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terça-feira, 11 de setembro de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:32

LEANDRINHO TREINA NO FLAMENGO PARA MANTER A FORMA. TALVEZ FIQUE POR LÁ MESMO

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Leandrinho está treinando no Flamengo (foto Site Oficial). O site oficial do clube diz: “De férias após as Olimpíadas de Londres, o jogador não quer perder o ritmo e seguirá a programação de treinamentos dos rubro-negros, na Gávea”. E Leandrinho complementa: “Muito bom voltar ao Flamengo e relembrar os bons momentos que vivi aqui no ano passado. Sou sempre muito bem recebido por aqui e tenho grande amigos no time”.

A situação de LB, como venho abordando aqui, é dramática. O tempo passa e ele não arruma time. Dramática e misteriosa. Toda matéria que lemos sobre ele é elogiosa. LB tem espaço e nome na liga. Mas não assina com ninguém.

Por quê?

A explicação que eu encontro é que Dan Fegan, seu agente, foi com muita sede ao pote. Mais do que isso: não conseguiu costurar acordo para encaixar LB no Lakers, por exemplo.

Fegan, na negociação de Dwight Howard com os amarelinhos, poderia ter condicionado a ida de LB para Los Angeles. Não conseguiu; ou nem tentou.

Como mencionei, talvez Fegan tenha sido guloso demais. Imaginou um contrato semelhante ou maior do que os mais de US$ 7 milhões que o brasileiro ganhou na última temporada. Como se sabe, os agentes ficam com 4% do acordo assinado. Quanto maior o contrato, maior o faturamento.

Não apareceu (até o momento) nenhum clube disposto a pagar isso — e nem vai aparecer. Primeiro porque esse dinheiro não está mais disponível em nenhuma franquia; segundo, porque todos os times têm no momento a faca e o queijo na mão. Ou seja, dirão a Fegan: é pegar ou largar.

Como já disse aqui, não é apenas LB que vive situação dramática. Há outros free-agents desempregados. Derek Fisher, pra mim, é o principal deles. Cinco anéis de campeão, líder nato, Fish (foto) ainda é muito bom de bola; e nada. Tracy McGrady não me comove, pois ele é um ex-jogador em atividade e se arrumar alguma coisa será nessas franquias em desespero, atrás de um sonho que não virá e da venda de tíquetes, pois T-Mac ainda ostenta um bom nome entre os fãs.

Leio que Mehmet Okur deve voltar para a Europa. É outro que também está sem time. Mas se voltar para o Velho Mundo deverá assinar com o Real Madrid, que ofereceu € 3 milhões (cerca de US$ 3,8 milhões) por um contrato de um ano.

Enquanto isso, LB apenas treina no Flamengo. Nem oferta ele recebeu, ao que tudo indica.

Ano passado, na época do locaute, apurei dia desses, LB recebeu R$ 150 mil mensais. E nem foi o clube da Gávea quem pagou o jogador: foi o banco BMG. Se a proposta for reapresentada, LB assinaria um contrato para receber R$ 1,8 milhão, o que daria cerca de US$ 890 mil. Menos do que o US$ 1,35 milhão do mínimo veterano e menos do que o US$ 1,95 milhão que o Lakers poderia oferecer usando a mid level exception.

Conversei por e-mail com Trapizomba, que mora em Los Angeles, para saber o que LB teria como gasto caso fosse para o Lakers. Trapizomba me disse que o leão californiano abocanha 10% do salário. “O maior problema são as taxas federais, em 39%. Isso é o que mata, mas é para todo o país”, completou Trapizomba.

Só de impostos Leandrinho deixaria para os cofres governamentais USS 195 mil para a Califórnia e US$ 760,5 mil para o governo federal, o que totalizaria US$ 955,5 mil. Ou seja: do total de US$ 1,95 milhão, LB receberia, na verdade, US$ 994,5 mil.

Mas não se esqueçam: em Los Angeles LB teria que alugar um imóvel, o que não aconteceria em caso de jogar no Flamengo (ele tem apartamento no Rio) ou mesmo se for jogar em outro time brasileiro, que daria moradia de graça para ele.

Morar na Califórnia é caríssimo. Tenho um amigo, Guto Guimarães, bauruense como eu, que vive em Tucson, pertinho de Phoenix. Não perdia um jogo do Suns na época do Leandrinho. Ele me contou, certa vez, que um amigo americano, brincando, disse: “Vendo minha casa aqui em Tucson e vou morar em um trailer na Califórnia”. Guto contou que o cara tem uma baita casa no Arizona. Fez a brincadeira para dizer ao Guto que morar na Califórnia é para poucos.

