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sexta-feira, 1 de junho de 2012 NBA | 01:53

OKLAHOMA CITY SURRA SAN ANTONIO E QUEBRA INVENCIBILIDADE DE 20 JOGOS DO ADVERSÁRIO

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Foi na defesa que o Oklahoma City parou o San Antonio na vitória por 102-82. Limitou os texanos a apenas 39,5% de seus arremessos; induziu-os a incríveis 21 erros; Thabo Sefolosha, que não vinha bem na série, tirou a barriga da miséria ao roubar seis bolas dos adversários, além de ter subtraído muito do jogo de Tony Parker; isso tudo sem falar que o OKC trancou o garrafão e permitiu ao SAS apenas 24 pontos, sendo que nos dois jogos anteriores o Spurs tinha anotado, respectivamente, 50 e 42 pontos. E pra finalizar, nos dez jogos feitos até então pelo SAS nestes playoffs, o time tinha uma média de 104,1 pontos por jogo. Nesta quinta-feira anotou apenas 82, como vimos.

Foi na defesa, como disse, mas é claro que não adianta nada defesa forte e ataque estéril. O próprio Sefolosha (foto Getty Images), que ao roubar seis bolas do adversário igualou o recorde da franquia, foi à frente e anotou 19 pontos. Com uma contribuição valiosa e inesperada dessas, Kevin Durant não precisou fazer mais do que 22 pontos. Isso porque Serge Ibaka também ajudou na pontuação e cravou nada menos do que 14 tentos na cesta adversária. Por conta disso também os dez pontos de Russell Westbrook foram suficientes, bem como os 15 pontos de James Harden.

O fato é que o OKC deu uma aula de basquete. Você esperava por isso? Eu não. Vejam: não estou dizendo que não esperava por uma vitória do Thunder; o que eu disse é que não esperava por uma goleada dessas. O placar final da partida, já vimos,  foi 102-82; 20 pontos de diferença. Mas ela chegou a 27, maior diferença da série, diga-se, pois no segundo jogo deste confronto, no Texas, o SAS abriu 22.

No começo de tudo, cheguei a pensar que o Spurs fosse abrir 3-0 neste confronto. O time fez um ótimo primeiro quarto, vencido 24-22. Tudo estava indo bem até que começou o segundo período. Nele, o Oklahoma City fez 32-17 e nunca mais perdeu a vantagem criada.

Tim Duncan, que no jogo passado teve um baixo aproveitamento nos arremessos (2-11), nesta quinta-feira fez 5-15. Ou seja: nos dois últimos jogos, Timmy teve um pobre desempenho 7-26 (26,9%). Foi controlado por Kendrick Perkins, Ibaka, Nick Collison e pela marcação dobrada. Isso tudo ele já enfrentou na vida e na maioria das vezes conseguiu se livrar. Está sendo mais difícil agora. Timmy precisa acordar, caso contrário ficará complicado eliminar o OKC. Nesta partida ele jogou só 26:01 minutos. Espertamente, vendo que a vaca tinha ido pro brejo, Gregg Popovich mandou-o para o banco. No primeiro tempo, Duncan jogou 18:16 minutos. No segundo 7:45, tudo no terceiro quarto, pois no último nem em quadra entrou. Fez certo Popovich, pois, como disse, Timmy é importantíssimo para o sucesso do SAS.

Mas nem tudo foi ruim para o grandalhão do SAS. O bom da história desta quinta-feira foram os cinco tocos que ele deu na partida. Com eles, Timmy passou a ser o jogador que mais tocos deu em toda a história da NBA considerando-se os jogos de playoffs. Chegou a marca de 477, um toco a mais do que Kareem Abdul-Jabbar, até então o líder neste fundamento nesta fase decisiva do campeonato.

Agora, por falar em pivô, o nosso Tiago Splitter não esteve bem. Apenas um ponto e dois rebotes. Nenhum toco, nenhum desarme; mas dois erros. Cometeu rapidamente três faltas e foi para o banco. Por conta disso, jogou só 5:44 minutos no primeiro tempo. Voltou no terceiro quarto e atuou mais 4:15. No último, não jogou. Quem jogou foi DeJuan Blair, que nem em quadra entrou nos dois primeiros cotejos. Blair marcou dez pontos e pegou seis rebotes. Mas não se impressione: ele jogou o “garbage time”; ou seja, enfrentou a baba do OKC. Além disso, o QI de basquete de Splitter é muito superior ao de Blair. E nas jogadas montadas por Popovich para favorecer principalmente a genialidade de Manu Ginobili, Splitter tem papel importante, como já disse, especialmente no corta-luz e também no “pick’n’roll”. Agora, Splitter precisa abrir os olhos, pois se continuar improdutivo como neste terceiro prélio cai em desgraça com o treinador.

Bem, foi apenas mais um jogo. Jogo excelente para o Oklahoma City e péssimo para o San Antonio. Tem muito mais ainda pela frente. A série já garantiu pelo menos cinco partidas. O time texano chora a derrota e a perda de invencibilidade de 20 jogos. Está mordido, ferido. E cutucar times desse gabarito nunca é bom. Por outro lado eu pergunto: o que deveria fazer o OKC? Perder o jogo? Claro que não; o OKC fez o que tinha que ser feito: surrou o todo-poderoso SAS e deixou claro que se for para entregar esta série, não será de mão-beijada.

