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domingo, 5 de fevereiro de 2012 NBA | 12:47

NOVAMENTE SOBERBO, VAREJÃO É DESTAQUE DO CAVS NA VITÓRIA DIANTE DO MAVS

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Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas para muitos de nós, brasileiros, que torcemos por nossos representantes, está dando gosto de ver o Cavs jogar. Ontem, hospedando o atual campeão da NBA, o time do brasileiro Anderson Varejão venceu por 91-88 com um final espetacular.

Kyrie Irving (foto AP), draft número 1 desta temporada, foi decisivo nos segundos finais com duas bandejas que nocautearam as pretensões dos texanos. E Jason Terry, que esteve infalível nas finais do ano passado diante do Miami, mostrou-se débil nos momentos decisivos e não conseguiu impulsionar, ao lado de seu companheiro, o alemão Dirk Nowitzki, seu Mavs à vitória.

Anderson Varejão esteve soberbo. Anotou 17 pontos e pegou 17 rebotes. Nos últimos quatro jogos, o capixaba pegou 61 rebotes, o que dá uma média de 15,3 por partida, desempenho este que o colocaria em primeiro lugar entre os reboteiros do campeonato, uma vez que Dwight Howard, o líder neste fundamento, tem 15,1 por partida.

Varejão, no entanto, tem mesmo 11,9 ressaltos de média nesta temporada, posicionando-se em quarto lugar. Mas quando o assunto são os rebotes ofensivos (ontem ele pegou sete), Andy, como é carinhosamente chamado em Cleveland, é o número 1, com média de 4,6.

Uma pena que o Cleveland não é um time competitivo a ponto de brigar pelo título, mas que eu virei fã de carteirinha do time, isso virei. Quando olho pro “schedule” da NBA e vejo uma peleja do Cavs agendada, é lá que eu deposito meu olhar que torna-se contemplativo quando a bola está nas mãos de Kyrie Irving e Anderson Varejão.

CLASSIFICAÇÃO

O Cleveland ainda está fora do G8 do Leste. É o nono colocado, com uma campanha de 9-13 (40,9%). O oitavo colocado é o Milwaukee Bucks, com 10-13 (43,5%).

Para sorte do Cavs, o Bucks, mesmo jogando em casa, foi triturado pelo Chicago Bulls em seu Bradley Center: 113-90.

INVASÃO

Eu tinha 19 anos quando a fiel torcida corintiana invadiu o Maracanã na semifinal do Campeonato Brasileiro de 1976 e viu o Corinthians eliminar o favorito Fluminense nos pênaltis.

A invasão corintiana ao então maior estádio do mundo foi algo emocionante. Os que lá estiveram contam que 60% do Maracanã estava vestido em preto e branco. Inesquecível.

A Rede Globo, que já dominava o país na preferência dos telespectadores, mostrava flashs a cada 15 minutos exibindo a caravana corintiana que tomou conta da Via Dutra, transformando-a em uma avenida ligando São Paulo ao Rio de Janeiro.

Conto isso porque ontem, em Milwaukee, deu-se o mesmo: creio que a torcida do Bulls era maior que a do Bucks na mesma proporção: 60-40.

Maior e barulhenta.

A cada cesta do Chicago o Bradley Center parecia que iria vir a baixo por conta da vibração dos torcedores tricolores. E quando Derrick Rose pegava a bola, não importa se batendo lance livre ou não, os torcedores gritavam: “MVP, MVP, MVP”.

Chicago fica a 120 quilômetros de Milwaukee. De carro, confortavelmente, apreciando o Lago Michigan a seu lado direito, gasta-se uma hora e meia, no máximo.

Isso facilitou a ida de alguns torcedores da Cidade dos Ventos até o município vizinho. Mas muitos dos torcedores que estiveram no Bradley Center eram mesmo moradores de Wisconsin e que torcem para o Bulls.

Quanto ao jogo, o placar não retrata o que de fato ocorreu. Os 23 pontos poderiam ter batido nos 30, 35 que não seria exagero algum.

D-Rose novamente foi a estrela da contenda: 26 pontos, 13 assistências e sete rebotes. Tudo isso em 35:03 minutos. Ou seja: o atual MVP da NBA ficou um quarto todo no banco de reservas. Se tivesse acrescido mais uns cinco, seis minutos a seu jogo, quem sabe pudesse ter obtido um “triple-double”.

TUNDA

Por falar em massacre, o Denver foi a Portland e foi arrasado pelo Trail Blazers: 117-97. As bolas de três e LaMarcus Aldridge acabaram com o time do Colorado.

Foram nada menos do que 15 bolas certeiras em 33 arremessadas, o que deu um aproveitamento de 45,5%. Nicolas Batum estava com a macaca, como se costuma dizer quando alguém faz algo fora do convencional. O francês acertou cravou 9-15 (60,0%). Inacreditável!

Quanto a LaMarcus, 26 foram seus pontos totais, que se somados aos nove rebotes obtidos e as cinco assistências distribuídas o transformam no melhor jogador em quadra.

O Denver foi uma pálida amostra do time competitivo que vem sendo nesta temporada. Nenê Hilário, infelizmente, jogou mal pra burro: quatro pontos e dois rebotes. Foi completamente engolido por Aldridge. Em palavras populares, o paulista de São Carlos não viu a cor da bola.

SOVA

Ainda no campo das surras, o San Antonio recebeu o líder da NBA, o Oklahoma City e não tomou conhecimento: 107-96. Kevin Durant, um dos expoentes da NBA na atualidade, foi muito bem marcado pela zaga texana: 22 pontos (9-19, 47,4%).

O nome do jogo foi Tony Parker. O armador francês cravou 42 pontos, sua melhor marca na temporada. Fez 16 e seus 29 arremessos, o que deu um excelente aproveitamento de 55,2%. Desempenho, diga-se, de pivô, aqueles pirulões que por jogarem perto da cesta e serem imensos aproveitam-se disso para mais acertar do que errar.

Tiago Splitter? Cinco pontos e cinco rebotes. Um tanto tímido, eu diria.

ASG

Ontem, durante a transmissão da partida entre Cleveland e Dallas, Austin Carr, comentarista da tevê do Cavs, disse acreditar que Roy Hibbert seja o pivô escolhido para ir ao “All-Star Game” do dia 26 próximo, em Orlando.

