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terça-feira, 6 de março de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:28

UMA LUZ SOBRE OS PRÉ-OLÍMPICOS, AS OLIMPÍADAS E AS CHANCES DO BRASIL

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A NBA está a todo o vapor e o NBB também. É claro que neste botequim o papo versa mais sobre o torneio norte-americano, mas há os que gostam também da competição nacional.

A NBA está a todo o vapor e o NBB também, mas no final de julho próximo começam as Olimpíadas. Alguns parceiros perguntam sobre datas e seleções classificadas. Perguntam também sobre os Pré-Olímpicos, masculinos e femininos.

Vamos, pois, clarear a situação.

O torneio masculino começa no dia 29 de julho e termina em 12 de agosto. No feminino, a bola sobe pela primeira vez um dia antes; ou seja, em 28 de julho, com a decisão da medalha de ouro marcada para 11 de agosto.

Os dois torneios são compostos de 12 seleções cada.

Do lado dos marmanjos, nove selecionados já garantiram vaga em Londres, restando, pois, três vagas. Vamos aos classificados:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Argentina (América)
Brasil (América)
Espanha (Europa)
França (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Tunísia (África)

De 2 a 8 de julho, em Caracas, Venezuela, será disputado o Pré-Olímpico Mundial dos homens. Doze países estarão brigando pelas três últimas vagas. São eles: Grécia, Lituânia, Macedônia, Rússia, República Dominicana, Porto Rico, Venezuela, Coreia do Sul, Jordânia, Angola, Nigéria e Nova Zelândia.

Estes 12 países foram divididos em quatro grupos com três componentes cada. A saber:

Grupo A
Grécia
Jordânia
Porto Rico

Grupo B
Lituânia
Nigéria
Venezuela

Grupo C
República Dominicana
Coreia do Sul
Rússia

Grupo D
Angola
Macedônia
Nova Zelândia

As equipes se enfrentam dentro do grupo e os dois primeiros colocados se classificam para a fase quartas de final. Os quatro vencedores avançam para as semifinais e os vencedores, além de decidirem o título, garantem vaga para as Olimpíadas. Quem ficar com a medalha de bronze (disputa do terceiro lugar) garante-se também em Londres.

Do lado das moças, os selecionados já garantidos em Londres são sete. Vamos a eles:

Grã-Bretanha (sede)
EUA (campeão mundial)
Brasil (América)
Rússia (Europa)
Austrália (Oceania)
China (Ásia)
Angola (África)

De 25 de junho a 1º de julho será disputado o Pré-Olímpico Mundial das mulheres. Local: Ankara, Turquia. Doze seleções estarão brigando por cinco vagas. São elas: Croácia, República Tcheca, França, Turquia, Argentina, Canadá, Porto Rico, Japão, Coreia do Sul, Mali, Moçambique e Nova Zelândia.

Esta dúzia de seleções estará dividida em quatro grupos de três:

Grupo A
Japão
Porto Rico
Turquia

Grupo B
Argentina
República Tcheca
Nova Zelândia

Grupo C
Croácia
Coreia do Sul
Moçambique

Grupo D
Canadá
França
Mali

Os selecionados se enfrentam dentro de seus respectivos grupos e os dois primeiros colocados se garantem nas quartas de final. As quatro equipes que passarem para a fase semifinal carimbam passaporte para Londres. Os outros quatro times, derrotados nas quartas, disputarão a última vaga.

BRASIL

Muito se fala das possibilidades brasileiras. Medalha?

Bem, no masculino, se todos os nossos jogadores se dispuserem a jogar (falo principalmente dos quatro que jogam na NBA, Anderson Varejão, Nenê Hilário, Tiago Splitter e Leandrinho Barbosa), o Brasil deve disputar do quinto ao oitavo lugar.

Agora, caso o técnico Rubén Magnano consiga extrair o máximo de cada um de nossos atletas e algum dos selecionados favoritos (EUA, Espanha, França e Argentina) der uma patinada, o Brasil pode brigar pela medalha de bronze.

