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terça-feira, 8 de junho de 2010 NBA | 18:02

A CHANCE DO LAKERS

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Celtics e Lakers fazem hoje à noite o terceiro jogo da série decisiva desta temporada da NBA. Vai ser em Boston. Como serão os outros dois prélios.

Ou seja: as próximas três partidas serão em Massachusetts. E se o Boston confirmar seu mando de quadra (o que o Lakers não conseguiu) vence o campeonato.

A chance de o Lakers reverter a situação está no jogo de hoje e no próximo, quinta-feira. Se deixar para o último da série, esquece: adeus campeonato.

Não acredito que o Celtics vá perder sua última partida em casa. Não é time dado a essas fraquezas.

Isso sem falar na força de sua torcida. Os bostonianos sabem torcer. Pressionam a arbitragem, o adversário e empurram seu time do coração.

Vencer em Boston o terceiro jogo, pra mim, é praticamente impossível.

Portanto, é hoje ou quinta. Se der Celtics nesses dois próximos confrontos, o título fica uma vez mais em Boston.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010 NBA | 12:54

RIVALIDADE, QUE RIVALIDADE?

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Há cerca de cinco anos, quando Andre Agassi estava deixando o tênis e Andy Roddick despontando, aconteceu um fato que eu nunca mais me esqueci. Conto a seguir.

Antes de um confronto entre Roddick e o suíço Roger Federer, que começa a mostrar quem ele era, um jornalista da terra de Tio Sam perguntou ao americano se o confronto entre ambos era o início de uma nova rivalidade no tênis.

Roddick, que havia perdido, creio eu, os cinco ou seis jogos que disputou contra Federer, respondeu: “Para que haja rivalidade, eu preciso ganhar dele”.

Resposta simples, curta e realista.

Isso me remete ao confronto entre Boston e Lakers. A mídia norte-americana e mundial fala em rivalidade entre as duas equipes que mais títulos conquistaram. Foram 32 no total, sendo que o Celtics papou 17 e o Lakers 15.

Foram, também, os times que mais decidiram campeonatos na história da NBA. Dos 63 torneios disputados, 11 colocaram as duas franquias frente a frente.

Mas aí é que entra o intrigante dessa história: o Boston venceu nove desses confrontos, sendo que o Lakers ficou com o título nas duas outras oportunidades.

Dos oito primeiros embates decisivos, o Celtics deixou a quadra celebrando. O Lakers venceu os dois seguintes e voltou a ser derrotado na última decisão entre eles, em 2008.

Então, eu me pergunto: que rivalidade é essa? Só dá Boston.

O que existe, isso sim, é uma grande freguesia. Ou seja: o Lakers é freguês de caderneta do Boston.

Quando o time de Los Angeles vencer umas quatro ou cinco decisões e não perder nenhuma, colocando o placar do confronto em 9-7, por exemplo, em favor do Boston, aí sim poderemos falar em rivalidade.

Enquanto isso não acontecer, estarei sempre me lembrando de Andy Roddick.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009 NBA | 12:14

A NOITADA DE MELO E NENÊ

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Carmelo AnthonyO Denver construiu ontem à noite sua terceira vitória na temporada. Bateu o Memphis por 133-123; não foi fácil.

O time do Tennessee vendeu caro a vitória. OJ Mayo esteve impossível em quadra: anotou 40 pontos para o Grizzlies; poderia ter roubado a vitória do Denver.

É, mas do outro lado havia Carmelo Anthony. O ala do Denver marcou nada menos do que 42 pontos e comandou o time colorado.

Melo é o cestinha do campeonato até o momento com uma média de 37.7 pontos por jogo! Muita coisa.

Nas três partidas disputadas até agora, sua menor produção foi na contenda de estréia, quando marcou “apenas” 30 pontos frente ao Utah. Na sequência, anotou 41 contra o Portland, fora de casa — e fez 42 ontem, como vimos.

ECO

É claro que a vitória do Denver não se resumiu aos 42 pontos de Carmelo Anthony. Seu jogo reverberou em seus companheiros.

Outros quatro atletas do Nuggets terminaram a partida com um duplo dígito na pontuação. A saber: Chauncey Billups 22, Nenê Hilário 18, Kenyon Martin 16 e Chris Andersen 12.

Mais do que isso: o Denver foi um time solidário em quadra. Fez 36 assistências contra 27 do Memphis.

BRASUCA

Nenê realizou uma grande partida. Não apenas pelos 18 pontos marcados, mas também pelo seu aproveitamento nos arremessos: acertou os seis tentados (100%).

