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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 21:02

MENSAGENS SENSACIONAIS E O SILÊNCIO DA CBB

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As manifestações de apoio que o blog vem recebendo por conta do primeiro texto que publiquei, pedindo o afastamento de Gerasimis Bozikis do comando da CBB, estão sendo emocionantes. Gente de todos os cantos se solidarizando com o que foi escrito.

Thanx, guys!, eu sabia que vocês iriam entender perfeitamente o que eu escrevi e propus. Infelizmente, não há mesmo outra saída. Rebelar já!

Embora todas as mensagens sejam excelentes, gostaria de reproduzir a que foi enviada pelo Guilherme Maia, presidente do Franca Basquete:

“Parabéns pela abordagem, você realmente tem razão, não há outro caminho, todas as formas de diálogo foram esgotadas com a CBB, rebelar-nos é o melhor caminho, mas somente teremos resultado se a ação for conjunta, ganharemos adeptos a cada dia, pois a insatisfação é quase geral; quase, pois alguns que estão sendo beneficiados estão com os olhos vendados para o pior momento do basquetebol brasileiro. Abraço, Guilherme Maia.”

É certo que o time francano foi favorecido com o que escrevi. Mas pergunto: por que a CBB não se manifestou? Uma mensagem em tom de indignação, munida, é claro, de documentos e fatos que desautorizem tudo o que escrevi. Algo em tom de defesa, de contestação, de desaprovação. Mas nada, absolutamente nada. Silêncio total.

Ou nos tratam (coloco no plural porque vocês estão juntos nesta empreitada, claro que foram nas mensagens enviadas) com desdém, próprio dos arrogantes, ou porque, envergonhados, nada têm a dizer e dão voz ao velho ditado que diz que quem cala consente.

O que eu penso? A alternativa “a” é a correta, infelizmente. Duvido que o Grego e sua diretoria se envergonhem de tudo de ruim de que eles fizeram, fazem e farão com o nosso basquete.

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 20:06

O MEDO DOS JOGADORES AMERICANOS NA SÉRVIA

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A independência do Kosovo com o aval dos EUA está causando problemas para o Efes Pilsen. Tudo porque quatro dos seis jogadores norte-americanos do time turco decidiram não ir à Sérvia (a qual o Kosovo pertencia) para o jogo desta quarta-feira (28/02) contra o Partizan Belgrado.

Drew Nicholas, Loren Woods (ex-Minnesota, Miami e Toronto), Rashad Wright e Andre Hutson acataram recomendação do governo dos EUA, que orienta seus cidadãos a não ir à Sérvia por razões de segurança. Dois outros jogadores norte-americanos, no entanto, Scoonie Penn e Kenny Gregory, decidiram viajar para a partida de amanhã contra o Partizan. Os dois mais o técnico do time, o também americano David Blatt.

A direção do time turco está maluca com a decisão dos quatro de se ausentar. E avisou: se eles não aparecerem para o jogo válido pelas quartas-de-final da Euroliga, serão demitidos!

Os quatro temem ser agredidos durante a partida. O governo sérvio avisa que dará todas as garantias aos jogadores e garante que nada irá acontecer a eles. Um plano de segurança, feito pelo governo de Belgrado, foi apresentado à embaixada da Turquia, que o aprovou.

Pergunto: se você fosse um jogador norte-americano, o que faria? Acataria recomendação do governo dos EUA ou confiaria no plano de segurança elaborado pelo governo sérvio?

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 18:32

HOUSTON PERDE YAO E PODE FICAR DE FORA DOS PLAYOFFS

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A notícia não poderia ser pior para o Houston: Yao Ming está fora da temporada. Tudo por causa de uma fratura por stress no pé esquerdo.

Os números do pivô chinês são sólidos neste campeonato: 22 pontos e 10.8 rebotes por jogo. Nesta segunda metade da competição (o “All-Star Weekend” funciona como um divisor de águas no campeonato), o time vem num crescimento incrível: 12 vitórias consecutivas, dos últimos 17 jogos venceu 16 (na única derrota, contra o Utah, o chinês não jogou) e neste ano o recorde é de 21 vitórias e apenas quatro derrotas.

Sétimo colocado na Conferência do Oeste e candidatíssimo a uma das vagas para os playoffs pelo basquete que o time vem jogando, fica agora a pergunta: sem Yao, vai dar?

O reserva imediato seria o veteraníssimo Dikembe Mutombo, 41 para 42 anos. Seria porque ele nem está jogando por causa também de contusão – e cá pra nós, não agüentaria o tranco também. A solução é improvisar o rookie argentino Luis Scola, que atuou na posição na derrota para o Utah.

Acontece que além de inexperiente Scola tem apenas 2,06 m de altura, inapropriada para um pivô. Não tem também físico para um jogador da posição. Sobra-lhe garra, como acontece com todos os argentinos, mas eu pergunto: é suficiente?

