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quinta-feira, 20 de setembro de 2012 NBA | 01:43

CHRIS PAUL DIZ QUE PREFERIU SER TROCADO COM O CLIPPERS AO INVÉS DO LAKERS

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Vixi, vocês viram o que eu vi? Ou melhor: vocês leram o que eu li? Em entrevista ao magazine “GQ”, Chris Paul disse que preferiu ser trocado com o Clippers ao invés do Lakers. E explicou: “Eles tinham as melhores peças. Além disso, ser campeão com o Clippers será fabuloso”.

Uau.

Segundo CP3, ser campeão com o Clips será inesquecível. Terá um gostinho muito mais saboroso do que colocar um anel no dedo sendo jogador do Lakers.

CP3 tem razão: ganhar com quem corre por fora, ganhar vestindo os trajes da Cinderela ou cruzar a linha final galopando sobre um animal listrado tem mesmo um gosto diferenciado. Ser campeão com o Chicago é mais deleitoso do que ser campeão com o Lakers. Ser campeão com o San Antonio é mais prazeroso do que ser campeão com o Boston. Ser campeão com o Miami é igualmente incomparável. Como foi inesquecível ter sido campeão com o Dallas e será inacreditável ser campeão com o OKC se alguém um dia o for.

Ganhar títulos em franquias tradicionais, que investem os tubos, que têm dinheiro a rodo, que gastam sem dor na consciência, que não se importam com a Luxury Tax é muito mais fácil. O caminho se abre. O dinheiro torna tudo mais fácil. É quase que obrigação ganhar títulos com essas franquias.

Ser campeão com times que correm à margem é escrever o nome na história usando tintas vibrantes. É colocá-los no mapa da NBA. Como Michael Jordan fez com o Chicago, Tim Duncan com o San Antonio e Dirk Nowitzki com o Dallas. É certo que a reunião de LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tornou a missão do Miami mais fácil, mas Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e Chauncey Billups não conseguiram com a camisa do New York. Por isso, ser campeão com o Miami é muito mais significativo do que com o Lakers ou o Boston.

É claro que ser campeão com o Lakers e com o Boston tem um sabor delicioso. Lógico que sim! Pergunte aos jogadores que foram campeões por lá. Mas esses times representam para a NBA o que Barcelona e Real Madrid representam para o campeonato espanhol. É legal ser campeão com a camisa de um deles? Claro que é. Mas é muito mais significativo ser campeão com a camisa do Sevilla ou do Valência.

É verdade que o Boston deu uma caída. E se formos considerar isso (e devemos!), podemos dizer que o campeonato da NBA não é o espanhol: é, isto sim, uma espécie de campeonato alemão. Lá é o Bayern de Munique e outro. A NBA é praticamente o Lakers e um outro qualquer.

O time californiano tem 16 títulos. Um a menos do que o Boston. Mas tem 15 vice-campeonatos. Ou seja: chegou a 31 finais em 66 anos de existência da liga norte-americana. É quase: ano sim, ano não, Lakers na final. Por isso eu digo que o Lakers é a maior franquia da história da NBA.

Voltando ao tema inicial de nossa conversa, Chris Paul ganhou pontos consideráveis comigo. Ele dá pinta de que quer  desafios ao invés do caminho mais fácil. O dinheiro do Lakers transforma o caminho da equipe menos espinhoso do que as demais.

Vejam o caso do OKC: eles vivem um dilema, pois pretendem renovar com James Harden, mas não sabem se terão dinheiro para isso. E a franquia tem até 31 de outubro para fazê-lo. Caso contrário, o barbudo se transforma em agente livre restrito. Ou seja: ele poderá receber propostas de outras franquias e o OKC tem o direito de igualá-las. Mas se não tiver dinheiro, como fazê-lo? Aparece um time e dá a Harden um contrato de quatro anos e quase US$ 100 milhões, mas será que o OKC terá dinheiro para isso?

Esse cenário não existe para o Lakers. O time vai gastar US$ 130 milhões nesta temporada. Esse dinheiro não existe em Oklahoma City.

Vejam só o que vai acontecer com o Lakers na temporada 2014-15: apenas um jogador tem contrato com o Lakers, Steve Nash. Ele vai receber US$ 9,7 milhões. Mas se Dwight Howard renovar seu acordo, vai pegar nessa temporada algo em torno de US$ 22,3 milhões. Ou seja: com apenas dois jogadores o Lakers estará torrando nada menos do que US$ 32 milhões.

E dizem que Kobe renovará nesta temporada pela indecente quantia de US$ 33 milhões. Se isso ocorrer mesmo, o Lakers terá comprometido US$ 65 milhões com apenas três jogadores! E numa época em que a Luxury Tax estará cobrando US$ 1,50 de penalidade por US$ 1,00 gasto além do salary cap, que será de US$ 58 milhões. Vejam: com apenas três jogadores o Lakers estará estourando o cap! E alguém liga para isso? Nenhum pouco!

