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quarta-feira, 9 de maio de 2012 NBA | 11:30

INDIANA SE CLASSIFICA E LAKERS VOLTA A VACILAR

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O Indiana foi o único time na rodada de ontem que se classificou para as semifinais dos playoffs. Esperava que fossem dois. O Lakers deveria estar nessa relação também. Ao contrário do Pacers, que deu apenas um pequeno vacilo na série, perdendo o primeiro jogo em casa, o time californiano vem titubeando demais. Tivesse o Nuggets um time melhor e mais experiente poderíamos ter uma surpresa neste confronto.

Jogando em casa, o Indiana, ao contrário do Lakers, não deixou escapar a oportunidade de avançar na competição. Fez incontestáveis 105-87 e mostrou uma vez mais que o revés da primeira partida foi apenas um acidente de trabalho, como eu disse aqui neste botequim aos parceiros que falaram em “decepção”. Playoff é assim mesmo. Muitas vezes um time com a vantagem de quadra perde um jogo em casa e se recupera logo na sequência. Lembro-me que nas finais de 1991, o Chicago tinha melhor campanha que o Lakers e fez o primeiro jogo em seu extinto Chicago Stadium. Perdeu. Muita gente achou que não tinha como reverter diante de uma equipe que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott. Mas o Chicago era mais time que o Lakers e venceu os quatro jogos seguintes, três deles em Los Angeles.

Playoff, como disse, é assim mesmo. A menos que seja uma série como a do Memphis contra o Clippers. Há muita igualdade. Uma vitória roubada na casa do inimigo pode determinar o classificado. Não é o caso do confronto entre Lakers e Denver e nem era na série Indiana x Orlando. O Lakers vacila — e isso é algo que deve preocupar a todos que estão ligados à franquia, seja afetiva ou profissionalmente.

SURPRESA

O confronto contra o Denver era para estar resolvido. Mas o time angelino, como se diz por aí, tem dado um mole danado, volto a dizer. Por mole danado podemos entender a fragilidade de Andrew Bynum em alguns jogos desta série. Ontem o pivô do Lakers voltou a hesitar. Disso se aproveitou JaVale McGee, um jogador mediano, que tornou a deitar e rolar em cima de Bynum, tido por muitos (inclusive por mim), como um dos melhores da posição na atualidade.

É inadmissível Bynum deixar McGee anotar 21 pontos e pegar 14 rebotes, seis deles no ataque. Não bastasse isso, Kenneth Faried pegou nove ressaltos. Faried tem 9,8 rebotes de média nesta série é de responsabilidade de Pau Gasol. Que o espanhol é soft, isso a gente sabe. Os longos cabelos de Faried, aos olhos de Gasol, devem transformá-lo numa espécie de Sansão, impossível de ser dobrado. Deve ser isso.

O que quero dizer é que Bynum e Gasol não podem tomar um vareio de bola de McGee e Faried. McGee, como disse, é um jogador mediano; Faried, já falei, é apenas um “rookie”, com muito potencial, é certo, mas ainda assim um novato.

Os dois, Bynum e Gasol (ou McGee e Faried, depende de sua leitura), são os maiores responsáveis por esta série ainda não estar resolvida.

DIFERENÇA

Tendo um adversário fragilizado pela frente, desfalcado de Dwight Howard, seu principal jogador, o Indiana liquidou a fatura e agora descansa à espera do vencedor da série entre Miami e New York, que deve ser definida esta noite, com vitória do Heat no sul da Flórida.

Mas eu dizia que o Indiana deu um pequeno tropicão, mas nada que tirasse o time do eixo. Ontem, comandado mais uma vez por Danny Granger (25 pontos; foto Gety Images), o time liquidou a fatura. Leandrinho fez apenas sete nos 20:29 minutos em que ficou em quadra. Atirou apenas quatro bolas contra a cesta adversária (pouco para o potencial dele), mas ajudou nos rebotes, por incrível que possa parecer: pegou seis.

Por falar em rebotes, a decepção desta série, pra mim, foi o pivô Roy Hibbert. Selecionado para o “All-Star Game” desta temporada, cantado em prosa e verso por muitos frequentadores deste botequim, indicado por mim mesmo como um dos candidatos para ocupar a vaga de Dwight Howard na seleção dos EUA que vai a Londres, Hibbert fraquejou diante de Glen Davis, o substituto de D12. Davis terminou a série com médias de 19,0 pontos e 9,2 rebotes. Mesmo tendo 2,06m de altura, impôs-se diante dos 2,18m de altura de Hibbert, que terminou este confronto passando-nos a impressão de ser um molengão. Teve médias de 11,0 pontos (só isso?) e 10,8 rebotes. Alguém pode apontar o dedo para os tocos que ele deu neste embate: 3,8 de média. Realmente, extraordinário. Mas aí eu aponto o dedo novamente para a altura de Hibbert: 2,18m.

FELICIDADE

Fiquei feliz com a classificação do Indiana. Feliz por Frank Vogel, que parece despontar como um dos melhores treinadores desta nova safra da NBA. E feliz porque o Pacers jogou basquete e não se preocupou em baixar o sarrafo, como fez no ano passado na série diante do Chicago.

É claro que muito disso tem a ver com a aposentadoria do obtuso Jeff Foster.

IRONIA

Coisas da vida, muitos costumam dizer nesta situação. E é verdade: o melhor jogador do Boston foi o responsável pela derrota do time ontem diante do Hawks.

Quem acompanhou o jogo de Atlanta viu Rajon (foto Getty Images) interceptar um lateral cobrado por Josh Smith a pouco mais de dez segundos para o final e o placar mostrando os definitivos 87-86 a favor do time da casa. E o que fez Rondo? Nada; ou melhor, atrapalhou-se com a bola, indo para o canto da quadra depois de Kevin Garnett ter feito o corta-luz em cima de Smith, que o marcava. Armou para si mesmo uma armadilha, pois ao ir para o canto da quadra, facilitou a marcação de Al Horford, que apareceu em socorro a Josh Smith. Rajon se enroscou com a marcação e o ataque que poderia ter dado a vitória e a consequente classificação ao Celtics, não existiu.