Seus números (13,7 pontos e 9,7 rebotes) não diferem muito dos números de Anderson Varejão, que também pleiteia uma vaga no jogo das estrelas. O que penderá a favor de Hibbert, segundo Carr, é o desempenho do Indiana no campeonato.

Mesmo com a derrota de ontem diante do Orlando (85-81), em casa, o Pacers coloca-se em quarto lugar no Leste (16-7, 69,6%), mesma posição no geral da NBA.

Enquanto isso, como vimos, o Cavs está em nono lugar na conferência e em 20º no geral.

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sábado, 4 de fevereiro de 2012 NBA | 15:39

LAKERS JOGA COMO UM TIME E NÃO COMO TIME DE UM JOGADOR SÓ E VENCE O DENVER NO COLORADO

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O Lakers conseguiu ontem à noite sua terceira vitória fora de casa nesta temporada. Três vitórias em dez jogos disputados; muito pouco para um time como o Lakers, convenhamos.

E conseguiu vencer o Denver no Colorado por 93-89 porque jogou como um time e não como um time de um jogador apenas. Kobe Bryant não precisou fazer 40 ou mais pontos. Ele contribuiu com apenas 20, mas entregou nove passes corretos que se converteram em cestas. Andrew Bynum anotou 22 pontos e capturou dez rebotes. E Pau Gasol fez 13 pontos e coletou 17 ressaltos.

Ou seja: seus três principais jogadores tiveram um comportamento semelhante. Se continuar assim, o Lakers reverte esse marcador, atualmente em desvantagem (3-7) e passará a trabalhar no positivo brevemente.

Mas para que isso ocorra o time precisa continuar jogando como um time e não como um time de um jogador apenas.

DESASTRE

Danilo Gallinari, que tem jogado o fino da bola nesta temporada, negou fogo na derrota diante do Lakers. Anotou apenas seis pontos, acertou só um de seus nove arremessos, uma bola de três das seis que disparou contra o aro adversário.

Um desastre.

Em compensação, Al Harrington voltou a jogar bem: 24 pontos vindos do banco, em 36:52 minutos em quadra.

Al não é titular se você levar em consideração que ele não é anunciado pelo locutor do ginásio. Mas se você é daqueles, como eu, que se liga nos minutos jogados e nos momentos em que o jogador está em quadra, você conclui, como eu, que Al Harrington é titular como ala-pivô fazendo par com Nenê Hilário, com o russo Timofey Mozgov sendo um reserva que apenas tem o gostinho de ouvir seu nome anunciado pelo locutor do ginásio.

Nenê? Nada de especial: 12 pontos e seis rebotes, nenhum ofensivo. O jogo de sempre.

OPOSTO

Seguimos falando de basquete; não se engane com o título e vá pensar que o assunto agora é voleibol. É basquetebol mesmo.

Falei em oposto porque Anderson Varejão teve um desempenho bem diferente de Nenê.

Assim como Nenê, Varejão saiu derrotado de quadra. Seu Cleveland, jogando em Orlando, perdeu para o Magic por 102-94. Mas o capixaba foi um gigante diante de outro gigante, Dwight Howard.

Não é fácil enfrentar D12 — Nenê que o diga. Varejão encarou a fera, fora de casa e saiu-se muito bem: 12 pontos e 15 rebotes, sendo três deles ofensivos.

Ok, eu vi, já escutei você, que não gosta do Varejão e diz que não é Pacheco, eu vi que o Varejão tomou toco de D12, isso e aquilo. Mas eu não estou comparando o brasileiro com o norte-americano. Não sou louco, sei que Dwight é mais jogador que Anderson.

O que quero dizer é que Varejão não afinou. Fez novamente seu papel com dignidade e categoria.

Com isso, continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato, em um universo com algo em torno de 120 jogadores. Tem 11,6 ressaltos por partida. E quando o assunto são os rebotes ofensivos, tem média de 4,6 por partida e posiciona-se espetacularmente no primeiro lugar.

PALMAS

Por falar em espetacular, Leandrinho Barbosa, depois de dois jogos apagados, voltou a jogar bem. Foram 19 pontos na vitória do seu Toronto diante do Washington por 106-89.

Esses 19 pontos garantiram-lhe o privilégio de ser o cestinha do time. Mesmo tendo errado seus três arremessos triplos, coisa que ele não costuma fazer.

PUXA!

O Indiana foi a Dallas e venceu o Mavs por 98-87. Eu não vi o jogo, mas, mesmo na pindaíba em que se encontra o atual campeão da NBA, vencer o campeão e na casa dele é algo para se tirar o chapéu.

Olho o “box score” e vejo que Paul George fez 30 pontos e foi o cestinha do jogo ao lado de Dirk Nowitzki.

Alguém tem algo pra contar sobre a contenda? Ricardo Camilo está por aí?

ARTILHEIRO

Por falar em pontuação alta, Kevin Durant marcou 36 na vitória de seu Oklahoma City diante do Memphis por 101-94.

KD foi o cestinha da NBA nos dois últimos campeonatos. Atualmente está em terceiro lugar, com média de 27,0 pontos, atrás de Kobe Bryant (29,5), o líder, e LeBron James (29,2), o vice-líder.

Querem apostar que Durant acabará como cestinha desta temporada também?

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 NBA | 21:13

PHIL JACKSON ESCREVE SUAS MEMÓRIAS E VAI DIZER QUEM FOI MAIOR: MICHAEL JORDAN OU KOBE BRYANT?

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Phil Jackson começou a escrever suas memórias. O livro tem até nome: “Eleven Rings”; onze anéis.

Esta foi a quantidade de títulos que o maior treinador na história da NBA conseguiu. Meia dúzia deles com o Chicago Bulls de Michael Jordan, onde nunca perdeu uma decisão, e cinco com o Los Angeles Lakers de Shaquille O’Neal e Kobe Bryant, onde foi batido duas vezes na final.

O livro será editado pela Penguin Press e seu lançamento está previsto para daqui um ano. Phil (foto) terá um longo tempo pela frente para recuperar tudo o que ele fez ao longo de seus 20 anos na NBA, nove deles à frente do Chicago e os 11 restantes comandando o Lakers.

