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sexta-feira, 21 de setembro de 2012 NBA | 00:13

DOC RIVERS DIZ NÃO SE IMPORTAR COM O LAKERS E ESTIMULA O ÓDIO DO BOSTON AO MIAMI

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“Honestamente, eu não me importo com o Lakers… Eu olho diretamente para o Miami (…) Eu quero que eles (jogadores do Boston) os odeiem (jogadores do Heat). Eu quero que eles os vençam. Esse tem que ser o nosso foco”.

A frase, recortada, é do técnico Doc Rivers (foto). Ele já começou a preparar o C’s para esta temporada. Não apenas com treinos técnicos e táticos, mas mentalmente também. E esse tem que ser o trabalho de um treinador. Trabalhar todos os aspectos de um jogo. A gente bem sabe que uma partida de basquete, futebol, ou seja o que for, não se ganha apenas com treinamentos táticos e técnicos. O mental é componente importatíssimo, especialmente quando você vai forjar o caráter de uma equipe.

Ao contrário do resto do planeta, os americanos torcem de maneira diferente; civilizada eu diria. Lá não há os problemas que existem no resto do planeta quando o assunto são os torcedores de futebol.

Se José Mourinho viesse a público e dissesse que espera de seus jogadores ódio ao Barcelona, seria condenado violentamente. O mesmo para Alex Ferguson em relação ao sentimento de seus atletas quanto ao rival Manchester City. Já pensou Tite dizer que está alimentando a cólera em seu elenco ao São Paulo? E Abelão fizesse o mesmo quando o assunto fosse os confrontos contra o Flamengo? Idem para os duelos paranaenses, mineiros, gaúchos, baianos e pernambucanos.

Não dá; nem pensar. Na Europa, o treinador seria multado. Aqui no Brasil, criticado pela mídia, nada além disso, pois vivemos no paraíso da impunidade.

Na América do Norte, o maior problema que a polícia tem é conter a felicidade exacerbada de fãs na comemoração de um título. Derrotas, eliminações e perdas de campeonatos não resultam em nada; absolutamente em nada.

Nos EUA, não existem (pra sorte deles) torcidas organizadas. Essa mazela social e esportiva, além de impedir a convivência pacífica entre os fãs, deu forma às mais variadas manifestações de violência dentro e principalmente fora dos campos de futebol. Lá, eu dizia, por não haver essa praga não há que se garantir um percentual de assentos nos ginásios para torcedores adversários. Ninguém deixa sua cidade em bandos, escoltados pela polícia, para ir torcer no ginásio adversário. Se algum torcedor quiser ver seus times do coração fora de sua praça (ou se for torcedor de time de fora de sua cidade), ele compra ingressos normalmente (via internet) e senta onde o tíquete determina. Senta, vê o jogo, torce e não é molestado em nenhum momento sequer. Se for, é só chamar a segurança que ela põe pra fora do ginásio o animal que tenta inibir os sentimentos do torcedor oponente.

Por isso, Doc Rivers pode vir a público e dizer que está estimulando o ódio de seu elenco em relação ao Miami. Isso não se transfere jamais para as arquibancadas. Doc, aliás, disse já ter feito isso na temporada passada. E o resultado foi visto nos playoffs do Leste, quando o C’s foi caminhando, caminhando, caminhando e chegou à final da conferência. E, nela, vendeu caro o título ao Miami, entregando-o apenas no último e derradeiro confronto.

Mas, como disse acima, não é apenas estimulando a ira que Doc vai fazer do Boston uma ameaça ao reinado do Miami. O time tem que jogar também. É como aquela piada da mãe que foi ver o filho, lutador de boxe, numa luta decisiva. Ela sentou-se e viu que a seu lado havia um padre. O filho estava tomando uma surra e ela, desesperada, virou-se para o padre e disse: “Padre, por favor, reze para o meu filho sair dessa enrascada!” No que o padre respondeu: “Sim, eu rezo, mas seria bom se ele começasse a lutar também”.

Muitos entendem que o alviverde de Massachusetts está melhor nesta do que na temporada passada. Se não há mais Ray Allen, há o instinto matador de Jason Terry. Ele pode não ter a mão tão certeira quanto a de Allen, mas o mental de Terry é mais forte. Além disso, Jet não se incomoda nem um pouquinho sequer em sair do banco durante os jogos, papel que Doc Rivers tinha reservado a Ray-Ray e este não gostou nadinha, nadinha. Os dois “guards” do Celtics são Rajon Rondo (foto) e Avery Bradley. Jet entrará para o descanso de ambos e estará em quadra “down the stretch”, com certeza.

Além disso, há Courtney Lee também, que ajudará a formar um quarteto de “guards” para machucar o Miami e quem a aparecer pela frente. De que modo? Tirando o “front court” adversário de sua zona de conforto.

Na temporada passada, foi exitosa (desculpem o neologismo) a mudança de posição de Kevin Garnett. Por conta da contusão de Jermaine O’Neal e da falta de boas opções, Doc passou KG da ala de força para o pivô. E foi um sucesso. KG saía da área pintada e trazia consigo o pivô adversário, abrindo espaço para o jogo não apenas de Brandon Bass, que tornou-se o PF titular, mas também e principalmente do pessoal do “back court”.

Doc fará o mesmo nesta temporada. Abrirá não apenas KG, mas Bass também. E os armadores encontrarão espaços para infiltrar e pontuar. Dos quatro armadores do Boston, apenas Bradley não teve um duplo dígito de média na pontuação na temporada passada. Mas, não se esqueçam, ele foi entrando aos poucos no time por conta da lesão de Allen. Nesta temporada, com mais tempo de quadra, seguramente atingirá a meta.

