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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 NBA | 13:13

NOITE RUIM DOS BRASUCAS

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Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

Nenê, destaque do desfalcado Nuggets na derrota para o Sixers dentro de casa

A noite de ontem não foi dos brasucas. Cleveland e Denver perderam seus jogos — ambos em casa — e deixaram de somar importante vitória da tabela de classificação.

O Cavs perdeu surpreendentemente para o Charlotte (91-88) em sua Q Arena; o Nuggets foi batido pelo Philadelphia (108-105).

A derrota do Denver tem desculpas — e das boas. Dois de seus principais jogadores, Chauncey Billups e Carmelo Anthony, lesionados, não puderam jogar. Some-se a isso a contusão que Chris Andersen sobre no segundo quarto da contenda de ontem e teremos três desfalques.

Nenê Hilário bem que tentou evitar o colapso. Não conseguiu apesar de seus 24 pontos e 15 rebotes.

Esses números são emblemáticos, pois mostram bem quem é o são-carlense. Sem Billups e Melo, o jogo teve de gravitar ao seu redor; e ele fez 24 pontos e apanhou 15 rebotes.

Ou seja: fosse mais explorado pelos companheiros e seus números seriam superiores aos atuais14.2 pontos e 8.4 rebotes. Nas três partidas que o Denver fez sem o duo referido, Nenê teve médias de 23.6 pontos e 9.3 rebotes por jogo.

Será que alguém ainda consegue criticar Nenê? Será que alguém ainda tem dúvidas quanto ao seu potencial?

Ah, havia me esquecido: Nenê está em primeiro lugar no ranking de roubos de bola entre os pivôs com 1.62 desarmes por partida.

Espero que as críticas diminuam, pois o cenário atual deixa claro de que temos um representante que nos orgulha na NBA.

Alguém pode argumentar: por que ele não faz isso também com Billups e Melo em quadra? É preciso responder?

Quanto a Varejão, ele pelejou com as faltas e, por isso mesmo, jogou apenas 22 minutos. Fez só dois pontos e pegou surpreendentes quatro rebotes.

Mas o jogo de ontem deixou bem claro que os coadjuvantes não seriam mais do que coadjuvantes ontem à noite em Ohio. LeBron James e Mo Williams fizeram, juntos, 56 pontos. Os demais anotaram 32 pontos.

A bola, como se vê, ficou mesmo nas mãos dos dois melhores jogadores do time. Assim, só restou aos demais ver a partida — e em posição privilegiada: dentro da quadra.

ENTENDIMENTO

Jordan Farmar encara Kris Humphries

Farmar encara Humphries

Alguém consegue entender o Lakers? Pena para vencer equipes frágeis, quando pega o Dallas, segundo colocado no Oeste, aplica-lhe uma goleada estonteante: 131-96.

E o time, uma vez mais, não pôde contar com Ron Artest. Mas contou com Jordan Farmar, que (talvez contagiado pelo prenome) anotou 24 pontos e encerrou o jogo como cestinha do Lakers e do prélio.

Se alguém for perguntar, eu já respondo: Kobe Bryant fez modestos 15 pontos. Mas Kobe está nos calcanhares de Jerry West na briga pela artilharia suprema do Lakers em todos os tempos.

West fez 25.192 pontos; Kobe está com 24.815. O cálculo mostra que, se mantiver suas médias da atual temporada, KB ultrapassa JW em 13 partidas.

RODADA

Os demais resultados da rodada de ontem mostraram os seguintes resultados:

New York 132-89 Indiana

Toronto 91-86 San Antonio

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quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Sem categoria | 12:49

TRIO DE FERRO

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Não teve jogo ontem em Orlando; LeBron James não deixou. Shaquille O´Neal e Mo Williams também não.

LBJ anotou 36 pontos e Williams 28. Juntos marcaram 64 dos 102 pontos do Cleveland. Ou seja: 62.7% da produção ofensiva do Cavs.

Shaq anotou apenas dez pontinhos e pegou só quatro rebotes. Mas enlatou Dwight Howard, o melhor jogador do Magic. O Super-Homem marcou inexpressivos 11 pontos e confiscou apenas sete rebotes.

DH, é bom lembrar, antes do jogo de ontem tinha médias de 19.3 pontos e exatos 11 rebotes por partida.