Se eu fosse Magnano escalaria este quinteto titular:

Marcelinho Huertas (foto Reuters)
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Nenê Hilário
Anderson Varejão

Atribuiria a Leandrinho o mesmo papel que lhe cabe desde que chegou à NBA: ser o nosso sexto homem, vindo do banco, bagunçando as defesas adversárias com sua velocidade e seus arremessos de três. E Splitter seria o descanso perfeito para Varejão e Nenê.

No feminino as coisas andam meio complicadas. Enio Vecchi, que fez um ótimo trabalho no Pré-Olímpico das Américas, disputado em Neiva (Colômbia), não teve seu contrato renovado com a CBB. Hortência Marcari, responsável pelos selecionados femininos, optou trocá-lo por Luis Cláudio Tarallo.

A bem da verdade, Hortência nunca escondeu de ninguém que Tarallo era seu técnico favorito. Num primeiro momento, no entanto, o treinador não pôde aceitar o convite, que acabou no colo de Vecchi.

As chances do Brasil são mínimas para não dizer nenhuma. Nosso time pode brigar, na melhor das hipóteses, por um quinto lugar. Medalha, acho muito difícil, pois há seleções muito mais fortes, como os EUA, Rússia, Austrália e China.

Além de ter um treinador novo, o Brasil ainda conta com a indefinição de Iziane Castro (foto Fiba). A ala brasileira deve ir para o Seattle Storm, da WNBA, e se isso acontecer ela só teria condições de se apresentar 15 dias antes do torneio de Londres. O mesmo vale para a nossa pivô Érika de Souza, que deve jogar novamente pelo Atlanta Dream.

Eu abriria este precedente, pois nosso selecionado não pode abrir mão das duas. Com elas será bem difícil; sem elas será impossível brigar por um lugar honroso.

Se eu fosse Tarallo escalaria o seguinte quinteto titular:

Adrianinha Pinto
Palmira Marçal
Iziane Castro
Damiris Amaral
Érika de Souza

Por que Palmira? Sei que muitos devem estar se perguntando. Porque ela defende muito e num torneio como esse você tem que ter uma jogadora com este caráter.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011 Sem categoria | 22:22

BRASIL FICA COM O BRONZE QUANDO NA VERDADE DEVERIA TER FICADO COM O OURO

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A seleção feminina acabou de ganhar da inexpressiva Colômbia por 87-48. Com o resultado, conquistou a medalha de bronze no Pan de Guadalajara.

Não fez mais que a obrigação.

Ou melhor: fez menos do que deveria ter feito. O que o time comandado por Ênio Vecchi no banco e por Érika de Souza e Iziane Castro em quadra deveria ter conquistado o ouro.

O nível do campeonato foi baixíssimo.

Cuba, que poderia ser um adversário de peso, preferiu priorizar a preparação para o Pré-Olímpico Mundial e nem sequer apareceu para o torneio. Nem mesmo com uma equipe sub qualquer coisa. Idem para a Argentina, que também jogou desfalcada.

O Brasil decepcionou. Nunca é demais lembrar e frisar.

Essa derrota pode ter sido boa visando os Jogos Olímpicos do ano que vem em Londres. Pode ter sido boa para nos mostrar que esse time tem muito o que fazer se quiser uma posição honrosa.

E que Érika e Iziane compreendam que as duas são boas jogadoras, nada além disso. Estão longe de ser o que no passado foram Paula, Hortência e Janeth.

E vale o investimento em Damiris do Amaral. Ela é grande, tem velocidade e tem fundamentos. Vale todo o investimento nela, pois se tem alguém nesse time que pode ser no futuro importante para nós é ela.

E temos que procurar rapidamente uma armadora. Quem? Realmente, não sei.

