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segunda-feira, 30 de abril de 2012 NBA | 11:53

LOS ANGELES SE DESTACA, BOSTON E MEMPHIS DECEPCIONAM E SAN ANTONIO CUMPRE PAPEL

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Os dois times de Los Angeles foram o destaque da rodada de ontem da NBA.

O Lakers passou pelo Denver (103-88) como era de se esperar, mas chamou a atenção pelo seu pivô e não pelo seu melhor jogador. Andrew Bynum (foto AP), ao cravar 13 rebotes, 10 tocos e 10 pontos, tornou-se o primeiro jogador, desde Magic Johnson, em 1991, a atingir um “triple-double” em playoffs. O hiato foi de 21 anos; isso mesmo 21 anos.

O Clippers venceu um jogo perdido. Sua desvantagem chegou a ser de 27 pontos. Iniciou o quarto final atrás em 21. A torcida no Tennessee gritava: “Beat LA! Beat LA! Beat LA!”. Mas no final entrou pelo cano, porque o time angelino venceu o quarto derradeiro por 35-13 e fechou a contenda em 99-98, graças também à sua defesa, especialmente na bola final, quando Kenyon Martin grudou em Rudy Gay e não deixou o ala do Grizzlies arremessar com conforto.

O Lakers, capitaneado por Kobe Bryant (31 pontos), fez o que dele se esperava. Venceu um time à procura de identidade, pois o Denver, ao modificar sua estrutura de equipe e elenco, iniciou no segundo turno do campeonato um trabalho de formação de uma nova equipe, trabalho este que continua nestes playoffs. Não deverá dar trabalho ao Lakers, uma equipe que encontrou meio que ao acaso dois jogadores importantes dentro de seu elenco. Um dele, Devin Ebanks, com a suspensão de Metta World Peace, tornou-se titular e ontem fechou o jogo com 12 pontos e cinco rebotes. O outro, Jordan Hill, continua vindo do banco para energizar o time. Ontem fez dez pontos e pegou igual número de rebotes. Escrevam aí: o Lakers vai longe nesses playoffs.

O Clippers perdeu Caron Butler, que fraturou a mão após ter jogado 23 minutos e anotado 12 pontos. Mas mesmo sem Butler o Clips foi bravo em quadra. Do banco puxou Nick Young, que meteu duas bolas de três no finalzinho do jogo, bolas triplas que desconcertaram o adversário e encheram de moral, confiança e certeza de que, “sim, é possível”, como foi, vencer a partida. Chris Paul foi um gigante do alto de seus 14 pontos e 11 assistências. Desses tentos todos, os dois últimos vieram de lances livres convertidos a 23 segundos do final, pontos estes que colocaram o Clips na frente nos definitivos 99-98.

Muita gente se decepcionou com o Indiana na derrota para o Orlando. Mas uma coisa é perder do jeito que o Pacers perdeu; outra é ser batido como o Grizzlies foi. O moral cambaleia; se bobear, vai à lona. E se for mesmo, adeus série.

Em San Antonio, o Spurs passou pelo Utah por 106-91. O placar não diz bem o que aconteceu durante a partida. O Jazz deu mais trabalho do que se esperava, mesmo com o rodízio feito no time texano, do jeito que planejou o técnico Gregg Popovich.

A nota negativa para nós, brasileiros, ficou por conta da contusão de Tiago Splitter. O pivô brasileiro torceu o tornozelo esquerdo e, por conta disso, jogou apenas sete minutos, quando chegou a anotar oito pontos. Estava bem no jogo. Vamos torcer para que não seja nada grave e que ele possa jogar na próxima quarta-feira.

Finalmente o Boston. Decepção? Claro que sim! Mesmo sem Ray Allen, eu esperava mais do C’s. Não contava com essa derrota (83-74) para um Atlanta que jogou sem seus dois pivôs principais. O titular, Al Horford, não atua desde janeiro; o reserva, Zaza Pachulia, há algumas semanas. Mesmo assim, o Celtics foi batido nos rebotes por 51-40. Kevin Garnett fez sua parte (20 pontos e 12 ressaltos), Greg Stiemsma ajudou bastante (nove rebotes), mas Brandon Bass (oito pontos e cinco rebotes) decepcionou. Decepcionou principalmente porque não conseguiu marcar Josh Smith (22 pontos e 18 rebotes), o principal jogador do Hawks.

Decepcionou Bass, decepcionou o Celtics, mas quem mais decepcionou foi Rajon Rondo, que foi expulso no final do jogo, já está suspenso automaticamente por uma partida e que pode pegar um gancho ainda maior por ter dado uma peitada no árbitro. É por isso que eu digo: não dá para construir uma franquia ao redor de Rajon. Ele será importante no desenvolvimento da mesma, mas nunca será o líder que um time tanto precisa.

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domingo, 29 de abril de 2012 NBA | 13:16

DALLAS DEU AS CARAS E MIAMI MOSTROU UMA VEZ MAIS QUE PLAYOFFS É COM ELE MESMO

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Vamos lá, bem rápido, porque a jornada começa logo mais às 14h de Brasília com o embate entre San Antonio e Utah. E se você não está por entro da agenda dominical, anote aí: depois do confronto no Texas teremos Lakers x Denver (16h30), Atlanta x Boston (20h) e fechando a rodada Memphis x Clippers (22h30).

Da rodada de ontem, excetuando a vitória do Chicago diante do Philadelphia (103-91), do qual eu já falei o que tinha que falar, muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York. Claro que os 100-67 chamam a atenção, pois a vitória do Heat foi por uma margem de 33 pontos. Limitou seu oponente a míseros 67 pontos, um oponente que tem em suas fileiras Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire, duas máquinas de fazer pontos. Mas a gente já disse aqui (e outros parceiros também) que o Miami em playoffs se transforma. Foi assim na temporada passada. Começou deste jeito nesta.

Muitos podem ter se impressionado com o atropelamento do Miami diante do New York, mas o jogo que foi emblemático para mim aconteceu em Oklahoma City, onde o Thunder venceu o atual campeão da NBA por apenas um ponto: 99-98. Para muitos, o Dallas teve a sua chance nesta série. Não soube pegar o cavalo selado. Penso diferente. Pra mim, o Dallas deixou bem claro ao OKC que esta série será longa e que se os garotos do estado dos tornados não abrirem os olhos eles vão aprontar e promover uma “zebra” nesta série dos playoffs. Coloquei zebra entre parênteses porque não dá pra dizer que vitória de campeão deva ser tratada com surpreendente. Campeão é campeão, por mais que o Dallas tenha perdido algumas peças importantes, entre elas seu xerifão, Tyson Chandler, seu bandoleiro-mor, DeShawn Stevenson, e seu garoto de recados J.J. Barea. Mesmo com tudo isso, lá ainda estão Dirk Nowitzki, Jason Kidd, Shawn Marion e Jason Terry. E o coração de um campeão.

