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domingo, 2 de setembro de 2012 Sem categoria | 13:03

CARDÁPIO VARIADO NESTE DOMINGO. MAS TEM VIRADO À PAULISTA

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A rapaziada vive perguntando: “Sormani, e o Leandrinho, nada ainda?”.

Nada ainda.

E não é apenas LB que está sem time. Há um grupo de “free agents” desempregado que chama a atenção. São eles:

Mickael Pietrus
Kenyon Martin
Derek Fisher
Tracy McGrady
Michael Redd
Josh Howard
Gilbert Arenas
Leandrinho Barbosa

Howard está treinando com o New York, conforme eu disse ontem. Pietrus recebeu uma proposta para ganhar o mínimo (US$ 1,35 milhão) do Milwaukee, mas disse não. Sobre os demais, nada foi divulgado.

O que esses jogadores (leia-se “agentes”) esperam é que times como o próprio Milwaukee e Washington, que ainda têm um pouco de “carvão” pra gastar, façam uma proposta superior ao mínimo. Ou então que eles dispensem algum jogador e um desses agentes livres possa entrar na vaga.

E nós, por aqui, continuamos torcendo para que LB consiga arrumar um time. E que seja um bom time, não um Toronto da vida.

NEW LOOK

Nesta terça-feira Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire vão dar uma de modelo. Os dois vão desfilar com os novos uniformes do New York para esta temporada. As modificações não foram consideráveis; foram sutis. Mas uma coisinha ou outra mudou, como a faixa na lateral da camisa e do calção. Confiram na foto abaixo:

Se vocês não sabem, as cores oficiais do Knicks são laranja, azul e branco. As cores oficiais da cidade de Nova York. Apenas entre os anos de 1979-83 é que o vermelho foi introduzido no uniforme. E abolido; e depois esquecido. Má ideia, é claro.

MENTALIDADE

Ainda New York: Carmelo Anthony espera que o time tenha a mesma mentalidade vencedora da seleção dos EUA que conquistou o ouro olímpico em Londres. Segundo ele, sua presença e a de Tyson Chandler (outro que esteve em Londres) irão contagiar o grupo.

E mais: há Jason Kidd, que foi companheiro de Melo nos Jogos de Pequim, em 2008. Kidd jamais foi derrotado com a camisa dos EUA em competições oficiais. Melo, ao contrário, ficou com o bronze nos Jogos de Atenas, em 2004.

Kidd, Raymond Felton e Marcus Camby foram adicionados ao Knicks para esta temporada. Mike Woodson, o treinador, espera que esse trio e o Big Three formado por Melo-Stats-Chandler façam do NYK um contendor de peso no Leste.

O que eu acho? O Miami ainda continua favorito ao título na conferência.

PREVISÃO

Na minha previsão, antes de a bola subir, os oito que vão se classificar para os playoffs nesta conferência serão, na ordem:

1º Miami
2º Boston
3º NYK
4º Philadelphia
5º Indiana
6º Brooklyn
7º Atlanta
8º Washington

Nas quartas-de-final teremos:
Miami x Washington = Miami
Boston x Atlanta = Boston
NYK x Brooklyn (NYC vai pegar fogo!) = NYK
Sixers x Indiana = Sixers

Nas semifinais veremos:
Miami x Sixers = Miami
Boston x NYK = Boston

E a final da conferência será novamente entre Miami e Boston. E o Heat ganhará seu terceiro título consecutivo do Leste.

Apenas palpite.

CHICAGO

Muitos podem se perguntar: e o Chicago? Chicago? Hum… Acho que o Bulls não se classifica para os playoffs, pois o que se comenta na cidade dos ventos é que Derrick Rose vai ficar toda essa temporada do lado de fora.

Meu amigo Luis Avelãs, um português engraçadíssimo que conheci em 1996 quando das finais entre Chicago e Seattle, discorda veementemente de minha opinião. Ele, como eu, é torcedor do Bulls. Mas ele é fanático ao extremo.

Pelo Twitter, disse a Avelãs que estou bem desanimado com o tricolor de Illinois. Falei que o Bulls não tem time para encarar Miami, Lakers e OKC, no que ele, prontamente, replicou: “Tem sim. Agora o banco tem soluções para tudo. E há (Kirk) Hinrich para pensar o jogo”.

Avelãs, que trabalha como jornalista no jornal “Record” de Lisboa e também como comentarista em uma TV de Portugal para os jogos da NBA, complementou: “Quando Rose voltar, só paramos com o anel”. Ou seja: quando D-Rose estiver completamente recuperado (próxima temporada) ele crê piamente que o Chicago voltará a ser campeão.

Concorda?

Eu não; ainda acho que o Bulls precisa de outro “alpha dog” — se é que é possível dois “alpha dogs” em uma matilha. O que quero dizer — e vocês sabem o que eu quero dizer — é que, sozinho, D-Rose não vai fazer do Bulls novamente campeão.

SNIF! SNIF!

Desesperado, vendo que solitário não poderia ganhar outro anel e continuar sua quixotesca luta de tentar ser melhor do que Michael Jordan, Kobe Bryant foi ter com Jimmy Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Kobe foi ter com Jimmy, que é quem dá as cartas no Lakers hoje em dia, foi ter com Jimmy e dizer a ele que a franquia precisa de outro “alpha dog”. Kobe disse que apenas ele e Pau Gasol não tinham mais condições para bater, primeiro, o Oklahoma City de Kevin Durant, Russell Westbrook, e, depois, o Miami de LeBron James (sim, em primeiro lugar), Dwyane Wade e Chris Bosh.