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sábado, 22 de outubro de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 16:41

CBB REVELA PROJETO DE REPATRIAR NOSSAS JOGADORAS VISANDO LONDRES-12

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O melhor da rodada deste sábado do basquete feminino no Pan de Guadalajara foi a notícia publicada no iG dando conta da intenção de Érika de Souza e Iziane Castro de voltarem a jogar no Brasil. Iziane quer montar um time em São Luís, no Maranhão.

“Já temos até patrocinador fechado, mas não posso revelar a empresa”, disse Iziane. “Se tudo der certo, durante o recesso na WNBA jogo no Brasil e pelo Maranhão”.

Iziane corteja Érika. Ela quer que sua companheira de Atlanta Dream, da WNBA, continue a seu lado, jogando no Maranhão. ‘’É muito tempo fora do país, são dez anos já”, disse Érika. “E tem também a seleção; seria muito bom poder ter as principais jogadoras próximas para preparar bem o time para a disputa dos Jogos Olímpicos’’, completou Érika.

Pra complementar esta notícia alvissareira, Magic Paula (está dando um show nos comentários pela Rede Record) disse que a CBB tem um projeto de repatriar todas as nossas meninas. A entidade quer que elas fiquem no Brasil no ano que vem, ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Se conseguir, não só os nossos torneios internos ganham força, como a seleção também. Ênio Vecchi, que tem se revelado um excelente treinador de moças, poderá reunir com mais frequência as jogadoras, trocar figurinhas com elas e montar um projeto em busca de uma medalha.

Tenho dito que nossa realidade é a disputa do nono ao 12º lugar em Londres se tudo caminhar normalmente e talvez do 5º ao 8º lugar se jogarmos nosso melhor basquete.

Mas se o projeto da CBB vingar e pudermos treinar pra valer e entrosar o grupo, acho que o Brasil pode montar uma seleção para brigar pelo bronze.

Caramba!, que notícia boa! Bem que poderia dar certo.

PRIMITIVISMO

O jogo de nada valeu. Ou melhor: valeu para colocar nossas reservas em atividade.

Quem menos jogou foi a ala Silvia Gustavo: 13:13 minutos. Depois, a pivô Carina de Souza: 14:22 minutos.

Ninguém atingiu os 20 minutos em quadra. Quem mais tempo trabalhou foi a armadora Babi Queiróz: 19:20 minutos. Depois veio nossa pirulona Érika de Souza: 19:01 minutos.

Nada menos do que seis jogadoras tiveram duplo dígito na pontuação: Érika (22 pontos, cestinha do time e do jogo), Gilmara Justino (19), Iziane Castro (12), Damiris do Amaral e Jaqueline Silvestre (11 cada uma) e Tássia Carcavalli (10).

Érika pegou 15 rebotes e cravou novo “double-double”. Clarissa capturou 11 ressaltos.

Babi chamou a atenção para as nove assistências e três roubadas de bola.

Houve, no entanto, defeitos: tomamos muitos pontos de um adversário primitivo e as bolas de três não caíram como deveriam: 4/15 (27%). Palmira Marçal, que mostrou mão calibrada no primeiro jogo diante das canadenses, foi mal desta vez: 1/6 (17%).

Não vou falar que limitamos as caribenhas a 20% (11/55) do total de seus arremessos e nem vou mencionar que elas erraram todas as suas três bolas triplas. Não vale a pena, pois, como disse, elas praticam um basquete primitivo.

A organização do Pan-Americano tem que olhar com atenção para isso. Um time como a Jamaica não pode participar desta competição.

O placar final (Brasil 116 x 34 Jamaica) diz como foi o jogo—se é que podemos chamar aquilo de jogo.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 17:29

SELEÇÃO FEMININA TRITURA O CANADÁ NA ESTREIA EM GUADALAJARA

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Não deu pra ver o jogo direito, pois a Record mesclou a vitória brasileira do nosso selecionado feminino de basquete com lances da natação e do vôlei de praia. Mas deu pra ver que a seleção está no caminho certo.

