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terça-feira, 10 de julho de 2012 NBA | 19:28

FUTURO DE DWIGHT HOWARD DEVE SER DEFINIDO NESTA QUARTA-FEIRA

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A situação de Dwight Howard segue indefinida. Mas há quem aposte que nas próximas horas o jogador acabará no Nets. O negócio envolveria nada menos do que dez jogadores, quatro drafts, grana e quatro equipes; Cleveland e Clippers além de Orlando e Brooklyn.

A proposta é a seguinte: Brook Lopez, Luke Walton, Damion Jones, Shelden Williams, Armon Johnson e três drafts de primeira rodada (dois do próprio Nets e um [protegido] do Clips) para o Orlando. D12, Jason Richardson, Chris Duhon e Earl Clark para o BK. O Kris Humphries, Quentin Richardson, Sundiata Gaines, um draft de primeira rodada do BK e US$ 3 milhões para o Cavs. E o time angelino receberia MarShon Brooks.

Na noite de ontem, o Orlando solicitou que Lopez visitasse o médico num claro indício de que o negócio pode ser mesmo fechado a qualquer momento se o atual pivô do Nets for aprovado nos exames. Se você não se lembra, Lopez jogou apenas cinco partidas na temporada passada, pois teve uma fratura no pé.

Mas não foi apenas o Orlando quem pediu exames médicos. O BK também quer saber como foi a cirurgia de hérnia de disco que D12 se submeteu em maio passado. Tudo correu bem? O jogador está mesmo curado? Há sequelas? Enfim, preocupações justificáveis para quem vai investir uma bolada neste que é o melhor pivô de sua geração.

Mas há quem veja empecilhos nesta negociação. Por exemplo: Humphries pode dizer não ao Cavs e não assinar contrato com o Nets e com isso não teria como haver o “sign-and-trade”. Não apenas ele, mas também James, Johnson, Williams e Gaines.

Da minha parte, não vejo motivos para Humphries dizer não ao Cavs. O time de Ohio tem Kyrie Irving em seu segundo ano, Anderson Varejão ratificando seu status de um dos melhores reboteiros da liga e ainda recrutou Dion Waiters, um ala-armador muito bom de bola e exímio pontuador. Ele próprio, Humphries, adicionaria ainda mais qualidade a um time que tem um grande treinador: Byron Scott.

Quanto aos outros jogadores mencionados, um cala-boca aqui, outro ali, e pronto, tudo se resolve.

Mas há o outro lado da moeda: Lakers e Houston seguem na briga.

O time de Los Angeles oferece Andrew Bynum — e isso é tentador. Bynum, embora indolente, é muito bom jogador. Já disse aqui: empolgado, ele joga de igual para igual com D12. O problema é que o pivô do Orlando disse a amigos íntimos que não quer jogar no Lakers por causa de Kobe Bryant. No entender de D12, Kobe é o dono do time e ele não quer ser um complemento. Dwight quer ser o “franchise player” de seu futuro time. Ele não deixaria o Orlando, onde ocupa essa posição, para jogar na sombra de Kobe. Problema, pois.

Quanto ao Houston, lá vive Hakeem Olajuwon, mentor esportivo de D12. E o Rockets oferece Kyle Lowry e seus drafts recrutados em junho passado: o armador Jeremy Lamb, o ala de força Royce White e o ala Terrence Jones. Tudo molecada, pro futuro e pra deixar o “cap” do Magic aliviado e, consequentemente, uma folha de pagamento enxuta, de modo a evitar que o time invada a “Luxury Tax”. Hoje, se você não sabe, o Orlando tem uma folha de pagamento de US$ 68,6 milhões. Neste negócio com o Houston ela cairia dramaticamente na próxima temporada.

Dizem os especialistas que de amanhã não passa. Dizem os especialistas que amanhã todos nós saberemos onde D12 vai jogar nesta próxima temporada.

Alguém arrisca um palpite?

