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quarta-feira, 25 de julho de 2012 NBA | 20:21

NBA DIVULGA TABELA COMPLETA NESTA QUINTA. MIAMI ESTREIA CONTRA O BOSTON EM CASA

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As Olimpíadas estão aí; começam nesta sexta-feira. O Brasil de saias estreia no sábado diante da França, às 16h de Brasília. O Brasil de calças compridas debutará no dia seguinte, às 7h15, frente à Austrália.

As Olimpíadas estão aí, mas a gente não se esquece da NBA. Na próxima quinta-feira a tabela completa da próxima temporada será divulgada, que será completa e não pela metade. O torneio começa numa terça-feira, dia 30 de outubro, quando o atual campeão, Miami Heat (foto), recebe em sua American Airlines Arena o Boston Celtics, seu rival na decisão do Leste.

No dia 1º, quinta-feira, o Nets debutará na competição com nome e ginásio novos. No Barclays Center, bem pertinho da Brooklyn Bridge, o time de Deron Williams e Joe Johnson (o futuro de Dwight Howard?) recebe o New York Knicks, sem Jeremy Lin, agora no Houston, no clássico nova-iorquino e que, seguramente, atrairá a atenção de todo o planeta.

Os jogadores do NYK pegam a ponte, voltam para Manhattan e no dia seguinte recebem o Miami em seu Madison Square Garden.

Mas é o dia de Natal que chama a atenção. No ano passado tivemos cinco jogos, um seguido do outro. Foi um deleite. O que se sabe de momento é que nesse dia o Heat recebe em Miami o Oklahoma City, reprisando a final passada. Os demais jogos ainda não foram anunciados, mas eu aposto uma cocada queimada que o Lakers joga em Los Angeles. Tem sido assim há mais de uma década, se não estou enganado quanto ao período de tempo.

No dia 1º de janeiro o Miami recebe o Orlando, no clássico da Flórida. Magic com D12? Ninguém sabe ainda. O que se sabe é que no dia 17 deste mesmo janeiro o Miami visita o Lakers (de Dwight Howard?). O time californiano retribuirá a visita do pessoal do sul da Flórida em 10 de fevereiro.

Ah, sim, no final de janeiro, dia 30 para ser preciso, o Miami visita o Nets no Brooklyn.

De momento é isso. Como disse, amanhã a tabela será divulgada na íntegra. E quem pretende passar as férias na terra do Tio Sam já pode programar para onde ir e para qual ginásio ir.

NBA is coming soon…

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 NBA | 21:46

MUDANÇA DE CENÁRIO: DWIGHT HOWARD CONTINUA LONGE DO LAKERS

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Mudança de rumo na negociação envolvendo Dwight Howard e o Lakers. O que num primeiro momento parecia sacramentado (troca tripla envolvendo o time de Los Angeles, Orlando e Cleveland), agora tem outro cenário.

Isso porque Dan Fegan, agente de D12, afirmou nesta sexta-feira que o jogador não vai assinar extensão com nenhum time. Nem com Orlando (se ficar) e nem com o Lakers (se for trocado). E nem com qualquer outra equipe.

“A posição de Dwight é a mesma desde o final da temporada passada”, disse Fegan. “Ele decidiu testar o mercado ao final da próxima temporada, não importa qual equipe ele esteja negociando, inclusive o Brooklyn”.

Para o Lakers isso é problema. O time californiano só aceita negociar D12 se ele assinar uma extensão de seu contrato. O BK, através de seu presidente, Billy King, disse que essa não é uma condição “sine qua non” para negociar o jogador.

O Lakers está apavorado. Isso porque Andrew Bynum tem apenas mais um ano de contrato. Se o time angelino não conseguir trocá-lo, ele pode perfeitamente se mandar ao final da próxima temporada, desgostoso com o tratamento que tem recebido neste momento (e na temporada passada também) por parte dos executivos. E se isso acontecer, o Lakers ficaria sem Bynum e sem Dwight (foto). E aí, o que fazer? Sem Bynum, sem D12 e com Kobe Bryant com 35 anos e Steve Nash com 39. Situação dramática.

O Brooklyn é um apostador nato. Apostou em Deron Williams e se deu bem. Na segunda metade da temporada retrasada, arriscou uma troca com o Utah Jazz, mandando para Salt Lake City o armador Devin Harris, que ele havia pegado do Dallas Mavericks na troca com Jason Kidd. D-Harris era o jogador em quem o Nets jogava todas suas fichas para reconstruir sua franquia. Os executivos apostaram que convenceriam D-Will a ficar com o time, apegando-se especialmente na mudança de endereço. Deu certo.

Agora, o BK topa fazer o mesmo. Perder o que tem (incluindo Brook Lopez) para ver D12 ao menos meia temporada com a camisa 12 da equipe. Seus donos (entre eles o rapper Jay Z) acreditam no charme do bairro nova-iorquino e no glamour da cidade. E apostam em D-Will, que faria o jogo de Dwight crescer, o que está difícil de acontecer em Orlando e a gente não sabe se cresceria em Los Angeles com o time nas mãos de Kobe. E mais: D-Will parece ter o perfil de Dwyane Wade: não se incomodaria em ver D12 sendo o centro as atenções no Brooklyn.

O imbróglio continua. O Lakers sabe que o seu futuro depende de Dwight. O BK também.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 19:57

EUA MASSACRAM A GRÃ-BRETANHA EM AMISTOSO NA INGLATERRA

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O time masculino dos EUA bateu há pouco a Grã-Bretanha, que está na chave do Brasil (Grupo B) nos Jogos de Londres. O cotejo foi disputado em Manchester e o placar final mostrou uma goleada em favor dos norte-americanos: 118-78. Foram nada menos do que 40 pontos de vantagem.

