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domingo, 5 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 23:08

COM UMA VITÓRIA NO EMBORNAL, BRASIL DE SAIAS NÃO VOLTA ‘SAPATEIRO’ DE LONDRES

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No interior a gente costuma dizer que um pescador, quando volta pra casa com o embornal vazio depois de um dia de pescaria, a gente costuma dizer no interior que esse pescador voltou pra casa “sapateiro”.

Tinha medo que a nossa seleção feminina voltasse assim para o Brasil: sem nenhuma vitória no embornal. Que voltasse “sapateira”.

Não voltou; menos mal.

Isso, todavia, não atenua em nada a nossa participação em Londres. Esperava-se que pudéssemos estar nesta fase de mata-mata que começa nesta terça-feira. Mas, lamentavelmente, nossas moças conseguiram apenas uma vitória na fase de classificação, a deste domingo, diante do catadão da Grã-Bretanha (78-66). Não conseguiram passar nem mesmo pelo Canadá, que se tornou um freguês de caderneta do nosso basquete feminino, Canadá que só chegou aos Jogos Olímpicos porque passou no vestibular do Pré-Olímpico. Foi para esta seletiva porque não teve competência, no Pré das Américas, de chegar nem mesmo na final do torneio que foi disputado em Neiva (Colômbia) que consagrou o Brasil como campeão em final disputada contra a Argentina (o Canadá foi o terceiro colocado). Título que garantiu nossa vaga para Londres.

Pois é, não conseguimos vencer o Canadá; perdemos por 79-73. E esta derrota da última sexta-feira colocou-nos de fora da fase de mata-mata das Olimpíadas.

Naquele dia, deprimido, triste, tive que escrever e decretar: o melhor para o nosso basquete feminino é a saída de Hortência e a destituição de toda a comissão técnica.

É duro escrever um troço desses de uma personalidade que se tornou uma entidade do nosso basquete feminino. Não é mole pedir a cabeça de uma pessoa que eu passei a vida admirando e com quem jamais penso em trocar uma palavra mais dura; quanto mais escrever, que é o que eu também faço para ganhar a vida.

Mas por falar em vida, ela é assim mesmo. Se a gente admoesta um filho, com o coração apertado, sabendo que aquela admoestação pode significar muito no crescimento dele, por que não fazer o mesmo neste caso? Portanto, Hortência, com o coração apertado, quase que sangrando, eu volto a dizer: o melhor a fazer é você deixar o caminho livre para outro alguém. Não manche seu nome, que está inserido no Basketball Hall of Fame de Springfield, Massachusetts. Mais do que isso: seu nome está marcado em nossas vidas feito ferro em brasa na pele do boi.

Hortência, infelizmente, mostrou-se confusa nesse tempo todo em que esteve à frente do comando do nosso selecionado. Mandou embora Paulo Bassul; contratou o espanhol Carlos Colinas, demitiu-o; chamou Ênio Vecchi, não renovou seu contrato; e resolveu apostar em Luis Claudio Tarallo, um ilustre desconhecido. Tudo isso em menos de um ciclo olímpico, o que dá um técnico e meio por temporada.

Se Hortência tivesse apostado em um projeto e ele tivesse naufragado, seria menos problemático e complicado. O problema é que nesse tempo todo ela esteve completamente perdida.

Além de contratar e demitir treinadores, seu pior ato foi ter legitimado a indisciplina de Iziane Castro. Não vou contar o que aconteceu porque todos nós sabemos o que ocorreu. Mesma Iziane que deu-lhe uma rasteira às portas das Olimpíadas.

Nossas meninas podem não ser as melhores do mundo (e não são mesmo), mas se bem treinadas, se bem comandadas, podem oferecer algo mais. Temos Érika, Clarissa, Damiris, Franciele (mal aproveitada), Karla, Nádia, Tássia, Joice; enfim, temos meninas que se bem treinadas e com boa retaguarda podem fazer mais do que têm feito nesses últimos anos que beiram uma década.