NEGOCIAÇÕES

Tim Duncan renovou com o San Antonio: US$ 34 milhões por três anos de contrato. Timmy tem 36 anos, mas vale cada centavo investido… Boris Diaw foi outro que renovou com o SAS: US$ 9,2 milhões por duas temporadas… Rashard Lewis será anunciado a qualquer momento como novo jogador do Miami. Lewis vai receber o salário mínimo: US$ 1,35 milhão. Só? Sim, é pouco, mas Rashard está com US$ 13,7 milhões no bolso fruto da multa contratual paga pelo New Orleans. Contrato de apenas uma temporada… O Atlanta perdeu Joe Johnson para o Brooklyn, mas acertou com Lou Williams, ala-armador FA do Philadelphia…

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segunda-feira, 9 de abril de 2012 NBA | 18:55

ANÁLISE NESTA RETA FINAL COLOCA SAN ANTONIO COMO FAVORITO AO TÍTULO DA NBA

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Com a derrota do Chicago para o New York, o San Antonio esfregou as mãos e riu a valer. Com a derrota do Bulls para o Knicks, o Spurs tem grande chance de terminar a fase de classificação em primeiro lugar somando-se as duas conferências.

Os dois times têm o mesmo número de derrotas — 14 —, mas o Chicago, por ter jogado três partidas a mais, encontra-se na frente pelo critério de aproveitamento dos pontos. O Bulls tem 75,4% (43-14) contra 74,1% do SAS (40-14).

Vale darmos uma olhada na tabela de jogos não apenas dessas duas equipes, mas de outras que ainda brigam pela liderança geral do torneio para, nos playoffs, terem o conforto de jogarem mais partidas em casa se isso for necessário.

Faltam ao Chicago nove pelejas para completar seu “schedule” da “regular season”. Destas nove, cinco serão em casa e quatro fora. Há um quarteto de pedreiras neste noneto de partidas: Miami, duas vezes (uma em casa e outra fora), Dallas (em casa) e Indiana (fora). Isso sem falar no próprio New York, que será o oponente de amanhã, em seu United Center. Os outros compromissos soam como moleza: Detroit, Washington, Charlotte e Cleveland.

Embora tenha vencido o Heat em casa, sem Derrick Rose, no dia 14 de março passado, o Chicago tem dificuldades para encaixar seu jogo contra o time do sul da Flórida. Duas derrotas não seriam surpresa de maneira nenhuma. Quanto ao Dallas, em que pese o rótulo de atual campeão da NBA, acho que o Bulls vence. O Pacers, fora de casa, é problema.

Portanto, se bobear, o Bulls pode perder mais três partidas nesta reta final e terminar a fase de classificação com uma campanha de 49-17 (74,2%).

O San Antonio tem uma grande desvantagem em relação ao Chicago: perdeu o único confronto que ambos fizeram e que foi realizado no Texas, no dia 29 de fevereiro passado: 96-89 para o Bulls. Portanto, se as duas equipes terminarem empatadas, o Chicago leva a vantagem neste que é o primeiro critério de desempate.

Desta maneira, se o Bulls perder três partidas até o final da fase regular, o SAS não pode perder mais do que duas. A agremiação do sul do Texas vem de 11 partidas sem provar o amargo sabor da derrota. Aliás, das últimas 15 contendas, a única perda aconteceu diante do Dallas, fora de casa, no dia 17 de março passado: 106-99.

O alvinegro tem mais uma dúzia de confrontos pela frente: metade em casa e a outra metade fora. O grande problema é que o time terá que enfrentar o Lakers em três oportunidades: duas em seu AT&T Center e uma no Staples de Los Angeles. Mesmo com o Lakers não vivendo o seu melhor momento, o Lakers sempre é o Lakers.

Nas últimas cinco temporadas, as duas equipes se enfrentaram em 18 oportunidades. Se não falhei em minha pesquisa, há mais vitórias dos amarelinhos: 10-8. E mais: se o Spurs ganhou duas vezes nesse período em LA, perdeu três em San Antonio. Portanto, como disse, não será nada fácil.

Mas vamos dar crédito ao SAS, que tem jogado muito bem nesta reta final e o Lakers não empolga tanto. Digamos que ele vai manter o fator quadra e que será batido apenas em LA. Uma derrota; o time terá direito a mais uma nos outros nove embates. E há dois deles que representam problema: Memphis, em casa, e Phoenix, fora. Na casa do inimigo o time ainda enfrenta Utah (esta noite), Sacramento e Golden State, duas vezes. Não vejo qualquer problema. Em casa, além dos jogos contra o Lakers e o Memphis, tem Phoenix, Cleveland e Portland. Também não vejo grandes dramas não.

