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domingo, 16 de setembro de 2012 NBA | 14:08

BILL RUSSEL AGORA ELOGIA O MIAMI, QUE DEVERÁ TER O LAKERS COMO ADVERSÁRIO NA FINAL DA PRÓXIMA TEMPORADA

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Bill Russell, depois de ter rasgado elogios a Joakim Noah, a quem ele considera um dos jogadores que o fazem assistir atentamente a uma partida da NBA, Russell, dizia eu, agora falou sobre o Miami. Disse que o time do sul da Flórida está usando uma estratégia semelhante à de seu Boston Celtics. Seu Boston que na verdade era também do técnico Red Auerbach (ambos na foto acima), o grande mentor daquele esquadrão que formou a maior dinastia da história da NBA.

O C’s de Russell, se você não sabe ou se esqueceu, ganhou nada menos do que 11 títulos. Era uma máquina de jogar basquete. Quer dizer: segundo a visão deste que para muitos é o segundo maior jogador da história da NBA (atrás apenas, obviamente, de Michael Jordan), o Heat está no caminho certo.

E no que consiste a tática do Miami? Contratar veteranos para gravitarem ao lado de seu núcleo, composto pelos Três Magníficos: LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh. Mas ele alertou: é preciso contratar os jogadores corretos; caso contrário, se eles não se engajarem no projeto (como costuma dizer Wanderley Luxemburgo), tudo se rui.

Há pelos menos três grandes jogadores permeando os Três Magníficos: Shane Battier (que completará sua segunda temporada), Ray Allen (campeão em 2008 com o C’s) e Rashard Lewis (um vice-campeonato com o Orlando em 2009).

O Miami está realmente muito forte. E pelo que vejo, parece-me o único time capaz de competir com o Lakers de Kobe Bryant, Pau Gasol e Dwight Howard em pé de igual; ou melhor, vejo o Heat num patamar acima em relação ao Lakers e isso se deve à presença de um jogador: LeBron James.

LBJ superou o trauma de “morrer na praia”. Ganhou o anel de campeão na temporada passada, conquistou sua segunda medalha olímpica em Londres e está cheio de moral. E de saúde também. É, sem dúvida alguma, o grande jogador da NBA na atualidade.

Sinceramente? Acho mesmo muito difícil que algum jogador da NBA no momento consiga suplantá-lo. Nem mesmo Kobe, que tenta provar que não está no ocaso de sua carreira.

A adição de D12, todavia, dará nova vida ao Lakers; e igualmente a Kobe e a Gasol também. Os dois irão se beneficiar de sua imponência no garrafão ofensivo. E no defensivo, D12, todos nós sabemos, é uma máquina de defender.

Aqui pode estar o calcanhar de Aquiles do Miami em relação ao Lakers. CB1, ao que tudo indica, será o pivô do time nos playoffs. Erik Spoelstra vai usar pivôs de ofício durante a fase de classificação, mas quando os playoffs chegarem, ele deverá passar Bosh para o pivô, usando LBJ, Battier e Lewis como ala de força (LBJ nem tanto), como, aliás, ele fez no campeonato passado.

Com isso, eu fico aqui matutando: CB1 terá forças para atacar o garrafão do Lakers com D12 lá dentro? Acho difícil; é como dar murros em ponta de faca, perdoem-me o clichê, mas ele é bem apropriado à situação. E o que CB1 tem que fazer? Abrir; ou seja: jogar aberto, tirar D12 de sua zona de conforto, obrigá-lo a correr. D12 é ágil, mas não sei se ágil o suficiente para marcar CB1 fora do garrafão.

Por isso, se o Miami, em uma provável final de NBA contra o Lakers, quiser machucar o time californiano, CB1 terá que ser esperto ofensivamente.

Mas e defensivamente? Bosh não tem a menor condição de marcar Dwight.

O Miami procura Susan desesperadamente; isto é, tenta encontrar outro pivô para ajudar Joel Anthony e Dexter Pittman, os dois únicos de ofício com contrato com a franquia. Falou-se naquele pivô de Kentucky que jogou a temporada passada pelo New York e que agora eu não me lembro o nome. Há Udonis Haslem, corajoso, mas ele é uma migalhinha perto de D12.

Portanto, como disse, o calcanhar de Aquiles do Miami está em encontrar soluções para driblar a presença de Dwight Howard. Gasol não é tão problemático assim, pois CB1 e Udonis vão brigar de igual para igual com ele. E Kobe será vigiado por LeBron e Battier.

Vamos inverter a análise? Vamos analisar o quadro do ponto de vista do Lakers?

Quem vai conter LBJ? Metta World Peace? Boa resposta; MWP é forte, valente e seu jogo mental é muito interessante. Não chega a ser um Dennis Rodman, pois ele, no calor de um embate, às vezes costuma perder as estribeiras. E quando isso acontece, ele prejudica o time. The Worm não fazia isso. Por isso também, para mim, ele é o maior PF que vi jogar e o maior na história da NBA. Minha opinião; ponto final; ninguém vai mudá-la. Portanto, não gastem saliva.

Voltando ao embate entre MWP e LBJ, o velho Ron-Ron pode ajudar a minar King James. Kobe? Nem pensar; Black Mamba tem que vigiar D-Wade. Por falar em Dwyane, será ele o encarregado de marcar Steve Nash? É… tem Nash também, como eu me esqueci? Quem vai marcá-lo? LBJ? LBJ não é onipresente — nenhum ser humano é, apenas Deus.

Portanto, se LBJ for marcar Kobe, alguém terá que grudar em Nash. Ou será que Spo vai deixar Shane em cima de KB e LBJ na cola do canadense? É, pode ser uma alternativa.

Mas voltando a LeBron, eu pergunto: e quando MWP cansar ou ficar carregado com faltas? O que fazer? Não há o que fazer, pois o Lakers não tem ninguém mais no elenco capaz de marcar LBJ. Nem Kobe. Kobe é bom para marcar D-Wade, esses shooting guards. Vigiar alas ele tem dificuldades, pois: 1) não tem tamanho; 2) está em declínio físico.

