York: US$ 60,610,763 – excedeu o “cap” em US$ 2,566,763 mas está abaixo da LT
Dallas: US$ 61,718,348 – excedeu o “cap” em US$ 3,674,348 mas está abaixo da LT
Boston: US$ 64,377,513 – excedeu o “cap” em US$ 6,333,513 mas está abaixo da LT
Chicago: US$ 64,429,940 – excedeu o “cap” em US$ 6,385,940 mas está abaixo da LT
Miami: US$ 65,575,553 – excedeu o “cap” em US$ 7,531,553 mas está abaixo da LT
Phoenix: US$ 65,831,176 – excedeu o “cap” em US$ 7,787,176 mas está abaixo da LT
Atlanta: US$ 66,496,237 – excedeu o “cap” em US$ 8,452,237 mas está abaixo da LT
San Antonio: US$ 73,096,214 – excedeu o “cap” em US$ 15,052,214 e está acima da LT
Portland: US$ 73,423,562 – excedeu o “cap” em US$ 15,379,562 e está acima da LT
Orlando: US$ 76,215,248 – excedeu o “cap” em US$ 18,171,248 e está acima da LT
Lakers: US$ 91,113,227 – excedeu o “cap” em US$ 33,069,227 e está acima da LT

Com base nisso, vemos que San Antonio, Portland, Orlando e Lakers só podem reforçar seus times se fizerem trocas ou pagarem multas para dispensar jogadores.

New York, Boston, Dallas, Chicago, Miami, Phoenix e Atlanta ainda podem investir, desde que se utilizem a “Luxury Tax”. Ou seja: pra cada dólar ultrapassado, paga-se a mesma quantia de multa. Quer dizer: se uma franquia investe US$ 10 milhões em um jogador, paga US$ 10 milhões para a NBA de multa.

Os que podem investir neste momento, sem ter que apelar à “Luxury Tax” (mas se quiserem também podem), são: Denver, Sacramento, Indiana, New Jersey, New Orleans, Clippers, Washington, Toronto, Charlotte, Detroit, Houston, Minnesota, Golden State, Milwaukee, Oklahoma City, Philadelphia, Memphis, Cleveland e Utah.

Isso tudo, é claro, levando-se em conta o “Salary Cap” da temporada passada. Como vai ser daqui para frente, ninguém sabe ainda.

Mas, se um acordo ocorrer, muitos acreditam que pouca coisa vai mudar. Portanto, dá para se ter uma ideia do que os times podem fazer.

Dos jogadores mencionados, Nenê, por exemplo, abriu mão de um salário de US$ 11,4 milhões para testar o mercado. Pode, é claro, acertar com o próprio Denver.

Mas vejam, por exemplo, que o Miami não tem como oferecer o mesmo dinheiro para Nenê no momento. A menos que o brasileiro faça o “sign and trade”, ou seja, assine com o Denver e o Nuggets faça uma troca com o Heat para ficar com o jogador.

Chandler tem um contrato de US$ 12,6 milhões com o Dallas. Marc Gasol, US$ 4,5 milhões com o Memphis. David West, US$ 8,3 milhões com o New Orleans.

De momento, então, vocês já têm uma ideia do comprometimento da folha salarial das equipes. Usem a imaginação e tentem resolver os problemas de seus times do coração.

Se houver alguma dúvida quanto a salário de jogador, é só perguntar.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010 Sem categoria | 18:23

A HISTÓRIA DE DAVI E GOLIAS

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Às 22h de Brasília, quem assistir a decisão do Final Four pode estar vendo a história ser escrita. Sim, pois se Butler vencer Duke, talvez estejamos diante de uma das maiores zebras da história do basquete.

Nem mesmo o fato de a partida final ser disputada no Lucas Oil Stadium (63 mil lugares, todos vendidos) de Indianápolis, onde fica Butler, é capaz de equilibrá-la.

Duke é a grande favorita ao título. Já ganhou três ao longo de sua trajetória. É uma escola rica, tradicional e muitíssimo bem conceituada. Há 13.460 alunos matriculados nesta invejável instituição de ensino da Carolina do Norte.

Seu programa de basquete já revelou atletas como Grant Hill, Carlos Boozer, Shane Battier e Christian Laettner, este campeão com o Dream Team de Barcelona-92 — primeiro e único, diga-se. Hoje, colocará em quadra dois craques: Jon Scheyer e Kyle Singler, cotadíssimos para entrar na NBA no próximo draft — e na primeira rodada.