O basquete masculino foi colocado nos trilhos por conta do destino (surgimento de uma grande geração) e da contratação deste magnífico Rubén Magnano. O feminino vive situação oposta, pois o destino não nos trouxe em sua trouxa de presentes nenhuma Hortência, nenhuma Paula e nenhuma Janeth.

Não podemos, pois, desafiar o destino. Se o fizermos, seremos trouxa.

ADEUS

Adrianinha Moisés disputou quatro Olimpíadas com a camisa 4 do Brasil. A mesma camisa que Hortência vestiu em toda sua vida; em clubes ou seleção.

Adrianinha (foto Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBB) disputou neste domingo sua última partida com a regata 4 brasileira. Despediu-se com vitória, tendo anotado 15 pontos e dado 12 assistências. Um “double-double” que veio coroar sua carreira na seleção.

Adrianinha, essa mesticinha de Franca, interior de São Paulo, começou com o pé direito na nossa seleção. Nos Jogos de Sydney, ganhou uma medalha de bronze. Depois, bem… depois entramos numa decadência da qual ela não tem grande responsabilidade.

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 16:46

IZIANE DESEMBARCA EM SP E DIZ QUE RESPEITOU DECISÃO DE ÊNIO AO DEIXÁ-LA NO BANCO

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Iziane desembarcou na manhã desta quinta-feira junto com a delegação brasileira no aeroporto de Cumbica, Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo. Entre outras respostas dadas a jornalistas que foram “cobrir” a chegada da seleção feminina, medalha de bronze no Pan de Guadalajara, Iziane declarou:

“Sofri muito no banco de reservas, mas acatei a decisão do técnico (Ênio Vecchi) em deixar-me no banco. Foi uma opção dele, mas minha vontade era de estar na quadra”.

Pra quem não sabe, Iziane (foto Vipcomm) ficou no banco todo o último quarto do jogo em que o Brasil perdeu para Porto Rico e acabou de fora da decisão da medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos.

Voltando no tempo, em 2008, quando o Brasil participava do Pré-Olímpico Mundial em Madri, Espanha, o então treinador, Paulo Bassul, fez o mesmo com Iziane numa partida contra a Belarus. Mas veio uma prorrogação — ao contrário do confronto diante de Porto Rico. Bassul, na metade do tempo extra, chamou Iziane para o jogo e ela se recusou a entrar.

Bassul afastou a jogadora, que, punida, deixou de ir aos Jogos de Pequim.

A pergunta que fica é: será que ela teria feito o mesmo se Vecchi a chamasse para entrar nos segundos finais da derrota diante de Porto Rico?

Jamais teremos esta resposta, porque Ênio perdeu uma excelente oportunidade para sabatinar Iziane.

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:19

PERDER PRA PORTO RICO É DOSE PRA MAMUTE!

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Não dá para ganhar todas as noites. Verdade, não dá para ganhar todas as noites, mas perder para Porto Rico realmente é dose pra mamute.

Sim, a seleção feminina foi batida na semifinal do Pan-Americano de Guadalajara pelas porto-riquenhas por 69-68 e agora tem que se contentar com no máximo uma medalha de bronze, quando o ouro deveria ser a cor obrigatória dada a fragilidade das adversárias.

Foi uma partida para ser esquecida. Nosso selecionado marcou muito mal.

Individualmente, Érika de Souza, nossa principal jogadora, foi um fiasco. Pegou 15 rebotes, é verdade (também, com 1,97m diante das baixinhas porto-riquenhas, era obrigação), mas fez apenas dois pontos. De seus 12 arremessos, todos eles com o beiço grudado na cesta, acertou apenas um. Um desastre.

Iziane Castro, que se considera uma das maiorais do basquete moderno, ficou o último quarto todinho no banco de reservas. Por quê? Porque forçou o jogo e jogou apenas pra ela e nunca para o time. Anotou 14 pontos, com um aproveitamento de 6/13 (46%) nas bolas de dois e 0/2 (0%) nas de três.