Se D12 é um problema para o Miami, LBJ será um tormento para o Lakers.

Enfim, rapaziada, neste domingo de muito sol, cerveja gelada, eu apenas comecei a conversar. Espero que vocês deem sequência ao assunto. Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012 NBA | 00:24

BILL RUSSELL RASGA ELOGIOS A JOAKIM NOAH

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Não podia deixar passar batido a declaração de Bill Russell, para muitos o segundo maior jogador da história da NBA, homem que mais títulos conquistou: 11 ao todo. Russell, que foi submetido há dias a uma cirurgia cardíaca e felizmente passa muito bem, disse que um dos jogadores que mais lhe dão prazer dever jogar é Joakim Noah. Segundo ele, o pivô do Chicago é subestimado e as pessoas deveriam olhá-lo com mais atenção.

E Bill sabe do que fala, pois era igualmente jogador da posição quando escreveu seu nome na história da NBA usando a camisa 6.Aliás, LeBron James, quando aposentou o número23 em homenagem a Michael Jordan, passou a usar esse número em consideração a Bill Russell.

“Joakim é um dos meus jogadores favoritos”, disse Russell, que emendou uma crítica a Tom Thibodeau e seus assistentes: “O Bulls não aproveita algumas de suas habilidades. Ele não é apenas um grande reboteiro, mas é principalmente um excelente passador. E um grande passador de bola é mais importante para um time no ataque do que um bom arremessador”.

Bom, feito o registro, o que eu posso dizer pra finalizar nosso rápido bate-papo é que Bill Russell toca num tema que é recorrente neste botequim quando o assunto é a visão ofensiva de Thibs. O atual treinador do Chicago domina a matéria quando o assunto é defesa, mas quando ela versa sobre o ataque Thibs deixa muito a desejar.

Por conta disso, recentemente, sugeri que a franquia contrate Mike D´Antoni para treinar o ataque. Até porque o Bulls deve ficar sem Derrick Rose praticamente toda esta temporada ou então a sua totalidade.

Ainda é tempo; D´Antoni segue desempregado. Sua vinda para o Chicago seria muito importante. Thibs não está com nada quando o assunto é atacar.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012 NBA | 11:54

SLAM ELEGE OS 500 MAIORES JOGADORES DE TODOS OS TEMPOS NA NBA. ADIVINHA QUEM FICOU EM PRIMEIRO?

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A “SLAM”, uma espécie de bíblia do basquete dos EUA, acabou de postar um ranking com os 500 maiores jogadores da história da NBA. Clique aqui e veja o ranking completo.

O magazine levou em consideração jogadores que tenham atuado ao menos cinco anos na NBA. Levou em conta média de pontos, assistências, rebotes, desarmes, tocos, minutos jogados, percentual de acerto dos arremessos no geral, de três, de lances livres e o que eles batizaram de “win share” (percentual de vitórias obtidas por partidas disputadas) e “win share/48” (percentual de vitórias obtidas por minutos jogados). Os dados são do site Basketball Reference.

Adianto os dez primeiros:

1º Michael Jordan
2º Wilt Chamberlain
3º Bill Russell
4º Shaquille O’Neal
5º Oscar Robertson
6º Magic Johnson
7º Kareem Abdul-Jabbar
8º Tim Duncan
9º Larry Bird
10º Kobe Bryant

Aguardo ansiosamente pelas mensagens.

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quarta-feira, 7 de março de 2012 NBA | 17:21

MAIS DALLAS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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O assunto Dallas ainda desperta muitos sentimentos entre as pessoas que são frequentadoras assíduas deste botequim e aqueles paus-d’água que só aparecem aqui encachaçados para xingar o dono do boteco. Os sentimentos mais frequentes são os de raiva, surpresa e decepção.

Os dois últimos eu compreendo. Afinal de contas, por sermos próximos e estarmos juntos há um bom tempo, ao emitir uma opinião contundente sobre meu sentimento a respeito do time campeão do Dallas posso mesmo causar admiração (caramba, Sormani, você acha mesmo que o Mavs é um timeco?) e/ou decepção (puxa vida, Sormani, não esperava que você não visse qualidades no Dallas).

O sentimento de ira, no entanto, me chama a atenção. A troco? Não ofendi ninguém; apenas emiti minha opinião, apenas isso. Quem é contrário a ela, que se manifeste e com exemplos mostre que eu estou errado.

Muitos fizeram isso (e seus comentários foram postados), mas outro tanto, impregnado pelo radicalismo e entorpecido pela obtusidade trataram basicamente de me ofender (e essas mensagens foram para a lixeira).

Aos xiitas obtusos (seria pleonasmo?) apenas um aviso: não leio suas mensagens. Ao observar do que se trata, paro a leitura na primeira frase e mando-as direto para a lixeira. E mais: elas não me incomodam; aliás, elas até me ajudam, pois ao acessarem o blog para escrever mensagens raivosas isso significa um “clique” e no relatório mensal o blog aparece entre os mais visitados do iG, o que acaba sendo muito bom para mim. Obrigado, portanto, por acessar o blog. Espero, pois, que vocês continuem se reunindo no Orkut e combinando de entrar no blog para entupi-lo de mensagens agressivas.

DÚVIDA

Quanto ao tema “Dallas”, não retiro nem uma linha do que escrevi. Mas não sou estúpido. Se o time texano provar para mim que é merecedor de crédito, mudarei meu discurso; óbvio.

Como disse, o título do Dallas foi merecido. Ninguém é campeão à toa, ainda mais em um sistema de playoffs melhor de sete.

A dúvida que ainda tenho é: será que o Mavs não foi melhor apenas naquele momento? Será que o Dallas não se aproveitou de um momento em que tudo se encaixou e deu certo? Um momento em que tudo convergia favoravelmente a ele?

Eu encontro “senões” em todas as séries vencidas pelo Mavs.

