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Posts com a Tag Billy Hunter

sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 11:53

DIRETOR EXECUTIVO DA NBPA ESTÁ NA MIRA DA JUSTIÇA DOS EUA

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Vocês pensam que bandalheira só tem aqui no Brasil? Engano; bandalheira tem em tudo quanto é lugar. A diferença é que aqui em nosso país ninguém é punido; nos outros lugares a punição existe.

Por que digo isso? Porque Billy Hunter, diretor executivo do sindicato dos jogadores (National Basketball Player Association — NBPA), um dos maiores idiotas da face da terra, o cara que sempre põe empecilho no momento das negociações e que sempre está atrás de pelo em ovo tumultuando o processo entre patrões (donos das franquias) e empregados (jogadores), Billy Hunter, eu dizia, está sob investigação por parte do Ministério Público dos EUA e de uma empresa de auditoria contratada pela NBPA.

Por que Hunter (foto) está na alça de mira? Porque além de ter faturado US$ 600 mil a mais do que no ano anterior, contabilizando um total de US$ 3 milhões em salários na temporada 2011-12, Hunter, desavergonhada e descaradamente, feito político, entulhou parentes na NBPA e em empresas que prestam serviços ao sindicato.

O levantamento foi feito pelo jornal “USA Today”.

Na folha de pagamento da NBPA aparecem Robyn Hunter, uma das filhas de Billy, bem como sua nora, Megan Inaba, a empresa de serviços financeiros Prim Capital, da qual o filho de Hunter é sócio, e o escritório de advocacia Steptoe & Johnson, que emprega Alexis Hunter, outra das filhas de Billy Hunter.

Uma vergonha.

O que se espera é que o veredito seja dado rapidamente e Hunter seja condenado por conta da evidência dos fatos.

O que se espera é que Hunter seja punido com a perda do cargo na NBPA, além de ter de prestar contas à Justiça por conduta inadequada e malversação de verbas.

E o que eu espero é que Hunter peça demissão imediatamente do cargo e se desculpe publicamente por conta de sua má conduta.

Bem, se tudo isso acontecer, o basquete profissional dos EUA estará livre de um dos sujeitos mais infames que já teve seu nome associado ao basquete profissional norte-americano.

RECADO

Fiquem atentos ao meu Twitter: @FRSormani. Estarei postando novidades por lá nos próximos dias.

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sábado, 26 de novembro de 2011 NBA | 11:22

LOCAUTE PERTO DO FIM: NBA DEVE COMEÇAR NO DIA DE NATAL COM TRÊS PARTIDAS

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O locaute está perto do fim! Sim, isso mesmo, perto do fim!

Depois de 15 horas de reunião entre ontem (sexta-feira) e hoje (sábado), franquias e jogadores fizeram um grande progresso. Faltam aparar, é verdade, pequenas arestas, mas elas são de fato pequenas. Talvez nas próximas horas elas sejam extirpadas.

Se isso ocorrer, o comissário David Stern e Billy Hunter (foto Getty Images), representante dos jogadores, virão a público para dar a notícia mais aguardada pela comunidade do basquete: o locaute acabou!

Detalhes da reunião e do provável novo acordo não foram divulgados. O que se especulou é que os jogadores devem ficar com 51% do BRI (Basketball Related Income; montante arrecadado pela NBA ao longo de uma temporada) e os patrões com 49%. Mas isso estaria condicionado ao crescimento da liga.

Além disso, segundo fontes que participaram da reunião, as exceções serão mais controladas para que não haja as distorções atuais, quando uma franquia tem bala para gastar US$ 100 milhões e outra mal consegue atingir o “salary cap” (US$ 58 milhões). Por conta disso, as equipes ficarão mais parelhas e o campeonato mais competitivo.

“Chegamos a um acordo provisório”, disse David Stern, que fez questões de salientar: “Mas ele está sujeito a uma série de aprovações e algumas maquinações complexas. Mas estamos otimistas de que a temporada da NBA terá início em 25 de dezembro, dia de Natal, com um ‘triple-header’”.

A rodada tripla a que Stern se refere marca os seguintes jogos, um na sequência do outro:

New York x Boston (15h de Brasília, abertura da temporada)
Dallas x Miami (17h30, repetição da final passada)
Chicago x Lakers (20h, D-Rose x Kobe Bryant)

Começando no dia de Natal, a temporada reservará 66 partidas para cada equipe durante a fase de classificação. Quando os playoffs vierem, tudo será como antes; ou seja: confrontos em melhor de sete.