Então, quando CP3 vem a público e diz que ser campeão com o Clips seria incrível, ele tem razão. Isso porque ser campeão com o Lakers (eu adiciono) chega a ser blasé, pois é tudo mais fácil.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 NBA, outras | 19:36

LÁ COMO CÁ É TUDO IGUAL: SELEÇÃO LESA TIMES E FICA POR ISSO MESMO

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Lá como cá é tudo igual. Explico: por conta dos Jogos Olímpicos, o Clippers perdeu Chris Paul para o “training camp”, que começa no dia 29 de setembro próximo.

CP3 (foto) rompeu os ligamentos do dedão da mão direita durante a preparação do time norte-americano para os Jogos de Londres. Postergou a cirurgia para não perder a competição e hoje entrou na faca. Vai ficar dois meses em recuperação. E que se dane o Clips, que pagará a ele nesta temporada US$ 17,77 milhões.

CP3 vai perder o período de preparação e, com isso, não vai treinar com os novos companheiros, como Lamar Odom, Grant Hill, Ronnie Turiaf, Ryan Hollins e Jamal Crawford. Ou seja: perderá importante tempo para buscar entrosamento e decifrar as novas jogadas que serão criadas por conta da mudança da equipe.

Lá como cá, disse eu, é tudo igual. Jogador vai pra seleção, que não paga nem um centavo sequer ao time e ainda por cima o devolve machucado.

Aqui é assim também quando o assunto é esta desagradável seleção brasileira de futebol. Um porre; não tem nada mais inconveniente do que este selecionado que não para de jogar e arrebenta os times durante a temporada.

Vejam o caso do Neymar: o Santos o empresta gratuitamente à seleção, quando a seleção deveria pagar pelos dias que fica com o jogador. Não paga nada e ainda o entrega arrebentado. E o Santos pagará a Neymar nesta temporada R$ 36 milhões, que se traduzido em moeda norte-americana teremos algo em torno de US$ 18 milhões; ou seja, o mesmo salário de CP3 no Clips.

E não me venham com essa de que não é o Santos quem paga a totalidade deste salário. Verdade, o clube paga um terço disso, os outros dois terços vêm de receitas criadas pelo clube e não por nenhum benfeitor.

Além disso, neguinho que não torce para o Santos (ou para o São Paulo se o exemplo for o Lucas; ou para o Inter, se o exemplo for o Leandro Damião), neguinho não torce para qualquer um desses times ainda fica enchendo o saco se o jogador não atua bem. Ora, vão todos plantar batatas!

Lucas, Damião e Neymar (foto) não são da seleção. Eles pertencem a seus clubes, que os emprestam à seleção, que não paga nada, devolve jogador baleado e os caras ainda têm que ouvir encheção de saco de torcedor de outro clube que fica criticando os caras porque eles não ganharam a medalha de ouro olímpica!

É o que eu sempre digo: não está satisfeito, devolve os jogadores para seus clubes. Lá eles fazem muita falta.

Agora o mesmo se passa em LA com CP3. Vejam o prejuízo que o Clips vai ter ao perder seu armador por dois meses!

Com certeza o início da competição estará comprometido. Os caras vão ter que se entrosar jogando. As jogadas serão conhecidas à medida que o tempo passa.

E quem pagará por isso? Ninguém.

Dane-se o Clips, como danem-se o Santos, o São Paulo e o Inter.

Como tenho dito na Rádio Jovem Pan: bem que essa frescura de seleção poderia acabar. O ideal seria reunir os caras dois meses antes do Mundial e ponto final. Mas não, fica uma chupinhação de quatro anos, lesando clubes e torcedores.

O Atlético Mineiro faz uma campanha maravilhosa nesse primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas o Santos, o São Paulo e o Inter não puderam contar com seus principais jogadores durante quase todo esse turno inicial. Então eu pergunto: essa liderança do Galo realmente reflete a realidade?

Na NBA vai ocorrer o mesmo. Certamente o Clips vai perder jogos por conta disso tudo que eu disse acima. Aí eu volto a perguntar: será que seria assim se a lesão de CP3 não tivesse ocorrido?

Olimpíadas são muito legais, Copa do Mundo de futebol é muito legal também. Mas os times são muito mais importantes do que os selecionados.

Por isso eu discordo de David Stern quando ele propõe o limite de idade de 23 anos para o torneio de basquete. Se eu fosse a NBA, não liberaria os jogadores e faria os EUA disputarem as Olimpíadas novamente com os jogadores universitários.

Os profissionais custam muito dinheiro às franquias. Essa lesada que elas sofrem, a mim, é um escândalo.

Claro que Stern e a NBA não querem isso. Eles querem seus jogadores enfrentando a molecada do resto do planeta e eles ganhando (como vão ganhar) a medalha de ouro. E o mundo dizendo que o futuro da NBA será sensacional por causa da medalha de ouro olímpica conquistada pela molecada norte-americana.

Repito: uma vergonha, uma chupinhação e uma encheção que não têm fim.