Chamou a atenção neste jogo o péssimo aproveitamento de Kevin Durant durante a partida. Claro que isso será colocado debaixo do tapete; é sujeira que muitos não vão querer olhar. O que vai se observar é que KD fez a bola derradeira (foto AP), saiu de quadra nos braços da torcida, não sem antes ter dados entrevistas e, anteriormente a isso, ter sido abraçado por seus companheiros. Mas, repito, KD jogou muito abaixo do que pode jogar. Fez 10-27 nos arremessos (37,0%), sendo que nas bolas de três o aproveitamento foi mais vexatório ainda: 1-6 (16,7%). Visitou apenas cinco vezes a linha do lance livre (4-5; 80,0%), o que mostra que seu jogo não teve a agressividade de outrora.

Que fique claro: o baixo aproveitamento de Durant não veio apenas de uma jornada infeliz. O desempenho criticável tem a ver com Shawn Marion, jogador que, para muitos, está no páreo para ser eleito o melhor zagueiro desta temporada. Não chego a tanto, mas que The Matrix se notabilizou nesta temporada pela sua defesa, isso ninguém discute. E isso sentiu na pele, ontem, Kevin Durant.

Portanto, se o OKC quiser superar o Dallas, que Durant encontre o melhor de seu jogo e não se deixe enganar do jeito que se deixou por Marion. Afinal de contas, o Thunder não joga esta série diante de qualquer time. O OKC joga esta série diante do campeão da NBA.

Campeão que foi cunhado temporada passada diante de um Miami que amarelou na final; ou melhor, porque LeBron James afinou na série decisiva. Ontem foi diferente? Não, ontem não foi diferente, porque ano passado, nesta época, nos playoffs do Leste, LBJ jogou muita bola. O problema dele parece estar depositado nas finais da NBA. Ontem o filme seguiu seu roteiro e teve em LeBron seu personagem principal. O ala do Miami jogou muita bola e comandou o time em quadra, especialmente na corrida de 32-2 feita em nove minutos, envolvendo o segundo e o terceiro quartos, quando LBJ marcou 15 de seus 32 pontos. Esses 32 tentos foram frutos de aproveitamento incrível de 10-14 nos arremessos, o que deu um percentual de espetaculares 71,4%.

Além disso, King James ajudou na marcação, anulando Carmelo Anthony, um pastiche em quadra. Melo fez apenas 11 pontos (3-15 nos chutes; 20,0%).

A diferença entre as equipes, ontem, foi quilométrica. Ela é grande, mas não tão grande assim. Mas muito do que se viu ontem em quadra tem a ver também com a lamentável contusão de Iman Shumpert. Uma lesão semelhante à de Derrick Rose. Iman não joga mais esta temporada. Ele era o cara que teria a responsabilidade de controlar Dwyane Wade, pois Shumpert tem mãos ágeis, excelente jogo de pernas e um senso de marcação incrível. Embora novato, fará muita falta ao time daqui para frente.

Quanto ao confronto entre Indiana e Orlando, muitos estão dizendo que o Pacers decepcionou ao perder por 81-77. De fato, decepcionou, pois esperávamos uma vitória. Mas a série não chegou ao fim. Creio que o time do brasileiro Leandrinho Barbosa belisca uma vitória na Flórida e recupera a vantagem. Por falar em Leandrinho… Três pontos. Atuação apagadíssima. Mas pior do que ele foi Danny Granger e sua lamentável andada na última bola do jogo. Se a jogada derradeira de Granger foi lastimável, o mesmo não se pode dizer de Jason Richardson. O ala-armador do Magic foi “clutch” no final da partida com seus seis pontos oriundos de dois arremessos triplos, levando o Orlando a vantagem de 78-77 quando perdia por 77-72 a 2:39 do final da contenda.

J-Rich fez o que Granger não conseguiu fazer.

Hoje, como disse, tem muito mais.

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sábado, 28 de abril de 2012 NBA | 18:11

CHICAGO PERDE DERRICK ROSE PELO RESTANTE DA TEMPORADA

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A notícia já se confirma: Derrick Rose rompeu os ligamentos cruzados do joelho esquerdo e com isso está fora do restante dos playoffs e também dos Jogos Olímpicos de Londres. Sem D-Rose, o Chicago é carta fora do baralho. Se bobear, terá dificuldades para passar pelo Philadelphia. Do Boston, acho difícil passar. E se chegar à final, não creio que faça frente ao Miami, o provável finalista. Enfim, o quadro é desalentador.

Mas a pergunta que não quer se calar é: o que fazia em quadra Derrick Rose com um minuto para o jogo acabar e o Bulls na frente em 12 pontos? O que fazia em quadra um jogador que passou toda a temporada quase que do lado de fora por conta das contusões? O que fazia em quadra um jogador que não está com a musculatura em dia exatamente por não estar no melhor da forma, que não foi adquirida exatamente porque ele ficou do lado de fora quase que metade da temporada?

Realmente, não dá para entender. Tom Thibodeau é um baita treinador, ninguém duvida disso. Mas é o maior responsável pela situação. Ele sabe armar times, mas não sabe poupar seus jogadores. Não tem sensibilidade alguma. E seus auxiliares, ou são insensíveis como Thibs ou não têm voz-ativa.

Lamentável.

Ah, sim: o Chicago venceu a partida por 103-91. Mas não há o que comemorar.

AVISO

Aos tontos que mandarem mensagem dizendo que escrevi esse texto com o coração de torcedor, a mensagem, informo, vai direto para a lixeira.

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 NBA | 20:14

CONFIRA OS FAVORITOS PARA OS PLAYOFFS DA NBA

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Times classificados, cruzamentos definidos, nada melhor do que a gente “palpitar”. Quem vai levar a melhor? Haverá surpresas? Sempre há, nós bem sabemos disso. Ano passado, por exemplo, o San Antonio, segunda melhor campanha da liga (como agora), foi surpreendido e ficou no meio do caminho ao perder para o Memphis logo na primeira rodada. Acontecerá de novo?

Não se esqueça: os playoffs começam amanhã. Sem mais delongas, vamos aos confrontos:

LESTE

CHICAGO x PHILADELPHIA
Dono da melhor campanha entre os 30 times que disputaram o campeonato na fase inicial, o Bulls é favorito neste embate diante do Sixers. Na temporada regular, o time da cidade dos ventos venceu a série por 2-1. A vitória do Phillies aconteceu exatamente na primeira etapa do campeonato, quando o time chegou a ser vice-líder da conferência. Depois, caiu dramaticamente e falou-se até em complô de alguns jogadores para derrubar o técnico Doug Collins. Mesmo com Derrick Rose ainda sem o melhor de sua forma e sem o ritmo de jogo ideal, o Bulls deve passar. Placar: Chicago 4-1 Philadelphia.

