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sexta-feira, 21 de setembro de 2012 NBA | 00:13

DOC RIVERS DIZ NÃO SE IMPORTAR COM O LAKERS E ESTIMULA O ÓDIO DO BOSTON AO MIAMI

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“Honestamente, eu não me importo com o Lakers… Eu olho diretamente para o Miami (…) Eu quero que eles (jogadores do Boston) os odeiem (jogadores do Heat). Eu quero que eles os vençam. Esse tem que ser o nosso foco”.

A frase, recortada, é do técnico Doc Rivers (foto). Ele já começou a preparar o C’s para esta temporada. Não apenas com treinos técnicos e táticos, mas mentalmente também. E esse tem que ser o trabalho de um treinador. Trabalhar todos os aspectos de um jogo. A gente bem sabe que uma partida de basquete, futebol, ou seja o que for, não se ganha apenas com treinamentos táticos e técnicos. O mental é componente importatíssimo, especialmente quando você vai forjar o caráter de uma equipe.

Ao contrário do resto do planeta, os americanos torcem de maneira diferente; civilizada eu diria. Lá não há os problemas que existem no resto do planeta quando o assunto são os torcedores de futebol.

Se José Mourinho viesse a público e dissesse que espera de seus jogadores ódio ao Barcelona, seria condenado violentamente. O mesmo para Alex Ferguson em relação ao sentimento de seus atletas quanto ao rival Manchester City. Já pensou Tite dizer que está alimentando a cólera em seu elenco ao São Paulo? E Abelão fizesse o mesmo quando o assunto fosse os confrontos contra o Flamengo? Idem para os duelos paranaenses, mineiros, gaúchos, baianos e pernambucanos.

Não dá; nem pensar. Na Europa, o treinador seria multado. Aqui no Brasil, criticado pela mídia, nada além disso, pois vivemos no paraíso da impunidade.

Na América do Norte, o maior problema que a polícia tem é conter a felicidade exacerbada de fãs na comemoração de um título. Derrotas, eliminações e perdas de campeonatos não resultam em nada; absolutamente em nada.

Nos EUA, não existem (pra sorte deles) torcidas organizadas. Essa mazela social e esportiva, além de impedir a convivência pacífica entre os fãs, deu forma às mais variadas manifestações de violência dentro e principalmente fora dos campos de futebol. Lá, eu dizia, por não haver essa praga não há que se garantir um percentual de assentos nos ginásios para torcedores adversários. Ninguém deixa sua cidade em bandos, escoltados pela polícia, para ir torcer no ginásio adversário. Se algum torcedor quiser ver seus times do coração fora de sua praça (ou se for torcedor de time de fora de sua cidade), ele compra ingressos normalmente (via internet) e senta onde o tíquete determina. Senta, vê o jogo, torce e não é molestado em nenhum momento sequer. Se for, é só chamar a segurança que ela põe pra fora do ginásio o animal que tenta inibir os sentimentos do torcedor oponente.

Por isso, Doc Rivers pode vir a público e dizer que está estimulando o ódio de seu elenco em relação ao Miami. Isso não se transfere jamais para as arquibancadas. Doc, aliás, disse já ter feito isso na temporada passada. E o resultado foi visto nos playoffs do Leste, quando o C’s foi caminhando, caminhando, caminhando e chegou à final da conferência. E, nela, vendeu caro o título ao Miami, entregando-o apenas no último e derradeiro confronto.

Mas, como disse acima, não é apenas estimulando a ira que Doc vai fazer do Boston uma ameaça ao reinado do Miami. O time tem que jogar também. É como aquela piada da mãe que foi ver o filho, lutador de boxe, numa luta decisiva. Ela sentou-se e viu que a seu lado havia um padre. O filho estava tomando uma surra e ela, desesperada, virou-se para o padre e disse: “Padre, por favor, reze para o meu filho sair dessa enrascada!” No que o padre respondeu: “Sim, eu rezo, mas seria bom se ele começasse a lutar também”.

Muitos entendem que o alviverde de Massachusetts está melhor nesta do que na temporada passada. Se não há mais Ray Allen, há o instinto matador de Jason Terry. Ele pode não ter a mão tão certeira quanto a de Allen, mas o mental de Terry é mais forte. Além disso, Jet não se incomoda nem um pouquinho sequer em sair do banco durante os jogos, papel que Doc Rivers tinha reservado a Ray-Ray e este não gostou nadinha, nadinha. Os dois “guards” do Celtics são Rajon Rondo (foto) e Avery Bradley. Jet entrará para o descanso de ambos e estará em quadra “down the stretch”, com certeza.

