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terça-feira, 21 de agosto de 2012 NBA, outras | 19:36

LÁ COMO CÁ É TUDO IGUAL: SELEÇÃO LESA TIMES E FICA POR ISSO MESMO

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Lá como cá é tudo igual. Explico: por conta dos Jogos Olímpicos, o Clippers perdeu Chris Paul para o “training camp”, que começa no dia 29 de setembro próximo.

CP3 (foto) rompeu os ligamentos do dedão da mão direita durante a preparação do time norte-americano para os Jogos de Londres. Postergou a cirurgia para não perder a competição e hoje entrou na faca. Vai ficar dois meses em recuperação. E que se dane o Clips, que pagará a ele nesta temporada US$ 17,77 milhões.

CP3 vai perder o período de preparação e, com isso, não vai treinar com os novos companheiros, como Lamar Odom, Grant Hill, Ronnie Turiaf, Ryan Hollins e Jamal Crawford. Ou seja: perderá importante tempo para buscar entrosamento e decifrar as novas jogadas que serão criadas por conta da mudança da equipe.

Lá como cá, disse eu, é tudo igual. Jogador vai pra seleção, que não paga nem um centavo sequer ao time e ainda por cima o devolve machucado.

Aqui é assim também quando o assunto é esta desagradável seleção brasileira de futebol. Um porre; não tem nada mais inconveniente do que este selecionado que não para de jogar e arrebenta os times durante a temporada.

Vejam o caso do Neymar: o Santos o empresta gratuitamente à seleção, quando a seleção deveria pagar pelos dias que fica com o jogador. Não paga nada e ainda o entrega arrebentado. E o Santos pagará a Neymar nesta temporada R$ 36 milhões, que se traduzido em moeda norte-americana teremos algo em torno de US$ 18 milhões; ou seja, o mesmo salário de CP3 no Clips.

E não me venham com essa de que não é o Santos quem paga a totalidade deste salário. Verdade, o clube paga um terço disso, os outros dois terços vêm de receitas criadas pelo clube e não por nenhum benfeitor.

Além disso, neguinho que não torce para o Santos (ou para o São Paulo se o exemplo for o Lucas; ou para o Inter, se o exemplo for o Leandro Damião), neguinho não torce para qualquer um desses times ainda fica enchendo o saco se o jogador não atua bem. Ora, vão todos plantar batatas!

Lucas, Damião e Neymar (foto) não são da seleção. Eles pertencem a seus clubes, que os emprestam à seleção, que não paga nada, devolve jogador baleado e os caras ainda têm que ouvir encheção de saco de torcedor de outro clube que fica criticando os caras porque eles não ganharam a medalha de ouro olímpica!

É o que eu sempre digo: não está satisfeito, devolve os jogadores para seus clubes. Lá eles fazem muita falta.

Agora o mesmo se passa em LA com CP3. Vejam o prejuízo que o Clips vai ter ao perder seu armador por dois meses!

Com certeza o início da competição estará comprometido. Os caras vão ter que se entrosar jogando. As jogadas serão conhecidas à medida que o tempo passa.

E quem pagará por isso? Ninguém.

Dane-se o Clips, como danem-se o Santos, o São Paulo e o Inter.

Como tenho dito na Rádio Jovem Pan: bem que essa frescura de seleção poderia acabar. O ideal seria reunir os caras dois meses antes do Mundial e ponto final. Mas não, fica uma chupinhação de quatro anos, lesando clubes e torcedores.

O Atlético Mineiro faz uma campanha maravilhosa nesse primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Mas o Santos, o São Paulo e o Inter não puderam contar com seus principais jogadores durante quase todo esse turno inicial. Então eu pergunto: essa liderança do Galo realmente reflete a realidade?

Na NBA vai ocorrer o mesmo. Certamente o Clips vai perder jogos por conta disso tudo que eu disse acima. Aí eu volto a perguntar: será que seria assim se a lesão de CP3 não tivesse ocorrido?

Olimpíadas são muito legais, Copa do Mundo de futebol é muito legal também. Mas os times são muito mais importantes do que os selecionados.