Novamente fez um grande jogo defensivo e levou à loucura as meninas canadenses. Muito por conta disso e muito também por conta da nossa fluidez ofensiva e do talento individual de algumas de nossas moças, o Brasil venceu o Canadá em seu debute nos Jogos Pan-Americanos por incontestáveis 78-53.

Limitamos as norte-americanas a um aproveitamento de apenas 44% dos tiros duplos (15/34) e a 22% nos triplos (4/18).

É bem verdade que nossas meninas erraram bolas fáceis. Perderam bandejas quando estavam desmarcadas; tomaram tocos quando com uma finta teriam evitado o vexame. É bem verdade que nosso aproveitamento de dois pontos não foi bom (35%; 22/63), mas nosso volume foi muito grande. Arremessamos 19 bolas duplas a mais do que o Canadá. Por isso, mesmo com um aproveitamento menor, somamos mais pontos.

Nas bolas de três, o aproveitamento brasileiro foi melhor: 35% (6/17). Embora o percentual seja o mesmo, os tiros de três são longos e a chance de se errar é muito maior.

Individualmente, destaque para nossas duas meninas que atuam na WNBA. Iziane Castro (Foto Vipcomm) foi a cestinha do time e do jogo com 16 pontos. Mas Érika de Souza realçou-se demais: 15 pontos e 10 rebotes, única jogadora na partida a cravar um “double-double”.

Dez também foram os rebotes de Clarissa dos Santos, mas nossa ala de força parou nos oito pontos. Nas bolas de três, Palmira Marçal foi nossa estrela: 3/5 (60%). Resultado: 13 pontos. Palmira roubou ainda três bolas — vale destaque. Outra que teve duplo dígito na pontuação foi Damiris do Amaral: 11 pontos.

Depois do jogo, Érika admitiu que sentiu um “friozinho na barriga” no começo da partida. Depois, soltou-se em quadra e arrebentou uma vez mais.

O Brasil saiu-se muito bem. Estreia é sempre complicado. Ainda mais quando se tem pela frente o seu maior adversário da chave. O Brasil, pra quem ainda não sabe, está no Grupo B e os outros dois oponentes são Colômbia e Jamaica.

Amanhã, novamente às 13h30 de Brasília, o adversário será a Jamaica. Nova vitória será adicionada ao nosso cartel, não tenho dúvidas disso.

E se tudo caminhar dentro da normalidade, o Brasil estará na final diante dos EUA. Também não tenho dúvidas disso.

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domingo, 2 de outubro de 2011 Sem categoria | 00:20

BRASIL SURRA ARGENTINA E GARANTE VAGA NOS JOGOS DE LONDRES

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O Brasil surrou a Argentina na final do Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia): 74-33. Ganhou o título e a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

É apenas a terceira vez que o basquete brasileiro participa das Olimpíadas com suas duas seleções. E é sempre bom lembrar que o feminino foi adicionado aos Jogos em 1976, quando da competição em Montreal, no Canadá.

Ou seja: foram nove edições. Em seis deles a gente não conseguiu juntar homens e mulheres.

A última vez que isso ocorreu foi em 1996, quando dos Jogos de Atlanta. Na época, o masculino ficou em 6º lugar e o feminino foi medalha de prata.

Dá pra sonha novamente? Ora, por que não?

No masculino, se todos nossos melhores jogadores estiverem à disposição do técnico Rubén Magnano, temos chance. No feminino, se Iziane Castro colocar juízo em sua cabeça podemos fazer um grande trabalho também.

Mas isso é futuro, vamos curtir o presente.

SOVA

Mas, dizia eu, o Brasil surrou a Argentina: 74-33. Foi uma atuação que beirou a perfeição (foto AFP).

Alguns podem dizer que a Argentina é fraca. Sim, verdade, se comparada com o Brasil a Argentina é fraca. Mas, como eu sempre digo, se você está bem e pega um time fraco, faz o que o Brasil fez. Se está mal, vence, mas vence apertadamente.

Não foi o caso.

