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sexta-feira, 2 de março de 2012 NBA | 14:38

MIAMI E OKLAHOMA CITY: QUEM É O MELHOR NO MOMENTO?

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Orlando e Portland foram o mesmo oponente para Oklahoma City e Miami. Dois bons times, com alguns jogadores interessantes, que vendem caro a vitória a seus adversários (principalmente quando jogam em casa) e que fazem parte do segundo escalão da NBA. Aliás, para ser rigoroso na análise, o Orlando é melhor que o Portland, mas não diria que é muuuuito melhor que o Portland; mas é melhor.

Diante deste cenário, diante de adversários chatos, tinhosos, Oklahoma City e Miami deixaram a quadra como vencedores na rodada de ontem da NBA. O Heat teve mais facilidade. Chegou a abrir 25 pontos de vantagem e liderou a contenda praticamente do começo ao fim. O OKC passou por apuros, parecia até que ia perder, mas no final mostrou por que é um dos maiores favoritos ao título desta temporada.

O Thunder, ao contrário do Heat, é um time que não brinca em quadra. Pratica um basquete pragmático às vezes, sem muito brilho, mas extremamente eficiente.

O Miami, ao contrário do Oklahoma City, entrega-se ao prazer do deleite do jogo, comporta-se muitas vezes como se estivesse em um playground. Por conta disso, em algumas situações, um jogo que poderia ser fechado com um placar escandaloso (como o de ontem, por exemplo), acaba com uma vantagem de dois dígitos, mas poderia acabar com vantagem de duas dezenas pra cima.

O time do sul da Flórida é o melhor da NBA no momento. A maioria dos analistas diz isso. Não sei se o será até o final do campeonato, mas o fato é que, agora, nem mesmo o OKC parece ser páreo para o Miami. Nem OKC, nem Chicago, nem San Antonio, nem Lakers e nem quem quer que seja.

Nesta fase de classificação, a última vez que o Miami ganhou apertado foi diante do Toronto, em casa, por 95-89: seis pontos de vantagem apenas. De lá pra cá, excetuando a derrota para o Orlando, foram mais nove partidas vitoriosas e em todas o Miami dobrou seu oponente por uma vantagem superior a dois dígitos. O Heat tem sobrado em quadra.

Quando os playoffs chegarem, quando os nervos de LeBron James forem testados novamente, não sei como será. Nesta fase do campeonato, onde vitórias são importantes, mas não pressionam (o Heat estará entre os oito e isso alivia o emocional neste momento), LBJ parece um ser de outro planeta em quadra. Ontem, na vitória por 107-93 diante do Portland, no Oregon, King James anotou 38 pontos.

Seu jogo flui facilmente; encanta. Suas enterradas são as mais espetaculares da NBA. Ninguém enterra como ele, nem mesmo Dwight Howard. E se fosse levado em conta situações de jogo, o troféu de campeão de enterradas desta temporada seria dado facilmente a LeBron. Claro que com o apoio de Dwyane Wade (os dois acima na foto AP).

Aliás, os dois, na vitória de ontem, fizeram 71 dos 107 pontos do Miami. Este consórcio de LBJ e D-Wade funciona às mil maravilhas. Não há vaidades e os egos estão encaixotados. A química entre eles é perfeita. Parecem irmãos de sangue, mas daquele sangue bom e não do ruim.

Portanto, a dúvida que eu tenho (e muitos também) em relação ao Miami é quanto ao rendimento de LBJ nos momentos cruciais de partidas cruciais. Se seus nervos não estiverem em frangalhos, não tem pra ninguém.

LBJ parece um jogador completo. Ontem, não sei se vocês repararam, King James jogou no pivô no começo da partida, marcando Marcus Camby, que fez 1-6 enquanto foi marcado por LBJ. Aliás, analistas dizem que D12 é o melhor defensor da NBA. Eu discordo: pra mim é LeBron.

Bem, mas como a gente não sabe se LBJ vai pipocar ou não quando os playoffs chegarem, o Oklahoma City pode postular, legitimamente, o título de campeão. Como disse anteriormente, trata-se de um time que não brinca em serviço. É frio e calculista. Parece deixar seu adversário pensar que o jogo está sob controle e quando aproxima-se o momento do fechamento das cortinas, o Thunder vai lá e executa o inimigo, impiedosamente.

Foi assim ontem em Orlando. O time da casa dava toda pinta de que iria vencer. Entrou no último quarto vencendo por 81-70. E durante a partida chegou a abrir uma vantagem de 14 pontos. Os torcedores que lotaram o Amway Center (18.846) achavam que a vitória viria. Mas este quarto derradeiro foi o escolhido pelo Thunder para liquidar o Magic. O OKC fez 35-21 no Orlando, Kevin Durant (foto AP) anotou neste período 18 de seus 38 pontos e pimba! O Thunder venceu a partida: 105-102.

Como se vê, não foi assim tão descarada a vitória do OKC. Apesar desta lavada nos 12 minutos finais, a vantagem só veio quando faltavam 3:56 minutos para a última buzinada. KD sofreu falta de Jameer Nelson, foi para o lance livre e converteu ambos, colocando os forasteiros na frente em 90-89.

A partir daí, o time não perdeu mais a dianteira, muito embora no final, na base do desespero, o Magic tenha encestado duas bolas de três dando a impressão de que poderia levar o jogo para a prorrogação. Mas não foi isso o que ocorreu, porque a última bola tripla lançada por Jason Richardson saiu de suas mãos com o cronômetro já zerado e, some-se a isso, a bola não entrou.