Por isso eu discordo de David Stern quando ele propõe o limite de idade de 23 anos para o torneio de basquete. Se eu fosse a NBA, não liberaria os jogadores e faria os EUA disputarem as Olimpíadas novamente com os jogadores universitários.

Os profissionais custam muito dinheiro às franquias. Essa lesada que elas sofrem, a mim, é um escândalo.

Claro que Stern e a NBA não querem isso. Eles querem seus jogadores enfrentando a molecada do resto do planeta e eles ganhando (como vão ganhar) a medalha de ouro. E o mundo dizendo que o futuro da NBA será sensacional por causa da medalha de ouro olímpica conquistada pela molecada norte-americana.

Repito: uma vergonha, uma chupinhação e uma encheção que não têm fim.

Lá e cá.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 19:02

P&R, PRINCETON OFFENSE: É O LAKERS SE PREPARANDO PARA SER CAMPEÃO NOVAMENTE

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Trapizomba está animadíssimo da silva com o futuro. Afinal, com as contratações de Steve Nash e Dwight Howard, o Lakers se reforçou dramaticamente segundo a maioria e segundo esta mesma maioria o time californiano tem o melhor esquadrão da NBA neste momento.

Trapizomba manda mensagens quase todos os dias e numa de suas últimas missivas ele escreveu lá pelas tantas: “Dwight Freaking Howard (é assim que a gente chama ele, depois da troca, que alguns acham vergonhosa… hm…[eu achei vergonhosa, ele deve estar se referindo a mim; tudo bem]), o melhor pivô no “pick-n-roll”, irá jogar com o melhor armador no “PnR”: Steve Freaking Nash”.

Não sei de onde ele tirou que D12 é o melhor pivô no “P&R” e que Nash é o melhor armador para esse tipo de jogada. Acho que o time que melhor faz isso é o San Antonio, usando Manu Ginobili com Tim Duncan. Mas, é claro, Nash e D12 nunca jogaram juntos e agora em LA podem mesmo fazer o melhor “P&R” do planeta. Acho, volto a dizer, que podem, mas fico com um pé atrás, pois não me lembro de D12 fazer o “P&R” porque o Orlando era o rei das bolas de três e D12, por conta, disso, reclamou dos companheiros e principalmente de Stan Van Gundy, pois, segundo ele, sua função no time era apenas a de pegar rebotes.

Lá pelas tantas Trapizomba também disse: “Rola o boato de que o Lakers implementará a ‘Princeton Offense’, o que eu discordo. Tendo SFN e DFH no mesmo time, deixa a festa rolar. Temos tb o já memorável KFB e PFG. O pau comerá, com certeza”.

Neste momento da conversa, Salerme, outro grande parceiro deste botequim, botou o copo na mesa e pediu um aparte: “Acho que o mais importante no caso do Lakers é o que você (Trapizomba) colocou: o melhor pivô no ‘PnR’ achando o melhor armador. Não tem como não ser uma combinação fatal. Agora, usar a ‘Princeton Offense’ talvez seja uma forma de movimentar o ataque para que o Black Mamba também tenha jogo. Lembro que Gasol também é eficiente no ‘PnR’, qualquer outro time da liga com SFN (Nash), DFH (D12) e PFG (Gasol) viveria só de ‘PnR’; mas com Black Mamba no time, o ataque tem que ser mais que isso. E, pelo que tenho lido, a ‘Princeton Offense’ não irá matar o ‘PnR’, mas garantirá movimentação para que o time tenha ainda jogadas de isolações e ‘low post’, que têm sido o forte do Lakers há alguns anos. Enfim, acho que a utilização da ‘Princeton Offense’ irá abrir o leque ofensivo do time”.

Aqui eu concordo com Trapizomba. Não que a “Princeton Offense” não possa dar certo no Lakers. Claro que pode, pois quatro dos cinco titulares são jogadores habilidosos, rápidos e inteligentes. Aliás, inteligência é fundamental para o uso da “Princeton Offense”. Minha dúvida recai sobre D12. Ele não tem tanta habilidade e seu arremesso não é lá essas coisas. E também tenho dúvidas quanto a capacidade de entendimento dele desta jogada, que para terminar em uma bandeja (o que dificilmente acontece), favorecendo-o, ele terá que se movimentar corretamente por cerca de 15 segundos, que é o tempo que normalmente dura a jogada. Aliás, a “Princeton Offense” usa demais o pivô e o ala-pivô, que frequentemente aparecem para fazer o corta-luz, mas as finalizações se destinam mais ao ala do que ao pivô por conta do posicionamento mais distante do garrafão.

