Publicidade

Posts com a Tag Avery Bradley

sexta-feira, 21 de setembro de 2012 NBA | 00:13

DOC RIVERS DIZ NÃO SE IMPORTAR COM O LAKERS E ESTIMULA O ÓDIO DO BOSTON AO MIAMI

Compartilhe: Twitter

“Honestamente, eu não me importo com o Lakers… Eu olho diretamente para o Miami (…) Eu quero que eles (jogadores do Boston) os odeiem (jogadores do Heat). Eu quero que eles os vençam. Esse tem que ser o nosso foco”.

A frase, recortada, é do técnico Doc Rivers (foto). Ele já começou a preparar o C’s para esta temporada. Não apenas com treinos técnicos e táticos, mas mentalmente também. E esse tem que ser o trabalho de um treinador. Trabalhar todos os aspectos de um jogo. A gente bem sabe que uma partida de basquete, futebol, ou seja o que for, não se ganha apenas com treinamentos táticos e técnicos. O mental é componente importatíssimo, especialmente quando você vai forjar o caráter de uma equipe.

Ao contrário do resto do planeta, os americanos torcem de maneira diferente; civilizada eu diria. Lá não há os problemas que existem no resto do planeta quando o assunto são os torcedores de futebol.

Se José Mourinho viesse a público e dissesse que espera de seus jogadores ódio ao Barcelona, seria condenado violentamente. O mesmo para Alex Ferguson em relação ao sentimento de seus atletas quanto ao rival Manchester City. Já pensou Tite dizer que está alimentando a cólera em seu elenco ao São Paulo? E Abelão fizesse o mesmo quando o assunto fosse os confrontos contra o Flamengo? Idem para os duelos paranaenses, mineiros, gaúchos, baianos e pernambucanos.

Não dá; nem pensar. Na Europa, o treinador seria multado. Aqui no Brasil, criticado pela mídia, nada além disso, pois vivemos no paraíso da impunidade.

Na América do Norte, o maior problema que a polícia tem é conter a felicidade exacerbada de fãs na comemoração de um título. Derrotas, eliminações e perdas de campeonatos não resultam em nada; absolutamente em nada.

Nos EUA, não existem (pra sorte deles) torcidas organizadas. Essa mazela social e esportiva, além de impedir a convivência pacífica entre os fãs, deu forma às mais variadas manifestações de violência dentro e principalmente fora dos campos de futebol. Lá, eu dizia, por não haver essa praga não há que se garantir um percentual de assentos nos ginásios para torcedores adversários. Ninguém deixa sua cidade em bandos, escoltados pela polícia, para ir torcer no ginásio adversário. Se algum torcedor quiser ver seus times do coração fora de sua praça (ou se for torcedor de time de fora de sua cidade), ele compra ingressos normalmente (via internet) e senta onde o tíquete determina. Senta, vê o jogo, torce e não é molestado em nenhum momento sequer. Se for, é só chamar a segurança que ela põe pra fora do ginásio o animal que tenta inibir os sentimentos do torcedor oponente.

Por isso, Doc Rivers pode vir a público e dizer que está estimulando o ódio de seu elenco em relação ao Miami. Isso não se transfere jamais para as arquibancadas. Doc, aliás, disse já ter feito isso na temporada passada. E o resultado foi visto nos playoffs do Leste, quando o C’s foi caminhando, caminhando, caminhando e chegou à final da conferência. E, nela, vendeu caro o título ao Miami, entregando-o apenas no último e derradeiro confronto.

Mas, como disse acima, não é apenas estimulando a ira que Doc vai fazer do Boston uma ameaça ao reinado do Miami. O time tem que jogar também. É como aquela piada da mãe que foi ver o filho, lutador de boxe, numa luta decisiva. Ela sentou-se e viu que a seu lado havia um padre. O filho estava tomando uma surra e ela, desesperada, virou-se para o padre e disse: “Padre, por favor, reze para o meu filho sair dessa enrascada!” No que o padre respondeu: “Sim, eu rezo, mas seria bom se ele começasse a lutar também”.

