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terça-feira, 28 de agosto de 2012 NBA | 19:08

SAIBA QUAIS SÃO OS DEZ JOGADORES QUE MAIS FATURARAM NA HISTÓRIA DA NBA

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O site da NBCSports postou um ranking que vai dar o que falar e que vai comprovar o que eu tenho dito aqui: A NBA tem que ser dividia em duas partes, antes de David Stern e depois de David Stern.

O ranking é com os salários dos jogadores ao longo de suas carreiras. Alertado pelo Gustavo Malaquias e pelo Salerme, esse ranking, volto a dizer, mostra quais são os jogadores que mais ganharam dinheiro na história da NBA. Apenas das franquias; não inclui publicidade.

O ranking é este:

1º) Kevin Garnett — US$ 328.562.398,00
2º) Shaquille O’Neal — US$ 292.198.327,00
3º) Kobe Bryant — US$ 279.738.062,00
4º) Tim Duncan — US$ 224.709.155,00
5º) Dirk Nowitzki — US$ 204.063.985,0
6º) Joe Johnson — US$ 198.647.490,00
7º) Jason Kidd — US$ 193.855.468,00
8º) Ray Allen — US$ 181.127.360,00
9º) Chris Webber — US$ 178.230.218,00
10º) Paul Pierce — US$ 169.486.218,00

Você está sentindo falta de Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, certo? Pois bem, Jordan faturou ao longo de sua carreira com o Chicago e dois anos com o Washington um total de US$ 90.235.000,00. Magic amealhou ridículos US$ 18.042.860,00 e Bird menos ainda: US$ 16.270.000,00.

Por que isso acontece? Porque a NBA movimenta hoje muito mais dinheiro do que no passado. Por isso eu disse que a liga tem que ser dividida em duas partes. Stern é o grande responsável por esta abundância de dinheiro que existe no basquete profissional norte-americano.

Michael entrou na NBA na mesma época em que David Stern foi guindado ao cargo de comissário da liga. Aproveitou-se muito pouco da genialidade e da capacidade administrativa de Stern, pois este império não foi construído do dia para a noite. Magic e Bird, coitados, passaram seus dias de glória longe da administração David Stern.

Por conta dessa genialidade administrativa de Stern, a gente vê barbaridades salariais. Por exemplo: Joe Johnson. O atual ala-armador do Brooklyn Nets aparece em sexto lugar na lista dos dez maiores milionários da história da NBA. Ray Allen, que não é nenhuma brastemp, e que está na história por conta de ser recordista em bolas de três encestadas e por ter ganhado (até o momento) um anel com o Boston, está na oitava posição. Mesmo Dirk Nowitzki, pra mim, é uma aberração figurar na quinta posição. Mas ele ainda ganhou um campeonato, levando nas costas o Dallas, tudo bem — mas não é para tanto! Mas pior do eu ele é Chris Webber: o que fez Web para aparecer na nona posição?

Aliás, pra ser sincero, desta lista escapam Shaq, Kobe e Timmy. Nem mesmo KG (foto). Garnett em primeiro lugar é simplesmente ridículo. O que ele fez para ter ganhado tanto dinheiro assim? Aliás, ele passou Shaq por conta de seu último contrato com o Boston, que vai render-lhe US$ 34 milhões em três temporadas.

Entre os primeiros devem aparecer os fora-de-série, os gênios, os mitos. Dos dez, repito, Shaq, Kobe e Timmy podem fazer parte do panteão dos maiores de todos os tempos da NBA e consequentemente entre os milionários da história da liga. Os demais, que me desculpem eles próprios e os fãs, entre os dez, jamais!

Trapizomba adora imputar a David Stern culpa por tudo o que acontece de ruim na NBA. Neste caso, ele tem razão: não fosse por Stern, não veríamos uma lista desta de jeito nenhum.

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domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

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terça-feira, 6 de março de 2012 NBA | 21:28

A FRASE EMBLEMÁTICA DE JASON KIDD

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A frase de Jason Kidd dita depois da derrota do Dallas para o Oklahoma City (95-91) é emblemática. E o que disse J-Kidd?

“Nós (Dallas) não temos o benefício do apito (acho que ele quis dizer “dúvida”). Não acho que somos tratados como campeões, mas isso é outra história. Dirk (Nowitzki) deveria viver na linha (do lance livre) se eles (árbitros) apitassem do jeito que deveriam. Mas eles não fazem isso”.