Com tantos pontos da dupla LeBron/Williams e com Howard controlado por Shaq , o Cleveland fechou com facilidade a partida de ontem da Flórida e venceu por 102-93.

O que nos leva a pensar: se os três jogarem a maioria das partidas desta maneira, o Cleveland poderá encarar o Boston de igual para igual numa possível final de conferência. Caso contrário, se jogar o que vinha jogando, esquece: o Cavs não será páreo para o pessoal das bandas de Massachusetts.

Portanto, vamos esperar. Só o tempo vai nos dizer qual o caminho o Cavs vai escolher para trilhar nesta temporada.

LeBron James passa por Mickael Pietrus na vitória do Cavs sobre o Magic (foto: Getty Images)

LeBron James passa por Mickael Pietrus na vitória do Cavs sobre o Magic (foto: Getty Images)

MULEQUE!

Alguém viu Oklahoma City x Clippers em Los Angeles? Se não viu, perdeu outro show de Kevin Durant.

O “muleque” do Thunder fez de tudo um pouco – e é assim que os grandes jogadores se comportam. Anotou 30 pontos, sendo que acertou 12 de seus 20 arremessos (60.0%). Nas bolas de três, foi econômico nas tentativas: três; mas acertou uma delas.

Pegou dez rebotes, deu quatro assistências, fez dois desarmes e deu um toco.

Mais ainda: jogou um balde de água fria pra cima dos angelinos quando faltavam 38 segundos para o final e mandou uma bola certeira da ponta esquerda do ataque, abrindo dois pontos de vantagem, que foi ampliada com dois certeiros lances livres cobrados pelo veterano Kevin Ollie.

Final: Thunder 83-79 Clippers.

Quem ainda não viu Durant em ação, reserve um tempinho, pois vale mais do que a pena.

DERBY

Em San Antonio, no clássico do Texas entre Spurs e Dallas, novamente o time da casa jogou sem dois de seus tenores. Tim Duncan e Tony Parker, lesionados, viram a partida em trajes civis.

Mas Richard Jefferson, uniformizado, compensou a ausência do duo. Fazendo finalmente um jogo consistente, o ala anotou 29 pontos (11-23) e foi um tormento para a defesa do Cavs.

Manu Ginobili? Vindo do banco, cravou apenas 13 pontos, bem abaixo dos 36 anotados na partida anterior diante do Toronto.

Acho que o veneno do morcego perdeu a eficácia. É bom alguém vasculhar cavernas nos arredores da cidade, apanhar mais um mamífero voador e soltá-lo no AT&T Center e torcer para que o argentino seja mordido.

Brincadeiras à parte, resultado justo, que deixa o San Antonio em 4-0 em casa e anima os torcedores do alvinegro, pois Jefferson fez um jogo consistente, como disse.

E muito se espera dele nesta temporada.

Quanto ao Dallas, depois de ter feito 30 pontos nos dois primeiros jogos que marcaram seu retorno, ontem Josh Howard não foi bem: só oito pontos. E ainda deixou o jogo com dores no tornozelo.

Problema? Os próximos dias dirão.

O desempenho dos outros titulares, excetuando Dirk Nowitzki, foi muito ruim: anotaram juntos 25 pontos, contra 29 do alemão.

Velho Dallas, velhos problemas, tudo nas costas do velho Nowitzki.

RODADA

Os demais jogos em não acompanhei. Quem os viu e quiser nos contar, somos todos ouvidos aqui no botequim.

Labica, mais uma cerva, por favor!

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009 NBA | 11:52

OS DRAMAS DE CLEVELAND E SAN ANTONIO

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A temporada mal começou e em apenas seis jogos o Cleveland já perdeu dois deles em casa, exatamente o mesmo número de vezes em que foi dobrado diante dos fãs em toda a temporada passada. Nos outros 39 embates em sua Q Arena, o Cavs foi para o vestiário carregado nos braços da torcida.

Para que isso ocorra novamente, o time de LeBron James não pode mais perder em seus domínios. É possível que isso ocorra?

Improvável, mas não impossível.

Mas não é isso o que interessa. O que importa é falarmos do jogo do Cavs, que realmente decepciona neste início de competição.

O time não funciona em quadra. A contratação de Shaquille O’Neal pouco ou quase nada adicionou ao time.

Talvez tenha-o deixado mais lento em quadra. Exatamente o que ocorreu em Phoenix.

Shaq, infelizmente, envelheceu. É vítima do tempo, como todos nós.