Além disso, apanhou nove rebotes e deu seis assistências. Quase um “triple-double”? Não, ficou um pouco longe.

Mas quase saiu mais cedo do jogo: cometeu cinco faltas. Nenê precisa resolver esta questão, pois, como sempre digo, ele é importante para o time em quadra e não sentado no banco.

DEFESA

Kobe Bryant fez 41 pontos na vitória do Lakers diante do Atlanta por 118-110. Mas o nome do jogo foi Ron Artest.

Phil Jackson, ao ver Joe Johnson anotar 18 pontos no primeiro quarto do jogo, chamou Artest e disse que ele teria que conter o avanço inimigo.

Não deu outra: nos três quartos seguintes, com Artest fungando no cangote, JJ anotou apenas nove pontos.

E assim o Lakers construiu sua segunda vitória na competição.

Se alguém tinha dúvida se a troca de Artest por Trevor Ariza foi boa ou não, creio que depois do que foi mostrado ontem no Staples Center de Los Angeles essa dúvida dissipou-se.

VITÓRIA

Vocês se lembram do Toronto, que na segunda rodada deu uma sova no Cleveland em seu Air Canadá Centre? Pois bem: ontem, no mesmo palco, o Orlando, outro dos favoritos ao título, foi lá e venceu.

E mesmo sem Vince Carter, lesionado no tornozelo.

A vitória tem que ser creditada para os armadores do time: Jameer Nelson e JJ Redick. O primeiro fez 30 pontos, o segundo, 27.

Ah, sim, o Orlando jogou não apenas sem Carter, mas também sem Rashard Lewis, que segue suspenso pela NBA.

Quando esses quatro estiverem ao mesmo tempo em quadra, sai debaixo.

Os que apontaram o Orlando como um dos favoritos ao título do Leste, esfregam as mãos neste momento. O Magic, realmente, encanta com seu jogo sólido e equilibrado.

ROTINA

Boston Celtics

O Boston venceu novamente. Chegou a seu quarto triunfo nesta temporada, onde permanece invicto.

Diante dos fãs em seu TD Garden, o Celtics impôs-se ao New Orleans ao fazer 97-87.

Deem uma olhada nas pontuações: Paul Pierce 27, Ray Allen 17, Kevin Garnett 14 e Kendrick Perkins e Rasheed Wallace com 12 pontos cada um.

Podemos chamar isso de socialismo alaranjado?

Creio que sim.

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sábado, 31 de outubro de 2009 NBA | 12:45

MENINOS DE OURO — PELO MENOS ONTEM

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Nossos meninos brilharam na rodada de ontem da NBA.

Anderson Varejão (foto AP) foi muito importante na primeira vitória do Cleveland nesta temporada, depois de duas derrotas consecutivas. O capixaba fez seu primeiro “double-double” neste campeonato ao anotar 13 pontos e apanhar 11 rebotes (quatro deles ofensivos).Cavaliers Timberwolves Basketball

Ajudou e muito o Cavs no largo triunfo de 104-87 diante do Minnesota no Target Center de Minneapolis, quase em solo canadense.

Sua atuação só não veio em letras garrafais porque LeBron James não deixou. LBJ cravou 24 pontos na cesta alheia, confiscou nove rebotes e deu sete passes que resultaram em cestas.

Bem mais ao Sul dos EUA, Leandrinho Barbosa foi o cestinha da partida onde o Phoenix ganhou do Golden State por 123-101. O paulistano cravou 24 pontos no aro californiano e ajudou a computar a segunda vitória em dois jogos do Suns na competição.

Só não deixou a quadra do US Airways Center sob os holofotes da mídia e os olhares contemplativos dos torcedores porque Steve Nash não deixou. O canadense deu 20 assistências e marcou 18 pontos no deserto do Arizona.

Bom para os dois brasucas, bom pra todo mundo. As vitórias, tanto do Cleveland quanto do Phoenix, estavam no script da rodada.

SURPRESA

O que não estava no roteiro foi a derrota do Lakers para o Dallas. Partida em Los Angeles, tabu em jogo (havia seis jogos que o Mavs não vencia os amarelinhos), eu não esperava por isso.

Ah, mas o Lakers jogou sem Pau Gasol. Verdade; mas os texanos atuaram sem Josh Howard.

Derrota indesculpável, mas previsível dentro de um campeonato longo e com jogos quase que diários.

Pra variar, Dirk Nowitzki foi o destaque dos visitantes: 21 pontos e 10 rebotes. Kobe Bryant marcou 20 pontos e pegou seis rebotes.