Além disso, há Courtney Lee também, que ajudará a formar um quarteto de “guards” para machucar o Miami e quem a aparecer pela frente. De que modo? Tirando o “front court” adversário de sua zona de conforto.

Na temporada passada, foi exitosa (desculpem o neologismo) a mudança de posição de Kevin Garnett. Por conta da contusão de Jermaine O’Neal e da falta de boas opções, Doc passou KG da ala de força para o pivô. E foi um sucesso. KG saía da área pintada e trazia consigo o pivô adversário, abrindo espaço para o jogo não apenas de Brandon Bass, que tornou-se o PF titular, mas também e principalmente do pessoal do “back court”.

Doc fará o mesmo nesta temporada. Abrirá não apenas KG, mas Bass também. E os armadores encontrarão espaços para infiltrar e pontuar. Dos quatro armadores do Boston, apenas Bradley não teve um duplo dígito de média na pontuação na temporada passada. Mas, não se esqueçam, ele foi entrando aos poucos no time por conta da lesão de Allen. Nesta temporada, com mais tempo de quadra, seguramente atingirá a meta.

Outro aspecto importante nessa tática é fazer os pixotes sofrerem faltas. Além de eles normalmente serem eficientes na linha fatal, bater lances livres, várias vezes, é tudo o que Rivers quer, pois, com isso, ele conseguirá posicionar sua defesa para o ataque adversário.

E não se esqueçam que Jeff Green está de volta depois da cirurgia no coração. Será o descanso que Paul Pierce tanto vai precisar nesta temporada. Um reserva que pode desempenhar o papel de titular quando Doc bem entender. Bola pra isso Green tem. E pode fazer um 2 e um 4 numa boa também. Um “swing player” dos bons!

Darko Milicic, recém-contratado do Wolves, o brasuca Fab Melo, o também novato Jared Sullinger e o veterano Chris Wilcox vão ajudar KG e Bass. E eu espero que Melo saiba aproveitar as chances que irão aparecer. Num primeiro momento, o primeiro reserva a entrar em quadra será Milicic.

O C’s, eu já disse isso, pra mim fará a final do Leste contra o Miami. Não acredito que o New York o faça e muito menos o Brooklyn Nets. E o Chicago sem Derrick Rose não terá forças também. O Boston é um time maduro, experiente. Conhece o caminho das pedras. É assíduo frequentador das finais. E, além disso, consegue mexer com o emocional do Miami. Paul Pierce não se intimida com LeBron James. Jet sabe o que fazer diante de Dwyane Wade. E Chris Bosh vai sofrer nas mãos de KG.

Este é o time que vai incomodar o Miami. Mas enquanto a bola não sobe, acho que o Boston, apesar de toda a sua ira e de sua competência tática e técnica, não passará de um incômodo para o time do sul da Flórida. Vai vender novamente caro o título do Leste; mas venderá. Isso, volto a dizer, antes de a bola subir.

Portanto, vamos aguardar. Pra encerrar, eu grito: volta NBA, volta logo!

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:23

UMA ANÁLISE SOBRE A NOSSA PARTICIPAÇÃO EM LONDRES. LEIAM E OPINEM

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Bem, vamos ao jogo. Não apenas ao jogo, mas a tudo. Como sempre faço, li todas as mensagens. Concordo com muito do que foi dito; discordo de outro tanto.

Acho que, pra começar, é importante deixar claro o seguinte: a Argentina é mais time que o Brasil. É mais time porque joga fácil. Faz o mesmo jogo o tempo todo e não se desespera, ao contrário do Brasil que quando fica atrás no marcador começa a forçar o jogo, especialmente com bolas de três.

É mais time porque joga junto há muito tempo. Por conta disso, é um time entrosado e confiante. E experiente. Já viveu essa situação muitas vezes. E até ouro olímpico tem.

