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sexta-feira, 10 de agosto de 2012 NBA | 00:01

DWIGHT HOWARD É DO LAKERS!

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Ainda não é oficial, carece de confirmação. Mas Marc Stein, repórter da ESPN, que, aliás, está em Londres cobrindo os Jogos Olímpicos, informou em seu Twitter que Dwight Howard foi para o Lakers numa troca envolvendo quatro equipes.

Ficou assim: D12 no Lakers, Andrew Bynum no Philadelphia, Andre Iguodala no Denver, Aaron Aflalo no Orlando. Basicamente isso. Há outros jogadores menores envolvidos no negócio, bem como drafts.

Como disse, carece de confirmação. Até porque Bynum já teria dito que não assinará uma extensão com o Philadelphia.

De todo o modo, a se confirmar (e Stein é muito bem informado), o Lakers volta a ser um grande contendor no Oeste. Terá time para vencer o Oklahoma City? Boa discussão.

A Lakerland está em festa. E não é para menos.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 NBA | 21:46

MUDANÇA DE CENÁRIO: DWIGHT HOWARD CONTINUA LONGE DO LAKERS

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Mudança de rumo na negociação envolvendo Dwight Howard e o Lakers. O que num primeiro momento parecia sacramentado (troca tripla envolvendo o time de Los Angeles, Orlando e Cleveland), agora tem outro cenário.

Isso porque Dan Fegan, agente de D12, afirmou nesta sexta-feira que o jogador não vai assinar extensão com nenhum time. Nem com Orlando (se ficar) e nem com o Lakers (se for trocado). E nem com qualquer outra equipe.

“A posição de Dwight é a mesma desde o final da temporada passada”, disse Fegan. “Ele decidiu testar o mercado ao final da próxima temporada, não importa qual equipe ele esteja negociando, inclusive o Brooklyn”.

Para o Lakers isso é problema. O time californiano só aceita negociar D12 se ele assinar uma extensão de seu contrato. O BK, através de seu presidente, Billy King, disse que essa não é uma condição “sine qua non” para negociar o jogador.

O Lakers está apavorado. Isso porque Andrew Bynum tem apenas mais um ano de contrato. Se o time angelino não conseguir trocá-lo, ele pode perfeitamente se mandar ao final da próxima temporada, desgostoso com o tratamento que tem recebido neste momento (e na temporada passada também) por parte dos executivos. E se isso acontecer, o Lakers ficaria sem Bynum e sem Dwight (foto). E aí, o que fazer? Sem Bynum, sem D12 e com Kobe Bryant com 35 anos e Steve Nash com 39. Situação dramática.

O Brooklyn é um apostador nato. Apostou em Deron Williams e se deu bem. Na segunda metade da temporada retrasada, arriscou uma troca com o Utah Jazz, mandando para Salt Lake City o armador Devin Harris, que ele havia pegado do Dallas Mavericks na troca com Jason Kidd. D-Harris era o jogador em quem o Nets jogava todas suas fichas para reconstruir sua franquia. Os executivos apostaram que convenceriam D-Will a ficar com o time, apegando-se especialmente na mudança de endereço. Deu certo.

Agora, o BK topa fazer o mesmo. Perder o que tem (incluindo Brook Lopez) para ver D12 ao menos meia temporada com a camisa 12 da equipe. Seus donos (entre eles o rapper Jay Z) acreditam no charme do bairro nova-iorquino e no glamour da cidade. E apostam em D-Will, que faria o jogo de Dwight crescer, o que está difícil de acontecer em Orlando e a gente não sabe se cresceria em Los Angeles com o time nas mãos de Kobe. E mais: D-Will parece ter o perfil de Dwyane Wade: não se incomodaria em ver D12 sendo o centro as atenções no Brooklyn.

O imbróglio continua. O Lakers sabe que o seu futuro depende de Dwight. O BK também.

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domingo, 24 de junho de 2012 NBA | 13:46

O PROBLEMA DO LAKERS ATENDE PELO NOME DE KOBE BRYANT?

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Um artigo publicado na edição deste domingo do “L.A. Times” chamou demais a minha atenção. A minha e a de quem leu. E se você não leu, eu dou uma resumida. O título do artigo é: “Kobe Bryant is the problem, not the solution for Lakers”. Traduzindo: KB é o problema e não a solução para o Lakers.

O autor, T.J. Simers, diz com todas as letras que Kobe não é mais o jogador de outrora e que sua presença no time do Lakers é um empecilho para que os velhos tempos de glória sejam retomados. Diz que acreditar em Kobe é iludir-se ou se deixar levar por um “otimismo exagerado”.

E lembra que seu contrato, embora curto (dois anos), é milionário: Kobe tem para receber nada menos do que US$ 58,3 milhões. Por isso mesmo, dificilmente o time conseguiria envolvê-lo em uma troca. Uma troca?!?!?! Isso mesmo, Simers crê que este seria o melhor caminho o Lakers reconstruir sua franquia e rapidamente transformá-la em competitiva.

E mostra números.

Diz que os 43,0% de aproveitamento nos arremessos nesta temporada é o mais baixo desde que ele ganhou a titularidade do time, já com sua segunda temporada em andamento.

Lembra também que essa história de que Kobe é “clutch” não é mais uma verdade. Usa como amparo o site 82games.com, que é adorado por muitos “nbamaníacos” mundo afora, inclusive no Brasil. Segundo o site, nesta última temporada, considerando-se os cinco minutos finais de uma partida e prorrogações disputadas, Kobe tem um aproveitamento de 32,7% de seus arremessos. Isso o coloca numa vexatória 109ª posição no ranking. E compara: quando a bola é dada a Andrew Bynum, o pivô do Lakers, “down the stretch”, exibe uma performance de 82,0%. E isso o coloca em primeiro lugar no ranking.

Ainda versando sobre o mesmo tema (Kobe seria mesmo um “clutch player”?), o mesmo site mostra que o aproveitamento dos arremessos de três de KB nesse período final das partidas é de míseros 21,4%, o que o acomoda numa modesta 73ª posição no ranking.

O mesmo site mostra que Kobe aparece em 12º lugar no aproveitamento de lances livres no apagar das luzes de uma partida. Mas Simers faz um adendo: Kobe é o quarto jogador que mais arremessou na temporada passada, tendo ficado atrás apenas de Carmelo Anthony, Kevin Durant e Kyrie Irving.

O jornalista vai na contramão daqueles que pedem a demissão de Mike Brown, achando ser ele o responsável pela debacle dos amarelinhos na última temporada. Lembra que o atual treinador do Lakers pegou o bonde andando, ou melhor, um barco à deriva, pois o time vinha de uma varrida diante do Dallas na última temporada, tinha perdido em Lamar Odom um importante jogador e que, ainda por cima, não teve tempo para treinar por conta do locaute. Não, Coach Brown, segundo Simers, não é o culpado de nada do que ocorre no Lakers.