MJREALEZA

Com Michael Jordan (foto Reuters ao lado do técnico Larry Brown) vendo tudo de sua poltrona ao lado do banco de reservas, o Charlotte Bobcats bateu o New York por 102-100 depois de duas prorrogações. O final foi emocionante, com DJ Augustin derrubando dois lances livres a dois segundos do final da partida.

Mas o destaque do jogo foi mesmo o armador Raymond Felton, que um dia ganhou uma camisa do Palmeiras do técnico Caio Junior em visita ao CT alviverde, há dois anos. Felton, produto de North Carolina, marcou 22 pontos, deu nove assistências e pegou oito rebotes.

Quanto ao New York, enquanto não trocar o treinador, esquece. Pior do que isso: com este cenário, duvido que LeBron James considere a possibilidade de jogar na Big Apple no ano que vem.

Mesmo com todo o glamour da cidade que nunca adormece.

ALARME

Vince Carter pregou um baita susto nos torcedores do Orlando. No segundo quarto da partida de ontem contra o New Jersey, deixou a quadra lesionado no tornozelo esquerdo.

Era, até então, o cestinha do jogo com 16 pontos. Era, também, seu primeiro jogo diante de sua ex-equipe em seu antigo lar.

Estava impossível.

Imprevisto surgido, time em perigo, Super-Homem entrou em ação. Dwight Howard foi até a cabine telefônica mais próxima, tirou seu traje civil e entrou em cena.

Terminou a partida com 20 pontos, 22 rebotes e quatro tocos. Homem, ou melhor, super-homem do jogo.

Orlando 95-85 New Jersey.

RAJONQUARTETO

Se a noite retrasada foi inesquecível, a passada foi pra se esquecer. O Chicago tomou uma aula de basquete ontem à noite em Boston.

Foi surrado pelo Celtics por 118-90. Não viu a cor da bola.

O alviverde de Massachusetts somou seu terceiro triunfo na competição. Está invicto até o momento.

E dá mostras claras, com contornos bem definidos, de que realmente é um dos times a ser batidos nesta temporada.

Paul Pierce (22 pontos), Ray Allen (20) e Kevin Garnett (16) fazem mesmo a diferença, ninguém questiona isso. Mas está mais do que na hora de colocarmos Rajon Rondo no mesmo patamar do Big Three.

Rajon (foto Reuters entre Garnett e Allen) marcou dois míseros pontinhos, os relutantes podem dizer. Sim, é verdade, mas ele distribuiu 16 assistências e pegou oito rebotes.

Em meia hora desfilando seu talento no TD Banknorth Garden, cometeu apenas dois erros — o que para um armador é expressivo, pois ele tem a bola nas mãos a maioria do tempo.

Que tal substituirmos o Big Three por Quarteto Fantástico?

Já o Chicago… O que dizer? O time foi um fiasco.

Derrick Rose foi um fiasco: duas assistências e uma dezena de pontos. Tyrus Thomas foi um desastre na linha do lance livre: 4-9. Luol Deng só quatro pontos e dois acertos nas oito bolas atiradas contra o aro adversário.

E o que dizer de John Salmons? 2-14 nos arremessos!!!

Aliás, por falar nisso, olhem só o aproveitamento do Chicago nas bolas de três: 2-15 (13.3%).

Com números assim fica impossível destruir uma das fortalezas desta temporada.

Salvou-se apenas Joakim Noah com seus 16 pontos e dez rebotes. Lutou com um “bull” do começo ao fim do jogo.

Jogo, aliás, para ser esquecido.

COMPARAÇÃO

Fiquei pensando dia desses: não parece a vocês que LeBron James é a versão no basquete do tenista Andy Roddick?

Pensem nisso.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2009 NBA | 11:36

DERROTA E VITÓRIAS EMBLEMÁTICAS

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O'Neal e LeBronA temporada mal começou, mas não gostei do que vi em Cleveland. Sim, pois o que vi em Cleveland foi o mesmo Cleveland da temporada passada: dependente ao extremo de LeBron James.

Se o que vi não foi a) análise equivocada de minha parte; b) desajuste natural de uma primeira partida de campeonato, seguramente o Cavs não terá chance alguma de conquistar seu primeiro título de campeão.

É impossível um jogador, sozinho, fazer uma equipe conquistar um campeonato. Já disse aqui: nem mesmo Michael Jordan conseguiu isso.

Enquanto LeBron James fazia tudo no Cleveland (38 pontos, oito assistências, quatro rebotes, quatro tocos e dois desarmes), no Boston a tarefa foi dividida. Como sempre.