Repito: o OKC não faz espalhafatos para vencer. Parece time europeu: funciona muito bem dentro de um sistema e dele não abre mão. É claro que se o oponente vacilar, os jogadores se divertem em quadra também. Mas esta não é a prioridade da equipe.

O Miami, ao contrário, é um time norte-americano puro-sangue, que joga um basquete próximo da essência do basquete que eles sempre jogaram: defesa forte e contra-ataque rápido. Showtime!

Quem você prefere ver, Miami ou Oklahoma City?

Eu prefiro ver o Miami jogar.

O Miami vai ser campeão?

Isso somente LeBron James vai poder responder.

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quinta-feira, 1 de março de 2012 NBA | 10:43

CHICAGO: VITÓRIA PARA ENTUSIASMAR E ASSUSTAR

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O jogo que o Chicago fez ontem diante do San Antonio, no Texas, foi de animar seus torcedores. Enfrentou uma das forças desta temporada e venceu com autoridade.

Sim, eu sei, Manu Ginobili não jogou. O argentino voltou para o departamento médico do time texano e quando ele não joga o rendimento da equipe alvinegra cai bastante.

Mas há que se dizer que um dos fatores que fazem deste Spurs atual um contendor de peso neste torneio é que seus novos jogadores têm funcionado maravilhosamente bem dentro do esquema do técnico Gregg Popovich.

Ontem, por exemplo, Gary Neal fez um segundo tempo de encantar e deixar entusiasmado o torcedor quanto ao futuro. O moleque é atrevido e bom de bola. Quase tornou os anfitriões vencedores com seus 24 pontos vindos do banco, sendo que 15 deles foram feitos no último quarto (21 no segundo tempo).

Tiago Splitter também entra nesta lista das novas caras do SAS. Voltou ontem de lesão e jogou apenas 18:25 minutos. Ainda fora de ritmo e com pouco tempo de trabalho, anotou só cinco pontos e quatro rebotes.

Outro que eu adiciono ao rol dos novatos é Danny Green. Tem gente aqui neste botequim que torce o nariz para Green. De fato ele não é nenhuma estrela, mas é daqueles jogadores que funcionam perfeitamente dentro de um sistema, especialmente quando o sistema requer marcação. Green seria o Ronnie Brewer do San Antonio. Ele não vai te levar à vitória, mas te ajuda barbaramente.

Disse tudo isso pra reforçar o que escrevi no começo: o jogo que o Chicago fez ontem diante do San Antonio foi de animar seus torcedores. A vitória por 96-89 mostrou que o time está pronto para mais uma decisão.

Derrick Rose segue sendo um dos melhores da liga na atualidade. Isso a gente não precisa dizer.

O que a gente precisa dizer é que Luol Deng está jogando uma barbaridade. O sudanês naturalizado britânico marcou apenas dez pontos no jogo de ontem. Mas sete deles vieram no quarto decisivo, quando o cerco apertava pra cima de D-Rose.

Foram duas bolas de três em duas arremessadas que deram respiro ao time. E três rebotes importantes em momentos decisivos.

Deng joga no momento o que Scottie Pippen jogava para Michael Jordan. Não estou dizendo aqui que Deng joga o mesmo que Pip jogava. Estou falando da importância dos papéis desempenhados.

E nem vou dizer que D-Rose é Michael Jordan. Não sou maluco.

O que eu quero dizer é que D-Rose brigava sozinho. Hoje ele conta com Luol — o que não ocorreu na temporada passada.

Se Luol mantiver esse ritmo nos momentos decisivos e se comportar como se comportou no último quarto do jogo de ontem, ouso dizer que o Chicago pode bater de frente com o Miami, reconhecidamente o melhor time da NBA na atualidade.

LeBron não poderá se dar ao luxo de ficar em cima de D-Rose no fechamento das partidas. Se o fizer, quem marcará Luol? Se o fizer, é bola pra Deng que ele pode resolver a parada, como aconteceu ontem.

Além disso, há que se registrar também que, depois de um início claudicante, Joakim Noah voltou a jogar o que jogou na temporada passada. Nos 17 primeiros confrontos, o franco-americano (foto AP) teve uma média de 6,8 pontos. Nos últimos 21, pulou para 11,8. Daqueles 17 primeiros embates, Noah anotou apenas dois “double-doubles”; nos últimos 21, fez 13.

O Chicago é o vice-líder do Leste (atrás do Miami) e no geral é o terceiro colocado (está atrás também do Oklahoma City). Mas há que se registrar que o Bulls foi o time que mais jogou entre todos os 30 participantes do campeonato: foram 37 confrontos até o momento em 67 dias. Daqui para frente, a agenda será mais suave: 29 partidas em 57 dias.

E mais: dos grandes competidores deste campeonato, o Chicago jogou fora (e não terá direito de recebê-los por causa do calendário apertado) contra Lakers, Clippers, San Antonio e fará o mesmo diante do OKC. Apenas o Dallas jogará em Chicago e não receberá o Bulls. Tabela madastra que está sendo superada também.

Se as lesões não atrapalharem e Tom Thibodeau souber dosar o time em quadra, volto a dizer: o Chicago será um time mais difícil para o Miami do que o foi na final do Leste do ano passado.

RODADA

Ontem fiquei enfurnado no futebol por conta da rodada do Campeonato Paulista. Vi o VT de San Antonio e Chicago esta manhã. E nada mais.

