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segunda-feira, 24 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 18:19

PERDER PRA PORTO RICO É DOSE PRA MAMUTE!

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Não dá para ganhar todas as noites. Verdade, não dá para ganhar todas as noites, mas perder para Porto Rico realmente é dose pra mamute.

Sim, a seleção feminina foi batida na semifinal do Pan-Americano de Guadalajara pelas porto-riquenhas por 69-68 e agora tem que se contentar com no máximo uma medalha de bronze, quando o ouro deveria ser a cor obrigatória dada a fragilidade das adversárias.

Foi uma partida para ser esquecida. Nosso selecionado marcou muito mal.

Individualmente, Érika de Souza, nossa principal jogadora, foi um fiasco. Pegou 15 rebotes, é verdade (também, com 1,97m diante das baixinhas porto-riquenhas, era obrigação), mas fez apenas dois pontos. De seus 12 arremessos, todos eles com o beiço grudado na cesta, acertou apenas um. Um desastre.

Iziane Castro, que se considera uma das maiorais do basquete moderno, ficou o último quarto todinho no banco de reservas. Por quê? Porque forçou o jogo e jogou apenas pra ela e nunca para o time. Anotou 14 pontos, com um aproveitamento de 6/13 (46%) nas bolas de dois e 0/2 (0%) nas de três.

Além delas, a armadora Babi Queiróz, que vinha fazendo um bom Pan-Americano, foi outro desastre: jogou pouco mais de seis minutos, não deu nenhuma assistência e fez uma falta desnecessária no final da partida, diminuindo ainda mais as chances de o Brasil vencer o jogo.

Tassia Carcavalli, a armadora reserva, que ficou mais tempo em quadra, esteve perdida o tempo todo. Sem imaginação, limitou-se: 1) a forçar o jogo quando deveria cadenciar; 2) a dar passes laterais quando deveria ser audaciosa.

Palmira Marçal, que defende muito bem, fez água: não desarmou ninguém. Pior: insistiu nas bolas de três, tendo acertado apenas uma em nove! (11%). Desconfiômetro pra ela!

Ainda creditando a derrota a erros individuais, vamos agora falar do técnico Ênio Vecchi: por mais que Iziane estivesse mal, no fim do jogo ela tinha que estar em quadra. Sua experiência, sua vivência em momentos como este seriam importantes. Mas, inexplicavelmente, Ênio deixou-a no banco.

Do ponto de vista coletivo, a seleção acertou apenas 59% de seus lances livres: 19/32. Se tivesse derrubado duas bolas a mais, teria vencido a partida. Nos chutes de três, 3/20 (15%): ridículo.

E em todo o jogo nosso selecionado deu apenas sete assistências.

Enfim, aquele time que nos encantou no Pré-Olímpico de Neiva (Colômbia), não foi visto em quadra.

Como disse, não dá para jogar bem todas as noites, mas perder para Porto Rico é realmente dose pra mamute.

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domingo, 23 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 20:42

BRASIL BATE A COLÔMBIA E TEM A OBRIGAÇÃO DE VENCER PORTO RICO E DECIDIR O OURO

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Como era de se esperar, o Brasil se classificou em primeiro lugar no Grupo B dos Jogos de Guadalajara. Bateu no começo da tarde deste domingo a Colômbia por 86-53 e agora terá pela frente Porto Rico, que venceu a Argentina por 73-70, ficando em segundo lugar no Grupo A.

O jogo semifinal está marcado para esta segunda-feira, às 16h (Brasília). Eu só espero que a Record transmita a partida. Só isso.

No jogo deste domingo — mais uma moleza deste Pan-Americano —, novamente o técnico Ênio Vecchi rodiziou nossas meninas. Mas bem menos do que na vitória diante da Jamaica.

Iziane Castro foi a cestinha do jogo com 25 pontos. Érika de Souza cravou mais um “double-double”: 15 pontos e 13 rebotes. Nossa pirulona ainda deu quatro tocos. Gostei mais uma vez da nossa armadora Babi Queiróz: seis pontos, sete rebotes, quatro assistências e dois roubos de bola.

De resto, nada mais a se destacar.

O confronto desta segunda-feira não deverá apresentar problemas para o nosso selecionado. Pelo time que tem, pela fragilidade dos adversários, o Brasil tem a obrigação de bater Porto Rico e se qualificar para a final do torneio.

