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segunda-feira, 1 de outubro de 2012 NBA, outras | 23:26

NA NBA TÉCNICO NÃO GANHA MAIS QUE JOGADOR. NO FUTEBOL BRASILEIRO, SIM

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Tom Thibodeau assinou na tarde desta segunda-feira um novo contrato com o Chicago. Serão US$ 20 milhões por um acordo de quatro anos.

Isso vai dar a Thibs US$ 5 milhões por temporada. Por mês, US$ 416,67. Em nossa moeda, o salário anual do treinador do Bulls (foto) equivale a R$ 10,13 milhões. Se dividirmos por 12, teremos cerca de R$ 850 mil por mês.

Muricy Ramalho é o técnico mais bem pago do Brasil: renovou recentemente com o Santos por mais um ano em troca de R$ 750 mil e quando Neymar não joga, o aproveitamento da equipe é apenas 25,0% — melhor apenas do que o do Atlético-GO, lanterninha do campeonato, que tem 24,0%. Luís Felipe Scolari recebia do Palmeiras R$ 700 mil por mês. Pediu demissão há algumas semanas, pois não conseguia tirar o time da zona do rebaixamento. Tite (exceção neste deserto de competência) teve seu salário reajustado pelo Corinthians e receberá R$ 550 mil mensais. Wanderley Luxemburgo fatura R$ 520 mil do Grêmio e não ganha um campeonato importante desde 2004, quando foi campeão brasileiro com o Santos. Completando esse “top 5”, aparece Dorival Júnior, técnico do Flamengo, que recebe R$ 450 mil e não faz o time deslanchar: no returno, o rubro-negro é o 19º colocado.

Os salários de Muricy e Felipão se aproximam ao de Thibs. E olha que existe um abismo, uma distância colossal, entre os faturamentos da NBA e do futebol brasileiro.

Além disso, enquanto no basquete o técnico tem uma importância considerável, no futebol ela é muito pequena. No basquete, os treinadores podem tirar e colocar jogadores de acordo com a conveniência da partida, têm à disposição sete pedidos de tempo, mais os tempos da televisão, têm a seu favor o fato de a quadra ser bem menor do que o campo de futebol, o que permite uma interação maior entre treinadores e atletas. No futebol isso não existe. Os técnicos podem trocar apenas três jogadores, não têm os pedidos de tempo a seu favor e o campo é gigantesco se comparado com uma quadra de basquete.

Muricy (foto) mesmo costuma dizer que a importância de um treinador é de 25% no rendimento de um time de futebol. Se é tão pequena assim (e o depoimento é de um treinador que tem quatro títulos brasileiros e uma Libertadores), por que nossos cartolas pagam tanto para um treinador?

Aqui no Brasil, treinador ganha mais que a estrela do time. Vejam o caso de Neymar. O Santos paga a ele R$ 500 mil. Os outros R$ 2,5 milhões vêm de patrocinadores. Ou seja: Muricy ganha mais do que Neymar! Valdívia, maior salário do Palmeiras, ganha R$ 600 mil. Ou seja: Felipão também faturava mais do que a estrela da companhia. No Grêmio, Kléber é o maior salário: R$ 400 mil, R$ 120 mil a menos do que Luxemburgo.

Na NBA, nenhum treinador ganha mais do que a estrela do time.

Se Thibs vai ficar com US$ 5 milhões nesta temporada, Derrick Rose, o astro da franquia, tem garantido US$ 16,4 milhões. No Oklahoma City, Scott Brooks também acabou de renovar o contrato: US$ 16 milhões por quatro temporadas; US$ 4 milhões por campeonato trabalhado, enquanto que Kevin Durant, o melhor jogador do time, ganha US$ 16,6 milhões por ano. No Lakers, Mike Brown recebe US$ 4,5 milhões e Kobe Bryant US$ 27,8 milhões. Querem mais? Pois não: Doc Rivers ganha por ano do Boston US$ 7 milhões e Paul Pierce, maior salário do time, vai amealhar US$ 16,7 milhões; Gregg Popovich vai faturar US$ 6 milhões do San Antonio, já Manu Ginobili ficará com US$ 14,1 milhões.

Na Europa, treinadores também não ganham mais do que os astros. Tito Villanueva não recebe mais do que Messi; nem mesmo Pep Guardiola tinha um salário maior do que o argentino. Idem para Mourinho em relação a Cristiano Ronaldo no Real Madrid. Não sei quanto ganha Roberto DiMateo, mas eu duvido que ele fatura mais do que Frank Lampard.

Enquanto isso, aqui no Brasil…

Tudo errado, minha gente. Escrevi esse post para mostrar outra das aberrações do futebol brasileiro, embora o nosso botequim seja um botequim de basquete. Mas o fiz traçando um paralelo com o basquete e principalmente com a NBA. Os cartolas brasileiros ainda não perceberam que técnico não entra em campo. Na Europa todos sabem disso; na NBA também.

Os treinadores no basquete, como disse, têm uma importância muito maior do que no futebol. Mesmo assim, eles não entram em quadra. E no futebol, onde a relação dos “professores” com o jogo é muito menor, aí é que eles têm que ganhar menos mesmo.

Nossos cartolas, lamentavelmente, ainda não se aperceberam disso. E lesam os combalidos cofres de suas respectivas agremiações pagando verdadeiras barbaridades para quem tem uma influência muito pequena no espetáculo.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012 NBA | 00:13

DOC RIVERS DIZ NÃO SE IMPORTAR COM O LAKERS E ESTIMULA O ÓDIO DO BOSTON AO MIAMI

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“Honestamente, eu não me importo com o Lakers… Eu olho diretamente para o Miami (…) Eu quero que eles (jogadores do Boston) os odeiem (jogadores do Heat). Eu quero que eles os vençam. Esse tem que ser o nosso foco”.

A frase, recortada, é do técnico Doc Rivers (foto). Ele já começou a preparar o C’s para esta temporada. Não apenas com treinos técnicos e táticos, mas mentalmente também. E esse tem que ser o trabalho de um treinador. Trabalhar todos os aspectos de um jogo. A gente bem sabe que uma partida de basquete, futebol, ou seja o que for, não se ganha apenas com treinamentos táticos e técnicos. O mental é componente importatíssimo, especialmente quando você vai forjar o caráter de uma equipe.

Ao contrário do resto do planeta, os americanos torcem de maneira diferente; civilizada eu diria. Lá não há os problemas que existem no resto do planeta quando o assunto são os torcedores de futebol.