Coisas da vida, digo eu agora. Rajon Rondo tem uma gorda poupança no C’s. Pode errar que não dá pra reclamar dele.

DIFERENÇA

Al Horford fez ontem seu segundo jogo nesta série. Marcou 19 pontos e pegou 11 rebotes. Deu ainda três tocos e igual número de assistências e desarmes.

Ficou muito claro que com ele desde o início o Celtics teria muitas dificuldades para reverter a série como reverteu.

O próximo confronto está marcado para quinta-feira, agora em Boston. Não acredito que o C’s vai dar o mesmo vacilo que o Lakers deu em Los Angeles.

MUDANÇA

O Chicago saiu da UTI. Está agora no quarto. Venceu ontem o Philadelphia em seu United Center por 77-69 e prolongou a série. Quinta-feira os dois times volta a se enfrentar, desta feita na Pensilvânia. O Sixers deve liquidar a fatura neste jogo.

O Bulls faz o que pode. Enfrenta problemas sérios como a contusão de seu melhor jogador e a ausência de seu principal pivô. Derrick Rose, o comandante do time, não volta mais nesta temporada. Joakim Noah, que mais uma vez ficou no banco em trajes civis e com o pé engessado, quem sabe possa jogar amanhã à noite.

Some-se a isso o fato de o Chicago ser um time completamente sem noção quando ataca. Não consigo detectar nenhuma jogada ensaiada. Os jogadores jogam por instinto. A única coisa que eu ouço Tom Thibodeau dizer é: “Move the ball!”. OK, vamos rodar a bola, mas em que direção? Pra quem? Pra onde?

Thibs é um excelente técnico, todos nós sabemos. Mas ele sofre de miopia ofensiva. Quando o time não tem D-Rose e quando Luol Deng não está inspirado, fica difícil vencer. A direção do Chicago deveria pensar seriamente em contratar Mike D’Antoni para treinar o time ofensivamente. Se isso acontecer, o Bulls vai sofrer bem menos quando não puder contar com D-Rose e quando Luol estiver com bloqueio de criatividade.

Fica a sugestão.

REFORÇOS

Muitos torcedores do Bulls dizem, e com razão, que o time precisa ser reforçado. Eu mesmo já disse isso e até sugeri, ao final da temporada passada, que se fizesse uma troca com o Orlando mandando para a Flórida Joakim Noah e Luol Deng por Dwight Howard. Hoje eu mesmo não colocaria mais Luol, mas Joakim sim. Quem sabe ele e Carlos Boozer, neste caso com o Chicago pegando o mico do Hedo Turkoglu.

Outros tantos parceiros reclamam do time e pedem o fim de tudo. Discordo. Esse time já mostrou que tem valor. Já mostrou que se bem conduzido é utilíssimo. Que o Bulls tem que arrumar outra estrela eu concordo, mas desfazer-se desse time eu discordo. Não se pode desfazer uma equipe que mostrou ser competente e competitiva da noite para o dia sem pagar um alto tributo por isso. Sim, pois a remontagem de uma equipe demanda tempo de maturação. Esse time está maturado, precisa apenas de alguns ajustes para fazer o “upgrade” rumo ao título.

Volto a dizer: o Bulls precisa de um assistente técnico que ensine o time a atacar e fazer uma troca pegando um apoio de ouro para D-Rose. Se tiver que abrir mão de dois importantes jogadores, que se abra. Caso contrário, vai continuar sempre assim: melhor campanha na fase de classificação, debacle nos playoffs.

FADA

A menos que desça em Chicago a mesma fada que esteve em Dallas na temporada passada e que com sua milagrosa varinha de condão transforme o Chicago, mesmo sem D-Rose, em um time campeão, como ela fez com o Mavs.

Eu nunca acreditei em conto de fadas, mas depois do que aconteceu na temporada passada eu já não duvido de mais nada.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 NBA, outras | 11:37

INDIANA RECUPERA O MANDO DE QUADRA AO ATROPELAR O ORLANDO NA FLÓRIDA

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Quando o Indiana perdeu em casa a primeira partida da série para o Orlando, muitos disseram neste botequim terem ficado decepcionados com o resultado, pois esperavam mais do terceiro colocado do Leste. Até porque enfrentava o sexto, e esse sexto jogava sem seu principal jogador — e um dos principais da atual geração — o pivô Dwight Howard. Disse na época: o Pacers vai beliscar uma vitória na Flórida e vai se classificar na série.

Dito e feito; ontem o Indiana ganhou do Orlando fora de casa, fez 2-1 no confronto e pulou na frente pela primeira vez nesta contenda. Ganhou é pouco para dizer o que o time do técnico Frank Vogel fez: o Indiana machucou demais o Orlando ao vencer por uma vantagem de 23 pontos: 97-74.

O diferencial em favor do Pacers foi a atuação Roy Hibbert (foto AP). Disse outro dia que o desempenho ofensivo do pivô era de corar seu mais fanático seguidor, pois mesmo diante de um baixote como Glen Davis, ele tinha dificuldades para pontuar. Ontem, ao contrário, contribuiu com 18 pontos e fez o que dele se espera na série: encestou oito bolas, quase que o dobro das cinco acertadas nos dois confrontos anteriores.

Marcar é preciso, mas atacar também. Um jogador com status de “all-star”, que é um dos pilares da equipe, não pode se limitar apenas a defender quando tem pela frente uma clara situação de “mismatch”; ou seja: vantagem brutal em relação ao seu marcador, no caso de altura. Hibbert mede 2,18m enquanto que Davis tem apenas 2,06m. Hibbert é pivô, Davis é um ala-pivô que está no pivô porque D12 está fora do campeonato por conta da cirurgia nas costas.

Desta forma, espera-se que além de Danny Granger e sua mão calibrada, Hibbert também faça a diferença. Que Hibbert tenha sempre um duplo dígito na pontuação e que ela esteja mais perto das duas dezenas e não da simples dezena.

