Publicidade

Posts com a Tag Andrei Kirilenko

quinta-feira, 2 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:32

CULPAR LARRY PELA DERROTA É UM GRANDE EQUÍVOCO. MAGNANO VOLTOU A COMETER ERROS

Compartilhe: Twitter

Bom, agora mais calmo, vamos falar um pouco mais do jogo. Antes que eu me esqueça: VTC, c@*&$#!*!

Bem, li os comentários todos (como sempre faço) e concordo com muita coisa que foi dita, mas uma delas eu discordo e acho uma injustiça: culpar o Larry Taylor pela derrota sob o argumento de que se ele tivesse feito os dois lances livres o Brasil poderia ter vencido.

Eu fico me perguntando: por que algumas pessoas culpam o Larry e não fazem o mesmo com Marcelinho Huertas? Nosso armador, afinal de contas, cometeu uma andada a 39 segundos do final e se o Brasil tivesse pontuado naquele ataque poderia ter vencido a partida.

Mas não é uma coisa e nem outra. Errar faz parte do jogo. O que não se pode admitir é o erro grotesco, como uma bandeja perdida num contra-ataque, uma enterrada mal dada que dá aro e a bola não entra, tomar um “back door” no final da partida etc. E, principalmente, se esconder.

Larry errou os dois lances livres, mas, na sequência, o ala Alexey Shved fez o mesmo. Só pra lembrar: foi Shved quem acertou a bola de três que empatou o jogo em 72 pontos a 26 segundos do final, no ataque seguinte ao erro de Huertas. Huertas que fez a cesta que colocou o Brasil na frente em 74-72. Estão vendo?

Ou seja, não teve erro algum. O Brasil jogou bem, embora tenha feito apenas 56% nos lances livres (10-18).

Sobre a má sorte de Leandrinho, no final da partida, quando ele escorregou, significou, sem querer, a melhor defesa que o Brasil poderia fazer no arremessador russo, no caso Vitaly Fridzon (foto Reuters). Teoricamente, se ele arremessa parado, com LB na frente dele, a chance de a bola entrar era muito maior do que do jeito que ele arremessou, completamente desequilibrado, no canto da quadra, quase sem ângulo. A chance de aquela bola entrar era de uma em mil. Entrou.

Pode parecer que estou de marcação com Rubén Magnano (foto EFE), mas ele cometeu alguns erros importantes no final do jogo. Um deles foi tirar o Larry do jogo. Só por que ele errou os dois lances livres? Isso é comportamento de técnico de categoria de base. Larry estava bem na partida, confiante. Ele colocou Huertas, que tinha ido para o banco a 4:15 minutos para o final do terceiro quarto e não tinha mais voltado. Ou seja: estava completamente frio, sem ritmo. Huertas ficou nada menos do que 15:17 minutos do lado de fora. E na primeira bola que ele pegou, andou.

Além disso, Larry estava muito bem no jogo, confiante. Estávamos vendo em quadra o mesmo Larry Taylor do Bauru. Aquele jogador sem confiança que vestiu a camisa do Brasil em várias partidas tinha desaparecido. Por que, então, tirá-lo do jogo? Só por causa de dois lances? Alguém disse que LT tinha cometido sua quinta falta quando saiu. Não procede: Larry deixou a partida com quatro faltas.

Outro erro grave a meu ver: Magnano gastou seu último tempo antes do arremesso russo. Se não tivesse pedido, o Brasil faria a reposição de bola no meio da quadra e teria exatos quatro segundos para trabalhar uma jogada e arremessar. E quem sabe ganhar a partida. Outro erro de técnico de categoria de base.

Por outro lado, o Brasil só está jogando o que joga por conta do trabalho de Magnano. Ele fez o “upgrade” no nosso selecionado que nenhum dos treinadores brasileiros conseguiu e nem mesmo o espanhol Moncho Monsalve. O Brasil, hoje, tem uma das melhores defesas do planeta. O Brasil, hoje, é visto pelos adversários como um time forte e candidato a medalha nestes jogos. Ganhou esse status por conta do trabalho de Magnano.

Mas ele tem cometido erros do lado de fora que nos surpreendem. Para um treinador do nível dele, esses erros surpreendem e comprometem.

Alguns deles Magnano está corrigindo. Por exemplo: Marcelinho Machado tem perdido gradativamente seu tempo de quadra. O ideal, do jeito que ele está jogando, é colocá-lo apenas em situações de tranquilidade para a equipe, pois MM está comprometendo o time. Quem sabe, aos poucos, ele não recupera a confiança? Sim, MM, pra mim, parece-me um jogador sem confiança no momento.

No jogo desta quinta contra a Rússia, MM jogou apenas 5:51 minutos e contribuiu com apenas um ponto. Mais: com ele em quadra o Brasil perdeu por 16-4; sem ele o Brasil fez 70-59 na Rússia.

De resto, sinceramente, nada a acrescentar ou reclamar. Apenas a elogiar. E três elogios:

1) Alex Garcia tem defendido como gente grande que é. Foi muito bem no trabalho contra Andrei Kirilenko, como tinha feito em cima de Luol Deng;
2) Nenê Hilário está um monstro na defesa. Foram dez rebotes nesta partida, embora desta vez não tenha havido nenhum toco. Mas sua presença intimidadora no garrafão brasileiro tem colocado neguinho pra correr. E isso é muito bom. Precisa, no entanto, ser mais efetivo no ataque. Nenê sabe que pode fazer mais do que está fazendo;
3) Leandrinho Barbosa: foram novamente 16 pontos (cestinha do time). Tem ajudado muito. E tem selecionado melhor seus arremessos. Precisa, todavia, melhorar um pouquinho mais nas bolas de três. Neste jogo ele fez 2-7 (28,5%).

DIA RUIM

Marcelinho Huertas, nosso melhor jogador ao lado de Nenê Hilário, Marcelinho, um dos melhores armadores do mundo, desta vez não jogou no nível dele, aquele nível de excelência que o mundo conhece. Foram apenas oito pontos e seus “flots” não caíam de jeito nenhum. E também não conseguiu criar espaços para os companheiros pontuarem.

Acontece.