Se José Mourinho viesse a público e dissesse que espera de seus jogadores ódio ao Barcelona, seria condenado violentamente. O mesmo para Alex Ferguson em relação ao sentimento de seus atletas quanto ao rival Manchester City. Já pensou Tite dizer que está alimentando a cólera em seu elenco ao São Paulo? E Abelão fizesse o mesmo quando o assunto fosse os confrontos contra o Flamengo? Idem para os duelos paranaenses, mineiros, gaúchos, baianos e pernambucanos.

Não dá; nem pensar. Na Europa, o treinador seria multado. Aqui no Brasil, criticado pela mídia, nada além disso, pois vivemos no paraíso da impunidade.

Na América do Norte, o maior problema que a polícia tem é conter a felicidade exacerbada de fãs na comemoração de um título. Derrotas, eliminações e perdas de campeonatos não resultam em nada; absolutamente em nada.

Nos EUA, não existem (pra sorte deles) torcidas organizadas. Essa mazela social e esportiva, além de impedir a convivência pacífica entre os fãs, deu forma às mais variadas manifestações de violência dentro e principalmente fora dos campos de futebol. Lá, eu dizia, por não haver essa praga não há que se garantir um percentual de assentos nos ginásios para torcedores adversários. Ninguém deixa sua cidade em bandos, escoltados pela polícia, para ir torcer no ginásio adversário. Se algum torcedor quiser ver seus times do coração fora de sua praça (ou se for torcedor de time de fora de sua cidade), ele compra ingressos normalmente (via internet) e senta onde o tíquete determina. Senta, vê o jogo, torce e não é molestado em nenhum momento sequer. Se for, é só chamar a segurança que ela põe pra fora do ginásio o animal que tenta inibir os sentimentos do torcedor oponente.

Por isso, Doc Rivers pode vir a público e dizer que está estimulando o ódio de seu elenco em relação ao Miami. Isso não se transfere jamais para as arquibancadas. Doc, aliás, disse já ter feito isso na temporada passada. E o resultado foi visto nos playoffs do Leste, quando o C’s foi caminhando, caminhando, caminhando e chegou à final da conferência. E, nela, vendeu caro o título ao Miami, entregando-o apenas no último e derradeiro confronto.

Mas, como disse acima, não é apenas estimulando a ira que Doc vai fazer do Boston uma ameaça ao reinado do Miami. O time tem que jogar também. É como aquela piada da mãe que foi ver o filho, lutador de boxe, numa luta decisiva. Ela sentou-se e viu que a seu lado havia um padre. O filho estava tomando uma surra e ela, desesperada, virou-se para o padre e disse: “Padre, por favor, reze para o meu filho sair dessa enrascada!” No que o padre respondeu: “Sim, eu rezo, mas seria bom se ele começasse a lutar também”.

Muitos entendem que o alviverde de Massachusetts está melhor nesta do que na temporada passada. Se não há mais Ray Allen, há o instinto matador de Jason Terry. Ele pode não ter a mão tão certeira quanto a de Allen, mas o mental de Terry é mais forte. Além disso, Jet não se incomoda nem um pouquinho sequer em sair do banco durante os jogos, papel que Doc Rivers tinha reservado a Ray-Ray e este não gostou nadinha, nadinha. Os dois “guards” do Celtics são Rajon Rondo (foto) e Avery Bradley. Jet entrará para o descanso de ambos e estará em quadra “down the stretch”, com certeza.

Além disso, há Courtney Lee também, que ajudará a formar um quarteto de “guards” para machucar o Miami e quem a aparecer pela frente. De que modo? Tirando o “front court” adversário de sua zona de conforto.

Na temporada passada, foi exitosa (desculpem o neologismo) a mudança de posição de Kevin Garnett. Por conta da contusão de Jermaine O’Neal e da falta de boas opções, Doc passou KG da ala de força para o pivô. E foi um sucesso. KG saía da área pintada e trazia consigo o pivô adversário, abrindo espaço para o jogo não apenas de Brandon Bass, que tornou-se o PF titular, mas também e principalmente do pessoal do “back court”.

Doc fará o mesmo nesta temporada. Abrirá não apenas KG, mas Bass também. E os armadores encontrarão espaços para infiltrar e pontuar. Dos quatro armadores do Boston, apenas Bradley não teve um duplo dígito de média na pontuação na temporada passada. Mas, não se esqueçam, ele foi entrando aos poucos no time por conta da lesão de Allen. Nesta temporada, com mais tempo de quadra, seguramente atingirá a meta.

Outro aspecto importante nessa tática é fazer os pixotes sofrerem faltas. Além de eles normalmente serem eficientes na linha fatal, bater lances livres, várias vezes, é tudo o que Rivers quer, pois, com isso, ele conseguirá posicionar sua defesa para o ataque adversário.

E não se esqueçam que Jeff Green está de volta depois da cirurgia no coração. Será o descanso que Paul Pierce tanto vai precisar nesta temporada. Um reserva que pode desempenhar o papel de titular quando Doc bem entender. Bola pra isso Green tem. E pode fazer um 2 e um 4 numa boa também. Um “swing player” dos bons!

Darko Milicic, recém-contratado do Wolves, o brasuca Fab Melo, o também novato Jared Sullinger e o veterano Chris Wilcox vão ajudar KG e Bass. E eu espero que Melo saiba aproveitar as chances que irão aparecer. Num primeiro momento, o primeiro reserva a entrar em quadra será Milicic.

O C’s, eu já disse isso, pra mim fará a final do Leste contra o Miami. Não acredito que o New York o faça e muito menos o Brooklyn Nets. E o Chicago sem Derrick Rose não terá forças também. O Boston é um time maduro, experiente. Conhece o caminho das pedras. É assíduo frequentador das finais. E, além disso, consegue mexer com o emocional do Miami. Paul Pierce não se intimida com LeBron James. Jet sabe o que fazer diante de Dwyane Wade. E Chris Bosh vai sofrer nas mãos de KG.

Este é o time que vai incomodar o Miami. Mas enquanto a bola não sobe, acho que o Boston, apesar de toda a sua ira e de sua competência tática e técnica, não passará de um incômodo para o time do sul da Flórida. Vai vender novamente caro o título do Leste; mas venderá. Isso, volto a dizer, antes de a bola subir.

Portanto, vamos aguardar. Pra encerrar, eu grito: volta NBA, volta logo!

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terça-feira, 29 de maio de 2012 NBA | 12:55

MIAMI VENCE FÁCIL, MAS NÃO SE DEIXE ENGANAR: O BOSTON JOGA MAIS DO QUE JOGOU ONTEM

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O Miami fez 1-0 na série ao bater o Boston, ontem à noite, no sul da Flórida, por 93-79. Não se deixe levar pelo placar e nem pelo domínio do Heat em ¾ do jogo. A série tem tudo para ser igual — e consequentemente longa. No que eu me pego para afirmar isso? Pelo histórico dos times, pela rivalidade, pela qualidade dos elencos.