Normal.

Anormal foi a dificuldade que os EUA tiveram para vencer o Brasil na última segunda-feira, quando nos bateram por apenas 11 pontos de diferença: 80-69.

Isso mostra o quê? Que o Brasil, de fato, como disse no texto sobre a partida, está mais do que preparado para os Jogos Olímpicos; está preparadíssimo. Com o que mostramos frente aos norte-americanos, ganhamos o respeito do mundo. “O Brasil foi, de fato, um adversário para nós”, disse o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, depois da partida, ainda impactado pelo que viu.

Voltando à partida desta quinta entre Grã-Bretanha e EUA, os 16.979 torcedores que estiveram presentes na Manchester Arena presenciaram um passeio dos norte-americanos, como disse. Deron Williams foi o cestinha com 19 pontos. A seguir vieram LeBron James (16) e Russell Westbrook (15).

Se você não sabe, Luol Deng, do Chicago Bulls, atua pelos britânicos. O ala anotou 25 pontos e foi o artilheiro do confronto.

Foi a terceira vitória dos EUA em três partidas. Anteriormente, antes de bater o Brasil, eles haviam vencido a República Dominicana por 113-59. Vejam como eles passearam diante dos dois outros oponentes.

O Brasil também está na Europa, mas no norte da França. Nosso time masculino prepara-se para a etapa final de seu treinamento visando os Jogos Olímpicos. Encontra-se na cidade de Estrasburgo, onde no sábado e no domingo terá dois jogos dificílimos pela frente. No sábado enfrenta os franceses, um dos favoritos a medalha. França que conta com o armador Tony Parker, não se esqueça. No dia seguinte o adversário será a Austrália, que também está no grupo do Brasil em Londres. Ótima oportunidade para medirmos um pouco de nossas forças e, se vencermos, acabar com essa história de que o nosso jogo não se encaixa com o jogo dos australianos.

“O time hoje está com cerca de 70% do que vai render nas Olimpíadas e será muito importante e bom jogar contra Austrália e França”, disse Alex Garcia. “Uma (Austrália) vamos enfrentar na estreia e a outra (França) pode ser adversária na fase seguinte, dependendo do cruzamento. Será bom para cada um conhecer seu adversário, como ele joga, saber quem vai marcar dentro de quadra. Isso pode facilitar para nós num jogo decisivo nas Olimpíadas”.

Estamos em contagem regressiva. Até o momento, nenhuma seleção nos deixou de queixo caído. Todas já atuaram e deixaram bem claro que dá para encará-las de frente.

Menos os EUA, é claro.

Apesar das dificuldades que os norte-americanos encontraram diante do nosso selecionado nas duas últimas apresentações (Mundial da Turquia e amistoso em Washington), sinceramente, quando o negócio for pra valer, eu acho que ninguém será páreo para eles.

De resto, acho que se encaixarmos um bom jogo, tudo pode acontecer. Até mesmo diante da Espanha.

Confesso, estou esperançoso, ao contrário de domingo passado, lembram-se?

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:35

EUA DEFINEM NOVE DOS 12 JOGADORES QUE IRÃO A LONDRES

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Os EUA começam a definir o time que vai disputar os Jogos de Londres. Ontem, segunda-feira, o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, afirmou que nove dos 12 jogadores que vão defender o título olímpico dos EUA já foram definidos. A saber:

REMANESCENTES DE PEQUIM
LeBron James
Kobe Bryant
Carmelo Anthony
Chris Paul
Deron Williams

REMANESCENTES DA TURQUIA
Kevin Durant
Russell Westbrook
Kevin Love
Tyson Chandler

Segundo o “chairman” da entidade norte-americana, os outros três jogadores serão definidos na próxima sexta-feira. Brigam pelas vagas seis jogadores: Blake Griffin, Andre Iguodala, Rudy Gay, James Harden, Eric Gordon e Anthony Davis. Sim, Anthony Davis.

O pivô do New Orleans Hornets, atual melhor jogador do basquete universitário, campeão da NCAA com Kentucky, lesionou o tornozelo recentemente. Mas Colangelo disse que ele continua nos planos.  Se for convocado e não se recuperar, ainda dará tempo de fazer o corte.

Alguém sentiu falta de Lamar Odom? Ele abandonou o barco ontem. Deixou a todos perplexos, pois Lamar, até segunda-feira, estava no grupo e dizia que jogaria em Londres.

Com Lamar de fora, aumentou para sete os desfalques do selecionado norte-americano. Primeiro foi Chauncey Billups; depois, Dwight Howard. E na sequência foram abandonando o barco — por lesão, é bom que se diga — Derrick Rose, LaMarcus Aldridge, Dwyane Wade e Chris Bosh.

“Estou muito confiante”, disse Colangelo sobre o time olímpico apesar dos desfalques. Ao analisar as três vagas restantes, declarou: “Se precisarmos de um arremessador, tem James Harden. Precisamos de um defensor? Temos Andre Iguodala. E Rudy Gay é versátil. Ele jogou de pivô pra gente no Mundial da Turquia”.

É por aí mesmo. Achar que os EUA vão ter problemas por conta destes desfalques é normal. Mas achar que os EUA vão perder o ouro olímpico por causa destas ausências, não é normal.

O time titular é espetacular. E qual seria o time titular?

Chris Paul ou Deron Williams na armação? Kevin Durant vai ficar no banco de LeBron James ou será o ala de força? Ou o contrário? Tyson Chandler será titular no pivô ou Coach K vai com Kevin Love?

