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sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 00:46

NBA QUER PUNIR O ‘FLOPPING’ E CAMINHA PARA A ‘FUTEBOLIZAÇÃO’ DA LIGA

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A mídia norte-americana noticia que a NBA vai punir o “flopping”. Ou seja: a simulação. Ou, se você preferir, o teatro.

Traçando um similar com o nosso futebol, seria o que fazem Neymar e Valdívia. Embora Neymar tenha diminuído dramaticamente o “cai-cai” (ele toma porrada mesmo!), o chileno do Palmeiras ainda insiste no “flopping”.

Quem seriam os caras a serem atingidos pela medida? Anderson Varejão está entre eles. E, dizem, encabeça a lista. Eu não vejo assim. Pra mim, o “flopper gangster” da NBA é Manu Ginobili (foto). Mas como o argentino tem grande nome na liga e conta com três anéis, além de jogar no San Antonio, o bucha estoura pro lado do Varejão.

Derek Fisher é outro “flopper”. Luis Scola também. Idem para Shane Battier. Querem mais? Raja Bell, Blake Griffin, Paul Pierce e Kevin Martin. A lista não é grande.

O mestre da simulação foi Vlade Divac. O sérvio era irritante. Quando jogava pelo Sacramento e duelava com o Lakers, o pessoal de Los Angeles ia à loucura com Divac.

Por falar nele, lembro-me que em 2004 eu entrei em um “Johnny Rockets” que fica na Promenade, Santa Monica (Los Angeles), e ele estava lá, sentado em um dos bancos giratórios onde é possível debruçar-se sobre o balcão. Estava só. Bebia uma Coca-Cola. Jogava no Sacramento na época, mas morava em Los Angeles. Entre, vi-o e fui ter com ele. Apresentei-me; disse que era do Brasil. Disse que era amigo de Oscar Schmidt. Contava eu que, com isso, fosse quebrar o gelo. Enganei-me. Divac não deu a menor bola pra mim ou para a minha história. Minha mulher tirou um retrato meu com Divac, eu agradeci e fui comer o meu hambúrguer.

Sujeitinho metido, disse minha mulher. Eu concordei.

Mas voltando à nossa história, dizia que a NBA vai criar regras para proibir o “flopping”. E o que isso significa? Significa que os árbitros terão mais poderes. Sim, pois o “flopping” é algo que pode ser interpretativo. Pra você pode ter sido; pra mim não.

Acho péssimo isso. A NBA está trilhando um caminho perigoso. Ela está se futebolizando — se é que existe esse termo — com certeza não existe, mas eu tomo a liberdade para essa licença poética.

A TNT já tem comentarista de arbitragem. Steve Javie, árbitro aposentado, é o Arnaldo Cesar Coelho da emissora a cabo norte-americana. Ridículo; nunca gostei disso. Arbitragem é algo que tem que passar despercebido, a menos que o erro seja grotesco. E se for, tem que ser abominado.

A NBA nunca teve isso e abre um sério precedente, pois está expondo a arbitragem de maneira covarde, como acontece no Brasil e no mundo do futebol com essas repetições em câmera lenta, onde tudo é falta, pois em câmera lenta tudo parece mesmo ser falta. Onde o tal do “tira-teima” condena um auxiliar num lance de centímetros. Covardia, como disse.

Agora vem essa história do “flopping”. A simulação nunca causou mal algum ao jogo. Nunca decidiu campeonato. Pra que fazer isso? Pra que dar esse poder ao árbitro, que, na verdade, só irá enterrá-lo aos olhos da opinião pública?

Sim, pois, como disse, o “flopping” é interpretativo. E se é interpretativo, pra mim pode ter sido e pra você não. Então, pra que isso? O que a NBA quer de fato? Quer criar polêmica? Quer, com isso, aumentar sua exposição na mídia e na boca dos torcedores?

Realmente, não gosto. Realmente, não aprovo.

É a futebolização da NBA.

Péssimo!

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sábado, 1 de setembro de 2012 Sem categoria | 20:22

CARDÁPIO DA NOITE DE SÁBADO ESTÁ ABERTO. ESCOLHAM O PRATO

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Boa noite aos frequentadores deste botequim. O cardápio oferece o seguinte:

1) Jerry Colangelo diz que continua na presidência da USA Basketball;
2) San Antonio abriu as portas para Brian Butch e Warren Carter treinarem e ver se dá pra aproveitá-los;
3) Sasha Vujacic não é mais namorado de Maria Sharapova;
4) Contrato de Darius Songaila com o BC Donetsk acabou e ele pode voltar para a NBA;
5) Andray Blatche, que jogou pelo Washington na temporada passada, está em conversação com o Brooklyn Nets, que também negocia com Eddy Curry;
6) Blake Griffin diz que a cirurgia no joelho foi muito bem-sucedida e ele está pronto para voltar;
7) Jacque Vaughn, novo treinador do Orlando, finalizou a comissão técnica com as contratações de James Borrego, Wes Unseld Jr., Brett Gunning, Laron Profit, Brett Gunning e Gordon Chiesa;
8) Josh Howard pode assinar com o New York Knicks;
9) Brian Scalabrine pode ser um dos assistentes de Tom Thibodeau nesta temporada;
10) Nick Collison, Thabo Sefolosha, Cole Aldrich e Serge Ibaka estão na África com o programa “Basketball Sem Fronteiras” da NBA;

Foi o que eu encontrei. Creio que até amanhã o cardápio será o mesmo.

Pergunto: qual tema vocês gostariam que eu abordasse? Ou, se eu deixei passar algo importante, me informem, por favor. Poderei falar sobre ele amanhã. Ou hoje mesmo se o assunto for de suma importância.

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domingo, 8 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 13:27

EUA DEFINEM O TIME QUE VAI A LONDRES. MELHOR QUE O DE PEQUIM?

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A USA Basketball anunciou ontem os 12 jogadores que estarão em Londres. Anthony Davis, pivô de Kentucky, melhor jogador do “college”, campeão nacional e draft número 1 em junho passado, ficou de fora. O futuro jogador do New Orleans torceu o tornozelo em um treino com o Hornets e viu frustrado seu sonho de participar pela primeira vez dos Jogos Olímpicos.

