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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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sábado, 23 de junho de 2012 NBA | 15:49

COM O CAMPEONATO DECIDIDO, COMEÇA TEMPORADA DE RUMORES NA NBA

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Agora que tudo se definiu, começa a temporada de rumores. O “NBA Draft” será na próxima quinta-feira, dia 28. E haja rumores até por conta de quem será recrutado, se alguém vai trocar “draft” por jogador etc e tal.

Alguns fatos me chamaram a atenção nesses dias. Vamos a eles? Claro que sim.

O que me fez quase cair da cadeira foi a declaração de Jim Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Jim, o homem que protege Andrew Bynum e evita trocá-lo usando para isso a força do cargo, declarou o seguinte esta semana: “Com o elenco que temos podemos ser campeões”. Repito: quase caí da cadeira.

O que isso significa? Que o Lakers não vai contratar ninguém de peso? Que os reforços que chegarão serão reforços apenas para compor o elenco? Se for isso, sinceramente, temo pelo Lakers na próxima temporada. Em que pesem as presenças de Kobe Bryant, Pau Gasol e Andrew Bynum (todos grandes jogadores, sem dúvida), o Lakers tem um problema com esse trio: química. São grandes jogadores, mas há problemas de relacionamento entre eles. Isso é claro. Especialmente entre Kobe e Gasol. Isso sem falar que a própria franquia tenta, a todo o momento, trocar o espanhol. Não é legal trabalhar assim. Então eu volto ao início do tema para deduzir: será que Jim pensa mesmo que esse time tem força para ser campeão ou tenta proteger seus jogadores, especialmente Pau Gasol? Se for isso, Ufa, alívio; ok. Se não for, volto a dizer: temo pelo Lakers na próxima temporada. Se reforços não vieram, dificilmente o time ganha a conferência. O Lakers de hoje não tem time para encarar o Oklahoma City.

Outro assunto que me chamou a atenção refere-se a Steve Nash. O canadense, sem contrato com o Phoenix, ou seja, livre na praça, considera a possibilidade de mudar de equipe e não renovar com o Suns. Seu coração se derrete por quem? New York Knicks. Nash, fora da temporada, mora em Nova York, assim como Dwyane Wade mora em Chicago. Seria, pois, unir o útil ao agradável. Disse ele em resposta a uma pergunta feita por Walt Frazier, ex-jogador do Knicks e hoje comentarista da TV do time: “”The Knicks are a great franchise and I live in New York City (each summer), so I’d definitely consider them if they were interested”. Ou seja: o Knicks é uma grande franquia e eu moro em Nova York (no verão), então eu vou mesmo considerar essa possibilidade se eles tiverem interesse (em Nash).

Seria espetacular. Nash voltaria a jogar ao lado de Amar’e Stoudemire, seu ex-parceiro de Phoenix Suns. E, creio eu, amadureceria Carmelo Anthony. E ensinaria segredos do basquete e Jeremy Lin, que deve renovar com a franquia nova-iorquina.

Nash, aliás, se você não sabe, é um amigão de Neymar. Isso mesmo, Neymar Jr, o atacante santista. Vejam o que eu pesquei no Twitter de Nash: “I want to see you play at Santos soon! RT @Njr92: I’ll be busy Steve, but thanks for the invitation! When you come to Brasil? RT @SteveNash”. Nash convidou Neymar pra alguma balada, mas o melhor jogador do futebol brasileiro diz estar ocupado. A data do evento (qual evento? Não sei) é quarta-feira próxima. Vejam o twitt inicial: “@SteveNash Bring neymar!!(@Njr92 are you busy June 27 irmao?! Caralho!)”. Isso motivou a resposta acima.

Outro assunto relevante pra este sábado modorrento: o Golden State disse estar conversando com Brandon Roy. O ex-armador do Portland Trail Blazers abandonou o basquete por conta de uma séria lesão no joelho. O PTB usou a “amnesty clause” com ele. Roy passou a última temporada do lado de fora. Mas ficou treinando. Visitava regularmente o médico. E o fisioterapeuta particular ajudava-o a treinar. Roy sente-se bem; quer voltar. E o Warriors considera a possibilidade de oferecer-lhe um contrato. Se der certo, seria legal para Roy e para o GSW, que perdeu Monta Ellis e está com a vaga aberta.

Agora vamos falar de grana. Vocês sabem quanto a NBA distribuiu em prêmios para as equipes que chegam aos playoffs? US$ 13 milhões. Isso mesmo, essa merreca menciona na frase anterior. Isso deu ao Miami, por ter sido campeão, US$ 3,37 milhões; ao OKC, por ter sido vice, US$ 2,6 milhões. Por que tão pouco? Não faço ideia. Num comparativo, o Chelsea, campeão da Champions League, embolsou cerca de US$ 38 milhões! E o campeão da Libertadores (Corinthians ou Boca, alguém se atreve a responder?) ficará com US$ 3,2 milhões, pouca coisa menos que o Miami recebeu. Pode?

E por falar no Miami, Dwyane Wade disse depois da final contra o OKC que pode ficar de fora dos Jogos Olímpicos. O torneio londrino começa no dia 28 próximo e D-Wade disse que seus joelhos doem demais. “Vou ver o que é melhor para os meus joelhos”, disse o campeão. “Ir aos Jogos é algo que eu quero muito, mas eu tenho que considerar algumas possibilidades, até mesmo uma cirurgia se for o caso”. D-Wade disse que vai procurar o mesmo médico alemão que cuidou dos joelhos de Kobe Bryant. Tomara que não haja necessidade de cirurgia e que Wade possa estar em Londres para o bem do torneio.

