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quinta-feira, 23 de outubro de 2008 NBA | 13:54

BRASILEIROS SÃO LEMBRADOS EM PESQUISA DA NBA

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A NBA procurou os gerentes gerais das 30 franquias da liga e sabatinou-os. Mas foram perguntas nada espinhosas; ao contrário, questões gostosas de responder. Coisas do tipo: quem vai ser o campeão? E o MVP? Qual a melhor contratação? A seleção da NBA qual é? E o melhor defensor? Qual o treinador que se destaca?

E por aí vai.

Entre as tantas perguntas, algumas tinham a ver com os estrangeiros que atuam ou não na NBA. Ou seja: temas que englobavam os brasileiros.

O primeiro deles argüia os cartolas sobre quem é o melhor jogador estrangeiro da NBA. Os GMs responderam: Dirk Nowitzki. O alemão recebeu 66,7% dos votos, seguido de Manu Ginobili (18,5%), Steve Nash (11,1%) e Yao Ming (3,7%). Nenê, Leandrinho e Varejão? Não, não receberam nenhum voto sequer.

Em compensação, quando foram perguntados sobre o melhor estrangeiro que não atua na NBA, os dirigentes disseram que o espanhol Ricky Rubio é o mais perfeito jogador para se integrar à liga neste momento: obteve 57,7% dos votos. Na seqüência vieram o brasileiro Tiago Splitter e o também espanhol Juan Carlos Navarro, com 7,7%.

Nas outras questões que não tinham a ver especificamente com estrangeiro, Leandrinho foi o quarto mais votado quando os GMs foram perguntados sobre qual é o jogador mais rápido com a bola nas mãos. Recebeu 11,1% dos votos. O melhor, segundo os cartolas, é Chris Paul (37,0%); na seqüência vieram: Tony Parker (18,5%) e T.J. Ford (14,8%).

Leandrinho foi também lembrado quando da pergunta sobre quem é o melhor defensor em linhas de passe, enquanto que Nenê foi igualmente mencionado sobre qual jogador vai ter uma grande temporada.

E mais nada.

Mas vamos ver um pouco mais da pesquisa. De acordo com a previsão dos gerentes gerais dos 30 times da liga, o Lakers (em foto acima da AP) será o campeão desta temporada.

O time californiano foi escolhido por 46,2% dos cartolas, seguido do atual campeão, Boston, com apenas 19,2%. Depois aparecem New Orleans, com 11,5% dos votos, perseguidos pelos texanos San Antonio e Houston com 7,7% cada um.

Ainda de acordo com os cartolas, 74,1% apostam que o Boston ganha a Conferência do Leste, seguido do Cleveland e Detroit, com apenas 11,1%. O Orlando foi escolhido por apenas 3,7% dos votantes.

Do outro lado, na Conferência do Oeste, o Lakers surge com o campeão com 66,7% dos votos. Em segundo lugar vem o New Orleans, com 18,5%. Houston e San Antonio estão empatados com 7,4%.

Quanto ao MVP da temporada, os gerentes gerais apostam que LeBron James ganhará a briga que travará com Kobe Bryant: 55,6% x 37,0%. Chris Paul obteve míseros 7,4% dos votos.

O melhor treinador? Gregg Popovic foi eleito com 53,8% da preferência dos dirigentes, seguido de Phil Jackson (23,1%) e Jerry Sloan (7,7%).

Esta é interessante, porque fala dos assistentes técnicos. Quem é o melhor? Deu Tom Thibodeau, do Boston, com 41,7%, seguido de Del Harris, do Chicago, 20,8%, e Tim Grgurich, do Denver, 12,5%.

Outra pergunta interessante: se você fosse começar uma franquia, que jogador escolheria? Novamente LeBron ficou na frente de Kobe: 66,7% x 18,5%.

Mas o interessante é que os cartolas, a meu ver, caem em contradição ao responder a pergunta seguinte: qual jogador obriga o time adversário a fazer mais ajustes quando vai enfrentá-lo? Deu Kobe: 63%. LeBron? A seguir, com apenas 25,9%.

A seleção da NBA, para os cartolas, é a seguinte: Chris Paul (88,9%), Kobe Bryant (92,6%), LeBron James (92,6%), Tim Duncan (51,9%) e Dwight Howard (55,6%).