O que todos aguardam é pela palavra do aposentado treinador sobre Michael Jordan e Kobe Bryant. Quem é melhor?

Os mais novos, aqueles que não viram MJ jogar, creem que Kobe pode ser comparado ao ex-camisa 23 do Bulls e dizem que se o camisa 24 do Lakers ganhar mais dois anéis torna-se o maior de todos os tempos.

O pessoal da velha guarda como eu, que viu Jordan em ação, concorda que Kobe foi melhor que MJ, mas apenas ao MJ do Washington Wizards e não aquele do Chicago Bulls. O pessoal da velha guarda como eu, acha que é uma heresia alguém ser comparado a Michael Jordan.

Ano passado, mais ou menos nesta época, em entrevista ao jornalista T.J. Simers, do jornal “Los Angeles Times”, P-Jax disse: “Stop comparing anyone to Michael Jordan.  It’s just not fair.  He was remarkable”.

Se alguém precisa de tradutor, lá vai: “Parem de comparar quem quer que seja a Michael Jordan. Isso não é justo. Ele foi incomparável”.

Foi Phil Jackson quem disse isso. Foi o homem que dirigiu os dois jogadores quem disse isso.

Portanto, a menos que um fato novo venha ocorrer ou haja algo que nós não sabemos, este capítulo das memórias de P-Jax já é do conhecimento de todos.

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Sem categoria | 13:56

NBA DIVULGA SELEÇÕES DO LESTE E DO OESTE QUE PARTICIPAM DO ‘ALL-STAR GAME’

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A NBA anunciou na noite de ontem os dois quintetos escolhidos pelos torcedores para o desafio entre o Leste e o Oeste no “All-Star Game” do dia 26 de fevereiro próximo, em Orlando.

No lado Leste, o Miami cedeu dois jogadores; no Oeste, a cidade de Los Angeles foi a base do quinteto.

Os dois times são os seguintes:

LESTE
Derrick Rose (Chicago Bulls)
Dwyane Wade (Miami Heat)
LeBron James (Miami Heat)
Carmelo Anthony (New York Knicks)
Dwight Howard (Orlando Magic)

OESTE
Chris Paul (LA Clippers)
Kobe Bryant (LA Lakers)
Kevin Durant (Oklahoma City Thunder)
Blake Griffin (LA Clippers)
Andrew Bynum (LA Lakers)

O jogador que mais votos recebeu foi o pivô Dwight Howard (foto Getty Images), do time da casa, que foi escolhido por nada menos do que 1.600.390 fãs, numa clara demonstração de afeto por parte deles. Orlando respira e transpira o ASG. Grande parte dos votos partiu da cidade do Mickey Mouse.

Em segundo lugar apareceu Kobe Bryant: 1.555.479 votos. O ala do Lakers ainda goza de grande prestígio entre os torcedores norte-americanos, embora a mídia local faça uma campanha descarada para colocar LeBron James como o número 1 da NBA.

Por falar no ala do Miami, LBJ foi votado por 1.360.680 fãs, ficando atrás não apenas de D12, mas também do armador Derrick Rose, que contou com o carinho de 1.514.723 torcedores. Dwyane Wade recebeu 1.334.223 votos. Carmelo Anthony completa o quinteto. O ala nova-iorquino é um clássico intruso nesta seleção, mas como são os fãs quem escolhem os titulares das duas seleções, não há o que se fazer: ele acumulou 1.041.290 votos.

No Oeste, depois de Kobe, o jogador mais popular foi Kevin Durant: 1.345.566 votos. Depois vieram: Chris Paul, 1.138.743; Andrew Bynum, 1.051.945; e Blake Griffin, 876.451.

Somando-se os votos, o quinteto do Leste recebeu 6.851.306 indicações, enquanto que os titulares do Oeste ficaram com 5.968.184. O que isso quer dizer? Quer dizer que os jogadores do Leste são mais populares.

O ranking geral ficou assim:

1) Dwight Howard: 1.600.390
2) Kobe Bryant: 1.555.479
3) Derrick Rose: 1.514.723
4) LeBron James: 1.360.680
5) Kevin Durant: 1.345.566
6) Dwyane Wade: 1.334.223
7) Chris Paul: 1.138.743
8) Andrew Bynum: 1.051.945
9) Carmelo Anthony: 1.041.290
10) Blake Griffin: 876.451

Ou seja: se formos levar em conta a preferência dos torcedores, o time titular dos EUA para os Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo, seria:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

Acho que seria o meu preferido também, pois LBJ e KD podem perfeitamente se revezar como ala de força, sem contar que um jogar da posição pode vir do banco para ajudar quando preciso.

Mas não é isso o que a gente discute. O que discutimos é a seleção do ASG.

Respeitando os votos dos torcedores, meus dois quintetos, levando-se em consideração bola, apenas bola, seriam:

LESTE
Derrick Rose
Dwyane Wade
Luol Deng
LeBron James
Dwight Howard

Coloco Luol, pois o sudanês naturalizado britânico encontra-se no melhor momento de sua carreira. Está lesionado no pulso no momento e se ausentou nos últimos cinco jogos do Bulls, deixando bem claro que o time sem ele perde muito de sua força.

OESTE
Chris Paul
Kobe Bryant
Danilo Galinari
Kevin Durant
Andrew Bynum

Coloco Gallinari no quinteto, pois o ala italiano do Denver vem fazendo uma grande temporada, transformando-se no melhor jogador do time do Colorado, atualmente o segundo colocado na Conferência Oeste.

RESERVAS

A NBA informa que os reservas de cada time serão anunciados no dia 9 de fevereiro próximo, quinta-feira da semana que vem. Serão anunciados no intervalo da partida entre Boston e Lakers.

Eles serão escolhidos pelos treinadores de suas conferências, lembrando que os técnicos não podem votar em atletas de seus times.

Serão indicados dois armadores, dois alas, um pivô, além de dois jogadores independente de posição.

TREINADORES

Os dois técnicos serão aqueles com melhor campanha em suas respectivas conferências. Se fosse neste momento, seriam Tom Thibodeau (Chicago Bulls) no Leste e Scott Brooks (Oklahoma City Thunder) no Oeste.

Mas a NBA vai levar em consideração a classificação quando a rodada do dia 15 de fevereiro se encerrar.

