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domingo, 16 de setembro de 2012 NBA | 14:08

BILL RUSSEL AGORA ELOGIA O MIAMI, QUE DEVERÁ TER O LAKERS COMO ADVERSÁRIO NA FINAL DA PRÓXIMA TEMPORADA

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Bill Russell, depois de ter rasgado elogios a Joakim Noah, a quem ele considera um dos jogadores que o fazem assistir atentamente a uma partida da NBA, Russell, dizia eu, agora falou sobre o Miami. Disse que o time do sul da Flórida está usando uma estratégia semelhante à de seu Boston Celtics. Seu Boston que na verdade era também do técnico Red Auerbach (ambos na foto acima), o grande mentor daquele esquadrão que formou a maior dinastia da história da NBA.

O C’s de Russell, se você não sabe ou se esqueceu, ganhou nada menos do que 11 títulos. Era uma máquina de jogar basquete. Quer dizer: segundo a visão deste que para muitos é o segundo maior jogador da história da NBA (atrás apenas, obviamente, de Michael Jordan), o Heat está no caminho certo.

E no que consiste a tática do Miami? Contratar veteranos para gravitarem ao lado de seu núcleo, composto pelos Três Magníficos: LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Mas ele alertou: é preciso contratar os jogadores corretos; caso contrário, se eles não se engajarem no projeto (como costuma dizer Wanderley Luxemburgo), tudo se rui.

Há pelos menos três grandes jogadores permeando os Três Magníficos: Shane Battier (que completará sua segunda temporada), Ray Allen (campeão em 2008 com o C’s) e Rashard Lewis (um vice-campeonato com o Orlando em 2009).

O Miami está realmente muito forte. E pelo que vejo, parece-me o único time capaz de competir com o Lakers de Kobe Bryant, Pau Gasol e Dwight Howard em pé de igual; ou melhor, vejo o Heat num patamar acima em relação ao Lakers e isso se deve à presença de um jogador: LeBron James.

LBJ superou o trauma de “morrer na praia”. Ganhou o anel de campeão na temporada passada, conquistou sua segunda medalha olímpica em Londres e está cheio de moral. E de saúde também. É, sem dúvida alguma, o grande jogador da NBA na atualidade.

Sinceramente? Acho mesmo muito difícil que algum jogador da NBA no momento consiga suplantá-lo. Nem mesmo Kobe, que tenta provar que não está no ocaso de sua carreira.

A adição de D12, todavia, dará nova vida ao Lakers; e igualmente a Kobe e a Gasol também. Os dois irão se beneficiar de sua imponência no garrafão ofensivo. E no defensivo, D12, todos nós sabemos, é uma máquina de defender.

Aqui pode estar o calcanhar de Aquiles do Miami em relação ao Lakers. CB1, ao que tudo indica, será o pivô do time nos playoffs. Erik Spoelstra vai usar pivôs de ofício durante a fase de classificação, mas quando os playoffs chegarem, ele deverá passar Bosh para o pivô, usando LBJ, Battier e Lewis como ala de força (LBJ nem tanto), como, aliás, ele fez no campeonato passado.

Com isso, eu fico aqui matutando: CB1 terá forças para atacar o garrafão do Lakers com D12 lá dentro? Acho difícil; é como dar murros em ponta de faca, perdoem-me o clichê, mas ele é bem apropriado à situação. E o que CB1 tem que fazer? Abrir; ou seja: jogar aberto, tirar D12 de sua zona de conforto, obrigá-lo a correr. D12 é ágil, mas não sei se ágil o suficiente para marcar CB1 fora do garrafão.

Por isso, se o Miami, em uma provável final de NBA contra o Lakers, quiser machucar o time californiano, CB1 terá que ser esperto ofensivamente.

Mas e defensivamente? Bosh não tem a menor condição de marcar Dwight.

O Miami procura Susan desesperadamente; isto é, tenta encontrar outro pivô para ajudar Joel Anthony e Dexter Pittman, os dois únicos de ofício com contrato com a franquia. Falou-se naquele pivô de Kentucky que jogou a temporada passada pelo New York e que agora eu não me lembro o nome. Há Udonis Haslem, corajoso, mas ele é uma migalhinha perto de D12.

Portanto, como disse, o calcanhar de Aquiles do Miami está em encontrar soluções para driblar a presença de Dwight Howard. Gasol não é tão problemático assim, pois CB1 e Udonis vão brigar de igual para igual com ele. E Kobe será vigiado por LeBron e Battier.

Vamos inverter a análise? Vamos analisar o quadro do ponto de vista do Lakers?

Quem vai conter LBJ? Metta World Peace? Boa resposta; MWP é forte, valente e seu jogo mental é muito interessante. Não chega a ser um Dennis Rodman, pois ele, no calor de um embate, às vezes costuma perder as estribeiras. E quando isso acontece, ele prejudica o time. The Worm não fazia isso. Por isso também, para mim, ele é o maior PF que vi jogar e o maior na história da NBA. Minha opinião; ponto final; ninguém vai mudá-la. Portanto, não gastem saliva.

Voltando ao embate entre MWP e LBJ, o velho Ron-Ron pode ajudar a minar King James. Kobe? Nem pensar; Black Mamba tem que vigiar D-Wade. Por falar em Dwyane, será ele o encarregado de marcar Steve Nash? É… tem Nash também, como eu me esqueci? Quem vai marcá-lo? LBJ? LBJ não é onipresente — nenhum ser humano é, apenas Deus.

Portanto, se LBJ for marcar Kobe, alguém terá que grudar em Nash. Ou será que Spo vai deixar Shane em cima de KB e LBJ na cola do canadense? É, pode ser uma alternativa.

Mas voltando a LeBron, eu pergunto: e quando MWP cansar ou ficar carregado com faltas? O que fazer? Não há o que fazer, pois o Lakers não tem ninguém mais no elenco capaz de marcar LBJ. Nem Kobe. Kobe é bom para marcar D-Wade, esses shooting guards. Vigiar alas ele tem dificuldades, pois: 1) não tem tamanho; 2) está em declínio físico.

Se D12 é um problema para o Miami, LBJ será um tormento para o Lakers.

Enfim, rapaziada, neste domingo de muito sol, cerveja gelada, eu apenas comecei a conversar. Espero que vocês deem sequência ao assunto. Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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sábado, 12 de maio de 2012 NBA | 02:18

E DOS DOIS TIMES DE LOS ANGELES, CANDIDATOS AO TÍTULO, PODEM FICAR CHUPANDO O DEDO

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Quando o campeonato começou, não foram poucos os jornalistas e foram muitos os torcedores que apontaram os dois times de Los Angeles no mínimo como semifinalistas do Oeste da NBA. Pois bem, o tempo passou e os dois times de Los Angeles estão na marca do pênalti. Os dois times de Los Angeles estão a ponto de ser eliminados nas quartas-de-final dos playoffs da NBA.