Muitos entendem que o alviverde de Massachusetts está melhor nesta do que na temporada passada. Se não há mais Ray Allen, há o instinto matador de Jason Terry. Ele pode não ter a mão tão certeira quanto a de Allen, mas o mental de Terry é mais forte. Além disso, Jet não se incomoda nem um pouquinho sequer em sair do banco durante os jogos, papel que Doc Rivers tinha reservado a Ray-Ray e este não gostou nadinha, nadinha. Os dois “guards” do Celtics são Rajon Rondo (foto) e Avery Bradley. Jet entrará para o descanso de ambos e estará em quadra “down the stretch”, com certeza.

Além disso, há Courtney Lee também, que ajudará a formar um quarteto de “guards” para machucar o Miami e quem a aparecer pela frente. De que modo? Tirando o “front court” adversário de sua zona de conforto.

Na temporada passada, foi exitosa (desculpem o neologismo) a mudança de posição de Kevin Garnett. Por conta da contusão de Jermaine O’Neal e da falta de boas opções, Doc passou KG da ala de força para o pivô. E foi um sucesso. KG saía da área pintada e trazia consigo o pivô adversário, abrindo espaço para o jogo não apenas de Brandon Bass, que tornou-se o PF titular, mas também e principalmente do pessoal do “back court”.

Doc fará o mesmo nesta temporada. Abrirá não apenas KG, mas Bass também. E os armadores encontrarão espaços para infiltrar e pontuar. Dos quatro armadores do Boston, apenas Bradley não teve um duplo dígito de média na pontuação na temporada passada. Mas, não se esqueçam, ele foi entrando aos poucos no time por conta da lesão de Allen. Nesta temporada, com mais tempo de quadra, seguramente atingirá a meta.

Outro aspecto importante nessa tática é fazer os pixotes sofrerem faltas. Além de eles normalmente serem eficientes na linha fatal, bater lances livres, várias vezes, é tudo o que Rivers quer, pois, com isso, ele conseguirá posicionar sua defesa para o ataque adversário.

E não se esqueçam que Jeff Green está de volta depois da cirurgia no coração. Será o descanso que Paul Pierce tanto vai precisar nesta temporada. Um reserva que pode desempenhar o papel de titular quando Doc bem entender. Bola pra isso Green tem. E pode fazer um 2 e um 4 numa boa também. Um “swing player” dos bons!

Darko Milicic, recém-contratado do Wolves, o brasuca Fab Melo, o também novato Jared Sullinger e o veterano Chris Wilcox vão ajudar KG e Bass. E eu espero que Melo saiba aproveitar as chances que irão aparecer. Num primeiro momento, o primeiro reserva a entrar em quadra será Milicic.

O C’s, eu já disse isso, pra mim fará a final do Leste contra o Miami. Não acredito que o New York o faça e muito menos o Brooklyn Nets. E o Chicago sem Derrick Rose não terá forças também. O Boston é um time maduro, experiente. Conhece o caminho das pedras. É assíduo frequentador das finais. E, além disso, consegue mexer com o emocional do Miami. Paul Pierce não se intimida com LeBron James. Jet sabe o que fazer diante de Dwyane Wade. E Chris Bosh vai sofrer nas mãos de KG.

Este é o time que vai incomodar o Miami. Mas enquanto a bola não sobe, acho que o Boston, apesar de toda a sua ira e de sua competência tática e técnica, não passará de um incômodo para o time do sul da Flórida. Vai vender novamente caro o título do Leste; mas venderá. Isso, volto a dizer, antes de a bola subir.

Portanto, vamos aguardar. Pra encerrar, eu grito: volta NBA, volta logo!

Autor: Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 31 de maio de 2012 NBA | 13:03

MIAMI VENCE BOSTON, ABRE 2-0 NA SÉRIE E CANDIDATA-SE A FINALISTA DESTA TEMPORADA

Compartilhe: Twitter

Agora ficou difícil para o Boston; mas não impossível. Vencer quatro dos últimos cinco jogos restantes, não é mole não. Ainda mais em um time que tem uma defesa forte. Não se pegue pelo placar de ontem. Na fase de classificação, o Miami teve a quinta defesa menos vazada com média de 87,0 pontos contra por jogo. Enquanto isso, o Boston foi apenas o 10º melhor ataque, com média 89,0.