Por isso, se alguém tem algo relevante a falar sobre as outras partidas, por favor, diga. Somos todos ouvidos.

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012 NBA | 16:20

SÃO PAULO, BOSTON, CELTICS E A RODADA DE ONTEM DA NBA

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A NBA voltou finalmente. E o trânsito, aqui em São Paulo, piora a cada dia que passa. E eu, como muitos, sou vítima dele. Perco horas preciosas sentado no carro. Isso torra a paciência, sem falar do serviço, que atrasa.

Mas paciência; não há mesmo muito pra se fazer. São Paulo é uma cidade vibrante, mas caótica. São Paulo é uma cidade para alguns — e não para todos. Conheço muita gente que daria mundos e fundos para ir embora daqui. E conheço alguns que gostariam de estar aqui.

São Paulo te oferece muitas coisas. Ela te abre portas, proporciona lazer como poucas, sua rede hospitalar é a melhor da América Latina, seus restaurantes, seus cinemas, seus teatros, seus museus e suas galerias, seus parques. Mas o tributo que ela cobra é grande demais.

Como disse, seu trânsito é caótico, a insegurança nas ruas é grande por conta da violência e de motoristas bêbados. E é uma cidade impessoal — o que é terrível para muitos.

São Paulo não é uma cidade para se envelhecer. São Paulo é uma cidade para crescer.

FUTURO

Digo tudo isso porque somente agora, quase 16h, eu pude me debruçar na internet para abrir este botequim e tentar falar da rodada de ontem.

Falar, por exemplo, que impressiona a inanição do Boston. Seu jogo diante do Cleveland, desfalcado de Anderson Varejão, foi constrangedor. Venceu nos segundos finais (86-83), com as regras do jogo debaixo do braço, fazendo faltas para evitar um chute de três que poderia levar para a prorrogação uma partida que deveria ter sido resolvida com facilidade no tempo normal.

Rajon Rondo, que começou muito bem a temporada, pontuando de todos os cantos da quadra, dando assistências, pegando rebotes e roubando bolas, voltou a ser aquele Rajon Rondo da mão torta. Ele simplesmente zerou; errou todos os seis tiros e, talvez por conta disso, nem se aventurou nas bolas de três.

Mostrou-se inseguro no final da partida. Era visível.

Aí eu fico pensando: será que vale a pena reconstruir a franquia ao redor de Rajon Rondo? Sinceramente, acho que não. Ele não tem personalidade e nem jogo para isso.

Em outras palavras, o Boston parece estar em uma sinuca de bico. Não consigo visualizar futuro promissor a curto prazo para a franquia.

Leio que o time alviverde está interessado em Leandrinho Barbosa. LB é um jogador de grande valia. Mas ele é peça de uma engrenagem. Vai ajudar demais no descanso de Ray Allen e em finais de partida (como a de ontem) estará em quadra ao lado de Allen e Paul Pierce para ajudar a confundir o adversário e ganhar confrontos.

Mas, como disse, Leandrinho é mais um que chega. E o Boston precisa de um cara para fazer o time crescer a seu redor.

Quem é esse cara?

Dwight Howard.

Infelizmente para o Celts, D12 disse que não quer jogar em Boston. Ora, por que não? O que há de errado com a franquia? O frio da cidade? Pode ser; mas um marmanjo forte pra burro e grande pra chuchu como Dwight não pode ter medo de frio.

Um cara com as dimensões de D12 tem que pensar grande, tem que pensar na carreira, tem que pensar em anéis. E ele pode se realizar em Boston. Pode ganhar anéis e entrar para a história da NBA como um dos maiores de todos os tempos.

Mas não, parece que ele não quer isso. O que ele quer então?

Quer o New Jersey? Nets!!!

Alguém falou em Golden State? Warriors!!!

Ah, quer o Dallas. Aí sim, uma franquia competitiva.

Mas, com todo respeito que os texanos merecem, não dá pra comparar o Mavs com o C’s. Eu, se fosse jogador, uma das camisas que gostaria de vestir era do Boston. Ela tem história, tem cheiro de vitória, te leva para a glória.

Realmente, não consigo entender algumas pessoas.

HISTÓRIA

Já estive em Boston em três oportunidades. Gostei muito do que vi. A cidade é espetacular. Adorei ter vivido por lá mesmo que rapidamente.

Boston é uma cidade vibrante, mas não é caótica. Boston é uma cidade com uma rede hospitar espetacular — e não é insegura. Boston tem seus museus, suas galerias, seus restaurantes, uma escola de música espetacular e uma maratona que ajuda a dar fama à cidade.

E sua atmosfera é carregada de sabedoria, pois do outro lado do Charles River fica Cambridge, cidade que abriga duas das maiores universidades do planeta: Harvard e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Boston é uma cidade para se nascer, crescer, viver e morrer.

Em que pese o frio que realmente congela os ossos.