Outras perguntas que chamaram-me a atenção: qual foi a melhor contratação? Resposta: Elton Brand (66,7%), seguido de Ron Artes (22,2%).

Qual o time que mais vai crescer nesta temporada em comparação com a anterior? Resposta: Miami e Portland, com 25,9%.

E quem terá a melhor performance em casa? Deu Utah, com 44,4%, seguido de Boston (25,9%) e Lakers (7,4%).

Tem muito mais. Se você quiser se divertir, acesse o site da NBA. Depois, manifeste-se aqui.

Estou à espera.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008 NBA | 17:47

SHAQ E HILL QUEREM COMPRAR O ORLANDO

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Shaquille O’Neal já avisou que vai encerrar a carreira ao final da temporada 2009/10. Grant Hill, seu companheiro de Phoenix, também.

Os dois são unha e carne. Não se largam. “É o meu melhor amigo”, disse Shaq sobre Hill.

A recíproca é verdadeira.

A amizade é tão intensa que os dois, entre treinos e jogos, viagens e jantares, arquitetaram um plano decisivo sobre o futuro: querem comprar uma franquia na NBA.

Qual? Orlando Magic.

Ambos passaram por lá – Shaq, aliás, começou a jogar no Orlando. São queridos do dono do time, Rich DeVos.

O grandalhão, da última vez que esteve com DeVos, neste verão norte-americano, disparou: “Quer vender a franquia?”

DeVos apenas sorriu; mas tem planos para o ala. Ele quer Hill a seu lado, mas como presidente da franquia. É também o que Shaq planeja quando comprar o Orlando: GH como presidente. “E eu como gerente geral”, disse.

Por enquanto DeVos disse não, mas os dois (em foto acima da AP) contam que, com o passar desses próximos dois anos, o atual dono da franquia mude de idéia.

“Caso contrário, a gente sai atrás de outro time para comprar”.

Virou obsessão.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008 NBA | 16:50

NBA VAI AMPLIAR USO DA TV NAS DÚVIDAS

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Domingo passado, o atacante Alex Mineiro, do Palmeiras, cabeceou uma bola no travessão do goleiro Rogério Ceni, do São Paulo. Ela caiu e alguns torcedores gritaram gol. Jogadores palmeirenses também.

Mas o bandeirinha Emerson Carvalho, corretamente, mandou a jogada prosseguir. Acertou apesar da dificuldade do lance.

E como soubemos que ele acertou? Porque a televisão mostrou.

E se ele tivesse errado? Poderia ter influenciado no resultado da partida. Felizmente, isso não aconteceu.

Lembro do caso do clássico paulista porque o futebol insiste em não aceitar o auxílio da tecnologia para resolver casos cabeludos, como a cabeçada do careca Alex Mineiro. A maioria dos outros esportes aproveita-se da tecnologia.

Como a NBA…

Até o final deste mês, os 30 times da liga vão votar uma nova proposta para ampliar o uso da televisão em casos onde houver dúvida. Atualmente, nos finais dos períodos, os árbitros podem recorrer à tevê para saber se o arremesso foi feito dentro do tempo de jogo ou não.

Agora, o trio poderá se socorrer da tecnologia, em qualquer momento da partida, para saber se o arremesso foi de dois ou três pontos. Não apenas os válidos, mas os perdidos em decorrência de uma falta. Será possível, portanto, saber se o jogador tem que bater dois ou três lances livres.

Além disso, se o cronômetro der problema ao final de qualquer um dos quartos ou mesmo na prorrogação, recorre-se novamente à televisão para resolver a questão.

É como eu escrevi acima: a tevê resolve problemas, não cria.

Na votação ainda a ser marcada, a mudança só entrará em vigor se 23 dos 30 times aprovarem; o que deve acontecer.

Enquanto isso, no futebol, não são poucos os casos onde um time leva vantagem sobre o outro sem merecer. Os botafoguenses que me perdoem, mas se a tecnologia fosse usada na decisão do Campeonato Brasileiro de 1995, por exemplo, o campeão teria sido o Santos e não o time carioca.

