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sábado, 28 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 18:56

BRASIL SOFRE APAGÃO NO ÚLTIMO QUARTO, PERDE PARA A FRANÇA E SE COMPLICA

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Complicou demais. O Brasil tinha que ter vencido a França. Com a derrota de 73-58, nosso selecionado tende a ser derrotado por Rússia e Austrália (a menos que dê uma zebra) e com isso entrar pressionadíssimo no confronto diante do Canadá. Entrará precisando vencer para não repetir o quadro trágico de Pequim, quando nossas moças não passaram da primeira fase.

E, cá entre nós, mesmo que se classifique, dificilmente não ficará em posição diferente que o quarto lugar. E, neste caso, o adversário na fase seguinte seria os EUA.

Claro que ainda tem chão pela frente, mas eu não consigo imaginar a Rússia, por exemplo, perdendo para o Brasil e também para a França e o Brasil, neste caso, e batendo as canadenses, acabando em terceiro no quadro.

Impossível não é; mas, repito, não consigo imaginar essas duas derrotas russas.

Quanto ao jogo, o Brasil levou na igualdade até o final do terceiro quarto, quando foi descansar atrás em apenas três pontos: 52-49.

Mas aí veio a tempestade. As francesas arrasaram as brasileiras neste dez últimos minutos ao fazer 21-9. O Brasil simplesmente parou. E tem tudo a ver com o emocional. Nossas moças não souberam lidar com a desvantagem. À medida que ela ia aumentando, o nosso basquete ia diminuindo.

Érika de Souza foi a nossa cestinha com 17 pontos. Mas com o tamanhão dela (1,97m; a maior jogadora em quadra) ela contribuiu com apenas quatro rebotes. Pior de tudo: cometeu seis erros.

Já falei várias vezes aqui: Érika é complemento, não pode ser a cereja do bolo. Infelizmente, não temos esta jogadora (e não é a Iziane também). Por isso, vivemos esta fase terrível.

Estava esperançoso; agora estou pessimista.

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basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres | 10:24

CANADÁ DIFICULTA JOGO PARA A RÚSSIA E DEIXA BRASIL SOB ALERTA. VENCER AS FRANCESAS LOGO MAIS É FUNDAMENTAL

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A Rússia acabou de vencer o Canadá por 58-53. Perdia por dez pontos a cinco minutos do final da partida: 50-40. As russas, lideradas por Becky Hammon, norte-americana naturalizada, fez uma corrida de 18-3 e liquidou a fatura.

Hammon jogou muito no final. Durante o jogo, comportou-se como armadora tradicional, à moda antiga. No final, vendo que seu time estava às portas da derrota, transformou-se em uma armadora moderna.

Ao invés de ficar obcecada pelo passe, apenas pelo passe, e nada além do passe, percebeu que ao organizar o jogo russo havia espaços para a infiltração e mesmo para o arremesso. Anotou seis dos últimos oito pontos de seu selecionado e deu duas assistências. O 54º ponto, uma infiltração pela esquerda do ataque, culminando com a bandeja com a mão canhota (Hammon é destra), foi espetacular. Acho que a jogada da partida.

Becky, uma das musas destas Olimpíadas, terminou a partida com 14 pontos (0-5 nas bolas de três) e quatro assistências. Foi a cestinha do time, mas não do jogo. A canadense Kim Smith, uma ala de 1,82m, anotou 20 pontos (5-7 nos tiros triplos).

O resultado é preocupante para o Brasil, que estreia logo mais, às 16h de Brasília, diante da França. Num grupo que tem ainda Austrália e Grã-Bretanha, o Canadá, num primeiro momento, é um dos times a ficar de fora das quartas-de-final. As apostas indicam Austrália, Rússia, França e Brasil entre os quatro primeiros.

Se o Canadá continuar assim (foi um desastre no último quarto, é verdade, quando perdeu por 21-10), vai ser uma parada dura para as brasileiras. As canadenses, diga-se, jogaram muito bem a repescagem para as Olimpíadas. Crescem no momento certo.