Ray Allen anotou 16 pontos; Kevin Garnett deixou 13 no aro do Cavs e pegou ainda uma dezena de rebotes; o estreante Rasheed Wallace, que saiu do banco como todos previam, marcou 13 tentos em seu debu; e Paul Pierce cravou 23 pontos e confiscou ainda 11 rebotes.

Enquanto LBJ fazia uma força danada para pontuar, Pierce, calmamente, anotou os últimos oito pontos do Boston e decretou a vitória do Celtics por 95-89.

Pierce joga sem fazer força – o mesmo eu não consigo ver em LeBron.

Foi o primeiro triunfo do alviverde de Massachusetts em Ohio desde 2004. Colocou-se um ponto final neste incômodo tabu que durava oito partidas.

Depois do jogo de ontem fiquei mais convicto ainda: se nenhum jogador do Boston se contundir durante a temporada, não vai ter pra ninguém no Leste.

Enquanto isso, no Oeste, o Lakers fez uma festona dentro do Staples Center.

A cerimônia de entrega do troféu e dos anéis aos campeões da temporada passada foi muito bonita. E com direito a participação de alguns (poucos) veteranos jogadores que ganharam títulos desde que a franquia mudou-se de Minneapolis para Los Angeles.

Kobe BryantMagic Johnson, Jerry West, James Worthy, Norm Nixon, Michael Cooper, Jamaal Wilkes, A.C. Green, Rick Fox e Robert Horry estiveram presentes ao evento. Fiquei pensando enquanto via a festa: Shaquille O’Neal não deveria estar de terno e gravata junto com os outros veteranos?

Sei lá, acho que ainda estava contaminado pelo que tinha acabado de ver na Quicken Loans Arena de Cleveland.

Mas voltando a Los Angeles, o jogo foi legal. Dava para ver que o Lakers não iria perder, como não perde, venceu por 99-92, mas o Clippers não fez feio.

Ficou provado, pelo que pude constatar, que o tricolor angelino, com a presença de Blake Griffin, será um time e tanto para se ver e se apostar.

O destaque da partida acabou sendo Kobe Bryant. Ele anotou 33 pontos e fisgou oito ressaltos.

Mas não dá para não falar dos 26 pontos e 13 rebotes de Andrew Bynum. Bem como os 16 pontos e 13 rebotes de Lamar Odom.

Ron Artest teve uma estréia discreta: dez pontos, cinco rebotes e quatro assistências.

Kobe, Bynum, Lamar e Artest. Ah, sim, Pau Gasol não jogou por estar machucado.

Enquanto isso, em Cleveland, tudo nas costas de LeBron James. Se Shaq não tirar o paletó e a gravata, vai mesmo ficar para o ano que vem.

Mas, como disse acima, a temporada mal começou. Vamos, pois, aguardar.

NOTINHAS

Não pude ver as vitórias do Washington diante do Dallas (102-91) e do Portland sobre o Houston (96-87). Se alguém assistiu e quiser nos informar o que aconteceu no Texas e no Oregon, nossos ouvidos estão atentos.

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domingo, 11 de outubro de 2009 NBA | 23:16

DE OLHO NO RECORDE DO BULLS

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A empolgação em Boston cresce como bolo que vai ao forno. Ou seja: a olhos vistos.

Alguns jogadores do Celtics garganteiam, para todos ouvirem, que o time vai quebrar o recorde do Chicago, que na temporada 1995-96 somou 72 vitórias — o melhor desempenho na história da NBA.

Celtics Camp BasketballRasheed Wallace (foto AP ao lado de Ray Allen), por exemplo, a mais nova aquisição do alviverde de Massachusetts, declarou seu entusiasmo em relação ao time e à temporada: “Nós temos talento e vontade para isso [bater o recorde do Bulls]. E temos defesa também. Sinceramente, acredito nisso. Aquele foi um bom time [Chicago], eles tinham alguns ‘hall of famers’ por lá, mas acho que nós temos um pouco disso também”.

Sei…

Reggie Miller, comentarista da TNT, acha que outro time é que tem condições de que bater o recorde do Bulls: o Lakers.

“Do jeito que esse time foi arquitetado, eles têm condições para isso [quebrar o recorde do Chicago]”, disse Miller. O ex-ala do Indiana afirmou categoricamente que o Lakers tem hoje a melhor equipe de basquete do planeta.

“O Lakers tem talento e contundência [de jogo]”, disse Miller.