É isso, rapaziada. Se algo importante aparecer até o final do dia, eu posto no blog. Estejam, pois, atentos. Nesta época, como disse, os rumores são muitos.

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quinta-feira, 10 de maio de 2012 NBA | 16:32

MIAMI ELIMINA NEW YORK E CONFIRMA SER A PRINCIPAL FORÇA DO LESTE

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Aconteceu ontem em Miami o que já era para ter acontecido no domingo. O Heat passou pelo New York (106-97) e colocou um ponto final na série. Com o resultado, está nas semifinais do Leste e terá o “encardido” Indiana pela frente, série que começa no próximo domingo em Miami.

Do Pacers a gente fala depois; do embate diante do Knicks falamos agora.

Bem que tentamos ver uma nesga de luz neste confronto, de modo a imaginar que o New York pudesse oferecer alguma resistência. Mas não teve jeito: o Miami é muito mais time e isso ficou claro em todos os embates, mesmo na derrota de domingo passado.

Tudo bem que o NYK perdeu seus dois principais armadores, Jeremy Lin e Baron Davis. Mas Mike Bibby entrou bem no jogo de ontem e mostrou que poderia e deveria ter sido mais usado por Mike Woodson nesta série. O grande problema do time nova-iorquino, no entanto — e volto a dizer —, é a individualidade de alguns jogadores. Carmelo Anthony, Amar´e Stoudemire e — pasmem! — até mesmo um cara mediano como J.R. Smith formam um trio onde o ego é inflado demais, a ponto de não sobrar qualquer espaço para que seus companheiros consigam respirar. Jogar ao lado deles é sufocante.

Melo arremessou ontem 31 bolas. Neste confronto, teve média de 25 chutes por partida. J.R., vindo do banco — e com menos minutos em quadra do que Melo — atirou 15 bolas ontem. Na série, pouco mais de 15 por cotejo. Quer dizer: os dois juntos arremessam cerca de 40 bolas por peleja. O Knicks chutou em média pouco mais de 73 por embate. Resumindo a história para não me tornar chato: Melo e J.R. foram responsáveis por quase 55% dos arremessos da equipe. E os demais? Ficaram chupando o dedo, é claro.

Envolver os companheiros. É isso o que um grande jogador faz. É isso o que um grande treinador determina.

Claro que Melo não pode ser equiparado a J.R., ele é muito melhor, mas muito melhor mesmo. Ele não é caso perdido e nem causa perdida. Com um treinador de verdade ele pode ser muito útil ao time.

Que tal Phil Jackson?

NOJENTO

Quanto a Amar’e Stoudemire, o que dizer de um ser humano que faz o que ele fez a Shane Battier? Stat deve se achar o rei da cocada preta. E não passa e nem nunca passou de um jogador nota 6,5. Em seu melhor momento atingiu a nota sete.

FORÇA

Falem o que quiser, mas time que tem LeBron James, Dwyane Wade e Chris Bosh é muito forte. Ou melhor: é fortíssimo. Time que tem LBJ, D-Wade e CB1 é forte candidato ao título. Ou melhor: é fortíssimo candidato ao título.

Esqueçam o técnico, esqueçam a falta de pivôs e nem se fiem nessa história de que o time não tem armador. Os três podem resolver essa questão em quadra.

É claro que o basquete é diferente do futebol e a participação do treinador é muito mais importante e notada. Mas os três são experientes e craques de bola. Podem resolver no jogo qualquer dificuldade que surja. Aliás, acho que vocês sabem, P-Jax acredita que o amadurecimento de um jogador se dá também quando eles, em quadra, sozinhos, sem pedido de tempo, conseguem sair do buraco. Muitas vezes, ele deixava de pedir tempo exatamente para ver como os jogadores reagiam; e consequentemente amadureciam. King James, D-Wade e CB1 já passaram por poucas e boas desde que se juntaram em Miami na temporada passada. Podem, perfeitamente, sair de muitas ciladas que deverão aparecer até o final da temporada sem a mão tutora de um treinador.

Quanto a falta de pivôs e um armador de ofício, digo que a falta de homenzarrões não me preocupa, pois pode-se perfeitamente ganhar o jogo de outra maneira. O basquete te dá muitas variantes para construir vitórias e evitar derrotas. E a questão da armação, vocês bem sabem o que eu penso sobre o assunto. LBJ é o armador do Miami sem ser da posição. Mas é inteligente, forte, hábil e rápido.

No Oklahoma City, Russell Westbrook e James Harden são os condutores do time em quadra e não foram feitos na mesma forma de Jason Kidd e Rajon Rondo. Mesmo no Boston, nos finais das partidas, é Paul Pierce quem fica com a bola nas mãos. Funciona assim também no San Antonio, onde Manu Ginobili desempenha este papel “down the strecht” e, convenhamos, Tony Parker foi moldado na mesma forma de Westbrook. E mais: um dos melhores armadores da NBA na atualidade, Derrick Rose, não é bem um armador na extensão da palavra. E não se esqueçam: quando Chris Paul pontua, dá poucas assistências.

Portanto, caros amigos, o Miami é muito forte sim senhor. Entra como favorito nesta série diante do Indiana. Entra como favorito; não disse que vai vencer.