1) Portland — Surge como favorito em todo campeonato, mas nunca vence ninguém. É o famoso “rojão sem bomba”;
2) Lakers — Time estava todo bagunçado por conta de relacionamento ruim entre jogadores, tanto que foi varrido;
3) OKC — Time jovem, que estava nos playoffs apenas segunda vez;
4) Miami — LeBron James desaparecendo na série final.

Tenho, pois, o sentimento de que o Dallas foi um campeão de ocasião, pois não via (como ainda não consigo enxergar) grande coisa naquele time. Mas posso estar errado.

E o que o Dallas tem que fazer para mostrar que estou equivocado? Ganhar mais títulos. Se ele o fizer, não há o que se contestar; se não o fizer, ficarei eternamente com esta opinião: foi um campeão de ocasião.

DINASTIA

Vejamos os campeões da NBA…

Na década de 1950, o Minneapolis Lakers formou a primeira dinastia da NBA e ganhou cinco campeonatos. Campeão incontestável.

Na década de 1960, foi a vez de o Boston deixar a todos boquiabertos com um time que tinha Bob Cousy, John Havlicek e Bill Russell. Campeão mais do que incontestável.

O Lakers, já em Los Angeles, comandado por Magic Johnson, voltou a dar as caras no final da década de 1970 e na seguinte conquistando cinco títulos.

Depois apareceu o Chicago de Michael Jordan e seus dois “Three Peats” e o San Antonio de Tim Duncan, que ganhou quatro torneios.

O Lakers, comandado primeiro por Shaquille O’Neal e depois por Kobe Bryant, voltou a bagunçar os adversários conquistando cinco troféus.

Alguém ousa contestar estas equipes?

SOLITÁRIO

Há times que ganham apenas um título, mas que disputaram outros. São os casos do Philadelphia, campeão em 1983, mas que foi vice em 1977, 80 e 82. E também do Detroit, vencedor em 2004, vice em 2005 e que perdeu as finais da conferência em 2006, 2007 e 2008.

Talvez eu tenha sido injusto quanto ao Detroit de Chauncey Billups por conta deste currículo apresentado e alertado por um parceiro deste botequim. Mesmo assim, acho que um verdadeiro campeão não fica em apenas um título; ele ganha outros. E o Detroit, todos nós sabemos, jogava em uma conferência capenga. Por conta disso, não sei valorar esses números do Pistons e por isso eu fico em dúvida.

BISAR

Desta forma, se o Dallas chegar nesta temporada e repetir o título da passada, eu prontamente mudo meu discurso. Sim, pois ele deixa claro que não foi um campeão de ocasião.

Mesmo que não ganhe este ano (o time foi muito mexido e perdeu peças importantes), mas chegue no ano que vem, OK; sem problema. Não é preciso enfileirar campeonatos.

O San Antonio de Timmy nunca venceu títulos na sequência. Ganhava ano sim, ano não numa sequência tripla (03, 05 e 07), antecedida pelo campeonato conquistado em 1999. Foi um timaço, que ainda tentar dar um último suspiro.

E o Boston de Larry Bird também nunca foi campeão seguidamente.

EPÍLOGO

Estou, pois, no aguardo. Meu sentimento ainda é o mesmo. Cabe ao Dallas mudá-lo.

E a vocês, nobres parceiros, que tentaram com raciocínio e argumentos me convencer que estou equivocado e sendo injusto, eu agradeço no mínimo pela educação de vocês. E as encachaçados, obrigado também por acessar o blog e torná-lo um dos mais visitados do iG.

RODADA

Alguém conseguia imaginar que o Lakers seria batido pelo pobre Detroit? Eu não; confesso. A derrota por 88-85 foi justa. Aliás, o time já era para ter perdido no tempo normal não fosse a genialidade de Kobe Bryant, que acertou uma bola com o cronômetro praticamente zerado, empatando a partida em 78 pontos e levando-a para a prorrogação… O armador Rodney Stuckey foi um gigante. Do alto de seu 1,96m anotou 34 pontos, seis deles na prorrogação num total de dez anotados pelo Pistons… Greg Monroe: não foi desta vez que vi um grande jogo dele. Foi bem nos rebotes (15), mas até agora procura o caminho da cesta: 1-10. Pior: nem lance livre bateu, demonstrando certa fragilidade ofensiva e temor aos postes adversários, especialmente Andrew Bynum, que anotou 30 pontos e pegou 14 rebotes… Kobe Bryant foi mal: 8-26 nos arremessos. Só não merece vaias por conta da bola que mandou o jogo para a prorrogação… No Texas, talvez emocionado pelas homenagens, Tyson Chandler foi um desastre na derrota do New York para o Dallas por 95-85: seis pontos e oito rebotes. Tentou a cesta em apenas cinco ocasiões!… Jeremy Lin: continua atrás do tempo perdido: 14 pontos e sete assistências. Nos arremessos, 4-13. Se eu fosse Mike D’Antoni deixava Carmelo Anthony de fora uma partida pra ver no que dá. Ainda acho que ele atrapalha Lin… O New Jersey, que ontem jogou com seu uniforme dos tempos de Nova York (por isso “New York” no peito), levou uma surra do Heat em Miami: 108-78. O mesmo New Jersey que havia vencido, fora de casa, Dallas, New York e Chicago… Chris Bosh voltou depois de três partidas ausentes (morte da avó) e anotou 20 pontos… DeShawn Stevenson, aquele que provocou LBJ depois do título do Dallas (vestiu uma camiseta onde se lia “Hey LeBron! How’s my dirk taste?”), nem foi notado em quadra… O Boston precisou de uma prorrogação para bater o Houston por 97-92. Rajon Rondo, desta vez, bateu na ferradura: nove pontos (4-12). Mas Paul Pierce foi um gigante do alto de seus 30 pontos.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 NBA | 18:24

PAUL PIERCE BATE RECORDE DE LARRY BIRD. ELE É O MAIOR CESTINHA DA HISTÓRIA DO BOSTON?

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Paul Pierce bateu o recorde de pontos de Larry Bird e tornou-se o segundo maior artilheiro da história do Boston Celtics. Paul Pierce é mesmo mais cestinha do que Larry Bird?