Nós não somos tratados como campeões, disse J-Kidd. E não são mesmo, pois o título conquistado pelo Dallas na temporada passada foi uma das maiores aberrações da história da NBA, igualando-se, talvez, ao título do Detroit sobre o Lakers em 2004.

Em 2004, o Pistons foi campeão porque enfrentou um Lakers consumido por sua fogueira de vaidades. Um elenco dividido, onde Shaquille O’Neal não podia olhar pra cara de Kobe Bryant, que queria esmurrar Karl Malone porque este teria dado em cima de sua então mulher.

Num cenário desses, o Detroit, um time correto, nada além de correto, ganhou uma conferência raquítica (Leste) e acabou campeão da NBA ao derrotar o então tricampeão Lakers por 4-1.

Nem mesmo Phil Jackson e toda sua filosofia zen foi capaz de controlar e administrar a situação. Deixou o time depois da perda do título e falou cobra e lagartos sobre Kobe, dizendo que ele era “uncoachable”.

Ano passado, o Dallas ganhou um campeonato que nem mesmo ele próprio talvez imaginasse que pudesse vencer. Venceu porque LeBron James… Bem, a história a gente já sabe.

O tempo passa, a poeira se assenta e a verdade dos fatos começa a aparecer. O título do Dallas não é levado a sério. Não sou eu que estou dizendo, é Jason Kidd. “Não somos tratados como campeões”.

Verdade, Jason, não são mesmo. E sabe por quê? Porque realmente é duro acreditar que aquele timeco do Dallas foi campeão.

Por conta desse título do Dallas, eu sempre costumo dizer: tudo é possível na NBA. Até mesmo a recuperação do Mavs nesta temporada e a repetição do título em junho próximo.

(Este post é dedicado ao meu amigo Ricardo Camilo)

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sábado, 3 de março de 2012 NBA | 13:21

LEBRON JAMES DE NOVO NA BERLINDA, ZOMBADO POR TODOS

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O destaque principal do site da ESPN dos EUA mostra uma foto de LeBron James deixando a quadra da EnergySolutions Arena cabisbaixo e derrotado, com o técnico Erik Spoelstra com as mãos na cintura, olhar perdido, assim como o jogo diante do Utah Jazz. E abaixo, em letras garrafais, a seguinte manchete: “Right Decision?”

Ou seja: “Decisão correta?”

Na capa do caderno de esportes do jornal “Salt Lake Tribune”, a manchete é: “Devin Harris finishes, LeBron James doesn’t and Jazz edge Heat 99-98”.

Ou seja: “Devin Harris conclui, LeBron James não e Jazz supera Heat por 99-98”.

O diário “Miami Herald”, o principal da principal cidade da Flórida, poupou LBJ. Na manchete, postou: “Harris, Jazz snap Heat’s 9-game win streak”.

Ou seja: “Harris e Jazz acabam com sequência de nove vitórias seguidas do Heat”.

Mas no segundo parágrafo do texto, assinado pela agência “The Associated Press”, o redator escreveu: “LeBron James had 35 points, 10 rebounds, six assists and three blocked shots for Miami, but passed on the final possession to Udonis Haslem, who missed a long jumper at the buzzer”.

Ou seja: “LeBron James marcou 35 pontos, 10 rebotes, seis assistências e três tocos para o Miami, mas passou a bola derradeira para Udonis Haslem, que errou o arremesso no estouro do cronômetro”.

Outro diário importante da cidade, o “Miami Sun-Sentinel”, publicou em sua manchete no caderno de esportes uma foto de LeBron James durante a partida e abaixo a seguinte manchete: “LeBron passes up potential winner, Heat fall 99-98 to Jazz”.

Ou seja: “LeBron entrega vitória potencial (numa alusão ao passe dado a Udonis), Heat cai diante do Jazz por 99-98”.

No primeiro parágrafo do texto, Ira Winderman, jornalista que foi enviado pelo jornal a Salt Lake City, lembra do deboche de Kobe Bryant pra cima de LBJ ao final do “All-Star Game” de domingo passado e se pergunta: o que KB dirá a LBJ quando eles se encontrarem amanhã (domingo) em Los Angeles?

O site da NBA também preservou LeBron, mas no segundo parágrafo do texto sobre a partida escreveu: “LeBron James played on a level that only he can, leading a furious fourth-quarter charge, and had a chance to win the game on its last possession. But instead of attempting a potentially game-winning shot, he passed to teammate Udonis Haslem, who missed as time expired and the Heat fell short.

