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Posts com a Tag Derrick Rose

sexta-feira, 14 de setembro de 2012 NBA | 11:04

DERRICK ROSE CHORA EM PÚBLICO NO LANCAMENTO DE SEU NOVO TÊNIS

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Derrick Rose não conseguiu conter o choro na apresentação ontem, em Chicago, do novo tênis da Adidas (sua patrocinadora) que leva sua griffe. Emocionou-se ao ver o vídeo que mostra tudo o que ele vem passando, desde o momento da contusão até os dias de hoje. Chorou ao lembrar-se da contusão, do apoio que vem recebendo dos fãs, da família e de tudo o que vem passando neste momento.

Garantiu que tudo está bem e que tem feito progressos dramáticos. Com parcimônia, ele já corre, já pula, já arremessa. “Minha recuperação está sendo muito boa”, garantiu D-Rose. “Trabalho cinco dias por semana

No vídeo abaixo vocês vão ver toda a emoção do jogador, cuja namorada, ele anunciou, está grávida.

Só espero que tenha mesmo sido apenas emoção pelo que ele vem vivendo desde maio passado, quando se lesionou nos playoffs diante do Philadelphia. Apenas emoção pela dureza do momento, e que não haja nada embutido atrás dessas lágrimas.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012 NBA | 11:18

THIBODEAU DEVE ESTENDER CONTRATO COM O CHICAGO. PRÓXIMO PASSO DEVERIA SER A CONTRATAÇÃO DE D’ANTONI

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Tom Thibodeau deve estender seu contrato com o Chicago. O atual termina ao final desta temporada que vai começar.

Dizem que Thibs (foto) estava taciturno e sorumbático. Dizem que estava melindroso porque não havia sido procurado pela direção da franquia para renovar seu vínculo. Dizem que não se conformava porque nas duas primeiras temporadas foi o condutor do time com a melhor campanha entre todos os 30 da liga durante a fase de classificação e também porque levou o Bulls à final do Leste na primeira delas — e poderia ter repetido na passada se Derrick Rose não se machucasse.

Thibs merece ter seu vínculo renovado. Afinal, mostrou que é mesmo um dos melhores da atualidade. Sua capacidade defensiva talvez seja a melhor de todos os treinadores da NBA. Ele peca na parte ofensiva, mas ninguém é perfeito. O que Thibs deveria fazer era sugerir à direção do Chicago a contratação de Mile D’Antoni como seu auxiliar e incumbir-lhe da missão de melhorar o desempenho ofensivo do time.

Feito isso, o Bulls cresceria dramaticamente. E se assim fosse feito, eu acreditaria em uma classificação para os playoffs. A gente bem sabe que o ataque do Chicago se resume a D-Rose. Mas D-Rose deve perder toda esta próxima temporada. Sem ele e sem a imaginação ofensiva de Thibs, o Bulls vai sofrer. E pode sucumbir.

Tudo vai cair nas costas de Luol Deng. Luol não é D-Rose. Não tem cacife para resolver todos os problemas ofensivos do time como o armador adoentado fazia.

Se D’Antoni (foto) estivesse na franquia, ele poderia tentar encontrar atalhos para a cesta adversária, como sua imaginação ofensiva tem nos mostrado ao longo desses anos como treinador na NBA. D’Antoni, se você não sabe, é o assistente ofensivo de Coach K na seleção dos EUA.

A contratação de D’Antoni, para mim, seria tão importante quanto a renovação de Thibs. Os dois juntos poderiam formar o Casal 20 (coisa velha!!!) dos treinadores da NBA e serem como Yin e Yang, os opostos que se complementam segundo a filosofia chinesa e dão equilíbrio a tudo.

Basquete é assim, um jogo de equilíbrios. Ataque e defesa se equilibrando e se completando. Tudo em harmonia.

Com Thibs a defesa vive, mas o ataque sobrevive. Com D’Antoni a seu lado, o ataque seria oxigenado e se encontraria o equilíbrio, mesmo sem Derrick Rose.

E quando D-Rose voltasse, a cama estaria pronta. E, quem sabe, como disse meu amigo Luis Avelãs, o time só pararia com o anel no dedo.

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domingo, 2 de setembro de 2012 Sem categoria | 13:03

CARDÁPIO VARIADO NESTE DOMINGO. MAS TEM VIRADO À PAULISTA

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A rapaziada vive perguntando: “Sormani, e o Leandrinho, nada ainda?”.

Nada ainda.

E não é apenas LB que está sem time. Há um grupo de “free agents” desempregado que chama a atenção. São eles:

Mickael Pietrus
Kenyon Martin
Derek Fisher
Tracy McGrady
Michael Redd
Josh Howard
Gilbert Arenas
Leandrinho Barbosa

Howard está treinando com o New York, conforme eu disse ontem. Pietrus recebeu uma proposta para ganhar o mínimo (US$ 1,35 milhão) do Milwaukee, mas disse não. Sobre os demais, nada foi divulgado.

O que esses jogadores (leia-se “agentes”) esperam é que times como o próprio Milwaukee e Washington, que ainda têm um pouco de “carvão” pra gastar, façam uma proposta superior ao mínimo. Ou então que eles dispensem algum jogador e um desses agentes livres possa entrar na vaga.

E nós, por aqui, continuamos torcendo para que LB consiga arrumar um time. E que seja um bom time, não um Toronto da vida.

