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sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 00:46

NBA QUER PUNIR O ‘FLOPPING’ E CAMINHA PARA A ‘FUTEBOLIZAÇÃO’ DA LIGA

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A mídia norte-americana noticia que a NBA vai punir o “flopping”. Ou seja: a simulação. Ou, se você preferir, o teatro.

Traçando um similar com o nosso futebol, seria o que fazem Neymar e Valdívia. Embora Neymar tenha diminuído dramaticamente o “cai-cai” (ele toma porrada mesmo!), o chileno do Palmeiras ainda insiste no “flopping”.

Quem seriam os caras a serem atingidos pela medida? Anderson Varejão está entre eles. E, dizem, encabeça a lista. Eu não vejo assim. Pra mim, o “flopper gangster” da NBA é Manu Ginobili (foto). Mas como o argentino tem grande nome na liga e conta com três anéis, além de jogar no San Antonio, o bucha estoura pro lado do Varejão.

Derek Fisher é outro “flopper”. Luis Scola também. Idem para Shane Battier. Querem mais? Raja Bell, Blake Griffin, Paul Pierce e Kevin Martin. A lista não é grande.

O mestre da simulação foi Vlade Divac. O sérvio era irritante. Quando jogava pelo Sacramento e duelava com o Lakers, o pessoal de Los Angeles ia à loucura com Divac.

Por falar nele, lembro-me que em 2004 eu entrei em um “Johnny Rockets” que fica na Promenade, Santa Monica (Los Angeles), e ele estava lá, sentado em um dos bancos giratórios onde é possível debruçar-se sobre o balcão. Estava só. Bebia uma Coca-Cola. Jogava no Sacramento na época, mas morava em Los Angeles. Entre, vi-o e fui ter com ele. Apresentei-me; disse que era do Brasil. Disse que era amigo de Oscar Schmidt. Contava eu que, com isso, fosse quebrar o gelo. Enganei-me. Divac não deu a menor bola pra mim ou para a minha história. Minha mulher tirou um retrato meu com Divac, eu agradeci e fui comer o meu hambúrguer.

Sujeitinho metido, disse minha mulher. Eu concordei.

Mas voltando à nossa história, dizia que a NBA vai criar regras para proibir o “flopping”. E o que isso significa? Significa que os árbitros terão mais poderes. Sim, pois o “flopping” é algo que pode ser interpretativo. Pra você pode ter sido; pra mim não.

Acho péssimo isso. A NBA está trilhando um caminho perigoso. Ela está se futebolizando — se é que existe esse termo — com certeza não existe, mas eu tomo a liberdade para essa licença poética.

A TNT já tem comentarista de arbitragem. Steve Javie, árbitro aposentado, é o Arnaldo Cesar Coelho da emissora a cabo norte-americana. Ridículo; nunca gostei disso. Arbitragem é algo que tem que passar despercebido, a menos que o erro seja grotesco. E se for, tem que ser abominado.

A NBA nunca teve isso e abre um sério precedente, pois está expondo a arbitragem de maneira covarde, como acontece no Brasil e no mundo do futebol com essas repetições em câmera lenta, onde tudo é falta, pois em câmera lenta tudo parece mesmo ser falta. Onde o tal do “tira-teima” condena um auxiliar num lance de centímetros. Covardia, como disse.

Agora vem essa história do “flopping”. A simulação nunca causou mal algum ao jogo. Nunca decidiu campeonato. Pra que fazer isso? Pra que dar esse poder ao árbitro, que, na verdade, só irá enterrá-lo aos olhos da opinião pública?

Sim, pois, como disse, o “flopping” é interpretativo. E se é interpretativo, pra mim pode ter sido e pra você não. Então, pra que isso? O que a NBA quer de fato? Quer criar polêmica? Quer, com isso, aumentar sua exposição na mídia e na boca dos torcedores?

Realmente, não gosto. Realmente, não aprovo.

É a futebolização da NBA.

Péssimo!

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:32

LEANDRINHO TREINA NO FLAMENGO PARA MANTER A FORMA. TALVEZ FIQUE POR LÁ MESMO

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Leandrinho está treinando no Flamengo (foto Site Oficial). O site oficial do clube diz: “De férias após as Olimpíadas de Londres, o jogador não quer perder o ritmo e seguirá a programação de treinamentos dos rubro-negros, na Gávea”. E Leandrinho complementa: “Muito bom voltar ao Flamengo e relembrar os bons momentos que vivi aqui no ano passado. Sou sempre muito bem recebido por aqui e tenho grande amigos no time”.

A situação de LB, como venho abordando aqui, é dramática. O tempo passa e ele não arruma time. Dramática e misteriosa. Toda matéria que lemos sobre ele é elogiosa. LB tem espaço e nome na liga. Mas não assina com ninguém.

Por quê?

A explicação que eu encontro é que Dan Fegan, seu agente, foi com muita sede ao pote. Mais do que isso: não conseguiu costurar acordo para encaixar LB no Lakers, por exemplo.

Fegan, na negociação de Dwight Howard com os amarelinhos, poderia ter condicionado a ida de LB para Los Angeles. Não conseguiu; ou nem tentou.

Como mencionei, talvez Fegan tenha sido guloso demais. Imaginou um contrato semelhante ou maior do que os mais de US$ 7 milhões que o brasileiro ganhou na última temporada. Como se sabe, os agentes ficam com 4% do acordo assinado. Quanto maior o contrato, maior o faturamento.

Não apareceu (até o momento) nenhum clube disposto a pagar isso — e nem vai aparecer. Primeiro porque esse dinheiro não está mais disponível em nenhuma franquia; segundo, porque todos os times têm no momento a faca e o queijo na mão. Ou seja, dirão a Fegan: é pegar ou largar.

Como já disse aqui, não é apenas LB que vive situação dramática. Há outros free-agents desempregados. Derek Fisher, pra mim, é o principal deles. Cinco anéis de campeão, líder nato, Fish (foto) ainda é muito bom de bola; e nada. Tracy McGrady não me comove, pois ele é um ex-jogador em atividade e se arrumar alguma coisa será nessas franquias em desespero, atrás de um sonho que não virá e da venda de tíquetes, pois T-Mac ainda ostenta um bom nome entre os fãs.

Leio que Mehmet Okur deve voltar para a Europa. É outro que também está sem time. Mas se voltar para o Velho Mundo deverá assinar com o Real Madrid, que ofereceu € 3 milhões (cerca de US$ 3,8 milhões) por um contrato de um ano.