Alguém pode estar boiando nessa história e querendo saber do que se trata a tal da “Princeton Offense”.  A jogada foi criada por Franklin “Cappy” Capoon na longínqua década de 1930, quando dirigiu a Universidade de Princeton. Pete Carril, que foi técnico em Princeton de 1967 a 1996, foi quem aperfeiçoou-a, mas de um jeito que hoje em dia muitos dizem que foi ele quem a inventou. Pode ser usada contra defesas em zona ou individual. Foi criada para favorecer jogadores menos atléticos, que era o caso dos atletas de Princeton, uma escola que jamais foi o objetivo de qualquer jogador que tinha em mente uma bolsa de estudo para jogar e mais tarde acabar na NBA.

Ela consiste na movimentação alucinada dos jogadores, basicamente no perímetro e/ou atrás da linha dos três pontos, longe do garrafão, de modo que não dá para dizer quem é quem na jogada. Posição é o menos importante nesse sistema. Não há armador, alas ou pivô. Todos têm que se movimentar, normalmente agrupados. Todos têm que estar aptos para passar, driblar e arremessar. A movimentação constante visa, evidentemente, criar situações de “mismatch”, ou seja, de vantagem do atacante sobre o defensor e, consequentemente, a possibilidade do arremesso desmarcado (que é o que quase sempre ocorre) ou uma bandeja ou enterrada sem a incômoda presença do marcador (dificilmente termina assim).

Além de cansar a defesa adversária por conta da movimentação dos atacantes, a jogada confunde também, pois vários são os corta-luzes executados (como disse), de modo que o marcador que cai no “screen” de repente não faz a menor ideia de onde se encontra, criando o “mismatch”. Em muitas situações, ele termina com um arremesso atrás da linha dos três. E o Lakers tem em Nash, Kobe, MWP e até mesmo em Gasol jogadores com ótimo aproveitamento neste fundamento.

A função de D12 nesta jogada seria, basicamente, fazer corta-luz e apanhar rebotes se as bolas longas ou mesmo os “mid-range” não entrarem. São poucas as situações de “P&R” com o pivô, usando, neste caso, muito mais o ala de força, que pode se aproveitar também de um “back door”.

Aí eu pergunto: vocês acham que Dwight vai ficar feliz ao ouvir de Mike Brown que o Lakers vai usar a “Princeton Offense”? Ele, Dwight, que tanto resmungou, como disse acima, dos tiros de três na época do Orlando, que acabava por destinar a ele esse mesmo papel de apanhador de rebotes?

Duvido; que me perdoe o Salerme. Nesta, eu estou com o velho Trapizomba.

Abaixo, dois vídeos que eu selecionei na internet com a “Princeton Offense”.

AGRADECIMENTOS

Trapizomba tem sido um grande parceiro deste botequim desde que ele foi aberto. Relaciona-se muito bem com todos os “pau d’águas” desta casa, especialmente com os torcedores do Lakers, como ele. Fez uma sólida amizade com o Salerme, que conheceu o Trapizomba neste botequim. Salerme já esteve em LA, onde mora Trapizomba, e juntos foram ao Staples ver os amarelinhos jogar.

Comunicam-se frequentemente. Outros também já trocaram figurinhas com o Trapizomba. E como eu gosto de observar essa troca de figurinhas, acabo também a) por aprender; b) encontrar temas para este blog.

Obrigado a todos mais uma vez pela grande contribuição.

CALENDÁRIO

Risco no calendário os dias quando vou dormir. Não vejo a hora de esta temporada começar. Quero muito ver o Lakers em ação. É o time do momento.

Isso vai me custar boas horas de sono por causa do maldito fuso horário. Mas o que fazer? O Lakers vai me fazer perder boas horas de sono; o Dallas jamais.