NEW LOOK

Nesta terça-feira Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire vão dar uma de modelo. Os dois vão desfilar com os novos uniformes do New York para esta temporada. As modificações não foram consideráveis; foram sutis. Mas uma coisinha ou outra mudou, como a faixa na lateral da camisa e do calção. Confiram na foto abaixo:

Se vocês não sabem, as cores oficiais do Knicks são laranja, azul e branco. As cores oficiais da cidade de Nova York. Apenas entre os anos de 1979-83 é que o vermelho foi introduzido no uniforme. E abolido; e depois esquecido. Má ideia, é claro.

MENTALIDADE

Ainda New York: Carmelo Anthony espera que o time tenha a mesma mentalidade vencedora da seleção dos EUA que conquistou o ouro olímpico em Londres. Segundo ele, sua presença e a de Tyson Chandler (outro que esteve em Londres) irão contagiar o grupo.

E mais: há Jason Kidd, que foi companheiro de Melo nos Jogos de Pequim, em 2008. Kidd jamais foi derrotado com a camisa dos EUA em competições oficiais. Melo, ao contrário, ficou com o bronze nos Jogos de Atenas, em 2004.

Kidd, Raymond Felton e Marcus Camby foram adicionados ao Knicks para esta temporada. Mike Woodson, o treinador, espera que esse trio e o Big Three formado por Melo-Stats-Chandler façam do NYK um contendor de peso no Leste.

O que eu acho? O Miami ainda continua favorito ao título na conferência.

PREVISÃO

Na minha previsão, antes de a bola subir, os oito que vão se classificar para os playoffs nesta conferência serão, na ordem:

1º Miami
2º Boston
3º NYK
4º Philadelphia
5º Indiana
6º Brooklyn
7º Atlanta
8º Washington

Nas quartas-de-final teremos:
Miami x Washington = Miami
Boston x Atlanta = Boston
NYK x Brooklyn (NYC vai pegar fogo!) = NYK
Sixers x Indiana = Sixers

Nas semifinais veremos:
Miami x Sixers = Miami
Boston x NYK = Boston

E a final da conferência será novamente entre Miami e Boston. E o Heat ganhará seu terceiro título consecutivo do Leste.

Apenas palpite.

CHICAGO

Muitos podem se perguntar: e o Chicago? Chicago? Hum… Acho que o Bulls não se classifica para os playoffs, pois o que se comenta na cidade dos ventos é que Derrick Rose vai ficar toda essa temporada do lado de fora.

Meu amigo Luis Avelãs, um português engraçadíssimo que conheci em 1996 quando das finais entre Chicago e Seattle, discorda veementemente de minha opinião. Ele, como eu, é torcedor do Bulls. Mas ele é fanático ao extremo.

Pelo Twitter, disse a Avelãs que estou bem desanimado com o tricolor de Illinois. Falei que o Bulls não tem time para encarar Miami, Lakers e OKC, no que ele, prontamente, replicou: “Tem sim. Agora o banco tem soluções para tudo. E há (Kirk) Hinrich para pensar o jogo”.

Avelãs, que trabalha como jornalista no jornal “Record” de Lisboa e também como comentarista em uma TV de Portugal para os jogos da NBA, complementou: “Quando Rose voltar, só paramos com o anel”. Ou seja: quando D-Rose estiver completamente recuperado (próxima temporada) ele crê piamente que o Chicago voltará a ser campeão.

Concorda?

Eu não; ainda acho que o Bulls precisa de outro “alpha dog” — se é que é possível dois “alpha dogs” em uma matilha. O que quero dizer — e vocês sabem o que eu quero dizer — é que, sozinho, D-Rose não vai fazer do Bulls novamente campeão.

SNIF! SNIF!

Desesperado, vendo que solitário não poderia ganhar outro anel e continuar sua quixotesca luta de tentar ser melhor do que Michael Jordan, Kobe Bryant foi ter com Jimmy Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Kobe foi ter com Jimmy, que é quem dá as cartas no Lakers hoje em dia, foi ter com Jimmy e dizer a ele que a franquia precisa de outro “alpha dog”. Kobe disse que apenas ele e Pau Gasol não tinham mais condições para bater, primeiro, o Oklahoma City de Kevin Durant, Russell Westbrook, e, depois, o Miami de LeBron James (sim, em primeiro lugar), Dwyane Wade e Chris Bosh.

A nova ordem da NBA, o novo desenho da liga, diz que times campeões precisam de trios. O Boston mostrou isso em 2008 com seu Big Three formado por Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Agora é o Miami quem mostra com LBJ, D-Wade e CB1.

Kobe, que é mais esperto do que eu, você e o zelador do meu condomínio, todos nós juntos, sacou isso e foi ter com Jimmy Buss. E Jimmy fez mais uma vez a vontade do menino obstinado, que quer porque quer (como diz Galvão Bueno) ganhar mais um título para ao menos se igualar a MJ. Sim, pois, como sabemos, Kobe quer mais anéis para se igualar, ultrapassar e deixar comendo poeira Michael Jordan. Sim, pois, como sabemos, Kobe não joga pelo simples prazer de jogar. Ele joga porque ele come, bebe e dorme Michael Jordan.

Os vídeos e seu tom de voz, por exemplo, não me deixam mentir.

PUTZ

Acabei falando do Lakers novamente!

Mas não há como não falar desta que é a maior franquia da história da NBA. E a única que rivaliza com times de futebol.

Gostaria mesmo que um dia alguém fizesse uma pesquisa em nível mundial para comprovar o que eu sinto. Se alguém perguntar: pra que time você torce?, acho que o Lakers vai aparecer entre os cinco primeiros.