Ou seja: “LeBron James jogou em alto nível como só ele pode, liderando um frenético quarto quarto e teve a chance de vencer o jogo com uma posse de bola final. Mas ao invés de tentar um potencial arremesso vitorioso, ele passou a bola para o companheiro Udonis Haslem, que perdeu (o arremesso) no estouro do cronômetro e o Miami desabou”.

Vamos parar por aqui com os exemplos e vamos analisar o que aconteceu. Em primeiro lugar, LeBron voltou às manchetes do jeito que ele não queria: sendo zombado por muitos.

Mas o que se deve perguntar é: ele merece ser achincalhado?

O Jazz armou uma defesa correta pra cima de LBJ. Com uma marcação dupla, o Utah fechou seu lado direito (o favorito e consequentemente o melhor) levando-o para o lado esquerdo e tirando-o do ângulo de aproximação da cesta e levando-o para o canto da quadra se ele insistisse no drible. Isso possibilitou o “pick’n’’roll” com Udonis Haslem, que estava desmarcado, na cabeça do garrafão. O chute, no entanto, não entrou; um “mid-range” que normalmente Udonis derruba.

LeBron está em uma enrascada. Sim, porque vamos supor que Haslem tivesse acertado o arremesso. Hoje as manchetes seriam: LBJ afina e passa a bola para Haslem dar vitória ao Miami.

O comentarista da ESPN, durante a transmissão de ontem, disse entre tantas coisas: “Kobe Bryant jamais passaria essa bola”.

LeBron deve estar com os nervos em frangalhos. Nem quero imaginar como foi sua noite, no quarto do hotel, tentando pegar no sono. Não deve ter sido fácil.

O que ele tem que fazer, para calar os críticos (e talvez provar a si mesmo que é capaz) é encarar a fera de frente: quando esta situação se apresentar novamente, vá em frente e faça a cesta.

Caso contrário ele sempre será criticado e ridicularizado, com a bola entrando ou não.

RODADA

O Chicago goleou o Cavs em Cleveland por 112-91. Tom Thibodeau usou e abusou do direito de usar Luol Deng. O ala ficou em quadra desnecessários 32:59 minutos… O Dallas adicionou mais uma derrota a seu currículo ao perder para o New Orleans, na Louisiana, por 97-92. Dirk Nowitzki não bateu nenhum lance livre e fez 7-19 (36,8%) nos arremessos (19 pontos). O Mavs enfileira quatro derrotas e esta noite recebe um entusiasmado Utah Jazz em seu AmericanAirlines Center… Mesmo sem Nenê Hilário (ficou no banco, ainda recuperando-se de contusão) o Denver conquistou importante vitória ao bater o Rockets em Houston por 117-105. Com o resultado, voltou ao G8 do Oeste… Por falar em brasileiros, Leandrinho Barbosa anotou 13 pontos em nova derrota do Toronto, desta feita para o Memphis, no Canadá, por 102-99. Enquanto isso, Tiago Splitter jogou apenas 20:45 minutos e marcou nove pontos e cinco rebotes na goleada do San Antonio sobre o Charlotte por 102-72… O Clippers voltou a perder: 81-78 para o Phoenix, no Arizona. Demorou, mas o time começou a sentir falta de Chauncey Billups: dos últimos seis jogos, perdeu quatro. Mesmo assim manteve o terceiro lugar no Oeste… O Lakers, o outro time da cidade, bateu o Sacramento (como sempre acontece) por 115-107. E quem foi o destaque? Ora, Kobe Bryant: 38 pontos, 13-24 nos arremessos (54,2%)… Com a vitória sobre o Cavs e a derrota do Miami para o Utah, o Chicago voltou a ocupar a liderança do Leste. No geral, o líder é o Oklahoma City.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 NBA | 16:20

SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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A NBA voltou finalmente. E o trânsito, aqui em São Paulo, piora a cada dia que passa. E eu, como muitos, sou vítima dele. Perco horas preciosas sentado no carro. Isso torra a paciência, sem falar do serviço, que atrasa.

Mas paciência; não há mesmo muito pra se fazer. São Paulo é uma cidade vibrante, mas caótica. São Paulo é uma cidade para alguns — e não para todos. Conheço muita gente que daria mundos e fundos para ir embora daqui. E conheço alguns que gostariam de estar aqui.