ADIADO

O Memphis não tomou conhecimento do Clippers e venceu por 92-80. Não vi o jogo. Por isso, se alguém quiser o microfone para comentá-lo, fique à vontade. Mas constatei pelo “box score” que a vitória do Grizzlies foi construída nas costas de seus dois pivôs titulares: Zach Randolph e Marc Gasol.

Os dois juntos anotaram 42 dos 92 pontos da equipe (45,6%). Z-Bo cravou um “double-double” ao marcar 19 pontos e dez rebotes. Marc ainda deve nos ressaltos, mas melhorou na pontuação.

O Grizz está nas mãos dos dois também. Jogar tudo nas costas de Rudy Gay é cruel e injusto demais.

Pra encerrar: a chance do Clips é vencer o confronto desta sexta-feira, em Los Angeles. Se não o fizer, o Memphis ficará com a faca e o queijo nas mãos para encerrar a série como vitorioso.

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terça-feira, 1 de maio de 2012 NBA | 11:47

FICOU DIFÍCIL, MAS O DALLAS AINDA ESTÁ VIVO NA SÉRIE DIANTE DO OKC

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Novamente uma grande partida. Novamente derrotado. A situação do Dallas ficou difícil depois de perder ontem à noite para o Oklahoma City por 102-99, no finzinho do jogo, como ocorreu na primeira partida.

A história diz que apenas 22% dos times que estavam atrás em 0-2 conseguiram dar a volta por cima. O Houston campeão da NBA em 1995 entre eles. Na época, o técnico do Rockets, Rudy Tomjanovic, deu uma declaração que tornou-se um mais maiores aforismos do esporte: “Jamais subestime o coração de um campeão”. E o Houston deu a volta por cima e foi campeão da NBA.

O Dallas, claro, se apega nisso. Mas muito mais que em palavras, o Dallas acredita que isso é possível por causa do ótimo basquete que vem jogando. Perdeu os dois confrontos em Oklahoma como poderia ter vencido. O time do técnico Rick Carlisle tem conseguido frear Kevin Durant. Ontem, a estrela do OKC deixou a quadra com 26 pontos, mas 14 deles vieram da linha do lance livres. KD teve um aproveitamento muito ruim em seus arremessos: 5-17 (29,4%).

Shawn Marion e Vince Carter se revezaram na marcação a Durant e tiveram grande desempenho. Esperam repetir a dose na próxima quinta-feira, com a série se transferindo para o Texas.

Em solo texano, pressionado pelo barulho da torcida, com a arbitragem mais permissiva quanto ao contato na marcação, o Dallas crê que Durant não vá visitar tantas vezes a linha do lance livre. Consequentemente, esperam que o rendimento ofensivo do jogador caia. E se isso ocorrer, a chance de empatar a série é grande, pois o OKC teria que se socorrer novamente de Russell Westbrook (foto AP), que ontem anotou 29 pontos e no primeiro jogo 28 e é o cestinha do Thunder neste confronto com média de 28,5 contra 25,5 de KD. E uma andorinha, como se sabe, não faz verão, até porque James Harden não fez até agora um jogo de estardalhaço, o que teria que acontecer se KD for controlado por Marion e Carter, o que não parece ser impossível.

LÓGICA

Nos outros dois jogos da rodada deu a lógica. O Indiana se recuperou da derrota na primeira partida diante do Orlando e empatou a série em 1-1 ao vencer o time da Flórida por 93-78.

Leandrinho Barbosa terminou o cotejo com dez pontos. Mas, mais importante do que a pontuação, foi o fato de que o técnico Frank Vogel acreditou no brasileiro e deixou-o em quadra praticamente todo o quarto final.

Roy Hibbert vem tendo dificuldades para pontuar diante de Glen Davis. Chama a atenção, pois a diferença de altura é grande. No entanto, o pivô do Pacers faz um grande trabalho defensivo. Se tem apenas seis pontos de média nos dois confrontos, exibe orgulhosamente 13,0 rebotes e 5,5 tocos.

Por falar no “baleinha”, Davis aloprou o Pacers no primeiro tempo, ao anotar 14 pontos e oito rebotes. Hibbert mudou o comportamento na etapa final e limitou o adversário a quatro pontos e dois rebotes. Aí está o segredo do sucesso da vitória do Indiana.

A série muda agora para Orlando. Serão dois jogos. Acredito que o Indiana vença um deles e recupere o mando de quadra.

Em Miami, o Heat passou novamente pelo New York. Desta vez com um pouco mais de dificuldade: 104-94.

A nota que merece destaque ficou por conta do chilique que Amar’e Stoudemire teve depois da partida: irritado com mais uma derrota, ele deu um murro na caixa de vidro que protegia um extintor de incêndio. Consequência: cortou a mão e teve que levar vários pontos. Resultado: é dúvida para o jogo de quinta-feira. Stats deixou a American Airlines Arena com o braço em uma tipoia (foto AP).

Quanto ao jogo, o Miami segue soberano em relação ao NYK. O time funciona como um time. Não há ninguém fazendo 30 pontos, como foi o caso de Carmelo Anthony, que, diga-se, recuperou-se da má jornada na primeira partida. No Heat, Dwyane Wade fez 25 pontos, Chris Bosh 21, LeBron James 19 (que partida LBJ jogou!), Mario Chalmers 13 e com 11 apareceram, do banco, Mike Miller e Shane Battier. Ou seja: nada menos do que seis jogadores do Heat tiveram duplo dígito na pontuação.

