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sexta-feira, 31 de agosto de 2012 NBA | 20:31

EM NOITE DE LUA AZUL, LAKERS ANUNCIA RETIRADA DOS NÚMEROS DE SHAQ E JAMAAL DE SEU FARDAMENTO

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Alguns frequentadores deste botequim têm reclamado do cardápio. Estão cansados de virado à paulista; pedem dobradinha ou tutu à mineira. Ou seja: estão cansados de ler nesse blog menções e mais menções sobre o Lakers.

Acontece que eu, torcedor do Chicago, navego pela internet e em dias áridos como os atuais não encontro nada de proveitoso. Quando ele aparece, é do Lakers! Então, freguesia que eu tanto prezo, não há o que fazer: vamos de Lakers novamente nesta sexta-feira.

HOMENAGENS

Salerme me alertou logo pela manhã: o Lakers vai levantar a camisa de Shaquille O’Neal. Fui navegar e vejo que a de Jamaal Wilkes também. Ou seja: daqui para frente, ninguém mais poderá usar as regatas 34 e 52 dos amarelinhos. Foram eternizadas.

Bem, apresentar Shaq não é necessário. Apenas a molecada do fraldário não sabe quem é Shaq, mas como ela ainda não sabe ler, não preciso me preocupar com isso.

Mas de Jamaal (foto) há necessidade. Muitos não sabem de quem se trata. Nem mesmo se ele é branco ou negro (ou afro-americano, como os do norte da América gostam de dizer por conta do politicamente correto).

Jamaal é negro e hoje está com 59 anos. Jogava como ala. Em sua época, o seu 1,98m de altura era suficiente para jogar de ala. Hoje em dia, nem pensar. Foi recrutado pelo Golden State, ele que fez o “college” em UCLA e jogou ao lado de Bill Walton, onde conquistou dois títulos da NCAA (1972-73). Ficou três temporadas no GSW, tendo conquistado o troféu de “Rookie of the Year”. Depois foi para o Lakers. Assinou com os amarelinhos por conta de ser “free agent” (filme conhecido…).

Wilkes ganhou três títulos com a jersey do Lakers: 1980, 82 e 85.

No título de 80, a história que todos sabemos na ponta da língua fica por conta da atuação extraordinária de Magic Johnson, que substituiu Kareem Abdul-Jabbar como pivô no último jogo da série contra o Philadelphia, jogou 47 dos 48 minutos, anotou 42 pontos, pegou 15 rebotes e deu sete assistências, levando o Lakers ao título; título que não vinha desde 1972.

“Fiz muita coisa, mas não joguei sozinho”, disse Magic em seu livro “Minha Vida” sobre a partida derradeira vencida por 123-107. “Quase ninguém notou que Jamaal Wilkes terminou com 37 pontos, o máximo que já marcou desde a escola secundária, dez a mais do que Dr. J”.

Jamaal, como diz a “NBA Enciclopedia”, foi o “alicerce” para que Magic pudesse ter feito o que fez, e sua atuação “acabou sendo negligenciada por conta do desempenho espetacular de Johnson”.

Jamaal não era musculoso. Não era daqueles negros jogadores de basquete tipo LeBron James, onde a gente olha e se espanta com a montanha de músculos. Jamaal era magrinho, parecia Neymar. E como Neymar, aproveitava-se dessa elasticidade para deixar para trás seus oponentes. Isso rendeu-lhe o apelido de “Silk”; em português, “Seda”. Sim, seda, aquele tecido leve, brilhante, macio, suave, oriundo do casulo do bicho-da-seda, que não há cristão que não se emocione ao tocá-lo. Jamaal era como uma seda. Era assim como Neymar, rápido, ditava o ritmo de jogo do Lakers nos contragolpes, tendo através deles anotado grande parte de seus pontos (“showtime”!) em passes que acabavam em suas mãos vindos das mãos mágicas de Magic.

Wilkes encerrou a carreira com 14.644 pontos; média de 17,7 por partida e aproveitamento de 49,9% de seus arremessos. Nos três títulos conquistados pelo Lakers, acabou sempre como segundo maior cestinha do time.

HOF

Neste setembro Jamaal Wilkes entra para o “Hall of Fame” do basquete em Springfield, Massachusetts. Wilkes deixou o Lakers em 1985. Fica a pergunta: por que demoraram tanto para aposentar sua camisa 52?

QUESTÃO

Estou aqui, cá com os meus botões, nesta noite de sexta-feira de lua cheia, de lua azul se vocês não sabem. E se não sabem eu conto: o fenômeno batizado de lua azul (que de azul não tem nada) ocorre a cada dois, três anos, que consiste vermos a lua cheia duas vezes num mesmo mês. No primeiro dia deste agosto, foi noite de lua cheia; hoje, último dia, é também noite de lua cheia. Portanto, olhos para o céu. Aqui na Grande São Paulo é dia de noite estrelada. Céu que se parece um brigadeiro. Fui há pouco dar uma espiada pra cima e lá estava a lua, magnífica, opulenta, soberba, iluminando a tudo e a todos.