ESTREIA

Há umas três semanas em conversei por telefone com Luís Cláudio Tarallo, nosso treinador. Ele me disse: “Fábio, a gente rezou muito para França e República Tcheca ficarem no outro grupo”.

Tarallo sabe muito bem que as francesas, mesma em transição, são difíceis de serem batidas. A ala de força Sandrine Gudra, 1,93m é uma extraordinária jogadora. Mas deve e tem que ser anulada pelas nossas pirulonas.

Érika de Souza tem que desempenhar esse papel. Com 1,97m, a carioca é muito mais forte e mais experiente. Só não pode se pendurar em faltas logo no início, de modo a dar campo para as franceses crescerem no jogo e o Brasil passar toda a partida atrás.

Vencer as francesas é importantíssimo, pois o Brasil terá pela frente Rússia e Austrália, na sequência. A lógica aponta para vitórias russas e australianas. Se perdermos logo mais, entraríamos pressionadíssimos diante do Canadá, que deverá chegar com uma vitória, pois elas enfrentam a Grã-Bretanha (teoricamente o time mais fraco deste Grupo B) e devem fazer vitória.

Estou confiante, todavia, no Brasil. Com a saída de Iziane, o grupo se fechou. Ficou unido. Fez uma grande partida amistosa diante da Austrália. Mesmo perdendo por 78-75, jogou, repito, muito bem. E não se esqueça: em 28 de junho passado, no último jogo de uma série de três amistosos diante das australianas, na Oceania, o Brasil levou uma sova: 102-58.

Com a saída de Iziane tudo mudou.

No amistoso derradeiro para estes Jogos Olímpicos, nossas meninas venceram a Croácia (está no Grupo A) por 87-84 com uma grande atuação de Érika, que marcou 18 pontos e pegou 15 rebotes. Outra que jogou muito foi Adrianinha Moisés. Nossa armadora marcou 16 pontos, deu cinco assistências e fez quatro desarmes.

“Foi uma boa partida”, afirmou Tarallo, econômico nos elogios. “Não começamos tão bem quanto esperávamos, mas conseguimos ser superiores em todos os outros quartos que seguiram. A equipe está muito bem e continuamos o processo de evolução e de ganhar no conjunto”.

Que Tarallo esteja coberto de razão; e eu acho que sim.

A França é difícil, mas o Brasil tem objetivos nesta competição. E o primeiro deles é chegar as quartas-de-final. E para isso vencer as francesas torna-se indispensável.

Sorte, meninas!

RECADO

Como eu disse a vocês, estou comentando os Jogos Olímpicos para a Record. Mas só os eventos em 3D, que estão sendo exibidos no cinema, na rede Cinépolis.

Por conta disso, está sendo uma loucura conciliar Record, Jovem Pan e o blog. Por isso, peço que vocês me entendam quando eu demorar para postar o texto. E peço que não deixem de me visitar. Estarei abrindo o botequim, mesmo que em horários diferentes do habitual.

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domingo, 1 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 18:50

GRUPO DA SELEÇÃO FEMININA É COMPLICADO NOS JOGOS DE LONDRES

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O Brasil de saias tomou ciência neste domingo de sua chave nas Olimpíadas de Londres. E é pedreira. Nossas oponentes serão Austrália, Rússia, Grã-Bretanha, França e Canadá. Esses dois últimos selecionados entram na festa por conta do Pré-Olímpico Mundial.

De um grupo de seis equipes, quatro avançam para a fase seguinte. Nosso time não tem time pra ganhar da Austrália e nem da Rússia. Teremos que fazer duas vitórias diante de Grã-Bretanha, França e Canadá.

Teoricamente dá pra vencer as anfitriãs. Mas, é sempre bom lembrar, as britânicas são treinadas por Tom Maher, o homem que montou o primeiro timaço australiano e que deu um novo perfil ao basquete das meninas oceânicas e que hoje é referência mundial. É experiente e conhece a matéria. Aliás, se você não sabe, Maher era o técnico favorito de Paula para assumir a seleção. Ela disse isso a Hortência, quando a Rainha ligou para Magic perguntando quem ela indicaria para assumir o cargo. Hortência gostou, ligou para Maher e recebeu um não de resposta, não sem antes um agradecimento pelo convite. Maher estava compromissado com os britânicos, por isso não pôde dizer sim.