Acho difícil. Penso que uma das vagas do Oeste para os playoffs, que poderia ser do Houston, agora se abre. Denver, Portland e Sacramento agradecem, embora estejam consternados com a contusão de Yao.

Estariam mesmo?

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 17:35

REBELAR JÁ, NÃO HÁ OUTRA ALTERNATIVA

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Bem, em primeiro lugar, gostaria de dar um alô para todos os meus companheiros blogueiros aqui do esporte: Paulo Cleto, Rogério Andrade, Helena, Rizek, Flávio “Da Silva” Gomes, Michel, André, Polanco, meu velho chapa Milton Neves e o Gian “Carcamano” Oddi. Não sei se tenho condições de figurar ao lado de vocês todos, mas já que a oportunidade me foi dada, vou abraçá-la. Thanx, Gian!

Claro que eu não posso me esquecer dos que estão na frente do PC ou do laptop neste momento. Um alô bem especial pra vocês que acessam o iG. E obrigado por isso. Espero que vocês se mantenham fiéis e não sejam indiferentes ao que irei abordar aqui neste espaço a partir de hoje. Por isso, aplaudam e/ou xinguem. Não importa. Opinem, ajudem, sugiram; enfim, este espaço foi criado pra nós que gostamos de esporte — ou de basquete, principalmente.

Gostaria muito que este primeiro tip-off fosse sobre coisas boas. As trocas finais que aconteceram na NBA, sobre o Nenê que começa a quimio amanhã (26/02), sobre o college que anda a mil, a Euroliga; mas, infelizmente, o tema que se escancara no momento é sobre mais uma desfaçatez do presidente da CBB, Gerasimis Bozikis.

A retaliação dele com Franca é covarde, para dizer o mínimo. Está histérico porque o time francano encabeça a lista dos “rebelados” que criaram uma liga de basquete. É um direito que as equipes têm. Está previsto na Lei Pelé. O mundo dança esta valsa, dos EUA à Europa, passando pela Ásia e Oceania.

Grego (foto), como é conhecido, não quer isso. Não quer largar essa teta tentadora, saborosa e generosa que é o nosso basquete. Nada tenho contra continuísmos, quero deixar bem claro. Se o cara é bom, tem que ficar. Mais ainda: tem que ser remunerado. Mas se é ruim, como é o caso dele, cai fora!

David Stern assumiu a NBA em 1984. Mudou a liga. Antes decadente como instituição e associada a jogadores drogados – a final de 1980, quando Magic Johnson ganhou seu primeiro título, não foi transmitida ao vivo para os EUA, apenas em VT, algumas horas depois -, hoje a liga é admirada e conhecida em todo o planeta. Se está indo tão bem, por que trocar? Stern vai quase todos os dias ao prédio da NBA na 5ª. Avenida há 24 anos. Ninguém sabe ao certo quanto ele ganha, mas especula-se que ele amealha cerca de US$ 10 milhões por temporada. Já falaram em US$ 20 milhões. Por que não? Nada mais justo por tudo o que ele fez. Concordam?

Voltando ao nosso caso, pergunto: quanto mereceria ganhar Grego? Nada. Merecia, isto sim, um pé bem dado nos fundilhos.

O que fazer então para mudar a situação? Rebelar-se; não há outra saída. É complicado dizer isso, eu sei, até porque o perfil do brasileiro é de um povo conciliador. Não fomos forjados para ir à luta. Somos pacíficos, para não dizer acomodados (queria dizer outra coisa, mas como se trata do meu primeiro texto, deixa pra lá, pois não quero chocar os mais sensíveis; com o tempo vocês me conhecerão melhor).

Os clubes deveriam abandonar a CBB de uma vez. Todos! Ninguém cede jogador para a seleção e nem participa de campeonato organizado pelo Sr. Bozikis. Os jogadores que estão fora do país deveriam assumir uma postura firme, sem a miopia do amor à pátria, como tentou Nenê e foi mal interpretado pela maioria – até mesmo pelo incomparável Oscar Schmidt. A hora não é para isso. Se forem convocados, deveriam dizer: não aceitamos enquanto o Grego estiver na principal cadeira da Avenida Rio Branco 245, 16º. andar, Rio de Janeiro. E mais: ninguém se habilitaria a treinar o nosso time masculino, caso fosse convidado, pois no momento o técnico é o espanhol Moncho Monsalve.

Tem que ser assim, no pau. Ninguém pode afinar ou se curvar a discursos conciliatórios. Vamos abrir, por favor, uma concessão em nossa história neste momento. Vamos pro pau!, repito.

Quero ver se isso fosse feito se o presidente do COB, o acomodado, pra dizer o mínimo, Carlos Arthur Nuzmann, não iria tomar providências. Quais? Qual, eu diria: batalhar pelo afastamento do Sr. Bozikis da CBB. Não há outra saída.

Mãos à obra, guys! O tempo urge; os dois Pré-Olímpicos estão logo aí. Ainda dá tempo.

Foto: CBB

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