Basquete é um jogo de ataque e defesa. Os melhores times, os melhores jogadores, são aqueles que combinam as duas coisas. Não adianta só defender e pouco produzir no ataque, como também não adianta apenas pontuar e comprometer na defesa.

Apenas alguns puderam se dar ao luxo de ser um “descompensado” em quadra. Não é o caso de Hibbert.

RECUPERAÇÃO

Quando o Los Angeles Clippers venceu o Memphis no primeiro confronto da série, fiquei pensando cá com os meus botões: o time angelino pulou à frente, mas esta série é complicada, muito igual. Não sei se o Grizzlies vai recuperar o mando de quadra, convicção que tive no confronto entre Indiana e Orlando. Mas esta é uma série aberta.

Os dois times são muito parelhos e mesmo o time da terra de Elvis Presley mostrando dificuldades para suplantar um oponente que é dirigido por Vinnie Del Negro e que perdeu uma de suas principais peças, o ala Caron Butler, mesmo com o time da terra de Elvis Presley tendo jogado os dois primeiros jogos em casa, mesmo assim eu acho que em LA tudo pode acontecer. O Clips pode vencer as duas partidas; o oposto também pode ocorrer; bem como cada time obter uma vitória.

Não é “muretar”, é simplesmente constatar que esta série é muito parelha mesmo e é difícil ter alguma convicção. Talvez seja a série mais parelha destes playoffs.

Ontem a vitória ficou com o time da casa: 105-98. O.J. Mayo foi o destaque do Grizzlies com seus 20 pontos, dez deles no quarto final. Foram 20 pontos vindo do banco de reservas, compensando o baixo aproveitamento de Marc Gasol, que anotou míseros oito tentos e sete ressaltos. O espanhol, aliás, vem tendo uma série apagada. Soma média de 11,0 pontos e 6,5 rebotes. Estou atento a isso, pois Marc é um dos caras que têm que fazer a diferença neste embate para que o Grizzlies avance na competição.

A jogada da noite foi a seguinte: sozinho, em um contra-ataque, Tony Allen enterrou (não fez mais que a obrigação) e soltou um grito à la John Weissmuller. Parecia que tinha feita a enterrada da temporada, num grau de dificuldade monstruoso. Na jogada seguinte, tomou uma cravada de DeAndre Jordan que ultrapassou a humilhação. Allen ficou feito cachorro em dia de mudança, sem saber pra onde ir e o que fazer. Deu pena.

ATROPELAMENTO

Alguém anotou a placa do caminhão em cores preta e branca, que atropelou um fusquinha colorido com chapa de Salt Lake City?

Os que viram o tal caminhão alvinegro disseram que ele pegou a I-10 em direção ao Oeste. Testemunhas dão conta de que ele passou pelo Estado de New Mexico. A última informação é que ele está na fronteira com o Arizona e, ao que tudo indica, está rumando para Utah.

O serviço ainda não está completo.

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terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 11:47

FICOU DIFÍCIL, MAS O DALLAS AINDA ESTÁ VIVO NA SÉRIE DIANTE DO OKC

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Novamente uma grande partida. Novamente derrotado. A situação do Dallas ficou difícil depois de perder ontem à noite para o Oklahoma City por 102-99, no finzinho do jogo, como ocorreu na primeira partida.

A história diz que apenas 22% dos times que estavam atrás em 0-2 conseguiram dar a volta por cima. O Houston campeão da NBA em 1995 entre eles. Na época, o técnico do Rockets, Rudy Tomjanovic, deu uma declaração que tornou-se um mais maiores aforismos do esporte: “Jamais subestime o coração de um campeão”. E o Houston deu a volta por cima e foi campeão da NBA.

O Dallas, claro, se apega nisso. Mas muito mais que em palavras, o Dallas acredita que isso é possível por causa do ótimo basquete que vem jogando. Perdeu os dois confrontos em Oklahoma como poderia ter vencido. O time do técnico Rick Carlisle tem conseguido frear Kevin Durant. Ontem, a estrela do OKC deixou a quadra com 26 pontos, mas 14 deles vieram da linha do lance livres. KD teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 5-17 (29,4%).

Shawn Marion e Vince Carter se revezaram na marcação a Durant e tiveram grande desempenho. Esperam repetir a dose na próxima quinta-feira, com a série se transferindo para o Texas.

Em solo texano, pressionado pelo barulho da torcida, com a arbitragem mais permissiva quanto ao contato na marcação, o Dallas crê que Durant não vá visitar tantas vezes a linha do lance livre. Consequentemente, esperam que o rendimento ofensivo do jogador caia. E se isso ocorrer, a chance de empatar a série é grande, pois o OKC teria que se socorrer novamente de Russell Westbrook (foto AP), que ontem anotou 29 pontos e no primeiro jogo 28 e é o cestinha do Thunder neste confronto com média de 28,5 contra 25,5 de KD. E uma andorinha, como se sabe, não faz verão, até porque James Harden não fez até agora um jogo de estardalhaço, o que teria que acontecer se KD for controlado por Marion e Carter, o que não parece ser impossível.

LÓGICA

Nos outros dois jogos da rodada deu a lógica. O Indiana se recuperou da derrota na primeira partida diante do Orlando e empatou a série em 1-1 ao vencer o time da Flórida por 93-78.

Leandrinho Barbosa terminou o cotejo com dez pontos. Mas, mais importante do que a pontuação, foi o fato de que o técnico Frank Vogel acreditou no brasileiro e deixou-o em quadra praticamente todo o quarto final.

Roy Hibbert vem tendo dificuldades para pontuar diante de Glen Davis. Chama a atenção, pois a diferença de altura é grande. No entanto, o pivô do Pacers faz um grande trabalho defensivo. Se tem apenas seis pontos de média nos dois confrontos, exibe orgulhosamente 13,0 rebotes e 5,5 tocos.

Por falar no “baleinha”, Davis aloprou o Pacers no primeiro tempo, ao anotar 14 pontos e oito rebotes. Hibbert mudou o comportamento na etapa final e limitou o adversário a quatro pontos e dois rebotes. Aí está o segredo do sucesso da vitória do Indiana.

A série muda agora para Orlando. Serão dois jogos. Acredito que o Indiana vença um deles e recupere o mando de quadra.

