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quinta-feira, 26 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 22:43

SIM, A SELEÇÃO ATUAL DOS EUA GANHA DO DREAM TEAM. NA GRANA

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Paulo Cobos, editor-adjunto do caderno de esportes da “Folha de S. Paulo” provou na edição desta quinta-feira do jornal paulistano que Kobe Bryant tem razão. Esta seleção dos EUA ganha do Dream Team de Barcelona. Não na bola, mas na grana.

Ele fez um levantamento minucioso, levantamento este que mostrou o seguinte: a média salarial do DT era de míseros US$ 3 milhões; a do selecionado atual é de US$ 16,2 milhões. Ou seja, 440% a mais.

Alguém pode argumentar: e a inflação, não conta? Conta, claro que conta. Se aplicarmos a inflação do período, que de acordo com os índices do governo norte-americano foi de 63%, a média salarial do DT pularia para risíveis US$ 4,9 milhões.

Isso prova o quê? Que os jogadores atuais são melhores e por isso são mais bem pagos? Claro que não; isso prova que a NBA nas mãos de David Stern (queiram ou não) mudou da água para o vinho. Ou seja: de uma liga pobre transformou-se em uma liga riquíssima, milionária.

Stern, queiram ou não, mudou a cara da NBA não apenas na questão financeira. Ele fez da liga norte-americana uma liga conhecida em todo o planeta. Ele globalizou a NBA.

Tanto que uma pesquisa feita pelo jornal “O Globo”, há uma semana, se tanto, revelou que o basquete é o esporte que mais vai chamar a atenção dos torcedores brasileiros nestes Jogos Olímpicos de Londres. Por causa da nossa seleção? Um pouco sim; mas muito por conta da seleção dos EUA e dos jogadores que atuam na NBA e que se espalham pelas outras seleções (inclusive a brasileira) que vão participar do torneio.

Mas voltando ao tema dos salários, sem contar o vencimento de Anthony Davis, que, pelo que vi, ainda não assinou com o New Orleans, o contracheque mais vexatório da atual seleção dos EUA é do ala-armador James Harden, do Oklahoma City. O barbudo do Thunder vai receber nesta temporada US$ 5,82 milhões. Cobos lembrou bem que este salário, se comparado com os salários dos jogadores do DT, só é inferior ao de Larry Bird. O ala do C’s, ao final da temporada que antecedeu os Jogos de Barcelona (lembro eu agora), ganhou US$ 7,07 milhões.

Tem mais: esses US$ 5,82 milhões de Harden superam o que Michael Jordan também recebeu quando ele e o Chicago comemoraram o segundo título de campeão. MJ ganhou naquela temporada (lembro eu agora) US$ 3,25 milhões. Quer saber quanto Magic Johnson ganhou? Pois não: US$ 2,5 milhões.

Mas tem mais: Kobe Bryant vai receber na próxima temporada a estratosférica quantia de US$ 27,84 milhões. Isso significa 80% dos salários somados de todos os jogadores daquele que é considerado por quase todo o planeta o maior time de basquete de todos os tempos. Inacreditável!

O DT de Barcelona foi uma equipe imbatível; ou melhor, só não foi quando a questão for a grana.

Essa do Cobos eu gostei.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012 NBA | 20:21

NBA DIVULGA TABELA COMPLETA NESTA QUINTA. MIAMI ESTREIA CONTRA O BOSTON EM CASA

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As Olimpíadas estão aí; começam nesta sexta-feira. O Brasil de saias estreia no sábado diante da França, às 16h de Brasília. O Brasil de calças compridas debutará no dia seguinte, às 7h15, frente à Austrália.

As Olimpíadas estão aí, mas a gente não se esquece da NBA. Na próxima quinta-feira a tabela completa da próxima temporada será divulgada, que será completa e não pela metade. O torneio começa numa terça-feira, dia 30 de outubro, quando o atual campeão, Miami Heat (foto), recebe em sua American Airlines Arena o Boston Celtics, seu rival na decisão do Leste.

No dia 1º, quinta-feira, o Nets debutará na competição com nome e ginásio novos. No Barclays Center, bem pertinho da Brooklyn Bridge, o time de Deron Williams e Joe Johnson (o futuro de Dwight Howard?) recebe o New York Knicks, sem Jeremy Lin, agora no Houston, no clássico nova-iorquino e que, seguramente, atrairá a atenção de todo o planeta.

Os jogadores do NYK pegam a ponte, voltam para Manhattan e no dia seguinte recebem o Miami em seu Madison Square Garden.

