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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 NBA | 13:13

NOITE RUIM DOS BRASUCAS

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Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

A noite de ontem não foi dos brasucas. Cleveland e Denver perderam seus jogos — ambos em casa — e deixaram de somar importante vitória da tabela de classificação.

O Cavs perdeu surpreendentemente para o Charlotte (91-88) em sua Q Arena; o Nuggets foi batido pelo Philadelphia (108-105).

A derrota do Denver tem desculpas — e das boas. Dois de seus principais jogadores, Chauncey Billups e Carmelo Anthony, lesionados, não puderam jogar. Some-se a isso a contusão que Chris Andersen sobre no segundo quarto da contenda de ontem e teremos três desfalques.

Nenê Hilário bem que tentou evitar o colapso. Não conseguiu apesar de seus 24 pontos e 15 rebotes.

Esses números são emblemáticos, pois mostram bem quem é o são-carlense. Sem Billups e Melo, o jogo teve de gravitar ao seu redor; e ele fez 24 pontos e apanhou 15 rebotes.

Ou seja: fosse mais explorado pelos companheiros e seus números seriam superiores aos atuais14.2 pontos e 8.4 rebotes. Nas três partidas que o Denver fez sem o duo referido, Nenê teve médias de 23.6 pontos e 9.3 rebotes por jogo.

Será que alguém ainda consegue criticar Nenê? Será que alguém ainda tem dúvidas quanto ao seu potencial?

Ah, havia me esquecido: Nenê está em primeiro lugar no ranking de roubos de bola entre os pivôs com 1.62 desarmes por partida.

Espero que as críticas diminuam, pois o cenário atual deixa claro de que temos um representante que nos orgulha na NBA.

Alguém pode argumentar: por que ele não faz isso também com Billups e Melo em quadra? É preciso responder?

Quanto a Varejão, ele pelejou com as faltas e, por isso mesmo, jogou apenas 22 minutos. Fez só dois pontos e pegou surpreendentes quatro rebotes.

Mas o jogo de ontem deixou bem claro que os coadjuvantes não seriam mais do que coadjuvantes ontem à noite em Ohio. LeBron James e Mo Williams fizeram, juntos, 56 pontos. Os demais anotaram 32 pontos.

A bola, como se vê, ficou mesmo nas mãos dos dois melhores jogadores do time. Assim, só restou aos demais ver a partida — e em posição privilegiada: dentro da quadra.

ENTENDIMENTO

Jordan Farmar encara Kris Humphries

Farmar encara Humphries

Alguém consegue entender o Lakers? Pena para vencer equipes frágeis, quando pega o Dallas, segundo colocado no Oeste, aplica-lhe uma goleada estonteante: 131-96.

E o time, uma vez mais, não pôde contar com Ron Artest. Mas contou com Jordan Farmar, que (talvez contagiado pelo prenome) anotou 24 pontos e encerrou o jogo como cestinha do Lakers e do prélio.

Se alguém for perguntar, eu já respondo: Kobe Bryant fez modestos 15 pontos. Mas Kobe está nos calcanhares de Jerry West na briga pela artilharia suprema do Lakers em todos os tempos.

West fez 25.192 pontos; Kobe está com 24.815. O cálculo mostra que, se mantiver suas médias da atual temporada, KB ultrapassa JW em 13 partidas.

RODADA

Os demais resultados da rodada de ontem mostraram os seguintes resultados:

New York 132-89 Indiana

Toronto 91-86 San Antonio

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domingo, 22 de novembro de 2009 NBA | 15:32

ADMIRADO POR TODOS

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Nenê Hilário voltou a jogar bem com a camisa 31 do Nuggets. Na vitória de ontem sobre o Chicago por 112-93, o são-carlense fez dez pontos e apanhou nove rebotes.

Mais do que isso: limitou Joakim Noah a apenas oito rebotes, quebrando uma sequência de oito jogos do filho de Yannick com um duplo dígito nos ressaltos.NENE

Aliás, o respeito que jornalistas, torcedores e o povo de Denver — e também do Colorado — têm para com o brasuca é empolgante.

Nenê (foto Reuters em jogada contra Joakim Noah) é sempre focalizado pelas câmeras de tevê, é aplaudido quando surge a oportunidade e respeitado por todos os companheiros. No prélio de ontem, quando saiu para descansar, Scott Hastings, ex-jogador do próprio Denver, comentarista da Altitude Television, falou: “Sem Nenê o Denver perde em intensidade em seu jogo interior”.