A nova ordem da NBA, o novo desenho da liga, diz que times campeões precisam de trios. O Boston mostrou isso em 2008 com seu Big Three formado por Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Agora é o Miami quem mostra com LBJ, D-Wade e CB1.

Kobe, que é mais esperto do que eu, você e o zelador do meu condomínio, todos nós juntos, sacou isso e foi ter com Jimmy Buss. E Jimmy fez mais uma vez a vontade do menino obstinado, que quer porque quer (como diz Galvão Bueno) ganhar mais um título para ao menos se igualar a MJ. Sim, pois, como sabemos, Kobe quer mais anéis para se igualar, ultrapassar e deixar comendo poeira Michael Jordan. Sim, pois, como sabemos, Kobe não joga pelo simples prazer de jogar. Ele joga porque ele come, bebe e dorme Michael Jordan.

Os vídeos e seu tom de voz, por exemplo, não me deixam mentir.

PUTZ

Acabei falando do Lakers novamente!

Mas não há como não falar desta que é a maior franquia da história da NBA. E a única que rivaliza com times de futebol.

Gostaria mesmo que um dia alguém fizesse uma pesquisa em nível mundial para comprovar o que eu sinto. Se alguém perguntar: pra que time você torce?, acho que o Lakers vai aparecer entre os cinco primeiros.

Na minha opinião vão aparecer, pela ordem:

1º Barcelona
2º Real Madrid
3º Lakers
4º Manchester Utd
5º New York Yankees

Concordam?

GREETINGS

Bom domingo a todos!

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012 NBA | 09:10

O RISCO QUE O CHICAGO CORRE EM PERDER DERRICK ROSE

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“Eu acho que algo interessante vai surgir no futuro envolvendo Derrick Rose. Ele é um grande, grande representante da nossa liga. É mesmo um grande jogador. Tem bons jogadores a seu redor, muito bons, mas se (o Chicago) não pode ter outra estrela para ajudá-lo, ele pode analisar a situação e dizer: ‘Ei, eu tenho que dar um jeito nisso. Tenho que encontrar alguma forma de ir para outro lugar onde eu possa ter a chance de jogar com outra estrela’. O campeonato mudou.”

A declaração acima é de Stan Van Gundy, ex-técnico do Orlando Magic. Ele não me pareceu estar atrás de publicidade. Stan apenas falou o que muitos estão achando sobre a situação do Chicago e, consequentemente, de Derrick Rose.

A inércia de Jerry Reinsdorf, dono da franquia, é algo que chama a atenção. Reinsdorf parece estar preocupado apenas em fechar a conta no azul. Ou melhor, muito no azul. Fechar apenas no azul não basta. Ele quer, muito provavelmente, entrar no clube restrito dos bilionários da “Forbes”. Esse parece ser o seu objetivo. Só pode ser isso.

Reinsdorf deve pensar: por que eu vou fechar a temporada ganhando X se eu posso ganhar quatro vezes esse X? Repito: só pode ser isso, pois o Bulls não é e nunca foi deficitário.

Chicago, como sabemos, é um grande mercado. Em Chicago pode-se vender cadeiras de pista a US$ 2 mil por partida. Em Chicago o bilhete pode custar o mesmo que custa em Nova York e Los Angeles que o United Center lota todas as noites. Em Chicago o preço pelo espaço na camisa do Bulls pode custar tão caro quanto o preço estipulado pelo Knicks ou Lakers. Em Chicago vende-se suvenires aos borbotões, como em Nova York ou LA. Em Chicago, a venda dos direitos televisivos dos jogos do Bulls pode alcançar cifras semelhantes à dos grandes mercados, porque Chicago é um grande mercado.

Basta investir, o retorno é certo.

Infelizmente, desde que Jerry Krause foi demitido do cargo de GM da franquia, foram poucos os momentos — pouquíssimos, eu diria — em que o Bulls alegrou seu torcedor. Isso ocorreu apenas em duas temporadas: em 2009-10 e 2010-11. Na passada o sentimento de felicidade foi abortado por causa da contusão de D-Rose. Esses momentos de deleite aconteceram por conta do recrutamento de Derrick Rose, que chegou à franquia não fruto de um esquema muito bem engendrado, como ocorreu em Oklahoma City. Nada disso; D-Rose apareceu porque o Bulls terminou mais um campeonato mal das pernas e teve a felicidade de ficar com o primeiro draft em 2008.

Mas D-Rose (foto AFP), como todo jogador competitivo, quer colocar um anel de campeão no(s) dedo(s). Apenas participar e entrar para o clube de Patrick Ewing, Charlos Barkley, Karl Malone e Reggie Miller não é suficiente. Claro que não. Entrar para a história como um grande jogador que não ganhou anel não me parece ser o objetivo do armador do Bulls.

O Chicago perdeu a grande chance de pegar Dwight Howard. Ele esteve à disposição de todos durante muito tempo. E a franquia não moveu nem uma palha sequer para contratá-lo. Em nenhum momento o nome da franquia foi ouvido entre os postulantes do jogo de D12.

Será que apenas ganhar dinheiro é o objetivo de Reinsdorf? Ou será que ele acredita em contos da carochinha? Será que ele acredita que a obsessão defensiva de Tom Thibodeau e a genialidade singular de D-Rose serão suficientes para levar o time a frear o Miami, primeiro, e o Lakers, depois? Se for isso, Reinsdorf é um ingênuo de marca maior.