Trapizomba não soube me dizer quanto LB gastaria com aluguel de um imóvel em LA. Mas pelo que pesquisei pela internet, ele gastaria algo em torno de US$ 2,5 mil por mês, o que daria US$ 30 mil por ano.

Então, os US$ 994,5 mil cairiam para 964,5 mil, que traduzidos para nossa moeda seria algo em torno de R$ 1,95 milhão. Divididos em 12 parcelas teríamos R$ 162,5 mil.

Ou seja: praticamente a mesma grana para jogar no Flamengo — isso se o time carioca fizer uma oferta semelhante a feita na temporada passada. Ou, quem sabe, de repente em outra equipe de ponta do NBB.

Some-se a tudo isso o fato de que Samara Felippo, mulher de Leandrinho, atriz da Rede Record, em entrevista dada ao iG em 18 de julho passado, disse com todas as letras o seguinte: “Não quero morar nos EUA. Minha rotina lá é chata. Não é minha cultura, não é onde está minha família ou meus amigos. Ás vezes, a questão de não dominar a língua me irrita”.

E se Samara ficar por aqui boa parte da temporada (gravações da novela “Balacobaco”), Alicia, filha de LB, fica também. E o jogador é muito apegado à menina, que tem três anos. E ela, claro, adora o pai, como mostra a  foto (Instagram/Reprodução), onde Alicia tenta abraçar o pai vendo-o em entrevista na televisão.

Vocês querem saber o que eu acho? Se não aparecer nenhuma oferta milionária (e não deve aparecer mesmo, pois este é o cenário atual na NBA), LB tentará um acordo com o Flamengo ou com algum clube brasileiro — ou então tentará a Europa, o que é mais difícil, pois ele jamais atuou por lá. Ele ficaria uma temporada fora da NBA e enquanto isso Dan Fegan trabalharia no sentido de reencaixá-lo em alguma equipe da NBA na outra temporada. Ou assinaria um contrato com uma cláusula liberando-o imediatamente para algum time da liga norte-americana em caso de acerto.

Este é o cenário que eu vejo. Não consigo enxergar outro.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012 NBA | 16:52

UMA PALAVRINHA DE SCOTT MACHADO, PARA QUE VOCÊS CONHEÇAM UM POUQUINHO DESTE MAIS NOVO BRASILEIRO NA NBA

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Depois que Scott Machado acertou sua vida com o Houston Rockets, tentei falar com ele para trazer a vocês alguma palavrinha deste mais novo brasileiro da NBA. Mas não obtive sucesso.

Busquei o contato via Twitter, mas o armador do Houston, infelizmente, jamais respondeu qualquer das mensagens enviadas.

A primeira delas foi em português. Como não veio qualquer resposta, suspeitei que ele não soubesse ler e escrever em nosso idioma, apenas falar, pois Scott nasceu no Queens (Nova York) e foi alfabetizado em inglês. O que fiz? Mandei nova mensagem via Twitter, agora em inglês. Nada também.

Isso tudo aconteceu nos últimos dez dias.

Eis que, senão quando, recebo esta manhã, via Bruno Vicari, meu companheiro de Jovem Pan, um press-release da TXB, empresa que passou a cuidar da imagem de Scott Machado (foto) nesta segunda-feira.

Valho-me, pois, desse texto enviado pela empresa, para deixá-los, meus amigos pau d’águas, um pouco familiarizados com este filho de gaúchos e que se diz “brasileiro de coração”.

Basicamente, o release é este (fiz alguns cortes e ajustes para adequar o texto):

O armador Scott Machado, uma das revelações da última temporada do basquete universitário norte-americano (NCAA), com a maior média de assistências no ano (9,9 por jogo), assinou seu primeiro contrato para jogar na NBA. O atleta de 22 anos vai defender o Houston Rockets pelas próximas três temporadas. Além de confirmar sua participação na maior liga de basquete do mundo, Scott Machado assinou contrato com a TXB e terá sua imagem gerida pela empresa, que é resultado de uma parceira entre a XYZ Live e a Traffic.

O jogador se juntará ao restante do elenco (do Houston) no mês de outubro para início da temporada 2012-13. “Acredito que estamos montando um time muito competitivo, com muita raça e vontade de ganhar jogos”, disse Scott. “Meus objetivos nesse primeiro ano serão de sempre dar o meu melhor nos treinos, para que quando eu tiver a oportunidade de estar na quadra eu possa mostrar todo o meu potencial para ajudar o time a conseguir grandes vitórias”.

Scott é o quinto brasileiro confirmado na próxima temporada da NBA ao lado de Tiago Splitter, Nenê Hilário, Anderson Varejão e Fab Melo.