E perde mesmo.

Kenyon Martin e Chris Andersen não têm a qualidade de jogo de Nenê. São guerreiros — especialmente Birdman —, mas tecnicamente não se comparam ao são-carlense.

Ao lado de Chauncey Billups e Carmelo Anthony, forma o pilar que sustenta a franquia nesses últimos anos. Basquete vistoso, eficiente e admirado por todos.

A seleção e a torcida brasileira aguardam ansiosamente por sua chegada, Nenê. Ano que vem, na Turquia, você terá a missão de comandar esse time em quadra.

VAREJÃO

Nosso outro brasuca na NBA teve atuação tímida na rodada deste sábado. Ontem, na vitória do Cleveland sobre o Philadelphia por 97-91, foram quatro pontos e sete rebotes; mas houve dois tocos também, que a gente não pode e nem deve desprezar.

Ficou 27 minutos em quadra; J.J. Hickson jogou 32. Hickson, que tomou conta da posição, marcou 14 pontos.

Pontuar é muito importante no Cavs. Tira um pouco da pressão em cima de LeBron James.

Não é fácil ficar o tempo todo tendo a responsabilidade de pontuar. Pontuar, pontuar, pontuar; não deve ser fácil interpretar esse papel.

Por isso, Hickson tomou a vaga de Varejão. Desde que isso aconteceu, a média do ex-pivô de North Carolina State passou de 2.5 pontos para 15.7 pontos por jogo.

Os números justificam a predileção de Mike Brown por Hickson neste momento.

Mas a temporada está apenas começando. Varejão tem ótimos serviços prestados pela franquia.

Aliás, todos reconhecem isso. Não fosse assim, não o Cavs não estaria pagando US$ 6.36 milhões para o capixaba jogar esta temporada.

CONSTRANGEDOR

É de dar pena, é de partir o coração o momento em que vive o New Jersey. É a única franquia que não conseguiu vencer no campeonato.

Foram 13 jogos e 13 derrotas. Perdeu seis jogos em casa e sete fora. O pior início na história da franquia.

Ontem o time foi dobrado pelo New York (isso mesmo, pelo New York!) dentro de casa, por 98-91. É de dar pena, é de partir o coração.

O Nets cai na estrada a partir de terça-feira. Serão quatro jogos longe do Garden State. Na ordem: Denver, Portland, Sacramento e Lakers.

Alguém aposta em vitória do New Jersey?

Se o Nets ganhar um jogo, eu pago a próxima rodada. Já avisei o Labica.

Wizards Spurs BasketballALELUIA!

JP e a galera que torce pelo San Antonio deve estar de ressaca neste domingo. Tomaram todo o estoque de cerveja do nosso botequim.

O time voltou a vencer depois de três derrotas consecutivas! E a vítima não pode ser desprezada: Washington (106-84).

Colocar 22 pontos em cima do Wizards, com Gilbert Arenas, Antawn Jamison e Caron Butler não é mole não; e foi o que aconteceu.

Os Três Tenores só não estiveram afinadíssimo porque Manu Ginobili, contundido, ficou com trajes civis vendo a partida do lado de fora. Em compensação, Tony Parker (fotro AP) cravou 17 pontos, oito assistências e seis rebotes, enquanto que Tim Duncan marcou 16 pontos, nove rebotes e sete assistências.

Uma dupla da pesada, que provocou muito barulho no AT&T Center.

Richard Jefferson aos poucos vai se entrosando com o time e com o sistema de jogo de Gregg Popovich. Marcou 15 pontos, mas o mais importante é que anulou Butler, que ficou limitado a míseros oito pontos, ele que tinha 17.7 pontos de média por partida.

Foi a quinta vitória do Spurs na temporada. Todas elas dentro de casa.

Isso preocupa.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009 Sem categoria | 11:53

MONITOR DEFINE VITÓRIA

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Seguramente foi o final mais emocionante desta temporada. Infelizmente, vítima do apagão que vitimou 12 Estados (entre eles São Paulo) da nação mais o Distrito Federal, não assisti ao vivo; vi agora pela manhã.

