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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Basquete europeu, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 23:51

EUA MUDAM SISTEMA E GOLEIAM A ESPANHA NO ÚLTIMO TESTE ANTES DAS OLIMPÍADAS

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Deixe-me contar a vocês, meus grandes amigos de botequim: estarei comentando alguns eventos olímpicos para a Record em cinema 3D. Eles serão exibidos na rede Cinépolis. Por conta disso e por estar também na Rádio Jovem Pan, como vocês bem sabem, passei esta terça-feira trabalhando. Na rádio e na Record; na Record, gravando pilotos para o dia da estreia das Olimpíadas, na sexta-feira, quando estaremos exibindo a cerimônia de abertura. Estarei o tempo todo ao lado do narrador e apresentador Reinaldo Gottino, meu velho e grande amigo. Tudo sob a batuta do igualmente amigo e excelente Johnny Martins, que vai comandar todo o esquema, com apoio inestimável do Fernando Simões.

Desta forma, não pude ver ao vivo o embate entre Espanha e EUA. E o que fiz eu? Gravei o jogo. Acabei de ver a contenda há alguns minutos. E fiquei impressionado com o que vi.

Primeiro, ao ver o baile que a Espanha estava dando no selecionado norte-americano até mais ou menos dois terços do primeiro quarto. Os da terra do Tio Sam estavam atordoados. Mas foi só o Coach K tirar de quadra o trapalhão Tyson Chandler (que esconde sua limitação com a desculpa que sabe defender), foi só Chandler sair de quadra (dizem que foi por causa da terceira falta, mas eu opto pela questão técnica), Foi só Chandler dar lugar a Carmelo Anthony, para os EUA começarem a jogar basquete.

Até então, com quatro jogadores em quadra e enfrentando um adversário poderosíssimo como é a Espanha, os EUA levavam nítida desvantagem. Melo entrou, foi para o pivô e teve a companhia de LeBron James no jogo interior. Mas quando atacava, Melo jogava aberto, com LBJ fazendo as vezes do pivô. Melo deitou e rolou: fez 23 de seus 27 pontos no primeiro tempo (o resto do time norte-americano anotou 25 nesta etapa inicial), meteu 5-6 nas bolas de três e a diferença em favor dos espanhóis, que beirou a casa decimal, foi para o espaço.

Os ibéricos ainda terminaram o primeiro quarto na frente em 23-21. Mas foram para o vestiário atrás em 48-40. Tudo, repito, por causa do jogo ofensivo de Carmelo Anthony.

Óbvio que a defesa foi muito importante: os EUA apertaram a marcação e dificultaram a ação ofensiva da Espanha, que não encontrava mais a mesma facilidade do início do jogo para fazer seus arremessos.

Com a casa em ordem, mas com Kevin Durant zerado no jogo, veio o terceiro quarto. KD (foto), então, resolveu encestar bolas daqui e dali. Anotou nada menos do que dez pontos nos 3:30 minutos iniciais deste período final e comandou o marcador que ficou em favor dos norte-americanos em 21 pontos.

Aí foi a vez de Sergio Scariolo, técnico italiano que comanda a Espanha, mostrar que também conhece o jogo: mudou, quase que na metade do terceiro quarto, a defesa espanhola de individual para zona e com isso freou o ímpeto ofensivo dos americanos. Essa diferença de 21 pontos caiu para 12. E quando todo mundo esperava que a reação continuasse, veio o quarto período e com ele os espanhóis ressuscitaram a defesa individual. E isso favoreceu os EUA.

A diferença de 12 pontos foi aumentando, aumentando e quando a buzina soou pela última vez ela estava na casa dos 22. A vitória dos EUA por 100-78 acabou sendo incontestável porque a Espanha bobeou. Não encontrou resposta para o jogo ofensivo dos EUA sem um homem centralizado e abriu mão da defesa zona quando ela estava desconcertando o adversário.

A Espanha, das grandes seleções que enfrentaram os EUA, foi a única que tomou cem pontos. O Brasil permitiu 80 e a Argentina 86. Como se vê nosso selecionado foi quem melhor segurou os norte-americanos. E jogando em Washington, ao contrário dos espanhóis, que atuaram em casa.

É certo que os EUA jogaram pra vencer. Eles nunca jogam sem se importar com o marcador. Terminaram esta fase preparatória com um recorde de 5-0. Mas, creia, Coach K não mostrou todas as suas cartas.

A Espanha também fez o mesmo. Marc Gasol, por exemplo, continuou do lado de fora, poupado que foi por causa de uma contusão no ombro.

Outros destaques do jogo: LeBron James, 25 pontos e sete assistências; Pau Gasol, 19 pontos, cestinha dos espanhóis.