Lá e cá.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:35

EUA DEFINEM NOVE DOS 12 JOGADORES QUE IRÃO A LONDRES

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Os EUA começam a definir o time que vai disputar os Jogos de Londres. Ontem, segunda-feira, o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, afirmou que nove dos 12 jogadores que vão defender o título olímpico dos EUA já foram definidos. A saber:

REMANESCENTES DE PEQUIM
LeBron James
Kobe Bryant
Carmelo Anthony
Chris Paul
Deron Williams

REMANESCENTES DA TURQUIA
Kevin Durant
Russell Westbrook
Kevin Love
Tyson Chandler

Segundo o “chairman” da entidade norte-americana, os outros três jogadores serão definidos na próxima sexta-feira. Brigam pelas vagas seis jogadores: Blake Griffin, Andre Iguodala, Rudy Gay, James Harden, Eric Gordon e Anthony Davis. Sim, Anthony Davis.

O pivô do New Orleans Hornets, atual melhor jogador do basquete universitário, campeão da NCAA com Kentucky, lesionou o tornozelo recentemente. Mas Colangelo disse que ele continua nos planos.  Se for convocado e não se recuperar, ainda dará tempo de fazer o corte.

Alguém sentiu falta de Lamar Odom? Ele abandonou o barco ontem. Deixou a todos perplexos, pois Lamar, até segunda-feira, estava no grupo e dizia que jogaria em Londres.

Com Lamar de fora, aumentou para sete os desfalques do selecionado norte-americano. Primeiro foi Chauncey Billups; depois, Dwight Howard. E na sequência foram abandonando o barco — por lesão, é bom que se diga — Derrick Rose, LaMarcus Aldridge, Dwyane Wade e Chris Bosh.

“Estou muito confiante”, disse Colangelo sobre o time olímpico apesar dos desfalques. Ao analisar as três vagas restantes, declarou: “Se precisarmos de um arremessador, tem James Harden. Precisamos de um defensor? Temos Andre Iguodala. E Rudy Gay é versátil. Ele jogou de pivô pra gente no Mundial da Turquia”.

É por aí mesmo. Achar que os EUA vão ter problemas por conta destes desfalques é normal. Mas achar que os EUA vão perder o ouro olímpico por causa destas ausências, não é normal.

O time titular é espetacular. E qual seria o time titular?

Chris Paul ou Deron Williams na armação? Kevin Durant vai ficar no banco de LeBron James ou será o ala de força? Ou o contrário? Tyson Chandler será titular no pivô ou Coach K vai com Kevin Love?

Aí entra outra questão pra gente discutir: Blake Griffin, pra mim, está dentro. Os EUA já perderam D12 e CB1. Está apenas com Chandler e Love pra jogar no garrafão. Mesmo que Carmelo faça um pivô na defesa por zona, ainda assim eu acho que vai faltar pelo menos mais um jogador. Por isso eu cravo em Griffin.

Sobrariam, pois, duas vagas. Creio que Rudy tem grande chance. A outra? Davis, com Iguodala de sobreaviso.

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sábado, 30 de junho de 2012 NBA | 18:46

GARNETT RENOVA COM O BOSTON E FAB MELO PODE SAIR NO LUCRO

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O único assunto digno de registro neste sábado é a renovação de contrato de Kevin Garnett com o Boston. Segundo o jornal “Boston Herald”, o pirulão do Celtics vai assinar um acordo de três anos, onde em troca ele vai receber US$ 34 milhões. Isso dá uma média de US$ 11,3 milhões por temporada.

Bom pra ele, que vai faturar um “trocadinho” a mais; bom para o Boston que não perde um importante jogador; e bom também para Fab Melo.

Por que será bom para o brasuca, que acabou de ser recrutado pelo C’s neste “NBA Draft” da última quinta-feira? Bom porque, assim como Tiago Splitter tem um professor ao lado em Tim Duncan, Melo terá esse privilégio também. Se ele for humilde, encostar em KG, perguntar os segredos do jogo e se mostrar aberto para aprender, com certeza vai aprender. KG (foto) é um dos maiores nomes de todos os tempos na posição.

Melo tem um potencial defensivo enorme. Poderá melhorá-lo ao lado de KG. Melo não tem um grande potencial ofensivo. Poderá desenvolvê-lo ao lado de KG.

Está nas mãos de Melo. Vamos ver o que ele fará com essa dádiva que o destino colocou em seu caminho. O Boston e KG.

TROCAS

Lamar Odom acertou mesmo com o Clippers. Nessa troca, Mo Williams foi para o Utah Jazz, o Clips mandou para o Houston Furkan Aldemir, o turco recrutado na última quinta-feira, e o Dallas vai ficar com drafts futuros do Jazz e grana do Houston.

Achei excelente para o time angelino a contratação de Lamar. Ao lado de Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, Odom tem tudo para recuperar o basquete dos tempos do Lakers, que ele não levou a Dallas. E se recuperar, o Clips ficará ainda mais forte na próxima temporada.

Quanto a Mo Williams no Utah, sinceramente, não vejo nenhuma vantagem nisso. Williams nunca passou de uma promessa na NBA.

RUMOR

Jason Kidd está jogando golfe neste final de semana com Deron Williams. Nos Hamptons, região demasiadamente chique ao norte de Nova York, onde J-Kidd acabou de comprar uma casa.

Os dois, além de jogarem golfe, seguem planejando o que vão fazer do futuro. Ou se unem no Brooklyn, para defender as cores do Nets, ou se juntam em Dallas, onde D-Will fez o “high school”.