A entidade anunciou os três nomes restantes: James Harden, Andre Iguodala e Blake Griffin.

“Acho que a gente montou um grande time”, disse Carmelo Anthony. “Juntamos todas as peças que precisávamos. Agora é uni-las e transformá-las em um time. Acho que somos o melhor time das Olimpíadas”.

Exagero? Não creio. Aliás, os estadunidenses creem que esse time é melhor do que aquele que ganhou o ouro em Pequim, há quatro anos. Vocês concordam? Boa pergunta.

O time que irá a Londres é esse:

ARMADORES
Deron Williams
Chris Paul
Russell Westbrook

ALAS-ARMADORES
Kobe Bryant
James Harden

ALAS
LeBron James
Carmelo Anthony
Kevin Durant
Andre Iguodala

ALAS-PIVÔS
Kevin Love
Blake Griffin

PIVÔ
Tyson Chandler

Em Pequim o time tinha D-Will, CP3, Jason Kidd, Kobe, Dwyane Wade, Michael Redd, LBJ, Melo, Tayshaun Prince, Chris Bosh, Carlos Boozer e Dwight Howard.

Dá pra comparar?

Os que dizem não justificam-se usando os seguintes argumentos:

a) Kobe era quatro anos mais jovem;
b) D12 é muito mais jogador que Chandler;
c) D-Wade era mais jogador que Harden;
d) Jason Kidd é um dos maiores armadores desde sempre.

Os que dizem sim se apegam no seguinte:

a) LBJ será o maior jogador de basquete pós era Michael Jordan e esta será a Olimpíada dele;
b) CP3 é mais jogador que J-Kidd;
c) Durantula é mais jogador que Tayshaun e será igualmente um dos maiores de todos os tempos;
d) Blake Griffin é muito melhor que CB1 e Booz.

Alguém consegue vislumbrar algo mais pra lá ou pra cá? Você, cara parceiro de botequim, se alinha em qual das tendências?

Eu, antes que perguntem, acho o seguinte: D12 e D-Wade não têm similaridades na seleção atual, mas a seleção atual tem Durant e um LBJ mais maduro. Assim, mesmo com o mediano Chandler (duvido que ele tenha muito tempo de quadra) e com Harden no lugar de D-Wade, KD e o LBJ de hoje fazem muita diferença em favor do time atual. Mesmo contando com um Kobe quatro anos mais velho. Mais velho, é bom dizer, mais velho e melhor, como vinho (desculpem o clichê). Além disso, os armadores de hoje pontuam, ao contrário de J-Kidd.

Desta forma, mesmo com todos os desfalques, o time dos EUA de hoje é espetacular e melhor do que o de Pequim.

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terça-feira, 3 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:35

EUA DEFINEM NOVE DOS 12 JOGADORES QUE IRÃO A LONDRES

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Os EUA começam a definir o time que vai disputar os Jogos de Londres. Ontem, segunda-feira, o presidente da USA Basketball, Jerry Colangelo, afirmou que nove dos 12 jogadores que vão defender o título olímpico dos EUA já foram definidos. A saber:

REMANESCENTES DE PEQUIM
LeBron James
Kobe Bryant
Carmelo Anthony
Chris Paul
Deron Williams

REMANESCENTES DA TURQUIA
Kevin Durant
Russell Westbrook
Kevin Love
Tyson Chandler

Segundo o “chairman” da entidade norte-americana, os outros três jogadores serão definidos na próxima sexta-feira. Brigam pelas vagas seis jogadores: Blake Griffin, Andre Iguodala, Rudy Gay, James Harden, Eric Gordon e Anthony Davis. Sim, Anthony Davis.

O pivô do New Orleans Hornets, atual melhor jogador do basquete universitário, campeão da NCAA com Kentucky, lesionou o tornozelo recentemente. Mas Colangelo disse que ele continua nos planos.  Se for convocado e não se recuperar, ainda dará tempo de fazer o corte.

Alguém sentiu falta de Lamar Odom? Ele abandonou o barco ontem. Deixou a todos perplexos, pois Lamar, até segunda-feira, estava no grupo e dizia que jogaria em Londres.

Com Lamar de fora, aumentou para sete os desfalques do selecionado norte-americano. Primeiro foi Chauncey Billups; depois, Dwight Howard. E na sequência foram abandonando o barco — por lesão, é bom que se diga — Derrick Rose, LaMarcus Aldridge, Dwyane Wade e Chris Bosh.

“Estou muito confiante”, disse Colangelo sobre o time olímpico apesar dos desfalques. Ao analisar as três vagas restantes, declarou: “Se precisarmos de um arremessador, tem James Harden. Precisamos de um defensor? Temos Andre Iguodala. E Rudy Gay é versátil. Ele jogou de pivô pra gente no Mundial da Turquia”.

É por aí mesmo. Achar que os EUA vão ter problemas por conta destes desfalques é normal. Mas achar que os EUA vão perder o ouro olímpico por causa destas ausências, não é normal.

O time titular é espetacular. E qual seria o time titular?

Chris Paul ou Deron Williams na armação? Kevin Durant vai ficar no banco de LeBron James ou será o ala de força? Ou o contrário? Tyson Chandler será titular no pivô ou Coach K vai com Kevin Love?

Aí entra outra questão pra gente discutir: Blake Griffin, pra mim, está dentro. Os EUA já perderam D12 e CB1. Está apenas com Chandler e Love pra jogar no garrafão. Mesmo que Carmelo faça um pivô na defesa por zona, ainda assim eu acho que vai faltar pelo menos mais um jogador. Por isso eu cravo em Griffin.

Sobrariam, pois, duas vagas. Creio que Rudy tem grande chance. A outra? Davis, com Iguodala de sobreaviso.

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sábado, 30 de junho de 2012 NBA | 18:46

GARNETT RENOVA COM O BOSTON E FAB MELO PODE SAIR NO LUCRO

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O único assunto digno de registro neste sábado é a renovação de contrato de Kevin Garnett com o Boston. Segundo o jornal “Boston Herald”, o pirulão do Celtics vai assinar um acordo de três anos, onde em troca ele vai receber US$ 34 milhões. Isso dá uma média de US$ 11,3 milhões por temporada.