Mas é o dia de Natal que chama a atenção. No ano passado tivemos cinco jogos, um seguido do outro. Foi um deleite. O que se sabe de momento é que nesse dia o Heat recebe em Miami o Oklahoma City, reprisando a final passada. Os demais jogos ainda não foram anunciados, mas eu aposto uma cocada queimada que o Lakers joga em Los Angeles. Tem sido assim há mais de uma década, se não estou enganado quanto ao período de tempo.

No dia 1º de janeiro o Miami recebe o Orlando, no clássico da Flórida. Magic com D12? Ninguém sabe ainda. O que se sabe é que no dia 17 deste mesmo janeiro o Miami visita o Lakers (de Dwight Howard?). O time californiano retribuirá a visita do pessoal do sul da Flórida em 10 de fevereiro.

Ah, sim, no final de janeiro, dia 30 para ser preciso, o Miami visita o Nets no Brooklyn.

De momento é isso. Como disse, amanhã a tabela será divulgada na íntegra. E quem pretende passar as férias na terra do Tio Sam já pode programar para onde ir e para qual ginásio ir.

NBA is coming soon…

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Basquete europeu, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 23:51

EUA MUDAM SISTEMA E GOLEIAM A ESPANHA NO ÚLTIMO TESTE ANTES DAS OLIMPÍADAS

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Deixe-me contar a vocês, meus grandes amigos de botequim: estarei comentando alguns eventos olímpicos para a Record em cinema 3D. Eles serão exibidos na rede Cinépolis. Por conta disso e por estar também na Rádio Jovem Pan, como vocês bem sabem, passei esta terça-feira trabalhando. Na rádio e na Record; na Record, gravando pilotos para o dia da estreia das Olimpíadas, na sexta-feira, quando estaremos exibindo a cerimônia de abertura. Estarei o tempo todo ao lado do narrador e apresentador Reinaldo Gottino, meu velho e grande amigo. Tudo sob a batuta do igualmente amigo e excelente Johnny Martins, que vai comandar todo o esquema, com apoio inestimável do Fernando Simões.

Desta forma, não pude ver ao vivo o embate entre Espanha e EUA. E o que fiz eu? Gravei o jogo. Acabei de ver a contenda há alguns minutos. E fiquei impressionado com o que vi.

Primeiro, ao ver o baile que a Espanha estava dando no selecionado norte-americano até mais ou menos dois terços do primeiro quarto. Os da terra do Tio Sam estavam atordoados. Mas foi só o Coach K tirar de quadra o trapalhão Tyson Chandler (que esconde sua limitação com a desculpa que sabe defender), foi só Chandler sair de quadra (dizem que foi por causa da terceira falta, mas eu opto pela questão técnica), Foi só Chandler dar lugar a Carmelo Anthony, para os EUA começarem a jogar basquete.

Até então, com quatro jogadores em quadra e enfrentando um adversário poderosíssimo como é a Espanha, os EUA levavam nítida desvantagem. Melo entrou, foi para o pivô e teve a companhia de LeBron James no jogo interior. Mas quando atacava, Melo jogava aberto, com LBJ fazendo as vezes do pivô. Melo deitou e rolou: fez 23 de seus 27 pontos no primeiro tempo (o resto do time norte-americano anotou 25 nesta etapa inicial), meteu 5-6 nas bolas de três e a diferença em favor dos espanhóis, que beirou a casa decimal, foi para o espaço.

Os ibéricos ainda terminaram o primeiro quarto na frente em 23-21. Mas foram para o vestiário atrás em 48-40. Tudo, repito, por causa do jogo ofensivo de Carmelo Anthony.

Óbvio que a defesa foi muito importante: os EUA apertaram a marcação e dificultaram a ação ofensiva da Espanha, que não encontrava mais a mesma facilidade do início do jogo para fazer seus arremessos.

Com a casa em ordem, mas com Kevin Durant zerado no jogo, veio o terceiro quarto. KD (foto), então, resolveu encestar bolas daqui e dali. Anotou nada menos do que dez pontos nos 3:30 minutos iniciais deste período final e comandou o marcador que ficou em favor dos norte-americanos em 21 pontos.

Aí foi a vez de Sergio Scariolo, técnico italiano que comanda a Espanha, mostrar que também conhece o jogo: mudou, quase que na metade do terceiro quarto, a defesa espanhola de individual para zona e com isso freou o ímpeto ofensivo dos americanos. Essa diferença de 21 pontos caiu para 12. E quando todo mundo esperava que a reação continuasse, veio o quarto período e com ele os espanhóis ressuscitaram a defesa individual. E isso favoreceu os EUA.