Tramam do mesmo jeito que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tramaram e, por isso, foram jogados na fogueira.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 16:23

TYSON CHANDLER, MELHOR DEFENSOR DA TEMPORADA, NÃO ESTÁ NO QUINTETO DOS MELHORES MARCADORES

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Essa é boa e eu não posso deixar de contar pra vocês. Tyson Chandler, eleito o melhor defensor desta temporada, não está no quinteto dos melhores marcadores desta temporada.

Pode?

Sim, pode; tanto pode que isso aconteceu.

Então eu pergunto: onde está o erro? Na escolha de Chandler como melhor defensor pelos jornalistas ou a opção dos técnicos por Dwight Howard para o melhor quinteto?

Risível.

Eu eu me divirto.

O quinteto titular dos melhores defensores é este:

Chris Paul (Clippers)
Tony Allen (Memphis)
LeBron James (Miami)
Serge Ibaka (Oklahoma City)
Dwight Howard (Orlando)

Ah, sim, Serge Ibaka, que pra mim foi o melhor marcador desta temporada, está no quinteto titular.

Eu me divirto.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012 NBA | 12:48

MIAMI: FIM DE UM SONHO?

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Mais uma temporada indo para o espaço? E se for mesmo, o que isso significará? Fim de um projeto que tinha tudo para decolar? Que tinha tudo para transformar em anéis a reunião de três grandes jogadores e transformar o Miami em um time inesquecível na rica história da NBA?

A resposta nós não temos ainda. Mas que tudo caminha para desembocar em um final trágico, decepcionante, frustrante, isso tem. A derrota de ontem do Heat para o Pacers, em Indianápolis, não foi apenas um revés de jogo, daqueles que acontecem porque estamos em semifinal de playoffs e nesta fase a tendência é de jogos equilibrados. A derrota de ontem por 94-75 foi emblemática em quase todos os sentidos.

O time voltou a mostrar fragilidade em quadra. Voltou a mostrar debilidade de um de seus principais jogadores. E, mais do que isso, Dwyane Wade, o atleta em questão, teve uma reação explosiva com o técnico Erik Spoelstra daquelas que indicam que há muito mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia pode imaginar. Brigas de jogo ocorrem, mas o jeito que D-Wade tratou e desafiou Spo deixou claro que o técnico não goza de prestígio e respeito junto aos jogadores.

Aliás, desde que esse time se juntou no sul da Flórida, muitos têm cantado essa bola. Muitos disseram que Spo não tinha estofo para dirigir e comandar um time com D-Wade, LeBron James e Chris Bosh (fotoAP). E por ser jovem demais, seria tratado como tal. Ontem foi D-Wade; ano passado foi LBJ (lembram-se?) que desafiou a autoridade do treinador ao dar uma ombrada violenta em Spo num pedido de tempo.

Sempre achei que com Spo ou com outro qualquer o Miami seria campeão. Sempre achei que a importância de um treinador é limitada, pois ele não entra em quadra. Sempre achei que um time com três craques, cercados por bons coadjuvantes teria tudo para ganhar vários anéis. Cheguei a prever quatro anéis para esse time levando-se em conta o contrato de cinco anos que eles firmaram com a franquia.

Começo a achar que me enganei. Mas por que eu me enganei? Creio que isso tem a ver, claro, com os jogadores e com o treinador. Esses jogadores do Miami me parecem fracos de caráter. Não aguentam um tranco forte e não conseguem se reagrupar na adversidade. E o treinador, além de não ter muito conhecimento da matéria, não consegue motivar o grupo, pois o grupo não acredita nele.

Mas só o treinador e os jogadores são os culpados? Claro que não. Pat Riley, presidente da franquia, o homem que arquitetou esse time, tem grande culpa no cartório. Ele está lá dentro, sabe o que acontece dentro do vestiário do time. E não faz nada para mudar a situação. A impressão que dá é que Riley tornou-se um turrão. Não quer dar o braço a torcer, por exemplo, na questão do treinador. Sim, pois quando Spo foi escolhido por ele para comandar o time, alguns ficaram surpresos, outros riram, e uma minoria achou que seria mesmo interessante apostar em um novo técnico.

Isso não está dando certo. Todo mundo está vendo. Menos Pat Riley? Claro que não; ele está vendo. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um homem turrão, que ao invés de tornar-se sábio com o passar dos anos, com a idade que avança, está se tornar um obtuso. E, por conta disso, não tenta consertar o que precisa ser consertado.

Quanto ao relacionamento entre os jogadores, não consigo detectar mau relacionamento entre eles. Nada li a respeito. Então, o problema parece mesmo estar com o treinador. Só pode ser isso. O que mais seria? Salários atrasados? Brincadeira, né?, isso não existe na NBA. Desfalque de Chris Bosh? Pode ser, claro, pois o Miami não é um time forte no garrafão e CB1 segura essa onda sozinho faz tempo. A saída dele do time fragilizou o setor.