É certo que o Miami é um time bem mais jovem e com um vigor muito maior. Mas num confronto desses, tudo se iguala, porque o mental tem uma importância grande demais. Os jogadores do Boston, quando veem pela frente LeBron James e Dwyane Wade se revitalizam e deixam no vestiário o peso da idade.

Mas ontem não foi assim.

LeBron teve uma atuação destacável. Foram 32 pontos (13-22). No primeiro quarto, ele marcou 13 e o Boston 11. E tem mais: ao longo da contenda, ele amealhou 13 rebotes. E em 43:53 minutos em quadra, a maior parte do tempo com a bola nas mãos, LBJ cometeu apenas três erros. Ah, sim, como eu podia esquecer! Deu três tocos no jogo, o último deles em cima de Rajon Rondo, como se estivesse defrontando um juvenil dada a ingenuidade do armador do Boston na jogada.

Por falar nos tocos, o Miami atropelou: 11-1. Isso mesmo, o C’s deu apenas um toco em toda a partida! E estamos falando de playoffs, onde a intensidade do jogo é muito maior. O que aconteceu com o Celtics?

Mas vamos particularizar novamente a conversa. LBJ encontrou em Dwyane o parceiro ideal. O ala-armador do Heat fez 22 pontos no jogo, mas dez deles no último quarto. Mas o melhor no jogo de D-Wade (foto AP) foi o fato de que ele bateu seis lances livres e acertou todos. Ele que vinha claudicante neste fundamento.

Os dois, calculadora em mãos, fizeram 54 dos 93 pontos do time. Ou seja: 58,1%. Encestaram de tudo quanto é canto dentro do arco dos três, pois fora dele LBJ teve 0-3 e Dwyane 0-1. Mas dentro do arco dos três, como dizia, os dois foram um tormento para a zaga alviverde. Em determinado momento do segundo tempo, Doc Rivers mudou a defesa. Passou a marcar zona, tentando evitar os pontos próximos à cesta. Não deu certo. E além de não dar, expôs Kevin Garnett, que chegou a ser humilhado pelos dois, especialmente por D-Wade.

O Miami fez nada menos do que 42 de seus 93 pontos dentro do garrafão. Percentualmente, o Heat marcou 45,1% deles “in the paint”. E olha que o Miami está jogando sem Chris Bosh. Se tivesse, seria muito pior; tudo indica.

E o que isso significa? Significa que o Boston tem que cuidar de seu garrafão nos próximos jogos. Melhorar a defesa. Se quiser marcar zona novamente, que se marque, mas que seja uma zona melhor, mais compactada e agressiva. A zona do Celtics no jogo de ontem lembrou a zona feita por muitos times brasileiros: marcação feita apenas para o descanso dos jogadores.

Além disso, Paul Pierce e Ray Allen precisam jogar mais. Os dois fizeram juntos apenas 18 pontos. Ray-Ray (seis pontos) foi uma catástrofe: 1-7 nos arremessos, sendo que nas bolas de três foi 1-4. Agora atentem para isso: nos lances livres, 3-7. Isso mesmo, 42,8% para um jogador que tem 90% de aproveitamento ao longo da carreira.

Vejam só o desempenho do quinteto titular do Celtics no jogo:
– Paul Pierce: 5-18
– Brandon Bass: 4-11
– Ray Allen: 1-7
– Rajon Rondo: 8-20
– Kevin Garnett: 9-16

KG foi quem se salvou. Somou 23 pontos e pegou dez rebotes. Mas brigou com as faltas (cometeu cinco) e por isso jogou 30:41 minutos.

Mas, sozinho, KG não foi levar o Celtics à decisão do título. Os outros precisam jogar o seu normal e não se deixar levar pela marcação adversária. Rajon, por exemplo, não fez nem sequer um “double-double”: 16 pontos, nove rebotes e sete assistências. Aparentemente, bons números, mas as sete assistências são poucas para o papel que ele desempenha em quadra.

Amanhã tem mais. Novamente em Miami. 21h30 de Brasília. O que eu disse para o Oklahoma City vale para o Boston: se o Heat vencer novamente, a situação do C’s ficará dramática na série.

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sábado, 26 de maio de 2012 NBA | 15:39

MIAMI CONHECE HOJE SEU ADVERSÁRIO NA FINAL DO LESTE

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Hoje conheceremos o último finalista de conferência. Enquanto no Oeste San Antonio e Oklahoma City passaram por cima de Clippers e Lakers, respectivamente, no Leste apenas o Miami se garantiu depois de despachar o Indiana com um 4-2. Já o Boston, apontado como favorito no confronto diante do Philadelphia, que está na semifinal por ser abelhudo, o Boston está penando para eliminar o intruso.

Doc Rivers terá um sério desfalque nesta e nas próximas partidas se o C’s se classificar. O ala-armador Avery Bradley, contundido no ombro, passou por uma cirurgia no local e não joga mais esta temporada. Bradley fará muita falta. Não apenas pelo que vinha jogando, mas porque seu substituto, Ray Allen, um dos componentes do “Big Three”, está sentindo as pernas pesadas e os braços também. Não é nem sombra daquele jogador decisivo, que atemorizava as defesas adversárias. Ray-Ray vai ter que ir pro pau a partir de agora. Ele conhece os atalhos de uma quadra de basquete e isso poderá ajudá-lo. Mas se pernas e braços continuarem pesados, os atalhos não o levarão a lugar nenhum.

O Sixers está completinho. E embalado pelo resultado de 82-75 da última quarta-feira, quando empatou a série em três. O maior problema do Celtics atende pelo nome de Andre Iguodala. Ele é o cara que tem que ser controlado. Mas é bom o C’s ficar atento também a Lou Williams, um armador bom de bola, que vem do banco, e sempre bagunça o time adversário. Além dos dois, Doc Rivers não pode olhar de soslaio Evan Turner. O “moleque” do Phillies amadureceu muito nesta temporada.

Quem ganha? Quem vai enfrentar o Miami na final do Leste? Hoje à noite, a partir das 21h, a gente vai começar a saber o final dessa história. Mas se você quiser opinar, mãos à obra!

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domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

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domingo, 1 de abril de 2012 NBA | 20:18

OKLAHOMA CITY JOGA O MELHOR BASQUETE DA NBA NO MOMENTO

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NOVA YORK — Primeiro foi o Oklahoma City; depois o Boston. O Thunder liquidou o Chicago no terceiro quarto e o Celtics fez o mesmo diante do Miami no período referido. Foram dois massacres.