Bom pra ele, que vai faturar um “trocadinho” a mais; bom para o Boston que não perde um importante jogador; e bom também para Fab Melo.

Por que será bom para o brasuca, que acabou de ser recrutado pelo C’s neste “NBA Draft” da última quinta-feira? Bom porque, assim como Tiago Splitter tem um professor ao lado em Tim Duncan, Melo terá esse privilégio também. Se ele for humilde, encostar em KG, perguntar os segredos do jogo e se mostrar aberto para aprender, com certeza vai aprender. KG (foto) é um dos maiores nomes de todos os tempos na posição.

Melo tem um potencial defensivo enorme. Poderá melhorá-lo ao lado de KG. Melo não tem um grande potencial ofensivo. Poderá desenvolvê-lo ao lado de KG.

Está nas mãos de Melo. Vamos ver o que ele fará com essa dádiva que o destino colocou em seu caminho. O Boston e KG.

TROCAS

Lamar Odom acertou mesmo com o Clippers. Nessa troca, Mo Williams foi para o Utah Jazz, o Clips mandou para o Houston Furkan Aldemir, o turco recrutado na última quinta-feira, e o Dallas vai ficar com drafts futuros do Jazz e grana do Houston.

Achei excelente para o time angelino a contratação de Lamar. Ao lado de Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan, Odom tem tudo para recuperar o basquete dos tempos do Lakers, que ele não levou a Dallas. E se recuperar, o Clips ficará ainda mais forte na próxima temporada.

Quanto a Mo Williams no Utah, sinceramente, não vejo nenhuma vantagem nisso. Williams nunca passou de uma promessa na NBA.

RUMOR

Jason Kidd está jogando golfe neste final de semana com Deron Williams. Nos Hamptons, região demasiadamente chique ao norte de Nova York, onde J-Kidd acabou de comprar uma casa.

Os dois, além de jogarem golfe, seguem planejando o que vão fazer do futuro. Ou se unem no Brooklyn, para defender as cores do Nets, ou se juntam em Dallas, onde D-Will fez o “high school”.

Tramam do mesmo jeito que LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh tramaram e, por isso, foram jogados na fogueira.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012 NBA | 12:48

MIAMI: FIM DE UM SONHO?

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Mais uma temporada indo para o espaço? E se for mesmo, o que isso significará? Fim de um projeto que tinha tudo para decolar? Que tinha tudo para transformar em anéis a reunião de três grandes jogadores e transformar o Miami em um time inesquecível na rica história da NBA?

A resposta nós não temos ainda. Mas que tudo caminha para desembocar em um final trágico, decepcionante, frustrante, isso tem. A derrota de ontem do Heat para o Pacers, em Indianápolis, não foi apenas um revés de jogo, daqueles que acontecem porque estamos em semifinal de playoffs e nesta fase a tendência é de jogos equilibrados. A derrota de ontem por 94-75 foi emblemática em quase todos os sentidos.

O time voltou a mostrar fragilidade em quadra. Voltou a mostrar debilidade de um de seus principais jogadores. E, mais do que isso, Dwyane Wade, o atleta em questão, teve uma reação explosiva com o técnico Erik Spoelstra daquelas que indicam que há muito mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia pode imaginar. Brigas de jogo ocorrem, mas o jeito que D-Wade tratou e desafiou Spo deixou claro que o técnico não goza de prestígio e respeito junto aos jogadores.

Aliás, desde que esse time se juntou no sul da Flórida, muitos têm cantado essa bola. Muitos disseram que Spo não tinha estofo para dirigir e comandar um time com D-Wade, LeBron James e Chris Bosh (fotoAP). E por ser jovem demais, seria tratado como tal. Ontem foi D-Wade; ano passado foi LBJ (lembram-se?) que desafiou a autoridade do treinador ao dar uma ombrada violenta em Spo num pedido de tempo.

Sempre achei que com Spo ou com outro qualquer o Miami seria campeão. Sempre achei que a importância de um treinador é limitada, pois ele não entra em quadra. Sempre achei que um time com três craques, cercados por bons coadjuvantes teria tudo para ganhar vários anéis. Cheguei a prever quatro anéis para esse time levando-se em conta o contrato de cinco anos que eles firmaram com a franquia.

Começo a achar que me enganei. Mas por que eu me enganei? Creio que isso tem a ver, claro, com os jogadores e com o treinador. Esses jogadores do Miami me parecem fracos de caráter. Não aguentam um tranco forte e não conseguem se reagrupar na adversidade. E o treinador, além de não ter muito conhecimento da matéria, não consegue motivar o grupo, pois o grupo não acredita nele.

Mas só o treinador e os jogadores são os culpados? Claro que não. Pat Riley, presidente da franquia, o homem que arquitetou esse time, tem grande culpa no cartório. Ele está lá dentro, sabe o que acontece dentro do vestiário do time. E não faz nada para mudar a situação. A impressão que dá é que Riley tornou-se um turrão. Não quer dar o braço a torcer, por exemplo, na questão do treinador. Sim, pois quando Spo foi escolhido por ele para comandar o time, alguns ficaram surpresos, outros riram, e uma minoria achou que seria mesmo interessante apostar em um novo técnico.

Isso não está dando certo. Todo mundo está vendo. Menos Pat Riley? Claro que não; ele está vendo. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um homem turrão, que ao invés de tornar-se sábio com o passar dos anos, com a idade que avança, está se tornar um obtuso. E, por conta disso, não tenta consertar o que precisa ser consertado.

Quanto ao relacionamento entre os jogadores, não consigo detectar mau relacionamento entre eles. Nada li a respeito. Então, o problema parece mesmo estar com o treinador. Só pode ser isso. O que mais seria? Salários atrasados? Brincadeira, né?, isso não existe na NBA. Desfalque de Chris Bosh? Pode ser, claro, pois o Miami não é um time forte no garrafão e CB1 segura essa onda sozinho faz tempo. A saída dele do time fragilizou o setor.

Ontem, por exemplo, o Pacers pegou 52 rebotes contra 36 do Heat. Roy Hibbert, um jogador comum, pegou nada menos do que 18. E ainda marcou 19 pontos. David West, apesar de não ter cravado um “double-double” como Hibbert, transformou-se no xerife do time nesta série. Fala grosso e ninguém retruca. Fala grosso, bate o pé e os forasteiros de Miami saem correndo. Com Bosh, provavelmente, seria bem diferente.