Ontem, por exemplo, o Pacers pegou 52 rebotes contra 36 do Heat. Roy Hibbert, um jogador comum, pegou nada menos do que 18. E ainda marcou 19 pontos. David West, apesar de não ter cravado um “double-double” como Hibbert, transformou-se no xerife do time nesta série. Fala grosso e ninguém retruca. Fala grosso, bate o pé e os forasteiros de Miami saem correndo. Com Bosh, provavelmente, seria bem diferente.

Ok, concordamos então que Bosh faz falta. Mas atribuir à ausência dele a corrida desconcertante que o Pacers fez no segundo tempo de ontem (51-32) é tentar tapar o sol com a peneira. Atribuir à ausência de Bosh o momento em que o Miami vive é mesmo tentar tapar o sol com a peneira. Há muito mais do que isso.

D-Wade não rende. Mas não rende por quê? Boa pergunta. Talvez esteja externando seu descontentamento com Spo, algo que ele estava tentando conter, mas que agora, vendo que a debacle será inevitável, já não faz questão de esconder. Wade parece viver no mundo da lua. Ontem, por exemplo, terminou o primeiro tempo zerado. Acabou a partida com cinco pontos (2-13), cinco rebotes e apenas uma mísera assistência.

LeBron faz o que pode. Mas sozinho não vai levar o time a lugar nenhum. Além disso, o que ele pode fazer não é tudo o que a equipe precisa. LBJ sente claramente a pressão dos finais das partidas e isso é um grande problema.

CB1 está fora lesionado, D-Wade se rebelou, LBJ briga sozinho. No meio disso tudo está o grupo. Os jogadores, aqueles que deveriam ser o suporte para que os Três Magníficos brilhassem e conquistassem títulos, esses jogadores estão assustados. A gente vê isso com muita clareza. E assustados o que eles podem fazer? Muito pouco. Ontem, Mario Chalmers fez 25 pontos. Mas Shane Battier zerou, Udonis Haslem zerou, Noris Cole zerou, Dexter Pittman zerou e Mike Miller e James Jones combinaram para apenas oito pontos. Patético.

A pressão da mídia e dos torcedores do Miami é grande demais neste momento. Muitos lá, como cá neste botequim, pedem a intervenção de Pat Riley, como ele fez em 2006 ao demitir Stan Van Gundy, assumir o time e levá-lo ao título. Mas na época Riley (foto AP) tinha 61 anos. Hoje está com 67. Diz não ter mais energia para dirigir uma equipe durante toda uma temporada.

Mas nós não estamos nos playoffs? Pois é, a temporada ficou quase que todinha para trás. Riley teria que assumir o time e dirigi-lo em alguns poucos jogos. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um turrão. Não vai fazer isso, pois fazer isso seria assinar atestado de burrice.

Será mesmo que é isso o que ele pensa? Mas não seria burrice maior não intervir no time neste momento?

MARES TRANQUILOS

Enquanto isso, o San Antonio segue firme e forte em sua série diante do Clippers. Venceu ontem por 105-88. Pegou mais rebotes (35-32; Blake Griffin pegou apenas um!), mais rebotes ofensivos (6-1), marcou mais pontos no garrafão (50-18), cometeu menos erros (11-18; Chris Paul cometeu oito!) e fez mais pontos de contra-ataque (15-9).

O SAS vai muito bem, obrigado. Esse parece mesmo estar na final do Oeste. E, ao que tudo indica, será mesmo diante do Oklahoma City.

A menos que o Lakers reaja. E se for reagir, que trate de começar esta noite.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012 NBA | 01:11

CLIPPERS SURPREENDE E ELIMINA MEMPHIS NO TENNESSEE. LEBRON ARREBENTA NO ÚLTIMO QUARTO E MIAMI PASSA PELO INDIANA

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Caríssimos.

É preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu não sei o que ocorre. Às vezes eu acho que os jogadores são fracos mentalmente. Em outras horas eu acho o oposto: são poderosos e por conta disso não se intimidam com nada e ninguém.

O fato é que ando meio que sem coragem para apostar ou cravar em resultados ou times. Depois que o Memphis foi a Los Angeles e empatou a série em 3-3, não me entrava na cabeça que o time, embalado pela vitória revigorante e salvadora, pudesse, dois dias depois, jogar em casa, no conforto do lar, diante de seu séquito de seguidores e acabasse derrotado. Um vexame. Lembrou-me Portugal diante da Grécia na Euro-2004. Por mais que tenha sido uma façanha Felipão ter levado os nossos irmãos portugueses à final, perder em casa para a Grécia foi imperdoável. O mesmo vale para o Grizz. Depois de tudo o que aconteceu em LA, perder dois dias depois diante de 18.119 torcedores, foi inacreditável. Os fãs ficaram arrasados no Dia das Mães. Os jogadores do Grizz acabaram com o domingo desta pobre gente. Imperdoável.

Imperdoável também foram as performances de Rudy Gay e Zach Randolph no quarto final. Gay jogou 8:59 minutos e saiu zerado de quadra. Z-Bo jogou 56 segundos a menos e fez apenas dois pontos e pegou um mísero rebote. Tony Allen, aquele que é marrento sem poder ser, foi outro que saiu zerado de quadra. Mike Conley, o armador do time, não deu nenhuma assistência nos 12 minutos finais. Não deu porque os caras estavam com a mão fora da forma ou por que seus passes foram óbvios e inconclusivos? Vocês que me digam. O.J. Mayo jogou 8:10 minutos e fez só um desprezível ponto.