Enquanto isso, LB apenas treina no Flamengo. Nem oferta ele recebeu, ao que tudo indica.

Ano passado, na época do locaute, apurei dia desses, LB recebeu R$ 150 mil mensais. E nem foi o clube da Gávea quem pagou o jogador: foi o banco BMG. Se a proposta for reapresentada, LB assinaria um contrato para receber R$ 1,8 milhão, o que daria cerca de US$ 890 mil. Menos do que o US$ 1,35 milhão do mínimo veterano e menos do que o US$ 1,95 milhão que o Lakers poderia oferecer usando a mid level exception.

Conversei por e-mail com Trapizomba, que mora em Los Angeles, para saber o que LB teria como gasto caso fosse para o Lakers. Trapizomba me disse que o leão californiano abocanha 10% do salário. “O maior problema são as taxas federais, em 39%. Isso é o que mata, mas é para todo o país”, completou Trapizomba.

Só de impostos Leandrinho deixaria para os cofres governamentais USS 195 mil para a Califórnia e US$ 760,5 mil para o governo federal, o que totalizaria US$ 955,5 mil. Ou seja: do total de US$ 1,95 milhão, LB receberia, na verdade, US$ 994,5 mil.

Mas não se esqueçam: em Los Angeles LB teria que alugar um imóvel, o que não aconteceria em caso de jogar no Flamengo (ele tem apartamento no Rio) ou mesmo se for jogar em outro time brasileiro, que daria moradia de graça para ele.

Morar na Califórnia é caríssimo. Tenho um amigo, Guto Guimarães, bauruense como eu, que vive em Tucson, pertinho de Phoenix. Não perdia um jogo do Suns na época do Leandrinho. Ele me contou, certa vez, que um amigo americano, brincando, disse: “Vendo minha casa aqui em Tucson e vou morar em um trailer na Califórnia”. Guto contou que o cara tem uma baita casa no Arizona. Fez a brincadeira para dizer ao Guto que morar na Califórnia é para poucos.

Trapizomba não soube me dizer quanto LB gastaria com aluguel de um imóvel em LA. Mas pelo que pesquisei pela internet, ele gastaria algo em torno de US$ 2,5 mil por mês, o que daria US$ 30 mil por ano.

Então, os US$ 994,5 mil cairiam para 964,5 mil, que traduzidos para nossa moeda seria algo em torno de R$ 1,95 milhão. Divididos em 12 parcelas teríamos R$ 162,5 mil.

Ou seja: praticamente a mesma grana para jogar no Flamengo — isso se o time carioca fizer uma oferta semelhante a feita na temporada passada. Ou, quem sabe, de repente em outra equipe de ponta do NBB.

Some-se a tudo isso o fato de que Samara Felippo, mulher de Leandrinho, atriz da Rede Record, em entrevista dada ao iG em 18 de julho passado, disse com todas as letras o seguinte: “Não quero morar nos EUA. Minha rotina lá é chata. Não é minha cultura, não é onde está minha família ou meus amigos. Ás vezes, a questão de não dominar a língua me irrita”.

E se Samara ficar por aqui boa parte da temporada (gravações da novela “Balacobaco”), Alicia, filha de LB, fica também. E o jogador é muito apegado à menina, que tem três anos. E ela, claro, adora o pai, como mostra a  foto (Instagram/Reprodução), onde Alicia tenta abraçar o pai vendo-o em entrevista na televisão.

Vocês querem saber o que eu acho? Se não aparecer nenhuma oferta milionária (e não deve aparecer mesmo, pois este é o cenário atual na NBA), LB tentará um acordo com o Flamengo ou com algum clube brasileiro — ou então tentará a Europa, o que é mais difícil, pois ele jamais atuou por lá. Ele ficaria uma temporada fora da NBA e enquanto isso Dan Fegan trabalharia no sentido de reencaixá-lo em alguma equipe da NBA na outra temporada. Ou assinaria um contrato com uma cláusula liberando-o imediatamente para algum time da liga norte-americana em caso de acerto.

Este é o cenário que eu vejo. Não consigo enxergar outro.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012 NBA | 11:03

SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE

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Em primeiro lugar, devemos ressaltar que foi um jogo de cavalheiros. Não houve provocação de nenhuma das partes. Os atletas se respeitaram em quadra. Venceu quem jogou melhor, na bola, sem trapaças. Que assim seja até o final desta série, pois quem ganha é o esporte, no caso o basquete.

Por conta disso, a vitória do San Antonio por 101-98 foi incontestável. O time texano abre 1-0 na série e se fizer nova vitória, amanhã (22h de Brasília), a situação do Oklahoma City ficará muito difícil.

Alguns pontos que têm que ser ressaltados no jogo de ontem:

1) Foi um jogo de cavalheiros porque Gregg Popovich não usou sua tática vil, torpe, do “Hack-a-Shaq”. Talvez não tenha usado por temor de que o OKC fizesse o mesmo em cima de Tiago Splitter e, com isso, não pudesse descansar Tim Duncan, que aos 36 anos de idade não pode ficar 40 minutos em média por partida numa série que tem tudo para ser definida em sete jogos. E o fato de não ter recorrido a tão reprovável método deixou claro que o SAS e ele próprio não precisam disso para vencer. E venceram um adversário que para muitos é o melhor time da NBA no momento e, repito, sem a nojenta tática do “Hack-a-Shaq”.

2) Com a vitória, o San Antonio somou seu nono triunfo consecutivo nestes playoffs. Foram duas varridas anteriormente a esta contenda: 4-0 no Utah e 4-0 no Clippers. Será que teremos nova varrida? Como disse acima, não creio. Creio, isto sim, em uma série longa. Em tempo: foi a 19ª vitória consecutiva do time contando, obviamente, jogos da fase de classificação.

3) Manu Ginobili, quando entrou em quadra pela primeira vez, a 6:31 do final do primeiro quarto, deu a impressão que não teria uma boa noite. Deu um passe que foi interceptado por Thabo Sefolosha, perdeu uma bola para James Harden e tomou dois tocos de Kevin Durant. Estava zerado no jogo e de bom tinha pegado um rebote defensivo e roubado uma bola de Harden. Mas, com a laranjinha nas mãos, não conseguia jogar. Mas tudo começou a mudar a 51 segundos do final, quando “El Narigón” anotou seus primeiros dois pontos, da meia direita do ataque alvinegro. Na sequência, uma bandeja. E finalizou o quarto encestando uma espetacular bola de três no estouro do cronômetro. Dali para frente, teve uma atuação notável, terminando a partida com 26 pontos (9-14; 3-5 nas bolas de três). Pra mim, Manu Ginobili (foto AP) foi o dono do motorrádio; ou seja: o melhor jogador em quadra.