Em Miami, o Heat passou novamente pelo New York. Desta vez com um pouco mais de dificuldade: 104-94.

A nota que merece destaque ficou por conta do chilique que Amar’e Stoudemire teve depois da partida: irritado com mais uma derrota, ele deu um murro na caixa de vidro que protegia um extintor de incêndio. Consequência: cortou a mão e teve que levar vários pontos. Resultado: é dúvida para o jogo de quinta-feira. Stats deixou a American Airlines Arena com o braço em uma tipoia (foto AP).

Quanto ao jogo, o Miami segue soberano em relação ao NYK. O time funciona como um time. Não há ninguém fazendo 30 pontos, como foi o caso de Carmelo Anthony, que, diga-se, recuperou-se da má jornada na primeira partida. No Heat, Dwyane Wade fez 25 pontos, Chris Bosh 21, LeBron James 19 (que partida LBJ jogou!), Mario Chalmers 13 e com 11 apareceram, do banco, Mike Miller e Shane Battier. Ou seja: nada menos do que seis jogadores do Heat tiveram duplo dígito na pontuação.

Ao contrário do Dallas, que a meu ver ainda está vivo na série, não creio que o New York vá fazer parte do contingente de 22% de times que um dia viraram uma série em 0-2 para seguir em frente na competição.

A menos que…

Deixa pra lá.

PERGUNTA

Por que Tyson Chandler não consegue ficar em quadra? Por que ele passa tanto tempo no banco de reservas?

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 Sem categoria | 11:41

A DUPLA DA FLÓRIDA E A NOVA VITÓRIA DO CLIPPERS SOBRE O LAKERS

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Ontem, durante o prélio entre Orlando e Miami, conversando com alguns parceiros deste botequim que me acompanhavam pelo Twitter (@FRSormani), eu disse: Glen “Baleinha” Davis fará uma dupla interessante com Dwight Howard.

Pelo que vimos na peleja que foi disputada na cidade do Mickey Mouse, acho que vou acertar no meu prognóstico. Baleinha veio do banco e em 23:46 minutos anotou 18 pontos, a maior parte deles no terceiro quarto, quando o Magic venceu o Heat por 34-24 e descontou um déficit de 14 tentos ao final do primeiro tempo (56-42), para terminar o período atrás em apenas quatro pontos (80-76).

Veio o quarto derradeiro e empurrado por 19.045 torcedores, o Orlando fez 28-20 e venceu a partida por 104-100. Ninguém imaginava que isso pudesse ocorrer, especialmente depois de um primeiro tempo primoroso do pessoal do sul da Flórida.

DUPLA

Volto ao tema: Dwight Howard é pura força e emoção. Glen Davis, embora banhudo, tem mais técnica e pensa mais o jogo.

Um complementará o outro; D12 e Big Baby.

A pergunta que fica é: por quanto tempo eles vão jogar juntos?

RELATO

Certo que eu persigo o Lakers (como a maioria dos torcedores amarelinhos que frequentam este botequim), nosso internacional parceiro Trapizomba mandou-me suas impressões sobre nova vitória do Clippers sobre o Lakers, agora por 108-103.

Valho-me dela, pois não vi a partida. Disse Traps:

“Sormani, antes de escrever o próximo post sobre a “aula” (ele ficou irritado porque no post de anteontem eu coloquei no título que o Clippers tinha dado uma aula no Lakers) que o Clips deu no Lakers, algumas ressalvas:

1) Blake Griffin fez a festa a partir do final do segundo quarto, quando (Josh) McRoberts marcava ele. Depois foi a vez de Troy Murphy (horroroso) marcar ele. Enquanto (Pau) Gasol estava em quadra, Griffin não foi bem, claro;

2) Mike Brown estava testando as formações, ficou óbvio. (Devin) Ebanks foi muito bem enquanto jogou, mas MB sacou-o do time no fim do segundo quarto e ele não mais voltou. Claramente, ganhar o jogo não era a prioridade, claro. Testar sim. Acho que depois de hoje, ele assegurou um lugar nos “starters”. Aliás, o (Andrew) Goudelock me decepcionou. Mas também era o primeiro jogo dele na NBA, deve ser f***;

3) Darius Morris nem sequer jogou hoje;

4) Etc, etc, etc….

Não quero parecer ranzinza, mas se eu fosse torcedor dos Clips não ficaria tão empolgado. CP3 é o bicho, mas Griffin ainda preocupa. O “grande” momento dele, no começo do terceiro quarto, foi porque Troy Murphy estava marcando ele. E Troy é coisa feia de se ver…

Hoje gostei de ver o Ebanks. Foi um alívio ver que ele continua evoluindo.

Do lado dos Clips (tirando o CP3, claro), gostei do (Caron) Butler, como sempre acertando os seus arremessos.

Abs.

HIGHLIGHTS

Não vi, como disse, esta nova vitória do Clippers sobre o Lakers. Apenas os melhores momentos pelo site da NBA.

Algumas observações:

1) Kobe Bryant não jogou por conta de uma lesão leve nos ligamentos do punho direito, fruto de uma queda depois de um toco humilhante que ele levou de DeAndre Jordan na partida de segunda-feira;

2) Por falar em DeAndre, novamente ele foi o bicho quando o assunto foram os “pregos”. Foram três no jogo de ontem, um deles, pra cima de Andrew Bynum, foi espetacular;

3) Apesar do toco (faz parte do jogo, só leva quem está lá dentro), Bynum foi muito bem na partida: 26 pontos e 11 rebotes;

4) Bynum só não foi o cestinha da partida porque Blake Griffin anotou 30 pontos. E Traps, pelo que vi nos “highlights” do site da NBA, os mais expressivos foram anotados quando Pau Gasol estava em quadra.

RIVALIDADE

Queiram ou não os torcedores do Lakers, mas está nascendo uma rivalidade entre as duas equipes da cidade. O Clips fez 2-0 nos confrontos desta fase amistosa. Durante a temporada teremos mais três jogos: 14 e 25 de janeiro e em 4 de abril.