Mas, quanto ao jogo de ontem, a derrota do Boston por 115-111 (com direito a uma prorrogação) poderia ter sido uma vitória. No primeiro tempo (eu sei que tinha ainda muito tempo) o time abriu 15 pontos (47-32). No segundo, quando o Miami reagiu, passou oito pontos na frente (81-73 a seis segundos do final do terceiro período), o C’s fez uma corrida espetacular de 19-8, pulou na frente no marcador em 94-89, isso a pouco mais de três minutos do final. Parecia ter o controle técnico e emocional do jogo. Não tinha. Deixou o Heat encostar novamente, pular na frente em quatro pontos. Mas encontrou forças para reagir e empatar a partida, levando-a à prorrogação.

O problema todo, durante a prorrogação, é que Paul Pierce não pôde jogar. Fez sua sexta falta a 47 segundos do final do tempo normal e deixou o time na mão. Pierce é fundamental para o sucesso do Boston, especialmente “down the stretch”, quando ele corriqueiramente põe a bola debaixo do braço e quase sempre se dá bem e, consequentemente, o Celtics também. Mas não foi o caso do jogo de ontem. Com seis faltas, viu tudo do banco de reservas e nada pôde fazer.

Em compensação, a noite de Rajon Rondo. O armador do Boston teve uma das atuações mais espetaculares desta temporada e, fico pensando, a mais pomposa destes playoffs. Foram 44 pontos (recorde na carreira não importa a fase do campeonato, com desempenho de 16-24), dez assistências e oito rebotes. Como pontuou demais, deu pouca assistência; normal. Agora atentem para o fato: Rajon jogou o tempo todo. Ou: ficou em quadra os 53 minutos que durou a partida! Isso, diga-se, jamais tinha ocorrido em sua carreira. E na prorrogação, marcou todos os 12 pontos do Boston.

Aliás, por falar em Rajon, um lance foi muito comentado. A 1:35 minutos do final, com o placar igualado em 105 pontos, o armador do Boston tentou uma bandeja, passando por debaixo da cesta, e foi claramente acertado no rosto por Dwyane Wade. Ninguém marcou falta. Se marcada, Rondo teria ido à linha do lance livre. Ele estava com a mão quente (10-12), poderia ter colocado o C’s na frente. As reclamações dos jogadores, comissão técnica e torcedores do Boston foram grandes. E justificáveis, pois houve falta. Mas atribuir a derrota a esse lance é tentar, a meu ver, tapar o sol com a peneira. Como tenho dito, os árbitros são seres humanos e erram. Mas erram para os dois lados. No terceiro quarto, Mario Chalmers fez uma cesta do jeito que Rajon queria fazer e foi claramente atingido por Greg Stiemsma. A arbitragem nada marcou. Deveria ter marcado. Isso acontece, é do jogo. Atribuir a derrota a esse lance é se esquecer que Kevin Garnett perdeu uma bola no ataque seguinte, desarmado que foi por Chalmers. É se esquecer que o mesmo KG, malucamente, arremessou uma bola de três a 46 segundos do final e que deu “air-ball”. Esses dois lances foram comprometedores. Então, eu pergunto: por que apenas imputar à arbitragem a derrota de ontem? Não entro nessa.

Voltando ao tema “Rajon Rondo”, os 53 minutos dele em quadra são frutos do fato de que o Boston está sem Avery Bradley, que se contundiu e não joga mais nesta temporada. Com isso, Doc Rivers exigiu o máximo de Rajon. Ele correspondeu, todos vimos. Mas fica a pergunta: haverá sequelas físicas para o próximo jogo? Vamos aguardar — tomara que não.

LeBron James também se destacou na partida. Anotou 34 pontos, pegou dez rebotes e deu sete assistências. No final do tempo normal, errou o arremesso que poderia ter evitado a prorrogação. Muitos disseram que ele afinou. Não, LBJ não afinou e nem pipocou. LeBron simplesmente errou o arremesso, como muitos erram também. O importante foi que ele não se omitiu. Foi pro pau. Não deu certo, mas não se escondeu.

Udonis Haslem, disse ontem no Twitter (@FRSormani), durante a partida, que a ausência de Chris Bosh tem sido benéfica pra ele. Parece que Udonis está reencontrando parte daquele basquete de qualidade que ele jogou durante muito tempo no Miami, tendo, inclusive, sido figura de destaque na conquista do título de 2006. No confronto de ontem, anotou 13 pontos e pegou 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Isso tudo vindo do banco.