A diferença de 12 pontos foi aumentando, aumentando e quando a buzina soou pela última vez ela estava na casa dos 22. A vitória dos EUA por 100-78 acabou sendo incontestável porque a Espanha bobeou. Não encontrou resposta para o jogo ofensivo dos EUA sem um homem centralizado e abriu mão da defesa zona quando ela estava desconcertando o adversário.

A Espanha, das grandes seleções que enfrentaram os EUA, foi a única que tomou cem pontos. O Brasil permitiu 80 e a Argentina 86. Como se vê nosso selecionado foi quem melhor segurou os norte-americanos. E jogando em Washington, ao contrário dos espanhóis, que atuaram em casa.

É certo que os EUA jogaram pra vencer. Eles nunca jogam sem se importar com o marcador. Terminaram esta fase preparatória com um recorde de 5-0. Mas, creia, Coach K não mostrou todas as suas cartas.

A Espanha também fez o mesmo. Marc Gasol, por exemplo, continuou do lado de fora, poupado que foi por causa de uma contusão no ombro.

Outros destaques do jogo: LeBron James, 25 pontos e sete assistências; Pau Gasol, 19 pontos, cestinha dos espanhóis.

Depois deste embate eu continuo confiante de que o Brasil pode mesmo aprontar nestas Olimpíadas.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012 NBA | 11:47

COACH K COLOCA KOBE BRYANT ENTRE OS CINCO MAIORES DE TODOS OS TEMPOS. CONCORDA?

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Agora é o Coach K quem quer polemizar — e depois dizem que sou eu. Depois da vitória dos EUA sobre a Argentina, ontem, em Barcelona, o treinador norte-americano disse o seguinte:

“Kobe Bryant está na NBA há 16 anos, e se você for pensar no que ele já conquistou em termos de façanhas individuais e conquistas de títulos acho que é justo colocá-lo entre os cinco melhores da história do basquete. Além disso, ele já esteve por toda parte, todo mundo conhece ele, que até mesmo quando ele está nas viagens faz questão de encontrar com seus fãs. Ele se comprometeu a ser um dos melhores, as pessoas gostam disso e o resultado é bem claro. Kobe chegou lá”.

A declaração do Coach K eu peguei emprestado do blog Bala Na Cesta, do meu xará Fabio Balassiano. E aqui em agradeço. Agradecimentos feitos, vamos ao que interessa: Coach K surtou? Ou não?

Eu não diria isso, mas creio que ele falou o que falou por conta do momento. Ele treina Kobe, seu principal jogador e capitão do time e, seguramente, quer enchê-lo ainda mais de moral. E, creio eu também, quer  que as pessoas respeitem mais o jogador, que caiu em descrédito perante muitos depois de ter dito que o time atual bateria o time de 1992, medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona, batendo seus rivais por uma diferença média de 43 pontos.

Sim, acho que é isso; só pode ser. Isso porque, se formos fazer um levantamento dos cinco melhores jogadores norte-americanos de todos os tempos, teremos, a meu ver, o seguinte:

1) Michael Jordan
2) Bill Russell
3) Magic Johnson
4) Larry Bird
5) Wilt Chamberlain

Estes, para mim, são os cinco maiores de todos os tempos. Michael é Michael; Russel ganhou nada menos do que 11 títulos; Magic o nome já diz que foi; Bird foi um cara que conseguiu o respeito e a admiração num mundo onde os brancos não tinham muito espaço. E Wilt simplesmente mudou as regras do jogo por conta do seu talento.

Aí eu pergunto: o que Kobe fez para estar entre os cinco maiores? Claro que Black Mamba está entre os maiores, mas não sei nem se ele entraria na lista dos dez mais.

Enfim, opinião é opinião e a gente tem que respeitar. Mas eu tenho o direito de discordar.

E discordo; com veemência!

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domingo, 22 de julho de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:13

EUA VENCEM ARGENTINA COM AS CALÇAS NAS MÃOS E EXPÕEM KOBE BRYANT AO RIDÍCULO

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Os EUA ganharam da Argentina com as calças nas mãos. Venceram nossos vizinhos continentais por apenas seis pontos: 86-80. Contra o Brasil, a vantagem foi um pouco maior: 11 pontos (80-69).