Boa pergunta.

Vamos discuti-la nesta tarde/noite quente de quarta-feira, que, cá pra nós, mais dá vontade de tirar uma soneca do que ficar com calculadora na mão somando aqui, dividido ali, tudo pra tentar entender o que significa a façanha de Paul Pierce.

The Truth, como é também conhecido o atual ala do Celts, anotou 15 pontos na vitória de ontem de seu time sobre o Charlotte por 94-84. Chegou à marca de 21.797 pontos. Esse número comprido e bonito, que pode muito bem servir de senha da internet, do banco, do cartão de crédito, do celular ou do League Pass ou do raio que o parta, supera os de Larry Bird em seis pontos.

Pierce (foto AP) jogou uma temporada a mais e, portanto, disputou mais partidas. Foram, até agora, 985 contendas com a camisa 34 do Boston. Sua média é de 22,1 tentos por cotejo, com um aproveitamento de 44,8%.

“The Legend”, como Bird era chamado pelos companheiros, em seus 13 anos com a camisa 33 do alviverde de Massachusetts, anotou 21.791 tentos. Jogou 897 pelejas com a camisa 33 do Boston e registrou média de 24,3 pontos por jogo e um percentual de aproveitamento de 49,6%.

Mesmo com média e percentual inferiores, duas importantes personalidades ligadas direta e indiretamente à história do Boston apontaram Pierce como sendo mais artilheiro do que Bird.

Robert Parish, pivô e companheiro de time de Larry Bird, afirma que Pierce tem mais o faro da cesta. E isso tem um grande significado, pois Parish formou ao lado de Bird e Kevin McHale o segundo “Big Three” da história do Celts.

Bob Ryan, sexagenário jornalista do “Boston Globe”, um dos homens que mais conhecem a história da equipe da Nova Inglaterra, vai igualmente na linha de Parish e também crava em Pierce.

Além deles, muitos jovens torcedores, aqueles que não viram Larry Bird jogar e só conhecem o primeiro “Big Three”, formado por Bill Russell, Bob Cousy e John Havlicek, através de leituras, também vão nesta linha: acham Pierce mais goleador que Bird.

Todos são gratos ao que Pierce tem feito pela franquia. Mesmo com apenas um título nesses 13 anos de NBA, quando também foi eleito o MVP das finais, Pierce não nega fogo. Mesmo torcedor de carteirinha do Lakers, quando Pierce entra em quadra e vê a amarelinha pela frente, ele se transforma em um Leprechaun e torna-se guardião da histórica do Celtics comovendo a todos. Em seis oportunidades acabou entre os dez maiores cestinhas da liga.

Mas Bird (foto) também era assim; era igualmente um Leprechaun. Era um guerreiro que jamais deixou de defender as causas do Celtics. E ao contrário de Pierce, ganhou três títulos: 1981, 1984 e 1986, tendo sido eleito MVP das finais nos dois últimos campeonatos ganhos. Assim como Pierce, acabou entre os dez maiores cestinhas da liga em seis ocasiões.

Nunca negou fogo também. Sua briga com Dr. J é histórica. Nela, aliás, registra-se uma das maiores covardias na história da NBA, protagonizadas por Charles Barkley e Moses Malone, que seguraram Bird para que Dr. J (não menos covarde) o esmurrasse.

Mas esqueçam isso e voltemos ao nosso tema: Pierce ou Bird? Quem é o maior artilheiro da história do Boston?

OPS!

Peraí, a gente não pode continuar essa história e prosseguir nossa pesquisa sem encaixar nesta narrativa John Havlicek. Afinal, Hondo, como ele era conhecido, é o maior cestinha da história do Boston, o número um!, com 26.395 pontos em 1.270 partidas disputadas com a camisa 17 alviverde.

Havlicek teve média de 20,8 pontos e um percentual de aproveitamento de 43,9%. Foi oito vezes campeão da NBA e em 1974 ganhou o MVP das finais. Terminou entre os dez maiores cestinha das NBA em seis oportunidades, sendo que em 1971 ficou em segundo lugar.

Jogou 16 anos, sempre com a mesma camisa, assim como Paul Pierce e Larry Bird. Era um cavalheiro dentro e fora das quadras. Certa vez, Jerry West, seu eterno rival, definiu Havlicek da seguinte maneira: “Ele é um embaixador do nosso esporte. John sempre deu o seu melhor todas as noites e sempre encontrou tempo para seus companheiros, torcedores e imprensa”.

PESQUISA

O jornal “Boston Globe” postou em sua edição eletrônica uma pesquisa para saber dos fãs quem é o maior artilheiro da história do Celtics. Dez são as opções; os três entre elas.

O resultado, no momento em que posto este texto diz:

1º Larry Bird: 64,07%
2º Paul Pierce: 16,97%
3o John Havlicek: 11,67%

E pra você, quem é o maior cestinha da história do Boston Celtics?

DEFESA

Alguém pode perguntar: e Bill Russell?

Não, Bill não era um cestinha nato. Ele se notabilizou na NBA por ser um grande defensor. Revolucionou a liga com novos conceitos defensivos. Pegou um total de 21.620 rebotes, o que lhe deu uma média de 22,5 por jogo, liderando a liga em quatro oportunidades.

Em suas 13 temporadas com a camisa 6 do Celts ganhou 11 títulos e anotou 14.522 pontos, média de 15,1 por partida e percentual de aproveitamento de 44,0%.

Até o surgimento de Michael Jordan, Russell era tido como o maior jogador da história da NBA.

Bill não entra nessa briga. Sua parada é outra.

Um dia a gente fala sobre ela.

VÍDEO

Veja abaixo o vídeo da briga entre Larry Bird e Dr. J e depois me digam se houve ou não covardia:

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Basquete europeu, NBA | 21:06

UMA NOITE QUE DEVERIA SER APENAS DE ARVYDAS SABONIS

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Logo mais à noite, 22h de Brasília, a classe de 2011 será adicionada ao Salão da Fama do Basquete (Basketball Hall of Fame). A cerimônia acontecerá em Springfield, Massachusetts, onde o basquete foi criado na YMCA local no longínquo ano de 1891.