É treinada por Mike Krzyzewski, o Coach K (Foto Reuters), o mesmo que dirigiu o time americano nos Jogos de Pequim e que comandará os EUA no Mundial da Turquia em agosto próximo. O orçamento para o basquete atinge a astronômica quantia de US$ 13.8 milhões por ano.

Butler é uma faculdade pequena, embora fique em Indianápolis, como vimos, que é a capital de Indiana. Seu campus comporta apenas 4.200 estudantes. Não há jogadores famosos que por lá passaram — eu pelo menos desconheço. Os atuais são igualmente desconhecidos e nem um pouco badalados.

Butler gasta anualmente US$ 1.7 milhão com seu programa de basquete. Isso mesmo, US$ 1.7 milhão, menos da metade do salário de Coach K.

Duke é mais do que favorita; é favoritíssima. Butler é mais do que zebra; é uma zebraça.

Se Butler vencer, como disse acima, um novo e inesquecível capítulo da história do basquete universitário estará sendo escrito.

A zebra Butler passou por cima de UTEP, Murray State, Syracuse (cotada para ganhar o título), Kansas State e Michigan State, esta última já no Final Four, sábado passado.

Michigan State cujo “budget” anual para seu programa de basquete é de US$ 9 milhões.

A trajetória de Butler lembra demais o caminho percorrido pela pequena escola de ensino médio chamada Milan, localizada na cidade de mesmo nome e situada na zona rural de Indiana, considerado o berço do basquete nos EUA.

A história da Milan High School ocorreu no longínquo ano de 1954, quando, mesmo modesta (a cidade na época não tinha nem mil habitantes), chegou à final estadual do torneio de basquete masculino. Sua adversária seria a gigante Muncie Central High School, localizada em Muncie, também no interior do estado.

Milan chegou à decisão como Butler chega neste momento: como zebra — ou cinderela, como gostam de dizer os americanos.

E o que aconteceu? Milan venceu a grande final por 32-30 e essa história de superação desta pequenina escola de ensino médio virou filme. Na minha opinião, o melhor, mais belo e mais bem produzido filme sobre basquete na história do cinema.

Aqui no Brasil foi batizado como “Momentos Decisivos”. Infelizmente, não há disponibilidade nem de locação e nem de compra. Nos EUA, recebeu o nome de “Hoosiers”, o “nickname” da escola que na película se chama Hickory High School.

O filme trocou o nomes não apenas da escola e da cidade, mas também dos jogadores. Diz, por exemplo, que a cesta decisiva foi de  Jimmy Chitwood, mas o jogador chamava-se Bobby Plump (Foto Reuters). No filme, a contagem final marca 42-40, mas os relatos da época falam em 32-30.

Não importa.

Por todas essas coincidências, esta disputa do basquete universitário está sendo comparada à final do título estadual de 1954, quando Milan bateu Muncie Central.

Plump, hoje um senhor de 73 anos, perguntado se a história pode se repetir, disse que sim, claro que sim, especialmente se o espírito dos “Hoosiers” se incorporar nos “Buldogs” (o apelido de Butler).

Mas ele fez questão de frisar que não existe comparação entre as duas escolas. Disse Plump: “Esta é uma decisão em nível nacional, entre universidades. Nós éramos meninos que não sabíamos onde estávamos indo”.

De qualquer maneira, assim como Milan x Muncie Central, Butler x Duke está sendo comparado como o duelo entre Davi e Golias. Claro que Butler é Davi e Duke é Golias.

Para quem vamos torcer? Ora, que pergunta!

ESPN e BandSports, hoje à noite às 22h. Imperdível.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009 NBA | 10:14

TERRY PORTER RENDE-SE AO ÓBVIO

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Terry Porter encontrou um jeito de dar mais minutos para Leandrinho. Ao invés de subtraí-los de Jason Richardson – que seria o correto –, tomou-os de Grant Hill.

Basta ver os dois últimos jogos do Phoenix.

Na vitória de domingo diante do Hawks, em Atlanta, Hill, que tinha uma média de permanência numa partida de 29 minutos, ficou em quadra 24. Leandrinho (foto AP), que jogava 24 minutos, jogou seis a mais: 30.

No fácil triunfo de ontem contra o Wizards, em Washington (103-87), Hill esteve em ação por 20 minutos, contra 27 do paulistano.

Na média, Hill passou de 29 minutos por partida para 22; Leandrinho saltou de 24 para 29.

