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sábado, 2 de junho de 2012 basquete brasileiro, NBB | 16:10

BRASÍLIA GANHA SEU QUARTO TÍTULO NACIONAL. NOSSO BASQUETE AINDA PRECISA CRESCER

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O Brasília ganhou na manhã deste sábado seu terceiro título brasileiro consecutivo. Dizem que ele é tricampeão do NBB. O pessoal da Liga Nacional de Basquete, que gera o campeonato nacional desde há quatro anos, não pode cometer o pecado de se esquecer do passado.

O torneio em âmbito nacional começou a ser disputado em 1965. Era a chamada Taça Brasil de Basquete. Seu primeiro campeão foi o Corinthians. Viveu com este nome até 1989, sendo que no ano da graça de 1976 o torneio não foi disputado — e não me perguntem por que, pois eu não me lembro. O Sírio ganhou sete títulos; o Monte Líbano, cinco; Franca, quatro; Corinthians três; Palmeiras, Botafogo-RJ, Vila Nova-GO e São José ficaram com um título cada um.

A partir daí, começou a ser disputado o Campeonato Brasileiro. Foi até 2008, quando, em 2009, foi criado o NBB. De 1990 até 2008, os campeões foram: Franca (seis títulos), Vasco da Gama (dois), Rio Claro (dois) e Corinthians-SP, Corinthians-RS, Bauru, Uberlândia, Flamengo, Brasília e Rio de Janeiro (um título cada).

Em 2006, por conta de uma briga jurídica, o campeonato não teve vencedor.

Agora, controlado pela LNB, quatro torneios foram jogados, sendo que o Flamengo venceu o primeiro e Brasília ganhou os três últimos.

Desta forma, no ranking dos campeões brasileiros temos o seguinte:

1) Franca – dez títulos
2) Síro – sete títulos
3) Monte Líbano – cinco títulos
4) Brasília – quatro títulos
5) Corinthians-SP – quatro títulos
6) Vasco da Gama – dois títulos
7) Flamengo – dois títulos
8) Rio Claro – dois títulos
9) Rio de Janeiro – um título
10) Botafogo-RJ – um título
11) Bauru – um título
12) Uberlândia – um título
13) Ribeirão Preto – um título
14) Corinthians-RS – um título
15) São José – um título
16) Palmeiras – um título
17) Vila Nova – um título

Este é o verdadeiro ranking dos campeões brasileiros. Nosso passado não pode ser esquecido e ignorado, como a CBF fez com a Taça Brasil, Robertão e Taça de Prata, reconhecendo-os (antes tarde do que nunca) como campeonato brasileiro apenas no ano passado.

Claro que nós, da mídia, temos responsabilidade sobre isso. Noticiar o feito do Brasília e dizer que esse foi o quarto título brasileiro do time do Distrito Federal.

DECISÃO

Não houve jogo. O Brasília foi melhor que o São José de cabo a rabo. No segundo quarto, quando venceu por 19-15, o time do Vale do Paraíba tentou esquentar as coisas, mas não teve estofo esportivo para manter-se vivo no jogo.

Como disse no meu Twitter durante a partida (@FRSormani), time que tem Alex Garcia e Guilherme Giovannoni dificilmente perde para qualquer adversário neste momento. Os dois, além de bons de bola, têm um QI de basquete muito grande. Por isso, são superiores aos seus concorrentes.

Disse também no Twitter que ambos, Alex e Guilherme, foram os dois únicos que participaram da decisão que têm bola para jogar em nível internacional. Os demais são para consumo doméstico — o que não é demérito para nenhum deles.

Guilherme terminou o jogo com 26 pontos. Foi o cestinha do time e da partida. Pegou ainda oito rebotes. Alex marcou 15 pontos e 11 rebotes.

Vale mencionar também o trabalho do pivô Murilo Becker, do São José: 20 pontos e 14 rebotes, sendo oito deles no ataque.

A decepção ficou por conta do armador Fúlvio Chiantia: nove pontos (0-7 nas bolas triplas) e três assistências. Muitos parceiros aqui defendem Fúlvio na seleção brasileira. Lembro-me dele em épocas passadas em nosso selecionado e ele nunca me arrancou suspiros. O tempo passa, ele amadureceu, mas não sei se evoluiu para jogar em nível internacional. Se depender do que vimos na manhã deste sábado a resposta é não.

