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segunda-feira, 16 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 20:33

NO FEMININO, BRASIL VOLTA A MOSTRAR DIFICULDADES OFENSIVAS E SUCUMBE DIANTE DOS EUA

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Não teve mesmo jeito: a diferença é muito grande entre o basquete que nossas meninas praticam e o basquete que as meninas norte-americanas jogam. Elas dominam todos os fundamentos; de ataque e defesa. Enquanto isso, nosso selecionado até que mostrou qualidades defensivas, mas no ataque foi mal. Não temos jogadas e só sabemos atacar com bolas de três (não apenas por opção, mas também por imposição dos adversários) e algumas infiltrações.

Historicamente, nosso basquete sempre teve como característica o ataque. Aliás, não apenas o basquete, mas o futebol, o vôlei etc e tal. Faz parte do nosso caráter. Gostamos de nos divertir, gostamos de ter a bola, gostamos de atacar. Sempre foi assim.

De uns tempos pra cá, com o advento do cabo e depois com a globalização e principalmente porque começamos a ficar para trás (no caso do masculino) por absoluta carência de material humano, mudamos a chavinha e passamos a dar valor à defesa. O mundo estava praticando esse jogo, por que a gente não faria o mesmo? E estava dando certo, pois os EUA foram destronados por conta do jogo defensivo e paciente de europeus e argentinos.

Mas aí aconteceu o que ninguém esperava: do mesmo modo que éramos obsecados pelo ataque, hoje a obsessão é a defesa. Se no passado defendíamos mal e nos apoiávamos no ataque para construir vitórias e conquistar títulos e medalhas — ou mesmo boas colocações em torneios importantes —, hoje fazemos o contrário: buscamos sustentação na defesa que, dizem os entendidos, é por onde se pavimenta o caminho para vitórias e títulos.

O fato é que, como disse Rubén Magnano, nosso treinador no masculino, basquete é 50% ataque e 50% defesa. Hoje temos noções defensivas que não tínhamos no passado, tanto no masculino quanto no feminino. Mas o problema agora é o nosso ataque: não sabemos atacar mais. Quando enfrentamos times que marcam em zona, então, é um problema; quando eles nos apertam individualmente, o drama diminui um pouco, pois possibilitam infiltrações que podem terminar em bandeja ou mesmo em um passe para alguém arremessar de três (outra nossa obsessão).

Foi exatamente isso o que vimos nesta partida perdida diante dos EUA por 99-67. Um Brasil extremamente aplicado na defesa, que comportou-se muito bem em alguns momentos (especialmente no terceiro quarto), mas que não soube o que fazer quando ataca sem ser no contra-ataque. Aliás, nosso ataque também nos comprometeu quando as americanas nos pressionavam. Nossas meninas não sabiam como sair dessa marcação, se atrapalhavam com a bola nas mãos e a perdiam. Os EUA, assim, em dois momentos do jogo, definiram a partida: abriram 13-2 no início do jogo e depois um 11-2 no último quarto.

Além disso, nossas duas melhores jogadoras, Iziane e Erika, são jogadoras que funcionam bem em times onde elas não têm que ser a estrela da companhia. Quando isso ocorre, elas se destacam; quando têm que definir, não apresentam o mesmo desempenham. Magic Paula, dia desses, disse pra mim: “A Erika não define jogo”. E para muitos ela é a nossa melhor jogadora. Se a nossa melhor jogadora não sabe definir uma partida, o que podemos esperar do nosso time?

É claro que tenho que relativar o jogo desta segunda-feira, pois foi diante dos EUA, a maior seleção do planeta, tetracampeã olímpica e que das últimas sete Olimpíadas ganhou seis. Mas, pelo que vi neste amistoso e pelo que li dos confrontos diante da Austrália, acho difícil que tenhamos sucesso nas Olimpíadas de Londres. Quando digo sucesso falo em disputar medalha. Não acredito nisso. Quero, no entanto, estar errado, pois torço demais por nossas meninas. Mas temo não estar tão equivocado assim.

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Sem categoria | 17:07

DIAS SOMBRIOS DEVEM MARCAR O FUTURO DO CHICAGO BULLS

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Uma pausa sobre seleção brasileira e Olimpíadas para falar de NBA. No caso, do Chicago. Muitos parceiros têm me perguntado: Sormani, nada do Bulls? Não veio ninguém até agora?

Nada do Bulls; e não veio ninguém até agora. O Chicago, até este momento, apenas se desfez de jogadores. Está desmontando aquele que era considerado o melhor banco da NBA. Já saíram C. J. Watson (foi para o Brooklyn), Kyle Korver (acertou com o Atlanta), Ronnie Brewer (está ainda sem time) e Omer Asik (deve ir para o Houston, que ofereceu US$ 25 milhões por três anos de contrato, oferta esta que o Chicago não irá igualar).

E por que o Chicago faz isso? Porque não deve estar apostando nem um níquel sequer na próxima temporada. Não aposta nem um níquel sequer porque deve ter escutado dos doutores do time que Derrick Rose vai praticamente perder todo o próximo campeonato por causa da cirurgia no joelho. Desta forma, seria muito difícil para o time brigar por vaga nos playoffs. Sendo assim, a franquia pensa em: a) economizar; b) abrir espaço no “cap” pensando no futuro; c) investir em drafts, o que ocorreu na saída de Korver.