Em sua nova equipe, o armador atuará ao lado de grandes nomes do basquete mundial como Jeremy Lin, sensação da última temporada nos EUA jogando pelo New York Knicks e que agora jogará seu primeiro campeonato pelos Rockets. “Vai ser muito bom poder jogar ao lado de Jeremy. Ele tem um grande numero de fãs e jogou muito bem ano passado. Então sei que todos depositam muita confiança nele. Além disso, nós temos um ponto em comum: nós não fomos chamados no Draft da NBA e conseguimos entrar na liga depois. Acho que esta parceria será no mínimo interessante”, acrescentou.

Nascido em Nova York, Scott é filho de brasileiros e já defendeu a seleção nacional universitária no ano passado. Em 2012 foi convocado por Ruben Magnano para a disputa do Campeonato Sul-Americano, mas pediu dispensa justamente para poder participar da liga de verão com o Rockets. “Eu estava um pouco nervoso no início dessa liga, mas sempre contei com um apoio muito grande da minha família, que sempre me ligava e me lembrava que esse era o maior sonho da minha vida e que eu tinha totais condições de ingressar na NBA um dia. Graças a Deus esse dia chegou e agora sei que posso jogar em qualquer nível com qualquer jogador”, acrescentou Machado.

Seus maiores ídolos no basquete? “O New York Knicks sempre foi o time que torci quando era mais jovem. Sempre gostei muito do estilo de jogo do John Starks e do Allan Houston”, disse Scott, sem se esquecer das raízes brasileiras. “Mas como sou brasileiro de coração também gosto muito de futebol: sou torcedor do Internacional de Porto Alegre”.

FUTURO

Vida resolvida, depois de assinar contrato com o Houston, Scott Machado quer agora se firmar com a camisa da seleção brasileira. Disse ele: “Agora que consegui ingressar na NBA, o que mais quero é poder jogar pela seleção brasileira e disputar as Olimpíadas de 2016 (Rio de Janeiro) representando o meu país”.

Excelente! Marcelinho Huertas precisa mesmo de um reserva à altura, e que esse reserva venha ser titular no futuro.

Tudo indica que Scott é esse jogador.

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sábado, 8 de setembro de 2012 NBA | 21:23

MICHAEL E EARVIN: QUEM VIU, VIU

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Que privilégio! Cheryl Miller, uma das maiores jogadoras de todos os tempos, ao lado dos dois maiores jogadores que eu vi jogar: Michael Jordan e Magic Johnson (foto Getty Images). Ambos estiveram na cerimônia que introduziu no Hall da Fama de Massachussets legendas do basquete norte-americano, como Jamaal Wilkes (ex-companheiro de Magic) e Reggie Miller (ex-inimigo de Jordan).

Michael Jordan e Magic Johnson. Esses dois nomes soam forte demais desde sempre; impactam. Ambos escreveram belíssimas páginas da história do basquete mundial, em particular da NBA.

Afortunados os que os viram em ação; infelizes os que não puderam vê-los ao vivo.

A internet e os DVDs reparam parte do estrago àqueles que não tiveram esse privilégio. Mas em VT a emoção nunca é a mesa. Ver ao vivo, observar a história sendo escrita, ver esses dois gênios mudarem o jogo, isso a internet e os DVDs não mostram. Mas atenua, certamente que atenua.

Sinto-me um privilegiado. Mike and Earvin. Os dois maiores jogadores que eu vi em ação.

Inesquecíveis.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012 NBA | 11:18

THIBODEAU DEVE ESTENDER CONTRATO COM O CHICAGO. PRÓXIMO PASSO DEVERIA SER A CONTRATAÇÃO DE D’ANTONI

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Tom Thibodeau deve estender seu contrato com o Chicago. O atual termina ao final desta temporada que vai começar.

Dizem que Thibs (foto) estava taciturno e sorumbático. Dizem que estava melindroso porque não havia sido procurado pela direção da franquia para renovar seu vínculo. Dizem que não se conformava porque nas duas primeiras temporadas foi o condutor do time com a melhor campanha entre todos os 30 da liga durante a fase de classificação e também porque levou o Bulls à final do Leste na primeira delas — e poderia ter repetido na passada se Derrick Rose não se machucasse.

Thibs merece ter seu vínculo renovado. Afinal, mostrou que é mesmo um dos melhores da atualidade. Sua capacidade defensiva talvez seja a melhor de todos os treinadores da NBA. Ele peca na parte ofensiva, mas ninguém é perfeito. O que Thibs deveria fazer era sugerir à direção do Chicago a contratação de Mile D’Antoni como seu auxiliar e incumbir-lhe da missão de melhorar o desempenho ofensivo do time.