Sinceramente, não acho que o SAS vá perder mais do que um jogo para o Lakers e não creio que ele seja dobrado nem pelo Memphis em casa e nem pelo Phoenix no deserto do Arizona. Desta forma, para mim, o Spurs acabará a fase de classificação em primeiro lugar, com uma campanha de 51-15 (77,3%).

O Miami poderia roubar a primeira colocação do San Antonio se não perder mais nenhum de seus 11 jogos. Se isso ocorrer, termina com a mesma campanha do SAS, mas levaria vantagem no confronto direto, pois no dia 17 de janeiro passado, jogando em sua American Airlines Arena, venceu por 120-98.

E o que tem o Heat pela frente além dos dois embates diante do Chicago, que eu computei como vitória para o Miami? Recebe Boston, Charlotte, Toronto, Washington e Houston e sai para medir forças contra New York, New Jersey, Boston e Washington. Destas partidas, a mais complicada é contra o Celtics. E acho que o Miami não vence no Garden de Massachussets. Por isso, na melhor das hipóteses, o Heat acaba com uma campanha de 50-16 (75,7%), o que não daria a liderança geral, mas sim da Conferência Leste e isso poderá colocá-lo uma vez mais na final da NBA.

Quanto ao Oklahoma City, o time da terra dos tornados já 15 tem derrotas. Na projeção que fiz, o SAS terminará esta fase regular com 15 revezes. E como o Spurs leva vantagem no confronto direto (2-1), mesmo que o OKC vença todas as suas partidas, não teria como ultrapassar o San Antonio.

Mas eu não creio que o OKC faça dez vitórias em seus próximos dez compromissos. Vejamos: sai para enfrentar Milwaukee (esta noite), Minnesota, Clippers, Phoenix, Sacramento e Lakers e recebe Clippers, Denver e Sacramento duas vezes. Acho que destes seis prélios em território inimigo, o time não passa por Milwaukee, que vem numa ascensão muito boa (quatro vitórias seguidas e apenas uma derrota nos últimos sete embates) e deve se complicar diante de Clips ou Lakers.

Desta forma, o OKC, pra mim, deve terminar com um recorde de 49-17 (74,2%). Exatamente a mesma campanha do Chicago. Mas acabaria na frente, pois no único confronto marcado entre ambos para esta temporada, o Thunder venceu no dia 1º de abril passado por 92-78.

Aliás, aqui cabe a abertura de um parêntese: esta tabela curta, por conta do locaute, foi extremamente desfavorável para o Bulls, pois o time jogou apenas uma vez contra Lakers, San Antonio e Oklahoma City — e todas fora de casa. Das forças do campeonato, o Chicago pega apenas o Dallas em casa sem ter de visitá-lo. Os demais favoritos ao título tiveram a tabela equilibrada. Fecho aqui o parêntese.

Voltando à nossa análise, o San Antonio, nesta reta final, desponta como o grande favorito ao título na minha opinião. O time se rejuvenesceu e o técnico Gregg Popovich fez uma mescla muito interessante, colocando ao lado dos veteranos Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker gente jovem como Kawhi Leonard, Daniel Green, Gary Neal e Tiago Splitter, além de reservar bons minutos para Matt Bonner e para os recém-contratados Stephen Jackson, Boris Diaw e Patrick Mills.

Se o SAS, de fato, terminar esta fase de classificação em primeiro lugar, acho muito pouco provável que venha perder o campeonato. Volto, no entanto, a bater na mesma tecla que bato desde a temporada passada: a única ameaça é o Miami. Isso, no entanto, se LeBron James não pipocar. Se LBJ mostrar força mental e aliá-la a seu jogo físico e técnico, ao lado de Dwayne Wade e Chris Bosh entra como favorito ao título. Resta, todavia, saber se LeBron será este jogador ou não.

Alguém falou que o jogo do Chicago se encaixa contra o do SAS? Verdade; mas eu não creio que o Bulls passe pelo Heat numa série onde ele entrará com a desvantagem de quadra. E isso, de acordo com a projeção que fiz, deverá ocorrer.

