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sábado, 29 de setembro de 2012 NBA | 00:46

NBA QUER PUNIR O ‘FLOPPING’ E CAMINHA PARA A ‘FUTEBOLIZAÇÃO’ DA LIGA

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A mídia norte-americana noticia que a NBA vai punir o “flopping”. Ou seja: a simulação. Ou, se você preferir, o teatro.

Traçando um similar com o nosso futebol, seria o que fazem Neymar e Valdívia. Embora Neymar tenha diminuído dramaticamente o “cai-cai” (ele toma porrada mesmo!), o chileno do Palmeiras ainda insiste no “flopping”.

Quem seriam os caras a serem atingidos pela medida? Anderson Varejão está entre eles. E, dizem, encabeça a lista. Eu não vejo assim. Pra mim, o “flopper gangster” da NBA é Manu Ginobili (foto). Mas como o argentino tem grande nome na liga e conta com três anéis, além de jogar no San Antonio, o bucha estoura pro lado do Varejão.

Derek Fisher é outro “flopper”. Luis Scola também. Idem para Shane Battier. Querem mais? Raja Bell, Blake Griffin, Paul Pierce e Kevin Martin. A lista não é grande.

O mestre da simulação foi Vlade Divac. O sérvio era irritante. Quando jogava pelo Sacramento e duelava com o Lakers, o pessoal de Los Angeles ia à loucura com Divac.

Por falar nele, lembro-me que em 2004 eu entrei em um “Johnny Rockets” que fica na Promenade, Santa Monica (Los Angeles), e ele estava lá, sentado em um dos bancos giratórios onde é possível debruçar-se sobre o balcão. Estava só. Bebia uma Coca-Cola. Jogava no Sacramento na época, mas morava em Los Angeles. Entre, vi-o e fui ter com ele. Apresentei-me; disse que era do Brasil. Disse que era amigo de Oscar Schmidt. Contava eu que, com isso, fosse quebrar o gelo. Enganei-me. Divac não deu a menor bola pra mim ou para a minha história. Minha mulher tirou um retrato meu com Divac, eu agradeci e fui comer o meu hambúrguer.

Sujeitinho metido, disse minha mulher. Eu concordei.

Mas voltando à nossa história, dizia que a NBA vai criar regras para proibir o “flopping”. E o que isso significa? Significa que os árbitros terão mais poderes. Sim, pois o “flopping” é algo que pode ser interpretativo. Pra você pode ter sido; pra mim não.

Acho péssimo isso. A NBA está trilhando um caminho perigoso. Ela está se futebolizando — se é que existe esse termo — com certeza não existe, mas eu tomo a liberdade para essa licença poética.

A TNT já tem comentarista de arbitragem. Steve Javie, árbitro aposentado, é o Arnaldo Cesar Coelho da emissora a cabo norte-americana. Ridículo; nunca gostei disso. Arbitragem é algo que tem que passar despercebido, a menos que o erro seja grotesco. E se for, tem que ser abominado.

A NBA nunca teve isso e abre um sério precedente, pois está expondo a arbitragem de maneira covarde, como acontece no Brasil e no mundo do futebol com essas repetições em câmera lenta, onde tudo é falta, pois em câmera lenta tudo parece mesmo ser falta. Onde o tal do “tira-teima” condena um auxiliar num lance de centímetros. Covardia, como disse.

Agora vem essa história do “flopping”. A simulação nunca causou mal algum ao jogo. Nunca decidiu campeonato. Pra que fazer isso? Pra que dar esse poder ao árbitro, que, na verdade, só irá enterrá-lo aos olhos da opinião pública?

Sim, pois, como disse, o “flopping” é interpretativo. E se é interpretativo, pra mim pode ter sido e pra você não. Então, pra que isso? O que a NBA quer de fato? Quer criar polêmica? Quer, com isso, aumentar sua exposição na mídia e na boca dos torcedores?

Realmente, não gosto. Realmente, não aprovo.

É a futebolização da NBA.

Péssimo!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 NBA | 22:36

LEBRON JAMES LIDERA VENDA DE CAMISAS NO BRASIL

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A Netshoes, que administra no Brasil a loja NBA.com, divulgou na tarde desta quinta-feira algumas informações interessantes. Pena que não sejam números, pois, tudo leva a crer, atende a imposição da liga norte-americana de basquete, que é refratária a esta questão: grana.

Os dados divulgados são estes, todos relativos ao mercado brasileiro:

1) A camisa de LeBron James é a mais vendida;
2) Michael Jordan também aparece entre os que mais vendem camisas;
3) Entre os brasileiros, o favorito dos fãs é Anderson Varejão;
4) Os produtos relacionados com o Lakers são os mais vendidos;

Uma pena que a Netshoes não divulgue os números. Fiquei curioso; acredito que vocês também.

ANÁLISE

Mesmo sem sabermos os números, esses dados nos permitem algumas análises:

a) Se o Miami bisar o título nesta próxima temporada, LBJ superar Kobe Bryant na preferência dos torcedores é questão de (pouco) tempo. Mas é importante frisar: quando a NBA passou a régua na temporada passada, Kobe liderou a venda de camisas;
b) MJ é eterno, queiram ou não;
c) Será que se a camisa de Marcelinho Huerta estivesse à venda superaria a de Varejão?
d) Queiram ou não, o Lakers é o time mais popular do planeta. O carisma dos amarelinhos rivaliza com times de futebol. Eu fico me perguntando: qual o time que tem mais torcedores no planeta: Real Madrid ou Lakers? Barcelona ou Lakers? Manchester United ou Lakers? Milan ou Lakers? Flamengo ou Lakers? Corinthians ou Lakers?…

DIVIRTAM-SE

Sim, divirtam-se, porque eu já me diverti. E agradeço à colaboração do William Barreto, que me segue no Twitter (@FRSormani):

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:23

UMA ANÁLISE SOBRE A NOSSA PARTICIPAÇÃO EM LONDRES. LEIAM E OPINEM

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Bem, vamos ao jogo. Não apenas ao jogo, mas a tudo. Como sempre faço, li todas as mensagens. Concordo com muito do que foi dito; discordo de outro tanto.