Lembra também que essa insistência dos torcedores em ter Dwight Howard é algo que não vai funcionar. Segundo ele (eu nunca li isso), D12 disse que não quer jogar com Kobe. Por quê? Ora, porque nos últimos cinco minutos de jogo a bola estará quase sempre nas mãos de KB e muito pouco nas mãos de qualquer outro jogador — incluindo D12. Isso criaria um atrito entre eles e quem iria sentir os efeitos dessa briga seria o time.

Enfim, esse é o quadro que Simers pinta usando cores berrantes, chamativas, para a situação do Lakers. Ele aponta o dedo, sem hesitar, para Kobe Bryant. E faz previsões nada otimistas para o futuro do time, pois não há como o Lakers se livrar de KB por conta de seu contrato milionário.

Você concorda com isso?

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sábado, 23 de junho de 2012 NBA | 15:49

COM O CAMPEONATO DECIDIDO, COMEÇA TEMPORADA DE RUMORES NA NBA

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Agora que tudo se definiu, começa a temporada de rumores. O “NBA Draft” será na próxima quinta-feira, dia 28. E haja rumores até por conta de quem será recrutado, se alguém vai trocar “draft” por jogador etc e tal.

Alguns fatos me chamaram a atenção nesses dias. Vamos a eles? Claro que sim.

O que me fez quase cair da cadeira foi a declaração de Jim Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Jim, o homem que protege Andrew Bynum e evita trocá-lo usando para isso a força do cargo, declarou o seguinte esta semana: “Com o elenco que temos podemos ser campeões”. Repito: quase caí da cadeira.

O que isso significa? Que o Lakers não vai contratar ninguém de peso? Que os reforços que chegarão serão reforços apenas para compor o elenco? Se for isso, sinceramente, temo pelo Lakers na próxima temporada. Em que pesem as presenças de Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum (todos grandes jogadores, sem dúvida), o Lakers tem um problema com esse trio: química. São grandes jogadores, mas há problemas de relacionamento entre eles. Isso é claro. Especialmente entre Kobe e Gasol. Isso sem falar que a própria franquia tenta, a todo o momento, trocar o espanhol. Não é legal trabalhar assim. Então eu volto ao início do tema para deduzir: será que Jim pensa mesmo que esse time tem força para ser campeão ou tenta proteger seus jogadores, especialmente Pau Gasol? Se for isso, Ufa, alívio; ok. Se não for, volto a dizer: temo pelo Lakers na próxima temporada. Se reforços não vieram, dificilmente o time ganha a conferência. O Lakers de hoje não tem time para encarar o Oklahoma City.

Outro assunto que me chamou a atenção refere-se a Steve Nash. O canadense, sem contrato com o Phoenix, ou seja, livre na praça, considera a possibilidade de mudar de equipe e não renovar com o Suns. Seu coração se derrete por quem? New York Knicks. Nash, fora da temporada, mora em Nova York, assim como Dwyane Wade mora em Chicago. Seria, pois, unir o útil ao agradável. Disse ele em resposta a uma pergunta feita por Walt Frazier, ex-jogador do Knicks e hoje comentarista da TV do time: “”The Knicks are a great franchise and I live in New York City (each summer), so I’d definitely consider them if they were interested”. Ou seja: o Knicks é uma grande franquia e eu moro em Nova York (no verão), então eu vou mesmo considerar essa possibilidade se eles tiverem interesse (em Nash).

Seria espetacular. Nash voltaria a jogar ao lado de Amar’e Stoudemire, seu ex-parceiro de Phoenix Suns. E, creio eu, amadureceria Carmelo Anthony. E ensinaria segredos do basquete e Jeremy Lin, que deve renovar com a franquia nova-iorquina.

Nash, aliás, se você não sabe, é um amigão de Neymar. Isso mesmo, Neymar Jr, o atacante santista. Vejam o que eu pesquei no Twitter de Nash: “I want to see you play at Santos soon! RT @Njr92: I’ll be busy Steve, but thanks for the invitation! When you come to Brasil? RT @SteveNash”. Nash convidou Neymar pra alguma balada, mas o melhor jogador do futebol brasileiro diz estar ocupado. A data do evento (qual evento? Não sei) é quarta-feira próxima. Vejam o twitt inicial: “@SteveNash Bring neymar!!(@Njr92 are you busy June 27 irmao?! Caralho!)”. Isso motivou a resposta acima.

Outro assunto relevante pra este sábado modorrento: o Golden State disse estar conversando com Brandon Roy. O ex-armador do Portland Trail Blazers abandonou o basquete por conta de uma séria lesão no joelho. O PTB usou a “amnesty clause” com ele. Roy passou a última temporada do lado de fora. Mas ficou treinando. Visitava regularmente o médico. E o fisioterapeuta particular ajudava-o a treinar. Roy sente-se bem; quer voltar. E o Warriors considera a possibilidade de oferecer-lhe um contrato. Se der certo, seria legal para Roy e para o GSW, que perdeu Monta Ellis e está com a vaga aberta.

Agora vamos falar de grana. Vocês sabem quanto a NBA distribuiu em prêmios para as equipes que chegam aos playoffs? US$ 13 milhões. Isso mesmo, essa merreca menciona na frase anterior. Isso deu ao Miami, por ter sido campeão, US$ 3,37 milhões; ao OKC, por ter sido vice, US$ 2,6 milhões. Por que tão pouco? Não faço ideia. Num comparativo, o Chelsea, campeão da Champions League, embolsou cerca de US$ 38 milhões! E o campeão da Libertadores (Corinthians ou Boca, alguém se atreve a responder?) ficará com US$ 3,2 milhões, pouca coisa menos que o Miami recebeu. Pode?

E por falar no Miami, Dwyane Wade disse depois da final contra o OKC que pode ficar de fora dos Jogos Olímpicos. O torneio londrino começa no dia 28 próximo e D-Wade disse que seus joelhos doem demais. “Vou ver o que é melhor para os meus joelhos”, disse o campeão. “Ir aos Jogos é algo que eu quero muito, mas eu tenho que considerar algumas possibilidades, até mesmo uma cirurgia se for o caso”. D-Wade disse que vai procurar o mesmo médico alemão que cuidou dos joelhos de Kobe Bryant. Tomara que não haja necessidade de cirurgia e que Wade possa estar em Londres para o bem do torneio.

É isso, rapaziada. Se algo importante aparecer até o final do dia, eu posto no blog. Estejam, pois, atentos. Nesta época, como disse, os rumores são muitos.

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terça-feira, 22 de maio de 2012 NBA | 13:13

OKC ELIMINA O LAKERS, QUE TERÁ MUITO O QUE FAZER NESTE VERÃO NORTE-AMERICANO

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Era esperado. Confesso que contava com uma série um pouco mais longa, mas não foi surpreendente esse 4-1 que o Oklahoma City enfiou no Lakers nas semifinais do Oeste. Com a vitória de ontem por 106-90, dentro de casa, o OKC se classificou para as finais da conferência e agora terá pela frente o San Antonio, o grande favorito da maioria.