É mais time porque conta com dois jogadores que o Brasil não tem: Luis Scola e principalmente Manu Ginobili. Como alguém disse aqui, Manu é um “franchise player”. E é mesmo. “Franchise player” desequilibra, atemoriza, confunde, rege. Manu faz tudo isso. Não temos esse jogador. Marcelinho Huertas é quem mais se aproxima deste conceito, mas, neste momento, está muito longe de ser esse jogador. E não acredito que um dia será. Mas o que Huertas faz é digno de se tirar o chapéu. Temos um dos melhores armadores do mundo, disso ninguém duvida.

Nosso último “franchise player” foi Oscar Schmidt; queiram ou não aqueles que não gostam do Mão Santa. Ele era esse jogador. Ele ganhava jogos, atemorizava os adversários, confundia a zaga adversária e regia o time em quadra. Ah, não marcava ninguém. Primeiro, que isso não é bem assim: Oscar não era um primor defendendo, mas sabia esconder essa deficiência. Segundo, perfeito era Michael Jordan, Magic Johnson etc e tal. Dirk Nowitzki não marca ninguém, mas é um terror na frente. Não preciso ir longe: Scola não marca ninguém, mas é trator no ataque.

Portanto, desde Oscar não temos esse jogador. Repito: queiram ou não aqueles que não o apreciam. Oscar é dos poucos jogadores reconhecidos e reverenciados nos EUA mesmo sem jamais ter jogado por lá. Falo isso não de ler, mas de ouvir as pessoas falaram. Até motorista de táxi sabia quem era Oscar quando eu dizia que era do Brasil. Falavam do Pelé e do Oscar.

Voltando ao jogo, muito se falou sobre os lances livres. Rubén Magnano, depois da partida, apontou seu dedo para este fundamento. Disse que não se corrige esse defeito com apenas 45 dias de treino. Isso tem que ser corrigido no andar da carruagem; ou seja, em todo o ano letivo.

Tenho dúvidas se o Brasil perdeu por conta dos lances livres. Claro que se eles tivessem caído num percentual maior talvez fosse preciso vencer. Mas mesmo nas vitórias nosso aproveitamento é esse. O fato é que não sabemos bater lance livre — e por N motivos. Desde a mecânica do arremesso que não é correta (e aqui a gente aponta o dedo para os treinadores na base) até a parte emocional (aqui não há o que se fazer).

Mais importante do que os lances livres, a meu ver, é a falta de um jogador que defina. Por que Varejão ficou tanto tempo no banco? Ora, porque ele não define. Varejão funciona maravilhosamente bem ao lado de LeBron James, Kobe Bryant ou Oscar Schmidt. Mas num time onde não há esse jogador, ele precisa ajudar no ataque.

Alguém pode dizer: Nenê fez apenas sete pontos. Verdade; muito pouco. Nenê justifica sua baixa produtividade ofensiva por conta dos 12 rebotes e por ter subtraído o jogo de Scola, que anotou 17 pontos, quando normalmente faz 30 quando joga contra o Brasil.

De todo o modo, Nenê tinha que ser nestes Jogos Olímpicos o que Dwight Howard é na NBA. Não tem nenhum pivô nestas Olimpíadas com o tamanho dele. Nenê tinha que se impor mais em quadra quando o assunto é o ataque. Tecnicamente Marc Gasol é melhor que Nenê, mas Gasol é flácido, não tem a força que Nenê tem. Na NBA, há alguns pivôs tecnicamente melhores do que D12, mas ele se impõe por conta de seu tamanho, de sua força, tamanho e força que Nenê também tem e deveria tirar proveito e não tira. Mas aqui não há o que fazer, pois Nenê não é esse cara que a gente gostaria que ele fosse. A seu modo, contribui demais com o time. Se fosse como a gente queria, ele estaria hoje no Lakers e não no Washington.

Outra coisa: Leandrinho, a meu ver, não merece as críticas que recebe. Como eu disse aqui, ele não se esconde. Procura sempre o jogo. Tenta definir. Faz o que pode, mas, infelizmente, o que pode não é suficiente, pois ele tem limitações. Mas, repito, é o único, ao lado de Huertas, a tentar definir.

Li alguns parceiros falarem em renovação. Respeito a opinião, mas quase caí de costas. Renovar??? Logo agora que temos um time? Custou a ser formado e quando conseguimos formar vamos jogar na lata do lixo todo o trabalho feito? Podem reparar: todo time campeão não é formado do dia para a noite. Ele tem um tempo de maturação. Ele trabalha junto por muito tempo até começar a colher frutos.