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quinta-feira, 31 de maio de 2012 NBA | 13:03

MIAMI VENCE BOSTON, ABRE 2-0 NA SÉRIE E CANDIDATA-SE A FINALISTA DESTA TEMPORADA

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Agora ficou difícil para o Boston; mas não impossível. Vencer quatro dos últimos cinco jogos restantes, não é mole não. Ainda mais em um time que tem uma defesa forte. Não se pegue pelo placar de ontem. Na fase de classificação, o Miami teve a quinta defesa menos vazada com média de 87,0 pontos contra por jogo. Enquanto isso, o Boston foi apenas o 10º melhor ataque, com média 89,0.

Mas, quanto ao jogo de ontem, a derrota do Boston por 115-111 (com direito a uma prorrogação) poderia ter sido uma vitória. No primeiro tempo (eu sei que tinha ainda muito tempo) o time abriu 15 pontos (47-32). No segundo, quando o Miami reagiu, passou oito pontos na frente (81-73 a seis segundos do final do terceiro período), o C’s fez uma corrida espetacular de 19-8, pulou na frente no marcador em 94-89, isso a pouco mais de três minutos do final. Parecia ter o controle técnico e emocional do jogo. Não tinha. Deixou o Heat encostar novamente, pular na frente em quatro pontos. Mas encontrou forças para reagir e empatar a partida, levando-a à prorrogação.

O problema todo, durante a prorrogação, é que Paul Pierce não pôde jogar. Fez sua sexta falta a 47 segundos do final do tempo normal e deixou o time na mão. Pierce é fundamental para o sucesso do Boston, especialmente “down the stretch”, quando ele corriqueiramente põe a bola debaixo do braço e quase sempre se dá bem e, consequentemente, o Celtics também. Mas não foi o caso do jogo de ontem. Com seis faltas, viu tudo do banco de reservas e nada pôde fazer.

Em compensação, a noite de Rajon Rondo. O armador do Boston teve uma das atuações mais espetaculares desta temporada e, fico pensando, a mais pomposa destes playoffs. Foram 44 pontos (recorde na carreira não importa a fase do campeonato, com desempenho de 16-24), dez assistências e oito rebotes. Como pontuou demais, deu pouca assistência; normal. Agora atentem para o fato: Rajon jogou o tempo todo. Ou: ficou em quadra os 53 minutos que durou a partida! Isso, diga-se, jamais tinha ocorrido em sua carreira. E na prorrogação, marcou todos os 12 pontos do Boston.

Aliás, por falar em Rajon, um lance foi muito comentado. A 1:35 minutos do final, com o placar igualado em 105 pontos, o armador do Boston tentou uma bandeja, passando por debaixo da cesta, e foi claramente acertado no rosto por Dwyane Wade. Ninguém marcou falta. Se marcada, Rondo teria ido à linha do lance livre. Ele estava com a mão quente (10-12), poderia ter colocado o C’s na frente. As reclamações dos jogadores, comissão técnica e torcedores do Boston foram grandes. E justificáveis, pois houve falta. Mas atribuir a derrota a esse lance é tentar, a meu ver, tapar o sol com a peneira. Como tenho dito, os árbitros são seres humanos e erram. Mas erram para os dois lados. No terceiro quarto, Mario Chalmers fez uma cesta do jeito que Rajon queria fazer e foi claramente atingido por Greg Stiemsma. A arbitragem nada marcou. Deveria ter marcado. Isso acontece, é do jogo. Atribuir a derrota a esse lance é se esquecer que Kevin Garnett perdeu uma bola no ataque seguinte, desarmado que foi por Chalmers. É se esquecer que o mesmo KG, malucamente, arremessou uma bola de três a 46 segundos do final e que deu “air-ball”. Esses dois lances foram comprometedores. Então, eu pergunto: por que apenas imputar à arbitragem a derrota de ontem? Não entro nessa.

Voltando ao tema “Rajon Rondo”, os 53 minutos dele em quadra são frutos do fato de que o Boston está sem Avery Bradley, que se contundiu e não joga mais nesta temporada. Com isso, Doc Rivers exigiu o máximo de Rajon. Ele correspondeu, todos vimos. Mas fica a pergunta: haverá sequelas físicas para o próximo jogo? Vamos aguardar — tomara que não.

LeBron James também se destacou na partida. Anotou 34 pontos, pegou dez rebotes e deu sete assistências. No final do tempo normal, errou o arremesso que poderia ter evitado a prorrogação. Muitos disseram que ele afinou. Não, LBJ não afinou e nem pipocou. LeBron simplesmente errou o arremesso, como muitos erram também. O importante foi que ele não se omitiu. Foi pro pau. Não deu certo, mas não se escondeu.

Udonis Haslem, disse ontem no Twitter (@FRSormani), durante a partida, que a ausência de Chris Bosh tem sido benéfica pra ele. Parece que Udonis está reencontrando parte daquele basquete de qualidade que ele jogou durante muito tempo no Miami, tendo, inclusive, sido figura de destaque na conquista do título de 2006. No confronto de ontem, anotou 13 pontos e pegou 11 rebotes, quatro deles ofensivos. Isso tudo vindo do banco.

Aliás, por falar em banco, isso fez a diferença também no jogo de ontem. Os reservas do Heat anotaram nada menos do que 25 pontos, enquanto que os do C’s contribuíram com apenas sete.     E aqui entra novamente em cena Avery Bradley. Com ele no time, os 13 pontos de Ray Allen durante o jogo teriam sido computados para os reservas.