Ao contrário do Dallas, que a meu ver ainda está vivo na série, não creio que o New York vá fazer parte do contingente de 22% de times que um dia viraram uma série em 0-2 para seguir em frente na competição.

A menos que…

Deixa pra lá.

PERGUNTA

Por que Tyson Chandler não consegue ficar em quadra? Por que ele passa tanto tempo no banco de reservas?

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

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quarta-feira, 14 de março de 2012 NBA | 16:35

MIKE D’ANTONI DEIXA O NEW YORK. CAMINHO LIVRE PARA PHIL JACKSON?

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Mike D’Antoni acabou de pedir demissão do New York Knicks. Já vai tarde. A franquia andou para trás nestas três temporadas e meia que ele dirigiu o mais caro time de basquete do planeta de acordo com a revista de economia “Forbes”.

Segundo o agente do treinador, Warren LeGarie, houve “conflito de visão” quanto ao futuro da franquia. Por conta disso, as partes entraram em um acordo e D’Antoni puxou o carro.

O ítalo-americano (foto) nunca foi engolido pela exigente torcida nova-iorquina. Sem dúvida, a mais fanática de NBA, a ponto de eu comparar o Knicks com o Corinthians exatamente por conta da força de seus fiéis torcedores.

É verdade também que quando D’Antoni começou a montar um time a direção do Knicks deu um chute no balde e fez aquela troca envolvendo Carmelo Anthony, Chauncey Billups e Renaldo Balkman. Para que esse trio chegasse à Big Apple, o time teve que abrir mão de promessas como Danilo Gallinari, Wilson Chandler, Raymond Felton e Timofey Mozgov.

Trouxe no começo desta temporada o limitadíssimo Tyson Chandler, achando que a união dele a Amar’e Stoudemire, um ala-pivô “soft”, e ao fominha Carmelo Anthony fosse dar a liga que os grandes campeões têm. Não deu.

FUTURO

Creio que neste momento existe apenas um treinador que poderia fazer esse trio jogar e arrumar a casa nova-iorquina: Phil Jackson. E agora com o caminho livre muita gente vai especular exatamente isso: P-Jax no Knicks.

É possível? Ora, pode ser; por que não?

P-Jax ganhou dois títulos como jogador do New York no começo da década de 1970. Tem grande carinho pela franquia. Adora a cidade (aliás, quem não gosta de Nova York?).

E mais: quem não vibraria ao ver P-Jax dirigindo sua equipe? Eu, como torcedor do Chicago, não pensaria duas vezes: demitiria Tom Thibodeau e contrataria P-Jax na hora!

Este deve ser o alvo do Knicks no momento. E a franquia tem que ser rápida, pois o futuro de Carmelo também depende disso e as trocas terminam amanhã à tarde.

Como Phil gosta de trabalhar com estrelas, ele seguramente não abriria mão de Melo, nem de Stats e faria de Chandler um jogador razoável. E o NYK voltaria a figurar no rol das grandes equipes da NBA.

D’Antoni já vai tarde; que venha rapidamente Phil Jackson. O New York Knicks merece isso.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 NBA, Sem categoria | 17:09

ORLANDO PROPÕE AO NEW YORK TROCAR DWIGHT HOWARD POR TYSON CHANDLER E AMAR’E STOUDEMIRE

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Stephen A. Smith, repórter da ESPN dos EUA, é um cara muito bem informado. Não é como Adrian Wojnarowski, do Yahoo Sports!, mas é um cara bem informado.

Pois bem, Smith noticiou que fontes seguras a ele relacionadas informaram que Otis Smith, gerente geral do Orlando Magic, vai propor ao New York Knicks a seguinte troca: Dwight Howard (foto AP) por Amar’e Stoudemire e Tyson Chandler. E o time da Flórida ainda teria que dar jogadores a mais para a conta fechar. Todos nós sabemos que o Magic quer se livrar de Hedo Turkoglu. Seria ele?

Ninguém confirmou ou desmentiu oficialmente, mas o negócio pode ser feito se depender de Stoudemire, pois ele está P da vida com Carmelo Anthony que não lhe passa a bola nem a pau. E o clima no vestiário do Knicks, por conta disso, não anda nada bom.

Melo admitiu no treino de ontem, domingo, que tem retido demais a bola e que prefere mandá-la para a cesta do que para o companheiro. Réu confesso, ele espera que Amar’e o perdoe pela situação.

“Vamos conversar (hoje) e tentar entender o que está acontecendo”, disse Melo.

Melo foi vaiado pelos torcedores do NYK depois da derrota de sábado para o Denver depois de duas prorrogações. Disse não ter ficado incomodado com isso, mas sua aparência era de derrota.

Por conta disso, eu me pergunto: será que a torcida vai aceitar a saída de Stoudemire? Por que não Carmelo, eles podem perguntar? Sim, pois Melo e Amar’e têm praticamente o mesmo salário.

A gente não pode se esquecer que o NYK desmontou um time que estava indo muito bem, cheio de garotos (Raymond Felton, Danilo Gallinari e Wilson Chandler) para pegar Carmelo Anthony. Até o momento, a troca revelou-se um desastre.

Perder Stoudemire não seria outro duro golpe para a franquia?

Por outro lado, a gente vê analisa a troca e vê que Amar’e e D12 jogam praticamente na mesma posição, muito embora Stoudemire seja um ala-pivô de ofício e que quebra um galho como pivô.