TELEVISÃO

A decisão foi mostrada ao vivo pela Rede Globo. Jogo único, decisão da emissora carioca. Nada tenho contra jogo único. O Final Four do basquete universitário é disputado em jogo único; a Champions League também.

Torço o nariz apenas para o horário: 10h da manhã. Depois, pegam o Ibope e veem que a audiência foi baixa e o sharing (números de aparelhos de TV ligados) também e reclamam do produto. Também pudera, sábado, 10h da manhã, muita gente de ressaca por conta da noitada de sexta-feira, não tem como esses números serem expressivos.

O basquete precisa da TV. A Globo foi a única que pagou para ser parceira da LNB, segundo dirigentes da liga. Mas a LNB tem que se impor mais no momento da negociação. Dez da manhã, definitivamente, não é um bom horário.

BOLA

Outra coisa: essa bola de foca que a liga usou em seus quatro campeonatos é feia demais. Proponho a volta da bola toda laranja, como é feito na NCAA e na NBA.

E que alguém vá até os EUA e compre redinhas para serem usadas nos aros das tabelas de todos os ginásios do NBB. As de lá também são muito mais bonita.

Essas pequenas coisas ajudam a embelezar o produto. E o que o basquete precisa neste momento é saber embalar seu produto. Se não o fizer, o cara que está com o controle remoto nas mãos passa pelo canal e segue em frente com seu dedão nervoso.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011 NBB | 01:20

O LAKERS E SEUS “ABACAXIS”

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O Lakers conseguiu se livrar de Lamar Odom. A troca do Lakers com o Dallas foi a seguinte: o time californiano mandou para o time texano seu ala-pivô e um draft de segunda rodada (ainda não definido) e em troca recebeu um draft de primeira rodada (ainda não definido) e US$ 8,9 milhões.

O que vocês acham? Por que o Lakers estaria abrindo mão de seu sexto-homem, eleito o melhor da temporada passada por míseros US$ 8,9 milhões (isso é dinheiro de pinga para o LAL) e um draft de um time que dificilmente estará entre os piores da temporada?

Rapaziada, especialmente vocês que torcem para o Lakers, olhem pra realidade: o Lakers está tentando se livrar de suas “bombas”.

Lamar (foto) é um cara que foi rifado pelo time, por mais que Kobe Bryant tenha vindo a público dizer o contrário. Por motivos que eu já expliquei, mas que não custa lembrar, Lamar apresentou-se gordo, com problemas particulares (atropelou um pedestre que veio a morrer) e focado apenas no reality show que apresenta com sua mulher, Khloe Kardashian.

Lamar era uma das “bombas” do Lakers. Esta foi desarmada. Mas há mais duas.

Pau Gasol tem um contrato que apenas um imbecil assinaria, mas que o Lakers assinou. O espanhol é bom de bola, é verdade, mas está com 31 anos. Tem para receber mais US$ 57 milhões por três temporadas, sendo que na última delas, com 33 anos, vai ganhar US$ 19,2 milhões.

E Andrew Bynum, o homem dos joelhos de farinha, tem garantidos US$ 15,1 milhões neste campeonato e uma prerrogativa ao Lakers de US$ 16,4 milhões no próximo torneio.

São contratos cabeludos dados a jogadores que pouco têm a oferecer ao time daqui para frente. Não fosse assim, o LAL não estaria liberando-os.

O fato é que o Lakers caiu no conto do vigário (entenda-se: foi enganado pelos agentes desses jogadores) e agora está desesperado, tentando se livrar desses caras e seus contratos “cabeludos”.

Quer mais?

Tem mais: o Lakers tem que dar mais US$ 21,7 milhões para um cara como Ron Artest que parece não bater bem da bola. Mudou o nome para Metta World Peace e na temporada passada leiloou seu anel de campeão para arrecadar fundos para instituições que tratam de saúde mental. Atitude louvável, mas ele poderia ter levantado os US$ 500 mil sem ter perdido seu anel de campeão.

Tem outros US$ 11,7 milhões destinados a Walton. Não preciso gastar seu tempo e nem o meu para definir Luke.

Quer mais?

Tem mais: US$ 16 milhões para Steve Blake.