Amanhã tem mais. 21h30 de Brasília, agora em Boston. A pressão será enorme pra cima do C’s. Não pode perder seus dois próximos jogos como mandante. Se perder um deles, babau.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012 NBA, outras | 13:03

SAN ANTONIO FAZ 2-0 NA SÉRIE E DÁ SINAL DE QUE ELA PODE SER CURTA

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Estou começando a achar que a série será curta. O San Antonio passou pelo Oklahoma City com relativa facilidade. A vitória por 120-111 colocou o SAS na frente em 2-0 e, se bobear, poderemos ver o time texano roubando uma vitória do OKC no estado dos tornados e resolver a parada na quinta partida. Já vi manifestações de torcedores falando em varrida. Acho exagero; mas estou começando a achar que a série será curta. Posso estar enganado.

Se no primeiro jogo foi Manu Ginobili quem colocou a bola debaixo do braço e levou o time à vitória, desta vez foi outro estrangeiro, Tony Parker, o dono do jogo. O francês anotou nada menos do que 34 pontos e deu oito assistências. Tomou uma porrada de Russell Westbrook, ainda no primeiro tempo, daquelas porradas que o cara diz que vai na bola, mas aproveita e desce o braço, e que por isso deveria ter tomado uma técnica e não tomou, mas eu dizia que o armador do Spurs apanhou do armador do Thunder e não falou nada. Não passou recibo. Apenas cerrou os dentes e desandou a jogar mais ainda. Gosto de jogador assim: responde na bola as bordoadas que leva.

Foram 34 pontos e oito assistências. O aproveitamento foi incrível: 16-21 (76,2%). E sabem o que é assustador? Que, como disse, Parker (foto AP) é armador e fez a maioria de seus arremessos à meia-distância.

Mas Manu voltou a jogar bem. Aliás, durante o jogo, postei em meu Twitter (@frsormani) que considero Ginobili o maior estrangeiro a ter pisado em uma quadra da NBA. Alguns retrucaram dizendo que foi Hakeem Olajuwon, mas eu respondi dizendo que Hakeem jogou as Olimpíadas de Atlanta-96 com a camisa dos EUA e fez o “college” na Houston University. Teve formação americana. O mesmo vale pra Tim Duncan, que embora tenha nascido nas Ilhas Virgens, jogos Atenas-04 pelos EUA, estudou em Wake Forest e é americano e ninguém pode negar. Os que retrucaram com Drazen Petrovic e Dirk Nowitzki retrucaram bem. Os que falaram em Steve Nash, eu respondi que Nash, assim como Hakeem e Timmy, fez o “college” na universidade de Santa Clara, Califórnia e tem igualmente formação americana.

Manu jogou bem, eu estava dizendo antes desta digressão. Do banco veio e do banco trouxe 20 pontos (7-8 nos lances livres). Ajudou com mais quatro assistências. Timmy, completando o trio de tenores do SAS, desafinou: 11 pontos, com um aproveitamento de 2-11 nos arremessos. E ele é grandalhão e joga perto da cesta.

Mas vejam, mesmo com seu xerife jogando mal, o SAS ganhou. E ganhou, como disse, com relativa tranquilidade. Aí eu pergunto: imagina se ele joga bem também! Teria sido uma lavada? Quem sabe…

Quanto ao OKC, mesmo com Kevin Durant marcando 31 pontos, James Harden anotando 30 e 27 de Russell Westbrook, o time ficou na rabeira do placar o tempo todo, como eu disse. Se a gente considerar que esses três são titulares, o banco do Thunder colaborou com 12 pontos: dois de Thabo Sefolosha (reseva e não titular) e dez de Derek Fisher. Se considerarmos que Manu é titular no SAS, o banco texano respondeu com 28, pois neles eu acrescento os dez de Danny Green, que na verdade é reserva, pois nos momentos cruciais é o argentino quem está em quadra. Então, pra mim, ele é titular e não Green.

E não tem ninguém na NBA no momento que se aproveita melhor dos “pick’n’roll” e corta-luz do que Manu. Sua afinação com Tiago Splitter, por exemplo, é espetacular. E o brasileiro tem se aproveitado desta situação, pois muitas vezes a bola sobra pra ele. Além dos pontos (foram oito), ele tem melhorado o passe (foram três assistências).

Aliás, por falar em Tiago Splitter, não há como não mencionar o “Hack-a-Shaq” do Oklahoma City; ou melhor, de Scott Brooks. Já disse aqui: acho a prática nojenta. Mas se ela for aplicada contra Gregg Popovich, eu acho válido. Popovich precisa provar um pouco de seu veneno. Como disse no Twitter ontem no momento da partida tudo o que for feito contra Popovich eu aprovo. Não gosto dele, já disse aqui. Ele é genial, mas é gênio do mal. É adepto do “Hack-a-Shaq”, manda os caras jogarem sujo (“We need to get more nasty, play with more fiber and take it to these guys”, disse ele no primeiro jogo). Não gosto de gente assim. Popovich, pra mim, não é um desportista na extensão da palavra. Não gosto dele como não gosto do José Mourinho. Mourinho, assim como Popovich, é genial; mas é gênio do mal. Não aprovo as práticas do português. Minha natureza reprova esse tipo de procedimento. Quem acha isso válido, respeito, mas não sou assim.