O resultado disso é expressivo: antes de ter seus minutos ampliados, Leandrinho fazia 12 pontos por jogo. Agora, atuando mais, pulou para 21.5!

Evidentemente, Hill testemunhou o decréscimo de seu desempenho: antes da mudança, ele pontuava em média 10.6 por jogo; agora só contribui com exatos cinco por partida.

A melhora não se deu apenas para Leandrinho. O Suns, que vinha de três derrotas seguidas em seus enfrentamentos “on the road” (derrotas para Boston, New York e Charlotte), venceu os dois últimos da série de cinco partidas fora de casa: Atlanta domingo e Washington ontem.

O resultado é que o Phoenix, que estava na nona posição e, portanto, fora do G-8, posiciona-se agora na sexta colocação na Conferência Oeste.

Ao render-se ao óbvio, Porter vê o time melhorar.

A teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.

DESCRENÇA

Sinceramente, por mais que o nosso parceiro de botequim Pedro Motta acredite, não dá para jogar nem um centavo sequer no Houston.

O time é irregular demais.

Aliás, acerta mais a ferradura do que o cravo.

Ontem, visitou Nova York e perdeu para o Knicks por 104-98 (foto AP).

A desculpa, provavelmente, que o Pedro, lá do Porto (Portugal), vai nos dar é que o time jogou sem Yao Ming.

Verdade; mas mesmo sem o chinês, um time que quer chegar aos playoffs, surpreender e fazer a final da conferência contra o Lakers, não pode perder para o New York.

Mesmo o jogo sendo na Big Apple.

Os texanos estavam com a mão completamente descalibrada quando o assunto foram os tiros de três pontos: 10 certos em 33 tentativas (30.3%).

O pior arremessador foi Ron Artest: 1-10; depois dele, Rafer Alston: 1-7.

Como disse acima, a teimosia é um dos piores defeitos do ser humano.

Se as bolas não caem, muda-se a tática. Mas não, metidos, continuaram arremessando e jogaram na lata do lixo uma importante vitória para a caminhada aos playoffs.

Como disse, não consigo enxergar no Rockets um time capaz de chegar às finais do Oeste. Talvez nem mesmo de passar na primeira rodada da fase decisiva.

E não se esqueçam: esta tem sido a história de Tracy McGrady nos playoffs.

Pedro que me desculpe.

TRIPLO-DUPLO

O New Orleans sofreu com o Philadelphia na primeira metade do confronto de ontem à noite na cidade do jazz. Fo para o vestiário, após dois períodos, perdendo por 47-40.

O técnico Byron Scott fez ajustes importantes na 0fensiva do Hornets, Chris Paul desfilou todo o seu talento em quadra e pronto: vitória na segunda metade do confronto (61-39) e triunfo ao final da partida por moles 101-86.

CP3 (foto AP) fez seu quinto “triple-double” da temporada ao cravar 27 pontos, 15 assistências e 10 rebotes.

Paul, depois de um início fulminante, tem mesclado partidas como a de ontem com jogos sem muito equilíbrio, onde pontua muito e distribui poucos passes que resultam em cesta.

É certo que muitos de seus companheiros jogam como Ron Artest jogou ontem diante do Knicks. Mas, mesmo assim, notei nele algum abatimento quando as coisas não estão saindo do jeito que ele planejou.

Ao invés de emburrar, Paul deveria buscar soluções para os problemas.

Como fez ontem, por exemplo.

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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 NBA | 13:37

ROY, 52 PONTOS, DESTRÓI O PHOENIX

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Brandon Roy destruiu o Phoenix. Fez sua melhor partida em quadras da NBA e, seguramente, o melhor jogo individual desta temporada.

52 pontos; incontrolável. Sua melhor marca até hoje na liga. Ninguém conseguiu conter este ala/armador de 24 anos, produto da universidade de Washington.

O Suns revezou na marcação. Colocou Grant Hill, Matt Barnes, Jason Richardson e Leandrinho. Ninguém obteve sucesso.

Com uma atuação neste nível elevado, a história não poderia mesmo ser contada de outra maneira: Portland 124-119 Phoenix.

Os 52 pontos marcados por Roy(foto AFP), 1m98 de altura, 87.5 quilos, são a segunda melhor marca desta temporada. Fica atrás apenas dos 55 pontos anotados por Toni Parker no triunfo do San Antonio diante do Minnesota por 129-125.