Aí entra outra questão pra gente discutir: Blake Griffin, pra mim, está dentro. Os EUA já perderam D12 e CB1. Está apenas com Chandler e Love pra jogar no garrafão. Mesmo que Carmelo faça um pivô na defesa por zona, ainda assim eu acho que vai faltar pelo menos mais um jogador. Por isso eu cravo em Griffin.

Sobrariam, pois, duas vagas. Creio que Rudy tem grande chance. A outra? Davis, com Iguodala de sobreaviso.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012 NBA | 17:18

LEANDRINHO DIZ QUE AGENTE APOSTA EM DWIGHT HOWARD NO BROOKLYN NETS

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Como relatei há pouco no Twitter (@FRSormani), estive com Leandrinho Barbosa em evento da NBA com a Netshoes realizado aqui em São Paulo. Papo vai, papo vem, perguntei a ele sobre o futuro. Ele me disse que está nas mãos do agente. Perguntei quem era e ele me disse: “Dan Fegan”. Caiu a ficha rapidamente e lembrei-me que Fegan é também o agente de Dwight Howard (foto). Aí eu perguntei: e D12, vai mesmo pro Nets?, é o que estão dizendo. E LB respondeu: “Acho que sim”. Eu repliquei: você falou com ele? “Não, falei com Fegan e ele me disse que o Dwight deve mesmo se transferir para o Brooklyn”.

Uau, é isso aí, rapaziada. Já pensaram Deron Williams e Dwight Howard juntos? No Brooklyn, onde tudo acontece atualmente em Nova York? O Brooklyn é o lugar da moda. Jay-Z, o rapper # 1 do planeta é dono da franquia. Um dos, é bom que se diga. Está se mexendo pra tentar melhorar o time. Tentou LeBron James, seu grande amigo, mas não obteve sucesso. Agora, pelo que me disse Leandrinho, o final será feliz.

Aproveitei e perguntei se não haveria uma boquinha pra ele também no Nets. “Ora, seria bem legal”, respondeu. “É mais perto de casa. Um voo só para o Brasil. Seria muito legal se desse certo”, dando a entender que o Nets é uma opção. Existem outras, disse-me Leandrinho. “São sete equipes interessadas em mim. fiquei feliz em saber que o meu mercado está bom”, afirmou. Perguntei: quais são os times? “Não posso falar”. De quais conferências?, insisti. “Das duas”. Alguém perguntou: pode voltar ao Phoenix? “Não, pro Phoenix não. Aliás, meu grande parceiro está saindo de lá”. O grande parceiro é Steve Nash, que recebeu uma proposta milionária do Toronto. Contei a LB: US$ 36 milhões por três anos de contrato. “Se ele não pegar… Tá louco, é muito dinheiro!”

Leandrinho afirmou que pro Toronto não volta. Falou que sua preferência é ficar no Indiana. “Não sou um cara de ficar mudando de lugar”, explicou. “Além disso, gostei muito de lá. O time é muito bom, os técnicos são excelentes. É grande a possibilidade de eu ficar no Pacers”. Alguém perguntou se ele está ansioso por conta desta indefinição. “Pra caramba!”, respondeu.

LB é o único brasileiro que está com o futuro ainda incerto. Mas deverá acertar brevemente com alguma franquia. Bola pra isso ele tem. E mais: melhorou na temporada passada sua defesa nas mãos de Frank Vogel e seus assistentes. Na série contra o Miami marcou Dwyane Wade sempre que esteve em quadra. Treinador nenhum coloca um mané para marcar um dos melhores do adversário. E LB foi designado para essa tarefa porque não é um mané. Tem jogo ofensivo forte e melhorou sua defesa.

Como disse, é questão de tempo ele se ajeitar na NBA.

ANIMADO

Outro que estava bem animado era Nenê Hilário (foto) . Contou que está feliz em Washington e com o Washington. “O time é do John Wall”, respondeu a uma pergunta que fiz sobre sua importância na remontagem da franquia. Ele disse isso, mas a gente sabe que ele terá papel preponderante na reconstrução da franquia. “Pegamos o Bradley Beal”, analisou, “um jogador muito bom. Estaremos fortes para a próxima temporada”.

Aliás, por falar nela, perguntei por e-mail a Sharon Lima, brasileira que trabalha no escritório da NBA em Nova York, quando sai a tabela da próxima temporada. E ela respondeu: “Provavelmente no fim de julho ou em agosto. Abs. Sharon”.

Voltando a falar do Washington, perguntei a Nenê se o time está forte a ponto de voltar aos playoffs e ele respondeu: “Estamos sonhando, estamos indo devagarzinho. Deixa quieto, não gosto de falar muito. Vocês vão ter uma surpresa”. Nenê não conseguiu conter a euforia por conta da equipe, que deverá começar os jogos com o seguinte quinteto: John Wall, Bradley Beal, Trevor Ariza, Emeka Okafor e ele, Nenê.

Perguntei se ele prefere jogar como ala de força ou pivô. “Disseram que eu ia jogar com ala-pivô na temporada passada e eu voltei para o pivô, pra mim tanto faz”, disse. Apertei: mas você sempre jogou de pivô, não é esta a sua preferência? “Sim, fiz minha carreira na NBA como pivô, se puder escolher, prefiro”.

Aí eu aproveitei e perguntei a ele sobre qual conferência tem os melhores pivôs. A resposta veio sem rodeios: “A Oeste. Ainda bem que eu saí de lá (risos). Foram nove anos. Meu corpo está todo marcado”.