Na minha opinião vão aparecer, pela ordem:

1º Barcelona
2º Real Madrid
3º Lakers
4º Manchester Utd
5º New York Yankees

Concordam?

GREETINGS

Bom domingo a todos!

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012 NBA | 09:10

O RISCO QUE O CHICAGO CORRE EM PERDER DERRICK ROSE

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“Eu acho que algo interessante vai surgir no futuro envolvendo Derrick Rose. Ele é um grande, grande representante da nossa liga. É mesmo um grande jogador. Tem bons jogadores a seu redor, muito bons, mas se (o Chicago) não pode ter outra estrela para ajudá-lo, ele pode analisar a situação e dizer: ‘Ei, eu tenho que dar um jeito nisso. Tenho que encontrar alguma forma de ir para outro lugar onde eu possa ter a chance de jogar com outra estrela’. O campeonato mudou.”

A declaração acima é de Stan Van Gundy, ex-técnico do Orlando Magic. Ele não me pareceu estar atrás de publicidade. Stan apenas falou o que muitos estão achando sobre a situação do Chicago e, consequentemente, de Derrick Rose.

A inércia de Jerry Reinsdorf, dono da franquia, é algo que chama a atenção. Reinsdorf parece estar preocupado apenas em fechar a conta no azul. Ou melhor, muito no azul. Fechar apenas no azul não basta. Ele quer, muito provavelmente, entrar no clube restrito dos bilionários da “Forbes”. Esse parece ser o seu objetivo. Só pode ser isso.

Reinsdorf deve pensar: por que eu vou fechar a temporada ganhando X se eu posso ganhar quatro vezes esse X? Repito: só pode ser isso, pois o Bulls não é e nunca foi deficitário.

Chicago, como sabemos, é um grande mercado. Em Chicago pode-se vender cadeiras de pista a US$ 2 mil por partida. Em Chicago o bilhete pode custar o mesmo que custa em Nova York e Los Angeles que o United Center lota todas as noites. Em Chicago o preço pelo espaço na camisa do Bulls pode custar tão caro quanto o preço estipulado pelo Knicks ou Lakers. Em Chicago vende-se suvenires aos borbotões, como em Nova York ou LA. Em Chicago, a venda dos direitos televisivos dos jogos do Bulls pode alcançar cifras semelhantes à dos grandes mercados, porque Chicago é um grande mercado.

Basta investir, o retorno é certo.

Infelizmente, desde que Jerry Krause foi demitido do cargo de GM da franquia, foram poucos os momentos — pouquíssimos, eu diria — em que o Bulls alegrou seu torcedor. Isso ocorreu apenas em duas temporadas: em 2009-10 e 2010-11. Na passada o sentimento de felicidade foi abortado por causa da contusão de D-Rose. Esses momentos de deleite aconteceram por conta do recrutamento de Derrick Rose, que chegou à franquia não fruto de um esquema muito bem engendrado, como ocorreu em Oklahoma City. Nada disso; D-Rose apareceu porque o Bulls terminou mais um campeonato mal das pernas e teve a felicidade de ficar com o primeiro draft em 2008.

Mas D-Rose (foto AFP), como todo jogador competitivo, quer colocar um anel de campeão no(s) dedo(s). Apenas participar e entrar para o clube de Patrick Ewing, Charlos Barkley, Karl Malone e Reggie Miller não é suficiente. Claro que não. Entrar para a história como um grande jogador que não ganhou anel não me parece ser o objetivo do armador do Bulls.

O Chicago perdeu a grande chance de pegar Dwight Howard. Ele esteve à disposição de todos durante muito tempo. E a franquia não moveu nem uma palha sequer para contratá-lo. Em nenhum momento o nome da franquia foi ouvido entre os postulantes do jogo de D12.

Será que apenas ganhar dinheiro é o objetivo de Reinsdorf? Ou será que ele acredita em contos da carochinha? Será que ele acredita que a obsessão defensiva de Tom Thibodeau e a genialidade singular de D-Rose serão suficientes para levar o time a frear o Miami, primeiro, e o Lakers, depois? Se for isso, Reinsdorf é um ingênuo de marca maior.

Como disse Van Gundy, a NBA mudou. O tempo de estrela solitária em uma franquia, rodeada por bons jogadores (cenário atual do Bulls) acabou. Vivemos o tempo da reunião de estrelas; isto sim. Não há nada no CBA que impeça o agrupamento de craques debaixo do mesmo teto.

Foi isso o que fez o Boston, com a formação de seu “Big Three”. Depois o Miami reuniu no sul da Flórida D-Wade, LBJ e CB1, seguido do New York com Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, e agora o Lakers repete a dose contratando D12 e colocando-o ao lado de Kobe Bryant e Pau Gasol.

Se o Chicago quiser se tornar novamente um time campeão, Reinsdorf tem que se mexer. Melo tem mais dois anos de contrato com o Knicks. O terceiro é opção dele. Por que não investir nele? O mesmo vale para D-Wade e LBJ. Os três são jogadores que poderão estar à disposição dependendo da lábia do comprador.

Melo, D-Wade ou LBJ. O Chicago deve investir neles. Contratar Josh Smith ou James Harden será tão frustrante quanto ter visto D-Rose se contundir desnecessariamente ao final de uma partida que já estava liquidada em favor do Bulls.