Aliás, por falar em banco, isso fez a diferença também no jogo de ontem. Os reservas do Heat anotaram nada menos do que 25 pontos, enquanto que os do C’s contribuíram com apenas sete.     E aqui entra novamente em cena Avery Bradley. Com ele no time, os 13 pontos de Ray Allen durante o jogo teriam sido computados para os reservas.

Amanhã tem mais. 21h30 de Brasília, agora em Boston. A pressão será enorme pra cima do C’s. Não pode perder seus dois próximos jogos como mandante. Se perder um deles, babau.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sábado, 26 de maio de 2012 NBA | 15:39

MIAMI CONHECE HOJE SEU ADVERSÁRIO NA FINAL DO LESTE

Compartilhe: Twitter

Hoje conheceremos o último finalista de conferência. Enquanto no Oeste San Antonio e Oklahoma City passaram por cima de Clippers e Lakers, respectivamente, no Leste apenas o Miami se garantiu depois de despachar o Indiana com um 4-2. Já o Boston, apontado como favorito no confronto diante do Philadelphia, que está na semifinal por ser abelhudo, o Boston está penando para eliminar o intruso.

Doc Rivers terá um sério desfalque nesta e nas próximas partidas se o C’s se classificar. O ala-armador Avery Bradley, contundido no ombro, passou por uma cirurgia no local e não joga mais esta temporada. Bradley fará muita falta. Não apenas pelo que vinha jogando, mas porque seu substituto, Ray Allen, um dos componentes do “Big Three”, está sentindo as pernas pesadas e os braços também. Não é nem sombra daquele jogador decisivo, que atemorizava as defesas adversárias. Ray-Ray vai ter que ir pro pau a partir de agora. Ele conhece os atalhos de uma quadra de basquete e isso poderá ajudá-lo. Mas se pernas e braços continuarem pesados, os atalhos não o levarão a lugar nenhum.

O Sixers está completinho. E embalado pelo resultado de 82-75 da última quarta-feira, quando empatou a série em três. O maior problema do Celtics atende pelo nome de Andre Iguodala. Ele é o cara que tem que ser controlado. Mas é bom o C’s ficar atento também a Lou Williams, um armador bom de bola, que vem do banco, e sempre bagunça o time adversário. Além dos dois, Doc Rivers não pode olhar de soslaio Evan Turner. O “moleque” do Phillies amadureceu muito nesta temporada.

Quem ganha? Quem vai enfrentar o Miami na final do Leste? Hoje à noite, a partir das 21h, a gente vai começar a saber o final dessa história. Mas se você quiser opinar, mãos à obra!

Autor: Tags: , , , , ,

domingo, 1 de abril de 2012 NBA | 20:18

OKLAHOMA CITY JOGA O MELHOR BASQUETE DA NBA NO MOMENTO

Compartilhe: Twitter

NOVA YORK — Primeiro foi o Oklahoma City; depois o Boston. O Thunder liquidou o Chicago no terceiro quarto e o Celtics fez o mesmo diante do Miami no período referido. Foram dois massacres.

A impressão deixada pelo OKC foi contundente demais. O time de Kevin Durant e Russell Westbrook mostrou uma intensidade defensiva e ofensiva nesses emblemáticos 12 minutos que eu não via havia muito tempo.

O Boston também fez um jogo espetacular. Marcou muito, Rajon Rondo distribuiu a bola com perfeição (anotou seu quinto “triple-double” da temporada: 16 pontos, 14 assistências, 11 rebotes), Avery Bradley anotou oito de seus 13 tentos nesse período e Kevin Garnett jogou muito. Aliás, justiça seja feita, nosso parceiro Reirom tem alertado para isso: KG está jogando como se tivesse no esplendor de sua idade.

Fez 31-12 no Miami nesses 12 minutos referenciais, limitou o oponente a apenas 26,3% de aproveitamento de seus arremessos duplos (5-19) e 0% nos triplos (0-4). Com isso levou o placar, que no intervalo estava em 49-44, a 80-56. Impressionante.

Mas, repito, o que o OKC fez diante do Chicago neste terceiro período, não se faz. Limitou o time da cidade dos ventos a um aproveitamento de apenas 23,8% de seus arremessos (5-21), permitindo ao Bulls anotar apenas 12 pontos, mesma quantidade marcada por KD.