O que se comenta é que o único jogador de relativo peso a ser contratado é Kirk Hinrich (foto). Ele, que começou sua carreira jogando pelo Chicago (2003-04) e lá ficou até o final da temporada 09-10, viria para ser o substituto de D-Rose neste próximo campeonato. Dividiria o “back court” com Jimmy Butler, que foi recrutado na temporada passada e não mostrou nada demais. O quinteto titular do Chicago, ao que tudo indica, será este:

Kirk Hinrich
Jimmy Butler
Luol Deng
Carlos Boozer
Joakim Noah

Dá pra brigar por vaga nos playoffs? Se os jogadores não se cansarem, dá. Mas o fato é que é impossível jogar e não se cansar. É impossível jogar os 48 minutos das 82 partidas. Quando o Bulls tiver que recorrer ao banco, a quem ele vai pedir socorro?

Sobraram Richard Hamilton e Taj Gibson. E o “rookie” Nikola Mirotic, um ala de força nascido em Montenegro de apenas 21, que barbarizou na liga espanhola com a camisa do Real Madri. Isso, no entanto, não é garantia de nada, pois basta ver o que Tiago Splitter, que até MVP da ACB foi, vem fazendo com a camisa do San Antonio.

Claro que outros jogadores devem chegar. Não dá para encarar uma temporada com oito atletas. A NBA determina que sejam 15 por equipe. Outros sete chegarão. Mas não vão causar nenhum impacto e nem arrancar suspiros dos torcedores.

Esta, pois, é a realidade do tricolor de Illinois.

Se esta secura significar dias de prosperidade no futuro, tudo bem. Mas se esta estiagem significar a volta aos tempos sombrios, que Jerry Reinsdorf, dono da franquia faça alguma coisa. Ou demita Gar Forman, o gerente geral, ou venda o time para alguém disposto a explorar esse grande mercado que é Chicago. Cidade rica e franquia com a terceira maior torcida da NBA — isso se não for a segunda.

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domingo, 15 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 20:04

REFLEXÕES SOBRE OS AMISTOSOS CONTRA OS EUA NESTA SEGUNDA-FEIRA

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Algumas pessoas estão questionando a validade deste amistoso de amanhã contra os EUA (21h de Brasília, com SporTV). Para elas, é uma temeridade enfrentar os norte-americanos, porque uma sova daquelas (e ela pode acontecer) abalaria a confiança do nosso selecionado.

Depende.

É voz corrente entre a esmagadora maioria dos nossos torcedores que o Brasil vai brigar uma medalha nos Jogos de Londres. Alguns exageram e dizem que pode ser até pelo ouro. Ou seja: estaremos na final olímpica e se os EUA nos menosprezarem, vamos proporcionar a eles uma surpresa de dimensões gigantescas, superando, de longe, o feito alcançado pela geração de Oscar Schmidt e Marcel Souza nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, 1987. Exagero puro; mas há quem pense assim e eu respeito, claro.

Anderson Varejão (Foto CBB) já declarou, alto e bom som, que o Brasil vai brigar por medalha. Eu perguntei a Rubén Magnano se nossa realidade não é apenas chegar às quartas de final. E ele me disse que não entra em competição com pouca cobiça. E sua pretensão é uma medalha: “Se eu disser que não dá, os jogadores se acomodam”.

Há uma grande diferença entre a postura da torcida e a de Magnano. Mas, se você quer saber, no final elas podem significar a mesma coisa: a conquista da medalha olímpica.

A torcida se agarra na qualidade dos nossos jogadores e no próprio Magnano para sonhar com o pódio. Nosso treinador se apega ao grupo, na confiança em seu próprio trabalho e em sua história. Em Atenas, 2004, ninguém dizia que a Argentina poderia ganhar o ouro olímpico; e ganhou. Mas, convenhamos, há uma grande diferença entre aquele esquadrão argentino e o nosso dos dias de hoje. Além disso, embora aquele time dos EUA contasse com Allen Iverson, Tim Duncan e os novatos Dwyane Wade e LeBron James, os norte-americanos de hoje são mais determinados e mais maduros do que aquela seleção olímpica que até de Porto Rico perdeu. Além disso, os EUA de hoje contam com um treinador que o mundo respeita: Coach K.

Portanto, sonhar com o ouro, realmente, parece delírio. Mas medalha é possível? Uma prata, um bronze?

Não sei até onde vai o entusiasmo de Magnano (Foto CBB). Não sei o que ele vende aos jogadores. Mas eu sei do entusiasmo dos torcedores. E não se fala em outra coisa, na maioria das manifestações pela internet que não em medalha.

Esse entusiasmo dos torcedores seria o mesmo dos jogadores?

Esse é o meu medo.

Confiança é muito bom; entusiasmo exagerado é muito ruim.

Por isso, fico pensando cá com meus botões: será que uma derrota daquelas não seria bom para todos nós? Para os jogadores e principalmente para os torcedores? Isso colocaria a todos com os pés no chão. Mas eu também me pego pensando no seguinte: será que uma sova impiedosa não tiraria completamente o nosso moral?

Eu, sinceramente, acho muito difícil conquistar uma medalha, embora mantenha a torcida e às vezes me deixo contagiar pelo entusiasmo da maioria. Mas quando estou com os pés no chão, acho que o Brasil passa da primeira fase, mas para na seguinte. Não creio que nosso selecionado possa vencer a Rússia — e muito menos a Espanha. Mas acho que dá para ganhar da Austrália. Isso nos colocaria no terceiro posto no Grupo B, desde, é claro, que se vença Grã-Bretanha e China.