E o que querem fazer a família Buss e o gerente geral Mitch Kupchak? Se livrar desses contratos.

Querem empurrar goela abaixo para os outros times. O Lakers está na dele, está tentando se livrar desses abacaxis.

Mas, como já disse aqui, o que me chama a atenção é o fato de outros times aceitarem isso. É disso que eu falo.

Nada contra o Lakers. Apenas proponho uma reflexão.

OBS: prometo que nesta segunda-feira mudo o disco.

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sábado, 26 de novembro de 2011 NBB | 17:55

JOGO MAIS ESPERADO DO NBB VIRA UMA PELADA POR CAUSA DE QUADRA ESCORREGADIA

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O jogo mais esperado deste início do NBB acabou virando uma pelada. Tudo por culpa do clima no Rio de Janeiro, extremamente úmido, que acabou por fazer a quadra do Tijuca “suar” em demasia e, consequentemente, torná-la escorregadia.

O pessoal do Brasília entendeu que o piso estava liso em demasia; já o Flamengo avaliou de maneira diferente e achou que dava pra jogar.

Esta também foi a avaliação do trio de arbitragem.

A bola subiu, o jogo começou. Pouco tempo depois o técnico José Carlos Vidal, do Brasília, temeroso de que um ou mais de seus pupilos pudesse se lesionar e aumentar a freguesia do Departamento Médico do time, sacou seus titulares e mandou os suplentes pra quadra.

“A temporada é longa e não posso colocar em risco a integridade física de meus jogadores”, justificou o treinador do time do Distrito Federal. “Nossa característica de jogo é defesa forte e contra-ataque. Com uma quadra lisa como essa, não tinha como jogar. Peço desculpas a todos, mas não podia tomar outra decisão”.

Guilherme Giovannoni, ala-pivô do time candango, fez coro com o treinador. E lembrou: “Temos ainda a Liga Sul-Americana; não podemos perder ninguém por causa de contusão”.

Os jogadores do Flamengo tiveram olhar diferente. “Claro que dava pra jogar”, disse o ala-armador Marcelinho Machado (foto Divulgação). “Nossa avaliação foi a mesma do trio de arbitragem”.

Fica difícil julgar. Há que se respeitar as opiniões; de lá e de cá.

O que dá pra dizer é: por que o jogo não foi na Arena HSBC? Segundo depoimento do locutor Robby Porto, do SporTV, a arena é climatizada. Com isso, a quadra não “suaria”.

A Arena HSBC é nosso melhor e mais bonito ginásio. E um jogo como Flamengo e Brasília não merece outro palco que não este edifício moderno e que se parece com ginásios norte-americanos.

Sem contar que muitos torcedores, flamenguistas ou não, ficaram do lado de fora do ginásio do Tijuca porque não havia mais lugares disponíveis. Ou seja: a arena moderna era mesmo o local indicado para este confronto.

Fica o alerta: este episódio pode ocorrer novamente, pois estamos vivendo a estação do verão e a quadra do Tijuca pode voltar a “suar”.

Uma pena: o NBB jogou na lata do lixo um dos jogos mais esperados deste início de competição.

Ah, sim, o resultado do jogo: Flamengo 110-72 Brasília.

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terça-feira, 22 de novembro de 2011 basquete brasileiro, NBA, NBB | 20:42

DIRIGENTE DIZ QUE NBB DEVE IMITAR VÔLEI PARA EVITAR DESAPARECIMENTO DE EQUIPES

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O parceiro Guilherme mandou-nos um link de uma entrevista do diretor do Uberlândia, Wellington Salgado, ao SBT, na qual ele toca em um ponto polêmico: o livre mercado. Segundo Salgado, o NBB pode perder sua competitividade e consequentemente seu interesse por conta da força financeira de algumas equipes, como Flamengo, Pinheiros e Brasília.

Para o dirigente, a solução seria a LNB (Liga Nacional de Basquete) limitar os salários criando o mesmo sistema de pontos que a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) criou. Ou seja: ranquear os atletas e dentro deste ranqueamento uma equipe não pode ultrapassar determinada pontuação.