São Paulo te oferece muitas coisas. Ela te abre portas, proporciona lazer como poucas, sua rede hospitalar é a melhor da América Latina, seus restaurantes, seus cinemas, seus teatros, seus museus e suas galerias, seus parques. Mas o tributo que ela cobra é grande demais.

Como disse, seu trânsito é caótico, a insegurança nas ruas é grande por conta da violência e de motoristas bêbados. E é uma cidade impessoal — o que é terrível para muitos.

São Paulo não é uma cidade para se envelhecer. São Paulo é uma cidade para crescer.

FUTURO

Digo tudo isso porque somente agora, quase 16h, eu pude me debruçar na internet para abrir este botequim e tentar falar da rodada de ontem.

Falar, por exemplo, que impressiona a inanição do Boston. Seu jogo diante do Cleveland, desfalcado de Anderson Varejão, foi constrangedor. Venceu nos segundos finais (86-83), com as regras do jogo debaixo do braço, fazendo faltas para evitar um chute de três que poderia levar para a prorrogação uma partida que deveria ter sido resolvida com facilidade no tempo normal.

Rajon Rondo, que começou muito bem a temporada, pontuando de todos os cantos da quadra, dando assistências, pegando rebotes e roubando bolas, voltou a ser aquele Rajon Rondo da mão torta. Ele simplesmente zerou; errou todos os seis tiros e, talvez por conta disso, nem se aventurou nas bolas de três.

Mostrou-se inseguro no final da partida. Era visível.

Aí eu fico pensando: será que vale a pena reconstruir a franquia ao redor de Rajon Rondo? Sinceramente, acho que não. Ele não tem personalidade e nem jogo para isso.

Em outras palavras, o Boston parece estar em uma sinuca de bico. Não consigo visualizar futuro promissor a curto prazo para a franquia.

Leio que o time alviverde está interessado em Leandrinho Barbosa. LB é um jogador de grande valia. Mas ele é peça de uma engrenagem. Vai ajudar demais no descanso de Ray Allen e em finais de partida (como a de ontem) estará em quadra ao lado de Allen e Paul Pierce para ajudar a confundir o adversário e ganhar confrontos.

Mas, como disse, Leandrinho é mais um que chega. E o Boston precisa de um cara para fazer o time crescer a seu redor.

Quem é esse cara?

Dwight Howard.

Infelizmente para o Celts, D12 disse que não quer jogar em Boston. Ora, por que não? O que há de errado com a franquia? O frio da cidade? Pode ser; mas um marmanjo forte pra burro e grande pra chuchu como Dwight não pode ter medo de frio.

Um cara com as dimensões de D12 tem que pensar grande, tem que pensar na carreira, tem que pensar em anéis. E ele pode se realizar em Boston. Pode ganhar anéis e entrar para a história da NBA como um dos maiores de todos os tempos.

Mas não, parece que ele não quer isso. O que ele quer então?

Quer o New Jersey? Nets!!!

Alguém falou em Golden State? Warriors!!!

Ah, quer o Dallas. Aí sim, uma franquia competitiva.

Mas, com todo respeito que os texanos merecem, não dá pra comparar o Mavs com o C’s. Eu, se fosse jogador, uma das camisas que gostaria de vestir era do Boston. Ela tem história, tem cheiro de vitória, te leva para a glória.

Realmente, não consigo entender algumas pessoas.

HISTÓRIA

Já estive em Boston em três oportunidades. Gostei muito do que vi. A cidade é espetacular. Adorei ter vivido por lá mesmo que rapidamente.

Boston é uma cidade vibrante, mas não é caótica. Boston é uma cidade com uma rede hospitar espetacular — e não é insegura. Boston tem seus museus, suas galerias, seus restaurantes, uma escola de música espetacular e uma maratona que ajuda a dar fama à cidade.

E sua atmosfera é carregada de sabedoria, pois do outro lado do Charles River fica Cambridge, cidade que abriga duas das maiores universidades do planeta: Harvard e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Boston é uma cidade para se nascer, crescer, viver e morrer.

Em que pese o frio que realmente congela os ossos.