Mas, passado à parte, voltemos ao presente: vamos dar vitória ao Brasil neste confronto? Vamos. Faltaria então um triunfo ainda. Ou diante da França ou diante do Canadá. Dá pra ganhar das duas seleções? Claro que dá. As canadenses são freguesas de caderneta e as francesas passam por reformulação. Mas o problema é que o nosso time não é confiável. Falta uma jogadora que decida. Uma jogadora que coloque a bola debaixo do braço e pense o jogo. E pensando define a partida. Iziane Castro não tem esse perfil e Érika de Souza também não. Adrianinha Moisés está veterana e as demais são jovens ainda e imaturas por conta disso.

Érika, aliás, apresentou-se à seleção com dentes cariados segundo me disseram. Dentes cariados que estão incomodando nossa pivô. Dentes cariados e fora de forma. Encontrei com Magic Paula na última quarta-feira. Contei a ela do meu temor por nossas meninas. E perguntei a ela o que ela achava. Ela mostrou-se igualmente preocupada. Falei dos dentes cariados da Érika (foto) e do fato de ela estar fora de forma. Ele não se mostrou surpresa.  “Na Europa, não se treina”, disse-me ela. Aí eu emendei: e fora de forma fica difícil pra ela jogar e fazer a diferença. No que Paula respondeu, na lata, como se fosse uma assistência na medida para mais dois pontos: “A Érika não define jogo”.

Reflitam.

Mas vamos voltar aos confrontos contra francesas e canadenses. Meu xará, Fabio Balassiano, escreveu em seu blog (clique aqui) que vencer as francesas é importante não apenas por causa da vaga, mas porque trata-se do jogo de estreia do Brasil. Estreando com o pé direito a pressão diminui. Em caso de derrota, o Brasil deverá somar mais duas, porque na sequência vêm  Rússia e Austrália. Em seguida apareceriam as canadenses e nossas moças teriam que vencer para não serem eliminadas. E aí a pressão seria grande demais e o risco de perder aumentaria, pois não é fácil trabalhar com os nervos em frangalhos.

O Brasil, já disse, é melhor que francesas e canadenses. Mas esse melhor tem que ser mostrado na quadra. Se nossas moças vacilarem, disputaremos do 9º ao 12º lugar; o que não seria surpresa nenhuma para mim.

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terça-feira, 6 de março de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:28

UMA LUZ SOBRE OS PRÉ-OLÍMPICOS, AS OLIMPÍADAS E AS CHANCES DO BRASIL

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A NBA está a todo o vapor e o NBB também. É claro que neste botequim o papo versa mais sobre o torneio norte-americano, mas há os que gostam também da competição nacional.

A NBA está a todo o vapor e o NBB também, mas no final de julho próximo começam as Olimpíadas. Alguns parceiros perguntam sobre datas e seleções classificadas. Perguntam também sobre os Pré-Olímpicos, masculinos e femininos.

Vamos, pois, clarear a situação.

O torneio masculino começa no dia 29 de julho e termina em 12 de agosto. No feminino, a bola sobe pela primeira vez um dia antes; ou seja, em 28 de julho, com a decisão da medalha de ouro marcada para 11 de agosto.

Os dois torneios são compostos de 12 seleções cada.

Do lado dos marmanjos, nove selecionados já garantiram vaga em Londres, restando, pois, três vagas. Vamos aos classificados:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Argentina (América)
Brasil (América)
Espanha (Europa)
França (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Tunísia (África)

De 2 a 8 de julho, em Caracas, Venezuela, será disputado o Pré-Olímpico Mundial dos homens. Doze países estarão brigando pelas três últimas vagas. São eles: Grécia, Lituânia, Macedônia, Rússia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Coreia do Sul, Jordânia, Angola, Nigéria e Nova Zelândia.