A pré-temporada começaria no dia 9 de dezembro.

O que foi acordado na reunião será, agora, submetido às partes. Se 15 dos 29 proprietários de times (o New Orleans Hornets, não se esqueça, pertence à NBA) disserem sim, da parte dos patrões o acordo está selado.

Do lado dos jogadores, é preciso que haja aprovação da maioria simples. Ou seja: que 215 dos 430 atletas também digam sim. Mas tem um aspecto importante: os jogadores precisam retirar o processo que movem contra a NBA baseado na lei antitruste, processo este que corre em um tribunal de Minnesota.

“Tudo o que sinto agora é: finalmente!”, disse Dwyane Wade, ala-armador do Miami Heat.

Que assim realmente seja!

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011 NBA | 16:53

NBA VOLTA A SE REUNIR COM JOGADORES E ESPERA ACORDO ATÉ O FINAL DA SEMANA

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Ôpa!!! Notícia fresquinha, fresquinha!!!

NBA e jogadores retomaram as negociações ontem. Hoje, voltam a se encontrar. Tudo em Nova York.

David Stern, o comissário da liga, disse estar esperançoso de um breve acordo. Se ele ocorrer até o final desta semana, o campeonato começa no dia de Natal!

A informação foi veiculada no Twitter do repórter Adrian Wojnarowski, do site Yahoo! Sports.  Ele menciona duas fontes para postar as informações.

“Deveremos ter outras notícias mais tarde, ainda nesta noite”, disse uma das fontes a Wojnarowski.

Derek Fisher, armador do Lakers e presidente do extinto sindicato dos atletas (NBPA), não participa da reunião, pois não tem mais representatividade legal. Billy Hunter, no entanto, ainda fala pelos jogadores e, por isso, tem se reunido com Stern.

NBA de volta no dia de Natal… Há presente melhor do que esse???

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 NBA | 11:45

NBA APRESENTA PROPOSTA DERRADEIRA. JOGADORES RESPONDEM NA PRÓXIMA SEMANA

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Depois de 11 horas de reunião, a NBA apresentou o que ela chama de “última proposta” para a NBPA (a associação dos jogadores). Se os atletas aceitarem, o campeonato começa no dia 15 de dezembro próximo e terá 72 ao invés de 82 jogos na fase de classificação.

Os atletas disseram que os incentivos dados pela NBA nesta nova reunião foram “minúsculos”. Eles esperavam mais, até porque aceitaram a proposta de 50-50 feita pela liga.

“Não é a melhor proposta do mundo, mas eu tenho a obrigação de, pelo menos, apresentá-lo aos nossos membros”, disse Billy Hunter, diretor executivo da NBPA. “Então é isso que vamos fazer”.

“Não esperamos que eles gostem de todos os aspectos desta nossa nova proposta”, afirmou David Stern, comissário da NBA. “Mas eu diria também que há muitas equipes que não gostaram de todos os aspectos desta proposta”.

Os jogadores irão se reunir no começo da próxima semana. Stern foi taxativo: não haverá mais reuniões ou proposta.

É pegar ou largar.

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011 Sem categoria | 10:27

NADA DE ACORDO; NBA E NBPA VOLTAM A SE REUNIR NESTA QUINTA EM NOVA YORK

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Nada de acordo no encontro de ontem. NBA e NBPA (a associação dos jogadores) voltam a se reunir hoje, quinta-feira, a partir das 12h, horário de Nova York (15h de Brasília).

“Eu não faria uma leitura (do encontro de ontem) com otimismo ou pessimismo”, disse David Stern, o comissário da NBA. “Não estamos falhando, não estamos obtendo sucesso. Estamos apenas lá”.

A reunião de ontem, 132º dia do locaute, durou 12 horas. Hoje promete novamente se estender até altas horas.

Billy Hunter, diretor executivo da NBPA (na foto AP com Derek Fisher, presidente, e Maurice Evans, vice-presidente do sindicato dos atletas), afirmou que as partes nem chegaram a discutir o BRI (Basketball Related Income), que é tudo o que a NBA arrecada em uma temporada. Na passada, por exemplo, a liga faturou US$ 4 bilhões.