Mas, voltando à vaca fria, estou eu aqui, cá com meus botões, perguntando-me o seguinte: numa semana onde o Lakers resolveu edificar uma estátua para Kareem Abdul-Jabbar em frente ao Staples Center (Magic Johnson já tem a sua) e aposentar as camisas de Shaquille O’Neal e Jamaal Wilkes, o que Kobe Bryant vai querer da franquia quando se aposentar?

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012 NBA | 22:36

LEBRON JAMES LIDERA VENDA DE CAMISAS NO BRASIL

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A Netshoes, que administra no Brasil a loja NBA.com, divulgou na tarde desta quinta-feira algumas informações interessantes. Pena que não sejam números, pois, tudo leva a crer, atende a imposição da liga norte-americana de basquete, que é refratária a esta questão: grana.

Os dados divulgados são estes, todos relativos ao mercado brasileiro:

1) A camisa de LeBron James é a mais vendida;
2) Michael Jordan também aparece entre os que mais vendem camisas;
3) Entre os brasileiros, o favorito dos fãs é Anderson Varejão;
4) Os produtos relacionados com o Lakers são os mais vendidos;

Uma pena que a Netshoes não divulgue os números. Fiquei curioso; acredito que vocês também.

ANÁLISE

Mesmo sem sabermos os números, esses dados nos permitem algumas análises:

a) Se o Miami bisar o título nesta próxima temporada, LBJ superar Kobe Bryant na preferência dos torcedores é questão de (pouco) tempo. Mas é importante frisar: quando a NBA passou a régua na temporada passada, Kobe liderou a venda de camisas;
b) MJ é eterno, queiram ou não;
c) Será que se a camisa de Marcelinho Huerta estivesse à venda superaria a de Varejão?
d) Queiram ou não, o Lakers é o time mais popular do planeta. O carisma dos amarelinhos rivaliza com times de futebol. Eu fico me perguntando: qual o time que tem mais torcedores no planeta: Real Madrid ou Lakers? Barcelona ou Lakers? Manchester United ou Lakers? Milan ou Lakers? Flamengo ou Lakers? Corinthians ou Lakers?…

DIVIRTAM-SE

Sim, divirtam-se, porque eu já me diverti. E agradeço à colaboração do William Barreto, que me segue no Twitter (@FRSormani):

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012 NBA | 23:37

PESQUISA INDICA MAGIC JOHNSON COMO O MAIOR JOGADOR DA HISTÓRIA DO LAKERS

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Pra vocês terem uma ideia da grandeza de Magic Johnson, o site RealGM postou uma enquete perguntando quem foi o maior jogador da história do Lakers. Nela aparecem os nomes de Magic, Kobe Bryant, Kareem Abdul-Jabbar, Jerry West, Shaquille O’Neal e Elgin Baylor.

O resultado, até este momento, mostra o seguinte:

1º Magic: 41,0%
2º Kobe: 36,4%
3º Kareem: 14,1%
4º Shaq: 4,2%
5º West: 3,6%
6º Baylor: 0,6%

Como todos sabemos, a maioria dos eleitores que acessa a internet é formada de gente que pouco ou nada viu do basquete esplendoroso de Magic Johnson. Mas a grandeza de seu jogo, a sua exuberância em quadra e o seu carisma diante de todos, tudo isso faz sua imagem transcender.

E olha que seu contendor é ninguém menos do que Kobe Bryant. Um jogador que tem uma identificação incrível com a franquia, uma identificação que Magic sempre teve, diga-se. Kobe é a cara do Lakers neste século. É queridíssimo pelos torcedores. É tão querido e idolatrado que muitos cometem o despautério de compará-lo a Michael Jordan; e outro tanto a heresia de dizer que ele é superior a MJ.

Pois bem, é desse jogador que Magic Johnson está levando vantagem. Esta vantagem deveria maior se a velha guarda pudesse pegar um computador e votar. A velha guarda não é muito chegada em computador, vocês bem sabem. E agora, com a tendência de se recuperar as velhas máquinas de escrever, aí é que a velha guarda não vai mesmo colocar as mãos no computador.

Então, volto a dizer: se o pessoal da antiga participasse mais ativamente desta enquete, a vantagem de Magic seria muito maior. E ele não seria ameaçado de jeito nenhum em sua hegemonia como o melhor jogador desde sempre da história do Lakers.

Não sei como vai terminar essa pesquisa. Espero que Kobe não o ultrapasse, pois vi os dois em ação e sei do que falo. Mas se isso acontecer, não será surpresa alguma, pois, como disse acima, é a molecada que vota, gente que viu pouco do basquete e acha que a história do Lakers se limita a Kobe Bryant, que merece todo o respeito pelo que tem feito pela franquia, mas que, até este momento, não pode nem sequer pensar em ser comparado a Magic Johnson.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012 NBA | 19:08

SAIBA QUAIS SÃO OS DEZ JOGADORES QUE MAIS FATURARAM NA HISTÓRIA DA NBA

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O site da NBCSports postou um ranking que vai dar o que falar e que vai comprovar o que eu tenho dito aqui: A NBA tem que ser dividia em duas partes, antes de David Stern e depois de David Stern.