Além delas, a armadora Babi Queiróz, que vinha fazendo um bom Pan-Americano, foi outro desastre: jogou pouco mais de seis minutos, não deu nenhuma assistência e fez uma falta desnecessária no final da partida, diminuindo ainda mais as chances de o Brasil vencer o jogo.

Tassia Carcavalli, a armadora reserva, que ficou mais tempo em quadra, esteve perdida o tempo todo. Sem imaginação, limitou-se: 1) a forçar o jogo quando deveria cadenciar; 2) a dar passes laterais quando deveria ser audaciosa.

Palmira Marçal, que defende muito bem, fez água: não desarmou ninguém. Pior: insistiu nas bolas de três, tendo acertado apenas uma em nove! (11%). Desconfiômetro pra ela!

Ainda creditando a derrota a erros individuais, vamos agora falar do técnico Ênio Vecchi: por mais que Iziane estivesse mal, no fim do jogo ela tinha que estar em quadra. Sua experiência, sua vivência em momentos como este seriam importantes. Mas, inexplicavelmente, Ênio deixou-a no banco.

Do ponto de vista coletivo, a seleção acertou apenas 59% de seus lances livres: 19/32. Se tivesse derrubado duas bolas a mais, teria vencido a partida. Nos chutes de três, 3/20 (15%): ridículo.

E em todo o jogo nosso selecionado deu apenas sete assistências.

Enfim, aquele time que nos encantou no Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia), não foi visto em quadra.

Como disse, não dá para jogar bem todas as noites, mas perder para Porto Rico é realmente dose pra mamute.

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domingo, 23 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:42

BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO

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Como era de se esperar, o Brasil se classificou em primeiro lugar no Grupo B dos Jogos de Guadalajara. Bateu no começo da tarde deste domingo a Colômbia por 86-53 e agora terá pela frente Porto Rico, que venceu a Argentina por 73-70, ficando em segundo lugar no Grupo A.

O jogo semifinal está marcado para esta segunda-feira, às 16h (Brasília). Eu só espero que a Record transmita a partida. Só isso.

No jogo deste domingo — mais uma moleza deste Pan-Americano —, novamente o técnico Ênio Vecchi rodiziou nossas meninas. Mas bem menos do que na vitória diante da Jamaica.

Iziane Castro foi a cestinha do jogo com 25 pontos. Érika de Souza cravou mais um “double-double”: 15 pontos e 13 rebotes. Nossa pirulona ainda deu quatro tocos. Gostei mais uma vez da nossa armadora Babi Queiróz: seis pontos, sete rebotes, quatro assistências e dois roubos de bola.

De resto, nada mais a se destacar.

O confronto desta segunda-feira não deverá apresentar problemas para o nosso selecionado. Pelo time que tem, pela fragilidade dos adversários, o Brasil tem a obrigação de bater Porto Rico e se qualificar para a final do torneio.

O jogo decisivo está marcado para as 23h desta terça-feira.

DECEPÇÃO

Os EUA perderam os dois jogos disputados até agora no Pan de Guadalajara.  O selecionado norte-americano foi batido em seu primeiro jogo pela Argentina (58-55), fato inédito na história dos confrontos entre as duas seleções. Depois, apanharam de Porto Rico (75-70) — acho que isso também jamais havia ocorrido.

Logo mais, às 23h de Brasília, as americanas devem ser batidas pelo México, que se destaca no Grupo A e joga em casa. Com isso, terminaria o torneio com três jogos e três derrotas.

Eu não me lembro de isso ter acontecido um dia com um time de basquete dos EUA. Uma vergonha.

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sábado, 22 de outubro de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 16:41

CBB REVELA PROJETO DE REPATRIAR NOSSAS JOGADORAS VISANDO LONDRES-12

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O melhor da rodada deste sábado do basquete feminino no Pan de Guadalajara foi a notícia publicada no iG dando conta da intenção de Érika de Souza e Iziane Castro de voltarem a jogar no Brasil. Iziane quer montar um time em São Luís, no Maranhão.