Nosso selecionado deu uma aula nesse torneio de como se deve defender. E no ataque soube trabalhar com paciência, sem afobação.

Vale mencionar o trabalho do técnico Ênio Vecchi e de sua comissão técnica, composta por Urubatan Paccini e Janeth Arcain. Eles foram os mentores desse time.

Quanto as nossas meninas, um beijo enorme a todas elas. Vocês querem destaques? Pois não: Érika Souza, eleita merecidamente a MVP da competição e, claro, parte do quinteto ideal do Pré-Olímpico. Terminou o jogo com 13 pontos e 16 rebotes. E olha que ela atuou apenas 25 minutos.

Adrianinha também merece menção, ela que, como Érika, foi eleita para a seleção do campeonato. Ontem, contra Cuba, quase fez um “triple-double”, com nove pontos, 13 rebotes e 12 assistências. Um show, não só neste jogo, mas em todo o campeonato também.

Mas todas têm que ser mencionadas: Palmira Marçal, Patrícia “Chuca” Ferreira, Micaela Jacintho, Bárbara “Babi” Generoso, Franciele Nascimento, Silvia Gustavo, Clarissa dos Santos, Damiris do Amaral, Nadia Colhado e Gilmara Justino.

Parabéns a todos vocês. Vocês fizeram do nosso final de semana um final de semana especial.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011 Sem categoria | 21:26

NA DEFESA, CONTRARIANDO TUDO, O BRASIL VOLTA A VENCER NO PRÉ FEMININO

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Mais uma vez, com extrema facilidade, o Brasil venceu neste Pré-Olímpico de Neiva. Bateu há pouco a Jamaica por 73-50 e uma vez mais chamou a atenção pela qualidade de seu jogo defensivo.

É verdade que os adversários, até o momento, pouco exigiram do nosso time. Foram times (incluindo até mesmo o Canadá) sem muita imaginação ofensiva e que apresentaram jogadoras de limitadas qualidades técnicas.

Mas é o que eu sempre digo: se você está bem, quando pega um time desses, atropela; se está mal, se complica. E nesses três confrontos deste torneio, que garantirá apenas ao campeão uma vaga para os Jogos de Londres no ano que vem, o Brasil mostrou qualidades.

A principal delas, repito, tem sido a nossa defesa, por incrível que possa parecer. Sim, pois o nosso basquete feminino (bem como o masculino) sempre se destacou pela sua ofensiva.

Agora é a defesa quem nos sustenta.

Ótimo, pois, defendendo com qualidade, com a posse de bola deixemos nossas meninas se divertirem. Elas têm qualidade.

E já que falamos em defesa, quero destacar Palmira Marçal. Nossa ala-armadora é o similar feminino do Alex Garcia: defende muito; não se cansa jamais. Tem um coração do tamanho de nosso país e de nossa torcida.

Lesionou-se ontem diante do Canadá, mas hoje já estava em quadra, pouco se importando com a contusão. Uma guerreira.

MELHORA

Érika de Souza foi o grande destaque da partida. Anotou 19 pontos. Mas… Fez 6/13 nos arremessos, o que deu um percentual de aproveitamento de apenas 46,1%.

Muito pouco para quem tem 2,00m de altura e joga debaixo da cesta. O grande problema da Érika segue sendo a marcação dobrada: quando as adversárias fecham em cima da brasileira, ele tem muita dificuldade; por isso seu baixo aproveitamento nos arremessos.

Já disse ontem e repito hoje: Érika tem que ler mais rápido o jogo. E adiciono: tem que usar melhor seu corpanzil para fazer pontos e cavar faltas, aproveitando-se da bonificação do lance livre.

Ah, por falar neles, o Brasil foi um desastre contra as jamaicanas. Fez 12/22, o que deu um aproveitamento de exíguos 54,5%.