O ranking é com os salários dos jogadores ao longo de suas carreiras. Alertado pelo Gustavo Malaquias e pelo Salerme, esse ranking, volto a dizer, mostra quais são os jogadores que mais ganharam dinheiro na história da NBA. Apenas das franquias; não inclui publicidade.

O ranking é este:

1º) Kevin Garnett — US$ 328.562.398,00
2º) Shaquille O’Neal — US$ 292.198.327,00
3º) Kobe Bryant — US$ 279.738.062,00
4º) Tim Duncan — US$ 224.709.155,00
5º) Dirk Nowitzki — US$ 204.063.985,0
6º) Joe Johnson — US$ 198.647.490,00
7º) Jason Kidd — US$ 193.855.468,00
8º) Ray Allen — US$ 181.127.360,00
9º) Chris Webber — US$ 178.230.218,00
10º) Paul Pierce — US$ 169.486.218,00

Você está sentindo falta de Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, certo? Pois bem, Jordan faturou ao longo de sua carreira com o Chicago e dois anos com o Washington um total de US$ 90.235.000,00. Magic amealhou ridículos US$ 18.042.860,00 e Bird menos ainda: US$ 16.270.000,00.

Por que isso acontece? Porque a NBA movimenta hoje muito mais dinheiro do que no passado. Por isso eu disse que a liga tem que ser dividida em duas partes. Stern é o grande responsável por esta abundância de dinheiro que existe no basquete profissional norte-americano.

Michael entrou na NBA na mesma época em que David Stern foi guindado ao cargo de comissário da liga. Aproveitou-se muito pouco da genialidade e da capacidade administrativa de Stern, pois este império não foi construído do dia para a noite. Magic e Bird, coitados, passaram seus dias de glória longe da administração David Stern.

Por conta dessa genialidade administrativa de Stern, a gente vê barbaridades salariais. Por exemplo: Joe Johnson. O atual ala-armador do Brooklyn Nets aparece em sexto lugar na lista dos dez maiores milionários da história da NBA. Ray Allen, que não é nenhuma brastemp, e que está na história por conta de ser recordista em bolas de três encestadas e por ter ganhado (até o momento) um anel com o Boston, está na oitava posição. Mesmo Dirk Nowitzki, pra mim, é uma aberração figurar na quinta posição. Mas ele ainda ganhou um campeonato, levando nas costas o Dallas, tudo bem — mas não é para tanto! Mas pior do eu ele é Chris Webber: o que fez Web para aparecer na nona posição?

Aliás, pra ser sincero, desta lista escapam Shaq, Kobe e Timmy. Nem mesmo KG (foto). Garnett em primeiro lugar é simplesmente ridículo. O que ele fez para ter ganhado tanto dinheiro assim? Aliás, ele passou Shaq por conta de seu último contrato com o Boston, que vai render-lhe US$ 34 milhões em três temporadas.

Entre os primeiros devem aparecer os fora-de-série, os gênios, os mitos. Dos dez, repito, Shaq, Kobe e Timmy podem fazer parte do panteão dos maiores de todos os tempos da NBA e consequentemente entre os milionários da história da liga. Os demais, que me desculpem eles próprios e os fãs, entre os dez, jamais!

Trapizomba adora imputar a David Stern culpa por tudo o que acontece de ruim na NBA. Neste caso, ele tem razão: não fosse por Stern, não veríamos uma lista desta de jeito nenhum.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012 NBA | 11:32

LEBRON JAMES FOI O JOGADOR DA NBA QUE MAIS FATUROU NA TEMPORADA PASSADA

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Pra descontrair, já que a semana de trabalho começa hoje, segunda-feira, publico a lista dos dez jogadores de basquete mais bem pagos do planeta. A lista refere-se à temporada passada, é bom frisar. Foi divulgada pela revista norte-americana “Forbes”, a bíblia da economia.

Coloco os vencimentos de seus respectivos times e dos patrocinadores.

LeBron James (foto), como vocês vão conferir, foi o jogador mais bem pago da NBA. Ele levou uma vantagem de apenas US$ 700 mil em relação a Kobe Bryant. Mas nesta temporada ele deverá ser ultrapassado, pois KB, que ganhou US$ 20,3 milhões do Lakers no último campeonato (20% de seu salário foram cortados por conta do locaute, que diminuiu a temporada de 82 para 62 jogos), vai amealhar neste US$ 27,8 milhões, enquanto que LBJ receberá do Miami US$ 17,5 milhões. Ou seja, US$ 10,3 milhões a menos.