Como disse Van Gundy, a NBA mudou. O tempo de estrela solitária em uma franquia, rodeada por bons jogadores (cenário atual do Bulls) acabou. Vivemos o tempo da reunião de estrelas; isto sim. Não há nada no CBA que impeça o agrupamento de craques debaixo do mesmo teto.

Foi isso o que fez o Boston, com a formação de seu “Big Three”. Depois o Miami reuniu no sul da Flórida D-Wade, LBJ e CB1, seguido do New York com Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, e agora o Lakers repete a dose contratando D12 e colocando-o ao lado de Kobe Bryant e Pau Gasol.

Se o Chicago quiser se tornar novamente um time campeão, Reinsdorf tem que se mexer. Melo tem mais dois anos de contrato com o Knicks. O terceiro é opção dele. Por que não investir nele? O mesmo vale para D-Wade e LBJ. Os três são jogadores que poderão estar à disposição dependendo da lábia do comprador.

Melo, D-Wade ou LBJ. O Chicago deve investir neles. Contratar Josh Smith ou James Harden será tão frustrante quanto ter visto D-Rose se contundir desnecessariamente ao final de uma partida que já estava liquidada em favor do Bulls.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Basquete europeu, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 23:51

EUA MUDAM SISTEMA E GOLEIAM A ESPANHA NO ÚLTIMO TESTE ANTES DAS OLIMPÍADAS

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Deixe-me contar a vocês, meus grandes amigos de botequim: estarei comentando alguns eventos olímpicos para a Record em cinema 3D. Eles serão exibidos na rede Cinépolis. Por conta disso e por estar também na Rádio Jovem Pan, como vocês bem sabem, passei esta terça-feira trabalhando. Na rádio e na Record; na Record, gravando pilotos para o dia da estreia das Olimpíadas, na sexta-feira, quando estaremos exibindo a cerimônia de abertura. Estarei o tempo todo ao lado do narrador e apresentador Reinaldo Gottino, meu velho e grande amigo. Tudo sob a batuta do igualmente amigo e excelente Johnny Martins, que vai comandar todo o esquema, com apoio inestimável do Fernando Simões.

Desta forma, não pude ver ao vivo o embate entre Espanha e EUA. E o que fiz eu? Gravei o jogo. Acabei de ver a contenda há alguns minutos. E fiquei impressionado com o que vi.

Primeiro, ao ver o baile que a Espanha estava dando no selecionado norte-americano até mais ou menos dois terços do primeiro quarto. Os da terra do Tio Sam estavam atordoados. Mas foi só o Coach K tirar de quadra o trapalhão Tyson Chandler (que esconde sua limitação com a desculpa que sabe defender), foi só Chandler sair de quadra (dizem que foi por causa da terceira falta, mas eu opto pela questão técnica), Foi só Chandler dar lugar a Carmelo Anthony, para os EUA começarem a jogar basquete.

Até então, com quatro jogadores em quadra e enfrentando um adversário poderosíssimo como é a Espanha, os EUA levavam nítida desvantagem. Melo entrou, foi para o pivô e teve a companhia de LeBron James no jogo interior. Mas quando atacava, Melo jogava aberto, com LBJ fazendo as vezes do pivô. Melo deitou e rolou: fez 23 de seus 27 pontos no primeiro tempo (o resto do time norte-americano anotou 25 nesta etapa inicial), meteu 5-6 nas bolas de três e a diferença em favor dos espanhóis, que beirou a casa decimal, foi para o espaço.

Os ibéricos ainda terminaram o primeiro quarto na frente em 23-21. Mas foram para o vestiário atrás em 48-40. Tudo, repito, por causa do jogo ofensivo de Carmelo Anthony.

Óbvio que a defesa foi muito importante: os EUA apertaram a marcação e dificultaram a ação ofensiva da Espanha, que não encontrava mais a mesma facilidade do início do jogo para fazer seus arremessos.

Com a casa em ordem, mas com Kevin Durant zerado no jogo, veio o terceiro quarto. KD (foto), então, resolveu encestar bolas daqui e dali. Anotou nada menos do que dez pontos nos 3:30 minutos iniciais deste período final e comandou o marcador que ficou em favor dos norte-americanos em 21 pontos.

Aí foi a vez de Sergio Scariolo, técnico italiano que comanda a Espanha, mostrar que também conhece o jogo: mudou, quase que na metade do terceiro quarto, a defesa espanhola de individual para zona e com isso freou o ímpeto ofensivo dos americanos. Essa diferença de 21 pontos caiu para 12. E quando todo mundo esperava que a reação continuasse, veio o quarto período e com ele os espanhóis ressuscitaram a defesa individual. E isso favoreceu os EUA.

A diferença de 12 pontos foi aumentando, aumentando e quando a buzina soou pela última vez ela estava na casa dos 22. A vitória dos EUA por 100-78 acabou sendo incontestável porque a Espanha bobeou. Não encontrou resposta para o jogo ofensivo dos EUA sem um homem centralizado e abriu mão da defesa zona quando ela estava desconcertando o adversário.

A Espanha, das grandes seleções que enfrentaram os EUA, foi a única que tomou cem pontos. O Brasil permitiu 80 e a Argentina 86. Como se vê nosso selecionado foi quem melhor segurou os norte-americanos. E jogando em Washington, ao contrário dos espanhóis, que atuaram em casa.