Pelas manifestações aqui no botequim, muitos de vocês acharam que a série só não foi mais longe porque o Lakers pecou nos detalhes. Eu diria que o Lakers vacilou nos momentos decisivos. O time californiano não teve poder de fogo “down the strecht”. Num confronto tão igual, saber jogar o último quarto era decisivo. O Lakers não soube; o Thunder sim.

Além disso, Kobe Bryant jogou praticamente sozinho a série ofensivamente falando. Ficou tudo em seus ombros. Ontem ele anotou 42 pontos. Terminou o embate diante do OKC com média de 31,2 pontos. Pau Gasol, outra arma do Lakers, teve comprometedores 12,0 tentos de média, enquanto que Andrew Bynum foi um pouco melhor: 16,6. Ou seja: os dois juntos não chegaram à pontuação média de Kobe. Assim, fica difícil bater um oponente tão forte como o Thunder.

A dupla de pivôs do Lakers foi a grande decepção do time nestes playoffs, especialmente nesta série diante do OKC. Podem ter certeza: Mitch Kupchak de tudo fará para trocá-los neste verão norte-americano. Se não conseguir trocar os dois, talvez abra mão do contrato de Bynum para sobrar algum em caixa e fazer alguma contratação impactante. O ideal seria pegar Deron Williams. Mas duvido que D-Will saia do Brooklyn neste momento. O bairro nova-iorquino está na moda; fala-se mais nele do que em Manhattan, onde fica o Knicks. Sem contar que o faltariam uns US$ 6 milhões para que o Lakers ao menos equipare o que D-Will vai ganhar nesta temporada com o Nets.

Falo na contratação de Deron porque o Lakers precisa de um armador pra ontem. É claro que agora que a série acabou e o Lakers foi eliminado, fica mais fácil falar. Mas, convenhamos, reforçar-se com o armador reserva de um dos piores times da liga é dose pra mamute. Num primeiro momento, achei boa a contratação de Ramon Sessions. Com o passar dos jogos e o afunilamento do campeonato, viu-se que Sessions não passa mesmo de um armador reserva de um time como o atual Cleveland.

Tão importante quanto ter um condutor em quadra para ajudar Kobe nesta missão é ter um comandante fora dela. Mike Brown não funcionou. Ele chegou a Los Angeles com o carimbo de desaprovação de Kobe Bryant. E quando o principal jogador do time não vai com a cara do treinador, não tem jeito. Mike Brown, embora tenha assinado um contrato de quatro anos, penso eu, não deverá comandar o time na próxima temporada. Se isso se confirmar, eu pergunto: quem viria para o seu lugar?

Jerry Sloan? Ótimo nome. Brian Shaw? Ótima aposta. Um dos irmãos Van Gundy? Nem pensar. Tentar seduzir novamente Mike Krzyzewski? Duvido que ele deixe o comando de Duke. Phil Jackson? Seria um sonho.

O Lakers tem muito a fazer a partir de agora. Tem que trocar seus dois pivôs e arrumar um treinador de verdade. E tem que encontrar um parceiro para Kobe dentro de quadra. E outro jogador para ajudar a fechar o triângulo. Este pode ser num nível um pouco inferior, mas tem que ser contratado também.

FINAL DO OESTE

Quanto ao OKC, também há muito o que fazer pela frente. Sim, pois o time terá que enfrentar agora a coqueluche da NBA no momento, o San Antonio Spurs. Para a esmagadora maioria, o grande favorito ao título desta temporada porque tem três jogadores extraordinários, dois times em seu elenco e um treinador que é considerado por muitos como o melhor treinador da NBA na atualidade, cotado para substituir o Coach K no comando do time dos EUA depois dos Jogos Olímpicos de Londres.

Mas o Thunder tem uma segunda unidade muito interessante também. Quando Scott Brooks coloca em quadra Derek Fisher, James Harden, Nick Collison, Daequan Cook e Nazr Mohammed não há comprometimento no jogo do time. Mas, é bom dizer, esses cinco nunca estão em quadra ao mesmo tempo. Sempre tem um titular com eles, ou Kevin Durant ou Russell Westbrook — sem contar que Harden, embora vindo do banco é um titular, como provam seus 30 minutos de média por partida.

Por falar nos minutos, Durant está com média de 40 por jogo e West quase 36. Se comparado com os Três Tenores do San Antonio, vemos que Tim Duncan joga 36 minutos, Tony Parker pouco mais de 37 e Manu Ginobili, 28.

Vantagem do SAS? Não, pois embora o “Big Three” do OKC jogue mais tempo, ele é muito mais jovem; portanto, não há desgaste a mais. E nestes playoffs, diga-se, o OKC jogou apenas um jogo a mais que o Spurs. Ou seja: tudo igual.

E os “matchups” deste confronto, como ficariam? Quem leva a melhor, Parker ou Westbrook? O OKC teria antídoto para Manu? E Timmy, será marcado por quem? Resposta: Manu, claro, será marcado por Thabo Sefolosha, que terá o apoio de Harden. Timmy será problema de Kendrick Perkins, bom marcador, diga-se.

Agora eu inverto a pergunta: Quem marcará Westbrook? Acho que ele travará um duelo interessante com Parker; não dá para dizer que vai se dar melhor. Harden? Manu será o vigia, claro, contando com apoio de Kawhi Leonard e Danny Green. E Durant, quem marcará? Green? Leonard? Manu? Stephen Jackson? Boris Diaw, deslocado para a missão? Vejo dificuldades para o SAS marcar Durantula. Disse que vejo “dificuldade” e não que o SAS não conseguirá marcar.

Aqui pode estar a chave deste confronto.

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sábado, 19 de maio de 2012 NBA | 13:00

EM NOITE RUIM, LANCES LIVRES LIVRAM A CARA DE KOBE E LAKERS VENCE OKC

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O Lakers respira. Respira graças à mão calibrada de Kobe Bryant quando o assunto foram os lances livres. Kobe (foto Getty Images) foi um gigante no final da vitória de ontem diante do Oklahoma City por 99-96. De seus últimos dez pontos, oito foram feitos na linha fatal. KB colocou a bola debaixo do braço no ocaso da partida e disse: o jogo é meu,  vou ganhá-lo pra vocês. E com ela debaixo do braço chamou as faltas que queria, para bater os lances livres que o time precisava. Com isso, o Lakers venceu e diminuiu o déficit em relação ao OKC, que agora lidera a série por 2-1. Foi, aliás, a primeira derrota do Thunder nestes playoffs.

O desempenho de Kobe ao longo do cotejo, no entanto, não foi bom. Tomou seis tocos e cometeu muitos erros. A estatística da contenda fala em dois equívocos e quatro tocos, mas quem viu o jogo viu também que Kobe errou muito mais do que isso e foi barrado nos arremessos mais do que este quarteto de vezes.

Eu já falei sobre isso aqui neste botequim: não confio muito na estatística da NBA. Ela, como os árbitros, protege os grandes jogadores. O conceito de assistência, por exemplo, é muito vago. Um protegido passa a bola para o companheiro, esse recebe-a, sai da marcação e arremessa acertando o alvo: assistência contada. Se é um mané que passa a bola e o companheiro faz o mesmo, a estatística não conta.