Valeu ou não valeu? A bola ainda estava nas mãos de Brad Miller ou não?

Creio que ainda estava. Portanto, o trio agiu muito bem ao anular a cesta milagrosa de Miller e “tirar” a vitória do Chicago e passá-la para o Denver.

Mas que foi doído, isso foi.

Quem ainda não conhece a história, vamos a ela.Nuggets Bulls Basketball

Faltava 1:55 minuto para o final do jogo quando Kenyon Martin, ao receber um passe de JR Smith (que voltou após suspensão de sete partidas), enterrou e aumentou a vantagem do Denver para quatro pontos: 87-83.

No ataque seguinte, Luol Deng tentou uma bandeja, mas tomou um toco de Nenê, que ainda pegou o rebote. No ataque colorado, o são-carlense cometeu um equívoco ao andar com a bola, isso a 1:19 do fim.

Dez segundos depois, Kirk Hinrich encestou uma bola dupla: 87-85 para o Nuggets.

O mesmo Hinrich desarmou Chauncey Billups quando o cronômetro mostrava que faltavam 56 segundos para o fim da partida. Tempo do Chicago.

O ataque seguinte ao tempo solicitado pelo Bulls foi emocionante: John Salmons errou um chute de três; Hinrich pegou o rebote e entregou a bola para Joakim Noah, que tentou a bandeja, mas tomou um toco de Martin; Derrick Rose ficou com a sobra e empatou o jogo em 87 pontos.

Faltavam 33 segundos para o final.

O Denver bateu o fundo bola e 20 segundos depois de tomar a cesta que empatou o prélio, Carmelo Anthony, da ponta esquerda do ataque colorado, encestou uma bola de dois: 89-87.

Treze segundos para o final da partida; tempo de 20 segundos para o Chicago.

Billups faz falta em D-Rose no ataque tricolor e o “muleque” do Bulls acerta os dois tiros, mostrando uma frieza impressionante para quem está há pouco mais de uma temporada na NBA. Jogo empatado novamente: 89-89.

Dez segundos para o final, o Denver bate o fundo bola e Hinrich faz falta em Billups. O armador do Denver vai para a linha do lance livre com o cronômetro marcando 0.6 segundo para o final.

Billups acerta o primeiro e coloca o Nuggets na frente em 90-89. Erra o segundo propositalmente para que o relógio corresse, certo de que quando Noah segurasse o rebote o tempo estaria zerado.

Não zerou; falta ainda 0.3 segundo para o fim do jogo.

Tempo do Chicago.

Lateral bola no ataque. Hinrich passa para Miller, que pega e arremessa: bingo!

A bola entrou, os jogadores do Bulls e os 21.409 torcedores que lotaram o United Center abraçavam-se como se o time tivesse conquistado o campeonato. Mas o trio de arbitragem, corretamente, recorreu ao monitor para ver se a cesta valeu ou não.

Depois de dez minutos debruçados diante da tela, Matt Boland, Mark Wunderlich e Eric Dalen constataram que a bola ainda estava nas mãos de Miller quando o cronômetro zerou.

Denver 90-89 Chicago.

Foi doído, mas foi o correto.

Por hoje é só.

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domingo, 8 de novembro de 2009 NBA | 16:10

MANIA DE TREINADOR

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No caso, americano. Quem assistiu ao jogo Chicago x Charlotte? Quem viu, deve ter constatado.

O ala John Salmons, do Bulls, terminou o primeiro quarto com a mão quente: 14 pontos. Não fosse sua performance e o Cats teria aberto uma grande diferença ao final do período, que terminou em 28-26 para o time da Carolina do Norte.

A 12 segundos do final do quarto em questão, o técnico do Chicago, Vinnie Del Negro, tirou Salmons do jogo, para descansar, claro. Em seu lugar fez entrar Janero Pargo. Deixou Salmons (foto AP) do lado de fora por 5min08seg.Bobcats Bulls Basketball

Resultado: o Charlotte abriu uma diferença de nove pontos, 40-31. Salmons voltou correndo para a quadra, mas sem o ritmo do primeiro quarto.

Nos três seguintes, anotou 13 pontos. Terminou a partida com 27, mas se Del Negro não tivesse deixado-o mofando no banco de reservas por mais de cinco minutos, seguramente ele teria feito muito mais.

Por que fazer isso?