Depois de o Lakers ter apanhado do Denver na quinta-feira, o que deixou a série diante igual em 3-3, ontem foi a vez de o Clippers perder a vantagem obtida no primeiro jogo da série diante do Memphis, quando foi no Tennessee venceu o Grizzlies espetacularmente após uma recuperação inacreditável no quarto final. Ontem, como dizia, o Clips jogando dentro de seu Staples Center perdeu para o time da terra de Elvis Presley por 90-88 e deixou escapar por entre os dedos a classificação. O confronto, agora, assim como o de seu primo rico, está igual em 3-3.

E agora? — vocês podem perguntar. E agora, eu digo, o Memphis está cheio de moral e tem tudo para encerrar a série neste domingo, diante de seus fãs, fazendo uma festa danada, repetindo a performance da temporada passada, quando passou igualmente para as semifinais.

E muito disse tem que ser creditado a seus dois postes. Zach Randolph (foto AP) jogou um bolão no segundo tempo, quando marcou 15 de seus 18 pontos. Cinco deles, diga-se, “down the strecht”, no momento crucial da partida. Marc Gasol foi igualmente um gigante em todos os sentidos. Anotou 23 pontos e à medida que o tempo passa e os jogos se transcorrem, o espanhol cresce dramaticamente de produção. Nesta sexta-feira, Marc voltou a anotar 23 pontos, como no jogo passado. Marc, aliás, torna-se neste momento o orgulho da família Gasol, pois Pau tem sido um fiasco com a camisa 16 do Lakers. Mas vamos deixar Pau de lado e vamos falar de Marc, ou melhor, do Grizz, que tem a faca e o queijo na mão (desculpem o clichê, mas nesta madrugada de sábado eu não encontrei nada melhor, pois minha criatividade está adormecendo, confesso), o Memphis tem tudo para vencer a série e se classificar para as semifinais do Oeste, já disse, para enfrentar quem? O San Antonio, o time que ele eliminou no torneio passado, produzindo uma das maiores surpresas dos playoffs daquele ano. Sim, pois no torneio passado o Memphis veio da oitava posição para enfrentar o todo-poderoso alvinegro texano. E o que aconteceu? O Grizz mordeu uma vitória em San Antonio no primeiro jogo do confronto e não perdeu mais seu mando de quadra, o que o Clips não conseguiu fazer neste ano.

Não fez por causa dos dois postes do Memphis, eu dizia. Contei que Z-Bo fez 18 pontos, 15 deles no segundo tempo, e que Marc voltou a anotar 23 pontos, 46, portanto, nos dois últimos jogos. Mas tem mais: Zach pegou nada menos do que 16 rebotes, seis deles ofensivos. O cara leva muito jeito pra coisa. Esse tal de Randolph, que às vezes mexe com minhas memórias e me faz lembrar de Dennis Rodman, um deus dos rebotes, um dos maiores desde sempre, o cara que mexe com meus sentimentos, pois eu vi pessoalmente Rodman barbarizar em três finais da NBA. Eu vi pessoalmente Dennis em mais de uma dúzia de vezes acabar com seus rivais, numa delas quando ele humilhou nada menos do que Karl Malone diante de seus fãs. Z-Bo não tem o jogo mental de Dennis, mas tem um imã nas mãos que ele deve ter furtado de “The Worm” quando o verme resolveu guardar suas coisas e ir para casa. Marc não foi tão intenso quanto Zach nos rebotes, mas ajudou com nove, quatro deles no ataque.

E vejam vocês, pra encerrar essa questão dos rebotes, que o Grizz pegou 48, enquanto que o Clips ficou com os outros 32 que sobraram na partida. Muito da vitória do time do Tennessee se explica neste embate deste fundamento.

Outra parte a gente explica com a opaca atuação dos dois principais jogadores do time californiano. Chris Paul e Blake Griffin foram um desastre. CP3 anotou apenas 11 pontos, enquanto que BG ficou nos 17. Os dois, até então, tinham feito em média 42,8 pontos por jogo. Ontem, fizeram 28. Aliás, confesso, esperava mais de CP3 nesta série. Pensei que ele fosse colocar a bola debaixo do braço e resolver essa parada. Mas não é isso o que eu vi até o momento. Tem uma média de apenas 6,5 assistências por jogo e 3,4 “turnovers” por partida, superior aos 2,5 de sua carreira que chega à sua sétima temporada.

Domingo, como disse, tem mais. É o embate derradeiro. Como também disse, o Memphis tem o emocional a seu favor. E no confronto dos times, eles se equivalem. Mas o Grizz tem o emocional e a quadra a seu favor. Por conta disso, tudo indica que o pessoal do Tennessee vai enfrentar novamente a tropa da cidade dos Alamos.

MVP

Mais tarde eu volto pra falar sobre o prêmio concedido a LeBron James.

DOCUMENTÁRIO

Mais adiante eu falo sobre o filme que conta a história do “Dream Team” e que alguns tolos estão dizendo que a desmistifica este que foi o maior time de basquete de todos os tempos.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012 NBA | 12:02

MIAMI MUDA CARÁTER DO TIME PARA GANHAR O TÍTULO DESTA TEMPORADA

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O Miami venceu o Chicago por 83-72. Mais uma vez o Bulls jogou sem Derrick Rose e o Heat, vale dizer, claro que sim, o Heat jogou sem Chris Bosh.

O Miami venceu Chicago jogando de um jeito que ele não costuma jogar: o Heat comportou-se como um time sujo em muitos momentos do jogo. Eu pergunto: pra quê?

O Miami venceu o Chicago e pode vencê-lo novamente, dentro ou fora de casa — ou em qualquer lugar —, pois tem um time muito forte. Não é precisa ser desleal para ganhar do Chicago.

Eu me pergunto: de quem foi essa ideia de se mudar o caráter da equipe? O Miami nunca foi um time assim.

Realmente, não consigo entender por que James Jones deu uma baita porrada em Joakim Noah, por que Dwyane Wade fez o mesmo com Richard Hamilton e por que LeBron James, covardemente, quase nocauteou o nanico John Lucas III.

Ou melhor, eu acho que entendo: a ideia é intimidar o Chicago, porque talvez o pessoal do sul da Flórida não tenha tanta confiança assim no seu jogo. O Heat quer intimidar o Bulls para no caso de não conseguir o primeiro lugar no Leste ter de fazer mais jogos fora de casa e por perceber que em Chicago vai ser difícil vencer, pois não venceu em duas oportunidades nesta temporada, mesmo com o Bulls jogando desfalcado de D-Rose.

O Miami mandou o seguinte recado ao Chicago: se não der na bola, vai ser no pau.

O problema todo para o Chicago é: como responder a isso?

O Chicago não tem um jogador sujo. Os caras jogam bola, são sangue bom, são do bem. Num passado houve Charles Oakley, Horace Grant e Dennis Rodman. Mais recentemente Kurt Thomas. Hoje não há ninguém. Carlos Boozer, Omer Asik e Noah são “softs”. Taj Gibson é o mais “esquentadinho”, mas é só “esquentadinho”, não sabe ser sujo, pois não é sujo.