O que acontece com nossas meninas quando elas vão para o lance livre? Pergunto, porque, não sei se vocês repararam, elas têm um ótimo aproveitamento dos “mid-range jumpers”. Ou seja: mais acertam do que erram quando arremessam da zona morta e/ou da cabeça do garrafão — ao contrário do masculino.

Ou seja: quando estão no lance livre, à vontade, sem marcação, deveriam tirar proveito da situação.

Contra o Paraguai foram 12/17 (70,5%). Diante do Canadá, 75,0% — mas atentem para o fato: o Brasil cobrou apenas quatro lances livres durante toda a partida.

Enfim, o técnico Ênio Vecchi precisa exigir mais de nossas meninas. Elas podem apresentar mais do que estão apresentando.

Numa provável final diante de Cuba, se o desempenho não for melhor, poderemos correr riscos. Sim, pois as cubanas, espertas que são, vão nos levar à linha do lance livre para nos desestabilizar.

Portanto, cuidado meninas!

DESTAQUES

Além da defesa da Palmira e dos pontos anotados por Érika, vale destacar também a ofensividade de Damiris do Amaral: 12 pontos. Voltemos à Érika: ela roubou quatro bolas e foi o destaque brasileiro.

No conjunto, como disse acima, destaque para nossa defesa: limitou as jamaicanas a apenas 32,6% de seus arremessos de dois pontos (16/49).

Mas… Levamos a pior nos rebotes: 36-34 para as caribenhas. Isso foi de chatear um pouco.

Mas nada que possa tirar a nossa alegria pela terceira vitória consecutiva.

A quarta vem amanhã, diante do México, um time fraquíssimo. Novamente às 18h45 de Brasília, com SporTV 2, BandSports, ESPN Brasil e Esporte Interativo.

E a gente aqui, no botequim, depois que a partida acabar.

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sábado, 24 de setembro de 2011 Sem categoria | 14:28

APESAR DE TUDO, O BRASIL É FAVORITO PARA CONQUISTAR A VAGA NO PRÉ FEMININO

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O Brasil de saia entra em quadra logo mais às 18h45, horário de Brasília, para seu primeiro compromisso no Pré-Olímpico das Américas. Vai enfrentar o inexpressivo Paraguai, com transmissão ao vivo pelos canais SporTV, BandSports, ESPN Brasil e Esporte Interativo.

O torneio, que está sendo disputado em Neiva (Colômbia), oferece, ao contrário do masculino, apenas uma vaga para os Jogos Olímpicos. A competição, que não contará com os EUA que já estão classificados por serem os atuais campeões mundiais, resume-se a apenas três times: Brasil, Cuba e Canadá. A Argentina corre muito por fora.

O Brasil é o grande favorito.

Mesmo sem poder contar com Iziane, que está nos EUA participando dos playoffs da WNBA pelo Atlanta Dream. Érika de Souza (foto Divulgação), sua companheira, jogou na quinta-feira, pegou o avião na sexta pela manhã e à noite uniu-se ao grupo.

Acho que o técnico Ênio Vecchi talvez nem a coloque em quadra. Não há necessidade, pois, como disse, as paraguaias são frágeis demais.

Mas, dizia eu, o torneio tem a seleção brasileira como favorita ao título e, consequentemente, à vaga olímpica. Mesmo sem poder contar com Iziane. Quem está em Neiva tem tudo para dar conta do recado.

Cuba não é, nem de longe, sombra daquele time que nos amedrontava por conta de seu basquete eficiente e pela força física das jogadoras, que não se envergonhavam em arranhar nossas meninas quando se viam inferiorizadas em quadra.

Sem o dinheiro soviético, Cuba ruiu. E apanhou feio do Brasil na Copa Pitalito, preparatória para este Pré-Olímpico, torneio onde o Brasil foi campeão.

Canadá não é, também, nem sombra dos tempos de Bev Smith. Apanhou na última segunda-feira de Porto Rico por 73-63 em amistoso. De Porto Rico!