O que os jogadores querem é discutir questões periféricas do BRI que acabam por moldar e estofar a questão central. Por exemplo:

1) A NBA não quer que a “Mid-Level Exception” exceda US$ 2,5 milhões e que durante este novo acordo ela tenha um prazo de validade, provavelmente apenas para os dois primeiros anos. Atualmente, os times podem gastar US$ 5 milhões (que é a média salarial na NBA) e não há limite de tempo. Os jogadores, claro, não querem isso;

2) A “Luxury Tax” atualmente penaliza com US$ 1 para cada US$ 1 que ultrapasse o teto salarial. A NBA quer que haja mais rigor. Ou seja: que a penalidade aumente a cada US$ 5 milhões excedido. Os jogadores, obviamente, não querem isso, pois isso impediria muitos times de gastar, especialmente os pequenos, o que acabaria por diminuir a média salarial na NBA e, consequentemente, o montante destinado aos atletas;

3) A NBA quer limitar o “Sign-and-Trade”. Atualmente, um time pode contratar ou negociar quantos jogadores quiser usando este artifício. Isso faz com que o “cap” de um time exceda o limite estipulado na temporada. Os jogadores igualmente não querem limitação alguma;

4) Há outra exceção chamada “escrow”. A NBA quer que 10% do salário de cada jogador na temporada sejam bloqueados em uma conta para ser usado em caso de estouro do BRI. No último contrato ele era de 8%.

E tem algumas coisas mais que, sinceramente, eu nem entendo direito, pois não sou advogado trabalhista e não compreendo as leis trabalhistas nos EUA, pois não sou advogado trabalhista e por isso…

Bem, deixa prá lá. Continuamos aguardando, firmes e fortes. Tomara que haja novidades nesta quinta-feira.

Estarei aqui, com as portas abertas no botequim. Apareçam sempre, pois poderemos ter novidades no cardápio.

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terça-feira, 8 de novembro de 2011 NBA | 17:15

DONOS DE FRANQUIAS E JOGADORES DA NBA ESTÃO DIVIDIDOS E ACORDO PODE SER ALCANÇADO

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Os dois lados estão rachados, mas isso não significa que tudo irá por água abaixo.

Parte dos representantes dos jogadores pretende dizer não à oferta da NBA de 51-49 em favor dos atletas e, com isso, pedir a dissolução do sindicato. A outra parte entende que deve-se dizer sim.

Parte dos donos de franquia torce para que os jogadores digam sim à oferta para que o locaute acabe e comece a temporada. A outra parte torce para que a NBPA (associação dos jogadores) diga não para que ela apresente a proposta final de 53-47 em favor dos patrões — que é o que esta parte quer.

Como disse anteriormente, o fato de estar rachado não significa que não se vá encontrar uma solução para este impasse. É natural que em situações desse tipo haja divergências.

Se a maioria dos jogadores, encabeçados por Derek Fisher e Billy Hunter (foto AP), chegar à conclusão de que deve aceitar o proposto e aparecer para a reunião desta quarta-feira e disser sim, os atletas que não gostaram desta oferenda patronal vão acatar.

Vale o mesmo para os patrões: se o tão esperado sim for dito na conferência desta quarta, os que querem a maior fatia do BRI para os donos das franquias vão igualmente acatar.

Isso chama-se democracia. E nos EUA ela é hiper, super, respeitada.

E é exatamente esta cisão que me faz acreditar que o acordo será alcançado.

LADOS

Michael Jordan (foto AP), dono do Charlotte, Paul Allen, proprietário do Portland e Herb Kohl, empregador do Milwaukee, são os que torceram o nariz para a oferta que David Stern fez aos jogadores no último domingo e fazem parte daquele grupo que espera pelo não dos jogadores para inverter a proposta.

Dwyane Wade e Paul Pierce lideram um movimento de rebelião dentro do sindicato dos atletas que pede pelo fim da associação, pois entendem que ela não está conduzindo a contento as negociações e vai acabar aceitando uma proposta que será dramaticamente desvantajosa para os jogadores.

Mas acabar com o sindicato (“decertification”, como eles dizem) é algo muito complicado e se de fato ocorrer, praticamente acabaria com a NBA, pois a briga acabaria em um tribunal e o processo seria longo e doloroso.

Não sei como os jogadores podem cogitar algo assim!

RELATO

Valho-me de mensagem enviada pelo nosso parceiro Gilbercley que pegou um trecho de um texto do blog “Bola Presa” que explica bem a situação. Pra quem não leu, selecionei o mais importante:

“A NBA não pode ser indiciada por atividade de truste, que é quando uma única organização domina toda a oferta de produtos ou serviços de uma área, ou quando uma única organização tem poder demasiado de pressão sobre essa área. A NBA domina o mercado e a área de atuação dos jogadores de basquete nos EUA, mas como existe uma associação dos jogadores (NBPA), a liga está protegida. A chamada “decertificação” da NBPA permitiria que a NBA fosse indiciada por truste e aí as negociações pulariam das mesas de David Stern e Billy Hunter para a Justiça.