RESSENTIMENTO

Não há nenhum entre Tiago Splitter e Gregg Popovich. Foi o que me disse o catarinense quando perguntei a ele sobre o episódio no jogo final contra o Oklahoma City, quando o brasileiro foi tratado, ou melhor, foi destratado pelo treinador do San Antonio em público. “Não foi a primeira e nem será a última vez que eu serei repreendido por um treinador”, afirmou Splitter, muito consciente de sua profissão. “Aliás, o Tony recebeu uma bronca parecida com a minha e ninguém falou nada”.

Ok, não se fala mais nisso então. Página virada, a seguinte apareceu com um questionamento: e o futuro? “Tenho mais uma temporada de contrato com o San Antonio”, respondeu. “Depois o time tem o direito de exercer mais um ano e eu tenho o direito de dizer sim ou não. Se eu disser não, vou ao mercado e se aparecer um time que me dê US$ 100 milhões, por exemplo, o San Antonio tem o direito de igualar”.

Splitter, pelo que me falou, não tem intenção de deixar o Texas. Falou que está muito bem adaptado à cidade, tanto que sua mulher trouxe ao mundo Benjamin, seu primeiro filho, exatamente em San Antonio, onde se encontra no momento (“Ele é muito pequenininho para viajar”.). Por isso, tudo fará para permanecer no Spurs. O que eu acho? Vocês sabem o que eu acho.

Perguntei a ele se ele pretende conversar com Popovich para ter mais minutos em quadra na próxima temporada e ele respondeu, rindo: “Não existe essa de conversar com o Popovich sobre esse assunto. Nem eu e nem ninguém fala com ele sobre isso. Ele é quem manda e ninguém questiona nada”. E aproveitou para emendar: “Estou lá para ajudar no descanso do Tim Duncan. Ele é um ícone no time e na cidade. Respeito muito ele. Estou feliz com os meus minutos”.

Ok, não se fala mais nisso então.

ALEGRE

Anderson Varejão é a alegria em pessoa. Tanto que foi o orador dos quatro no evento (foto Wander Roberto/Inovafoto). Falou pouco, é verdade, quase nada para ser mais preciso, mas ele foi o escolhido para dizer algo. Sempre com um sorriso, brincando, atendeu a todos no mesmo tom.

Perguntei a ele sobre sair do Cleveland, pois isso foi cogitado na época do draft. “Ninguém (da franquia) me falou nada, apenas os amigos me ligavam perguntando”, afirmou. Perguntei se ele se surpreendeu com o boato. “Não; tudo pode acontecer na NBA”. Exatamente, jogador tem que estar preparado para isso: ser trocado a qualquer momento.

Isso ocorreu com Nenê na temporada passada e pode acontecer com qualquer um. Nenê me falou, por exemplo, que não irá comprar uma casa na capital dos EUA. “Minha casa é eu Denver”, explicou. “Em Washington eu vou alugar uma”. Mas contou-me que ficou entusiasmado com a cidade: “Foram apenas três meses, mas foi surpreendente, porque eu esperava algo como LA ou Nova York. Mas Washington é tranquila. Tem uma vida cultural muito boa, parques. Enfim, gostei”.

Anderson Varejão e Nenê, nossa dupla de garrafão para Londres. Disse ao capixaba: você jogou toda a temporada da NBA como pivô e na seleção Rubén Magnano está usando-o como ala de força, isso o incomoda? “Se eu pegar menos rebotes, sim”, respondeu, zombando, como sempre. Depois, sério, respondeu: “Como ala-pivô eu defendo mais fora do garrafão, jogo mais aberto. Isso vai me deixar mais longe da cesta. No ataque isso também pode acontecer, mas não como na defesa. Mas tudo bem, não tem problema algum. Estou aqui (na seleção) pra ajudar”.

E ele, assim como Leandrinho e Splitter (Nenê não quis falar sobre a seleção porque, segundo ele, o evento era da NBA e não se devia desviar o foco), entendem que o Brasil tem grande chance em Londres. “Acho que dá medalha”.

Que passe um anjo e diga amém.

SERVIÇO

O evento, como disse acima, foi para marcar a parceria entre a NBA com a Netshoes. Segundo Roni Bueno (foto Wander Roberto/Inovafoto), diretor de marketing da empresa brasileira, esta é a terceira parceria da NBA no gênero, a segunda fora dos EUA. “Antes da gente, eles foram à China”.

Perguntei a Phillipe Moggio, vice-presidente da NBA para a América Latina, por que o Brasil foi escolhido, se isso tem a ver com a venda de produtos da NBA por aqui e se a venda do pacote NBA League Pass teve também interferência na decisão. Ele respondeu que o Brasil é um grande mercado e todo grande mercado interessa para a NBA. Pedi números. “Nossa política é de não falar sobre números”.

O que significa a parceria entre a NBA e a Netshoes? “Facilidade para se comprar produtos da NBA”, respondeu Bueno. “Pretendemos trazer para o Brasil mais de mil itens”. Ou seja: mochilas, bolsas, bonés, bolas da Spalding, camisas, calções, meias; enfim, toda a linha de alta performance da NBA, além do que eles chamam de moda casual (polos, jaquetas, t-shirts etc.).

Ou seja: acabou a tortura. Quem quiser comprar algo da NBA não precisa mais ficar esperando alguém ir para lá ou ficar apreensivo para saber se a encomenda feita pela internet diretamente dos EUA vai chegar ou não. Agora é tudo feito por aqui.