Teve ponte-aérea, enterrada de Russell Westbrook na cara de Omer Asik (foto AP), bolas de três, de dois, de lance livre, de roubada de bola. Teve cesta de tudo quanto é jeito. O OKC humilhou o Bulls nesses emblemáticos 12 minutos, quando levou o placar para 80-51.

Mas aí o OKC parou. Scott Brooks, como comandante do time, colocou os reservas pra jogar no último quarto e a contenda acabou. O Bulls fez 27-12 nessa dúzia de minutos, que virou um “garbage period” por conta da preferência de Brooks em repousar seus jogadores. Mas não houve comprometimento da vitória, que veio por 92-78.

O Celtics, não; o Celtics, ao contrário do OKC, não parou no quarto período. Não parou porque o Miami não é o Bulls. O Bulls estava retalhado. O Heat estava completo. Qualquer vacilo e o time do sul da Flórida poderia voltar à partida e fazer uma reviravolta histórica.

Por isso, Doc Rivers não vacilou. Mandou seu quinteto titular para o banco apenas na metade deste quarto derradeiro, quando Erik Spoelstra, o comandante do Heat, percebeu que nada mais havia a fazer a não ser digerir mais uma derrota: 91-72.

DUO
Como disse, a vitória do OKC foi emblemática. Sim, emblemática porque o time, neste momento, joga o melhor basquete entre todas as 30 equipes da NBA. E vem de uma sequência de vitórias marcantes.

Não perde há cinco partidas e nelas passou por cima Clippers (114-91), Miami (103-87), Portland (109-95), Lakers (102-93) e Chicago (92-78), tendo dificuldades apenas diante do Minnesota, quando precisou de duas prorrogações para vencer por nove pontos: 149-140.

Durant e Westbrook formam a melhor parceria da liga no momento. Os dois marcaram 53 pontos diante do Bulls; 57 frente ao Blazers, mesma pontuação contra o Lakers; 41 versus o Miami; no duelo frente ao Wolves, com duas prorrogações, relembro, fizeram 85; e finalmente no embate contra o Clips, o duo deixou 51 tentos na cesta californiana. Estão com média de 68,8 pontos nessas cinco partidas. Uau!

O parceiro Trapizomba disse outro dia: “Pra segurar o OKC é só marcar os dois”. No que eu respondi: e pra marcar?

Além disso, há James Harden, um ala-armador que vem do banco e colabora com uma média de 17,1 pontos por partida e que, pra mim, deve ser eleito o sexto homem desta temporada.

Dia desses, recebi um e-mail de meu filho, torcedor fanático do Lakers. Disse ele: “Estou começando a achar que o OKC tem chances de levar o título esse ano. O time está entrosado, tem dois foras de série (KD e Westbrook), outro grande jogador (Harden) e jogadores que complementam bem o time. O jogo que eles fizeram contra o Miami foi quase perfeito. É o meu palpite pra campeão esse ano”.

Nas casas de apostas muitos estão indo no mesmo palpite de meu filho.

EMBLEMÁTICO
Diria que não apenas a vitória do OKC diante do Chicago foi emblemática; os cinco triunfos também. O Thunder, repito, está afinado neste momento, momento que antecede a chegada dos playoffs.

O Miami, ao contrário, cai de produção. No mês de março fez uma campanha muito ruim: 10-6. E iniciou abril perdendo; e perdendo feio.

O Heat sempre foi o meu favorito para conquistar o título desta temporada, mas começo a achar que meu prognóstico pode não se confirmar.

Dia desses, aqui em Nova York, comprando um suvenir, um afro-americano me atendia. No crachá que ele usava dizia que o nome dele era Knowles. Knowles Paul. Perguntei se ele era nova-iorquino. Disse-me que não, que era de Miami. Torcedor do Heat? Ele sacudiu a cabeça afirmativamente, mas fez uma ressalva: “Não gosto do LeBron”. Perguntei se era da pessoa ou do jogador. Ele respondeu: “Do jogador. Ele não tem força mental para suportar as grandes partidas. Se o time entra apertado no último quarto, ele desaparece; se entra liderando com folga, ele joga bem. Não acredito no time por causa dele”.