Outro aspecto importante nessa tática é fazer os pixotes sofrerem faltas. Além de eles normalmente serem eficientes na linha fatal, bater lances livres, várias vezes, é tudo o que Rivers quer, pois, com isso, ele conseguirá posicionar sua defesa para o ataque adversário.

E não se esqueçam que Jeff Green está de volta depois da cirurgia no coração. Será o descanso que Paul Pierce tanto vai precisar nesta temporada. Um reserva que pode desempenhar o papel de titular quando Doc bem entender. Bola pra isso Green tem. E pode fazer um 2 e um 4 numa boa também. Um “swing player” dos bons!

Darko Milicic, recém-contratado do Wolves, o brasuca Fab Melo, o também novato Jared Sullinger e o veterano Chris Wilcox vão ajudar KG e Bass. E eu espero que Melo saiba aproveitar as chances que irão aparecer. Num primeiro momento, o primeiro reserva a entrar em quadra será Milicic.

O C’s, eu já disse isso, pra mim fará a final do Leste contra o Miami. Não acredito que o New York o faça e muito menos o Brooklyn Nets. E o Chicago sem Derrick Rose não terá forças também. O Boston é um time maduro, experiente. Conhece o caminho das pedras. É assíduo frequentador das finais. E, além disso, consegue mexer com o emocional do Miami. Paul Pierce não se intimida com LeBron James. Jet sabe o que fazer diante de Dwyane Wade. E Chris Bosh vai sofrer nas mãos de KG.

Este é o time que vai incomodar o Miami. Mas enquanto a bola não sobe, acho que o Boston, apesar de toda a sua ira e de sua competência tática e técnica, não passará de um incômodo para o time do sul da Flórida. Vai vender novamente caro o título do Leste; mas venderá. Isso, volto a dizer, antes de a bola subir.

Portanto, vamos aguardar. Pra encerrar, eu grito: volta NBA, volta logo!

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012 NBA | 09:10

O RISCO QUE O CHICAGO CORRE EM PERDER DERRICK ROSE

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“Eu acho que algo interessante vai surgir no futuro envolvendo Derrick Rose. Ele é um grande, grande representante da nossa liga. É mesmo um grande jogador. Tem bons jogadores a seu redor, muito bons, mas se (o Chicago) não pode ter outra estrela para ajudá-lo, ele pode analisar a situação e dizer: ‘Ei, eu tenho que dar um jeito nisso. Tenho que encontrar alguma forma de ir para outro lugar onde eu possa ter a chance de jogar com outra estrela’. O campeonato mudou.”

A declaração acima é de Stan Van Gundy, ex-técnico do Orlando Magic. Ele não me pareceu estar atrás de publicidade. Stan apenas falou o que muitos estão achando sobre a situação do Chicago e, consequentemente, de Derrick Rose.

A inércia de Jerry Reinsdorf, dono da franquia, é algo que chama a atenção. Reinsdorf parece estar preocupado apenas em fechar a conta no azul. Ou melhor, muito no azul. Fechar apenas no azul não basta. Ele quer, muito provavelmente, entrar no clube restrito dos bilionários da “Forbes”. Esse parece ser o seu objetivo. Só pode ser isso.

Reinsdorf deve pensar: por que eu vou fechar a temporada ganhando X se eu posso ganhar quatro vezes esse X? Repito: só pode ser isso, pois o Bulls não é e nunca foi deficitário.

Chicago, como sabemos, é um grande mercado. Em Chicago pode-se vender cadeiras de pista a US$ 2 mil por partida. Em Chicago o bilhete pode custar o mesmo que custa em Nova York e Los Angeles que o United Center lota todas as noites. Em Chicago o preço pelo espaço na camisa do Bulls pode custar tão caro quanto o preço estipulado pelo Knicks ou Lakers. Em Chicago vende-se suvenires aos borbotões, como em Nova York ou LA. Em Chicago, a venda dos direitos televisivos dos jogos do Bulls pode alcançar cifras semelhantes à dos grandes mercados, porque Chicago é um grande mercado.

Basta investir, o retorno é certo.

Infelizmente, desde que Jerry Krause foi demitido do cargo de GM da franquia, foram poucos os momentos — pouquíssimos, eu diria — em que o Bulls alegrou seu torcedor. Isso ocorreu apenas em duas temporadas: em 2009-10 e 2010-11. Na passada o sentimento de felicidade foi abortado por causa da contusão de D-Rose. Esses momentos de deleite aconteceram por conta do recrutamento de Derrick Rose, que chegou à franquia não fruto de um esquema muito bem engendrado, como ocorreu em Oklahoma City. Nada disso; D-Rose apareceu porque o Bulls terminou mais um campeonato mal das pernas e teve a felicidade de ficar com o primeiro draft em 2008.

Mas D-Rose (foto AFP), como todo jogador competitivo, quer colocar um anel de campeão no(s) dedo(s). Apenas participar e entrar para o clube de Patrick Ewing, Charlos Barkley, Karl Malone e Reggie Miller não é suficiente. Claro que não. Entrar para a história como um grande jogador que não ganhou anel não me parece ser o objetivo do armador do Bulls.

O Chicago perdeu a grande chance de pegar Dwight Howard. Ele esteve à disposição de todos durante muito tempo. E a franquia não moveu nem uma palha sequer para contratá-lo. Em nenhum momento o nome da franquia foi ouvido entre os postulantes do jogo de D12.