Enquanto isso, do outro lado da quadra, a segunda unidade do Clippers teve atuação irretocável. Nada menos do que 25 dos 27 pontos anotados pelo time californiano no período saíram das mãos dessa gente valente. Nick Young fez nove pontos, Kenyon Martin anotou sete, Eric Bledsoe cravou seis e Mo Williams contribuiu com três. Reggie Evans saiu zerado do período, mas pegou sete rebotes. Ah, K-Mart pegou cinco ressaltos também.

Chris Paul, o responsável pelos dois únicos pontos dos titulares neste período final, acabou a partida com 19 pontos, nove rebotes e quatro assistências. Esse é o CP3 que a gente conhece.

Quanto ao jogo como um todo, alguém consegue explicar isso? Memphis: 0-13 nas bolas de três! Ridículo.

Por conta disso tudo, caríssimos, a gente consegue explicar o marcador favorável ao Clips em 82-72. Mas eu pergunto: alguém teria jogador suas fichas no Clips? Acho que apenas os mais fanáticos torcedores alvirrubros. De resto, creio que todos apostaram na classificação do Memphis.

Por isso, eu repito: é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Não me perguntem mais nada, pois ando sem coragem. Pelo menos neste domingo à noite.

DUREZA

O Miami teve problemas diante do Indiana. Venceu por 95-86, mas o resultado não espelha bem o que ocorreu em quadra. A diferença poderia ter sido menor. O Miami teve problemas diante do Indiana porque um de seus Três Magníficos se contundiu. Chris Bosh teve uma distensão no músculo abdominal e por conta disso jogou apenas o primeiro tempo. Traduzindo em tempo de quadra foram 15:48 minutos. Fez falta.

Agora sabem o que é engraçado? O primeiro tempo, o tempo em que CB1 esteve em quadra, foi exatamente o período em que o Indiana se deu melhor e venceu por 48-42. Alguém se atreve a explicar? Eu ouso: o responsável por tudo isso foi LeBron James. LBJ, se você viu o jogo e não reparou, marcou nada menos do que 26 de seus 32 pontos no segundo tempo, 16 deles no quarto final. Nove de seus 15 rebotes também vieram nesta segunda metade do jogo. Jogou o período embalado pelo troféu de MVP recebido antes de a partida começar (foto Getty Images).

Caríssimos, seguinte: se LBJ jogar essa bola até o final da série e o Miami puder contar com CB1 (é dúvida para o segundo confronto) e Dwayne Wade jogar o seu normal, não tem pra ninguém. E na final da conferência, idem; não importa quem seja o adversário, Boston ou Philadelphia.

Aí o Heat vai para a final. O que acontecerá?

Como eu disse acima, é preciso ter coragem para apostar ou cravar em resultados ou times vencedores na NBA atual. Eu já ousei dizer que se LBJ jogar essa bola que ele jogou no segundo tempo, CB1 se recuperar da lesão e D-Wade jogar o seu normal, o Miami ganha a conferência. Minha audácia termina por aqui.

Agora vamos falar um tiquinho do Indiana: não dá para encarar um time como o Miami com dois de seus melhores pontuadores marcando, juntos, 13 pontos. Sim, foi isso o que fizeram Danny Granger (7) e Paul George (6). Ambos fizeram 2-15. Inacreditável. Granger foi engolido por LBJ (olha ele novamente!) e George foi vítima de alguns zagueiros do Miami, entre eles D-Wade.

Granger disse que se cansou porque teve que marcar LeBron. De fato, LBJ é um “cavalo” de forte. Não é moleza marcá-lo. Que Frank Vogel encontre uma solução para o problema. Se não encontrar, King James sairá coroado de quadra deste confronto.

E ousou dizer: o Miami talvez varrerá o Indiana.

E não me perguntem mais nada, pois meu atrevimento fica por aqui.

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sábado, 12 de maio de 2012 NBA | 02:18

E DOS DOIS TIMES DE LOS ANGELES, CANDIDATOS AO TÍTULO, PODEM FICAR CHUPANDO O DEDO

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Quando o campeonato começou, não foram poucos os jornalistas e foram muitos os torcedores que apontaram os dois times de Los Angeles no mínimo como semifinalistas do Oeste da NBA. Pois bem, o tempo passou e os dois times de Los Angeles estão na marca do pênalti. Os dois times de Los Angeles estão a ponto de ser eliminados nas quartas-de-final dos playoffs da NBA.

Depois de o Lakers ter apanhado do Denver na quinta-feira, o que deixou a série diante igual em 3-3, ontem foi a vez de o Clippers perder a vantagem obtida no primeiro jogo da série diante do Memphis, quando foi no Tennessee venceu o Grizzlies espetacularmente após uma recuperação inacreditável no quarto final. Ontem, como dizia, o Clips jogando dentro de seu Staples Center perdeu para o time da terra de Elvis Presley por 90-88 e deixou escapar por entre os dedos a classificação. O confronto, agora, assim como o de seu primo rico, está igual em 3-3.