Bem, são meus palpites nesta reta final de campeonato. E a gente bem sabe que palpite é uma coisa, realidade é outra. Não estou, como vocês observaram, cotando nem Lakers e nem Boston ao título, mas são equipes que têm tradição, mas não vivem um momento que, a meu ver, possa creditá-las ao título. Também não estou levando em consideração o status do Dallas de atual campeão da NBA. Mas vamos aguardar pelo desenrolar dos fatos. E, nesta noite, ficar de olho em duas partidas: Milwaukee x OKC e Utah x SAS.

Amanhã a gente se fala.

(Só espero não ficar no escuro esta noite. Torçam por mim.)

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domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

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Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010 NBA, Seleção Brasileira | 17:07

BRASIL SE ACOSTUMOU A PERDER?

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O Brasil voltou a perder. Agora para a França, que eu vi jogar diante dos EUA, em Nova York, e que foi um time frágil. Tanto assim que deixou a quadra do Madison Square Garden com uma derrota com 31 pontos de diferença: 86 a 55.

Mesmo não podendo contar com Anderson Varejão e com Marcelinho Huertas (este blog foi o único veículo de comunicação a noticiar a contusão do armador brasileiro), confesso que eu esperava mais do nosso selecionado. Mas para minha surpresa veio a terceira derrota consecutiva: 58 a 56 para os franceses.

Não vi o jogo; aliás, ninguém viu. Não é justo analisar o que não se viu. Analiso, pois, o resultado final: nova derrota.

Começo a me deprimir. Repito: em que pese os desfalques, não é preciso muita coisa para ganhar de uma França desfalcada de Tony Parker, Mickael Pietrus e Joakim Noah e cujo principal jogador, Boris Diaw (Charlotte Bobcats) está mais gordo que o Ronaldo Fenômeno.

Está certo que ainda estamos em fase de preparação, mas perder em demasia preocupa.

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terça-feira, 11 de novembro de 2008 NBA | 13:19

O DESPERTAR DE UM GRANDE JOGADOR

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Ah, agora sim; este é o Leandrinho que a gente se acostumou a ver em quadra. Não só na NBA, mas também aqui no Brasil, quando ele vestia a camisa do Bauru/Tilibra.

Sem Leandrinho, ontem, o Phoenix não teria batido o Memphis por 107-102. Ele fez de tudo no momento crucial da partida, num duelo sensacional com o “rookie” O.J. Mayo. Saiu vencedor e mostrou que não goza de prestígio na NBA à toa.

O paulistano deixou o campo de jogo com 27 pontos – seu melhor desempenho nesta temporada. Seus últimos seis pontos foram o ápice de seu show particular no US Airways Center, para frenesi dos 18.422 torcedores que lá estiveram.

O Memphis vencia a partida por 98-97, a 2:58 minutos do final, quando ele mandou um torpedo triplo contra as redes adversárias, colocando o Suns na frente em 100-98. Mayo fez uma bandeja a 2:12 e empatou em 100 pontos.

Aí, não sei o que deu na cabeça de Boris Diaw em querer arremessar uma bola de três, que não entrou, é certo. Mayo pegou o rebote, armou o ataque com Rudy Gay, que perdeu a bandeja, mas ele próprio pegou o rebote e cravou para colocar o Grizzlies na frente em 102-100; isso a 1:30 minuto do final.

Steve Nash foi o vilão do ataque seguinte do Phoenix ao errar uma bola de três. Quinton Ross fez o mesmo no ataque visitante. Diaw pegou o rebote, jogou a bola para Nash, que desta vez esperou Leandrinho abrir na ponta-esquerda do ataque do Suns. Fez o passe. Leandrinho recebeu e arremessou de três. Bingo! 103-102.

Na seqüência foram erros de Marc Gasol (passe) e Mayo (arremessos triplos) e quatro lances livres certos de Nash que levaram o Suns à vitória.

Como se vê, Leandrinho (acima em foto da AP) foi o cara, como gosta de dizer Romário. A gente estava com saudades de momentos assim.

Que não sejam exceção e por isso mesmo fugazes. Que voltem a ser duradouros, como sempre foram.

DEFESA

Leandrinho voltou a fazer o seu jogo ofensivo que todos conhecem. É impressionante a facilidade com que ele se desloca pela quadra. Com isso, cria espaços para os companheiros e para si mesmo.