Será que apenas ganhar dinheiro é o objetivo de Reinsdorf? Ou será que ele acredita em contos da carochinha? Será que ele acredita que a obsessão defensiva de Tom Thibodeau e a genialidade singular de D-Rose serão suficientes para levar o time a frear o Miami, primeiro, e o Lakers, depois? Se for isso, Reinsdorf é um ingênuo de marca maior.

Como disse Van Gundy, a NBA mudou. O tempo de estrela solitária em uma franquia, rodeada por bons jogadores (cenário atual do Bulls) acabou. Vivemos o tempo da reunião de estrelas; isto sim. Não há nada no CBA que impeça o agrupamento de craques debaixo do mesmo teto.

Foi isso o que fez o Boston, com a formação de seu “Big Three”. Depois o Miami reuniu no sul da Flórida D-Wade, LBJ e CB1, seguido do New York com Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, e agora o Lakers repete a dose contratando D12 e colocando-o ao lado de Kobe Bryant e Pau Gasol.

Se o Chicago quiser se tornar novamente um time campeão, Reinsdorf tem que se mexer. Melo tem mais dois anos de contrato com o Knicks. O terceiro é opção dele. Por que não investir nele? O mesmo vale para D-Wade e LBJ. Os três são jogadores que poderão estar à disposição dependendo da lábia do comprador.

Melo, D-Wade ou LBJ. O Chicago deve investir neles. Contratar Josh Smith ou James Harden será tão frustrante quanto ter visto D-Rose se contundir desnecessariamente ao final de uma partida que já estava liquidada em favor do Bulls.

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012 NBA | 00:33

FUTURO SERÁ DE JOGADORES DE MÚLTIPLAS FUNÇÕES COMO MIAMI E A SELEÇÃO DOS EUA MOSTRARAM

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A discussão ainda é tímida nos EUA, mas pode aumentar ao final da próxima temporada se o Lakers não for campeão e o Miami bisar o feito. E qual é a discussão? Se de fato tamanho é documento.

Depois que o Miami foi campeão jogando sem pivô, com LeBron James e Shane Battier fazendo o papel do ala de força sem serem ala de força e com Chris Bosh jogando no pivô sem ser pivô, agora foi a vez de a seleção dos EUA mostrar isso nos Jogos Olímpicos.

O selecionado norte-americano levou apenas Tyson Chandler para Londres. Mas pouco usou-o. Usou-o, aliás, como o Miami usou Joel Anthony e Ronnie Turiaf. Ou seja: colocou-os em quadra apenas em casos extremos.

Miami e a seleção dos EUA trocaram os brutamontes por jogadores talentosos, rápidos e versáteis. O Miami superou o Oklahoma City de Kendrick Perkins e Serge Ibaka, enquanto que os EUA bateram a Espanha do mesmo Ibaka e dos irmãos Gasol.

E por que o Lakers pode contrariar essa tendência? Porque acabou de apostar em um pivô de ofício: Dwight Howard. Se o time californiano ganhar o título desta temporada e D12 tiver papel importante, se for dominante e decisivo para a conquista, poderá abafar essa discussão que começa a ganhar corpo.

Quem frequenta esse botequim sabe o que eu penso. Sabe que estou cantando essa bola há algum tempo. Jogador com função limitada em quadra estará em desuso num futuro não muito distante. Mesmo que o Lakers ganhe o campeonato e D12 seja decisivo ao lado de Kobe Bryant, ainda manterei minha opinião de que o basquete moderno reservará espaço apenas para os jogadores de múltiplas funções em quadra.

Sempre menciono a situação dos armadores. Esse tipo de jogador, que foge da cesta, que se engana ao achar que sua função única é organizar o jogo, esse jogador também tenderá a desaparecer no futuro. Organizar o jogo os talentosos e versáteis também o farão. Vejam o caso do próprio Miami, que usa LeBron na armação, ele e Dwyane Wade, reservando a Mario Chalmers e Noris Cole, os dois armadores do time, espaço mais reduzido.

Rajon Rondo cresceu dramaticamente de produção na temporada passada por quê? Exatamente porque entendeu que esse negócio de fazer três pontos e dar 17 assistências não é muito produtivo. Jogador tem que pontuar, dar assistência e pegar rebotes, tudo isso num nível semelhante, com intensidade, como fazia Magic Johnson no passado e agora Rajon faz no presente. Ele e LeBron James.

Por que LBJ está sendo olhado e cotado para ser o maior jogador depois da era Michael Jordan? Exatamente por conta disso, exatamente porque ele faz de tudo em quadra e com muita intensidade: pontua, dá assistência, pega rebotes, defende, ataca e joga em quatro posições — talvez nas cinco se for preciso. É o exemplo mais bem acabado do jogador talentoso, rápido e versátil.

A discussão, como disse, ainda é tímida, mas creio que será amplificada com o tempo. Pois acredito piamente que o futuro será dos jogadores talentosos, rápidos e versáteis.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 NBA | 21:46

MUDANÇA DE CENÁRIO: DWIGHT HOWARD CONTINUA LONGE DO LAKERS

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Mudança de rumo na negociação envolvendo Dwight Howard e o Lakers. O que num primeiro momento parecia sacramentado (troca tripla envolvendo o time de Los Angeles, Orlando e Cleveland), agora tem outro cenário.

Isso porque Dan Fegan, agente de D12, afirmou nesta sexta-feira que o jogador não vai assinar extensão com nenhum time. Nem com Orlando (se ficar) e nem com o Lakers (se for trocado). E nem com qualquer outra equipe.