Mesmo sem poder contar com Iziane, o Brasil é o favorito para conquistar a vaga olímpica. Mesmo sem termos Paula, Hortência e Janeth. Mesmo com a LBF, nossa liga nacional feminina, estar se desintegrando e ameaçada de nem acontecer nesta temporada, o que acaba por deixar inseguras nossas moças por conta do futuro. Mesmo com um treinador que fez sua vida esportiva dirigindo equipes masculinas.

Apesar de tudo isso, o Brasil ainda é favorito. É favorito porque, mesmo com todas essas adversidades, somos um país com quase 200 milhões de habitantes, com vocação esportiva e quando menos se espera aparece um talento como Damiris do Amaral.

Em cima dela o Brasil terá de ser edificado. Damiris e Érika, as nossas duas melhores jogadoras.

Engraçado, como ocorre no masculino, no feminino também estamos nas mãos de nossas pivôs.

APELO

Sei que a maioria de vocês não se liga no basquete feminino. Mas nossas meninas estão longe de casa, defendendo nossas cores. Se puderem, postem uma mensagem de incentivo a elas; elas ficarão felizes, podem crer.

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domingo, 31 de julho de 2011 Sem categoria | 23:07

MEDALHA QUE TEM SIGNIFICADO GRANDIOSO

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A freguesia deste botequim não é muito chegada no basquete brasileiro e muito menos no feminino. Mas eu não posso deixar de falar sobre a medalha de bronze que nossas meninas conquistaram no Mundial do Chile.

Chego agora da Jovem Pan, onde divido meu tempo, e vejo que nossa seleção de saias venceu a Austrália por 70 a 67. Não apenas conquistou a inédita medalha de bronze como acabou com aquela história de que as oceânicas entregaram o jogo entre elas na segunda fase do torneio.

Não vi o jogo. No exato momento em que nossas moças faziam história eu estava debruçado sobre o futebol.

Queria muito ter visto a contenda, pois pela primeira vez o Brasil conquistou uma medalha em um Mundial desta categoria. E por falar em categoria, não posso fechar os olhos para o desempenho de Damiris do Amaral.

Um espetáculo de jogadora. Já tínhamos presenciado isso no Mundial da República Tcheca, quando o insensível Carlos Colinas deu poucos minutos de jogo para nossa menina esticada.

Com seus 1,90m, ela capturou 13 rebotes e próxima à cesta fez 26 pontos. Acabou eleita, merecidamente, a MVP da competição.

Damiris terá vida longa no basquete. Fará fortuna e fama. Merece, pois é do ramo.

Aliás, nossas meninas surgem para ser a luz no fim do túnel para o basquete feminino. Depois da geração de Paula, Hortência e Janeth, mergulhamos numa mesmice, e em alguns momentos em mediocridade.

O Brasil conseguiu se classificar para Olimpíadas e Mundiais, mas nunca passou de campanhas regulares e pífias. Com esta nova geração, é chegado o momento de se pensar um pouco mais alto.

Nosso grande problema, parece-me, é que Iziane Castro, nossa melhor jogadora, não tem tutano suficiente para liderar essas meninas e se aproveitar do talento delas. Mas se amadurecer e usar mais a cabeça, ganhará ela e nosso selecionado.

Creio, também, que Luis Claudio Tarallo é nosso futuro treinador. A CBB precisa dar condições financeiras a ele para que ele possa se debruçar no projeto das seleções.

Ele conhece o feminino, ao contrário de Enio Vecchi, que é um bom sujeito, bem intencionado, mas que não é do feminino, mas sim do masculino.

O resultado do Mundial chileno é significativo. Hortência Marcari e Carlos Nunes têm que refletir muito sobre o que aconteceu e traçar planos para o futuro.

E o futuro, se for bem projetado, poderá nos render alegrias e medalhas.

Parabéns a todos que estiveram no Chile!

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NBA | 00:00

BRASIL PERDE PARA OS EUA E DISPUTA O BRONZE COM A AUSTRÁLIA

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O Brasil acabou de perder para os EUA por 82 a 66. Com o resultado, vai brigar pela medalha de bronze e não mais pela de ouro.