Já visitei o local em duas oportunidades. Pra nós que gostamos de basquete é um prato cheio.

Bem, mas dizia eu, logo mais à noite a classe de 2011 será adicionada ao HOF de Springfield. Os nomes são estes:

Chris Mullin — Medalha de ouro com os EUA nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984 e Barcelona, 1992;

Dennis Rodman — Cinco vezes campeão da NBA;

Artis Gilmore — Campeão da ABA (que foi encampada pela NBA) em 1975 com o Kentucky Colonels;

Tara VanDerveer — Quatro vezes eleita melhor treinadora da NCAA;

Teresa Edwards — Quatro vezes medalha de ouro nos Jogos Olímpicos;

Herb Magee — Treinador mais vitorioso na história da NCAA;

Tom “Satch” Sanders — Oito vezes campeão da NBA com o Boston Celtics;

Tex Winter — O inventor do sistema dos triângulos, que fez a fama de Phil Jackson;

Reece “Goose” Tatum — ex-jogador do Harlem Globetrotters.

Deixei de colocar o nome de outro homenageado desta noite. A não-inclusão foi proposital, pois, na minha opinião, ele deveria o centro das atenções da cerimônia desta sexta-feira.

Mas seguramente não será, pois o evento acontecerá nos EUA e os americanos não fazem muita ideia do que Arvydas Sabonis significou para o basquete.

INÍCIO

Sabonis nasceu em Kaunas, Lituânia, no dia 9 de dezembro de 1964. Começou a carreira no Zalgiris, um dos mais famosos e populares times do país. Tinha apenas 17 anos quando entrou em quadra pela primeira vez jogando entre os adultos.

Foi tricampeão soviético com o Zalgiris. Sim, soviético, pois na época em que Sabonis nasceu, cresceu, aprendeu a jogar e desenvolveu seu basquete a Lituânia era uma das 15 repúblicas da União Soviética.

Sabonis ficou no Zalgiris até 1989, quando transferiu-se para o basquete da Espanha. Tinha sido, no entanto, recrutado pela NBA em 1985.

GUERRA FRIA

Arvydas Sabonis foi selecionado pelo Atlanta Hawks na 77ª posição, numa época que não havia o limite de duas rodadas no “NBA Draft”. O recrutamento de Sabonis, no entanto, foi invalidado, pois ele não tinha completado 21 anos e a NBA exigia isso.

No ano seguinte, mesmo tendo rompido dramaticamente o tendão de Aquiles, foi selecionado pelo Portland na 24ª posição. As autoridades soviéticas, no entanto, proibiram Sabonis ir para os EUA.

A Guerra Fria já dava sinais de arrefecimento, mas ainda vigorava. Sabonis ficou no meio deste fogo-cruzado e não pôde ir para a NBA quando mais queria.

Acabou na Espanha.

EUROPA

O primeiro time de Sabonis na Espanha foi o Valladollid. Lá ficou por três temporadas.

Transferiu-se para o Real Madrid em seguida. No time merengue, foi bicampeão espanhol e em seu derradeiro ano no time da capital espanhola tornou-se campeão europeu ao bater na final o Olympiakos da Grécia por 73 a 61.

Na decisão, Sabonis anotou 23 pontos e foi eleito o MVP das finais. Mas não foi seu único prêmio individual. Foi eleito o melhor jogador europeu em oito de suas 14 temporadas europeias antes de ir para a NBA.

Deixou a Europa aos 31 anos. Depois de cruzar o Oceano Atlântico, desembarcou nos EUA para atuar pelo Portland.

Mas não era mais aquele menino cheio de sonhos e seus dois tendões já haviam sido operados. Foram duas contusões graves. E os joelhos também o traíam.

Mesmo assim, a expectativa era grande nos EUA. Afinal de contas, além dos títulos pelo Zalgiris e Real Madrid e dos oito prêmios de melhor jogador da Europa, com a camisa da União Soviética Sabonis havia conquistado o campeonato mundial de 1982 (Colômbia), o europeu em 1985 (extinta Alemanha Oriental) e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1988 (Seul).

Além desses ouros, houve uma prata no Mundial da Espanha em 1982 e dois bronzes dos europeus disputados na França (1983) e na extinta Iugoslávia (1989).

LIMITADO

Como disse, Sabonis chegou à NBA com 31 anos. Chegou com os tendões comprometidos e os joelhos doendo demais. Segundo os que o acompanhavam, Sabonis chegou à NBA jogando apenas 30% do que jogava no auge de sua carreira na Europa.

Mesmo assim, em seu primeiro ano com o Portland, ajudou a levar a equipe aos playoffs. Na primeira rodada, o time do Oregon pegou o Utah Jazz: foi batido por 3-2 (naquela época, a primeira rodada dos playoffs era em melhor de cinco), mas mesmo derrotado, Sabonis deixou o confronto com médias de 23,6 pontos e 10,2 rebotes por partida.

Mesmo atuando apenas um terço do que podia, Sabonis impactou a NBA em seu primeiro ano. E aos 31 anos, ironicamente acabou eleito para o time dos “rookies”.

Foi motivo de piadas, claro; mas todas numa boa, zoando apenas a idade e não o jogador.

BEBIDA

Na mesma proporção em que fazia cestas, pegava rebotes e dava tocos, Sabonis bebia. E bebia feito um gambá.

Adorava vodka. E no verão, sua bebida favorita era a cerveja.

Nas ocasiões em que estive nas finais da NBA, conversando com jornalistas espanhóis, eles me contaram que Sabonis chegava para os treinos do Real Madrid carregando aquelas caixinhas de seis cervejas. Uma em cada mão.

Deixava a bebida em uma das geladeiras do vestiário. Quando o treino acabava, tomava todas. Não repartia com ninguém.

Na premiação nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, Sabonis não conseguiu subir no pódio para receber a medalha de bronze. Estava completamente bêbado.