Se isso acontecer, vamos pegar na fase seguinte o segundo colocado do Grupo A. Os EUA serão o primeiro, sem dúvida. E o segundo, quem será? França ou Lituânia? Alguém aposta na Argentina? Eu não aposto. Acho que nossos vizinhos ficarão com a quarta vaga. Creio que Lituânia e França brigarão pelo segundo posto. E se isso acontecer, acho difícil que nosso time passe por qualquer um deles. E se der Argentina, é porque eles estão bem. E se os argentinos estiverem bem, eles são como o Boston, um time envelhecido, mas que conhece o caminho das pedras. Ficaria igualmente difícil.

Por tudo isso, acho muito difícil o Brasil passar das quartas.

Não sei se estou com aquela depressão dominical e por isso um tanto mal humorado.

Talvez seja mesmo o caso de deixar esse domingo passar.

MENINAS

Das meninas eu tenho pena. A preparação foi equivocada — a demissão de Enio Vecchi foi um grande erro da parte de Hortência Marcari (Foto CBB) — e nossa geração é apenas mediana. O Brasil só se classificou para Londres porque estamos em uma zona muito fraca. Cuba não tem mais o poder de antigamente e a Argentina consegue ser mais fraca que o Brasil. Além disso, os EUA, por terem conquistado o Mundial, se classificaram para os Jogos automaticamente e, por conta disso, ficaram fora do nosso caminho.

O Brasil foi humilhado pela Austrália em 28 de junho passado em Melbourne: 102-58. As australianas são a segunda força do basquete feminino mundial, mas bem atrás das norte-americanas.

Se a lógica prevalecer, nossas moças voltarão a ser humilhadas amanhã (18h de Brasília, também com SporTV). Esse amistoso sim poderia ter sido evitado. Nova derrota, nos moldes daquela diante da Austrália, vai abalar consideravelmente o moral das nossas garotas.

Mas não teve como evitar esse amistoso. Ele faz parte do pacote da Nike com a CBB. A patrocinadora tem direito a marcar esses jogos. Paga para isso.

No final, todavia, a conta quem vai pagar é nossa seleção feminina.

O Brasil, se bobear, não passa desta primeira fase. Gostaria de escrever outra coisa, mas não consigo.

Talvez seja mesmo fruto desta depressão dominical.

Amanhã a gente se fala.

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sábado, 14 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 13:14

A DEFINIÇÃO DO TIME BRASILEIRO E O FUTURO DA EQUIPE EM LONDRES

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Bem, o técnico Rubén Magnano definiu os 12 jogadores que irão a Londres. Depois do que vimos no torneio de São Carlos e nos dois Super 4, de Buenos Aires e Foz do Iguaçu, não ficou difícil concluir que Augusto Lima seria mesmo o cortado. Com isso, Caio Torres ficou no grupo olímpico.

O time brasileiro ficou assim, com as respectivas numerações:

4 – Marcelinho Machado
5 – Raulzinho Neto
6 – Caio Torres
7 – Larry Taylor
8 – Alex Garcia
9- Marcelinho Huertas
10 – Leandrinho Barbosa
11 – Anderson Varejão
12 – Guilherme Giovannoni
13 – Nenê Hilário
14 – Marquinhos Vieira
15 – Tiago Splitter

A opção por Caio Torres (foto CBB) é facilmente explicada: como não temos jogadores talentosos, do calibre dos norte-americanos, jogadores talentosos e fortes, altos, com boa impulsão, de modo a reunir o que se tem de melhor abrindo mão do aspecto físico, por não sermos assim, vamos dançar conforme a velha música, que manda colocar em quadra armadores, alas e pivôs. Os norte-americanos podem se dar ao luxo de levar apenas um pivô (Tyson Chandler), improvisando jogadores altos, forte e habilidosos na posição, entre eles LeBron James e Carmelo Anthony.

Nós não temos jogadores assim. Desta forma, numa Olimpíada, onde o confronto com escolas europeias vai exigir demais do garrafão, não havia mesmo como Magnano abrir mão de Caio Torres e deixar Augusto Lima, um ala de força, mas não tão corpulento quanto Torres, no grupo olímpico. E num possível embate contra a Argentina, podemos machucá-los exatamente neste setor.

De resto, nenhuma surpresa; ao contrário: alívio. Sim, pois ao entregar a camisa 14 a Marquinhos Vieira, Magnano deixa claro que a contusão do jogador não deverá tirá-lo dos Jogos de Londres.

O time está pronto. A meu ver será este:

9 – Marcelinho Huertas
8 – Alex Garcia
14 – Marquinhos Vieira
11 – Anderson Varejão
13 – Nenê Hilário

A rotação será feita com Raulzinho/Larry, Leandrinho, Machado, Giovannoni e Splitter. Caio, embora no grupo, creio será o jogador menos aproveitado. Isso porque Magnano irá rodiziar Nenê, Varejão, Splitter e Giovannoni no garrafão brasileiro. Se houver problema com as faltas, Caio entrará em ação.

LB (foto CBB) vindo do banco, já disse aqui, é uma ótima opção. Ele funciona melhor assim. Além disso, por não ter na defesa seu forte, não pode entrar como titular. E mais: se titular for, isso significa Marquinhos no banco. E isso, a meu ver, não tem cabimento, pois Marquinhos, além de ser importante nas bolas longas (fará o papel de LB), é alto (2,07m) e ajuda nos rebotes. E marca melhor que Barbosa. Desta forma, quando LB entrar em quadra, vai ser para esparramar o time e bagunçar a defesa adversária com seu jogo veloz (não à toa foi apelidado de “The Blur” pelos norte-americanos) e também com seus arremessos atrás da linha dos três.