É certo que os EUA jogaram pra vencer. Eles nunca jogam sem se importar com o marcador. Terminaram esta fase preparatória com um recorde de 5-0. Mas, creia, Coach K não mostrou todas as suas cartas.

A Espanha também fez o mesmo. Marc Gasol, por exemplo, continuou do lado de fora, poupado que foi por causa de uma contusão no ombro.

Outros destaques do jogo: LeBron James, 25 pontos e sete assistências; Pau Gasol, 19 pontos, cestinha dos espanhóis.

Depois deste embate eu continuo confiante de que o Brasil pode mesmo aprontar nestas Olimpíadas.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:35

EUA DEFINEM NOVE DOS 12 JOGADORES QUE IRÃO A LONDRES

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Os EUA começam a definir o time que vai disputar os Jogos de Londres. Ontem, segunda-feira, o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, afirmou que nove dos 12 jogadores que vão defender o título olímpico dos EUA já foram definidos. A saber:

REMANESCENTES DE PEQUIM
LeBron James
Kobe Bryant
Carmelo Anthony
Chris Paul
Deron Williams

REMANESCENTES DA TURQUIA
Kevin Durant
Russell Westbrook
Kevin Love
Tyson Chandler

Segundo o “chairman” da entidade norte-americana, os outros três jogadores serão definidos na próxima sexta-feira. Brigam pelas vagas seis jogadores: Blake Griffin, Andre Iguodala, Rudy Gay, James Harden, Eric Gordon e Anthony Davis. Sim, Anthony Davis.

O pivô do New Orleans Hornets, atual melhor jogador do basquete universitário, campeão da NCAA com Kentucky, lesionou o tornozelo recentemente. Mas Colangelo disse que ele continua nos planos.  Se for convocado e não se recuperar, ainda dará tempo de fazer o corte.

Alguém sentiu falta de Lamar Odom? Ele abandonou o barco ontem. Deixou a todos perplexos, pois Lamar, até segunda-feira, estava no grupo e dizia que jogaria em Londres.

Com Lamar de fora, aumentou para sete os desfalques do selecionado norte-americano. Primeiro foi Chauncey Billups; depois, Dwight Howard. E na sequência foram abandonando o barco — por lesão, é bom que se diga — Derrick Rose, LaMarcus Aldridge, Dwyane Wade e Chris Bosh.

“Estou muito confiante”, disse Colangelo sobre o time olímpico apesar dos desfalques. Ao analisar as três vagas restantes, declarou: “Se precisarmos de um arremessador, tem James Harden. Precisamos de um defensor? Temos Andre Iguodala. E Rudy Gay é versátil. Ele jogou de pivô pra gente no Mundial da Turquia”.

É por aí mesmo. Achar que os EUA vão ter problemas por conta destes desfalques é normal. Mas achar que os EUA vão perder o ouro olímpico por causa destas ausências, não é normal.

O time titular é espetacular. E qual seria o time titular?

Chris Paul ou Deron Williams na armação? Kevin Durant vai ficar no banco de LeBron James ou será o ala de força? Ou o contrário? Tyson Chandler será titular no pivô ou Coach K vai com Kevin Love?

Aí entra outra questão pra gente discutir: Blake Griffin, pra mim, está dentro. Os EUA já perderam D12 e CB1. Está apenas com Chandler e Love pra jogar no garrafão. Mesmo que Carmelo faça um pivô na defesa por zona, ainda assim eu acho que vai faltar pelo menos mais um jogador. Por isso eu cravo em Griffin.

Sobrariam, pois, duas vagas. Creio que Rudy tem grande chance. A outra? Davis, com Iguodala de sobreaviso.

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sábado, 23 de junho de 2012 NBA | 15:49

COM O CAMPEONATO DECIDIDO, COMEÇA TEMPORADA DE RUMORES NA NBA

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Agora que tudo se definiu, começa a temporada de rumores. O “NBA Draft” será na próxima quinta-feira, dia 28. E haja rumores até por conta de quem será recrutado, se alguém vai trocar “draft” por jogador etc e tal.

Alguns fatos me chamaram a atenção nesses dias. Vamos a eles? Claro que sim.

O que me fez quase cair da cadeira foi a declaração de Jim Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Jim, o homem que protege Andrew Bynum e evita trocá-lo usando para isso a força do cargo, declarou o seguinte esta semana: “Com o elenco que temos podemos ser campeões”. Repito: quase caí da cadeira.

O que isso significa? Que o Lakers não vai contratar ninguém de peso? Que os reforços que chegarão serão reforços apenas para compor o elenco? Se for isso, sinceramente, temo pelo Lakers na próxima temporada. Em que pesem as presenças de Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum (todos grandes jogadores, sem dúvida), o Lakers tem um problema com esse trio: química. São grandes jogadores, mas há problemas de relacionamento entre eles. Isso é claro. Especialmente entre Kobe e Gasol. Isso sem falar que a própria franquia tenta, a todo o momento, trocar o espanhol. Não é legal trabalhar assim. Então eu volto ao início do tema para deduzir: será que Jim pensa mesmo que esse time tem força para ser campeão ou tenta proteger seus jogadores, especialmente Pau Gasol? Se for isso, Ufa, alívio; ok. Se não for, volto a dizer: temo pelo Lakers na próxima temporada. Se reforços não vieram, dificilmente o time ganha a conferência. O Lakers de hoje não tem time para encarar o Oklahoma City.