Acho que, pra começar, é importante deixar claro o seguinte: a Argentina é mais time que o Brasil. É mais time porque joga fácil. Faz o mesmo jogo o tempo todo e não se desespera, ao contrário do Brasil que quando fica atrás no marcador começa a forçar o jogo, especialmente com bolas de três.

É mais time porque joga junto há muito tempo. Por conta disso, é um time entrosado e confiante. E experiente. Já viveu essa situação muitas vezes. E até ouro olímpico tem.

É mais time porque conta com dois jogadores que o Brasil não tem: Luis Scola e principalmente Manu Ginobili. Como alguém disse aqui, Manu é um “franchise player”. E é mesmo. “Franchise player” desequilibra, atemoriza, confunde, rege. Manu faz tudo isso. Não temos esse jogador. Marcelinho Huertas é quem mais se aproxima deste conceito, mas, neste momento, está muito longe de ser esse jogador. E não acredito que um dia será. Mas o que Huertas faz é digno de se tirar o chapéu. Temos um dos melhores armadores do mundo, disso ninguém duvida.

Nosso último “franchise player” foi Oscar Schmidt; queiram ou não aqueles que não gostam do Mão Santa. Ele era esse jogador. Ele ganhava jogos, atemorizava os adversários, confundia a zaga adversária e regia o time em quadra. Ah, não marcava ninguém. Primeiro, que isso não é bem assim: Oscar não era um primor defendendo, mas sabia esconder essa deficiência. Segundo, perfeito era Michael Jordan, Magic Johnson etc e tal. Dirk Nowitzki não marca ninguém, mas é um terror na frente. Não preciso ir longe: Scola não marca ninguém, mas é trator no ataque.

Portanto, desde Oscar não temos esse jogador. Repito: queiram ou não aqueles que não o apreciam. Oscar é dos poucos jogadores reconhecidos e reverenciados nos EUA mesmo sem jamais ter jogado por lá. Falo isso não de ler, mas de ouvir as pessoas falaram. Até motorista de táxi sabia quem era Oscar quando eu dizia que era do Brasil. Falavam do Pelé e do Oscar.

Voltando ao jogo, muito se falou sobre os lances livres. Rubén Magnano, depois da partida, apontou seu dedo para este fundamento. Disse que não se corrige esse defeito com apenas 45 dias de treino. Isso tem que ser corrigido no andar da carruagem; ou seja, em todo o ano letivo.

Tenho dúvidas se o Brasil perdeu por conta dos lances livres. Claro que se eles tivessem caído num percentual maior talvez fosse preciso vencer. Mas mesmo nas vitórias nosso aproveitamento é esse. O fato é que não sabemos bater lance livre — e por N motivos. Desde a mecânica do arremesso que não é correta (e aqui a gente aponta o dedo para os treinadores na base) até a parte emocional (aqui não há o que se fazer).

Mais importante do que os lances livres, a meu ver, é a falta de um jogador que defina. Por que Varejão ficou tanto tempo no banco? Ora, porque ele não define. Varejão funciona maravilhosamente bem ao lado de LeBron James, Kobe Bryant ou Oscar Schmidt. Mas num time onde não há esse jogador, ele precisa ajudar no ataque.

Alguém pode dizer: Nenê fez apenas sete pontos. Verdade; muito pouco. Nenê justifica sua baixa produtividade ofensiva por conta dos 12 rebotes e por ter subtraído o jogo de Scola, que anotou 17 pontos, quando normalmente faz 30 quando joga contra o Brasil.

De todo o modo, Nenê tinha que ser nestes Jogos Olímpicos o que Dwight Howard é na NBA. Não tem nenhum pivô nestas Olimpíadas com o tamanho dele. Nenê tinha que se impor mais em quadra quando o assunto é o ataque. Tecnicamente Marc Gasol é melhor que Nenê, mas Gasol é flácido, não tem a força que Nenê tem. Na NBA, há alguns pivôs tecnicamente melhores do que D12, mas ele se impõe por conta de seu tamanho, de sua força, tamanho e força que Nenê também tem e deveria tirar proveito e não tira. Mas aqui não há o que fazer, pois Nenê não é esse cara que a gente gostaria que ele fosse. A seu modo, contribui demais com o time. Se fosse como a gente queria, ele estaria hoje no Lakers e não no Washington.

Outra coisa: Leandrinho, a meu ver, não merece as críticas que recebe. Como eu disse aqui, ele não se esconde. Procura sempre o jogo. Tenta definir. Faz o que pode, mas, infelizmente, o que pode não é suficiente, pois ele tem limitações. Mas, repito, é o único, ao lado de Huertas, a tentar definir.

Li alguns parceiros falarem em renovação. Respeito a opinião, mas quase caí de costas. Renovar??? Logo agora que temos um time? Custou a ser formado e quando conseguimos formar vamos jogar na lata do lixo todo o trabalho feito? Podem reparar: todo time campeão não é formado do dia para a noite. Ele tem um tempo de maturação. Ele trabalha junto por muito tempo até começar a colher frutos.

Michael Jordan foi campeão pela primeira vez com 28 anos. Ganhou seu último título aos 35. Manu tem 35 anos, Kobe Bryant tem 34 anos e Pau Gasol está com 32. Kevin Garnett tem 37 e Dirk Nowitzki tem os mesmos 34 de Kobe. E por aí vai.

Por isso, discordo de quem acha que Leandrinho, 30, não terá condições de jogar os Jogos do Rio com 34 anos. O mesmo para Nenê, que tem os mesmos 30 anos de LB. Varejão também está com 30. Alex Garcia tem 32, mas é um touro de forte e esbanja energia e saúde. Veterano está Marcelinho Machado, 37.

Repito: o time está pronto. Vamos enxertá-lo com jogadores jovens e que parecem ter muito futuro, como Scott Machado, que deve ocupar a vaga de Larry Taylor ou Raulzinho Neto, Fabrício Melo, que entra no lugar de Caio Torres, Rafael Hettsheimer, que também tem lugar no time e entra na vaga de Guilherme Giovannoni, que pode jogar como ala na vaga de Marcelinho Machado.