SOLITÁRIO

Nenê Hilário foi o único dos quatro brasileiros a receber votação expressiva de modo a aparecer entre os mais votados. O paulista de São Carlos foi o preferido entre 207.102 torcedores.

RODADA

O grande jogo da noite de ontem ocorreu em Nova York, onde a equipe da casa voltou a perder, desta vez para o desfalcado Chicago Bulls: 105-102.

O Knicks é um arremedo de time de basquete. Tem um técnico de capacidade discutível e um jogador fominha, que coloca tudo a perder, pois conjuga os verbos na primeira pessoa do singular ao invés de conjugá-los na primeira do plural.

Mike D’Antoni desperta no torcedor a mesma ira e o mesmo desprezo que Isiah Thomas provocou num passado recente. Quando o NYK perde, os torcedores gritam das poltronas do Garden: Fora D’Antoni!

Carmelo Anthony é um atleta que deveria ter optado pelo tênis e não pelo basquete. Recentemente, Amar’e Stoudemire veio a público reclamar do antolho usado por Melo; e com razão.

Amar’e fez 34 pontos diante do Bulls, mas foram insuficientes para levar o time à vitória. Derrick Rose (foto Reuters) anotou dois a menos, mas contou com um time mais solidário, que mesmo desfalcado de duas importantes peças (Luol Deng e Rip Hamilton) sabe o que significa basquete em equipe.

O NYK tem uma campanha de 8-14. Em casa, 4-7. Na estrada, idem. Dos últimos 12 confrontos, venceu apenas dois.

É o décimo colocado do Leste, com um percentual de aproveitamento de ridículos 36,4%. Sonha com uma vaga nos playoffs porque esta conferência é mais frágil se comparada com a outra.

Estivesse o NYK no Oeste e ocuparia atualmente a 14ª posição.

FACE-TO-FACE

Por falar em comparações, até a rodada de ontem o duelo entre as duas conferências mostra o seguinte: 59 vitórias do Oeste contra 40 do Leste.

Mas ao olharmos a classificação geral do campeonato, temos o Oklahoma City em primeiro, mas os cinco seguintes são do Leste: Chicago, Miami, Philadelphia, Indiana e Atlanta.

O que isso quer dizer? Quer dizer que esses times, por fazerem parte do Leste, enfrentam equipes débeis e dificilmente perdem. No Oeste, como o equilíbrio é maior, a gente vê um perde e ganha, que acaba por interferir muito mais no recorde das equipes.

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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 NBA | 17:39

COM AUSÊNCIAS, CHICAGO CAI DE PRODUÇÃO E PREOCUPA

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Os números não dizem o que foi o jogo. A vitória do Philadelphia sobre o Chicago por 98-82 por 16 pontos de vantagem poderia ter sido muito maior. Chegou a 20, e se batesse na casa dos 30 não seria exagero nenhum.

O Chicago foi um arremedo de time de basquete. E o Philadelphia aproveitou-se da debilidade do Bulls e com seu bom time aplicou uma sova nos atuais líderes da conferência.

É bom dizer que o time da cidade dos ventos jogou sem dois importantes jogadores: Luol Deng e Rip Hamilton. Isso faz uma grande diferença, pois ambos são o desafogo a Derrick Rose.

Luol não joga há cinco partidas, é certo, mas mesmo assim o time não se acostumou a isso. O sudanês tem sido o melhor companheiro pra Derrick Rose nesta temporada. Não o foi ontem, pois do banco não saiu.

E o resultado é que o armador do Chicago, solitário, teve seu volume de jogo diminuído, especialmente porque enfrentou o time que tem a melhor defesa do campeonato. Fez 8-17 (47,1%) nos arremessos.

A defesa do Philadelphia não causou impacto apenas no jogo de D-Rose. O Chicago, como um todo, foi vítima dela.

O time cometeu 17 erros na partida. Pior: 29 pontos saíram desses equívocos. Mas não foi só isso: o Sixers teve mais rebotes (43-37), mais segunda chance de pontos, mais pontos no garrafão (46-28), mais pontos de contra-ataque (21-4) e mais pontos vindos do banco (50-38).

Foi um massacre.

E não foi a primeira vez nesta temporada que o Chicago se curva humilde e humilhantemente a um adversário. Já havia perdido desta maneira para o Memphis (102-86).

O Chicago preocupa: dos últimos cinco jogos, perdeu três. É a pior sequência desde que a temporada começou. A defesa, um dos pilares da equipe e do trabalho de Tom Thibodeau, está frágil.

Thibs é um excelente treinador de defesas, ninguém discute isso. É competente quando o assunto é ataque — isso também ninguém discute. Mas a pergunta que fica é: seria ele competente para montar elencos? Garry Forman, gerente geral do Chicago, quando pensa em contratações, fala com Thibs ou faz como a maioria: contrata e ponto final?

Transportando para o futebol: Muricy Ramalho, treinador do Santos, é um técnico que sabe montar times a partir de elencos definidos. Mas quando tem que escolher e indicar jogadores, é uma tragédia.

Pergunto: será que Thibs é como Muricy?

Pergunto porque ele crê piamente que esse time, completo, tem condições de ganhar a conferência e ser campeão. Eu tenho dúvidas. Acho que o Chicago não passa pelo Miami, pois, sozinho, D-Rose não vai novamente suportar a pressão e a responsabilidade. Haverá um rodízio na marcação e quando o último quarto chegar, LeBron James gruda nele e pronto: assunto resolvido.

Dwight Howard está aí, no mercado. Já se insinuou ao Bulls, mas ninguém diz nada.

Não diz por que Thibs não quer?

Esta é uma pergunta que eu gostaria de ter resposta.

QUIETO

O Philadelphia está com uma campanha que surpreende. É o vice-líder do Leste, atrás apenas do próprio Chicago.

Tem 16-6 no geral; em casa, 12-2. Não é fácil enfrentá-lo dentro de seu Wells Fargo Center.

Esta vitória diante do Chicago, no entanto, é a mais expressiva em seu cartel de 22 confrontos. As demais não têm tanta expressão assim, pois o triunfo diante do Orlando foi diante de um Orlando débil. Dobrar o Indiana, em casa, pode ser considerado um bom resultado? Acho que não.