Feito isso, o Bulls cresceria dramaticamente. E se assim fosse feito, eu acreditaria em uma classificação para os playoffs. A gente bem sabe que o ataque do Chicago se resume a D-Rose. Mas D-Rose deve perder toda esta próxima temporada. Sem ele e sem a imaginação ofensiva de Thibs, o Bulls vai sofrer. E pode sucumbir.

Tudo vai cair nas costas de Luol Deng. Luol não é D-Rose. Não tem cacife para resolver todos os problemas ofensivos do time como o armador adoentado fazia.

Se D’Antoni (foto) estivesse na franquia, ele poderia tentar encontrar atalhos para a cesta adversária, como sua imaginação ofensiva tem nos mostrado ao longo desses anos como treinador na NBA. D’Antoni, se você não sabe, é o assistente ofensivo de Coach K na seleção dos EUA.

A contratação de D’Antoni, para mim, seria tão importante quanto a renovação de Thibs. Os dois juntos poderiam formar o Casal 20 (coisa velha!!!) dos treinadores da NBA e serem como Yin e Yang, os opostos que se complementam segundo a filosofia chinesa e dão equilíbrio a tudo.

Basquete é assim, um jogo de equilíbrios. Ataque e defesa se equilibrando e se completando. Tudo em harmonia.

Com Thibs a defesa vive, mas o ataque sobrevive. Com D’Antoni a seu lado, o ataque seria oxigenado e se encontraria o equilíbrio, mesmo sem Derrick Rose.

E quando D-Rose voltasse, a cama estaria pronta. E, quem sabe, como disse meu amigo Luis Avelãs, o time só pararia com o anel no dedo.

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012 Sem categoria | 11:54

ANDREW WIGGINS É A NOVA PROMESSA NA AMÉRICA DO NORTE. LUCAS DIAS É SEU SIMILAR NO BRASIL

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Andrew Wiggins nasceu no Canadá. Tem apenas 17 anos e mede 2,01m. Como vocês vão poder ver no vídeo abaixo, o moleque faz de tudo em quadra.

Joga em todas as posições. E mostra familiaridade com cada fundamento inerente a cada posição.

Wiggins tem 2,01m de altura e tem 17 anos. Claro que ainda vai crescer.

BRASIL

Aqui no Brasil, dizem que o bauruense Lucas Dias é o similar de Wiggins. Lucas é um ano mais novo e é três centímetros mais alto. Joga no Pinheiros.

Por conta de seu tamanho, começou como pivô. Mas eu acho que nunca ninguém perguntou pra ele: Lucas, você gosta de jogar em que posição? Aqui no Brasil, quando um técnico da base vê um pirulão, empurra-o para o pivô.

Lucas está jogando atualmente como ala, pois os treinadores perceberam que ele tem habilidade, agilidade e arremesso para jogar aberto e não no pivô. Ótimo!

Lucas tem participado de partidas do time adulto do Pinheiros no Campeonato Paulista.

EUA

A NBA, como sabemos, proibiu jogador pular o universitário para jogar no profissionalismo. Casos como os de Kobe Bryant, LeBron James e Kevin Garnett não existem mais.

Wiggins vai deixar o high school ao final desta temporada e na outra e desembarcará no college dos EUA. Deve ir para Florida State ou Kentucky. Pelo menos é o que se comenta.

Ou seja: chegará na NBA com 19 anos, isso se resolver arriscar o draft depois de sua primeira temporada no universitário. Acho que este é o melhor caminho. Como dizia Michael Jordan, um passo de cada vez.

Claro que isso não é regra. Se fosse, Kobe, LBG e KG não seriam o que são. Mas eu acho saudável não pular etapas.

BRASIL 2

Lucas Dias, como disse, joga no adulto do Pinheiros. E tem 16 anos. Fico me perguntando: não é prematuro estar no adulto? Lucas domina todos os fundamentos? Não seria melhor amadurecer aos poucos? Conviver com gente de sua idade, que pensa e age como ele?

Fico me perguntando: o que o adulto pode ensinar para Lucas? As cobranças e as exigências no adulto são de adultos. Na base, onde ele também está, a vida é outra. As exigências são proporcionais.

SERIEDADE

Falei de Andrew Wiggins porque quero apresentá-lo a vocês e porque quero discutir Lucas Dias.

Lucas, ao que tudo indica, será o nosso próximo grande jogador. Há que se tomar todos os cuidados com ele. Um equívoco e a gente pode perder essa pedra preciosa.

Conheço muito bem o Pinheiros. Sei da seriedade e do profissionalismo com que seus diretores cuidam de todas as modalidades. Não à toa o Pinheiros foi o clube que mais atleta cedeu para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres.