Outro assunto que me chamou a atenção refere-se a Steve Nash. O canadense, sem contrato com o Phoenix, ou seja, livre na praça, considera a possibilidade de mudar de equipe e não renovar com o Suns. Seu coração se derrete por quem? New York Knicks. Nash, fora da temporada, mora em Nova York, assim como Dwyane Wade mora em Chicago. Seria, pois, unir o útil ao agradável. Disse ele em resposta a uma pergunta feita por Walt Frazier, ex-jogador do Knicks e hoje comentarista da TV do time: “”The Knicks are a great franchise and I live in New York City (each summer), so I’d definitely consider them if they were interested”. Ou seja: o Knicks é uma grande franquia e eu moro em Nova York (no verão), então eu vou mesmo considerar essa possibilidade se eles tiverem interesse (em Nash).

Seria espetacular. Nash voltaria a jogar ao lado de Amar’e Stoudemire, seu ex-parceiro de Phoenix Suns. E, creio eu, amadureceria Carmelo Anthony. E ensinaria segredos do basquete e Jeremy Lin, que deve renovar com a franquia nova-iorquina.

Nash, aliás, se você não sabe, é um amigão de Neymar. Isso mesmo, Neymar Jr, o atacante santista. Vejam o que eu pesquei no Twitter de Nash: “I want to see you play at Santos soon! RT @Njr92: I’ll be busy Steve, but thanks for the invitation! When you come to Brasil? RT @SteveNash”. Nash convidou Neymar pra alguma balada, mas o melhor jogador do futebol brasileiro diz estar ocupado. A data do evento (qual evento? Não sei) é quarta-feira próxima. Vejam o twitt inicial: “@SteveNash Bring neymar!!(@Njr92 are you busy June 27 irmao?! Caralho!)”. Isso motivou a resposta acima.

Outro assunto relevante pra este sábado modorrento: o Golden State disse estar conversando com Brandon Roy. O ex-armador do Portland Trail Blazers abandonou o basquete por conta de uma séria lesão no joelho. O PTB usou a “amnesty clause” com ele. Roy passou a última temporada do lado de fora. Mas ficou treinando. Visitava regularmente o médico. E o fisioterapeuta particular ajudava-o a treinar. Roy sente-se bem; quer voltar. E o Warriors considera a possibilidade de oferecer-lhe um contrato. Se der certo, seria legal para Roy e para o GSW, que perdeu Monta Ellis e está com a vaga aberta.

Agora vamos falar de grana. Vocês sabem quanto a NBA distribuiu em prêmios para as equipes que chegam aos playoffs? US$ 13 milhões. Isso mesmo, essa merreca menciona na frase anterior. Isso deu ao Miami, por ter sido campeão, US$ 3,37 milhões; ao OKC, por ter sido vice, US$ 2,6 milhões. Por que tão pouco? Não faço ideia. Num comparativo, o Chelsea, campeão da Champions League, embolsou cerca de US$ 38 milhões! E o campeão da Libertadores (Corinthians ou Boca, alguém se atreve a responder?) ficará com US$ 3,2 milhões, pouca coisa menos que o Miami recebeu. Pode?

E por falar no Miami, Dwyane Wade disse depois da final contra o OKC que pode ficar de fora dos Jogos Olímpicos. O torneio londrino começa no dia 28 próximo e D-Wade disse que seus joelhos doem demais. “Vou ver o que é melhor para os meus joelhos”, disse o campeão. “Ir aos Jogos é algo que eu quero muito, mas eu tenho que considerar algumas possibilidades, até mesmo uma cirurgia se for o caso”. D-Wade disse que vai procurar o mesmo médico alemão que cuidou dos joelhos de Kobe Bryant. Tomara que não haja necessidade de cirurgia e que Wade possa estar em Londres para o bem do torneio.

É isso, rapaziada. Se algo importante aparecer até o final do dia, eu posto no blog. Estejam, pois, atentos. Nesta época, como disse, os rumores são muitos.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 NBA | 16:32

MIAMI ELIMINA NEW YORK E CONFIRMA SER A PRINCIPAL FORÇA DO LESTE

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Aconteceu ontem em Miami o que já era para ter acontecido no domingo. O Heat passou pelo New York (106-97) e colocou um ponto final na série. Com o resultado, está nas semifinais do Leste e terá o “encardido” Indiana pela frente, série que começa no próximo domingo em Miami.

Do Pacers a gente fala depois; do embate diante do Knicks falamos agora.

Bem que tentamos ver uma nesga de luz neste confronto, de modo a imaginar que o New York pudesse oferecer alguma resistência. Mas não teve jeito: o Miami é muito mais time e isso ficou claro em todos os embates, mesmo na derrota de domingo passado.

Tudo bem que o NYK perdeu seus dois principais armadores, Jeremy Lin e Baron Davis. Mas Mike Bibby entrou bem no jogo de ontem e mostrou que poderia e deveria ter sido mais usado por Mike Woodson nesta série. O grande problema do time nova-iorquino, no entanto — e volto a dizer —, é a individualidade de alguns jogadores. Carmelo Anthony, Amar´e Stoudemire e — pasmem! — até mesmo um cara mediano como J.R. Smith formam um trio onde o ego é inflado demais, a ponto de não sobrar qualquer espaço para que seus companheiros consigam respirar. Jogar ao lado deles é sufocante.