O “Hack-a-Shaq” foi feito em cima de Tiago Splitter. O brasileiro fez 6-12 nos lances livres. O aproveitamento de 50% é ruim. Isso fez com que ele jogasse apenas 11:20 minutos. E aqui pode residir um problema para o SAS: o descanso de Timmy. Ele tem 36 anos e se a série se alongar (o que eu já estou duvidando, como disse), ele pode ter problemas. Ontem atuou por 36:18 minutos. Na primeira partida foram exatos 35 minutos. Só pra comparar, na série diante do Utah foram 30 minutos e subiu para 34 contra o Clippers. E na fase de classificação, 28 minutos. Claro que ele foi poupado na fase regular pra que Popovich tirasse o couro dele agora. Mas fica uma ponta de preocupação.

Por isso, Tiago Splitter tem que melhorar seu desempenho nos lances livres para ajudar a ele e ao time. Se não o fizer, atrapalhará no descanso de Timmy e pouco estará em quadra nestes playoffs.

Acho que é isso. Será que faltou alguma coisa? Ah, sim: o OKC tem que resolver a questão do “pick’n’roll” e do corta-luz do SAS. Se não o fizer, vai ser surrado neste confronto. E, pra encerrar mesmo: o SAS somou sua 20ª vitória consecutiva. Está invicto nos playoffs depois de dez partidas. Joga mesmo muuuuuuuita bola nestes playoffs.

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terça-feira, 29 de maio de 2012 NBA | 12:55

MIAMI VENCE FÁCIL, MAS NÃO SE DEIXE ENGANAR: O BOSTON JOGA MAIS DO QUE JOGOU ONTEM

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O Miami fez 1-0 na série ao bater o Boston, ontem à noite, no sul da Flórida, por 93-79. Não se deixe levar pelo placar e nem pelo domínio do Heat em ¾ do jogo. A série tem tudo para ser igual — e consequentemente longa. No que eu me pego para afirmar isso? Pelo histórico dos times, pela rivalidade, pela qualidade dos elencos.

É certo que o Miami é um time bem mais jovem e com um vigor muito maior. Mas num confronto desses, tudo se iguala, porque o mental tem uma importância grande demais. Os jogadores do Boston, quando veem pela frente LeBron James e Dwyane Wade se revitalizam e deixam no vestiário o peso da idade.

Mas ontem não foi assim.

LeBron teve uma atuação destacável. Foram 32 pontos (13-22). No primeiro quarto, ele marcou 13 e o Boston 11. E tem mais: ao longo da contenda, ele amealhou 13 rebotes. E em 43:53 minutos em quadra, a maior parte do tempo com a bola nas mãos, LBJ cometeu apenas três erros. Ah, sim, como eu podia esquecer! Deu três tocos no jogo, o último deles em cima de Rajon Rondo, como se estivesse defrontando um juvenil dada a ingenuidade do armador do Boston na jogada.

Por falar nos tocos, o Miami atropelou: 11-1. Isso mesmo, o C’s deu apenas um toco em toda a partida! E estamos falando de playoffs, onde a intensidade do jogo é muito maior. O que aconteceu com o Celtics?

Mas vamos particularizar novamente a conversa. LBJ encontrou em Dwyane o parceiro ideal. O ala-armador do Heat fez 22 pontos no jogo, mas dez deles no último quarto. Mas o melhor no jogo de D-Wade (foto AP) foi o fato de que ele bateu seis lances livres e acertou todos. Ele que vinha claudicante neste fundamento.

Os dois, calculadora em mãos, fizeram 54 dos 93 pontos do time. Ou seja: 58,1%. Encestaram de tudo quanto é canto dentro do arco dos três, pois fora dele LBJ teve 0-3 e Dwyane 0-1. Mas dentro do arco dos três, como dizia, os dois foram um tormento para a zaga alviverde. Em determinado momento do segundo tempo, Doc Rivers mudou a defesa. Passou a marcar zona, tentando evitar os pontos próximos à cesta. Não deu certo. E além de não dar, expôs Kevin Garnett, que chegou a ser humilhado pelos dois, especialmente por D-Wade.

O Miami fez nada menos do que 42 de seus 93 pontos dentro do garrafão. Percentualmente, o Heat marcou 45,1% deles “in the paint”. E olha que o Miami está jogando sem Chris Bosh. Se tivesse, seria muito pior; tudo indica.

E o que isso significa? Significa que o Boston tem que cuidar de seu garrafão nos próximos jogos. Melhorar a defesa. Se quiser marcar zona novamente, que se marque, mas que seja uma zona melhor, mais compactada e agressiva. A zona do Celtics no jogo de ontem lembrou a zona feita por muitos times brasileiros: marcação feita apenas para o descanso dos jogadores.

Além disso, Paul Pierce e Ray Allen precisam jogar mais. Os dois fizeram juntos apenas 18 pontos. Ray-Ray (seis pontos) foi uma catástrofe: 1-7 nos arremessos, sendo que nas bolas de três foi 1-4. Agora atentem para isso: nos lances livres, 3-7. Isso mesmo, 42,8% para um jogador que tem 90% de aproveitamento ao longo da carreira.

Vejam só o desempenho do quinteto titular do Celtics no jogo:
– Paul Pierce: 5-18
– Brandon Bass: 4-11
– Ray Allen: 1-7
– Rajon Rondo: 8-20
– Kevin Garnett: 9-16

KG foi quem se salvou. Somou 23 pontos e pegou dez rebotes. Mas brigou com as faltas (cometeu cinco) e por isso jogou 30:41 minutos.