Mas Parker contou com uma prorrogação; não foi o caso de Roy. O francês jogou, naquela noite, 51 minutos; o norte-americano do Portland atuou ontem 44, sete a menos do que Parker.

Portanto, para mim, os 52 pontos de Brandon são, sim senhor, a melhor marca individual deste campeonato.

Levou, obviamente, o moto-rádio como o melhor jogador em quadra.

ERROS

Terry Porter foi homenageado antes de a bola subir no Rose Garden. Teve sua camisa 30 levantada. Jogou dez temporadas pelo Blazers e foi duas vezes vice-campeão, tendo perdido as finais de 1990, para o Detroit de Isiah Thomas, e a de 92 para o Chicago de Michael Jordan.

Foi um marco na história da franquia. Mereceu os calorosos aplausos dos 20.650 torcedores que lotaram a arena do Oregon.

Retribuiu o carinho dos torcedores.

De que maneira?

Cometendo equívocos no banco de reservas e possibilitando a vitória de seu ex-time.

Primeiro, ao sacar Leandrinho e Matt Barnes, no final do segundo quarto, ao ver uma vantagem de dez pontos cair para cinco. Vantagem esta construída exatamente pela dupla citada, que entrou no início do segundo quarto com o time atrás em 28-31.

Ambos deixaram a quadra de jogo quando faltavam 3:33 minutos para o final do primeiro tempo e o time na frente em 52-47.

Depois, ao demorar para colocar novamente a dupla de volta ao jogo.

Mas o pior de tudo foi não obrigar o time a fazer falta quando Greg Oden pegou um rebote ofensivo a 33 segundos do final da partida, com o placar em 122-119 para o Blazers. O Portland trabalhou a bola, gastou 19 segundos do tempo derradeiro quando LaMarcus Aldridge fez o arremesso, que não entrou.

Mas Travis Outlaw pegou novamente o rebote e aí sim sofreu falta, a 12 segundos do fim.

Mas já era tarde demais.

Foi a quarta derrota seguida “on the road” do Phoenix.

LEANDRINHO

O paulistano fez um ótimo jogo. O segundo quarto foi seu melhor momento.

Fez nove pontos, apanhou dois rebotes defensivos, deu três assistências e roubou uma bola. Este desarme veio ao encontro do que eu tenho dito aqui em nosso botequim: Leandrinho precisa interferir mais na linha de passe do adversário.

Braços longos, rápido e inteligente, ele poderia tirar mais proveito disso.

Tem que estar atento e estudar sempre o adversário. Reservar duas horas para assistir ao vídeo com os movimentos que os jogadores oponentes executam em quadra.

Todo time da NBA disponibiliza isso para os seus jogadores. Portanto, Leandrinho poderia aproveitar mais este ingrediente para dissecar todos os movimentos de seu oponente.

Ganharia muito com isso.

Não sei se ele já comporta-se desta maneira; se sim, algo de errado acontece porque ele não tem tirado proveito em quadra.

Mas ele foi bem, repito.

Deixou a partida com 12 pontos (5-7, 71.4%), cinco rebotes defensivos, três assistências e um desarme.

Cometeu, no entanto, seis erros, que precisam ser evitados para conquistar um pouco mais o impenetrável coração do técnico Terry Porter.

Jogou apenas 17:52 minutos.

Pouco.

MAIS UMA

Os 17.461 torcedores do Orlando que ocuparam todos os assentos disponíveis da Amway Arena se desesperaram ao ver Dwight Howard cometer sua quinta falta. 8:21 minutos ainda separavam o jogo de seu final.

O Magic estava na frente em 71-60, mas a vantagem psicológica era do San Antonio.

O time texano chegou a ficar atrás 23 pontos, e o déficit estava sendo tirado. Os torcedores do Spurs, ao testemunhar o melhor pivô da NBA encaminhar-se para o banco por causa da falta, esfregaram as mãos e pensaram: vamos ganhar.

Ganharam nada.

Um baixinho de apenas 1m83 de altura entrou em cena e acabou com as pretensões do alvinegro texano, que tinha feito uma corrida de 16-8 e baixado a diferença que era de 19 pontos para nove, quando Howard fez sua quinta falta.

O San Antonio adicionou mais cinco pontos nesta corrida (21-8) sem o Super-Homem da Flórida, jogou o placar para 71-65 quando Jameer Nelson (foto AP), o tal baixinho mencionado, entrou em cena.

Foram apenas quatro pontos, mas tiveram um poder devastador.

