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Arquivo da Categoria Jogos Olímpicos de Londres

terça-feira, 14 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 19:24

CONFIRA O RANKING DOS ‘DREAM TEAMS’ DESDE BARCELONA-92

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Depois que os EUA ganharam a medalha de ouro nos Jogos de Londres, vale a pena a gente avaliar o que Kobe Bryant disse sobre esse time e o Dream Team de Barcelona-92. O que disse exatamente Kobe?

Num primeiro momento, que o time atual venceria o DT. Depois, pressionado pela opinião pública, que o condenou com veemência, recuou e desdisse o que disse. Ou melhor: disse que disse que o time atual, numa série melhor de sete, talvez vencesse uma partida e não acabaria sendo varrido.

Mas vamos fazer o seguinte? Vamos deixar pra lá Kobe Bryant.

O que eu quero propor é: em que lugar se situaria esse time de Londres num ranking envolvendo apenas os selecionados compostos por jogadores da NBA?

Domingo, almoçando com meu filho e tendo meu netinho a nos distrair por conta de suas traquinagens, a gente concluiu que o time atual não é nem o segundo melhor de todos os tempos desde que os profissionais passaram a competir nas Olimpíadas.

Vocês querem saber como ficaria o ranking, certo? Desde Barcelona, não se esqueçam, já foram seis selecionados. De acordo com a minha avaliação, eles ficam assim situados:

6º) EUA-2004 — Em sexto e último lugar, claro, pois foi o único time de profissionais que não conseguiu conquistar a medalha de ouro olímpica. O time, se olhado agora, era extraordinário, mas estava repleto de garotos, entre eles LeBron James, Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Os três tinham acabado de jogar sua primeira temporada na NBA e não tinham qualquer experiência profissional e muito menos internacional. Sobrou tudo nas costas de Tim Duncan, Allen Iverson e Stephon Marbury, que não aguentaram o rojão. E Larry Brown, que comandou o time, acabou sucumbindo por conta de um projeto muito mal montado por parte da USA Basketball.

5º) EUA-2000 — Esse time por pouco não foi batido pela Lituânia nas semifinais. O armador Sarunas Jasikevicius, na época jogador do Barcelona e que mais tarde passou por Golden State e Indiana, mandou uma bola de três, no estouro do cronômetro, que bateu no aro. Se tivesse entrado, o placar teria sido de 86-85 para os lituanos e não 85-83 para os norte-americanos. Eu vi tudo, ao vivo, lá no ginásio, bem de perto, com a mão na cabeça, certo de que aquela bola entraria. Aquele jogo foi emblemático, pois deixou claro para o mundo que os profissionais da NBA poderiam ser batidos. Esse time tinha jogadores de qualidade bem discutível, como Vin Baker, Antonio McDyess e Shareef Abdur-Rahim, muito embora contasse com Vince Carter, Kevin Garnett, Gary Payton, Jason Kidd, Tim Hardaway e Alonzo Mourning.

4º) EUA-2012 — Esse time que foi campeão em Londres não fica nem entre os três melhores desde que os profissionais passaram a competir. Foi campeão de forma invicta, mas mostrou dificuldades. Venceu a Lituânia na fase de classificação por apenas cinco pontos (99-94) e na final, diante da Espanha, o jogo foi muito parelho e acabou com a vitória dos EUA por apenas sete pontos: 107-100. Claro que faltaram aos norte-americanos jogadores como Dwight Howard, Dwyane Wade, Chris Bosh e Derrick Rose. Se todos estivessem em terras da Rainha, certamente o nível da equipe seria outro. Talvez ficasse em terceiro lugar no ranking de todos os tempos envolvendo os profissionais nos Jogos Olímpicos. Foi a primeira Olimpíada de Kevin Durant, que terminou o torneio como segundo melhor cestinha da competição com média de 19,5 pontos por jogo (o líder foi o australiano Pat Mills, do San Antonio, com 21,2). Foi também a Olimpíada de LeBron James, o melhor jogador do time norte-americano. Kobe Bryant também deu sua contribuição, mas em um nível inferior aos dois mencionados.

3º) EUA-2008 — Esse selecionado foi batizado como “Redeem Team”. Ou seja, o time da redenção. Isso porque ele teve a missão de resgatar o ouro olímpico e o orgulho norte-americano. Jerry Colangelo, presidente da USA Basketball, como disse acima, manteve o técnico Mike Krzyzewski, que não conseguiu levar o time ao título do Mundial do Japão, dois anos antes, pois foi derrotado pela Grécia por 101-95. Foi, aliás, a única derrota do Coach K à frente do selecionado norte-americano. Em Pequim, os EUA ganharam o ouro olímpico novamente de forma invicta, comandado em quadra por Kobe Bryant, que teve a coadjuvá-lo LeBron James, Carmelo Anthony, Dwyane Wade e Dwight Howard. Na entrevista coletiva depois do jogo contra a Grécia (92-69), eu, sentadinho numa das poltronas da sala de imprensa, ouvi Chris Paul dizer: “A gente se sente como se fossemos os Beatles”. Foi exatamente assim que aquele time foi tratado em Pequim: como uma banda de rock do calibre dos ingleses de Liverpool. E mereceu toda a paparicação.