Com a bola nas mãos, dificilmente comete besteiras. Erra, claro, pois não é perfeito; mas, como disse, é ocasional. Seus passes são certeiros, sendo que o picado é o que mais me chama a atenção, especialmente quando ele infiltra e a marcação dobra para evitar a bandeja.

São qualidades que a gente conhece aos baldes.

Agora, insisto, ele precisa melhorar a defesa. Ontem, ficou em quadra 22 minutos. Só vai aumentar seu tempo de jogo se crescer defensivamente.

Leandrinho, quando está marcando, limita-se a fazer sombra para o seu marcador. Não interfere jamais na ação do oponente. É preciso fazê-lo. Ele tem agilidade e braços longos; tem que tirar proveito disso.

Eu, se fosse ele, pegava o carro nos momentos de folga e ia até Tucson, que fica a 190 quilômetros ou duas horas e meia de Phoenix. Não é tão perto, mas nem tão longe assim. Além disso, as estradas norte-americanas são perfeitas. Por isso não cansam.

Fazer o que lá?,pode você me perguntar. Conversar com Lute Olson. Aos 74 anos, Olson anunciou sua aposentadoria em outubro passado. Teve, ano passado, um AVC isquêmico transitório, que pela definição médica não chega a constituir uma lesão cerebral. Mas foi aconselhado a se aposentar. Obedeceu a orientação média.

Olson está em casa, curtindo a vida e gastando o muito que ganhou em seus 34 anos como técnico do basquete universitário nos EUA. Foi campeão nacional em 1997, ganhando o título numa decisão inesquecível diante de Kentucky (84-79), então dirigido por Rick Pitino. Eu estava lá, vi tudo de perto. RCA Dome de Indianapolis lotado, dividido ao meio entre os fãs das duas escolas.

Nas mãos de Olson, Arizona teve um programa formidável para armadores. De lá saíram Steve Kerr, Damon Stoudamire, Mike Bibby, Jason Terry entre outros.

Uma vez por semana, duas quando puder, Leandrinho deveria ir conversar com Olson. Ele tem ainda muito que ensinar. Mesmo sentado na varanda de sua casa. Com palavras. Como disse Machado de Assis, “palavra puxa palavra, uma idéia traz outra, e assim se faz um livro, um governo ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies”.

ROOKIE OF THE YEAR

Falei em Greg Oden (que não consegue jogar por causa das contusões), outros mencionaram Michael Beasley e/ou Derrick Rose. Mas o novato que vem causando furor neste início de temporada é O.J. Mayo.

Ele foi o cestinha da partida de ontem em Phoenix com 33 pontos. No jogo anterior, em Denver, marcou outros 31. Está com exatos 21 pontos de média depois de oito partidas com a camisa 32 do Memphis.

Tem números muito bons nos arremessos: 45.5% nas bolas duplas (pode melhorar), 43.9% nas triplas e 88% nos lances livres.

É rápido e ainda posiciona-se bem em quadra. Por isso pega rebotes. Nos últimos três embates do Grizzlies, teve uma média de 6.6.

O que mais me chama a atenção é a personalidade dele. Mesmo novato, já tomou conta do pedaço. Esse time é meu, já deixou bem claro a todos.

MVP

Paul Pierce mostrou a todos, ontem, que quer ser reconhecido como o melhor do planeta não apenas pelo barulho de sua garganta, mas por todos. Marcou 22 pontos no último quarto do jogo contra o Toronto e deu um bico na derrota que se edificava em pleno TD Banknorth Garden, para espanto 18.624 fanáticos torcedores do Celtics.

No total, foram 36 pontos de Pierce, importantíssimos para a virada alviverde, que significou o sétimo triunfo nesta competição: 94-87. O Boston chegou a ficar 16 pontos atrás no marcador. Mas no final, PP colocou a camisa para fora do calção e acabou com o sonho do Raptors em bater, fora de casa, o atual campeão da NBA.

Foi difícil tirar os olhos do computador, mesmo com Leandrinho jogando contra o Memphis. Como disse a manchete da edição eletrônica do “Boston Globe”, o grande jornal de Massachusetts, “The Truth Hurts”.

O Toronto que o diga.