É mania de treinador; especialmente americano.

O jogador está bem, com a mão quente, pra que tirá-lo da partida? Pra descansar? Ora, há dois bons minutos disponíveis na troca de um quarto para o outro, suficientes para um refresco para o corpo e mente.

Além disso, Salmons não é um veterano como Shaquille O’Neal, por exemplo. Tem 29 anos e preparo para aguentar um jogo inteiro se possível.

Neste campeonato, seu melhor desempenho foi no cotejo de ontem, quando marcou os já mencionados 27 pontos. Depois desta marca, sua melhor exibição ofensiva foi na derrota diante do Miami, quando anotou 17 tentos.

Então, se o cara está inspirado, por que tirá-lo de quadra?

Mania de treinador; no caso, americano.

Mesmo assim, o Chicago venceu. Foi às duras penas, mas venceu: 93-90.

RODADA

O Denver voltou a decepcionar seus fãs. A sova, agora, foi em Atlanta. O time do brasileiro Nenê Hilário foi derrotado por 125-100. Como disse, uma surra. O são-carlense anotou 12 pontos e pegou sete rebotes. O desempenho do Nuggets nos dois últimos jogos deixa-me com a pulga atrás da orelha quanto ao futuro do time nesta temporada.

O Boston venceu o New Jersey, fora de casa, por uma dezena de pontos de vantagem: 86-76. Mas foi difícil. O jogo foi parelho em sua maior parte e o Nets chegou a liderar o marcado em várias oportunidades. O time perdeu a inspiração ofensiva, mas a defensiva, como os números provam, não.

E o New York? Será que os caras não percebem que Mike D’Antoni é um treinador completamente sem inspiração — pelo menos no momento? O time perdeu ontem, mais uma vez na competição (a sexta, diga-se, contra apenas uma vitória), agora para o Milwaukee, por 102-87. Vocês acham que LeBron James vai trocar o Cleveland por uma franquia tão caída como o New York? Eu não acredito.

Quanto ao Memphis… bem, este merece um capítulo à parte.

FIM DA LINHA?

O Memphis foi a Los Angeles e foi derrotado pela sexta vez no torneio — a quinta fora de casa. Tem apenas uma vitória na temporada.

Quem aproveitou para tirar uma lasquinha foi o Clippers: 113-110.

Mas não é apenas a derrota que preocupa. Allen Iverson pediu dispensa para resolver problemas particulares e disse não ter data para retornar.

A pergunta que não quer se calar é: voltará?

Duvido.

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sábado, 7 de novembro de 2009 NBA | 11:45

O FUTURO DE LEBRON

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O encontro de LeBron James com a mídia na última sexta-feira aumentou ainda mais o suspense quanto ao futuro do jogador. LBJ falou em letras garrafais que ele estará buscando título e não dinheiro no futuro.

Ou seja: quando seu contrato com o Cleveland terminar, ao final desta temporada, ele vai levar em consideração o potencial técnico e não financeiro de seu futuro time — que pode ser o Cavs também, diga-se.

Mas eu não acredito que King James vá ficar em Ohio. O Cleveland dá mostras de que é franquia que não consegue pensar grande.

Ficou claro, após a última temporada, que LeBron (foto AP), sozinho, não vai ganhar títulos. Precisa de apoio — e um treinador competente.Cavaliers Knicks Basketball

Danny Ferry, gerente geral do Cavs, foi atrás de Shaquille O’Neal para reforçar a equipe. Até agora não funcionou — e eu duvido que vá funcionar, muito embora, antes de a bola subir pela primeira vez nesta temporada, eu acreditava que pudesse dar certo.

Mas não está dando. Basta olhar os números.

Na vitória de ontem diante do Knicks, em Nova York, Shaq, uma vez mais, jogou poucos minutos: 19. Marcou apenas sete pontos e pegou míseros quatro rebotes.

Na temporada, tem médias de 11.1 pontos, 7.4 rebotes e cerca de 26 minutos de permanência em quadra.

Que ajuda é essa que Shaq tem dado ao time e principalmente a LeBron James? Quase nenhuma.

O time patina neste início de competição e, pelo menos por enquanto, não dá esperança alguma a seus torcedores de que pode brigar pelo título.