Não sei se Chicago e Miami farão a final do Leste. Se fizerem, podem ter certeza, o Chicago vai levar muito bofetões, assim como o Miami levou do Dallas na final da temporada passada e perdeu o campeonato na bola e no tapa.

Os árbitros são mais permissivos com o jogo viril nos playoffs, todos nós sabemos disso. E sempre nos lembramos da frase de Michael Jordan que tornou-se um aforismo. Dizia MJ: “Nos playoffs você separa os homens dos meninos”.

Uma pena; eu não gosto disso. Gosto de ver o jogo ser jogado — e que o melhor vença. Como o Miami venceu na final do Leste do ano passado, jogando limpamente, mostrando que tinha mais time que o Chicago.

DEFESA

Jogando bola, e não dando porrada, o Miami fez uma defesa espetacular pra cima do Chicago ontem em sua American Airlines Arena. Depois de ter sido frouxo no início da partida, permitindo ao Bulls encestar dez de seus 14 primeiros arremessos (71,4%), o Heat apertou a marcação e limitou o adversário a 15-56 (26,8%) em seus chutes. Nas bolas de três, o aproveitamento do Bulls foi este: 2-16 (12,5%).

O Miami foi uma fortaleza defensiva nos três últimos quartos. No primeiro, perdeu por 27-23. Nos três últimos fez 56-45. Tudo isso jogando bola — e não dando porrada.

Alguém pode dizer: as porradas tiraram o Chicago do eixo, pois os jogadores ficaram emputecidos com as porradas que estavam levando e perderam o foco.

Pode ser.

CONTA

O Miami precisa de mais uma derrota do Chicago para terminar em primeiro lugar na Conferência Leste; desde, é claro, que vença todos os seus jogos finais.

O Bulls tem mais três cotejos pela frente: em casa, Dallas e Cleveland; fora, o Indiana. A situação não é tranquila. Derrick Rose volta nos confrontos diante do Pacers e do Cavs. Mas ele não está bem, todos nós vimos. O fato é que o Chicago pode ser batido em mais um desses três confrontos.

O Heat precisa vencer seus próximos quatro compromissos. Em casa o time pega na sequência Washington e Houston; fora encerra o campeonato enfrentando Boston e Washington. O time texano poderia oferecer resistência, mas está fora dos playoffs e, por conta disso, desanimado. Não creio que vença. O maior problema do Miami está no Celtics. O jogo será fora de casa e o C’s não é como o Chicago. O C’s baixa o porrete também. E o C’s não gosta do Miami.

Portanto, quero ver como é que o machões do Miami vão se comportar em Boston. Sim, pois o covarde se comporta assim: bate nos indefesos e afina para os mais fortes. Foi assim na final da NBA do ano passado, quando DeShawn Stevenson só faltou enfiar o dedo no rabo de LeBron James, que tudo aceitou, passivamente, como um fraco que foi, embaraçando seus companheiros (e consequentemente o time) e comprometendo o resultado final: o título da temporada.

Portanto, meus amigos, vamos aguardar pelos próximos capítulos. Como tenho dito, o torneio está emocionante. E não é em pontos corridos.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012 NBA | 19:08

ATAQUE OU DEFESA, O QUE É MAIS IMPORTANTE?

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O assunto sempre gera discussão: ataque ou defesa, o que é mais importante num time de basquete?

Claro que os dois são importantes. Mas pergunto: se você fosse um GM de uma nova franquia da NBA e tivesse grana pra contratar apenas um jogador, os dois no auge da forma, quem você contrataria, Dennis Rodman ou Carmelo Anthony?

Claro que o ideal é o híbrido desse jogador. E é por isso que Michael Jordan é tido como o melhor jogador de todos os tempos, embora sua defesa não tivesse o mesmo nível de seu ataque e ele tivesse se destacado pela genialidade de seu jogo ofensivo.

Mas volto a perguntar: quem você contrataria, Dennis Rodman ou Carmelo Anthony?

Rodman, marcando, como o pessoal gosta de dizer, é como ter um pitbull no cangote: ninguém quer ter. E é verdade; era um tormento.

Mas quando Rodman (foto) tomava a bola do adversário, o que ele fazia com ela? Passava o mais rápido que podia, pois ele não conseguia encestá-la. Ele não tinha habilidade com a bola nas mãos, a habilidade dos grandes jogadores, claro.

Melo defendendo é quase que um desastre. Mas com a bola sob poder, é um artilheiro nato, um jogador que sabe destruir defesas adversárias.

Faço agora uma nova pergunta: o que é menos complicado, ensinar Rodman a jogar com a bola nas mãos ou fazer Melo marcar?

Marcação, o próprio Rodman já disse, é questão de “desire”. Isso mesmo: vontade, tesão, empenho, esforço, comprometimento, determinação, interesse. Os adjetivos não passam disso.

Arremessar, dia desses Charles Barkley disse, é a parte mais complicada do jogo. Sem habilidade você não consegue encestar, driblar, encontrar espaços para arremessar, passar.

Então, eu respondo: é mais fácil ensinar Melo a marcar do que Rodman a atacar.

Claro, pois como o próprio Dennis falou, marcar exige do jogador aplicação e força de vontade. Atacar requer do jogador algo que separa os profissionais dos amadores: qualidade técnica.

Vejam meu caso: sempre fui um mão-de-pau na escola. Quando a bola chegava nas minhas mãos era um desastre. Mas eu conseguia marcar, porque eu tinha vontade, eu queria jogar de qualquer maneira. Compensava minha inabilidade com muita correria atrás do meu oponente. Não dava espaço pra ele, fazia o que podia para não deixá-lo jogar. Às vezes eu levava a melhor, às vezes ele saia vencedor.

Mas quando a bola chegava nas minhas mãos…

É disso que eu falo; e concordo com Barkley: o mais difícil é o manejo da bola, é tê-la nas mãos e saber o que fazer com ela. Driblar, conduzir, passar, infiltrar, arremessar.

Se você não sabe fazer isso, não tem jeito: você não será ser um grande jogador. Mas defender, se você tem noção do jogo, mesmo sem ser hábil, você consegue, porque o que você tem que fazer é não deixar o adversário jogar.

Destruir, creiam, é muito mais fácil do que construir.

Por que os americanos dizem que a defesa é o alicerce de um time de basquete? Porque parte-se do princípio que todos sabem jogar com a bola nas mãos.

Se todos são hábeis e geniais, a defesa vai fazer a diferença. Se não forem, de nada vai adiantar marcar como Dennis Rodman, pois no ataque não se chega jamais à cesta.

Se todos são hábeis e geniais com a bola nas mãos, a questão seguinte para se fazer um grande time e um grande jogador é: mostre a eles que se não houver defesa, pode-se ficar no meio do caminho se você encontrar um time que tenha mais vontade de marcar do que você.