Aliás, qual foi o legado que o Mavs deixou depois de ter sido campeão da NBA? Nenhum.

Ganhei horas de sono ao não me preocupar com o time texano. Ganharei aprendizado vendo o Lakers jogar — assim espero, pois vou dormir menos horas por noite.

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domingo, 19 de agosto de 2012 NBA | 15:06

RENOVAÇÃO DE IBAKA COM OKC PODE SER A PONTA DE UM ICEBERG DE PROBLEMAS

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O Oklahoma City renovou o contrato de Serge Ibaka (foto) por mais quatro anos em troca de US$ 48 milhões. Eu contei isso a vocês no post de ontem. Os torcedores ficaram eufóricos, mas os dirigentes estão apreensivos.

Isso porque, com a renovação do congolês naturalizado espanhol, o OKC tem comprometido nada menos do que US$ 42,35 milhões com apenas três jogadores: Ibaka, Kevin Durant e Russell Westbrook. E se formos adicionar a esse número o salário de Kendrick Perkins, ele pula para US$ 50,65 milhões.

Essa quantia está apenas US$ 7,39 milhões abaixo do “salary cap” desta temporada, que é de US$ 58,04 milhões. Ou seja: o OKC compromete gorda quantia de seu “cap” com apenas quatro jogadores.

E aí entra uma questão que tem tirado o sono dos dirigentes, como eu disse acima: haverá dinheiro para renovar com James Harden?

O ala-armador do Thunder tem contrato garantido até o final da próxima temporada, mas neste ano derradeiro ele será um “qualifying offer” que (até onde eu entendo esse troço do “QO” no novo CBA), o jogador escolhe se aceita ou não o último ano do contrato. Se aceitar, Harden (foto abaixo) tem direito a um aumento na ordem de 125%. Isso elevaria seu salário dos atuais US$ 7,63 milhões para US$ 17,1 milhões para a próxima temporada. E ele se tornaria um agente livre restrito, ou seja, o OKC tem o direito de igualar qualquer oferta feita a ele.

O problema é que com esses US$ 17,1 milhões, o “cap” do Thunder no ano que vem ficaria absurdamente elevado, pois somando essa quantia aos US$ 50,65 milhões já gastos com KD, West, Ibaka e Perkins, ela chegaria a US$ 67,75 milhões. Isso com apenas cinco jogadores!

A pergunta que se faz é: o OKC conseguirá fazer frente a essas despesas?

Oklahoma City, como se sabe, é um “small market”.  Não tem a força de Nova York, Los Angeles, Chicago e até mesmo Miami. O preço de um tíquete por lá é bem mais barato do que em NYC ou LA. O valor que a TV local paga pela exclusividade dos jogos da equipe no cabo é infinitamente inferior do que o Lakers fatura. E como Oklahoma City é uma cidade com apenas 1,2 milhão de habitantes em sua região metropolitana e como o time não tem a popularidade de um Lakers, Chicago ou Boston, o faturamento na venda de produtos licenciados é bem menor se comparado com as grandes franquias. Além disso, a grana levantada com a venda do “naming rights” para a Chesapeake Energy, que batizou a arena local, é de cerca de US$ 3 milhões por ano, uma merreca se comparado com os US$ 20 milhões anuais que o Nets vai ganhar da Barclays.

E tem mais; sim, tem mais: tem a “Luxury Tax”, que é a penalidade que uma franquia paga por estourar o “salary cap”. A partir da próxima temporada (2013-14), ela será de US$ 1,50 a mais por cada (desculpem a cacofonia) US$ 1,00 que exceder o “cap”. Como vimos, com apenas cinco jogadores o OKC já estoura o teto salarial em US$ 9,71 milhões. Só com eles o Thunder teria que pagar US$ 14,56 milhões de multa. Mas há um bônus de acordo com o CBA que permite uma franquia ultrapassar o “cap” em US$ 14 milhões sem ter que pagar a “Luxury Tax”. Desta forma, dá para o OKC renovar com Harden sem ter que pagar qualquer penalidade por isso.