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segunda-feira, 16 de julho de 2012 Sem categoria | 17:07

DIAS SOMBRIOS DEVEM MARCAR O FUTURO DO CHICAGO BULLS

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Uma pausa sobre seleção brasileira e Olimpíadas para falar de NBA. No caso, do Chicago. Muitos parceiros têm me perguntado: Sormani, nada do Bulls? Não veio ninguém até agora?

Nada do Bulls; e não veio ninguém até agora. O Chicago, até este momento, apenas se desfez de jogadores. Está desmontando aquele que era considerado o melhor banco da NBA. Já saíram C. J. Watson (foi para o Brooklyn), Kyle Korver (acertou com o Atlanta), Ronnie Brewer (está ainda sem time) e Omer Asik (deve ir para o Houston, que ofereceu US$ 25 milhões por três anos de contrato, oferta esta que o Chicago não irá igualar).

E por que o Chicago faz isso? Porque não deve estar apostando nem um níquel sequer na próxima temporada. Não aposta nem um níquel sequer porque deve ter escutado dos doutores do time que Derrick Rose vai praticamente perder todo o próximo campeonato por causa da cirurgia no joelho. Desta forma, seria muito difícil para o time brigar por vaga nos playoffs. Sendo assim, a franquia pensa em: a) economizar; b) abrir espaço no “cap” pensando no futuro; c) investir em drafts, o que ocorreu na saída de Korver.

O que se comenta é que o único jogador de relativo peso a ser contratado é Kirk Hinrich (foto). Ele, que começou sua carreira jogando pelo Chicago (2003-04) e lá ficou até o final da temporada 09-10, viria para ser o substituto de D-Rose neste próximo campeonato. Dividiria o “back court” com Jimmy Butler, que foi recrutado na temporada passada e não mostrou nada demais. O quinteto titular do Chicago, ao que tudo indica, será este:

Kirk Hinrich
Jimmy Butler
Luol Deng
Carlos Boozer
Joakim Noah

Dá pra brigar por vaga nos playoffs? Se os jogadores não se cansarem, dá. Mas o fato é que é impossível jogar e não se cansar. É impossível jogar os 48 minutos das 82 partidas. Quando o Bulls tiver que recorrer ao banco, a quem ele vai pedir socorro?

Sobraram Richard Hamilton e Taj Gibson. E o “rookie” Nikola Mirotic, um ala de força nascido em Montenegro de apenas 21, que barbarizou na liga espanhola com a camisa do Real Madri. Isso, no entanto, não é garantia de nada, pois basta ver o que Tiago Splitter, que até MVP da ACB foi, vem fazendo com a camisa do San Antonio.

Claro que outros jogadores devem chegar. Não dá para encarar uma temporada com oito atletas. A NBA determina que sejam 15 por equipe. Outros sete chegarão. Mas não vão causar nenhum impacto e nem arrancar suspiros dos torcedores.

Esta, pois, é a realidade do tricolor de Illinois.

Se esta secura significar dias de prosperidade no futuro, tudo bem. Mas se esta estiagem significar a volta aos tempos sombrios, que Jerry Reinsdorf, dono da franquia faça alguma coisa. Ou demita Gar Forman, o gerente geral, ou venda o time para alguém disposto a explorar esse grande mercado que é Chicago. Cidade rica e franquia com a terceira maior torcida da NBA — isso se não for a segunda.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012 NBA, outras | 10:27

BASQUETE NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA. BOSTON E PHILADELPHIA MOSTRAM ISSO

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Basquete não é uma ciência exata como muitos jornalistas desinformados gostam de pregar quando vão dar exemplos do tipo: “Ah, se futebol fosse igual basquete, onde o melhor sempre ganha…” Estamos, claro, cansados de ler e ouvir essas patacoadas. Sabemos que não é assim. No basquete tem zebra (e várias) e digo que mesmo em melhor de sete surpresas podem acontecer.

Escrevo isso porque estou de olho nesta série entre Boston e Philadelphia (foto Getty Images). O Sixers, a gente bem sabe, só está onde está porque pegou um Chicago estropiado. Derrick Rose se lesionou no primeiro jogo e Joakim Noah no terceiro de uma série que teve seis embates. Não fossem as contusões e o Bulls teria passado pelo Phillies talvez em cinco jogos. A lógica dizia isso.

O Boston está penando contra um adversário que se classificou em oitavo lugar numa conferência reconhecidamente mais fraca e que passou adiante na competição pelos motivos expostos acima. Então, eu pergunto: que chances o C’s teria diante do Miami, por exemplo, numa provável final do Leste? Eu ouso responder: se o time do sul da Flórida se classificar para a decisão da conferência, a chance do Celtics é contar com um bloqueio de LeBron James.

Ontem eu conversei por telefone com Zé Boquinha, comentarista dos canais ESPN. Disse-me ele: “Se o LeBron jogar o que sabe e o que pode, ninguém segura o Miami”. Aí eu disse que concordava e que tinha até proposto no blog que se isso realmente acontecer, LBJ coloca muitos anéis nos dedos e, por conta disso, eu o colocaria na seleção da NBA de todos os tempos no lugar de Larry Bird. “Não há menor dúvida disso: LeBron tem muito mais recursos do que Bird. O problema é que ele não tem os colhões que Bird tinha”.

Assim como Zé Boquinha, eu também acho o Miami um time fortíssimo. Mas o Boston não é — pelo menos não demonstrou até o momento. O C’s é um time muito irregular e que até agora não conseguiu fechar uma série diante de um adversário que só está na festa porque entrou de penetra. E não vai aqui nenhum menosprezo ao Philadelphia, apenas uma constatação dos fatos. Ou alguém aqui ousaria colocar o Sixers como favorito na série diante do Bulls ou mesmo ao título da conferência? Creio que ninguém levantaria o braço neste botequim.