Negócios à parte, finalmente alguém perguntou sobre um jogo da NBA no Brasil. Moggio respondeu: “Antes dos Jogos do Rio vamos fazer uma partida no Brasil”. Onde? Não se sabe ainda. Mas essa conversa eu já ouço há muito tempo.

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sábado, 30 de junho de 2012 NBA | 18:46

GARNETT RENOVA COM O BOSTON E FAB MELO PODE SAIR NO LUCRO

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O único assunto digno de registro neste sábado é a renovação de contrato de Kevin Garnett com o Boston. Segundo o jornal “Boston Herald”, o pirulão do Celtics vai assinar um acordo de três anos, onde em troca ele vai receber US$ 34 milhões. Isso dá uma média de US$ 11,3 milhões por temporada.

Bom pra ele, que vai faturar um “trocadinho” a mais; bom para o Boston que não perde um importante jogador; e bom também para Fab Melo.

Por que será bom para o brasuca, que acabou de ser recrutado pelo C’s neste “NBA Draft” da última quinta-feira? Bom porque, assim como Tiago Splitter tem um professor ao lado em Tim Duncan, Melo terá esse privilégio também. Se ele for humilde, encostar em KG, perguntar os segredos do jogo e se mostrar aberto para aprender, com certeza vai aprender. KG (foto) é um dos maiores nomes de todos os tempos na posição.

Melo tem um potencial defensivo enorme. Poderá melhorá-lo ao lado de KG. Melo não tem um grande potencial ofensivo. Poderá desenvolvê-lo ao lado de KG.

Está nas mãos de Melo. Vamos ver o que ele fará com essa dádiva que o destino colocou em seu caminho. O Boston e KG.

TROCAS

Lamar Odom acertou mesmo com o Clippers. Nessa troca, Mo Williams foi para o Utah Jazz, o Clips mandou para o Houston Furkan Aldemir, o turco recrutado na última quinta-feira, e o Dallas vai ficar com drafts futuros do Jazz e grana do Houston.

Achei excelente para o time angelino a contratação de Lamar. Ao lado de Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, Odom tem tudo para recuperar o basquete dos tempos do Lakers, que ele não levou a Dallas. E se recuperar, o Clips ficará ainda mais forte na próxima temporada.

Quanto a Mo Williams no Utah, sinceramente, não vejo nenhuma vantagem nisso. Williams nunca passou de uma promessa na NBA.

RUMOR

Jason Kidd está jogando golfe neste final de semana com Deron Williams. Nos Hamptons, região demasiadamente chique ao norte de Nova York, onde J-Kidd acabou de comprar uma casa.

Os dois, além de jogarem golfe, seguem planejando o que vão fazer do futuro. Ou se unem no Brooklyn, para defender as cores do Nets, ou se juntam em Dallas, onde D-Will fez o “high school”.

Tramam do mesmo jeito que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tramaram e, por isso, foram jogados na fogueira.

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quarta-feira, 4 de abril de 2012 NBA | 12:36

LAKERS: PIOR ADVERSÁRIO PODE ESTAR DENTRO DO ELENCO

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Dormi no intervalo do jogo Lakers x Nets. O “jet lag”, aquele bichinho danado que nos faz ficar cansados e meio zureta, deu o ar da graça e me derrubou completamente.

O jogo, é verdade, meio que não ajudava a prender a atenção, pois o Lakers passeava diante do New Jersey. Foi para o vestiário com uma vantagem de 13 pontos: 58-45. E eu, por conta disso, peguei no sono, pois o confronto estava sonolento dada a disparidade entre os dois times.

Acordei nesta quarta-feira e eu abro o laptop para ver o que aconteceu. E para minha surpresa, o New Jersey bagunçou o jogo no segundo tempo ao fazer 42-33 e quase venceu a partida. Só não venceu porque, “down the strecht”, Kobe Bryant mais uma vez foi Kobe Bryant.

KB fez apenas cinco pontos no último quarto, mas foram os cinco últimos pontos do Lakers na partida. Os três últimos uma cesta tripla quase que do meio da quadra (foto AP), que dava a impressão de que não entraria e daria, com isso, a oportunidade ao NJN de vencer, pois faltavam ainda pouco mais de dez segundos e a vantagem californiano era de apenas um ponto.

Impiedoso, como os grandes jogadores costumam ser, Kobe definiu mais uma vitória do Lakers: 91-87. Com ela, o time se mantém na terceira posição no Oeste com 20 derrotas, sete a mais do que o Oklahoma City.

Ficar em primeiro é algo que eu arrisco dizer impossível. Mas o que temos que analisar é o que o Lakers pretende quando os playoffs chegarem.

PIOR ADVERSÁRIO

Ontem o Lakers jogou sem Andrew Bynum, lesionado no tornozelo esquerdo. Bynum, aliás, tem sido um problema para o técnico Mike Brown e para o grupo. O pivô não gosta do treinador e já deixou isso claro com comportamentos inadequados.

Arremessou uma bola de três na partida contra o Golden State que foi uma vergonha. Por conta disso, foi mandado para o banco de reservas. Por conta dela, foi multado ontem pela franquia em quantia não divulgada.

Em Nova York, assistindo ao jogo entre Knicks e Orlando Magic, um jornalista italiano, correspondente da “Gazzetta dello Sport”, residente em Los Angeles, contou-me que Brown está com Bynum atravessado na garganta. Disse-me que sua fonte dentro do time (revelou-me quem é, mas não vou dizer por respeito ao colega) o tem colocado a par do que está ocorrendo.

Mas nem precisa, porque é nítido. Não apenas com o arremesso de três diante do GSW, mesmo jogo em que Bynum se lesionou, mas também com as expressões faciais do jogador quando dos pedidos de tempo feitos por Mike Brown.