Enfim, não se pode mandar todo mundo embora da noite para o dia. Repito: o time está pronto e daqui para frente poderemos colher frutos melhores. E ter o seguinte elenco pensando no Mundial da Espanha, daqui a dois anos:

Marcelinho Huertas
Scott Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni
Rafael Hettsheimer
Anderson Varejão
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Fabrício Mello

Vejam que falta um jogador. Esse jogador tem que ser um ala de preferência. Infelizmente, não temos ninguém aparecendo na base. Temos que torcer para que haja um moleque nos EUA, jogando no “high school” ou no “college”. Lamentavelmente, não conseguimos produzir um jogador para esta posição.

Quanto a Magnano, ele não é perfeito. Tem limitações e agora que estamos próximos de seu trabalho vemos que elas não são poucas. As mais graves, a meu ver, são sua dificuldade de mexer no time e ver o jogo. Na Argentina, ele tinha em Sergio Hernandez seu principal auxiliar. E outros assistentes também.

É sabido que os argentinos são melhores treinadores do que os brasileiros. E não apenas no basquete. Há exceções, é claro, como Bernardinho e Zé Roberto Guimarães no vôlei. Mas eles são melhores do que a gente no futebol e no basquete, por exemplo.

Por isso, Magnano pode estar sentindo falta de alguém mais a seu lado. Fernando Duro pode não estar sendo suficiente. Zé Neto é um treinador que tem tudo para crescer na profissão. Por isso, tem que tirar proveito de estar ao lado de Magnano. Mas tem que começar a mostrar serviço também e ter voz ativa na comissão. E ajudar Magnano, de modo a não deixá-lo a cometer equívocos que ele cometeu nestas Olimpíadas.

Acho que é isso. Espero pelas manifestações de vocês e seguir debatendo o nosso basquete. Vivemos um grande momento. Não podemos desperdiçá-lo. Mesmo com a eliminação nos Jogos Olímpicos.

Ah, sim, ficamos em quinto lugar. Posição espetacular pra quem ficou três ciclos olímpicos vendo tudo pela televisão.

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domingo, 15 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 20:04

REFLEXÕES SOBRE OS AMISTOSOS CONTRA OS EUA NESTA SEGUNDA-FEIRA

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Algumas pessoas estão questionando a validade deste amistoso de amanhã contra os EUA (21h de Brasília, com SporTV). Para elas, é uma temeridade enfrentar os norte-americanos, porque uma sova daquelas (e ela pode acontecer) abalaria a confiança do nosso selecionado.

Depende.

É voz corrente entre a esmagadora maioria dos nossos torcedores que o Brasil vai brigar uma medalha nos Jogos de Londres. Alguns exageram e dizem que pode ser até pelo ouro. Ou seja: estaremos na final olímpica e se os EUA nos menosprezarem, vamos proporcionar a eles uma surpresa de dimensões gigantescas, superando, de longe, o feito alcançado pela geração de Oscar Schmidt e Marcel Souza nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, 1987. Exagero puro; mas há quem pense assim e eu respeito, claro.

Anderson Varejão (Foto CBB) já declarou, alto e bom som, que o Brasil vai brigar por medalha. Eu perguntei a Rubén Magnano se nossa realidade não é apenas chegar às quartas de final. E ele me disse que não entra em competição com pouca cobiça. E sua pretensão é uma medalha: “Se eu disser que não dá, os jogadores se acomodam”.

Há uma grande diferença entre a postura da torcida e a de Magnano. Mas, se você quer saber, no final elas podem significar a mesma coisa: a conquista da medalha olímpica.

A torcida se agarra na qualidade dos nossos jogadores e no próprio Magnano para sonhar com o pódio. Nosso treinador se apega ao grupo, na confiança em seu próprio trabalho e em sua história. Em Atenas, 2004, ninguém dizia que a Argentina poderia ganhar o ouro olímpico; e ganhou. Mas, convenhamos, há uma grande diferença entre aquele esquadrão argentino e o nosso dos dias de hoje. Além disso, embora aquele time dos EUA contasse com Allen Iverson, Tim Duncan e os novatos Dwyane Wade e LeBron James, os norte-americanos de hoje são mais determinados e mais maduros do que aquela seleção olímpica que até de Porto Rico perdeu. Além disso, os EUA de hoje contam com um treinador que o mundo respeita: Coach K.

Portanto, sonhar com o ouro, realmente, parece delírio. Mas medalha é possível? Uma prata, um bronze?

Não sei até onde vai o entusiasmo de Magnano (Foto CBB). Não sei o que ele vende aos jogadores. Mas eu sei do entusiasmo dos torcedores. E não se fala em outra coisa, na maioria das manifestações pela internet que não em medalha.

Esse entusiasmo dos torcedores seria o mesmo dos jogadores?

Esse é o meu medo.

Confiança é muito bom; entusiasmo exagerado é muito ruim.

Por isso, fico pensando cá com meus botões: será que uma derrota daquelas não seria bom para todos nós? Para os jogadores e principalmente para os torcedores? Isso colocaria a todos com os pés no chão. Mas eu também me pego pensando no seguinte: será que uma sova impiedosa não tiraria completamente o nosso moral?

Eu, sinceramente, acho muito difícil conquistar uma medalha, embora mantenha a torcida e às vezes me deixo contagiar pelo entusiasmo da maioria. Mas quando estou com os pés no chão, acho que o Brasil passa da primeira fase, mas para na seguinte. Não creio que nosso selecionado possa vencer a Rússia — e muito menos a Espanha. Mas acho que dá para ganhar da Austrália. Isso nos colocaria no terceiro posto no Grupo B, desde, é claro, que se vença Grã-Bretanha e China.

Se isso acontecer, vamos pegar na fase seguinte o segundo colocado do Grupo A. Os EUA serão o primeiro, sem dúvida. E o segundo, quem será? França ou Lituânia? Alguém aposta na Argentina? Eu não aposto. Acho que nossos vizinhos ficarão com a quarta vaga. Creio que Lituânia e França brigarão pelo segundo posto. E se isso acontecer, acho difícil que nosso time passe por qualquer um deles. E se der Argentina, é porque eles estão bem. E se os argentinos estiverem bem, eles são como o Boston, um time envelhecido, mas que conhece o caminho das pedras. Ficaria igualmente difícil.