O grande problema é o reserva de Huertas. O Brasil, infelizmente, ainda não tem esse jogador. Raulzinho é ainda imaturo e, por isso mesmo, oscila muito numa partida. Larry fez apenas um bom jogo nos três torneios disputados. O fato de ter sido exatamente contra a Argentina, no entanto, nos dá esperança. Se ele reprisar nas Olimpíadas o que fez diante dos gringos, Huertas poderá descansar um pouco mais.

IMPERDÍVEL

O próximo passo do nosso selecionado é o jogo contra os EUA. Será em Washington, casa de Nenê Hilário, nesta segunda-feira, 21h de Brasília. O SporTV anuncia a transmissão da contenda.

Por favor, não vamos nos iludir e achar que nosso selecionado vai ganhar. Temos apenas que torcer para que não seja uma lavada, como aconteceu contra a República Dominicana na última quinta-feira.

A lógica manda que assim seja; a menos que o Brasil se vista de Nigéria e surpreenda a tudo e a todos. E mais: atingir o ápice agora não é bom negócio. Temos que bater de frente com os EUA num nível elevado em Londres. E tomara que isso aconteça na semi ou na final olímpica.

Já pensaram?

MOÇAS

Nossas meninas também jogarão na capital dos EUA contra a seleção norte-americana. O jogo será às 18h30 de Brasília. O SporTV também anuncia a transmissão.

Infelizmente, não dá para se esperar muito do nosso time de saias. O feminino brasileiro passa por um processo de transição. E, lamentavelmente, em algumas posições não há peças de reposição, especialmente na armação. Adrianinha Moisés, que havia se retirado da seleção, teve que voltar às pressas.

E, pra piorar, Hortência Marcari, nossa diretora de seleções, fala em naturalizar uma norte-americana para a posição. Triste. O certo seria investir na base e não apelar para esse paliativo.

PROBLEMAS

Luis Scola saiu contundido no confronto contra o Brasil em Foz do Iguaçu. O problema é no joelho direito. Dores internas. Os doutores argentinos disseram que vão esperar alguns dias para fazer o exame de ressonância magnética. Isso, segundo eles, é um bom sinal.

Outro drama para os argentinos é Carlos Delfino. O ala está na Itália acompanhando o nascimento de seu filho. Mas o problema mesmo é com o seguro. Até agora a confederação argentina não resolveu a questão e “El Lancha” não tem participação garantida em Londres. Os dirigentes da entidade, no entanto, garantiram que nesta semana que entra tudo será resolvido.

FELICIDADE

Ontem Pablo Prigioni foi apresentado oficialmente como jogador do New York Knicks. Chegou falando em inglês e, nesse ponto, foi aprovado. Achei muito esquisita a contratação de Prigioni num time que já tem Jason Kidd e deverá renovar com Jeremy Lin. A menos que Prigioni e J-Kidd se rodiziem em quadra e nos ensinamentos a Lin.

Sim, acho que deve ser isso.

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NBA | 02:35

AS LIGAS DE VERÃO, OS BRASUCAS E AS LEGENDAS DO JAZZ

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Estou aqui curtindo John Coltrane (foto abaixo) tocando “Naima”, navegando pela internet. Passa da 1h30 da madrugada deste sábado. Faz um frio delicioso onde moro, meio que no alto, entre árvores e um céu onde as estrelas não têm vergonha de se assanhar. Frio cortante que, já disse, civiliza. Navego pela internet e, de repente, entre uma página aberta aqui, outra ali, vejo que meu xará Fabio Balassiano postou um texto em seu ótimo blog sobre a estreia de Scott Machado com a camisa do Houston na Summer League de Vegas.

Olhando para o desempenho do armador brasuca, filho de gaúchos, nascido no Queens, Bala assustou-se, não sem razão: Scott marcou apenas dois pontos em 18:42 minutos, frutos de um desempenho medíocre nos arremessos: 1-6. As cinco assistências foram camufladas pelos quatro erros. E Bala escreveu: “Precisa mostrar mais caso queira um contrato com alguma equipe da NBA”.

A faixa acaba. Sai “Naima” e “Moanin’” de Charles Mingus entra sem pedir passagem. Agressiva, sufocante; a orquestra ao fundo. Mingus regendo, o contrabaixo de lado, como ele sempre fazia enquanto regia. E eu olhando para o desempenho de Scott Machado e para as palavras do meu xará Fabio Balassiano. De repente a metaleira se levanta; sobe, estridente. E dita o ritmo. O naipe de sax desfila. Primeiro o barítono, depois o tenor e finalmente o alto. Tudo sob o comando de Mingus. E eu olhado para o desempenho de Scott Machado: dois pontos em 18:42 minutos, frutos de um desempenho medíocre nos arremessos. As cinco assistências, como disse, foram camufladas pelos quatro erros.

“Moanin’” se foi; agora é a vez de “Blue Monk”. Com quem? Ora, precisa perguntar? Se precisa, eu respondo: com Thelonius, my friend. E a advertência do Bala na minha cabeça: “Precisa mostrar mais caso queira um contrato com alguma equipe da NBA”. De fato, Scott Machado precisa melhorar se quiser um contrato na NBA. Mas Bala, calma, meu velho, foi apenas o primeiro jogo do garoto de Iona. Tem mais pela frente. E o Houston venceu o Toronto por 93-81, o que acaba sendo um bom negócio.