Michael Jordan foi campeão pela primeira vez com 28 anos. Ganhou seu último título aos 35. Manu tem 35 anos, Kobe Bryant tem 34 anos e Pau Gasol está com 32. Kevin Garnett tem 37 e Dirk Nowitzki tem os mesmos 34 de Kobe. E por aí vai.

Por isso, discordo de quem acha que Leandrinho, 30, não terá condições de jogar os Jogos do Rio com 34 anos. O mesmo para Nenê, que tem os mesmos 30 anos de LB. Varejão também está com 30. Alex Garcia tem 32, mas é um touro de forte e esbanja energia e saúde. Veterano está Marcelinho Machado, 37.

Repito: o time está pronto. Vamos enxertá-lo com jogadores jovens e que parecem ter muito futuro, como Scott Machado, que deve ocupar a vaga de Larry Taylor ou Raulzinho Neto, Fabrício Melo, que entra no lugar de Caio Torres, Rafael Hettsheimer, que também tem lugar no time e entra na vaga de Guilherme Giovannoni, que pode jogar como ala na vaga de Marcelinho Machado.

Enfim, não se pode mandar todo mundo embora da noite para o dia. Repito: o time está pronto e daqui para frente poderemos colher frutos melhores. E ter o seguinte elenco pensando no Mundial da Espanha, daqui a dois anos:

Marcelinho Huertas
Scott Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni
Rafael Hettsheimer
Anderson Varejão
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Fabrício Mello

Vejam que falta um jogador. Esse jogador tem que ser um ala de preferência. Infelizmente, não temos ninguém aparecendo na base. Temos que torcer para que haja um moleque nos EUA, jogando no “high school” ou no “college”. Lamentavelmente, não conseguimos produzir um jogador para esta posição.

Quanto a Magnano, ele não é perfeito. Tem limitações e agora que estamos próximos de seu trabalho vemos que elas não são poucas. As mais graves, a meu ver, são sua dificuldade de mexer no time e ver o jogo. Na Argentina, ele tinha em Sergio Hernandez seu principal auxiliar. E outros assistentes também.

É sabido que os argentinos são melhores treinadores do que os brasileiros. E não apenas no basquete. Há exceções, é claro, como Bernardinho e Zé Roberto Guimarães no vôlei. Mas eles são melhores do que a gente no futebol e no basquete, por exemplo.

Por isso, Magnano pode estar sentindo falta de alguém mais a seu lado. Fernando Duro pode não estar sendo suficiente. Zé Neto é um treinador que tem tudo para crescer na profissão. Por isso, tem que tirar proveito de estar ao lado de Magnano. Mas tem que começar a mostrar serviço também e ter voz ativa na comissão. E ajudar Magnano, de modo a não deixá-lo a cometer equívocos que ele cometeu nestas Olimpíadas.

Acho que é isso. Espero pelas manifestações de vocês e seguir debatendo o nosso basquete. Vivemos um grande momento. Não podemos desperdiçá-lo. Mesmo com a eliminação nos Jogos Olímpicos.

Ah, sim, ficamos em quinto lugar. Posição espetacular pra quem ficou três ciclos olímpicos vendo tudo pela televisão.

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quinta-feira, 28 de junho de 2012 basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano, NBA, Seleção Brasileira | 10:36

“NBA DRAFT” E A SELEÇÃO BRASILEIRA SÃO AS ATRAÇÕES DA NOITE DESTA QUINTA-FEIRA

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O dia hoje vai ficar pelo jogo do Brasil contra a Grécia e pelo “NBA Draft”. Sei que o Brasil joga novamente em São Carlos (SP) e que o evento norte-americano será no Prudential Center, ginásio do Nets quando ele estava em New Jersey. Mas não sei qual será o horário do recrutamento, pois esta informação eu não encontrei nem no site da NBA e nem no site da ESPN gringa. Mas vejo no ótimo site Jumper Brasil que a cerimônia começa as 19h34. De Brasília? Não sei dizer.

Fabrício Melo, pivô de Syracuse, bom de bola, mas enrolado fora das quadras, e Scott Machado, armador de Iona, bom dentro e fora das quadras, devem ser recrutados. Melo (foto) está cotado para ser recrutado a partir da 20ª posição da primeira rodada. Sites o colocam no Atlanta, Boston, Miami e Cleveland. Machado tem chance de ir parar no Lakers, o que significaria o primeiro brasileiro jogando no time californiano.