RODADA

Deu nos nervos a irregularidade do Chicago na vitória diante do New Orleans por 99-95. O time pediu o tempo inteiro para perder. Só não perdeu porque era o Hornets. Só não perdeu porque tem Derrick Rose, que ao contrário de LeBron James adora ser desafiado… A surpresa da rodada ficou por conta do Dallas, que apanhou em casa do New Jersey por 93-92. Fez uma recuperação muito boa no final da partida, mas no final, a jogada final foi risível. Dirk Nowitzki e Jason Kidd se enrolando com a bola e Jason Terry (um “clutch player”) esperando que a bola caísse em suas mãos. Mas J-Kidd, o cara da mão-de-pau, mandou um tijolo na tabela e o Nets venceu… O Toronto quase cenceu o Houston, no Texas. Mas como era o Toronto, ficou no quase: 88-85 para o Rockets. Que coisa, o que falta para esse time vencer partidas desse tipo? Já flertou com a vitória nesses confrontos em várias oportunidades, mas quase sempre saiu cabisbaixo da quadra. Leandrinho Barbosa fez 11 pontos… Não vi a vitória do Minnesota sobre o Clippers, em Los Angeles. Mas vejo que Kevin Love jogou apenas 25 minutos. Alguém pode me dizer o que aconteceu com o ala-pivô do amor?

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domingo, 26 de fevereiro de 2012 NBA | 12:06

PARA AUMENTAR DISPUTA DO ‘ALL-STAR’, NBA PODERIA MUDAR O EVENTO PARA EUA x MUNDO

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Muitos parceiros têm sugerido mudança no “All-Star Game”. Que mudança? Americanos x estrangeiros. EUA x Mundo. Seria espetacular. Que apelo de marketing!

EUA x Mundo!

Já pensaram?

Seria muito mais legal, pois, creio eu, haveria disputa, competição. Os americanos, orgulhosos que são, não aceitariam ser derrotados de jeito nenhum, ainda mais em se tratando de basquete e dentro de casa! Os estrangeiros iriam se divertir tentando tirar uma lasquinha dos filhos de Tio Sam, nas barbas dos torcedores americanos.

Levando-se em consideração os jogadores que estão saudáveis no momento, eu selecionaria o seguinte elenco para o time dos EUA:

Derrick Rose
Chris Paul
Deron Williams
Kobe Bryant
Dwyane Wade
LeBron James
Kevin Durant
Paul Pierce
Kevin Love
Chris Bosh
Blake Griffin
Dwight Howard

Os titulares americanos seriam:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

Do outro lado, os estrangeiros que não estão lesionados e poderiam formar a seleção do Mundo seriam os seguintes:

Tony Parker
Steve Nash
Ricky Rubio
Manu Ginobili
Thabo Sefolosha
Luol Deng
Danilo Galinari
Dirk Nowitzki
Serge Ibaka
Andrea Bargnani
Pau Gasol
Marc Gasol

O quinteto titular dos estrangeiros seria este:

Tony Parker
Manu Ginobili
Luol Deng
Dirk Nowitzki
Pau Gasol

Já pensaram? Quem venceria?

Isso, certamente, daria emoção ao jogo. Isso porque, do jeito que está, como disse o parceiro Bruno Camargo, “o maior problema do ASG é que os jogadores passam 42 minutos fazendo graça, aí eles se lembram que não gostam de perder”.

Definição perfeita do estágio atual do ASG.

SABATINA

Gostaram do evento do sábado? Eu, como sempre, gostei.

Não vou ficar analisando este ou aquele; isto ou aquilo.

Quero apenas fazer um registro: pela primeira vez na história do torneio de três pontos, o vencedor não tem nos arremessos longos o forte de seu jogo. Kevin Love, o grande triunfante deste sábado, é conhecido pela sua enorme capacidade de pegar rebotes. Tanto que o ala-pivô do amor aparece num distante 79º lugar no ranking dos melhores quando o assunto são os tiros longos, com um aproveitamento de 34,8%.

Mas quando o assunto são os rebotes, Love (foto AP) posiciona-se em segundo lugar, com uma média de exatos 14 ressaltos por partida, atrás apenas de Dwight Howard, que tem 15,3.

E se formos pegar a lista dos vencedores desta competição, desde que ela começou, em 1986, jamais um jogador de garrafão havia vencido o torneio. Alguém pode dizer: Dirk Nowitzki. Ele é um ala que tem jogado como ala-pivô, como Larry Bird no final de carreira, por conta do peso das pernas, que já fraquejam.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012 NBA | 12:14

JEREMY LIN SE RENDE AO CAPENGA NEW ORLEANS

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Acabou o encanto? Calma, calma, foi apenas uma derrota. Tudo bem que foi para um time capenga, mas acidentes acontecessem. E como dizia Michael Jordan, não dá para jogar bem todas as noites.