Não seria mais produtivo para o New York ficar com Carmelo e D12? E o que fazer com Turkoglu, se de fato ele for incluído na troca? Não seria um luxo pagar US$ 10,6 milhões para um jogador ficar no banco de reservas?

Uma saída seria Mike D’Antoni passar Melo para ala-pivô, posição que ele jogou na seleção dos EUA nas Olimpíadas de Pequim quando Coach K queria descansar Chris Bosh e D12.

Melo jogaria como PF defendendo, mas o time atacaria com quatro jogadores abertos e Howard no pivô. Daria certo?

Tenho dúvidas, pois Melo é fominha e do jeito que ele “boicota” Amar’e, pode fazer o mesmo com D12.

Enfim, só nos resta aguardar.

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012 NBA | 16:58

DEFESA FRÁGIL DO NEW YORK COMPROMETE O TIME E ENVERGONHA TORCEDORES

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Aconteceu o que muitos acreditavam que iria acontecer a qualquer: o New York foi humilhado diante de seus fanáticos torcedores, dentro do Madison Square Garden, e acabou, consequentemente, humilhando-os também.

O time perdeu ontem à noite para o frágil Charlotte Bobcats por 118-110 e saiu vaiado de quadra pelos 19.763 torcedores que lotaram a mais famosa e emblemática arena de basquete do planeta.

É importante dizer: o Cats tinha média de 92,2 pontos por partida até o jogo de ontem à noite. Marcou 118, como vimos; ou seja, 26 tentos a mais.

O time da Carolina do Norte foi comandado em quadra por um jogador que atua acima do peso há muito tempo. O francês Boris Diaw anotou 27 pontos com relativa facilidade, pois não encontrou em Amar’e Stoudemire um marcador ao menos disposto em quadra.

A defesa do NYK, como se sabe, é frágil. Não apenas Stoudemire, mas também Carmelo Anthony não sabe marcar. Mais do que isso: os dois não mostram muita disposição para a marcação.

São incentivados, seguramente, pelo treinador, Mike D’Antoni, que parece ter faltado na aula defensiva do curso que fez para aprender noções táticas do basquete. D’Antoni, aliás, é conhecido pela sua alucinação ofensiva.

Fica o alerta: se o Knicks não mudar sua postura em quadra, não entender que o alicerce de um time de basquete se faz pela defesa, vai ser difícil chegar ao topo da NBA novamente.

ÀS MOSCAS

O Chicago venceu com relativa tranquilidade o Detroit, ontem à noite, em Michigan. Os 99-83 representam mesmo a diferença entre os times.

O que me chamou a atenção, no entanto, foi ver o Palácio de Auburn Hills às moscas. Havia mais poltronas vazias do que ocupadas.

Fui até o site da NBA e lá verifiquei que apenas 9.125 torcedores presenciaram a partida. Fui checar qual é a capacidade do ginásio e vi que ele pode receber até 22.076 fãs.

Isso significa que 12.951 poltronas estiveram com seu assento levantado. Ou seja: a arena teve apenas 41,3% de sua capacidade ocupada.

Bato os olhos na tabela de classificação e vejo que o Detroit só não tem uma campanha inferior apenas a Sacramento, New Jersey e Washington.

Isso justifica tão pouca gente assim no ginásio? Continuo pesquisando o Detroit e vejo que esse pequeno público não foi privilégio apenas do confronto contra o Bulls: diante do Indiana, 8.824 testemunhas foram a Auburn Hills; frente ao Orlando, 8.120.

Apenas a contenda diante do Cleveland do dia 28 de dezembro, estreia do time em casa nesta temporada, mostrou o ginásio com sua ocupação total.

Os jogos diante de Indiana e Orlando já é difícil de aceitar um ginásio com meia ocupação. Agora, contra o Bulls é mais incompreensível ainda. Por que apenas 9.125 torcedores?

A rivalidade entre Detroit e Chicago é grande demais. O Lago Michigan, um dos cinco monumentos aquáticos que a natureza da América do Norte exibe com orgulho, meio que separa as cidades.

No final da década de 1980, comecinho da seguinte, os dois times duelavam pela supremacia do Leste. As batalhas são inesquecíveis; era o Pistons de Isiah Thomas, Joe Dumars e Dennis Rodman contra o Chicago de Michael Jordan, Scottie Pippen e Horace Grant.

Além disso, pela primeira vez Rip Hamilton visitaria Detroit depois de dez anos jogando pelo Pistons, cujo momento maior foi o título conquistado em 2004 diante do Lakers.

E o Detroit vinha de duas vitórias consecutivas, não se esqueçam.

Portanto, quero saber: o que ocorre com o torcedor do Pistons?

DECEPÇÃO 1

O Minnesota perdeu em casa para o Memphis por 90-86. Vinha de duas vitórias seguidas depois de ter quebrado um tabu de 18 partidas sem vencer.

Havia batido espetacularmente os texanos Dallas e San Antonio. E quando todos esperavam por nova vitória, veio a derrota.

Decepção, pois o adversário jogou sem um de seus principais jogadores: Zach Randolph.

DECEPCÃO 2

O Miami aniquilou o Indiana no sul da Flórida: 118-83. Eu, sinceramente, não esperava por isso.

Se o Minnesota decepcionou, o Pacers também.

ANTEVISÃO

A mídia norte-americana rende-se ao basquete de Andrew Bynum. Matérias são escritas para serem publicadas ou faladas elogiando o pivô do Lakers. Eu, modestamente, há algumas semanas, cravei: em forma, AB joga de igual pra igual contra Dwight Howard. Se ele se mantiver saudável, não há motivo algum para o time californiano trocá-lo por D12.