Mas o Sixers está vivo aproveitando-se das brechas que surgem. Primeiro, as lesões do Bulls; agora, a irregularidade do Boston. O sétimo e último jogo deste confronto será amanhã. Não acredito que alguém vai levantar o braço e dizer que aposta no Sixers. Dizer que “acha” que o Sixers leva não vale. Tem que cravar, colocando grana na parada, pois se não houver grana na parada, não há perda, e apostar assim é fácil, pois se errar fica por isso mesmo. Quero ver alguém entrar num site de apostas e colocar grana no Sixers, grana alta, daquelas que machucam o bolso se for perdida.

Pois é disso que eu falo. Desde que começou este enfrentamento, não apareceu ninguém, que eu me lembre, apostando no Sixers. E mesmo assim, o Boston está penando diante deste adversário bem mais frágil. Então, eu volto a perguntar: que chances teria o Boston diante de um Miami numa provável final do Leste?

As chances do Boston seriam as mesmas de o Philadelphia eliminá-lo sábado à noite e a mesma do Indiana diante do Miami. Elas existem, a gente bem sabe disso, porque o basquete, ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, tem zebra sim senhor. Mesmo em uma série melhor de sete, eu acrescento, lembrando o título do Dallas na temporada passada, que pra mim, que não sou desinformado, foi uma surpresa muito grande. Pra mim e pra muitos, diga-se. Basta fazer uma busca na internet e ler os artigos de jornalistas sobre a decisão do título do ano passado.

E por conta da zebra, o Sixers pode chegar à final e o Pacers também. E por conta da zebra, o Boston pode bater o Miami se ambos decidirem o título. E por conta da zebra, o Celtics pode ser campeão da NBA num cotejo diante de San Antonio ou Oklahoma City.

Ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, o basquete tem zebra. E agora ela deu pra dar as caras em séries melhor de sete, o que até então era impensável.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 NBA | 16:09

LAKERS VENCE, PODERIA TER PERDIDO, MAS SE COMPORTOU COMO TIME GRANDE

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Perder é do jogo. Não dá para ganhar todas as noites, dizia Michael Jordan. Não dá mesmo.

Escrevi outro dia que o Lakers decepcionou na derrota para o Denver, na última sexta-feira. Alguns parceiros não entenderam e disseram que o Nuggets é um bom time e que se fortalece dentro de casa. Discordo das duas opiniões: não acho o Denver um bom time e dentro de casa, na fase regular, perdeu 13 e venceu 20, o que não é lá uma campanha de arrancar suspiros.

Mas o que eu queria dizer quando disse que o Lakers decepcionou foi que perder daquela maneira chamou a atenção. Como mencionei acima, perder é do jogo e realmente não dá para ganhar todas as noites. Mas quando você enfrenta um time mais fraco, mesmo perdendo, tem que vender caro a vitória para seu frágil oponente. Na sexta-feira passada, o Lakers ficou atrás o jogo inteiro e foi dobrado com facilidade: 99-84. Deixou-se nivelar por baixo.

Ontem o Lakers venceu. Poderia ter perdido, tudo bem, é do jogo, como eu disse. Mas venceu por 92-88. Venceu porque comportou-se como Lakers. Não como um Lakers campeão, é bom que se diga, mas como um time que na sua história sempre foi reconhecido por jamais se entregar ao oponente antes de a buzina derradeira soar.

CRÍTICA

Muitos parceiros criticam Steve Blake dizendo que ele não tem nível para jogar no Lakers. Blake, ontem, fez a cesta final do time angelino, a pouco mais de 20 segundos do encerramento da partida. Alguns podem dizer: os que criticaram Blake terão que engolir cada palavra dita. Discordo: os que criticaram Blake criticaram com razão e Blake terá que fazer muito mais do que fez para que as críticas cessem, em que pese Kobe Bryant ter dito que Blake já tinha feito isso pelo Lakers no passado. Eu não me lembro.

ESPANTO

Kobe Bryant (foto Getty Images) fez 22 pontos, teve um bom aproveitamento nos chutes (10-25, 40,0%), mas bateu apenas um lance livre nos 38:41 minutos em que esteve em quadra. Bateu e errou. Nossa, que estranho…

ACHADO

Jordan Hill foi uma daquelas descobertas que todo time gostaria de fazer nos momentos decisivos. Ninguém dava nada por ele. Mas Mike Brown deu moral pra ele, minutos de quadra e Hill não está decepcionando. Terminou a partida com 12 pontos e 11 rebotes, único jogador do Lakers em quadra a ter um “double-double”.

SEGREDO

Pra mim, o segredo da vitória do Lakers foi o controle do garrafão. No jogo passado, permitiu que o oponente pegasse 54 rebotes e ficou com os outros 44 que sobraram. Ontem a história foi diferente: venceu o duelo por 48-38. E JaVale McGee voltou a jogar o que dele se espera: oito pontos e quatro rebotes. Kenneth Faried jogou como um “rookie” que ele é: seis pontos e sete rebotes.

REPITO

Como disse acima, perder faz parte do contexto, mas há maneiras de perder e de se perder. No jogo de sexta-feira, Faried e McGee pegaram juntos 30 dos 54 rebotes do Denver. E fizeram 28 pontos. Ontem ambos anotaram 14 pontos e pegaram 11 rebotes. Isso é se comportar como um time grande.