2º) EUA-1996 — Indiscutivelmente esse foi o segundo melhor time. Dá só uma olhada na galera que esteve em Atlanta: Charles Barkley, Scottie Pippen, David Robinson, Karl Malone, John Stockton (todos remanescentes do time de Barcelona), Shaquille O’Neal, Hakeem Olajuwon, Reggie Miller, Grant Hill, Gary Payton, Anfernee Hardaway e Mitch Richmond. Como vimos, nada menos do que cinco jogadores desse grupo fizeram parte do Dream Team de 1992. Só isso já faz desse grupo um grupo espetacular. Mas adicione a ele Shaq e Hakeem e pronto: ninguém colocará em dúvida que este é mesmo o segundo melhor selecionado dos EUA desde que os profissionais passaram a competir nos Jogos Olímpicos. Venceu os adversários por uma média de 32 pontos. Foi treinado por Lenny Wilkens. Como os jogos foram realizados no Georgia Dome, nada menos do que um total de 258.106 torcedores assistiram a todos os oito cotejos da equipe no torneio, o que deu uma média de 32.2633 pagantes por partida.

1º) DREAM TEAM — Contrariando o título, esse é o único selecionado que pode ser chamado de “Dream Team”. Dizer o que mais sobre um time que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird? O que dizer de um time que foi guindado ao Hall da Fama de Massachusetts? O que dizer de um time que 12 dos 11 jogadores acabaram no mesmo salão da fama de Springfield? Não há mais nada a falar sobre ele. Quem viu, viu; quem não viu, que se divirta com documentários e vídeos. Ao vivo, no entanto, foi simplesmente espetacular.

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Jogos Olímpicos de Londres, outras | 10:47

FIBA QUER COLOCAR O 3-ON-3 NOS JOGOS OLÍMPICOS DO RIO

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Essa é muito legal: a Fiba quer colocar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, a modalidade 3-on-3. Ou seja: o famoso três contra três. A entidade está agora pensando no sistema de ranqueamento dos times, aproveitando os torneios que já existem em todo o planeta, inclusive no Brasil.

“Como o voleibol tem o vôlei de praia e a natação o nado sincronizado, nós queremos que o 3-on-3 faça parte dos Jogos”, disse Patrick Baumann, secretário geral da Fiba.

Segundo o dirigente, o 3-on-3 ajudaria na massificação do basquete pelo planeta e permitiria que muitos países participassem das Olimpíadas jogando basquete. Mas outro basquete, é claro.

Eu achei a sugestão espetacular.

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domingo, 12 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 16:48

ESPANHA FAZ O OURO DOS EUA BRILHAR AINDA MAIS

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A Espanha é uma baita seleção. Mereceu a nossa reprovação por conta de ter entregado o jogo para o Brasil afim de evitar um cruzamento prematuro contra os EUA e perder a chance de manter e medalha de prata olímpica. Mas,  cá entre nós, creio que apenas os espanhóis poderiam fazer uma final tão disputada como esta diante dos norte-americanos.

A vitória dos EUA por 107-100 foi muito pouco ameaçada, é verdade, mas deixou a partida em suspense em todos os seus 40 minutos. A marcação zona dos espanhóis dificultou o trajeto dos americanos. E a mudança do jogo no último quarto, centralizando toda a ação ofensiva em Pau Gasol foi outra estratégia que surpreendeu o adversário.

Mas acontece que os EUA têm talento pra dar e vender. Kevin Durant foi o grande nome do time e do jogo. Anotou nada menos do que 30 pontos. E essa pontuação num jogo da Fiba, com oito minutos a menos do que na NBA, chama a atenção. KD ajudou ainda com nove rebotes, mesmo número de ressaltos de Kevin Love.

Kobe Bryant foi sensacional no segundo tempo, quando marcou 13 de seus 17 pontos. LeBron James foi outro que marcou seu nome com força nesta decisão. cravou 19 pontos, muito bem distribuídos: 11 no primeiro tempo e oito no segundo. LBJ pegou ainda sete rebotes e deu quatro assistências, isso sem falar nas enterradas durante a partida, que levantou várias vezes a North Greenwich Arena.

Outro que teve duplo dígito na mpontuação foi Chris Paul, com 11 pontos.