Vamos fazer um minibolão? Quanto vocês acham que vai acabar esta série? Importante: dois jogos serão com mando do Clips. Ou seja: o primo pobre terá mais torcida.

Meu palpite, então: 2-1 para o Clips.

Aguardo o de vocês.

BRASUCAS

Não vi as partidas em que os brasileiros estiveram em quadra. Ou melhor, vi trechos do jogo do San Antonio contra o Houston, que terminou com a apertada vitória do alvinegro por 97-95.

Tiago Splitter veio do banco, jogou apenas 16 minutos, tempo para marcar seis pontos e pegar dois rebotes. Continuo com mau pressentimento de que esta temporada será a passada para Splitter.

Em Boston, na vitória do time da casa por 81-73, Leandrinho Barbosa não entrou em quadra com a camisa do Toronto. Pelo que vi no “box score”, foi por decisão do treinador.

FRUSTRAÇÃO

Dois jogos bem fracos na noite desta quinta-feira:

Atlanta x Charlotte (22h30)
Phoenix x Denver (0h)

Acho que vou colocar a leitura em dia.

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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 Sem categoria | 17:19

A CARTA DE DAN GILBERT, O FUTURO DE NENÊ E TROCAS QUE JÁ FORAM CONCRETIZADAS

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Assim que o negócio envolvendo Los Angeles Lakers, New Orleans Hornets, Houston Rockets, Chris Paul, Pau Gasol, Luis Scola, Kevin Martin e Goran Dragic foi concretizado, os donos das pequens franquias ficaram indignados.

A indignação foi tamanha que Dan Gilbert (foto), dono do Cleveland Cavaliers, escreveu e mandou uma carta para o comissário David Stern. A missiva foi reproduzida inicialmente pelo site Yahoo! Sports. Agora, viaja pela internet. O teor eu reproduzo abaixo:

Comissário

Seria uma farsa permitir que o Lakers venha adquirir Chris Paul numa troca que aparentemente foi discutida…

Não me lembro de ter visto uma troca onde uma equipe consegue o melhor jogador e economiza mais de US$ 40 milhões no processo. E não parece que eles iriam desistir de qualquer “draft”, o que poderia permitir que mais tarde façam uma troca por Dwight Howard. Quando o Lakers pegou Pau Gasol (na época considerado uma troca extremamente desigual) eles receberam dezenas de milhões de dólares em salário adicional e em “Luxury Tax” e tiveram que desistir de algumas promessas (uma delas em Marc Gasol, que pode se tornar um jogador de salário máximo).

Eu só não vejo como podemos permitir que esse negócio aconteça.

Eu sei que a grande maioria dos proprietários se sente da mesma forma que eu.

Quando é que vamos mudar o nome de 25 das 30 equipes para Washington Generals?

Por favor, avise.

Dan G.

QUESTIONAMENTO

Confesso que estou estudando a carta e não consigo ver onde o Lakers economizaria US$ 40 milhões por temporada nessa troca. Afinal, ele não estaria contratando Chris Paul pela mesma quantia?

Se o Lakers estivesse abrindo mão de um jogador com contrato longo e pegando um que na próxima temporada desse ao time a decisão de prosseguir o acordo ou não; ou então, que o contrato expirasse ao final desta temporada, aí sim haveria a economia deste montante.

Não é o caso, pois o time californiano assinaria um longo contrato com CP3 e estaria pagando a ele os mesmos (ou até mais) US$ 19 milhões anuais que ele gasta com Gasol e outros US$ 19 milhões em multa por conta do “Luxury Tax”.

Então, não consegui detectar. Confesso, todavia, que dormi apenas três horas esta noite e pareço um zumbi neste momento.

Mas se eu estiver comendo mosca, alguém, por favor, clareie minha mente.

APELO

Lakers e Houston vão apelar à NBA para que o acordo não seja desfeito. A apelação será apresentada ainda nesta sexta-feira.

David Stern, entretanto, não dá sinais de que vai ceder.

Há pouco a liga soltou uma declaração assinada por Stern. Ela diz o seguinte:

“Todas as decisões são tomadas com base no que é melhor para o Hornets. No caso da proposta de troca que foi feita por Chris Paul, decidimos, livre da influência de outros proprietários da NBA, que a equipe será melhor servida com Chris em um uniforme do Hornets do que pelo resultado mostrado nos termos daquela troca”.

Será? Claro que não: a troca foi muito boa para o New Orleans. Houve pressão, claro que houve.

PSICOLÓGICO

Alguns parceiros deste botequim, acho que todos torcedores do Lakers, argumentam que Pau Gasol e Lamar Odom não terão cabeça para jogar em Los Angeles. Bobagem, digo eu, sem ofensa, é claro.

Pior do que isso é o jogador deixar o deserto do Arizona e desembarcar na gélida Toronto sem ser consultado. Tem que ir e ponto final.

Foi o que aconteceu com Leandrinho Barbosa.

Esse tipo de situação sempre existiu, existe e existirá na NBA. Com pouquíssimas exceções, jogador não tem direito a opinar.

MUDANÇA DE RUMO

Com o veto de ontem, Dwight Howard (foto) pode assinar com o New Jersey Nets. O jogador se reuniu com Mikhail Prokhorov, dono do Nets, e Billy King, gerente geral da franquia, ontem à noite em Miami.

Se bem que esse encontro aconteceu antes do “affair” Lakers/CP3/NBA. E mais: segundo as regras da NBA, ele foi ilegal, pois o Orlando não sabia do encontro e, por isso mesmo, não deu permissão.

De todo o modo, com o ocorrido, D12 deve estar pensando: é melhor eu desistir da ideia de ir para Los Angeles jogar no Lakers.

Se Howard acertar com o Nets, formará dupla da pesada com Deron Williams.

NENÊ

D12 conversou com os dirigentes do New Jersey ontem à noite, mas Adrian Wojnarowski, o cara mais bem informado sobre NBA na atualidade, acabou de postar em seu Twitter que o Nets deve oferecer um contrato milionário para Nenê nesta sexta-feira.

É aguardar pra ver. Mas em se tratando de Wojnarowski, a chance de ser um “chute” não existe.