E o oposto não é verdadeiro: você jamais vai conseguir fazer um grande defensor atacar com maestria se ele não souber tratar a bola com carinho.

Sem deixar de reconhecer a importância das defesas, por isso o ataque é mais importante que a defesa. Porque se você encontrar os jogadores certos, se você encontrar jogadores que quando pegam a bola a chamam de “você” e não de “vossa excelência”, aí você poderá construir uma grande equipe.

Porque é mais fácil ensinar um jogador marcar do que atacar.

É disso que eu falo e sempre falarei — a menos que alguém me faça mudar de ideia.

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011 NBA, outras | 21:50

PEARL JAM E A NBA

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Em novembro próximo, a banda Pearl Jam fará quatro shows pelo Brasil. As apresentações serão em São Paulo (Estádio do Morumbi), no dia 4; Rio (Praça da Apoteose), dia 6; Curitiba (Estádio do Paraná Clube), dia 9; e em Porto Alegre (Estádio do Zequinha), dia 11.

Os ingressos para o show paulistano estão esgotados.

MUITO PRAZER

A primeira e única vez que vi Eddie Vedder na vida foi no dia 7 de junho de 1998. Vedder perambulava pelo impecável piso do United Center, esperando pelo momento em que cantaria o hino nacional norte-americano.

O vocalista e um dos líderes do Pearl Jam usava uma camisa cor-de-burro-quando-foge aberta combinando com uma camiseta cinza por baixo. Vestia uma calça jeans e um tênis vermelho cano baixo. As meias eram brancas.

Mas o que me chamou a atenção foi a perna esquerda da calça: ela estava dobrada e mais curta que a direita. Não era desleixo; foi adrede preparado. Talvez modismo, mas confesso nunca mais ter visto alguém usando calças do jeito que Vedder usava. Se ele pretendia lançar moda, não deu certo.

Seu 1,70m de altura o tornava um anônimo no meio de centenas de repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, dirigentes da NBA e dos jogadores de Chicago e Utah, que se aqueciam para o terceiro jogo das finais, cujo placar mostrava empate em 1-1 depois de um par de confrontos em Salt Lake City.

Vedder cantou o hino conforme o protocolo, não apresentou nada demais e se mandou. Saiu do jeito que chegou: sem ser notado.

Aquilo me chamou também a atenção. Caramba, era o Eddie Vedder!

LAÇOS AFETIVOS

Por que Eddie Vedder cantou o hino americano naquele dia? Porque ele era amicíssimo de Dennis Rodman e porque ele é torcedor de carteirinha do Chicago Bulls. Seus laços afetivos com a liga eram grandes demais.

A relação de Eddie Vedder com a NBA, no entanto, não se resumiu àquela apresentação. Vedder e o Pearl Jam são absolutamente alucinados pela NBA e sempre que podem associam-se a ela.

Vejamos…

O primeiro nome da banda foi Mookie Blaylock. Isso mesmo: Mookie Blaylock, veterano armador que na época jogava no New Jersey Nets e era um dos destaques da NBA. Pode?

Mookie Blaylock, contudo, não era um bom nome para uma banda de rock, convenhamos. Por isso, Vedder e seus parceiros resolveram rebatizar o grupo e o nome do segundo batismo passou a ser o definitivo: Pearl Jam.

Alguns biógrafos do grupo defendem a tese de que o “Pearl” do nome veio de Earl “The Pearl” Monroe, ex-armador campeão com o New York Knicks em 1973.

A banda mudou de nome, mas a admiração por Mookie não cedeu. Tanto que o álbum de estréia da banda foi batizado “Ten”. Por que “Ten”? Porque era o número que Blaylock utilizava quando jogava.

PAIXÃO ARREBATADORA

Stone Gossard, guitarrista, e Jeff Ament, contrabaixista, co-fundadores do Pearl Jam, eram torcedores fanáticos do Seattle SuperSonics. Hoje, com o fim da franquia (transformou-se no Oklahoma City Thunder), não sei realmente para quem eles torcem.

Não acredito que torçam para o OKC, pois a cidade de Seattle odiou todo o episódio de mudança da franquia.

Mas enquanto o Sonics estava em Seattle, Gossard e Ament eram presença constante na Key Arena. Especialmente na época que o time do Estado de Washington contava com a dupla Gary Payton e Shawn Kemp.

A torcida de Gossard pelo Sonics explica-se facilmente, pois ele é de Seattle. Ament, no entanto, é de Havre, minúscula cidade do Estado de Montana.

Já Eddie Vedder é torcedor fanático do Bulls. Nasceu em Evanston, cidade que fica na região metropolitana de Chicago.

Embora seja amigo íntimo de Dennis Rodman, seu ídolo sempre foi Michael Jordan. No final do clipe da música “Alive”, do álbum “Ten”, ele aparece com a camisa 23 vermelha de Michael Jordan.

O tema “Black, Red, Yellow”, contido no single “Hail, Hail”, se refere ao Bulls da época de MJ, Dennis Rodman e Phil Jackson.

Nas primeiras estrofes da música, Vedder canta: “Freud e sua prancheta caminhando ao lado da quadra quebrando sua cabeça”. No trecho final, ouve-se uma mensagem que Rodman deixou para o Eddie Vedder ao telefone dizendo: “E aí irmão, beleza? Eu tô no oeste da costa oeste. Cria um jingle pra mim quando você chegar da porra do lugar que você estiver”.

O Oeste da costa Oeste talvez seja Seattle, onde o Pearl Jam reside.

Ament compôs um tema sobre Lew Alcindor, que mais tarde tornou-se Kareem Abdul-Jabbar. A música se chama “Sweet Lew” e foi lançada no álbum “Lost Dogs”, que contém singles que jamais haviam sido lançados.

Ament era um fã de carteirinha de Kareem desde o tempo de Milwaukee Bucks, quando ele era Alcindor. O baixista cresceu idolatrando-o.

Mas… veio a grande decepção, claro. Quando Ament teve a chance de conhecer pessoalmente o então Alcindor e pedir um autógrafo, o veterano pivô fez com Ament o que fez com muita gente: ignorou-o completamente.

O refrão da música diz: “Sweet Lew, Sweet Lew, como você pôde fazer isso?”

No filme “Vida de Solteiro”, escrito e dirigido por Cameron Crowe, estrelado por Bridget Fonda e Matt Dillon, a banda aparece em um trecho da película ao lado do veterano ala Xavier McDaniel, que na época jogava pelo Sonics.

E por fim, caríssimos amigos, nesta nossa conversa fiada falando sobre Pearl Jam e a NBA, no DVD “NBA Superstar 3”, na parte dedicada a Shawn Kemp, o ex-ala-pivô do Sonics aparece ao lado de um DJ de uma rádio de Seattle falando sobre o Pearl Jam. A banda havia acabado de lançar o segundo álbum “Vs”, que é a abreviatura de versus.