Alguns parceiros deste botequim me criticaram e chegaram ao cúmulo de dizer que Bynum é inferior a Joakim Noah e Tyson Chandlers, por exemplo.

Espero, pois, reconhecimento da parte de vocês.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 NBA | 17:36

PREVISÕES PARA A TEMPORADA 2011-12 DA NBA

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Depois de meses de angústia e indefinição, quando muitos chegaram a pensar que a temporada não aconteceria, eis que neste domingo, dia 25, ironicamente no dia de Natal, ganhamos o presente que tanto queríamos: a bola subirá pela primeira vez e começa o campeonato da NBA, o mais importante, charmoso, rentável, disputado, imbatível e apreciado de todo o planeta.

Os times já estão praticamente montados. Dificilmente teremos uma troca bombástica (“blockbuster”), pois o Orlando disse que não negocia Dwight Howard nos próximos meses e que muito provavelmente ele jogue toda a temporada na Flórida.

Portanto, já podemos fazer uma análise sobre os favoritos. Não, não vou analisar os 30 times do campeonato. Vou falar apenas daqueles que eu acho que vão fazer algo de importante no torneio.

LESTE

Queiram ou não, podem chorar os fanáticos se quiserem, mas o Miami Heat segue tendo no papel o melhor time da NBA. Na quadra, quase confirmou isso na temporada passada, mas acabou se curvando ao jogo coletivo do Dallas.

Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh, juntos, formam o melhor “big three” da liga.

O time do sul da Flórida manteve intacto seu núcleo. Melhor do que isso: contratou o excelente Shane Battier, jogador que, ao que tudo indica, se encaixará perfeitamente no sistema implantado pelo técnico Erik Spoelstra.

Com ele, o que se comenta na Flórida é que Spoelstra vai usar muito LBJ como ala-pivô, aproveitando mais Battier no time principal.

É o meu favorito para ganhar a conferência.

Seu grande oponente será, uma vez mais, o Chicago Bulls. Assim como o Miami, manteve seu núcleo ileso. Assim como o Miami, fez uma contratação superimportante: Richard Hamilton.

Apesar de seus 34 anos, Hamilton não mostra declínio físico e nem técnico. Vejo em quadra o mesmo vigor dos tempos de Detroit.

Com Rip no time, a pressão em Derrick Rose diminuirá; com Rip no time, a equipe ficará mais rápida; com Rip no time, as bolas longas se tornarão mais mortais ainda e não serão privilégio apenas de Kyle Korver.

Tom Thibodeau segue no comando da equipe, que ele transformou numa máquina defensiva. No último campeonato, o Bulls foi a melhor defesa da nação, seguido pelo Miami.

Como na temporada passada, deverá fazer a final do Leste contra o Miami e, como na temporada passada, deverá ser batido novamente.

Com a adição de Baron Davis, o New York Knicks terá um armador muito melhor do que teve em Chauncey Billups. O problema é que Davis não tem uma saúde de ferro. Se estiver mais resistente, o time renderá muito mais do que na temporada passada.

Pra quem é mais jovem eu digo: Davis era o Chris Paul de sua geração.

A contratação de Tyson Chandler foi outra boa notícia para a franquia nova-iorquina. Com ele, o NYK ganha em força defensiva e para entrar em seu garrafão os adversários vão ter que pedir licença.

Chega fácil à semifinal do Leste.

Tudo bem que o “Big Three” do Boston Celtics está um ano mais velho, mas segue sendo ainda uma imensa ameaça para os adversários. E Rajon Rondo, não se esqueça, é o armador do Celtics, tido por muitos como o melhor “point guard” da NBA.

O problema do Boston vai ser o rodízio. Jeff Green, que ajudaria no descanso de Paul Pierce e Ray Allen, perderá toda a temporada por causa de um problema cardíaco. Brandon Bass será o responsável pelo repouso de Kevin Garnett, mas, sinceramente, eu não sei por que o Celtics preferiu-o ao invés de Glen Davis. E mais: quem será o substituto de Rajon?

Com esses problemas no banco, pode ter dificuldade para atingir a semifinal. A menos que o “Big Three” se supere fisicamente.

A grande ameaça ao Boston é o Orlando Magic. Claro, isso se o time não perder Dwight Howard.

Jameer Nelson é um ótimo armador, mas o problema dele é o mesmo de Baron Davis: as seguidas lesões. Se Jameer puder jogar pra valer, ao lado de Jason Richardson, Hedo Turkoglu, Glen Davis e D12, repito, serão uma ameaça e tanto para o Boston atingir uma das semifinais.

O Indiana Pacers tem tudo para tomar a vaga do Atlanta Hawks na relação dos favoritos do Leste. O time de Indianápolis manteve sua base e ainda adicionou dois ótimos jogadores: David West e George Hill.

O dinheiro gasto com West, no entanto, eu teria investido em outro atleta, pois o Indiana conta com Tyler Hansbrough para a posição e não haveria a necessidade desta aquisição. Como disse em outro post, Tyler pode ser o Taj Gibson do Pacers.

Sobram duas vagas que serão disputadas, no tapa, por Atlanta Hawks, New Jersey Nets, Milwaukee Bucks e, mais atrás, o Philadelphia 76ers.