“Já temos até patrocinador fechado, mas não posso revelar a empresa”, disse Iziane. “Se tudo der certo, durante o recesso na WNBA jogo no Brasil e pelo Maranhão”.

Iziane corteja Érika. Ela quer que sua companheira de Atlanta Dream, da WNBA, continue a seu lado, jogando no Maranhão. ‘’É muito tempo fora do país, são dez anos já”, disse Érika. “E tem também a seleção; seria muito bom poder ter as principais jogadoras próximas para preparar bem o time para a disputa dos Jogos Olímpicos’’, completou Érika.

Pra complementar esta notícia alvissareira, Magic Paula (está dando um show nos comentários pela Rede Record) disse que a CBB tem um projeto de repatriar todas as nossas meninas. A entidade quer que elas fiquem no Brasil no ano que vem, ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Se conseguir, não só os nossos torneios internos ganham força, como a seleção também. Ênio Vecchi, que tem se revelado um excelente treinador de moças, poderá reunir com mais frequência as jogadoras, trocar figurinhas com elas e montar um projeto em busca de uma medalha.

Tenho dito que nossa realidade é a disputa do nono ao 12º lugar em Londres se tudo caminhar normalmente e talvez do 5º ao 8º lugar se jogarmos nosso melhor basquete.

Mas se o projeto da CBB vingar e pudermos treinar pra valer e entrosar o grupo, acho que o Brasil pode montar uma seleção para brigar pelo bronze.

Caramba!, que notícia boa! Bem que poderia dar certo.

PRIMITIVISMO

O jogo de nada valeu. Ou melhor: valeu para colocar nossas reservas em atividade.

Quem menos jogou foi a ala Silvia Gustavo: 13:13 minutos. Depois, a pivô Carina de Souza: 14:22 minutos.

Ninguém atingiu os 20 minutos em quadra. Quem mais tempo trabalhou foi a armadora Babi Queiróz: 19:20 minutos. Depois veio nossa pirulona Érika de Souza: 19:01 minutos.

Nada menos do que seis jogadoras tiveram duplo dígito na pontuação: Érika (22 pontos, cestinha do time e do jogo), Gilmara Justino (19), Iziane Castro (12), Damiris do Amaral e Jaqueline Silvestre (11 cada uma) e Tássia Carcavalli (10).

Érika pegou 15 rebotes e cravou novo “double-double”. Clarissa capturou 11 ressaltos.

Babi chamou a atenção para as nove assistências e três roubadas de bola.

Houve, no entanto, defeitos: tomamos muitos pontos de um adversário primitivo e as bolas de três não caíram como deveriam: 4/15 (27%). Palmira Marçal, que mostrou mão calibrada no primeiro jogo diante das canadenses, foi mal desta vez: 1/6 (17%).

Não vou falar que limitamos as caribenhas a 20% (11/55) do total de seus arremessos e nem vou mencionar que elas erraram todas as suas três bolas triplas. Não vale a pena, pois, como disse, elas praticam um basquete primitivo.

A organização do Pan-Americano tem que olhar com atenção para isso. Um time como a Jamaica não pode participar desta competição.

O placar final (Brasil 116 x 34 Jamaica) diz como foi o jogo—se é que podemos chamar aquilo de jogo.

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:28

BRASIL SURRA EUA NO FEMININO EM JOGO-TREINO EM GUADALAJARA

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A seleção feminina acabou de vencer os EUA em um jogo-treino realizado em Guadalajara. Foi um passeio: 73-50.

O Brasil é, disparado, o maior candidato à medalha de ouro. Como disse em outro post, o time norte-americano treina há apenas duas semanas e é formado por 11 jogadoras de universidades sem muita expressão no basquete da NCAA e uma menina do “high school”, o nosso ensino médio.

Esse ouro me parece barbada. Mas o ouro de Fabiana Beltrame também era e acabou vindo uma prata.