Melo arremessou ontem 31 bolas. Neste confronto, teve média de 25 chutes por partida. J.R., vindo do banco — e com menos minutos em quadra do que Melo — atirou 15 bolas ontem. Na série, pouco mais de 15 por cotejo. Quer dizer: os dois juntos arremessam cerca de 40 bolas por peleja. O Knicks chutou em média pouco mais de 73 por embate. Resumindo a história para não me tornar chato: Melo e J.R. foram responsáveis por quase 55% dos arremessos da equipe. E os demais? Ficaram chupando o dedo, é claro.

Envolver os companheiros. É isso o que um grande jogador faz. É isso o que um grande treinador determina.

Claro que Melo não pode ser equiparado a J.R., ele é muito melhor, mas muito melhor mesmo. Ele não é caso perdido e nem causa perdida. Com um treinador de verdade ele pode ser muito útil ao time.

Que tal Phil Jackson?

NOJENTO

Quanto a Amar’e Stoudemire, o que dizer de um ser humano que faz o que ele fez a Shane Battier? Stat deve se achar o rei da cocada preta. E não passa e nem nunca passou de um jogador nota 6,5. Em seu melhor momento atingiu a nota sete.

FORÇA

Falem o que quiser, mas time que tem LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh é muito forte. Ou melhor: é fortíssimo. Time que tem LBJ, D-Wade e CB1 é forte candidato ao título. Ou melhor: é fortíssimo candidato ao título.

Esqueçam o técnico, esqueçam a falta de pivôs e nem se fiem nessa história de que o time não tem armador. Os três podem resolver essa questão em quadra.

É claro que o basquete é diferente do futebol e a participação do treinador é muito mais importante e notada. Mas os três são experientes e craques de bola. Podem resolver no jogo qualquer dificuldade que surja. Aliás, acho que vocês sabem, P-Jax acredita que o amadurecimento de um jogador se dá também quando eles, em quadra, sozinhos, sem pedido de tempo, conseguem sair do buraco. Muitas vezes, ele deixava de pedir tempo exatamente para ver como os jogadores reagiam; e consequentemente amadureciam. King James, D-Wade e CB1 já passaram por poucas e boas desde que se juntaram em Miami na temporada passada. Podem, perfeitamente, sair de muitas ciladas que deverão aparecer até o final da temporada sem a mão tutora de um treinador.

Quanto a falta de pivôs e um armador de ofício, digo que a falta de homenzarrões não me preocupa, pois pode-se perfeitamente ganhar o jogo de outra maneira. O basquete te dá muitas variantes para construir vitórias e evitar derrotas. E a questão da armação, vocês bem sabem o que eu penso sobre o assunto. LBJ é o armador do Miami sem ser da posição. Mas é inteligente, forte, hábil e rápido.

No Oklahoma City, Russell Westbrook e James Harden são os condutores do time em quadra e não foram feitos na mesma forma de Jason Kidd e Rajon Rondo. Mesmo no Boston, nos finais das partidas, é Paul Pierce quem fica com a bola nas mãos. Funciona assim também no San Antonio, onde Manu Ginobili desempenha este papel “down the strecht” e, convenhamos, Tony Parker foi moldado na mesma forma de Westbrook. E mais: um dos melhores armadores da NBA na atualidade, Derrick Rose, não é bem um armador na extensão da palavra. E não se esqueçam: quando Chris Paul pontua, dá poucas assistências.

Portanto, caros amigos, o Miami é muito forte sim senhor. Entra como favorito nesta série diante do Indiana. Entra como favorito; não disse que vai vencer.

ADIADO

O Memphis não tomou conhecimento do Clippers e venceu por 92-80. Não vi o jogo. Por isso, se alguém quiser o microfone para comentá-lo, fique à vontade. Mas constatei pelo “box score” que a vitória do Grizzlies foi construída nas costas de seus dois pivôs titulares: Zach Randolph e Marc Gasol.

Os dois juntos anotaram 42 dos 92 pontos da equipe (45,6%). Z-Bo cravou um “double-double” ao marcar 19 pontos e dez rebotes. Marc ainda deve nos ressaltos, mas melhorou na pontuação.

O Grizz está nas mãos dos dois também. Jogar tudo nas costas de Rudy Gay é cruel e injusto demais.

Pra encerrar: a chance do Clips é vencer o confronto desta sexta-feira, em Los Angeles. Se não o fizer, o Memphis ficará com a faca e o queijo nas mãos para encerrar a série como vitorioso.

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segunda-feira, 7 de maio de 2012 NBA | 16:09

LAKERS VENCE, PODERIA TER PERDIDO, MAS SE COMPORTOU COMO TIME GRANDE

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Perder é do jogo. Não dá para ganhar todas as noites, dizia Michael Jordan. Não dá mesmo.

Escrevi outro dia que o Lakers decepcionou na derrota para o Denver, na última sexta-feira. Alguns parceiros não entenderam e disseram que o Nuggets é um bom time e que se fortalece dentro de casa. Discordo das duas opiniões: não acho o Denver um bom time e dentro de casa, na fase regular, perdeu 13 e venceu 20, o que não é lá uma campanha de arrancar suspiros.

Mas o que eu queria dizer quando disse que o Lakers decepcionou foi que perder daquela maneira chamou a atenção. Como mencionei acima, perder é do jogo e realmente não dá para ganhar todas as noites. Mas quando você enfrenta um time mais fraco, mesmo perdendo, tem que vender caro a vitória para seu frágil oponente. Na sexta-feira passada, o Lakers ficou atrás o jogo inteiro e foi dobrado com facilidade: 99-84. Deixou-se nivelar por baixo.