A vitória norte-americana foi justíssima. Os EUA deram um banho nos rebotes (50 a 26) e anularam nossa principal jogadora, Damiris do Amaral.

Damiris deixou a partida com apenas 13 pontos, ela que tinha 21,3 pontos de média por jogo. Seu aproveitamento nos arremessos foi de apenas 4/13 (23,5%).

A defesa norte-americana fez a diferença assim como os rebotes, que são frutos de uma boa defesa. O americano, quando quer marcar, sai debaixo. Eles sabem como isso é importante.

Jennifer Rizzoti, a treinadora dos EUA, variou sua defesa conforme o andamento do jogo. Marcou zona, individual e misturou as duas em alguns momentos também.

Não há o que reclamar nesta derrota. Não dá para criticar qualquer jogadora ou mesmo o técnico Luis Claudio Tarallo, na foto orientando nossas meninas em um pedido de tempo.

Hortência Marcari, diretora das seleções femininas, disse-me que Tarallo era sua escolha para assumir o cargo na principal depois que Zanon disse não. Tarallo, no entanto, contou-me Hortência, tinha (como ainda tem) compromissos em Jundiaí que não poderiam ser rompidos.

Com isso, Enio Vecchi foi chamado.

Na campanha brasileira neste Sub 19, Tarallo mostrou que realmente poderia assumir sem sustos o cargo no time principal. Faz um ótimo trabalho neste Mundial chileno.

Resta-nos agora brigar pelo terceiro lugar e subir no pódio. O adversário? A Austrália.

Ótima oportunidade para nossas meninas mostrarem que a goleada na fase de classificação não aconteceu porque as oceânicas entregaram o jogo. Vencer e, com isso, acabar com a falação que tomou conta do Mundial depois da partida.

Vencer e conquistar a medalha inédita.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 23:49

BRASIL VENCE A RÚSSIA E ESTÁ NA SEMIFINAL DO MUNDIAL SUB 19

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O Brasil acabou de vencer a Rússia por 73 a 71. Com o resultado, classificou-se para as semifinais do Sub 19, que está sendo disputado no Chile. A partida acontece neste sábado.

A expectativa que nós mortais temos é que o SporTV ou o BandSports transmita a partida. Afinal de contas, com mais uma vitória o Brasil estará na final da competição.

Damiris do Amaral, nossa pivô sensacional, carregou uma vez mais nosso selecionado nas costas. Anotou nada menos do que 23 pontos e pegou 17 rebotes.

Ninguém, na contenda, fez mais pontos e pegou mais rebotes do que nossa pirulona de 1,90m de altura. Apenas a pivô Yulia Polyanova pegou o mesmo número de ressaltos da nossa Damiris.

Mas não dá para não creditar à Isabela Ramona destaque também nessa vitória. Nossa ala de apenas 17 anos, fez uma cesta a 24 segundos do final, que aumentou novamente a vantagem brasileira em quatro pontos, desesperando ainda mais as gélidas adversárias.

Mesmo a cesta de três de Svetlana Efimova, a três segundos do final, encurtando a vantagem brasileira para 72 a 71, foi suficiente para fazer de nossas meninas derrotadas ou das russas vitoriosas.

Damiris teve direito a mais dois lances livres. Converteu um deles; errou o segundo de maneira proposital. E o jogo acabou com nossa vitória em 73 a 71.

Com o resultado, nosso selecionado, dirigido competentemente por Luis Claudio Tarallo, terá agora pela frente os EUA nas semifinais. As americanas já perderam no campeonato, não estão invictas.

Ou seja: não são o chamado bicho-papão. Com a inspiração de nossas moças, é possível vencer novamente e ficar esperando pelo ganhador do confronto entre Austrália e Espanha, que surpreendentemente bateu o Canadá por 69 a 55.

Dá pra ser campeão. Tudo funciona como um relógio suíço.

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