Como dizia Michael Jordan, não dá para jogar bem todas as noites. Na próxima, certamente, Huertas voltará a seu nível de excelência.

CONTA

Se o Brasil bater a China e a Espanha e os espanhóis vencerem a Rússia, haverá um tríplice empate. Neste caso o saldo de cestas vai definir o campeão do Grupo B. Portanto, o Brasil ainda pode terminar esta fase de classificação em primeiro lugar.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

Compartilhe: Twitter

Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Basquete europeu | 18:15

ESPANHA E FRANÇA SE CLASSIFICAM PARA AS OLIMPÍADAS

Compartilhe: Twitter

Os dois classificados da Europa para os Jogos Olímpicos de Londres acabaram de ser conhecidos na tarde desta sexta-feira: Espanha e França.

No primeiro jogo do dia, os espanhóis despacharam a Macedônia vencendo por 92-80. No cotejo subsequente, os franceses fizeram o mesmo com a Rússia ganhando por 79-71.

No primeiro confronto, o ala-armador Juan Carlos Navarro (Foto Fiba) jogou uma barbaridade. Fez 35 pontos tendo acertado cinco de nove bolas de três (55.6%). Nas bolas duplas, 8/14 (57.1%). Isso deu um aproveitamento total de 13/23 (56.5%).

Desses 35 pontos, 19 foram feitos no terceiro quarto, quando o jogo começou no pau. Este foi o quarto que definiu a partida, que ao final do primeiro tempo terminou com os macedônios na frente em 45-44.

Com estas quase duas dezenas de pontos de Navarro (ex-Memphis Grizzlies), os ibéricos fecharam o terceiro quarto na frente em 71-62 e no decisivo administraram bem a vantagem obtida para vencer e se classificar para Londres.

Vale destacar — como não? — os 17 rebotes de Pau Gasol, ala-pivô do Los Angeles Lakers. Seu irmão, Mark, que atua no Memphis Grizzlies, apanhou outros dez e os dois foram responsáveis por 27 dos 47 rebotes da Espanha; ou seja: 57.4%.

Pau ainda contribuiu com 22 pontos e Mark com 11.

Serge Ibaka, o rei dos tocos atualmente na NBA, deu apenas um nesta partida. O ala-pivô do Oklahoma City Thunder, no entanto, ajudou no marcador com 11 tentos.

Do lado da Macedônia, Bo MacCalebb, nascido em New Orleans (EUA), mas naturalizado macedônio (como a gente quer fazer com Larry Taylor), anotou 25 pontos. MacCalebb, aliás, foi o condutor da espetacular campanha da Macedônia neste Pré-Olímpico que está sendo disputado na Lituânia.

Os macedônios, é bom dizer, foram os responsáveis pela eliminação dos anfitriões ao vencerem a partida por 67-65 na última quarta-feira. MacCalebb, armador do Montepaschi Siena, da Itália, foi o cestinha da partida com 23 pontos.

Tony Parker e Nicolas Batum foram peças-chaves para que a França vencesse a Rússia. O armador do San Antonio Spurs marcou 22 pontos. Foi determinante no primeiro e último quartos, quando anotou 18 tentos.

Batum (Foto Fiba), apenas 23 anos e jogador do Portland Trail Blazers, cravou no total 19 pontos. Fez bonito no último quarto, quando anotou sete pontos, três rebotes e uma assistência.

Os russos ficaram praticamente entregues a Andrei Kirilenko. O ala do Utah Jazz anotou 21 pontos, mas cometeu o pecado de fazer uma falta boba quando faltavam 6:55 minutos para o final do terceiro quarto, sua terceira na partida, e o marcador mostrando igualdade em 40 pontos.

David Blatt, norte-americano que dirige os russos, foi obrigado a sacar Kirilenko de quadra. Devolveu o ala ao jogo quando faltava 1:25 minuto para o final deste quarto. Mas os franceses já tinham feito o estrago que pretendiam fazer: abriram uma vantagem de oito pontos (53-45), vantagem esta que foi muito bem administrada até o final da partida.

Espanha e França farão a final da Eurobasket neste domingo, 15h de Brasília (BandSports e ESPN Brasil). E, como disse, estão nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Unem-se a Grã-Bretanha (país-sede), EUA (campeão Mundial), Brasil e Argentina (qualificados na América do Sul), Austrália (campeã da Oceania) e Tunísia (campeão africano), todos já garantidos nos Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

Temos, portanto, oito seleções já qualificadas. As outras quatro sairão: uma do Pré da Ásia e três do Pré-Mundial, que o Brasil felizmente escapou.

Isso porque os europeus Lituânia, Rússia, Grécia e Macedônia estarão na competição, que contará com República Dominicana, Porto Rico e Venezuela representando as Américas.

Ainda bem, não acham?

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 24 de junho de 2011 NBA | 23:31

REVISTA CRAVA: NENÊ É O MELHOR AGENTE LIVRE

Compartilhe: Twitter

Realmente, é uma pena que Nenê não vista a camisa da seleção brasileira no Pré-Olímpico de Mar del Plata em agosto próximo.

A revista “Sporting News”, que está completando 125 anos de fundação, depois de ter escolhido o Chicago Bulls de 1995/96 o melhor time de basquete da história da NBA, analisou todos os jogadores que serão agentes livres nesta temporada.

E sabem quem ela colocou como o melhor de todos? Isso mesmo, Nenê.

À frente de David West, Marc Gasol, Andrei Kirilenko, Tayshaun Prince, Carl Landry, Caron Butler e de Tyson Chandler, por quem metade deste botequim se derrete de amores e o considera melhor do que Nenê.

Os americanos, que conhecem da mortadela, não pensam assim. Pensam assado, exatamente como eu. Não dá para comparar: Nenê é muito melhor que Tyson Chandler.

Infelizmente, quis o destino, uma vez mais, que o são-carlense se ausentasse do nosso selecionado.

Autor: Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 26 de novembro de 2010 NBA | 18:48

QUE VENHAM A NOITE E AS NOITADAS

Compartilhe: Twitter

A noite quase se avizinha. Só não está mais próxima porque vivemos este intolerável horário de verão, que deixa os dias mais longos e as noites mais curtas. Noites que foram feitas para serem vividas e não dormidas.