A impressão deixada pelo OKC foi contundente demais. O time de Kevin Durant e Russell Westbrook mostrou uma intensidade defensiva e ofensiva nesses emblemáticos 12 minutos que eu não via havia muito tempo.

O Boston também fez um jogo espetacular. Marcou muito, Rajon Rondo distribuiu a bola com perfeição (anotou seu quinto “triple-double” da temporada: 16 pontos, 14 assistências, 11 rebotes), Avery Bradley anotou oito de seus 13 tentos nesse período e Kevin Garnett jogou muito. Aliás, justiça seja feita, nosso parceiro Reirom tem alertado para isso: KG está jogando como se tivesse no esplendor de sua idade.

Fez 31-12 no Miami nesses 12 minutos referenciais, limitou o oponente a apenas 26,3% de aproveitamento de seus arremessos duplos (5-19) e 0% nos triplos (0-4). Com isso levou o placar, que no intervalo estava em 49-44, a 80-56. Impressionante.

Mas, repito, o que o OKC fez diante do Chicago neste terceiro período, não se faz. Limitou o time da cidade dos ventos a um aproveitamento de apenas 23,8% de seus arremessos (5-21), permitindo ao Bulls anotar apenas 12 pontos, mesma quantidade marcada por KD.

Teve ponte-aérea, enterrada de Russell Westbrook na cara de Omer Asik (foto AP), bolas de três, de dois, de lance livre, de roubada de bola. Teve cesta de tudo quanto é jeito. O OKC humilhou o Bulls nesses emblemáticos 12 minutos, quando levou o placar para 80-51.

Mas aí o OKC parou. Scott Brooks, como comandante do time, colocou os reservas pra jogar no último quarto e a contenda acabou. O Bulls fez 27-12 nessa dúzia de minutos, que virou um “garbage period” por conta da preferência de Brooks em repousar seus jogadores. Mas não houve comprometimento da vitória, que veio por 92-78.

O Celtics, não; o Celtics, ao contrário do OKC, não parou no quarto período. Não parou porque o Miami não é o Bulls. O Bulls estava retalhado. O Heat estava completo. Qualquer vacilo e o time do sul da Flórida poderia voltar à partida e fazer uma reviravolta histórica.

Por isso, Doc Rivers não vacilou. Mandou seu quinteto titular para o banco apenas na metade deste quarto derradeiro, quando Erik Spoelstra, o comandante do Heat, percebeu que nada mais havia a fazer a não ser digerir mais uma derrota: 91-72.

DUO
Como disse, a vitória do OKC foi emblemática. Sim, emblemática porque o time, neste momento, joga o melhor basquete entre todas as 30 equipes da NBA. E vem de uma sequência de vitórias marcantes.

Não perde há cinco partidas e nelas passou por cima Clippers (114-91), Miami (103-87), Portland (109-95), Lakers (102-93) e Chicago (92-78), tendo dificuldades apenas diante do Minnesota, quando precisou de duas prorrogações para vencer por nove pontos: 149-140.

Durant e Westbrook formam a melhor parceria da liga no momento. Os dois marcaram 53 pontos diante do Bulls; 57 frente ao Blazers, mesma pontuação contra o Lakers; 41 versus o Miami; no duelo frente ao Wolves, com duas prorrogações, relembro, fizeram 85; e finalmente no embate contra o Clips, o duo deixou 51 tentos na cesta californiana. Estão com média de 68,8 pontos nessas cinco partidas. Uau!

O parceiro Trapizomba disse outro dia: “Pra segurar o OKC é só marcar os dois”. No que eu respondi: e pra marcar?

Além disso, há James Harden, um ala-armador que vem do banco e colabora com uma média de 17,1 pontos por partida e que, pra mim, deve ser eleito o sexto homem desta temporada.

Dia desses, recebi um e-mail de meu filho, torcedor fanático do Lakers. Disse ele: “Estou começando a achar que o OKC tem chances de levar o título esse ano. O time está entrosado, tem dois foras de série (KD e Westbrook), outro grande jogador (Harden) e jogadores que complementam bem o time. O jogo que eles fizeram contra o Miami foi quase perfeito. É o meu palpite pra campeão esse ano”.

Nas casas de apostas muitos estão indo no mesmo palpite de meu filho.

EMBLEMÁTICO
Diria que não apenas a vitória do OKC diante do Chicago foi emblemática; os cinco triunfos também. O Thunder, repito, está afinado neste momento, momento que antecede a chegada dos playoffs.

O Miami, ao contrário, cai de produção. No mês de março fez uma campanha muito ruim: 10-6. E iniciou abril perdendo; e perdendo feio.

O Heat sempre foi o meu favorito para conquistar o título desta temporada, mas começo a achar que meu prognóstico pode não se confirmar.

Dia desses, aqui em Nova York, comprando um suvenir, um afro-americano me atendia. No crachá que ele usava dizia que o nome dele era Knowles. Knowles Paul. Perguntei se ele era nova-iorquino. Disse-me que não, que era de Miami. Torcedor do Heat? Ele sacudiu a cabeça afirmativamente, mas fez uma ressalva: “Não gosto do LeBron”. Perguntei se era da pessoa ou do jogador. Ele respondeu: “Do jogador. Ele não tem força mental para suportar as grandes partidas. Se o time entra apertado no último quarto, ele desaparece; se entra liderando com folga, ele joga bem. Não acredito no time por causa dele”.

Essa é a opinião de muitos não só no Brasil, mas aqui nos EUA também. E essa prostração de LBJ nos momentos decisivos parece estar contagiando a equipe. O Heat não tem mais a força do começo da temporada, quando a maioria não tinha se tocado para esse defeito de LBJ, que a mídia e a liga ainda insistem em transformar no sucessor de Kobe Bryant.

EPÍLOGO
Com um Miami se diluindo, com um Chicago que não pode contar com seu melhor jogador (Derrick Rose), com um Lakers que não se encontra e um Dallas que oscila demais, tudo realmente converge no sentido de vermos um campeão em uma cidade inédita na NBA. Será?

VIAGEM
Retorno ao Brasil nesta segunda-feira. Na terça pela manhã estarei no conforto do lar novamente. E o botequim volta a funcionar normalmente.

Espero que vocês não tenham se importado com os dias em que este estabelecimento ficou fechado pra balanço.

Eu precisava deste repouso.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 11:46

GUARDEM BEM ESTE NOME: AUSTIN RIVERS

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Austin Rivers; guardem bem este nome.