RAPIDINHAS

Os times poderão usar a cláusula de anistia para dispensar apenas um jogador de seu elenco a partir de hoje. Data de encerramento: 16 de dezembro. As trocas poderão ser feitas até 15 de março… O ala-armador Brandon Roy vai anunciar sua aposentadoria, segundo o site da ESPN dos EUA. Motivo: seus joelhos não suportam mais a carga de treinos e nem suportará a de jogos. Uma pena… A ida de Tyson Chandler para o New York confirmou-se nesta sexta-feira oficialmente. O pivô campeão da NBA assinou um contrato de quatro anos e ganhará cerca de US$ 60 milhões… O Miami renovou com Mario Chalmers e James Jones. Os valores não foram disponibilizados… O Philadelphia 76ers está próximo de renovar o contrato de Thaddeus Young… Troca que não deverá ser vetada pela NBA: Glen Davis deixa o Boston e vai para o Orlando, que mandará ao Celtics Brandon Bass… Gilbert Arenas acaba de ser dispensado pelo Orlando, que usou a cláusula de anistia. Chauncey Billups deverá ser o próximo.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 NBA | 22:02

EXECUTIVOS DA NBPA SE REÚNEM NESTA QUINTA EM NYC. ATLETAS PRESSIONAM VIA TWITTER

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Os executivos da NBPA (a associação dos jogadores) se reúnem nesta quinta-feira em Nova York. A pressão dos atletas está aumentando, pois este será o primeiro mês que eles não vão receber o pagamento.

Os jogadores estão ficando apavorados, pois começam a sentir a água bater na bunda. Como fazer frente aos gastos? Todos têm contas para pagar — e não deve ser merreca, pois, como diz o ditado, quanto mais se ganha, mais se gasta.

Além disso, como ocorre aqui no Brasil com os jogadores de futebol, lá nos EUA muitos também são arrimo de família. Não são apenas contas ordinárias que eles têm que pagar; eles também têm que ajudar muita gente.

Nesta tarde, Glen “Baleinha” Davis (foto), ala-pivô do Boston, postou em seu twitter: “Take the 51% man and let’s play”. Ou seja: vamos logo pegar 51% e jogar bola.

Como se sabe, Billy Hunter, diretor executivo da NBPA não quer abrir mão de 52%. Alguns falam que este número, na verdade, é 52,5%. Mas agora ele está perdendo a confiança dos jogadores.

Foi noticiado na mídia dos EUA que Derek Fisher, presidente da NBPA, estaria se encontrando secretamente com David Stern, o comissário da NBA, tentando alinhavar um acordo. Todos negaram: Fish e Stern.

Os agentes, como disse ontem, também pressionam Hunter. Eles também querem ver o acordo assinado, pois ficam com 4% do valor do contrato entre seu jogador e a franquia. Os agentes, assim como os jogadores, também têm contas pra pagar.

A novidade desta quarta-feira, portanto, ficou por conta disso: reunião da executiva da associação dos jogadores em Nova York e Glen Davis manifestando-se publicamente para que o acordo seja logo assinado, refletindo, seguramente, a opinião da maioria dos jogadores.

Outro que se manifestou foi Manu Ginobili, ala-armador do San Antonio Spurs, que postou em seu Twitter o seguinte: “Neste momento deveria estar jogando a primeira partida do ano em SA. Que pena tudo isso. Espero que se solucione rápido”.

Vamos, pois, aguardar pelo desfecho da reunião desta quinta. Talvez tenhamos novidades.

Se surgir algo diferente até o final da noite, conto pra vocês. Portanto, venham ao botequim sempre que puderem.

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sexta-feira, 1 de abril de 2011 NBA | 14:19

UMA QUINTA COM TRAÇOS DE PLAYOFF

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Que quinta-feira! Se alguém perdeu a rodada, perdeu parte da história desta temporada.

Em San Antonio, o Boston foi fenomenal. Cravou 107 a 97 no Spurs. Rajon Rondo (Foto AP) foi um espetáculo à parte: 22 pontos, 14 assistências, cinco rebotes e nenhum erro! Isso apesar de ter ficado em quadra 41 minutos e ser o armador do time; ou seja: tem a bola nas mãos a maior parte do jogo.

Em Los Angeles o jogo já teve clima, atmosfera de playoff. Cinco expulsões e uma aula de defesa dada pelo Lakers no segundo tempo: apenas 31 pontos sofridos. Um massacre: 110 a 82.

O Celtics precisava desta vitória para não perder a confiança e provar aos oponentes que se trata do time com o maior número de títulos na história da NBA. Vinha de uma sequência muito ruim: dez jogos, seis derrotas e só quatro vitórias.

Quando se imaginava que fosse cambalear no Texas, pimba! Fez esta baita vitória. E coloca pressão nos adversários, especialmente no Chicago. Se o Bulls bobear, como bobeou diante do Philadelphia, o Celtics atropela, passa por cima, fica em primeiro no Leste.

Jermaine O’Neal voltou. Jogou só 11 minutos. Pouco, é verdade, mas ele tem mesmo que voltar aos poucos. Vem dar mais solidez ao garrafão do time, muito “soft” pro meu gosto com Nenad Krstic (contundiu-se ontem). Tão “soft” que Doc Rivers tem que jogar a maior parte do tempo com Kevin Garnett e Glen Davis, dos alas de força, se revezando no pivô.

Agora falta Shaquille O’Neal voltar. Mas quando ele volta? Há divergências; ninguém sabe ao certo. O que parece é que a contusão do veterano pivô não é tão simples como se imagina.

A emoção e a empolgação tomaram conta do vestiário do Celtics depois da partida, “Quer melhor lugar pra você se recuperar”, perguntou Paul Pierce depois da partida.

Verdade, o local foi excelente. Seria melhor se fosse em Los Angeles. O San Antonio, neste momento, rola ladeira abaixo. Somou sua quinta derrota consecutiva e foi “varrido” pelo Boston na temporada regular. Se perder nesta sexta para o Rockets, em Houston, enfileira seis revezes e iguala seu pior registro, datado de 1997.