4) Ainda sobre Manu Ginobili: o OKC precisa encontra uma maneira de marcá-lo. Caso contrário perde a série sem oferecer muita resistência ao adversário. O caso Ginobili me lembra o caso do cobertor curto. Scott Brooks, o treinador do OKC, quando coloca em quadra Derek Fisher, passando Kevin Durant para ala-pivô, fica sem um marcador ideal para o argentino. O cara, a gente bem sabe, tem que ser Thabo Sefolosha. Ou mesmo KD. Mas nesta formação, Harden e Fish se revezam na marcação e os dois não têm estofo defensivo para isso. Ou seja: com Fish em quadra aumenta o arsenal ofensivo do Thunder, mas defensivamente o time se fragiliza. O que fazer?

5) Em exatos 35 minutos, Tim Duncan anotou 16 pontos e pegou 11 rebotes. Foi fundamental na briga pelos pontos no garrafão, onde o SAS bateu o OKC por 50-26. No quarto final, onde tudo foi resolvido, o Spurs fez nada menos do que 16-2.

6) Por falar no quarto final, o SAS anotou 39-27. E é bom lembrar que o time texano entrou neste período com uma desvantagem de sete pontos: 71-64. Quando Tony Parker (18 pontos e seis assistências) anotou dois pontos e levou o marcador a 75-74, a 6:54 do final, o SAS não perdeu mais a dianteira da partida.

7) Durant (27 pontos e dez rebotes) tinha que ter levado Kawhi Leonard mais para o “low post”. A diferença de tamanho e envergadura é grande demais. São 2,06m contra 2,01m. Sem contar que KD arrasta os braços pelo chão, de tão longo que eles são. Mas pouco utilizou essa jogada, preferindo os arremessos longos ou os “mid-rang”.

8) Russell Westbrook foi um desastre: 7-21 nos arremessos, apenas 17 pontos e cinco assistências.

9) Tiago Splitter fez nove pontos e pegou seis rebotes. Mas foi um embaraço na linha do lance livre: 1-5. Num desses tiros da linha fatal, deu “air-ball”. Constrangedor.

Alguém tem mais a destacar? Se tiver, fique à vontade, a casa, ou melhor, o botequim é nosso.

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sábado, 19 de maio de 2012 NBA | 13:00

EM NOITE RUIM, LANCES LIVRES LIVRAM A CARA DE KOBE E LAKERS VENCE OKC

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O Lakers respira. Respira graças à mão calibrada de Kobe Bryant quando o assunto foram os lances livres. Kobe (foto Getty Images) foi um gigante no final da vitória de ontem diante do Oklahoma City por 99-96. De seus últimos dez pontos, oito foram feitos na linha fatal. KB colocou a bola debaixo do braço no ocaso da partida e disse: o jogo é meu,  vou ganhá-lo pra vocês. E com ela debaixo do braço chamou as faltas que queria, para bater os lances livres que o time precisava. Com isso, o Lakers venceu e diminuiu o déficit em relação ao OKC, que agora lidera a série por 2-1. Foi, aliás, a primeira derrota do Thunder nestes playoffs.

O desempenho de Kobe ao longo do cotejo, no entanto, não foi bom. Tomou seis tocos e cometeu muitos erros. A estatística da contenda fala em dois equívocos e quatro tocos, mas quem viu o jogo viu também que Kobe errou muito mais do que isso e foi barrado nos arremessos mais do que este quarteto de vezes.

Eu já falei sobre isso aqui neste botequim: não confio muito na estatística da NBA. Ela, como os árbitros, protege os grandes jogadores. O conceito de assistência, por exemplo, é muito vago. Um protegido passa a bola para o companheiro, esse recebe-a, sai da marcação e arremessa acertando o alvo: assistência contada. Se é um mané que passa a bola e o companheiro faz o mesmo, a estatística não conta.

Em 2004, em Oakland, vendo um jogo entre Golden State e Denver (Erick Dampier e Nenê Hilário quase saíram no tapa), fui seguindo Nenê. Ao final da peleja, tinha computado um número X de rebotes para ele. Quando recebi o “box score” do jogo, vi que ele tinha dois rebotes a menos. Estranhei. No vestiário, conversando com o são-carlense, comentei o assunto. E perguntei: será que os caras mudam os números? Nenê preferiu não responder, mas deu um sorriso maroto revelador.

Ontem aconteceu o mesmo em relação a Kobe. Em determinado momento do jogo, eu estava aflito, pois KB não conseguia atacar. Levava toco ou perdia a bola. Na estatística, como disse, aparecem quatro tocos levados durante a partida. Eu computei seis. Será que dois deles a estatística entendeu que foram “air ball”? Sei lá. E os erros? Onde foram parar os outros enganos de Kobe? Sei lá.

Kobe ganhou o jogo, mas uma vez mais foi mal nos arremessos de quadra. Fez 9-25, exatamente a mesma marca da segunda partida da série, em Oklahoma City. Neste confronto, está com aproveitamento de 36,7% nos arremessos, pois errou 43 de suas 68 tentativas.

Kobe poderia ter tido mais dificuldades no final e o OKC poderia ter vencido se Scott Brooks tivesse deixado Kevin Durant em sua marcação nos momentos derradeiros. Quando Durant desempenhou esse papel, o aproveitamento de KB foi muito ruim. Quando James Harden ou mesmo Russell Westbrook estavam marcando, Kobe se deu melhor. Thabo Sefolosha teria sido outra boa alternativa. Mas o suíço ficou no banco todo o quarto final.