Estes 12 países foram divididos em quatro grupos com três componentes cada. A saber:

Grupo A
Grécia
Jordânia
Porto Rico

Grupo B
Lituânia
Nigéria
Venezuela

Grupo C
República Dominicana
Coreia do Sul
Rússia

Grupo D
Angola
Macedônia
Nova Zelândia

As equipes se enfrentam dentro do grupo e os dois primeiros colocados se classificam para a fase quartas de final. Os quatro vencedores avançam para as semifinais e os vencedores, além de decidirem o título, garantem vaga para as Olimpíadas. Quem ficar com a medalha de bronze (disputa do terceiro lugar) garante-se também em Londres.

Do lado das moças, os selecionados já garantidos em Londres são sete. Vamos a eles:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Brasil (América)
Rússia (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Angola (África)

De 25 de junho a 1º de julho será disputado o Pré-Olímpico Mundial das mulheres. Local: Ankara, Turquia. Doze seleções estarão brigando por cinco vagas. São elas: Croácia, República Tcheca, França, Turquia, Argentina, Canadá, Porto Rico, Japão, Coreia do Sul, Mali, Moçambique e Nova Zelândia.

Esta dúzia de seleções estará dividida em quatro grupos de três:

Grupo A
Japão
Porto Rico
Turquia

Grupo B
Argentina
República Tcheca
Nova Zelândia

Grupo C
Croácia
Coreia do Sul
Moçambique

Grupo D
Canadá
França
Mali

Os selecionados se enfrentam dentro de seus respectivos grupos e os dois primeiros colocados se garantem nas quartas de final. As quatro equipes que passarem para a fase semifinal carimbam passaporte para Londres. Os outros quatro times, derrotados nas quartas, disputarão a última vaga.

BRASIL

Muito se fala das possibilidades brasileiras. Medalha?

Bem, no masculino, se todos os nossos jogadores se dispuserem a jogar (falo principalmente dos quatro que jogam na NBA, Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa), o Brasil deve disputar do quinto ao oitavo lugar.

Agora, caso o técnico Rubén Magnano consiga extrair o máximo de cada um de nossos atletas e algum dos selecionados favoritos (EUA, Espanha, França e Argentina) der uma patinada, o Brasil pode brigar pela medalha de bronze.

Se eu fosse Magnano escalaria este quinteto titular:

Marcelinho Huertas (foto Reuters)
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

Atribuiria a Leandrinho o mesmo papel que lhe cabe desde que chegou à NBA: ser o nosso sexto homem, vindo do banco, bagunçando as defesas adversárias com sua velocidade e seus arremessos de três. E Splitter seria o descanso perfeito para Varejão e Nenê.

No feminino as coisas andam meio complicadas. Enio Vecchi, que fez um ótimo trabalho no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Neiva (Colômbia), não teve seu contrato renovado com a CBB. Hortência Marcari, responsável pelos selecionados femininos, optou trocá-lo por Luis Cláudio Tarallo.

A bem da verdade, Hortência nunca escondeu de ninguém que Tarallo era seu técnico favorito. Num primeiro momento, no entanto, o treinador não pôde aceitar o convite, que acabou no colo de Vecchi.

As chances do Brasil são mínimas para não dizer nenhuma. Nosso time pode brigar, na melhor das hipóteses, por um quinto lugar. Medalha, acho muito difícil, pois há seleções muito mais fortes, como os EUA, Rússia, Austrália e China.

Além de ter um treinador novo, o Brasil ainda conta com a indefinição de Iziane Castro (foto Fiba). A ala brasileira deve ir para o Seattle Storm, da WNBA, e se isso acontecer ela só teria condições de se apresentar 15 dias antes do torneio de Londres. O mesmo vale para a nossa pivô Érika de Souza, que deve jogar novamente pelo Atlanta Dream.

Eu abriria este precedente, pois nosso selecionado não pode abrir mão das duas. Com elas será bem difícil; sem elas será impossível brigar por um lugar honroso.