No basquete, ao contrário do que afirmam os que não conhecem o esporte, zebras também acontecem.

Mas estou muito confiante na equipe treinada por Ênio Vecchi. Até porque está reforçada por Iziane Castro, sem dúvida alguma nossa melhor jogadora.

Iziane não participou da conquista do título do Pré-Olímpico das Américas, que valeu ao nosso selecionado uma vaga para os Jogos Olímpicos de Londres. Na época, participava das finais da WNBA, quando seu Atlanta Dream foi batido pelo Minnesota Lynx.

Agora com ela, nosso time ganha importante opção ofensiva. Espero que Izy (como ela é chamada pelas companheiras), tenha também comprometimento defensivo.

Como se sabe, Iziane não gosta muito de defender. E defesa é a marca registrada desse novo time brasileiro.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Sem categoria | 20:29

ENTENDA POR QUE CARINA FOI CONVOCADA PARA O LUGAR DE NÁDIA

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Nádia Colhado foi cortada nesta sexta-feira da seleção que vai disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. A pivô brasileira está sentindo fortes dores na perna esquerda e exames feitos no local constataram que há uma sobrecarga óssea e ela teve que ser afastada para tratamento.

Em seu lugar foi convocada Carina Felippus, igualmente pivô, e que joga no Americana. Carina tem 32 anos e, salve engano de minha parte, jamais jogou na seleção.

Aí eu me pergunto: por que convocar uma atleta de 32 anos com um currículo desses? Não seria melhor levar uma menina que está dando os primeiros passos na carreira e que mostra potencial de crescimento? Não seria o momento adequado para se dar experiência para esta novata? Ver como ela se comporta com a camisa da seleção?

Mas não, Ênio Vecchi convocou uma veterana de 32 anos e de poucas passagens pela seleção, mas que é vivida no meio do basquete, tendo jogado, inclusive, no basquete universitário norte-americano.

Ênio optou por Carina (foto CBB/Divulgação) e não por uma novata porque o Pan, embora não seja hoje nem sombra do que foi no passado, interessa ao COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e à CBB (Confederação Brasileira de Basquete).

Ao COB porque o afluxo de medalhas ao final da competição servirá não apenas para que o Brasil ultrapasse a Argentina no quadro geral, pulando do quinto para o quarto lugar, mas também para justificar o recebimento de verbas por parte do governo federal e, quem sabe, até aumentá-las.

À CBB, porque se nossas duas seleções forem vitoriosas, poderão pleitear mais verbas por parte do COB provenientes da Lei Agnelo Piva.

A “meritocracia” instituída pelo COB para justificar o repasse de verbas funciona como uma “faca no peito” das confederações. O basquete teve nos últimos dois anos diminuída a verba recebida do COB por conta dos recentes fracassos.

Tudo por conta da ausência em três Olimpíadas seguidas no masculino e campanha pífia do feminino em Pequim-08.

Portanto, jogar o Pan de Guadalajara e conquistar medalhas significa zelar pelo bolso do patrão e, consequentemente, pelo próprio emprego.

A partir desta premissa, a gente entende quando Rubén Magnano convocou quase todos os jogadores que estiveram no Pré de Mar del Plata e Ênio agora chama uma veterana de 32 anos quando deveria escolher uma jovem promessa.

É a regra do jogo. Quem ousar burlá-la corre o risco de ser punido severamente.

E o Pan, que poderia funcionar como um laboratório visando os Jogos Olímpicos do Rio em 2016, tem na verdade outra função, que a nós pobres mortais pode soar completamente sem sentido, pois nós, pobres mortais, pensamos apenas no esporte.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:51

IZIANE É CONVOCADA PARA OS JOGOS PAN-AMERICANOS DE GUADALAJARA

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Iziane Castro está de volta à seleção brasileira. A ala que atua no Atlanta Dreams da WNBA foi convocada pelo técnico Ênio Vecchi para disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

Iziane volta à seleção uma vez mais como se nada tivesse acontecido. Como se ela nunca tivesse feito nada de errado.