João Fernando Rossi, diretor de esportes do Pinheiros, é um abnegado. O que ele gosta de esporte, especialmente basquete (e brasileiro principalmente) chama a atenção. Respira e transpira esporte o tempo todo.

Inteligente, grande visão administrativa, Rossi contratou Turíbio Leite de Barros para ocupar o cargo de fisiologista no clube. Turíbio é o papa da área no Brasil. Foi ele quem introduziu e mostrou a importância dos fisiologistas na medicina esportiva. Foi no São Paulo que ele fez isso.

Agora Turíbio está no Pinheiros e cuida de Lucas com todo o carinho e atenção. Nessa área eu estou tranquilo: Lucas Dias terá seu corpo moldado e cuidado por Turíbio.

O que me preocupa, volto a dizer, é o fato de Lucas, com apenas 16 anos, estar jogando no adulto.

É bom ter responsabilidades, claro que sim. Mas a responsabilidade de Lucas deveria ser a responsabilidade de um garoto da base e não a responsabilidade de um jogador do adulto.

HISTÓRIA

Eu sei que muitos jogadores porretas, como Oscar, Marcel, Paula e Hortência, começaram muito cedo. E desde cedo jogaram no adulto — até mesmo na seleção brasileira. Mas muitos outros garotos com potencial se perderam por conta desta pressa em lançá-los no adulto.

O que eu acho é que Lucas deveria jogar na base, amadurecer, solidificar os fundamentos; e estudar.

Mas como eu não sou o dono da verdade, proponho esta reflexão: vale a pena um garoto de 16 anos ter atribuições de adulto?

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 NBA | 10:20

AINDA SEM TIME, LEANDRINHO DESPENCA NO RANKING DA ESPN GRINGA

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Enquanto Scott Machado acerta sua vida na NBA, Leandrinho Barbosa segue com sua carreira indefinida. É o único dos brasileiros sem contrato, pois seu acordo com o Indiana expirou e até o momento nem o Pacers e nem qualquer outra equipe manifestou desejo em adquiri-lo.

Pra piorar, no levantamento anual que o site da ESPN gringa faz, ranqueando os 500 jogadores da NBA, Leandrinho despencou. Caiu do 150º lugar para o 183º. Leandrinho aparece em uma foto vestindo o uniforme da seleção brasileira (que reproduzo ao lado), pois, como disse, ele está sem clube. Ao lado do retrato, seus números na última temporada: em 64 partidas disputadas, anotou uma média de 11,1 pontos, pegou 2,0 rebotes e deu 1,5 assistência. Os dois últimos quesitos não contam, o que conta é a pontuação (razoável) e o aproveitamento nos arremessos (muito bom): 42,5%.

Abaixo há um comentário de um internauta cujo apelido é Shadow Goblin. Disse ele: “Leandrinho em 183º no NBArank? Tem realmente muito tempo que ele foi eleito o melhor homem sexto da liga? Ainda um sólido pontuador”.

Dia desses, um parceiro aqui no botequim disse pra todos nós ter visto um fórum no site da NBA sobre Leandrinho no Lakers. E a reação foi muito positiva por parte dos torcedores amarelinhos.

LB tem ainda um bom nome na liga. Por que ele não assinou até agora com ninguém intriga. Será mesmo falta de interesse das equipes ou as equipes só oferecem o mínimo (US$ 1,35 milhão) para ele? E se a segunda alternativa for a correta, será que ele não está assinando com ninguém por iniciativa própria ou será que seu agente, Dan Fegan, está esperando algo melhor? Afinal, é sempre bom lembrar, LB faturou mais de US$ 7 milhões na temporada passada.

Pouco antes de a seleção embarcar para Londres e disputar os Jogos Olímpicos, quebrando um jejum de 16 anos, houve um evento da NBA aqui em São Paulo. Conversei com LB e perguntei sobre seu futuro. Ele me disse que havia uns sete times interessados nele. “Não sabia que tinha tanta gente assim interessada em mim”, disse ele à época.

O que aconteceu com aquele interesse? Adormeceu? Ou será que é mesmo questão de grana curta?

A gente realmente não sabe.

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terça-feira, 4 de setembro de 2012 NBA | 21:52

HOUSTON CONTRATA SCOTT MACHADO!

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Vinícius Bezerra avisou-me e eu corri no site do “Houston Chronicles”. E estava lá: “Rockets assina com Machado ex-líder em assistências da NCAA”.

Uau! Scott Machado vai ser o sexto brasuca na NBA na próxima temporada! Quer dizer: isso se Leandrinho assinar com algum time. Mas vai assinar, claro que vai.