Se eu fosse Tarallo escalaria o seguinte quinteto titular:

Adrianinha Pinto
Palmira Marçal
Iziane Castro
Damiris Amaral
Érika de Souza

Por que Palmira? Sei que muitos devem estar se perguntando. Porque ela defende muito e num torneio como esse você tem que ter uma jogadora com este caráter.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Sem categoria | 22:22

BRASIL FICA COM O BRONZE QUANDO NA VERDADE DEVERIA TER FICADO COM O OURO

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A seleção feminina acabou de ganhar da inexpressiva Colômbia por 87-48. Com o resultado, conquistou a medalha de bronze no Pan de Guadalajara.

Não fez mais que a obrigação.

Ou melhor: fez menos do que deveria ter feito. O que o time comandado por Ênio Vecchi no banco e por Érika de Souza e Iziane Castro em quadra deveria ter conquistado o ouro.

O nível do campeonato foi baixíssimo.

Cuba, que poderia ser um adversário de peso, preferiu priorizar a preparação para o Pré-Olímpico Mundial e nem sequer apareceu para o torneio. Nem mesmo com uma equipe sub qualquer coisa. Idem para a Argentina, que também jogou desfalcada.

O Brasil decepcionou. Nunca é demais lembrar e frisar.

Essa derrota pode ter sido boa visando os Jogos Olímpicos do ano que vem em Londres. Pode ter sido boa para nos mostrar que esse time tem muito o que fazer se quiser uma posição honrosa.

E que Érika e Iziane compreendam que as duas são boas jogadoras, nada além disso. Estão longe de ser o que no passado foram Paula, Hortência e Janeth.

E vale o investimento em Damiris do Amaral. Ela é grande, tem velocidade e tem fundamentos. Vale todo o investimento nela, pois se tem alguém nesse time que pode ser no futuro importante para nós é ela.

E temos que procurar rapidamente uma armadora. Quem? Realmente, não sei.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:19

PERDER PRA PORTO RICO É DOSE PRA MAMUTE!

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Não dá para ganhar todas as noites. Verdade, não dá para ganhar todas as noites, mas perder para Porto Rico realmente é dose pra mamute.

Sim, a seleção feminina foi batida na semifinal do Pan-Americano de Guadalajara pelas porto-riquenhas por 69-68 e agora tem que se contentar com no máximo uma medalha de bronze, quando o ouro deveria ser a cor obrigatória dada a fragilidade das adversárias.

Foi uma partida para ser esquecida. Nosso selecionado marcou muito mal.

Individualmente, Érika de Souza, nossa principal jogadora, foi um fiasco. Pegou 15 rebotes, é verdade (também, com 1,97m diante das baixinhas porto-riquenhas, era obrigação), mas fez apenas dois pontos. De seus 12 arremessos, todos eles com o beiço grudado na cesta, acertou apenas um. Um desastre.

Iziane Castro, que se considera uma das maiorais do basquete moderno, ficou o último quarto todinho no banco de reservas. Por quê? Porque forçou o jogo e jogou apenas pra ela e nunca para o time. Anotou 14 pontos, com um aproveitamento de 6/13 (46%) nas bolas de dois e 0/2 (0%) nas de três.

Além delas, a armadora Babi Queiróz, que vinha fazendo um bom Pan-Americano, foi outro desastre: jogou pouco mais de seis minutos, não deu nenhuma assistência e fez uma falta desnecessária no final da partida, diminuindo ainda mais as chances de o Brasil vencer o jogo.

Tassia Carcavalli, a armadora reserva, que ficou mais tempo em quadra, esteve perdida o tempo todo. Sem imaginação, limitou-se: 1) a forçar o jogo quando deveria cadenciar; 2) a dar passes laterais quando deveria ser audaciosa.

Palmira Marçal, que defende muito bem, fez água: não desarmou ninguém. Pior: insistiu nas bolas de três, tendo acertado apenas uma em nove! (11%). Desconfiômetro pra ela!

Ainda creditando a derrota a erros individuais, vamos agora falar do técnico Ênio Vecchi: por mais que Iziane estivesse mal, no fim do jogo ela tinha que estar em quadra. Sua experiência, sua vivência em momentos como este seriam importantes. Mas, inexplicavelmente, Ênio deixou-a no banco.