Ok, concordamos então que Bosh faz falta. Mas atribuir à ausência dele a corrida desconcertante que o Pacers fez no segundo tempo de ontem (51-32) é tentar tapar o sol com a peneira. Atribuir à ausência de Bosh o momento em que o Miami vive é mesmo tentar tapar o sol com a peneira. Há muito mais do que isso.

D-Wade não rende. Mas não rende por quê? Boa pergunta. Talvez esteja externando seu descontentamento com Spo, algo que ele estava tentando conter, mas que agora, vendo que a debacle será inevitável, já não faz questão de esconder. Wade parece viver no mundo da lua. Ontem, por exemplo, terminou o primeiro tempo zerado. Acabou a partida com cinco pontos (2-13), cinco rebotes e apenas uma mísera assistência.

LeBron faz o que pode. Mas sozinho não vai levar o time a lugar nenhum. Além disso, o que ele pode fazer não é tudo o que a equipe precisa. LBJ sente claramente a pressão dos finais das partidas e isso é um grande problema.

CB1 está fora lesionado, D-Wade se rebelou, LBJ briga sozinho. No meio disso tudo está o grupo. Os jogadores, aqueles que deveriam ser o suporte para que os Três Magníficos brilhassem e conquistassem títulos, esses jogadores estão assustados. A gente vê isso com muita clareza. E assustados o que eles podem fazer? Muito pouco. Ontem, Mario Chalmers fez 25 pontos. Mas Shane Battier zerou, Udonis Haslem zerou, Noris Cole zerou, Dexter Pittman zerou e Mike Miller e James Jones combinaram para apenas oito pontos. Patético.

A pressão da mídia e dos torcedores do Miami é grande demais neste momento. Muitos lá, como cá neste botequim, pedem a intervenção de Pat Riley, como ele fez em 2006 ao demitir Stan Van Gundy, assumir o time e levá-lo ao título. Mas na época Riley (foto AP) tinha 61 anos. Hoje está com 67. Diz não ter mais energia para dirigir uma equipe durante toda uma temporada.

Mas nós não estamos nos playoffs? Pois é, a temporada ficou quase que todinha para trás. Riley teria que assumir o time e dirigi-lo em alguns poucos jogos. Mas, como disse, ele parece ter se transformado em um turrão. Não vai fazer isso, pois fazer isso seria assinar atestado de burrice.

Será mesmo que é isso o que ele pensa? Mas não seria burrice maior não intervir no time neste momento?

MARES TRANQUILOS

Enquanto isso, o San Antonio segue firme e forte em sua série diante do Clippers. Venceu ontem por 105-88. Pegou mais rebotes (35-32; Blake Griffin pegou apenas um!), mais rebotes ofensivos (6-1), marcou mais pontos no garrafão (50-18), cometeu menos erros (11-18; Chris Paul cometeu oito!) e fez mais pontos de contra-ataque (15-9).

O SAS vai muito bem, obrigado. Esse parece mesmo estar na final do Oeste. E, ao que tudo indica, será mesmo diante do Oklahoma City.

A menos que o Lakers reaja. E se for reagir, que trate de começar esta noite.

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sábado, 12 de maio de 2012 NBA | 02:18

E DOS DOIS TIMES DE LOS ANGELES, CANDIDATOS AO TÍTULO, PODEM FICAR CHUPANDO O DEDO

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Quando o campeonato começou, não foram poucos os jornalistas e foram muitos os torcedores que apontaram os dois times de Los Angeles no mínimo como semifinalistas do Oeste da NBA. Pois bem, o tempo passou e os dois times de Los Angeles estão na marca do pênalti. Os dois times de Los Angeles estão a ponto de ser eliminados nas quartas-de-final dos playoffs da NBA.

Depois de o Lakers ter apanhado do Denver na quinta-feira, o que deixou a série diante igual em 3-3, ontem foi a vez de o Clippers perder a vantagem obtida no primeiro jogo da série diante do Memphis, quando foi no Tennessee venceu o Grizzlies espetacularmente após uma recuperação inacreditável no quarto final. Ontem, como dizia, o Clips jogando dentro de seu Staples Center perdeu para o time da terra de Elvis Presley por 90-88 e deixou escapar por entre os dedos a classificação. O confronto, agora, assim como o de seu primo rico, está igual em 3-3.

E agora? — vocês podem perguntar. E agora, eu digo, o Memphis está cheio de moral e tem tudo para encerrar a série neste domingo, diante de seus fãs, fazendo uma festa danada, repetindo a performance da temporada passada, quando passou igualmente para as semifinais.

E muito disse tem que ser creditado a seus dois postes. Zach Randolph (foto AP) jogou um bolão no segundo tempo, quando marcou 15 de seus 18 pontos. Cinco deles, diga-se, “down the strecht”, no momento crucial da partida. Marc Gasol foi igualmente um gigante em todos os sentidos. Anotou 23 pontos e à medida que o tempo passa e os jogos se transcorrem, o espanhol cresce dramaticamente de produção. Nesta sexta-feira, Marc voltou a anotar 23 pontos, como no jogo passado. Marc, aliás, torna-se neste momento o orgulho da família Gasol, pois Pau tem sido um fiasco com a camisa 16 do Lakers. Mas vamos deixar Pau de lado e vamos falar de Marc, ou melhor, do Grizz, que tem a faca e o queijo na mão (desculpem o clichê, mas nesta madrugada de sábado eu não encontrei nada melhor, pois minha criatividade está adormecendo, confesso), o Memphis tem tudo para vencer a série e se classificar para as semifinais do Oeste, já disse, para enfrentar quem? O San Antonio, o time que ele eliminou no torneio passado, produzindo uma das maiores surpresas dos playoffs daquele ano. Sim, pois no torneio passado o Memphis veio da oitava posição para enfrentar o todo-poderoso alvinegro texano. E o que aconteceu? O Grizz mordeu uma vitória em San Antonio no primeiro jogo do confronto e não perdeu mais seu mando de quadra, o que o Clips não conseguiu fazer neste ano.