Depois deste embate eu continuo confiante de que o Brasil pode mesmo aprontar nestas Olimpíadas.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 NBA | 11:47

COACH K COLOCA KOBE BRYANT ENTRE OS CINCO MAIORES DE TODOS OS TEMPOS. CONCORDA?

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Agora é o Coach K quem quer polemizar — e depois dizem que sou eu. Depois da vitória dos EUA sobre a Argentina, ontem, em Barcelona, o treinador norte-americano disse o seguinte:

“Kobe Bryant está na NBA há 16 anos, e se você for pensar no que ele já conquistou em termos de façanhas individuais e conquistas de títulos acho que é justo colocá-lo entre os cinco melhores da história do basquete. Além disso, ele já esteve por toda parte, todo mundo conhece ele, que até mesmo quando ele está nas viagens faz questão de encontrar com seus fãs. Ele se comprometeu a ser um dos melhores, as pessoas gostam disso e o resultado é bem claro. Kobe chegou lá”.

A declaração do Coach K eu peguei emprestado do blog Bala Na Cesta, do meu xará Fabio Balassiano. E aqui em agradeço. Agradecimentos feitos, vamos ao que interessa: Coach K surtou? Ou não?

Eu não diria isso, mas creio que ele falou o que falou por conta do momento. Ele treina Kobe, seu principal jogador e capitão do time e, seguramente, quer enchê-lo ainda mais de moral. E, creio eu também, quer  que as pessoas respeitem mais o jogador, que caiu em descrédito perante muitos depois de ter dito que o time atual bateria o time de 1992, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona, batendo seus rivais por uma diferença média de 43 pontos.

Sim, acho que é isso; só pode ser. Isso porque, se formos fazer um levantamento dos cinco melhores jogadores norte-americanos de todos os tempos, teremos, a meu ver, o seguinte:

1) Michael Jordan
2) Bill Russell
3) Magic Johnson
4) Larry Bird
5) Wilt Chamberlain

Estes, para mim, são os cinco maiores de todos os tempos. Michael é Michael; Russel ganhou nada menos do que 11 títulos; Magic o nome já diz que foi; Bird foi um cara que conseguiu o respeito e a admiração num mundo onde os brancos não tinham muito espaço. E Wilt simplesmente mudou as regras do jogo por conta do seu talento.

Aí eu pergunto: o que Kobe fez para estar entre os cinco maiores? Claro que Black Mamba está entre os maiores, mas não sei nem se ele entraria na lista dos dez mais.

Enfim, opinião é opinião e a gente tem que respeitar. Mas eu tenho o direito de discordar.

E discordo; com veemência!

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sábado, 25 de fevereiro de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:58

SÁBADO, O MELHOR DIA DO “ALL-STAR WEEKEND”

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Não vi o jogo de ontem entre “rookies” e “sophomores” que se misturaram e formaram dois times. Time que foram dirigidos por Charles Barkley e Shaquille O’Neal.

Vi na internet que o Team Chuck (Barkley) bateu o Team Shaq (O’Neal) por 146-133. Pelo placar vejo que não devo ter perdido nada.

Li que Kyrie Irving (foto Getty Images) foi eleito o MVP da partida por conta de seus 34 pontos, 24 deles frutos de oito bolas certeiras de três. E constatei também que Jeremy Lin foi um fiasco, tendo anotado apenas dois pontos.

Acho um porre esse jogo. Se dependesse de mim, não existiria. Estava atento por conta da presença de Tiago Splitter. Mas como o brasuca se contundiu e ficou de fora, fui comer uma pizza.

A grande noite do “All-Star Weekend” acontece no sábado. É mais interessante do que o próprio “All-Star Game”. Isso porque os jogadores não querem saber de jogar, não querem saber de competir. E isso deixa o confronto entre os melhores do Leste contra os melhores do Oeste bem chato também. No ASG os jogadores dão voz a seu lado “globetrotter”. E como eles não são “globetrotter”, o jogo fica enfadonho.

No sábado, não; no sábado tem competição. Os caras querem ganhar o torneio de habilidade, o torneio misto, a competição de três pontos e principalmente a de enterradas. Há emoção do começo ao fim. A gente mal se mexe da poltrona.

Por isso, esta noite, eu pego os dois pedaços de pizza que sobraram de ontem, coloco no forno e como-os vendo o melhor do “All-Star Weekend”.

Palavra de quem já viu o evento ao vivo em quatro oportunidades.

ESBOÇO

A Nike divulgou o layout do uniforme do time dos EUA que vai competir nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo (foto Divulgação).

Duas observações:

1) o fardamento é horrível;

2) Pela foto divulgada, Deron Williams deve ser o titular na armação, deixando Chris Paul e Derrick Rose no banco.