Marv Albert, o melhor locutor esportivo de televisão que eu já ouvi na vida, tem um fake no Twitter. Ele postou o seguinte: “Team USA won by just 6 points. The Dream Team would have won by tem million billion trillion quintillion gazillion points, at least”.

Este sentimento é o sentimento de quase todo mundo. Comparar os dois times é uma heresia.

Kobe Bryant deve estar envergonhado neste momento. Envergonhado por ter dito uma das maiores sandices de que se tem notícia neste século. Kobe, que quer ser maior do que Michael Jordan, mas que não é maior nem do que Magic Johnson, por exemplo, disse que esse time norte-americano é melhor do que o verdadeiro Dream Team, aquele que ganhou a medalha de ouro em Barcelona nos Jogos Olímpicos de 1992 e que bateu seus adversários por uma diferença média superior a 43 pontos.

Os EUA suaram para vencer a Argentina, um time envelhecido e que não tem mais a força do passado. Suaram para vencer o Brasil, um time inexperiente e que busca reafirmar-se novamente no cenário cestobolístico mundial.

Kobe Bryant deve estar envergonhado neste momento. Se não estiver é porque é sem vergonha.

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basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, NBA, Seleção Brasileira | 13:15

O DEPOIMENTO DE SCOLA E AS CHANCES DO BRASIL NOS JOGOS OLÍMPICOS

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Vejam só o que Luis Scola falou sobre o favoritismo que a esmagadora maioria das pessoas dá a EUA e Espanha, cotados para fazer a final olímpica. Disse Scola:

“Não sei por que as pessoas dizem que EUA e Espanha são invencíveis. Não sinto que seja o caso. Sei que estão muito bem, mas ninguém é invencível. Sei que estão um patamar acima dos demais, mas falta uma semana para os Jogos. A Espanha jogou partidas complicadas que poderia ter perdido e os EUA poderiam ter perdido para o Brasil”.

Que tal?

Eu acho que os EUA estão mesmo em outra realidade. A Espanha quer entrar nela. Os demais estão em um mesmo nível, mas em um patamar abaixo de Espanha e uns quatro ou cinco dos EUA.

Por isso, acho que tanto faz acabar em segundo ou terceiro no Grupo B. O importante é não terminar em quarto para, com isso, evitar um confronto contra os EUA nas quartas-de-final.

Agora, o bom de acabar em primeiro não é pelo fato de enfrentar o quarto do outro grupo. Tanto faz, pois, como disse acima, todos são parelhos. Tanto faz pegar França, Lituânia ou Argentina. O bom de acabar em primeiro lugar é que, neste caso, um cruzamento contra os EUA aconteceria apenas na final do campeonato olímpico. Em terceiro isso também acontece (evitar os EUA), mas o moral não é o mesmo de se terminar em primeiro.

Por isso, seria muito legal nosso selecionado acabar no topo do Grupo B, muito embora, repito, essa tarefa seja muito difícil, pois a Espanha está em um nível superior ao nosso.

O Brasil estreia contra a Austrália. Esse jogo é chave. Vencendo, o Brasil ganha moral, pois os australianos têm nos pregado peças ao longo dos últimos confrontos. Pega na sequência a Grã-Bretanha, e deve vencer. Depois vem a Rússia. Os russos terão duas molezas logo de cara: Grã-Bretanha e China. Por isso é bom chegar também com duas vitórias neste confronto para não jogar pressionado. Ganhando esta partida, o adversário seguinte é a China. E aí viria o jogo derradeiro contra a Espanha pelo Grupo B.

Assim como Scola, eu acho que a Espanha vive realidade diferente da nossa, mas não é tão diferente assim a ponto de torná-la imbatível. Uma vitória diante dos ibéricos é difícil, muito difícil, mas não impossível. Ainda mais se o Brasil chegar para o embate com zero derrota. E aí um novo triunfo seria espetacular, o quinto e derradeiro nesta fase de grupos.

Você acha que estou empolgado, é isso? Então, conto-lhe um fato importante e significativo: a revista “Sports Illustrated”, a bíblia esportiva dos EUA, colocou o Brasil em terceiro lugar no ranking dos favoritos ao título olímpico. Atrás apenas de EUA e Espanha.

Segundo o magazine, o Brasil mistura muito bem experiência, tamanho e um excelente trabalho técnico desempenhado por Rubén Magnano. E comparam o argentino com Pete Carrill, ex-treinador de Princeton, atual assistente técnico do Sacramento Kings. Carrill sabia, como poucos, fazer seus jogadores se movimentar em quadra, misturando corta-luz, pick’n’roll, back door, enfim, ações ofensivas que desequilibravam a defesa adversária. Mas o gibi ressalta que o jogo do Brasil é um jogo mais rápido e nossos jogadores são mais talentosos do que os garotos que Carrill treinava no “college”.