OESTE

“Não subestimem o coração de um campeão”. A frase é do ex-treinador Rudy Tomjanovic, dita logo após a conquista do título da Conferência do Oeste no torneio 1994-95. O Houston, então campeão da NBA, tinha se classificado apenas em sétimo lugar e foi comendo pelas beiradas e chegou ao título não apenas da conferência, mas também da NBA.

Conto essa história porque o Dallas Mavericks não pode ser subestimado. Ganhar um campeonato do jeito que o Mavs ganhou na temporada passada mostra que o basquete não se limita apenas a grandes jogadores reunidos em um mesmo time. É preciso ter uma filosofia por trás de uma equipe campeã.

E isso o técnico Ricky Carlisle conseguiu implantar nos texanos. E contou, claro, com uma atuação soberba de Dirk Nowitzki, que calou os críticos que apontavam o dedo para o alemão o tempo inteiro chamando-o de “amarelão” — e, diga-se, com razão.

Pois esse time estará de volta nesta temporada e reforçado por Lamar Odom.

Sim, eu sei, Tyson Chandler deixou a franquia e esse, realmente, é um grande problema, pois não houve substituição à altura. Brandon Haywood, reserva de Chandler, será agora o titular e não tem o mesmo quilate.

Outra perda importante: DeShawn Stevenson deve se transferir para o New Jersey. Embora reserva, sempre que entrava trazia consigo não apenas qualidade técnica, mas uma garra impressionante, que se tornou símbolo da conquista passada.

Como eu compactuo com a frase de Rudy T., o Dallas é um dos favoritos para chegar à final do Oeste.

Seu grande adversário será o Oklahoma City Thunder. Como no Leste, acredito que a final da temporada passada tem tudo para ser repetida.

O OKC ganhou mais um ano de conjunto e experiência. O calcanhar de Aquiles do time segue sendo o pivô: se o Thunder tivesse investido em um jogador como Nenê ao invés de Kendrick Perkins, teria se dado muito melhor.

Mas com a saída de Jeff Green, Serge Ibaka virou titular como ala-pivô e com mais minutos em quadra ele melhorou dramaticamente seu jogo. O “Rei dos Tocos” da NBA vai ter que dar uma mãozinha para Perkins para que o time não se veja em inferioridade nos duelos dentro do garrafão.

Mas o diferencial do OKC é mesmo Kevin Durant. Para muitos, o homem que substituirá Kobe Bryant quando o astro do Lakers pendurar seu par de tênis.

Não chego a tanto, mas vejo em KD um jogador extraordinário, apto a comandar um time para um título da liga brevemente.

Os dois jogos que o Los Angeles Clippers fez diante do Lakers na “pre-season” credenciaram o primo pobre de LA a um lugar de destaque na conferência. Chris Paul foi a melhor e mais bombástica contratação desta temporada.

CP3 é, ao lado de Derrick Rose, o melhor armador da NBA na atualidade. E o Clippers sentirá sua força em quadra.

E quem vai ganhar com isso serão seus companheiros, principalmente Blake Griffin, um jogador de explosão e extremamente talentoso, que precisa de um cara como CP3 para que seu jogo se desenvolva ainda mais. E isso tem tudo para acontecer.

E não se esqueça que esse time tem ainda a experiência de Chauncey Billups, o talento de Caron Butler e força física e a qualidade técnica de DeAndre Jordan.

Se der química, apesar do técnico Vinnie Del Negro, o Clippers tem tudo para chegar à final do Oeste.

O Los Angeles Lakers está entre os favoritos da conferência, claro que está. Afinal, como deixar de lado um time que tem Kobe Bryant? Impossível não se sensibilizar com o jogo deste que é o melhor atleta da NBA depois da era Michael Jordan.

O grande problema dos ricaços de Los Angeles é que o time clareou demais. Todos seus reforços são brancos — e a gente bem sabe que o basquete nos EUA é um esporte preferencialmente de negros.

Jason Kapono, Josh McRoberts e Troy Murphy foram as conquistas da franquia. Em compensação, houve um recrutamento de um “moleque” do college que dá pinta de que será muito bom de bola: Darius Morris.

Morris vem para uma posição que o Lakers é carente: a armação. Gostei muito do que vi na primeira partida da série contra o Clippers, a única, aliás, que ele participou.

Dallas, OKC, Clippers e Lakers. Como se vê, quatro times em condições idênticas para conquistar o título do Oeste. Acontece com esta conferência o mesmo que ocorre com o Campeonato Brasileiro de futebol: o nivelamento é maior do que no Leste. Nesta conferência, a diferença do Miami para os demais é mais acentuada.

O San Antonio Spurs segue na frente do Memphis entre os meus favoritos. Não se esqueça que Manu Ginobili, por irresponsabilidade de Gregg Popovich, contundiu-se na última partida da fase de classificação, quando tudo estava definido, e jogou com o braço lesionado por pequenas fraturas durante os playoffs.

Resultado: o time foi eliminado pelo Memphis.

Se Popovich não fizer bobagens e se der tempo de quadra para que Tiago Splitter desenvolva seu jogo, o alvinegro texano segue sendo uma das forças do Oeste. Mas claramente num nível abaixo dos quatro mencionados anteriormente.

O Memphis Grizzlies perdeu Darrel Arthur por toda esta temporada, mas, em compensação, poderá contar com Rudy Gay, que se ausentou dos playoffs passados por conta de uma lesão. Na balança, o time mais ganha do que perde.