MIAMI x NEW YORK
O Heat é favorito, mas o Knicks tem que ser olhado com atenção. Afinal de contas, time que tem Carmelo Anthony, Amar’e Stoudemire e um defensor como Tyson Chandler, não pode ser ignorado de jeito nenhum. Mas o fato é que o Miami, quando põe suas cartas na mesa, elas são melhores: Dwyane Wade, LeBron James e Chris Bosh. Temporada passada, quando os playoffs chegaram, o time do sul da Flórida se transformou e só perdeu o pique na final diante do Dallas. Durante a fase de classificação, o Heat fez 3-0. Mas nestes playoffs a série será mais disputada. Placar: Miami 4-2 New York.

INDIANA x ORLANDO
Na temporada regular, com Dwight Howard em quadra, o Magic fez 3-1 no Pacers. Sem D12 o Orlando não oferecerá resistência ao Indiana, e disso deve se aproveitar o pivô Roy Hibbert. O Orlando é um time sem identidade quando não conta com Howard. Além disso, o técnico Stan Van Gundy perdeu o comando da equipe. Já o Indiana, com a adição de Leandrinho Barbosa, melhorou seu arsenal. Além disso, George Hill passou a jogar melhor na segunda metade da temporada e não seria surpresa vê-lo em quadra mais tempo do que Darren Collison. Placar: Indiana 4-1 Orlando.

BOSTON x ATLANTA
O Celtics terminou em quarto lugar, mas o Atlanta teve melhor campanha. O C’s ficou em quarto por conta do regulamento da NBA, que determina o seguinte: o vencedor de uma divisão não pode ficar abaixo do quarto lugar. No Leste deu, pela ordem, Chicago, Miami, Indiana, Atlanta e Boston nas cinco primeiras posições. Mas o Celtics passou para o quarto lugar por ter vencido a Divisão do Atlântico. Mas por ter melhor campanha, o Hawks terá vantagem de quadra. Na fase de classificação, o Boston fez 2-1. Mesmo em desvantagem de mando, o alviverde de Massachussets é favorito diante de um time que não deverá contar com um de seus principais jogadores: Al Horford, lesionado, está de fora. Placar: Boston 4-1.

OESTE

SAN ANTONIO x UTAH
Segundo melhor time na fase de classificação da NBA, o San Antonio talvez seja a equipe a ser batida nesta reta final. Seus Três Tenores estão intactos e o elenco de apoio é irrepreensível. O SAS funciona como uma máquina muitíssimo bem azeitada. Quem entra não deixa o ritmo cair. O Utah classificou-se na “bacia das almas”. Na temporada regular, perdeu a série por 3-1. A única vitória veio quando Gregg Popovich resolveu poupar suas principais estrelas. Caso contrário, o Spurs teria varrido o Jazz. Placar: San Antonio 4-1 Utah.

OKLAHOMA CITY x DALLAS
Esta é a série mais intrigante destes playoffs. O Dallas capengou na fase regular por conta de ter perdido jogadores importantes. Enquanto isso, o Thunder encantou a todos a maior parte da competição, com seu duo formado por Kevin Durant e Russell Westbrook muitas vezes não deixando pedra sobre pedra em muitos confrontos realizados. Na fase de classificação deu OKC por 3-1. Lavada novamente? É impossível, no entanto, a gente não se lembrar da frase do técnico Rudy Tomjanovic: “Jamais subestime o coração de um campeão”. Isso será suficiente para igualar a série e, quem sabe, fazer do Dallas o vencedor? Poucos acreditam. Não estou entre eles. Placar final: Oklahoma City 4-2.

LAKERS x DENVER
Em que pese o fato de o Lakers ter tido altos e baixos durante a competição e não poder contar com Metta World Peace nesta série por conta da suspensão de sete partidas (a menos que haja um sétimo jogo), o time é favorito. Na fase regular o Lakers venceu o confronto por 3-1. Kobe Bryant está descansado e focado nos playoffs. Andrew Bynum e Pau Gasol formam um dos melhores garrafões da NBA na atualidade. Denver mudou de feição e busca nova identidade. Por conta disso, não deve ser páreo para o Lakers. Placar: Lakers 4-1 Denver.

MEMPHIS x CLIPPERS
O time de Los Angeles chegou a ser sensação no começo da temporada. Com o passar do tempo, o time caiu de produção, especialmente depois da saída de Chauncey Billups (contundido, não jogará mais esta temporada) e da irregularidade de Caron Butler, que tanto pode marcar 30 pontos numa partida quanto sair de quadra com um simples dígito na pontuação. Na fase regular venceu o duelo por 2-1. Mas o Memphis é um time que cresce nesta fase do campeonato. E mais: ao contrário do ano passado, quando não pôde contar com Rudy Gay (contundido), desta vez ele estará em quadra. Série muito equilibrada e o fator quadra poderá determinar o vencedor. Placar: Memphis 4-3 Clippers.

EPÍLOGO

Como se vê, não consegui detectar nenhuma zebra em curso. De todo o modo, se o Dallas passar pelo OKC, ela terá dado o ar da graça.

Como eu costumo dizer, depois que o Dallas foi campeão, tudo pode acontecer na NBA. Até mesmo o Dallas voltar a ser campeão.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012 NBA | 20:41

AND THE OSCAR GOES TO… O BOTEQUIM ELEGE OS MELHORES DA TEMPORADA. CONFIRA!

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Falta ainda a rodada desta noite, desta quinta-feira à noite, mas não há mais nada a se fazer, adicionar ou subtrair. A gente já tem opinião formada sobre quem é quem nesta temporada. Por conta disso, vamos premiar os jogadores aqui no botequim? Vamos lá, então.

MVP — Kevin Durant
O ala do Oklahoma City termina a temporada como cestinha do campeonato. E pelo terceiro ano seguido. E a cada campeonato disputado, KD melhora seu nível técnico e mental. Como muita gente diz aqui, ele tem tudo para ser o substituto de Kobe Bryant, quando o astro do Lakers se aposentar. LeBron James poderia ficar com o cetro e a coroa se não se encolhesse tanto em momentos decisivos. Os números de LBJ, aliás, são até melhores do que os de Durant, mas um jogador não se mede apenas pela frieza dos números. Por isso, eu elejo o ala do Oklahoma City como o melhor jogador da temporada regular.

ROY — Kyrie Irving
O armador do Cleveland Cavaliers jogou esta temporada como se fosse a segunda ou mesmo a terceira. Não pareceu um novato à procura de identidade em quadra. Em muitos momentos decidiu partidas para o Cavs, ora pontuando, ora servindo os companheiros. Não fosse a contusão de Anderson Varejão, o Cavs poderia, ter conseguido uma vaga para os playoffs. É bem verdade que Kyrie teve sua tarefa facilitada por conta da contusão do espanhol Ricky Rubio, do Minnesota Timberwolves. Desde que Rubio parou de jogar, o Wolves travou, o que mostra o potencial e a importância de Rubio para o time. A briga seria intensa até este final, mas a lesão do ibérico facilitou a escolha de Kyrie.