“A posição de Dwight é a mesma desde o final da temporada passada”, disse Fegan. “Ele decidiu testar o mercado ao final da próxima temporada, não importa qual equipe ele esteja negociando, inclusive o Brooklyn”.

Para o Lakers isso é problema. O time californiano só aceita negociar D12 se ele assinar uma extensão de seu contrato. O BK, através de seu presidente, Billy King, disse que essa não é uma condição “sine qua non” para negociar o jogador.

O Lakers está apavorado. Isso porque Andrew Bynum tem apenas mais um ano de contrato. Se o time angelino não conseguir trocá-lo, ele pode perfeitamente se mandar ao final da próxima temporada, desgostoso com o tratamento que tem recebido neste momento (e na temporada passada também) por parte dos executivos. E se isso acontecer, o Lakers ficaria sem Bynum e sem Dwight (foto). E aí, o que fazer? Sem Bynum, sem D12 e com Kobe Bryant com 35 anos e Steve Nash com 39. Situação dramática.

O Brooklyn é um apostador nato. Apostou em Deron Williams e se deu bem. Na segunda metade da temporada retrasada, arriscou uma troca com o Utah Jazz, mandando para Salt Lake City o armador Devin Harris, que ele havia pegado do Dallas Mavericks na troca com Jason Kidd. D-Harris era o jogador em quem o Nets jogava todas suas fichas para reconstruir sua franquia. Os executivos apostaram que convenceriam D-Will a ficar com o time, apegando-se especialmente na mudança de endereço. Deu certo.

Agora, o BK topa fazer o mesmo. Perder o que tem (incluindo Brook Lopez) para ver D12 ao menos meia temporada com a camisa 12 da equipe. Seus donos (entre eles o rapper Jay Z) acreditam no charme do bairro nova-iorquino e no glamour da cidade. E apostam em D-Will, que faria o jogo de Dwight crescer, o que está difícil de acontecer em Orlando e a gente não sabe se cresceria em Los Angeles com o time nas mãos de Kobe. E mais: D-Will parece ter o perfil de Dwyane Wade: não se incomodaria em ver D12 sendo o centro as atenções no Brooklyn.

O imbróglio continua. O Lakers sabe que o seu futuro depende de Dwight. O BK também.

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sábado, 23 de junho de 2012 NBA | 15:49

COM O CAMPEONATO DECIDIDO, COMEÇA TEMPORADA DE RUMORES NA NBA

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Agora que tudo se definiu, começa a temporada de rumores. O “NBA Draft” será na próxima quinta-feira, dia 28. E haja rumores até por conta de quem será recrutado, se alguém vai trocar “draft” por jogador etc e tal.

Alguns fatos me chamaram a atenção nesses dias. Vamos a eles? Claro que sim.

O que me fez quase cair da cadeira foi a declaração de Jim Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Jim, o homem que protege Andrew Bynum e evita trocá-lo usando para isso a força do cargo, declarou o seguinte esta semana: “Com o elenco que temos podemos ser campeões”. Repito: quase caí da cadeira.

O que isso significa? Que o Lakers não vai contratar ninguém de peso? Que os reforços que chegarão serão reforços apenas para compor o elenco? Se for isso, sinceramente, temo pelo Lakers na próxima temporada. Em que pesem as presenças de Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum (todos grandes jogadores, sem dúvida), o Lakers tem um problema com esse trio: química. São grandes jogadores, mas há problemas de relacionamento entre eles. Isso é claro. Especialmente entre Kobe e Gasol. Isso sem falar que a própria franquia tenta, a todo o momento, trocar o espanhol. Não é legal trabalhar assim. Então eu volto ao início do tema para deduzir: será que Jim pensa mesmo que esse time tem força para ser campeão ou tenta proteger seus jogadores, especialmente Pau Gasol? Se for isso, Ufa, alívio; ok. Se não for, volto a dizer: temo pelo Lakers na próxima temporada. Se reforços não vieram, dificilmente o time ganha a conferência. O Lakers de hoje não tem time para encarar o Oklahoma City.

Outro assunto que me chamou a atenção refere-se a Steve Nash. O canadense, sem contrato com o Phoenix, ou seja, livre na praça, considera a possibilidade de mudar de equipe e não renovar com o Suns. Seu coração se derrete por quem? New York Knicks. Nash, fora da temporada, mora em Nova York, assim como Dwyane Wade mora em Chicago. Seria, pois, unir o útil ao agradável. Disse ele em resposta a uma pergunta feita por Walt Frazier, ex-jogador do Knicks e hoje comentarista da TV do time: “”The Knicks are a great franchise and I live in New York City (each summer), so I’d definitely consider them if they were interested”. Ou seja: o Knicks é uma grande franquia e eu moro em Nova York (no verão), então eu vou mesmo considerar essa possibilidade se eles tiverem interesse (em Nash).

Seria espetacular. Nash voltaria a jogar ao lado de Amar’e Stoudemire, seu ex-parceiro de Phoenix Suns. E, creio eu, amadureceria Carmelo Anthony. E ensinaria segredos do basquete e Jeremy Lin, que deve renovar com a franquia nova-iorquina.

Nash, aliás, se você não sabe, é um amigão de Neymar. Isso mesmo, Neymar Jr, o atacante santista. Vejam o que eu pesquei no Twitter de Nash: “I want to see you play at Santos soon! RT @Njr92: I’ll be busy Steve, but thanks for the invitation! When you come to Brasil? RT @SteveNash”. Nash convidou Neymar pra alguma balada, mas o melhor jogador do futebol brasileiro diz estar ocupado. A data do evento (qual evento? Não sei) é quarta-feira próxima. Vejam o twitt inicial: “@SteveNash Bring neymar!!(@Njr92 are you busy June 27 irmao?! Caralho!)”. Isso motivou a resposta acima.