Este intolerável horário de verão que dificulta nosso acompanhamento das partidas da NBA. Tenho pena dos torcedores do Lakers. Mal podem ver seu time do coração jogar. Vibram quando os amarelinhos vêm visitar seus co-irmãos do Leste, pois aí o horário fica acessível.

Tenho pena de quem quer acompanhar os passos de Tiago Splitter. É difícil; é difícil não apenas por conta de Gregg Popovich que o protege feito menino mimado dos brutamontes da NBA, como se ele fosse um mauricinho e precisasse disso. É difícil por conta deste intolerável horário de verão.

Tenho pena de quem quer ver nosso Nenê Hilário com a camisa 31 do Denver, dando enterradas, distribuindo o jogo e roubando bolas. Tenho pena de quem quer ver Deron Williams e Chris Paul desfilando sua elegância pelas quadras e duelando.

Por causa de intolerável horário de verão, o Oeste escapa-nos das mãos; é inacessível. Seus jogos varam a madrugada. Não dá.

Risco no calendário os dias, que poderiam passar mais rápidos, à espera de fevereiro, quando este intolerável horário de verão nos deixará em paz.

RESUMO DA ÓPERA

Escrevi estas bobagens acima porque a rodada de ontem da NBA foi de lascar o cano. Atlanta x Washington e Clippers x Sacramento. Nem John Wall e nem Blake Griffin me fizeram ficar de olhos abertos.

SANTA…

Ignorância; mas poderia ser chamada de burrice.

Matt Winick, o cara que faz a tabela da NBA, o que ele tinha na cabeça quando programou Atlanta x Washington e Clippers x Sacramento para uma quinta-feira? Quinta-feira que é o dia nobre durante a semana na NBA. O que esperava o Sr. Winick? Que o Washington fosse explodir com John Wall, um novato talentoso, mas que é ainda um novato? O que esperava o Sr. Winick, que o Clippers fosse explodir com Blake Griffin (foto AP), um novato talentoso, mas que não passa ainda de um novato?

Se sim, que colocasse do outro lado da quadra não Atlanta e Sacramento. Que colocasse do outro lado da quadra Boston, Miami ou Orlando. Que colocasse do outro lado da quadra Lakers, San Antonio ou Oklahoma City.

Pois se Washington e Clippers negassem fogo (como estão negando), restaria aos torcedores apreciar astros que desfilariam seu talento do outro lado da quadro, massacrando essas equipes medíocres que parecem só servir para ajudar a não deixar o campeonato da NBA restrito a um grupo de cinco ou seis.

RODADA

Em compensação, a noitada promete. Serão 12 partidas. Todos os brasileiros estarão em quadra. Tinha escolhido dois jogos para assistir: Orlando x Cleveland e depois Denver x Chicago. Mas vejo que Derrick Rose está com torcicolo e não deve entrar em quadra. Então o jogo perderá muito de sua graça.

Olho pra tabela e vejo que o Lakers terá uma parada e tanto pela frente: Utah, em Salt Lake City. Ah, é este jogo que eu vou ver depois de Cleveland x Orlando. Quero ver este duelo. Ver Deron Williams se debatendo contra Ron Artest – ou vocês acham que Derrick Fisher vai marcá-lo?

Pode até ser, pois Fish marcou Rajon Rondo nas finais. Marcou porque Artest teve que tomar conta de Paul Pierce, enquanto Kobe Bryant corria atrás de Ray Allen.

Será que Fish vai mesmo cuidar de D-Will? Eu se fosse P-Jax não faria isso. Eu mandaria Kobe correr atrás de Deron e deixaria Fish em cima de Raja Bell, que pouco acrescenta quando tem a bola nas mãos.

Faria isso porque se Artest ficar em cima de D-Will, quem é que vai marcar Andrei Kirilenko? Kobe e Fish são baixos, não daria certo.

Resta mesmo colocar Kobe em cima de Deron. Mas P-Jax protege Kobe desses embates, não porque Black Mamba não saiba como encará-los. P-Jax protege Kobe porque o que inteiro para os playoffs.

É, mas é bom o Lakers abrir os olhos: o San Antonio está jogando bem e conta com a sorte também. Sorte e competência, ingredientes que sempre fazem parte da receita de um campeão. Se o Spurs, do jeito que joga, entrar nos playoffs com a vantagem de quadra, será um time duríssimo de ser batido.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de novembro de 2010 Sem categoria | 18:40

NÚMEROS QUE EXPLICAM

Compartilhe: Twitter

Este iG fez uma matéria especial nesta sexta-feira que está bombando: os 20 maiores salários da NBA. Clique aqui e leia, vale mais do que a pena.

Alguns salários chamam a atenção. Rashard Lewis é hoje o segundo jogador mais bem pago da NBA. Um absurdo. Quer mais aberração? Michael Redd, aquele que nunca joga, é o quinto no ranking. Outro equívoco? Andrei Kirilenko está em sétimo lugar na lista.

Vale a pena ler a matéria e ver, por exemplo, que Kobe Bryant, merecidamente, é o jogador hoje que mais fatura em salários na NBA. O Lakers conta também com Pau Gasol na relação dos 20 maiores salários da liga. É o sexto colocado.

O Orlando é o time que tem mais jogadores: são três os milionários. Além de Lewis, aparecem Vince Carter e Dwight Howard.

Denver Nuggets coloca Carmelo Anthony e Kenyon Martin na relação, enquanto o New Orleans apresenta Chris Paul e Peja Stojakovic.

No total, são 19 dos 30 times da liga com pelo menos um jogador entre os 20 maiores salários da temporada.

Aí, sabem o que eu fiz? Fui olhar o “payroll”, ou seja, a folha da pagamento das 30 equipes da NBA. Sabem qual a que mais gasta? Los Angeles Lakers.