Esta era a minha única dúvida em relação ao quinteto inicial dos EUA. Com essa dica, acho que Mike Krzyzewski, o Coach K, deve mandar a quadra o seguinte time:

Deron Williams
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

AMISTOSOS

O Brasil vai enfrentar os EUA no masculino e no feminino antes das Olimpíadas. Serão dois amistosos na capital norte-americana, marcados para o dia 16 de julho, três dias depois de a bola ter parado na WNBA.

As moças se enfrentam às 17h30 locais (18h30 horário de Brasília) e às 19h30 (20h30 no Brasil) os homens se encontram.

As duas partidas serão no Verizon Center, lar do Washington Wizards.

Jogo é jogo, treino é treino, já dizia Didi, um dos maiores jogadores de futebol que este planeta produziu. Esses dois amistosos estarão mais para treinos e não para jogos.

É a chance de os comandantes usarem e abusarem do direito de testar seus atletas e algumas formações.

Mas para o Brasil terá outro significado: colocar frente a frente nossos atletas diante dos monstros norte-americanos, tanto do masculino quanto do feminino. Esse contato ajuda a tirar a ansiedade que é comum quando duas escolas díspares se enfrentam, especialmente em se tratando de feminino.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 11:46

GUARDEM BEM ESTE NOME: AUSTIN RIVERS

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Austin Rivers; guardem bem este nome.

O garoto de apenas 19 anos foi responsável nesta madrugada por um dos feitos mais espetaculares na centenária rivalidade entre Duke e North Carolina. No estouro do cronômetro, Rivers acertou sua sexta bola de três pontos e levou sua escola, Duke, à vitória por 85-84.

Mas não foi uma vitória qualquer. Ela aconteceu dentro do Dean Dome, ginásio de North Carolina, onde não se encontrava espaço nem para respirar. Havia exatamente 21.750 pessoas dentro do edifício onde Michael Jordan começou a escrever sua incomparável história dentro do basquete.

Entre esses torcedores, um chamava atenção em particular: Doc Rivers, técnico do Boston Celtics. Doc é pai de Austin e sentava duas fileiras atrás do banco de Duke, próximo ao técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

A explosão de alegria de Doc Rivers foi espetacular. Ele abraçava e beijava a todos; era abraçado e beijado por todos. E não era para menos.

Austin terminou a partida com 29 pontos, seu recorde no basquete universitário, onde está apenas debutando. Acertou seis das dez bolas de três e foi um tormento para o time adversário, que não encontrou antídoto para seu veneno.

O filho prodígio de Doc é ótimo. Já tem jogo de NBA. É habilidoso e rápido com a bola nas mãos. Por conta disso, pela facilidade com que se livra dos marcadores, ele quebra a defesa adversária, pois a ajuda sempre aparece, o que acaba por desmoronar a parede defensiva.

Quando não sai o passe que abre caminho em direção à cesta adversária, sai o tiro longo, quase sempre à vontade, pois a marcação, por mais rápida que seja, não tem a mesma rapidez de Rivers e quase sempre chega desequilibrada.

Mas, como num roteiro holiwoodiano, não foi assim no lance derradeiro da partida desta quinta-feira que deu a vitória a Duke.

O pivô Tyler Zeller, depois de ter acertado o primeiro lance livre, errou o segundo e o pivô Mason Plumlee pegou o rebote para Duke. O telão central do Dean Dome mostrava que faltavam apenas 13 segundos para o final da partida e que Carolina estava na frente em 84-82.

Plumlee, rapidamente, passou a bola para Rivers, que recebeu a imediata marcação de Harrison Barnes. Ao cruzar o meio da quadra, num corta-luz, Barnes ficou para trás o que deixou Zeller (2,13m) na frente de Rivers. Era tudo o que Carolina precisava, pois dava a impressão de que aquele corta-luz, na verdade, levou Rivers para um beco sem saída, pois ele acabou na lateral direita de seu ataque.

Zeller estava lá, era como um Golias à frente de Davi, gigantesco. Mas Rivers não se impressionou com o tamanho do inimigo, que com o braço direito levantado, no momento em que ele arremessou, edificou uma parede de quase três metros à sua frente. O arremesso saiu preciso e a bola entrou espetacularmente, calando o Dean Dome e levando à loucura seus companheiros, Coach K e seu staff e a minúscula torcida de Duke que se postava atrás do banco de reservas.

Foi novamente a vitória de Davi contra Golias, num roteiro que Hollywood, quem sabe um dia, pode transformar em filme.

Austin Rivers; guardem bem este nome. Ele será um dos maiores jogadores de sua geração e ajudará a NBA a prosseguir sua saga.

Abaixo, veja o vídeo com o arremesso decisivo:

ANÍMICO

O basquete universitário camufla muitos craques, pois eles ficam à mercê de caprichos de treinadores que se escondem atrás do dogma de que estão ensinando os fundamentos da modalidade para não deixar os meninos jogarem no seu limite.