Mas como o “se” não joga, o futebol segue sendo medíocre nestas questões apesar de sua grandiosidade.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008 NBA | 18:56

OS DEZ MAIORES SALÁRIOS DA NBA

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Estava olhando os dez maiores salários da NBA para esta temporada. Vamos a eles, depois eu entro no assunto:

1) Kevin Garnett (Boston) — US$ 24.750.000,00

2) Stephon Marbury (Knicks) — US$ 21.937.500,00

3) Allen Iverson (Denver) — US$ 21.937.500,00

4) Jason Kidd (Dallas) — US$ 21.372.000,00

5) Jermaine O’Neal (Toronto) — US$ 21.352.500,00

6) Kobe Bryant (Lakers) — US$ 21.262.500,00

7) Tracy McGrady (Houston) — US$ 21.126.874,00

8) Tim Duncan (San Antonio) — US$ 20.598.703,00

9) Shaquille O’Neal (Phoenix) — US$ 20.000.000,00

10) Steve Francis (Houston) — US$ 19.814.480,00

Taí, os dez maiores salários desta temporada. A pergunta que fica é esta: eles valem o que vão receber?

Como é que a gente vai definir isso? Bem, pra mim, o cara tem que carregar o time nas costas. Quando digo isso, quero dizer levar o time a disputar pelo menos o título da conferência.

Desses dez atletas, quais podem fazer isso?

Com certeza, Garnett (em foto da Reuters), Kobe e Duncan.

Será que dá para colocar nesta lista Iverson, Kidd, Shaq e McGrady?

Sei não…

Iverson não consegue jogar o basquete coletivo; Kidd não tem mais o vigor de antigamente; Shaq, velhão, mal se locomove em quadra; McGrady ainda precisa quebrar o tabu e vencer uma série de playoff.

Minha resposta: não dá.

E os demais? Nem pensar! Piada, não é mesmo?

O caso que mais salta aos olhos é o de Marbury, segundo maior salário da temporada e nem titular do New York é. Foi preterido por Chris Duhon, o novo dono da posição segundo o técnico Mike D’Antoni.

E o que falar de Jermaine O’Neal e Steve Francis? Nada a declarar.

Resumindo: dos dez maiores salários da NBA, apenas três jogadores, a meu ver, são dignos de estar nesta lista.

Os demais, certamente, são dirigidos por empresários espertalhões que levaram no bico os donos destas franquias.

E com a crise mundial que se avizinha, especialmente nos EUA, esses patrões devem estar arrependidos até o último fio de cabelo.

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domingo, 19 de outubro de 2008 NBA | 11:41

CONFIRA OS JOGOS DA NBA NA TV A CABO

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O internauta Leandro perguntou-me ontem sobre os jogos da NBA ao vivo para o Brasil. Quem vai transmiti-los? ESPN Internacional. Alguma emissora aberta? Nenhuma.

Se você ainda não tomou conhecimento das partidas que serão exibidas para o Brasil pela ESPN, aqui vai o calendário fornecido pela emissora. Serão 47 jogos — sem contar o “All-Star Game”. Hoje, domingão, dá para a gente preparar a agenda. Vai até abril do ano que vem. Sem contar os playoffs, é claro.

Notem que serão apenas quatro jogos do San Antonio. Nossas preces devem ter sido ouvidas.

O Boston, atual campeão, é o time que mais vezes estará na tevê: 12. Depois vêm Cleveland (do brazuca Anderson Varejão) e Miami (de Michael Beasley, segundo draft desta temporada), com oito transmissões. O Phoenix de Leandrinho e o Denver de Nenê terão suas partidas mostradas em quatro oportunidades, enquanto que o Chicago, de Derrick Rose, primeira escolha desta temporada, aparecerá um jogo a mais.

Os horários são de Brasília.

Programem-se!

OUTUBRO
29 – San Antonio x Phoenix – 22h
31 – Boston x Chicago – 22h

NOVEMBRO
5 – Cleveland x Chicago – 23h
7 – San Antonio x Miami – 23h
12 – Washington x Utah – 23h
14 – Boston x Denver – 23h
19 – Houston x Dallas – 23h
21 – Washington x Houston – 22h
26 – Philadelphia x Orlando – 22h30
28 – Phoenix x Miami- 23h

DEZEMBRO
3 – Philadelphia x Lakers – 22h
5 – Boston x Portland – 23h
10 – Philadelphia x Cleveland – 23h
12 – Boston x New Orleans – 23h
17 – Atlanta x Boston – 22h
19 – Miami x Lakers – 23h
26 – Miami x Chicago – 20h
31 – Chicago x Orlando – 17h