PNEU?

O New York venceu o Miami por apenas dois pontinhos: 89-87. Mas poderia ter perdido. Dwyane Wade errou a bola derradeira a dois segundos do final. Uma bola de três que deu bico. Se fosse LeBron James que tivesse perdido… o mundo caía.

LBJ tem suportado mais a pressão final. Mostrou isso no jogo passado quando marcou 17 pontos e foi o responsável direto pela vitória do Miami em pleno Madison Square Garden. Ontem, anotou nove.

Se continuar assim, o Heat pode esfregar as mãos com mais intensidade. As chances de ganhar o campeonato aumentam. O que não pode é tudo ficar nas costas de D-Wade. LBJ tem que jogar nos finais o mesmo que joga no meio das partidas.

HUMILHAÇÃO

Carmelo Anthony (fotoAP) terminou a partida como cestinha ao ter anotado 41 pontos. Meteu uma bola de três importante no final do jogo. Perdeu dois de três lances livres. Seu papel de protagonista termina com a seguinte menção: levou um toco humilhante de Dwyane Wade. Já havia acontecido no jogo passado quando LeBron James fez o mesmo e absurdamente a arbitragem assinalou falta. Desta vez, não teve como proteger Melo.

BOM DA HISTÓRIA

Com a vitória de ontem, abre-se a possibilidade de Jeremy Lin voltar na quinta partida da série. Já pensou? Linsanity de volta às quadras. É tudo o que eu e a maioria queremos. E talvez ocorra mesmo, pois o NYK está sem Iman Shumpert (machucado) e ontem perdeu Baron Davis.

DUO

Dois outros jogos fecharam a rodada de ontem. Em Boston, o Celtics bateu com muita facilidade o Atlanta por 101-79. E na Filadélfia o Sixers passou pelo Chicago por 89-82.

Em Massachusetts, Rajon Rondo voltou a comandar o time com 20 pontos e 16 assistências. Na Pensilvânia, o Phillies aproveitou-se do fato de o Bulls ter jogado sem Derrick Rose e Joakim Noah e fez o que dele se esperava.

CONTAGEM

Com a rodada de ontem, as séries ficaram assim:

Sixers 3-1 Bulls (próximo confronto amanhã em Chicago)
Heat 3-1 Knicks (próximo confronto quarta-feira em Miami)
Celtics 3-1 Hawks (próximo confronto amanhã em Atlanta)
Lakers 3-1 Nuggets (próximo confronto amanhã em LA)

Análises: não haverá reviravolta em nenhum desses quatro embates.

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sábado, 5 de maio de 2012 NBA | 12:20

BOSTON E LAKERS: DUAS DECEPÇÕES DA RODADA DE ONTEM DA NBA

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Houve um tempo, não muito distante dos dias atuais, em que a gente afirmava categoricamente que este é melhor que aquele e ponto final. O fato de este ser melhor que aquele significava que este seria o vencedor diante daquele. Não haveria surpresa alguma.

Hoje esta ordem parece ter sido subvertida. Digo “parece” porque ainda não estou totalmente convencido de que realmente há uma nova tendência no mundo do basquete profissional norte-americano, uma tendência, digamos, importada do futebol, quando vemos, por exemplo, o Guarani disputando a final do Campeonato Paulista.

Vejamos o que aconteceu na rodada de ontem dos playoffs da NBA: de três jogos, dois tiveram resultado surpreendente, contestando o bom senso. Quando digo bom senso, não quero dizer que houve insensatez nos resultados dessas duas partidas que iremos abordar brevemente. Quando falo em falta de bom senso, quero dizer que o placar final dessas duas partidas foi surpreendente. Portanto, nada tem a ver com insensatez.

Quando a gente viu que o Atlanta continuaria sem Al Horford e Zaza Pachulia (seus dois principais pivôs) e que não contaria também com Josh Smith, um dos pilares da franquia, o que o bom senso mandava dizer? Ora, mandava dizer que jogando sem esses três jogadores e no TD Garden de Boston, o time não teria a menor chance diante do Celtics, Celtics que teria de volta Ray Allen, um dos “Big Three”. Isso sem falar no peso da camisa, que é desigual. Tudo conspirava para uma vitória tranquila do time da casa.

Quando a gente viu que o Lakers abriu 2-0 na série diante do Denver e teria que jogar no Colorado, mesmo assim, o bom senso indicava que o time iria somar sua terceira vitória, ou pelo menos jogaria de igual para igual, pois o Nuggets não passa de um time aplicado, carente ainda de identidade e personalidade de vencedor — nem vou falar em personalidade de campeão, porque não me entra na cabeça a possibilidade de o Denver ser campeão ao menos da Conferência Oeste.

Mas como há uma subversão da ordem esportiva, subversão essa que teve seu apogeu no campeonato passado, quando o Dallas bateu o Miami na final e levantou o troféu, como há uma subversão da ordem esportiva, de repente o Denver ganha o campeonato e ninguém vai conseguir explicar coisa alguma. Claro que muitas pessoas vão se apegar nos números e nas estatísticas para tentar explicar o Denver campeão. Vão analisar a série como se estivessem analisando um jogo de vídeo game, aproveitando-se de números que dizem respeito apenas a jogos de vídeo game e que nada têm a ver com o que acontece em quadra, quando seres humanos estão competindo.