“Jameer fez uma grande partida”, disse o técnico Gregg Popovich, do Spurs. “Ele nos feriu mais do que qualquer outro jogador em quadra. Fez grandes arremessos e soube envolver todos os jogadores [de seu time]”.

A vantagem voltou para dez pontos e aí foi a vez de o cansaço encontrar escancarada a porta do San Antonio.

Fim de jogo: Orlando 90-78 San Antonio

EXAUSTÃO

Depois da partida, Charles Barkley, comentarista da TNT, falou com todas as letras tudo o que a gente tem comentado aqui em nosso botequim: o peso da idade pode ser um agravante e tanto para o San Antonio nesta temporada.

O time tinha jogado na noite anterior em New Orleans e apanhado por 90-83; resultado que não mostra o que foi o jogo, completamente dominado por Hornets.

Shuttle do ginásio para o aeroporto, avião de New Orleans até Orlando (chegada às 3h30 na Flórida), novo shuttle, este do aeroporto até o hotel, chech-in, pijama, espera pelo sono…

Vida difícil; é impossível não ficar cansado.

Bruce Bowen 37; Michael Finley, 35; Tim Duncan, 32; Manu Ginobili, 31.

Muita coisa.

Não há pernas que agüentem.

QUIETO

Todos falam em Boston e Cleveland – não sem razão. Mas o Orlando, quietinho, quietinho, vem fazendo o seu papel.

É o terceiro colocado na Conferência Leste com uma campanha de 20-6. Fica atrás apenas de Cleveland (21-4) e Boston (24-2), o melhor recorde desta temporada e seguramente a principal equipe entre as 30 que disputam a competição.

A vitória de ontem do Magic foi a 16ª. de seus 19 últimos confrontos e a que representou o final de um tabu de três partidas sem vencer seu adversário texano.

Terá um jogo importante amanhã diante do Lakers. É a chance de se firmar ainda mais na competição.

Desde que ganhe – e bem.

SUPER-HOMEM

Dwight Howard voltou ontem depois de dois jogos ausentes por contusão. Sua atuação não pode ficar marcada pela quinta falta cometida no início do quarto derradeiro.

Ele foi importante na vitória sobre o San Antonio.

Anotou 14 pontos, pegou 13 rebotes (cinco na frente), deu dois tocos (um deles, humilhante, pra cima de Tim Duncan) e ainda fez um desarme.

Como vimos, outro “double-double”. Foi o 18º deste campeonato, igualando-se a Chris Paul, até ontem à noite o recordista isolado.

Não mais.

OS MELHORES

Esta nova pesquisa parece que não comove tanto os freqüentadores deste botequim quanto a anterior, que mostrou a preferência clubística de cada um dos nossos “sócios”.

Poucos votos chegaram, mas o suficiente para modificar o quadro, que agora é este:

MVP = LeBron James (21)
MIP = Nenê (25)
ROOKIE = Derrick Rose (27)
RESERVA = Manu Ginobili (13)
DEFENSOR = Dwight Howard (29)
TÉCNICO = Doc Rivers (17)
QUINTETO = Chris Paul (33), Dwyane Wade (22), LeBron James (36), Kevin Garnett (22) e Dwight Howard (37).

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008 NBA | 17:47

SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO

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Shaquille O’Neal já avisou que vai encerrar a carreira ao final da temporada 2009/10. Grant Hill, seu companheiro de Phoenix, também.

Os dois são unha e carne. Não se largam. “É o meu melhor amigo”, disse Shaq sobre Hill.

A recíproca é verdadeira.

A amizade é tão intensa que os dois, entre treinos e jogos, viagens e jantares, arquitetaram um plano decisivo sobre o futuro: querem comprar uma franquia na NBA.

Qual? Orlando Magic.

Ambos passaram por lá – Shaq, aliás, começou a jogar no Orlando. São queridos do dono do time, Rich DeVos.

O grandalhão, da última vez que esteve com DeVos, neste verão norte-americano, disparou: “Quer vender a franquia?”

DeVos apenas sorriu; mas tem planos para o ala. Ele quer Hill a seu lado, mas como presidente da franquia. É também o que Shaq planeja quando comprar o Orlando: GH como presidente. “E eu como gerente geral”, disse.

Por enquanto DeVos disse não, mas os dois (em foto acima da AP) contam que, com o passar desses próximos dois anos, o atual dono da franquia mude de idéia.

“Caso contrário, a gente sai atrás de outro time para comprar”.

Virou obsessão.

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