Ontem o Lakers venceu. Poderia ter perdido, tudo bem, é do jogo, como eu disse. Mas venceu por 92-88. Venceu porque comportou-se como Lakers. Não como um Lakers campeão, é bom que se diga, mas como um time que na sua história sempre foi reconhecido por jamais se entregar ao oponente antes de a buzina derradeira soar.

CRÍTICA

Muitos parceiros criticam Steve Blake dizendo que ele não tem nível para jogar no Lakers. Blake, ontem, fez a cesta final do time angelino, a pouco mais de 20 segundos do encerramento da partida. Alguns podem dizer: os que criticaram Blake terão que engolir cada palavra dita. Discordo: os que criticaram Blake criticaram com razão e Blake terá que fazer muito mais do que fez para que as críticas cessem, em que pese Kobe Bryant ter dito que Blake já tinha feito isso pelo Lakers no passado. Eu não me lembro.

ESPANTO

Kobe Bryant (foto Getty Images) fez 22 pontos, teve um bom aproveitamento nos chutes (10-25, 40,0%), mas bateu apenas um lance livre nos 38:41 minutos em que esteve em quadra. Bateu e errou. Nossa, que estranho…

ACHADO

Jordan Hill foi uma daquelas descobertas que todo time gostaria de fazer nos momentos decisivos. Ninguém dava nada por ele. Mas Mike Brown deu moral pra ele, minutos de quadra e Hill não está decepcionando. Terminou a partida com 12 pontos e 11 rebotes, único jogador do Lakers em quadra a ter um “double-double”.

SEGREDO

Pra mim, o segredo da vitória do Lakers foi o controle do garrafão. No jogo passado, permitiu que o oponente pegasse 54 rebotes e ficou com os outros 44 que sobraram. Ontem a história foi diferente: venceu o duelo por 48-38. E JaVale McGee voltou a jogar o que dele se espera: oito pontos e quatro rebotes. Kenneth Faried jogou como um “rookie” que ele é: seis pontos e sete rebotes.

REPITO

Como disse acima, perder faz parte do contexto, mas há maneiras de perder e de se perder. No jogo de sexta-feira, Faried e McGee pegaram juntos 30 dos 54 rebotes do Denver. E fizeram 28 pontos. Ontem ambos anotaram 14 pontos e pegaram 11 rebotes. Isso é se comportar como um time grande.

PNEU?

O New York venceu o Miami por apenas dois pontinhos: 89-87. Mas poderia ter perdido. Dwyane Wade errou a bola derradeira a dois segundos do final. Uma bola de três que deu bico. Se fosse LeBron James que tivesse perdido… o mundo caía.

LBJ tem suportado mais a pressão final. Mostrou isso no jogo passado quando marcou 17 pontos e foi o responsável direto pela vitória do Miami em pleno Madison Square Garden. Ontem, anotou nove.

Se continuar assim, o Heat pode esfregar as mãos com mais intensidade. As chances de ganhar o campeonato aumentam. O que não pode é tudo ficar nas costas de D-Wade. LBJ tem que jogar nos finais o mesmo que joga no meio das partidas.

HUMILHAÇÃO

Carmelo Anthony (fotoAP) terminou a partida como cestinha ao ter anotado 41 pontos. Meteu uma bola de três importante no final do jogo. Perdeu dois de três lances livres. Seu papel de protagonista termina com a seguinte menção: levou um toco humilhante de Dwyane Wade. Já havia acontecido no jogo passado quando LeBron James fez o mesmo e absurdamente a arbitragem assinalou falta. Desta vez, não teve como proteger Melo.

BOM DA HISTÓRIA

Com a vitória de ontem, abre-se a possibilidade de Jeremy Lin voltar na quinta partida da série. Já pensou? Linsanity de volta às quadras. É tudo o que eu e a maioria queremos. E talvez ocorra mesmo, pois o NYK está sem Iman Shumpert (machucado) e ontem perdeu Baron Davis.

DUO

Dois outros jogos fecharam a rodada de ontem. Em Boston, o Celtics bateu com muita facilidade o Atlanta por 101-79. E na Filadélfia o Sixers passou pelo Chicago por 89-82.

Em Massachusetts, Rajon Rondo voltou a comandar o time com 20 pontos e 16 assistências. Na Pensilvânia, o Phillies aproveitou-se do fato de o Bulls ter jogado sem Derrick Rose e Joakim Noah e fez o que dele se esperava.

CONTAGEM

Com a rodada de ontem, as séries ficaram assim:

Sixers 3-1 Bulls (próximo confronto amanhã em Chicago)
Heat 3-1 Knicks (próximo confronto quarta-feira em Miami)
Celtics 3-1 Hawks (próximo confronto amanhã em Atlanta)
Lakers 3-1 Nuggets (próximo confronto amanhã em LA)

Análises: não haverá reviravolta em nenhum desses quatro embates.

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sexta-feira, 4 de maio de 2012 NBA | 12:29

KNICKS E MAVS ESTÃO COM UM PÉ FORA DOS PLAYOFFS. PHIL JACKSON EM NOVA YORK?

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O campeonato acabou para New York e Dallas. Ambos voltaram a perder e agora estão em desvantagem de 0-3 em suas respectivas séries. Em toda a história da NBA, nunca um time conseguiu sair de uma situação dessas. Tabus foram feitos para serem quebrados, dizem por aí. Pode ser, mas, sinceramente, pego a mesma onda da mídia em todo o planeta: o campeonato acabou mesmo para New York e Dallas.