Não fez por causa dos dois postes do Memphis, eu dizia. Contei que Z-Bo fez 18 pontos, 15 deles no segundo tempo, e que Marc voltou a anotar 23 pontos, 46, portanto, nos dois últimos jogos. Mas tem mais: Zach pegou nada menos do que 16 rebotes, seis deles ofensivos. O cara leva muito jeito pra coisa. Esse tal de Randolph, que às vezes mexe com minhas memórias e me faz lembrar de Dennis Rodman, um deus dos rebotes, um dos maiores desde sempre, o cara que mexe com meus sentimentos, pois eu vi pessoalmente Rodman barbarizar em três finais da NBA. Eu vi pessoalmente Dennis em mais de uma dúzia de vezes acabar com seus rivais, numa delas quando ele humilhou nada menos do que Karl Malone diante de seus fãs. Z-Bo não tem o jogo mental de Dennis, mas tem um imã nas mãos que ele deve ter furtado de “The Worm” quando o verme resolveu guardar suas coisas e ir para casa. Marc não foi tão intenso quanto Zach nos rebotes, mas ajudou com nove, quatro deles no ataque.

E vejam vocês, pra encerrar essa questão dos rebotes, que o Grizz pegou 48, enquanto que o Clips ficou com os outros 32 que sobraram na partida. Muito da vitória do time do Tennessee se explica neste embate deste fundamento.

Outra parte a gente explica com a opaca atuação dos dois principais jogadores do time californiano. Chris Paul e Blake Griffin foram um desastre. CP3 anotou apenas 11 pontos, enquanto que BG ficou nos 17. Os dois, até então, tinham feito em média 42,8 pontos por jogo. Ontem, fizeram 28. Aliás, confesso, esperava mais de CP3 nesta série. Pensei que ele fosse colocar a bola debaixo do braço e resolver essa parada. Mas não é isso o que eu vi até o momento. Tem uma média de apenas 6,5 assistências por jogo e 3,4 “turnovers” por partida, superior aos 2,5 de sua carreira que chega à sua sétima temporada.

Domingo, como disse, tem mais. É o embate derradeiro. Como também disse, o Memphis tem o emocional a seu favor. E no confronto dos times, eles se equivalem. Mas o Grizz tem o emocional e a quadra a seu favor. Por conta disso, tudo indica que o pessoal do Tennessee vai enfrentar novamente a tropa da cidade dos Alamos.

MVP

Mais tarde eu volto pra falar sobre o prêmio concedido a LeBron James.

DOCUMENTÁRIO

Mais adiante eu falo sobre o filme que conta a história do “Dream Team” e que alguns tolos estão dizendo que a desmistifica este que foi o maior time de basquete de todos os tempos.

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sexta-feira, 20 de abril de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 11:56

COMO FICAM OS EUA SEM DWIGHT HOWARD NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES?

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A notícia é fresquinha, fresquinha: Dwight Howard será submetido a uma cirurgia para resolver um problema de hérnia de disco e não jogará mais esta temporada. E mais: está fora dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam no final de julho próximo.

Com D12 (foto AP) fora, a pergunta que fica é: os EUA ainda são favoritos para conquistarem a medalha de ouro olímpica?

Os norte-americanos têm problemas com seus pivôs, ao contrário dos selecionados europeus, que esbanjam grandalhões pelas quadras. Sem Dwight Howard, sobrou apenas Tyson Chandler como jogador da posição. Os outros “big fellas” do time são Chris Bosh, Kevin Love e Blake Griffin, todos ala-pivôs.

Dá pra encarar com esses quatro? Pode ser, até porque em Pequim apenas D12 era o único pivô de ofício. Bosh e Carlos Boozer (que mal entrou em quadra) completaram o garrafão, que contou com o auxílio de Carmelo Anthony em muitas oportunidades, especialmente quando os EUA marcavam zona. Melo, nesses casos, chegou a jogar até de pivô.

Mas caso Mike Krzyzewski queira substituir Dwight, há três alternativas: Andrew Bynum, Roy Hibbert e Kendrick Perkins. A melhor alternativa, com certeza, é Bynum que eu, como já disse, joga de igual para igual com D12.

Bynum é tão forte como Howard e tem muitos recursos ofensivos. Lembra, guardadas as devidas proporções, Shaquille O’Neal, que foi um jogador que se notabilizou na NBA pelo seu jogo ofensivo, muito mais que o defensivo. Bynum é um artilheiro nato. E na defesa, embora não seja um grande marcador, pega muitos rebotes, o que ajuda pra burro. É, sem dúvida, a melhor alternativa a Dwight Howard.

Embora jovem e inexperiente, Hibbert tem tamanho, físico e razoável técnica, sendo eficiente ofensivamente, assim como Bynum. Perkins é um jogador limitado no ataque, mas é muito bom na defesa. Some-se a isso o fato de ele ter mais experiência. Os dois surgem como alternativas caso Bynum não aceite a convocação.

Se Bynum não aceitar, quem eu chamaria? Como Perkins se aproxima mais de Chandler, eu apostaria numa convocação de Hibbert, que surge como uma alternativa, o que não ocorre com o pivô do OKC. Quando o perímetro estiver sufocado, bem marcado, e precisar jogar no pivô, com Hibbert isso é possível; com Perkins, não.

Mas vamos aguardar pelas novidades. Vamos ver se Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, o homem que faz as convocações e não o Coach K, como muitos imaginam, vamos ver o que Colangelo vai fazer — se é que vai fazer.

Com Bynum no time os EUA não ficam comprometidos. Se ele não for a Londres, os EUA perdem um pouco o seu poder de força, mas não a ponto de comprometer o ouro olímpico.

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domingo, 8 de abril de 2012 NBA | 11:31

PITACOS DA RODADA DE SÁBADO, POIS A DE DOMINGO COMEÇA DAQUI A POUCO

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Um pitaco rapidinho sobre a rodada de ontem, pois às 14h de hoje, horário de Brasília, começa a deste domingo, com o jogão Knicks x Bulls, em Nova York, cidade onde o Chicago adora jogar.