Em 2004, em Oakland, vendo um jogo entre Golden State e Denver (Erick Dampier e Nenê Hilário quase saíram no tapa), fui seguindo Nenê. Ao final da peleja, tinha computado um número X de rebotes para ele. Quando recebi o “box score” do jogo, vi que ele tinha dois rebotes a menos. Estranhei. No vestiário, conversando com o são-carlense, comentei o assunto. E perguntei: será que os caras mudam os números? Nenê preferiu não responder, mas deu um sorriso maroto revelador.

Ontem aconteceu o mesmo em relação a Kobe. Em determinado momento do jogo, eu estava aflito, pois KB não conseguia atacar. Levava toco ou perdia a bola. Na estatística, como disse, aparecem quatro tocos levados durante a partida. Eu computei seis. Será que dois deles a estatística entendeu que foram “air ball”? Sei lá. E os erros? Onde foram parar os outros enganos de Kobe? Sei lá.

Kobe ganhou o jogo, mas uma vez mais foi mal nos arremessos de quadra. Fez 9-25, exatamente a mesma marca da segunda partida da série, em Oklahoma City. Neste confronto, está com aproveitamento de 36,7% nos arremessos, pois errou 43 de suas 68 tentativas.

Kobe poderia ter tido mais dificuldades no final e o OKC poderia ter vencido se Scott Brooks tivesse deixado Kevin Durant em sua marcação nos momentos derradeiros. Quando Durant desempenhou esse papel, o aproveitamento de KB foi muito ruim. Quando James Harden ou mesmo Russell Westbrook estavam marcando, Kobe se deu melhor. Thabo Sefolosha teria sido outra boa alternativa. Mas o suíço ficou no banco todo o quarto final.

Outra observação: Andrew Bynum fez 2-13. Assim como Kobe, conseguiu um duplo dígito na pontuação por conta dos lances livres: 11-12. Pergunto: o que Kendrick Perkins fazia em quadra no quarto final? Marcando um jogador que não estava levando o menor perigo quando tinha a bola nas mãos? Por outro lado, vale a resposta: Bynum estava mal exatamente porque Perkins não o deixava jogar. Valia fazer um teste e deixar Perkins de fora por alguns minutos e ver como Bynum se comportaria sendo marcado por Serge Ibaka, com Durant vigiando Pau Gasol. Com isso, Derek Fisher ou mesmo Sefolosha poderia estar no jogo e serviriam de opção ofensiva ao OKC. Perkins, ofensivamente falando, é quase nulo. Marcou apenas quatro pontos no quarto final, sendo que dois deles saíram de lances livres e os dois derradeiros nos segundos finais, quando Bynum correu em cima de Durant para dobrar a marcação e Perkins ficou sozinho. Além disso, o pivô do OKC não pegou nenhum rebote no último quarto. Perkins terminou a partida com seis pontos e dois rebotes. Deu quatro tocos, é bom registrar, pois o número é significativo e importante. Mas, resumo da ópera, creio que seria válido Brooks pensar no OKC em jogos como este sem Perkins em quadra nos momentos derradeiros, pois ele, como disse, é nulo atacando.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, no último domingo, Rubén Magnano, um dos maiores da atualidade, técnico (felizmente) da nossa seleção, disse o seguinte: “Sou um treinador cujo foco maior é o aspecto defensivo. Quando eu era mais jovem, diziam que o basquete era 70% defesa e 30% ataque, ou 80% e 20%. Não, basquete é 50% e 50%”. É isso mesmo: se não houver equilíbrio, não tem jeito. De que adianta ter um cara como Kendrick Perkins em quadra se ele não sabe pontuar? Ou: de que adianta ter um cara em quadra que não sabe defender? A menos que sejam gênios, como foram Dennis Rodman e Oscar Schmidt.

Perkins não é gênio. É apenas um bom marcador, mas que deixa o time com quatro atletas em quadra quando ele ataca. E no ataque, seus corta-luz, se bem observado pela arbitragem, são quase todos faltosos. Se marcados, comprometeria muito a ofensiva da equipe.

Hoje tem mais. Isso mesmo, hoje tem mais: 23h30 de Brasília. Dois jogos seguidos. Alguém perguntou: como o Lakers, um time mais velho que o OKC, se comportou quando jogou seguidamente? Foram 24 jogos nesta situação e o desempenho foi de 12-12. Portanto, nada a temer, muito embora em playoff o desgaste seja muito maior.

Hoje é dia novamente para irmos dormir lá pelas 3h da madrugada. E espero que seja como ontem, com os times trocando liderança no marcador a cada ataque. Que seja como ontem, quando o jogo parecia estar sendo jogado seguindo um roteiro de Hollywood.

Por causa de partidas como a desta madrugada que eu digo sempre que quem criou o bordão “I Love This Game” é um gênio. Neste caso, no ataque e na defesa.

IGUALDADE

O Philadelphia igualou a série diante do Boston com a vitória de 92-83. Esta quarta partida, no entanto, em seu começo dava a entender que os verdinhos sairiam vencedores novamente. Mas o C’s parece ter gastado toda sua munição no primeiro quarto, quando fez 24-12. Fechou o primeiro tempo na frente em 46-31. Mas veio o segundo tempo e como os caras do Sportscenter gostam de dizer, “second half: different half, different history”.

O Sixers fez uma corrida de 61-37 e venceu o jogo. Venceu impulsionado por Andre Iguodala (foto Getty Images) e Lou Williams, este vindo do banco. Ambos anotaram 26 pontos, divididos igualmente durante o período. Venceu porque esteve bem no aproveitamento dos chutes nesta etapa final (22-43; 51,2%), venceu porque pegou mais rebotes nestes 24 minutos derradeiros (28-17), venceu porque foi um time mais solidário (14-9 nas assistências), venceu porque errou menos (4-8) e venceu principalmente porque seu banco foi muito mais profícuo, vencendo o duelo contra os reservas do Boston por 34-7.

O confronto, como disse, está empatado em 2-2. A série volta para Boston. Depois retorna para a Filadélfia e, se preciso, termina em Massachusetts. Vai ser mesmo preciso?

REFLEXÃO

O ótimo site “Jumper Brasil” escreveu um texto ontem dizendo, entre outras coisas, que se o Miami perder seus Três Magníficos torna-se um time comum. Mas eu perguntei a eles: e os outros não ficam também?

Se tirarmos Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum, o que sobra do Lakers? Se tirarmos Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden, o que resta do OKC? E se tirarmos Rajon Rondo, Paul Pierce e Kevin Garnett, o que podemos aproveitar do Boston? Se subtrairmos Tim Duncan, Manu Ginobili e Tony Parker, o que ficará do SAS? No Chicago, nem precisa tirar três, tira-se Derrick Rose e Luol Deng, o que podemos aproveitar? E o Clippers sem Chris Paul e Blake Griffin, como fica?