Realmente, esse é um país que premia os que andam em caminhos tortos e pune os corretos, pois estes são tidos como tontos. “Você não fez isso? Ora, deixe de ser bobo, todo mundo faz”. Quantas vezes você não ouviu isso?

Mas tudo bem, eu não quero mais falar sobre esse assunto. É velho, amanhecido. Quem tem o poder nas mãos não pensa como eu (e a maioria dos que frequentam esse botequim) e ponto final.

Vamos pensar no time com Iziane e pronto.

SERIEDADE

Ênio Vecchi (foto CBB) é um cara sério, trabalhador; não aceita indisciplina. Esse é o currículo do nosso treinador até o momento.

Ênio vai exigir de Iziane e vai dar a ela, pelo que conheço dele, o mesmo tratamento que dá às demais jogadoras. Nem mais, nem menos; apenas equânime.

Estou curioso para ver o comportamento de Iziane quando ela for submetida aos treinos defensivos. Nossa ala, que brilha razoavelmente na WNBA, é sabidamente uma jogadora não muito afeita a marcar, quero ver o que ela vai dizer quando tomar contato com os treinos defensivos.

Estou curioso também para ver como ela vai se comportar nas partidas quando tiver que marcar duro. E (isso é que está me intrigando ainda mais) quero ver como ela vai reagir quando for tirada do jogo num momento em que é preciso melhorar a marcação.

Ela vai sair; aliás, saiu quando Paulo Bassul a tirou de quadra na partida contra Belarus no Pré-Olímpico Mundial em 2008. Saiu, mas não voltou mais.

Estou curioso para ver como Iziane vai se comportar quando Ênio chamá-la de volta ao jogo. Será que ela vai voltar?

RESPOSTA

Talvez a gente não vá ter essa resposta agora. Infelizmente, os Jogos Pan-Americanos não têm mais o peso de antigamente.

Não creio que os EUA apareçam com sua melhor formação. E os EUA são o único time neste continente que pode exigir da gente no Pan.

Os demais são os mesmos que participaram do Pré-Olímpico de Neiva e que foram suplantados com relativa facilidade pelo nosso selecionado.

Portanto, essa resposta talvez a gente só vá conhecer nos Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem, quando Iziane estará com 30 anos e nada mais a perder.

Dependendo do que Iziane fizer, a gente vai saber se Hortência e a comissão técnica da seleção brasileira quebraram a cara ou não.

DECISÃO

Por falar em Iziane (foto AP), nossa ala e a pivô Érika de Souza entram em quadra esta noite (21h de Brasília) para o segundo jogo das finais da WNBA. O Atlanta Dream, time das nossas duas meninas, perdeu o primeiro confronto para o Minnesota Lynx por 88-74.

Érika não participou desta contenda, pois estava com a seleção em Neiva. E fez muita falta: o Minnesota venceu o duelo dos rebotes por 40-28.

Hoje a história pode ser diferente.

A ESPN e a ESPN HD transmitem a partida ao vivo.

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domingo, 2 de outubro de 2011 Sem categoria | 00:20

BRASIL SURRA ARGENTINA E GARANTE VAGA NOS JOGOS DE LONDRES

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O Brasil surrou a Argentina na final do Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia): 74-33. Ganhou o título e a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

É apenas a terceira vez que o basquete brasileiro participa das Olimpíadas com suas duas seleções. E é sempre bom lembrar que o feminino foi adicionado aos Jogos em 1976, quando da competição em Montreal, no Canadá.

Ou seja: foram nove edições. Em seis deles a gente não conseguiu juntar homens e mulheres.

A última vez que isso ocorreu foi em 1996, quando dos Jogos de Atlanta. Na época, o masculino ficou em 6º lugar e o feminino foi medalha de prata.

Dá pra sonha novamente? Ora, por que não?