Outra observação: Andrew Bynum fez 2-13. Assim como Kobe, conseguiu um duplo dígito na pontuação por conta dos lances livres: 11-12. Pergunto: o que Kendrick Perkins fazia em quadra no quarto final? Marcando um jogador que não estava levando o menor perigo quando tinha a bola nas mãos? Por outro lado, vale a resposta: Bynum estava mal exatamente porque Perkins não o deixava jogar. Valia fazer um teste e deixar Perkins de fora por alguns minutos e ver como Bynum se comportaria sendo marcado por Serge Ibaka, com Durant vigiando Pau Gasol. Com isso, Derek Fisher ou mesmo Sefolosha poderia estar no jogo e serviriam de opção ofensiva ao OKC. Perkins, ofensivamente falando, é quase nulo. Marcou apenas quatro pontos no quarto final, sendo que dois deles saíram de lances livres e os dois derradeiros nos segundos finais, quando Bynum correu em cima de Durant para dobrar a marcação e Perkins ficou sozinho. Além disso, o pivô do OKC não pegou nenhum rebote no último quarto. Perkins terminou a partida com seis pontos e dois rebotes. Deu quatro tocos, é bom registrar, pois o número é significativo e importante. Mas, resumo da ópera, creio que seria válido Brooks pensar no OKC em jogos como este sem Perkins em quadra nos momentos derradeiros, pois ele, como disse, é nulo atacando.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, no último domingo, Rubén Magnano, um dos maiores da atualidade, técnico (felizmente) da nossa seleção, disse o seguinte: “Sou um treinador cujo foco maior é o aspecto defensivo. Quando eu era mais jovem, diziam que o basquete era 70% defesa e 30% ataque, ou 80% e 20%. Não, basquete é 50% e 50%”. É isso mesmo: se não houver equilíbrio, não tem jeito. De que adianta ter um cara como Kendrick Perkins em quadra se ele não sabe pontuar? Ou: de que adianta ter um cara em quadra que não sabe defender? A menos que sejam gênios, como foram Dennis Rodman e Oscar Schmidt.

Perkins não é gênio. É apenas um bom marcador, mas que deixa o time com quatro atletas em quadra quando ele ataca. E no ataque, seus corta-luz, se bem observado pela arbitragem, são quase todos faltosos. Se marcados, comprometeria muito a ofensiva da equipe.

Hoje tem mais. Isso mesmo, hoje tem mais: 23h30 de Brasília. Dois jogos seguidos. Alguém perguntou: como o Lakers, um time mais velho que o OKC, se comportou quando jogou seguidamente? Foram 24 jogos nesta situação e o desempenho foi de 12-12. Portanto, nada a temer, muito embora em playoff o desgaste seja muito maior.

Hoje é dia novamente para irmos dormir lá pelas 3h da madrugada. E espero que seja como ontem, com os times trocando liderança no marcador a cada ataque. Que seja como ontem, quando o jogo parecia estar sendo jogado seguindo um roteiro de Hollywood.

Por causa de partidas como a desta madrugada que eu digo sempre que quem criou o bordão “I Love This Game” é um gênio. Neste caso, no ataque e na defesa.

IGUALDADE

O Philadelphia igualou a série diante do Boston com a vitória de 92-83. Esta quarta partida, no entanto, em seu começo dava a entender que os verdinhos sairiam vencedores novamente. Mas o C’s parece ter gastado toda sua munição no primeiro quarto, quando fez 24-12. Fechou o primeiro tempo na frente em 46-31. Mas veio o segundo tempo e como os caras do Sportscenter gostam de dizer, “second half: different half, different history”.

O Sixers fez uma corrida de 61-37 e venceu o jogo. Venceu impulsionado por Andre Iguodala (foto Getty Images) e Lou Williams, este vindo do banco. Ambos anotaram 26 pontos, divididos igualmente durante o período. Venceu porque esteve bem no aproveitamento dos chutes nesta etapa final (22-43; 51,2%), venceu porque pegou mais rebotes nestes 24 minutos derradeiros (28-17), venceu porque foi um time mais solidário (14-9 nas assistências), venceu porque errou menos (4-8) e venceu principalmente porque seu banco foi muito mais profícuo, vencendo o duelo contra os reservas do Boston por 34-7.

O confronto, como disse, está empatado em 2-2. A série volta para Boston. Depois retorna para a Filadélfia e, se preciso, termina em Massachusetts. Vai ser mesmo preciso?

REFLEXÃO

O ótimo site “Jumper Brasil” escreveu um texto ontem dizendo, entre outras coisas, que se o Miami perder seus Três Magníficos torna-se um time comum. Mas eu perguntei a eles: e os outros não ficam também?

Se tirarmos Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum, o que sobra do Lakers? Se tirarmos Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, o que resta do OKC? E se tirarmos Rajon Rondo, Paul Pierce e Kevin Garnett, o que podemos aproveitar do Boston? Se subtrairmos Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, o que ficará do SAS? No Chicago, nem precisa tirar três, tira-se Derrick Rose e Luol Deng, o que podemos aproveitar? E o Clippers sem Chris Paul e Blake Griffin, como fica?

Portanto, mais do que o elenco de apoio, os “Big Three” têm que funcionar. Se eles funcionarem, os que gravitam a seu redor tornam-se importantes aos olhos de todos. Se não funcionarem, viram porcarias.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 NBA | 12:29

KNICKS E MAVS ESTÃO COM UM PÉ FORA DOS PLAYOFFS. PHIL JACKSON EM NOVA YORK?

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O campeonato acabou para New York e Dallas. Ambos voltaram a perder e agora estão em desvantagem de 0-3 em suas respectivas séries. Em toda a história da NBA, nunca um time conseguiu sair de uma situação dessas. Tabus foram feitos para serem quebrados, dizem por aí. Pode ser, mas, sinceramente, pego a mesma onda da mídia em todo o planeta: o campeonato acabou mesmo para New York e Dallas.

E cada um sai de um jeito melancólico. O Knicks batendo o recorde de maior número de derrotas consecutivas na história da NBA (somou sua 13ª ontem) e o Mavs, como atual campeão, correndo o risco de ser varrido na primeira rodada, o que, convenhamos, não é nada legal para quem ostenta o status de campeão do mundo, como os americanos gostam de dizer.

RECORDE

Ao perder ontem para o Miami por 87-70 o time nova-iorquino somou seu 13ª revés, como disse. O recorde negativo anterior era do Memphis, que ficou 12 contendas em playoffs sem saber o que era vencer. E mais: se perder novamente, no domingo, será a terceira varrida consecutiva do time da “Big Apple” em playoffs. Outro recorde para o livro de recordes da NBA.

FOMINHAS

O Knicks esbarrou em seus próprios problemas e em um adversário que, queiram ou não, é um dos mais fortes destes playoffs. Os erros do NYK saltaram aos olhos, pois numa noite onde LeBron James teve mais erros e faltas do que cestas feitas, nem assim foi possível aproveitar-se dessa debilidade para conseguir sua primeira vitória. Não foi possível porque Carmelo Anthony beira o insuportável. Fez 7-23 nos arremessos (30,4%) e não se mancou que o jogo era outro. J.R. Smith, outro fominha contumaz da NBA, que também dá nos nervos, fez 5-18 (27,7%) e igualmente não teve “semancol”.

