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domingo, 16 de setembro de 2012 NBA | 14:08

BILL RUSSEL AGORA ELOGIA O MIAMI, QUE DEVERÁ TER O LAKERS COMO ADVERSÁRIO NA FINAL DA PRÓXIMA TEMPORADA

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Bill Russell, depois de ter rasgado elogios a Joakim Noah, a quem ele considera um dos jogadores que o fazem assistir atentamente a uma partida da NBA, Russell, dizia eu, agora falou sobre o Miami. Disse que o time do sul da Flórida está usando uma estratégia semelhante à de seu Boston Celtics. Seu Boston que na verdade era também do técnico Red Auerbach (ambos na foto acima), o grande mentor daquele esquadrão que formou a maior dinastia da história da NBA.

O C’s de Russell, se você não sabe ou se esqueceu, ganhou nada menos do que 11 títulos. Era uma máquina de jogar basquete. Quer dizer: segundo a visão deste que para muitos é o segundo maior jogador da história da NBA (atrás apenas, obviamente, de Michael Jordan), o Heat está no caminho certo.

E no que consiste a tática do Miami? Contratar veteranos para gravitarem ao lado de seu núcleo, composto pelos Três Magníficos: LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Mas ele alertou: é preciso contratar os jogadores corretos; caso contrário, se eles não se engajarem no projeto (como costuma dizer Wanderley Luxemburgo), tudo se rui.

Há pelos menos três grandes jogadores permeando os Três Magníficos: Shane Battier (que completará sua segunda temporada), Ray Allen (campeão em 2008 com o C’s) e Rashard Lewis (um vice-campeonato com o Orlando em 2009).

O Miami está realmente muito forte. E pelo que vejo, parece-me o único time capaz de competir com o Lakers de Kobe Bryant, Pau Gasol e Dwight Howard em pé de igual; ou melhor, vejo o Heat num patamar acima em relação ao Lakers e isso se deve à presença de um jogador: LeBron James.

LBJ superou o trauma de “morrer na praia”. Ganhou o anel de campeão na temporada passada, conquistou sua segunda medalha olímpica em Londres e está cheio de moral. E de saúde também. É, sem dúvida alguma, o grande jogador da NBA na atualidade.

Sinceramente? Acho mesmo muito difícil que algum jogador da NBA no momento consiga suplantá-lo. Nem mesmo Kobe, que tenta provar que não está no ocaso de sua carreira.

A adição de D12, todavia, dará nova vida ao Lakers; e igualmente a Kobe e a Gasol também. Os dois irão se beneficiar de sua imponência no garrafão ofensivo. E no defensivo, D12, todos nós sabemos, é uma máquina de defender.

Aqui pode estar o calcanhar de Aquiles do Miami em relação ao Lakers. CB1, ao que tudo indica, será o pivô do time nos playoffs. Erik Spoelstra vai usar pivôs de ofício durante a fase de classificação, mas quando os playoffs chegarem, ele deverá passar Bosh para o pivô, usando LBJ, Battier e Lewis como ala de força (LBJ nem tanto), como, aliás, ele fez no campeonato passado.

Com isso, eu fico aqui matutando: CB1 terá forças para atacar o garrafão do Lakers com D12 lá dentro? Acho difícil; é como dar murros em ponta de faca, perdoem-me o clichê, mas ele é bem apropriado à situação. E o que CB1 tem que fazer? Abrir; ou seja: jogar aberto, tirar D12 de sua zona de conforto, obrigá-lo a correr. D12 é ágil, mas não sei se ágil o suficiente para marcar CB1 fora do garrafão.

Por isso, se o Miami, em uma provável final de NBA contra o Lakers, quiser machucar o time californiano, CB1 terá que ser esperto ofensivamente.

Mas e defensivamente? Bosh não tem a menor condição de marcar Dwight.

O Miami procura Susan desesperadamente; isto é, tenta encontrar outro pivô para ajudar Joel Anthony e Dexter Pittman, os dois únicos de ofício com contrato com a franquia. Falou-se naquele pivô de Kentucky que jogou a temporada passada pelo New York e que agora eu não me lembro o nome. Há Udonis Haslem, corajoso, mas ele é uma migalhinha perto de D12.