De resto, foram vitórias diante de equipes como Washington (três vezes), Detroit (duas vezes) e New Orleans, Toronto, Sacramento, Golden State, Charlotte; enfim, nada tão expressivo assim.

Mas o fato é que o time está ganhando e vitórias ajudam a melhorar o cartel e colocar, por exemplo, o time em segundo lugar na conferência.

A equipe apoia-se no trabalho do experiente técnico Doug Collins e principalmente em Andre Iguodala (foto). Andre, ontem, diante do Bulls, fez 19 pontos, nove rebotes, quatro assistências e dois desarmes.

O time é interessante, mas acho que para diante de Miami e/ou Chicago; e acho que até diante do Boston. Dá pra cravar isso com certeza? Claro que não, pois, como sempre digo, depois que o Dallas foi campeão no ano passado, qualquer coisa pode acontecer.

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NBA | 11:45

EM TORNEIO ESCONDIDO, PINHEIROS BATE FLAMENGO PELA LIGA SUL-AMERICANA

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Começou ontem, em Buenos Aires, o hexagonal final da Liga Sul-Americana de basquete masculino. E logo de cara um clássico brasileiro: Flamengo x Pinheiros.

O time da capital paulista voltou a levar melhor, como havia ocorrido no último sábado, em contenda válida pelo NBB. Desta vez, em solo argentino, os pinheirenses bateram os flamenguistas por 74-59.

Um massacre; menos pelos 15 pontos em si, mas em se tratando de equipes tão semelhantes, 15 pontos significam uma grande matança. No sábado passado, por exemplo, em solo paulistano, o resultado final foi 91-88 para o Pinheiros, com cesta do americano Shamell Stallworth na buzinada final da partida.

Leio na internet que o jogo quase não ocorreu. Teve atraso de uma hora. E sabem por quê? Por conta de goteiras na quadra do ginásio do Obras Sanitárias, palco do evento.

Lá, como cá, a lesma lerda de sempre. Lá, como cá, país de terceiro mundo, sem infraestrutura alguma, a provocar constrangimentos em todos.

Mas vamos falar da bola colorida, que, aliás, é horrorosa. Sabem, eu não sei por que não se volta a usar a bola todinha laranja, como era no passado e é usada na NBA e no “college” norte-americano.

Abro um parêntese aqui para contar a vocês que ontem eu mandei um tuíter para o meu amigo João Francisco Rossi, diretor de esportes do Pinheiros, homem influente dentro da estrutura da Liga Nacional de Basquete e do basquete brasileiro como um todo. Disse a ele: Rossi, por que vocês não voltam a jogar com a bola todinha laranja? Essa, colorida, parece bola de foca, é esquisita, é feia, é estranha. Consequentemente, enfeia o jogo. Embalagem, um dos grandes segredos da NBA. E sabem o que ele respondeu? Nada — pelo menos por enquanto.

Fecho o parêntese para tentar falar de um jogo que eu não vi, pois não passou em nenhuma tevê e eu moro na Grande São Paulo e não em Buenos Aires. O que posso dizer? Ora, nada; o que posso fazer é pinçar uma declaração aqui, outra ali, de personagens da partida para tentar contar a vocês o que ocorreu ontem na capital argentina.

Vou buscar auxílio no site do Pinheiros. Não há foto da contenda, mas há um relato. “Box score”? Nem pensar. Coisa simples, concordam? Colocar o “box score” é simples, basta querer. Bem, mas entre outras coisas importantes, descubro que o ala-pivô Olivinha Nascimento foi o destaque do tricolor do Jardim Europa com 12 pontos e dez rebotes; um “double-double”.

“Jogar contra o Flamengo é sempre muito complicado, eles têm uma excelente equipe, mas conseguimos impor o nosso jogo hoje”, disse Olivinha ao site do Pinheiros. “A nossa defesa foi muito bem e o time todo está de parabéns (clichê do futebol usado no basquete). A vitória foi importante, pois é uma competição curta, mas agora precisamos pensar no Atenas. Vamos buscar a vitória para não depender de outros resultados”.

Leio em seguida que o confronto contra o Atenas será esta noite, às 23h. E que a partida será exibida pelo SporTV 2. Ótimo. Uma vitória coloca o Pinheiros nas semifinais da Liga, que serão disputadas neste sábado.

E como serão as semifinais? Os dois primeiros colocados deste grupo cruzam com o duo do outro grupo. Primeiros contra segundos. Os dois vencedores farão a final no domingo.

No outro grupo estão Brasília, Obras Sanitarias e Malvin, este do Uruguai. Só pra informar: o Brasília estreia na competição nesta quinta, às 20h30, diante do Malvin. Sem televisão para o Brasil.

Voltamos ao jogo de ontem…

Vou agora ao site do Flamengo. Lá também há um relato sobre o jogo contra o Pinheiros. “Box score”? Esquece. Foto? Uma velha, que não sei de que jogo é.

Leio que Marcelinho Machado foi o cestinha do jogo com 16 pontos, que Caio Torres anotou 14 e o norte-americano David Jackson uma dezena.

Sou informado que o Flamengo folga na rodada desta quinta, mas que amanhã, sexta-feira, o time entra em quadra para enfrentar o Atenas da Argentina, às 20h30.

Depois do pequeno relato da contagem da partida, como ocorreu no site do Pinheiros, no final há uma declaração do técnico Gonzalo Garcia. Disse ele: “”Foi nossa pior partida na temporada. Cometemos muitos erros e não ameaçamos o Pinheiros em nenhum momento”. Por que isso ocorreu, ele não disse.

Bem, é isso. Despeço-me por aqui. Gostaria de contar muito mais a vocês. Infelizmente, não tenho muito mais pra falar. E nem fotos pra postar e ilustrar esse texto que eu espero ter sido do agrado de vocês.

Até mais tarde.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 NBA | 01:05

ANDERSON VAREJÃO ANOTA 20 PONTOS, PEGA 20 REBOTES E FAZ HISTÓRIA NA NBA

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Anderson Varejão acabou de fazer história na NBA. Tornou-se o primeiro jogador brasileiro a estabelecer um 20-20 na liga. Na derrota de seu Cleveland Cavaliers por apenas três pontinhos diante do Boston Celtics (93-90), Varejão anotou 20 pontos e pegou 20 rebotes.