Não se sabe ainda como será o faturamento de ambos nesta temporada quando o assunto for publicidade. LBJ fatura mais do que Kobe. Achou estranho? Pois é, King James ganhou US$ 8 milhões a mais do que seu rival por conta de seus patrocinadores. O ala do Miami, o melhor jogador de basquete do planeta no momento, tem como principais patrocinadores a Nike, McDonald’s, Coca-Cola e State Farms. Kobe, por causa da acusação de estupro em 2003, no Colorado (da qual foi inocentado), perdeu alguns patrocínios importantes, como o do McDonald’s e Gatorade.

Abaixo, a lista da “Forbes” com os dez milionários da NBA:

1º LeBron James: US$ 53 milhões — US$ 13 mi (salário) — US$$ 40 mi (publicidade)

2º Kobe Bryant: US$ 52,3 milhões — US$ 20,3 mi (salário) — US$ 32 mi (publicidade)

3º Dwight Howard: US$ 25,6 milhões — US$ 14,6 mi (salário) — US$ 11 mi (publicidade)

4º Kevin Durant: US$ 25,5 milhões — US$ 12,5 mi (salário) — US$ 13 mi (publicidade)

5º Dwyane Wade: US$ 24,7 milhões — US$ 12,7 mi (salário) — US$ 12 mi (publicidade)

6º Carmelo Anthony: US$ 22,9 milhões — US$ 14,9 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

7º Amar’e Stoudemire: US$ 22,7 milhões — US$ 14,7 mi (salário) — US$ 8 mi (publicidade)

8º Kevin Garnett: US$ 21,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 4 mi (publicidade)

9º Chris Paul: US$ 19,2 milhões — US$ 13,2 mi (salário) — US$ 6 milhões (publicidade)

10º Tim Duncan: US$ 19,1 milhões — US$ 17,1 mi (salário) — US$ 2 mi (publicidade)

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sábado, 25 de agosto de 2012 NBA | 22:46

PARA CHRIS BOSH, LAKERS TEM O MELHOR TIME DA NBA NO PAPEL. EU TAMBÉM ACHO, VOCÊ IGUALMENTE E O PLANETA IDEM

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Ontem, sexta-feira, Chris Bosh foi entrevistado pela rádio WQAM de Miami. Claro que entre N assuntos, o tema Dwight Howard-Lakers foi colocado à mesa. E sabem o que CB1 declarou?

Ele declarou o seguinte: “O Lakers, eu penso, neste momento, no papel, é provavelmente o melhor time no Oeste e provavelmente da liga”. E fez questão de frisar: “No papel; estou dizendo, no papel. Mas este é um campeonato muito, muito longo. E a melhor equipe (ao final da temporada) nem sempre é a melhor equipe”.

E CB1 não largou o microfone; seguiu falando: “Somos os atuais campeões, mas temos que começar do zero. Temos que buscar novo entrosamento. Chegar lá e começar tudo de novo. Sabemos que favoritos, essas coisas todas, pouco importam”.

Pensam que ele parou? Nada disso. Leiam o que ele adicionou ao seu discurso: “Éramos favoritos em 2010-11 e caímos nas finais diante do Dallas. Na temporada passada, não havia a mesma expectativa e fomos campeões”.

Disso tudo, digo: o Lakers tem sim senhor o melhor time no papel para esta temporada. E essa história de que não tem entrosamento, isso é bobagem. Os dois últimos times montados para brigar pelo título, assim como o Lakers, fizeram sucesso logo na primeira temporada.

O primeiro foi o Boston, que em seu primeiro ano de “Big Three” foi campeão em cima do Lakers em 2008. Depois, foi a vez do Miami, que em sua primeira temporada chegou à final da NBA, perdendo para o Dallas.

Desta forma, mesmo com um armador novo, um pivô novo e um sistema novo (“Princeton-Offense”), a temporada é longa e o entrosamento virá com o tempo. Se bobear, a fase de amistosos será suficiente para engrenar esse time que tem tudo para brilhar já nesta temporada.

O oponente? O Miami. O time do sul da Flórida segue sendo seu grande adversário. Não acredito que o Oklahoma City será páreo. Posso estar enganado, mas o Lakers passa pelo OKC.

Contra o Miami não há favorito, pois embora no papel o Lakers tenha melhor time que o Heat, na quadra o Heat é um timaço. E reforçado com Ray Allen e Rashard Lewis, jogadores que vão dar opções a Erik Spoelstra, aliviando o jogo em cima principalmente de Dwyane Wade.

LeBron James? Não pense nisso. LBJ parece Neymar: eles querem sempre estar ao lado da bola. São incansáveis.

Se eu tivesse o controle do relógio do tempo, eu o colocaria em junho do ano que vem. Não vejo a hora de o “NBA Finals” começar.

Se nele não estiverem Lakers e Miami, será para mim uma grande surpresa.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012 NBA | 13:45

LEANDRINHO PODE ACABAR AO LADO DE VAREJÃO OU NENÊ NA PRÓXIMA TEMPORADA DA NBA

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Samara Felippo, mulher de Leandrinho Barbosa, postou na manhã desta sexta-feira em seu Twitter uma foto intitulada: “Meus amores, minhas felicidades…”

O retrato (que reproduzo), provavelmente fruto da sensibilidade de Samara, é belíssimo. Mostra LB e a filha, Alicia, flagrados de costas, com um rio a frente deles, em uma cena bucólica. Parecem estar no Brasil. Os três vivem naquele instante momento idílico; levam a vida que todos pedimos a Deus.