OKC, San Antonio, Clippers, Memphis e até mesmo o Dallas, que custa a engrenar, são adversários de respeito que o Lakers terá em quadra. Mas o pior oponente que um time pode ter é ver seu elenco rachado ou contar com um jogador que não quer saber de jogar porque não gosta do treinador.

DECEPÇÃO

Tudo bem que o New Jersey perdeu Brook Lopez, um dos pilares do time. Está contundido no tornozelo e não deve mais jogar esta temporada.

Tudo bem que o New Jersey está sem Brook, mas o time tem um elenco melhor do que a campanha de 19-36 sugere. Deron Williams está seguramente entre os três melhores armadores da NBA. Gerald Wallace e Kris Humphries estão bem acima da média. Do banco vêm Jordan Farmar e o campeão DeShawn Stevenson e esse Gerald Green não é de se jogar fora.

Avery Johnson já foi eleito “Coach of the Year” na temporada 2005-06, quando perdeu o título para o Miami Heat. Sempre disse nesse botequim que Avery não é treinador de time campeão. Pelo menos não tem sido. Mas disse também que ele poderia ser muito útil na reconstrução da franquia que ano que vem muda-se para o Brooklyn, Nova York.

Mas não é isso o que temos visto. Avery Johnson desaponta; uma vez mais.

ESCLARECIMENTO

Como prometido, mandei e-mail para a NBA pedindo aclaramento sobre a questão do título conquistado pelo Seattle SuperSonics na temporada 1978-79. De quem é esse título? Do Oklahoma City Thunder ou ficou com o SuperSonics, apelido mantido pela cidade de Seattle, que briga para colocar novamente uma franquia na NBA?

Como disse, o nome SuperSonics ficou em Seattle (esta foi uma das condições para a mudança da franquia para Oklahoma City) e por isso mesmo fiquei em dúvida sobre o questionamento de um dos nossos parceiros sobre esta questão. Achava que o título era do Sonics.

Recebi há pouco e-mail da NBA com a resposta: o título é do Thunder. Portanto, se o OKC ganhar essa temporada, estará faturando o segundo campeonato de sua história.

A franquia mudou de cidade e de nome, mas a origem é o que vale.

RODADA

Não vi o jogo do San Antonio contra o Cleveland por causa do cansaço, vocês já estão por dentro, pois contei alguns parágrafos acima. Esta manhã, fui ver o “box score” da partida preparado para me surpreender e constatar que num jogo fácil como este Tiago Splitter teria tido mais minutos do que o habitual e feito muitos pontos e amealhado muito mais rebotes do que o corriqueiro. Mas não houve surpresa alguma: Splitter atuou por ridículos 17:21 minutos. Por isso, marcou apenas 11 pontos e pegou só cinco rebotes… Alguém sabe me dizer se o barriga-verde está lesionado ou se lesionou? Se está se recuperando de contusão e por isso Gregg Popovich, o treinador, está poupando-o nos jogos? Ou se ele se machucou durante a partida vencida por 125-90? Isso mesmo: o Spurs bateu o Cavs por 35 pontos, na casa do adversário, e nem assim Tiago conseguiu ficar em quadra por 20 ou mais minutos… Consegui ver um pedacinho da vitória do Indiana diante do New York por 112-104. Suficiente para ver que Leandrinho Barbosa (foto AP) ainda não está completamente adaptado ao sistema do time. Pra piorar, no final do primeiro tempo, arremessou uma bola de três, completamente desequilibrado, a seis segundos do final, quando poderia ter gastado o tempo e arremessar no estouro do cronômetro. Essa precipitação custou um contra-ataque que culminou com uma cesta de três de Steve Novak, que igualou a partida… Danny Granger, o dono do Pacers, deu uma dura em LB. A tevê mostrou. Aliás, com razão… Leandrinho, de todo o modo, terminou a partida com seus habituais 12 pontos… Quanto a Jeremy Lin, li nos jornais nova-iorquinos que ele pode voltar nos playoffs… Sem Dwyane Wade o Miami venceu o Philadelphia, em casa, por 99-93. Ouso dizer que talvez não tivesse vencido se Andre Iguodala não tivesse deixado a partida quando faltavam 4:42 minutos para o final do terceiro quarto e com o Heat na frente em 68-64. Iguodala foi vítima de uma “dedada” involuntária de Mario Chalmers em seu olho esquerdo… LeBron James deixou o jogo com 41 pontos. Assumiu o time como todo grande jogador tem que fazer… O Memphis voltou a vencer. Desta vez a vítima foi o Golden State, time fraco, é verdade, mas o fato é que o Grizzlies ganhou: 98-94. A equipe do Tennessee vem de três vitórias consecutivas e dos últimos seis embates ganhou cinco. Está em sexto lugar no Oeste, mas a apenas duas derrotas do Lakers, o terceiro colocado. Até onde esse time pode chegar? Semifinal do Oeste. Se decidir o título, pago uma caixa de cerveja pro Reirom.

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segunda-feira, 5 de março de 2012 NBA | 19:54

ARMADORES PUROS SUMIRÃO NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE

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O parceiro Gustavo Malaquias mandou a seguinte mensagem há pouco: “Muitos falam a mesma coisa: consideram Derrick Rose (foto Getty Images) um “shooting guard” e não um “point guard”. Mas eu tenho uma outra opinião. Para mim, D-Rose é o típico “point guard” moderno – muito atlético, explosivo, com bom arremesso, ótimo controle de bola e grande visão de jogo. Você não encontra essas qualidades em muitos “shooting guards”. E a tendência é que a nova safra dominante de armadores tenham essas qualidades, vide John Wall, Kyrie Irving, Kemba Walker e o próprio Russell Westbrook, que possui um jogo parecidíssimo com o do Rose e você não o retirou de sua lista”.