Isso porque a partida que definiu o terceiro colocado foi antes da decisão entre o Dream Team e a Croácia. “Era muito tempo para ele esperar”, disse Donnie Nelson, filho de Don Nelson, que trabalhou como assistente técnico da Lituânia em Barcelona.

Sabonis comemorou a valer a vitória por 82-78 diante da CEI (o que restou da União Soviética). Sabonis não apenas celebrou o bronze, mas o fato de ir ido à forra diante do regime que o impediu de jogar na NBA no auge de sua forma, impediu-o de realizar seu grande sonho, numa época em que, para muitos, ele era o maior pivô do planeta.

MAIOR DE TODOS?

Certa vez, conversando com Claudio Mortari, ex-treinador da seleção brasileira e daquele timaço do Sírio que foi campeão do mundo, ele me disse: “Sabonis foi o maior pivô da história do basquete”.

Isso foi no final dos anos 1980. Patrick Ewing estava no auge; David Robinson também.

Maior do que Ewing e Robinson?, cutuquei Mortari. “Não tenha dúvida disso”, respondeu ele, convicto de que seu depoimento não o faria cair no ridículo.

“Ele jogava muito mais do que esses caras, porque eu vi, ninguém me contou; eu vi”, disse-me Marcel Souza, um dos maiores jogadores da história no nosso basquete. “Vi o Sabonis acabar com esses caras no mano-a-mano”, completou Marcel, que chegou a enfrentar Sabonis em algumas ocasiões com a camisa da seleção brasileira.

“A primeira vez que eu vi o Sabonis jogar foi no Mundial de 1982, na Colômbia”, recorda-se Marcel. “Ele tinha apenas 22 anos e era reserva do (Vladimir) Tkachenko. Não jogava muito, mas quando entrava em quadra, barbarizava”.

Oscar Schmidt também jogou contra Sabonis. Não apenas com a camisa da seleção, mas também quando estava na Europa jogando pelo Caserta e o Sabonis no Real Madrid.

“Era um craque”, definiu este outro gênio do basquete brasileiro. “Se não tivesse tido problema nos dois tendões e tivesse ido cedo para a NBA, teria sido seguramente o maior pivô de todos os tempos, maior do que (Kareem Abdul) Jabbar, (Wilt) Chamberlain, (Bill) Russell, (Patrick) Ewing, maior do que todos esses”, decretou Oscar.

Bill Walton, certa vez, definiu assim Sabonis: “É o Larry Bird com 2,21m”.

E o que ele quis dizer com isso? Que Sabonis sabia fazer de tudo em quadra: apanhar rebotes, dar tocos, enterrar, pontuar dentro do garrafão, arremessar de meia e de longa distância. Suas bolas de três pontos eram mortais.

“A saída de contra-ataque dele, depois de pegar o rebote, era uma das coisas mais lindas que eu vi como jogador de basquete”, disse-me Oscar. “O passe longo que ele dava era perfeito”.

“Ele jogava como se tivesse apenas dois metros”, definiu Marcel.

EPÍLOGO

Arvydas Sabonis, infelizmente, enfrentou problemas ao longo de sua carreira. Seus dois tendões não deram sossego ao longo de toda a sua carreira. E o regime totalitário soviético, lamentavelmente, impediu-o de chegar à NBA no melhor momento de sua carreira.

Mas quem o viu jogar não vai esquecê-lo jamais. Quem o viu jogar no auge, a maioria dessas pessoas, garante que ele foi o maior pivô da história do basquete mundial.

Eu nunca vi Sabonis ao vivo; lamento muito por isso. Em Atlanta, 1996, onde trabalhei como repórter do SporTV, não consegui ver nenhum jogo da Lituânia.

Mas não vou me esquecer jamais do único momento em que Sabonis esteve a poucos metros de mim: foi no aeroporto internacional de Atlanta, eu voltando para o Brasil e Sabonis para a Lituânia. Sabonis passou bem do meu lado, acompanhando de Sarunas Marciulionis, que era armador do Golden State Warriors e também o seu melhor amigo.

Parei de empurrar o meu carrinho com as duas malas que abrigava roupas dos mais de 30 dias em que “morei” em Atlanta. Fiquei alguns minutos olhando para Sabonis, quase que petrificado, mal podendo acreditar que estava a alguns metros desta lenda do basquete mundial.

Parece que foi ontem.

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sexta-feira, 19 de novembro de 2010 NBA, Sem categoria | 21:42

MICHAEL JORDAN É INCOMPARÁVEL

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Comparar Kobe Bryant a Michael Jordan virou um dos exercícios mais constantes da atualidade. Antes de o campeonato começar, muitos torcedores do Lakers disseram: se o Los Angeles ganhar este título, Kobe se iguala a MJ.

Uma ova; iguala nada. Kobe tem dois títulos como líder do time, nos outros três ele foi o Scottie Pippen de Shaquille O’Neal. Jordan ganhou seis títulos sendo o ator principal do Chicago. Nos seis títulos, foi o MVP das finais; Kobe foi MVP das finais exatamente nos dois onde ele liderou o time em quadra. Nos outros três, Shaq foi o fio condutor que levou o Lakers ao título e ganhou o troféu de MVP.

Portanto, se Kobe e o Lakers forem campeões nesta temporada, Black Mamba ganhará seu terceiro título. Estará ainda três atrás de Michael Jordan.

Mas por que eu falo sobre isso? Porque estava dando uma navegada pela internet e encontrei uma matéria comparando MJ com os maiores jogadores da história da NBA. Ou seja: comparando-o a Kareem Abdul-Jabbar, Wilt Chamberlain, Magic Johnson, Larry Bird, Bill Russell e Oscar Robertson.

Notem que a matéria, de um site de basquete dos EUA, não menciona Kobe Bryant. Fala de Kareem, Chamberlain, Magic, Bird, Russell e Robertson.