Mas publico na sequência a relação das 15 equipes que têm a maior folha da pagamento na atualidade. Ou seja, 50% delas. Vamos lá:

1)    Los Angeles Lakers  – US$ 95.692.591,00
2)    Orlando Magic – US$ 94.702.018,00
3)    Dallas Mavericks – US$ 89.093.829,00
4)    Boston Celtics – US$ 83.790.759,00
5)    Denver Nuggets – US$ 83.020.059,00
6)    Utah Jazz – US$ 75.785.355,00
7)    Houston Rockets – US$ 73.148.110,00
8)    New Orleans Hornets – US$ 72.969.767,00
9)    San Antonio Spurs – US$ 69.667.594,00
10)    Philadelphia 76ers – US$ 69.360.246,00
11)    Atlanta Hawks – US$ 69.145.985,00
12)    Milwaukee Bucks – US$ 69.128.143,00
13)    Portland Trail Blazers – US$ 68.419.112,00
14)    Memphis Grizzlies – US$ 67.840.930,00
15)    Golden State Warriors – US$ 66.498.756,00

Aí eu fiquei olhando pra tudo isso. E sabem o que constatei? O óbvio; ou seja: quem gasta muito tem a obrigação de estar entre os melhores.

Quem é que mais gasta? Lakers. Tem a maior folha de pagamento e tem em seu elenco o jogador que mais ganha na NBA. Então eu fiquei pensando: tudo o que esses caras fazem não é mais do que obrigação, pois o Lakers está sempre entre as franquias que mais gastam. Num ano está em primeiro, no outro em segundo. No máximo em terceiro.

Dá gosto ser campeão assim? Claro que dá; é sempre bom ganhar. Mas é como pegar uma auto-estrada com uma Mercedez e chamar para uma corrida um carro 2.0. O cara da Mercedez vai chegar na frente sempre, a menos que ele seja um desgraçado de um covarde que tem medo de enfiar o pé no acelerador. Quando isso acontece, o cara do carro 2.0, valentão que é, chega na frente. Quando isso acontece na NBA, outro time, que não o Lakers, ganha o campeonato.

Por isso o Lakers está sempre de olho no valentão pra dirigir sua Mercedez. Hoje ele tem Kobe Bryant. Mas Kobe não é eterno. Se ele não conseguir arrumar outro piloto valentão, perde o campeonato, mesmo tendo uma Mercedez nas mãos, ou seja, mesmo estando entre as franquias que mais gastam.

Mas eu não observei apenas isso. Sabem o que observei também? Que o badalado time do Miami Heat não aparece em nenhum lugar nestas duas listas. Nenhum dos componentes de seu Trio Magnífico está entre os 20 jogadores mais bem pagos da NBA na atualidade.

Seu melhor salário foi destinado para LeBron James, apenas o 22º. lugar na lista. Aliás LBJ e Chris Bosh, pois os dois ganham a mesma fortuna por temporada: US$ 14,5 milhões. Dwyane Wade? É o 26 º.: US$ 14 milhões.

Aí eu fui olhar a lista das 15 equipes que mais investem na NBA nesta temporada. Sabem o que eu reparei? Reparei que o Miami não aparece entre elas! O Heat vem logo a seguir, na 16ª. posição. Gastará nesta temporada US$ 66,49 milhões com seu elenco.

Aí eu fiquei pensando: quem é o verdadeiro favorito ao título desta temporada? Claro, o Lakers, que se ganhar, não fará nada mais do que a obrigação. E se der Miami? Bem, se der Miami é zebra! E o título, a meu ver, terá um sabor e um valor muito maior.

Autor: Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de novembro de 2010 Sem categoria | 16:43

UTAH: UM TIME PARA SER OLHADO COM CARINHO

Compartilhe: Twitter

Jerry Sloan não conta com muitos adeptos e Utah está longe dos holofotes. Por isso, poucos olham com atenção para o trabalho que é feito por lá. Eu não faço parte deste grupo.

Os que me conhecem sabem muito bem do apreço que tenho por Sloan. Sabem também que considero Deron Williams (foto AP) o melhor armador da NBA. Por isso, no meu preview para esta temporada, coloquei o Jazz em quarto lugar na Conferência Oeste, atrás (na ordem) de Lakers, San Antonio e Oklahoma City.

Depois do que eu vi ontem, domingo, estou mais convicto de que dei bom palpite. O Utah foi a Oklahoma e sapecou o Thunder de Kevin Durant e companhia bela: 120 a 99; 21 pontos de vantagem, na casa de um adversário que conta com Kevin Durant, que pra muitos (inclusive pra mim) deverá ser o MVP desta temporada. Confesso que eu não esperava por isso já neste momento, mas aconteceu.

Aconteceu porque, uma vez mais, Sloan mostrou que é um técnico muito acima da média. Usou basicamente seis jogadores, e imprimiu um ritmo forte ao jogo. Ritmo ofensivo, pois deixou Raja Bell mais tempo no banco do que em quadra, optando por C.J. Miles, que do banco veio e anotou 21 pontos, pontuação esta que a gente sabe que Bell não é capaz de fazer.

Aconteceu também porque, uma vez mais, D-Williams mostrou que é mesmo um fora de série na posição. Ontem foram 15 assistências, recheadas com 16 pontos e seis rebotes. Ele faz o time jogar, como a função, desde os primórdios, exige. Apenas três erros em 37 minutos em quadra; apenas uma trinca de besteiras tendo a bola nas mãos a maior parte do tempo.

Sloan reconstrói o Jazz. D-Williams dá-lhe uma mão dentro da quadra.

O jogo de ontem foi apenas uma amostra do que poderemos assistir nesta temporada. Muitos torcem o nariz para o Jazz. Desdenharam os oitos jogos vitoriosos da pré-temporada, dizendo que ela não conta e que quando o campeonato começou o time foi dobrado nos dois confrontos disputados.

Mas aos poucos o Jazz vai sendo reconstruído. Não se esqueçam que Carlos Boozer foi embora. Ele que era, ao lado de Deron, um dos pilares do time.

Ah, mas veio Al Jefferson. Sim, Jefferson veio, mas não veio para substituir Booze. Quem substitui Booze é Paul Millsap. Al joga de pivô, Millsap atua como ala de força, posição de Carlos.

E parece que Millsap pode fazer os fãs do Jazz esquecerem rapidamente Booze. Ontem foram 30 pontos e 16 rebotes, no melhor estilo do velho titular. Em três jogos nesta temporada, suas médias mostram 21,3 pontos e 12,3 rebotes. Muito bom.