O garoto de apenas 19 anos foi responsável nesta madrugada por um dos feitos mais espetaculares na centenária rivalidade entre Duke e North Carolina. No estouro do cronômetro, Rivers acertou sua sexta bola de três pontos e levou sua escola, Duke, à vitória por 85-84.

Mas não foi uma vitória qualquer. Ela aconteceu dentro do Dean Dome, ginásio de North Carolina, onde não se encontrava espaço nem para respirar. Havia exatamente 21.750 pessoas dentro do edifício onde Michael Jordan começou a escrever sua incomparável história dentro do basquete.

Entre esses torcedores, um chamava atenção em particular: Doc Rivers, técnico do Boston Celtics. Doc é pai de Austin e sentava duas fileiras atrás do banco de Duke, próximo ao técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

A explosão de alegria de Doc Rivers foi espetacular. Ele abraçava e beijava a todos; era abraçado e beijado por todos. E não era para menos.

Austin terminou a partida com 29 pontos, seu recorde no basquete universitário, onde está apenas debutando. Acertou seis das dez bolas de três e foi um tormento para o time adversário, que não encontrou antídoto para seu veneno.

O filho prodígio de Doc é ótimo. Já tem jogo de NBA. É habilidoso e rápido com a bola nas mãos. Por conta disso, pela facilidade com que se livra dos marcadores, ele quebra a defesa adversária, pois a ajuda sempre aparece, o que acaba por desmoronar a parede defensiva.

Quando não sai o passe que abre caminho em direção à cesta adversária, sai o tiro longo, quase sempre à vontade, pois a marcação, por mais rápida que seja, não tem a mesma rapidez de Rivers e quase sempre chega desequilibrada.

Mas, como num roteiro holiwoodiano, não foi assim no lance derradeiro da partida desta quinta-feira que deu a vitória a Duke.

O pivô Tyler Zeller, depois de ter acertado o primeiro lance livre, errou o segundo e o pivô Mason Plumlee pegou o rebote para Duke. O telão central do Dean Dome mostrava que faltavam apenas 13 segundos para o final da partida e que Carolina estava na frente em 84-82.

Plumlee, rapidamente, passou a bola para Rivers, que recebeu a imediata marcação de Harrison Barnes. Ao cruzar o meio da quadra, num corta-luz, Barnes ficou para trás o que deixou Zeller (2,13m) na frente de Rivers. Era tudo o que Carolina precisava, pois dava a impressão de que aquele corta-luz, na verdade, levou Rivers para um beco sem saída, pois ele acabou na lateral direita de seu ataque.

Zeller estava lá, era como um Golias à frente de Davi, gigantesco. Mas Rivers não se impressionou com o tamanho do inimigo, que com o braço direito levantado, no momento em que ele arremessou, edificou uma parede de quase três metros à sua frente. O arremesso saiu preciso e a bola entrou espetacularmente, calando o Dean Dome e levando à loucura seus companheiros, Coach K e seu staff e a minúscula torcida de Duke que se postava atrás do banco de reservas.

Foi novamente a vitória de Davi contra Golias, num roteiro que Hollywood, quem sabe um dia, pode transformar em filme.

Austin Rivers; guardem bem este nome. Ele será um dos maiores jogadores de sua geração e ajudará a NBA a prosseguir sua saga.

Abaixo, veja o vídeo com o arremesso decisivo:

ANÍMICO

O basquete universitário camufla muitos craques, pois eles ficam à mercê de caprichos de treinadores que se escondem atrás do dogma de que estão ensinando os fundamentos da modalidade para não deixar os meninos jogarem no seu limite.

Austin Rivers mostrou ter personalidade. Mesmo jogando para o Coach K, o técnico mais respeitado do basquete dos EUA no momento, o camisa 0 de Duke impôs sua vontade em quadra.

Seu corpo e sua alma eram o termômetro do que estava acontecendo na partida entre Duke e North Carolina. Coach K, por mais brilhante que seja, não estava em quadra — e nunca estará, como nenhum treinador jamais estará. Coach K via tudo do lado de fora, com seu olhar aguçado e sua inteligência incomparável. Mas ele tem limites, pois está sempre de terno e gravata e não com um fardamento de jogo.

Duke arremessou nada menos do que 36 bolas de três durante a partida desta madrugada. Duvido que esse tenha sido o plano de jogo da escola, ainda mais em se tratando de basquete universitário.

Foram os jogadores quem determinaram isso ao perceberem que a vitória só viria se eles não parassem de arremessar de longe, pois Carolina não tinha resposta para esses chutes quilométricos. O jogo interior não funcionava, uma vez que Carolina dominava completamente o garrafão defensivo e ofensivo.

Coach K, com seu semblante de pedra, teve a maturidade, a sensibilidade e a sabedoria para dar voz a seus comandados. Procurou o lixo que estava próximo a seu banco e lá depositou seu ego.

Deu voz a seus jogadores e por conta disso Duke venceu. Por conta disso, repito, é o treinador de basquete mais respeitado dos EUA no momento e um dos maiores de toda a história norte-americana, o homem que ajudou os norte-americanos a encontrar a redenção no basquete mundial, primeiro reconquistando o ouro olímpico em Pequim-08 e depois reavendo o ouro no Mundial da Turquia, em 2010.

Talvez trabalhar com os profissionais tenha mudado seus conceitos e sua personalidade. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K que embora o basquete seja um jogo estratégico, ele não está e nunca estará engessado por táticas e planilhas.

Estas ajudam, evidente que sim, mas são os jogadores que sentem a partida e podem (e devem) mostrar ao treinador o que está ocorrendo em quadra. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K essa realidade: o basquete, embora extremamente tático, é principalmente um jogo anímico.

Nesta madrugada ele viu que seus meninos não paravam de acertar bolas de três. Não teve chiliques do lado de fora, entendendo que aquilo estava aniquilando com seu plano de jogo. Ao contrário, viu que aquele era o único caminho para a vitória.

E deu voz a seus comandados, como um grande comandante deve fazer.

NBA

O Cleveland conquistou uma vitória espetacular diante do LA Clippers: 99-92. Anderson Varejão fez 15 pontos e apanhou 11 rebotes, três deles ofensivo; foi seu quinto “double-double” seguido e o 14º no campeonato, oito a menos do que Kevin Love, o líder geral.

O capixaba continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato (11,8 por partida) e permanece como líder quando o assunto são os ressaltos ofensivos (4,5).

Do jogo quero dizer mais o seguinte: Blake Griffin desapontou-me profundamente. Há algum tempo tenho notado que trata-se de mais um jogador sujo que o basquete produz. O que ele fez com Varejão mostrou que minha desconfiança procedia.