DIFERENÇA

Para todos nós que acompanhamos o basquete, fica muito claro que a diferença entre treinadores brasileiros e norte-americanos está no conceito. Os nossos se derretem pelo ataque; os deles, pela defesa.

Basta ouvir as instruções dos nossos treinadores nos pedidos de tempo. Dão ênfase, basicamente, à parte ofensiva. Nos EUA é diferente.

Ontem aconteceu um episódio emblemático na partida Boston x Toronto. A 2:38 minutos do final do primeiro tempo, Sam Mitchell, técnico do Raptors, pediu um tempo, com o placar mostrando 46-32 para os canadenses – aqueles pedidos de tempo que você tem que chamar porque a regra manda.

Doc Rivers reuniu os jogadores do Boston e disse que o importante naquele momento era fazer com que o Toronto não pontuasse mais até o final do primeiro período. Um treinador brasileiro, com certeza, iria pedir mais agressividade ofensiva de seus jogadores: vamos diminuir essa diferença neste final, diria qualquer um dos nossos.

Não foi o que fez o norte-americano. O Boston só não tirou nota dez porque o armador espanhol José Calderón acertou dois lances livres a 13 segundos do final. Mas nesses 2:38 minutos, o Toronto arremessou apenas duas bolas contra a cesta do Celtics, com Chris Bosh, e cometeu quatro erros, fruto da ação defensiva do Boston.

O Celtics fez quatro pontos e descontou em dois a diferença do Raptors, que fechou o primeiro tempo na frente em 48-36. Mas naquele momento, pontuar não era o principal, mas sim defender, pois Rivers sabia que a defesa iria robustecer seus jogadores mental e emocionalmente. Desta forma, os anfitriões pavimentaram a estrada para a vitória.

No ano passado, ela levou-os ao título.

RODADA

Oito jogos compõem a rodada desta noite da NBA. Anderson Varejão e Nenê estarão em ação – e no mesmo horário!

Às 22h de Brasília o Cleveland recebe em sua Quicken Loans Arena o Milwaukee. Jogo sem graça, pois o Bucks é fraco e ainda por cima estará desfalcado de Michael Reed, machucado. LeBron James e companhia vão atropelar o pessoal de Wisconsin.

Chance para Varejão melhorar seus números nesta temporada.

Nenê também terá uma tetinha pela frente: o Charlotte, na Carolina do Norte. Vale para o são-carlense o que eu falei para o capixaba: chance para melhorar seus números nesta temporada.

Os dois invictos do campeonato estarão em ação. O Atlanta (5-0) vai a Chicago enfrentar o Bulls, enquanto que o Lakers – com a mesma campanha – viaja até Dallas para jogar contra o Mavericks.

Dá para continuarem invictos. Ambos jogam no mesmo horário: 23h30 de Brasília.

PERFORMANCE

Muito se diz que os melhores times estão no Oeste. Mas a classificação até agora do campeonato mostra que todos os oito melhores time Leste têm 50% ou mais de aproveitamento, enquanto que no lado do Pacífico o Sacramento está na rabeira dos classificados com uma campanha de 3-4, ou 42.9%.

Afinal, o Oeste é mesmo melhor do que o Leste?

Nos confrontos entre as duas conferências, não é o que se vê: foram 16 vitórias do Leste contra oito do Oeste. Ou seja: o dobro.

E então?

PODE?

A atriz Ashely Judd é mulher do piloto de Formula Indy Dario Franchitti. Ms Judd graduou-se pela Universidade de Kentucky.

Mesmo tendo se formado em 1990, sempre que podia voltava à escola para rever amigos e professores. Dizem as más línguas que, lá, teve um “affair” com o melhor jogador do Wildcats à época. Seu nome? Tony Delk.

O armador foi campeão da NCAA em 1996, quando acabou como o melhor jogador do Final Four e ganhou o prêmio de Most Outstanding Player (MOP). Foi recrutado no mesmo ano pelo Hornets (então em Charlotte) e andou feito um cigano pela NBA, jogando também pelo Golden State, Sacramento, Phoenix, Boston, Dallas, Atlanta e Detroit. Na temporada 2006/07 jogou pelo Panathinaikos da Grécia. Hoje, não sei onde anda (alguém sabe?)

Abaixo, foto dos dois. Comparem e digam-me: seria verdade esse “affair” amoroso?

Eu não acredito.

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