E agora? — vocês podem perguntar. E agora, eu digo, o Memphis está cheio de moral e tem tudo para encerrar a série neste domingo, diante de seus fãs, fazendo uma festa danada, repetindo a performance da temporada passada, quando passou igualmente para as semifinais.

E muito disse tem que ser creditado a seus dois postes. Zach Randolph (foto AP) jogou um bolão no segundo tempo, quando marcou 15 de seus 18 pontos. Cinco deles, diga-se, “down the strecht”, no momento crucial da partida. Marc Gasol foi igualmente um gigante em todos os sentidos. Anotou 23 pontos e à medida que o tempo passa e os jogos se transcorrem, o espanhol cresce dramaticamente de produção. Nesta sexta-feira, Marc voltou a anotar 23 pontos, como no jogo passado. Marc, aliás, torna-se neste momento o orgulho da família Gasol, pois Pau tem sido um fiasco com a camisa 16 do Lakers. Mas vamos deixar Pau de lado e vamos falar de Marc, ou melhor, do Grizz, que tem a faca e o queijo na mão (desculpem o clichê, mas nesta madrugada de sábado eu não encontrei nada melhor, pois minha criatividade está adormecendo, confesso), o Memphis tem tudo para vencer a série e se classificar para as semifinais do Oeste, já disse, para enfrentar quem? O San Antonio, o time que ele eliminou no torneio passado, produzindo uma das maiores surpresas dos playoffs daquele ano. Sim, pois no torneio passado o Memphis veio da oitava posição para enfrentar o todo-poderoso alvinegro texano. E o que aconteceu? O Grizz mordeu uma vitória em San Antonio no primeiro jogo do confronto e não perdeu mais seu mando de quadra, o que o Clips não conseguiu fazer neste ano.

Não fez por causa dos dois postes do Memphis, eu dizia. Contei que Z-Bo fez 18 pontos, 15 deles no segundo tempo, e que Marc voltou a anotar 23 pontos, 46, portanto, nos dois últimos jogos. Mas tem mais: Zach pegou nada menos do que 16 rebotes, seis deles ofensivos. O cara leva muito jeito pra coisa. Esse tal de Randolph, que às vezes mexe com minhas memórias e me faz lembrar de Dennis Rodman, um deus dos rebotes, um dos maiores desde sempre, o cara que mexe com meus sentimentos, pois eu vi pessoalmente Rodman barbarizar em três finais da NBA. Eu vi pessoalmente Dennis em mais de uma dúzia de vezes acabar com seus rivais, numa delas quando ele humilhou nada menos do que Karl Malone diante de seus fãs. Z-Bo não tem o jogo mental de Dennis, mas tem um imã nas mãos que ele deve ter furtado de “The Worm” quando o verme resolveu guardar suas coisas e ir para casa. Marc não foi tão intenso quanto Zach nos rebotes, mas ajudou com nove, quatro deles no ataque.

E vejam vocês, pra encerrar essa questão dos rebotes, que o Grizz pegou 48, enquanto que o Clips ficou com os outros 32 que sobraram na partida. Muito da vitória do time do Tennessee se explica neste embate deste fundamento.

Outra parte a gente explica com a opaca atuação dos dois principais jogadores do time californiano. Chris Paul e Blake Griffin foram um desastre. CP3 anotou apenas 11 pontos, enquanto que BG ficou nos 17. Os dois, até então, tinham feito em média 42,8 pontos por jogo. Ontem, fizeram 28. Aliás, confesso, esperava mais de CP3 nesta série. Pensei que ele fosse colocar a bola debaixo do braço e resolver essa parada. Mas não é isso o que eu vi até o momento. Tem uma média de apenas 6,5 assistências por jogo e 3,4 “turnovers” por partida, superior aos 2,5 de sua carreira que chega à sua sétima temporada.

Domingo, como disse, tem mais. É o embate derradeiro. Como também disse, o Memphis tem o emocional a seu favor. E no confronto dos times, eles se equivalem. Mas o Grizz tem o emocional e a quadra a seu favor. Por conta disso, tudo indica que o pessoal do Tennessee vai enfrentar novamente a tropa da cidade dos Alamos.

MVP

Mais tarde eu volto pra falar sobre o prêmio concedido a LeBron James.

DOCUMENTÁRIO

Mais adiante eu falo sobre o filme que conta a história do “Dream Team” e que alguns tolos estão dizendo que a desmistifica este que foi o maior time de basquete de todos os tempos.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 NBA | 16:32

MIAMI ELIMINA NEW YORK E CONFIRMA SER A PRINCIPAL FORÇA DO LESTE

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Aconteceu ontem em Miami o que já era para ter acontecido no domingo. O Heat passou pelo New York (106-97) e colocou um ponto final na série. Com o resultado, está nas semifinais do Leste e terá o “encardido” Indiana pela frente, série que começa no próximo domingo em Miami.

Do Pacers a gente fala depois; do embate diante do Knicks falamos agora.

Bem que tentamos ver uma nesga de luz neste confronto, de modo a imaginar que o New York pudesse oferecer alguma resistência. Mas não teve jeito: o Miami é muito mais time e isso ficou claro em todos os embates, mesmo na derrota de domingo passado.