Há números muito interessantes. Vamos a eles:

1)    Bill Russell foi o jogador que mais vezes disputou uma final: 12. Depois vem Kareem: 10. MJ chegou a seis e ganhou todas. Russell perdeu apenas uma.
2)    Kareem foi seis vezes escolhido MVP da temporada regular, contra cinco de Jordan e Russell. Mas Kareem disputou 20 campeonatos. Michael, 15, Russell, 13.
3)    Jordan tem seis MVPs de finais. Magic tem três. Bill Russell? Na época dele não tinha. Se tivesse, provavelmente teria uns oito, nove.
4)    Michael apareceu dez vezes no NBA First Team. Idem para Kareem. Bill Russell só três, pois perdia sempre para Wilt Chamberlain, que figurou sete vezes na seleção do campeonato.
5)    Essa é muito boa: Michael Jordan apareceu nove vezes no melhor time defensivo da NBA. Kareem cinco vezes, Chamberlain duas e Russell apenas uma. Magic, Bird e Robertson jamais apareceram no melhor time defensivo.
6)    Michael Jordan ganhou uma vez o prêmio de melhor defensor da liga. Os demais, nunca.
7)    Jordan foi dez vezes o cestinha da temporada regular. Chamberlain, sete. Kareem, duas. Os outros, jamais.
8)    “Rookie of the Year”: todos foram eleitos, menos Magic Johnson, que perdeu o galardão para Bird, e Russell, derrotado que foi por Tom Heinsohn.
9)    Jordan e Chamberlain tiveram a mesma média de pontos na carreira: 30,1. Depois, Robertson com 25,7.
10)    Mas em playoffs Michael teve média de 33,4 pontos. Quem mais se aproximou dele foi Kareem, com 24,3.
Além disso, Michael teve 28 “triple-doubles” na temporada regular, dois em playoffs e um em “All-Star Game” – única vez que isso ocorreu na história do evento. Os demais só anotaram “triple-double” durante a fase de classificação.

Vamos comparar então MJ com Kobe?

1)    Kobe já disputou sete finais, contra seis de Jordan. Perdeu duas; MJ jamais foi derrotado.
2)    Kobe foi uma vez eleito MVP da temporada regular; Jordan, cinco. Note que Kobe já disputou 13 campeonatos; Michael, como vimos, 15.
3)    Kobe tem dois MVPs de finais, Jordan tem seis.
4)    Kobe apareceu oito vezes na seleção do campeonato, Jordan foi escolhido dez vezes.
5)    Kobe figurou oito vezes no melhor time defensivo, contra nove de Jordan.
6)    Kobe nunca foi eleito o melhor defensor da NBA; Michael foi escolhido uma vez.
7)    Kobe foi duas vezes o cestinha da temporada regular. Jordan, dez.
8)    Kobe não foi escolhido “Rookie of the Year”. Michael foi.
9)    Kobe tem 25,3 pontos de média na carreira, enquanto que MJ teve 30,1.
10)    Kobe tem 25,5 pontos de média em playoffs; Michael teve 33,4.

Kobe anotou 17 “triple-doubles”, todos durante a fase de classificação. Nunca em playoff. MJ fez 28 na “regular season” e dois durante os playoffs – e o inédito no “All-Star Game”.

Sinceramente, dá pra comparar?

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010 NBA | 16:43

SHAQ JOGOU O EGO NO LIXO

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Shaquille O’Neal acertou com o Boston. O gesto é significativo: Shaq jogou o ego no lixo, assinou pelo mínimo dos veteranos e parte agora em busca de seu quinto anel.

O mínimo é US$ 1,3 milhão. Longe, muito longe dos US$ 20 milhões que ele amealhou na última temporada, quando não agradou com a camisa do Cleveland.

Shaq poderia ter ido para a Europa. Lá ele teria garantido US$ 10 milhões. Mesmo em declínio, ainda é atração por onde passa.

Não seria diferente na Europa; ao contrário. Qualquer clube que o contratasse recuperaria rapidamente o dinheiro investido. Através de ações de marketing e também com bilheteria.

Mas Shaq jogou o ego no lixo e vai ganhar uma “miséria” na próxima temporada. Tivesse ele atuando no Brasil e encontrasse com o goleiro Felipe, do Santos, por exemplo, poderia ouvir o seguinte do garoto das luvas: “O que você ganhará nesta temporada eu gasto de ração para o meu cachorro”.

Adorei o gesto de Shaq. Ele já faturou US$ 291 milhões ao longo de seus 18 anos na NBA.

Não precisa mais de dinheiro. Precisa, isto sim, resgatar seu prestígio e deixar as quadras por cima.

Parte agora para a 19ª. temporada atrás de um sonho que move mais os novatos e menos os veteranos. A menos que este veterano seja competitivo ao extremo.

Shaq não mostrava-nos este perfil nos últimos campeonatos. Ao longo dos três últimos, para quantificar o mínimo.

Vai atrás de um anel e vai vestir um manto sagrado da NBA. Jogar pelo Boston é como guiar uma Ferrari; é eterno, é para sempre.

NÚMERO

Que número Shaquille O’Neal vai usar na camisa alviverde? Há duas opções: 30 e 34, sendo que o 34 ele usou na época do Lakers e, no Boston Celtics, pertence a Paul Pierce.

Big Daddy jogou com a camisa 32 no Orlando, Miami e Phoenix. Não poderá repeti-la, pois ela foi aposentada pelo Celtics. Foi usada por Kevin McHale, que atuou todas as suas 13 temporadas pelo Boston e conquistou três títulos.

A alternativa do número 33, usado por Shaq na temporada passado com a camisa do Cleveland, também é inviável, pois ela foi vestida simplesmente por Larry Bird, um dos maiores ídolos da franquia ao lado de Bill Russel (que jogava com a jaqueta 6). Está, obviamente, aposentada.

A camisola 31 também está fora de cogitação: era a camisa de Cedrid Maxwell. “Cornbread”, como era chamado, jogou oito temporadas com o Celtics. Ganhou os títulos de 1981 e 84, sendo que em 81 foi eleito o MVP das finais.

A camisa 30 está disponível. Acho que ela será usada por Shaq.