E o time jogou completo ontem. Não tem do que reclamar. Falta de ritmo pra Tim Duncan? Não creio, não foi isso o que vi durante a partida. Timmy estava bem; seus números comprovam: 20 pontos e 13 rebotes em 20 minutos.

A equipe corre sério risco de perder o primeiro lugar — algo que até há pouco tempo era impensável. Tem 18 derrotas, duas a menos que o Lakers. Além do Houston esta noite, visita o Atlanta e o próprio Los Angeles. E ainda pega o Phoenix, um time chatinho, embora fraco.

Tem cheiro no ar de Lakers em primeiro nesta conferência.

Até porque os amarelinhos estão arrebentando na reta final. Encontraram-se na competição. Antes do “All-Star Game” eu não dava nem um tostão furado pro time. Não conseguia imaginar que ele pudesse ganhar a conferência de um San Antonio que esbanjava energia e categoria.

Mas Phil Jackson alertou, há alguns meses: o campeonato começa pra valer no segundo turno. E muitos parceiros amarelinhos deste botequim me alertaram também: Sormani, quando os playoffs chegarem aí o Lakers vai jogar.

Nem precisou; o Lakers já está jogando antes mesmo de os playoffs chegarem. Somou sua oitava vitória consecutiva e venceu 16 dos 17 confrontos realizados depois do “break” do “All-Star Game”. Ou seja: é o líder do returno.

Gregg Popovich, técnico do San Antonio, disse ontem no AT&T Center que este é o pior momento para se enfileirar derrotas. E eu adiciono: este é o melhor momento para se enfileirar vitórias.

E é o que o Lakers faz. E não foram vitórias contra os Tabajaras da NBA, como fez o Dallas. O Lakers bateu Portland, Oklahoma City, San Antonio, Atlanta, o próprio Mavs, tudo isso fora de casa. Em casa passou por cima de Orlando, Portland, New Orleans e Dallas ontem.

O Mavs, como eu disse, entrou em quadra ontem com um cartel de cinco vitórias consecutivas. Mas elas foram construídas diante de Golden State, Minnesota, Utah, Phoenix e Clippers.

Suas derrotas, depois do “All-Star” foram para Memphis, New Orleans, Portland, San Antonio e duas vezes para o Lakers. Não venceu NENHUM “top team” desta temporada no returno.

Depois do jogo de ontem, Chris Webber, comentarista da TNT, declarou: “Não é (Jason) Terry que tem que ser multado (referindo-se ao incidente com Steve Blake). Terry foi o único que mostrou garra em quadra. Quem tem que ser multado é Dirk (Nowitzki) e (Brendan) Haywood”.

Se o Lakers cresce no momento correto, confirmando sua história, o Dallas amarela no momento decisivo, confirmando sua história. O Boston consegue se recuperar no cenário perfeito, enquanto que o San Antonio tornou-se uma incógnita.

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terça-feira, 15 de março de 2011 NBA | 14:05

OS JOGADORES JOGAM, O MIAMI VENCE

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Foi uma surra e tanto. Para vingar a humilhação passada no Texas há dez dias mais ou menos. Lá o Spurs bateu o Heat por 125 a 95. No sul da Flórida, o Miami venceu ontem por 110 a 80.

Trinta pontos lá; trinta pontos cá. Então, zero a zero – como se diz por aí.

Mas não é do jogo que eu primeiro quero falar. Quero falar do Miami. Novamente eu pergunto: o que mudou? Como esse time se transformou de um time chorão em um time com panca de campeão?

“Foi a vitória contra o Lakers”, respondeu Dwyane Wade. “Cumprimos defensivamente o que foi traçado”, complementou. “Nossa atitude é outra”, complementou LeBron James.

Mudou a defesa? Pode ser.

Mas o que mudou mesmo foi a postura. Como disse várias vezes, sem “desire” não se defende e não se ataca também.

O time é outro. O episódio dos chorões deve ter unido o grupo.

E não há como não se falar também da postura do presidente Pat Riley. No olho do furacão, sentado em uma das poltronas do Madison Square Garden, em Nova York, vendo o torneio da Big Ten, ele disse: “Nosso treinador é o Erik Spoelstra e ponto final”.

Bancou o cara. Deu moral para ele e sua comissão técnica e deixou claro aos jogadores que o barco até o final da temporada é este e não vai ser mudado.

Portanto, disse aos jogadores: se vocês quiserem ganhar o campeonato, é nesta embarcação que será. Dado o recado, o time voltou a jogar.

BOSH

O que dizer da atuação de Chris Bosh (foto Getty Images)? 30 pontos e 12 rebotes. E jogando contra Tim Duncan e a defesa do San Antonio, uma das melhores da competição.

E tem gente que diz que ele é fraco…

VEXAME

A derrota de ontem foi a mais contundente para o San Antonio desde 7 de abril de 2005, quando o time foi batido pelo Mavs, em Dallas, por 104 a 68. Nesta temporada, o pior revés do Spurs foi diante do Hornets por 96 a 72 em Nova Orleans.

Desde o jogo contra o Lakers o San Antonio não joga bem. Parece ter perdido o rumo. Desde a humilhação passada diante do Lakers o San Antonio não conseguiu encaixar uma grande partida.

Bateu o frágil Detroit, em casa, por apenas sete pontos, jogo definido só no final. Idem para o confronto contra o Sacramento, o laterninha do Oeste (108 a 103). Foi a Houston e enfrentou um Rockets sem Luis Scola (seu melhor jogador) e também suou para vencer: 115 a 107.

E ontem perdeu para o Miami.

A parte mais importante do campeonato é esta, depois do “All-Star Game”. É nela que o campeão dá as caras.

O San Antonio mostra sinais de queda. E isso é preocupante.

APRENDIZADO

Tiago Splitter entrou no final do jogo de ontem. No chamado “garbage time”.

Este é o ensinamento que o catarinense está recebendo: jogar o “garbage time”. Antes disso, nosso bravo brasuca jamais havia jogado o “garbage time”.

Agora ele já pode dizer o que é “jogar o garbage time”. Graças ao Professor Gregg Popovich.