Os dois juntos arremessaram 41 bolas. O Knicks chutou ao todo 69. Ambos atiraram 59,4% das laranjinhas que o NYK mandou contra a cesta adversária. Se estivessem com a mão quente, tudo bem: bola pra eles porque ambos vão decidir a partida. Mas não foi o caso. Em quadra, alucinados, perdidos, olhando apenas para o próprio umbigo, esqueceram-se que o basquete é um esporte coletivo e que o jogo tinha que passar por outras mãos.

No banco, o técnico Mike Woodson nada fez. Ao contrário: deu corda para ambos deixando-os praticamente o tempo todo em quadra. Melo jogou 43:13 minutos; J.R. atuou 38:58. Uma vergonha o comportamento do treinador.

Desta maneira, não tinha mesmo como ganhar. Nem mesmo numa noite onde LeBron James teve um aproveitamento ruim nos arremessos: 9-21 (42,8%). Num comparativo, nos dois confrontos anteriores, LBJ fez 18-32 (56,2%).

O jogo foi definido no segundo tempo, quando o Miami fez 51-30, placar este que frutificou no último quarto, numa corrida espetacular de 29-14.

Como no ano passado, o Heat é o time a ser batido nos playoffs do Leste.

MÁQUINA

Em Dallas, a surpresa da rodada. Pelos dois jogos feitos em Oklahoma City, não dava pra imaginar que o Mavs fosse levar uma tunda do Thunder. O placar de 95-79 poderia ter sido muito mais expressivo se os visitantes não poupassem os anfitriões. A diferença chegou a bater na casa dos 24 pontos. O final do jogo, dada a facilidade, virou um constrangedor “garbage time”.

O OKC foi um exemplo de como se deve jogar basquete. Cinco jogadores tiveram duplo dígito na pontuação (Kevin Durant, 31; Russell Westbrook, 20; e com dez pontos apareceram Serge Ibaka, James Harden e Derek Fisher), forçou o adversário a cometer 15 erros (oito foram os equívocos do Thunder), roubou 11 bolas (seis foram os desarmes do Mavs), deu sete tocos na partida (quatro saíram das mãos de Ibaka) e limitou o adversário a um aproveitamento modesto nos arremessos: 34,2% no total (26-76), sendo 31,8% nos triplos (7-22).

Tudo o que o OKC não tinha conseguido jogar diante de seus fãs ele jogou ontem à noite nas barbas da torcida adversária. E aquela impressão que a gente tinha de que o time ainda é inexperiente e carece de mais rodagem para ser um campeão de conferência, aquela impressão parece que é mesmo apenas uma impressão. Pelo que jogou ontem na vitória diante do atual campeão da NBA, o OKC deixa claro que vai mesmo brigar pelo título do Oeste.

A menos que tudo não passe de outra impressão.

FUTURO

A mídia americana diz que só há uma maneira de o New York se reencontrar: contratar Phil Jackson . P-Jax, como se sabe, está aposentado. Poupança gorda, escrevendo um livro, pescando, morando no meio do mato. O treinador mais zen de toda a história do esporte mundial não procura holofotes. Mas é um cara competitivo. E todo cara competitivo não se contenda em competir com o vizinho pra ver quem fisga mais peixes.

P-Jax pode voltar. A saúde, dizem, está ótima. E dirigir o Knicks é algo que o atrai barbaramente. Afinal de contas, foi em Nova York que ele conquistou seus dois anéis de campeão da NBA como jogador. O segundo deles, P-Jax nem conta como ganho, pois, contundido, ficou de fora a maior parte da temporada. Talvez ele queira compensar isso.

E tentar arrumar o passado recebendo por isso US$ 40 milhões em três anos de contrato, convenhamos, é tentador.

Tomara que seja verdade e isso se concretize. Ver P-Jax de volta seria espetacular. Em Nova York seria um “blockbuster”.

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terça-feira, 20 de março de 2012 NBA | 12:02

CHICAGO: UMA AULA DE BASQUETE EM ORLANDO. E O TIME AINDA TEM PRA ONDE CRESCER

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Tenho procurado não falar muito sobre jogos para não fazer deste botequim um diário do factual. Procuro por temas para a gente discutir e refletir, de modo a nos fazer entender um pouco mais o jogo.

Por isso, como vocês devem ter reparado, abro um intertítulo batizado “Rodada” e nele dou uma pincelada sobre as partidas. Acho que é o mais adequado.

Abro nesta terça-feira uma exceção, que entendo ser pertinente. Abro para falar da vitória do Chicago sobre o Orlando, na Flórida, por 85-59, um baile. E sem Derrick Rose.

Fiquei impressionado com a qualidade do Bulls. O time foi perfeito defensiva e ofensivamente falando. Impôs ao Orlando sua pior derrota dentro de casa em oito temporadas. A vitória por 26 pontos de diferença foi a pior da gestão Stan Van Gundy em cinco campeonatos. Apenas um jogador do Magic, o pivô Dwight Howard, atingiu o duplo-dígito na pontuação. E por falar em D12, mesmo com ele em quadra, o Chicago venceu o duelo dos rebotes por 48-38.

“O verdadeiro motivo de nossa vitória foi nossa defesa”, afirmou Carlos Boozer. “Foi provavelmente nosso melhor desempenho desde que estamos juntos”.

A competência defensiva fez o Orlando assinalar apenas 59 pontos, recorde de menos pontos sofridos na história da franquia, batendo o anterior, que era de 62, marcados pelo Milwaukee na temporada 1997-98, quando o time estava nas mãos de Phil Jackson.

A força da defesa do tricolor de Illinois fez o Orlando cometer nada menos do que 19 erros na partida. E outro reflexo foi o aproveitamento grotesco do Orlando nas bolas de três: das 20 bolas arremessadas, apenas quatro entraram (20,0%). Ryan Anderson, que tanto brilha nestes arremessos compridos, fez só 2-8 (25,0%).

Além do parco desempenho nos tiros de três, nos lances livres o Orlando também envergonhou seus torcedores. Fez apenas 7-18 (38,9%), mostrando, igualmente, que se a defesa do Chicago foi boa, os jogadores também não estavam em uma noite feliz.

“Eles jogaram sem o MVP da liga e bateram Philly e Miami e nos arrasaram. Vamos dar o crédito pelo que eles estão fazendo e pelo tipo de time que eles são”, afirmou Van Gundy, tentando preservar seus jogadores, que realmente jogaram bolinha, especialmente Hedo Turkoglu, uma lástima, com quem a franquia gasta nada menos do que US$ 11 milhões.