RODADA

Deu nos nervos a irregularidade do Chicago na vitória diante do New Orleans por 99-95. O time pediu o tempo inteiro para perder. Só não perdeu porque era o Hornets. Só não perdeu porque tem Derrick Rose, que ao contrário de LeBron James adora ser desafiado… A surpresa da rodada ficou por conta do Dallas, que apanhou em casa do New Jersey por 93-92. Fez uma recuperação muito boa no final da partida, mas no final, a jogada final foi risível. Dirk Nowitzki e Jason Kidd se enrolando com a bola e Jason Terry (um “clutch player”) esperando que a bola caísse em suas mãos. Mas J-Kidd, o cara da mão-de-pau, mandou um tijolo na tabela e o Nets venceu… O Toronto quase cenceu o Houston, no Texas. Mas como era o Toronto, ficou no quase: 88-85 para o Rockets. Que coisa, o que falta para esse time vencer partidas desse tipo? Já flertou com a vitória nesses confrontos em várias oportunidades, mas quase sempre saiu cabisbaixo da quadra. Leandrinho Barbosa fez 11 pontos… Não vi a vitória do Minnesota sobre o Clippers, em Los Angeles. Mas vejo que Kevin Love jogou apenas 25 minutos. Alguém pode me dizer o que aconteceu com o ala-pivô do amor?

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012 NBA | 13:04

LEBRON JAMES E SEU MAIOR DESAFIO: ENCARAR OS MOMENTOS DECISIVOS

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Do “All-Star Game” eu nada falei. Nada falei porque não há muito que falar. Sim, eu sei, Kobe Bryant deixou Michael Jordan para trás na totalidade de pontos do evento, as enterradas da partida foram mais emocionantes do que as do torneio de sábado, os jogadores se divertiram e blábláblá.

A maioria de vocês comentou isso aqui no botequim. Uns gostaram; outros nem tanto. Uns foram favoráveis à sugestão de fazer, no futuro, EUA x Mundo; outros acham que não haveria competição, pois os americanos são muito melhores do que os estrangeiros. E blábláblá.

E blábláblá.

Um fato, no entanto, merece ser discutido: o comportamento de LeBron James (foto AP) no final da partida. Refugou uma vez mais e, desta vez, foi zoado em quadra por Kobe Bryant e por Carmelo Anthony. Kobe disse a LBJ depois do passe errado, interceptado por Blake Griffin: “Você está de sacanagem, por que não arremessou?”

Já falei muito sobre isso. Uns concordam; outros não.

O fato é que essas refugadas não estão mais passando despercebida. Muitos se juntam agora aos poucos (como eu) que já viam com nitidez que LBJ tem algum bloqueio mental “down the strecht”.

Como disse Adrian Wojnarowski num texto publicado no site Yahoo! Sports, “todo grande jogador erra em grandes momentos; todo grande jogador falha. Mas esse esporte (basquete) quer ver James encarar essas oportunidades”.

Exatamente: errar faz parte do jogo. O que não faz parte do jogo dos grandes jogadores é refugar. E LBJ refugou novamente.

Todos os jornalistas encerram seus comentários dizendo e/ou escrevendo que isso tende a desaparecer porque LeBron vai acabar ganhando anéis (no plural) e quando ele estiver com a joia nos dedos vai se lembrar desse período e vai rir.

Isso, realmente, eu não sei se vai acontecer. Não tenho bola de cristal. O que eu sei é que se LBJ deixar para Dwyane Wade resolver a parada sozinho, o Miami vai se curvar novamente diante do campeão do Oeste.

LBJ precisa resolver essa questão. Sob pena de entrar para a história da NBA como o maior refugador de todos os tempos.

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 NBA | 10:44

MEGA TROCA PODE COLOCAR DWIGHT HOWARD NO LAKERS E GASOL E BYNUM NO ORLANDO

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A notícia que pipocou na noite de ontem em Orlando dá conta de que na próxima quinta-feira a NBA bate o martelo e acontecerá o seguinte: o Orlando cede ao Lakers Dwight Howard, Hedo Turkoglu e Jameer Nelson e recebe Pau Gasol e Andrew Bynum. E o Toronto, o terceiro time envolvido na troca, cede José Calderón para o time da Flórida e recebe um jogador do Lakers, que deve ser Metta World Peace.

O que eu acho? Acho excelente para Orlando e Lakers.

O Orlando resolve sua dor de cabeça que estava se tornando uma enxaqueca, daquelas que não há remédio e acupuntura que resolvam. E remonta sua equipe com o garrafão do Lakers, que ganhou recentemente dois campeonatos, um deles exatamente em cima do Magic.

O time do Orlando ficaria:

José Calderón
JJ Reddick
Jason Richardson (Quentin Richardson)
Pau Gasol
Andrew Bynum

E ainda teria no banco, para ajudar durante a partida, Ryan Anderson, que vem fazendo uma temporada muito boa.

Time para brigar por semifinal no Leste e, se o Chicago perder o fôlego e bobear, para fazer final contra o Miami. Ganhar, no entanto, são outros quinhentos.

O Lakers pega o jogador que ele tanto queria: D12. E recebe um armador de muito bom nível, posição carente no elenco. E Turkoglu não é essa porcaria que muitos parceiros deste botequim dizem. Trata-se de um bom ala, que em muitos momentos decisivos desafoga o time com seus tiros longos

O time do Lakers ficaria:

Jameer Nelson
Kobe Bryant
Hedo Turkoglu
Josh McRoberts
Dwight Howard

Alguém pode torcer o nariz para McBobs. Aí eu respondo do jeito que eu sempre respondo: não dá para um time ter cinco jogadores de seleção. Em alguma posição você é deficiente. O Miami, por exemplo, não tem um pivô do mesmo nível dos demais.

O Lakers ficará carente na ala de força, mas McBobs poderá fazer um rodízio com Troy Murphy e não comprometer tanto assim. Sem contar que D12, praticamente sozinho, tomará conta do garrafão.