JANEIRO
3 – Lakers x Utah – 1h
7 – Denver x Miami – 24h
9 – Cleveland x Boston – 23h
14 – San Antonio x Lakers – 24h
16 – Cleveland x New Orleans – 23h
21 – Miami x Boston – 22h30
23 – Detroit x Dallas – 22h
28 – Dallas x Golden State – 24h
30 – Detroit x Boston – 22h

FEVEREIRO
4 – New York x Cleveland – 22h30
6 – Washington x Denver – 23h
11 – Utah x Lakers – 24h
13  – All-Star Weekend — a ser informado
18 – Philadelphia x Denver – 22h
20 – New Jersey x Washington – 22h
25 – New York x Orlando – 21h30
27 – New Orleans x Milwaukee – 21h

MARÇO
4 – Miami x Phoenix – 21h30
6 – Boston x Cleveland – 22h
11 – Orlando x Chicago – 20h
13 – Milwaukee x New Orleans – 21h30
18 – Boston x Miami – 20h
20 – San Antonio x Boston – 21h30
25 – Orlando x Boston – 21h
27 – Orlando x Milwaukee – 20h

ABRIL
1 – Phoenix x Houston – 23h
3 – Orlando x Cleveland – 21h
8 – Cleveland x Washington – 20h
10 – Portland x Lakers – 23h
15 – Dallas x Houston – 21h

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sábado, 18 de outubro de 2008 NBA | 14:09

NENÊ VENCE LEANDRINHO

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Leandrinho e Nenê se encontram ontem à noite. Mas não foi para um chopinho amigo, para colocar a conversa em dia e matar a saudade.

Os dois se enfrentaram no Carrier Dome de Syracuse (NY) diante de 22.115 torcedores. E mais uma vez o time de Nenê levou a melhor. O Denver passou pelo Phoenix por 94-91, depois de ter saído vencedor no primeiro confronto entre ambos realizado há uma semana, em Indian Wells, por 77-72; aquele jogo ao ar livre, lembram-se? Jogo, aliás, que não contou com a presença de Leandrinho, que ainda estava no Brasil.

Como foram os brazucas?

Bem, ainda completamente fora de forma por causa do tempo que ficou no Brasil acompanhando a recuperação de sua mãe, que estava doente, Leandrinho jogou apenas 15:53 minutos. Saiu do banco de reservas, pois perdeu, acredito que momentaneamente, a posição para Goran Dragic.

Leandrinho marcou dez pontos, com um aproveitamento de 4-7 nas bolas duplas e 1-4 nas triplas. Vamos dar um desconto para ele em função do que já foi citado, mas Leandrinho precisa melhorar sua performance nas bolas de três, seu carro-chefe.

É aí que ele ganha espaço no time e leva os oponentes à loucura. Se perder força neste fundamento, perde espaço no time e deixa de assustar os adversários.

Nenê (foto abaixo da AP) voltou a fazer uma partida apenas correta, nada além disso. Esteve em quadra mais tempo, pois atuou 23:48 minutos, saindo como titular. Fez seis pontos e apanhou sete rebotes. Acertou três de suas cinco bolas duplas.

O bom nos rebotes é que, dos sete, quatro deles foram no ataque. Jogador que apanha rebote ofensivo ajuda a desestruturar o sistema defensivo do adversário.

Os dois precisam melhorar; nós sabemos. Ambos enfrentaram dificuldades e estão, aos poucos, recuperando o que deixaram para trás.

Há que se ter paciência com os dois. Não falo da gente, falo dos treinadores e companheiros; mas principalmente deles próprios.

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terça-feira, 14 de outubro de 2008 NBA | 15:29

LEANDRINHO VOLTA A TREINAR COM O SUNS

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A vida começa a engrenar para Leandrinho (foto). Sua mãe, D. Ivete, felizmente melhorou.

Com isso, o brasileiro surpreendeu ontem a franquia ao aparecer inesperadamente para o treino da manhã. Isso, mesmo depois de ter viajado 13 horas de avião de São Paulo até Phoenix e ter gasto mais uma hora para chegar ao ginásio.