O clipe dos lances de Kemp é embalado pelo tema “Go”, contido no álbum “Vs”.

ATÉ LOGO

Quem me conhece sabe muito bem que minha praia hoje é o jazz. Mas já passeei muito pelo rock, numa época em que Eddie Vedder, Stone Gossard e Jeff Ament andavam de fraldas.

Esta ligação do Pearl Jam com a NBA é tão forte que me fez um fã do grupo grunge. Não estarei no Morumbi acompanhando o show. Só saio de casa para ver um show se ele for de jazz. Mas se alguém me arrumasse um ingresso, me pegasse em casa e me deixasse na porta do Morumbi, com certeza eu iria.

Como isso não vai acontecer, não vou.

Deixo-os agora; deixo-os com alguns clipes da banda, clipes estes que foram mencionados nesse texto que deu-me um enorme prazer em escrever.

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011 NBA, outras | 18:51

DAVID STERN NÃO RECEBERÁ SALÁRIO DURANTE LOCAUTE

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Spencer Hawes, pivô do Philadelphia (foto), acertou um belíssimo cruzado no queixo do comissário David Stern nesta quarta-feira. Via Twitter, Hawes perguntou: “Por que não há rumores de corte (no salário de David Stern), já que ele pede para os jogadores fazê-lo?”

Segundo o jornal “New York Daily News”, Stern ganha por temporada US$ 23 milhões! Uma fortuna.

Só para comparar, se não estivesse em locaute, Kobe Bryant seria o jogador mais bem pago da próxima temporada: US$ 25,2 milhões. Ou seja: apenas US$ 3,2 milhões a mais que Stern.

Na minha opinião, Stern merece cada centavo que ganha. Em suas mãos a NBA mudou (desculpem o lugar-comum) da água para o vinho.

Antes de sua chegada, em 1984, a liga norte-americana era uma liga associada com drogas, jogadores problemáticos e times falidos.

Hoje, a NBA está no mundo todo, seus jogadores são estrelas, ganham muito dinheiro (a média salarial na liga é de US$ 5,5 milhões) e a maioria das franquias está valorizada, sendo que a minoria, segundo Stern, tem trabalhado no vermelho.

Resgatando uma vez mais o livro “Minha Vida”, de Magic Johnson, ele cita que o jogo decisivo do título de 1980, conquistado diante do Sixers (aquele que ele fez 42 pontos, pegou 15 rebotes e deu sete assistências), foi transmitido ao vivo pela televisão apenas para algumas cidades.

“Assim que voltamos ao hotel, arriei na cama e telefonei para papai”, escreveu Magic. “Haviam-no deixado sair do trabalho mais cedo, a fim de assistir ao jogo, que fora transmitido em teipe para a maior parte do país. Ele já conhecia o resultado, mas ainda assistia à partida quando liguei”.

E prosseguiu: “O Lakers podia conquistar o campeonato americano e a maioria dos torcedores só assistiria a partida de madrugada. E eram dois times famosos, com grande cobertura da mídia. Era de se esperar que um confronto entre Dr. J. (Julius Erving) e seus meninos contra o time de Kareem (Abdul-Jabbar) tivesse um índice de audiência de horário nobre. Alguém podia imaginar a partida para se determinar o campeão americano de beisebol sendo transmitida em teipe às 11h30 da noite?”

E encerrou: “A NBA percorreu um longo caminho, sem dúvida”.

E percorreu mesmo.

Dennis Rodman, em seu livro “Bad As I Wanna Be” (sem tradução para o português), num dos trechos onde ele demonstra toda sua amargura pela falta de reconhecimento, especialmente do ponto de vista financeiro, diz:

“Larry Johnson vai ganhar US$ 87 milhões por um contrato de 12 anos em Charlotte. Esse dinheiro é quase suficiente para comprar um time”.

Isso foi em meados da década de 1990. Hoje, uma década e meia depois, a franquia mais em conta na NBA, segundo cálculo da revista norte-americana de economia “Forbes”, é o Milwaukee Bucks, que foi avaliado em US$ 258 milhões.

Mas essas franquias meia-boca podem custar mais de US$ 300 milhões, como é o caso do New Jersey Nets, estimado em US$ 312 milhões.

Como disse Magic, a NBA realmente percorreu um longo caminho, sem dúvida.

FORMIGUINHA

Assim que assumiu a NBA, em 1984, em seu primeiro dia de trabalho David Stern chegou à sede da liga, em Nova York, na Quinta Avenida (a entrada do edifício, no entanto, é pela 51), apresentou-se aos funcionários, desejou boa sorte a todos e pegou o elevador.

Pegou o elevador e andou a pé três quadras. Destino: sede da NFL, que fica na Park Avenue, entre a 49 e a 48.

Stern tinha agendado uma reunião com o presidente da liga norte-americana de futebol, Pete Rozelle. Queria saber como é que ele dirigia a entidade esportiva mais rentável do mundo.

E foi assim, perguntando aqui e ali, estudando muito, que Stern foi moldando a nova NBA. Hoje, a liga de basquete norte-americana é sinônimo de sucesso e é admirada e copiada por muitos. Hoje, o New York Knicks surge nas páginas da “Forbes” como a franquia mais valiosa da NBA: US$ 655 milhões.

EXEMPLO

Andrés Sánchez, presidente do Corinthians, neste domingo que passou, esteve no programa “Mesa Redonda”, da TV Gazeta (foto), apresentado pelo meu companheiro de Jovem Pan Flavio Prado. Conversa vai, conversa vem, Sánchez disse que a criação de uma liga é uma coisa inevitável no futebol brasileiro; e que do ano que vem não passa.

Mas, segundo ele, esta liga tem que ser profissional. Sua administração tem que ser profissional e cuidar de tudo. “Nos moldes da NBA, um exemplo a ser seguido”, disse Sánchez.

E, como na NBA, com um profissional presidindo-a. “Nada de um ano ser o presidente do Corinthians e no outro o do Flamengo”.

Seria espetacular se o futebol brasileiro encontrasse seu David Stern.

RESPOSTA

Perguntado se iria reduzir seu salário para US$ 1 durante o locaute, como fez o presidente da NFL, Roger Goodell, David Stern respondeu: “Da última vez que houve um locaute na NBA, eu não recebi salário algum. E eu acho que um dólar seria demasiado elevado neste caso”.

Portanto, o comissário não estará recebendo salários enquanto o locaute durar, exatamente como acontece com os jogadores.

ADVERTÊNCIA

O ataque de Spencer Hawes a David Stern foi hoje. Ontem, o comissário da NBA disse achar um despropósito que jogadores pensem em jogar na Europa por um dinheiro muito inferior ao que eles têm à disposição nos EUA.

Segundo David Stern, coletivamente, os jogadores da NBA podem gerar alguns milhões de dólares na Europa, algo que não deve chegar nem a US$ 300 milhões, segundo imagino. “Mas nós temos um sistema que entrega a eles US$ 2 bilhões!”, disse Stern.