Por tudo isso, acho muito difícil o Brasil passar das quartas.

Não sei se estou com aquela depressão dominical e por isso um tanto mal humorado.

Talvez seja mesmo o caso de deixar esse domingo passar.

MENINAS

Das meninas eu tenho pena. A preparação foi equivocada — a demissão de Enio Vecchi foi um grande erro da parte de Hortência Marcari (Foto CBB) — e nossa geração é apenas mediana. O Brasil só se classificou para Londres porque estamos em uma zona muito fraca. Cuba não tem mais o poder de antigamente e a Argentina consegue ser mais fraca que o Brasil. Além disso, os EUA, por terem conquistado o Mundial, se classificaram para os Jogos automaticamente e, por conta disso, ficaram fora do nosso caminho.

O Brasil foi humilhado pela Austrália em 28 de junho passado em Melbourne: 102-58. As australianas são a segunda força do basquete feminino mundial, mas bem atrás das norte-americanas.

Se a lógica prevalecer, nossas moças voltarão a ser humilhadas amanhã (18h de Brasília, também com SporTV). Esse amistoso sim poderia ter sido evitado. Nova derrota, nos moldes daquela diante da Austrália, vai abalar consideravelmente o moral das nossas garotas.

Mas não teve como evitar esse amistoso. Ele faz parte do pacote da Nike com a CBB. A patrocinadora tem direito a marcar esses jogos. Paga para isso.

No final, todavia, a conta quem vai pagar é nossa seleção feminina.

O Brasil, se bobear, não passa desta primeira fase. Gostaria de escrever outra coisa, mas não consigo.

Talvez seja mesmo fruto desta depressão dominical.

Amanhã a gente se fala.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:04

UMA NOITE INESQUECÍVEL: BATEMOS A ARGENTINA NA BOLA E NO TAPA

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Não foi um jogo tecnicamente brilhante. Não foi porque, infelizmente, mais uma vez, a Argentina tentou bagunçar o jogo porque ela sentia que não tinha condições, na bola, de bater o Brasil. Eles sempre fazem isso, não importa a modalidade: jogo está apertado? Vamos bagunçá-lo.

Não deu certo desta vez. Não deu certo porque eles apanharam no tapa e depois na bola. Foi muito bom. Tem que ser sempre assim. Nossa arma para o jogo é a bola; se a deles é o tapa, que assim seja. E a presença intimidadora de Nenê Hilário foi muito importante para que os argentinos enfiassem a viola no saco e ficassem quietinhos. O tranco que Nenê deu em Juan Ignacio Jasen, no momento em que Leo Gutierrez grudou no pescoço de Marcelinho Machado, foi espetacular. Abriu-se um clarão. Luis Scola, branco feito lua cheia em céu estrelado, apavorado com a força descomunal de Nenê, pedia calma ao são-carlense.  O outro Gutierrez, o Juan, o pivô, colocou a mão em Nenê e tomou um soco no braço.

A partir daí, tudo se acalmou. Marcelinho e Gutierrez foram expulsos. Melhor, claro, para o Brasil, pois o gringo é muito bom de bola. O tiro, desta vez, saiu pela culatra, porque além de apanharem, eles ainda perderam um jogador importante.

Quanto ao jogo, vitória indiscutível. O Brasil sobrou em relação à Argentina e fez jus aos 91-75. Foi um passeio, especialmente no último quarto, quando nosso selecionado venceu por 25-14. Neste quarto, Tiago Splitter (Foto Collin Foster/CBB) jogou o que jogava em seus inesquecíveis tempos de basquete espanhol.  Splitter foi o cestinha brasileiro com 19 pontos. Pegou ainda oito rebotes, três deles no ataque.  Anderson Varejão veio a seguir com 17 pontos e formou ótima dupla com o catarinense. Marcelinho Huertas, eleito o MVP do Super 4 de Foz do Iguaçu (ah, sim, o Brasil foi o campeão!), foi responsável por 14 pontos e sete assistências. Disparado nosso melhor jogador na atualidade.

Mas a maior surpresa mesmo ficou por conta do norte-americano Larry Taylor. Naturalizado brasileiro, o armador nascido em Chicago fez 16 pontos e finalmente justificou toda a expectativa em cima dele. Finalmente jogou o basquete que sempre jogou com a camisa do Bauru. Fez 2-3 nas bolas de três. Mais do que pontuar, Larry foi importante na marcação também, especialmente porque Rubén Magnano, corretamente, poupou Alex Garcia, que ainda sente dores no tornozelo direito. Que não tenha sido apenas uma atuação passageira, que tenha sido uma atuação pra encorpar Larry e dar confiança a ele. Até este jogo, LT está inseguro, era nítido.

Voltemos a falar de Nenê: não foram apenas pernadas a três por quatro. Ele jogou também. Não como a gente sabe que ele pode jogar, mas colaborou com quatro pontos e quatro rebotes. E um tocaço em cima de Scola (que a estatística não computou), no primeiro tempo, que foi de regozijar. Mas o mais importante é que Nenê jogou 20:56 minutos. Ontem foram quase 18. É nítido que ele ainda não está no melhor de sua forma. Mas é assim mesmo que tem que ser: na raça, com muita garra, com dedo em riste para a dor, dizendo a ela: não, você não vai me superar, você não vai me vencer, eu quero ir a Londres jogar as Olimpíadas, experiência que será inesquecível, para eu contar para meus filhos e meus netos, que dinheiro nenhum no mundo paga.

Agora, pra finalizar, algumas observações:

1) Precisamos jogar mais com os pivôs. Nosso ataque está muito viciado nas bolas de três;
2) Jogamos mal contra a defesa zona da Argentina. É preciso encontrar alternativa para esse tipo de jogo, pois os selecionados europeus sabem e vão usar muito esse tipo de defesa;
3) Não conseguimos marcar o “pick’n’roll” argentino, que quase sempre favorecia Luis Scola. Isso é o básico do basquete hoje em dia. É preciso, pois, treinar mais a defesa nesta jogada. Com troca ou sem troca? Magnano decide;
4) Fomos batidos nos rebotes (27-24) por um time mais baixo. Isso é problema e tem que ser corrigido;
5) Lances livres: temos que ter um aproveitamento, como time, de uns 85%. Contra a Argentina foi de 74% (26-35). O ideal era ter ficado em 30-35.