DUREZA

Não foi fácil como sugere os 97 a 84. O Lakers cortou um doze para vencer o Orlando. Foi inconsistente no primeiro tempo e deixou a quadra derrotado por 46 a 41.

Kobe Bryant foi muito mal na etapa inicial. Melhorou um p pouco no segundo. Reflexo do tornozelo torcido? Pode ser.

No primeiro, Black Mamba errou oito arremessos e acertou apenas dois. Terminou a etapa inicial com modestos quatro pontos. No segundo tempo, fez 5-11 e anotou 12 pontos (outros dois vieram de uma dupla de lances livres que atingiram o alvo).

Fechou a partida com 7-19 e 16 pontos.

Muito da vitória do Lakers tem a ver com o desempenho do pivô Andrew Bynum (foto AP). Ele marcou muito Dwight Howard.

Alguém pode dizer que o pivô do Orlando terminou a partida com 22 pontos e 15 rebotes. Mas muitos desses números foram feitos quando Bynum estava no banco e DH estava sendo marcado por Pau Gasol.

Foi um baita duelo entre os dois. Na minha visão, deu Bynum.

SURPRESA

E o Boston, hein? Perdeu três de seus quatro últimos jogos. Ontem foi batido pelo New Jersey fora de casa. Foi, aliás, a primeira derrota do “Big Three” do Celtics para o New Jersey.

E não me venham com essa de que o time está desfalcado. Os que estão de fora são jogadores que todos nós sabemos que têm um histórico recheado de contusões e que isso poderia acontecer.

Assim como o San Antonio, o Celtics preocupa. E por que preocupa? Porque perde de times que deveria vencer e porque a gente não sabe se ele não vai ter os mesmos problemas quando os playoffs chegarem.

REFLEXO

A derrota de ontem em Nova Jersey pode custar a primeira colocação do Leste ao Boston. O time tem a mesma campanha, neste momento, que o Chicago: 47 vitórias e 18 derrotas, ou 72,3% de aproveitamento.

Se o Chicago bater o Washington esta noite, em casa, passa para 48 vitórias e 18 derrotas. Ou seja: aproveitamento de 72,7%.

E a chance de isso acontecer é muito grande. Os dois times já se enfrentaram três vezes neste campeonato. O Bulls venceu todas — duas delas na capital dos EUA.

Boozer pode voltar. No Wizards, Rashard Lewis pode ficar de fora.

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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011 NBA | 13:31

UMA ATUAÇÃO PRA FICAR NA HISTÓRIA

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Todos aqui sabem da minha preferência por Deron Williams. Todos aqui sabem que considero D-Will o melhor armador da NBA na atualidade. Mas…

Mas o que Rajon Rondo jogou ontem contra o San Antonio foi algo pra ficar registrado na história da NBA. Não foi uma atuação de Oscar Robertson ou Magic Johnson, mas ficou muito perto disso.

Na vitória por 105 a 103 diante do time texano Rajon registrou seu 11º. “triple-double” de sua carreira. Foram 12 pontos, 22 assistências (!) e dez rebotes. Mas quase foi um “quadruple-double”. Isso porque ele anotou seis roubos de bola, dois deles no último quarto pra cima de Manu Ginobili.

Mas Rajon foi grande durante todo o jogo. Mas como a última impressão é a que fica, ainda está na minha retina o final da partida: ele foi o homem que levou o Boston à vitória. Foram dez dos 28 pontos do time no quarto final, dois roubos de bola pra cima de Manu Ginobili (que eu mencionei acima), deixando claro ao adversário que ele estava enfezado com o resultado apertado e que iria colocar um ponto final naquela questão.

Todos aqui sabem que eu torço o nariz para o mau desempenho de Rajon (foto AP) nos arremessos. Mas ontem ele foi muito bem: 6-10 — todos em bolas de dois. Olhou para a cesta, olhou para os companheiros, olhou para os adversários. Enfim, fez o que um grande jogador tem que fazer.

Rajon chegou sem alarde nenhum ao Celtics há pouco mais de três temporadas. Produto da universidade de Kentucky, ele ganhou um campeonato, mas mesmo assim foi colocado na lista de dispensa do time por conta de seu temperamento difícil (Doc Rivers disse à época que ele era “uncoachable”). Além do comportamento difícil durante os treinos, Rajon, nas primeiras temporadas, jogava sujo, gostava de dar bordoadas sem motivo aparente.

O tempo passou — e não foi muito tempo, diga-se — e Rajon parece outro jogador. Melhorou como atleta, melhorou como pessoa, e o resultado é que ele faz uma temporada que pode ficar marcada na história da NBA.

Por causa de Rajon o Boston ganhou do San Antonio. Claro que tem o conjunto da obra, que a gente não pode desconsiderar os 31 pontos de Ray Allen e os 23 de Glen “Baleinha” Davis.

Mas Rajon Rondo foi o nome do jogo; ou, como os americanos gostam de dizer, “the player of the game”.

SEQUÊNCIA

O San Antonio enfileirou sua segunda derrota. Havia sido goleado pelo New York Knicks na terça-feira passada (128 a 115) e ontem perdeu para o Celtics, como vimos.

Problemas? Negativo; isso acontece. Problema foi ter jogado mal contra o Knicks, isso sim. Tanto que a atuação do time provocou a ira do técnico Gregg Popovich. Mas acontece, como disse. Como pregava Michael Jordan, “não dá para jogar bem todas as noites”.

Tim Duncan está P da vida com o time. Disse que está indignado com a defesa do San Antonio. “Não me importa o nosso recorde (campanha), o que me interessa é que nós não estamos satisfeitos (com a marcação)”, disse Timmy.

Se ele estiver se referindo ao jogo contra o New York, ok, eu entendo. Mas tomar 105 pontos do Boston não tem nada demais.

Acho que Timmy está tentando mexer com os jogadores. Coisa de capitão do time, coisa de gente experiente.

Mesmo com as duas derrotas seguidas, o Spurs continua como um dos favoritos ao título. Continua com cara de campeão — como o Boston também tem.

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