Daqui para frente o que desejo a ele é que receba sempre em dobro o que fizer para seus adversários. E passo a nutrir por ele um desprezo profundo.

E o Clips, que estava no meu coração, por conta de Griffin já não está mais.

Em Denver, outro brasileiro entrou em quadra, mas não deu a mesma sorte: o Nuggets de Nenê Hilário foi batido pelo Dallas por 105-95. O paulista anotou também um “double-double”: 15 pontos e 10 rebotes.

Este revés do Denver dá-me a certeza de que minha impressão inicial não era descabida: o time do Colorado tem limites e não pode ser encarado como um contendor de peso no Oeste. A derrota de ontem foi a quarta consecutiva e a sexta nos últimos sete jogos.

Com isso, o time, que já foi vice-líder da conferência, amarga agora a sexta colocação.

No Canadá, o Toronto seguiu contando sua história de fracassos nesta temporada. Recebeu o Milwaukee e perdeu por 105-99. Foi a quarta partida sem vitória do Raptors. Dos últimos 20 confrontos, ganhou só cinco.

Leandrinho Barbosa jogou apenas 14 minutos e marcou 11 pontos. Não vi os últimos jogos do time canadense, mas estou encafifado: será que LB perdeu a confiança do treinador?

Não vejo motivos para isso, mas se alguém souber de algo que eu não sei, por favor, conte-nos.

Na Filadélfia, o Sixers recebeu o San Antonio de outro brasileiro, Tiago Splitter, e perdeu: 100-90. Nosso catarinense, uma vez mais, foi bem ofensivamente falando: 15 pontos. Jogou apenas 17 minutos. Por que só isso?

O dono do jogo foi, uma vez mais, Tony Parker (foto AP). O armador anotou 37 pontos e ainda encontrou tempo para dar oito assistências. Nos últimos três prélios o francês tem média de 33,3 pontos por partida.

Bem, nada mais tenho a declarar sobre os jogos de ontem na NBA. Se alguém tiver alguma informação relevante ou um comentário a fazer, por favor, levante-se e fale.

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sábado, 7 de janeiro de 2012 Sem categoria | 16:28

UM DIA NO MADISON SQUARE GARDEN

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Thiago Simões é um jornalisa desta nova safra de jornalistas que não é obtusa. Simões, ou Ti, como o chamamos, tem horizontes largos e se interessa por esporte — e não apenas por futebol. Conhece futebol, mas fala também com conhecimento sobre basquete, tênis, vôlei, atletismo e principalmente hóquei, uma de suas maiores paixões.

Esta paixão, aliás, lhe valeu um posto entre os comentaristas dos canais ESPN, que prima por ter um quadro de experts que nos deixa orgulhosos de pertencer a classe dos jornalistas esportivos.

Conheci Ti na Rádio Jovem Pan. A amizade formou-se rapidamente por conta, é claro, do esporte. E, no caso, da NBA. Como vocês vão ver no texto que ele escreveu e que publico logo abaixo,  ele tem uma queda e tanto pelo New York Knicks.

Ele relata a história de seu relacionamento idílico com o Knicks (que é muito bacana), bem como sua emoção ao ver uma partida de seu time favorito dentro de casa, o Madison Square Garden, a arena mais famosa do planeta.

No final do texto vocês vão ver um vídeo que Ti fez no momento da apresentação do NYK e do Boston Celtics. Isso mesmo: Simões esteve no jogo entre New York e Boston na abertura da temporada, no dia de Natal.

Tenho certeza que vocês vão curtir o relato do meu amigo jornalista Thiago Simões:

AMOR À PRIMEIRA VISTA

Me lembro como se fosse ontem. Em 1992, tive meu primeiro contato com a NBA, após instalarem a TV à cabo na residência dos meus pais. Na TV, estavam em quadra Knicks e Celtics, com o quinteto que eu aprendi a decorar com o tempo: Doc Rivers, John Starks, Charles Smith, Charles Oakley e Patrick Ewing. Desde então, o amor à primeira vista foi amadurecendo. Um dos grandes responsáveis por isso foi o diretor Spike Lee. Sempre gostei de seus Knicks.

Muitos anos se passaram e chegamos ao dia 25 de dezembro de 2011. Natal, um verdadeiro presente de Papai Noel para este que vos escreve. Ironia do destino, meu primeiro jogo em um ginásio da NBA foi um Knicks x Celtics. Mas te digo. Não foi fácil chegar até aí. E será nas linhas abaixo que eu vou descrever um pouco da sensação de participar de um jogo da NBA, pois é assim que você se sente, um participante e não um mero espectador.

TUDO FUNCIONA

Chegamos ao Madson Square Guarden 30 minutos antes do início da partida. Como estava hospedado a dois quarteirões do ginásio, não tive dificuldade para chegar no local de jogo, porém, era notório a facilidade para se chegar ao evento para quem veio de longe. Não havia trânsito na rua e muito menos aquele empurra, empurra característico dos estádios brasileiros. Agora, se você acha que não é possível fazer a comparação, reflita: os ginásios norte-americanos levam, em média, mais torcedores do que os estádios brasileiros durante uma temporada. Atualmente, no Brasil, um clássico regional dificilmente chega a 20 mil pagantes.

Ao entrar no Madson Square Garden, uma pequena fila nos aguardava e em menos de 5 minutos já estávamos em nossos assentos, que mesmo sendo em um dos lugares mais baratos do ginásio (140 dólares cada ingresso) era muito confortável, com bastante espaço e com cadeiras acolchoadas. Sim, você não precisa levar aquela almofada para sentar em bancos duros, como nos estádios brasileiros. Antes de sentar, um funcionário pegou nossos bilhetes e nos informou o lugar marcado para o nosso assento. Muito educado e prestativo.

Como já é da sabedoria de muitos, os torcedores ficam misturados. Durante o jogo, até ocorrem provocações entre os torcedores, mas sempre com o respeito esperado por todos nós, o que faz da partida um evento sadio para crianças e jovens, que desde cedo aprendem a se portar em um jogo.

SHOW É COM ELES

Não é novidade para os apaixonados em esporte que os norte-americanos sabem transformar um simples jogo em um evento inesquecível e não poderia ser diferente na primeira partida da temporada.

Em momento algum você se sente ocioso durante o jogo, mesmo com o longo intervalo e as paradas técnicas. Brincadeiras com o público e a presença de estrelas no ginásio fazem do telão central (que é maravilhoso, por sinal) um entretenimento à parte.