Acho que é isso. Gostei, de uma maneira geral, do que vi. Afinal de contas, como disse acima, vencemos a Argentina. Na bola e no tapa. E não tem nada melhor do que isso.

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terça-feira, 10 de julho de 2012 NBA | 19:28

FUTURO DE DWIGHT HOWARD DEVE SER DEFINIDO NESTA QUARTA-FEIRA

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A situação de Dwight Howard segue indefinida. Mas há quem aposte que nas próximas horas o jogador acabará no Nets. O negócio envolveria nada menos do que dez jogadores, quatro drafts, grana e quatro equipes; Cleveland e Clippers além de Orlando e Brooklyn.

A proposta é a seguinte: Brook Lopez, Luke Walton, Damion Jones, Shelden Williams, Armon Johnson e três drafts de primeira rodada (dois do próprio Nets e um [protegido] do Clips) para o Orlando. D12, Jason Richardson, Chris Duhon e Earl Clark para o BK. O Kris Humphries, Quentin Richardson, Sundiata Gaines, um draft de primeira rodada do BK e US$ 3 milhões para o Cavs. E o time angelino receberia MarShon Brooks.

Na noite de ontem, o Orlando solicitou que Lopez visitasse o médico num claro indício de que o negócio pode ser mesmo fechado a qualquer momento se o atual pivô do Nets for aprovado nos exames. Se você não se lembra, Lopez jogou apenas cinco partidas na temporada passada, pois teve uma fratura no pé.

Mas não foi apenas o Orlando quem pediu exames médicos. O BK também quer saber como foi a cirurgia de hérnia de disco que D12 se submeteu em maio passado. Tudo correu bem? O jogador está mesmo curado? Há sequelas? Enfim, preocupações justificáveis para quem vai investir uma bolada neste que é o melhor pivô de sua geração.

Mas há quem veja empecilhos nesta negociação. Por exemplo: Humphries pode dizer não ao Cavs e não assinar contrato com o Nets e com isso não teria como haver o “sign-and-trade”. Não apenas ele, mas também James, Johnson, Williams e Gaines.

Da minha parte, não vejo motivos para Humphries dizer não ao Cavs. O time de Ohio tem Kyrie Irving em seu segundo ano, Anderson Varejão ratificando seu status de um dos melhores reboteiros da liga e ainda recrutou Dion Waiters, um ala-armador muito bom de bola e exímio pontuador. Ele próprio, Humphries, adicionaria ainda mais qualidade a um time que tem um grande treinador: Byron Scott.

Quanto aos outros jogadores mencionados, um cala-boca aqui, outro ali, e pronto, tudo se resolve.

Mas há o outro lado da moeda: Lakers e Houston seguem na briga.

O time de Los Angeles oferece Andrew Bynum — e isso é tentador. Bynum, embora indolente, é muito bom jogador. Já disse aqui: empolgado, ele joga de igual para igual com D12. O problema é que o pivô do Orlando disse a amigos íntimos que não quer jogar no Lakers por causa de Kobe Bryant. No entender de D12, Kobe é o dono do time e ele não quer ser um complemento. Dwight quer ser o “franchise player” de seu futuro time. Ele não deixaria o Orlando, onde ocupa essa posição, para jogar na sombra de Kobe. Problema, pois.

Quanto ao Houston, lá vive Hakeem Olajuwon, mentor esportivo de D12. E o Rockets oferece Kyle Lowry e seus drafts recrutados em junho passado: o armador Jeremy Lamb, o ala de força Royce White e o ala Terrence Jones. Tudo molecada, pro futuro e pra deixar o “cap” do Magic aliviado e, consequentemente, uma folha de pagamento enxuta, de modo a evitar que o time invada a “Luxury Tax”. Hoje, se você não sabe, o Orlando tem uma folha de pagamento de US$ 68,6 milhões. Neste negócio com o Houston ela cairia dramaticamente na próxima temporada.

Dizem os especialistas que de amanhã não passa. Dizem os especialistas que amanhã todos nós saberemos onde D12 vai jogar nesta próxima temporada.

Alguém arrisca um palpite?

NEGOCIAÇÕES

Tim Duncan renovou com o San Antonio: US$ 34 milhões por três anos de contrato. Timmy tem 36 anos, mas vale cada centavo investido… Boris Diaw foi outro que renovou com o SAS: US$ 9,2 milhões por duas temporadas… Rashard Lewis será anunciado a qualquer momento como novo jogador do Miami. Lewis vai receber o salário mínimo: US$ 1,35 milhão. Só? Sim, é pouco, mas Rashard está com US$ 13,7 milhões no bolso fruto da multa contratual paga pelo New Orleans. Contrato de apenas uma temporada… O Atlanta perdeu Joe Johnson para o Brooklyn, mas acertou com Lou Williams, ala-armador FA do Philadelphia…

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sábado, 7 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:12

JOGAMOS COMO NUNCA, PERDEMOS COMO… MAS O BRASIL JOGOU BEM. ERROS TERÃO QUE SER CORRIGIDOS

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Jogamos como nunca; perdemos como sempre. No Chile se diz isso quando eles nos enfrentam no futebol. Vale para nosso selecionado de basquete quando jogamos contra a Argentina. Brasil jogou muito bem diante da Argentina e de uma arbitragem tendenciosa. Mas perdeu (80-74), como tem perdido quase sempre, à exceção da fase de classificação do Torneio de Mar del Plata, que nos colocou nas Olimpíadas novamente.

É sempre bom dizer que nosso selecionado jogou sem dois de seus principais jogadores. Nenê Hilário, segundo o site da CBB, está com problemas no pé; Marquinhos Vieira, ainda de acordo com a mesma fonte de informação, tem dores no abdômen. E mais: jogou sem Alex Garcia praticamente durante todo o último quarto. Alex, o Monstro, torceu o tornozelo direito no momento em que fez uma enterrada espetacular.