Mas, sozinho, KG não foi levar o Celtics à decisão do título. Os outros precisam jogar o seu normal e não se deixar levar pela marcação adversária. Rajon, por exemplo, não fez nem sequer um “double-double”: 16 pontos, nove rebotes e sete assistências. Aparentemente, bons números, mas as sete assistências são poucas para o papel que ele desempenha em quadra.

Amanhã tem mais. Novamente em Miami. 21h30 de Brasília. O que eu disse para o Oklahoma City vale para o Boston: se o Heat vencer novamente, a situação do C’s ficará dramática na série.

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segunda-feira, 28 de maio de 2012 NBA | 11:03

SAN ANTONIO ANIQUILA OKLAHOMA CITY NO ÚLTIMO QUARTO E ABRE 1-0 NA FINAL DO OESTE

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Em primeiro lugar, devemos ressaltar que foi um jogo de cavalheiros. Não houve provocação de nenhuma das partes. Os atletas se respeitaram em quadra. Venceu quem jogou melhor, na bola, sem trapaças. Que assim seja até o final desta série, pois quem ganha é o esporte, no caso o basquete.

Por conta disso, a vitória do San Antonio por 101-98 foi incontestável. O time texano abre 1-0 na série e se fizer nova vitória, amanhã (22h de Brasília), a situação do Oklahoma City ficará muito difícil.

Alguns pontos que têm que ser ressaltados no jogo de ontem:

1) Foi um jogo de cavalheiros porque Gregg Popovich não usou sua tática vil, torpe, do “Hack-a-Shaq”. Talvez não tenha usado por temor de que o OKC fizesse o mesmo em cima de Tiago Splitter e, com isso, não pudesse descansar Tim Duncan, que aos 36 anos de idade não pode ficar 40 minutos em média por partida numa série que tem tudo para ser definida em sete jogos. E o fato de não ter recorrido a tão reprovável método deixou claro que o SAS e ele próprio não precisam disso para vencer. E venceram um adversário que para muitos é o melhor time da NBA no momento e, repito, sem a nojenta tática do “Hack-a-Shaq”.

2) Com a vitória, o San Antonio somou seu nono triunfo consecutivo nestes playoffs. Foram duas varridas anteriormente a esta contenda: 4-0 no Utah e 4-0 no Clippers. Será que teremos nova varrida? Como disse acima, não creio. Creio, isto sim, em uma série longa. Em tempo: foi a 19ª vitória consecutiva do time contando, obviamente, jogos da fase de classificação.

3) Manu Ginobili, quando entrou em quadra pela primeira vez, a 6:31 do final do primeiro quarto, deu a impressão que não teria uma boa noite. Deu um passe que foi interceptado por Thabo Sefolosha, perdeu uma bola para James Harden e tomou dois tocos de Kevin Durant. Estava zerado no jogo e de bom tinha pegado um rebote defensivo e roubado uma bola de Harden. Mas, com a laranjinha nas mãos, não conseguia jogar. Mas tudo começou a mudar a 51 segundos do final, quando “El Narigón” anotou seus primeiros dois pontos, da meia direita do ataque alvinegro. Na sequência, uma bandeja. E finalizou o quarto encestando uma espetacular bola de três no estouro do cronômetro. Dali para frente, teve uma atuação notável, terminando a partida com 26 pontos (9-14; 3-5 nas bolas de três). Pra mim, Manu Ginobili (foto AP) foi o dono do motorrádio; ou seja: o melhor jogador em quadra.

4) Ainda sobre Manu Ginobili: o OKC precisa encontra uma maneira de marcá-lo. Caso contrário perde a série sem oferecer muita resistência ao adversário. O caso Ginobili me lembra o caso do cobertor curto. Scott Brooks, o treinador do OKC, quando coloca em quadra Derek Fisher, passando Kevin Durant para ala-pivô, fica sem um marcador ideal para o argentino. O cara, a gente bem sabe, tem que ser Thabo Sefolosha. Ou mesmo KD. Mas nesta formação, Harden e Fish se revezam na marcação e os dois não têm estofo defensivo para isso. Ou seja: com Fish em quadra aumenta o arsenal ofensivo do Thunder, mas defensivamente o time se fragiliza. O que fazer?

5) Em exatos 35 minutos, Tim Duncan anotou 16 pontos e pegou 11 rebotes. Foi fundamental na briga pelos pontos no garrafão, onde o SAS bateu o OKC por 50-26. No quarto final, onde tudo foi resolvido, o Spurs fez nada menos do que 16-2.

6) Por falar no quarto final, o SAS anotou 39-27. E é bom lembrar que o time texano entrou neste período com uma desvantagem de sete pontos: 71-64. Quando Tony Parker (18 pontos e seis assistências) anotou dois pontos e levou o marcador a 75-74, a 6:54 do final, o SAS não perdeu mais a dianteira da partida.

7) Durant (27 pontos e dez rebotes) tinha que ter levado Kawhi Leonard mais para o “low post”. A diferença de tamanho e envergadura é grande demais. São 2,06m contra 2,01m. Sem contar que KD arrasta os braços pelo chão, de tão longo que eles são. Mas pouco utilizou essa jogada, preferindo os arremessos longos ou os “mid-rang”.

8) Russell Westbrook foi um desastre: 7-21 nos arremessos, apenas 17 pontos e cinco assistências.