Outro assunto relevante pra este sábado modorrento: o Golden State disse estar conversando com Brandon Roy. O ex-armador do Portland Trail Blazers abandonou o basquete por conta de uma séria lesão no joelho. O PTB usou a “amnesty clause” com ele. Roy passou a última temporada do lado de fora. Mas ficou treinando. Visitava regularmente o médico. E o fisioterapeuta particular ajudava-o a treinar. Roy sente-se bem; quer voltar. E o Warriors considera a possibilidade de oferecer-lhe um contrato. Se der certo, seria legal para Roy e para o GSW, que perdeu Monta Ellis e está com a vaga aberta.

Agora vamos falar de grana. Vocês sabem quanto a NBA distribuiu em prêmios para as equipes que chegam aos playoffs? US$ 13 milhões. Isso mesmo, essa merreca menciona na frase anterior. Isso deu ao Miami, por ter sido campeão, US$ 3,37 milhões; ao OKC, por ter sido vice, US$ 2,6 milhões. Por que tão pouco? Não faço ideia. Num comparativo, o Chelsea, campeão da Champions League, embolsou cerca de US$ 38 milhões! E o campeão da Libertadores (Corinthians ou Boca, alguém se atreve a responder?) ficará com US$ 3,2 milhões, pouca coisa menos que o Miami recebeu. Pode?

E por falar no Miami, Dwyane Wade disse depois da final contra o OKC que pode ficar de fora dos Jogos Olímpicos. O torneio londrino começa no dia 28 próximo e D-Wade disse que seus joelhos doem demais. “Vou ver o que é melhor para os meus joelhos”, disse o campeão. “Ir aos Jogos é algo que eu quero muito, mas eu tenho que considerar algumas possibilidades, até mesmo uma cirurgia se for o caso”. D-Wade disse que vai procurar o mesmo médico alemão que cuidou dos joelhos de Kobe Bryant. Tomara que não haja necessidade de cirurgia e que Wade possa estar em Londres para o bem do torneio.

É isso, rapaziada. Se algo importante aparecer até o final do dia, eu posto no blog. Estejam, pois, atentos. Nesta época, como disse, os rumores são muitos.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012 NBA | 02:26

COM ATRASO DE UM ANO, MIAMI É O CAMPEÃO DA NBA

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Miami é o campeão da NBA. O título veio com um ano de atraso, mas veio. O Heat era para ter sido campeão na temporada passada. Perdeu para o Dallas por N motivos que não vale mais a pena a gente ficar debatendo.

A tunda aplicada em cima do Oklahoma City por 121-106 confirmou que o time do sul da Flórida é de fato o melhor da NBA neste momento. Fechou a série em 4-1; poderia ter varrido o OKC se não tivesse bobeado no primeiro jogo. Rajon Rondo postou em seu Twitter: “A verdadeira final foi entre Miami e Boston”. Concordo com ele. O Thunder não foi páreo para o Heat.

Quando esse time foi montado, no verão de 2010, fui um dos poucos (senão o único) que apostou que ele ganharia não apenas um, mas alguns campeonatos. Falei em três, talvez quatro. Muitos rebateram minhas previsões. Disseram que o time não tinha um técnico, que faltava um armador, que não havia pivôs e que a fogueira das vaidades iria arder até o final do contrato de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh e, consequentemente, iria consumir a todos.

Rebati dizendo que com um time desses, com LBJ, D-Wade e CB1, não era preciso ter exatamente um Phil Jackson para conduzi-lo, que os jogadores, em quadra, resolveriam a parada. Claro que não foi bem assim, pois o trabalho de Erik Spoelstra, o tempo mostrou, é muito bom. Eu mesmo cheguei a duvidar, nesta temporada, acho que na série contra o Boston, da capacidade de Spo, mas o tempo mostrou que a minha primeira impressão era a correta. Muitos criticam o Miami por conta do “isolation” e da falta de “screens” e “pick’n’roll”.  De fato, o Heat não joga do jeito que muitos gostariam. O Heat faz a bola correr de mão em mão no ataque, mas ela sempre acaba nas mãos de quem está bem posicionado para o arremesso. De fato, alguns “picks” seriam importantes para facilitar a vida de LBJ e D-Wade. Quem sabe na próxima temporada?

Quanto a falta de armadores e pivôs, disse que apenas a seleção dos EUA era perfeita de cabo a rabo. Afirmei que D-Wade e principalmente LeBron James dariam conta de armar o jogo e que Mario Chalmers seria de grande valia. Foi a partir de então que eu comecei a defender a tese de que o futuro do basquete não teria lugar para armadores de ofício. O mesmo vale para os pivôs. Lembrei que CB1 seria o dono do garrafão do Miami e que Udonis Haslem lá estava para ajudar e muito. E que mais um grandalhão resolveria a parada.

Sobre a fogueira das vaidades, isso jamais ocorreu. A química, principalmente, entre LBJ e D-Wade sempre foi perfeita. Nunca houve um senão entre eles. Eles convivem como se fossem irmãos. E o discurso de Wade, depois do jogo, no pódio, confirma tudo isso: ele admitiu, uma vez mais, ter aberto mão do status de líder e dono do time, em favor de LeBron, para ganhar outro anel. Simples, sem vaidade alguma, reconhecendo que LBJ é mesmo o cara.