MIP — Jeremy Lin
Sei que muita gente vai torcer o nariz, pois Lin jogou uns dois meses desta temporada. Mas o que ele jogou foi algo fora do normal. Ele transformou o New York. O time saiu do buraco e ganhou notoriedade graças a Lin. Ele alavancou o Knicks. O time ganhou mídia, ganhou torcida e ganhou confiança. Enfim, o time cresceu graças a ele — e num momento em que Carmelo Anthony e Amar’e Stoudemire estavam machucados. Depois foi a vez de Lin lesionar o joelho e não jogar mais. Mas ele já tinha “enfeitiçado” os companheiros, que apenas seguiram jogando do jeito que passaram a jogar quando Lin pegou o NYK, um dos últimos colocados da conferência, levou-o ao G8 e transformou sua campanha negativa em positiva. Lin, fácil, o jogador que mais evoluiu não só nesta temporada.

SIXTH MAN — James Harden
Esta escolha é uma das maiores barbadas da temporada. Não creio que algum outro jogador chegará perto do ala-armador do Oklahoma City quando os votos dos jornalistas norte-americanos forem abertos. Terceira escolha do “NBA Draft” de 2009, Harden, no começo, deixou a todos desconfiados e muitos chegaram a dizer que o OKC tinha “queimado” um draft. Mas Sam Presti mostrou, mais uma vez, que é um dos melhores GMs da NBA na atualidade: a escolha de Harden foi acertadíssima, sim senhor. O OKC cresce não apenas nas mãos de Kevin Durant e Russell Westbrook. Cresce também por conta do crescimento de James Harden.

MELHOR DEFENSOR — Serge Ibaka
O congolês naturalizado espanhol deu uma aula de como se deve defender nesta temporada. Rei dos tocos já no campeonato passado, Ibaka repetiu a dose neste. Melhorou também os fundamentos defensivos. Só não leva o troféu se a mídia puxar a brasa pra sua sardinha. Ou seja: escolher Dwight Howard ou LeBron James por eles serem norte-americanos. Se isso não ocorrer, Ibaka fica com o troféu.

COY — Tom Thibodeau
Não sei se Thibs vai levar este ano novamente. E não sei se ele leva exatamente porque seria um bicampeonato. A mídia norte-americana parece não gostar muito disso, pois nunca um treinador bisou a escolha. Some-se a este fato o excelente trabalho que Gregg Popovich fez no segundo turno do campeonato, quando o San Antonio mostrou ser um time e não um quinteto. Mas o que o Chicago fez sem poder contar com Derrick Rose, o atual MVP da NBA, seu cérebro, sua consciência e sua fortaleza em quadra, foi algo fora do normal. Some-se a isso o fato de que Luol Deng também se lesionou e não pôde participar de algumas partidas. O SAS não foi lesado como o Chicago. Mesmo com todas essas adversidades, o Bulls acabou a fase de classificação em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. Por isso, Thibs, para mim, é o melhor treinador do campeonato.

NBA ALL FIRST TEAM
Rajon Rondo
Tony Parker
Kevin Durant
Kevin Love
Andrew Bynum

MELHOR TIME DEFENSIVO
Rajon Rondo
Kawhi Leonard
LeBron James
Serge Ibaka
Tyson Chandler

ROOKIE TEAM
Ricky Rubio
Kyrie Irving
Kawhi Leonard
Kenneth Faried
Greg Stiemsma

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quarta-feira, 25 de abril de 2012 NBA | 19:56

BRIGA PELA ARTILHARIA DO CAMPEONATO MOVIMENTA AS DUAS ÚLTIMAS RODADAS DA NBA

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Kobe Bryant quer destronar Kevin Durant. Não que o ala-armador do Lakers tenha perdido o cetro e a coroa de melhor jogador da NBA para o ala do Oklahoma City. Kobe quer ser o cestinha desta temporada, feito este que não escapou de Durant nos dois últimos campeonatos.

Kobe, que liderou praticamente todo o campeonato, ocupa atualmente a segunda posição, com uma média de 27,86 pontos por jogo. Kevin tem aproveitamento de 27,96 tentos. A diferença, aparentemente, é pequena. Mas, na verdade, não é tão pequena assim.

Durant tem um total de 1.818 pontos no campeonato em 65 partidas disputadas. Bryant está com 1.616, mas atuou menos: 58 jogos.

O OKC entra em quadra esta noite para enfrentar o Denver. Neste mês de março passado, KD teve média de 29,0 pontos. Se repetir a dose neste confronto diante do Nuggets, pula para 27,98 pontos. Nesse caso, Kobe teria que marcar 36 pontos no confronto de amanhã diante do Kings, em Sacramento, para atingir a média de exatos 28 pontos e terminar em primeiro lugar.

A vantagem de Kobe é jogar no dia seguinte e saber de quantos pontos ele vai precisar marcar para ser o cestinha da temporada.

Durant, aliás, pode nem entrar em quadra e permanecer com a média atual e torcer para Kobe não chegar aos 36 pontos diante de seu rival californiano. Mesmo que o Thunder perca, não perde mais o segundo lugar na conferência e nem o terceiro geral. Além disso, Scott Brooks, o treinador, daria uma folga para o seu principal jogador, que, diga-se, participou de todos os jogos do time no campeonato até o momento.

Lembro-me da temporada 1993-94, quando Shaquille O’Neal e David Robinson disputavam a artilharia do campeonato. No jogo final do San Antonio contra o Clippers, em Los Angeles, Robinson marcou 71 pontos. Mas foi uma vergonha. Os jogadores do SAS não jogavam. Eles pegavam a bola e passavam para o pivô o tempo todo, de modo a ele conseguir a maior pontuação possível. Isso fez com que Shaq tivesse que marcar nada menos do que 68 pontos diante do New Jersey. Os jogadores do Lakers (e o próprio Shaq) se negaram a fazer uma palhaçada igual a dos jogadores do San Antonio.

Sendo assim, David Robinson terminou a temporada como cestinha do campeonato com uma média de 29,8 pontos contra 29,3 de Shaq, que na partida diante do New Jersey marcou 32.

Kobe, como disse, tem essa vantagem: saber quantos pontos terá que fazer para superar Durant. Mas eu não creio que ele e o time do Lakers se prestem àquele papel que Robinson e o SAS se prestaram. Se repetir o caminho, a mim será uma grande decepção. Kobe não precisa disso.

GANCHO

Metta World Peace foi suspenso por sete partidas. A maioria achou pouco. Eu também. A pena é branda perto do que ele fez. Ela só vai ter sentido se o Lakers cair fora na primeira rodada dos playoffs, sentindo demais a ausência de MWP.