Tem freado o ritmo alucinante que LBJ imprime à equipe quando o time joga em casa e, com defesa consistente parte para a transição e nocauteia o oponente pela velocidade e eficiência de seu jogo.

Isso não tem sido visto como se via no campeonato passado. Shaq defende mal e é lento.

Seus números na derrota de ontem para o Chicago por 86-85 foram bons apenas nos rebotes: dez. Mas a pontuação foi mediana para que se valha a pena tê-lo em quadra: 14 pontos.

Anderson Varejão, por exemplo, teve números semelhantes: 12 pontos e 13 rebotes. Mas o jogo não fica concentrado no capixaba e ele, ao contrário de Shaq, não deixa o time em “slow motion”.

E mais: Shaq em quadra, atualmente, não é preocupação para o adversário. Dificilmente você vê o oponente fazer um “double team” (marcação dobrada) em cima do grandalhão.

Apenas um jogador é suficiente.

Será que Shaq vai naufragar também em Cleveland?

Bulls Cavaliers BasketballFELICIDADE

Em contrapartida, o Chicago levou às nuvens os seus torcedores. Ninguém, em sã consciência, poderia imaginar que o Bulls fosse vencer o Cavs — ainda mais em Cleveland.

Mas não é que o time venceu?

O final foi dramático. O tal do “double team” que eu disse há pouco que ninguém mais faz em Shaq, foi feito em LeBron James nos segundos finais da partida.

E o ala, ao tentar a bandeja para dar a vitória aos anfitriões, encontrou a porta fechada por Luol Deng e Joakim Noah (foto AP). Perfeito.

LBJ deixou a quadra reclamando de falta — que significaria a cobrança de dois lances livres. Mas foi choro de mal perdedor.

O que eu vi foi uma defesa perfeita em cima de um dos maiores jogadores de basquete da atualidade. Isso King James deveria dizer e reconhecer o trabalho da dupla adversária.

Vitória justa de um time que não se deixou intimidar em nenhum momento pela força do adversário e nem pelo barulho da torcida. Vitória justa de um time que acreditou até o fim que era possível vencer.

Chicago 86-85 Cleveland. Inacreditável!

IRREGULAR

O San Antonio também não empolga neste início de competição. Perdeu seus dois principais compromissos até o momento: Bulls, em Chicago, e Utah, em Salt Lake City.

Suas duas únicas vitórias em quatro partidas até o momento aconteceram no Texas: New Orleans e Sacramento. E, cá pra nós, dois times do bloco intermediário para baixo, o que não empolga ninguém.

A derrota de ontem na cidade do lago salgado por 113-99 preocupa os torcedores texanos. Afinal, o Jazz vinha de uma campanha de 1-3, com derrota até mesmo para o Houston (sem T-Mac e Yao Ming) em sua EnergySolutions Arena.

Carlos Boozer estava marcado pela torcida. Pegava na bola e era vaiado.

Até o jogo de ontem.

Na noite passada, Booz marcou 27 pontos, apanhou 14 rebotes, deu três assistências e dois tocos e ainda roubou duas bolas. E, mais importante de tudo, ajudou a controlar Tim Duncan, um dos maiores power foward da história da NBA.

A quinta-feira foi realmente atípica: os favoritos perderam; as zebras se deram bem.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2009 NBA | 20:26

O FUTURO ESPERA POR THUNDER E DURANT

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Hoje foi daqueles dias que o dia tem que ter mais de 24 horas. Suo em bicas enquanto escrevo, pois não consegui parar nem um minuto sequer.

Suo, escrevo e como; tudo ao mesmo tempo. Aliás, vocês estão servidos?

Obrigado, mas vamos ao que interessa — mesmo atrasado.

Deu pena ver o Oklahoma City perder para o Lakers na prorrogação. O time jogou muito no tempo normal e poderia ter vencido. Apresentou volume de jogo para isso.

Mas veio o tempo extra e aí os homens foram separados dos meninos. E o Lakers venceu.

E por que venceu? Porque Kevin Durant, que anotou 28 pontos no tempo normal, zerou na prorrogação. Arremessou quatro bolas e não acertou nenhuma.

Seu desempenho no tempo adicional limitou-se a uma assistência.

Aliás, Durant atirou oito bolas de três (uma delas na prorrogação) contra o aro do Lakers e não encestou nenhuma.