E CB1, o menos brilhante dos Três Magníficos, sempre foi um apoio para os dois. E em muitas situações segurou a onda, especialmente quando LBJ e D-Wade estavam mal.

Hoje, um ano mais velho, um ano mais experiente, com seus ferimentos cicatrizados, o Miami foi conduzido ao topo do pódio. E conduzido por LeBron James, que finalmente ganhou seu primeiro campeonato, depois de ter batido na trave em duas oportunidades, uma delas com o Cleveland. Com seu troféu de MVP das finais na mão, perguntado por Stuart Scott, da ESPN, qual a diferença entre o LeBron do ano passado para o LeBron deste ano, ele foi claro como a água: “Ano passado eu jogava com ódio, tentando provar uma série de coisas para as pessoas. Mas eu percebi que não tenho que provar nada a ninguém. Passei a jogar com amor”.

LBJ de fato sobrou neste campeonato como um todo. Se na fase de classificação Kevin Durant rivalizou com ele, nestas finais não teve pra ninguém. E mostrou na quadra, jogando, ou melhor, calou na quadra, jogando, seus críticos que insistiam que ele sofria de “bloqueio mental” nos finais das partidas. E sofria mesmo. Curou-se; hoje isso é passado. Curou-se; jogando e não vociferando. LBJ Anotou seu oitavo “triple-double” em playoffs, o primeiro nesta temporada, diga-se, ao cravar 26 pontos, 13 assistências e 11 rebotes. Iguala-se a Tim Duncan, James Worthy Larry Bird e Magic Johnson (duas vezes) que anotaram TD no último jogo das finais.

E tem mais: LBJ tornou-se também o terceiro jogador na história da NBA a liderar o time campão no “NBA Finals” em pontos, rebotes e assistências. Juntou-se a Tim Duncan e Magic Johnson.

Tornou-se também o décimo jogador na história da NBA a ganhar o MVP durante a fase de classificação e nas finais. Está agora ao lado de Tim Duncan, Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Magic Johnson, Moses Malone, Kareem Abdul-Jabbar, Willis Reed, Larry Bird (duas vezes) e Michael Jordan (quatro vezes).

Digo uma vez mais: se o futuro vier do jeito que o presente se mostra, LBJ entrará para o rol dos maiores jogadores de todos os tempos da NBA. Digo uma vez mais: coloco-o no meu quinteto favorito na vaga de Larry Bird, ao lado de Magic Johnson, Michael Jordan, Bill Russell e Wilt Chamberlain.

LBJ joga muito. Domina todos os fundamentos do basquete. Por isso mesmo, pode jogar em todas as posições. É forte como um touro; sua saúde é de ferro. Vai ser dominante por alguns anos. Quando a idade começar a cobrar tributos, vamos ver como ele vai se renovar, como ele vai reconstruir seu jogo. Vamos ver se ele será capaz de se reinventar, como Michael Jordan e Kobe Bryant fizeram.

Quanto ao jogo, ele foi na verdade uma clínica. Se você preferir, uma aula de basquete. O Miami dominou o OKC de cabo a rabo. Além de LeBron, há que se destacar os 20 pontos e oito rebotes de D-Wade; os 24 pontos e 11 ressaltos (quatro de ataque) de CB1; os 11 pontos de Shane Battier e os dez de Mario Chalmers, que deu ainda sete assistências. Mas o cara que ajudou a fazer a diferença foi Mike Miller. Vindo do banco, anotou 23 pontos e acertou sete de seus oito tiros de três.

Finalmente, não há como não mencionar Pat Riley. Presidente da franquia, ele foi o mentor desse time e o homem que apostou em Erik Spoelstra. Sofreu um bocado no ano passado quando o Heat perdeu para o Dallas. Teve que ouvir um monte. Que montou mal o time e que apostou no técnico errado. Esta era a questão que mais o incomodava: Spo. O tempo mostrou que ele estava certo. Spo fez um grande trabalho. Liderar um time com três estrelas não é fácil. Ele sofreu no primeiro ano. Amadureceu no segundo e tornou-se melhor. E mais: segundo quem o circunda, Spo está sempre aberto a aprender. E tem que ser assim mesmo, pois tem apenas 42 anos. Phil Jackson ganhou seu primeiro campeonato aos 46 anos.

Veio com um ano de atraso, mas veio. O Miami é o legítimo campeão da NBA. O futuro promete ser promissor. Se ele vai ganhar mais dois ou três campeonatos, como previ, realmente não dá para saber. Até porque do outro lado surgiu um time que quando eu fiz a previsão dos títulos do Heat, esse time ainda não existia. Falo, obviamente, do Oklahoma City Thunder.

FUTURO

O futuro, já disse aqui, tende a colocar esses dois times frente a frente em outras finais. O OKC pagou pela inexperiência. Aliás, o time da terra dos tornados vem dando um passo de cada vez, como nos ensinou Michael Jordan em seu livro “Nunca Deixe de Tentar” (Editora Sextante, traduzido para o português).

Em 2010, em seu primeiro playoff, perdeu na primeira rodada para o Lakers. Ano passado, perdeu a final do Oeste para o Dallas. Este ano, perdeu a final para o Miami. Ano que vem, quem sabe, possa ganhar o título? Não tem ninguém com contrato encerrando. Portanto, o grupo será o mesmo para a próxima temporada. O mesmo, mas mais velho e mais experiente.