Ontem em Boston, o Celtics penou para ganhar de um Atlanta desfalcado de seus principais jogadores. De um Atlanta que não passa de um time mediano e que é dirigido por um técnico que cumpre apenas seu segundo ano de trabalho e que ainda é um “rookie”. Larry Drew pode vir a ser um dos maiores desde sempre, mas ainda não é. O Boston, como disse, penou para ganhar de um adversário fracote. Teve que levar o jogo para a prorrogação contra um adversário que improvisou um ala-armador (Joe Johnson) para marcar o principal jogador do oponente (Paul Pierce, um ala maior e mais forte).

O Celtics venceu por 90-84, mas a mim não convenceu. A mim apenas decepcionou. Claro que eu esperava mais. Esperava pelo deslanchar dessa equipe, de modo a imaginarmos um esquadrão que venha causar algum estrago no Miami numa provável final de conferência. Mas não foi o que vimos.

O Boston abriu 2-1 na série. Mas decepcionou.

Em Denver, o Lakers também decepcionou. Passou o jogo todo atrás, correndo feito criança perdida pela mão da mãe. Correu, correu, correu, mas não encontrou nada. O aproveitamento do time nos arremessos foi uma desgraça: 29-78 (37,2%). Kobe Bryant (foto AP), o principal jogador do time, estava, uma vez mais, com a mão descalibrada: 7-23 (30,4%). Ainda por cima, cometeu seis erros. Além disso, o banco contribuiu com apenas nove pontos. Um vexame. A humilhação torna-se ainda maior ao constatarmos que os reservas do Denver ajudaram com 39!

A fragilidade do Lakers foi tamanha e incontestável a ponto do trapalhão JaVale McGee, talvez impulsionado pelos gritos de Pam, a mãe, do lado de fora da quadra, essa fragilidade californiana foi tamanha que McGee fez nada menos do que 16 pontos e 15 rebotes.

O Denver venceu a partida por 99-84.

E o Lakers também decepcionou. E a série agora está 2-1 a seu favor.

INSENSATEZ

Na Filadélfia, o Sixers também penou para ganhar do Chicago por 79-74. Achei que não conseguiria. No quarto final o Bulls chegou a abrir 14 pontos de vantagem. Mas o tempo foi passando, passando e o Philadelphia foi encostando, encostando e o Chicago não tinha a quem recorrer, pois Derrick Rose, seu melhor jogador e um dos melhores da atualidade, não jogará mais esta temporada e, por isso, não estava em quadra.

Pressionado, foi fraquejando, fraquejando e cedeu a vitória ao Sixers. O time ficou desorientado nos minutos finais ao ver sua vantagem escapar pelos dedos, a ponto de Luol Deng, um dos mais experientes do time, tentar um arremesso de três a 20 segundos do estouro do cronômetro, num lance sem o menor cabimento. O Sixers, com isso, abriu 2-1 na série e se mantiver o mando, vence o confronto por 4-2.

Alguém disse aqui que o Chicago passaria pelo Philadelphia nesta série mesmo sem D-Rose. Duvidei. O Bulls é um time sem identidade, um time completamente diferente daquele time da fase de classificação, que mesmo sem D-Rose vencia. Mas vencia porque sabia que quando os playoffs chegassem, Rose estaria ao lado de todos, pegaria um a um pela mão e os guiaria para as vitórias. Agora, sem esta liderança, os jogadores não estão suportando a pressão e estão desnorteados. C.J. Watson e Kyle Korver saíram zerados de quadra e são o melhor exemplo deste cenário de conturbação. E conturbada também estava a cabeça de Tom Thibodeau. O técnico deixou em quadra um Joakim Noah que não tinha a menor condição de jogar e, pior do que isso, correndo o risco de ver agravada a sua situação. Depois de torcer violentamente o tornozelo esquerdo, Noah deveria ter ido para o vestiário iniciar naquele momento o tratamento do tornozelo lesionado. Mas Thibs deu provas, uma vez mais, que não tem bom senso. Neste caso, falo de insensatez.

RECORDE

O Boston decepcionou, mas Rajon Rondo não. O armador alviverde (foto Getty Images) tornou-se ontem o primeiro jogador na história dos playoffs da NBA a marcar 17 pontos, 14 rebotes, 12 assistências e quatro desarmes. Foi o sétimo jogo de playoff de Rajon que ele cravou um “triple-double”.

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quarta-feira, 2 de maio de 2012 NBA | 12:05

BOSTON SE DÁ BEM, CHICAGO SE DÁ MAL E LAKERS FAZ O QUE TINHA QUE FAZER

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O Boston venceu. Era esperado. O Boston venceu ontem o Atlanta fora de casa por 87-80 e isso tem a ver com dois fatores que não podem ser deixado de lado: 1) a contusão de Josh Smith; 2) a soberba partida de Paul Pierce especialmente no último quarto.

Josh vinha jogando muito bem até torcer o tornozelo a 4:20 minutos do final. O placar mostrava o Celtics na frente em 74-72. Smith tinha números expressivos na partida: 16 pontos, 12 rebotes, cinco assistências e dois tocos. Cuidava bem do garrafão georgiano. Mas veio a contusão e os planos de uma nova vitória do Hawks foram para o espaço.