O Utah está forte no garrafão com Millsap e Al. Está forte no “backcourt” com Deron, Bell e Miles. Se Sloan der mais moral ao russo Andrei Kirilenko, o “frontcourt” se reforça ainda mais.

Não é um time pra ser campeão, mas é um time para ser olhado com carinho.

Autor: Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 5 de maio de 2010 NBA | 11:35

UM ADVERSÁRIO NA MEDIDA

Compartilhe: Twitter

O Utah parece mesmo ter sido o adversário ideal para o Lakers nestas semifinais do Oeste. Além de ser um freguês de caderneta, o time joga desfalcado, o que facilita a tarefa da equipe de Los Angeles.

O jogo de ontem foi uma amostra bem clara do que digo. O Lakers venceu a partida por 111-103 e abriu 2-0 na série melhor de sete. Foi o 16o. jogo seguido sem ser derrotado pelo Jazz dentro de seu belíssimo Staples Center.

As ausências de dois dos grandalhões do Utah tem ajudado os californianos. O pivô turco Mehmet Okur contundiu-se no primeiro tempo do primeiro jogo da série passada contra o Denver e só volta a atuar na próxima temporada. O ala/pivô russo Andrei Kirilenko talvez retorne no próximo embate, marcado para sábado, às 20h de Brasília, em Salt Lake City.

Dizia que as ausências de Memo e Kirilenko tem ajudado os californianos; e como. Mais uma vez o Lakers saiu vitorioso na batalha pelos rebotes: 58-40. No primeiro jogo, também já havia levado a melhor: 43-38. Ou seja, somadas as duas contendas, os amarelinhos vencem nos rebotes por 101-78.

Mas não é apenas nos ressaltos que os angelinos estão se dando melhor; nos tocos também. No enfrentamento inicial entre as duas equipes, o Lakers deu sete tocos e sofreu dois; ontem foram 13-4. Somados os dois jogos, a vantagem do time de Kobe Bryant é de 20-6.

Muita coisa; muita coisa nos rebotes e nos tocos. Isso dá bem a medida de como Memo e Kirilenko fazem falta.

Ah, sim, vejo no “boxscore” do cotejo de ontem que o Lakers fez 64-50 nos pontos anotados dentro do garrafão. No primeiro jogo, vantagem foi de 54-50. Somando-se os dois prélios, o time de Los Angeles está na frente em 118-100.

Disse o técnico Jerry Sloan sobre o tema em questão: “Eu não gosto de usar a palavra ‘desanimador’ [sobre a batalha no garrafão], pois eu penso que meus jogadores jogaram com muita raça e tentaram ficar no jogo o tempo todo”.

Verdade, mas só esforço não basta. É preciso mais: neste caso, tamanho.

DIFERENÇA 2

Some-se a isso o fato de que o Utah não tem um jogador como Kobe (Foto Getty Images), que ainda mantém o cetro e a coroa de melhor jogador de basquete do mundo na atualidade. KB anotou ontem 30 pontos, deu oito assistências e pegou cinco rebotes. Começou mal a partida, é verdade, pois terminou o primeiro tempo com apenas oito tentos. Mas veio o segundo período, o momento de decidir, e lá estava ele, sem negar fogo, como os grandes jogadores costumam fazer.

Mas Kobe não é infalível. Cometeu sete erros, um deles, a 51.1 segundos do final da partida, quando perdeu a bola para Weslley Matthews com o placar mostrando 107-101 para os donos da casa. Pau Gasol salvou a pátria ao dar um toco em Paul Millsap e evitar que o Utah encostasse no placar e complicasse.

Como disse, Kobe não é infalível, pois é feito de carne e osso; é ser humano. E dentre os mortais que jogam basquete neste nosso imenso e querido planeta, Black Mamba segue sendo o melhor de todos.

PARÊNTESE

Abro um aqui para justificar meu último parágrafo do tópico anterior. Alguém pode achar que estou sendo contraditório, pois já disse neste botequim que LeBron James é o cara que jogo hoje o melhor basquete no planeta.

É verdade, mas LBJ ainda não tomou o cetro e a coroa de Kobe Bryant.  Para isso, precisa ganhar um anel. Alguém já disse aqui neste botequim que MVP sem anel não quer dizer nada.

E eu concordo.

LAKERS

Mas vamos continuar falando sobre o jogo de ontem no Staples Center. Quero falar sobre Andrew Bynum.

Quem frequenta esse botequim sabe muito bem que eu estive em Los Angeles há duas semanas e trabalhei em três jogos do Lakers (Sacramento e Clippers, ainda pela fase de classificação, e Oklahoma City, o primeiro da série de playoff). Depois da partida contra o Kings, fui até o vestiário do Lakers. Quando lá cheguei, dei de cara com Drew, que saía do vestiário. Ele ainda estava de fora, recuperando-se de uma lesão no joelho.

Assustei-me com o tamanho do jogador. Olha que eu estou nesta vida há quase três décadas. Já vi muita gente grande na minha vida. Digo sem medo de errar: depois de Shaquille O’Neal, Bynum é o cara, hoje, que mais me impressiona pelo tamanho.

Drew teve ontem o seguinte desempenho: 17 pontos e 14 rebotes. Jogou 29 minutos e tem dividido seu tempo em quadra com Lamar Odom (mesmo tempo de permanência). Reparte o tempo e joga menos do que deveria porque ainda se recupera de lesão no joelho.

“Ainda está um pouco inchado [o joelho], mas eu tenho três dias para me recuperar”, disse o jogador, depois da partida.

Mas não é apenas a lesão que limita seu tempo em quadra. Phil Jackson parece não ter tanta confiança no menino, principalmente em se tratando de playoff. Tanto que sempre termina as partidas com Lamar Odom na ala de força e Pau Gasol no pivô.

Eu não faria isso, mas quem sou eu perto de um cara que embelezou todos os dedos das mãos com anéis de ouro e pedrinhas de diamantes?

TUNDA

O que foi aquilo que aconteceu em Orlando??? Um atropelamento, ninguém discute.

Afinal de contas, o Orlando abriu a série diante do Atlanta, em sua Amway Arena e surrou o adversário por 114-71. Uma diferença de 43 pontos; diferença que chegou a 46.