Caso contrário, terminou em pizza.

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terça-feira, 24 de abril de 2012 NBA, outras | 20:49

NEW JERSEY NETS, UMA HISTÓRIA DE 35 ANOS QUE CHEGA AO FIM

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Mal acabou o jogo de ontem entre New Jersey e Philadelphia e o Nets tornou-se Brooklyn. A franquia ainda tem uma partida a realizar como New Jersey (nesta quinta, em Toronto), mas no site oficial, assim que você o acessa, se depara com a seguinte frase: “Hello Brooklyn”. E apenas o contorno do logo, que deverá ser modificado (foto reprodução).

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets. É oficial.

Assim que você entra no site, bem ao lado direito há um cronômetro em contagem regressiva dizendo que faltam seis dias e algumas horas, minutos e segundos para que o torcedor compre tíquetes para a próxima temporada. Entre os assuntos em destaque, um aviso: no próximo dia 2 de junho a franquia fará testes para escolher suas novas “cheerleaders”. Local: Long Island University Brooklyn Campus.

É possível ver também a quantas anda a construção da nova arena, o Barclays Center (foto reprodução). E como vocês bem sabem, a arena será de multiuso. Por isso, a abertura do ginásio vai ser com um show do rapper Jay-Z, um dos donos da franquia, no dia 28 de setembro próximo. No dia 2 de outubro haverá uma partida de hóquei entre o New Jersey Devils e o New York Islanders. E dá pra saber também que Andrea Bocelli fará um show no dia 5 de dezembro e que os ingressos já estão à disposição, que de 14 a 17 de março acontecerá o Tournament da Atlantic 10 Conference; e por aí vai.

Depois de 35 anos como New Jersey Nets, a franquia agora será Brooklyn Nets.

É uma história que se acaba; como acontece, já aconteceu e acontecerá com outras franquias norte-americanas, não importa a modalidade. É claro que há franquias que têm um grande comprometimento com a cidade, como Lakers, Knicks, Celtics e Bulls, por exemplo. Mas há muitas que não estão nem aí para a comunidade local e se mandam rapidinho se o lucro desaparece e surge no lugar dele o prejuízo; ou então, se dá pra ganhar mais dinheiro lá do que cá, vamos embora! O dinheiro fala mais alto, ainda mais no berço do capitalismo.

O Nets muda de endereço, mas isso também aconteceu com o Jazz, que deixou Nova Orleans e foi para Salt Lake City e transformou-se em Utah. Foi assim também com o Hornets, que deu adeus a Charlotte e foi para Nova Orleans e com o Seattle SuperSonics, que não apenas mudou de cidade, mas também de nome, transformando-se no Oklahoma City Thunder. Ah, sim, estava me esquecendo do Vancouver Grizzlies, que agora é o Memphis Grizzlies. Hoje é o Nets que muda de endereço e amanhã poderá ser o Kings, que pode deixar Sacramento e ir para Anaheim.

Voltemos ao New Jersey Nets, uma franquia que perambula não apenas de cidade, mas de liga também. Nos primórdios, ela se chamava New Jersey Americans e pertencia à ABA, American Basketball Association, que em 1976 foi encampada pela NBA e que trouxe consigo duas outras franquias: San Antonio Spurs e Indiana Pacers. Nos primórdios, eu dizia, o Americans não ficava em Newark, ficava em Teaneck, igualmente subúrbio de Nova York. Lá ficou até 1968, quando se transferiu para Long Island (norte de Nova York) e mudou seu nome para New York Nets. Foi então que em 1977 foi voltou para New Jersey, mas fixou endereço em Newark, igualmente subúrbio de Nova York, e passou a se chamar New Jersey Nets.

Agora essa história chega ao fim. Por New Jersey jogaram relíquias do basquete norte-americano, como Dr. J (foto), Nate Archibald, Rick Barry, Drazen Petrovic e Jason Kidd. E Phil Jackson, não como treinador, mas como jogador. Mas isso fica pra história, pois a mudança de endereço era questão de tempo.

Nova Jersey, infelizmente, não tem como comportar uma franquia de basquete. O Estado, aliás, é muito esquisito. A cidade mais conhecida é Atlantic City por conta de seus cassinos. A mais famosa é Hoboken, por causa de Frank Sinatra. Mas você anda por New Jersey e parece que não vê cidade alguma. O que a gente vê se parece com um bairro de Nova York. É esquisito, como disse. O aeroporto de Newark fica em Newark, mas você não vê o downtown de Newark. Eu pelo menos nunca vi.

Dizia que o fim dessa história era questão de tempo. O magnata russo Mikhail Prokhorov comprou a franquia em 2009 e por ela pagou US$ 200 milhões. Vendeu 5% de suas ações para Jay-Z. E embalado pelas ideias do rapper mudou de endereço.

Não tinha mesmo como ficar em New Jersey. Nesta temporada, por exemplo, a menor média de público entre os 30 times da liga foi exatamente do Nets: 13.961 pagantes por partida. Lembrando que o Prudential Center tem capacidade para 18.500. O novo lar, o Barclays Center, acomodará menos gente, 18.103, mas Prokhorov e Jay-Z esperam vê-lo sempre “sold out” e os ingressos sendo vendidos por um preço bem maior.

Estive no ginásio do Nets em Newark quando ele se chamava Continental Center, porque a defunta companhia aérea, comprada pela United Airlines, tinha sede em Newark. Estive no ginásio em três oportunidades: no Final Four de 1996 (o último disputado em ginásio; depois dele, o evento passou a ser jogado em domes) e em duas partidas da temporada regular do Nets contra Boston e Lakers. Não me lembro exatamente dos anos, foi no começo deste século (esquisito escrever e ler isso, não é mesmo?), mas dos jogos sim.

Lembro-me que Kentucky foi a escola campeã do Final Four batendo na final Syracuse. A universidade era dirigida por um ítalo-americano que despontava como um treinador de talento. Seu nome? Rick Pitino. Tony Delk , o armador da equipe, na época namorava a atriz Ashley Judd (foto), que tinha estudado em Kentucky e não perdia nenhum jogo do time. Delk foi eleito o MVP (no “college” é Most Outstanding Player) do torneio. Os dois perdedores do sábado foram U-Mass e Mississippi State. Em Massachusetts jogava Marcus Camby e o time era dirigido por outro ítalo-americano: John Calipari, que neste ano foi campeão com Kentucky, que naquele ano também ganhou o Final Four, como disse. Em Mississippi atuava Erick Dampier.