Tudo o que foi dito por Rasheed Wallace e Reggie Miller só não se aproxima (na minha opinião) da verdade por um pequeno detalhe: nem Boston e nem Lakers têm em seu elenco um Michael Jordan.

Pequeno detalhe?

Claro que não — é apenas deboche da minha parte.

FORÇA

De todo o modo, Lakers e Boston são os dois melhores times da NBA no momento. Têm tudo para repetir a final de há duas temporadas.

Para isso, no entanto, os jogadores chaves têm que estar aptos durante toda a temporada. As previsões desabam se Kevin Garnett, por exemplo, não recuperar a velha forma; ou se Ron Artest esmurrar alguém e for suspenso de todo o campeonato.

MOLEQUE

No sentido pejorativo.

É isso o que eu posso dizer do comportamento de Stephen Jackson. O ala do Golden State, no jogo contra o Lakers, sexta-feira à noite, fez cinco faltas e tomou uma técnica com menos de dez minutos em quadra.

Por isso mesmo, foi para o vestiário mais cedo. Resultado: Don Nelson, técnico do Warriors, suspendeu-o por dois jogos — sem pagamento.

O desfalque em seu bolso já é grande, pois o jogador foi multado recentemente pela NBA em US$ 25 mil por ter dado declarações públicas dizendo que não queria mais jogar pelo Golden State.

“Em meus 30 anos como treinador jamais suspendi um jogador”, disse Nelson. “Talvez eu devesse tê-lo feito em algumas ocasiões, mas nunca o fiz. Eu evito mexer no bolso de um jogador”.

Mas não desta vez não houve jeito, finalizou Don Nelson.

NENÊ

O são-carlense fez uma grande partida na maravilhosa Wukesong Arena de Pequim, onde aconteceram os torneios masculino e feminino dos Jogos Olímpicos.

Foram 21 pontos, cinco rebotes, duas assistências e dois tocos na vitória do Denver sobre o Indiana por 128-112. Parece que Nenê está recuperando a velha forma; tomara.

Carmelo Anthony, que matou saudades do ginásio, foi o cestinha do time e da partida com 45 pontos. Pegou ainda nove rebotes.

Partidaço.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009 NBA | 12:42

RASHEED É DO BOSTON

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Wallace se une ao amigo Garnett

Rasheed Wallace acertou com o Boston. Só não assinou ainda porque a permissão para isso ocorrerá na quarta-feira, dia 8, de acordo com as regras da NBA.

A informação foi dada pelo agente do jogador, Bill Strickland. O contrato será de dois anos e Sheed deverá ganhar cerca de US$ 5.6 milhões por temporada – dinheiro esse que vem da “midlevel exception”.

Esvaiu-se, portanto, o sonho de San Antonio, Charlotte e Orlando. Vitória do Celtics.

Sheed teria condições de ganhar mais em qualquer um das três equipes. Mas o dinheiro não falou mais alto.

Optou pelo Boston por quê?

Não só pela força do time e da camisa, mas principalmente pelo fato de poder jogar ao lado de Kevin Garnett, de quem é amicíssimo.

Com ele no time, o jogo interior do Celtics cresce dramaticamente; na frente e atrás. Sem contar que ele tem uma facilidade danada de mandar bolas longas e certeiras contra o aro alheio.

Rajon, Ray Allen, Paul Pierce, KG e Sheed. Nossa, timaço!

Que se cuidem Cleveland e Orlando – e Lakers e San Antonio também.

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sábado, 4 de julho de 2009 NBA, outras | 11:21

MUDANÇA DE PLANOS

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O negócio só deve ser anunciado no dia 8 de julho, quarta-feira da próxima semana, mas o acordo entre Hedo Turkoglu e o Toronto já foi sacramentado.

O ala turco abriu mão de jogar no Portland por alguns motivos; entre eles, porque vai receber do Raptors US$ 53 milhões e não US$ 50 milhões por cinco temporadas que o Blazers oferecia.

Três paus a mais; é muita grana – acho que eu faria o mesmo.

Tem mais: Hedo (foto AP) prefere a cosmopolita Toronto à pacata Portland. Na cidade canadense, a colônia turca é muito grande, o que o deixaria bem à vontade, sentindo-se em casa.

Finalmente, depois de ter passado as últimas cinco temporadas na costa Leste, ele decidiu que ficar nesta conferência seria melhor pela familiaridade com as equipes adversárias, o que facilitaria o seu jogo.

Como disse na abertura do nosso papo, o negócio só será anunciado no dia oito porque o Toronto tem até o dia sete para abrir mão dos contratos de Shawn Marion, Anthony Parker e Carlos Delfino, abrindo espaço no “cap” para oferecer US$ 10.1 milhões para Turkoglu no primeiro de seus cinco anos de contrato com os canadenses.