Verdade; não faz sentido algum passar por privações para se ganhar menos do que se tem garantido no conforto do lar.

E mais: segundo Stern, 10, 15, talvez 20 jogadores possam se arrumar na Europa e/ou Ásia. E os demais?

E advertiu: “Isso pode quebrar a união entre os jogadores”.

Verdade também, pois os que não conseguirem se arrumar podem pensar: onde estão as estrelas, os caras que podem dar a cara para bater numa negociação com a NBA? Eles estão endurecendo porque podem arrumar trabalho no exterior, mas e nós?

DESEQUILÍBRIO

Nesse imbróglio todo, eu acho que os jogadores estão gulosos demais. Não digo com isso que a proposta da NBA é a ideal.

Mas que há um desequilíbrio nesta balança financeira, isso há. E ela pende demais para o lado dos jogadores.

Esse equilíbrio tem que ser encontrado. E para que isso ocorra há que se ter inteligência e tranquilidade neste momento.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011 NBA | 23:54

O MAIOR TIME DA HISTÓRIA DA NBA

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Alertado pelo sóbrio Daniel Sanchez, um dos mais antigos parceiros deste botequim, o site do Chicago na NBA traz uma matéria mostrando que a revista norte-americana “Sporting News” ouviu jogadores e treinadores que se retiraram e ainda estão na ativa, além de jornalistas, para saber deles o seguinte: qual foi o maior time da história da NBA?

Deu o óbvio: o Chicago Bulls da temporada 1995/96. E o que aquele time tinha de especial? Primeiro, Michael Jordan; segundo, jogadores extraordinários que gravitaram ao redor de MJ; terceiro, Phil Jackson e Tex Winter e uma comissão técnica maravilhosa; quarto, uma raposa que sabia montar times chamada Jerry Krause, o GM do Bulls, que depois chutou o balde cheio de leite ao brigar com Jordan, Pippen, P-Jax, Rodman, enfim, com meio mundo, a ponto de acabar no ostracismo.

Dentre os grandes jogadores que gravitaram ao redor de MJ estão Scottie Pippen, seu fiel escudeiro, Dennis Rodman, um gênio da marcação e dos rebotes, e Tony Kukoc, um croata que viveu o maior momento de sua carreira naquela temporada, a ponto de ter sido eleito o melhor sexto homem do campeonato.

Ah, sim, tinha também Steve Kerr, um cara que vinha do banco para matar bolas de três e bagunçar a defesa adversária. E ajudava também no descanso de Ron Harper, um ala-armador que jogava como armador, porque nos times de Phil Jackson não havia de fato um armador no seu quinteto titular, fórmula que ele repetiu depois no Lakers cinco vezes campeão em suas mãos.

Aquele Chicago detém até hoje o recorde da história da NBA na fase de classificação. Foram 72 vitórias e apenas dez derrotas. Foi também o melhor ataque daquela temporada, com média de 105,2 pontos, e a segunda defesa menos vazada, com média de 88,5 pontos contra por partida.

Além disso, Jordan terminou o campeonato com média de 30,4 pontos. Nos playoffs, essa média subiu para 31,5.

“Aquele time se recusava a perder”, disse Jim Cleamons, um dos assistentes de P-Jax. Era isso mesmo: aquele time não aceitava derrotas.

A lista foi completada assim:

2º Lakers (1971/72)
3º Lakers (1986/87)
4º Boston (1985/86)
5º Boston (1964/65)
6º Philadelphia (1966/67)
7º Philadelphia (1982/83)
8º Milwaukee (1970/71)
9º Chicago (1991/92)
10º Detroit (1988/89)

Com o passar dos dias eu vou falando um pouco sobre os outros times também.

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domingo, 3 de abril de 2011 NBA | 14:42

CHICAGO: MAU MOMENTO OU QUEDA?

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O Chicago venceu mais uma. Desta vez passou pelo Toronto, em seu United Center: 113 a 106. Alguns companheiros deste botequim, torcedores do Bulls, animados com a campanha, dizem que o time está “unstopable”.

Estaria mesmo?

Já estive mais animado. Os resultados recentes da equipe deixaram-me com a chamada “pulga atrás da orelha”. É só olhar em retrospectiva para vermos que o Chicago tem tido dificuldades para vencer equipes médias ou pequenas.

Desde o contundente triunfo diante do Hawks, em Atlanta (114 a 81), o Bulls vem capengando. A exceção que confirma a regra foi a vitória diante do Wolves, em Minnesota, por 108 a 91. As demais foram no “bico do corvo”.

Venceu o Memphis por 99 a 96 em casa. Tudo bem, foi o Memphis, uma equipe que vem num momento muito bom dentro do campeonato e que deve ficar com uma das vagas do Oeste, uma conferência mais disputada do que a do Leste.

Mas na sequência o time suou para vencer Milwaukee (95 a 87), Detroit (101 a 96) e Toronto, ontem. E nesse caminho foi batido em casa pelo Philadelphia, que ontem foi dobrado pelo Milwaukee.

Notem que a defesa do Bulls, tida como uma das melhores da competição, não consegue conter atacantes limitados.

Tomou 87 pontos do Milwaukee, o pior do campeonato (92 de média). Sofreu 96 do Detroit, que faz exatamente isso por partida, o que o transforma no 24º da competição. E 106 do Toronto!, o 17º da nação, que faz por partida uma média de 99 pontos.

Sem falar os 96 do Philadelphia e os 91 do Minnesota.

Ou seja: nesses seis confrontos pós-Atlanta, o Chicago sofreu em média exatos 95,5 pontos por partida. Muita coisa quando olhamos e vemos que a equipe enfrentou Milwaukee, Philadelphia, Minnesota, Detroit, Toronto e o Memphis, o único que a gente dá um desconto.

E desses confrontos, apenas contra o Milwaukee o time não sofreu 90 ou mais pontos. Ou seja: tem algo errado.

O time está jogando sem Joakim Noah? Sim, está; mas já jogou sem Noah e Carlos Boozer em outras ocasiões e deu-se bem.

Seria queda de produção? Pode ser, tudo indica que sim.

Só resta saber por quanto tempo será. Sim, pois se o time gastou toda a sua munição, o que esperar quando os playoffs chegarem?

Até o final da fase de classificação a tabela reserva três jogos que vão dizer exatamente como o time está: Boston, em casa (7 de abril), Orlando, fora (10 de abril), e New York, também fora (12 de abril).

Vamos ver como o time se comporta. Se jogar esta bolinha que está jogando, perde os três jogos e perde também a liderança do Leste.

RODMAN

Não pensei que uma simples predileção fosse causar tanta ira em muitas pessoas que frenquentam este botequim. Só porque eu disse que Dennis Rodman foi o maior ala de força que vi jogar.