Do lado espanhol, Pau Gasol foi o grande destaque: 24 pontos, oito rebotes e sete assistências. Juan Carlos Navarro anotou 24 pontos e fez 4/9 nas bolas de três. Sossegou o facho quando Coach K mandou Kobe marcá-lo.

Enfim, foi uma grande partida. Mais tarde a gente volta a falar sobre ela. neste momento estou na Record para fazer a transmissão da cerimônia de enceramento dos Jogos.

Tudo muito corrido. Mas muito gostoso.

Como disse, Olimpíadas deveria ser de dois em dois anos. Infelizmente não é. Por conta disso, ficaremos com esse jogo na retina por muito tempo.


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quinta-feira, 9 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 00:23

UMA ANÁLISE SOBRE A NOSSA PARTICIPAÇÃO EM LONDRES. LEIAM E OPINEM

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Bem, vamos ao jogo. Não apenas ao jogo, mas a tudo. Como sempre faço, li todas as mensagens. Concordo com muito do que foi dito; discordo de outro tanto.

Acho que, pra começar, é importante deixar claro o seguinte: a Argentina é mais time que o Brasil. É mais time porque joga fácil. Faz o mesmo jogo o tempo todo e não se desespera, ao contrário do Brasil que quando fica atrás no marcador começa a forçar o jogo, especialmente com bolas de três.

É mais time porque joga junto há muito tempo. Por conta disso, é um time entrosado e confiante. E experiente. Já viveu essa situação muitas vezes. E até ouro olímpico tem.

É mais time porque conta com dois jogadores que o Brasil não tem: Luis Scola e principalmente Manu Ginobili. Como alguém disse aqui, Manu é um “franchise player”. E é mesmo. “Franchise player” desequilibra, atemoriza, confunde, rege. Manu faz tudo isso. Não temos esse jogador. Marcelinho Huertas é quem mais se aproxima deste conceito, mas, neste momento, está muito longe de ser esse jogador. E não acredito que um dia será. Mas o que Huertas faz é digno de se tirar o chapéu. Temos um dos melhores armadores do mundo, disso ninguém duvida.

Nosso último “franchise player” foi Oscar Schmidt; queiram ou não aqueles que não gostam do Mão Santa. Ele era esse jogador. Ele ganhava jogos, atemorizava os adversários, confundia a zaga adversária e regia o time em quadra. Ah, não marcava ninguém. Primeiro, que isso não é bem assim: Oscar não era um primor defendendo, mas sabia esconder essa deficiência. Segundo, perfeito era Michael Jordan, Magic Johnson etc e tal. Dirk Nowitzki não marca ninguém, mas é um terror na frente. Não preciso ir longe: Scola não marca ninguém, mas é trator no ataque.

Portanto, desde Oscar não temos esse jogador. Repito: queiram ou não aqueles que não o apreciam. Oscar é dos poucos jogadores reconhecidos e reverenciados nos EUA mesmo sem jamais ter jogado por lá. Falo isso não de ler, mas de ouvir as pessoas falaram. Até motorista de táxi sabia quem era Oscar quando eu dizia que era do Brasil. Falavam do Pelé e do Oscar.

Voltando ao jogo, muito se falou sobre os lances livres. Rubén Magnano, depois da partida, apontou seu dedo para este fundamento. Disse que não se corrige esse defeito com apenas 45 dias de treino. Isso tem que ser corrigido no andar da carruagem; ou seja, em todo o ano letivo.

Tenho dúvidas se o Brasil perdeu por conta dos lances livres. Claro que se eles tivessem caído num percentual maior talvez fosse preciso vencer. Mas mesmo nas vitórias nosso aproveitamento é esse. O fato é que não sabemos bater lance livre — e por N motivos. Desde a mecânica do arremesso que não é correta (e aqui a gente aponta o dedo para os treinadores na base) até a parte emocional (aqui não há o que se fazer).

Mais importante do que os lances livres, a meu ver, é a falta de um jogador que defina. Por que Varejão ficou tanto tempo no banco? Ora, porque ele não define. Varejão funciona maravilhosamente bem ao lado de LeBron James, Kobe Bryant ou Oscar Schmidt. Mas num time onde não há esse jogador, ele precisa ajudar no ataque.

Alguém pode dizer: Nenê fez apenas sete pontos. Verdade; muito pouco. Nenê justifica sua baixa produtividade ofensiva por conta dos 12 rebotes e por ter subtraído o jogo de Scola, que anotou 17 pontos, quando normalmente faz 30 quando joga contra o Brasil.