Essa é a opinião de muitos não só no Brasil, mas aqui nos EUA também. E essa prostração de LBJ nos momentos decisivos parece estar contagiando a equipe. O Heat não tem mais a força do começo da temporada, quando a maioria não tinha se tocado para esse defeito de LBJ, que a mídia e a liga ainda insistem em transformar no sucessor de Kobe Bryant.

EPÍLOGO
Com um Miami se diluindo, com um Chicago que não pode contar com seu melhor jogador (Derrick Rose), com um Lakers que não se encontra e um Dallas que oscila demais, tudo realmente converge no sentido de vermos um campeão em uma cidade inédita na NBA. Será?

VIAGEM
Retorno ao Brasil nesta segunda-feira. Na terça pela manhã estarei no conforto do lar novamente. E o botequim volta a funcionar normalmente.

Espero que vocês não tenham se importado com os dias em que este estabelecimento ficou fechado pra balanço.

Eu precisava deste repouso.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 13 de março de 2012 basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano, NBA | 10:40

‘BRASILEIRO’ SCOTT MACHADO TENTA VAGA PARA O TOURNAMENT DA NCAA

Compartilhe: Twitter

Há um bom motivo esta noite para a gente deixar a NBA de lado. Scott Machado estará em quadra com sua faculdade, Iona, e diante de BYU luta para conquistar a última vaga para fechar o “bracket” da região West da NCAA. O jogo, que será disputado na University of Dayton Arena, em Ohio, vai ser exibido ao vivo para o Brasil pela ESPN HD às 22h10, horário de Brasília.

Quem é Scott Machado?, você que não o conhece pode perguntar. Então eu conto sua história rapidamente.

Scott (foto) nasceu no bairro do Queens, em Nova York, há quase 22 anos (8/6/1990). Mas seus pais, Luis e Solenir, são brasileiros de Minas Gerais. Por isso, tem dupla nacionalidade. Luis e Solenir imigraram para os EUA no final dos anos 1980. Embora seja filho de um ex-jogador de futebol amador, Scott nunca gostou de tratar a bola com os pés, ele sempre preferiu manejá-la. Isso porque, com apenas três anos de idade, pisou pela primeira vez em uma quadra de basquete e de lá nunca mais saiu. Scott é armador e excelente nas assistências. Pelo que a gente pode deduzir com base nas estatísticas e nos textos lidos, é um jogador tipo Rajon Rondo, Jason Kidd. Ou seja: primeiro serve, depois tenta a cesta.

Pois bem, Scott tentará, então, conduzir Iona para a 14ª e última vaga para fechar o “bracket” da região West da NCAA, que será disputada no US Airways Center, ginásio do Phoenix. Se conseguir, enfrentará Marquette, a mesma escola que revelou, por exemplo, Dwyane Wade. O confronto pode acontecer na quinta ou sexta-feira próxima.

Não vai ser fácil, pois sua faculdade não tem muita tradição e BYU, ex-colégio de Rafael “Babby” Araújo e Luiz Felipe, armador do Joinville, mas que nos EUA era Luiz Lemes, tenta sua sexta classificação consecutiva para o Tournament da NCAA.

Só nos resta torcer. Eu, pelo menos, vou torcer — e muito. Ver um brasileiro no Tournament não é fato corriqueiro. Por isso, torço e deixo a NBA de lado momentaneamente.

DEADLINE

O Orlando pretende passar o dia de hoje e amanhã, se necessário, fazendo compras. Quer voltar para a Flórida com a sacola cheia de presentes e entregá-los para Dwight Howard.

Esta é a estratégia dos dirigentes da franquia para que D12 renove seu contrato e permaneça na terra de Mickey Mouse por mais um bom tempo. E o presente que eles querem dar a Howard atende pelo nome de Monta Ellis.

Se voltar com a sacola fazia, a estratégia é passar o dia 15, quinta-feira, no telefone tentando fazer um bom negócio envolvendo o melhor pivô da NBA nos últimos anos. Aí o Orlando vai procurar uma série de equipes, sem ter, no entanto, a garantia de que D12 (foto AP) vai estender seu contrato.

Fontes próximas ao jogador disseram ao site da ESPN gringa que o desejo do jogador é mesmo deixar o Orlando. E dois times estão na mira: New Jersey e Dallas. Mas há quem diga que ele pode ir até mesmo para o Miami, o que eu acho muito pouco provável, porque o Heat não tem “cap” e o Orlando jamais faria uma troca com seu maior rival.