“Os jogadores brasileiros sabem como se movimentar sem a bola e sabem encontrar os companheiros desmarcados, o que possibilita ao time cestas fáceis, usando muito o ‘back door’ que acabam em bandejas ou enterradas”.

Mas a “Sports Illustrated” adverte para algo que estamos carecas de saber: a falta de um reserva para Marcelinho Huertas. E lembra do amistoso da segunda-feira passada, quando os EUA, com Huertas em quadra, esteve sempre atrás no marcador. Sem ele os norte-americanos nos induziram a erros e passaram à frente no placar.

Por conta disso, ou seja, pelo reconhecimento internacional que o Brasil adquiriu desde que Magnano assumiu o nosso selecionado, imaginar uma vitória sobre a Espanha e a liderança no Grupo B não é nenhum devaneio. É, isto sim, algo factível.

E se isso ocorrer, só teríamos os EUA pela frente em uma final olímpica. Magnano conhece esse caminho. Nossos jogadores ainda não, mas estão prontos para esse desafio.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012 NBA | 21:46

MUDANÇA DE CENÁRIO: DWIGHT HOWARD CONTINUA LONGE DO LAKERS

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Mudança de rumo na negociação envolvendo Dwight Howard e o Lakers. O que num primeiro momento parecia sacramentado (troca tripla envolvendo o time de Los Angeles, Orlando e Cleveland), agora tem outro cenário.

Isso porque Dan Fegan, agente de D12, afirmou nesta sexta-feira que o jogador não vai assinar extensão com nenhum time. Nem com Orlando (se ficar) e nem com o Lakers (se for trocado). E nem com qualquer outra equipe.

“A posição de Dwight é a mesma desde o final da temporada passada”, disse Fegan. “Ele decidiu testar o mercado ao final da próxima temporada, não importa qual equipe ele esteja negociando, inclusive o Brooklyn”.

Para o Lakers isso é problema. O time californiano só aceita negociar D12 se ele assinar uma extensão de seu contrato. O BK, através de seu presidente, Billy King, disse que essa não é uma condição “sine qua non” para negociar o jogador.

O Lakers está apavorado. Isso porque Andrew Bynum tem apenas mais um ano de contrato. Se o time angelino não conseguir trocá-lo, ele pode perfeitamente se mandar ao final da próxima temporada, desgostoso com o tratamento que tem recebido neste momento (e na temporada passada também) por parte dos executivos. E se isso acontecer, o Lakers ficaria sem Bynum e sem Dwight (foto). E aí, o que fazer? Sem Bynum, sem D12 e com Kobe Bryant com 35 anos e Steve Nash com 39. Situação dramática.

O Brooklyn é um apostador nato. Apostou em Deron Williams e se deu bem. Na segunda metade da temporada retrasada, arriscou uma troca com o Utah Jazz, mandando para Salt Lake City o armador Devin Harris, que ele havia pegado do Dallas Mavericks na troca com Jason Kidd. D-Harris era o jogador em quem o Nets jogava todas suas fichas para reconstruir sua franquia. Os executivos apostaram que convenceriam D-Will a ficar com o time, apegando-se especialmente na mudança de endereço. Deu certo.

Agora, o BK topa fazer o mesmo. Perder o que tem (incluindo Brook Lopez) para ver D12 ao menos meia temporada com a camisa 12 da equipe. Seus donos (entre eles o rapper Jay Z) acreditam no charme do bairro nova-iorquino e no glamour da cidade. E apostam em D-Will, que faria o jogo de Dwight crescer, o que está difícil de acontecer em Orlando e a gente não sabe se cresceria em Los Angeles com o time nas mãos de Kobe. E mais: D-Will parece ter o perfil de Dwyane Wade: não se incomodaria em ver D12 sendo o centro as atenções no Brooklyn.

O imbróglio continua. O Lakers sabe que o seu futuro depende de Dwight. O BK também.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012 NBA | 13:14

SCOTT MACHADO DÁ PASSO GIGANTESCO PARA SER CONTRATADO PELO HOUSTON ROCKETS

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Scott Machado matou a pau. Na vitória de ontem do Houston sobre o Chicago por 96-88 o brasileiro anotou nada menos do que 20 pontos, deu seis assistências e roubou quatro bolas. Foi o líder do time nestes três quesitos.