9) Tiago Splitter fez nove pontos e pegou seis rebotes. Mas foi um embaraço na linha do lance livre: 1-5. Num desses tiros da linha fatal, deu “air-ball”. Constrangedor.

Alguém tem mais a destacar? Se tiver, fique à vontade, a casa, ou melhor, o botequim é nosso.

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domingo, 27 de maio de 2012 NBA | 00:39

RAJON RONDO LEVA O BOSTON À FINAL DO LESTE

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O Boston está na final do Leste. Está na final por causa de Rajon Rondo. O armador alviverde foi o “key factor” do C’s “downt the strecht”, quando o time ficou sem seu “clutch player”, o cara que nos momentos decisivos pega a batuta e rege o time de Massachusetts.

Quando Paul Pierce deixou o jogo por conta de uma falta de ataque em cima de Thaddeus Young, a sexta no jogo, a 4:16 minutos do final e com o placar em 71-68 para os mandantes, confesso que vi a viola em cacos. O jogo estava parelho, no pau, e o Celtics acabava de perder seu jogador mais importante, aquele que gosta de jogar nos momentos em que a cortina está para ser cerrada.

Mas aí apareceu quem? Não foi Kevin Garnett e nem Ray Allen. Foi Rajon Rondo. O armador do Boston estava zerado no quarto até então. Fez nada menos do que 11 pontos na reta final e levou o C’s à sua terceira final de conferência nos últimos cinco anos ao comandar o time na vitória por 85-75. Rajon jogou demais. Anotou seu nono “triple-double” em playoffs ao cravar 18 pontos, 10 rebotes e 10 assistências.

Claro que os 18 pontos e os 13 rebotes de KG foram importantes, da mesma forma que as duas bolas de três que Ray-Ray acertou neste quarto período (tinha errado, até então, todas as cinco bolas triplas arremessadas). E não se pode esquecer dos 15 pontos e nove rebotes de Pierce e os 15 tentos de Brandon Bass.

Mas o cara foi Rajon Rondo.

Rajon não tem carisma — nem liga pra isso. Sua cabeça parece estar em outro planeta. Parece que ele vive no mundo da lua. Não sabe e nem quer se aproveitar dos holofotes que o mundo da NBA proporciona para as estrelas. Ele não quer ser uma delas. Parece que Rajon quer fazer o que mais gosta de fazer e ir pra casa ou sei lá pra onde for; whatever. O que eu sei é que ele não faz pose como KG e Paul Pierce. E nem tem uma mãe sendo uma coadjuvante do lado de fora das quadras chamando a atenção das câmeras de televisão. Rajon não é esse cara. Rajon é assim: “low profile”. Isso basta pra ele, se é que ele está considerando isso. A realização se dá por si mesmo. Ele não precisa do aval de ninguém. Ele parece ser um cara muito bem resolvido. Gostam de mim?, ok; tanto melhor. Não gostam?, pouco me importo.

É esse cara que tem sido o sustentáculo do C’s nos momentos importantes.

O Boston está perdendo neste momento Ray Allen. Seus tornozelos ardem, doem, incomodam. Ele, velhote que é, em muitos momentos perde a batalha para a dor. Mas não tem importância; não tem importância porque o C’s tem Rajon.

Rajon era um cara de miolo. Mas hoje ele reluz como porcelana chinesa. Não entendeu? Hoje ele tem o brilho dos grandes jogadores. Hoje ele brilha quando os holofotes reluzem em intensidade. Não que ele ligue pra isso, como disse. Ele brilha neste momento porque o time agora precisa dele. Até então o “Big Three” reluzia e ele curtia à sua maneira. Curtia na forma de vitórias e não de mídia.

Rajon é assim: diferente das grandes estrelas, embora ele seja uma delas. É um cara recluso. E essa reclusão faz bem à saúde dele.

Que assim seja.

FRANCHISE PLAYER

O Philadelphia fez uma série e tanto diante do Boston. Vendeu caro a vitória. Levou a semifinal até seu sétimo cotejo.

O que faltou ao Sixers?

Faltou ao Phillies ao que faltou ao Indiana: um “franchise player”. Assim como Danny Granger não é esse cara para o Pacers, Andre Iguodala também não o é para o Phillies.

O time está pronto, à espera de um cara pra fazer a diferença. Mas esse cara dificilmente virá. Não virá porque um Dwight Howard da vida, que poderia fazer a diferença, jamais jogará no Philadelphia e nem no Indiana. E não virá porque esses dois times são times de semifinais de playoffs e, por conta disso, jamais conseguirão pegar um moleque bom de bola no draft porque são times de playoffs.

Não há o que fazer.

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sábado, 26 de maio de 2012 NBA | 15:39

MIAMI CONHECE HOJE SEU ADVERSÁRIO NA FINAL DO LESTE

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Hoje conheceremos o último finalista de conferência. Enquanto no Oeste San Antonio e Oklahoma City passaram por cima de Clippers e Lakers, respectivamente, no Leste apenas o Miami se garantiu depois de despachar o Indiana com um 4-2. Já o Boston, apontado como favorito no confronto diante do Philadelphia, que está na semifinal por ser abelhudo, o Boston está penando para eliminar o intruso.