Portanto, como disse, o calcanhar de Aquiles do Miami está em encontrar soluções para driblar a presença de Dwight Howard. Gasol não é tão problemático assim, pois CB1 e Udonis vão brigar de igual para igual com ele. E Kobe será vigiado por LeBron e Battier.

Vamos inverter a análise? Vamos analisar o quadro do ponto de vista do Lakers?

Quem vai conter LBJ? Metta World Peace? Boa resposta; MWP é forte, valente e seu jogo mental é muito interessante. Não chega a ser um Dennis Rodman, pois ele, no calor de um embate, às vezes costuma perder as estribeiras. E quando isso acontece, ele prejudica o time. The Worm não fazia isso. Por isso também, para mim, ele é o maior PF que vi jogar e o maior na história da NBA. Minha opinião; ponto final; ninguém vai mudá-la. Portanto, não gastem saliva.

Voltando ao embate entre MWP e LBJ, o velho Ron-Ron pode ajudar a minar King James. Kobe? Nem pensar; Black Mamba tem que vigiar D-Wade. Por falar em Dwyane, será ele o encarregado de marcar Steve Nash? É… tem Nash também, como eu me esqueci? Quem vai marcá-lo? LBJ? LBJ não é onipresente — nenhum ser humano é, apenas Deus.

Portanto, se LBJ for marcar Kobe, alguém terá que grudar em Nash. Ou será que Spo vai deixar Shane em cima de KB e LBJ na cola do canadense? É, pode ser uma alternativa.

Mas voltando a LeBron, eu pergunto: e quando MWP cansar ou ficar carregado com faltas? O que fazer? Não há o que fazer, pois o Lakers não tem ninguém mais no elenco capaz de marcar LBJ. Nem Kobe. Kobe é bom para marcar D-Wade, esses shooting guards. Vigiar alas ele tem dificuldades, pois: 1) não tem tamanho; 2) está em declínio físico.

Se D12 é um problema para o Miami, LBJ será um tormento para o Lakers.

Enfim, rapaziada, neste domingo de muito sol, cerveja gelada, eu apenas comecei a conversar. Espero que vocês deem sequência ao assunto. Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012 NBA | 21:30

CARA DE PAU, D12 PUBLICA ANÚNCIO EM JORNAL DE ORLANDO

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O cara é mesmo um cara de pau. Vocês viram o que Dwight Howard fez ontem, domingo? Publicou um anúncio de página no diário “Orlando Sentinel”, o mais importante da região norte da Flórida, dizendo que o amor que ele sente pela cidade e pelos torcedores jamais acabará.

Do que ele tem medo? Das vaias dos fãs quando visitar a terra de Mickey Mouse? Do que um cara com 2,11m e 120 quilos tem medo? Eu não consigo imaginar. Se LeBron James suportou voltar a Cleveland, por que D12 não suportaria?

Ou será que em tempo de eleições D12 resolveu se comportar como político e fazer média com gregos e troianos? Será que ele acha que dá para manter um pé em duas canoas?

Realmente eu não sei. O que sei é que se eu fosse torcedor do Orlando estaria P da vida com o cara. D12 passou a última temporada todinha procurando um novo time para jogar. Isso depois de ter derrubado o treinador, o que sugeria que ele poderia até permanecer na franquia.

Mas não; derrubou o treinador, acabou com a estrutura da franquia, deixou-a em pandarecos e se mandou. E agora, com a maior cara de pau, publica um anúncio de página inteira no “Orlando Sentinel” dizendo que o amor que ele sente pela cidade e pelos torcedores jamais acabará.

Ora, vá plantar batatas!

Todo mundo tem o direito de escolher o que é melhor para si. Mas o que as pessoas não têm direito é de debochar na cara do próximo. E isso que D12 fez foi debochar na cara dos fãs do Orlando, que deram suporte a ele nos oito anos que ele ficou na franquia.

Leia abaixo o que Dwight escreveu para os fãs:

“Jogar basquete na NBA é uma bênção, e ter tido a oportunidade de jogar diante dos torcedores de Orlando por oito anos foi verdadeiramente um privilégio e uma honra. Palavras não podem expressar o amor que sinto pelo Orlando. Com o apoio de vocês, nós conseguimos muita coisa nesta cidade, como levantar bandeiras e impactar nossa juventude. Embora minha carreira com o Magic tenha chegado ao fim, meu amor pela cidade e pelas pessoas que a fazem bela jamais acabará”.