Lembro-me também da partida contra o Celtics. Eu estava sentado atrás do banco do Nets quando vi, numa das cadeiras de pistas do lado oposto, bem à minha frente, um cidadão de rosto bem familiar. Perguntei a um jornalista americano que estava a meu lado: quem é aquele cara? E ele respondeu: “Danny Aiello”. Se a ficha não caiu, Aiello é ator de cinema e participou de filmes como “O Poderoso Chefão 2”, “Faça a Coisa Certa”, “Era uma vez na América”, “A Era do Rádio”, “A Rosa Púrpura do Cairo” e “Feitiço da Lua”, entre outros. “Ele é um fã do Nets”, completou o jornalista.

Contra o Lakers eu já não sentei atrás do banco. Fiquei do lado, mas bem posicionado. Pela primeira vez eu vi uma partida do time angelino fora de Los Angeles e fiquei impressionado com o número de torcedores da equipe fora de casa. O ginásio estava dividido! Dirigido por Phil Jackson, que eu revia depois das finais de 1998, em Salt Lake City, o Lakers ganhou fácil a partida, comandado em quadra por Kobe Bryant e principalmente por Shaquille O’Neal, a grande estrela da companhia. Lembro-me que depois do jogo, no vestiário, esperando pela chegada dos jogadores, Shaq apareceu enrolado em uma toalha branca. Tinha um piercing em cada mamilo. Nós, jornalistas, caímos na risada ao vê-lo. Com aquele seu sorriso que ocupa metade da boca, bem tradicional, não se importou com a reação da mídia. Foi muito engraçada, a cena, e jamais vou me esquecer dela.

Também na Continental Arena eu me encontrei pela última vez com um amigo que me introduziu no mundo da NBA: Don Casey. Ele era treinador do Nets na ocasião. Casey começou trabalhando no “college”, dirigindo a Universidade de Temple de 1972 a 83. Depois foi ser assistente técnico do Chicago e Boston. Foi na época em que era auxiliar no C’s que Casey (foto) veio ao Brasil para uma clínica da NBA que aconteceu na Hebraica, em 1994. Apresentei-me a ele e entre uma conversa aqui, outra ali, ele me perguntou como é que eu me informava sobre a NBA. Eu disse que era com base nos noticiários das agências, pois trabalhava na “Folha de S.Paulo”, e também vendo o Sportscenter, da ESPN. Então ele me perguntou: “Você não conhece ninguém na NBA?”. Eu disse que não. Ele pegou meu bloco de anotações, minha caneta e escreveu um nome. Era o nome de um amigo dele que trabalhava no escritório da NBA em Nova York. Pegou sua agenda em seguida e me deu o fax do camarada, pois naquela época não tinha esse negócio de e-mail. E falou: “Mande um fax para ele e diga que a gente se conheceu no Brasil, que você é jornalista e que precisa de informações da liga. E peça pra ele te colocar no mailing da NBA”. Isso foi feito e desde então eu jamais me separei da liga. Graças a Don Casey.

Fiquei muito em Newark quando ia a Nova York querendo escapar dos preços exorbitantes dos hotéis. O hotel que eu ficava em New Jersey era perto do ginásio. Quando tinha que ir a Nova York, pegava o ônibus num ponto bem em frente ao hotel e descia na New York Port Authority, uma estação de ônibus e metrô que fica na Oitava entre a 41 e 42. Quando tinha jogos do New Jersey, eu pegava um táxi.

Isso agora é passado. Ir a Nova York de ônibus e aos jogos do New Jersey.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012 Sem categoria | 20:56

COM LARRY TAYLOR, BRASIL SE FORTALECE E PASSA A TER MAIS CHANCES NAS OLIMPÍADAS

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Todo mundo já sabe: Larry Taylor, além de americano, é também brasileiro. Seu processo de naturalização foi anunciado pela CBB, muito embora, oficialmente, ele ainda não tenha sido sacramentado. O processo final tem que ser publicado no “Diário Oficial da União”, o que deverá acontecer nesta terça-feira.

Mas isso já são favas contadas. Larry é mesmo brasileiro e estará vestindo a regata brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo. A notícia não poderia ser melhor. O Brasil precisa de um armador para ajudar Marcelinho Huertas a reger a orquestra. Entretanto, é bom frisar, Larry não é um armador puro, daqueles que adoram dar assistências e, quando sobra um tempinho, faz uns pontos.

Larry (foto CBB) é pontuador. É armador no estilo do Derrick Rose e Russell Westbrook. Não é um cara do tipo Rajon Rondo. Mas sabe conduzir o jogo, levar a bola. É armador do jeito que eu gosto. É pontuador. E por conta disso, poderá fazer um 2 numa boa. Ele, Huertas e Leandrinho Barbosa, talvez com Rafael Luz como “standby”. Com eles, o Brasil estará muito bem servido na posição. Sem contar que Marquinhos Vieira também pode fazer a função (como já fez), como Lamar Odom executava no Lakers.

O Brasil, que já tinha um bom time, está mais forte ainda. E como ficaria nosso selecionado para Londres? Acho que não vai fugir muito disso:

Armadores – Marcelinho Huertas, Larry Taylor e Rafael Luz
Alas-armadores – Leandrinho Barbosa e Marcelinho Machado
Alas – Marquinhos Vieira, Alex Garcia e Guilherme Giovannoni
Pivôs – Nenê Hilário, Anderson Varejão, Tiago Splitter e Rafa Hettsheimer.

Notem que há apenas dois alas-armadores. Mas Alex pode fazer esta função também, bem como Larry, como disse. Portanto, na verdade, temos quatro jogadores que podem jogar como “shooting guard”, assim como temos quatro “point guards”. Temos três alas e um deles, Giovannoni, pode ajudar no pivô, atuando como ala de força, como tem sido sua história na seleção brasileira. E Marcelinho Machado pode fazer um ala também (como já cansou de fazer) quando for necessário. Nossos jogadores são versáteis, e é assim mesmo que tem que ser.

Mas há opções além dessas que eu mencionei. Rafael Luz pode ficar de fora por conta de sua inexperiência. Alguém falou em Scott Machado? Se Luz é inexperiente, Machado é ainda mais. Luz participou do Pré de Mar del Plata e atualmente joga no basquete espanhol. Machado, que atuou pela universidade de Iona (NY), fez um ótimo campeonato universitário, é verdade. Vai entrar no “NBA Draft” desta temporada e muitos o colocam na segunda rodada. Mostrou predicados, certamente, mas não o considero mais experiente que Luz. A menos que a opção seja pela qualidade técnica.

Outra possibilidade é Luz de fora e a convocação de outro pivô. Um pirulão é mais factível do que outro armador, até porque quatro pivôs pode ser perigoso, muito embora Giovannoni, como eu disse, possa fazer um ala de força. Muito se fala no nome de Fab Melo. O brasileiro que jogou pela Universidade de Syracuse teve muitos problemas fora das quadras nesta temporada. Foi acusado de bater na namorada e não participou do “Tournament” porque não obteve notas para isso. Será que Magnano convocaria um jogador assim? Tenho dúvidas. Se ele optar por outro grandalhão, acho que ele vai apostar em Murilo Becker ou Augusto Lima.