Esta predileção, no entanto, como falei, causou ira em muitos. Algumas mensagens eu publiquei, muitas foram para a lixeira. Mensagens raivosas, agressivas. Se minha opinião tivesse causado espanto ou mesmo se tivesse provocado riso, eu não me importaria.

Mas o fato de ter causado ira nas pessoas foi o que mais me espantou. Não posso achar Dennis o maior ala de força que vi jogar? Claro que posso; é apenas uma opinião. E justifiquei-a dizendo que o jogo de Rodman transcendia tática e técnica.  Que seu jogo era mais do que isso, pois Dennis tinha um poder mental que pouquíssimos jogadores tiveram na história da NBA.

Muitos contrapuseram dizendo que ele não atacava. Rodman nunca ligou pra isso, ao contrário de Jason Kidd, por exemplo, que tenta, mas não consegue.

Nas finais de 1998, eu estava em Salt Lake City. O Chicago treinava. Das 11h da manhã até o meio-dia. Era sempre este o horário dos treinos. Todas as entradas para a quadra estavam fechadas com um pano preto, de modo que a mídia não pudesse presenciar o que Phil Jackson e seus assistentes preparavam.

De repente, Rodman passa pelo pano preto em direção ao vestiário. Opa, o que será que ocorreu?, todos se perguntavam. Será que ele brigou com alguém e foi mandado embora mais cedo do treino?

“Não houve nada, é que esses 15 minutos finais o pessoal treina arremesso e como eu não arremesso, resolvi sair mais cedo”.

Todos rimos. Dennis era assim, todo mundo aceitava isso. Ele saía do treino e Phil, seus assistentes, MJ, Pippen e todos seus companheiros não se importavam. Sabiam que quando o jogo começasse ele iria fazer coisas em quadra que ninguém talvez conseguisse.

Rodman, aliás, não arremessava porque não gostava e porque não precisava. O time tinha Michael Jordan e Scottie Pippen. Bastava.

O negócio dele era defender, pegar rebotes e tirar do jogo o principal jogador do time adversário. Fez isso com muita gente. E gente da pesada, como Larry Bird (contei no post passado o que Bird pensava de Dennis), Magic Johnson, Scottie Pippen, Clyde Drexler e até mesmo Michael Jordan.

Todos esses astros e estrelas sofreram nas mãos de Rodman. Mas, como disse, ele não fazia apenas isso. Com apenas 2,01m ele pegava rebotes às pencas. Foi líder em ressaltos na liga em sete temporadas consecutivas e em duas delas foi eleito o melhor defensor da temporada.

Pra finalizar a questão, eu pergunto: a maioria de vocês, que tanto odeia Dennis Rodman (e certamente a mim também, pois houve ataques pessoais aos montes), viu realmente o jogador em ação? Ou será que a análise é feita apenas pelas estatísticas?

Se for apenas pelas estatísticas, eu sugiro que vocês se informem mais e procurem assistir aos jogos do Detroit e do Chicago quando Dennis foi campeão. Há DVDs e na internet mesmo é possível encontrar quase que a íntegra dessas partidas.

Tenho certeza que muitos de vocês vão se espantar com o que vão encontrar. Talvez vocês não mudem de ideia, mas muitos vão se envergonhar do que escreveram.

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sábado, 2 de abril de 2011 NBA | 01:07

DENNIS RODMAN, O MALUCO-BELEZA DA NBA

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O Detroit Pistons levantou o número 10. A partir de agora, ninguém mais usa a camisa 10. Greg Monroe, que começou a temporada com a 10, vai até o fim. Mas depois disso, ninguém mais ousará a pedir a camisa 10.

Ela foi imortalizada. Imortalizada por um dos maiores jogadores que já pisou em uma quadra da NBA: Dennis Rodman.

Maluco, louco de pedra, extravagante, excêntrico. Adjetive Dennis do jeito que você quiser, mas, por favor, não use adjetivos elegantes e suaves. Dennis nunca fez parte desta elite. Dennis fez parte da outra elite. Dennis era maluco de pedra.

Era maluco-beleza. Nunca houve ninguém como ele em uma quadra de basquete de todo o planeta — e jamais haverá. Ele faz parte de uma casta rara, de jogadores que são produzidos a cada cometa que corta o firmamento e desce incandescente a causar estragos e espantos. E encantos.

Até Dennis Rodman colocar seus pés em uma quadra da NBA, Larry Bird, um dos maiores jogadores que o basquete já produziu, nunca tinha encontrado alguém que o diminuísse em quadra. Alguém que soubesse seus segredos. Alguém que o limitasse.

Esse alguém surgiu quando Dennis Rodman pisou pela primeira vez em uma quadra da NBA. Pergunte a Larry Bird: quem você não gostaria de ter enfrentado? Dennis Rodman é a resposta.

Jogava para o time e não para ele. “Foi o mais esperto jogador que eu treinei”, disse Tom Thibodeau, técnico do Chicago e que era assistente do San Antonio quando Dennis lá jogou. “É um herói para mim”, afirmou Joakim Noah, pivô do Chicago Bulls.

Dennis fazia múltiplas funções em quadra. Com apenas 2,01 de altura liderou a NBA em rebotes por sete temporadas. Marcou Shaquille O’Neal e seu corpanzil de 2,16m.

Nunca afinou pra ninguém. Nunca disse não a um treinador.

Foi o maior ala-pivô que eu vi jogar. Maior do que Tim Duncan, Kevin Garnett ou Karl Malone. Não olhe apenas para o jogo de Dennis, que não era pequeno. Olhe para Dennis e seu jogo mental também.

Foram poucos na história do jogo que tiveram um mental tão forte. Dennis tirava seu marcador do jogo. Dennis tirava quem ele marcava do jogo.

Fez isso com Karl Malone, Charles Barkley, Patrick Ewing, Larry Johnson e Alonzo Mourning e Shaquille O’Neal. E também com Scottie Pippen e até mesmo com Michael Jordan. E com quem aparecesse em sua frente.

Dennis fazia parte da canalha do esporte. Viveu do jeito que quis. Ninguém impôs limites a ele. Andou com grandes mulheres, como Madonna e Carmem Electra. Frequentava cassinos nas vésperas dos grandes jogos. Bebia e fumava como se fosse um adolescente deslumbrado com os encantos da maioridade.

Nunca temeu ninguém. Nem mesmo Michael Jordan. Jordan o respeitava; e admirava também. MJ sabe muito bem que sem Dennis o segundo triunvirato não teria acontecido.

Dennis, no entanto, cometeu equívocos. Seus maiores pecados foi ter vestido as camisas de San Antonio, Dallas e Lakers. Ele não tinha nada a ver com essas franquias. Dennis pertenceu ao Detroit e ao Chicago.

Que o Bulls faça o mesmo que o Pistons: aposente em breve a camisa 91. Ninguém, jamais, em tempo algum, terá o direito de usar a 10 do Detroit. E que ninguém, jamais, em tempo algum, venha a ter esse direito com a 91 do Chicago.