A vida que todos pedimos a Deus, todavia, é intangível. A realidade é outra, bem diferente. E nela, entre outras coisas, a gente tem que trabalhar.

HORIZONTE

LB está desempregado no momento. Na temporada passada ele fez US$ 7,6 milhões jogando pelo Toronto e Indiana. Claro que ele sonha com algo semelhante ou até mesmo um pouquinho mais.

O único time da NBA, nesta temporada, que pode oferecer o mesmo que LB ganhou ou até mesmo um pouco mais é o Cleveland, além do Phoenix, que poderia igualar o que o brasileiro faturou no certame anterior.

O Cavs tem US$ 11,15 milhões para torrar, pois sua folha de pagamento para esta temporada está em US$ 46,88 milhões, sendo que o “cap” é de US$ 58,04 milhões. Acontece que o time de Anderson Varejão acabou de pinçar do universitário o ala-armador Dion Waiters, que veio como quarta escolha da primeira rodada, jogador produto de Syracuse e que muitos falam maravilhas. E o time ainda tem C.J. Miles. Difícil, mas não impossível, pois LB poderia funcionar apenas como desafogo do time em momentos chaves do jogo. Neste caso, não creio que o Cavs daria a ele os mesmos US$ 7,6 milhões da temporada passada.

Quanto ao Phoenix, a franquia tem Shannon Brown e acabou de contratar Wesley Johnson (ex-Wolves). LB deixou amigos e as abertas no Arizona, mas não vejo muita chance de ele voltar ao Suns, especialmente se Dan Fegan, seu agente, bater o pé nos US$ 7,6 milhões. Por menos, creio que pode dar samba. Mas quanto seria este “menos”?

Entre os times que já estouraram o “cap”, mas que podem usar a “Mid-Level Exception”, o Washington é a melhor possibilidade para LB. O Wizards é o único time da NBA que pode usar a totalidade da MLE: US$ 5 milhões.

O Washington, porém, acabou de selecionar na terceira posição da primeira rodada Bradley Beal (Florida), que joga exatamente na posição de Leandrinho e é tido como uma das maiores promessas deste recrutamento. Mas a gente bem sabe que o brasuca sempre funcionou vindo do banco. Há, portanto, espaço para ele na capital dos EUA. E seria uma boa vê-lo ao lado de Nenê Hilário. Acho que Leandrinho cairia como uma luva no Wizards.

O Milwaukee tem US$ 4,35 milhões também da MLE. E aqui igualmente pode ser uma boa parada para LB. Embora conte com Monta Ellis, o brasileiro poderia perfeitamente vir do banco (que é o seu cartão de visita, nunca é demais lembrar) e ajudar no rodízio de descanso de Ellis e servir como arma letal nos finais e momentos importantes das partidas, quando o Bucks precisar de pontos.

Outros dois times que podem usar a MLE para contratar Leandrinho são o Denver e o Oklahoma City. Ambos têm para gastar US$ 3,3 milhões. O Denver conta com Wilson Chandler e, principalmente, Corey Brewer — este um empecilho para a contratação de LB. No OKC não há espaço para Barbosa, pois o vice-campeão da NBA tem Thabo Sefolosha e James Harden. Isso sem falar que Scott Brooks usa às vezes Russell Westbrook como “shooting guard”.

De resto, o que sobra são times com merreca pra oferecer pra LB — a menos que eu tenho deixado passar alguma franquia que ainda tem dinheiro em caixa.

Sacramento, Portland e Philadelphia têm US$ 2,57 milhões. Mas é duro registrar na carteira de trabalho um salário 60% menor do que na temporada anterior.

CONCORRÊNCIA

LB não é o único “shooting guard” disponível no mercado. Isso tem que ser levado em conta também por ele e por seu agente.

Mickael Pietrus está sem contrato, o mesmo para Marquis Daniels, seu ex-companheiro de Boston. Pietrus pode ser visto como ala, mas eu o vejo mais como ala-armador por conta de seus tiros de três e de seu tamanho (1,98m).

O veterano Michael Redd também está igualmente à procura de emprego. Não fossem seus joelhos debilitados, estaria empregado e nem seria adversidade para LB.

Outros “shooting guards” desempregados são Chris Douglas-Roberts e Maurice Evans. Mas estes dois Leandrinho coloca-os no bolso.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Seleção Brasileira | 11:39

HOJE COMEMORA-SE 25 ANOS DA MAIOR FAÇANHA DO NOSSO BASQUETE

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Hoje completa-se 25 anos da maior façanha do nosso basquetebol. Que me perdoem Wlamir Marques, Amaury Pasos e aquela geração extraordinária e maravilhosa que conquistaram duas medalhas de bronze olímpicas. Mas o feito de Oscar Schmidt, Marcel de Souza e Ary Vidal transcendeu fronteiras.