Segundo a análise do advogado David Scupp, um especialista em processos antitrustes nos EUA, os jogadores até teriam muitas chances de ganhar esse processo contra a NBA se um dia ele chegar à Justiça. Mas muitos temas seria abordados e o processo seria complicado, mas no fim a vitória dos jogadores poderia ser significativa, diz ele. Mas isso não quer dizer que é a melhor opção.

Segundo Scupp, um processo desse tamanho demoraria anos e anos para ser resolvido, o que significaria que a NBA perderia mais de uma temporada, muito de sua força e fama, e os jogadores ficariam anos sem salários. Fazer isso seria aceitar, ao que parece, ganhar bem menos em times ao redor do mundo ao invés de dar o prazer da vitória nas negociações para os donos das franquias”.

EPÍLOGO

Enfim, o que a gente tem que torcer é para que na reunião desta quarta-feira haja bom senso de ambas as partes e um acordo seja assinado.

Caso contrário, teremos que nos contentar com Euroleague, ACB e NBB.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011 NBA | 22:02

EXECUTIVOS DA NBPA SE REÚNEM NESTA QUINTA EM NYC. ATLETAS PRESSIONAM VIA TWITTER

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Os executivos da NBPA (a associação dos jogadores) se reúnem nesta quinta-feira em Nova York. A pressão dos atletas está aumentando, pois este será o primeiro mês que eles não vão receber o pagamento.

Os jogadores estão ficando apavorados, pois começam a sentir a água bater na bunda. Como fazer frente aos gastos? Todos têm contas para pagar — e não deve ser merreca, pois, como diz o ditado, quanto mais se ganha, mais se gasta.

Além disso, como ocorre aqui no Brasil com os jogadores de futebol, lá nos EUA muitos também são arrimo de família. Não são apenas contas ordinárias que eles têm que pagar; eles também têm que ajudar muita gente.

Nesta tarde, Glen “Baleinha” Davis (foto), ala-pivô do Boston, postou em seu twitter: “Take the 51% man and let’s play”. Ou seja: vamos logo pegar 51% e jogar bola.

Como se sabe, Billy Hunter, diretor executivo da NBPA não quer abrir mão de 52%. Alguns falam que este número, na verdade, é 52,5%. Mas agora ele está perdendo a confiança dos jogadores.

Foi noticiado na mídia dos EUA que Derek Fisher, presidente da NBPA, estaria se encontrando secretamente com David Stern, o comissário da NBA, tentando alinhavar um acordo. Todos negaram: Fish e Stern.

Os agentes, como disse ontem, também pressionam Hunter. Eles também querem ver o acordo assinado, pois ficam com 4% do valor do contrato entre seu jogador e a franquia. Os agentes, assim como os jogadores, também têm contas pra pagar.

A novidade desta quarta-feira, portanto, ficou por conta disso: reunião da executiva da associação dos jogadores em Nova York e Glen Davis manifestando-se publicamente para que o acordo seja logo assinado, refletindo, seguramente, a opinião da maioria dos jogadores.

Outro que se manifestou foi Manu Ginobili, ala-armador do San Antonio Spurs, que postou em seu Twitter o seguinte: “Neste momento deveria estar jogando a primeira partida do ano em SA. Que pena tudo isso. Espero que se solucione rápido”.

Vamos, pois, aguardar pelo desfecho da reunião desta quinta. Talvez tenhamos novidades.

Se surgir algo diferente até o final da noite, conto pra vocês. Portanto, venham ao botequim sempre que puderem.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011 NBA | 22:15

JOGADORES PRESSIONAM DIRIGENTE DO SINDICATO E ESTÃO DISPOSTOS A RESOLVER LOGO A PARADA

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A batata de Billy Hunter está assando. O velho ditado popular cai bem para o momento, pois o diretor executivo da NBPA (a associação dos jogadores) está na alça de mira de alguns jogadores, que já estão cansados do locaute.

Lembro-me de Hunter quando das negociações em 1999. Fiquei com bronca do cara, pois era ele, como ocorre agora, quem conduzia as negociações do lado dos atletas.

Referia-me a ele como FDP. Hunter sempre colocava empecilho para que o acordo fosse assinado.

Nunca fui com a fuça dele.