Scott Machado matou a pau. Jogou 33:47 minutos, começou como titular e cometeu apenas um erro. Aliás, ele já é titular desse time do Houston que participa da Summer League de Las Vegas. Não fosse seu desempenho de 1-4 nos tiros longos, teria sido perfeito.

O relato do site da NBA sobre o jogo é uma vergonha. O Rockets ganhou a partida e o autor do texto começa a contar a história falando sobre Jimmy Butler, ala do Chicago, que fez 24 pontos. O autor embroma, embroma e embroma e apenas no penúltimo parágrafo ele se refere a Machado. Uma linha apenas, e ainda cometeu uma gafe. Leiam: “Machado led the way for Houston with 20 points, good for second-best in the game”.

Como o segundo melhor jogador da partida? Deixa pra lá.

O que conta é que Scott Machado matou a pau. Entusiasmado com o que viu, lá de sua Los Angeles, nosso parceiro Trapizomba mandou a seguinte mensagem: “O comentário geral por aqui (EUA) é de que ele (Scott) vai ser convidado para o “training camp” (do Houston); ou seja, FOI APROVADO!!!” E Trapizomba completou: “Dali é treinar com os feras e dar um couro neles; daí sim ele arruma um contrato”.

Exatamente.

O primeiro passo de Scott Machado foi dado: foi aprovado na Summer League de Las Vegas. Quando os veteranos retornarem das férias e os treinos se iniciarem, no primeiro dia Scott já estará na porta do ginásio, com sua sacola, e dentro dela seus apetrechos. Chegará antes de todos, pronto pra abrir o ginásio. Estará desperto, nem um pouco cansado por conta de uma noite mal dormida fruto da ansiedade, provavelmente.

O que no princípio era um empecilho para Machado, a sua baixa estatura, ele vem driblando com sua habilidade e rapidez. É liso feito um bagre ensaboado — que me perdoem o lugar-comum. E se alguém torcer o nariz por seu 1,85m, lembre-se que Chris Paul tem 1,83m.

Scott Machado matou a pau. Mas a luta ainda não terminou.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012 NBA | 15:58

UMA ANÁLISE DOS BRASILEIROS NAS ‘SUMMER LEAGUES’ E QUESTÕES QUE PRECISAM SER RESPONDIDAS

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Enquanto o planeta basquete está de olho nos Jogos Olímpicos de Londres, vendo amistosos e torneios de seleções que estarão nas Olimpíadas, a NBA não para. As “summer leagues” seguem a todo o vapor e depois de Orlando agora estamos em Las Vegas.

Na capital norte-americana do jogo os três brasileiros estão em ação, o que não ocorreu em Orlando, quando Paulo Prestes, pivô do Minnesota, e Scott Machado, armador do Houston, não atuaram. Em Vegas, os dois e Fab Melo, do Boston, tentam impressionar os treinadores para conseguir assinar um contrato e garantir uma vaga na maior liga de basquete do planeta.

Paulão — como nós brasileiros o chamamos — é o que tem se destacado mais. Em dois jogos disputados no torneio, o paulista de Monte Aprazível, que na última temporada atuou no basquete da Lituânia, acumulou médias de 9,5 pontos e 7,5 rebotes. Prestes (foto) tem aproveitamento de 57,1% dos arremessos. E uma permanência em quadra de 25,0 minutos. E dos três, é o único com o status de titular.

Por falar nisso, Machado, que começou no banco os três primeiros confrontos do Houston em Vegas, ganhou o posto de “stater” na última partida — vitória por 99-88 diante do Portland — por conta de sua ótima atuação frente ao Sacramento, quando o Rockets venceu por 113-91. Neste jogo, Scott atingiu seu primeiro duplo dígito em um fundamento: foram dez assistências. O brasileiro filho de gaúchos, mas nascido no bairro do Queens, em Nova York, tem medidas de 5,0 pontos e 5,5 assistências. Fica cerca de 24 minutos em quadra por partida.

Finalmente, Melo, que dos três foi o único recrutado na primeira rodada — Paulão apareceu na segunda em 2010 (45ª posição) e Scott, como sabemos, não foi selecionada por nenhum time da NBA. Melo, no entanto, não tem sido muito aproveitado pelo C’s. Nos dois jogos disputados nesta liga de verão em Nevada, o mineiro de Juiz de Fora ficou em média exatos 16 minutos por partida. Muito pouco. Por conta disso, empilhou os seguintes números: 6,0 pontos e 3,5 rebotes. E não foi titular do Boston em nenhuma partida.