Será time para brigar pelo título do Oeste com o Oklahoma City. Se o Lakers se entrosar, contando com Kobe e D12, com a camisa que tem, com a força de sua torcida e de sua história, pode ganhar a conferência.

Gostei.

Tomara que isso de fato ocorra. Vamos, pois, ficar no aguardo da próxima quinta-feira, quando, repito, dizem que a NBA baterá o martelo aprovando as trocas.

Ah, sim, quanto ao Toronto… Nasceu pra ser apenas coadjuvante.

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domingo, 26 de fevereiro de 2012 NBA | 12:06

PARA AUMENTAR DISPUTA DO ‘ALL-STAR’, NBA PODERIA MUDAR O EVENTO PARA EUA x MUNDO

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Muitos parceiros têm sugerido mudança no “All-Star Game”. Que mudança? Americanos x estrangeiros. EUA x Mundo. Seria espetacular. Que apelo de marketing!

EUA x Mundo!

Já pensaram?

Seria muito mais legal, pois, creio eu, haveria disputa, competição. Os americanos, orgulhosos que são, não aceitariam ser derrotados de jeito nenhum, ainda mais em se tratando de basquete e dentro de casa! Os estrangeiros iriam se divertir tentando tirar uma lasquinha dos filhos de Tio Sam, nas barbas dos torcedores americanos.

Levando-se em consideração os jogadores que estão saudáveis no momento, eu selecionaria o seguinte elenco para o time dos EUA:

Derrick Rose
Chris Paul
Deron Williams
Kobe Bryant
Dwyane Wade
LeBron James
Kevin Durant
Paul Pierce
Kevin Love
Chris Bosh
Blake Griffin
Dwight Howard

Os titulares americanos seriam:

Derrick Rose
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

Do outro lado, os estrangeiros que não estão lesionados e poderiam formar a seleção do Mundo seriam os seguintes:

Tony Parker
Steve Nash
Ricky Rubio
Manu Ginobili
Thabo Sefolosha
Luol Deng
Danilo Galinari
Dirk Nowitzki
Serge Ibaka
Andrea Bargnani
Pau Gasol
Marc Gasol

O quinteto titular dos estrangeiros seria este:

Tony Parker
Manu Ginobili
Luol Deng
Dirk Nowitzki
Pau Gasol

Já pensaram? Quem venceria?

Isso, certamente, daria emoção ao jogo. Isso porque, do jeito que está, como disse o parceiro Bruno Camargo, “o maior problema do ASG é que os jogadores passam 42 minutos fazendo graça, aí eles se lembram que não gostam de perder”.

Definição perfeita do estágio atual do ASG.

SABATINA

Gostaram do evento do sábado? Eu, como sempre, gostei.

Não vou ficar analisando este ou aquele; isto ou aquilo.

Quero apenas fazer um registro: pela primeira vez na história do torneio de três pontos, o vencedor não tem nos arremessos longos o forte de seu jogo. Kevin Love, o grande triunfante deste sábado, é conhecido pela sua enorme capacidade de pegar rebotes. Tanto que o ala-pivô do amor aparece num distante 79º lugar no ranking dos melhores quando o assunto são os tiros longos, com um aproveitamento de 34,8%.

Mas quando o assunto são os rebotes, Love (foto AP) posiciona-se em segundo lugar, com uma média de exatos 14 ressaltos por partida, atrás apenas de Dwight Howard, que tem 15,3.

E se formos pegar a lista dos vencedores desta competição, desde que ela começou, em 1986, jamais um jogador de garrafão havia vencido o torneio. Alguém pode dizer: Dirk Nowitzki. Ele é um ala que tem jogado como ala-pivô, como Larry Bird no final de carreira, por conta do peso das pernas, que já fraquejam.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012 basquete brasileiro, NBA | 11:58

SÁBADO, O MELHOR DIA DO “ALL-STAR WEEKEND”

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Não vi o jogo de ontem entre “rookies” e “sophomores” que se misturaram e formaram dois times. Time que foram dirigidos por Charles Barkley e Shaquille O’Neal.

Vi na internet que o Team Chuck (Barkley) bateu o Team Shaq (O’Neal) por 146-133. Pelo placar vejo que não devo ter perdido nada.

Li que Kyrie Irving (foto Getty Images) foi eleito o MVP da partida por conta de seus 34 pontos, 24 deles frutos de oito bolas certeiras de três. E constatei também que Jeremy Lin foi um fiasco, tendo anotado apenas dois pontos.

Acho um porre esse jogo. Se dependesse de mim, não existiria. Estava atento por conta da presença de Tiago Splitter. Mas como o brasuca se contundiu e ficou de fora, fui comer uma pizza.

A grande noite do “All-Star Weekend” acontece no sábado. É mais interessante do que o próprio “All-Star Game”. Isso porque os jogadores não querem saber de jogar, não querem saber de competir. E isso deixa o confronto entre os melhores do Leste contra os melhores do Oeste bem chato também. No ASG os jogadores dão voz a seu lado “globetrotter”. E como eles não são “globetrotter”, o jogo fica enfadonho.

No sábado, não; no sábado tem competição. Os caras querem ganhar o torneio de habilidade, o torneio misto, a competição de três pontos e principalmente a de enterradas. Há emoção do começo ao fim. A gente mal se mexe da poltrona.

Por isso, esta noite, eu pego os dois pedaços de pizza que sobraram de ontem, coloco no forno e como-os vendo o melhor do “All-Star Weekend”.