Abaixo a reprodução do anúncio:

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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sábado, 25 de agosto de 2012 NBA | 22:46

PARA CHRIS BOSH, LAKERS TEM O MELHOR TIME DA NBA NO PAPEL. EU TAMBÉM ACHO, VOCÊ IGUALMENTE E O PLANETA IDEM

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Ontem, sexta-feira, Chris Bosh foi entrevistado pela rádio WQAM de Miami. Claro que entre N assuntos, o tema Dwight Howard-Lakers foi colocado à mesa. E sabem o que CB1 declarou?

Ele declarou o seguinte: “O Lakers, eu penso, neste momento, no papel, é provavelmente o melhor time no Oeste e provavelmente da liga”. E fez questão de frisar: “No papel; estou dizendo, no papel. Mas este é um campeonato muito, muito longo. E a melhor equipe (ao final da temporada) nem sempre é a melhor equipe”.

E CB1 não largou o microfone; seguiu falando: “Somos os atuais campeões, mas temos que começar do zero. Temos que buscar novo entrosamento. Chegar lá e começar tudo de novo. Sabemos que favoritos, essas coisas todas, pouco importam”.

Pensam que ele parou? Nada disso. Leiam o que ele adicionou ao seu discurso: “Éramos favoritos em 2010-11 e caímos nas finais diante do Dallas. Na temporada passada, não havia a mesma expectativa e fomos campeões”.

Disso tudo, digo: o Lakers tem sim senhor o melhor time no papel para esta temporada. E essa história de que não tem entrosamento, isso é bobagem. Os dois últimos times montados para brigar pelo título, assim como o Lakers, fizeram sucesso logo na primeira temporada.

O primeiro foi o Boston, que em seu primeiro ano de “Big Three” foi campeão em cima do Lakers em 2008. Depois, foi a vez do Miami, que em sua primeira temporada chegou à final da NBA, perdendo para o Dallas.

Desta forma, mesmo com um armador novo, um pivô novo e um sistema novo (“Princeton-Offense”), a temporada é longa e o entrosamento virá com o tempo. Se bobear, a fase de amistosos será suficiente para engrenar esse time que tem tudo para brilhar já nesta temporada.

O oponente? O Miami. O time do sul da Flórida segue sendo seu grande adversário. Não acredito que o Oklahoma City será páreo. Posso estar enganado, mas o Lakers passa pelo OKC.

Contra o Miami não há favorito, pois embora no papel o Lakers tenha melhor time que o Heat, na quadra o Heat é um timaço. E reforçado com Ray Allen e Rashard Lewis, jogadores que vão dar opções a Erik Spoelstra, aliviando o jogo em cima principalmente de Dwyane Wade.

LeBron James? Não pense nisso. LBJ parece Neymar: eles querem sempre estar ao lado da bola. São incansáveis.

Se eu tivesse o controle do relógio do tempo, eu o colocaria em junho do ano que vem. Não vejo a hora de o “NBA Finals” começar.

Se nele não estiverem Lakers e Miami, será para mim uma grande surpresa.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012 NBA | 09:10

O RISCO QUE O CHICAGO CORRE EM PERDER DERRICK ROSE

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“Eu acho que algo interessante vai surgir no futuro envolvendo Derrick Rose. Ele é um grande, grande representante da nossa liga. É mesmo um grande jogador. Tem bons jogadores a seu redor, muito bons, mas se (o Chicago) não pode ter outra estrela para ajudá-lo, ele pode analisar a situação e dizer: ‘Ei, eu tenho que dar um jeito nisso. Tenho que encontrar alguma forma de ir para outro lugar onde eu possa ter a chance de jogar com outra estrela’. O campeonato mudou.”

A declaração acima é de Stan Van Gundy, ex-técnico do Orlando Magic. Ele não me pareceu estar atrás de publicidade. Stan apenas falou o que muitos estão achando sobre a situação do Chicago e, consequentemente, de Derrick Rose.