Será que toda a série será assim, tão disnevelada? Não acredito, penso que o que ocorreu ontem à noite na Flórida foi algo que só se vê de tempos em tempos.

Stan Van Gundy mostrou-se chocado com o que viu em quadra. “Estou um pouco surpreso”, admitiu o treinador do Orlando. “Mas foi bom de se ver”, claro, especialmente porque a pimenta foi jogada nos olhos do outro, certo?

Já no final do terceiro quarto a partida mostrava uma vantagem de 41 pontos (85-44) em favor do Orlando. O jogo acabou ali; o quarto derradeiro foi absolutamente desinteressante.

E como foi que o Magic venceu? Ora, não é preciso ser nenhum expert para responder: defesa. Vejam o aproveitamento do Atlanta: 34.6% nos tiros de quadra (28-81!), sendo que nas bolas de três foi de míseros 15.4% (2-13!). E olha que essas duas bolas foram encestadas no último quarto pelo armador Jeff Teague, último quarto que representou, como disse, o “garbage time”. A segunda bola tripla veio a três segundos da buzinada final, com Teague livre, sem marcação. Ou seja: a gente poderia até dizer que o aproveitamento do Hawks nas bolas longas foi nulo.

É impossível jogar de igual para igual com qualquer adversário com um desempenho desses.

O segundo jogo da série está marcado para amanhã à noite, novamente na Flórida. Estou curioso para ver como o Atlanta vai reagir, pois o emocional, é componente importante em qualquer atividade da nossa vida, esportiva ou não.

LBJ 2

Falando em LeBron James novamente. Ontem, o jogador não participou dos treinos visando o jogo de sexta contra o Celtics, em Boston. O mistério permanece quanto a sua lesão no cotovelo direito. Ninguém sabe ao certo a extensão do machucado.

‘Bron fez na segunda-feira à noite, logo após a derroa para o alviverde de Massachusetts, sua terceira ressonância magnética no local. O resultado não foi disponibilizado para a mídia.

O que se sabe é que King James não jogou a partida passada com a mesma intensidade de sempre. Está claramente limitado por esta estúpida lesão que apareceu em hora inadequada.

Autor: Tags: , , , , , , , ,

sábado, 17 de abril de 2010 NBA | 14:21

O SHOW VAI COMEÇAR!

Compartilhe: Twitter

SAN DIEGO – O playoff começa hoje. Quatro partidas estão marcadas para este sábado. A mais aguarda será jogada em Cleveland. O Cavs recebe o Chicago pronto para massacrar o adversário.

Esta é a visão de todos aqui nos EUA.

Joakim Noah, ainda incomodado com a dancinha de LeBron James, afirmou para quem quisesse ouvir: “O Bulls vai chocar o mundo”.

Do outro lado, ‘Bron respondeu: “O Chicago vai encontrar um monstro diferente”. Referia-se ao time e não apenas a ele. Mas, na verdade, para quem conhece LBJ, talvez o oposto também seja verdadeiro.

As infiltrações de Derrick Rose, como disse ontem, são tidas como fundamentais para o sucesso do time. Duvido que D-Rose terá espaço e boa recepção para isso. Se bem conheço a NBA, ele vai tomar uma bela bordoada, no melhor estilo Dwight Howard, com a seguinte mensagem embutida: aqui que manda sou eu.

Outro grande jogo da rodada deste sábado acontece em Denver, onde o Nuggets recebe o Utah. Briga de gente grande, não tem a disparidade do confronto de Ohio.

O Jazz, no entanto, já entra desfalcado para este embate: Andrei Kirilenko, lesionado no treino de ontem, perderá toda esta série. Grande ausência para o pessoal da cidade do lago salgado; ótima notícia para a gente das montanhas rochosas.

Kirilenko, além de experiente, poderia, a meu ver, limitar muito o jogo de Carmelo Anthony, pois é alto, rápido e bom marcador. Falo nesta marcação, embora o russo jogue mais na 4 do que na 3. Mas previa uma inversão neste posicionamento por conta de se tentar diminuir o volume de Melo.

Já o Denver sabe que o relógio corre contra ele. À medida que o tempo passa, o time envelhece. Como disse Chauncey Billups, esse grupo tem no máximo este e os próximos dois ou três playoffs para tentar ganhar um campeonato.

E as chances são boas. Não pelo crescimento do jogo do Nuggets, mas principalmente pelo enfraquecimento do Lakers nesta reta final do campeonato.

Uma grande perda para o Denver será a ausência de George Karl no banco. O treinador prossegue seu tratamento contra o câncer na garganta e, com isso, o time será dirigido uma vez mais por Adrian Dantley, que tem o seguinte desempenho na substituição de Karl: 11-8.

Nada bom para quem quer ser campeão.

Em Massachusetts, o Boston entra nestes playoffs mais velho, é verdade, mas com Kevin Garnett. Temporada passada, o time não pôde contar com seu ala/pivô para defender o título conquistado um ano antes.

Com Garnett, teremos um Celtics mais sólido em quadra, não só no seu jogo, mas também, e principalmente, do ponto de vista emocional. Garnett é um líder nato.

O Miami aposta na juventude de seu grupo para surpreender o adversário. Surpreender atacando as pernas do Celtics. Ou seja: aprontando correria em quadra, no melhor estilo do Phoenix Suns.

Dará certo? Sei lá, esse não é o estilo do jogo do Heat. Além disso, em playoff, conta a história, o que vale é a experiência. E experiente que é, certamente o Boston controlará o ritmo do jogo, ainda mais atuando em seu TD Garden.

Finalmente, teremos neste sábado também Atlanta x Milwaukee. Esperava muito deste embate, mas com a contusão de Andrew Bogut, a série ficou desnivelada. A superioridade do Hawks, como já disse, é grande demais em relação ao Bucks.

Preparem a cerveja e a pipoca. E deixe o sono de lado. O show vai começar!

GREVE

A NBA anunciou nesta sexta-feira que o “salary cap” da próxima temporada vai aumentar. Quer dizer: vai aumentar em relação ao que ela previu em julho do ano passado, pois, na realidade, o “cap” está diminuindo se comparado com que os times gastaram nesta temporada.