Como já disse, acho muito dinheiro para um jogador que não tem o status de craque e que acabou de completar 30 anos. De todo o modo, o dinheiro não é meu.

E mais: será que Hedo conseguiu a garantia dos canadenses de que a franquia não vai perder Chris Bosh? Sim, pois se o pivô deixar o Raptors, o que Turkoglu vai fazer por lá?

De qualquer maneira, para a próxima temporada, o time se reforça com a presença do vice-campeão da NBA.

SHEED

Rasheed Wallace esteve reunido ontem em Detroit com Wyc Grousbeck, um dos donos do Celtics, Kevin Garnett, Ray Allen e Paul Pierce. O encontro durou três horas.

Mas não houve decisão alguma. Embora paparicado pelo quarteto, Sheed pediu um tempo para responder ao time de Massachusetts.

Perto de completar 35 anos (17 de setembro), o jogador está aguardando outras ofertas. Elas vêm de Charlotte, Cleveland, Orlando e San Antonio.

Na última temporada com o Detroit, Sheed amealhou US$ 13.7 milhões. O que o Boston consegue oferecer a ele é algo em torno de US$ 5.6 e US$ 5.8 milhões.

O “pouco” dinheiro é fruto da “midlevel exception”, uma vez que o “cap” do Celtics está estouradíssimo da silva. O alviverde não tem como oferecer mais ao jogador.

Esperam seduzi-lo com a possibilidade de ganhar outro anel de campeão e pelo prazer de jogar ao lado de KG, um de seus melhores amigos na liga.

Mas eu acho que quem pagar mais, leva.

BANCO

Phil Jackson (foto AP) anunciou ontem que vai continuar trabalhando. Segundo o treinador, seu médico particular liberou-o para mais uma temporada sentado em seu cadeirão.

Mas eu penso que o diagnóstico final do doutor teve um peso menor do que o salário que ele vai ganhar (US$ 13.1 milhões) e a perspectiva de voltar a ser campeão depois da contratação de Ron Artest.

TCHAU!

Ah, sim, esqueci de falar mais um negócio sobre o Boston: Stephon Marbury não aceitou a oferta do Celtics para mais uma temporada. Considerou o US$ 1.3 milhão ofertado pela franquia uma ofensa.

O que ele esperava?

PREFERÊNCIA

Perguntado por um lunático repórter sobre quem era melhor, Michael Jordan ou Kobe Bryant, o presidente norte-americano, Barack Obama, foi rápido na resposta: Oh, Michael”.

Tem cabimento uma pergunta dessas, ainda mais para o presidente e torcedor número um do Chicago Bulls?

IGUAL

Por falar em Bulls, navegando pela internet, dei uma varrida à procura de novidades. Por enquanto, nada.

O Chicago tem que esperar até o dia 8 de julho, data em que Ben Gordon vai oficializar o seu acordo com o Detroit. Depois disso, sairá às compras.

E quem comprar?

Num primeiro momento, acho que ninguém. A franquia quer abrir um bom espaço em seu “cap” para oferecer um caminhão de dinheiro a Dwyane Wade ao final da próxima temporada, quando o contrato do jogador se encerra com o Miami.

Pra quem não sabe, D-Wade nasceu e mora em Chicago – e é torcedor do Bulls.

Portanto, torcida tricolor, esta próxima temporada vamos de Derrick Rose, Kirk Hinrich, John Salmons, Tyrus Thomas e Joakim Noah.

Ah, e Vinnie Del Negro no banco, agora sem Dell Harris, que aposentou-se.

Sei…

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quarta-feira, 24 de junho de 2009 NBA | 13:06

O QUE SE PASSA COM RONDO?

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Juro que eu não consigo entender: o Boston quer se livrar de Rajon Rondo de qualquer maneira; custe o que custar.

Por quê?

Alguém consegue entender?

Primeiro, o Boston ofereceu seu extraordinário armador ao Phoenix numa troca que envolveria Leandrinho Barbosa. Depois foi ofertado ao Detroit. Agora surge a informação que o Celtics quer trocá-lo por Rudy Gay, do Memphis.

Grana não é, porque na próxima temporada ele vai receber apenas US$ 2.6 milhões.

Então, o que é? O que se passa com Rajon?

Alguém consegue entender?

 

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segunda-feira, 15 de junho de 2009 NBA | 02:21

LAKERS, KOBE E PHIL — OS MELHORES

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Kobe Bryant

Ganhou o melhor; o Lakers é o legítimo campeão desta temporada.