Quanto a Mike Brown, alguns parceiros deste botequim já haviam me alertado sobre suas limitações. E elas existem mesmo: ele não consegue criar um time em quadra que consiga gravitar ao redor de LeBron James.

Brown aceitou passivamente a oferta de Ferry com a contratação de Shaquille O’Neal como solução dos problemas da falta de apoio a LBJ. Ou, pior ainda, acreditou que Shaq pudesse ser o princípio de dias melhores.

Ele, como treinador, deveria ter detectado que isso (a contratação de Shaq) não seria suficiente. Não conseguiu.

Voltou a apostar em jogadores como Mo Williams e Delonte West. Mo é instável em quadra; Delonte na vida pessoal.

Quem cresceu demais de produção nesta temporada em comparação com a anterior foi Anderson Varejão. Ontem, pela primeira vez no campeonato, veio do banco.

Mas foi o grandalhão do Cavs que mais tempo permaneceu em quadra: 35 minutos. Fez oito pontos, pegou 14 rebotes, deu dois tocos e fez dois desarmes.

No campeonato, tem médias de 8.6 pontos e 9.4 rebotes. Nos últimos cinco jogos, o capixaba está com 11.1 rebotes de média.

Mas a gente sabe muito bem que Varejão vai ajudar o time a ganhar jogos — e quem sabe o campeonato — na defesa. No ataque, pouco pode se esperar dele. Pode funcionar como uma espécie de Dennis Rodman.

Mas quem será o Scottie Pippen de LeBron? Há que se ter um jogador que auxilie LBJ nesta missão; e no momento não há.

Por tudo isso eu acho que ele não fica em Cleveland.

FUTURO

De acordo com as leis da NBA, uma franquia pode oferecer um máximo de US$ 120 milhões em seis anos de contrato para um jogador renovar seu contrato. Apenas o Cleveland tem condições de fazer isso.

Muito bem; depois, apenas New Jersey e New York têm condições de oferecer o máximo que qualquer outra equipe pode oferecer: US$ 90 milhões por cinco anos de acordo.

Ontem, no Garden nova-iorquino, um torcedor com a camisa do Knicks com o número 23, e nela contida a inscrição “King James”, carregava um cartaz com a contagem regressiva para o final da temporada: 236 dias.

Os “new yorkers” sonham com LeBron. Mas eu também acho difícil que isso vá ocorrer.

Nova York daria mais visibilidade a LBJ e derramaria sobre ele todo o seu glamour de maior cidade do planeta ao lado de Paris. E título?

Não acredito. Embora o time seja um dos queridinhos da mídia norte-americana, o Knicks não é uma franquia vencedora; falta-lhe camisa.

Ah, mas o Chicago também não era e Michael Jordan ganhou seis títulos com a 23 tricolor. Sim, mas LeBron não é MJ; se fosse, já teria levado o Cleveland ao título.

Se em Nova York o cenário é este, imagine em New Jersey! Também não acho que LBJ vá para lá.

Fala-se muito na possibilidade de o Miami contratá-lo — bem como a Chris Bosh. O Heat teria espaço em seu “cap” para ofertar um bom dinheiro aos dois, mas não toda esta quantia mencionada acima (confesso que não sei quanto, se alguém souber, por favor, manifeste-se).

Aí o Miami ficaria com um quinteto com Mario Chalmers, Dwyane Wade, LeBron James, Michael Beasley e Chris Bosh. Seria quase que o time titular dos EUA que ganharam a medalha de ouro em Pequim.

É aí que eu aporto o meu barquinho: se LeBron estiver realmente pensando em ganhar um anel — ou melhor, anéis —, ele acabará no Sul da Flórida.

RODADA

Por falar em Miami, o Heat deu uma sova em um dos invictos da competição: bateu o Denver por 96-88. Os oito pontos finais enganam, pois a vantagem do Miami chegou a 28. No final, eles colocaram o pé no freio. Nenê Hilário anotou 11 pontos e pegou oito rebotes; sentiu a falta de Kenyon Martin, que saiu machucado depois de ter atuado apenas 12 minutos.

Outro invicto que caiu foi o Celtics (aliás, não há mais invictos no torneio). O alviverde de Massachusetts perdeu para o Phoenix em Boston! Dá para acreditar? Pois acredite: 110-103. Leandrinho Barbosa mais uma vez ficou de fora, contundido. Jason Richardson arrebentou a boca do balão com seus 34 pontos.