Ma se formos levar em conta o complemento do grupo, essa quantia, que está em US$ 67,75, pode chegar a US$ 90 milhões. Como uma franquia começa a pagar a “Luxury Tax” a partir de US$ 72 milhões, esses US$ 90 milhões pulam para US$ 117 milhões, se eu não errei nas contas.

Volto a perguntar: o OKC tem como fazer frente a essa gastança toda? A realidade do Thunder, como vimos acima, não é das melhores.

Sam Presti, o GM do Thunder, é um gênio. Montou um timaço do nada, apenas recrutando jogadores do “college” ou do exterior. Mas à medida que o tempo passa, o time se valoriza e a gastança começa.

Lembro-me de um amigo que ganhou uma grana de herança do avô. Ele pegou o dinheiro e comprou uma BMW. Pagou-a à vista.

Veio a primeira revisão e meu amigo quase caiu de costas. Na segunda, quase foi à falência. Não houve terceira: ele vendeu o carro.

Será que o OKC vai ter um dia que abrir mão de seus jogadores por inadimplência? Se tiver, será uma pena. E isso deixará claro que o campeonato da NBA é mesmo um campeonato espanhol, onde apenas dois ou três têm grana pra gastar, enquanto que os outros se divertem apenas chupando pirulito.

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sábado, 18 de agosto de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:21

BRASIL OU EUROPA PODE SER A MELHOR OPÇÃO PARA LEANDRINHO BARBOSA

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O velho Trapizomba fez um questionamento a respeito da situação do Leandrinho Barbosa que motivou este post. Perguntou ele: “Sormani, quanto é que um time do NBB poderia oferecer ao Barbosa? Dependendo do valor (e eu sei que brasileiro adora pagar o que não tem…), se for próximo de 1,5 milhão de doletas, não seria uma opção nem tão ruim voltar ao Brasil? Acabaria com a sua carreira na NBA, mas pela grana valeria a pena?”

Boa pergunta. E a resposta é sim, valeria a pena voltar ao Brasil pela grana.

Vamos pegar a calculadora…

O mínimo por temporada para um veterano na NBA é de US$ 1,35 milhão. Isso daria algo em torno de R$ 2,7 milhões. Divididos por 12 meses, teríamos R$ 225 mil. Muito dinheiro? Sim, para o basquete brasileiro é muito dinheiro, mas a gente bem sabe que o Flamengo, que repatriou LB na época do locaute, fez uma parceria com o Banco BMG e assinou um contrato com o jogador com duração até o final da greve na NBA (Foto Alexandre Vidal/Fla Imagem/Divulgação).

A informação que eu tenho é que LB ganhou R$ 200 mil por mês do time rubro-negro. Só que esses R$ 200 mil eram limpinhos da silva. Não incidiu imposto algum em cima desse dinheiro, pois a gente bem sabe que atleta neste país não paga imposto, principalmente jogador de futebol.

Na NBA, todos os salários são taxados pelo IR. Os contratos são vigiados pelo governo e lá não tem choro e nem vela. Nos EUA não tem esse negócio de receber por fora. US$ 1,35 milhão, dependendo do Estado, pode levar uma abocanhada do leão do IR de até 35%. Mas pode ser de 25%, dependendo de onde o jogador estiver, pois lá existem impostos estaduais e federais.

Vamos supor que a taxação seja a mínima: 25%. Nesse caso, haveria um desconto de US$ 337,5 mil do salário de US$ 1,35 milhão. Ou seja: o jogador receberia líquido 1,01 milhão. Isso daria algo em torno de R$ 2,02 milhões por temporada, que se dividido por 12 representaria cerca de R$ 168,7 mil por mês.

Em outras palavras, se for para receber o mínimo na NBA, LB poderia arrumar mais dinheiro no Brasil numa operação semelhante a que foi feita no ano passado envolvendo Flamengo e BMG, quando o jogador amealhou R$ 200 mil mensais. Isso significa R$ 31,2 mil a mais por mês se comparado com o salário mínimo da NBA; R$ 374,4 mil a mais no total, o que representaria uma espécie de 13º salário.