Tudo bem que o NYK perdeu seus dois principais armadores, Jeremy Lin e Baron Davis. Mas Mike Bibby entrou bem no jogo de ontem e mostrou que poderia e deveria ter sido mais usado por Mike Woodson nesta série. O grande problema do time nova-iorquino, no entanto — e volto a dizer —, é a individualidade de alguns jogadores. Carmelo Anthony, Amar´e Stoudemire e — pasmem! — até mesmo um cara mediano como J.R. Smith formam um trio onde o ego é inflado demais, a ponto de não sobrar qualquer espaço para que seus companheiros consigam respirar. Jogar ao lado deles é sufocante.

Melo arremessou ontem 31 bolas. Neste confronto, teve média de 25 chutes por partida. J.R., vindo do banco — e com menos minutos em quadra do que Melo — atirou 15 bolas ontem. Na série, pouco mais de 15 por cotejo. Quer dizer: os dois juntos arremessam cerca de 40 bolas por peleja. O Knicks chutou em média pouco mais de 73 por embate. Resumindo a história para não me tornar chato: Melo e J.R. foram responsáveis por quase 55% dos arremessos da equipe. E os demais? Ficaram chupando o dedo, é claro.

Envolver os companheiros. É isso o que um grande jogador faz. É isso o que um grande treinador determina.

Claro que Melo não pode ser equiparado a J.R., ele é muito melhor, mas muito melhor mesmo. Ele não é caso perdido e nem causa perdida. Com um treinador de verdade ele pode ser muito útil ao time.

Que tal Phil Jackson?

NOJENTO

Quanto a Amar’e Stoudemire, o que dizer de um ser humano que faz o que ele fez a Shane Battier? Stat deve se achar o rei da cocada preta. E não passa e nem nunca passou de um jogador nota 6,5. Em seu melhor momento atingiu a nota sete.

FORÇA

Falem o que quiser, mas time que tem LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh é muito forte. Ou melhor: é fortíssimo. Time que tem LBJ, D-Wade e CB1 é forte candidato ao título. Ou melhor: é fortíssimo candidato ao título.

Esqueçam o técnico, esqueçam a falta de pivôs e nem se fiem nessa história de que o time não tem armador. Os três podem resolver essa questão em quadra.

É claro que o basquete é diferente do futebol e a participação do treinador é muito mais importante e notada. Mas os três são experientes e craques de bola. Podem resolver no jogo qualquer dificuldade que surja. Aliás, acho que vocês sabem, P-Jax acredita que o amadurecimento de um jogador se dá também quando eles, em quadra, sozinhos, sem pedido de tempo, conseguem sair do buraco. Muitas vezes, ele deixava de pedir tempo exatamente para ver como os jogadores reagiam; e consequentemente amadureciam. King James, D-Wade e CB1 já passaram por poucas e boas desde que se juntaram em Miami na temporada passada. Podem, perfeitamente, sair de muitas ciladas que deverão aparecer até o final da temporada sem a mão tutora de um treinador.

Quanto a falta de pivôs e um armador de ofício, digo que a falta de homenzarrões não me preocupa, pois pode-se perfeitamente ganhar o jogo de outra maneira. O basquete te dá muitas variantes para construir vitórias e evitar derrotas. E a questão da armação, vocês bem sabem o que eu penso sobre o assunto. LBJ é o armador do Miami sem ser da posição. Mas é inteligente, forte, hábil e rápido.

No Oklahoma City, Russell Westbrook e James Harden são os condutores do time em quadra e não foram feitos na mesma forma de Jason Kidd e Rajon Rondo. Mesmo no Boston, nos finais das partidas, é Paul Pierce quem fica com a bola nas mãos. Funciona assim também no San Antonio, onde Manu Ginobili desempenha este papel “down the strecht” e, convenhamos, Tony Parker foi moldado na mesma forma de Westbrook. E mais: um dos melhores armadores da NBA na atualidade, Derrick Rose, não é bem um armador na extensão da palavra. E não se esqueçam: quando Chris Paul pontua, dá poucas assistências.

Portanto, caros amigos, o Miami é muito forte sim senhor. Entra como favorito nesta série diante do Indiana. Entra como favorito; não disse que vai vencer.

ADIADO

O Memphis não tomou conhecimento do Clippers e venceu por 92-80. Não vi o jogo. Por isso, se alguém quiser o microfone para comentá-lo, fique à vontade. Mas constatei pelo “box score” que a vitória do Grizzlies foi construída nas costas de seus dois pivôs titulares: Zach Randolph e Marc Gasol.

Os dois juntos anotaram 42 dos 92 pontos da equipe (45,6%). Z-Bo cravou um “double-double” ao marcar 19 pontos e dez rebotes. Marc ainda deve nos ressaltos, mas melhorou na pontuação.

O Grizz está nas mãos dos dois também. Jogar tudo nas costas de Rudy Gay é cruel e injusto demais.

Pra encerrar: a chance do Clips é vencer o confronto desta sexta-feira, em Los Angeles. Se não o fizer, o Memphis ficará com a faca e o queijo nas mãos para encerrar a série como vitorioso.

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