Depois de enfileirar sete vitórias, o New York, ou melhor, Jeremy Lin (foto AP) foi batido. Ambos se curvaram a um dos rabeiras da competição em pleno Madison Square Garden, com todas suas poltronas ocupadas (19.763 pagantes). A vitória do New Orleans por 89-85 foi incontestável, pois o time da Louisiana sempre esteve na frente. O Knicks nem sequer conseguiu igualar o marcador desde que a bola subiu pela primeira vez.

Lin? 26 pontos, cinco assistências, quatro desarmes e dois rebotes. Mas cometeu nove erros, seu recorde nesta temporada e em seu curto histórico na NBA.

O que aconteceu com Lin? Má jornada; some-se a isso o fato de que ele foi bem marcado. Apesar de ser um dos lanterninhas do torneio (era o penúltimo colocado), o NOH tem a nona defesa menos vazada do campeonato (92,5), o que prova, uma vez mais, que não adianta ser consistente na defesa se o ataque não funciona — e este é o caso do time de Nova Orleans, que posiciona-se em 29º lugar no ranking ofensivo, com uma média de apenas 87,2 pontos por partida.

Ontem, além de ter segurado o NYK em apenas 85 pontos, 11 a menos do que sua média, o desempenho ofensivo do NOH foi entusiasmante, pois todos os seus jogadores titulares tiveram duplo dígito na pontuação, comandados que foram por Trevor Ariza (25 pontos).

“Fui um jogador impreciso e pouco cuidadoso”, disse Lin depois da partida. Antes dela, foi solicitado pelo cineasta Spike Lee para uma foto. Lee rendeu-se à “Linsanity” e foi ao jogo com a camisa 4 de Lin, quando este jogava na Palo Alto High School, na Califórnia.

Azar no jogo, sorte no amor? Depende do que se entende por amor. O fato é que Lin, antes do confronto de ontem, teria sido informado que Kim Kardashian (foto) quer conhecê-lo. Se você não sabe de que se trata, Kim é a “reality star” que ficou casada com Chris Humphries, ala-pivô do New Jersey, por apenas 72 dias. É amiga também de Lala Vazquez, mulher de Carmelo Anthony e apresentadora da MTV nova-iorquina.

Será que isso explica os nove erros de Jeremy durante a partida? Será que ele estava com a cabeça em outro lugar?

QUIETO

Os holofotes, em sua maioria, estão em Jeremy Lin. Outra parte se volta para a contusão de Derrick Rose. E um punhado de luzes também se estende ao Lakers, que está desesperado atrás de uma troca para tornar este um time competitivo.

Do Miami ninguém fala.

O time não perde há cinco partidas e das últimas dez venceu oito. Está jogando melhor e melhor e não apenas vencendo seus adversários, mas triturando-os também.

Foi isso o que aconteceu ontem em Cleveland, quando o Heat bateu o Cavs por 111-87, 24 pontos de diferença, diferença esta que chegou a 34 e se o time do sul da Flórida tivesse mantido o ritmo chegaria a 40.

Eu sei, eu sei, o Cavs está jogando sem Anderson Varejão, mas o New York pegou o antepenúltimo colocado do campeonato e perdeu dentro de casa. O Miami venceu fora.

LeBron James (28), Dwyane Wade (22) e Chris Bosh (16), os Três Magníficos, marcaram juntos 66 dos 111 pontos do Heat (59,5%). A química entre eles está cada vez melhor e crescendo num jeito certo, de modo que todos possam dela se aproveitar quando os playoffs chegarem.

Mesmo com Derrick Rose em plena forma, o Chicago não tem time para bater o Miami numa provável final de conferência.

SILENCIOSO

Outro time que não tem chamado a atenção da mídia (mas deveria) é o Dallas. O Mavs foi à Filadélfia e ontem à noite bateu o Sixers por 82-75 aumentando para seis o seu número de vitórias consecutivas. Dos últimos 12 cotejos, venceu nove.

É o atual quarto colocado do Oeste.

No triunfo de ontem, Dirk Nowitzki esteve impossível no segundo tempo. Neste período marcou 24 de seus 28 pontos.

O time esteve impecável no terceiro quarto, quando bateu o Philadelphia por 24-8. Ali o Dallas resolveu a parada.

Por falar em parada, a próxima do Mavs será amanhã, em Nova York, 16h de Brasília. Certamente o jogo da rodada.