Sigo lendo o texto do Bala. E a música segue no mesmo compasso, mas não quantitativamente, em grupos. A música segue seu caminho: sai uma, entra a outra. Monk se foi; agora é a vez de Miles Davis com a canção “Autumn Leaves”, de Joseph Kosma e Jacques Prevért, um standard que ganhou um sem número de versões nas mãos de um sem número de jazzistas. Bala segue também no mesmo compasso, mas não quantitativamente, em grupo, mas sim num movimento cadenciado de andamento regular. Ou seja: sai de um tema e entra no outro. Na verdade, o tema é o mesmo: os brasileiros nas ligas de verão da NBA.

Bala deixou de lado Scott e seu foco agora está em Fab Melo. O pivô brasileiro do Boston não vem com bom desempenho. Mas na vitória do C’s sobre o Orlando, nesta sexta-feira, por 94-73, Bala nos conta que Fab jogou 22:44 minutos e marcou só cinco pontos. É, Bala, mas pegou dez rebotes, meu velho. Isso mesmo: uma dezena de ressaltos. E Melo está lá para isso: defender.  Foi a segunda vez que o pirulão mineiro saiu como titular do Boston nesta liga de Orlando, mas foi a primeira vez que ele teve um duplo dígito em um fundamento. E foi também a primeira vez que Melo jogou mais de 20 minutos. Melhora a cada dia que passa.

Por falar em passar, Miles se foi. Agora é a vez de Art Blakey subir ao palco com seu Jazz Messenger. O tema é “Two of a Kind”. Cavalar. Acompanhado por piano, contrabaixo, dois sax, um trumpete e um trombone. Cavalar, já disse; mas não custa repetir.

Paulão Prestes — que mania ridícula de nós, brasileiros, usarmos esse maldito aumentativo para jogadores de basquete e o diminutivo para jogadores de futebol! Na Itália Adriano era o Imperador; na Espanha Luis Fabiano era o Fabuloso. Na NBA, Karl Malone era The Mailman, Julius Erving era Dr J. e Earvin Johnson era Magic. Aqui, Paulo Prestes virou Paulão, e eu ia dizer que ele será o próximo brasuca a estrear na Summer League de Las Vegas. Bala nos conta que será nesta segunda-feira contra o Clippers. Paulão — eita nóis! — estará com a camisa do Minnesota. E a gente com ele, à distância.

Fab Melo melhora a cada jogo. Scott deve seguir o mesmo caminho. Os dois são talentosos. Os três, eu diria. E eu agora vou dormir.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:04

UMA NOITE INESQUECÍVEL: BATEMOS A ARGENTINA NA BOLA E NO TAPA

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Não foi um jogo tecnicamente brilhante. Não foi porque, infelizmente, mais uma vez, a Argentina tentou bagunçar o jogo porque ela sentia que não tinha condições, na bola, de bater o Brasil. Eles sempre fazem isso, não importa a modalidade: jogo está apertado? Vamos bagunçá-lo.

Não deu certo desta vez. Não deu certo porque eles apanharam no tapa e depois na bola. Foi muito bom. Tem que ser sempre assim. Nossa arma para o jogo é a bola; se a deles é o tapa, que assim seja. E a presença intimidadora de Nenê Hilário foi muito importante para que os argentinos enfiassem a viola no saco e ficassem quietinhos. O tranco que Nenê deu em Juan Ignacio Jasen, no momento em que Leo Gutierrez grudou no pescoço de Marcelinho Machado, foi espetacular. Abriu-se um clarão. Luis Scola, branco feito lua cheia em céu estrelado, apavorado com a força descomunal de Nenê, pedia calma ao são-carlense.  O outro Gutierrez, o Juan, o pivô, colocou a mão em Nenê e tomou um soco no braço.

A partir daí, tudo se acalmou. Marcelinho e Gutierrez foram expulsos. Melhor, claro, para o Brasil, pois o gringo é muito bom de bola. O tiro, desta vez, saiu pela culatra, porque além de apanharem, eles ainda perderam um jogador importante.

Quanto ao jogo, vitória indiscutível. O Brasil sobrou em relação à Argentina e fez jus aos 91-75. Foi um passeio, especialmente no último quarto, quando nosso selecionado venceu por 25-14. Neste quarto, Tiago Splitter (Foto Collin Foster/CBB) jogou o que jogava em seus inesquecíveis tempos de basquete espanhol.  Splitter foi o cestinha brasileiro com 19 pontos. Pegou ainda oito rebotes, três deles no ataque.  Anderson Varejão veio a seguir com 17 pontos e formou ótima dupla com o catarinense. Marcelinho Huertas, eleito o MVP do Super 4 de Foz do Iguaçu (ah, sim, o Brasil foi o campeão!), foi responsável por 14 pontos e sete assistências. Disparado nosso melhor jogador na atualidade.

Mas a maior surpresa mesmo ficou por conta do norte-americano Larry Taylor. Naturalizado brasileiro, o armador nascido em Chicago fez 16 pontos e finalmente justificou toda a expectativa em cima dele. Finalmente jogou o basquete que sempre jogou com a camisa do Bauru. Fez 2-3 nas bolas de três. Mais do que pontuar, Larry foi importante na marcação também, especialmente porque Rubén Magnano, corretamente, poupou Alex Garcia, que ainda sente dores no tornozelo direito. Que não tenha sido apenas uma atuação passageira, que tenha sido uma atuação pra encorpar Larry e dar confiança a ele. Até este jogo, LT está inseguro, era nítido.