O engraçado da história é que não fazia nem dez minutos que Steve Kerr, gerente geral do Suns, tinha enviado um e-mail para Leandrinho. De repente, o brazuca apareceu no vestiário, para surpresa de todos. Kerr espantou-se, parecia que tinha visto um fantasma.

Que a vida engrene mesmo para Leandrinho. Que D. Ivete melhore ainda mais e sua melhora deixe tranquilo o armador do Phoenix em seu trabalho.

O brasileiro precisa recuperar o tempo perdido. A pré-temporada, como sabemos, existe para os treinadores montarem seus times e para os jogadores corrigirem defeitos e se aperfeiçoarem.

O Phoenix está de técnico novo; Leandrinho precisa impressionar Terry Porter.

Sim, é verdade que Porter conhece Leandrinho. Já enfrentou-o, como treinador adversário, em algumas oportunidades. Sabe das qualidades do brasileiro. Mas uma coisa é tê-lo como adversário; outra é comandá-lo. Mas nada que uma semaninha de treinos e jogos não dê a Porter a certeza de que Leandrinho realmente é tudo aquilo que todos nós sabemos que ele é.

Leandrinho voltou, Amaré Stoudemire também. O ala/pivô do Suns sofreu uma lesão na íris do olho direito no começo deste mês. Terá de jogar de óculos provavelmente até o final da carreira.

A vida começa a engrenar para Leandrinho, Amaré e para o Phoenix.

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domingo, 12 de outubro de 2008 NBA | 20:42

WARRIORS PUNE ELLIS EM US$ 3 MI

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Ellis foi multado em US$ 3 milhões e suspenso por 30 jogos

O Golden State suspendeu seu armador Monta Ellis (foto AP) por 30 partidas. Isso mesmo, não foi a NBA, foi o próprio time.

Motivo: Ellis mentiu sobre um acidente de moto sofrido em agosto passado. Disse que lesionou o tornozelo em uma pelada de basquete.

Se você não sabe, há cláusulas nos contratos de jogadores com aos times proibindo certas atividades, entre elas andar de moto. Não apenas na NBA, mas no futebol europeu também. Certa vez, entrevistando Ronaldinho Gaúcho, ele me disse que no acordo dele com o Barcelona havia cláusulas proibindo andar de moto e esquiar, por exemplo.

Os clubes fazem isso para preservar os jogadores. Com isso, evitam prejudicar o atleta e o time, que faz investimentos altíssimos em suas estrelas.

Ellis fechou os olhos para isso. Andou de moto, caiu e ferrou o tornozelo.

Pior de tudo: mentiu.

Descoberta a farsa, o dono do time, Chris Cohan, e o presidente da franquia, Robert Rowell, resolveram aplicar a pena prevista no acordo coletivo entre a NBA e a NBPA, a associação dos jogadores. Nesse mesmo acordo, penalizar jogador apenas pecuniariamente não é permitido, é bom dizer.

Atitude tomada, não há o que fazer. Nem onde apelar.

Ellis está suspenso e perderá mais de um terço da temporada. Mais ainda: deixará de receber US$ 3 milhões de seu contrato anual de US$ 11 milhões, de um total de US$ 66 milhões em seis anos. Contrato que ele acabou de assinar.

O técnico Don Nelson e o gerente geral do Warriors, Chris Mullin, tentaram evitar a punição. Não conseguiram. Sabem que sem Ellis o Golden State perderá muito de sua força.

Ellis é o jogador onde a franquia deposita toda a sua esperança de um futuro promissor. Foi escolhido exatamente para substituir Baron Davis, que foi para o Clippers. Nelson montou muito de sua estrutura em cima de Ellis.

Plano naufragado.

Onde Cohan e Roewll pretendem chegar com essa atitude? Juro que eu não sei. Economizar, mesmo que em tempos bicudos, não é, pois os US$ 3 milhões em questão não significam muito perto do que a franquia vai gastar esta temporada: US$ 49 milhões.

Dar uma lição ao atleta? Pode ser.

Mas aí o time vai para o beleléu. Sem Ellis, haverá perdas sensíveis dentro da quadra, quem podem se traduzir em prejuízo financeiro considerável, pois ausentar-se dos playoffs signifca perder muito dinheiro.

Juro que eu não consigo entender, pois ao dar uma lição ao jogador a franquia acaba prejudicando-se.

Se alguém entendeu o que aconteceu, por favor, cartas à redação.

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