E isso me chama a atenção, pois Melo foi escolhido na primeira rodada e veio de uma escola que tem tradição de revelar bons jogadores. Além disso, nos dois anos em que ficou em Syracuse, Melo foi treinado por Jim Boeheim, atualmente um dos assistentes técnicos de Mike Krzyzewski, o Coach K, na seleção dos EUA que disputará as Olimpíadas.

Esperava, confesso, mais; muito mais. Em Orlando, por exemplo, Melo atuou quase 16 minutos por partida. Teve médias de 1,8 ponto e 4,8 rebotes. Seu melhor momento se deu na partida da sexta-feira da semana passada, quando o Boston venceu o Orlando por 94-73 e Melo anotou seu primeiro e único duplo dígito nos rebotes: foram dez.

O que ajuda — e muito — Melo (foto) é o seu tamanho. Ele tem 2,13m de altura e pesa 115,7 quilos — o que não é pouco. Defende bem e tem tudo, com um biotipo desses para fazer carreira na NBA.

Scott faz o que eu realmente esperava. Seu 1,85m de altura surge, num primeiro momento, como um fator negativo para ele. Os “scouteiros” da NBA acham difícil um jogador com esse tamanho vingar na liga. A menos que seja genial. Machado, por melhor que seja e por mais forte que bata o nosso coração brasileiro, não é genial — pelo menos num primeiro momento. Mas é rápido, hábil e sabe fazer o time jogar. Rubén Magnano, eu já contei pra vocês, disse-me que ele se parece com armador europeu. Ou seja: joga para o time; depois pensa em si próprio. Bem diferente do que temos visto ultimamente na NBA, onde os armadores não fazem essa distinção. Jogadores como Derrick Rose e Russell Westbrook, principalmente, fazem o que o jogo indica e não o que se convencionou através dos tempos, o que acabou (e ainda acaba) por engessar muitos talentos.

Quanto a Paulão, a altura, num primeiro momento, também pode ser um obstáculo a mais pra ele vingar na NBA. Ele mede 2,08m e joga como pivô. Seus 125 quilos, todavia, ajudam-no a ganhar espaço no garrafão e a expulsar da área pintada seus inimigos. E com a bola nas mãos ele é eficiente.

Algumas perguntas que carecem resposta no momento são:

1) Os três conseguirão contratos na NBA?
2) Não? Então, quem conseguirá?
3) Quem será o primeiro a ser contratado?
4) Nenhum dos três jogará a próxima temporada.

Eu responderia da seguinte maneira:

1) Sim, os três conseguirão contrato na NBA;
2) Paulão será o primeiro a assinar.

E vocês, o que pensam?

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terça-feira, 17 de julho de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, NBA, Seleção Brasileira | 17:54

SAÍDA DE MARCELINHO HUERTAS DO BARCELONA PARA A NBA NÃO É TÃO COMPLICADA ASSIM

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A mídia norte-americana e os fãs do basquete se derreteram em elogios a Marcelinho Huertas (foto AFP) depois do jogo de ontem à noite do Brasil contra os EUA. E não foi para menos; afinal de contas, o armador brasileiro deu um banho de bola em cima dos armadores norte-americanos na derrota diante dos EUA por 80-69, em Washington, com a presença ilustre do presidente Barack Obama em uma das cadeiras de pista do ginásio Verizon Center.

Marcelo Huertas encara Carmelo Anthony no jogo EUA x Brasil

O Brasil perdeu, mas Huertas venceu sua batalha particular. Além de ter feito um “double-double” ao anotar 11 pontos e 13 assistências. O jornalista John Schuhmann, que escreve para o site da NBA, postou em seu Twitter na hora do almoço desta terça-feira o seguinte: “O Brasil marcou 79 pontos por 40 minutos com Huertas em quadra e 39 pontos por 40 minutos com ele no banco”. E acrescentou: “O Brasil teve vantagem de três pontos (60-57) com Huertas em quadra e uma desvantagem de 14 (9-23) com ele no banco”.

Chris Sheridan, do site sheridanhoops.com, mencionou os 29 anos de Marcelinho e afirmou que o valor de sua multa com o Barcelona (clube onde o brasileiro joga e tem ainda mais três anos de contrato) é de € 7 milhões. “Ele me disse isso”, afirmou Sheridan, referindo-se a uma conversa que teria tido com Marcelinho depois da partida.