Desta forma, se LB receber apenas propostas pelo mínimo na NBA, de repente ele pode faturar mais aqui no Brasil. Isso sem falar na Europa, que embora esteja em crise ainda tem dinheiro para oferecer a atletas, principalmente do calibre de LB, que tem um bom nome e enriqueceria qualquer time e qualquer liga da qual ele participasse.

Não se esqueçam que Marcelinho Huertas ganha € 2 milhões livres por temporada do Barcelona, algo em torno de R$ 4,9 milhões. Sim, eu sei, Huertas tem uma riquíssima história escrita no basquete europeu (principalmente no espanhol) e que, por conta disso, sempre será mais valorizado do que LB, que jamais atuou na Europa.

Portanto, em termos financeiros, LB pode faturar mais voltando para o Brasil ou mesmo indo para a Europa.

Aí entraria outro aspecto da abordagem do Trapizomba. Disse ele: “(Isso) acabaria com a sua carreira na NBA”.

Não creio. Há jogadores que deixam os EUA e vão para o exterior e voltam. LB tem uma história na liga profissional norte-americana. Ela não é pequena e nem tímida. Ele já foi eleito o melhor reserva da temporada e ao lado de Steve Nash, no Phoenix, barbarizou defesas adversárias. Ele pode fazer esse movimento, de ida e volta.

De repente, se nada de bom aparecer neste momento, talvez seja mesmo interessante dar uma guinada na carreira. Não acho que isso representaria um retrocesso e nem um declínio.

Como diz o velho ditado, às vezes você tem que dar um passo para trás para dar dois para frente.

RENOVAÇÃO

Mais um jogador que arruma a vida: Serge Ibaka. O ala de força assinou um novo contrato com o Oklahoma City. Ele será de quatro anos e por esse novo acordo o congolês naturalizado espanhol vai receber US$ 48 milhões…

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012 NBA | 00:10

A LISTA DE TRANSFERÊNCIA É GRANDE. MAS TEM UM JOGADOR QUE EU PROCURO, PROCURO E NÃO ACHO

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Abro a internet e vejo: Dwight Howard foi para o Lakers; Andrew Bynum pro Philadelphia; Andre Iguodala pro Denver; Carlos Delfino assinou com o Houston; Joe Johnson foi parar no Brooklyn; Jason Terry acertou com o Boston; Kyle Korver com o Atlanta e o mesmo fizeram Devin Harris, DeShawn Stevenson e Lou Williams; Ben Gordon agora está no Charlotte e chegou acompanhado de Brendan Haywood; Kirk Hinrich foi para o Chicago e pouco tempo depois chegou Marco Belinelli; Elton Brand e O.J. Mayo foram para o Dallas; Jeremy Lin está no Houston; Ray Allen e Rashard Lewis assinaram com o Miami; Samuel Dalembert desembarcou em Milwaukee; Brandon Roy voltou a jogar e agora com a camisa do Minnesota ao lado de Andrei Kirilenko; Jason Kidd foi para o New York e jogará como armador ao lado de Raymond Felton e terão a companhia do veterano Kurt Thomas; Michael Beasley foi para o Phoenix junto com Luis Scola; Kyle Lowry desarrumou as malas em Toronto assim como Landry Fields; Trevor Ariza e Emeka Okafor acertaram com o Washington… Ufa! E tem muito mais. Outros jogadores, menos famosos e com menos destaque, já se arrumaram.

Leio e releio toda a lista dos que mudaram de time por conta de troca ou por serem free agents. A lista não é pequena. Gasto um bom tempo lendo-a. Procuro, procuro e procuro. E não acho.

Sabem quem eu procuro? Leandrinho Barbosa.

O que será de LB? Vai se acertar com algum time na NBA ou acabará no NBB?

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012 NBA | 00:33

FUTURO SERÁ DE JOGADORES DE MÚLTIPLAS FUNÇÕES COMO MIAMI E A SELEÇÃO DOS EUA MOSTRARAM

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A discussão ainda é tímida nos EUA, mas pode aumentar ao final da próxima temporada se o Lakers não for campeão e o Miami bisar o feito. E qual é a discussão? Se de fato tamanho é documento.