Portanto, mais do que o elenco de apoio, os “Big Three” têm que funcionar. Se eles funcionarem, os que gravitam a seu redor tornam-se importantes aos olhos de todos. Se não funcionarem, viram porcarias.

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terça-feira, 15 de maio de 2012 NBA | 11:37

PRENÚNCIO DE VARRIDA EM OKLAHOMA?

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Assim que acabou o massacre do Oklahoma City diante do Lakers (119-90), antes de desligar o computador, fui dar uma olhada na caixa de mensagens do blog. Encontrei uma que me chamou a atenção. Veio do nosso parceiro Marcão. Dizia ela: “nooooooooooooooossa, LAL vai ser varriiiiiiiiiiiiiidooooooooooooo!!!!!!!”

Foi mesmo este o sentimento que nos invadiu a todos depois da debacle californiana em terras de ventos muitíssimos fortes, que provocam destruição e levam desolação a muitas pessoas. No caso de ontem, o tornado vitimou o Lakers, deixando a todos, jogadores, comissão técnica, dirigentes, proprietários e torcedores desorientados, aturdidos, desamparados.

A pergunta que se faz no momento é: o Lakers tem time para encarar o OKC? O Lakers tem time para reverter o que aconteceu ontem à noite?

Num primeiro momento, eu diria que não. O Lakers não encontrou resposta para nenhuma das armadilhas propostas pelo adversário.

Ontem, por exemplo, Kobe Bryant fez o que deveria ter feito no último jogo da série contra o Denver: saiu logo de cara marcando Russell Westbrook (foto AP). Não conseguiu. Foi tragado pelo armador “sooner”. Westbrook marcou 27 pontos, deu nove assistências, pegou sete rebotes, fez dois desarmes e cometeu apenas um erro. Prova inconteste da incapacidade de Kobe na partida de ontem. Mas, sejamos justos, Metta World Peace também foi destacado para vigiar Russell em alguns poucos momentos e igualmente foi devorado pelo camisa 0 do Thunder.

Por falar em MWP, o ala do Lakers chegou cheio de prosa e energia a Oklahoma City. Imaginava ter vigor e estofo técnico para marcar Kevin Durant e disse que não iria se importar com os gritos do lado de fora da quadra. Também foi derrotado neste embate. MWP foi engolido por KD, que marcou 25 pontos, pegou oito rebotes e deu quatro assistências.

Os dois, Kobe e MWP pouco contribuíram também do ponto de visto ofensivo. O velho Ron-Ron marcou 12 pontos (4-10), mas Kobe voltou a ter uma atuação pífia com a bola nas mãos. Anotou 20 pontos, mas errou 11 de seus 18 arremessos. Não fez nenhum desarme. Ou seja, não impactou o jogo de Westbrook, como já vimos, e nem machucou o adversário como se esperava.

Mas vamos deixar os números de lado, pois deles já falamos um pouco — e creio ter sido o suficiente. Vamos falar do que a gente viu e os nossos olhos não nos traíram: o Lakers de ontem, se for o Lakers da série, será varrido pelo OKC. Em momento algum ofereceu a mínima resistência. Foi vítima do jogo veloz e bem pensado do adversário. Foi presa fácil de seus grandes jogadores. E, pior, quando James Harden estava em quadra, o Lakers não tinha ninguém para marcá-lo, pois Kobe ficou em Westbrook e MWP em Durant. Disse “ficou”, pois o que os dois fizeram não foi nada além de “estar perto”. Uma coisa, rapaziada, é marcar Ty Lawson, outra é marcar Westbrook; uma coisa é marcar Danilo Gallinari, outra é marcar Durant.

Costumo dizer que quando você está bem e pega um time fraco, você varre o adversário. Quando você está mal, pega um time fraco e vence no bico do corvo. Foi o que aconteceu na série contra o Denver. Eu disse desde o início que esta era uma série para o Lakers golear, não disse varrer; mas golear. O time angelino, no entanto, só liquidou-a no sétimo jogo, numa clara demonstração de que não estava bem. Muitos pensaram ser o Nuggets o responsável pelos sete jogos, muitos disseram que o time colorado é que mostrou qualidades, isso e aquilo. Não foi nada disso: foi o Lakers que se enrolou, dada a sua fragilidade, diante de um oponente que, sempre disse, está ainda em formação, à procura de uma identidade e que tem apenas jogadores medianos.

Ontem, diante de um time pronto, com três jogadores extraordinários, foi batido em apenas três quartos. Voltemos aos números: neste terceiro período, o Thunder fez 39-24, tendo acertado 12 de seus 17 arremessos, o que significou um aproveitamento extraordinário de (70,6%). A diferença final foi de 29 pontos; chegou a 35 no terceiro quarto. Se Scott Brooks, treinador do OKC, não tivesse transformado o último quarto em “garbage period”, esta diferença poderia ter sido de mais de 40; quem sabe 50 — não exagero. A diferença do Lakers para o OKC foi gigantesca.

Jogo acabado, Pau Gasol e Andrew Bynum (o único que se salvou com seus 20 pontos e 14 rebotes) ficaram alguns minutos sentados no banco de reservas conversando. Provavelmente, tentando entender de onde veio a ventania que varreu a todos os californianos. Tentando encontrar abrigo para suportá-la se ela voltar a varrer a tudo e a todos. Do jeito que foi ontem, é isso mesmo o que o Lakers tem que fazer: encontrar abrigo para não ser varrido, porque não sobrará pedra sobre pedra.

ALERTA

No entanto, é sempre bom deixar claro três coisas:
1) Cada jogo é um jogo e o seguinte pode ser diferente do primeiro;
2) A camisa do Lakers é poderosa demais para não ser levada em conta;
3) Kobe Bryant pode não ser o velho Black Mamba, mas ainda é um jogador com veneno letal.

Amanhã tem mais: 22h30 de Brasília. Imperdível. Poderemos saber o que significou o jogo de ontem.

SURPRESA?

O Philadelphia surpreendeu ontem o Celtics ao vencê-lo em Boston por 82-81. Na verdade, o placar foi de 82-78. A cesta derradeira de Kevin Garnett, no estouro do cronômetro, foi fruto de um arremesso desmarcado, com os jogadores do Sixers se abraçando em quadra por conta da vitória.

Terminou a série? Claro que não. Este é um confronto que me lembra Indiana x Orlando. O Magic venceu em Indianápolis e muitos disseram que o Pacers havia decepcionado. Eu disse: rapaziada, playoff é assim mesmo. Há combates onde se perde em casa, recupera-se fora dela e outros que ao se perder em casa perde-se a série. Não acredito ser esta a fórmula deste confronto. Do mesmo jeito que o Sixers venceu em Massachusetts, o C’s pode ganhar na Pensilvânia.

Importante: foi a primeira do Sixers em Boston desde o jogo sete das finais da Conferência Leste de 1982.

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sexta-feira, 11 de maio de 2012 NBA | 12:48

DENVER CAMINHA PARA SER O DALLAS DESTA TEMPORADA?