Do ponto de vista coletivo, a seleção acertou apenas 59% de seus lances livres: 19/32. Se tivesse derrubado duas bolas a mais, teria vencido a partida. Nos chutes de três, 3/20 (15%): ridículo.

E em todo o jogo nosso selecionado deu apenas sete assistências.

Enfim, aquele time que nos encantou no Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia), não foi visto em quadra.

Como disse, não dá para jogar bem todas as noites, mas perder para Porto Rico é realmente dose pra mamute.

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domingo, 23 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:42

BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO

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Como era de se esperar, o Brasil se classificou em primeiro lugar no Grupo B dos Jogos de Guadalajara. Bateu no começo da tarde deste domingo a Colômbia por 86-53 e agora terá pela frente Porto Rico, que venceu a Argentina por 73-70, ficando em segundo lugar no Grupo A.

O jogo semifinal está marcado para esta segunda-feira, às 16h (Brasília). Eu só espero que a Record transmita a partida. Só isso.

No jogo deste domingo — mais uma moleza deste Pan-Americano —, novamente o técnico Ênio Vecchi rodiziou nossas meninas. Mas bem menos do que na vitória diante da Jamaica.

Iziane Castro foi a cestinha do jogo com 25 pontos. Érika de Souza cravou mais um “double-double”: 15 pontos e 13 rebotes. Nossa pirulona ainda deu quatro tocos. Gostei mais uma vez da nossa armadora Babi Queiróz: seis pontos, sete rebotes, quatro assistências e dois roubos de bola.

De resto, nada mais a se destacar.

O confronto desta segunda-feira não deverá apresentar problemas para o nosso selecionado. Pelo time que tem, pela fragilidade dos adversários, o Brasil tem a obrigação de bater Porto Rico e se qualificar para a final do torneio.

O jogo decisivo está marcado para as 23h desta terça-feira.

DECEPÇÃO

Os EUA perderam os dois jogos disputados até agora no Pan de Guadalajara.  O selecionado norte-americano foi batido em seu primeiro jogo pela Argentina (58-55), fato inédito na história dos confrontos entre as duas seleções. Depois, apanharam de Porto Rico (75-70) — acho que isso também jamais havia ocorrido.

Logo mais, às 23h de Brasília, as americanas devem ser batidas pelo México, que se destaca no Grupo A e joga em casa. Com isso, terminaria o torneio com três jogos e três derrotas.

Eu não me lembro de isso ter acontecido um dia com um time de basquete dos EUA. Uma vergonha.

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sábado, 22 de outubro de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 16:41

CBB REVELA PROJETO DE REPATRIAR NOSSAS JOGADORAS VISANDO LONDRES-12

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O melhor da rodada deste sábado do basquete feminino no Pan de Guadalajara foi a notícia publicada no iG dando conta da intenção de Érika de Souza e Iziane Castro de voltarem a jogar no Brasil. Iziane quer montar um time em São Luís, no Maranhão.

“Já temos até patrocinador fechado, mas não posso revelar a empresa”, disse Iziane. “Se tudo der certo, durante o recesso na WNBA jogo no Brasil e pelo Maranhão”.

Iziane corteja Érika. Ela quer que sua companheira de Atlanta Dream, da WNBA, continue a seu lado, jogando no Maranhão. ‘’É muito tempo fora do país, são dez anos já”, disse Érika. “E tem também a seleção; seria muito bom poder ter as principais jogadoras próximas para preparar bem o time para a disputa dos Jogos Olímpicos’’, completou Érika.

Pra complementar esta notícia alvissareira, Magic Paula (está dando um show nos comentários pela Rede Record) disse que a CBB tem um projeto de repatriar todas as nossas meninas. A entidade quer que elas fiquem no Brasil no ano que vem, ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Se conseguir, não só os nossos torneios internos ganham força, como a seleção também. Ênio Vecchi, que tem se revelado um excelente treinador de moças, poderá reunir com mais frequência as jogadoras, trocar figurinhas com elas e montar um projeto em busca de uma medalha.

Tenho dito que nossa realidade é a disputa do nono ao 12º lugar em Londres se tudo caminhar normalmente e talvez do 5º ao 8º lugar se jogarmos nosso melhor basquete.