Elas pertenceram e sempre pertencerão a Dennis Rodman. O maior ala-pivô de todos os tempos que eu vi em uma quadra de basquete.

OBS: na foto AP, Dennis Rodman e sua filha Trinity levantando o banner com o número 10.

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 04:00

VELHOS AMIGOS, NOVO CHICAGO

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LOS ANGELES — Já estou no QG da NBA. Meus dois dias anteriores foram de aproximação do evento. Agora é pra valer.

Muitos são os jornalistas por aqui. Do mundo todo. Segundo a NBA, 431 são estrangeiros. Entre eles meu amigo Miguel Candeias, jornalista porreta de bom que trabalha no jornal “A Bola”, de Lisboa.

Encontrei Miguel depois de um hiato de sete anos. A última vez que nos vimos foi em Washington, 2004. Alguns fios de cabelos brancos já brotaram na cabeleira encaracolada de meu amigo lusitano. Não está como eu, branquinho, branquinho, mas a idade impôs-lhe cabelos mais claros. É assim com quase todo mundo.

Falante e bem informado como sempre, disse-me que tinha acabado de chegar. Fez um voo Lisboa/Londres/LA. “Evitei Nova York por conta da neve”, disse-me ele. “Ano passado, consegui chegar a Dallas, mas muita gente chegou só no domingo e outro tanto nem chegou. Por isso, não quis correr riscos”.

E seguimos conversando e ele me contando sobre amigos portugueses, como o Luis Avelãs, que não tem mais aparecido por aqui. “Agora, só comenta os jogos na tevê em Portugal”. E de espanhóis que conhecemos, como o Fernandez do diário catalão “El Mundo Deportivo”, de Barcelona. “Está com problemas na coluna e tem evitado viagens longas”.

E conversamos por alguns minutos mais. Em seguida, disse que ia para o quarto dormir. “Estou acabado por conta da viagem e do fuso”, disse-me ele. E se mandou, puxando a bagagem.

Passou-me, antes do passo inicial, o número do quarto. Disse que amanhã, sexta-feira, estaríamos juntos nos eventos. Como nos velhos tempos.

Pena que outros portugueses amigos e espanhóis amigos não apareceram como antigamente. O meu “All-Star Weekend” estaria completo.

MVP

Mas vamos falar de basquete.

Acabei de ver a vitória do Chicago sobre o San Antonio. E com um show de Derrick Rose. O armador do Bulls atingiu uma maturidade impressionante. É neste momento o melhor da posição na NBA. Supera Deron Williams.

Aqui nos EUA não se discute mais isso. Aqui nos EUA a discussão não é para se saber se D-Rose é o melhor armador, mas sim se ele será o MVP da temporada.

Ou seja: o patamar de D-Rose é outro. Acima de D-Will, CP3, Rajon, Westbrook e outros mais ou menos votados. D-Rose está sendo comparado a Kobe Bryant, LeBron James, Dwyane Wade e Dirk Nowitzki.

É comparado a eles porque eles vão brigar pelo MVP da temporada. Assim como D-Rose (fotoAP).

NOCAUTE

Derrick Rose nocauteou o San Antonio agora há pouco, como disse. Vi tudo pela televisão, aqui no hotel em Los Angeles. Foram 42 pontos, a melhor marca na sua carreira. Foram 42 pontos, oito assistências e cinco rebotes.

Um show — já disse — mas não custa repetir.

Pontos de tudo quanto é lado da quadra. De infiltrações (seu cartão de visita), meias distâncias, longas distâncias e lances livres. E ninguém do Spurs encontrou antídoto para D-Rose.

Resultado: Chicago 109 x 99 San Antonio.

O time está em terceiro lugar no Leste. São 16 derrotas contra 15 do Miami e 14 do Boston.

Enfrenta o Heat mais duas vezes até o final da fase de classificação. Uma fora e outra em casa. Ganhar os dois jogos é fundamental para roubar o segundo posto do time do sul da Flórida.

Quanto ao Celtics, apenas mais um confronto, em Boston. A situação é mais complicada. O Bulls terá de vencer em Massachusetts, o que não é nada fácil, e ainda torcer por algum tropeço do alviverde.

De qualquer maneira, mesmo que não roube posições de Miami e Boston, hoje o Chicago é outro. Mais forte, mais competitivo e mais resoluto.

Bem diferente daquele time da temporada passada, que apanhou de muita gente e apanhou feio. Eram derrotas humilhantes, com mais de 30 pontos de diferença.

Isso hoje não ocorre mais. O técnico é outro.

DIFERENÇA

É impressionante como tem gente que gosta de rasgar dinheiro. Donald Sterling, dono do Clippers, é o exemplo mais bem acabado disso.

O Los Angeles tem um time muito bom no papel, já disse isso. Baron Davis, Eric Gordon e Blake Griffin. Isso sem falar em Chris Kaman. E DeAndre Jordan, Randy Foye e Ryan Gomes.

Mas o time não anda. E sabem por quê? Claro que vocês sabem: por causa de Vinnie Del Negro.

Ele é péssimo!

Em contrapartida, o Chicago mudou da água para o vinho. É claro que Derrick Rose amadureceu e hoje é outro jogador. Mas esta transformação tem muito a ver com a chegada de Tom Thibodeau.

O novo treinador deu uma nova cara ao Chicago. Hoje o Bulls é mais forte, mais competitivo e mais resoluto.

O alicerce desse novo Chicago foi feito à base de muita defesa. Todos defendem melhor nesta temporada. E jogadores como Ronnie Brewer, que chegou nesta temporada, ajudaram a solidificar estes pilares.

Além disso, o time foi buscar Kyle Korver. A função deste jogador é apenas a de entrar no jogo e bagunçar o adversário. De que maneira? Com suas bolas de três.

Como nem tudo é perfeito, só não consigo entender por que Thibodeau contratou Brian Scalabrine. Por quê?

Só consigo encontrar uma resposta: o cara é excelente de vestiário e funciona como uma espécie de elo entre o treinador e o grupo. Treinador novo, novas ideias, sei lá, muitos poderiam não entender ou gostar.

Na época em que o Chicago contratou Dennis Rodman, o Bulls foi atrás também de um cara chamado Jack Haley. Haley era horrível, assim como Scalabrine. Mas era um baita amigo de Rodman.

Halley (foto Reprodução) foi contratado apenas com o intuito de sossegar “The Worm” e adaptá-lo ao time e ao grupo. E à cidade. Foi contratado para evitar que Rodman pusesse tudo a perder.

Depois que Rodman se adaptou, Haley foi mandando embora. Amarrou seu burro no New Jersey por mais duas temporadas e encerrou a carreira.

Scalabrine só pode ter esta função no Bulls. Não a de controlar alguém, mas a de ajudar a implementar o trabalho de Thibodeau. Isso feito, deverá ir para um New Jersey da vida e encerrar sua carreira com mais uma ou duas temporadas.

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