Já Kobe Bryant, que terminou os quatro quartos com 27 pontos, fez mais quatro na prorrogação e foi determinante para a vitória por 101-98.

Como disse acima, a prorrogação encarregou-se de separar os homens dos meninos.

O Thunder tem um grande potencial, mas é para o futuro. O presente pertence a Lakers e Boston.

MASSACRE

E por falar em Boston… O que dizer de sua quinta vitória no torneio? Vitória, vírgula, foi um massacre pra cima do Philadelphia: 105-74.

O Celtics deste início de temporada parece muito com aquele Celtics de há duas temporadas quando ganhou o título da NBA.

A vitória de ontem veio na defesa — os números mostram isso. O Sixers acertou apenas 36.6% de seus tiros de quadra (29-80), sendo que apresentou insignificante, pífio, ridículo (escolham o adjetivo) percentual de três pontos: 06.3% (1-16).

Goleada mesmo com Kevin Garnett marcando apenas três pontos e Ray Allen anotando cinco.

Ou seja: mesmo na podre o time é forte demais.

Dá para dizer que é o melhor da NBA no momento? Não, vamos esperar um pouco pelo cruzamento dos confrontos. Quero ver o Celtics “on the road” e jogando principalmente contra os times do Oeste.

RESUMO

Nos outros jogos, destaque para Nenê Hilário na vitória do Denver sobre o Pacers por 111-93. O são-carlense marcou 16 pontos e apanhou 13 rebotes (quatro no ataque). Foi seu primeiro “double-double” da temporada.

Outro brasuca que anotou duplo-duplo foi Anderson Varejão no suado triunfo do Cleveland sobre o Washington por 102-90. O capixaba marcou dez pontos e confiscou igual número de rebotes.

Quem também merece — e muito — destaque é Luol Deng. O ala do Chicago arrebentou com o jogo no United Center ao anotar 24 pontos e apanhar 20 rebotes na apertadíssima vitória por 83-81 do Bulls diante do Milwaukee.

Leandrinho Barbosa, contundido, nem se trocou para a partida em que o seu Phoenix bateu o Heat, em Miami, por 104-96. É dúvida para o jogo desta noite diante do Orlando, também fora de casa.

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sábado, 31 de outubro de 2009 NBA | 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

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Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

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quinta-feira, 29 de outubro de 2009 NBA | 13:23

UM TIME REFÉM DE UM JOGADOR

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Na rodada de abertura da NBA foram 38 pontos e oito assistências. Ontem veio um “triple-double”: 23 pontos, 12 assistências e 11 rebotes.

LeBron James (foto AP) segue jogando muito — e o Cleveland segue com os seus problemas: dependente até o último fio de cabelo do desempenho de LBJ.

Cavaliers Raptors BasketballDepois de ser derrotado em casa pelo Boston no primeiro jogo da temporada (95-89), o Cavs voltou a se curvar diante do oponente. Ontem, cruzou a fronteira canadense e tombou no Air Canada Centre frente ao Raptors: 101-91.

Já é tempo de preocupação? Claro que não, o campeonato nem engatinha ainda, pois apenas duas rodadas aconteceram.

Mas a campanha atual do Cleveland é o avesso da passada.O que acontece com o Cavs?

Até agora não funcionou como time. Um dos principais problemas é a falta de encaixe no jogo de Shaquille O´Neal.

Ontem, Big Daddy jogou apenas 25 minutos. Nos instantes derradeiros do prélio, ficou no banco, vendo tudo acontecer em quadra.

Este é o grande reforço para a temporada? Deveria ser — mas até agora não é.

Eu ainda o vejo com paletó e gravata. Ou seja: está mais para um ex-jogador em atividade do que para alguém que possa dar ao Cleveland aquele salto de qualidade, capaz de colocar o time em situação de superioridade em relação aos seus dois grandes concorrentes nesta conferência: Boston e Orlando.

E a oscilação dos demais jogadores também contribui para o rendimento paupérrimo do Cavs neste começo de trabalho.

A prudência manda que a gente aguarde para ver como serão os contornos definitivos desse time. Afinal, o que vemos até o momento são esboços — e desanimadores.

Vamos, pois aguardar.

RODADA

Nenê Hilário debutou ontem; Leandrinho Barbosa também. E os dois deixaram a quadra vencedores.