Com a vitória por 99-86 sobre o Orlando o time californiano fez 4-1 na série e conquistou seu 15º. título. Fica com dois a menos que o Boston, o maior vencedor na história da NBA.

Apesar de ter chegado desacreditado por alguns para esta decisão – especialmente depois de uma excelente final que o Orlando fez diante do Cleveland ganhando o título do Leste –, o Lakers mostrou mais uma vez que tem camisa e foi talhado para ser campeão.

E isso conta muito – não é o mais importante, mas conta muito.

Para ser campeão, é preciso superar os oponentes em quadra. Para ser campeão, é preciso ter um grande jogador e um treinador capaz. Para ser campeão é preciso ter um projeto.

Sem isso fica difícil ganhar um campeonato. E o Lakers os tem.

Kobe Bryant mostrou mais uma vez que é definitivamente o melhor jogador de basquete do planeta na atualidade; Phil Jackson inseriu indiscutivelmente seu nome como o maior treinador na história da NBA.

E tudo acabou sendo mais fácil do que muitos pensavam – inclusive eu.

Muitos – inclusive eu – esperavam mais do Orlando. O time da Flórida fez o que pôde, é verdade, mas o que pôde fazer foi pouco diante de uma equipe que tem Kobe e Phil.

A disciplina tática do Magic, sua maior variação de jogo, sua independência em relação a Dwight Howard, seu “dominant player”, acabaram nos enganando a todos.

Dwight é um grande jogador – mas para o futuro; Stan Van Gundy montou um time na unha – mas não está ainda no ponto para ser campeão.

Ficou provado, uma vez mais, que um time para ser campeão precisa ser dependente de seu “dominant player”. Ficou provado, uma vez mais, que um time para ser campeão precisa ter um treinador que faça a diferença.

Seu “dominant player” não pode ser mais um – como Howard é para o Orlando.

Kobe, o “dominant player” do Lakers, fez a diferença quando foi preciso – o que Dwight não conseguiu com o Orlando. K24 foi eleito merecidamente o MVP destas finais. Ganhou o troféu “Bill Russell”, em homenagem a este que foi, na minha opinião, o maior jogador da história da NBA – Michael Jordan não conta, pois, assim como Pelé, é de outro planeta.

Kobe anotou ontem 30 pontos. Completou seus números com mais seis rebotes, cinco assistências e quatro tocos.

Terminou estas finais com uma média de 32.4 pontos por partida – a quarta maior na história da NBA em jogos finais.

Seu instinto matador, sua gana, sua vontade de vencer, sua determinação, seu amadurecimento o tornaram grande. Mesmo quando cometeu equívocos em quadra conseguiu ser o “factor” do time.

Mas ontem Kobe esteve perfeito.

Ganhou seu quarto título na liga, o primeiro como ator principal. Não há mais como duvidar de seu talento e de sua genialidade.

Perguntado, na entrevista coletiva, após a partida, sobre se incomodava o fato de as pessoas dizerem que ele tinha vencido três campeonatos por causa de Shaquille O’Neal, Kobe respondeu que sim, claro que sim.

“Parecia uma tortura chinesa, mas aceitei como um desafio”, disse ele.

Sasha VujacicHumildemente, Kobe foi trabalhando, trabalhando e trabalhando. Perdeu duas semifinais no Oeste para o Phoenix. Depois foi derrotado na final da NBA pelo Boston, ano passado, até que, finalmente, ganhou o título como ator principal.

“As pessoas têm que entender que todo time campeão tem um duo”, disse Kobe – e com razão. Não dá para ganhar nada sozinho. Sem ele Shaq não teria conseguido levar o Lakers a três títulos no começo desta década.

E o Kobe de Kobe, nesta conquista, foi Pau Gasol. O espanhol calou a boca dos críticos – inclusive eu – que diziam ser ele um jogador soft demais para ganhar um título.

O pivô mostrou ter colhões maiores do que muitos imaginavam. Brigou de igual para igual com Dwight Howard. Não se encolheu jamais diante do Super-Homem.

Terminou a partida de ontem com 14 pontos, 15 rebotes, quatro tocos e três assistências.

No intervalo do jogo, Stuart Scott, âncora da ESPN, perguntou a Magic Johnson que prêmio Kobe deveria dar a Gasol. O maior armador da história da NBA respondeu: “Dividir o salário com Pau”.

E complementou: “Excluindo Kevin Garnett, Gasol é o melhor ala de força da NBA. Sem ele Kobe não estaria aqui”.