Lakers? Esquece; seus torcedores, que tanto sonharam em ver Chris Paul e Dwight Howard ao lado de Kobe Bryant, podem tirar o cavalo da chuva. A menos que haja uma troca (e o Lakers já disse que só coloca Andrew Bynum e não pega Hedo Turkoglu de jeito nenhum, o que praticamente inviabiliza o negócio), é impossível D12 jogar com a amarelinha, pois não há “cap” para isso.

ADIAMENTO

Pelo menos até a semana que vem. Este é o tempo que Anderson Varejão vai continuar de fora do time do Cleveland. Uma pena; o capixaba estava jogando o fino da bola e foi defendido por muitos (inclusive por mim) para participar do “All-Star Game”.

O brasuca, se você não sabe ou não se lembra mais (afinal, ele está de fora     há mais de um mês, pois contundiu-se em 10 de fevereiro passado), fraturou o pulso direito. A previsão de retorno era de quatro a seis semanas. E cumpre-se o prognóstico médico.

Varejão, no entanto (e felizmente), não é problema, é bom frisar, para a seleção brasileira que participará dos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo.

DÚVIDA

O Chicago bateu o New York em seu United Center com todas as poltronas ocupadas (22.863 pagantes) por 104-99. Sinceramente, embora a campanha seja excelente (é o líder da competição com 35-9), não sinto firmeza no Bulls.

Ontem o time teve dificuldades para ganhar de uma equipe confusa. Teve dificuldades porque o Chicago, quando ataca, é igualmente confuso. Sobrevive às custas da genialidade de Derrick Rose.

E quando D-Rose não joga bem ou é bem marcado, o time não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos. Luol Deng não jogou novamente e isso, certamente, teve um peso muito grande, pois o sudanês naturalizado britânico é o braço direito de D-Rose em quadra.

Os demais são jogadores que não são tão confiáveis assim. Kyle Korver, o substituto de Luol, oscila demais. Numa noite faz 23 pontos e noutra, nove. Carlos Boozer, além de ser ruim na defesa, numa jornada sai como cestinha do time, noutra deixa a desejar. Taj Gibson defende muito bem, mas com a bola nas mãos em muitas situações é ele quem deixa a desejar.

O bom da história é que Joakim Noah está jogando bem. E com ele bem o time se fortalece, pois Tom Thibodeau, o treinador da equipe, apostou muito de suas fichas no franco-americano.

Sei lá, posso estar enganado ou sendo guiado pelo coração de torcedor. Mas não vejo como o Chicago possa ultrapassar o Miami em uma provável decisão do Leste.

Isso se o time não trombar com o Orlando, com quem o Bulls tem seríssimas dificuldades para jogar, pois D-Rose é vítima sempre dos tapas de Dwight Howard. Literalmente.

RODADA 1

O Boston, ainda em Los Angeles, venceu o Clippers por 94-85. O Clips, time que o nosso parceiro Reirom disse que faria a final da NBA nesta temporada, cai pelas tabelas. Vem de duas derrotas seguidas e dos últimos sete confrontos perdeu cinco.

Chris Paul não vive um bom momento e a perda de Chauncey Billups (não joga mais esta temporada por causa de uma lesão) não foi ainda assimilada pela equipe. A estratégia (sic) de Vinnie Del Negro de colocar Mo Williams ao lado de CP3 não tem dado muito certo.

Disso se aproveitou o alviverde de Massachusetts para vencer a partida.

Agora, sabem o que eu tenho reparado? Que esse armador Avery Bradley, que cumpre apenas seu segundo ano na NBA, é muito interessante. Não sei por que Doc Rivers não o deixa mais em quadra.

Bradley pode ser uma ótima alternativa para jogar ao lado de Rajon Rondo, dando descanso a Ray Allen, pois o francês Mickael Pietrus tem se revelado um furo n’água.

RODADA 2

Os outros jogos eu não vi. Alguém poderia me contar como Tiago Splitter se saiu na vitória (112-97) diante do Washington? Vi apenas que ele fez 17 pontos e pegou sete rebotes, o que me pareceu muito bom para quem jogou apenas 20 minutos.

Autor: Tags: , , , , , , , , , ,