O Denver bateu o Utah, em seu Pepsi Center, por 114-105. O são-carlense anotou 16 pontos, fisgou seis rebotes (três de ataque), fez dois desarmes e deu um toco.

Mas deixou a partida prematuramente, pois cometeu seis faltas. As faltas têm sido um grande adversário para Nenê; infelizmente, em muitas ocasiões ele se deixa vencer por esse temível inimigo.

Já Leandrinho e o seu Phoenix foram até a Califórnia e bateram o Clippers no Staples Center por dois pontinhos apenas: 109-107. Não importa, pois, ao contrário dessa bobagem do futebol que leva em consideração gols marcados e sofridos, o que conta é a vitória.

O paulistano saiu como titular. Antou 17 pontos e teve 50% de aproveitamento nas bolas triplas: 3-6.

Como sempre, não se intimidou em quadra. Quando a brecha surgiu, bola pra cesta!

A personalidade de Leandrinho no Phoenix é uma; na seleção brasileira é outra, vocês concordam?

CAPIXABA

Ao contrário do que ocorreu no jogo de estréia diante do Boston (nove pontos e sete rebotes), ontem diante do Toronto Anderson Varejão fez apenas dois pontos e apanhou dois rebotes.

Mas o toco que ele deu em Chris Bosh, quase ao final da partida, fez-me pular do sofá e dar um soco no ar, como Pelé fez pela primeira vez na Rua Javari na década de 1960, gesto que acabou copiado pelo resto do planeta — inclusive por Michael Jordan, naquela vitória inesquecível diante do Cavs, em Cleveland.

RODADA

Não vi todos os jogos de ontem — seria impossível. Portanto, sou todo ouvidos para ouvir relatos de quem viu, por exemplo, a importante vitória do San Antonio diante do New Orleans ou a estréia triunfante do Orlando frente ao Philadelphia. Vale destaque também a visita vitoriosa do Detroit a Memphis.

Mãos à obra, rapaziada!

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009 NBA | 11:36

DERROTA E VITÓRIAS EMBLEMÁTICAS

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O'Neal e LeBronA temporada mal começou, mas não gostei do que vi em Cleveland. Sim, pois o que vi em Cleveland foi o mesmo Cleveland da temporada passada: dependente ao extremo de LeBron James.

Se o que vi não foi a) análise equivocada de minha parte; b) desajuste natural de uma primeira partida de campeonato, seguramente o Cavs não terá chance alguma de conquistar seu primeiro título de campeão.

É impossível um jogador, sozinho, fazer uma equipe conquistar um campeonato. Já disse aqui: nem mesmo Michael Jordan conseguiu isso.

Enquanto LeBron James fazia tudo no Cleveland (38 pontos, oito assistências, quatro rebotes, quatro tocos e dois desarmes), no Boston a tarefa foi dividida. Como sempre.

Ray Allen anotou 16 pontos; Kevin Garnett deixou 13 no aro do Cavs e pegou ainda uma dezena de rebotes; o estreante Rasheed Wallace, que saiu do banco como todos previam, marcou 13 tentos em seu debu; e Paul Pierce cravou 23 pontos e confiscou ainda 11 rebotes.

Enquanto LBJ fazia uma força danada para pontuar, Pierce, calmamente, anotou os últimos oito pontos do Boston e decretou a vitória do Celtics por 95-89.

Pierce joga sem fazer força – o mesmo eu não consigo ver em LeBron.

Foi o primeiro triunfo do alviverde de Massachusetts em Ohio desde 2004. Colocou-se um ponto final neste incômodo tabu que durava oito partidas.

Depois do jogo de ontem fiquei mais convicto ainda: se nenhum jogador do Boston se contundir durante a temporada, não vai ter pra ninguém no Leste.

Enquanto isso, no Oeste, o Lakers fez uma festona dentro do Staples Center.

A cerimônia de entrega do troféu e dos anéis aos campeões da temporada passada foi muito bonita. E com direito a participação de alguns (poucos) veteranos jogadores que ganharam títulos desde que a franquia mudou-se de Minneapolis para Los Angeles.

Kobe BryantMagic Johnson, Jerry West, James Worthy, Norm Nixon, Michael Cooper, Jamaal Wilkes, A.C. Green, Rick Fox e Robert Horry estiveram presentes ao evento. Fiquei pensando enquanto via a festa: Shaquille O’Neal não deveria estar de terno e gravata junto com os outros veteranos?