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O Denver arrebentou o Lakers ontem à noite no Colorado. Os 17 pontos que marcaram a diferença do marcador em 113-96 em favor do Nuggets não revelam o que aconteceu em quadra. O time das montanhas rochosas poderia ter vencido por 30 ou mais pontos. Como disse, o Denver triturou o Lakers.

A pergunta que martela a minha cabeça é: estaremos diante de um novo Dallas?

O Dallas foi campeão na temporada passada mais ou menos assim. Ninguém dava nada por ele. Foi comendo pelas beiradas e acabou campeão. Todos falavam em San Antonio e Lakers. Sem contar o Miami. E no final deu Dallas.

Claro que há diferenças. O Mavs tinha um Dirk Nowitzki e o Denver não tem ninguém que chegue perto dele. O Mavs tinha um armador de talento, rodado e experiente em Jason Kidd. Ty Lawson parece ter um grande futuro, mas ainda é uma promessa, e Andre Miller já rodou muito, mas não é J-Kidd. E não vejo no Denver um cara como Jason Terry, vindo do banco e destruindo defesas, pois não creio que Al Harrington possa fazer isso.

De qualquer maneira, como a ordem das coisas foi subvertida na temporada passada, eu já começo a achar que o Denver pode eliminar o Lakers, depois o Oklahoma City e na final bater, por exemplo, o San Antonio. Afinal de contas, o Dallas não fez isso no torneio passado, contrariando todos os lúcidos prognósticos?

SINTOMA

O Lakers hoje se comporta como time médio — pra não dizer pequeno e ferir suscetibilidades. Se enrosca com um adversário bem mais fraco e Kobe Bryant termina os jogos com montanhas de pontos. Podem olhar: quando os pontos de um time ficam sempre nas costas de um jogador, esse time está desequilibrado.

PERGUNTA

Até onde esse time do Denver pode ir? Do jeito que está, tem grande chance de eliminar o Lakers amanhã à noite em Los Angeles. E depois? Depois eu acho que não passa pelo OKC. E se passar, eu acho que para no SAS. Mas se passar também, não creio que ganhe do Miami, por exemplo, na final, Miami que é o favorito da maioria no Leste. Mas se ganhar do Heat, o Denver será o campeão!!!

Isso pode mesmo acontecer?

Diante dos meus olhos o Denver é apenas um time apenas mediano participando dos playoffs. Mas esse time mediano está engrossando a série diante do poderoso Lakers e, já disse, tem grande chance de eliminá-lo. E se isso acontecer, esse time pode se encorpar, ganhar moral, confiança, e aí, sai debaixo! Pode se tornar o novo Dallas.

ANÁLISE

Quanto ao jogo, Ty Lawson foi a estrela da noite: 32 pontos. George Karl acertou em cheio ao conceder-lhe o status de dono da posição em detrimento do experiente Andre Miller. Kenneth Faried voltou a se destacar com um duplo-duplo: 15 pontos e 11 rebotes.

Por falar em Gasol… O que dizer de seus míseros três pontos? O que dizer de um jogador internacional que faz apenas 1-10 sendo marcado por Faried, um “rookie” que nem está sendo cotado para ganhar o troféu “Rookie of the Year”?

ADIANTE

Abri nossa conversa com o Denver e não com os classificados Boston e Philadelphia porque o Nuggets, repito, pode se tornar o Dallas desta temporada. Mas não posso fechar os olhos para os dois classificados de ontem à noite: Boston e Philadelphia.

C’S

O Boston fez o que dele se esperava: eliminou um adversário mais fraco e que passou parte da série desfalcado. Mas eliminou com dificuldades, o que me deixou assustado. A vitória de ontem por 83-80 foi novamente no final, no bico do corvo. O que eu acho que isso significa? Significa que o Boston não aparenta ter, no momento, time para eliminar o Miami numa final. Digo Miami porque, concordamos, o Heat é o time mais forte do Leste.

Mas a gente bem sabe que o Celtics é um time experiente e tinhoso. Conhece o caminho das pedras, já esteve em outras finais. Vai fazer um jogo mental muito forte numa provável decisão contra o Heat. Desequilibrar emocionalmente LeBron James é a primeira missão do C’s. E isso Paul Pierce sabe fazer. Intimidar Chris Bosh: isso Kevin Garnett (foto AP) o fará sem o menor problema. Acuar Dwyane Wade: deixem a missão para Ray Allen, pois ele é do ramo.

Ao contrário do Denver, o Boston é um time campeão, tem história e uma camisa muito forte. E conta com quatro jogadores que fazem parte da nata do momento: o Big Three e Rajon Rondo. Sendo assim, se esse time passar por cima do Miami, na bola e no mental, não me causaria nenhuma surpresa.

O Denver, sim; se o Denver for campeão do Oeste eu ficaria surpreso. Aliás, quer saber, eu não ficaria surpreso. Afinal, o Dallas não fez o mesmo na temporada passada? Por que eu haveria de me surpreender novamente? Ora, faça-me o favor, Sr. Sormani… Nem parece que o senhor tem a idade que tem!

SIXERS

O Philadelphia aproveitou-se de um adversário desfalcado para seguir adiante na competição. Venceu o Chicago por 79-78 e, repito, só venceu porque o Bulls não pôde contar com Derrick Rose e Joakim Noah. Não creio, por isso, que o Phillies possa seguir surpreendendo. Não creio que passe pelo Boston.

Mas o Dallas não foi campeão assim na temporada passada? É, verdade… Então eu apago o que disse acima e escrevo: tudo pode acontecer.

ERRO

Sobre a eliminação do Chicago:

1) A 12 segundos do final do jogo, como é que C.J. Watson passou a bola para o horroroso do Omer Asik, um jogador medíocre quando o assunto é fazer cesta? Por que C.J. não ficou com a bola nas mãos à espera da falta que o levaria aos lances livres? Ele, e não Omer.

2) Por que Tom Thibodeau não foi econômico nos pedidos de tempo, a ponto de não ter nenhum disponível naqueles 12 segundos derradeiros?

3) Se alguém tiver algo mais a dizer, que diga.

BLOQUEIO

Já disse: Tom Thibodeau é um grande treinador, mas ele comete muitos equívocos. Ele parece ser o LeBron James dos treinadores. Quando os playoffs chegam ele parece sofrer um bloqueio mental.

REFLEXÃO

Será mesmo verdadeira a frase de que em série melhor de sete o melhor sempre vence?

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quarta-feira, 9 de maio de 2012 NBA | 11:30

INDIANA SE CLASSIFICA E LAKERS VOLTA A VACILAR

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O Indiana foi o único time na rodada de ontem que se classificou para as semifinais dos playoffs. Esperava que fossem dois. O Lakers deveria estar nessa relação também. Ao contrário do Pacers, que deu apenas um pequeno vacilo na série, perdendo o primeiro jogo em casa, o time californiano vem titubeando demais. Tivesse o Nuggets um time melhor e mais experiente poderíamos ter uma surpresa neste confronto.