Mas se o projeto da CBB vingar e pudermos treinar pra valer e entrosar o grupo, acho que o Brasil pode montar uma seleção para brigar pelo bronze.

Caramba!, que notícia boa! Bem que poderia dar certo.

PRIMITIVISMO

O jogo de nada valeu. Ou melhor: valeu para colocar nossas reservas em atividade.

Quem menos jogou foi a ala Silvia Gustavo: 13:13 minutos. Depois, a pivô Carina de Souza: 14:22 minutos.

Ninguém atingiu os 20 minutos em quadra. Quem mais tempo trabalhou foi a armadora Babi Queiróz: 19:20 minutos. Depois veio nossa pirulona Érika de Souza: 19:01 minutos.

Nada menos do que seis jogadoras tiveram duplo dígito na pontuação: Érika (22 pontos, cestinha do time e do jogo), Gilmara Justino (19), Iziane Castro (12), Damiris do Amaral e Jaqueline Silvestre (11 cada uma) e Tássia Carcavalli (10).

Érika pegou 15 rebotes e cravou novo “double-double”. Clarissa capturou 11 ressaltos.

Babi chamou a atenção para as nove assistências e três roubadas de bola.

Houve, no entanto, defeitos: tomamos muitos pontos de um adversário primitivo e as bolas de três não caíram como deveriam: 4/15 (27%). Palmira Marçal, que mostrou mão calibrada no primeiro jogo diante das canadenses, foi mal desta vez: 1/6 (17%).

Não vou falar que limitamos as caribenhas a 20% (11/55) do total de seus arremessos e nem vou mencionar que elas erraram todas as suas três bolas triplas. Não vale a pena, pois, como disse, elas praticam um basquete primitivo.

A organização do Pan-Americano tem que olhar com atenção para isso. Um time como a Jamaica não pode participar desta competição.

O placar final (Brasil 116 x 34 Jamaica) diz como foi o jogo—se é que podemos chamar aquilo de jogo.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 17:29

SELEÇÃO FEMININA TRITURA O CANADÁ NA ESTREIA EM GUADALAJARA

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Não deu pra ver o jogo direito, pois a Record mesclou a vitória brasileira do nosso selecionado feminino de basquete com lances da natação e do vôlei de praia. Mas deu pra ver que a seleção está no caminho certo.

Novamente fez um grande jogo defensivo e levou à loucura as meninas canadenses. Muito por conta disso e muito também por conta da nossa fluidez ofensiva e do talento individual de algumas de nossas moças, o Brasil venceu o Canadá em seu debute nos Jogos Pan-Americanos por incontestáveis 78-53.

Limitamos as norte-americanas a um aproveitamento de apenas 44% dos tiros duplos (15/34) e a 22% nos triplos (4/18).

É bem verdade que nossas meninas erraram bolas fáceis. Perderam bandejas quando estavam desmarcadas; tomaram tocos quando com uma finta teriam evitado o vexame. É bem verdade que nosso aproveitamento de dois pontos não foi bom (35%; 22/63), mas nosso volume foi muito grande. Arremessamos 19 bolas duplas a mais do que o Canadá. Por isso, mesmo com um aproveitamento menor, somamos mais pontos.

Nas bolas de três, o aproveitamento brasileiro foi melhor: 35% (6/17). Embora o percentual seja o mesmo, os tiros de três são longos e a chance de se errar é muito maior.

Individualmente, destaque para nossas duas meninas que atuam na WNBA. Iziane Castro (Foto Vipcomm) foi a cestinha do time e do jogo com 16 pontos. Mas Érika de Souza realçou-se demais: 15 pontos e 10 rebotes, única jogadora na partida a cravar um “double-double”.

Dez também foram os rebotes de Clarissa dos Santos, mas nossa ala de força parou nos oito pontos. Nas bolas de três, Palmira Marçal foi nossa estrela: 3/5 (60%). Resultado: 13 pontos. Palmira roubou ainda três bolas — vale destaque. Outra que teve duplo dígito na pontuação foi Damiris do Amaral: 11 pontos.