Hoje faz 25 anos que a seleção brasileira foi a Indianápolis e bateu os EUA na final dos Jogos Pan-americanos por 120-115.

Os que têm idade, como eu, e presenciaram o feito, sabe o que aquilo significou. Os que não têm e estão interessados na história, se sensibilizam, reconhecem o fato e se encantam igualmente com a efeméride. Os que não viram e são obtusos, perdem a chance de viver, mesmo que nas páginas da história, a grandiosidade daquele feito.

Há que se frisar dois pontos nessa história de gloriosa: 1) naquela época os Jogos Pan-americanos tinham uma grande dimensão e não era encarado como nos dias de hoje, como uma competição menor e apenas preparatória para Mundiais e Olimpíadas; 2) naquela época, os EUA jogavam com seus jogadores universitários todas as competições na qual participavam, fossem Pan-americanos, Mundiais e/ou Olimpíadas. A garotada bastava para que eles continuassem soberanos.

Até que chegou aquele 23 de agosto de 1987.

Pela primeira vez na história os EUA perderam dentro de casa. Pela primeira vez na história os EUA tomaram mais de cem pontos em uma partida (não importa se dentro ou fora de casa).

O feito, repito, é grandioso, o maior da história do nosso basquete. A Market Square Arena estava lotada. Saía gente pelo ladrão. Todos esperavam ver mais uma vitória do time norte-americano, que tinha a comandá-lo David Robinson, que dispensa apresentação, e Danny Manning, um ala que jogava em Kansas e que foi considerado um dos maiores desde sempre na história dos Jayhawks, campeão universitário em 1988 e MOP do Final Four e que jogou no Clippers e no Phoenix, entre outros. Além deles, havia Willie Anderson (que depois foi para o San Antonio), Rex Chapman (Charlotte), Pervis Ellison (Boston) e Pooh Richardson (Indiana).

O primeiro tempo terminou com os EUA na frente em 68-54. Esses 14 pontos de diferença subiram para 20 no começo do segundo tempo. Isso mesmo, 20 e no segundo tempo! Aí Oscar e Marcel resolveram barbarizar a defesa norte-americana, defesa, diga-se, que sempre foi orgulho dos gringos.

Oscar tinha anotado apenas 11 pontos no primeiro tempo. No segundo, anotou 35! Encaixou nada menos do que seis bolas de três e terminou a contenda com 46 pontos, tendo acertado 7-15 (46,7%) nas bolas de três. Marcel, seu fiel escudeiro, repetiu Oscar e marcou apenas 11 pontos na etapa inicial. Na final, adicionou mais 20 e terminou a partida com 35. Os dois, juntos, anotaram 55 dos 66 pontos do Brasil no segundo tempo. Isso mesmo, você não leu errado: o Brasil enfiou 66 pontos goela abaixo dos norte-americanos no segundo tempo, graças, principalmente, às bolas de três. Ao final da partida, o Brasil tinha anotado 39 pontos nas bolas triplas e os EUA apenas seis.

Naquela época, fazia apenas cinco anos que a linha dos três pontos tinha sido adicionada ao jogo de basquete. Era ainda inexplorada por muitos. Mas Marcel e principalmente Oscar tinham uma relação idílica com o arco e sempre que acabam os treinos eles ficavam horas a fio arremessando, arremessando e arremessando. E Ary Vidal, nosso treinador, assistindo a tudo, deu corda para os dois e incentivou-os a fazer esse tipo de jogo, pois ele percebeu que aquilo poderia ser um diferencial a nosso favor. E os tiros de três ficaram sendo a marca registrada principalmente na carreira de Oscar Schmidt.

Aqui cabe a abertura de um parêntese: muitos imputam a Oscar o momento negro de nosso basquete, período de sua aposentadoria até a chegada de Moncho Monsalve como treinador de nosso selecionado. Segundo muitos, Oscar foi o responsável único pela cultura do “crazy shots”. Visão míope, obviamente. Oscar não tem nada a ver com isso. Oscar fazia o que tinha que fazer; ou seja, usava sua melhor arma para vencer adversários e vencer na vida. Os maiores culpados pela cultura do “crazy shots” em nosso basquete foram nossos treinadores que deixaram nossos jogadores fazerem isso, principalmente nossos treinadores da base, que deveriam ter evitado isso e não evitaram. E no adulto, muitos deles, sem pulso, não conseguiram também inibir esse tipo de ação em quadra. Fecho aqui o parêntese, que, na verdade, nem deveria ser um parêntese, mas objeto de muita discussão para que, a bem da história e para justiçar uma figura genial como é a de Oscar Schmidt, esse assunto deveria ser discutido com mais profundidade e não pela superficialidade que nos caracteriza como povo.