A inércia de Jerry Reinsdorf, dono da franquia, é algo que chama a atenção. Reinsdorf parece estar preocupado apenas em fechar a conta no azul. Ou melhor, muito no azul. Fechar apenas no azul não basta. Ele quer, muito provavelmente, entrar no clube restrito dos bilionários da “Forbes”. Esse parece ser o seu objetivo. Só pode ser isso.

Reinsdorf deve pensar: por que eu vou fechar a temporada ganhando X se eu posso ganhar quatro vezes esse X? Repito: só pode ser isso, pois o Bulls não é e nunca foi deficitário.

Chicago, como sabemos, é um grande mercado. Em Chicago pode-se vender cadeiras de pista a US$ 2 mil por partida. Em Chicago o bilhete pode custar o mesmo que custa em Nova York e Los Angeles que o United Center lota todas as noites. Em Chicago o preço pelo espaço na camisa do Bulls pode custar tão caro quanto o preço estipulado pelo Knicks ou Lakers. Em Chicago vende-se suvenires aos borbotões, como em Nova York ou LA. Em Chicago, a venda dos direitos televisivos dos jogos do Bulls pode alcançar cifras semelhantes à dos grandes mercados, porque Chicago é um grande mercado.

Basta investir, o retorno é certo.

Infelizmente, desde que Jerry Krause foi demitido do cargo de GM da franquia, foram poucos os momentos — pouquíssimos, eu diria — em que o Bulls alegrou seu torcedor. Isso ocorreu apenas em duas temporadas: em 2009-10 e 2010-11. Na passada o sentimento de felicidade foi abortado por causa da contusão de D-Rose. Esses momentos de deleite aconteceram por conta do recrutamento de Derrick Rose, que chegou à franquia não fruto de um esquema muito bem engendrado, como ocorreu em Oklahoma City. Nada disso; D-Rose apareceu porque o Bulls terminou mais um campeonato mal das pernas e teve a felicidade de ficar com o primeiro draft em 2008.

Mas D-Rose (foto AFP), como todo jogador competitivo, quer colocar um anel de campeão no(s) dedo(s). Apenas participar e entrar para o clube de Patrick Ewing, Charlos Barkley, Karl Malone e Reggie Miller não é suficiente. Claro que não. Entrar para a história como um grande jogador que não ganhou anel não me parece ser o objetivo do armador do Bulls.

O Chicago perdeu a grande chance de pegar Dwight Howard. Ele esteve à disposição de todos durante muito tempo. E a franquia não moveu nem uma palha sequer para contratá-lo. Em nenhum momento o nome da franquia foi ouvido entre os postulantes do jogo de D12.

Será que apenas ganhar dinheiro é o objetivo de Reinsdorf? Ou será que ele acredita em contos da carochinha? Será que ele acredita que a obsessão defensiva de Tom Thibodeau e a genialidade singular de D-Rose serão suficientes para levar o time a frear o Miami, primeiro, e o Lakers, depois? Se for isso, Reinsdorf é um ingênuo de marca maior.

Como disse Van Gundy, a NBA mudou. O tempo de estrela solitária em uma franquia, rodeada por bons jogadores (cenário atual do Bulls) acabou. Vivemos o tempo da reunião de estrelas; isto sim. Não há nada no CBA que impeça o agrupamento de craques debaixo do mesmo teto.

Foi isso o que fez o Boston, com a formação de seu “Big Three”. Depois o Miami reuniu no sul da Flórida D-Wade, LBJ e CB1, seguido do New York com Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, e agora o Lakers repete a dose contratando D12 e colocando-o ao lado de Kobe Bryant e Pau Gasol.

Se o Chicago quiser se tornar novamente um time campeão, Reinsdorf tem que se mexer. Melo tem mais dois anos de contrato com o Knicks. O terceiro é opção dele. Por que não investir nele? O mesmo vale para D-Wade e LBJ. Os três são jogadores que poderão estar à disposição dependendo da lábia do comprador.

Melo, D-Wade ou LBJ. O Chicago deve investir neles. Contratar Josh Smith ou James Harden será tão frustrante quanto ter visto D-Rose se contundir desnecessariamente ao final de uma partida que já estava liquidada em favor do Bulls.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 19:02

P&R, PRINCETON OFFENSE: É O LAKERS SE PREPARANDO PARA SER CAMPEÃO NOVAMENTE

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Trapizomba está animadíssimo da silva com o futuro. Afinal, com as contratações de Steve Nash e Dwight Howard, o Lakers se reforçou dramaticamente segundo a maioria e segundo esta mesma maioria o time californiano tem o melhor esquadrão da NBA neste momento.