Austin Rivers mostrou ter personalidade. Mesmo jogando para o Coach K, o técnico mais respeitado do basquete dos EUA no momento, o camisa 0 de Duke impôs sua vontade em quadra.

Seu corpo e sua alma eram o termômetro do que estava acontecendo na partida entre Duke e North Carolina. Coach K, por mais brilhante que seja, não estava em quadra — e nunca estará, como nenhum treinador jamais estará. Coach K via tudo do lado de fora, com seu olhar aguçado e sua inteligência incomparável. Mas ele tem limites, pois está sempre de terno e gravata e não com um fardamento de jogo.

Duke arremessou nada menos do que 36 bolas de três durante a partida desta madrugada. Duvido que esse tenha sido o plano de jogo da escola, ainda mais em se tratando de basquete universitário.

Foram os jogadores quem determinaram isso ao perceberem que a vitória só viria se eles não parassem de arremessar de longe, pois Carolina não tinha resposta para esses chutes quilométricos. O jogo interior não funcionava, uma vez que Carolina dominava completamente o garrafão defensivo e ofensivo.

Coach K, com seu semblante de pedra, teve a maturidade, a sensibilidade e a sabedoria para dar voz a seus comandados. Procurou o lixo que estava próximo a seu banco e lá depositou seu ego.

Deu voz a seus jogadores e por conta disso Duke venceu. Por conta disso, repito, é o treinador de basquete mais respeitado dos EUA no momento e um dos maiores de toda a história norte-americana, o homem que ajudou os norte-americanos a encontrar a redenção no basquete mundial, primeiro reconquistando o ouro olímpico em Pequim-08 e depois reavendo o ouro no Mundial da Turquia, em 2010.

Talvez trabalhar com os profissionais tenha mudado seus conceitos e sua personalidade. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K que embora o basquete seja um jogo estratégico, ele não está e nunca estará engessado por táticas e planilhas.

Estas ajudam, evidente que sim, mas são os jogadores que sentem a partida e podem (e devem) mostrar ao treinador o que está ocorrendo em quadra. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K essa realidade: o basquete, embora extremamente tático, é principalmente um jogo anímico.

Nesta madrugada ele viu que seus meninos não paravam de acertar bolas de três. Não teve chiliques do lado de fora, entendendo que aquilo estava aniquilando com seu plano de jogo. Ao contrário, viu que aquele era o único caminho para a vitória.

E deu voz a seus comandados, como um grande comandante deve fazer.

NBA

O Cleveland conquistou uma vitória espetacular diante do LA Clippers: 99-92. Anderson Varejão fez 15 pontos e apanhou 11 rebotes, três deles ofensivo; foi seu quinto “double-double” seguido e o 14º no campeonato, oito a menos do que Kevin Love, o líder geral.

O capixaba continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato (11,8 por partida) e permanece como líder quando o assunto são os ressaltos ofensivos (4,5).

Do jogo quero dizer mais o seguinte: Blake Griffin desapontou-me profundamente. Há algum tempo tenho notado que trata-se de mais um jogador sujo que o basquete produz. O que ele fez com Varejão mostrou que minha desconfiança procedia.

Daqui para frente o que desejo a ele é que receba sempre em dobro o que fizer para seus adversários. E passo a nutrir por ele um desprezo profundo.

E o Clips, que estava no meu coração, por conta de Griffin já não está mais.

Em Denver, outro brasileiro entrou em quadra, mas não deu a mesma sorte: o Nuggets de Nenê Hilário foi batido pelo Dallas por 105-95. O paulista anotou também um “double-double”: 15 pontos e 10 rebotes.

Este revés do Denver dá-me a certeza de que minha impressão inicial não era descabida: o time do Colorado tem limites e não pode ser encarado como um contendor de peso no Oeste. A derrota de ontem foi a quarta consecutiva e a sexta nos últimos sete jogos.

Com isso, o time, que já foi vice-líder da conferência, amarga agora a sexta colocação.

No Canadá, o Toronto seguiu contando sua história de fracassos nesta temporada. Recebeu o Milwaukee e perdeu por 105-99. Foi a quarta partida sem vitória do Raptors. Dos últimos 20 confrontos, ganhou só cinco.

Leandrinho Barbosa jogou apenas 14 minutos e marcou 11 pontos. Não vi os últimos jogos do time canadense, mas estou encafifado: será que LB perdeu a confiança do treinador?

Não vejo motivos para isso, mas se alguém souber de algo que eu não sei, por favor, conte-nos.

Na Filadélfia, o Sixers recebeu o San Antonio de outro brasileiro, Tiago Splitter, e perdeu: 100-90. Nosso catarinense, uma vez mais, foi bem ofensivamente falando: 15 pontos. Jogou apenas 17 minutos. Por que só isso?