Fechado o parêntese, há que se dizer que os jogadores brasileiros eram bem mais experientes que a garotada norte-americana. Oscar e Marcel contavam, com 29 anos e jogavam na Itália. Cadum Guimarães, um dos nossos armadores, tinha 28. Cadum, aliás, quando o Brasil começou a reagir na partida, ficava provocando os americanos. Foi um mestre no “trash talk”. Desestabilizou a armação adversária, principalmente Pooh Richardson. Ele gesticulava para os adversários, pedindo para eles virem pra cima; arremessarem. Eles vinham e se atrapalhavam; arremessavam e erravam.

Foi uma festa. Foi muito emocionante e divertido ter visto tudo aquilo. Ver a cara frustrada de David Robinson ao final da partida, ele que anotou 20 pontos e pegou dez rebotes e nada pôde fazer para evitar aquele momento de constrangimento diante de toda a nação norte-americana. Foi emocionante ver Oscar e Marcel caídos na quadra, chorando e gritando: “Ganhamos!” Foi hilário ver Maury levar um dos maiores tombos de sua vida, ele que estava em pé na mesa da cronometragem e achando que ela se prolongava, pisou em falso e foi para o chão. Maury, aliás, recuperava-se de uma cachumba e não participou da competição.

Esse divertimento, essa alegria, até hoje é lembrada e comemorada por todos e por aquele grupo de pessoas diferenciadas. Eles merecem viver o que ainda vivem. A riqueza de nosso basquete passa por esses personagens que num primeiro momento pareciam ser quixotescos, mas que ao final da história transformaram-se em super-heróis.

HERÓIS

Nossos heróis foram:

Jorge Guerrinha
Marcel de Souza
Oscar Schmidt
Gerson Vitallino
Israel Andrade
(quinteto titular)
Cadum Guimarães
Maury de Souza
Paulinho Villas-Boas
Pipoka
Silvio Malvezi
André Stoffel
Rolando Ferreira
Ary Vidal (treinador)
José Medalha (assistente técnico)

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012 NBA | 09:10

O RISCO QUE O CHICAGO CORRE EM PERDER DERRICK ROSE

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“Eu acho que algo interessante vai surgir no futuro envolvendo Derrick Rose. Ele é um grande, grande representante da nossa liga. É mesmo um grande jogador. Tem bons jogadores a seu redor, muito bons, mas se (o Chicago) não pode ter outra estrela para ajudá-lo, ele pode analisar a situação e dizer: ‘Ei, eu tenho que dar um jeito nisso. Tenho que encontrar alguma forma de ir para outro lugar onde eu possa ter a chance de jogar com outra estrela’. O campeonato mudou.”

A declaração acima é de Stan Van Gundy, ex-técnico do Orlando Magic. Ele não me pareceu estar atrás de publicidade. Stan apenas falou o que muitos estão achando sobre a situação do Chicago e, consequentemente, de Derrick Rose.

A inércia de Jerry Reinsdorf, dono da franquia, é algo que chama a atenção. Reinsdorf parece estar preocupado apenas em fechar a conta no azul. Ou melhor, muito no azul. Fechar apenas no azul não basta. Ele quer, muito provavelmente, entrar no clube restrito dos bilionários da “Forbes”. Esse parece ser o seu objetivo. Só pode ser isso.

Reinsdorf deve pensar: por que eu vou fechar a temporada ganhando X se eu posso ganhar quatro vezes esse X? Repito: só pode ser isso, pois o Bulls não é e nunca foi deficitário.

Chicago, como sabemos, é um grande mercado. Em Chicago pode-se vender cadeiras de pista a US$ 2 mil por partida. Em Chicago o bilhete pode custar o mesmo que custa em Nova York e Los Angeles que o United Center lota todas as noites. Em Chicago o preço pelo espaço na camisa do Bulls pode custar tão caro quanto o preço estipulado pelo Knicks ou Lakers. Em Chicago vende-se suvenires aos borbotões, como em Nova York ou LA. Em Chicago, a venda dos direitos televisivos dos jogos do Bulls pode alcançar cifras semelhantes à dos grandes mercados, porque Chicago é um grande mercado.

Basta investir, o retorno é certo.

Infelizmente, desde que Jerry Krause foi demitido do cargo de GM da franquia, foram poucos os momentos — pouquíssimos, eu diria — em que o Bulls alegrou seu torcedor. Isso ocorreu apenas em duas temporadas: em 2009-10 e 2010-11. Na passada o sentimento de felicidade foi abortado por causa da contusão de D-Rose. Esses momentos de deleite aconteceram por conta do recrutamento de Derrick Rose, que chegou à franquia não fruto de um esquema muito bem engendrado, como ocorreu em Oklahoma City. Nada disso; D-Rose apareceu porque o Bulls terminou mais um campeonato mal das pernas e teve a felicidade de ficar com o primeiro draft em 2008.