Já que o assunto é pontuação, o que dizer dos 41 que Kobe Bryant anotou diante do Memphis em Los Angeles? Foram fundamentais para que o time vencesse, pois seus dois pivôs titulares, Pau Gasol e Andrew Bynum, não jogaram por estarem lesionados. Com 34.5 pontos de média por partida, Kobe é o cestinha do campeonato no momento.

Vamos fechar o nosso papo com as decepções: 1) O San Antonio voltou a perder: 96-84 para o Blazers, em Portland; 2) O Atlanta foi esmagado pelo Charlotte, na Carolina do Norte, por 103-83; 3) O Washington somou mais um revés na competição: 102-86 para o Indiana; 4) O Oklahoma City, que conta com uma enorme simpatia dos torcedores e demonstra pouca eficiência em quadra, perdeu novamente: agora para o Houston, por 105-94.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009 NBA | 20:26

O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT

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Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.

Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?

Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.

Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.

Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.

E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.

Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.

Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.

Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.

Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.

O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.

MASSACRE

E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.

O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.

A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).

Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.

Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.

Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.

RESUMO

Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.

Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.

Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.

Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009 NBA | 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

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Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009 NBA | 13:23

UM TIME REFÉM DE UM JOGADOR

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Na rodada de abertura da NBA foram 38 pontos e oito assistências. Ontem veio um “triple-double”: 23 pontos, 12 assistências e 11 rebotes.

LeBron James (foto AP) segue jogando muito — e o Cleveland segue com os seus problemas: dependente até o último fio de cabelo do desempenho de LBJ.

Cavaliers Raptors BasketballDepois de ser derrotado em casa pelo Boston no primeiro jogo da temporada (95-89), o Cavs voltou a se curvar diante do oponente. Ontem, cruzou a fronteira canadense e tombou no Air Canada Centre frente ao Raptors: 101-91.

Já é tempo de preocupação? Claro que não, o campeonato nem engatinha ainda, pois apenas duas rodadas aconteceram.

Mas a campanha atual do Cleveland é o avesso da passada.O que acontece com o Cavs?

Até agora não funcionou como time. Um dos principais problemas é a falta de encaixe no jogo de Shaquille O´Neal.

Ontem, Big Daddy jogou apenas 25 minutos. Nos instantes derradeiros do prélio, ficou no banco, vendo tudo acontecer em quadra.

Este é o grande reforço para a temporada? Deveria ser — mas até agora não é.

Eu ainda o vejo com paletó e gravata. Ou seja: está mais para um ex-jogador em atividade do que para alguém que possa dar ao Cleveland aquele salto de qualidade, capaz de colocar o time em situação de superioridade em relação aos seus dois grandes concorrentes nesta conferência: Boston e Orlando.

E a oscilação dos demais jogadores também contribui para o rendimento paupérrimo do Cavs neste começo de trabalho.

A prudência manda que a gente aguarde para ver como serão os contornos definitivos desse time. Afinal, o que vemos até o momento são esboços — e desanimadores.

Vamos, pois aguardar.

RODADA

Nenê Hilário debutou ontem; Leandrinho Barbosa também. E os dois deixaram a quadra vencedores.

O Denver bateu o Utah, em seu Pepsi Center, por 114-105. O são-carlense anotou 16 pontos, fisgou seis rebotes (três de ataque), fez dois desarmes e deu um toco.

Mas deixou a partida prematuramente, pois cometeu seis faltas. As faltas têm sido um grande adversário para Nenê; infelizmente, em muitas ocasiões ele se deixa vencer por esse temível inimigo.

Já Leandrinho e o seu Phoenix foram até a Califórnia e bateram o Clippers no Staples Center por dois pontinhos apenas: 109-107. Não importa, pois, ao contrário dessa bobagem do futebol que leva em consideração gols marcados e sofridos, o que conta é a vitória.

O paulistano saiu como titular. Antou 17 pontos e teve 50% de aproveitamento nas bolas triplas: 3-6.

Como sempre, não se intimidou em quadra. Quando a brecha surgiu, bola pra cesta!

A personalidade de Leandrinho no Phoenix é uma; na seleção brasileira é outra, vocês concordam?