O dono do jogo foi, uma vez mais, Tony Parker (foto AP). O armador anotou 37 pontos e ainda encontrou tempo para dar oito assistências. Nos últimos três prélios o francês tem média de 33,3 pontos por partida.

Bem, nada mais tenho a declarar sobre os jogos de ontem na NBA. Se alguém tiver alguma informação relevante ou um comentário a fazer, por favor, levante-se e fale.

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 NBA | 17:53

‘ROY’? SÓ QUANDO O CARNAVAL CHEGAR. MAS NORRIS COLE CHAMOU A ATENÇÃO

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Alguns parceiros têm me pedido para analisar os “rookies” desta temporada e tentar apontar quem provavelmente será eleito o melhor de todos. Minha resposta é sempre a mesma: não me sinto em condições de fazer isso, pois não acompanho com atenção nem o “college” e nem os torneios europeus. Uma olhada aqui, outra piscadela ali, mas nada que me credencie a analisar os novatos.

Desta forma, seria desonesto da minha parte dizer que A ou B será o “Rookie of the Year” desta temporada. Acho que vocês me entendem.

Além disso — e isso é o mais importante —, uma coisa é jogar no universitário e na Europa, outra é atuar na NBA. Na escola e no Velho Mundo o jogo é amarrado — e o jogador também.

Não são poucos os atletas por quem você não dá nem um tostão furado sequer e quando chegam à NBA acabam se soltando e passam a jogar um basquete que os credenciam a destaques de uma geração.

Pegue como exemplo o armador Kyrie Irving. Como disse, não acompanho o universitário com profundidade, mas vi Kyrie (foto) em ação algumas vezes com a camisa de Duke. Pergunto: ele jogava esse bolão que tem jogado no Cleveland quando era atleta do Coach K?

De jeito nenhum. Lá ele era amarrado pelo sistema do treinador; excelente, por sinal.

Vamos traçar um paralelo com a música. Pegue um músico de jazz e obrigue-o a tocar apenas o que a partitura manda.

É claro que ele vai tocar bem, pois conhece música. Mas o que ele tem de melhor, que é o improviso, o som que vem do fundo da alma, do coração, isso não está escrito na partitura.

É isso que acontece no basquete dos moleques e/ou dos europeus. Por isso, quando eu leio que a classe do ano que vem vai ser a melhor desde 2003, eu fico com um pé atrás. Como é que os caras sabem disso?

Por conta disso tudo, eu prefiro não apontar estes ou aqueles como os melhores do universitário e/ou da Europa e que podem concorrer para o prêmio “Rookie of the Year” desta temporada.

Volto a Kyle Irving: nas poucas vezes que o vi jogar, eu não vi com a camisa de Duke esse jogador desenvolto, de grande habilidade, insinuante e intuitivo que vi em duas partidas com a camisa do Cavs.

Ontem à noite, no entanto, no confronto entre Miami e Boston, eu vi um novato que me deixou encantado. Não, não vou usar de soberba e dizer que detectei ali um dos prováveis candidatos ao prêmio de ROY desta temporada, pois não posso me contradizer alguns parágrafos depois. Qualquer um iria perceber esse defeito.

Mas fiquei encantado com o que vi deste garoto de 23 anos e que agora eu revelo o nome: Norris Cole.

Lá pelas tantas, final do primeiro quarto, ele saiu do banco de reservas do Heat com a camisa 30. Um catatauzinho: 1,88m. Tinha a espinhosa missão de não apenas conduzir o jogo do time do sul da Flórida, mas se topasse com Rajon Rondo, o experiente condutor do adversário, um dos destaques da equipe alviverde neste começo de temporada, de marcá-lo também.

Claro que o final de jogo de Cole foi espetacular. Dos últimos nove pontos do time da casa, oito saíram das mãos deste baixinho atrevido. Mas os seis derradeiros é que chamaram a atenção.

Se você não viu o jogo, eu conto o que aconteceu…

O Heat tinha aberto 20 pontos de vantagem sobre o Boston e o time de Massachusetts, por conta de uma defesa zona 2-3 que mudava para uma 2-1-2, sempre com Kevin Garnett centralizado, controlou o ataque dos anfitriões e foi diminuindo, diminuindo e diminuindo a diferença. A dois minutos do final ela caiu para três pontos depois que Keyon Dooling acertou um petardo triplo: 108-105.

As estrelas Dwyane Wade e LeBron James estavam empacadas e não conseguiam mais pontuar. Foi então que Cole resolveu que iria resolver a questão e se transformaria na estrela do jogo.

A 1:31 do fim Norris acertou um “jumper” da cabeça do garrafão e levou a vantagem para cinco pontos: 110-105. Brandon Bass respondeu pelos visitantes: 110-107. Mas Cole não se intimidou: novo “jumper”, mais dois novos pontos: 112-107. Bass, desta feita, no ataque do Celts, errou.