Antes da apresentação dos jogadores do Knicks, um dos momentos mais espetaculares do jogo. Um pano branco foi colocado sobre a quadra, tranformando-a em uma grande telão, com imagens dos últimos confrontos entre as equipes. Tudo para motivar os jogadores e torcedores. Durante o intervalo de partida, tivemos até um pedido de casamento! Vale destacar também o sistema de som do Madson Square Garden. O som do ginásio é algo à parte. Parece que estamos em um show musical, tamanha é a qualidade.

MAKE SOME NOISE!

Se existe um fator que me desapontou durante todo o jogo foi a torcida. Por mais que ela incentivasse a equipe em alguns momentos, a impressão que dava é que ela só se manifestava conforme o DJ do ginásio se comportasse, seja tocando uma música ou pedindo para incentivar a equipe. Creio que isso se deve muito a cultura dos norte-americanos, que não possuem em sua raiz o sangue latino, por mais que New York tenha muitos imigrantes. Eu até tentei fazer uma reflexão sobre o assunto, levando em consideração que ginásios são diferentes de estádios, porém, veio me à mente o feito pela torcida brasileira em jogos da seleção masculina de vôlei.

Após o término da partida, a sensação que temos é de que as 2 horas e meia de jogo ocorreram em pouco mais que meia hora. Quando você menos percebe, a partida termina e a sensação de quero mais bate forte em sua mente. Por mais que o ingresso seja caro, vale cada centavo gasto!

Bem, espero ter conseguido passar um pouco da experiência que eu tive em um ginásio de basquete nos Estados Unidos. Antes de finalizar, gostaria de agradecer o espaço cedido pelo companheiro Fábio Sormani e espero ter contribuído com a grandeza que o seu blog representa no mundo do basquete. Espero que tenham gostado! Um excelente ano para todos vocês e com muitas bolas na cesta!

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domingo, 1 de maio de 2011 NBA | 21:03

UM DOMINGO ESPETACULAR!

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O domingo foi espetacular — que me perdoem o plágio. Mas foi mesmo. Primeiro, o Memphis fazendo história diante do Oklahoma City na vitória por 114 a 101, depois um jogo pra se comer as unhas feito LeBron James entre Miami e Boston, com vitória do time da Flórida por 99 a 90.

Comecemos pelo jogo da Flórida, o mais aguardado deste domingo. Depois a gente fala da bola que o Memphis vem jogando.

DOMÍNIO

A vitória do Miami foi incontestável. Dominou o jogo inteiro e não se apavorou em momento algum, mesmo quando o Boston ameaçava reagir.

Teve, é verdade, uma parte de sua tarefa facilitada graças à justa expulsão de Paul Pierce a sete minutos do final da partida, quando o placar mostrava uma vantagem de 13 pontos para o Miami: 87 a 74.

Justa, eu disse, porque Pierce tomou duas faltas técnicas e isso, de acordo com as regras, significa expulsão. A primeira ao dar uma cabeçada no rosto de James Jones (as câmeras da televisão mostraram); a segunda ao trocar insultos com Dwyane Wade (o árbitro ouviu).

É bom que se diga que os dois jogadores do Miami também tomaram técnicas, embora na minha avaliação a técnica de Jones foi injusta, pois a falta que ele fez pra mim não era passível de técnica.

Mesmo com Pierce em quadra o time da Flórida sempre foi superior. Mas, é certo, Pierce vivia um grande momento na partida. Terminou o primeiro tempo com apenas dois pontos. No terceiro quarto, fez dez. No quarto, mais sete em apenas cinco minutos. Ou seja: anotou 17 pontos no segundo tempo.

Inexplicavelmente, um jogador experiente como Pierce se deixou levar pelos nervos. Primeiro, ao dar uma cabeçada em Jones (a troco do quê?); depois, ao trocar insultos com D-Wade (pra que aquilo?).

Quem tinha que estar na pilha naquele momento eram os jogadores do Miami — e não ele. Eu me pergunto: como um jogador com grande rodagem comete uma criancice dessas?

Quanto ao jogo, D-Wade foi um gigante. Na fase de classificação, diante do mesmo Boston, teve média de 12,8 pontos. Neste domingo, anotou 38 e comandou o time em quadra.

Do banco Jones veio e adicionou 25 pontos, tendo encestado cinco das sete bolas de três que arremessou. Entrou para a história da franquia como o jogador que mais pontos fez vindo do banco.

E aí talvez esteja a explicação para a irritação de Pierce: ele era o responsável pela marcação de Jones. Será que ele se frustrou com o volume de jogo do reserva do Miami?

Do lado do Boston, Kevin Garnett fez apenas seis pontos e oito rebotes. Perdeu o duelo para Bosh, que anotou sete e pegou 12 ressaltos. KG desapontou; se o Celtics quiser reverter a situação, ele tem que entrar no jogo.

Não dá para o time de Massachussets ficar nas mãos de apenas dois jogadores — lembrando que Ray Allen fez 25 pontos e Pierce acabou com 19.

Por falar em duelos, os armadores do Miami controlaram bem Rajon Rondo, que fez apenas oito pontos e sete assistências. Começou com Mike Bibby e terminou com Mario Chalmers.

É certo que Rajon ficou todo o segundo quarto do lado de fora, com três faltas. Isso, seguramente, subtraiu muito de seu jogo. Aliás, eu achei que Doc Rivers exagerou em deixá-lo um quarto inteiro do lado de fora. Neste quarto, é bom ressaltar, o Miami venceu por 31 a 22.

E achei também que Rivers demorou para inverter a marcação em D-Wade. Apenas depois da expulsão de Pierce é que ele mandou Rajon marcar Wade. Rondo, todos nós sabemos, prima, entre outras coisas, pela qualidade de sua defesa. Teria sido o cara certo para marcar D-Wade.

A série apenas começou. Muitos ajustes serão feitos. E muita unha será roída — de ambos os lados.

HISTÓRICO

O Memphis entra para a história da NBA como o primeiro oitavo que elimina o primeiro colocado e na sequência vence novamente fora de casa. O Grizzlies está jogando um basquete redondinho; está jogando uma barbaridade.

Por redondinho vamos entender solidário e harmonioso. É um time que ataca e defende muito bem. E sua rotação é excelente, porque quem vem do banco não desaponta.

É certo que neste jogo diante do OKC ele teve sua tarefa facilitada pela péssima defesa do time da casa. O Grizzlies teve média de 99,9 pontos por jogo na fase de classificação e 99,7 na série contra o San Antonio. Fez 114 neste domingo, 57 deles apenas no primeiro tempo.

O Thunder não apareceu para o jogo defensivo. O Memphis encheu o balaio de pontos dentro do garrafão. Não havia ajuda na marcação; era driblar e sair na cara da cesta.