CAPIXABA

Ao contrário do que ocorreu no jogo de estréia diante do Boston (nove pontos e sete rebotes), ontem diante do Toronto Anderson Varejão fez apenas dois pontos e apanhou dois rebotes.

Mas o toco que ele deu em Chris Bosh, quase ao final da partida, fez-me pular do sofá e dar um soco no ar, como Pelé fez pela primeira vez na Rua Javari na década de 1960, gesto que acabou copiado pelo resto do planeta — inclusive por Michael Jordan, naquela vitória inesquecível diante do Cavs, em Cleveland.

RODADA

Não vi todos os jogos de ontem — seria impossível. Portanto, sou todo ouvidos para ouvir relatos de quem viu, por exemplo, a importante vitória do San Antonio diante do New Orleans ou a estréia triunfante do Orlando frente ao Philadelphia. Vale destaque também a visita vitoriosa do Detroit a Memphis.

Mãos à obra, rapaziada!

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domingo, 11 de outubro de 2009 NBA | 23:16

DE OLHO NO RECORDE DO BULLS

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A empolgação em Boston cresce como bolo que vai ao forno. Ou seja: a olhos vistos.

Alguns jogadores do Celtics garganteiam, para todos ouvirem, que o time vai quebrar o recorde do Chicago, que na temporada 1995-96 somou 72 vitórias — o melhor desempenho na história da NBA.

Celtics Camp BasketballRasheed Wallace (foto AP ao lado de Ray Allen), por exemplo, a mais nova aquisição do alviverde de Massachusetts, declarou seu entusiasmo em relação ao time e à temporada: “Nós temos talento e vontade para isso [bater o recorde do Bulls]. E temos defesa também. Sinceramente, acredito nisso. Aquele foi um bom time [Chicago], eles tinham alguns ‘hall of famers’ por lá, mas acho que nós temos um pouco disso também”.

Sei…

Reggie Miller, comentarista da TNT, acha que outro time é que tem condições de que bater o recorde do Bulls: o Lakers.

“Do jeito que esse time foi arquitetado, eles têm condições para isso [quebrar o recorde do Chicago]”, disse Miller. O ex-ala do Indiana afirmou categoricamente que o Lakers tem hoje a melhor equipe de basquete do planeta.

“O Lakers tem talento e contundência [de jogo]”, disse Miller.

Tudo o que foi dito por Rasheed Wallace e Reggie Miller só não se aproxima (na minha opinião) da verdade por um pequeno detalhe: nem Boston e nem Lakers têm em seu elenco um Michael Jordan.

Pequeno detalhe?

Claro que não — é apenas deboche da minha parte.

FORÇA

De todo o modo, Lakers e Boston são os dois melhores times da NBA no momento. Têm tudo para repetir a final de há duas temporadas.

Para isso, no entanto, os jogadores chaves têm que estar aptos durante toda a temporada. As previsões desabam se Kevin Garnett, por exemplo, não recuperar a velha forma; ou se Ron Artest esmurrar alguém e for suspenso de todo o campeonato.

MOLEQUE

No sentido pejorativo.

É isso o que eu posso dizer do comportamento de Stephen Jackson. O ala do Golden State, no jogo contra o Lakers, sexta-feira à noite, fez cinco faltas e tomou uma técnica com menos de dez minutos em quadra.

Por isso mesmo, foi para o vestiário mais cedo. Resultado: Don Nelson, técnico do Warriors, suspendeu-o por dois jogos — sem pagamento.

O desfalque em seu bolso já é grande, pois o jogador foi multado recentemente pela NBA em US$ 25 mil por ter dado declarações públicas dizendo que não queria mais jogar pelo Golden State.

“Em meus 30 anos como treinador jamais suspendi um jogador”, disse Nelson. “Talvez eu devesse tê-lo feito em algumas ocasiões, mas nunca o fiz. Eu evito mexer no bolso de um jogador”.

Mas não desta vez não houve jeito, finalizou Don Nelson.

NENÊ

O são-carlense fez uma grande partida na maravilhosa Wukesong Arena de Pequim, onde aconteceram os torneios masculino e feminino dos Jogos Olímpicos.

Foram 21 pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois tocos na vitória do Denver sobre o Indiana por 128-112. Parece que Nenê está recuperando a velha forma; tomara.

Carmelo Anthony, que matou saudades do ginásio, foi o cestinha do time e da partida com 45 pontos. Pegou ainda nove rebotes.