Jogando em casa, o Indiana, ao contrário do Lakers, não deixou escapar a oportunidade de avançar na competição. Fez incontestáveis 105-87 e mostrou uma vez mais que o revés da primeira partida foi apenas um acidente de trabalho, como eu disse aqui neste botequim aos parceiros que falaram em “decepção”. Playoff é assim mesmo. Muitas vezes um time com a vantagem de quadra perde um jogo em casa e se recupera logo na sequência. Lembro-me que nas finais de 1991, o Chicago tinha melhor campanha que o Lakers e fez o primeiro jogo em seu extinto Chicago Stadium. Perdeu. Muita gente achou que não tinha como reverter diante de uma equipe que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott. Mas o Chicago era mais time que o Lakers e venceu os quatro jogos seguintes, três deles em Los Angeles.

Playoff, como disse, é assim mesmo. A menos que seja uma série como a do Memphis contra o Clippers. Há muita igualdade. Uma vitória roubada na casa do inimigo pode determinar o classificado. Não é o caso do confronto entre Lakers e Denver e nem era na série Indiana x Orlando. O Lakers vacila — e isso é algo que deve preocupar a todos que estão ligados à franquia, seja afetiva ou profissionalmente.

SURPRESA

O confronto contra o Denver era para estar resolvido. Mas o time angelino, como se diz por aí, tem dado um mole danado, volto a dizer. Por mole danado podemos entender a fragilidade de Andrew Bynum em alguns jogos desta série. Ontem o pivô do Lakers voltou a hesitar. Disso se aproveitou JaVale McGee, um jogador mediano, que tornou a deitar e rolar em cima de Bynum, tido por muitos (inclusive por mim), como um dos melhores da posição na atualidade.

É inadmissível Bynum deixar McGee anotar 21 pontos e pegar 14 rebotes, seis deles no ataque. Não bastasse isso, Kenneth Faried pegou nove ressaltos. Faried tem 9,8 rebotes de média nesta série é de responsabilidade de Pau Gasol. Que o espanhol é soft, isso a gente sabe. Os longos cabelos de Faried, aos olhos de Gasol, devem transformá-lo numa espécie de Sansão, impossível de ser dobrado. Deve ser isso.

O que quero dizer é que Bynum e Gasol não podem tomar um vareio de bola de McGee e Faried. McGee, como disse, é um jogador mediano; Faried, já falei, é apenas um “rookie”, com muito potencial, é certo, mas ainda assim um novato.

Os dois, Bynum e Gasol (ou McGee e Faried, depende de sua leitura), são os maiores responsáveis por esta série ainda não estar resolvida.

DIFERENÇA

Tendo um adversário fragilizado pela frente, desfalcado de Dwight Howard, seu principal jogador, o Indiana liquidou a fatura e agora descansa à espera do vencedor da série entre Miami e New York, que deve ser definida esta noite, com vitória do Heat no sul da Flórida.

Mas eu dizia que o Indiana deu um pequeno tropicão, mas nada que tirasse o time do eixo. Ontem, comandado mais uma vez por Danny Granger (25 pontos; foto Gety Images), o time liquidou a fatura. Leandrinho fez apenas sete nos 20:29 minutos em que ficou em quadra. Atirou apenas quatro bolas contra a cesta adversária (pouco para o potencial dele), mas ajudou nos rebotes, por incrível que possa parecer: pegou seis.

Por falar em rebotes, a decepção desta série, pra mim, foi o pivô Roy Hibbert. Selecionado para o “All-Star Game” desta temporada, cantado em prosa e verso por muitos frequentadores deste botequim, indicado por mim mesmo como um dos candidatos para ocupar a vaga de Dwight Howard na seleção dos EUA que vai a Londres, Hibbert fraquejou diante de Glen Davis, o substituto de D12. Davis terminou a série com médias de 19,0 pontos e 9,2 rebotes. Mesmo tendo 2,06m de altura, impôs-se diante dos 2,18m de altura de Hibbert, que terminou este confronto passando-nos a impressão de ser um molengão. Teve médias de 11,0 pontos (só isso?) e 10,8 rebotes. Alguém pode apontar o dedo para os tocos que ele deu neste embate: 3,8 de média. Realmente, extraordinário. Mas aí eu aponto o dedo novamente para a altura de Hibbert: 2,18m.

FELICIDADE

Fiquei feliz com a classificação do Indiana. Feliz por Frank Vogel, que parece despontar como um dos melhores treinadores desta nova safra da NBA. E feliz porque o Pacers jogou basquete e não se preocupou em baixar o sarrafo, como fez no ano passado na série diante do Chicago.

É claro que muito disso tem a ver com a aposentadoria do obtuso Jeff Foster.

IRONIA

Coisas da vida, muitos costumam dizer nesta situação. E é verdade: o melhor jogador do Boston foi o responsável pela derrota do time ontem diante do Hawks.

Quem acompanhou o jogo de Atlanta viu Rajon (foto Getty Images) interceptar um lateral cobrado por Josh Smith a pouco mais de dez segundos para o final e o placar mostrando os definitivos 87-86 a favor do time da casa. E o que fez Rondo? Nada; ou melhor, atrapalhou-se com a bola, indo para o canto da quadra depois de Kevin Garnett ter feito o corta-luz em cima de Smith, que o marcava. Armou para si mesmo uma armadilha, pois ao ir para o canto da quadra, facilitou a marcação de Al Horford, que apareceu em socorro a Josh Smith. Rajon se enroscou com a marcação e o ataque que poderia ter dado a vitória e a consequente classificação ao Celtics, não existiu.

Coisas da vida, digo eu agora. Rajon Rondo tem uma gorda poupança no C’s. Pode errar que não dá pra reclamar dele.

DIFERENÇA

Al Horford fez ontem seu segundo jogo nesta série. Marcou 19 pontos e pegou 11 rebotes. Deu ainda três tocos e igual número de assistências e desarmes.

Ficou muito claro que com ele desde o início o Celtics teria muitas dificuldades para reverter a série como reverteu.

O próximo confronto está marcado para quinta-feira, agora em Boston. Não acredito que o C’s vai dar o mesmo vacilo que o Lakers deu em Los Angeles.

MUDANÇA

O Chicago saiu da UTI. Está agora no quarto. Venceu ontem o Philadelphia em seu United Center por 77-69 e prolongou a série. Quinta-feira os dois times volta a se enfrentar, desta feita na Pensilvânia. O Sixers deve liquidar a fatura neste jogo.

O Bulls faz o que pode. Enfrenta problemas sérios como a contusão de seu melhor jogador e a ausência de seu principal pivô. Derrick Rose, o comandante do time, não volta mais nesta temporada. Joakim Noah, que mais uma vez ficou no banco em trajes civis e com o pé engessado, quem sabe possa jogar amanhã à noite.

Some-se a isso o fato de o Chicago ser um time completamente sem noção quando ataca. Não consigo detectar nenhuma jogada ensaiada. Os jogadores jogam por instinto. A única coisa que eu ouço Tom Thibodeau dizer é: “Move the ball!”. OK, vamos rodar a bola, mas em que direção? Pra quem? Pra onde?