E virá com a faca nos dentes, com sangue nos olhos, tentando conquistar o que não conseguiu: o título de campeão.

A entrada dos jogadores no vestiário foi comovente. Kevin Durant, assim que pegou o corredor rumo aos aposentos do time, apareceu com lágrimas nos olhos. Quando viu a mãe e o irmão, abraçou-os e chorou feito criança. Kendrick Perkins, um título de campeão em 2008 com o Boston, veio logo atrás, chorando também. Idem para Serge Ibaka.

Ano passado, foram Chris Bosh, LeBron James e Dwyane Wade que choraram. Hoje eles sorriem. Amanhã, quem sabe, o riso possa ser ouvido no vestiário do OKC.

ESCLARECIMENTO

Depois do jogo, no ótimo debate que a ESPN promove, Jon Barry afirmou que não importa quantos anéis LeBron James venha conquistar, talvez fique nesse apenas, ele disse, para completar: eu o coloco no mesmo nível dos grandes jogadores, no mesmo nível de Michael Jordan.

A seu lado, Magic Johnson quase caiu da cadeira. Falou algo que os demais riram e eu não consegui entender (alguém entendeu?). E completou: “Nós vimos Michael Jordan dominar seis finais, três vezes seguidas em duas oportunidades. LeBron James não está no mesmo território de Michael Jordan. Kevin Durant também não. Nem mesmo Kobe Bryant está no nível de Michael Jordan”.

Desculpem-me os torcedores do Miami. Sei que a festa é de vocês. Mas este final era necessário.

FESTA

Dá-lhe Miami!

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quarta-feira, 20 de junho de 2012 NBA | 01:41

COMANDADO POR MARIO CHALMERS, MIAMI VOLTA A VENCER E PÕE MÃO E MEIA NA TAÇA

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O Miami está a uma vitória da conquista do título. Venceu o Oklahoma City por 104-98 e tem uma mão e meia na taça. Jamais, em toda a história da NBA, um time saiu de uma desvantagem de 1-3 para ganhar o campeonato. O score é este: 30-0. Nem mesmo conseguiu levar a série para o sétimo jogo; no máximo no sexto.

Como se costuma dizer no futebol, matematicamente a série ainda está aberta. Mas do jeito que se encontra o cenário, é muito difícil que o Miami deixe escapar a oportunidade na próxima quinta-feira. Está embalado, com moral elevado; e confiante. Confiança, costumam dizer os entendidos do esporte, é uma palavrinha mágica para se fazer de um jogador e de um time campeões. O Miami está transbordando confiança. E joga em casa, diante de seus torcedores, inflamados. E joga no conforto do lar, sabedor de que se não fechar a série neste próximo jogo, terá duas partidas fora de casa. Vai entrar em quadra como se fosse o sétimo jogo, como disse Dwyane Wade depois da partida.

O OKC, por seu lado, não se comporta como um time. No jogo desta terça-feira, Russell Westbrook foi o destaque com seus 43 pontos. Encestou 20 bolas, igualando o feito de Michael Jordan, nas finais de 1993, e de Shaquille O’Neal, em 2000. Em compensação, Kevin Durant voltou a desaparecer no último quarto: anotou apenas seis pontos, bem marcado que foi especialmente por LeBron James, que deixou o jogo, no finalzinho (foto Reuters), por conta, ao que parece, de cãibras. E James Harden, novamente, desapontou em que pese os dez rebotes: anotou apenas oito pontos (2-10). De Harden não se esperam rebotes; de Harden se esperam pontos, pois ele é um pontuador. Nos dois últimos jogos, no sul da Flórida, ele anotou 13 pontos. Sua média no campeonato foi de 16,6 pontos. Decepciona.

Decepciona assim como KD desapontou a mim, apesar de seus 28 pontos. Passou o primeiro tempo marcando os armadores do Miami, Mario Chalmers e Norris Cole. Tática de Scott Brooks para poupá-lo das faltas. Uma vergonha; jogador do nível, do status dele, não pode aceitar isso. Se repetir a dose no jogo desta quinta-feira, poderá ficar marcado por ser um molengão na marcação, um fraco que precisa ser escondido pelos companheiros. Como se dizia no interior de São Paulo quando lá eu morava em minha infância e adolescência, isso é coisa de “pozinho”. Não sabe do que se trata? Explico: coisa de menininha. Durant não pode deixar que isso se repita no próximo jogo. Tem que marcar LBJ do começo ao fim do jogo, como fez a partir do terceiro quarto, quando Harden ficou carregado em faltas. Durantula tem que marcar LBJ ou D-Wade. Esta é a sua missão nestas finais.

O Miami, em contrapartida, foi um time. Quatro jogadores tiveram um duplo dígito na pontuação. Embora LBJ tenha feito 26 pontos, 12 assistências e nove rebotes (quase um “triple-double”), embora D-Wade tenha voltado a jogar bem com seus 25 pontos e embora Chris Bosh tenha ajudado uma vez mais com seus 13 pontos, o nome do time e do jogo foi Mario Chalmers. O armador anotou inacreditáveis 25 pontos Sua atuação foi tão importante que a pontuação conjunta de KD e RW0, que combinaram para 71 pontos (56,9% de aproveitamento), contra 51 de LBJ e D-Wade (46,2%), acabou não sendo impactante.

Como disse Magic Johnson depois do jogo, Chalmers não foi importante por ter feito 25 pontos, mas sim quando ele fez a maioria desses 25 pontos. Dois deles foram emblemáticos e definiram o marcador: a 44,6 segundos do final, com o Miami sem LeBron em quadra, Chalmers fez uma infiltração espetacular e elevou o placar a 101-96, quando o OKC pressionava e o ataque do Heat mostrava-se vacilante.