Foi a primeira vez, desde Carlos Boozer (atualmente jogando no Chicago Bulls), em 30 de março de 2004, que um jogador do Cavs faz um 20-20 em uma partida. Na ocasião, Boozer anotou 23 pontos e pegou 20 rebotes em uma partida contra o Dallas Mavericks. Foi a 19ª vez nos 42 anos de história da franquia que um jogador atinge tal marca.

E mais: o blog Bola Presa informa que na temporada passada inteira, considerando-se os jogos da fase de classificação e os playoffs, em apenas 11 jogadores fizeram o mesmo.

Foi também seu décimo “double-double” (dois dígitos em dois fundamentos) no campeonato em 20 partidas disputadas até o momento. Com isso, Varejão atingiu pela primeira vez na temporada um “double-double” de média: 10,4 pontos e 11,5 rebotes.

Seus 11,5 rebotes por partida, o tornam o quarto melhor reboteiro do campeonato. Como cada um dos 30 times tem dois ou mais pivôs, o brasileiro é o quarto melhor reboteiro em um universo de no mínimo 60 jogadores da posição. Se considerarmos os alas-pivôs também, ele é o quarto melhor reboteiro em um universo de no mínimo 120 jogadores.

E mais: desses 20 rebotes diante do Boston, dez deles foram no ataque, o que impressiona ainda mais, pois Varejão enfrentou um time com dois experientes pirulões no pivô: Kevin Garnett e Jermaine O’Neal.

Desmembrando a façanha de Varejão, com os dez rebotes ofensivos, Varejão totalizou 93 no campeonato. Isso dá uma média de 4,65 por jogo, que o coloca em primeiro lugar neste fundamento, repito, em um universo de no mínimo 120 jogadores que atuam na melhor liga de basquete do planeta.

Durante a partida, o comentarista da NBA TV, o ex-jogador Austin Carr, disse ter conversado com Byron Scott, o treinador do Cavs, sobre Varejão. Scott, que fez parte do “Showtime” do Lakers da época de Magic Johnson, disse estar encantado com o desempenho do capixaba.

“Varejão é um jogador que você coloca em qualquer equipe da NBA e ele causa impacto imediato”, disse Scott a Carr. “Não é preciso fazê-lo entender o sistema de jogo, seus companheiros e nem rodeá-lo de jogadores para fazerem seu jogo melhorar. Ele não precisa de nada disso”.

Varejão corre por fora na briga por uma vaga no time da Conferência Leste que vai participar do “All-Star Game”, em 26 de fevereiro próximo na cidade de Orlando, na Flórida. Se isso ocorrer, Andy, como ele é chamado nos EUA, estará estabelecendo outro recorde, pois jamais um brasileiro participou do jogo das estrelas.

REPERCUSSÃO

“Na minha opinião, Varejão é mesmo um ‘all-star’. Acho que deveriam reservar um lugar (na seleção do Leste do ‘All-Star Game’) para um curinga, porque ele faz o seu papel perfeitamente. Teve 20 pontos e eu garanto que nenhuma jogada foi feita pra ele. Ele teve 20 rebotes, mas também manteve uns 20 a mais vivos” — Doc Rivers, técnico do Boston Celtics.

“Varejão é um pé-no-saco com seus rebotes ofensivos, pela maneira com que ele pontua e como ele mantém viva a bola (nos rebotes). Ele é provavelmente um dos jogadores mais subestimados da liga” — Paul Pierce, ala do Boston Celtics.

“Algumas pessoas não percebem o quão talentoso Varejão é. Ele é um grande pivô para nós e um dos melhores da NBA. Lidera a liga nos rebotes ofensivos e isso mostra quanta energia ele traz (para o jogo). Ele traz uma atitude diferente. Quando estamos para baixo, ele é o primeiro a bater palmas; quando estamos pra cima, ele nos alerta para mantermos a concentração. Eu sinto que ele é um pouco subestimado em nosso campeonato” — Kyrie Irving, armador e companheiro de Varejão no Cleveland.

“Foi muito bom ter um desempenho desses, mas o fato é que a gente não conseguiu vencer em casa. Nós temos que vencer mais jogos em casa. Esta foi uma dura derrota” — Varejão, minimizando seu feito individual, colocando a equipe em primeiro lugar.

“Eu tenho que confessar uma coisa: depois de passar cinco anos cobrindo jogos da NHL (liga de hóquei), de Vancouver a Estocolmo, eu me esqueci o quanto Varejão é bom e o quanto ele é valoroso para o Cavaliers” — Tom Reed, repórter do jornal “Plain Dealer”, o principal de Cleveland.

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terça-feira, 31 de janeiro de 2012 NBA | 11:32

D12 SONHA COM O CHICAGO DE D-ROSE, UM MENINO ATRÁS DO AMADURECIMENTO

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Em entrevista ao jornal “Chicago Tribune”, Dwight Howard disse ontem que gostaria de jogar ao lado de Derrick Rose no Bulls. “Quem não gostaria?”.

E mais: lembrou que os dois são grandes amigos por conta de serem contratados da Adidas, fato que os aproximou ainda mais..

Em repercussão à notícia, comentou-se que a empresa de material esportivo não gostaria de vê-los na mesma equipe. Isso porque ambos concentrariam suas forças em apenas um mercado.

A Adidas, por exemplo, não se incomodaria se Howard (foto AP) fosse para Los Angeles jogar no Lakers. Aliás, até gostaria, pois Kobe Bryant, garoto da Nike, ontem foi garoto da empresa alemã. Seria um contragolpe e tanto na Nike, que “roubou” seu garoto-propaganda.

Aliás, aqui cabe a abertura de um parêntese. Muitos dizem que Kobe deixou de usar a camisa 8 e passou para a 24 por imposição da Nike, que queria “encalhar” o restante da produção da Adidas. Kobe teria escolhido o número 24 porque vem logo a seguir do 23, e ele queria deixar bem claro para os fãs que depois de Michael Jordan o rei é ele.

Fechado o parêntese e prosseguindo com nossa agradável conversa, D12 disse que essa história da Adidas não querê-los no mesmo time não procede e mais: afirmou que a empresa, ao contrário, gostaria de vê-los juntos, pois isso poderia alavancar ainda mais as vendas.