Trapizomba manda mensagens quase todos os dias e numa de suas últimas missivas ele escreveu lá pelas tantas: “Dwight Freaking Howard (é assim que a gente chama ele, depois da troca, que alguns acham vergonhosa… hm…[eu achei vergonhosa, ele deve estar se referindo a mim; tudo bem]), o melhor pivô no “pick-n-roll”, irá jogar com o melhor armador no “PnR”: Steve Freaking Nash”.

Não sei de onde ele tirou que D12 é o melhor pivô no “P&R” e que Nash é o melhor armador para esse tipo de jogada. Acho que o time que melhor faz isso é o San Antonio, usando Manu Ginobili com Tim Duncan. Mas, é claro, Nash e D12 nunca jogaram juntos e agora em LA podem mesmo fazer o melhor “P&R” do planeta. Acho, volto a dizer, que podem, mas fico com um pé atrás, pois não me lembro de D12 fazer o “P&R” porque o Orlando era o rei das bolas de três e D12, por conta, disso, reclamou dos companheiros e principalmente de Stan Van Gundy, pois, segundo ele, sua função no time era apenas a de pegar rebotes.

Lá pelas tantas Trapizomba também disse: “Rola o boato de que o Lakers implementará a ‘Princeton Offense’, o que eu discordo. Tendo SFN e DFH no mesmo time, deixa a festa rolar. Temos tb o já memorável KFB e PFG. O pau comerá, com certeza”.

Neste momento da conversa, Salerme, outro grande parceiro deste botequim, botou o copo na mesa e pediu um aparte: “Acho que o mais importante no caso do Lakers é o que você (Trapizomba) colocou: o melhor pivô no ‘PnR’ achando o melhor armador. Não tem como não ser uma combinação fatal. Agora, usar a ‘Princeton Offense’ talvez seja uma forma de movimentar o ataque para que o Black Mamba também tenha jogo. Lembro que Gasol também é eficiente no ‘PnR’, qualquer outro time da liga com SFN (Nash), DFH (D12) e PFG (Gasol) viveria só de ‘PnR’; mas com Black Mamba no time, o ataque tem que ser mais que isso. E, pelo que tenho lido, a ‘Princeton Offense’ não irá matar o ‘PnR’, mas garantirá movimentação para que o time tenha ainda jogadas de isolações e ‘low post’, que têm sido o forte do Lakers há alguns anos. Enfim, acho que a utilização da ‘Princeton Offense’ irá abrir o leque ofensivo do time”.

Aqui eu concordo com Trapizomba. Não que a “Princeton Offense” não possa dar certo no Lakers. Claro que pode, pois quatro dos cinco titulares são jogadores habilidosos, rápidos e inteligentes. Aliás, inteligência é fundamental para o uso da “Princeton Offense”. Minha dúvida recai sobre D12. Ele não tem tanta habilidade e seu arremesso não é lá essas coisas. E também tenho dúvidas quanto a capacidade de entendimento dele desta jogada, que para terminar em uma bandeja (o que dificilmente acontece), favorecendo-o, ele terá que se movimentar corretamente por cerca de 15 segundos, que é o tempo que normalmente dura a jogada. Aliás, a “Princeton Offense” usa demais o pivô e o ala-pivô, que frequentemente aparecem para fazer o corta-luz, mas as finalizações se destinam mais ao ala do que ao pivô por conta do posicionamento mais distante do garrafão.

Alguém pode estar boiando nessa história e querendo saber do que se trata a tal da “Princeton Offense”.  A jogada foi criada por Franklin “Cappy” Capoon na longínqua década de 1930, quando dirigiu a Universidade de Princeton. Pete Carril, que foi técnico em Princeton de 1967 a 1996, foi quem aperfeiçoou-a, mas de um jeito que hoje em dia muitos dizem que foi ele quem a inventou. Pode ser usada contra defesas em zona ou individual. Foi criada para favorecer jogadores menos atléticos, que era o caso dos atletas de Princeton, uma escola que jamais foi o objetivo de qualquer jogador que tinha em mente uma bolsa de estudo para jogar e mais tarde acabar na NBA.