E não estaria mesmo, pois, como disse Kobe, um time para ser campeão precisa de uma dupla dinâmica.

Mas não foi fácil transformar Gasol neste jogador que ele é hoje. Foi um trabalho árduo que durou uma temporada.

“Seu crescimento defensivo nos ajudou demais”, disse Kobe depois da partida.

Já falamos sobre isso. Esta melhora tem a ver com o trabalho de Phil Jackson.

P-Jax relutou em aceitar o convite de Jeannie Buss, filha de Jerry Buss, dono do Lakers para voltar a comandar o time. Jeannie, se você não sabe, é quase que mulher de P-Jax. Vivem maritalmente, embora não sejam casados no papel.

Phil estava na Austrália, em 2005, quando o telefone tocou. Era Jeannie. “Volte, seu lugar é aqui, treinando o time”, disse ela.

P-Jax, como disse, relutou. “Não era justo comigo e com a equipe, que estava se acostumando a viver sem mim”, disse o treinador, que ficou um ano longe da Califórnia, desempregado, mas curtindo a vida. “Apesar do Kobe, não via potencial para fazer do Lakers um time campeão. Iria reconstruir a franquia para outro ganhar. Não sentia que iria ganhar um título novamente”.

Mas aceitou assim mesmo. E deu certo: o Lakers foi campeão antes mesmo que ele imaginava.

P-Jax conquistou seu 10º. troféu. Ultrapassou Red Auerbach, que amealhou nove com o Boston nas décadas de 1950 e 1960.

Na coletiva após a partida, Stan Van Gundy foi perguntado se Jackson é o maior treinador da história da NBA. Disse o treinador do Orlando: “Oh, yeah”.

Questionado sobre o que isso significava para ele, Phil respondeu: “Vou comemorar fumando um charuto”.

Homenagem e tanto a Auerbach, que nunca foi visto sem um cubano entre os dedos da mão direita. Para quem nunca esteve em Boston, há uma estátua de Auerbach no Faneuil Hall Marketplace, um dos cartões postais da cidade.

Red foi esculpido sentado em um dos bancos do calçadão, bengala na mão esquerda e o charuto na mão direita.

Doctor Red Auerbach – assim era chamado; assim é conhecido.

Kobe Bryant e Phil Jackson

Um repórter indagou P-Jax sobre a alcunha: gostaria ele também de ser chamado de Doctor Phil Jackson? “Não, do jeito que está, está bom”, respondeu Phil.

Jackson nunca se importou com os holofotes. Seu jeitão “low profile” depois do jogo foi uma vez mais o retrato fiel de sua alma.

Enquanto Kobe pulava, alucinadamente, socando o ar num gesto imortalizado por Pelé e copiado por muitos no mundo inteiro, P-Jax sorria para ele mesmo. Abraçou seus jogadores, seus auxiliares, Joey Buss, filho de Jerry e quem recebeu o troféu, mas tudo com muita discrição.

Phil nunca quis ser o melhor de todos. Sempre fez questão de destacar a genialidade de Tex Winter, seu auxiliar técnico e criador do sistema dos triângulo. Winter, seu parceiro desde os tempos de Chicago, não esteve em Orlando, pois recupera-se em Portland de um AVC.

Qualquer outro de caráter duvidoso teria roubado a invenção de Winter. Teria dito ao quatro cantos do mundo que ele criou o sistema. Phil não fez isso, pois não precisa; é um cara muito bem resolvido.

E genial – assim como Kobe.

P-Jax fez do Chicago o primeiro campeão da NBA sem ter um pivô dominante, mudando a história do basquete profissional norte-americano. Antes desse time, toda equipe para ser vencedora na liga tinha que ter um grandalhão competente.

Era regra – tanto que o Houston selecionou Hakeem Olajuwon como primeiro draft de 1984, o Portland pegou San Bowie, como o segundo e o Chicago escolheu MJ, na terceira posição, pois os dois pivôs dominantes do “college” já tinham sido recrutados.

Agora, voltou ao Lakers para reconstruir a franquia. Encontrou-a escangalhada, completamente perdida, sem rumo, com Shaq no Miami e Kobe desnorteado.

Devagarzinho foi fazendo o que tinha que ser feito. Recuperou Derek Fisher, que estava no Utah, contratou Pau Gasol, do Memphis e passou um ano trabalhando a equipe.

E o resultado chegou: o Lakers foi campeão.

Ganhou, como disse, o melhor.

Sem Kobe e sem P-Jax isso não seria possível.

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