Palavra de quem já viu o evento ao vivo em quatro oportunidades.

ESBOÇO

A Nike divulgou o layout do uniforme do time dos EUA que vai competir nos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo (foto Divulgação).

Duas observações:

1) o fardamento é horrível;

2) Pela foto divulgada, Deron Williams deve ser o titular na armação, deixando Chris Paul e Derrick Rose no banco.

Esta era a minha única dúvida em relação ao quinteto inicial dos EUA. Com essa dica, acho que Mike Krzyzewski, o Coach K, deve mandar a quadra o seguinte time:

Deron Williams
Kobe Bryant
LeBron James
Kevin Durant
Dwight Howard

AMISTOSOS

O Brasil vai enfrentar os EUA no masculino e no feminino antes das Olimpíadas. Serão dois amistosos na capital norte-americana, marcados para o dia 16 de julho, três dias depois de a bola ter parado na WNBA.

As moças se enfrentam às 17h30 locais (18h30 horário de Brasília) e às 19h30 (20h30 no Brasil) os homens se encontram.

As duas partidas serão no Verizon Center, lar do Washington Wizards.

Jogo é jogo, treino é treino, já dizia Didi, um dos maiores jogadores de futebol que este planeta produziu. Esses dois amistosos estarão mais para treinos e não para jogos.

É a chance de os comandantes usarem e abusarem do direito de testar seus atletas e algumas formações.

Mas para o Brasil terá outro significado: colocar frente a frente nossos atletas diante dos monstros norte-americanos, tanto do masculino quanto do feminino. Esse contato ajuda a tirar a ansiedade que é comum quando duas escolas díspares se enfrentam, especialmente em se tratando de feminino.

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012 NBA | 15:44

LIN SENTE A FORÇA DO MIAMI; LAKERS SENTE O PODERIO DO OKLAHOMA CITY

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Jeremy Lin não viu a cor da bola. Mas é desculpável. Afinal, trata-se de um “rookie” que disputa apenas sua segunda temporada e que pela primeira vez encontrou uma defesa de verdade pela frente.

O Miami tem a melhor zaga da NBA. Acho que poucos duvidam disso. (E tem gente que duvida do trabalho de Erik Spoelstra; go figure.)

Lin não viu a cor da bola ontem na derrota de ontem de seu New York diante do Miami 102-88. Lin não viu a cor da bola assim como Derrick Rose não viu a cor da bola nas finais da Conferência Leste por causa exatamente da extraordinária capacidade individual e coletiva da defesa do Miami.

Essa é uma das razões por que eu coloco o Heat como grande favorito ao título: sua defesa. Sua defesa e a formidável capacidade ofensiva de seus jogadores; ou melhor, dos Três Magníficos. E às vezes aparece um Mario Chalmers do nada e arrebenta com qualquer planificação adversária.

Aliás, os mesmos que não vêm capacidade em Spo não vêm qualidades em Chris Bosh (foto AP); que coisa, não é mesmo? Bosh é como Kevin Durant e Tim Duncan: joga sem fazer alarde. Não alardeia e por isso não tem carisma. Além disso, quando CB1 perde, abre sua torneira de emoções e chora, o que causa indignação em “macho men” aposentados que viraram comentarista, como Shaquille O’Neal.

Bosh fez 25 pontos ontem com um aproveitamento de 11-17 (64,7%). Pegou ainda oito rebotes, deu um toco e roubou uma bola. “Macho man” no que faz, embora subestimado.

“Soft”, na verdade, é Amar’e Stoudemire. Alguns parceiros deste botequim demonstraram indignação com a não-convocação de Stoudemire para a seleção dos EUA que vai disputar os Jogos de Londres. Eu, na época, não soube como responder esta indignação, pois não acompanhava muito de perto do Knicks.

Agora, com a “Linsanity” virei fã de carteirinha do time da Big Apple. E estou vendo Amar’e jogar: uma vergonha. Ele chega a ser mais “soft” do que Carlos Boozer.

E ninguém fala mal do cara! Será que ninguém vê? Por que esse protecionismo a ele e a perseguição a Chris Bosh?

Falo de Bosh porque não preciso falar de Dwyane Wade e LeBron James. Eu estou procurando palavras adequadas para falar de D-Wade. Ele é preciso, low profile, dedicado e centrado. E não é egoísta. Será que estas são palavras que podem defini-lo bem? Acho que não. Às vezes, acho que seu jogo é inefável.

Por falar em egoísmo, o que dizer do comportamento de LBJ? Quando ele embarcou de Cleveland para Miami, pouco antes de entrar no avião, pegou o ego e jogou-o na lata de lixo mais próxima da sala de embarque. Não se incomoda em ser menos do que ninguém. Está maduro porque sabe que o mais importante é o que ele acha de seu jogo; o mais importante é o que o time acha de seu jogo; o mais importante é finalmente ganhar um anel.

Três Magníficos que enquadraram o New York. Três magníficos que fazem do Miami o grande time da NBA na atualidade. Três Magníficos que fazem do Miami o líder do campeonato.

E diante de um esquadrão como este, Jeremy Lin sucumbiu ontem à noite. Lin saiu indignado de quadra. Não cumprimentou ninguém. Saiu empertigado, pisando duro. Sentiu o jogo e a derrota. Errou ao não cumprimentar os adversários, mas mostrou que tem vergonha na cara.