O Miami jogou do começo ao fim como se fosse o sétimo jogo. E, por favor, não culpem RW0 pela derrota por conta da falta que ele fez em Chalmers a 13 segundos do final com o placar em 101-98 para o Miami. O Heat tinha apenas mais cinco segundos de posse de bola e West fez falta em Chalmers, achando que o relógio, depois do pulo-bola de Udonis Haslem e Thabo Sefolosha, tinha voltado aos 24 segundos. “Foi um vacilo meu”, admitiu West depois do jogo. Não foi; foi um vacilo de todos, especialmente do banco, do treinador, que deveria ter alertado a todos.

Enfim, esses vacilos acontecem. Mas, volto a dizer, não foi por causa dele que o OKC perdeu. O OKC perdeu porque, volto a dizer, o Miami jogou o quarto jogo da série como se fosse o sétimo.

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terça-feira, 19 de junho de 2012 NBA | 11:27

LEBRON: ‘ESTOU ME LIXANDO SE VAMOS SER CAMPEÕES JOGANDO UM BASQUETE FEIO’

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Jogadores e o técnico Erik Spoelstra foram bombardeados ontem pelos jornalistas. Motivo: os erros cometidos pelo time e o baixo aproveitamento nos arremessos no terceiro jogo da série. O jogo em questão foi vencido pelo Miami por 91-85, o que colocou o time do sul da Flórida na frente desta disputa pelo título da temporada em 2-1. Mas foram nove equívocos mostrados no último quarto (um deles, de Dwyane Wade, quase complicou a vitória) e um aproveitamento nos arremessos, ao longo de todo o cotejo, de apenas 37,8%.

“Nesta altura do campeonato, nem sempre os jogos vão ser bonitos”, disse o técnico Erik Spoelstra na sessão de mídia de ontem em Miami.

“À medida que a série caminha, fica cada vez mais difícil pra gente fazer as coisas que nós estamos acostumados a fazer”, adicionou Dwyane Wade.

LeBron James (foto AP) foi absolutamente sincero: “Estou me lixando para a maneira com que vamos vencer. Pode ser uma vitória de 32-31. Não importa como vamos chegar a quatro vitórias”.

O fato é que são dois times com os nervos à flor da pele; não apenas o Miami. A série caminha e não sabemos ainda se estamos perto do fim. O Heat ainda tem vivo na memória a debacle do ano passado diante do Dallas. O OKC lida pela primeira vez com o fato de estar disputando um título da NBA.

Exigir jogos de alto nível técnico do começo ao fim da série, penso eu, é exigir demais de seres humanos. Afinal de contas, como tenho dito aqui, não estamos tratando de partidas de videogames, como, aliás, muitos analisam hoje em dia um jogo de basquete. Os que assim o fazem deixam de lado talvez o componente mais importante de uma decisão: o emocional.

Por isso, quando me perguntam por que hoje eu penso assim e ontem eu pensava assado, eu respondo: porque lidamos com seres humanos e não com bonequinhos de videogames.

FALTAS

O problema das faltas em excesso de Kevin Durant tem tirado o sono não apenas do próprio jogador, mas de todo o OKC também. Segundo o técnico Scott Brooks, KD é um jogador muito agressivo. Por muito agressivo entenda-se, creio eu, um jogador que não consegue controlar seus impulsos quando tem que defender LeBron James.

Das 12 faltas cometidas por Durantula nestas finais, seis delas (a metade) foram em cima de LBJ. Será que Brooks vai tirar KD desta missão para evitar que ele volte a ficar boa parte do jogo no banco de reservas? Tirar Durant da marcação de LBJ e deixar a missão para Thabo Sefolosha?

Eu não acho que isso deva ocorrer. Um grande jogador também é conhecido por seu poder defensivo e não apenas ofensivo. Um grande jogador é conhecido por seu poder ofensivo, não apenas defensivo.

É o que eu tenho dito há anos aqui neste botequim: equilíbrio; ataque e defesa equilibrados. Este é o principal componente de um grande jogador. Ele tem que conhecer a arte de atacar e defender.

Michael Jordan era assim; Kobe Bryant é assim. LeBron James caminha para isso; Kevin Durant precisa encontrar esse caminho.

HISTÓRIA

Desde que em 1985 o formato 2-3-2 foi adotado, de 27 séries disputadas, em 13 delas o confronto abriu em 3-1. Dos últimos 12 vencedores, 11 ficaram com o título. O que isso quer dizer? Que o jogo desta noite pode determinar o campeão desta temporada.

Se der Miami, o moral do OKC vai lá pra baixo. O Thunder teria que fazer três vitórias seguidas em um adversário mais experiente e que tem uma das melhores defesas da NBA e um trio, no papel, melhor que o seu. Se der Miami, o moral de seus jogadores vai lá pra cima e, impulsionado também pela empolgação dos torcedores, a chance de vencer o quinto jogo da série, em casa, é grande demais.

Se der OKC, o moral de seus jogadores eleva-se às alturas. Afinal, empata a série em 2-2 e terá recuperado o mando de quadra. E terá recuperado também o psicológico da série. Precisaria fazer duas vitórias para chegar ao título, sendo que dois jogos serão em Oklahoma. Se der OKC, o moral dos jogadores do Miami praticamente desaparece, pois o time se veria pressionado a vencer o quinto jogo em casa e ainda teria que buscar nova vitória em território alheio.

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