Depois de D-Wade ter aproveitado apenas um lance livre e levado a vantagem para 113-107, a 21 segundos da buzinada final, Rajon bem que tentou colocar o Celts no jogo novamente, mas as mãos ágeis de Cole tiraram a pelota laranja das mãos do armador adversário, obrigando Rajon, num gesto de desespero, a fazer falta.

Cole bateu os dois lances livres e derrubou ambos: 115-107, placar final da peleja, assistida ao vivo por 20.166 torcedores que deixaram a AmericanAirlines Arena boquiabertos com o tamanho da personalidade de Norris Cole.

Claro que o final de jogo de Cole foi espetacular, mas quero frisar que tão impressionante quanto os pontos decisivos e sua desenvoltura ofensiva, a defesa de Cole chamou-me igualmente a atenção. Com ele em quadra Rajon teve muita dificuldade e cometeu a maioria de seus sete erros e viu despencar sua pontuação também.

Quem é Cole? Rapidamente eu conto…

Ele veio da pouco afamada Cleveland State. Pra ser sincero, da pequena Cleveland State, uma escola que não tem tradição alguma no torneio de basquete da NCAA.

Lá ficou quatro anos. Lá ele conseguiu um diploma, aprendeu a disciplina do jogo e a disciplinar o corpo também.

Mas o basquete ele vai jogar agora, na NBA.

Por isso, volto a dizer: não faço a menor ideia de quem será o melhor novato desta temporada. A mídia nos EUA é manipuladora, muito mais do que aqui no Brasil. Se ela resolver que Rick Rubio será o ROY, Rubio será o ROY. Se ela entender que o ROY tem que ser Cole, Cole será o ROY.

A mídia nos EUA cria ídolos com muita facilidade. O oposto, felizmente, não é verdadeiro, e esta é uma das facetas que eu mais aprecio no trabalho dos jornalistas americanos. Dificilmente eles jogam na lama alguém, como acontece no Brasil com muita frequência.

Estou atento aos “rookies”; sempre. À medida que o torneio for passando eu vou dar meus pitacos e quando o Carnaval chegar, como diria Chico Buarque de Holanda, talvez eu já tenha o meu eleito.

A única coisa que dá pra eu dizer agora é que fiquei muito impressionado com Norris Cole. Ele foi a 28ª escolha no draft. Alguém apostaria nele para ROY desta temporada?

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sábado, 30 de julho de 2011 Sem categoria | 19:01

COACH K ESTÁ SENDO INVESTIGADO POR DUKE

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Caramba! Acabo de ler no site da ESPN norte-americana que o técnico Mike Krzyzewski está na alça de mira de Duke, sua própria escola. Tudo por causa de uma declaração de um jogador do “high school” (nosso ensino médio), que afirmou ter sido procurado pelo Coach K, que teria oferecido-lhe uma bolsa de estudos em troca de seus préstimos esportivos.

Como disse, quem está investigando é a própria universidade, onde Coach K está há 21 temporadas e tornou-se uma instituição por sua conduta ilibada e seu trabalho, que rendeu quatro títulos universitários para a escola.

O que aconteceu foi o seguinte: o ala Alex Poythress, considerado um dos melhores jogadores de ensino médio dos EUA na atualidade, afirmou no começo desta semana que Coach K o procurou. Poythress estava em Orlando participando de um torneio onde olheiros e treinadores de universidades observam os jogadores.

As regras da NCAA, a NBA do universitário, proíbem que os jogadores sejam cortejados até que o torneio se encerre. E Poythress disse com todas as letras que Coach K ofereceu-lhe uma bolsa de estudos.

Neste sábado, o porta-voz de Duke, Jon Jackson, disse em um comunicado que a escola está investigando a situação. E garantiu que Duke sempre respeitou e sempre respeitará as regras da NCAA.

Coach K é uma instituição no basquete não apenas de Duke, do Estado da Carolina do Norte e do basquete universitário. Coach K é uma instituição nacional.

Foi ele que resgatou o orgulho americano, abalado por sucessivas derrocadas em Mundiais e Olimpíadas. Quando assumiu a seleção dos EUA, levou-a ao título olímpico em Pequim-08 e no Mundial da Turquia, ano passado.

Fico cá pensando com os meus botões: se Duke concluir que Coach K transgrediu as regras da NCAA, será que a escola vai puni-lo mesmo?

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sexta-feira, 29 de outubro de 2010 Sem categoria | 17:35

UM CRAQUE SE FAZ TAMBÉM PELO SEU CARÁTER

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Utah Jazz fez 8 a 0 na pré-temporada. Empolgou a muitos – inclusive eu. Coloquei o Jazz entre os quatro primeiros do Oeste. Gosto muito do time e, já disse, sou fã de carteirinha de Jerry Sloan.