Resta-nos torcer para que esses três lesionados não nos causem problemas ou apreensão. Vamos ver se os três entram em quadra no torneio quadrangular de Foz do Iguaçu (PR) nos dias 11 e 12 de julho próximo.

Quanto ao jogo, algumas observações:

1) Senti falta daquela marcação pressão na saída de bola do adversário que o Brasil tão bem fez em São Carlos;

2) Nossa troca no momento que o adversário faz o corta-luz está lenta e confusa, e talvez fosse o caso nem de se fazer;

3) Nossos “screens” não foram bem feitos em quase nenhum momento e por isso pouco (ou quase nada) o pessoal do “back court” se aproveitou deles;

4) Nenhum “pick’n’roll” foi visto;

5) Faltam jogadas com os pivôs;

6) Marcelinho Huertas, infelizmente, continua sem substituto, pois Larry Taylor voltou a decepcionar;

7) Nossa defesa marcou bem, mas tem pra onde crescer ainda, uma vez que Leandrinho Barbosa deixou muito a desejar quando teve que vigiar Manu Ginobili e não fechamos nosso garrafão como deveríamos, o que possibilitou muitas cestas da Argentina “in the paint”;

8) Marcar Ginobili é marcar a Argentina, pois ele faz de tudo por lá e é o verdadeiro armador do time deles.

RECLAMOS

Alguém pode dizer: poxa, mas a gente jogou bem e você só vê defeito? Eles existem e este é o momento para corrigi-los. É como se diz por aí: o verdadeiro amigo é aquele que diz as verdades e não bajula o compadre. É claro que o Brasil jogou bem, jogou bem sem dois titulares incontestáveis e ainda perdeu seu melhor marcador. Mas neste momento temos que olhar para os nossos defeitos com muita atenção, de modo a corrigi-los para que eles não apareçam tanto quando os Jogos Olímpicos começarem.

OBSERVAÇÕES 1

Todas as nossas seis bolas de três foram feitas no primeiro tempo, quando anotamos 6-14. No segundo, 0-7… Apenas três jogadores tiveram duplo-dígito na marcação: Leandrinho Barbosa (17), Marcelinho Huertas (15) e Alex Garcia (11)… Nossa defesa em cima de Manu Ginobili não foi eficiente, pois “El Narigón” anotou simplesmente 33 pontos e armou o jogo argentino… Tiago Splitter fracassou em sua tentativa de conter o pivô Juan Gutierrez, que apareceu do nada e do nada fez incríveis 26 pontos… O mesmo Splitter não conseguiu tirar Luis Scola do jogo, Scola que jogou praticamente todo o último quarto com quatro faltas…

OBSERVAÇÕES 2

Se alguém se lembrar de algo mais, mãos à obra!

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segunda-feira, 2 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 22:14

NEZINHO E BENITE SÃO CORTADOS. QUEM SERÁ O ÚLTIMO A SER RISCADO DE LONDRES?

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O técnico Rubén Magnano anunciou na tarde desta segunda-feira os cortes de Nezinho Santos e Vitor Benite. Agora são 13 os jogadores no grupo. A saber:

ARMADORES
Marcelinho Huertas
Larry Taylor
Raulzinho Neto

ALAS-ARMADORES
Marcelinho Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia

ALA
Marquinhos Vieira

ALAS DE FORÇA
Guilherme Giovannoni
Augusto Lima
Anderson Varejão

PIVÔS
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Caio Torres

O Brasil parte para a Argentina com esse grupo para o Super 4 de Buenos Aires, que será disputado nos dias 5 e 6 de julho, quinta e sexta desta semana. Na sequência, volta para o Brasil para jogar o mesmo torneio, mas em Foz do Iguaçu (PR) nos dias 11 e 12, quarta e quinta da semana que vem.

Na sequência, Magnano faz o último corte e embarca para os EUA e depois para a Europa. A pergunta que fica é: quem será o jogador a ser cortado?

Num primeiro momento eu pensei em Caio Torres. E explico abaixo…

O Brasil já tem três grandalhões, jogadores peso-pesados, em Nenê, Varejão e Splitter. Pra que mais um? O Miami acabou de mostrar que dá pra ganhar um campeonato sem um jogador dessa estirpe. É certo que Magnano pensa em usar Varejão como ala de força, mas ele pode jogar como “center” se a situação exigir em caso de corte de Caio Torres. Aliás, o capixaba atuou como pivô em toda a temporada passada na NBA. Como ala, Magnano tem o próprio Varejão, como disse, Guilherme Giovannoni e Augusto Lima. Dos três, Giovannoni e Lima são alas de força que sabem jogar aberto. Varejão não tem muita característica para esse tipo de jogo.

Desta forma, a seleção ficaria:

ALAS DE FORÇA
Guilherme Giovannoni
Augusto Lima

PIVÔS
Nenê Hilário
Tiago Splitter

POLIVALENTE
Anderson Varejão

Ou seja: cinco jogadores para duas posições. Pouco? Não acho. Por outro lado, Augusto Lima jogou apenas 3:45 minutos no torneio de São Carlos (todo esse pequeno tempo na partida contra a Nigéria), enquanto que Caio atuou por 33:26 minutos. Desta forma, não faz muito sentido cortar um jogador que foi aproveitado e deixar outro que mal pisou na quadra. Por isso, há que se ver o que Magnano vai fazer nos dois próximos torneios; ou seja, nos próximos quatro jogos.

Mas digamos que ambos fiquem. Quem seria então o cortado?

Pensei em Raulzinho Neto. O garoto tem apenas 20 anos e é naturalmente imaturo por conta da pouca idade e da tímida experiência internacional. Além disso, mostrou-se indeciso e nervoso no torneio de São Carlos. Quando pressionado pela marcação grega, perdeu bolas bobas.

Pode ser ele o cortado. Se o for, o Brasil ficaria assim em seu “back court”:

ARMADORES
Marcelinho Huertas
Larry Taylor

ALAS-ARMADORES
Leandrinho Barbosa
Marcelinho Machado
Alex Garcia

Ou seja: cinco jogadores para a função, sendo que deles, apenas MM não tem o hábito de levar a bola. Os demais levam numa boa. E, numa emergência, Marquinhos Vieira também pode ser usado para fazer o serviço.