Cai de US$ 57.7 milhões para US$ 56.1 milhões. A liga previu, em meados do ano passado, que os times teriam algo em torno de US$ 52 milhões para gastar no próximo torneio. Os donos das franquias estavam mais otimistas e estimavam cerca de US$ 2 milhões ou mesmo US$ 3 milhões a menos.

Todos se enganaram. Melhor assim; mesmo com dinheiro a menos, não será tanto como imaginavam. O mercado estará mais aquecido, neste verão norte-americano, do que se imaginava.

É bom que se diga, a situação ainda é fruto da crise global que iniciou-se há dois anos aqui mesmo nos EUA.

Isso deu uma acalmada nos jogadores. Billy Hunter, presidente da NBPA (National Basketball Profissional Association), já tinha arregaçado as mangas da camisa para pelejar novamente com a NBA. Ele mandou um aviso à liga, em julho do ano passado, para que ela agisse de boa fé em todo esse processo.

O que isso quer dizer? Hunter e os jogadores afirmam que David Stern, presidente da NBA, há muito tempo está querendo reduzir o “cap” olhando apenas para a situação das franquias. Eles temem que Stern use a crise como desculpa para reduzir ainda mais a folha de pagamento das equipes — que já foi reduzida da passada para esta.

Mas estes novos números deram uma acalmada em quem faz o espetáculo. Ótimo assim, pois até em greve a gente ouviu falar.

Autor: Tags: , , , , , , , , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008 NBA | 12:34

UM TÉCNICO PARA O CLIPPERS

Compartilhe: Twitter

Avery Johnson não é um técnico – pelo menos neste momento – talhado para ser campeão da NBA. Mas é um treinador capaz de levar uma franquia a um bom desempenho durante uma temporada.

Ele mostrou isso no Dallas. Em quatro temporadas comandando a equipe, levou-a em todas aos playoffs. Mas na final mais ganha da história da NBA (2005/06), conseguiu entregar o título ao Miami. São águas passadas, no entanto.

Por que falo der AJ? Porque ele está desempregado e poderia ser de grande utilidade ao Clippers. O time de Los Angeles perde um tempo danado com Mike Dunleavy (foto). Este nunca foi um grande treinador. Está em sua 16ª. temporada na NBA e chefia o primo pobre de LA há seis torneios, incluindo o atual.

Dunleavy é fraco. Seu melhor desempenho como treinador foi ter chegado à final da NBA dirigindo o Lakers na temporada 1990/91. Mas o time, que contava com Magic Johnson, James Worthy e Byron Scott, perdeu a decisão para o Chicago Bulls de Michael Jordan por 4-1, que conseguia, na ocasião, seu primeiro anel.

Foi a experiência inicial de Dunleavy como treinador. A expectativa em relação ao seu trabalho cresceu demais. Mas de lá para cá o melhor que conseguiu foi chegar à final da Conferência Oeste em duas temporadas, dirigindo o Portland, perdendo ambas para San Antonio (98/99) e Lakers (99/00).

Com o Clippers, seu melhor papel foi na temporada 2005/06, quando chegou aos playoffs. Bateu o Denver de Nenê – que nem jogou esta série por estar contundido – na primeira rodada, mas caiu diante do Phoenix de Leandrinho – que atuou este confronto e teve média de 14.2 pontos por partida – na etapa seguinte.

Em sua primeira temporada comandando o Clippers (2003/04), Dunleavy teve um desempenho sofrível: 28-54 (34.1%). Na seguinte, melhorou: 37-45 (45.1%). Em 2005/06, como vimos, chegou aos playoffs, fazendo 47-35 (57.3%), mas nas duas seguintes não conseguiu chegar à fase decisiva, tendo marcado 40-42 (48.8%) em 2006/07 e 23-59 (28.0%) no campeonato passado.

Nesta temporada, sua campanha só não é pior do que a do Oklahoma City. O Thunder venceu, como o Clippers, apenas um jogo, mas perdeu dez, o que dá ao debutante da NBA um desempenho de 9.1%, enquanto que os californianos têm exatos 10%.

O que acontece com o Clippers? Como é que um grupo que conta com Baron Davis, Marcus Camby, Cutino Mobley, Ricky Davis e Chris Kaman joga tão mal assim?

Seu ataque, com média de 89.2 pontos por partida, só não é pior do que o Charlotte, que tem um risível aproveitamento de 88.8 pontos. Sua defesa é a quinta mais vazada, com média de 102.0 pontos sofridos.

Está na cara que o problema do Clippers é o seu treinador. Para piorar, Dunleavy entrou em rota de colisão com Baron Davis, a grande contratação da franquia para esta temporada.

Sua demissão, parece-me, é questão de tempo. E curto.

TUDO ERRADO

Falo do Clippers porque o time foi derrotado ontem à noite pelo San Antonio dentro de seu Staples Center por 86-83. E novamente os texanos não puderam contar com Tony Parker e Manu Ginobili.

Era grudar em Tim Duncan e resolvia-se a parada. Mas não, Timmy conseguiu fazer 20 pontos e apanhar 15 rebotes, mesmo diante de um oponente que conta com dois ótimos pivôs, como Marcus Camby e Chris Kaman, e que tem ainda a ajudar o ala/pivô Tim Thomas.

Além de não ter subtraído nada do desempenho de Duncan, os vermelhinhos de Los Angeles ainda conseguiram a façanha de deixar o veteraníssimo Michael Finley, 35, anotar 19 pontos; ele que tinha 9.8 pontos de média. Pior: Roger Mason (quem?) marcou 21 – inclusive a bola de três que deu a vitória ao Spurs a 8.4 segundos do final –, sete a mais do que sua média na competição.

Quer dizer: tudo errado.

ÚLTIMO CHUTE

Como escrevi acima, Roger Mason fez o arremesso derradeiro que deu a vitória ao San Antonio. Faltavam 8.4 segundos para a partida terminar, já foi dito, quando a terceira bola tripla de Mason caiu dentro do aro do Clippers; mas não custa repetir.