Voltemos a falar de Nenê: não foram apenas pernadas a três por quatro. Ele jogou também. Não como a gente sabe que ele pode jogar, mas colaborou com quatro pontos e quatro rebotes. E um tocaço em cima de Scola (que a estatística não computou), no primeiro tempo, que foi de regozijar. Mas o mais importante é que Nenê jogou 20:56 minutos. Ontem foram quase 18. É nítido que ele ainda não está no melhor de sua forma. Mas é assim mesmo que tem que ser: na raça, com muita garra, com dedo em riste para a dor, dizendo a ela: não, você não vai me superar, você não vai me vencer, eu quero ir a Londres jogar as Olimpíadas, experiência que será inesquecível, para eu contar para meus filhos e meus netos, que dinheiro nenhum no mundo paga.

Agora, pra finalizar, algumas observações:

1) Precisamos jogar mais com os pivôs. Nosso ataque está muito viciado nas bolas de três;
2) Jogamos mal contra a defesa zona da Argentina. É preciso encontrar alternativa para esse tipo de jogo, pois os selecionados europeus sabem e vão usar muito esse tipo de defesa;
3) Não conseguimos marcar o “pick’n’roll” argentino, que quase sempre favorecia Luis Scola. Isso é o básico do basquete hoje em dia. É preciso, pois, treinar mais a defesa nesta jogada. Com troca ou sem troca? Magnano decide;
4) Fomos batidos nos rebotes (27-24) por um time mais baixo. Isso é problema e tem que ser corrigido;
5) Lances livres: temos que ter um aproveitamento, como time, de uns 85%. Contra a Argentina foi de 74% (26-35). O ideal era ter ficado em 30-35.

Acho que é isso. Gostei, de uma maneira geral, do que vi. Afinal de contas, como disse acima, vencemos a Argentina. Na bola e no tapa. E não tem nada melhor do que isso.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 11:32

NENÊ VOLTOU! REFLEXÃO SOBRE A ARBITRAGEM NO JOGO DESTA NOITE CONTRA A ARGENTINA

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Não consegui ver o jogo do Brasil ontem contra a Espanha B do jeito que eu queria. Comentava a partida do Corinthians contra o Botafogo na Jovem Pan. Então, era um olho no futebol e outro no basquete.

O que chamou a atenção foi que nosso selecionado venceu com muita facilidade (101-68) um adversário que vendeu caro a vitória à Argentina no Super 4 de Buenos Aires, semana passada. Os argentinos fizeram 93-81; ou seja, venceram por apenas 12 pontos de diferença e em vários momentos do jogo houve equilíbrio.

Ontem o Brasil foi soberano praticamente do começo ao fim do jogo, salvo um aperto ibérico aqui e outro bem lá adiante.

Esqueçam os 23 pontos de Marcelinho Machado (Foto Colin Foster/Divulgação), os 15 de Leandrinho Barbosa ou os 14 de Guilherme Giovannoni. O que mais importou na partida de ontem não foi nem sequer o placar dilatado (33 pontos de vantagem). O que mais importou na contenda desta quarta-feira que já é passado foi a presença de Nenê Hilário em quadra.

O pivô do Washington Wizards, que não atuou no torneio argentino por conta da contusão no pé, ontem voltou a jogar. Não ficou tanto tempo em quadra assim; foram 17:33 minutos. Mas deu pra ver que ele vai jogar, que ele vai estar em Londres. Ótimo! A mim, pelo menos, ficou esta impressão. Nenê correu, pegou rebotes, fez bloqueios, deu assistências e pontuou. Pra deixar mais fácil o entendimento: foram quatro pontos, quatro rebotes e duas assistências. Mais do que tudo isso, ele jogou!

E com Nenê em quadra o jogo é outro. Já disse e repito: seu QI de basquete é muito superior ao dos demais, à exceção de Marcelinho Huertas. Com Nenê em quadra o adversário passa a olhar nosso selecionado de outra maneira. Com Nenê em quadra, nossos jogadores sentem-se mais confiantes e protegidos. Nenê tem poderes pra fazer tudo isso.

Portanto, mais importante do que os 25 pontos de MM, dos 15 de LB e dos 14 de Gui Giovannoni, bem como os oito rebotes de Tiago Splitter, muito mais importante do que isso foram os 17:33 minutos de Nenê Hilário com a camisa 13 do Brasil.

IMPERDÍVEL 1

Hoje o bicho vai pegar; hoje tem a argentina pela frente. E queremos a Argentina completa, com Pablo Prigioni e Manu Ginobili.

21h de Brasília, no SporTV. Imperdível. E como hoje não é sexta-feira, não precisamos driblar o mau humor da patroa.

IMPERDÍVEL 2

O trio que apitou o jogo do Brasil contra a Argentina no Super 4 de Buenos Aires era argentino. A atuação dos três foi repugnante. Eles apitaram com a camisa da Argentina por debaixo do uniforme. Foi uma vergonha. Tivessem sido imparciais, como a profissão exige, como o bom caráter manda, como a lealdade ordena, o Brasil poderia ter vencido o jogo. Mesmo sem Nenê Hilário e Marquinhos Vieira. E dentro de um Luna Park lotado.

Hoje a CBB, que organiza o Super 4 de Foz do Iguaçu (PR), deveria dar o troco. Não acredito que faça; mas deveria. Deveria responder na mesma moeda. Ou seja: escalar árbitros brasileiros e nem sequer pensar em colocar o argentino Alejandro Ramallo para fazer parte do trio.