O time, no entanto, levou duas chacoalhadas neste início de campeonato. Estreou diante do Denver, no Colorado, e perdeu. Recebeu ontem o Phoenix e voltou a ser batido.

O que ocorre com o Jazz? É motivo para pânico? Claro que não. Foram apenas dois jogos; faltam 80 para terminar a fase de classificação.

Mas o que ocorreu entre Deron Williams e Gordon Hayward, o rookie que veio da cinderela Butler, que quase bateu a poderosa Duke do Coach K na decisão do Final Four, em abril passado, dizia eu que o que ocorreu entre D-Williams e Hayward na partida de ontem foi muito mais preocupante do que as duas derrotas iniciais.

Ainda desabituado com a NBA e o sistema de jogo do time, Hayward estava completamente perdido em um ataque do Utah, a pouco mais de sete minutos por se jogar no quarto derradeiro. Williams irritou-se com o posicionamento do jogador e depois que a jogada terminou (redundou em cesta do próprio Hayward), o armador pediu tempo e gritou com o novato.

Foram gritos audíveis até para quem estava no telhado do ginásio. Sloan chamou Williams, trocou umas palavras com ele. Al Jefferson fez o mesmo com Hayward. E o jogou prosseguiu. E o Jazz, como vimos, perdeu.

Depois da contenda, na coletiva de imprensa, os dois trataram de colocar panos quentes no episódio.

“Foi apenas um desentendimento”, minimizou Hayward.

“Nós estamos bem”, disse D-Williams. “Não é porque eu grito com alguém que significa que eu estou enfurecido com ele”.

D-Williams, como todos dizem, é hoje a cara do Utah. Ele é o capitão, o dono do time. Carlos Boozer é passado, não está mais por lá. Jefferson cumpre seu primeiro ano de contrato, e embora experiente e bom de bola, ainda não tem moral suficiente para assumir a função de líder do Utah.

Quer dizer: se D-Williams não souber se comportar como capitão, vai ficar difícil. Não adianta nada ser craque de bola. Os grandes jogadores são marcados também pelo seu caráter.

Veja abaixo o vídeo com o momento da contrariedade de D-Williams.

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segunda-feira, 5 de abril de 2010 Sem categoria | 18:23

A HISTÓRIA DE DAVI E GOLIAS

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Às 22h de Brasília, quem assistir a decisão do Final Four pode estar vendo a história ser escrita. Sim, pois se Butler vencer Duke, talvez estejamos diante de uma das maiores zebras da história do basquete.

Nem mesmo o fato de a partida final ser disputada no Lucas Oil Stadium (63 mil lugares, todos vendidos) de Indianápolis, onde fica Butler, é capaz de equilibrá-la.

Duke é a grande favorita ao título. Já ganhou três ao longo de sua trajetória. É uma escola rica, tradicional e muitíssimo bem conceituada. Há 13.460 alunos matriculados nesta invejável instituição de ensino da Carolina do Norte.

Seu programa de basquete já revelou atletas como Grant Hill, Carlos Boozer, Shane Battier e Christian Laettner, este campeão com o Dream Team de Barcelona-92 — primeiro e único, diga-se. Hoje, colocará em quadra dois craques: Jon Scheyer e Kyle Singler, cotadíssimos para entrar na NBA no próximo draft — e na primeira rodada.

É treinada por Mike Krzyzewski, o Coach K (Foto Reuters), o mesmo que dirigiu o time americano nos Jogos de Pequim e que comandará os EUA no Mundial da Turquia em agosto próximo. O orçamento para o basquete atinge a astronômica quantia de US$ 13.8 milhões por ano.

Butler é uma faculdade pequena, embora fique em Indianápolis, como vimos, que é a capital de Indiana. Seu campus comporta apenas 4.200 estudantes. Não há jogadores famosos que por lá passaram — eu pelo menos desconheço. Os atuais são igualmente desconhecidos e nem um pouco badalados.

Butler gasta anualmente US$ 1.7 milhão com seu programa de basquete. Isso mesmo, US$ 1.7 milhão, menos da metade do salário de Coach K.

Duke é mais do que favorita; é favoritíssima. Butler é mais do que zebra; é uma zebraça.

Se Butler vencer, como disse acima, um novo e inesquecível capítulo da história do basquete universitário estará sendo escrito.

A zebra Butler passou por cima de UTEP, Murray State, Syracuse (cotada para ganhar o título), Kansas State e Michigan State, esta última já no Final Four, sábado passado.

Michigan State cujo “budget” anual para seu programa de basquete é de US$ 9 milhões.

A trajetória de Butler lembra demais o caminho percorrido pela pequena escola de ensino médio chamada Milan, localizada na cidade de mesmo nome e situada na zona rural de Indiana, considerado o berço do basquete nos EUA.