Com certeza envergonhou-se de seu jogo, especialmente de seu desempenho ofensivo: oito pontos, frutos de um aproveitamento miserável de 1-11 (9%).

Lin não deve se deprimir. Afinal de contas, como vimos, enfrentou simplesmente o melhor time da NBA, que tem igualmente a melhor defesa da NBA. E ele é um “rookie”.

SEGUNDO

O campeonato ainda não acabou. Nos playoffs é que se separam os homens dos meninos, como dizia Michael Jordan. Mas no momento o Oklahoma City é o segundo melhor time da NBA.

Comprovou isso, uma vez mais, ao vencer o Lakers em sua Chesapeake Energy Arena por 100-85. Não deixou o Lakers tomar gosto pelo jogo. Quando isso ameaçava acontecer, lá vinham Kevin Durant, Russell Westbrook e/ou James Harden.

Durant fez 33 pontos; Westbrook, 19; Harden 16. Harden, aliás, tem tudo para ser eleito o melhor sexto homem desta temporada. Continua, é bom dizer, com o bom desempenho de outras campanhas. Mas, desta vez, acho que o galardão não lhe escapa.

Durant, Westbrook e Harden. Isso sem falar de Serge Ibaka: 11 pontos, 13 rebotes e três tocos. Baita defensor, daqueles que atemorizam o adversário a ponto e não deixá-lo dormir tranquilamente a noite que antecede a partida.

O OKC lembra muito o San Antonio no que diz respeito a holofotes da mídia. Quieto, vem abrindo caminho. Os adversários que abram o olho.

QUEDA-DE-BRAÇO

Miami e OKC ainda não se enfrentaram na temporada. Farão dois embates. O primeiro está marcado para o dia 25 de março próximo, um domingo, em Oklahoma City. O Thunder retribui a visita em 4 de abril, uma quarta-feira.

Para muitos, aperitivos do que será a final desta temporada.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012 NBA | 13:04

KOBE “SENTE” O JOGO E O LAKERS GANHA COM ISSO

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O Lakers fez a vitória que o time e a torcida esperava. Ganhou em Dallas do Mavs por 96-91, uma partida que pelo retrospecto deveria ter perdido.

Kobe Bryant não fez um grande jogo. Debateu-se com os arremessos, tendo acertado apenas 4-15 (26,7%). Foi frouxo também nos lances livres: 5-9 (55,5%).

Mas teve um momento, no final da partida, que ao dar uma assistência a Andrew Bynum, a 1:05 minuto do final do jogo, pontos que colocaram o Lakers na frente em 93-86 e obrigou Rick Carlisle a pedir tempo, Kobe foi para o banco do Lakers dando peitadas e chocando-se no ar, de costas, com seus companheiros (foto AP).

Havia muito tempo que eu não via Kobe fazer isso. Fazer isso significa estar entusiasmado e focado no jogo e no time. Kobe estava vibrando com o desempenho da equipe, sentindo a partida e vivendo a rivalidade com o Dallas.

O ala-armador do Lakers fez 40 ou mais pontos em quatro jogos seguidos no início desta temporada. Foram momentos brilhantes, que chamaram a atenção de todos — inclusive da gente aqui no botequim.

Mas eu não senti Kobe envolvido com o time e com o jogo como eu o vi onte diante do Dallas.

Isso ocorreu ontem. Há que se esperar para ver se o episódio vai se repetir. Se se repetir, a coisa muda de figura, pois sentir o jogo, pra mim, vale muito mais do que 40 pontos anotados contra não sei quem.

AMIZADE

Kobe Bryant não precisa ser amigo da família Buss, que controla o Lakers, principalmente Jim Buss, filho de Jerry, o patrão de fato.

Kobe tem apenas que manter um bom relacionamento com eles e entender que ele é empregado e não dono da franquia.

Por mais que ele queira o bem do time, ele é jogador. Há limites para ele se expressar.

Kobe tem que se concentrar no jogo. Como fez ontem em Dallas.

ACIDENTE

O Dallas não precisa se preocupar com a derrota de ontem. Em clássio, a gente bem sabe, tudo pode acontecer mesmo. Não se trata de clichê.

Volto a afirmar: do jeito que as coisas estão, creio que a final do Oeste será entre Oklahoma City e Dallas, numa repetição do que ocorreu no ano passado.

MILESTONE

É assim que a língua inglesa se refere a grandes feitos. E foi o que ocorreu ontem em Chicago, na vitória do Bulls sobre o Milwaukee por 110-91: o pivô Joakim Noah atingiu seu primeiro “triple-double” na carreira ao anotar 13 pontos, pegar igual número de rebotes e dar dez assistências.

O Noah do momento é muito diferente do Noah do começo da temporada. O Noah do momento tem muito mais a ver com o Noah da temporada passada, quando o Chicago acabou como líder geral da fase de classificação e disputou a final do Leste, tendo sido derrotado pelo Miami.

Se se mantiver assim, a coisa também muda de figura, pois o franco-americano é um dos alicerces deste jovem time do Chicago ao lado de Derrick Rose e Luol Deng.

POUPADO

Mike D´Antoni, dada a fragilidade do Atlanta, deixou Jeremy Lin apenas 32 minutos em quadra na vitória de 99-82 diante do Hawks. Mesmo assim, o sino-americano quase anotou novo “double-double” ao marcar 17 pontos e dar nove assistências. Roubou mais duas bolas e essa “mão leve” de Lin tem sido temida pelos adversários.