A assinatura ainda não está no papel e a notícia não é oficial. Mas o “Chronicles” é um jornal conceituado, dos melhores do Texas. Não daria uma barrigada dessas. O diário cita fontes da própria franquia para noticiar a contratação de Scott (de camisa preta em foto do Houston Chronicles).

Segundo o jornal, o contrato será de três anos. E não é garantido em toda a sua extensão. Muito provavelmente o último ano será exercido pela franquia. Não se sabe ainda.

Scott, filho de gaúchos que imigraram para Nova York no final dos anos 1980, nasceu no bairro do Queens. Tem dupla nacionalidade, mas optou por jogar pelo Brasil. Tanto que já participou de seleções de base no ano passado. Se não me engano, uma Universíade e um sul-americano. Se alguém tiver informação diferente dessa — e que corresponda com a verdade, claro —, por favor, corrija-me.

Esse brasuquinha de apenas 1,85m de altura foi o líder de assistências no último campeonato universitário norte-americano. Teve média de 9,9 por partida. Como atuou pela Universidade de Iona, não foi recrutado no NBA Draft passado, pois muitos “scauteiros” colocaram em dúvida seus números porque Iona pertence a uma divisão frágil da NCAA.

Mas esse brasuquinha de apenas 22 anos não se deu por vencido. Arrumou suas coisas, beijou o pai e a mãe e desembarcou na Summer League de Las Vegas. Lá usou o mesmo número 3, mas na camisa do Houston Rockets.

No torneio de Vegas, Scott teve médias de 8,0 pontos, 5,6 assistências em 25:40 minutos por cotejo disputado. Em outras três summer leagues ele teve aproveitamento de 42,3% de seus arremessos, o que é excelente. Será que finalmente encontramos um brasileiro bom de chute depois que Oscar e Marcel pararam? Tomara. Suas médias nas outras três competições foram de 11,3 pontos e 7,2 assistências.

E o “Chronicles” escreveu sobre seu jogo derradeiro em Vegas: “(…) ending the final game with consecutive no-look passes on fast breaks”. Uau! O moleque é atrevido, inspira-se em Magic Johnson certamente, e não tem medo de nada.

“Apenas algo para se lembrar”, disse Scott sobre os “no-look passes” feitos na cidade dos cassinos. “Eles sabem que sou mesmo um grande passador de bolas”. Convencido? Nada disso: confiante.

“Eu sentia que a cada dia eu progredia e melhorava”, disse Scott sobre o grande torneio de Las Vegas. “Estava cada vez mais à vontade e mais acostumado com o estilo de jogo e o ritmo dos jogadores que estavam a meu lado”. Por conta disso, por ter brilhado na cidade do jogo, Scott fez crescer os olhos dos assistentes técnicos do Rockets pra cima dele.

Scott resolveu sua vida. Falta Leandrinho.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012 NBA | 21:30

CARA DE PAU, D12 PUBLICA ANÚNCIO EM JORNAL DE ORLANDO

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O cara é mesmo um cara de pau. Vocês viram o que Dwight Howard fez ontem, domingo? Publicou um anúncio de página no diário “Orlando Sentinel”, o mais importante da região norte da Flórida, dizendo que o amor que ele sente pela cidade e pelos torcedores jamais acabará.

Do que ele tem medo? Das vaias dos fãs quando visitar a terra de Mickey Mouse? Do que um cara com 2,11m e 120 quilos tem medo? Eu não consigo imaginar. Se LeBron James suportou voltar a Cleveland, por que D12 não suportaria?

Ou será que em tempo de eleições D12 resolveu se comportar como político e fazer média com gregos e troianos? Será que ele acha que dá para manter um pé em duas canoas?

Realmente eu não sei. O que sei é que se eu fosse torcedor do Orlando estaria P da vida com o cara. D12 passou a última temporada todinha procurando um novo time para jogar. Isso depois de ter derrubado o treinador, o que sugeria que ele poderia até permanecer na franquia.

Mas não; derrubou o treinador, acabou com a estrutura da franquia, deixou-a em pandarecos e se mandou. E agora, com a maior cara de pau, publica um anúncio de página inteira no “Orlando Sentinel” dizendo que o amor que ele sente pela cidade e pelos torcedores jamais acabará.

Ora, vá plantar batatas!

Todo mundo tem o direito de escolher o que é melhor para si. Mas o que as pessoas não têm direito é de debochar na cara do próximo. E isso que D12 fez foi debochar na cara dos fãs do Orlando, que deram suporte a ele nos oito anos que ele ficou na franquia.