Doc Rivers terá um sério desfalque nesta e nas próximas partidas se o C’s se classificar. O ala-armador Avery Bradley, contundido no ombro, passou por uma cirurgia no local e não joga mais esta temporada. Bradley fará muita falta. Não apenas pelo que vinha jogando, mas porque seu substituto, Ray Allen, um dos componentes do “Big Three”, está sentindo as pernas pesadas e os braços também. Não é nem sombra daquele jogador decisivo, que atemorizava as defesas adversárias. Ray-Ray vai ter que ir pro pau a partir de agora. Ele conhece os atalhos de uma quadra de basquete e isso poderá ajudá-lo. Mas se pernas e braços continuarem pesados, os atalhos não o levarão a lugar nenhum.

O Sixers está completinho. E embalado pelo resultado de 82-75 da última quarta-feira, quando empatou a série em três. O maior problema do Celtics atende pelo nome de Andre Iguodala. Ele é o cara que tem que ser controlado. Mas é bom o C’s ficar atento também a Lou Williams, um armador bom de bola, que vem do banco, e sempre bagunça o time adversário. Além dos dois, Doc Rivers não pode olhar de soslaio Evan Turner. O “moleque” do Phillies amadureceu muito nesta temporada.

Quem ganha? Quem vai enfrentar o Miami na final do Leste? Hoje à noite, a partir das 21h, a gente vai começar a saber o final dessa história. Mas se você quiser opinar, mãos à obra!

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sexta-feira, 25 de maio de 2012 NBA | 12:00

D-WADE E LEBRON ANIQUILAM INDIANA E LEVAM MIAMI À FINAL DO LESTE

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Mesmo sem Chris Bosh e seu substituto imediato, Udonis Haslem, o Miami eliminou o Indiana em 4-2 com a vitória de ontem à noite em Indianápolis por 105-93. Venceu porque conta com dois dos melhores jogadores da atualidade: Dwyane Wade e LeBron James. Quando os dois jogam em alto nível, como têm jogado ultimamente, fica difícil para qualquer adversário.

Depois de se ver em desvantagem na série em 2-1, o Heat fez três vitórias consecutivas e liquidou o adversário. E liquidou por causa, repito, de seus Dois Magníficos. Neste trio de vitórias, Dwayne marcou 99 pontos e LBJ 98. Os dois combinaram para 197 tentos, o que deu uma média de 65,7 por partida. Nestes três jogos, o Miami fez um total de 321 pontos, o que deu uma média de 107 por contenda disputada. Ou seja, D-Wade e LBJ fizeram 61,4% dos pontos da equipe.

Ontem, ambos anotaram 69 tentos. Mas 41 deles saíram da mão de D-Wade. Wade jogou muito. Estava inspiradíssimo. Driblava feito Neymar e ninguém conseguia contê-lo. Marcação individual era moleza. Na dupla, não teve dificuldades. E nas poucas vezes em que três jogadores foram para cima dele, D-Wade encontrou solução para o problema armado pelo adversário.

O que chama atenção também foi a performance do ala-armador do Miami. Dwyane fez 17-25, o que deu um extraordinário aproveitamento de 68,0%. Boa parte desses pontos veio de infiltrações, que foram desenhadas depois de dribles à la Messi, deixando adversários para trás e saindo de ciladas armadas pela frente.

D-Wade teve uma das maiores atuações individuais desta temporada. Será que não foi a maior? Se alguém se lembrar de um desempenho deste naipe neste campeonato, por favor, conte-nos. Mas tem que ser em jogo assim, importante, contra adversário difícil, que marca bem. Jogo moleza, contra os Torontos e Sacramentos da vida não conta.

O jogo ofensivo do Miami, ontem, privilegiou isso, com isolações e corta-luzes sem pick’n’roll (até porque os pivôs, os grandalhões do Miami não têm muito intimidade com a cesta), que deixaram o caminho livre para Dwyane pontuar. E ele pontuou de tudo quanto é jeito e de tudo quanto é canto da quadra. Só não arriscou bolas de três. Nem precisava, pois entrar no garrafão do Indiana estava uma moleza.

Miami na final do Leste. Fica agora à espera da decisão entre Boston e Philadelphia, que amanhã à noite fazem o sétimo e derradeiro confronto em Boston. O Heat, com isso, terá dois dias a mais de descanso em relação ao Celtics, por exemplo, um time mais velho e com pernas não tão leves assim.

Favorito para esta decisão?

Se der Philadelphia, as chances do Miami são maiores. O Boston é mais complicado por conta da rivalidade e da experiência de seus jogadores. Além disso, o jogo interior do C’s é intenso e sem Bosh as dificuldades aumentam, mesmo com Joel Anthony se esforçando demais para não deixar a peteca cair. Aliás, diga-se, o jogo defensivo do canadense na vitória de ontem foi muito bom. Segurou Roy Hibbert em 12 pontos (apenas oito bolas arremessadas em quase 40 minutos de jogo) e não o deixou pegar mais do que oito rebotes. Vai ter que ser assim contra o C’s, de Kevin Garnett e desse interessante “rookie” chamado Greg Stiemsma, que ajuda bem no descanso de KG. Isso sem falar em Brandon Bass, que tem feito uma série muito boa diante do Sixers.

Dos 89,8 pontos por jogo nesta série diante do Sixers, o Boston marcou 34,3 dentro do garrafão. Ou seja: quase 40% dos pontos do Celtics são feitos próximo à cesta. Por aí o Celtics pode machucar o Miami.