Partidaço.

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terça-feira, 4 de agosto de 2009 NBA | 21:18

TABELA DA NBA FAVORECE O LAKERS

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Já é público: a NBA divulgou nesta terça-feira a tabela da temporada 2009/10. O campeonato começa no dia 27 de outubro com quatro partidas: Cleveland x Boston, Dallas x Washington, Portland x Houston e Lakers x Clippers.

Ao todo serão 1.230 contendas. A fase de classificação chega ao fim no dia 14 de abril do ano que vem.

Nesta primeira noite, a atração, por mais que o campeão Lakers entre em quadra, ficará por conta da estréia de Shaquille O’Neal com a camisa do Cavs, ao lado do capixaba Anderson Varejão. A curiosidade e a expectativa de vê-lo junto com LeBron James são grandes demais.

E a NBA, aliás, boba que não é, escolheu o adversário a dedo: o Boston, de Kevin Garnett e Rasheed Wallace – o que vai proporcionar um duelo e tanto dos dois contra Shaq (foto AP).

Claro que o Lakers em ação é destaque também. Até porque o oponente, o Clippers, vem com o draft número um desta temporada, o pivô Blake Griffin.

Lakers e Griffin são garantias de audiência, com certeza. Como estarão os amarelinhos agora com Ron Artest?

Acho que o Lakers estará mais forte; Artest é mais jogador que Trevor Ariza.

DIA SEGUINTE

Nenê e Leandrinho Barbosa debutam no dia 28 de outubro.

O são-carlense jogará no conforto do lar diante do Utah, enquanto que o paulistano viajará até Los Angeles para enfrentar o Clippers.

EXPECTATIVA

É grande quanto ao Cleveland e a Anderson Varejão. Ao lado de Shaquille O’Neal, Varejão tem tudo para amadurecer ainda mais seu jogo.

Com Shaq no time, o Cavs tem grande chance de ganhar a conferência e decidir novamente o título da NBA. Ele ajudará a tirar a pressão em cima de King James, que deverá ser inteligente e explorar ao máximo o veterano pivô.

Nenê e o Denver pouco mudaram. O time manteve o núcleo da temporada passada, mas adicionou o talento do armador Ty Lawson, campeão universitário com North Carolina.

A qualidade do grupo e o entrosamento serão fatores importantes na caminhada do Nuggets para tentar repetir a temporada passada, quando disputou o título do Oeste contra o Lakers.

Lakers, aliás, que será o grande problema do Denver – mais do que San Antonio, Houston, Portland, Dallas, Phoenix…

O Suns, infelizmente, é o mais fraco dos três times que contam com brasileiros. Seu treinador não tem carisma e seu grupo é deficiente.

Pior: o time foi montado em cima de Steve Nash, um jogador que está mais pra lá do que pra cá. Espero estar errado e ver Phoenix e Denver disputando o título da conferência.

Mas, cá pra nós, isso me parece impossível.

ESQUISITICES

Algumas esquisitices fazem parte do calendário.

Por exemplo: o Lakers joga 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de seu Staples Center. Outra: o Houston atua em território alheio 22 de seus primeiros 36 embates.

Não gosto disso; já abordei o assunto no campeonato passado.

Por mais que o Lakers venha disputar 25 jogos da segunda metade do torneio na quadra inimiga, com certeza nesta época os amarelinhos já acumularam gordura suficiente do ponto de vista psicológico.

Ao jogar 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de casa, o time, fortíssimo, atual campeão da NBA, tem tudo para fazer – por que não? – 17 vitórias diante de seus torcedores.

Com isso, não só o psicológico do time cresce, mas o emocional também.

Em contrapartida, o Houston, sem Yao Ming, pode mergulhar em uma crise com uma série de derrotas em seus primeiros 36 confrontos. E o time corre o risco de se desestabilizar, pois é duro trabalhar na adversidade.

Uma vantagem e tanto para o Lakers; uma desvantagem e tanto para o Houston.

MULTA

A temporada nem começou, mas Cleveland, Houston e Minnesota serão multados pela NBA. Motivo: vazaram a tabela antes de a entidade tê-la divulgado.

O valor da multa ainda não foi estabelecido, mas deverá ser salgado.

Bem feito; apressado como cru.

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