No masculino, se todos nossos melhores jogadores estiverem à disposição do técnico Rubén Magnano, temos chance. No feminino, se Iziane Castro colocar juízo em sua cabeça podemos fazer um grande trabalho também.

Mas isso é futuro, vamos curtir o presente.

SOVA

Mas, dizia eu, o Brasil surrou a Argentina: 74-33. Foi uma atuação que beirou a perfeição (foto AFP).

Alguns podem dizer que a Argentina é fraca. Sim, verdade, se comparada com o Brasil a Argentina é fraca. Mas, como eu sempre digo, se você está bem e pega um time fraco, faz o que o Brasil fez. Se está mal, vence, mas vence apertadamente.

Não foi o caso.

Nosso selecionado deu uma aula nesse torneio de como se deve defender. E no ataque soube trabalhar com paciência, sem afobação.

Vale mencionar o trabalho do técnico Ênio Vecchi e de sua comissão técnica, composta por Urubatan Paccini e Janeth Arcain. Eles foram os mentores desse time.

Quanto as nossas meninas, um beijo enorme a todas elas. Vocês querem destaques? Pois não: Érika Souza, eleita merecidamente a MVP da competição e, claro, parte do quinteto ideal do Pré-Olímpico. Terminou o jogo com 13 pontos e 16 rebotes. E olha que ela atuou apenas 25 minutos.

Adrianinha também merece menção, ela que, como Érika, foi eleita para a seleção do campeonato. Ontem, contra Cuba, quase fez um “triple-double”, com nove pontos, 13 rebotes e 12 assistências. Um show, não só neste jogo, mas em todo o campeonato também.

Mas todas têm que ser mencionadas: Palmira Marçal, Patrícia “Chuca” Ferreira, Micaela Jacintho, Bárbara “Babi” Generoso, Franciele Nascimento, Silvia Gustavo, Clarissa dos Santos, Damiris do Amaral, Nadia Colhado e Gilmara Justino.

Parabéns a todos vocês. Vocês fizeram do nosso final de semana um final de semana especial.

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sábado, 1 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 00:00

BRASIL NA FINAL E A UM PASSO DE LONDRES

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Pra festa ser completa só faltou o “triple-double” de Adrianinha (foto José Jiménez Tirado/Fiba Américas). Na vitória do Brasil sobre Cuba por 66-53, nossa armadora anotou nove pontos, 13 rebotes e 12 assistências. Que sacanagem!

Mas valeu, claro que valeu. Com esse triunfo, estamos na final do Pré-Olímpico. Se o título vier, estaremos uma vez mais nas Olimpíadas, pois apenas o campeão garante-se em Londres no ano que vem.

E não custa lembrar: desde Barcelona-92 que o nosso basquete feminino não falha nos Jogos Olímpicos.

Mesmo com uma Argentina que cresceu demais dentro da competição (está invicta, como o Brasil), não consigo imaginar uma derrota na decisão de amanhã, 22h15 de Brasília, com SporTV, BandSports, ESPN Brasil e Esporte Interativo.

A pivô Carolina Sanchez, depois da vitória da Argentina sobre o Canadá por 61-59, que colocou nossas hermanas na final, falando ao SporTV declarou: “Pra nós é melhor enfrentar Cuba, nosso jogo encaixa e o Brasil tem um grande time”.

É isso mesmo: o Brasil tem um grande time. Mas é preciso ter humildade, equilíbrio e concentração, caso contrário corre-se um risco desnecessário.

Tem que ser como nosso treinador, Ênio Vecchi, falou, igualmente ao SporTV: “A Argentina cresceu muito na competição. É preciso ter muita concentração. Elas estão com muito moral. Vai ser um jogo muito disputado, como foi esse contra Cuba. Precisaremos que todas estejam bem para que possamos usá-las durante a partida. Será um jogo muito equilibrado e muito disputado”.

É isso mesmo; não é discurso pronto de jeito nenhum.

Se o Brasil jogar com determinação e concentração não só ganha, como ganha bem.

Que assim seja amanhã.

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