Mas D-Rose (foto AFP), como todo jogador competitivo, quer colocar um anel de campeão no(s) dedo(s). Apenas participar e entrar para o clube de Patrick Ewing, Charlos Barkley, Karl Malone e Reggie Miller não é suficiente. Claro que não. Entrar para a história como um grande jogador que não ganhou anel não me parece ser o objetivo do armador do Bulls.

O Chicago perdeu a grande chance de pegar Dwight Howard. Ele esteve à disposição de todos durante muito tempo. E a franquia não moveu nem uma palha sequer para contratá-lo. Em nenhum momento o nome da franquia foi ouvido entre os postulantes do jogo de D12.

Será que apenas ganhar dinheiro é o objetivo de Reinsdorf? Ou será que ele acredita em contos da carochinha? Será que ele acredita que a obsessão defensiva de Tom Thibodeau e a genialidade singular de D-Rose serão suficientes para levar o time a frear o Miami, primeiro, e o Lakers, depois? Se for isso, Reinsdorf é um ingênuo de marca maior.

Como disse Van Gundy, a NBA mudou. O tempo de estrela solitária em uma franquia, rodeada por bons jogadores (cenário atual do Bulls) acabou. Vivemos o tempo da reunião de estrelas; isto sim. Não há nada no CBA que impeça o agrupamento de craques debaixo do mesmo teto.

Foi isso o que fez o Boston, com a formação de seu “Big Three”. Depois o Miami reuniu no sul da Flórida D-Wade, LBJ e CB1, seguido do New York com Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, e agora o Lakers repete a dose contratando D12 e colocando-o ao lado de Kobe Bryant e Pau Gasol.

Se o Chicago quiser se tornar novamente um time campeão, Reinsdorf tem que se mexer. Melo tem mais dois anos de contrato com o Knicks. O terceiro é opção dele. Por que não investir nele? O mesmo vale para D-Wade e LBJ. Os três são jogadores que poderão estar à disposição dependendo da lábia do comprador.

Melo, D-Wade ou LBJ. O Chicago deve investir neles. Contratar Josh Smith ou James Harden será tão frustrante quanto ter visto D-Rose se contundir desnecessariamente ao final de uma partida que já estava liquidada em favor do Bulls.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012 basquete brasileiro | 22:43

VENEZUELA VAI SEDIAR A COPA AMÉRICA DO ANO QUE VEM. O BRASIL? DORME, COMO SEMPRE

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É impressionante a falta de ambição (para dizer o mínimo) da CBB (leia-se Carlos Nunes, seu presidente) em tentar massificar o basquete em nosso país. Sim, massificar, pois hoje o basquete sobrevive por conta da NBA. Pegamos carona na maior liga de basquete do planeta e ela acaba por inspirar a garotada para tentar um lugar ao sol usando a bola laranja para isso. Sim, pois o NBB ainda engatinha e embora tenha uma direção 200 vezes mais competente do que a CBB (que tem um produto melhor; leia-se: seleção brasileira), não consegue a mesma visibilidade por conta de anos negros do nosso basquete nas mãos do Gerasime “Grego” Bozikis, que afundou a modalidade, abrindo um espaço para que o vôlei crescesse e ocupasse o lugar que era do basquete num passado que já se faz perder em nossa memória.

Disse tudo isso porque acabei de saber que a Venezuela vai sediar a Copa América do ano que vem. O campeonato é classificatório para o Mundial de 2014 na Espanha. Os EUA não vão participar do torneio porque são os atuais campeões mundiais e, por causa disso, têm vaga assegurada na competição.

Quatro serão os países classificados para o Mundial. É claro que o Brasil estará entre eles, mesmo jogando na Cochinchina. Jogar em casa não será aliado para que possamos obter vaga. Jogar em casa, neste caso, volto a dizer, significa chamar a atenção de todos: mídia e principalmente dos torcedores — e principalmente dos jovens, aqueles que podem ser no futuro nossos representantes em Mundiais e Olimpíadas e/ou consumidores de uma modalidade que anda raquítica em termos de popularidade.

Nosso torcedor está carente de uma competição dessas. Há quanto tempo o Brasil não é sede de um torneio de porte no masculino? Eu já nem me lembro mais. Pesquiso e descubro: 1984, em São Paulo. Pode?

O que acontece com nossos dirigentes? Ou melhor: o que acontece com Carlos Nunes? Por que tamanha indiferença? Por que esse descaso com o nosso basquete? O que ele entende por administrar bem a modalidade? Administrar bem a modalidade significa, entre outras coisas, popularizá-la, abrir espaço para ela na mídia e no coração dos torcedores.

Já pensaram a Copa América sendo disputada por aqui? Já imaginaram o espaço que o basquete conseguiria na mídia? Na grande mídia, essa mídia que martela a cabeça do torcedor, que influencia, que forma opinião. Já pensaram a Arena HSBC no Rio servindo de palco para o evento? Já imaginaram o Brasil fazendo a final contra a Argentina, mesmo uma Argentina sem Manu Ginobili e Luis Scola?

Será que a CBB não consegue ver isso? Será que a CBB não consegue dimensionar o fato?

Lamentável.

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