Depois que o Miami foi campeão jogando sem pivô, com LeBron James e Shane Battier fazendo o papel do ala de força sem serem ala de força e com Chris Bosh jogando no pivô sem ser pivô, agora foi a vez de a seleção dos EUA mostrar isso nos Jogos Olímpicos.

O selecionado norte-americano levou apenas Tyson Chandler para Londres. Mas pouco usou-o. Usou-o, aliás, como o Miami usou Joel Anthony e Ronnie Turiaf. Ou seja: colocou-os em quadra apenas em casos extremos.

Miami e a seleção dos EUA trocaram os brutamontes por jogadores talentosos, rápidos e versáteis. O Miami superou o Oklahoma City de Kendrick Perkins e Serge Ibaka, enquanto que os EUA bateram a Espanha do mesmo Ibaka e dos irmãos Gasol.

E por que o Lakers pode contrariar essa tendência? Porque acabou de apostar em um pivô de ofício: Dwight Howard. Se o time californiano ganhar o título desta temporada e D12 tiver papel importante, se for dominante e decisivo para a conquista, poderá abafar essa discussão que começa a ganhar corpo.

Quem frequenta esse botequim sabe o que eu penso. Sabe que estou cantando essa bola há algum tempo. Jogador com função limitada em quadra estará em desuso num futuro não muito distante. Mesmo que o Lakers ganhe o campeonato e D12 seja decisivo ao lado de Kobe Bryant, ainda manterei minha opinião de que o basquete moderno reservará espaço apenas para os jogadores de múltiplas funções em quadra.

Sempre menciono a situação dos armadores. Esse tipo de jogador, que foge da cesta, que se engana ao achar que sua função única é organizar o jogo, esse jogador também tenderá a desaparecer no futuro. Organizar o jogo os talentosos e versáteis também o farão. Vejam o caso do próprio Miami, que usa LeBron na armação, ele e Dwyane Wade, reservando a Mario Chalmers e Noris Cole, os dois armadores do time, espaço mais reduzido.

Rajon Rondo cresceu dramaticamente de produção na temporada passada por quê? Exatamente porque entendeu que esse negócio de fazer três pontos e dar 17 assistências não é muito produtivo. Jogador tem que pontuar, dar assistência e pegar rebotes, tudo isso num nível semelhante, com intensidade, como fazia Magic Johnson no passado e agora Rajon faz no presente. Ele e LeBron James.

Por que LBJ está sendo olhado e cotado para ser o maior jogador depois da era Michael Jordan? Exatamente por conta disso, exatamente porque ele faz de tudo em quadra e com muita intensidade: pontua, dá assistência, pega rebotes, defende, ataca e joga em quatro posições — talvez nas cinco se for preciso. É o exemplo mais bem acabado do jogador talentoso, rápido e versátil.

A discussão, como disse, ainda é tímida, mas creio que será amplificada com o tempo. Pois acredito piamente que o futuro será dos jogadores talentosos, rápidos e versáteis.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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Jogos Olímpicos de Londres, outras | 10:47

FIBA QUER COLOCAR O 3-ON-3 NOS JOGOS OLÍMPICOS DO RIO

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Essa é muito legal: a Fiba quer colocar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, a modalidade 3-on-3. Ou seja: o famoso três contra três. A entidade está agora pensando no sistema de ranqueamento dos times, aproveitando os torneios que já existem em todo o planeta, inclusive no Brasil.

“Como o voleibol tem o vôlei de praia e a natação o nado sincronizado, nós queremos que o 3-on-3 faça parte dos Jogos”, disse Patrick Baumann, secretário geral da Fiba.

Segundo o dirigente, o 3-on-3 ajudaria na massificação do basquete pelo planeta e permitiria que muitos países participassem das Olimpíadas jogando basquete. Mas outro basquete, é claro.

Eu achei a sugestão espetacular.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 22:18

ESCOLHIDO O VENCEDOR DA CAMISA AUTOGRAFADA DO BRASIL

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Bem, rapaziada, conforme prometi, no começo desta semana eu iria divulgar o vencedor do concurso cultural que premiou o felizardo com a camisa autografada do Brasil (foto). Os autógrafos são dos quatro brasileiros que atuam na NBA e que defenderam nosso selecionado nos Jogos Olímpicos de Londres: Nenê, Leandrinho, Varejão e Splitter.