Ela consiste na movimentação alucinada dos jogadores, basicamente no perímetro e/ou atrás da linha dos três pontos, longe do garrafão, de modo que não dá para dizer quem é quem na jogada. Posição é o menos importante nesse sistema. Não há armador, alas ou pivô. Todos têm que se movimentar, normalmente agrupados. Todos têm que estar aptos para passar, driblar e arremessar. A movimentação constante visa, evidentemente, criar situações de “mismatch”, ou seja, de vantagem do atacante sobre o defensor e, consequentemente, a possibilidade do arremesso desmarcado (que é o que quase sempre ocorre) ou uma bandeja ou enterrada sem a incômoda presença do marcador (dificilmente termina assim).

Além de cansar a defesa adversária por conta da movimentação dos atacantes, a jogada confunde também, pois vários são os corta-luzes executados (como disse), de modo que o marcador que cai no “screen” de repente não faz a menor ideia de onde se encontra, criando o “mismatch”. Em muitas situações, ele termina com um arremesso atrás da linha dos três. E o Lakers tem em Nash, Kobe, MWP e até mesmo em Gasol jogadores com ótimo aproveitamento neste fundamento.

A função de D12 nesta jogada seria, basicamente, fazer corta-luz e apanhar rebotes se as bolas longas ou mesmo os “mid-range” não entrarem. São poucas as situações de “P&R” com o pivô, usando, neste caso, muito mais o ala de força, que pode se aproveitar também de um “back door”.

Aí eu pergunto: vocês acham que Dwight vai ficar feliz ao ouvir de Mike Brown que o Lakers vai usar a “Princeton Offense”? Ele, Dwight, que tanto resmungou, como disse acima, dos tiros de três na época do Orlando, que acabava por destinar a ele esse mesmo papel de apanhador de rebotes?

Duvido; que me perdoe o Salerme. Nesta, eu estou com o velho Trapizomba.

Abaixo, dois vídeos que eu selecionei na internet com a “Princeton Offense”.

AGRADECIMENTOS

Trapizomba tem sido um grande parceiro deste botequim desde que ele foi aberto. Relaciona-se muito bem com todos os “pau d’águas” desta casa, especialmente com os torcedores do Lakers, como ele. Fez uma sólida amizade com o Salerme, que conheceu o Trapizomba neste botequim. Salerme já esteve em LA, onde mora Trapizomba, e juntos foram ao Staples ver os amarelinhos jogar.

Comunicam-se frequentemente. Outros também já trocaram figurinhas com o Trapizomba. E como eu gosto de observar essa troca de figurinhas, acabo também a) por aprender; b) encontrar temas para este blog.

Obrigado a todos mais uma vez pela grande contribuição.

CALENDÁRIO

Risco no calendário os dias quando vou dormir. Não vejo a hora de esta temporada começar. Quero muito ver o Lakers em ação. É o time do momento.

Isso vai me custar boas horas de sono por causa do maldito fuso horário. Mas o que fazer? O Lakers vai me fazer perder boas horas de sono; o Dallas jamais.

Aliás, qual foi o legado que o Mavs deixou depois de ter sido campeão da NBA? Nenhum.

Ganhei horas de sono ao não me preocupar com o time texano. Ganharei aprendizado vendo o Lakers jogar — assim espero, pois vou dormir menos horas por noite.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 NBA | 20:55

TROCA-TROCA FOI UMA VERGONHA

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Bem, como prometi, vamos analisar a troca, ou melhor, a vergonha que ocorreu ontem à noite na NBA. Até agora tento entender o que aconteceu e não consigo entender bulhufas.

A ida de Dwight Howard para o Lakers (foto Getty Images) favoreceu claramente o time angelino e vem provar uma vez mais que a NBA e David Stern nada têm contra os californianos; ao contrário. Se tivesse, teria vetado, pois, repito, foi uma vergonha o que os GMs dessas equipes fizeram.