D12 está atirando para todos os lados. O fato é que ele não quer mesmo ficar no Orlando. Uma pena, pois se ele sair de lá, a franquia vai mergulhar novamente em depressão.

Otis Smith, o gerente geral do Magic, precisa fazer alguma coisa. E o mais próximo a fazer seria demitir Stan Van Gundy. Não dá mais com ele, é bananeira que já deu cacho.

Seria muito legal se o Orlando contratasse Jerry Sloan, um técnico que dispensa comentários.

Ou então, seria muito legal se o Orlando desse uma tacada e tanto e convencesse Phil Jackson a deixar a aposentadoria de lado e voltasse a comandar o time na próxima temporada.

P-Jax gosta de ter um “franchise player”. E D12 é esse cara — mas está num desânimo só.

NA MESMA

Por falar em Orlando, o time voltou a perder. Ontem foi na Filadélfia. Apanhou do Sixers por 74-69, o que significou a quarta derrota consecutiva; dos últimos oito jogos, perdeu seis.

O ataque voltou a dar sinais de debilidade: apenas 69 pontos. Das 12 primeiras partidas, em oito delas o Magic ultrapassou a contagem centenária. Tinha uma campanha de 9-3.

De lá pra cá, em nove contendas, em apenas uma delas chegou aos cem pontos. Nos últimos três confrontos, soma média de apenas 74,7 pontos por partida.

Ontem, J.J. Reddick, um dos que têm a mão quente no Orlando, fez 3-13 (23.1%). Errou todos os seus dez arremessos dentro da linha dos três.

Van Gundy acha que o problema do time é que ele não está fazendo o “pick’n’roll”… Inacreditável, não é mesmo? O problema do Orlando não é apenas a falta de “pick’n’roll”; o problema do Orlando é muito maior do que isso: é a falta de imaginação ofensiva do time de um modo geral.

Os jogadores movimentam mal e porcamente a bola, estão com a mão descalibrada (ontem foi 26-78, 33,3%) e não há agressividade.

Há que se dar um choque nesse time. E o melhor a fazer, repito, seria demitir Stan Van Gundy.

ANIMAL!

Vocês viram a enterrada que Blake Griffin deu em cima de Kendrick Perkins na vitória do Clippers sobre o Thunder por 112-100? Não viu? Bem, se você viu, vale a pena ver de novo (ops!); se não viu, veja:

Até o momento, a enterrada da temporada. Logo depois, Griffin recebeu uma bola de Chris Paul, se não estou enganado, e subiu para a enterrada. O desenho da jogada era o mesmo, mas o “bobo da corte” seria Kevin Durant. KD, que não tem vocação para “bobo da corte”, chispou!

Muitos se perguntam no momento quem é melhor: Blake Griffin ou Kevin Love?

São estilos diferentes.

Griffin tem 21,1 pontos e 11,1 rebotes por jogo. Love acumula 25,5 tentos e 13,5 ressaltos.

Quem é mais eficiente?

Os números não são tão díspares assim, mas é evidente que Love produz mais. Mas Griffin é espetáculo.

Se você ganhasse um tíquete para um jogo da NBA e tivesse que escolher, você escolheria ver uma partida do Clippers com Griffin ou do Minnesota com Love?

DESAFIO

Derrick Rose comandou novamente o Chicago em quadra. Redundante, não é mesmo? Sim, redundante, mas a gente tem sempre que dizer: D-Rose é mesmo o comandante do Bulls.

Ontem ele governou a equipe em mais um triunfo na liga, vitória de 98-88 diante do pobre Washington, na capital dos EUA. Anotou 35 pontos.

Nos últimos três embates do time da Windy City, D-Rose acumulou 103 pontos, o que dá uma média de 34,3 por partida.

Essa pontuação foi fruto do seguinte: 35-72 nos arremessos (48,6%) e 32-39 nos lances livres (82.0%).

Assim como Blake Griffin, Rose é um espetáculo à parte. Vende bilhetes e conduz seu time a vitórias. E tem apenas 23 anos.

Michael Jordan, quando ganhou seu primeiro título, tinha 28 anos. Era um homem maduro, com larga experiência em quadra e que conhecia, por conta disso, os atalhos do jogo. Aprendeu tudo sozinho, na raça, nunca teve a seu lado alguém mais experiente para se transformar numa espécie de irmão mais velho, a protegê-lo e pegá-lo pelo cangote evitando que um caminho errado fosse trilhado.

Quando aprendeu isso, sozinho, na raça, usando sua inteligência e astúcia, MJ começou a ganhar campeonatos e não parou mais. E se transformou no maior jogador de basquete de todos os tempos.

Com D-Rose (foto Getty Images) o processo parece ser o mesmo. Ele não tem um tutor no Chicago. Com apenas 21 anos chegou a uma das maiores franquias da NBA para tirá-la do fundo do poço e reconduzi-la ao topo.

Muita responsabilidade para quem tem apenas 21 anos.

Mas Rose não disse não, pois os grandes jamais dizem não. Os grandes são competitivos e adoram ser desafiados.

Michael Jordan teve que tirar de sua frente o Detroit Pistons de Isiah Thomas e Joe Dumars para atingir a glória.

O desafio de Derrick Rose é tirar da frente o Miami de LeBron James e Dwyane Wade. Quando isso acontecer, acho eu, não haverá time no Oeste capaz de segurar o Chicago.

Como não houve nos tempos de Michael Jordan.

O grande desafio de Derrick Rose e do Chicago me parece ser o Miami Heat. Como no passado foi o Detroit Pistons.

Falo com um pouco de atraso, mas, vocês, inteligentes que são, sabem que eu estou me reportando ao encontro de domingo passado.

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012 NBA | 18:11

ANDERSON VAREJÃO CORRE POR FORA PARA IR AO ‘ALL-STAR GAME’

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Anderson Varejão pode se transformar no primeiro jogador brasileiro a participar do “All-Star Game”. Alguns sites norte-americanos têm destacado isso e o técnico do Cleveland Cavaliers, seu time na NBA, tem feito campanha para que o capixaba seja convocado entre os reservas.

Segundo Byron Scott, treinador de Varejão (foto AP), o pivô Dwight Howard, do Orlando Magic, será selecionado pelos torcedores (eles escolhem os dois quintetos titulares). “Isso é óbvio”, disse Scott sobre a presença de D12 no quinteto titular.