Mas voltando a falar em Boozer, o ala-pivô do Chicago tem correspondido muito nos últimos confrontos e se continuar assim vai justificar o investimento feito nele na temporada passada. Ontem, até de pivô jogou e marcou D12. Ao contrário de Joakim Noah e Omer Asik, que estavam tremendo de medo do grandalhão do Orlando, Bozz foi lá e encarou a fera.

Carlos deixou a quadra sob a mira dos holofotes com um total de 24 pontos e 13 rebotes. Holofotes, é bem verdade, que se voltaram para o ala-pivô depois de ter iluminado intensamente um pixotinho de 1,80m de altura e que atende pelo nome John Lucas III. Vindo do banco, anotou 20 pontos e encestou quatro de suas sete tentativas de três. Ele foi o responsável direto pela goleada que o banco do Bulls impôs ao do Magic por 34-13.

Foi uma festa, como se vê, em pleno Amway Center.

Um amigo e seguidor do meu Twitter, ZecaVedder, assistiu ao vivo a partida e informou que 30% dos 18.998 pagantes eram torcedores do Chicago. Dava para perceber na transmissão que eram muitos, pois a cada cesta do Bulls o estrondo era grande.

De fato, estou impressionado com a atuação do Chicago. O desempenho do time “on the road” é de 19-6, o melhor entre os 30 times que participam do campeonato.

E, é bom frisar, sem D-Rose o Bulls marcou 10-4. Ou seja: o Chicago ainda tem pra onde crescer.

SUCESSOR?

O desempenho do Chicago foi tão encantador que acabou por premiar o técnico Tom Thibodeau (foto Orlando Sentinel), que tornou-se o mais rápido “coach” a atingir a marca de 100 vitórias na NBA. Para isso, ele precisou trabalhar em 130 contendas. O recorde era de Avery Johnson, na época treinador do Dallas, que atingiu a marca após 131 partidas.

Depois da contenda, o técnico Stan Van Gundy declarou o seguinte: “Existem vários grandes treinadores nesta liga e muitos deles fizeram e vêm fazendo ótimos trabalhos na última e nesta temporada. Mas ninguém — ninguém — tem trabalhado melhor do que Tom (Thibodeau). Ele está provavelmente melhor nesta do que na passada temporada”.

Uau, palavra de treinador, de quem entende. Pergunto: será que Thibs vai bisar o troféu de “Coach of the Year”?

O Chicago descobriu Phil Jackson, pra mim o maior treinador na história da NBA. Será que está descobrindo agora o seu sucessor?

ESCLARECIMENTOS

A direção do Chicago informou que não está interessada em contratar Derek Fisher.

Espero que ela cumpra a palavra e que outros times, como o Miami e Oklahoma City, não entrem nessa barca furada.

RODADA

Se alguém quiser comentar algo sobre os outros confrontos, fique à vontade, pois após a clínica do Chicago em Orlando eu me recusei a assistir qualquer outra partida.

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segunda-feira, 5 de março de 2012 NBA | 19:54

ARMADORES PUROS SUMIRÃO NUM FUTURO NÃO MUITO DISTANTE

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O parceiro Gustavo Malaquias mandou a seguinte mensagem há pouco: “Muitos falam a mesma coisa: consideram Derrick Rose (foto Getty Images) um “shooting guard” e não um “point guard”. Mas eu tenho uma outra opinião. Para mim, D-Rose é o típico “point guard” moderno – muito atlético, explosivo, com bom arremesso, ótimo controle de bola e grande visão de jogo. Você não encontra essas qualidades em muitos “shooting guards”. E a tendência é que a nova safra dominante de armadores tenham essas qualidades, vide John Wall, Kyrie Irving, Kemba Walker e o próprio Russell Westbrook, que possui um jogo parecidíssimo com o do Rose e você não o retirou de sua lista”.

Era uma resposta a algum comentário de outro parceiro deste botequim.

É exatamente isso o que eu penso e já me manifestei aqui sobre o assunto em outras ocasiões.

Em uma conversa que tive pelo Twitter com o meu xará Fabio Balassiano disse isso a ele e ele também concordou. E o nosso papo (fiquei feliz por isso) motivou-o a escrever um texto muito bom sobre o assunto (clique aqui para ler).

A opinião de Gustavo vem ao encontro do que eu penso. Sem querer posar de sabichão ou sabe-tudo, a meu ver a maioria das pessoas se guia por um conceito antigo de que armador tem que passar a bola em primeiro lugar. Isso está ficando para trás. Armador moderno tem que armar o jogo e pontuar — e muito, de preferência.

Magic Johnson, aliás, já fazia isso na década de 1980. Também por isso Earvin entrou pra história como um dos maiores de todos os tempos.

Eu já disse aqui algumas vezes: os armadores puros, do tipo Rajon Rondo e Jason Kidd (atual), vão sumir com o passar do tempo. Jogador tem a obrigação de saber levar a bola, ler o jogo e fazer escolhas corretas sob quaisquer circunstâncias do jogo.

Então, pra que um “point-guard”?

Num futuro breve, todos serão “shooting guard”. E os alas também terão que saber conduzir o jogo. Scottie Pippen, por exemplo, fazia isso nos tempos do Chicago de Michael Jordan — que também sabia levar a bola.

Aliás, no segundo “Three Peat” do Bulls, o “armador” era Ron Harper, que nunca foi armador. Ele era um ala-armador como Michael Jordan. Steve Kerr (que era um armador, mas que estava mais para ala-armador), entrava apenas nos momentos chaves das partidas.

No Lakers de Phil Jackson, o que Derek Fisher menos fazia era levar a bola e armar o jogo. Isso ficava a cargo de Kobe Bryant e Lamar Odom.

No Miami atual, Mario Chalmers ocupa um papel semelhante ao de Fish: finge-se de morto e sempre aparece aberto para os arremessos de três, servido que é por LeBron James e Dwyane Wade, por exemplo.

Assim serão os times de basquete no futuro. Futuro, diga-se, que está em nossa frente, mas que muitos ainda não estão conseguindo enxergar.

Os times do futuro terão jogadores como Derrick Rose, Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade, Russell Westbrook, Deron Williams, Tony Parker e Jeremy Lin. Terão John Wall, Kyrie Irving e Kemba Walker.

Assim será; podem me cobrar.