Confesso que estou entusiasmado. Acho que com esse grupo o Brasil tem chance de fazer bonito. Fazer bonito é ficar em quinto lugar, por exemplo. Ouvi alguém falar em medalha? Acho difícil; na melhor das hipóteses, um bronze se tudo der certo.

O Brasil não tem mais time do que EUA, Espanha, França, Argentina e qualquer um dos três europeus que devem se classificar no Pré da Venezuela. A saber: Lituânia, Montenegro e Grécia.

Mas não custa sonhar.

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NBA | 11:39

KOBE E DOIS JOGADORES ESQUECIDOS FAZEM LAKERS RESSURGIR E BATER O OKC

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O Lakers aproveitou a chance derradeira. Fez o jogo que ele tanto precisava fazer para mostrar ao mundo da NBA que ele está vivo. Mandou um recado a todos: rapaziada, fique com a barba de molho, pois o campeão voltou — acho excelente este cântico cunhado pela torcida do São Paulo.

Sim, o campeão voltou. Vencer do jeito que o Lakers venceu o Oklahoma City, ontem à tarde, em Los Angeles, por 114 a 106, com direito a duas prorrogações, é de entusiasmar e amedrontar. Entusiasmar seus torcedores; amedrontar seus adversários.

O Lakers chegou a estar 18 pontos atrás. No último quarto, 17. E o que aconteceu para que este cenário devastador, de tragédia, mudasse completamente a ponto de levar o Lakers a uma vitória extraordinária? Simples: dois jogadores; dois jogadores vindos do banco surgiram do nada e aplicaram uma peça nos garotos de Oklahoma City. Seus nomes? Jordan Hill e Devin Ebanks.

Hill já tinha mostrado que o domingo poderia ser dele no segundo quarto, quando entrou pela primeira vez na partida. Jogou 8:53 minutos e marcou seis pontos e quatro rebotes. Neste período, Ebanks teve uma aparição tímida, de apenas 1:37 minutos, tendo contribuído com apenas dois rebotes. Mas Hill não; Hill tinha deixado claro para o treinador Mike Brown que ele poderia e deveria ser usado.

E foi o que o mister do Lakers fez no segundo tempo e na prorrogação. Hill e Ebanks tiveram muitos minutos, mas muitos minutos mesmo e foram as surpresas dos amarelinhos, que ontem jogaram de branco porque aos domingos os amarelinhos sempre jogam de branco.

REPÚDIO

Vocês que me acompanham sabem muito bem que eu não sou alinhado com a malandragem, com a trapaça e com o mau-caratismo. Desprezo a violência, física e verbal. Por conta disso, não gosto de jogador e técnico que se comportam assim. Acho desprezível. Por conta disso, bato abertamente em Blake Griffin, que pra mim é um jogador sujo. Por conta disso, desprezei a vitória do Miami sobre o Chicago. Por conta disso, nunca fui fã do Detroit Pistons de época dos Bad Boys, comandado em quadra por Isiah Thomas, Bill Laimbeer e Dennis Rodman.

Ron Artest é um cara assim: sujo e mau caráter. Perdeu milhões de dólares por causa de uma suspensão de 86 jogos em 2004 quando vestia a camisa do Indiana Pacers. Naquela noite, quis se engraçar com Ben Wallace, na época pivô do Detroit, mas tomou uma invertida. Apanhou e ficou quieto. Afinou. Depois, foi descontar sua frustração em cima da torcida. E foi suspenso.

Artest foi aposentado no começo desta temporada e surgiu Metta World Peace. Estávamos vendo uma nova personalidade em quadra. Até que veio o jogo de ontem…

PERSONALIDADE

O que dizer da atitude de Metta World Peace? As imagens dizem tudo. A agressão foi um ato de covardia. MWP teve comportamento de Artest: foi cafajeste em toda a extensão da palavra. E mau caráter.

O que se pergunta é: por que MWP (foto Getty Images) se transformou novamente em Artest? Artest lutava contra Artest, tanto lutava que decidiu pelo desaparecimento de Artest. Criou Metta World Peace. MWP parece lutar desesperadamente contra essa outra personalidade, violenta, que às vezes vêm à tona e estraga tudo de bom que deve existir por trás desse cara de músculos salientes e atitudes atrevidas.

MWP leiloou seu único anel de campeão. Queria dinheiro para doá-lo a instituições que trabalham e pesquisam o comportamento humano do ponto de vista mental. Em outras palavras, instituições que se preocupam e querem entender melhor os desvios de personalidade no ser humano, que muitas vezes criam histórias aterrorizantes, daquelas que a gente vê pipocar no noticiário. Artest se preocupava com isso, porque sabia que dentro dele, lá no fundo, existe um cara assim. E esse cara ele quer sufocar, matar — para não morrer.

Esse cara é Ron Artest. Ontem ele reapareceu. Deve ter envergonhando Metta World Peace. Deve tê-lo levado às lágrimas. Deve tê-lo feito acordar nesta manhã de segunda-feira e ido buscar rapidamente o consolo e o entendimento no divã de seu psicanalista.

No fundo, eu consigo ver um cara bom dentro de Artest. Esse cara é Metta World Peace.

PUNIÇÃO

Independente do esforço de Metta World Peace em se transformar num ser humano melhor, ele não pode passar incólume ao fato de ontem. MWP tem que ser punido — e com rigor.

Apenas a suspensão de uma partida é muito pouco. MWP tem que pegar uma suspensão pesada. Gesto assim vai ajudá-lo na busca de uma pessoa melhor. Afagar sua cabeça e deixar que tudo isso acabe com uma suspensão branda só vai atrapalhá-lo.

ALTERNATIVA 1

O resultado da recaída de Metta World Peace abriu brecha para o surgimento de Devin Ebanks. Antes de a temporada começar, disse nesse botequim que via qualidades em Ebanks pelos jogos que assisti na pré-temporada diante do Clippers. Mike Brown, todavia, não tinha o mesmo pensamento meu. Tanto que Ebanks mal entrou em quadra nesta temporada.

Ontem, foi jogado às feras. Teve de marcar simplesmente Kevin Durant, um dos melhores jogadores de sua geração e, para muitos, o futuro sucessor de Kobe Bryant. E conseguiu.

No primeiro tempo de jogo, marcado por MWP e Matt Barnes, KD fez 21 pontos. No segundo tempo, com Ebanks em sua cola, Durant anotou 12. Foi reduzido quase que a metade. Na primeira prorrogação, KD zerou, mas na segunda, mostrou a Ebanks que ele, embora tenha muito talento defensivo, ainda terá que queimar muita lenha para anulá-lo completamente: KD anotou simplesmente nove pontos, todos os nove pontos do OKC neste último tempo-extra. Mas foram insuficientes.