Disse acima que o Miami mostrou que dá para ganhar um campeonato sem pivôs. Os EUA ganharam os Jogos de Pequim apenas com Dwight Howard como pivô de ofício. Quando ele descansava ou estava carregado em faltas, Chris Bosh jogava e fazia o que fez nestas finais da NBA. E quando Coach K queria marcação em zona, usava Carmelo Anthony para fazer a função de pivô.  Em Londres será Tyson Chandler o Carmelo de ontem. E quando os EUA forem marcar individualmente, acho pouco provável que Chandler esteja em quadra.

Não sei o que pensa Magnano. Não sei se ele acha importante ter gente peso-pesado no time por conta dos enfrentamentos contra os europeus, que têm muita gente grande. O Brasil de hoje não é o Brasil de ontem. O Brasil de hoje é um time mais europeu; o Brasil de ontem era uma equipe mais americana.  Se jogamos à la europeia, temos que ter gente grande. Por isso, acho que Caio Torres pode ficar.

Além disso, dá para abrir mão de pivôs de ofício quando se tem alas hábeis e grandes. Não é o caso do Brasil. Nossos alas não podem ser comparados com os alas de força norte-americanos. Por isso, pensando, pensando e pensando, eu acho que a batata do Raulzinho vai assar.

Mas não se esqueça que Larry Taylor, até agora, não jogou absolutamente nada. Se continuar assim, pode sobrar pra ele o corte.

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NBA | 17:18

LEANDRINHO DIZ QUE AGENTE APOSTA EM DWIGHT HOWARD NO BROOKLYN NETS

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Como relatei há pouco no Twitter (@FRSormani), estive com Leandrinho Barbosa em evento da NBA com a Netshoes realizado aqui em São Paulo. Papo vai, papo vem, perguntei a ele sobre o futuro. Ele me disse que está nas mãos do agente. Perguntei quem era e ele me disse: “Dan Fegan”. Caiu a ficha rapidamente e lembrei-me que Fegan é também o agente de Dwight Howard (foto). Aí eu perguntei: e D12, vai mesmo pro Nets?, é o que estão dizendo. E LB respondeu: “Acho que sim”. Eu repliquei: você falou com ele? “Não, falei com Fegan e ele me disse que o Dwight deve mesmo se transferir para o Brooklyn”.

Uau, é isso aí, rapaziada. Já pensaram Deron Williams e Dwight Howard juntos? No Brooklyn, onde tudo acontece atualmente em Nova York? O Brooklyn é o lugar da moda. Jay-Z, o rapper # 1 do planeta é dono da franquia. Um dos, é bom que se diga. Está se mexendo pra tentar melhorar o time. Tentou LeBron James, seu grande amigo, mas não obteve sucesso. Agora, pelo que me disse Leandrinho, o final será feliz.

Aproveitei e perguntei se não haveria uma boquinha pra ele também no Nets. “Ora, seria bem legal”, respondeu. “É mais perto de casa. Um voo só para o Brasil. Seria muito legal se desse certo”, dando a entender que o Nets é uma opção. Existem outras, disse-me Leandrinho. “São sete equipes interessadas em mim. fiquei feliz em saber que o meu mercado está bom”, afirmou. Perguntei: quais são os times? “Não posso falar”. De quais conferências?, insisti. “Das duas”. Alguém perguntou: pode voltar ao Phoenix? “Não, pro Phoenix não. Aliás, meu grande parceiro está saindo de lá”. O grande parceiro é Steve Nash, que recebeu uma proposta milionária do Toronto. Contei a LB: US$ 36 milhões por três anos de contrato. “Se ele não pegar… Tá louco, é muito dinheiro!”

Leandrinho afirmou que pro Toronto não volta. Falou que sua preferência é ficar no Indiana. “Não sou um cara de ficar mudando de lugar”, explicou. “Além disso, gostei muito de lá. O time é muito bom, os técnicos são excelentes. É grande a possibilidade de eu ficar no Pacers”. Alguém perguntou se ele está ansioso por conta desta indefinição. “Pra caramba!”, respondeu.

LB é o único brasileiro que está com o futuro ainda incerto. Mas deverá acertar brevemente com alguma franquia. Bola pra isso ele tem. E mais: melhorou na temporada passada sua defesa nas mãos de Frank Vogel e seus assistentes. Na série contra o Miami marcou Dwyane Wade sempre que esteve em quadra. Treinador nenhum coloca um mané para marcar um dos melhores do adversário. E LB foi designado para essa tarefa porque não é um mané. Tem jogo ofensivo forte e melhorou sua defesa.

Como disse, é questão de tempo ele se ajeitar na NBA.

ANIMADO

Outro que estava bem animado era Nenê Hilário (foto) . Contou que está feliz em Washington e com o Washington. “O time é do John Wall”, respondeu a uma pergunta que fiz sobre sua importância na remontagem da franquia. Ele disse isso, mas a gente sabe que ele terá papel preponderante na reconstrução da franquia. “Pegamos o Bradley Beal”, analisou, “um jogador muito bom. Estaremos fortes para a próxima temporada”.

Aliás, por falar nela, perguntei por e-mail a Sharon Lima, brasileira que trabalha no escritório da NBA em Nova York, quando sai a tabela da próxima temporada. E ela respondeu: “Provavelmente no fim de julho ou em agosto. Abs. Sharon”.

Voltando a falar do Washington, perguntei a Nenê se o time está forte a ponto de voltar aos playoffs e ele respondeu: “Estamos sonhando, estamos indo devagarzinho. Deixa quieto, não gosto de falar muito. Vocês vão ter uma surpresa”. Nenê não conseguiu conter a euforia por conta da equipe, que deverá começar os jogos com o seguinte quinteto: John Wall, Bradley Beal, Trevor Ariza, Emeka Okafor e ele, Nenê.

Perguntei se ele prefere jogar como ala de força ou pivô. “Disseram que eu ia jogar com ala-pivô na temporada passada e eu voltei para o pivô, pra mim tanto faz”, disse. Apertei: mas você sempre jogou de pivô, não é esta a sua preferência? “Sim, fiz minha carreira na NBA como pivô, se puder escolher, prefiro”.