Mas vamos à rodada de ontem:

1) O Lakers que se cuide, pois do jeito que vai, o time pode acabar a fase de classificação entre os times que jamais terão vantagem de quadra nos playoffs. No momento, com a derrota de ontem para o Suns, em Phoenix (125-105), os amarelinhos somam 22 derrotas. Mantém o terceiro posto no Oeste, mas aparece com muita nitidez na alça de mira do Clippers (mesmas 22 derrotas, mas está atrás por causa do confronto direto), Memphis (23) e Houston (25). O time jogou ontem sem Kobe Bryant (foto AP), com uma inflamação nos tendões da canela esquerda. Pau Gasol (30 pontos/13 rebotes) e Andrew Bynum (23 pontos/18 rebotes) fizeram de tudo para levar o time à vitória. Não contavam, porém, com a atuação soberba de Michael Redd, que veio do banco e fez 23 pontos. Nos últimos quatro jogos, Redd, que fez parte do time olímpico dos EUA que ganhou a medalha de ouro em Pequim-08, teve duplo dígito na pontuação e acumulou média de 18,2 pontos. Ótima notícia pra gente que gosta do jogo bem jogado, pois Redd sempre foi um cara acima da média. Ficou praticamente dois anos parados por causa de uma grave lesão nos joelhos e parece estar voltando. Completa 33 anos em agosto próximo e pode ainda ter lenha pra queimar, vide o caso Grant Hill. “Nosso departamento médico cura qualquer um”, elogiou o técnico Alvin Gentry.

2) Depois de perder duas partidas seguidas (San Antonio e Chicago), o Boston fez importante vitória ontem à noite diante do Pacers, em Indianápolis: 86-72. Bom para sua recuperação, claro, mas ainda falta ao C’s vitórias sobre adversários de peso. Perdeu seus dois jogos contra o Oklahoma City, o par de partidas diante do Lakers, a única peleja feita diante do San Antonio, no confronto contra o Bulls está em desvantagem em 2-1 e tem 1-0 frente ao Miami ao vencê-lo em casa, sendo que na próxima terça-feira joga na Flórida. O Celtics é um time com jogadores experientes, acostumados a jogos decisivo e tem uma camisa forte. Mas precisa mostrar em quadra que é merecedor do status de favorito. Magic Johnson, em um de seus comentários na TNT, colocou o C’s entre seus preferidos. Eu tendo a aguardar um pouco mais, exatamente porque diante dos times poderosos ele tem um retrospecto de 2-7 (22,2%). A defesa que o alviverde de Massachusetts mostrou ontem diante do Pacers (26-74; 35,1%) tem que ser mostrada também contra as fortalezas da competição. Quanto ao Indiana, a derrota colocou um ponto final em uma sequência de quatro vitórias. Mesmo com o revés, mantém-se na terceira posição no Leste, à frente exatamente do Boston, com 22 derrotas contra 24. Efeméride: Rajon Rondo completou seu 16º jogo seguido com duplo dígito nas assistências. Ontem foi dada uma dúzia.

3) O ridículo Stan Van Gundy escalou novamente Dwight Howard, ontem na vitória frente ao Philadelphia, fora de casa, por 88-82. D12, que segundo o treinador trama nos bastidores para derrubá-lo, anotou 20 pontos e 22 rebotes. Van Gundy deve ser adepto da filosofia de que os fins justificam os meios. Ou então é um banana de marca maior — fico com a segunda opção. Com o resultado, o Sixers somou sua terceira derrota seguida e dos últimos sete jogos só venceu dois. Espero que a rapaziada dê um tempo com essa história de dar o COY para Doug Collins. Não tem o menor cabimento. Tom Thibodeau, Gregg Popovich e Scott Brooks, nesta ordem, são os meus favoritos ao galardão. Correndo por fora aparecem Frank Vogel e Doc Rivers.

4) O Memphis vem encostando no terceiro posto, disse acima. Isso graças também à vitória de ontem diante do Dallas, em casa, por 94-89. Dos últimos nove embates, venceu sete. Temporada passada o time cresceu exatamente na segunda metade da competição. Nos playoffs, no oitavo posto, surpreendeu o líder San Antonio e eliminou-o (4-2), para em seguida ser batido pelo Oklahoma City (4-3). A diferença desta para a temporada passada é que naquela ocasião o melhor jogador do time, Rudy Gay (foto AP), com o braço quebrado não pôde participar dos playoffs. Agora, saudável, comanda a equipe em quadra. Ontem anotou 25 pontos. Zach Randolph, que perdeu 37 partidas por causa de uma contusão no joelho, voltou e em excelente nível. Ontem, vindo do banco, marcou 15 pontos e pegou 11 rebotes. Quanto ao Dallas, o time vem de duas derrotas seguidas e neste abril fez quatro jogos e venceu só um. Mesmo com o revés mantém-se no G8 do Oeste, ocupando a sétima posição, com 26 derrotas, mesmo número do Denver, mas leva vantagem no critério de desempate. Mas se não abrir os olhos e Dirk Nowitzki não voltar a jogar o que sabe (ontem fez 5-16 nos arremessos; 31,2%), o atual campeão da NBA fica de fora dos playoffs, pois o Phoenix vem crescendo (27 derrotas). Depois do “All-Star Game”, o time do deserto vem com uma campanha de 15-7 (68,1%, que o colocaria na terceira posição da conferência). Outra coisa: eu ouvi bem? Alguns “malucos” falam em Shawn Marion para melhor defensor da temporada?

5) E o Minnesota, hein? Perdeu ontem para o pobrezinho do New Orleans (99-90) e somou sua quinta derrota consecutiva. Dos últimos dez jogos, só venceu dois. Está praticamente fora dos playoffs. A contusão de Ricky Rubio: assim a gente explica a dramática queda do Wolves na competição. Desde que o espanhol lesionou os ligamentos cruzados do joelho direito, o time de Minneapolis fez 17 partidas e venceu apenas quatro.

6) Não vi o jogo, mas o duelo entre Blake Griffin e DeMarcus Cousins, pelos números, deve ter sido de arrepiar, embora um não tenha vigiado o outro a maior parte do jogo, pois atuam em posições diferentes, mas jogam dentro do garrafão. Griffin, o sujo, anotou 27 pontos e pegou 14 rebotes; Cousins, o problemático, fez 15 pontos, mas pegou 20 rebotes, seis deles ofensivos. No final, jogando em Los Angeles, o Clips venceu por 109-94, resultado que o deixa, como disse acima, no encalço do Lakers.