Ser recrutado na primeira rodada, de acordo com as regras do CBA, garante ao jogador um contrato. Ser escolhido da segunda rodada, não. Neste caso (e é o caso de Machado), o jogador teria que participar de “summer leagues”, mostrar serviço para garantir um contrato. E ele é bem modesto se comparado com os dez primeiros. Mas Machado, em caso de aprovação nas “leagues”, poderia assinar um contrato de dois anos apenas, por exemplo, apostar em seu basquete e depois partir para algo melhor.

O fato é que os dois devem mesmo ser recrutados. Mas a ida de Melo para o Miami, dizem, não deve se concretizar, pois, ao contrário do que se comentava, o Heat vai atrás de um ala neste draft e não de um pivô. Dizem que Pat Riley e Erik Spoelstra querem um jogador mais baixo do que um pivô e que possa exercer várias funções em quadra. Isso vai ao encontro do que eu tenho dito aqui: no futuro, os pivôs tendem a ser relegados a um segundo plano. A menos que sejam feras como Anthony Davis.

Quando aos outros drafts, é consenso que Davis será mesmo o primeiro escolhido. O pivô de Kentucky, campeão da NCAA, vai comandar o garrafão do New Orleans. Tanto é verdade que o Hornets acabou de trocar Emeka Okafor, seu antigo pivô, com o Washington Wizards. E como o NOH tem o 10º recrutamento também, as projeções colocam Austin Rivers, filho de Doc Rivers, no time da Louisiana. Gostei.

A partir de Davis não se sabe mais o que vai acontecer. O Charlotte, segundo na escolha, dizem, pode escolher o ala-pivô Thomas Robinson, de Kansas. Mas há quem diga que a franquia de Michael Jordan pode pegar o ala-armador Michael-Kidd Gilchrist, que assim como Davis é produto da universidade de Kentucky. Se isso ocorrer, pelo que li, seria inédito na história do “NBA Draft” uma escola cedendo o primeiro e o segundo draft.

O Charlotte estaria disposto também a abrir mão deste draft em favor de um jogador experiente, no qual a franquia pudesse ser construída. Mas o Cats quer colocar no negócio o problemático e molengão ala-pivô Tyrus Thomas. O Lakers segue tentando se livrar de Pau Gasol e seu contrato milionário. Será que não valeria a pena tentar esse negócio? Não sei como está o cofre do Charlotte, mas seria legal para a franquia da Carolina do Norte, que já pegou Ben Gordon e tem o ótimo armador Kemba Walker. Os dois mais Gasol poderiam formar um núcleo bem interessante. Mas há quem diga que o futuro de Gasol poderá ser o Memphis, ao lado do irmão. Isso porque o Grizzlies teria oferecido Zach Randolph pelo grandalhão angelino.

Outra possibilidade: o Houston cederia o ala-armador Kevin Martin para o Cats em troca deste draft. Isso porque a franquia do Texas, que acabou pegando a 18ª escolha numa troca com o Minnesota (e já tem a 12ª e a 16ª), quer oferecer várias escolhas para o Orlando e ter em troca o pivô Dwight Howard. O problema para o Rockets é que Martin não vale uma segunda escolha do draft.

Mas vamos seguir no aguardo. Muita coisa ainda pode acontecer nesta noite. Antes, durante e depois do “NBA Draft”.

BRASIL

A Nigéria é primitiva. Nunca participou das Olimpíadas e pelo que mostrou ontem diante do Brasil não deve ser desta vez. A seleção brasileira venceu o jogo com muita facilidade: 104-65.

Nosso selecionado pressionou demais a saída de bola dos africanos e isso fez com que eles perdessem muitas bolas. Não sei te dizer quantos erros foram, pois eu não encontrei no site da CBB o “box score” do jogo. Se alguém achar, mande o link para que a gente possa discutir melhor nosso time. Aliás, o site da CBB, reformulado, continua muito ruim.