Thibs é um excelente técnico, todos nós sabemos. Mas ele sofre de miopia ofensiva. Quando o time não tem D-Rose e quando Luol Deng não está inspirado, fica difícil vencer. A direção do Chicago deveria pensar seriamente em contratar Mike D’Antoni para treinar o time ofensivamente. Se isso acontecer, o Bulls vai sofrer bem menos quando não puder contar com D-Rose e quando Luol estiver com bloqueio de criatividade.

Fica a sugestão.

REFORÇOS

Muitos torcedores do Bulls dizem, e com razão, que o time precisa ser reforçado. Eu mesmo já disse isso e até sugeri, ao final da temporada passada, que se fizesse uma troca com o Orlando mandando para a Flórida Joakim Noah e Luol Deng por Dwight Howard. Hoje eu mesmo não colocaria mais Luol, mas Joakim sim. Quem sabe ele e Carlos Boozer, neste caso com o Chicago pegando o mico do Hedo Turkoglu.

Outros tantos parceiros reclamam do time e pedem o fim de tudo. Discordo. Esse time já mostrou que tem valor. Já mostrou que se bem conduzido é utilíssimo. Que o Bulls tem que arrumar outra estrela eu concordo, mas desfazer-se desse time eu discordo. Não se pode desfazer uma equipe que mostrou ser competente e competitiva da noite para o dia sem pagar um alto tributo por isso. Sim, pois a remontagem de uma equipe demanda tempo de maturação. Esse time está maturado, precisa apenas de alguns ajustes para fazer o “upgrade” rumo ao título.

Volto a dizer: o Bulls precisa de um assistente técnico que ensine o time a atacar e fazer uma troca pegando um apoio de ouro para D-Rose. Se tiver que abrir mão de dois importantes jogadores, que se abra. Caso contrário, vai continuar sempre assim: melhor campanha na fase de classificação, debacle nos playoffs.

FADA

A menos que desça em Chicago a mesma fada que esteve em Dallas na temporada passada e que com sua milagrosa varinha de condão transforme o Chicago, mesmo sem D-Rose, em um time campeão, como ela fez com o Mavs.

Eu nunca acreditei em conto de fadas, mas depois do que aconteceu na temporada passada eu já não duvido de mais nada.

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segunda-feira, 30 de abril de 2012 NBA | 11:53

LOS ANGELES SE DESTACA, BOSTON E MEMPHIS DECEPCIONAM E SAN ANTONIO CUMPRE PAPEL

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Os dois times de Los Angeles foram o destaque da rodada de ontem da NBA.

O Lakers passou pelo Denver (103-88) como era de se esperar, mas chamou a atenção pelo seu pivô e não pelo seu melhor jogador. Andrew Bynum (foto AP), ao cravar 13 rebotes, 10 tocos e 10 pontos, tornou-se o primeiro jogador, desde Magic Johnson, em 1991, a atingir um “triple-double” em playoffs. O hiato foi de 21 anos; isso mesmo 21 anos.

O Clippers venceu um jogo perdido. Sua desvantagem chegou a ser de 27 pontos. Iniciou o quarto final atrás em 21. A torcida no Tennessee gritava: “Beat LA! Beat LA! Beat LA!”. Mas no final entrou pelo cano, porque o time angelino venceu o quarto derradeiro por 35-13 e fechou a contenda em 99-98, graças também à sua defesa, especialmente na bola final, quando Kenyon Martin grudou em Rudy Gay e não deixou o ala do Grizzlies arremessar com conforto.

O Lakers, capitaneado por Kobe Bryant (31 pontos), fez o que dele se esperava. Venceu um time à procura de identidade, pois o Denver, ao modificar sua estrutura de equipe e elenco, iniciou no segundo turno do campeonato um trabalho de formação de uma nova equipe, trabalho este que continua nestes playoffs. Não deverá dar trabalho ao Lakers, uma equipe que encontrou meio que ao acaso dois jogadores importantes dentro de seu elenco. Um dele, Devin Ebanks, com a suspensão de Metta World Peace, tornou-se titular e ontem fechou o jogo com 12 pontos e cinco rebotes. O outro, Jordan Hill, continua vindo do banco para energizar o time. Ontem fez dez pontos e pegou igual número de rebotes. Escrevam aí: o Lakers vai longe nesses playoffs.

O Clippers perdeu Caron Butler, que fraturou a mão após ter jogado 23 minutos e anotado 12 pontos. Mas mesmo sem Butler o Clips foi bravo em quadra. Do banco puxou Nick Young, que meteu duas bolas de três no finalzinho do jogo, bolas triplas que desconcertaram o adversário e encheram de moral, confiança e certeza de que, “sim, é possível”, como foi, vencer a partida. Chris Paul foi um gigante do alto de seus 14 pontos e 11 assistências. Desses tentos todos, os dois últimos vieram de lances livres convertidos a 23 segundos do final, pontos estes que colocaram o Clips na frente nos definitivos 99-98.

Muita gente se decepcionou com o Indiana na derrota para o Orlando. Mas uma coisa é perder do jeito que o Pacers perdeu; outra é ser batido como o Grizzlies foi. O moral cambaleia; se bobear, vai à lona. E se for mesmo, adeus série.

Em San Antonio, o Spurs passou pelo Utah por 106-91. O placar não diz bem o que aconteceu durante a partida. O Jazz deu mais trabalho do que se esperava, mesmo com o rodízio feito no time texano, do jeito que planejou o técnico Gregg Popovich.

A nota negativa para nós, brasileiros, ficou por conta da contusão de Tiago Splitter. O pivô brasileiro torceu o tornozelo esquerdo e, por conta disso, jogou apenas sete minutos, quando chegou a anotar oito pontos. Estava bem no jogo. Vamos torcer para que não seja nada grave e que ele possa jogar na próxima quarta-feira.

Finalmente o Boston. Decepção? Claro que sim! Mesmo sem Ray Allen, eu esperava mais do C’s. Não contava com essa derrota (83-74) para um Atlanta que jogou sem seus dois pivôs principais. O titular, Al Horford, não atua desde janeiro; o reserva, Zaza Pachulia, há algumas semanas. Mesmo assim, o Celtics foi batido nos rebotes por 51-40. Kevin Garnett fez sua parte (20 pontos e 12 ressaltos), Greg Stiemsma ajudou bastante (nove rebotes), mas Brandon Bass (oito pontos e cinco rebotes) decepcionou. Decepcionou principalmente porque não conseguiu marcar Josh Smith (22 pontos e 18 rebotes), o principal jogador do Hawks.

Decepcionou Bass, decepcionou o Celtics, mas quem mais decepcionou foi Rajon Rondo, que foi expulso no final do jogo, já está suspenso automaticamente por uma partida e que pode pegar um gancho ainda maior por ter dado uma peitada no árbitro. É por isso que eu digo: não dá para construir uma franquia ao redor de Rajon. Ele será importante no desenvolvimento da mesma, mas nunca será o líder que um time tanto precisa.

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