7) Finalmente, quero falar do Denver. Com a derrota de ontem para o Golden State (112-97), fora de casa, o time do Colorado está ameaçado no Oeste. Caiu para a oitava posição e tem agora 26 derrotas, uma a menos que Phoenix e Utah. Na época de Nenê Hilário não era assim: o time se classificava com os pés nas costas para os playoffs. Tudo bem que havia Carmelo Anthony e Chauncey Billups — mas havia Nenê também. O time o trocou por JaVale McGee (foto AP) e apostou em Kenneth Faried. McGee é banco e de lá saiu na derrota de ontem para anotar seis pontos e pegar igual número de rebotes; Faried marcou apenas um ponto e pegou só três rebotes. O ala-pivô, que vinha causando sensação no começo da temporada, tem médias de 9,4 pontos e 7,1 rebotes. McGee, com a camisa do Denver, tem 7,7 pontos e 5,9 rebotes. Ou seja: ou o Denver avaliou mal e equivocou-se ao trocar Nenê ou tinha informações seguras de seu departamento médico de que o brasileiro está lesionado seriamente e não terá mais sequências de jogos satisfatórias. Sim, pois desde que foi para o Washington, o brasileiro participou da metade dos confrontos que poderia ter jogado: seis em 12. Acumulou médias de 13,5 pontos e 9,3 rebotes. Vamos aguardar pelos fatos futuros para vermos o que de fato significou para Nenê e o Denver sua saída do Colorado.

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quinta-feira, 5 de abril de 2012 NBA | 14:15

LEBRON JAMES RESPONDE EM QUADRA CRÍTICAS DA MÍDIA E DOS FÃS

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Foi o jogo que LeBron James tanto precisava. E não foi contra qualquer adversário. E também não foi marcado por qualquer mané. O jogo foi contra o Oklahoma City, pra muitos o melhor time da NBA no momento, e o oponente foi Kevin Durant para muitos o melhor jogador da liga na atualidade.

Mesmo assim, mesmo enfrentando duros oponentes e vivendo uma fase de desconfianças por parte da mídia e da torcida, LeBron (foto AP) fez o jogo de sua vida nesta temporada. Comandou o Miami Heat à vitória por 98-93 apoiado em números espetaculares: 34 pontos, dez assistências, sete rebotes, quatro roubos de bola e um toco. Tudo isso em 41:30 minutos, quando teve a laranjinha nas mãos praticamente o tempo todo. Mesmo assim, cometeu apenas dois erros.

LeBron respondeu em quadra as críticas que tem recebido. Críticas, diga-se, justas. Mas ao contrário, por exemplo, de Kobe Bryant, que é dado a chiliques, LBJ ouve tudo calado. Respeita o direito da mídia de opinar e dos fãs de se manifestar.

Esta é uma faceta de LBJ que eu aprecio demais: ele não é marrento, não tem faniquitos. Ouve, lê e vê as manifestações contrárias e, ao que parece, procura tirar proveito delas. De que maneira? Usando-as como combustível para seu crescimento.

LeBron James joga muita bola — todos nós sabemos. O que tem pegado em seu jogo são os momentos decisivos, quando ele desaparece.

Mas ontem não foi assim. LBJ esteve ativo e atento o tempo todo. O resultado? Calou a todos: mídia e fãs. E disso se aproveitaram ele e o Miami Heat.

Foi a noite de LeBron James.

ASTERISCO

Escrevi outro dia que o Oklahoma City é o melhor time da NBA no momento. Ratifico o que disse: é mesmo.

Escrevi outras vezes que considero o Miami o favorito ao título. Coloquei um asterisco neste juízo ao afirmar que o OKC é o melhor time da liga na atualidade. Pode não ser no futuro, não sabemos.

Volúvel que sou por ser uma pessoa aberta aos fatos e sensível aos acontecimentos, coloco um segundo asterisco nessa história. E à frente dele escrevo: se LeBron James jogar assim nos playoffs, o Miami volta a ser o favorito ao título.

Sim, favorito, pois, ao contrário do OKC, tem uma final nas costas. É um time mais maduro (Dwyane Wade tem um anel de campeão, LeBron já participou de duas finais e Chris Bosh de uma), ao contrário do OKC, que cresce à medida que as temporadas se sucedem. Há dois campeonatos, classificou-se pela primeira vez para os playoffs. Caiu na primeira rodada, mas vendeu caro a classificação ao Lakers. No torneio, seguinte, o passado, chegou à final da conferência, sendo dobrado pelo futuro campeão Dallas Mavericks. Acho que o Thunder pode estar pavimentando seu caminho rumo ao título do Oeste, mas o buraco para se vencer o título é mais embaixo.

Não digo que é impossível, longe disso, mas experiências acumuladas servem para nos amadurecer. E o Miami é hoje um time mais maduro do que o OKC por conta de muitas coisas, como a perda do título ano passado e das porradas que toma da mídia.

Se LeBron James mantiver o nível do jogo de ontem na maioria das partidas até o final da temporada, repito: o Miami é mesmo o favorito ao título.

ALERTA

O Oklahoma City perdeu seu segundo jogo consecutivo. Não é inédito. No começo do campeonato, fora de casa, apanhou do Dallas (100-87) em 2 de janeiro; e no dia seguinte, diante dos fãs, foi dobrado pelo Portland (103-93).

Não há motivo algum para o OKC ligar o sinal de alerta neste momento. Afinal, acidentes acontecem (o acidente, no caso, foi o fato de o time ter perdido em sua Chesapeake Energy Arena para o Memphis, na segunda-feira, por 94-88), e se curvar diante do Miami, fora de casa, não é nada de outro mundo.

Some-se a isso o fato de que Kevin Durant e Russell Westbrook jogaram muita bola. KD anotou 30 pontos e Westbrook, 28. Os dois juntos fizeram, portanto, 58 pontos. Ponto pra burro, convenhamos.