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terça-feira, 24 de março de 2009 NBA | 11:19

DESTEMPERO FORA DE HORA

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O jogo acabou para mim quando faltavam 7:25 minutos para o final do terceiro quarto. Para minha estupefação, vejo Nenê dar uma cabeçada e um empurrão em Louis Amundson do Phoenix.

O oponente esparramou-se no chão; o pivô brasileiro foi expulso.

Para piorar, ainda confrontou-se, cabeça com cabeça (foto Reuters), com o árbitro Bill Spooner, responsável pela sua exclusão da partida.

Deverá ser punido rigorosamente pela NBA. Alguns jogos de gancho e multa pesada.

Na tentativa de entender o que houve entre eles, a tevê mostrou a jogada anterior, quando os dois se enroscaram e Nenê resolveu a parada usando de violência desnecessária.

Não sei o que aconteceu; o brazuca é boa praça, gente boa, como se costuma dizer popularmente. Mas fiquei estupefato, como disse, com o que vi.

Pra quê, Nenê?

“Nós temos que ser mais maduros emocionalmente”, afirmou, irritado, o treinador George Karl, depois da derrota do Nuggets para o Suns por 118-115.

Ser mais maduro emocionalmente é estar preparado para as provocações dentro de quadra. Nenê deve ter sido cutucado por Amundson.

Leio na edição eletrônica do diário “Arizona Central” declaração do pivô do Phoenix sobre o incidente: “Tenho feito alguns inimigos pela liga. Este é o meu jeito de jogar. Meu jogo é duro, é físico, e eu não me deixo intimidar por ninguém. Um monte desses grandalhões não gosta disso, quando outros jogadores os confrontam fisicamente. Eu não vou me deixar intimidar por ninguém. E isso frustra eles”.

Amundson é um pivô “soft”, pois é pequeno (2m06 e 102 quilos). Quando grandalhões tipo Nenê (2m11 e 114 quilos) se deparam com esse tipo de jogador (valente), sentem-se aviltados.

Mas quando o confronto corporal é entre eles mesmos – os grandalhões –, parece haver um acordo tácito e ninguém reclama do jogo físico. Mas quando vem um cara como Amundson, parece que a honra dos grandalhões está sendo questionada.

É isso, pelo menos, que eu deduzo quando leio o que disse o jogador do Phoenix. Mas é como Karl falou: jogador deste nível não pode ser tão imaturo como Nenê foi ontem à noite.

A ausência dele, com certeza, custou a vitória ao Denver. Quatro míseros pontinhos separaram o time colorado do triunfo.

Vejam o que disse Carmelo Anthony sobre a ausência de Nenê: “Nós sentimos falta dele [Nenê] em quadra. Nós precisávamos dele”.

Karl tinha computado como certa esta vitória nestes três jogos fora de casa. Antes de pegar o avião para o Arizona, o treinador do Nuggets disse aos jornalistas que o objetivo era retornar ao Colorado com dois sucessos.

Ele se referia, claramente, ao jogo de ontem, como disse, e ao encontro diante do Dallas. Aceitava a derrota contra o New Orleans.

Graças à imaturidade de Nenê, o Denver não pode pensar em outro resultado que não sejam vitórias diante de Hornets e Mavericks.

O que eu acho?

Difícil; o Denver não tem se mostrado um time preparado para vencer nenhum dos dois embates, pois faltam-lhe qualidades técnicas e emocionais.

Infelizmente.

(Não encontrei em nenhum lugar qualquer declaração de Nenê sobre o incidente.)

RECORDE

Dwyane Wade (foto AP) segue quebrando recordes. Na vitória de ontem do Miami sobre o Memphis por 94-82, o armador do Heat anotou 27 pontos e chegou a 2.064 nesta temporada,.

Isso significa 24 a mais do que ele próprio cravou no campeonato de 2005-06, até ontem recorde de pontos individuais de um jogador do Miami.

Com o resultado, o time da Flórida se sustenta na quinta colocação do Leste, com uma derrota a menos do que o Philadelphia.

SURPRESA

Pois é, jogando em Portland, o Philadelphia proporcionou a grande surpresa da rodada de ontem: bateu o Blazers por 114-108, com direito a uma prorrogação.

Com o triunfo, o Sixers somou sua terceira vitória nos cinco jogos disputados “on the road”. E neste pacote há um sucesso diante do Lakers por 94-93.

O time retorna hoje para a Filadélfia, onde realizará cinco de seus próximos seis combates. Não está matematicamente classificado para os playoffs, mas virtualmente sim.

E isso sem contar com Elton Brand, fora da temporada, o maior investimento feito pela franquia para este campeonato.

Até onde pode chegar esse time na fase decisiva? Semifinais, nada além disso – e olhe lá, pois o confronto deverá ser contra o Miami.

Mesmo com a vantagem da quadra, não acredito que o Sixers dobre o Heat na série melhor de sete. Playoff é o momento escolhido pelos grandes jogadores, como D-Wade.

MANEIRO

Kevin Garnett jogou ontem 18 minutos na vitória do Boston sobre o Clippers por 90-77. Nem precisava ficar mais tempo em quadra.

A menos que ele estivesse olhando para o próprio umbigo; não é o caso.

É óbvio que atuar por tão pouco tempo faz seus números despencar. Na temporada e na carreira.

Ontem, por exemplo, marcou 12 pontos e apanhou apenas dois rebotes. Números tímidos para um jogador de seu calibre.

Mas depois de ter conversado, temporada passada, longamente com Bill Russell – pra mim, e para muitos, o maior jogador depois de Michael Jordan na história da NBA –, KG (foto AP) deve ter entendido o que o veterano pivô do Celtics dizia sobre números, referindo-se aos recordes que Wilt Chamberlain quebrava a todo instante.

“Wilt bate recordes e eu ganho campeonatos”.

Sábias palavras, que hoje devem nortear o capitão do Boston.

KG pouco deve se importar com seus números e nem briga com o técnico Doc Rivers para ficar mais tempo em quadra. Sabe que o que vale são os campeonatos ganhos – e não os recordes quebrados.

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