CALVÁRIO

O Toronto segue em seu sofrimento. Ontem, em pleno Air Canada Center, perdeu para o Charlotte (98-91), lanterninha da competição. Um vexame. Leandrinho Barbosa (foto AP) conseguiu se salvar com seus 16 pontos.

O Raptors não vence há quatro partidas; das dez últimas, perdeu oito. Ocupa atualmente o 27º lugar na tabela de classificação.

Joga sem seu principal jogador, o ala-pivô Andrea Bargnani, que está contundido. O italiano deve ficar de fora mais uns dez dias e se ausentar por mais umas três, quatro partidas.

As derrotas tendem a se avolumar ainda mais. Um desastre de campanha.

O fato é que o Toronto está à espera de Jonas Valanciunas. O time canadense recrutou o pivô lituano de apenas 19 anos, 2,11m, no “NBA Draft” do ano passado. Foi a quinta escolha da primeira rodada.

Valanciunas é a grande sensação do momento no basquete europeu. Joga no Rytas e é titular da seleção de seu país, país este que já produziu Arvydas Sabonis e Zydrunas Ilgauskas nesta posição. Ou seja: quando o assunto é pivô, os lituanos são mestres.

Valanciunas jogará no Rytas até o final da temporada 2012-13. Isso porque ele tem um contrato com o time lituano que prevê multa de US$ 2,5 milhões para quebrá-lo e as regras da NBA não permitem que um time pague mais do que US$ 500 mil para este fim. Desta forma, Jonas teria que desembolsar US$ 2 milhões para sair do Rytas ao final desta temporada e se juntar aos canadenses. Não irá fazer isso, pois o garoto não tem essa grana em sua conta bancária.

Se o presente é um desastre, o futuro promete para o Toronto. Valanciunas deverá ser o dono da posição ao lado de Bargnani, com Amir Johnson ajudando na rotação. Ótimo trio.

Sem contar que, com uma campanha dessas, o Toronto poderá pegar um dos três primeiros drafts na cerimônia de recrutamento desta temporada. E todos nos EUA afirmam que o draft deste ano será um dos melhores dos últimos tempos.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012 NBA | 12:47

NOVAMENTE SOBERBO, VAREJÃO É DESTAQUE DO CAVS NA VITÓRIA DIANTE DO MAVS

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Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas para muitos de nós, brasileiros, que torcemos por nossos representantes, está dando gosto de ver o Cavs jogar. Ontem, hospedando o atual campeão da NBA, o time do brasileiro Anderson Varejão venceu por 91-88 com um final espetacular.

Kyrie Irving (foto AP), draft número 1 desta temporada, foi decisivo nos segundos finais com duas bandejas que nocautearam as pretensões dos texanos. E Jason Terry, que esteve infalível nas finais do ano passado diante do Miami, mostrou-se débil nos momentos decisivos e não conseguiu impulsionar, ao lado de seu companheiro, o alemão Dirk Nowitzki, seu Mavs à vitória.

Anderson Varejão esteve soberbo. Anotou 17 pontos e pegou 17 rebotes. Nos últimos quatro jogos, o capixaba pegou 61 rebotes, o que dá uma média de 15,3 por partida, desempenho este que o colocaria em primeiro lugar entre os reboteiros do campeonato, uma vez que Dwight Howard, o líder neste fundamento, tem 15,1 por partida.

Varejão, no entanto, tem mesmo 11,9 ressaltos de média nesta temporada, posicionando-se em quarto lugar. Mas quando o assunto são os rebotes ofensivos (ontem ele pegou sete), Andy, como é carinhosamente chamado em Cleveland, é o número 1, com média de 4,6.

Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas que eu virei fã de carteirinha do time, isso virei. Quando olho pro “schedule” da NBA e vejo uma peleja do Cavs agendada, é lá que eu deposito meu olhar que torna-se contemplativo quando a bola está nas mãos de Kyrie Irving e Anderson Varejão.

CLASSIFICAÇÃO

O Cleveland ainda está fora do G8 do Leste. É o nono colocado, com uma campanha de 9-13 (40,9%). O oitavo colocado é o Milwaukee Bucks, com 10-13 (43,5%).

Para sorte do Cavs, o Bucks, mesmo jogando em casa, foi triturado pelo Chicago Bulls em seu Bradley Center: 113-90.