Isso significa o quê? Que foi o Miami quem ganhou o jogo e não o OKC quem perdeu.

PARÊNTESE

Abro um parêntese em nossa conversa pra falar de um fato curioso. Vocês reparam que Russell Westbrook, entre os grandes jogadores, é o único que não tem um apelido?

Kobe Bryant é o Black Mamba. LeBron é King James. Derrick Rose é chamado de D-Rose, assim como Deron Williams é D-Will e Dwyane Wade é D-Wade ou “The Flash”. Dwight Howard é D12 ou Superman. Kevin Durant é Durantula. Chris Paul é CP3 e Chris Bosh é CB1. Paul Pierce é The Truth e Kevin Garnett KD. Tim Duncan é Timmy. E assim vai.

Perguntado sobre o assunto, Westbrook respondeu: “De fato, não tenho apelido. Aliás, nunca tive apelido em toda a minha vida. Mas isso não me importa. Quero é jogar o jogo”.

ENCOSTANDO…

Quieto, como não querendo nada, bem a seu estilo, o San Antonio encostou no Oklahoma City na classificação do Oeste. Isso graças não apenas à derrota do Thunder para o Miami, mas também à vitória do Spurs diante do Celtics, em Boston, por 87-86.

O SAS tem as mesmas 14 derrotas do OKC, mas está em segundo lugar porque realizou três partidas a menos. Por isso mesmo, tem um aproveitamento menor: 74,1% contra 73,1%.

Se o alvinegro texano fizer três vitórias nestas partidas futuras, iguala a campanha, mas fica em primeiro na conferência por conta do tópico número um no critério de desempate: confronto direto.

Os dois times já se enfrentaram em três oportunidades neste campeonato e não vão mais se encontrar. Com os mandantes em primeiro lugar, os resultados foram:

OKC 108-96 SAS (08/01)
SAS 107-96 OKC (04/02)
OKC 105-114 SAS (16/03)

Portanto, vitória do San Antonio por 2-1 “head-to-head”, o que dá a ele o privilégio de fazer uma campanha igual ao do Thunder e mesmo assim acabar em primeiro lugar.

Quieto, como não querendo nada, bem a seu estilo, o San Antonio somou sua nona vitória consecutiva. O triunfo diante do alviverde de Massachusetts foi duro, o resultado mostra isso, em que pese o fato de o SAS ter aberto largas vantagens no decorrer da contenda.

Mas no final, o C’s teve a bola do jogo nas mãos de Paul Pierce. O arremesso saiu e não atingiu o alvo. “Apenas errei”, disse The Truth depois da partida, respondendo a pergunta se o erro não adveio do fato de ele ter sido marcado por Tim Duncan (foto AP).

A derrota do Boston pode ser explicado pelo baixo aproveitamento nos lances livres (6-13, 46,2%). Dois a mais e o futuro linear nos teria mostrado a vitória do C’s e não do San Antonio.

Mas como isso não ocorreu e o futuro linear não existe, o SAS ganhou, encostou no OKC e já atemoriza rivais.

AUSÊNCIA

O San Antonio está numa fase espetacular e nosso parceiro JP não dá mais as caras no botequim. Acho que ele não está mais apreciando o chopp servido ou, quem sabe, a cerveja não esteja mais no ponto que ele aprecia.

FREGUÊS?

Freguês que nada. Essa história que eu mesmo contei no começo da temporada, quando o Clippers enfileirou três vitórias diante do Lakers (duas na fase de amistosos e outra no primeiro confronto desta regular season) não existe. Os amarelinhos voltaram a vencer seu rival local (rival?) por 113-108 e somou o segundo triunfo seguido diante do Clips, os dois válidos por esta fase de classificação.

Kobe Bryant e principalmente Andrew Bynum jogaram muito. KB anotou 31 pontos; Bynum, 36. Mas o fato que chama a atenção é que o pivô arremessou 20 bolas contra a cesta adversária e Black Mamba 19.

Sim, é verdade, não vi nada de errado no “box score”! Dá pra acreditar? Num jogo do Lakers alguém arremessar mais bola do que Kobe? Claro que dá, até porque não é inédito, mas que chama a atenção, isso chama.

SUJO

Por falar em chamar a atenção, o que dizer da cotovelada maldosa de Blake Griffin em cima de Pau Gasol no lance da enterrada? Agora, sabem o que é pior? Ninguém falou nada na transmissão da ESPN (Jeff Van Gundy comentava a partida e dele eu esperava indignação que não veio). Ninguém falou nada na transmissão e a mídia, até onde li, também se calou. Todos ficaram enaltecendo a enterrada, que veio por conta da falta, repito.

No site da NBA, está escrito: “The Clippers closed the gap on the Lakers again Wednesday night, spurred by another spectacular slam dunk by Blake Griffin”. Ou seja: o Clips diminuiu ainda mais a diferença em relação ao Lakers na quarta-feira à noite embalado por outra enterrada espetacular de Blake Griffin.

Como disse ontem, estava curtindo esse time do Clips no começo da temporada. Por conta de Griffin, assistirei aos jogos e o farei com olhos de jornalista. O entusiasmo de torcedor, que nos apodera por conta da paixão que nos leva a escolher esta profissão, já não existe mais.

Blake Griffin é sujo e eu não gosto dele.

RESPOSTA

Andrew Bynum respondeu o seguinte sobre a enterrada de Blake Griffin em cima de Pau Gasol: “Nós vencemos e ele ficou com a jogada da noite”.

Ou seja: o que é melhor, vencer ou ter a jogada da noite?

DUELO

Que não existiu, pois Nenê Hilário, ainda contundido, não pôde participar da partida do Washington contra o Indiana. Não vi o jogo, vencido pelo Pacers por 109-96, mas vejo que LB anotou 14 pontos em 14:44 minutos. Foi 6-10 nos arremessos e 2-2 nas bolas de três. Surrupiou, ainda por cima, duas bolas do adversário. Muito bom.

Tomara que, mesmo que aos poucos, o paulistano esteja se soltando e entendendo melhor o sistema de jogo do time.

SILÊNCIO

Tiago Splitter? Não tenho entusiasmo algum pra falar coisa alguma sobre o catarinense, pois ele simplesmente mal pisa em quadra.

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