E cada um sai de um jeito melancólico. O Knicks batendo o recorde de maior número de derrotas consecutivas na história da NBA (somou sua 13ª ontem) e o Mavs, como atual campeão, correndo o risco de ser varrido na primeira rodada, o que, convenhamos, não é nada legal para quem ostenta o status de campeão do mundo, como os americanos gostam de dizer.

RECORDE

Ao perder ontem para o Miami por 87-70 o time nova-iorquino somou seu 13ª revés, como disse. O recorde negativo anterior era do Memphis, que ficou 12 contendas em playoffs sem saber o que era vencer. E mais: se perder novamente, no domingo, será a terceira varrida consecutiva do time da “Big Apple” em playoffs. Outro recorde para o livro de recordes da NBA.

FOMINHAS

O Knicks esbarrou em seus próprios problemas e em um adversário que, queiram ou não, é um dos mais fortes destes playoffs. Os erros do NYK saltaram aos olhos, pois numa noite onde LeBron James teve mais erros e faltas do que cestas feitas, nem assim foi possível aproveitar-se dessa debilidade para conseguir sua primeira vitória. Não foi possível porque Carmelo Anthony beira o insuportável. Fez 7-23 nos arremessos (30,4%) e não se mancou que o jogo era outro. J.R. Smith, outro fominha contumaz da NBA, que também dá nos nervos, fez 5-18 (27,7%) e igualmente não teve “semancol”.

Os dois juntos arremessaram 41 bolas. O Knicks chutou ao todo 69. Ambos atiraram 59,4% das laranjinhas que o NYK mandou contra a cesta adversária. Se estivessem com a mão quente, tudo bem: bola pra eles porque ambos vão decidir a partida. Mas não foi o caso. Em quadra, alucinados, perdidos, olhando apenas para o próprio umbigo, esqueceram-se que o basquete é um esporte coletivo e que o jogo tinha que passar por outras mãos.

No banco, o técnico Mike Woodson nada fez. Ao contrário: deu corda para ambos deixando-os praticamente o tempo todo em quadra. Melo jogou 43:13 minutos; J.R. atuou 38:58. Uma vergonha o comportamento do treinador.

Desta maneira, não tinha mesmo como ganhar. Nem mesmo numa noite onde LeBron James teve um aproveitamento ruim nos arremessos: 9-21 (42,8%). Num comparativo, nos dois confrontos anteriores, LBJ fez 18-32 (56,2%).

O jogo foi definido no segundo tempo, quando o Miami fez 51-30, placar este que frutificou no último quarto, numa corrida espetacular de 29-14.

Como no ano passado, o Heat é o time a ser batido nos playoffs do Leste.

MÁQUINA

Em Dallas, a surpresa da rodada. Pelos dois jogos feitos em Oklahoma City, não dava pra imaginar que o Mavs fosse levar uma tunda do Thunder. O placar de 95-79 poderia ter sido muito mais expressivo se os visitantes não poupassem os anfitriões. A diferença chegou a bater na casa dos 24 pontos. O final do jogo, dada a facilidade, virou um constrangedor “garbage time”.

O OKC foi um exemplo de como se deve jogar basquete. Cinco jogadores tiveram duplo dígito na pontuação (Kevin Durant, 31; Russell Westbrook, 20; e com dez pontos apareceram Serge Ibaka, James Harden e Derek Fisher), forçou o adversário a cometer 15 erros (oito foram os equívocos do Thunder), roubou 11 bolas (seis foram os desarmes do Mavs), deu sete tocos na partida (quatro saíram das mãos de Ibaka) e limitou o adversário a um aproveitamento modesto nos arremessos: 34,2% no total (26-76), sendo 31,8% nos triplos (7-22).

Tudo o que o OKC não tinha conseguido jogar diante de seus fãs ele jogou ontem à noite nas barbas da torcida adversária. E aquela impressão que a gente tinha de que o time ainda é inexperiente e carece de mais rodagem para ser um campeão de conferência, aquela impressão parece que é mesmo apenas uma impressão. Pelo que jogou ontem na vitória diante do atual campeão da NBA, o OKC deixa claro que vai mesmo brigar pelo título do Oeste.

A menos que tudo não passe de outra impressão.

FUTURO

A mídia americana diz que só há uma maneira de o New York se reencontrar: contratar Phil Jackson . P-Jax, como se sabe, está aposentado. Poupança gorda, escrevendo um livro, pescando, morando no meio do mato. O treinador mais zen de toda a história do esporte mundial não procura holofotes. Mas é um cara competitivo. E todo cara competitivo não se contenda em competir com o vizinho pra ver quem fisga mais peixes.

P-Jax pode voltar. A saúde, dizem, está ótima. E dirigir o Knicks é algo que o atrai barbaramente. Afinal de contas, foi em Nova York que ele conquistou seus dois anéis de campeão da NBA como jogador. O segundo deles, P-Jax nem conta como ganho, pois, contundido, ficou de fora a maior parte da temporada. Talvez ele queira compensar isso.

E tentar arrumar o passado recebendo por isso US$ 40 milhões em três anos de contrato, convenhamos, é tentador.

Tomara que seja verdade e isso se concretize. Ver P-Jax de volta seria espetacular. Em Nova York seria um “blockbuster”.

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