Arbitragem brasileira nos moldes da arbitragem argentina, semana passada, em Buenos Aires. Em outras palavras: carregar Luis Scola em faltas logo no primeiro quarto e fazer o mesmo com Manu Ginobili, exatamente como eles fizeram com Alex Garcia, que marcava Manu e teve que deixar o jogo ainda no primeiro quarto por conta das infrações. E marcar faltas, faltas e mais faltas contra os argentinos, como eles fizeram lá. Levar o Brasil para a linha do lance livre, escandalosamente, como eles fizeram lá em favor da Argentina.

E se o jogo estiver apertado no fim, fazer o Brasil ganhar, como eles fizeram lá com a Argentina, que ganhou por causa da arbitragem.

Vocês me conhecem muito bem e sabem que eu não gosto disso. Que eu abomino a trapaça e nem gosto de falar de arbitragem, pois sei que arbitrar é muito difícil. Mas, repito, a arbitragem da semana passada foi uma vergonha. Portanto, é legítimo o Brasil se valer da “Lei do Talião”; ou seja: olho por olho, dente por dente. Há limites para tudo na vida.

O jogo de hoje tem que ser imperdível.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 17:53

KOBE DIZ QUE SELEÇÃO ATUAL DOS EUA GANHARIA DO DREAM TEAM

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O time americano que vai a Londres já treina em Las Vegas. E sempre que um time americano se reúne para representar o país, a pergunta é a mesma: essa esquadra seria capaz de ganhar do time de 1992? O primeiro e único Dream Team? Aquele que recuperou o orgulho americano por seu basquete? Aquele que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird?

Kobe Bryant (foto USA Basketball) foi perguntado sobre isso nesta quarta-feira na capital mundial do jogo. Cheio de dedos, não querendo meio que colocar o dedo na ferida, talvez temendo criar polêmica e não suportar as críticas, Kobe respondeu:

“Eles tinham jogadores mais altos do que nós. Jogadores como (David) Robinson, (Patrick) Ewing e (Karl) Malone, aqueles caras todos. Mas eles estavam também — especialmente os “wing players” [alas-armadores e alas] — estavam também mais velhos, quase que no final de suas carreiras. Nós temos um grupo de jovens “racehorses”, jovens ávidos por competir… Então, eu não sei. Seria muito difícil, mas eu acho que nós levaríamos a melhor”.

Uau.

Será mesmo que esse time, sem Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose; esse time que tem Tyson Chandler, James Harden, Andre Iguodala e Kevin Love conseguiria vencer um selecionado, um verdadeiro time dos sonhos, que tinha Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Charles Barkley, Patrick Ewing, Karl Malone e Scottie Pippen?

Ao contrário do que disse Kobe, velhotes naquele time eram apenas Bird, 35, e Magic, 33. Trintões eram Patrick Ewing, Clyde Drexler e John Stockton. Os demais tinham menos de 30. E em final de carreira estavam Bird (que de fato pouco jogou por causa de um problema crônico nas costas) e Magic (por conta do vírus HIV). Além deles, Stockton, por estar contundido, também pouco entrou em quadra. Os demais estavam a todo o vapor, especialmente Barkley, que além de pontuar e pegar rebotes, deu porrada a três por quatro.

Claro que Kobe foi levado por seu lado competitivo. Ele não entra em quadra para perder. Seu time pode ser o pior do mundo, mas Kobe acredita no grupo, acredita que há chances de vencer. Jamais se sente derrotado; apenas quando a partida termina.

Só assim eu consigo entender a declaração de Kobe. De qualquer outra forma eu caio na risada.

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basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, NBA, Seleção Brasileira | 10:35

NENÊ FALA SOBRE A CONTUSÃO E DEIXA NO AR A POSSIBILIDADE DE NÃO JOGAR AS OLIMPÍADAS

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Em entrevista ao ótimo jornalista Fábio Aleixo, do diário “Lance!”, que está em Foz do Iguaçu (PR) acompanhando a seleção brasileira, o pivô Nenê Hilário explicou o motivo de sua ausência no Super 4 de Buenos Aires.

Disse Nenê: “Os treinos estavam bastante puxados. Com muito impacto, o músculo [do pé] começou a doer de novo. Não tinha como fazer os movimentos e poderia piorar um pouco mais. Então, falei com o Rubén (Magnano) e com o departamento médico e eles optaram por poupar”.

E adicionou o seguinte: “Não tem como saber o que pode acontecer no futuro. Mas estamos fazendo o que é possível, tratando com fisioterapia. Ao longo dos treinos e dos jogos, veremos como vou estar me sentindo. Sou o único que posso saber como está o corpo”.

E encerrou da seguinte maneira: “Em Londres não vou estar me sentindo ‘fresh’ (fresco) e 100% saudável. A Olimpíada será no sacrifício, mas jogarei se tiver aquela dor tolerável, não uma intolerável”.

O meu xará Fabio Balassiano já repercute em seu blog a declaração de Nenê (Foto Gaspar Nobrega/CBB). Ele se coloca na posição de Magnano e pergunta: o que fazer em relação ao corte final? Marquinhos Vieira está com um problema no abdômen, que os médicos da CBB dizem que é reflexo de uma pancada. Eu duvido que seja isso. Está mais com cara de distensão, daquela que acometeu Chris Bosh nas finais do Leste. Se for isso mesmo, até as Olimpíadas Marquinhos estará bem. Não há com o que se preocupar com ele.

Nenê? Sinceramente, não vejo problema algum. Como diz o genial Oscar Schmidt, não existe atleta que não convive com a dor. Kobe Bryant, por exemplo, jogou uma temporada com o dedo da mão quebrada. Willis Reed, ex-pivô do New York Knicks, foi campeão da NBA na temporada 1972-73 jogando a partida decisiva com o tornozelo quebrado. Foi eleito o MVP das finais.