O Lakers venceu e Ebanks também. Marcou muito bem a Durant e deixou claro para o treinador que quando o time precisar de seus préstimos, de seu talento defensivo, é só chamá-lo que ele estará pronto. E em playoffs, defesa é artigo cobiçado por todos.

ALTERNATIVA 2

Com Andrew Bynum atrapalhado em quadra (tomou dois tocos humilhantes de Serge Ibaka em uma mesma jogada), sendo eficiente apenas nos tocos (distribuiu cinco nos 28:57 minutos em que jogou), o que fez Mike Brown? Passou Pau Gasol para o pivô e deixou Jordan Hill como ala de força. E deu certo.

Assim que terminou o terceiro quarto, com o OKC na frente em 77-61, o treinador angelino mandou a quadra o seguinte quarteto: Steve Blake, Ramon Sessions, Devin Ebanks, Jordan Hill e Pau Gasol. Com 8:08 de bola pingando, Brown colocou Kobe Bryant na vaga de Sessions. O Lakers perdia por 81-68. Com esse quinteto, Blake, Kobe, Ebanks, Hill e Gasol (foto Getty Images), o Los Angeles fez uma corrida de 23-10, empatou o jogo em 91 pontos e levou-o à prorrogação. Hill contribuiu no segundo tempo com seis pontos e seis rebotes, terminando o tempo regulamentar com 12 pontos e dez ressaltos.

Vieram as duas prorrogações e Hill adicionou mais dois pontos e cinco rebotes, terminando a partida com 14 pontos e 15 rebotes. Ao lado de Gasol, foi o dono do garrafão do Lakers “down the strecht”. E deixou claro para a franquia que vale a pena apostar em seu jogo sempre que Bynum se deixar levar pela soberba.

Corretamente Mike Brown deixou seu pivô titular no banco todo o último quarto e as duas prorrogações.

MARCAÇÃO

Gostei de ver Kobe Bryant ontem. Não pelos seus 26 pontos, oito assistências e seis rebotes. O que eu gostei foi de vê-lo marcando em cima Russell Westbrook nos momentos derradeiros da partida.

Kobe não é mais nenhuma criança, precisa de repouso para aguentar principalmente os playoffs. Mas tem momentos em que ele, líder que é, tem que chegar para o treinador e dizer: estou pronto para a batalha; deixa que de Westbrook cuido eu.

Foi o que ele fez. Westbrook foi um desastre na partida: 3-22 nos arremessos (13,6%). Salvou-se pelas dez assistências.

ENCANTO

Sobre o Oklahoma City, o que dizer? Nada, simplesmente nada, pois eu só tive olhos ontem para ver o Lakers jogar.

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domingo, 22 de abril de 2012 NBA | 13:44

LAKERS TEM CHANCE DERRADEIRA DE MOSTRAR QUE PODE BRIGAR PELO TÍTULO

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Rapidinho, como faço aos domingos, porque daqui a pouco, 14h de Brasília, a bola começa a quicar na NBA com o jogo New York x Atlanta. Mas o quente mesmo da rodada fica por conta de Lakers x Oklahoma City, em Los Angeles, às 16h30.

Leio no “LA Times” a preocupação da mídia e dos torcedores em relação ao futuro do Lakers. Segundo o jornal o time tem um péssimo retrospecto contra quem eles chamam de “elite team”. Ou, os contendores de verdade pelo título desta temporada.

Diz a reportagem que contra os “elite teams” do Leste a campanha do Lakers é de 1-3: a única vitória veio diante do Miami e as derrotas para o próprio Heat, Chicago e Indiana. O jornal não classifica o Boston como um dos times da nata do Leste. O diário angelino erra, pois o Celtics é sim senhor uma das forças desta conferência. Só porque ele está em quarto lugar? Só vale se estiver entre os três primeiros? Discordo.

Achei até engraçado esta ausência do C’s, pois contra eles o Lakers fez 2-0, ganhando em casa e fora.

Como o Lakers é atualmente o terceiro colocado do Oeste, o jornal confronta sua campanha contra os dois primeiros: San Antonio e Oklahoma City. Diante do SAS o desempenho é de 1-2; frente ao OKC, 0-2. Quer dizer: 1-4 quando o assunto é o enfrentamento contra as forças de sua conferência. E as derrotas para esses dois oponentes vieram por uma diferença média de 17,3 pontos por partida.

E hoje tem o embate diante do Thunder. Segundo o jornal, a chance derradeira para o Lakers mostrar que vai entrar nos playoffs para brigar pelo título do Oeste e depois pelo da NBA.

RODADA

O Chicago agradece Nenê Hilário. O brasileiro fez a cesta que deu a vitória ao Washington, em plena Miami, diante do Heat: 86-84. Com o resultado, o time do sul da Flórida soma agora 18 derrotas duas a mais do que o Bulls, que terá exatamente mais dois jogos pela frente: Indiana, fora, e Cleveland, em casa. Acho pouco provável que não consiga vencer uma dessas duas partidas para assegurar, matematicamente, o título da conferência.

Para chegar a esta posição confortável, o Bulls passou pelo Dallas, ontem, em Chicago: 93-83. Muito dessa vitória tem a ver com o retorno de Derrick Rose. Embora o armador tenha mostrado muito pouco perto do que pode render, sua presença física, em quadra, aumenta a confiança dos companheiros. D-Rose terminou a partida com 11 pontos e oito assistências. O destaque ficou por conta, mais uma vez, de Luol Deng: 22 pontos (4-7 nas bolas de três) e seis rebotes.

Em Miami, o Heat sofreu um duro golpe com a contusão de Dwyane Wade logo no início da partida. Deslocou o indicador canhoto e não voltou mais. Duro golpe porque Erik Spoelstra, técnico do Miami, resolveu poupar LeBron James e uma vez mais Chris Bosh. Achou que D-Wade, sozinho, levaria o time à vitória. O imponderável, no entanto, destruiu os planos de Spo.

Nenê jogou 20:40 minutos e terminou a partida com 11 pontos e três rebotes. Destaque para as 13 assistências de John Wall, a última delas para Nenê fazer a cesta que deu a vitória ao Wizards. Os dois, aliás, mostram que podem formar uma dupla bem interessante na reconstrução da franquia da capital dos EUA.

Em Salt Lake City, o Utah deu um passo importantíssimo para ficar com a última vaga do Oeste ao vencer o Orlando por 117-107. Com o triunfo, posiciona-se em oitavo lugar na conferência com 30 derrotas, uma a menos do que Phoenix e Houston, que ainda sonham com a vaga para os playoffs.

Ma próxima terça-feira, o Jazz recebe exatamente o Phoenix. Se ganhar, elimina o concorrente, pois terá apenas mais um jogo pela frente, diante do Portland, fora de casa. O Houston pega hoje o Miami e depois recebe o New Orleans, na terça. Precisa ganhar as duas contendas; não tem acordo.

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