Agora a história se repete. No último encontro entre NBA e a NBPA, Hunter (foto) fechou seu caderno e deixou a sala de reunião por não aceitar reduzir abaixo de 52% o percentual dos jogadores.

“Billy não pode dizer é 52 ou nada e sair da reunião”, disse uma fonte do lado dos jogadores presente na reunião. “Isso não vai acontecer novamente”, complementou, dizendo que os jogadores vão ter mais voz ativa nas negociações.

Ontem, comentava-se que Derek Fisher, armador do Lakers e presidente da associação dos atletas, teria rompido com ele. Fish negou.

Hoje, comenta-se que os agentes dos jogadores estão insatisfeitos com o andamento das negociações, que se prolongam e faz com que todos se cansem e percam dinheiro. E Hunter é visto como a pedra no caminho de um possível convênio entre as partes.

E é bom que se diga, com o locaute os agentes também não ganham dinheiro. De acordo com as regras da NBA, os agentes têm direito a 4% do valor de um contrato assinado por um atleta com uma franquia.

SALARY CAP

Leio hoje que o “salary cap” da próxima temporada deve ser mantido nos mesmos US$ 58 milhões da temporada passada. E que na próxima pode chegar a US$ 61 milhões.

E o que isso significa? Que as negociações avançam. Acertar o “cap” é um passo e tanto.

Se o teto salarial foi acertado, ficam faltando os complementos — que na verdade não são de fato complementos. São uma parte importante do todo.

Por exemplo: a “Luxury-Tax” e a lei Larry Bird. Elas é que fazem o “cap” estourar. Elas que fazem esses US$ 58 milhões dobrarem em alguns casos.

Alguém já disse nesse botequim (e com propriedade) que basta os times não usarem essas prerrogativas para não estourar o teto. Mas vocês confiam em cartola?

Vejam os casos de New York e Lakers. São os dois times mais ricos da NBA. Eles têm dinheiro transbordando de seus cofres.

Pergunto: por que eles iriam ficar engessados no “cap” se podem estourar e, consequentemente, ganhar um título? Por que eles se sujeitariam a se mediocrizar como um Sacramento ou New Jersey da vida?

Isso é o que a maioria dos patrões quer: todo mundo gastando a mesma coisa e, consequentemente, todos competindo em igualdade de condições. A minoria (leia-se os milionários) não quer.

Mas, como disse, eles são minoria e devem ter de aceitar este cenário com a assinatura do novo acordo entre NBA e NBPA.

CP3

Chris Paul tem mais uma temporada atrelado ao New Orleans Hornets. Se o “salary cap” de 2012/13 pular para US$ 61 milhões, o New York conseguiria contratar CP3 (foto).

O time ficaria com CP3, Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire. E, se bobear, até mesmo Dwight Howard poderia ser contratado, pois haveria espaço no “cap” para isso desde que os dois se entendessem na divisão da grana.

Mas e como ficaria o recheio deste bolo? Não ficaria se os times não puderem gastar o dinheiro daqueles complementos que eu mencionei e que não são apenas os mencionados; há outros.

Há muitas exceções na lei e que possibilitariam o New York montar seu time tendo investido praticamente seu “cap” em Melo, Amar’e, CP3 e D12, como ocorreu com o Miami na última temporada.

Agora eu pergunto: vocês acham que o Charlotte gostaria de ver isso acontecendo? Ou o próprio New Orleans? E o que diria o Clippers e o Golden State?

Como disse acima, os Charlottes, Clippers e GSW da vida são maioria. A vontade deles deverá ser feita. Se dependesse dos Lakers e NYK da vida, o acordo, creio eu, já estaria assinado.

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domingo, 30 de outubro de 2011 NBA | 22:19

A MATEMÁTICA DA NBA E DOS JOGADORES. E UM VÍDEO ESPETACULAR

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O comissário David Stern (foto AP) declarou neste domingo que se um acordo for alcançado até o final da próxima semana, cada equipe jogará 78 partidas na fase regular. Quatro a menos do que ocorre normalmente.

Pra quem sofre achando que o campeonato não vai ocorrer, jogar 78 contendas é o mesmo que 82.

Há quem diga que os 82 confrontos de cada uma das equipes ainda poderão ocorrer. Mas isso também terá que ser discutido, pois para que o calendário completo seja jogado os atletas terão que dar sinal verde.

Ou seja: terão que aceitar uma temporada com poucos dias de descanso. Praticamente jogo hoje e amanhã também.