Ninguém dobrou em cima de Zach — e isso qualquer treinador mandaria fazer, pois Z-Bo tem sido o diferencial do Memphis e um dos melhores jogadores destes playoffs.

Além disso, a rotação do time do Tennessee foi muito boa. Quem veio do banco pontuou. Foram 27 pontos dos reservas contra apenas 13 do Thunder. E mais: os reservas do Memphis entravam e não deixavam o ritmo defensivo cair.

Scott Brooks, técnico do OKC, pra mim cometeu um grande pecado: no terceiro quarto, inverteu a marcação em Randolph. Tirou Serge Ibaka e colocou Kendrick Perkins.

Z-Bo tinha feito 14 pontos no primeiro tempo. Só no terceiro quarto, com a marcação lenta e mal feita de Perkins, Zach fez 12. E a diferença que era de dez ao final do primeiro tempo, pulou para 13. Ou seja: mais 12 minutos se passaram e o OKC só viu o adversário pular mais ainda à frente no marcador.

Novamente o garrafão do Memphis foi decisivo. Marc Gasol e Randolph fizeram juntos 54 pontos. E pegaram 23 dos 45 rebotes do time.

Perkins, uma vez mais, foi uma tragédia. Além de marcar mal Z-Bo, fez dois pontos e pegou só seis rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme e apenas uma assistência. E dois erros. Se não melhorar, vai ser difícil o Thunder reverter esta série, pois o jogo do Memphis está concentrado no garrafão.

De nada vai adiantar Kevin Durant fazer 33 pontos e Russell Westbrook 29.

Além de controlar os grandalhões do Grizzlies, os demais jogadores do Thunder têm que aparecer para o jogo. Apenas KD, Westbrook e Ibaka (16 pontos) tiveram duplo dígito na pontuação.

Enquanto isso, no Memphis três outros jogadores pontuaram para um duplo dígito: Mike Conley fez 15, Shane Battier 11 e Tony Allen dez.

O “box score” do jogo ainda mostra que o Memphis teve outras vitórias diante do OKC:

1) 45 a 42 nos rebotes
2) 21 a 16 nas assistências
3) 11 a 6 nos desarmes
4) 7 a 18 nos erros (Westbrook cometeu sete)

Apenas nos tocos o OKC venceu: 8 a 7. Isso graças a Ibaka, é claro.

Ou seja: vitória do Memphis de cabo a rabo, em todos os setores e fundamentos. Vitória incontestável.

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segunda-feira, 14 de março de 2011 NBA | 13:03

LEANDRINHO E O BOSTON SALVARAM O DOMINGO

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Este domingo foi um horror. Olhem só os jogos:

Cleveland x Oklahoma City
Toronto x Charlotte
Phoenix x Orlando
Boston x Milwaukee
New York x Indiana
Golden State x Minnesota

Todos desinteressantes. O mais equilibrado seria Phoenix x Orlando, mas sem Steve Nash e Channing Frye, o Suns tornou-se um Cleveland.

Cleveland, lanterninha do campeonato, que pegou um time muito mais forte do que ele: Oklahoma City. Deu jogo? Claro que não.

Como não deu Boston x Milwaukee. Como não deu também Golden State x Minnesota.

Os jogos disputados foram Toronto x Charlotte e New York x Indiana.

Fixei-me em Toronto x Charlotte. Queria ver Leandrinho jogar. Vinha de um jogo diante do Pacers com 29 pontos. Será que repetiria?

Não deu; desta vez veio do banco, como sempre, e fez 15 pontos. Mas jogou bem.

Sabe o que eu mais gosto no Leandrinho? É que ele é cara de pau. Tem personalidade. Sabe se impor. Não se aceita que ninguém enfie goela abaixo o que ele não quer.

O que eu quero dizer? Que Leandrinho (Foto AP), quando está em quadra, vai pra cesta mesmo. Arremessa, infiltra, bate lance livre; enfim, joga. Ontem ele arremessou 18 bolas! Isso mesmo, 18 bolas em 23 minutos!

Com Leandrinho não tem essa de pegar a bola e passar para a estrela do time. Era assim no Phoenix e ele repete a dose no Toronto. E tem que ser assim mesmo.

Caso contrário, não conquista o seu espaço e nem o respeito dos demais. E além disso Leandrinho precisa cuidar da vida. Tem que fazer um restante de temporada com lustro, pois, jogar no Toronto, com todo o respeito aos canadenses, não dá.

Leandrinho merece coisa melhor.

MILESTONE

O que o Boston marcou ontem foi uma barbaridade. Tomou apenas 56 pontos do Milwaukee. Ok, ok, eu sei que o Bucks não é grande coisa, mas é um time da NBA e que conta com jogadores de boa calibragem ofensiva.

Brandon Jennings, Carlos Delfino, Andrew Bogut, Corey Maggette e John Salmons. Todos com um duplo dígito de media na temporada.

Mas ontem foram presas singelas das armadilhas que o Boston montou.

Vejam que Salmons jogou 21 minutos e saiu zerado de quadra! Delfino fez apenas três pontos, assim como Maggette. Bogut, oito, o mesmo para Jennings.

O único que atingiu o duplo dígito na pontuação foi Earl Barron: uma dezena de tentos foi marcada por este ala-pivô reserva.

A mais baixa pontuação de um adversário do Celtics tinha ocorrido na partida contra o Milwaukee Hawks (hoje Atlanta). O jogo ocorreu em Providence, capital do estado de Rhode Island, que tem a menor área territorial nos EUA.

Digressão à parte, dizia que a menor pontuação de um adversário contra o Boston foi do Milwaukee Hawks. Ocorreu em 1955, mais precisamente no dia 27 de fevereiro. O Celtics bateu o Hawks por 62 a 57.

Jogo apertado; na época não tinha o relógios dos 24 segundos de posse de bola, as contagens eram mesmo magrinhas. Agora o jogo é mais dinâmico, tem oito minutos a mais; ou seja: marcar apenas 56 pontos, hoje em dia, é de se tirar o chapéu.

Pra encerrar: de onde alguns parceiros deste botequim tiraram que Doc Rivers é bom só na motivação? De onde estes nobres colegas tiraram que Doc Rivers não é bom de estratégia? Eu nunca li nada a respeito.

Se não fosse bom, não se sustentava. É certo que os treinadores na NBA têm uma série de auxiliares. Tom Thibodeau, que hoje dirige o Chicago, era o seu assistente para assuntos defensivos. Mas o treinador comanda tudo.

Aprova ou não. Se não está de acordo com o que ele acha, veta. E se não conhece, não sustenta um diálogo e nem trava discussões com seus auxiliares sobre isso ou aquilo.

Então, por favor, vamos dar a César o que é de César.

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