Achei apenas que D´Antoni poderia ter dado mais minutos para Baron Davis. O reserva de Lin jogou apenas 14 minutos.

Num playoff, a experiência de Davis pode ser muito importante. Mas sem ritmo de jogo isso de nada vai adiantar.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 NBA | 16:09

LEBRON JAMES É O MAIS FORTE CANDIDATO NA CORRIDA PELO MVP DA TEMPORADA

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Vi o Miami vencer com relativa facilidade o Sacramento ontem à noite. Placar final: 120-108.

Dwyane Wade foi a estrela da noite com 30 pontos (11-16, 68,7%). Deu ainda dez assistências, que completaram seu “double-double”.

LeBron James anotou 18 tentos (7-11, 63,6%). Foram oitos os seus passes corretos que redundaram em cesta. O mais empolgante dele foi um lançamento à la Gerson, o canhotinha de ouro, que na Copa de 1970 no México deixou Pelé e Jairzinho várias vezes na cara do gol. Esse lançamento de LBJ foi do campo do Miami, uma ponte-aérea espetacular (veja vídeo).

Assim como Gérson, os passes de LBJ são milimétricos. Ele tem se especializado nisso. Aliás, é uma de suas qualidades também, ao lado de tocos e desarmes.

Há que se ter força, visão de jogo e habilidade para que esses lançamentos sejam corretos.

É bem verdade que LeBron, sem D-Wade, fica um pouco desnorteado. A gente já discutiu isso no começo desta temporada, quando LBJ negou fogo em finais de algumas partidas.

Mas não há como fechar os olhos para o que LBJ vem fazendo neste campeonato. Aliás, parece que tudo está do jeito que todos querem em Miami: há um mutismo por parte da mídia em relação ao Heat, o que acaba por tirar a pressão da equipe e dos jogadores — entre eles LBJ.

Falo de LeBron porque quero falar da briga para o prêmio de MVP desta temporada. Pra mim, até o momento, LeBron está na frente, mas ele tem a concorrência de Kobe Bryant e Kevin Durant.

Quem vencerá esta corrida quando a fase de classificação acabar?

LBJ, além de apresentar números consistentes (27,6 pontos [55.0%, terceiro colocado na tábua dos artilheiros do campeonato], 8,1 rebotes e 6,8 assistências), é um jogador mais maduro hoje em dia. Acabou como cestinha do Heat e do jogo em 20 das 33 partidas que o time disputou até o momento, lembrando que ele perdeu apenas uma contenda nesta temporada.

Sua força física o torna difícil de ser contido pelos marcadores. Está jogando uma bola lascada de redonda e aparece com qualidade em quase todos os fundamentos durante a partida.

Kobe se destaca mais pela pontuação. Tem exatos 29 pontos (44,3%) de média nesta temporada, mas não tem jogado no mesmo nível de LeBron. Tem uma média de quase quatro erros cometidos por confronto disputado, inferior apenas ao campeonato 2005/06, quando o time fez uma campanha apagada (45-37 – 54,8%), classificando-se em sétimo lugar para os playoffs e caindo na primeira rodada diante do Phoenix.

A situação atual parece muito semelhante: o Lakers é o atual quinto colocado no Oeste e tem um desempenho de 19-13 (59,4%). Nem de longe lembra o time que quase sempre atemoriza os oponentes.

Por isso, mesmo com Kobe sendo o cestinha da competição e tendo ultrapassado a barreira dos 40 pontos em quatro oportunidades seguidas neste torneio, ele está longe, neste momento, de LeBron numa disputa para se apurar o MVP da temporada.

LBJ, ao contrário, comanda ao lado de D-Wade simplesmente o melhor time do atual campeonato. O Miami tem um recorde de 26-7 (78,8%) e só é melhor que o Oklahoma City Thunder porque fez um jogo a mais e venceu. O OKC tem um recorde de 25-7 (78,1%).

Por conta disso, eu acho que Kevin Durant é o grande adversário de LeBron neste instante da competição.

KD (foto AP) é o vice-cestinha do torneio com uma média de 27,7 pontos (51,6%) por partida. Ultrapassou a barreira dos 50 pontos pela primeira vez na carreira no jogo em que o Thunder bateu o Denver, na prorrogação, por 124-118. Durant anotou nada menos do que 51 pontos (19-28 – 67,8%). Tem ainda 8,2 rebotes de média nesta temporada e assim como LBJ é um jogador de múltiplas funções em quadra.

Durant só não se destaca mais porque a mídia deve achar Oklahoma City um lugar no meio do nada. Eu mesmo, há alguns dias, já me penitenciei por não olhar com mais carinho para KD.

E aqui reside outro problema em relação ao jogador do Thunder: ele não tem o carisma de LeBron e nem de Kobe. Está mais para Tim Duncan.

Mas isso não irá subtrair, espero, votos dos jornalistas quando o melhor jogador da temporada for escolhido.

RODADA

O turno de ontem à noite na NBA foi fraco. Além da vitória do Miami sobre o Sacramento, o resultado que chamou a atenção foi a goleada que o Portland impôs ao San Antonio: 137-97. Isso mesmo, nem precisa de calculadora pra vermos que a diferença foi de 40 pontos.

O SAS jogou sem quatro de seus principais jogadores: Tim Duncan, Tony Parker (poupados), Tiago Spliter e Manu Ginobili (lesionados). Isso explicou por que o Blazers folgou tanto na partida e consequentemente no marcador.

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