Leia abaixo o que Dwight escreveu para os fãs:

“Jogar basquete na NBA é uma bênção, e ter tido a oportunidade de jogar diante dos torcedores de Orlando por oito anos foi verdadeiramente um privilégio e uma honra. Palavras não podem expressar o amor que sinto pelo Orlando. Com o apoio de vocês, nós conseguimos muita coisa nesta cidade, como levantar bandeiras e impactar nossa juventude. Embora minha carreira com o Magic tenha chegado ao fim, meu amor pela cidade e pelas pessoas que a fazem bela jamais acabará”.

Abaixo a reprodução do anúncio:

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domingo, 2 de setembro de 2012 Sem categoria | 13:03

CARDÁPIO VARIADO NESTE DOMINGO. MAS TEM VIRADO À PAULISTA

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A rapaziada vive perguntando: “Sormani, e o Leandrinho, nada ainda?”.

Nada ainda.

E não é apenas LB que está sem time. Há um grupo de “free agents” desempregado que chama a atenção. São eles:

Mickael Pietrus
Kenyon Martin
Derek Fisher
Tracy McGrady
Michael Redd
Josh Howard
Gilbert Arenas
Leandrinho Barbosa

Howard está treinando com o New York, conforme eu disse ontem. Pietrus recebeu uma proposta para ganhar o mínimo (US$ 1,35 milhão) do Milwaukee, mas disse não. Sobre os demais, nada foi divulgado.

O que esses jogadores (leia-se “agentes”) esperam é que times como o próprio Milwaukee e Washington, que ainda têm um pouco de “carvão” pra gastar, façam uma proposta superior ao mínimo. Ou então que eles dispensem algum jogador e um desses agentes livres possa entrar na vaga.

E nós, por aqui, continuamos torcendo para que LB consiga arrumar um time. E que seja um bom time, não um Toronto da vida.

NEW LOOK

Nesta terça-feira Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire vão dar uma de modelo. Os dois vão desfilar com os novos uniformes do New York para esta temporada. As modificações não foram consideráveis; foram sutis. Mas uma coisinha ou outra mudou, como a faixa na lateral da camisa e do calção. Confiram na foto abaixo:

Se vocês não sabem, as cores oficiais do Knicks são laranja, azul e branco. As cores oficiais da cidade de Nova York. Apenas entre os anos de 1979-83 é que o vermelho foi introduzido no uniforme. E abolido; e depois esquecido. Má ideia, é claro.

MENTALIDADE

Ainda New York: Carmelo Anthony espera que o time tenha a mesma mentalidade vencedora da seleção dos EUA que conquistou o ouro olímpico em Londres. Segundo ele, sua presença e a de Tyson Chandler (outro que esteve em Londres) irão contagiar o grupo.

E mais: há Jason Kidd, que foi companheiro de Melo nos Jogos de Pequim, em 2008. Kidd jamais foi derrotado com a camisa dos EUA em competições oficiais. Melo, ao contrário, ficou com o bronze nos Jogos de Atenas, em 2004.

Kidd, Raymond Felton e Marcus Camby foram adicionados ao Knicks para esta temporada. Mike Woodson, o treinador, espera que esse trio e o Big Three formado por Melo-Stats-Chandler façam do NYK um contendor de peso no Leste.

O que eu acho? O Miami ainda continua favorito ao título na conferência.

PREVISÃO

Na minha previsão, antes de a bola subir, os oito que vão se classificar para os playoffs nesta conferência serão, na ordem:

1º Miami
2º Boston
3º NYK
4º Philadelphia
5º Indiana
6º Brooklyn
7º Atlanta
8º Washington

Nas quartas-de-final teremos:
Miami x Washington = Miami
Boston x Atlanta = Boston
NYK x Brooklyn (NYC vai pegar fogo!) = NYK
Sixers x Indiana = Sixers

Nas semifinais veremos:
Miami x Sixers = Miami
Boston x NYK = Boston

E a final da conferência será novamente entre Miami e Boston. E o Heat ganhará seu terceiro título consecutivo do Leste.

Apenas palpite.

CHICAGO

Muitos podem se perguntar: e o Chicago? Chicago? Hum… Acho que o Bulls não se classifica para os playoffs, pois o que se comenta na cidade dos ventos é que Derrick Rose vai ficar toda essa temporada do lado de fora.

Meu amigo Luis Avelãs, um português engraçadíssimo que conheci em 1996 quando das finais entre Chicago e Seattle, discorda veementemente de minha opinião. Ele, como eu, é torcedor do Bulls. Mas ele é fanático ao extremo.

Pelo Twitter, disse a Avelãs que estou bem desanimado com o tricolor de Illinois. Falei que o Bulls não tem time para encarar Miami, Lakers e OKC, no que ele, prontamente, replicou: “Tem sim. Agora o banco tem soluções para tudo. E há (Kirk) Hinrich para pensar o jogo”.