Era uma resposta a algum comentário de outro parceiro deste botequim.

É exatamente isso o que eu penso e já me manifestei aqui sobre o assunto em outras ocasiões.

Em uma conversa que tive pelo Twitter com o meu xará Fabio Balassiano disse isso a ele e ele também concordou. E o nosso papo (fiquei feliz por isso) motivou-o a escrever um texto muito bom sobre o assunto (clique aqui para ler).

A opinião de Gustavo vem ao encontro do que eu penso. Sem querer posar de sabichão ou sabe-tudo, a meu ver a maioria das pessoas se guia por um conceito antigo de que armador tem que passar a bola em primeiro lugar. Isso está ficando para trás. Armador moderno tem que armar o jogo e pontuar — e muito, de preferência.

Magic Johnson, aliás, já fazia isso na década de 1980. Também por isso Earvin entrou pra história como um dos maiores de todos os tempos.

Eu já disse aqui algumas vezes: os armadores puros, do tipo Rajon Rondo e Jason Kidd (atual), vão sumir com o passar do tempo. Jogador tem a obrigação de saber levar a bola, ler o jogo e fazer escolhas corretas sob quaisquer circunstâncias do jogo.

Então, pra que um “point-guard”?

Num futuro breve, todos serão “shooting guard”. E os alas também terão que saber conduzir o jogo. Scottie Pippen, por exemplo, fazia isso nos tempos do Chicago de Michael Jordan — que também sabia levar a bola.

Aliás, no segundo “Three Peat” do Bulls, o “armador” era Ron Harper, que nunca foi armador. Ele era um ala-armador como Michael Jordan. Steve Kerr (que era um armador, mas que estava mais para ala-armador), entrava apenas nos momentos chaves das partidas.

No Lakers de Phil Jackson, o que Derek Fisher menos fazia era levar a bola e armar o jogo. Isso ficava a cargo de Kobe Bryant e Lamar Odom.

No Miami atual, Mario Chalmers ocupa um papel semelhante ao de Fish: finge-se de morto e sempre aparece aberto para os arremessos de três, servido que é por LeBron James e Dwyane Wade, por exemplo.

Assim serão os times de basquete no futuro. Futuro, diga-se, que está em nossa frente, mas que muitos ainda não estão conseguindo enxergar.

Os times do futuro terão jogadores como Derrick Rose, Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Deron Williams, Tony Parker e Jeremy Lin. Terão John Wall, Kyrie Irving e Kemba Walker.

Assim será; podem me cobrar.

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NBA | 01:35

DEU LAKERS, POR DEZ PONTOS. KOBE FOI O CESTINHA E LBJ ATINGIU UM “DOUBLE-DOUBLE”. QUEM ACERTOU?

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Deu Lakers. E por dez pontos: 93-83. E no duelo de duas das maiores estrelas da NBA, deu Kobe Bryant: 33 pontos, com excelente aproveitamento nos arremessos: 14-23 (60,9%). Seu primeiro quarto foi brilhante: 18 pontos (8-10; 80,0%), fazendo o Lakers tomar as rédeas da partida, sem deixar o Miami tomar gosto pelo jogo.

À exceção do comecinho do confronto, quando o Miami fez 5-4, o Lakers jamais ficou atrás. Mesmo contando com um jogador que hoje beira o ridículo: Derek Fisher. Fish se arrasta em quadra, é um ex-atleta em atividade, que freia as passadas que o time quer dar rumo ao patamar em que se encontram hoje o próprio Miami, Chicago e Oklahoma City.

Agora sabem que arrebentou e foi talvez até mais importante do que Kobe (foto Getty Images)? Metta World Peace: 17 pontos (6-10; 60,0%), sete rebotes, quatro desarmes e três assistências. E um trabalho incessante em cima de LeBron James.

LBJ não precisou provar nada na tarde-noite deste domingo. Não houve necessidade da última bola. Foi importunado, como disse, por MWP. Anotou 25 pontos, mas teve um aproveitamento baixo dos arremessos: 46,1% (12-26). Foi bem nos rebotes (como sempre), tendo coletado 13 e deu ainda sete assistências. Mas foi mal nos arremessos, repito.

Não foi, todavia, pior do que Dwyane Wade, que fez um papelão em quadra e acabou eliminado por conta das seis faltas que cometeu. Deixou o confronto quando ainda faltavam 5:14 minutos por jogar. Foi pro banco ouvindo Ray Charles cantar “Hit The Road Jack”. Aliás, foi a primeira vez, depois de 258 jogos seguidos, que D-Wade foi cometeu seis faltas. Danificou uma vez mais o jogo do Miami, pois na derrota para o Utah, embora a gente tenha analisado a última bola de LBJ, D-Wade foi comprometedor nos dois minutos finais.  Registre-se: foi anulado por KB.

Ele e Udonis Haslem, que jogou neste domingo provavelmente ainda sob o impacto do arremesso errado da noite de quinta. Fez 0-5 e saiu zerado. Jogou 19:28 minutos, mas deveria ter jogado menos.

A dupla de pivôs do Lakers (Pau Gasol e Andrew Bynum) combinou para 26 pontos e 23 rebotes. Foi importante para que o time angelino ganhasse o combate pelos ressalto: 44-35.

Deu Lakers — e mesmo com Kobe jogando com sua máscara de acrílico protetora. Joga porque no “All-Star Game” de domingo passado, em Orlando, ele quebrou o nariz por conta de uma entrada involuntária de D-Wade.