Mas vamos aguardar. O Heat já está na final. Amanhã saberemos contra quem ele vai jogar.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012 NBA, outras | 10:27

BASQUETE NÃO É UMA CIÊNCIA EXATA. BOSTON E PHILADELPHIA MOSTRAM ISSO

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Basquete não é uma ciência exata como muitos jornalistas desinformados gostam de pregar quando vão dar exemplos do tipo: “Ah, se futebol fosse igual basquete, onde o melhor sempre ganha…” Estamos, claro, cansados de ler e ouvir essas patacoadas. Sabemos que não é assim. No basquete tem zebra (e várias) e digo que mesmo em melhor de sete surpresas podem acontecer.

Escrevo isso porque estou de olho nesta série entre Boston e Philadelphia (foto Getty Images). O Sixers, a gente bem sabe, só está onde está porque pegou um Chicago estropiado. Derrick Rose se lesionou no primeiro jogo e Joakim Noah no terceiro de uma série que teve seis embates. Não fossem as contusões e o Bulls teria passado pelo Phillies talvez em cinco jogos. A lógica dizia isso.

O Boston está penando contra um adversário que se classificou em oitavo lugar numa conferência reconhecidamente mais fraca e que passou adiante na competição pelos motivos expostos acima. Então, eu pergunto: que chances o C’s teria diante do Miami, por exemplo, numa provável final do Leste? Eu ouso responder: se o time do sul da Flórida se classificar para a decisão da conferência, a chance do Celtics é contar com um bloqueio de LeBron James.

Ontem eu conversei por telefone com Zé Boquinha, comentarista dos canais ESPN. Disse-me ele: “Se o LeBron jogar o que sabe e o que pode, ninguém segura o Miami”. Aí eu disse que concordava e que tinha até proposto no blog que se isso realmente acontecer, LBJ coloca muitos anéis nos dedos e, por conta disso, eu o colocaria na seleção da NBA de todos os tempos no lugar de Larry Bird. “Não há menor dúvida disso: LeBron tem muito mais recursos do que Bird. O problema é que ele não tem os colhões que Bird tinha”.

Assim como Zé Boquinha, eu também acho o Miami um time fortíssimo. Mas o Boston não é — pelo menos não demonstrou até o momento. O C’s é um time muito irregular e que até agora não conseguiu fechar uma série diante de um adversário que só está na festa porque entrou de penetra. E não vai aqui nenhum menosprezo ao Philadelphia, apenas uma constatação dos fatos. Ou alguém aqui ousaria colocar o Sixers como favorito na série diante do Bulls ou mesmo ao título da conferência? Creio que ninguém levantaria o braço neste botequim.

Mas o Sixers está vivo aproveitando-se das brechas que surgem. Primeiro, as lesões do Bulls; agora, a irregularidade do Boston. O sétimo e último jogo deste confronto será amanhã. Não acredito que alguém vai levantar o braço e dizer que aposta no Sixers. Dizer que “acha” que o Sixers leva não vale. Tem que cravar, colocando grana na parada, pois se não houver grana na parada, não há perda, e apostar assim é fácil, pois se errar fica por isso mesmo. Quero ver alguém entrar num site de apostas e colocar grana no Sixers, grana alta, daquelas que machucam o bolso se for perdida.

Pois é disso que eu falo. Desde que começou este enfrentamento, não apareceu ninguém, que eu me lembre, apostando no Sixers. E mesmo assim, o Boston está penando diante deste adversário bem mais frágil. Então, eu volto a perguntar: que chances teria o Boston diante de um Miami numa provável final do Leste?

As chances do Boston seriam as mesmas de o Philadelphia eliminá-lo sábado à noite e a mesma do Indiana diante do Miami. Elas existem, a gente bem sabe disso, porque o basquete, ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, tem zebra sim senhor. Mesmo em uma série melhor de sete, eu acrescento, lembrando o título do Dallas na temporada passada, que pra mim, que não sou desinformado, foi uma surpresa muito grande. Pra mim e pra muitos, diga-se. Basta fazer uma busca na internet e ler os artigos de jornalistas sobre a decisão do título do ano passado.

E por conta da zebra, o Sixers pode chegar à final e o Pacers também. E por conta da zebra, o Boston pode bater o Miami se ambos decidirem o título. E por conta da zebra, o Celtics pode ser campeão da NBA num cotejo diante de San Antonio ou Oklahoma City.

Ao contrário do que muitos jornalistas desinformados gostam de pregar, o basquete tem zebra. E agora ela deu pra dar as caras em séries melhor de sete, o que até então era impensável.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012 NBA | 16:23

TYSON CHANDLER, MELHOR DEFENSOR DA TEMPORADA, NÃO ESTÁ NO QUINTETO DOS MELHORES MARCADORES

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Essa é boa e eu não posso deixar de contar pra vocês. Tyson Chandler, eleito o melhor defensor desta temporada, não está no quinteto dos melhores marcadores desta temporada.

Pode?

Sim, pode; tanto pode que isso aconteceu.

Então eu pergunto: onde está o erro? Na escolha de Chandler como melhor defensor pelos jornalistas ou a opção dos técnicos por Dwight Howard para o melhor quinteto?

Risível.

Eu eu me divirto.

O quinteto titular dos melhores defensores é este:

Chris Paul (Clippers)
Tony Allen (Memphis)
LeBron James (Miami)
Serge Ibaka (Oklahoma City)
Dwight Howard (Orlando)

Ah, sim, Serge Ibaka, que pra mim foi o melhor marcador desta temporada, está no quinteto titular.

Eu me divirto.

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