Rapaziada, quanto mais forte for o Lakers, mais de tudo vende a NBA, pois o Lakers é o time de maior torcida nos EUA e fora dos EUA. Vende mais tíquetes, mais suvenires, os jogos da NBA batem recordes de audiência, isso e aquilo. Só um boboca não vê isso.

E com essa troca, a NBA tem tudo para atingir nesta temporada o que ela mais ambiciona: uma final entre Kobe Bryant e LeBron James. Uma final para colocar os preços dos ingressos lá no alto; uma final para bater recordes de audiência na televisão; uma final para ser falada em todo o planeta e a NBA, quem sabe, voltar a ter a mesma popularidade (mesmo que momentânea) dos tempos de Michael Jordan.

Kobe está no final de carreira. É agora ou nunca. Depois a NBA pode prosseguir com sua rivalidade envolvendo LBJ e Kevin Durant, que é jovem e tem ainda muito tempo de basquete pela frente.

Quando disse que a troca foi uma vergonha, quero dizer que na verdade foi vergonhosa a postura do Orlando. Os caras tinham o controle da situação e fizeram um negócio que leva qualquer pessoa sã a ficar desconfiada. O Orlando perdeu Dwight Howard e não pegou ninguém!?!?!?!? Por que isso?!?!?!?!

O Magic tinha a possibilidade de pegar Andrew Bynum (que foi para o Philadelphia), Pau Gasol (que fica no Lakers), fazer um negócio com o Chicago envolvendo Luol Deng e Joakim Noah, ou então com o Houston, que oferecia Luis Scola, Kevin Martin e uma montanha de drafts da primeira rodada deste recrutamento que passou.

Mas por incrível que pareça, o Orlando fez um negócio onde ele perdeu D12 e pegou Aaron Aflalo (jogador mediano), Al Harrington (em final de carreira) e (sentem-se para não caírem de costas) os seguintes jogadores: o ala Moe Harkless (15ª escolha do último draft), o pivô Nikola Vucevic (Sixers), o ala Christian Eyenga e o ala-pivô Josh McRoberts (Lakers).

Fantástico, não é mesmo? Ah, sim, havia me esquecido: há drafts também. Um de cada time envolvido no negócio: Lakers, Denver e Philadelphia. Mas são drafts protegidos e esta proteção acaba apenas em 2017!!! Ou seja: aquela ideia de que o Orlando quer fazer como o Oklahoma City, começar do zero, é uma piada. Oh, desculpem-me, havia me esquecido: o Orlando pegou um draft de segunda rodada do Denver; ora, como fui me esquecer disso!

Ah, tem mais “ah” — ou “oh”, se você preferir: o Orlando segue com Hedo Turkoglu e seu contrato escandalosamente milionário. Isso mesmo: o Magic perdeu D12, pegou um monte de jogador meia-boca e ainda continua com Turkoglu. E mais: o contrato de Aflalo acabou de ser assinado, é caro e longo.

Só pra vocês terem uma ideia, o Orlando perdeu D12, está com um time fraquíssimo e tem uma folha de pagamento de (sentem-se novamente) US$ 61,1 milhões!!!

Uma vergonha, como disse. Qualquer pessoa minimamente inteligente suspeitaria do que aconteceu. Como dizem no meu bairro: deve ter rolado grana por debaixo do pano; não é possível.

PERIFERIA

Quem se deu bem com essa troca, além do Lakers (que pegou além de D12, Chris Duhon e Earl Clark), foi o Denver. O time do Colorado, como falei, se livrou do contrato milionário do Aflalo e acertou com Andre Iguodala, um ótimo jogador.

O Philadelphia está com Andrew Bynum. Mas este já avisou: não assina extensão com o Sixers nem a pau. A franquia resolveu apostar, assim como o BK apostou em Deron Williams e acabou se dando bem. Jason Richardson, ex-Orlando, é outro que acertou com o Philadelphia. O que eu achei? Não dá pra achar nada até o final desta próxima temporada.

TIMAÇO

Com o negócio, o Lakers está com um baita time:

Steve Nash
Kobe Bryant
Metta World Peace
Pau Gasol
Dwight Howard

Kobe é a chave desse time. Se ele jogar bem, o Lakers será um time fortíssimo, mais forte do que o OKC. Se ele não jogar em alto nível, demonstrar pernas e braços cansados por conta da idade (34), o OKC continuará sendo melhor, como é hoje em dia.