“Você tem um time como o Flamengo que tem uma folha de R$ 500 mil por mês, temporada de dez meses, R$ 5 milhões”, afirmou Salgado. “O Pinheiros deve estar (na casa dos) R$ 450 mil, temporada de R$ 4,5 milhões. Você vai a Brasília, R$ 350 mil (R$ 3,5 milhões). Então, o troço está fugindo do controle. Se a liga não criar a mesma organização da confederação de vôlei, nós vamos ter um problema sério que vai levar o basquete do Brasil para baixo novamente”.

Salgado (foto) afirmou que há jogadores ganhando mais do que a realidade do basquete brasileiro permite. “Nós temos hoje salários de R$ 75 mil, R$ 80 mil e se não criarmos algo para controlar, nós não vamos muito bem”, disse ele. “Vamos acabar diminuindo. Antes a gente tinha 16 times (no NBB), hoje temos 15”.

O desaparecimento do Vitória, equipe do Espírito Santo, deu-se, segundo ele, porque o time não tinha como competir. “Entrar pra perder, porque não tem recurso, o time desiste: foi o que aconteceu com o time do Espírito Santo”, disse o diretor do Uberlândia.

COMPARAÇÃO

O sistema de pontos que a CBV criou nada mais é do que o “salary cap” da NBA, que foi criado na temporada 1984-85 para evitar que ganhe sempre o campeonato quem tem mais dinheiro. Só que o teto salarial da liga norte-americana foi desvirtuado por conta de várias exceções criadas com o passar do tempo para permitir que os salários dos jogadores não fossem engessados.

Exemplos? A “Larry Bird Exception” (permite um time estourar o “cap” para renovar com seus jogadores que tenham jogado mais de três temporadas), a “Early Bird Exception” ( idem, mas neste caso é para jogadores que tenham jogado duas e não três temporadas), a “Mid-Level Exception” (permite a uma equipe contratar um jogador pagando a ele o salário médio da liga, mesmo que essa equipe tenha estourado o teto salarial), “Rookie Exception” (permite ao time pagar a um novato de primeira ronda o valor estipulado pela NBA mesmo que a franquia esteja acima do “cap”) e a “Tax Level” (valor estipulado pelo CBA [Collective Bargaining Agreement] que excede o teto salarial sem que o time tenha que pagar o “Luxury Tax” [US$ 1 pra cada US$ 1 gasto além do “cap”]).

E por aí vai; há outras exceções, mas não é a proposta deste post falar sobre isso.

O fato é: como se diz nos EUA, o “salary cap” da NBA é “soft”, ao contrário da NFL, que é “hard”. Ou seja: não tem choro nem vela, se o valor do teto é aquele, não se pode ultrapassá-lo e ponto final.

PARIDADE

A ideia de se estipular limites, seja pelos vencimentos (NBA) ou pelos pontos (CBV), é interessante. Isso porque, como disse Wellington Salgado, o campeonato fica nivelado e, consequentemente, muito mais disputado e atraente.

Vamos ser honestos: vocês acham que equipes como Tijuca, Vila Velha e Liga Sorocabana e o Araraquara têm pretensões de ganhar o campeonato? Com todo o respeito por elas, não acredito.

Se houvesse o sistema de pontuação, as equipes seriam mais parelhas. Consequentemente, todas poderiam sonhar com o título.

Teríamos arenas lotadas, cidades inflamadas, mídia alerta e disponível; enfim, haveria um envolvimento muito maior e o campeonato seria um grande ponto de interrogação.

Hoje, dificilmente o título escapará das mãos de Brasília, Flamengo, Pinheiros e em um nível mais abaixo, vindo para causar surpresa, Franca, Minas, São José, Limeira e Bauru.

QUOTE

Recentemente, Michael Jordan, dono do Charlotte Bobcats, afirmou que o que impedia o Cats vencer o Lakers em uma série de playoffs era a folha de pagamento. Ou seja: ele não tinha à disposição jogadores como Kobe Bryant, Pau Gasol e Lamar Odom (foto acima) porque não tem como pagá-los.

Desta forma ele justificou seu posicionamento neste embate times x jogadores que provocou o locaute na NBA que hoje completa seu 145º dia.

CONCLUSÃO

Eu acho que o sistema de pontos é interessante e deveria ser considerado. Mas, sem dúvida, esta é uma questão polêmica, como disse no começo da nossa conversa.

Quero saber o que vocês pensam do assunto.

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