Conversei há pouco com Vinícius Fontana, dono da Basket Brasil, que trabalha para a U1st, empresa europeia que agencia Huertas na Espanha. Vinícius me informou que o valor mencionado por Sheridan não é verdadeiro. “É muito menos do que isso”, afirmou. “É algo em torno de € 2 milhões”. Esse dinheiro, convertido para o dólar americano seria próximo a US$ 2,5 milhões.

Como a NBA libera aos clubes o pagamento de no máximo US$ 500 mil para se quebrar um contrato de um atleta no exterior, Huertas teria que pagar do próprio bolso cerca de US$ 2 milhões para deixar o Barcelona e jogar em alguma equipe da NBA.

Isso, aparentemente, inviabilizaria o negócio, mas Vinícius alertou: “O que os times costumam fazer é colocar esse valor no contrato do jogador”.

O fato de Marcelinho não ter sido draftado ajuda-o neste processo de uma possível transferência para a NBA neste momento. Ele não cai na regra salarial dos “rookies” que foram recrutados no “NBA Draft”, segundo informou Vinícius. Marcelinho chegaria à liga norte-americana como “free agent”. E para esse tipo de jogador não há regras limitando o salário.

Huertas ganha atualmente € 2 milhões livres de impostos por temporada no Barcelona. Ou seja, US$ 2,5 milhões. Mas, como disse, esse dinheiro é livre de impostos. Nos EUA, um salário de US$ 2,5 milhões é taxado em torno de 40%. Sendo assim, US$ 2,5 milhões significam, na verdade, US$ 1,5 milhão.

Para Marcelinho deixar o Barcelona e ir para a NBA ele teria que receber uma oferta de uns US$ 7 milhões por temporada, que descontados sobrariam US$ 4,2 milhões, que traduzidos para o euro daria algo em torno de € 3,4 milhões. Aí valeria a pena, pois haveria um ganho salarial.

Mas, não se esqueçam, os US$ 2,5 milhões da multa teriam que ser diluídos neste salário. Digamos que Huertas aceite um contrato de três anos com alguma equipe da NBA, mesmo tempo que resta para encerrar seu compromisso com o Barça. Esse contrato teria que ser de no mínimo US$ 25 milhões. Menos do que isso, como disse, não compensa.

“Para o Marcelinho deixar o Barcelona e ir para a NBA não pode ser pelo mesmo salário”, disse Vinícius. “Se houver empate de salários, ele opta por permanecer na Espanha”. O sonho de jogar na NBA, que todo garoto tem, segundo Vinícius, Huertas não tem mais.

E não é apenas o dinheiro que vai contar nesse caso. “Ele não deixaria o Barcelona, um dos times tops da Europa, onde é titular e adorado pela torcida para ser banco em uma equipe da NBA”, afirmou Vinícius, que adicionou: “Marcelinho não abandonaria uma cidade como Barcelona para passar frio em Minnesota ou Toronto”.

Pois bem, é sempre assim: toda vez que Huertas enfrenta o selecionado norte-americano ou um time da NBA, as especulações aparecem. Infelizmente pra gente que curte a liga profissional da América do Norte isso nunca se confirmou. “New York, Dallas e Portland já sondaram, mas nunca houve uma proposta concreta”, disse Vinícius.

Eu mesmo já contei a vocês que conversei com Marcelinho em 2010, em Nova York, quando a seleção brasileira se preparava para o Mundial da Turquia. Na época, ele jogava pelo Caja. E me disse que gostaria muito de jogar na NBA e falou: “O Tiago Splitter está tentando convencer o pessoal do San Antonio a me contratar”. Mas não rolou nada.

Marcelinho, no final daquela temporada deixou o Caja e foi para o Barcelona. Hoje, tirá-lo da Espanha custa um dinheiro, pelo que vimos. Dinheiro que, naquela época, não era nem a metade do que é hoje.

Vale pagar esta quantia para Marcelinho? Claro que vale! Huertas é hoje não apenas um dos melhores armadores da Europa, mas sim um dos melhores armadores do mundo. Na NBA ele iria fazer crescer qualquer equipe. E ele não teria dificuldade por conta da língua, pois, quando adolescente, Huertas morou um ano nos EUA quando estudou no “high school” (nosso ensino médio).

No começo eu achava impossível. Hoje acho que não chega a tanto. Se o Brasil brilhar em Londres, como todos esperamos, e Marcelinho for o maestro do nosso selecionado, o sonho de vê-lo com a camisa de um time da NBA seguramente vai se tornar realidade.

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