Aí eu aproveitei e perguntei a ele sobre qual conferência tem os melhores pivôs. A resposta veio sem rodeios: “A Oeste. Ainda bem que eu saí de lá (risos). Foram nove anos. Meu corpo está todo marcado”.

RESSENTIMENTO

Não há nenhum entre Tiago Splitter e Gregg Popovich. Foi o que me disse o catarinense quando perguntei a ele sobre o episódio no jogo final contra o Oklahoma City, quando o brasileiro foi tratado, ou melhor, foi destratado pelo treinador do San Antonio em público. “Não foi a primeira e nem será a última vez que eu serei repreendido por um treinador”, afirmou Splitter, muito consciente de sua profissão. “Aliás, o Tony recebeu uma bronca parecida com a minha e ninguém falou nada”.

Ok, não se fala mais nisso então. Página virada, a seguinte apareceu com um questionamento: e o futuro? “Tenho mais uma temporada de contrato com o San Antonio”, respondeu. “Depois o time tem o direito de exercer mais um ano e eu tenho o direito de dizer sim ou não. Se eu disser não, vou ao mercado e se aparecer um time que me dê US$ 100 milhões, por exemplo, o San Antonio tem o direito de igualar”.

Splitter, pelo que me falou, não tem intenção de deixar o Texas. Falou que está muito bem adaptado à cidade, tanto que sua mulher trouxe ao mundo Benjamin, seu primeiro filho, exatamente em San Antonio, onde se encontra no momento (“Ele é muito pequenininho para viajar”.). Por isso, tudo fará para permanecer no Spurs. O que eu acho? Vocês sabem o que eu acho.

Perguntei a ele se ele pretende conversar com Popovich para ter mais minutos em quadra na próxima temporada e ele respondeu, rindo: “Não existe essa de conversar com o Popovich sobre esse assunto. Nem eu e nem ninguém fala com ele sobre isso. Ele é quem manda e ninguém questiona nada”. E aproveitou para emendar: “Estou lá para ajudar no descanso do Tim Duncan. Ele é um ícone no time e na cidade. Respeito muito ele. Estou feliz com os meus minutos”.

Ok, não se fala mais nisso então.

ALEGRE

Anderson Varejão é a alegria em pessoa. Tanto que foi o orador dos quatro no evento (foto Wander Roberto/Inovafoto). Falou pouco, é verdade, quase nada para ser mais preciso, mas ele foi o escolhido para dizer algo. Sempre com um sorriso, brincando, atendeu a todos no mesmo tom.

Perguntei a ele sobre sair do Cleveland, pois isso foi cogitado na época do draft. “Ninguém (da franquia) me falou nada, apenas os amigos me ligavam perguntando”, afirmou. Perguntei se ele se surpreendeu com o boato. “Não; tudo pode acontecer na NBA”. Exatamente, jogador tem que estar preparado para isso: ser trocado a qualquer momento.

Isso ocorreu com Nenê na temporada passada e pode acontecer com qualquer um. Nenê me falou, por exemplo, que não irá comprar uma casa na capital dos EUA. “Minha casa é eu Denver”, explicou. “Em Washington eu vou alugar uma”. Mas contou-me que ficou entusiasmado com a cidade: “Foram apenas três meses, mas foi surpreendente, porque eu esperava algo como LA ou Nova York. Mas Washington é tranquila. Tem uma vida cultural muito boa, parques. Enfim, gostei”.

Anderson Varejão e Nenê, nossa dupla de garrafão para Londres. Disse ao capixaba: você jogou toda a temporada da NBA como pivô e na seleção Rubén Magnano está usando-o como ala de força, isso o incomoda? “Se eu pegar menos rebotes, sim”, respondeu, zombando, como sempre. Depois, sério, respondeu: “Como ala-pivô eu defendo mais fora do garrafão, jogo mais aberto. Isso vai me deixar mais longe da cesta. No ataque isso também pode acontecer, mas não como na defesa. Mas tudo bem, não tem problema algum. Estou aqui (na seleção) pra ajudar”.

E ele, assim como Leandrinho e Splitter (Nenê não quis falar sobre a seleção porque, segundo ele, o evento era da NBA e não se devia desviar o foco), entendem que o Brasil tem grande chance em Londres. “Acho que dá medalha”.

Que passe um anjo e diga amém.

SERVIÇO

O evento, como disse acima, foi para marcar a parceria entre a NBA com a Netshoes. Segundo Roni Bueno (foto Wander Roberto/Inovafoto), diretor de marketing da empresa brasileira, esta é a terceira parceria da NBA no gênero, a segunda fora dos EUA. “Antes da gente, eles foram à China”.

Perguntei a Phillipe Moggio, vice-presidente da NBA para a América Latina, por que o Brasil foi escolhido, se isso tem a ver com a venda de produtos da NBA por aqui e se a venda do pacote NBA League Pass teve também interferência na decisão. Ele respondeu que o Brasil é um grande mercado e todo grande mercado interessa para a NBA. Pedi números. “Nossa política é de não falar sobre números”.

O que significa a parceria entre a NBA e a Netshoes? “Facilidade para se comprar produtos da NBA”, respondeu Bueno. “Pretendemos trazer para o Brasil mais de mil itens”. Ou seja: mochilas, bolsas, bonés, bolas da Spalding, camisas, calções, meias; enfim, toda a linha de alta performance da NBA, além do que eles chamam de moda casual (polos, jaquetas, t-shirts etc.).

Ou seja: acabou a tortura. Quem quiser comprar algo da NBA não precisa mais ficar esperando alguém ir para lá ou ficar apreensivo para saber se a encomenda feita pela internet diretamente dos EUA vai chegar ou não. Agora é tudo feito por aqui.

Negócios à parte, finalmente alguém perguntou sobre um jogo da NBA no Brasil. Moggio respondeu: “Antes dos Jogos do Rio vamos fazer uma partida no Brasil”. Onde? Não se sabe ainda. Mas essa conversa eu já ouço há muito tempo.

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