Sei lá, acho que ainda estava contaminado pelo que tinha acabado de ver na Quicken Loans Arena de Cleveland.

Mas voltando a Los Angeles, o jogo foi legal. Dava para ver que o Lakers não iria perder, como não perde, venceu por 99-92, mas o Clippers não fez feio.

Ficou provado, pelo que pude constatar, que o tricolor angelino, com a presença de Blake Griffin, será um time e tanto para se ver e se apostar.

O destaque da partida acabou sendo Kobe Bryant. Ele anotou 33 pontos e fisgou oito ressaltos.

Mas não dá para não falar dos 26 pontos e 13 rebotes de Andrew Bynum. Bem como os 16 pontos e 13 rebotes de Lamar Odom.

Ron Artest teve uma estréia discreta: dez pontos, cinco rebotes e quatro assistências.

Kobe, Bynum, Lamar e Artest. Ah, sim, Pau Gasol não jogou por estar machucado.

Enquanto isso, em Cleveland, tudo nas costas de LeBron James. Se Shaq não tirar o paletó e a gravata, vai mesmo ficar para o ano que vem.

Mas, como disse acima, a temporada mal começou. Vamos, pois, aguardar.

NOTINHAS

Não pude ver as vitórias do Washington diante do Dallas (102-91) e do Portland sobre o Houston (96-87). Se alguém assistiu e quiser nos informar o que aconteceu no Texas e no Oregon, nossos ouvidos estão atentos.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009 NBA | 18:30

O SUFOCO DE LEBRON

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LEBRON JAMES APPEARS IN BUBBLICIOUS TELEVISION ADLeBron James viveu momentos de apreensão no começo deste ano. Tudo por conta de um tumor detectado no lado direito de seu maxilar.

LBJ procurou especialistas no assunto que decidiram por fazer uma biópsia no material recolhido do local. Cleveland, se você não sabe, é um dos maiores centros médicos dos EUA – e consequentemente do mundo.

Foram alguns dias de tensão vividos pelo ala do Cavs. Mesmo com os médicos garantindo, num primeiro momento, que não era câncer.

Os doutores, antes de sair o resultado, mostraram a King James que os tumores localizados nesta região são entre 70% e 80% benignos. E mais: por ano, são detectados cerca de 2.500 casos de tumor maligno em todo o planeta, o que representa apenas 3% das biópsias realizadas.

As estatísticas aliviaram um pouco a pressão em cima de LeBron. Mas o “ufa” veio mesmo quando saiu o resultado dando negativo. Em junho, cinco meses depois de ter feito o tal exame, King James retirou o tumor numa cirurgia que demorou seis horas na Cleveland Clinic.

“Eu não estava assustado, mas havia alguma coisa  que não me deixava tranquilo”, afirmou LeBron.

E quem ficaria antes de sair o resultado? Acho que ninguém.

Hoje, felizmente, LBJ está livre do tumor – benigno, como foi detectado na biópsia.

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segunda-feira, 10 de agosto de 2009 NBA | 21:33

A SITUAÇÃO DE LEBRON

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Seguinte: vamos esclarecer a situação de LeBron James, já que eu tenho escutado zum-zum-zum em alguns cantos do nosso botequim. O fato de ele não ter renovado agora com o Cleveland não significa que ele vá deixar a franquia no ano que vem.

O que o Cavs propôs a ele neste momento foi uma extensão de seu contrato, o que é permitido por lei. Renovaria agora e resolveria nesta o problema que agora vai acontecer na próxima temporada, quando o contrato do ala acaba de vez.

LBJ, esperto, não topou. E justificou: “Acertei um contrato em 2006 com opção de renovação e não faz sentido renová-lo e não manter minhas opções em aberto”.

Opções em aberto significa ouvir propostas no ano que vem. Propostas do próprio Cleveland e de outras equipes também.

Vamos imaginar que o Cleveland ganhe o próximo campeonato e que Shaquille O´Neal permaneça em Ohio; que Anderson Varejão arrebente e que os dois armadores, Delonte West e Mo Williams, destruam defesas adversárias.

Pergunto: você acha que num cenário desses King James vai se mandar? Duvido; fica no Cavs.

Mas suponhamos que nada disso ocorra. Aí o jogador vai testar o mercado, como ele mesmo disse. Vai ouvir propostas de tudo quanto é lado — inclusive do próprio Cleveland.

E depois resolve.