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NBA | 01:35

DEU LAKERS, POR DEZ PONTOS. KOBE FOI O CESTINHA E LBJ ATINGIU UM “DOUBLE-DOUBLE”. QUEM ACERTOU?

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Deu Lakers. E por dez pontos: 93-83. E no duelo de duas das maiores estrelas da NBA, deu Kobe Bryant: 33 pontos, com excelente aproveitamento nos arremessos: 14-23 (60,9%). Seu primeiro quarto foi brilhante: 18 pontos (8-10; 80,0%), fazendo o Lakers tomar as rédeas da partida, sem deixar o Miami tomar gosto pelo jogo.

À exceção do comecinho do confronto, quando o Miami fez 5-4, o Lakers jamais ficou atrás. Mesmo contando com um jogador que hoje beira o ridículo: Derek Fisher. Fish se arrasta em quadra, é um ex-atleta em atividade, que freia as passadas que o time quer dar rumo ao patamar em que se encontram hoje o próprio Miami, Chicago e Oklahoma City.

Agora sabem que arrebentou e foi talvez até mais importante do que Kobe (foto Getty Images)? Metta World Peace: 17 pontos (6-10; 60,0%), sete rebotes, quatro desarmes e três assistências. E um trabalho incessante em cima de LeBron James.

LBJ não precisou provar nada na tarde-noite deste domingo. Não houve necessidade da última bola. Foi importunado, como disse, por MWP. Anotou 25 pontos, mas teve um aproveitamento baixo dos arremessos: 46,1% (12-26). Foi bem nos rebotes (como sempre), tendo coletado 13 e deu ainda sete assistências. Mas foi mal nos arremessos, repito.

Não foi, todavia, pior do que Dwyane Wade, que fez um papelão em quadra e acabou eliminado por conta das seis faltas que cometeu. Deixou o confronto quando ainda faltavam 5:14 minutos por jogar. Foi pro banco ouvindo Ray Charles cantar “Hit The Road Jack”. Aliás, foi a primeira vez, depois de 258 jogos seguidos, que D-Wade foi cometeu seis faltas. Danificou uma vez mais o jogo do Miami, pois na derrota para o Utah, embora a gente tenha analisado a última bola de LBJ, D-Wade foi comprometedor nos dois minutos finais.  Registre-se: foi anulado por KB.

Ele e Udonis Haslem, que jogou neste domingo provavelmente ainda sob o impacto do arremesso errado da noite de quinta. Fez 0-5 e saiu zerado. Jogou 19:28 minutos, mas deveria ter jogado menos.

A dupla de pivôs do Lakers (Pau Gasol e Andrew Bynum) combinou para 26 pontos e 23 rebotes. Foi importante para que o time angelino ganhasse o combate pelos ressalto: 44-35.

Deu Lakers — e mesmo com Kobe jogando com sua máscara de acrílico protetora. Joga porque no “All-Star Game” de domingo passado, em Orlando, ele quebrou o nariz por conta de uma entrada involuntária de D-Wade.

Registre-se o seguinte: desde que Kobe tornou-se mascarado, ele anotou 31, 38 e neste domingo 33 pontos. Média de exatos 34 pontos por partida.

Deu Lakers. E por dez pontos. Kobe fez 33 pontos e não atingiu o “double-double”. LeBron anotou 25 tentos, como vimos, mas chegou ao DD com seus 13 rebotes. E não precisou do arremesso final.

Quem acertou?

RODADA

Alguns destaques. O primeiro para a vitória do Boston na prorrogação diante do New York por 115-111. Rajon Rondo atingiu mais um “triple-double” ao cravar 18 pontos, 20 assistências e um recorde na carreira de 17 rebotes… Foi a terceira vez na história da NBA que um jogador dá pelo menos 20 assistências e pega 17 rebotes. Magic Johnson fez isso em 1983, diante do Philadelphia, ao cravar 17 rebotes e 21 assistências. Wilt Chamberlain, frente ao Detroit, em 1968, pegou 25 rebotes e deu 21 assistências… O fogo de Jeremy Lin parece estar se apagando: num jogo com prorrogação ele anotou apenas 14 pontos (6-16; 37,5%) e deu só cinco assistências. Cometeu seis erros… Na Filadélfia o Chicago venceu o Sixers por 96-91 e assumiu a primeira posição geral. Derrick Rose foi novamente um gigante: 35 pontos (12-13; 51,2%) e oito assistências… Taj Gibson, no entanto, quase comprometeu a vitória do Bulls ao errar dois lances livres a oito segundos do final. A sorte do time chicaguense foi que Lou Williams errou o arremesso que poderia ter empatado a partida e levado-a para a prorrogação. Taj anotou apenas dois pontos no jogo e fez 1-6 (16,7%) nos arremessos. É o que eu sempre digo: não adianta nada defender muito e produzir pouco ofensivamente. Jogador que não pontua não serve… E o que dizer de Deron Williams? 57 pontos na vitória do seu New Jersey sobre o Charlotte por 104-101. D-Will anotou quase que 55% dos pontos do time. É o recorde de pontos nesta temporada. E tem gente que não gosta de D-Will…

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 NBA | 11:28

OKC E LAKERS FIZERAM VITÓRIAS MARCANTES. ATAQUE DO BULLS PREOCUPA

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Dois foram os jogos que marcaram a rodada de ontem: em Boston, o Celtics perdeu novamente, desta feita para o Oklahoma City (97-88), e em Los Angeles em um final emocionante, o Lakers venceu o Dallas.

Fiquei muito impressionado com o que vi do OKC. Time forte defensivamente, com Thabo Sefolosha ditando o ritmo defensivo, marcando em cima Ray Allen e contagiando seus companheiros, que fizeram o mesmo e anularam as principais jogadas do adversário.

Thabo fez quatro dos 12 desarmes do Thunder na partida, fundamento em que o time da terra dos tornados saiu-se vencedor, pois permitiu que apenas meia dúzia de suas bolas fosse surrupiada pelo oponente.

O nome do jogo? Não foi Kevin Durant. Embora KD tenha terminado a partida com 28 pontos, sete rebotes e quatro assistências, o nome do jogo foi Russell Westbrook: 26 pontos, sete rebotes, quatro assistências e três roubos de bola.

Russell (foto Getty Images) foi o nome do jogo porque a dois minutos do final da contenda, com tudo ainda indefinido, ele deu um passe na medida para Sefolosha encestar uma bola de três e levar o marcador em 86-80 para o OKC.

O Celts respondeu com uma bandeja de Rajon Rondo: 86-82, a 1:47 do final.