O jogo decisivo está marcado para as 23h desta terça-feira.

DECEPÇÃO

Os EUA perderam os dois jogos disputados até agora no Pan de Guadalajara.  O selecionado norte-americano foi batido em seu primeiro jogo pela Argentina (58-55), fato inédito na história dos confrontos entre as duas seleções. Depois, apanharam de Porto Rico (75-70) — acho que isso também jamais havia ocorrido.

Logo mais, às 23h de Brasília, as americanas devem ser batidas pelo México, que se destaca no Grupo A e joga em casa. Com isso, terminaria o torneio com três jogos e três derrotas.

Eu não me lembro de isso ter acontecido um dia com um time de basquete dos EUA. Uma vergonha.

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sábado, 22 de outubro de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 16:41

CBB REVELA PROJETO DE REPATRIAR NOSSAS JOGADORAS VISANDO LONDRES-12

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O melhor da rodada deste sábado do basquete feminino no Pan de Guadalajara foi a notícia publicada no iG dando conta da intenção de Érika de Souza e Iziane Castro de voltarem a jogar no Brasil. Iziane quer montar um time em São Luís, no Maranhão.

“Já temos até patrocinador fechado, mas não posso revelar a empresa”, disse Iziane. “Se tudo der certo, durante o recesso na WNBA jogo no Brasil e pelo Maranhão”.

Iziane corteja Érika. Ela quer que sua companheira de Atlanta Dream, da WNBA, continue a seu lado, jogando no Maranhão. ‘’É muito tempo fora do país, são dez anos já”, disse Érika. “E tem também a seleção; seria muito bom poder ter as principais jogadoras próximas para preparar bem o time para a disputa dos Jogos Olímpicos’’, completou Érika.

Pra complementar esta notícia alvissareira, Magic Paula (está dando um show nos comentários pela Rede Record) disse que a CBB tem um projeto de repatriar todas as nossas meninas. A entidade quer que elas fiquem no Brasil no ano que vem, ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Se conseguir, não só os nossos torneios internos ganham força, como a seleção também. Ênio Vecchi, que tem se revelado um excelente treinador de moças, poderá reunir com mais frequência as jogadoras, trocar figurinhas com elas e montar um projeto em busca de uma medalha.

Tenho dito que nossa realidade é a disputa do nono ao 12º lugar em Londres se tudo caminhar normalmente e talvez do 5º ao 8º lugar se jogarmos nosso melhor basquete.

Mas se o projeto da CBB vingar e pudermos treinar pra valer e entrosar o grupo, acho que o Brasil pode montar uma seleção para brigar pelo bronze.

Caramba!, que notícia boa! Bem que poderia dar certo.

PRIMITIVISMO

O jogo de nada valeu. Ou melhor: valeu para colocar nossas reservas em atividade.

Quem menos jogou foi a ala Silvia Gustavo: 13:13 minutos. Depois, a pivô Carina de Souza: 14:22 minutos.

Ninguém atingiu os 20 minutos em quadra. Quem mais tempo trabalhou foi a armadora Babi Queiróz: 19:20 minutos. Depois veio nossa pirulona Érika de Souza: 19:01 minutos.

Nada menos do que seis jogadoras tiveram duplo dígito na pontuação: Érika (22 pontos, cestinha do time e do jogo), Gilmara Justino (19), Iziane Castro (12), Damiris do Amaral e Jaqueline Silvestre (11 cada uma) e Tássia Carcavalli (10).

Érika pegou 15 rebotes e cravou novo “double-double”. Clarissa capturou 11 ressaltos.

Babi chamou a atenção para as nove assistências e três roubadas de bola.

Houve, no entanto, defeitos: tomamos muitos pontos de um adversário primitivo e as bolas de três não caíram como deveriam: 4/15 (27%). Palmira Marçal, que mostrou mão calibrada no primeiro jogo diante das canadenses, foi mal desta vez: 1/6 (17%).

Não vou falar que limitamos as caribenhas a 20% (11/55) do total de seus arremessos e nem vou mencionar que elas erraram todas as suas três bolas triplas. Não vale a pena, pois, como disse, elas praticam um basquete primitivo.

A organização do Pan-Americano tem que olhar com atenção para isso. Um time como a Jamaica não pode participar desta competição.

O placar final (Brasil 116 x 34 Jamaica) diz como foi o jogo—se é que podemos chamar aquilo de jogo.

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