Avelãs, que trabalha como jornalista no jornal “Record” de Lisboa e também como comentarista em uma TV de Portugal para os jogos da NBA, complementou: “Quando Rose voltar, só paramos com o anel”. Ou seja: quando D-Rose estiver completamente recuperado (próxima temporada) ele crê piamente que o Chicago voltará a ser campeão.

Concorda?

Eu não; ainda acho que o Bulls precisa de outro “alpha dog” — se é que é possível dois “alpha dogs” em uma matilha. O que quero dizer — e vocês sabem o que eu quero dizer — é que, sozinho, D-Rose não vai fazer do Bulls novamente campeão.

SNIF! SNIF!

Desesperado, vendo que solitário não poderia ganhar outro anel e continuar sua quixotesca luta de tentar ser melhor do que Michael Jordan, Kobe Bryant foi ter com Jimmy Buss, filho de Jerry, dono do Lakers. Kobe foi ter com Jimmy, que é quem dá as cartas no Lakers hoje em dia, foi ter com Jimmy e dizer a ele que a franquia precisa de outro “alpha dog”. Kobe disse que apenas ele e Pau Gasol não tinham mais condições para bater, primeiro, o Oklahoma City de Kevin Durant, Russell Westbrook, e, depois, o Miami de LeBron James (sim, em primeiro lugar), Dwyane Wade e Chris Bosh.

A nova ordem da NBA, o novo desenho da liga, diz que times campeões precisam de trios. O Boston mostrou isso em 2008 com seu Big Three formado por Kevin Garnett, Paul Pierce e Ray Allen. Agora é o Miami quem mostra com LBJ, D-Wade e CB1.

Kobe, que é mais esperto do que eu, você e o zelador do meu condomínio, todos nós juntos, sacou isso e foi ter com Jimmy Buss. E Jimmy fez mais uma vez a vontade do menino obstinado, que quer porque quer (como diz Galvão Bueno) ganhar mais um título para ao menos se igualar a MJ. Sim, pois, como sabemos, Kobe quer mais anéis para se igualar, ultrapassar e deixar comendo poeira Michael Jordan. Sim, pois, como sabemos, Kobe não joga pelo simples prazer de jogar. Ele joga porque ele come, bebe e dorme Michael Jordan.

Os vídeos e seu tom de voz, por exemplo, não me deixam mentir.

PUTZ

Acabei falando do Lakers novamente!

Mas não há como não falar desta que é a maior franquia da história da NBA. E a única que rivaliza com times de futebol.

Gostaria mesmo que um dia alguém fizesse uma pesquisa em nível mundial para comprovar o que eu sinto. Se alguém perguntar: pra que time você torce?, acho que o Lakers vai aparecer entre os cinco primeiros.

Na minha opinião vão aparecer, pela ordem:

1º Barcelona
2º Real Madrid
3º Lakers
4º Manchester Utd
5º New York Yankees

Concordam?

GREETINGS

Bom domingo a todos!

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sábado, 1 de setembro de 2012 Sem categoria | 20:22

CARDÁPIO DA NOITE DE SÁBADO ESTÁ ABERTO. ESCOLHAM O PRATO

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Boa noite aos frequentadores deste botequim. O cardápio oferece o seguinte:

1) Jerry Colangelo diz que continua na presidência da USA Basketball;
2) San Antonio abriu as portas para Brian Butch e Warren Carter treinarem e ver se dá pra aproveitá-los;
3) Sasha Vujacic não é mais namorado de Maria Sharapova;
4) Contrato de Darius Songaila com o BC Donetsk acabou e ele pode voltar para a NBA;
5) Andray Blatche, que jogou pelo Washington na temporada passada, está em conversação com o Brooklyn Nets, que também negocia com Eddy Curry;
6) Blake Griffin diz que a cirurgia no joelho foi muito bem-sucedida e ele está pronto para voltar;
7) Jacque Vaughn, novo treinador do Orlando, finalizou a comissão técnica com as contratações de James Borrego, Wes Unseld Jr., Brett Gunning, Laron Profit, Brett Gunning e Gordon Chiesa;
8) Josh Howard pode assinar com o New York Knicks;
9) Brian Scalabrine pode ser um dos assistentes de Tom Thibodeau nesta temporada;
10) Nick Collison, Thabo Sefolosha, Cole Aldrich e Serge Ibaka estão na África com o programa “Basketball Sem Fronteiras” da NBA;

Foi o que eu encontrei. Creio que até amanhã o cardápio será o mesmo.

Pergunto: qual tema vocês gostariam que eu abordasse? Ou, se eu deixei passar algo importante, me informem, por favor. Poderei falar sobre ele amanhã. Ou hoje mesmo se o assunto for de suma importância.

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