Nash também é importante nesse processo. Ele está envelhecido, pois conta com 38 anos. Mas muito mais importante do que a idade é ver como ele se comporta. E Nash está se comportando muito bem. Basta ver o que ele fez com Marcin Gortat: o pivô polonês fez uma grande temporada ao lado do canadense; ou melhor, o polaco só fez uma grande temporada porque esteve ao lado do norte-americano.

Eu ainda acho que Nash tem lenha pra queimar. Só tenho uma dúvida: será que o estoque de lenha de Nash será suficiente para fazer do Lakers um time competitivo como o OKC?

LEANDRINHO

O Lakers acertou há pouco com o ala Jodie Meeks (Philadelphia), um especialista em bolas de três. O sonho de vermos Leandrinho Barbosa com a camisa amarelinha esvaiu-se.

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NBA | 00:01

DWIGHT HOWARD É DO LAKERS!

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Ainda não é oficial, carece de confirmação. Mas Marc Stein, repórter da ESPN, que, aliás, está em Londres cobrindo os Jogos Olímpicos, informou em seu Twitter que Dwight Howard foi para o Lakers numa troca envolvendo quatro equipes.

Ficou assim: D12 no Lakers, Andrew Bynum no Philadelphia, Andre Iguodala no Denver, Aaron Aflalo no Orlando. Basicamente isso. Há outros jogadores menores envolvidos no negócio, bem como drafts.

Como disse, carece de confirmação. Até porque Bynum já teria dito que não assinará uma extensão com o Philadelphia.

De todo o modo, a se confirmar (e Stein é muito bem informado), o Lakers volta a ser um grande contendor no Oeste. Terá time para vencer o Oklahoma City? Boa discussão.

A Lakerland está em festa. E não é para menos.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012 NBA | 20:21

NBA DIVULGA TABELA COMPLETA NESTA QUINTA. MIAMI ESTREIA CONTRA O BOSTON EM CASA

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As Olimpíadas estão aí; começam nesta sexta-feira. O Brasil de saias estreia no sábado diante da França, às 16h de Brasília. O Brasil de calças compridas debutará no dia seguinte, às 7h15, frente à Austrália.

As Olimpíadas estão aí, mas a gente não se esquece da NBA. Na próxima quinta-feira a tabela completa da próxima temporada será divulgada, que será completa e não pela metade. O torneio começa numa terça-feira, dia 30 de outubro, quando o atual campeão, Miami Heat (foto), recebe em sua American Airlines Arena o Boston Celtics, seu rival na decisão do Leste.

No dia 1º, quinta-feira, o Nets debutará na competição com nome e ginásio novos. No Barclays Center, bem pertinho da Brooklyn Bridge, o time de Deron Williams e Joe Johnson (o futuro de Dwight Howard?) recebe o New York Knicks, sem Jeremy Lin, agora no Houston, no clássico nova-iorquino e que, seguramente, atrairá a atenção de todo o planeta.

Os jogadores do NYK pegam a ponte, voltam para Manhattan e no dia seguinte recebem o Miami em seu Madison Square Garden.

Mas é o dia de Natal que chama a atenção. No ano passado tivemos cinco jogos, um seguido do outro. Foi um deleite. O que se sabe de momento é que nesse dia o Heat recebe em Miami o Oklahoma City, reprisando a final passada. Os demais jogos ainda não foram anunciados, mas eu aposto uma cocada queimada que o Lakers joga em Los Angeles. Tem sido assim há mais de uma década, se não estou enganado quanto ao período de tempo.

No dia 1º de janeiro o Miami recebe o Orlando, no clássico da Flórida. Magic com D12? Ninguém sabe ainda. O que se sabe é que no dia 17 deste mesmo janeiro o Miami visita o Lakers (de Dwight Howard?). O time californiano retribuirá a visita do pessoal do sul da Flórida em 10 de fevereiro.

Ah, sim, no final de janeiro, dia 30 para ser preciso, o Miami visita o Nets no Brooklyn.

De momento é isso. Como disse, amanhã a tabela será divulgada na íntegra. E quem pretende passar as férias na terra do Tio Sam já pode programar para onde ir e para qual ginásio ir.

NBA is coming soon…

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