Ontem eu gostei mais da disposição ofensiva do Brasil. A bola passou mais de mão em mão, o que acabou por confundir e/ou cansar a defesa adversária. Mas ainda continuamos apenas com corta-luz. Eles são importantes porque possibilitam muitas alternativas ofensivas, mas acho que Rubén Magnano poderia mesclá-lo com o “pick’n’roll”. Será que ele ficará restrito apenas a Tiago Splitter, exímio neste fundamento? Se for, acho pouco. Anderson Varejão também sabe fazer o “pick’n’roll”. E bem.

Fiquei decepcionado novamente com a atuação de Larry Taylor. Mas vamos dar um desconto. Técnico novo, situação nova para ele, que se divide entre treinar e aprender a quase incompreensível letra do Hino Nacional Brasileiro.

Marcelinho Huertas (foto CBB) debutou ontem nesta fase preparatória. Tiago Splitter ainda não. Será hoje? Não sei. Leandrinho Barbosa finalmente resolveu a questão do contrato, mas como ele ainda não está pronto, LB deve jogar apenas o Super 4 da Argentina, no dia 5 de julho próximo.

Hoje tem a Grécia, 21h de Brasília, pelo SporTV. Vamos ver como é que o nosso selecionado vai se comportar.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010 basquete brasileiro, NBA | 22:32

BRASUCA COM NOME DE CRAQUE

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O texto que posto a seguir foi publicado na revista “Slam” deste mês de junho. Fala sobre Fabrício Melo, um brasuca de apenas 19 anos e que foi recrutado pela universidade de Syracuse, uma das mais fortes do basquete universitário norte-americano.

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“Syracuse é conhecida por ter pivôs altos e que jogam duro dentro do seu garrafão com sua defesa 2-3. Arinze Onuaku era o encarregado até então. Conheça seu sucessor, o novato chamado Fab Melo. “A comissão técnica foi a principal razão pela qual escolhi Syracuse”, disse o pivô de 2m13 de altura e 113 quilos. “Coach Boeheim é um grande técnico para desenvolver grandalhões, e quando fui visitar o campus eu simplesmente me apaixonei”.

“Nessa última temporada em Weston (Flórida) Sagemont, o pivô teve médias de 15 pontos e 15 rebotes por jogo, quando liderou seu time até a final estadual do “high school” na Flórida. O que faz deste recruta de Syracuse tão especial é um pacote único de habilidade no perímetro juntamente com o jogo de costas para a cesta. Adicione que ele é o melhor jogador defensivo dessa classe de recrutas e é fácil de ver por que todas as escolas de ponta o ofereceram bolsas de estudo.

“Para o meu tamanho, eu tenho um ótimo jogo de pernas e sou capaz de arremessar com grande eficiência”, diz o brasileiro. “Eu jogo duro o tempo todo”.

“Enquanto espera seguir as trilhas dos brasileiros na liga (Nenê, Leandrinho e Varejão), o jogador que foi eleito no McDonald´s All-American também aspira ser o segundo Melo de Syracuse a chegar a NBA. “Eu definitivamente vou usar o nome Melo na minha camisa. Eu adoro esse nome!”. Assim como todo torcedor de Syracuse”.

Fabrício Melo é um ilustre desconhecido dos brasileiros, mas começa a fazer fama nos EUA. Melo foi eleito para o terceiro time do McDonald´s All-American de High School, um dos principais torneios norte-americanos, onde os “scouts” das universidades vão observar os jogadores do “high school”.

Além do convite de Syracuse, cujo treinador, Jim Boeheim, fez parte do “staff” técnico do time dos EUA que ganhou o ouro olímpico em Pequim, Melo também foi cortejado por Louisville, Florida State e Connecticut. Várias outras escolas também manifestaram interesse no brasuca, como Texas, Florida, Kansas, Georgetown e Miami.

O nome Melo e Syracuse têm história em comum. Afinal, em 2003, Carmelo Anthony liderou o time ao título da NCAA, o primeiro e único conquistado pela escola, que na decisão venceu Kansas por 81-78.

Melo foi convocado pelo técnico Rubén Magnano para fazer parte do grupo que treina em São Paulo para disputar o Sul-Americano de Neiva (Colômbia). Mas como acabou de acertar seu ingresso em Syracuse, Melo pediu dispensa, pois tem uma série de questões acadêmicas para resolver.

Melo é para o futuro; deixem-no resolver suas questões nos EUA neste momento.

Divirtam-se abaixo com Fab Melo. O vídeo eu encontrei no Youtube.

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