Registre-se o seguinte: desde que Kobe tornou-se mascarado, ele anotou 31, 38 e neste domingo 33 pontos. Média de exatos 34 pontos por partida.

Deu Lakers. E por dez pontos. Kobe fez 33 pontos e não atingiu o “double-double”. LeBron anotou 25 tentos, como vimos, mas chegou ao DD com seus 13 rebotes. E não precisou do arremesso final.

Quem acertou?

RODADA

Alguns destaques. O primeiro para a vitória do Boston na prorrogação diante do New York por 115-111. Rajon Rondo atingiu mais um “triple-double” ao cravar 18 pontos, 20 assistências e um recorde na carreira de 17 rebotes… Foi a terceira vez na história da NBA que um jogador dá pelo menos 20 assistências e pega 17 rebotes. Magic Johnson fez isso em 1983, diante do Philadelphia, ao cravar 17 rebotes e 21 assistências. Wilt Chamberlain, frente ao Detroit, em 1968, pegou 25 rebotes e deu 21 assistências… O fogo de Jeremy Lin parece estar se apagando: num jogo com prorrogação ele anotou apenas 14 pontos (6-16; 37,5%) e deu só cinco assistências. Cometeu seis erros… Na Filadélfia o Chicago venceu o Sixers por 96-91 e assumiu a primeira posição geral. Derrick Rose foi novamente um gigante: 35 pontos (12-13; 51,2%) e oito assistências… Taj Gibson, no entanto, quase comprometeu a vitória do Bulls ao errar dois lances livres a oito segundos do final. A sorte do time chicaguense foi que Lou Williams errou o arremesso que poderia ter empatado a partida e levado-a para a prorrogação. Taj anotou apenas dois pontos no jogo e fez 1-6 (16,7%) nos arremessos. É o que eu sempre digo: não adianta nada defender muito e produzir pouco ofensivamente. Jogador que não pontua não serve… E o que dizer de Deron Williams? 57 pontos na vitória do seu New Jersey sobre o Charlotte por 104-101. D-Will anotou quase que 55% dos pontos do time. É o recorde de pontos nesta temporada. E tem gente que não gosta de D-Will…

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sábado, 25 de fevereiro de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:58

SÁBADO, O MELHOR DIA DO “ALL-STAR WEEKEND”

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Não vi o jogo de ontem entre “rookies” e “sophomores” que se misturaram e formaram dois times. Time que foram dirigidos por Charles Barkley e Shaquille O’Neal.

Vi na internet que o Team Chuck (Barkley) bateu o Team Shaq (O’Neal) por 146-133. Pelo placar vejo que não devo ter perdido nada.

Li que Kyrie Irving (foto Getty Images) foi eleito o MVP da partida por conta de seus 34 pontos, 24 deles frutos de oito bolas certeiras de três. E constatei também que Jeremy Lin foi um fiasco, tendo anotado apenas dois pontos.

Acho um porre esse jogo. Se dependesse de mim, não existiria. Estava atento por conta da presença de Tiago Splitter. Mas como o brasuca se contundiu e ficou de fora, fui comer uma pizza.

A grande noite do “All-Star Weekend” acontece no sábado. É mais interessante do que o próprio “All-Star Game”. Isso porque os jogadores não querem saber de jogar, não querem saber de competir. E isso deixa o confronto entre os melhores do Leste contra os melhores do Oeste bem chato também. No ASG os jogadores dão voz a seu lado “globetrotter”. E como eles não são “globetrotter”, o jogo fica enfadonho.

No sábado, não; no sábado tem competição. Os caras querem ganhar o torneio de habilidade, o torneio misto, a competição de três pontos e principalmente a de enterradas. Há emoção do começo ao fim. A gente mal se mexe da poltrona.

Por isso, esta noite, eu pego os dois pedaços de pizza que sobraram de ontem, coloco no forno e como-os vendo o melhor do “All-Star Weekend”.

Palavra de quem já viu o evento ao vivo em quatro oportunidades.

ESBOÇO

A Nike divulgou o layout do uniforme do time dos EUA que vai competir nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo (foto Divulgação).

Duas observações:

1) o fardamento é horrível;

2) Pela foto divulgada, Deron Williams deve ser o titular na armação, deixando Chris Paul e Derrick Rose no banco.

Esta era a minha única dúvida em relação ao quinteto inicial dos EUA. Com essa dica, acho que Mike Krzyzewski, o Coach K, deve mandar a quadra o seguinte time:

Deron Williams
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

AMISTOSOS

O Brasil vai enfrentar os EUA no masculino e no feminino antes das Olimpíadas. Serão dois amistosos na capital norte-americana, marcados para o dia 16 de julho, três dias depois de a bola ter parado na WNBA.

As moças se enfrentam às 17h30 locais (18h30 horário de Brasília) e às 19h30 (20h30 no Brasil) os homens se encontram.

As duas partidas serão no Verizon Center, lar do Washington Wizards.

Jogo é jogo, treino é treino, já dizia Didi, um dos maiores jogadores de futebol que este planeta produziu. Esses dois amistosos estarão mais para treinos e não para jogos.

É a chance de os comandantes usarem e abusarem do direito de testar seus atletas e algumas formações.

Mas para o Brasil terá outro significado: colocar frente a frente nossos atletas diante dos monstros norte-americanos, tanto do masculino quanto do feminino. Esse contato ajuda a tirar a ansiedade que é comum quando duas escolas díspares se enfrentam, especialmente em se tratando de feminino.

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