Na sequência, Russell meteu uma bola tripla: 89-82.

Mickael Pietrus respondeu pelo Boston na mesma moeda: 89-85. O TD Garden ficou em polvorosa, achando que aquele chute desferido era o prenúncio de que a vitória viria, de virada, colocando um ponto final na sequência de quatro revezes seguidos.

Faltava apenas 1:13 para o soar definitivo da buzina. Tempo tinha — e de sobra, pois estamos falando de basquete.

Mas Westbrook não deixou. No ataque seguinte, ele meteu outra bola de três, nocauteando as pretensões do alviverde de Massachusetts: 92-85. O cronômetro do telão central mostrava que faltavam 51 segundos.

Tempo havia para uma reviravolta. Mas o Boston sabia muito bem que a cada golpe encaixado, Westbrook responderia com outro na mesma medida ou talvez mais poderoso.

FINAL

Em quase todo o último quarto, os dois times jogaram com quatro jogadores abertos e apenas um pivô. Do lado do Celtics, Kevin Garnett; do lado do OKC, Kendrick Perkins, que, registre-se, voltou a Boston pela primeira vez e foi merecidamente saudado por todos.

Quatro jogadores abertos, apenas um pivô. Quatro jogadores que sabem jogar bola, um brucutu a menos.

Foi como se tirasse um volante de contenção de um time de futebol e colocasse um meia de aproximação.

O jogo ficou muito mais bonito.

INCÔMODO

Desde que o “Big Three” foi formado, na temporada 2007-08, nunca o Boston tinha perdido cinco partidas seguidas. Ontem, com a derrota diante do OKC, o Celtics enfileirou meia dezena de jogos sem vencer.

O ar está pesado. Doc Rivers parece não encontrar solução para os problemas do time.

Kevin Garnett nem de longe lembra o jogador dominante de seus tempos de juventude. Ray Allen foi uma pálida amostra do pistoleiro implacável, destemido.

Com esses dois jogadores praticamente fora de combate, fica difícil vencer. E comprovou-se isso ao final da partida de ontem uma vez mais.

KG e Allen são os dois jogadores que mais comprometem o trabalho do Celtics em tentar se reerguer para voltar a ser um contendor temido no Leste. O time está hoje fora do G8. Isso quer dizer que se o campeonato terminasse agora, estaria fora dos playoffs.

Doc Rivers precisa aumentar o tempo de permanência em quadra de Mickael Pietrus e dar outra função a Allen. O novo papel a ele atribuído, penso eu, seria o de vir do banco de reservas para mudar o cenário da partida.

Esta é a única alternativa que encontro, de momento, para mudar a situação, pois KG não tem um substituto do calibre de Pietrus, por mais que Brandon Bass esteja sendo útil.

BINGO!

Como gostam de dizer os locutores: bingo! Sim a bola de três que Derek Fisher meteu a três segundos do final, levando o placar aos definitivos 73-70, foi daqueles chutes que ficam na memória da gente por um bom tempo ou mesmo definitivamente, dependendo do grau de relacionamento do torcedor com o evento.

Essa bola ilustra bem a principal função de Fish (foto AP) no time do Lakers: ele é um armador arremessador e não um armador de jogo. Sempre foi assim. A principal função de Fish era meter essas bolas de três para 1) dar tranquilidade ao time na partida; 2) colocá-lo no jogo; 3) levar a equipe à vitória.

Então, quando algum torcedor diz: “Fish não dá assistências!”. Não dá mesmo. Este nunca foi o papel dele no time.

O Lakers, como se sabe, nunca teve um armador. Agora, com a chegada de Mike Brown, o sistema mudou e um armador se faz necessário.

OFENSIVA

O Chicago levou um couro do Memphis no Tennessee. O placar final, 102-86, não retrata o que ocorreu em quadra. A vantagem do Grizzlies chegou a 26 pontos e poderia ter ultrapassado a casa dos 30.

O Bulls jogou sem Derrick Rose. E sem D-Rose o Bulls não é o Bulls. Sem D-Rose o Bulls é um time comum.

O que mais me preocupou no jogo de ontem foi que o Chicago esteve completamente perdido em seu ataque. Era um bando e não um time. Mostrou que não tem variações ofensivas, mostrou que se D-Rose não jogar a vaca pode ir para o brejo na maioria dos jogos.

Tom Thibodeau, o treinador do Bulls, é um homem alucinado por defesa, mas parece se esquecer que o ataque é mais importante.

Os dois maiores times de basquete das últimas duas décadas, o Chicago de Michael Jordan e o Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, foram equipes que se notabilizaram pelo seu ataque e não por sua defesa.

Defender exige preparo físico, inteligência e disposição. Atacar exige tudo isso e habilidade com a bola, que é a parte mais difícil no jogo: ter a bola sob posse e saber o que fazer com ela; ter a posse de bola e saber arremessar.

Os grandes jogadores não são aqueles que se destacaram por suas defesas. Os grandes jogadores foram e são aqueles que se destacam por conta de sua qualidade técnica com a bola nas mãos, por sua capacidade de ganhar partidas.

Por isso, Thibs tem que olhar o jogo de ontem com carinho e tentar resolver esse problema ofensivo do Chicago quando Derrick Rose não está em quadra. Caso contrário, quando o melhor armador do planeta não puder jogar, a chance de perder um jogo importante é maior do que ganhar.

O Bulls tem que ter alternativas para isso se quiser ganhar o campeonato.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 NBA | 16:53

NBA VOLTA A SE REUNIR COM JOGADORES E ESPERA ACORDO ATÉ O FINAL DA SEMANA

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Ôpa!!! Notícia fresquinha, fresquinha!!!

NBA e jogadores retomaram as negociações ontem. Hoje, voltam a se encontrar. Tudo em Nova York.

David Stern, o comissário da liga, disse estar esperançoso de um breve acordo. Se ele ocorrer até o final desta semana, o campeonato começa no dia de Natal!

A informação foi veiculada no Twitter do repórter Adrian Wojnarowski, do site Yahoo! Sports.  Ele menciona duas fontes para postar as informações.

“Deveremos ter outras notícias mais tarde, ainda nesta noite”, disse uma das fontes a Wojnarowski.

Derek Fisher, armador do Lakers e presidente do extinto sindicato dos atletas (NBPA), não participa da reunião, pois não tem mais representatividade legal. Billy Hunter, no entanto, ainda fala pelos jogadores e, por isso, tem se reunido com Stern.

NBA de volta no dia de Natal… Há presente melhor do que esse???

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