Vida de esportista é assim mesmo: dor o tempo todo. Não creio que Nenê vá ficar de fora; ou melhor, não ouso pensar nisso. Há que se sacrificar em momentos como este; são as Olimpíadas! Nenê não vai se inutilizar para o esporte se jogar lesionado os Jogos de Londres. Este momento exige sacrifício. É inesquecível, até porque o Brasil tem chance de fazer história e ir ao pódio. Repetir a geração de Wlamir Marques e Amaury Pasos. Será para toda a vida.

Nenê, no entanto, como vimos, deixou no ar a possibilidade de ficar de fora. Se isso realmente acontecer, será uma decepção do tamanho da expectativa de toda torcida brasileira; uma decepção do tamanho desta nação. E Nenê, se não jogar em Londres, com certeza, será esquecido por todos. Sem exceção.

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terça-feira, 10 de julho de 2012 NBA | 19:28

FUTURO DE DWIGHT HOWARD DEVE SER DEFINIDO NESTA QUARTA-FEIRA

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A situação de Dwight Howard segue indefinida. Mas há quem aposte que nas próximas horas o jogador acabará no Nets. O negócio envolveria nada menos do que dez jogadores, quatro drafts, grana e quatro equipes; Cleveland e Clippers além de Orlando e Brooklyn.

A proposta é a seguinte: Brook Lopez, Luke Walton, Damion Jones, Shelden Williams, Armon Johnson e três drafts de primeira rodada (dois do próprio Nets e um [protegido] do Clips) para o Orlando. D12, Jason Richardson, Chris Duhon e Earl Clark para o BK. O Kris Humphries, Quentin Richardson, Sundiata Gaines, um draft de primeira rodada do BK e US$ 3 milhões para o Cavs. E o time angelino receberia MarShon Brooks.

Na noite de ontem, o Orlando solicitou que Lopez visitasse o médico num claro indício de que o negócio pode ser mesmo fechado a qualquer momento se o atual pivô do Nets for aprovado nos exames. Se você não se lembra, Lopez jogou apenas cinco partidas na temporada passada, pois teve uma fratura no pé.

Mas não foi apenas o Orlando quem pediu exames médicos. O BK também quer saber como foi a cirurgia de hérnia de disco que D12 se submeteu em maio passado. Tudo correu bem? O jogador está mesmo curado? Há sequelas? Enfim, preocupações justificáveis para quem vai investir uma bolada neste que é o melhor pivô de sua geração.

Mas há quem veja empecilhos nesta negociação. Por exemplo: Humphries pode dizer não ao Cavs e não assinar contrato com o Nets e com isso não teria como haver o “sign-and-trade”. Não apenas ele, mas também James, Johnson, Williams e Gaines.

Da minha parte, não vejo motivos para Humphries dizer não ao Cavs. O time de Ohio tem Kyrie Irving em seu segundo ano, Anderson Varejão ratificando seu status de um dos melhores reboteiros da liga e ainda recrutou Dion Waiters, um ala-armador muito bom de bola e exímio pontuador. Ele próprio, Humphries, adicionaria ainda mais qualidade a um time que tem um grande treinador: Byron Scott.

Quanto aos outros jogadores mencionados, um cala-boca aqui, outro ali, e pronto, tudo se resolve.

Mas há o outro lado da moeda: Lakers e Houston seguem na briga.

O time de Los Angeles oferece Andrew Bynum — e isso é tentador. Bynum, embora indolente, é muito bom jogador. Já disse aqui: empolgado, ele joga de igual para igual com D12. O problema é que o pivô do Orlando disse a amigos íntimos que não quer jogar no Lakers por causa de Kobe Bryant. No entender de D12, Kobe é o dono do time e ele não quer ser um complemento. Dwight quer ser o “franchise player” de seu futuro time. Ele não deixaria o Orlando, onde ocupa essa posição, para jogar na sombra de Kobe. Problema, pois.

Quanto ao Houston, lá vive Hakeem Olajuwon, mentor esportivo de D12. E o Rockets oferece Kyle Lowry e seus drafts recrutados em junho passado: o armador Jeremy Lamb, o ala de força Royce White e o ala Terrence Jones. Tudo molecada, pro futuro e pra deixar o “cap” do Magic aliviado e, consequentemente, uma folha de pagamento enxuta, de modo a evitar que o time invada a “Luxury Tax”. Hoje, se você não sabe, o Orlando tem uma folha de pagamento de US$ 68,6 milhões. Neste negócio com o Houston ela cairia dramaticamente na próxima temporada.

Dizem os especialistas que de amanhã não passa. Dizem os especialistas que amanhã todos nós saberemos onde D12 vai jogar nesta próxima temporada.

Alguém arrisca um palpite?

NEGOCIAÇÕES

Tim Duncan renovou com o San Antonio: US$ 34 milhões por três anos de contrato. Timmy tem 36 anos, mas vale cada centavo investido… Boris Diaw foi outro que renovou com o SAS: US$ 9,2 milhões por duas temporadas… Rashard Lewis será anunciado a qualquer momento como novo jogador do Miami. Lewis vai receber o salário mínimo: US$ 1,35 milhão. Só? Sim, é pouco, mas Rashard está com US$ 13,7 milhões no bolso fruto da multa contratual paga pelo New Orleans. Contrato de apenas uma temporada… O Atlanta perdeu Joe Johnson para o Brooklyn, mas acertou com Lou Williams, ala-armador FA do Philadelphia…

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