INVASÃO

Eu tinha 19 anos quando a fiel torcida corintiana invadiu o Maracanã na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 e viu o Corinthians eliminar o favorito Fluminense nos pênaltis.

A invasão corintiana ao então maior estádio do mundo foi algo emocionante. Os que lá estiveram contam que 60% do Maracanã estava vestido em preto e branco. Inesquecível.

A Rede Globo, que já dominava o país na preferência dos telespectadores, mostrava flashs a cada 15 minutos exibindo a caravana corintiana que tomou conta da Via Dutra, transformando-a em uma avenida ligando São Paulo ao Rio de Janeiro.

Conto isso porque ontem, em Milwaukee, deu-se o mesmo: creio que a torcida do Bulls era maior que a do Bucks na mesma proporção: 60-40.

Maior e barulhenta.

A cada cesta do Chicago o Bradley Center parecia que iria vir a baixo por conta da vibração dos torcedores tricolores. E quando Derrick Rose pegava a bola, não importa se batendo lance livre ou não, os torcedores gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Chicago fica a 120 quilômetros de Milwaukee. De carro, confortavelmente, apreciando o Lago Michigan a seu lado direito, gasta-se uma hora e meia, no máximo.

Isso facilitou a ida de alguns torcedores da Cidade dos Ventos até o município vizinho. Mas muitos dos torcedores que estiveram no Bradley Center eram mesmo moradores de Wisconsin e que torcem para o Bulls.

Quanto ao jogo, o placar não retrata o que de fato ocorreu. Os 23 pontos poderiam ter batido nos 30, 35 que não seria exagero algum.

D-Rose novamente foi a estrela da contenda: 26 pontos, 13 assistências e sete rebotes. Tudo isso em 35:03 minutos. Ou seja: o atual MVP da NBA ficou um quarto todo no banco de reservas. Se tivesse acrescido mais uns cinco, seis minutos a seu jogo, quem sabe pudesse ter obtido um “triple-double”.

TUNDA

Por falar em massacre, o Denver foi a Portland e foi arrasado pelo Trail Blazers: 117-97. As bolas de três e LaMarcus Aldridge acabaram com o time do Colorado.

Foram nada menos do que 15 bolas certeiras em 33 arremessadas, o que deu um aproveitamento de 45,5%. Nicolas Batum estava com a macaca, como se costuma dizer quando alguém faz algo fora do convencional. O francês acertou cravou 9-15 (60,0%). Inacreditável!

Quanto a LaMarcus, 26 foram seus pontos totais, que se somados aos nove rebotes obtidos e as cinco assistências distribuídas o transformam no melhor jogador em quadra.

O Denver foi uma pálida amostra do time competitivo que vem sendo nesta temporada. Nenê Hilário, infelizmente, jogou mal pra burro: quatro pontos e dois rebotes. Foi completamente engolido por Aldridge. Em palavras populares, o paulista de São Carlos não viu a cor da bola.

SOVA

Ainda no campo das surras, o San Antonio recebeu o líder da NBA, o Oklahoma City e não tomou conhecimento: 107-96. Kevin Durant, um dos expoentes da NBA na atualidade, foi muito bem marcado pela zaga texana: 22 pontos (9-19, 47,4%).

O nome do jogo foi Tony Parker. O armador francês cravou 42 pontos, sua melhor marca na temporada. Fez 16 e seus 29 arremessos, o que deu um excelente aproveitamento de 55,2%. Desempenho, diga-se, de pivô, aqueles pirulões que por jogarem perto da cesta e serem imensos aproveitam-se disso para mais acertar do que errar.

Tiago Splitter? Cinco pontos e cinco rebotes. Um tanto tímido, eu diria.

ASG

Ontem, durante a transmissão da partida entre Cleveland e Dallas, Austin Carr, comentarista da tevê do Cavs, disse acreditar que Roy Hibbert seja o pivô escolhido para ir ao “All-Star Game” do dia 26 próximo, em Orlando.

Seus números (13,7 pontos e 9,7 rebotes) não diferem muito dos números de Anderson Varejão, que também pleiteia uma vaga no jogo das estrelas. O que penderá a favor de Hibbert, segundo Carr, é o desempenho do Indiana no campeonato.

Mesmo com a derrota de ontem diante do Orlando (85-81), em casa, o Pacers coloca-se em quarto lugar no Leste (16-7, 69,6%), mesma posição no geral da NBA.

Enquanto isso, como vimos, o Cavs está em nono lugar na conferência e em 20º no geral.

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sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

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