Mas não apenas por conta da lesão de Josh Smith. Como disse, Paul Pierce (foto Getty Images) jogou uma barbaridade. Foi um tormento para a defesa do Atlanta. No último quarto marcou 13 de seus 36 pontos. The Truth terminou a partida com números significativos. Repito: 36 pontos e mais 14 rebotes. Alguém pode olhar o “box score” e apontar o dedo para os oito erros que Pierce cometeu. Verdade, foram oito erros, mas o ala do C’s cometeu esses oito erros porque teve a bola praticamente o tempo todo nas mãos. Pediu a bola porque sabia que esse era o jogo para o alviverde ganhar para reverter e vencer a série. E ele gosta desse tipo de jogo. Não se escondeu, apareceu, acertou e errou. Fez o que os grande jogadores costumam fazer: liderou o time no momento em que ele mais carecia de uma liderança.

Não vou dizer que a série acabou, mas a situação do Atlanta, que joga sem Al Horford e Zaza Pachulia, seus dois pivôs principais, vai ficar mais dramática ainda. Até porque as notícias vindas do vestiário do Hawks dão conta de que a lesão de Smith não é tão simples a ponto de colocá-lo em quadra na próxima sexta-feira, quando os dois times voltam a se enfrentar novamente. Se Josh não puder jogar, Jason Collins, um pivô limitado e que mal atuou esta temporada, será o responsável por guardar o garrafão. Ontem, por exemplo, ele deixou a partida faltando 8:25 para seu final. O Hawks ficou nas mãos de quatro armadores e Ivan Johnson, um ala que disputa apenas sua primeira temporada. Não conseguiu, claro, conter o adversário.

E dificilmente conseguirá se não houver uma solução para os problemas de contusão de seus pirulões.

NORMALIDADE

O Chicago foi detonado pelo Philadelphia em seu United Center por 109-92. A derrota veio mesmo no terceiro quarto, quando o Sixers fez uma corrida de 36-14 numa bagunçada defesa tricolor. Acertou 68,2% de seus arremessos. Não bastasse isso, o Philadelphia defendeu uma barbaridade e limitou o Bulls a apenas 25,0% neste período.

O Chicago sentiu demais a ausência de Derrick Rose, que não joga mais esta temporada por ter lesionado o joelho esquerdo. D-Rose foi ao ginásio. Foi aplaudido por todos antes de a partida começar, no centro da quadra. Mas quando a bola foi atirada ao alto, para dar início à contenda, D-Rose estava sentado em um dos camarotes do ginásio.

E assim será no restante da série.

Dá pra reverter e recuperar o mando de quadra? Sim, dá; até porque sem D-Rose o Bulls fez uma campanha extraordinária na fase de classificação. Bola pra isso o time tem. O que o time não tem é estofo psicológico para suportar a ausência definitiva de seu principal jogador. Até então, a equipe jogava numa boa, pois sabia que a qualquer momento Rose voltaria. Agora ela joga pressionada, pois sabe que seu líder só volta no ano que vem.

DIFICULDADE

O Lakers venceu o Denver com muita dificuldade ontem à noite em Los Angeles: 104-100. Não fosse a grande partida realizada pelo seu “big three” e, sei não, os amarelinhos poderiam ter passado por sérios apuros e quem sabe ter até perdido o confronto.

Kobe Bryant marcou 38 pontos e jogou o fino da bola, como se costumava dizer no meu tempo. Fez 15-29 nos arremessos (51,7%). No começo do prélio, então, caía tudo. KB pouco errava. Depois, mesmo desperdiçando alguns chutes, continuou no seu nível de excelência e comandando o time em quadra.

Os dois pivôs do time fizeram o seguinte: Andrew Bynum cravou 27 pontos, seu recorde em playoffs, enquanto que Pau Gasol anotou um “double-double”: 13 pontos e 10 rebotes.

Impressionou o trabalho de garrafão do Denver: foram 52 rebotes contra 48 do Lakers. Muito disso se deve ao trabalho abaixo do esperado de Bynum, que pegou apenas nove ressaltos.

De todo o modo, o time venceu.

A série agora vai para o Colorado. Dois jogos no Pepsi Center. Acho que o Lakers volta para Los Angeles com uma vitória na bagagem.

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sábado, 28 de abril de 2012 NBA | 18:11

CHICAGO PERDE DERRICK ROSE PELO RESTANTE DA TEMPORADA

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A notícia já se confirma: Derrick Rose rompeu os ligamentos cruzados do joelho esquerdo e com isso está fora do restante dos playoffs e também dos Jogos Olímpicos de Londres. Sem D-Rose, o Chicago é carta fora do baralho. Se bobear, terá dificuldades para passar pelo Philadelphia. Do Boston, acho difícil passar. E se chegar à final, não creio que faça frente ao Miami, o provável finalista. Enfim, o quadro é desalentador.

Mas a pergunta que não quer se calar é: o que fazia em quadra Derrick Rose com um minuto para o jogo acabar e o Bulls na frente em 12 pontos? O que fazia em quadra um jogador que passou toda a temporada quase que do lado de fora por conta das contusões? O que fazia em quadra um jogador que não está com a musculatura em dia exatamente por não estar no melhor da forma, que não foi adquirida exatamente porque ele ficou do lado de fora quase que metade da temporada?

Realmente, não dá para entender. Tom Thibodeau é um baita treinador, ninguém duvida disso. Mas é o maior responsável pela situação. Ele sabe armar times, mas não sabe poupar seus jogadores. Não tem sensibilidade alguma. E seus auxiliares, ou são insensíveis como Thibs ou não têm voz-ativa.

Lamentável.

Ah, sim: o Chicago venceu a partida por 103-91. Mas não há o que comemorar.

AVISO

Aos tontos que mandarem mensagem dizendo que escrevi esse texto com o coração de torcedor, a mensagem, informo, vai direto para a lixeira.

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