MATEMÁTICA 1

O jornalista Howard Beck, do “The New York Times”, afirmou neste domingo que o acordo entre a NBA e a NBPA (a associação dos jogadores) está 95% certo. Faltam apenas 5%, mas, segundo Beck, estes 5% emperram o negócio.

O que seriam os 5%? A divisão do tal do BRI (Basketball Related Income). Ou seja: tudo o que a NBA arrecada. A NBA propõe 50-50. Os jogadores querem 52-48.

Caramba, como pode alguém dizer que a divisão do BRI pode significar apenas 5% da discussão? Pode não ser 100% (e nem é), mas é muuuuuuuuuito mais do que 5%.

Não sei precisar quanto. Se fosse para arriscar, diria que uns 80%.

MATEMÁTICA 2

Billy Hunter (foto), diretor executivo da NBPA, disse que todos os telefonemas que ele recebeu de jogadores sobre a questão do BRI deram conta de que ninguém quer que o negócio seja fechado abaixo de 52%.

Com base nas receitas da temporada passada (US$ 4 bilhões), a diferença entre 50% e 52% é de US$ 100 milhões a menos para os jogadores a cada temporada.

Ou seja: se o contrato for renovado por dez anos (como quer a NBA), os jogadores estariam abrindo mão de US$ 1 bilhão.

Cancelar toda uma temporada significa perder US$ 4 bilhões, como vimos com base no que foi arrecadado na temporada passada. Ou seja: US$ 2 bilhões para cada uma das partes.

Puxa vida, será que os caras não enxergam isso?

MATEMÁTICA 3

David Stern afirmou que o cancelamento da pré-temporada gerou perdas de US$ 200 milhões. Outros US$ 200 milhões foram perdidos com o cancelamento da primeira semana da temporada regular.

Se um mês inteiro for cancelado, a perda para os jogadores será de US$ 350 milhões, disse o comissário.

Nunca fui bom de matemática. Por isso, peço ajuda a vocês: se mensalmente os jogadores perdem US$ 350 milhões, se o campeonato começar em janeiro, a perda será de US$ 700 milhões.

Próximo ao que eles perderiam se assinassem em 50-50. Vale a pena seguir insistindo nesses 52%?

Como já disse aqui, os patrões têm outras fontes de renda. Se o campeonato não ocorrer, alguns perderão dinheiro; outros não perderão nada; e outro tanto, aquele que trabalha no vermelho, como disse Stern, esse tanto estará economizando.

Puxa vida, será que os jogadores não enxergam isso?

VÍDEO

O companheiro Ricardo Camilo mandou em uma de suas mensagens link com um vídeo que percorre a internet no momento. É espetacular, pois revela e reflete bem a situação, especialmente do ponto de vista do torcedor.

Vejam:

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sexta-feira, 28 de outubro de 2011 Sem categoria | 22:19

SEM ACORDO, NBA CANCELA MAIS DUAS SEMANAS DA TEMPORADA REGULAR

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Infelizmente não foi nesta sexta-feira. Pior do que isso: mais duas semanas foram canceladas. NBA e NBPA (a associação dos jogadores) não chegaram ao desejado e esperado acordo.

Pau Gasol postou em seu Twitter: “É triste cada vez que a NBA anuncia o cancelamento de mais jogos”.

Manu Ginobili, também através do microblog, afirmou: “Nenhum acordo. NBA cancelou mais duas semanas. Eu sinto saudades do jogo”.

Não só você, Manu, mas todos nós.

Os jogos cancelados foram aqueles até o dia 30 de novembro. Com este novo cancelamento, o comissário David Stern afirmou: “Não tem mais jeito de se jogar as 82 partidas da temporada regular”.

A expressão facial de Stern ao fazer o depoimento revelava bem a situação: o comissário estava abatido e a derrota estava estampada em seu rosto.

Embora tenha havido progressos nas questões periféricas, quando o assunto “divisão dos lucros” foi jogado na mesa, não houve acordo. Isso fez Stern cancelar mais duas semanas.

Os patrões voltaram a apresentar a oferta de 50-50. Billy Hunter, diretor executivo da NBPA disse: “Não baixaremos nem um centavo sequer na nossa proposta de 52-48”.

Em seguida, segundo depoimento do comissário, Hunter fechou sua agenda e deixou a sala de reunião.

Derek Fisher, armador do Lakers e presidente do sindicato dos jogadores, afirmou após a reunião encerrada: “Nós já fizemos concessões, mas parece que isso não tem sido suficiente”.

Nenhuma outra reunião foi marcada.

Da minha parte, mais nada a declarar. Ah, sim: não acho mais nada também.

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