Depois do jogo, Érika admitiu que sentiu um “friozinho na barriga” no começo da partida. Depois, soltou-se em quadra e arrebentou uma vez mais.

O Brasil saiu-se muito bem. Estreia é sempre complicado. Ainda mais quando se tem pela frente o seu maior adversário da chave. O Brasil, pra quem ainda não sabe, está no Grupo B e os outros dois oponentes são Colômbia e Jamaica.

Amanhã, novamente às 13h30 de Brasília, o adversário será a Jamaica. Nova vitória será adicionada ao nosso cartel, não tenho dúvidas disso.

E se tudo caminhar dentro da normalidade, o Brasil estará na final diante dos EUA. Também não tenho dúvidas disso.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:51

IZIANE É CONVOCADA PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS DE GUADALAJARA

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Iziane Castro está de volta à seleção brasileira. A ala que atua no Atlanta Dreams da WNBA foi convocada pelo técnico Ênio Vecchi para disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Iziane volta à seleção uma vez mais como se nada tivesse acontecido. Como se ela nunca tivesse feito nada de errado.

Realmente, esse é um país que premia os que andam em caminhos tortos e pune os corretos, pois estes são tidos como tontos. “Você não fez isso? Ora, deixe de ser bobo, todo mundo faz”. Quantas vezes você não ouviu isso?

Mas tudo bem, eu não quero mais falar sobre esse assunto. É velho, amanhecido. Quem tem o poder nas mãos não pensa como eu (e a maioria dos que frequentam esse botequim) e ponto final.

Vamos pensar no time com Iziane e pronto.

SERIEDADE

Ênio Vecchi (foto CBB) é um cara sério, trabalhador; não aceita indisciplina. Esse é o currículo do nosso treinador até o momento.

Ênio vai exigir de Iziane e vai dar a ela, pelo que conheço dele, o mesmo tratamento que dá às demais jogadoras. Nem mais, nem menos; apenas equânime.

Estou curioso para ver o comportamento de Iziane quando ela for submetida aos treinos defensivos. Nossa ala, que brilha razoavelmente na WNBA, é sabidamente uma jogadora não muito afeita a marcar, quero ver o que ela vai dizer quando tomar contato com os treinos defensivos.

Estou curioso também para ver como ela vai se comportar nas partidas quando tiver que marcar duro. E (isso é que está me intrigando ainda mais) quero ver como ela vai reagir quando for tirada do jogo num momento em que é preciso melhorar a marcação.

Ela vai sair; aliás, saiu quando Paulo Bassul a tirou de quadra na partida contra Belarus no Pré-Olímpico Mundial em 2008. Saiu, mas não voltou mais.

Estou curioso para ver como Iziane vai se comportar quando Ênio chamá-la de volta ao jogo. Será que ela vai voltar?

RESPOSTA

Talvez a gente não vá ter essa resposta agora. Infelizmente, os Jogos Pan-Americanos não têm mais o peso de antigamente.

Não creio que os EUA apareçam com sua melhor formação. E os EUA são o único time neste continente que pode exigir da gente no Pan.

Os demais são os mesmos que participaram do Pré-Olímpico de Neiva e que foram suplantados com relativa facilidade pelo nosso selecionado.

Portanto, essa resposta talvez a gente só vá conhecer nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, quando Iziane estará com 30 anos e nada mais a perder.

Dependendo do que Iziane fizer, a gente vai saber se Hortência e a comissão técnica da seleção brasileira quebraram a cara ou não.

DECISÃO

Por falar em Iziane (foto AP), nossa ala e a pivô Érika de Souza entram em quadra esta noite (21h de Brasília) para o segundo jogo das finais da WNBA. O Atlanta Dream, time das nossas duas meninas, perdeu o primeiro confronto para o Minnesota Lynx por 88-74.

Érika não participou desta contenda, pois estava com a seleção em Neiva. E fez muita falta: o Minnesota venceu o duelo dos rebotes por 40-28.

Hoje a história pode ser diferente.

A ESPN e a ESPN HD transmitem a partida ao vivo.

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