Portanto, ao não renovar neste momento com o Cavs não significa que LeBron vá deixar a franquia.

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terça-feira, 4 de agosto de 2009 NBA | 21:18

TABELA DA NBA FAVORECE O LAKERS

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Já é público: a NBA divulgou nesta terça-feira a tabela da temporada 2009/10. O campeonato começa no dia 27 de outubro com quatro partidas: Cleveland x Boston, Dallas x Washington, Portland x Houston e Lakers x Clippers.

Ao todo serão 1.230 contendas. A fase de classificação chega ao fim no dia 14 de abril do ano que vem.

Nesta primeira noite, a atração, por mais que o campeão Lakers entre em quadra, ficará por conta da estréia de Shaquille O’Neal com a camisa do Cavs, ao lado do capixaba Anderson Varejão. A curiosidade e a expectativa de vê-lo junto com LeBron James são grandes demais.

E a NBA, aliás, boba que não é, escolheu o adversário a dedo: o Boston, de Kevin Garnett e Rasheed Wallace – o que vai proporcionar um duelo e tanto dos dois contra Shaq (foto AP).

Claro que o Lakers em ação é destaque também. Até porque o oponente, o Clippers, vem com o draft número um desta temporada, o pivô Blake Griffin.

Lakers e Griffin são garantias de audiência, com certeza. Como estarão os amarelinhos agora com Ron Artest?

Acho que o Lakers estará mais forte; Artest é mais jogador que Trevor Ariza.

DIA SEGUINTE

Nenê e Leandrinho Barbosa debutam no dia 28 de outubro.

O são-carlense jogará no conforto do lar diante do Utah, enquanto que o paulistano viajará até Los Angeles para enfrentar o Clippers.

EXPECTATIVA

É grande quanto ao Cleveland e a Anderson Varejão. Ao lado de Shaquille O’Neal, Varejão tem tudo para amadurecer ainda mais seu jogo.

Com Shaq no time, o Cavs tem grande chance de ganhar a conferência e decidir novamente o título da NBA. Ele ajudará a tirar a pressão em cima de King James, que deverá ser inteligente e explorar ao máximo o veterano pivô.

Nenê e o Denver pouco mudaram. O time manteve o núcleo da temporada passada, mas adicionou o talento do armador Ty Lawson, campeão universitário com North Carolina.

A qualidade do grupo e o entrosamento serão fatores importantes na caminhada do Nuggets para tentar repetir a temporada passada, quando disputou o título do Oeste contra o Lakers.

Lakers, aliás, que será o grande problema do Denver – mais do que San Antonio, Houston, Portland, Dallas, Phoenix…

O Suns, infelizmente, é o mais fraco dos três times que contam com brasileiros. Seu treinador não tem carisma e seu grupo é deficiente.

Pior: o time foi montado em cima de Steve Nash, um jogador que está mais pra lá do que pra cá. Espero estar errado e ver Phoenix e Denver disputando o título da conferência.

Mas, cá pra nós, isso me parece impossível.

ESQUISITICES

Algumas esquisitices fazem parte do calendário.

Por exemplo: o Lakers joga 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de seu Staples Center. Outra: o Houston atua em território alheio 22 de seus primeiros 36 embates.

Não gosto disso; já abordei o assunto no campeonato passado.

Por mais que o Lakers venha disputar 25 jogos da segunda metade do torneio na quadra inimiga, com certeza nesta época os amarelinhos já acumularam gordura suficiente do ponto de vista psicológico.

Ao jogar 17 de suas primeiras 21 partidas dentro de casa, o time, fortíssimo, atual campeão da NBA, tem tudo para fazer – por que não? – 17 vitórias diante de seus torcedores.

Com isso, não só o psicológico do time cresce, mas o emocional também.

Em contrapartida, o Houston, sem Yao Ming, pode mergulhar em uma crise com uma série de derrotas em seus primeiros 36 confrontos. E o time corre o risco de se desestabilizar, pois é duro trabalhar na adversidade.

Uma vantagem e tanto para o Lakers; uma desvantagem e tanto para o Houston.

MULTA

A temporada nem começou, mas Cleveland, Houston e Minnesota serão multados pela NBA. Motivo: vazaram a tabela antes de a entidade tê-la divulgado.

O valor da multa ainda não foi estabelecido, mas deverá ser salgado.

Bem feito; apressado como cru.

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