Mas os olhos de Scott se enchem de brilho quando ele fala de Varejão, o pivô titular de seu time. “Ele tem sido de um valor inestimável”, disse o treinador, que tem ainda mais um ano de contrato com o Cleveland. “Depois (de Howard), eu não sei quem esteja jogando melhor nesta posição”.

Varejão tem médias de 9,9 pontos e 11,0 rebotes por partida. Seu grande adversário é o franco-americano Joakim Noah. O pivô do Chicago Bulls está em segundo lugar na votação dos torcedores, mas apresenta jogo e números inferiores ao de Varejão: 8,3 pontos e 9,1 rebotes.

Por merecimento, Varejão deve ser convocado; por lobby, talvez o escolhido seja Noah.

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NBA | 17:56

UMA RODADA CHEIA DE EQUÍVOCOS, MAS COM DESTAQUES TAMBÉM

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Foi uma rodada de equívocos. E equívocos que custaram ou poderiam ter custado vitórias.

Em Miami, Derrick Rose perdeu dois lances livres a 22 segundos do final da partida (anteriormente havia acertado 12 seguidos), que teriam dado ao Chicago a primeira liderança na partida em 95-94 e quem sabe a vitória.

Depois foi a vez de LeBron James (foto “Chicago Tribune”) falhar como D-Rose falhou: errou dois lances livres a 17 segundos do soar definitivo da estridente buzina da American Airlines Arena. O placar continuou inalterado: Miami na frente em 94-93.

D-Rose voltou a falhar quando o marcador estampava 95-93 para o Heat. A três segundos do final, perdeu o controle da bola e fez um tiro curto que deu bico.

Esses equívocos deram a vitória ao Miami por 97-93.

Em Dallas, foi Matt Bonner quem bobeou. Com o San Antonio atrás em um ponto apenas (101-100), deu um bloqueio mental em Bonner, que deve ter se esquecido o que Gregg Popovich traçou no pedido de tempo. Ele se embananou com a bola e ficou impossível Daniel Green acertar o arremesso, já que ele estava desequilibrado e o cronômetro ia zerar.

Essa bobeira de Bonner fez com que o Mavs ganhasse uma partida que dava pinta de que ele perderia.

Já em Denver, diante de seus fanáticos torcedores, o Nuggets perdeu ótima oportunidade para somar outra vitória. A 47 segundos do final, Nenê deu uma enterrada na fuça de DeAndre Jordan e levou o marcador a 105-104 para seu time.

O ginásio veio abaixo, mas o Denver não conseguiu capitalizar essa emoção. Não pontuou mais até o final do jogo, somando erros de arremessos e um de Nenê, que fez uma falta tola em Chauncey Billups.

Mas o mais incrível aconteceu em Boston. O Celtics tinha 11 pontos de vantagem (87-76) a 4:24 minutos da última buzinada e sabem o que aconteceu? Mesmo com o “Big Three” em quadra, o Celts não pontuou mais.

Consequentemente, assistiu o Cavs fazer uma corrida de 12-0 e ganhar a peleja. Foram seis pontos de Kyrie Irving, quatro de Anderson Varejão e mais dois de Alonzo Gee.

Paul Pierce cometeu um erro e falhou em dois arremessos nesse período. Dois também foram os chutes tortos de Ray Allen. E Kevin Garnett andou e cometeu seu erro também e nem sequer conseguiu fazer um arremesso.

Incrível, esse confronto em Boston foi o mais emocionante da noite pela corrida incrível que o Cavs fez. Mas se alguém eleger a partida de Dallas onde os reservas do San Antonio (entre eles Tiago Splitter) tiraram e quase venceram a partida, que teve até prorrogação, eu entendo perfeitamente.

Foi, de qualquer maneira, um domingo marcante, daqueles que a gente fica pensando: já pensou se o locaute não tivesse acabado? O que seria de nós agora?

RODADA

Em que pese os erros finais de Derrick Rose e LeBron James, os dois foram os melhores em quadra no jogo de ontem em Miami. D-Rose acabou o duelo com 34 pontos; LBJ, com 35.

Em Boston, Varejão deixou escapar um “double-double”. Anotou 18 pontos e coletou nove rebotes. Mas fez novamente um partidaço. O lance final, com ele pegando um ressalto, Antawn Jamison errando o arremesso, depois ele (Varejão) roubando a bola de Brandon Bass, o que acabou por propiciar a cesta da vitória, foi algo de nos encher de orgulho.

Em Dallas, Tim Duncan, Tony Parker e Richard Jefferson não estavam sendo páreo para os titulares do Mavs. Ficaram atrás 18 pontos no terceiro quarto. Foi então que Gregg Popovich fez entrar a chamada segunda unidade e ela quase levou o SAS à vitória.

Popovich manteve os reservas até o final da partida e em toda a prorrogação. Foi leal aos seus jogadores e lealdade é objeto raro de se encontrar hoje em dia. Por isso, Pop, como é chamado, cresceu demais no meu conceito.

Tiago Splitter acabou o jogo com oito pontos e sete rebotes, mas foi um guerreiro em quadra. Mas o destaque do jogo foi Jason Terry e seus 34 pontos, com uma bola certeira que empatou o jogo no tempo regulamentar e o levou à prorrogação.

Nenê anotou 18 e pegou nove rebotes na derrota do seu Nuggets, mas o herói (ou seria vilão?) da noite foi Chauncey Billups, nascido em Denver e homenageado antes de começar o jogo. Mr. Big Shot foi anunciado como se estivesse com a camisa do Denver e não do Clippers. E sabem como ele agradeceu: anotando 32 pontos!

O Lakers venceu sua segunda partida fora de casa, diminuindo um pouco o prejuízo, uma vez que perdeu sete vezes. A vitória de ontem diante do Minnesota por 106-101 era para ter sido mais tranquila. Não foi porque o time anda capengando, como sabemos.

Kobe Bryant fez 35 pontos e pegou 14 rebotes! Inquestionavelmente, o melhor em quadra.

Mas não dá para não mencionar Kevin Love. O ala-pivô do amor, mesmo tendo pela frente Pau Gasol e Andrew Bynum, conseguiu pegar 13 rebotes. Além disso, anotou 33 pontos.

Pergunto: esse cara tem limite?

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