A história da Milan High School ocorreu no longínquo ano de 1954, quando, mesmo modesta (a cidade na época não tinha nem mil habitantes), chegou à final estadual do torneio de basquete masculino. Sua adversária seria a gigante Muncie Central High School, localizada em Muncie, também no interior do estado.

Milan chegou à decisão como Butler chega neste momento: como zebra — ou cinderela, como gostam de dizer os americanos.

E o que aconteceu? Milan venceu a grande final por 32-30 e essa história de superação desta pequenina escola de ensino médio virou filme. Na minha opinião, o melhor, mais belo e mais bem produzido filme sobre basquete na história do cinema.

Aqui no Brasil foi batizado como “Momentos Decisivos”. Infelizmente, não há disponibilidade nem de locação e nem de compra. Nos EUA, recebeu o nome de “Hoosiers”, o “nickname” da escola que na película se chama Hickory High School.

O filme trocou o nomes não apenas da escola e da cidade, mas também dos jogadores. Diz, por exemplo, que a cesta decisiva foi de  Jimmy Chitwood, mas o jogador chamava-se Bobby Plump (Foto Reuters). No filme, a contagem final marca 42-40, mas os relatos da época falam em 32-30.

Não importa.

Por todas essas coincidências, esta disputa do basquete universitário está sendo comparada à final do título estadual de 1954, quando Milan bateu Muncie Central.

Plump, hoje um senhor de 73 anos, perguntado se a história pode se repetir, disse que sim, claro que sim, especialmente se o espírito dos “Hoosiers” se incorporar nos “Buldogs” (o apelido de Butler).

Mas ele fez questão de frisar que não existe comparação entre as duas escolas. Disse Plump: “Esta é uma decisão em nível nacional, entre universidades. Nós éramos meninos que não sabíamos onde estávamos indo”.

De qualquer maneira, assim como Milan x Muncie Central, Butler x Duke está sendo comparado como o duelo entre Davi e Golias. Claro que Butler é Davi e Duke é Golias.

Para quem vamos torcer? Ora, que pergunta!

ESPN e BandSports, hoje à noite às 22h. Imperdível.

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quarta-feira, 22 de julho de 2009 NBA | 19:18

COACH K QUER DISTÂNCIA DA NBA

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Mike Krzyzewski anunciou ontem que continuará dirigindo a seleção dos EUA. Ele e toda a comissão técnica, que incluiu Mike D’Antoni, Nate McMillan e Jim Boeheim (Syracuse).

O plano é treinar o time até os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Isso passa também pelo Mundial da Turquia, no ano que vem.

Na mesma entrevista, Coach K aproveitou para anunciar que jamais dirigirá um time da NBA. “Nem pensar”, disse ele.

Coach K – bem com a maioria dos treinadores do “college” – tem aversão enorme ao profissionalismo. Como se diz nos EUA, o basquete universitário é um campeonato de treinadores; a NBA, dos jogadores.

Desta forma, deve raciocinar o técnico de Duke, na NBA será engolido pelos atletas. Alguém pode contra-argumentar lembrando a experiência dele com os profissionais no time dos EUA.

Mas é diferente. O que está em jogo é a nação. Ninguém vai querer pisar na bola e se ver em maus lençóis diante da população mais nacionalista do planeta.

Então, os profissionais passam a ser “coachables”. Nem um pio aqui e muito menos ali.

Por isso mesmo que Krzyzewski complementou sua declaração com a seguinte frase: “Meu último jogo será dirigindo Duke ou a seleção norte-americana”.

Em contrapartida, ao evitar aventurar-se na NBA, Coach K joga pela janela a oportunidade de ganhar muita, mas muita grana.

Só para vocês terem uma idéia, ele amealhou nesta última temporada exatos US$ 3.6 milhões. Foi, aliás, o empregado mais bem pago na universidade que fica no estado da Carolina do Norte.

Seus vencimentos foram três vezes e meia maior do que o segundo maior holerite, pago a Dr. Ralph Snyderman, o diretor geral da escola, que fica na cidade de Durham.

Se vocês se esqueceram, eu lembro: Coach K foi convidado para dirigir o Lakers logo depois da saída de Phil Jackson, em 2004, quando o time perdeu a final da NBA para o Detroit.

Coach K agradeceu o convite e finalizou usando a mesma frase de ontem: “Nem pensar”.

Pois é: P-Jax vai receber na próxima temporada US$ 13.1 milhões para dirigir o Lakers uma vez mais.

A escola tem reajustado o salário de Krzyzewski em torno de 40%. Se repetir a dose na próxima temporada, ele vai faturar algo em torno de US$ 5 milhões.

Para Coach K, definitivamente, dinheiro não é tudo na vida.

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