Esta foi a terceira vitória consecutiva do Spurs, que manda o time para a zona de classificação para os playoffs, com uma campanha de 50% (5-5). Está na oitava posição e assim que Tony Parker e Manu Ginobili voltarem, voltarão com eles mais vitórias e mais qualidade de jogo, pois, cá entre nós, vencer o Clippers na última bola, mesmo com os desfalques referidos e jogando diante de 14.962 torcedores californianos é dose pra mamute.

ATÉ QUANDO?

Os torcedores do Spurs se perguntam a todo instante: quando Manu Ginobili e Tony Parker vão voltar? Boa pergunta, boa pergunta. Em San Antonio, a franquia responde: em algum momento do mês que vem.

Isso é que é precisão… Ou seja: ninguém sabe ao certo.

Parker deve regressar primeiro, pois sua contusão no tornozelo não foi tão grave quanto a cirurgia que “El Narigón” fez no joelho logo depois dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Mas ninguém mais do que o técnico Gregg Popovic conta nos dedos os dias que faltam para as duas estrelas tornarem às quadras. Pois, com eles, o time terá força de banco, uma vez que os atuais titulares, Roger Mason e o novato George Hill, serão opções para Popovic.

Mason, inclusive, pode dar o descanso que Finley tanto precisa. O veterano ala/armador, aliás, justiça seja feita, melhora a cada partida. Desde a derrota para o Miami, no dia sete passado, quando ele errou todos os oito arremessos executados, em cinco jogos, teve um aproveitamento de 52.5% de seus chutes (31-59).

HUMILHAÇÃO

Shaquille O’Neal foi humilhado ontem em Salt Lake City. Tomou três desconcertantes tocos no último quarto. Mas antes de falarmos deles, convém contar o que aconteceu na partida para que isso ocorresse.

Vamos aos fatos…

Depois de ter sido expulso pela entrada desleal pra cima de Rodney Stuckey do Detroit, no domingo à noite, Shaq tentou repetir a dose com Carlos Boozer. Conseguiu em parte, pois Boozer não é mirrado como Stuckey. O’Neal derrubou o oponente, mas não fez o estrago do jogo passado.

Pois foi exatamente este lance, no início do terceiro quarto, quando o Phoenix vencia por um ponto (60-59), que encheu de brios os jogadores do Jazz e motivou o time mais do que todas as palavras emotivas usadas pelo técnico Jerry Sloan na preleção antes da partida e durante o intervalo.

Fatos relatados, voltemos pois ao tema inicial, que foi a humilhação de Shaquille O’Neal; mas não sem antes dizer que Boozer, a partir de então, anotou 14 de seus 21 pontos e comandou o Utah que fez uma corrida de 50-37 e fechou a partida em 109-97.

Voltando aos tocos, eles em muito ajudaram na conquista do time, não só porque evitaram pontos do oponente, mas principalmente porque desmoralizaram o adversário. O primeiro deles foi do ala Paul Millsap, a 6:03 do final do jogo (foto acima). O segundo e o terceiro vieram num espaço de dois segundos, aos 4:58 e 4:56, ambos executados pelo ala russo Andrei Kirilenko.

Shaq ficou com cara de m…

VITÓRIA IMPORTANTE

O triunfo colocou um ponto final na série de três derrotas consecutivas do Utah, todas sofridas fora de casa. O Jazz, aliás, como aconteceu no campeonato anterior, quando teve o melhor desempenho entre os 30 participantes como mandante, segue neste torneio como um anfitrião de maus modos: venceu todos os cinco jogos realizados na EnergySolutions Arena, que ontem recebeu 19.911 torcedores.

Melhor que o Utah, só o Cleveland, que ganhou sua meia dúzia de partidas jogadas na Q Arena.

VICE LÍDER

Mesmo com a derrota, o Phoenix manteve a segunda colocação no Oeste. Isso graças aos três revezes do Utah mencionados anteriormente.

Leandrinho faz falta neste momento, especialmente num jogo onde a artilharia é necessária. O brazuca vem do banco e pode incendiar a pugna em favor do Suns.

Mas o técnico Terry Porter se vê ainda privado de contar com esta ótima alternativa. Leandrinho segue em São Paulo, ao lado da família, recuperando-se do baque da morte da mãe, ocorrida na semana passada.

E sem data para voltar, segundo me informou Jefferson Yassuda, assessor de imprensa do jogador, com quem eu falei há cerca de meia hora.

OBRIGAÇÃO

O Houston foi a Oklahoma City e bateu o Thunder (pior time da NBA) por 100-89. O argentino Luis Scola marcou 23 pontos, sua maior pontuação nesta temporada, foi o cestinha do Rockets e regeu o time em quadra, contribuindo ainda com mais nove rebotes (três na frente).

Mas, como dizia Plínio Marcos, em toda história sempre há um porém. Tracy McGrady deixou a quadra do Ford Center (18.145 pagantes) a 11:32 minutos do final do terceiro quarto e não mais voltou.

Voltou, isto sim, a sentir dores no joelho direito, operado há seis meses. Motivo: um movimento equivocado no momento de um passe para Scola no começo do segundo quarto. Permaneceu em quadra, mas o técnico Rick Adelman resolveu poupá-lo no início do terceiro quarto; e com razão.

McGrady jogou apenas 18 minutos. Hoje fará um raio-X no local para ver se tudo está bem. Se não for conclusivo, uma ressonância será o segundo passo.

É dúvida para o jogo de amanhã, em casa, diante do Dallas.

Rockets x Thunder

CURIOSIDADE

Mencionei acima a final entre Lakers e Chicago em 1991, a primeira vencida por Michael Jordan. Sabe quanto MJ ganhou naquela temporada para ser campeão e vestir a camisa 23 do Bulls? US$ 2,5 milhões. Você tem idéia de quanto Magic Johnson faturou? US$ 100 mil a menos.

Encostado no New York, Stephon Marbury receberá nesta temporada US$ 21,9 milhões.

Inacreditável.

RESOLVIDO

Analisando as manifestações dos internautas, volto, pois, ao formato com o tema principal seguido de outras notas. Revelou-se o preferido.

E como este blog é uma democracia, a maioria vence.

Quero agradecer a todas as manifestações, o que deixou-me bastante satisfeito.

Autor: Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última