De resto, tudo como dantes no quartel de Abrantes. E o que isso quer dizer? Que o mesmo time que causou sensação nos momentos decisivos do torneio passado estará novamente em quadra, pois Marc Gasol, que poderia ter se mandado, renovou seu contrato com a franquia, no melhor lance dos executivos durante a “off-season”.

Sobram duas vagas. E quem vai brigar por elas? Não necessariamente nesta ordem, mas acho que Portland Trail Blazers, Houston Rockets e Denver Nuggets são os candidatos mais fortes a elas.

Mas não podemos nos esquecer do Minnesota Timberwolves. Se Ricky Rubio e Derrick Williams jogarem, juntos com Kevin Love, Michael Beasley e Wesley Johnson poderão fazer do time da cidade que no passado abrigou o Lakers uma das sensações desta temporada.

EPÍLOGO

Pra não me furtar a finalizar os meus palpites, pra mim a final desta temporada será entre Miami Heat e Oklahoma City Thunder. E o Miami será o campeão.

Mas eu gostaria demais que fosse entre Chicago Bulls e Los Angeles Clippers. E não preciso dizer quem eu gostaria que fosse o vencedor.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011 NBA | 22:15

JOGADORES PRESSIONAM DIRIGENTE DO SINDICATO E ESTÃO DISPOSTOS A RESOLVER LOGO A PARADA

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A batata de Billy Hunter está assando. O velho ditado popular cai bem para o momento, pois o diretor executivo da NBPA (a associação dos jogadores) está na alça de mira de alguns jogadores, que já estão cansados do locaute.

Lembro-me de Hunter quando das negociações em 1999. Fiquei com bronca do cara, pois era ele, como ocorre agora, quem conduzia as negociações do lado dos atletas.

Referia-me a ele como FDP. Hunter sempre colocava empecilho para que o acordo fosse assinado.

Nunca fui com a fuça dele.

Agora a história se repete. No último encontro entre NBA e a NBPA, Hunter (foto) fechou seu caderno e deixou a sala de reunião por não aceitar reduzir abaixo de 52% o percentual dos jogadores.

“Billy não pode dizer é 52 ou nada e sair da reunião”, disse uma fonte do lado dos jogadores presente na reunião. “Isso não vai acontecer novamente”, complementou, dizendo que os jogadores vão ter mais voz ativa nas negociações.

Ontem, comentava-se que Derek Fisher, armador do Lakers e presidente da associação dos atletas, teria rompido com ele. Fish negou.

Hoje, comenta-se que os agentes dos jogadores estão insatisfeitos com o andamento das negociações, que se prolongam e faz com que todos se cansem e percam dinheiro. E Hunter é visto como a pedra no caminho de um possível convênio entre as partes.

E é bom que se diga, com o locaute os agentes também não ganham dinheiro. De acordo com as regras da NBA, os agentes têm direito a 4% do valor de um contrato assinado por um atleta com uma franquia.

SALARY CAP

Leio hoje que o “salary cap” da próxima temporada deve ser mantido nos mesmos US$ 58 milhões da temporada passada. E que na próxima pode chegar a US$ 61 milhões.

E o que isso significa? Que as negociações avançam. Acertar o “cap” é um passo e tanto.

Se o teto salarial foi acertado, ficam faltando os complementos — que na verdade não são de fato complementos. São uma parte importante do todo.

Por exemplo: a “Luxury-Tax” e a lei Larry Bird. Elas é que fazem o “cap” estourar. Elas que fazem esses US$ 58 milhões dobrarem em alguns casos.

Alguém já disse nesse botequim (e com propriedade) que basta os times não usarem essas prerrogativas para não estourar o teto. Mas vocês confiam em cartola?

Vejam os casos de New York e Lakers. São os dois times mais ricos da NBA. Eles têm dinheiro transbordando de seus cofres.

Pergunto: por que eles iriam ficar engessados no “cap” se podem estourar e, consequentemente, ganhar um título? Por que eles se sujeitariam a se mediocrizar como um Sacramento ou New Jersey da vida?

Isso é o que a maioria dos patrões quer: todo mundo gastando a mesma coisa e, consequentemente, todos competindo em igualdade de condições. A minoria (leia-se os milionários) não quer.

Mas, como disse, eles são minoria e devem ter de aceitar este cenário com a assinatura do novo acordo entre NBA e NBPA.

CP3

Chris Paul tem mais uma temporada atrelado ao New Orleans Hornets. Se o “salary cap” de 2012/13 pular para US$ 61 milhões, o New York conseguiria contratar CP3 (foto).

O time ficaria com CP3, Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire. E, se bobear, até mesmo Dwight Howard poderia ser contratado, pois haveria espaço no “cap” para isso desde que os dois se entendessem na divisão da grana.

Mas e como ficaria o recheio deste bolo? Não ficaria se os times não puderem gastar o dinheiro daqueles complementos que eu mencionei e que não são apenas os mencionados; há outros.

Há muitas exceções na lei e que possibilitariam o New York montar seu time tendo investido praticamente seu “cap” em Melo, Amar’e, CP3 e D12, como ocorreu com o Miami na última temporada.

Agora eu pergunto: vocês acham que o Charlotte gostaria de ver isso acontecendo? Ou o próprio New Orleans? E o que diria o Clippers e o Golden State?

Como disse acima, os Charlottes, Clippers e GSW da vida são maioria. A vontade deles deverá ser feita. Se dependesse dos Lakers e NYK da vida, o acordo, creio eu, já estaria assinado.

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