Como eu disse a vocês, a ideia foi da Netshoes, que me procurou propondo a promoção. Eles e eu concordamos que o melhor para o concurso seria que vocês mandassem frases, impressões, poemas, o que vocês quisessem falar sobre o nosso selecionado. Vocês tiveram liberdade para criar.

Por haver um vínculo muito forte entre mim e vocês, passei a bola para os editores do iG. Pedi para que eles escolhessem o vencedor, o autor da manifestação mais emocionante sobre a seleção brasileira de basquete masculino.

Disseram-me que não foi uma tarefa das mais fáceis. Segundo eles (e eu concordo, pois li todas as mensagens), havia material farto, o que dificultou a escolha.

No final, depois de terem selecionado três mensagens (não me disseram quais), eles optaram pelo escrito do parceiro Marcos Gordinho. A mensagem vencedora foi esta que reproduzo abaixo:

Em cada passe “és belo”, em cada defesa “és forte”, em cada drible “impávido”, em cada toco “colosso”, a cada desafio “verás que um filho teu não foge a luta”, seleção de filhos da “pátria amada BRASIL”!!!

Parabéns, pois ao Marcos Gordinho. A Netshoes vai entrar em contato com você para enviar a camisa autografada do Brasil através do e-mail.

E eu quero aproveitar para agradecer a Netshoes pela ideia e por ter escolhido esse blog para fazer a promoção. E não se esqueçam: se vocês quiserem encontrar produtos da NBA, entrem no site da Netshoes (clique aqui).

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domingo, 12 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 16:48

ESPANHA FAZ O OURO DOS EUA BRILHAR AINDA MAIS

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A Espanha é uma baita seleção. Mereceu a nossa reprovação por conta de ter entregado o jogo para o Brasil afim de evitar um cruzamento prematuro contra os EUA e perder a chance de manter e medalha de prata olímpica. Mas,  cá entre nós, creio que apenas os espanhóis poderiam fazer uma final tão disputada como esta diante dos norte-americanos.

A vitória dos EUA por 107-100 foi muito pouco ameaçada, é verdade, mas deixou a partida em suspense em todos os seus 40 minutos. A marcação zona dos espanhóis dificultou o trajeto dos americanos. E a mudança do jogo no último quarto, centralizando toda a ação ofensiva em Pau Gasol foi outra estratégia que surpreendeu o adversário.

Mas acontece que os EUA têm talento pra dar e vender. Kevin Durant foi o grande nome do time e do jogo. Anotou nada menos do que 30 pontos. E essa pontuação num jogo da Fiba, com oito minutos a menos do que na NBA, chama a atenção. KD ajudou ainda com nove rebotes, mesmo número de ressaltos de Kevin Love.

Kobe Bryant foi sensacional no segundo tempo, quando marcou 13 de seus 17 pontos. LeBron James foi outro que marcou seu nome com força nesta decisão. cravou 19 pontos, muito bem distribuídos: 11 no primeiro tempo e oito no segundo. LBJ pegou ainda sete rebotes e deu quatro assistências, isso sem falar nas enterradas durante a partida, que levantou várias vezes a North Greenwich Arena.

Outro que teve duplo dígito na mpontuação foi Chris Paul, com 11 pontos.

Do lado espanhol, Pau Gasol foi o grande destaque: 24 pontos, oito rebotes e sete assistências. Juan Carlos Navarro anotou 24 pontos e fez 4/9 nas bolas de três. Sossegou o facho quando Coach K mandou Kobe marcá-lo.

Enfim, foi uma grande partida. Mais tarde a gente volta a falar sobre ela. neste momento estou na Record para fazer a transmissão da cerimônia de enceramento dos Jogos.

Tudo muito corrido. Mas muito gostoso.

Como disse, Olimpíadas deveria ser de dois em dois anos. Infelizmente não é. Por conta disso, ficaremos com esse jogo na retina por muito tempo.


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