De todo o modo, Nenê tinha que ser nestes Jogos Olímpicos o que Dwight Howard é na NBA. Não tem nenhum pivô nestas Olimpíadas com o tamanho dele. Nenê tinha que se impor mais em quadra quando o assunto é o ataque. Tecnicamente Marc Gasol é melhor que Nenê, mas Gasol é flácido, não tem a força que Nenê tem. Na NBA, há alguns pivôs tecnicamente melhores do que D12, mas ele se impõe por conta de seu tamanho, de sua força, tamanho e força que Nenê também tem e deveria tirar proveito e não tira. Mas aqui não há o que fazer, pois Nenê não é esse cara que a gente gostaria que ele fosse. A seu modo, contribui demais com o time. Se fosse como a gente queria, ele estaria hoje no Lakers e não no Washington.

Outra coisa: Leandrinho, a meu ver, não merece as críticas que recebe. Como eu disse aqui, ele não se esconde. Procura sempre o jogo. Tenta definir. Faz o que pode, mas, infelizmente, o que pode não é suficiente, pois ele tem limitações. Mas, repito, é o único, ao lado de Huertas, a tentar definir.

Li alguns parceiros falarem em renovação. Respeito a opinião, mas quase caí de costas. Renovar??? Logo agora que temos um time? Custou a ser formado e quando conseguimos formar vamos jogar na lata do lixo todo o trabalho feito? Podem reparar: todo time campeão não é formado do dia para a noite. Ele tem um tempo de maturação. Ele trabalha junto por muito tempo até começar a colher frutos.

Michael Jordan foi campeão pela primeira vez com 28 anos. Ganhou seu último título aos 35. Manu tem 35 anos, Kobe Bryant tem 34 anos e Pau Gasol está com 32. Kevin Garnett tem 37 e Dirk Nowitzki tem os mesmos 34 de Kobe. E por aí vai.

Por isso, discordo de quem acha que Leandrinho, 30, não terá condições de jogar os Jogos do Rio com 34 anos. O mesmo para Nenê, que tem os mesmos 30 anos de LB. Varejão também está com 30. Alex Garcia tem 32, mas é um touro de forte e esbanja energia e saúde. Veterano está Marcelinho Machado, 37.

Repito: o time está pronto. Vamos enxertá-lo com jogadores jovens e que parecem ter muito futuro, como Scott Machado, que deve ocupar a vaga de Larry Taylor ou Raulzinho Neto, Fabrício Melo, que entra no lugar de Caio Torres, Rafael Hettsheimer, que também tem lugar no time e entra na vaga de Guilherme Giovannoni, que pode jogar como ala na vaga de Marcelinho Machado.

Enfim, não se pode mandar todo mundo embora da noite para o dia. Repito: o time está pronto e daqui para frente poderemos colher frutos melhores. E ter o seguinte elenco pensando no Mundial da Espanha, daqui a dois anos:

Marcelinho Huertas
Scott Machado
Leandrinho Barbosa
Alex Garcia
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni
Rafael Hettsheimer
Anderson Varejão
Nenê Hilário
Tiago Splitter
Fabrício Mello

Vejam que falta um jogador. Esse jogador tem que ser um ala de preferência. Infelizmente, não temos ninguém aparecendo na base. Temos que torcer para que haja um moleque nos EUA, jogando no “high school” ou no “college”. Lamentavelmente, não conseguimos produzir um jogador para esta posição.

Quanto a Magnano, ele não é perfeito. Tem limitações e agora que estamos próximos de seu trabalho vemos que elas não são poucas. As mais graves, a meu ver, são sua dificuldade de mexer no time e ver o jogo. Na Argentina, ele tinha em Sergio Hernandez seu principal auxiliar. E outros assistentes também.

É sabido que os argentinos são melhores treinadores do que os brasileiros. E não apenas no basquete. Há exceções, é claro, como Bernardinho e Zé Roberto Guimarães no vôlei. Mas eles são melhores do que a gente no futebol e no basquete, por exemplo.

Por isso, Magnano pode estar sentindo falta de alguém mais a seu lado. Fernando Duro pode não estar sendo suficiente. Zé Neto é um treinador que tem tudo para crescer na profissão. Por isso, tem que tirar proveito de estar ao lado de Magnano. Mas tem que começar a mostrar serviço também e ter voz ativa na comissão. E ajudar Magnano, de modo a não deixá-lo a cometer equívocos que ele cometeu nestas Olimpíadas.

Acho que é isso. Espero pelas manifestações de vocês e seguir debatendo o nosso basquete. Vivemos um grande momento. Não podemos desperdiçá-lo. Mesmo com a eliminação nos Jogos Olímpicos.

Ah, sim, ficamos em quinto lugar. Posição espetacular pra quem ficou três ciclos olímpicos vendo tudo pela televisão.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 17:56

MAIS UMA VEZ, NÃO DEU!

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O Brasil caiu com dignidade, caiu com a cabeça em pé. O que dói é que foi diante da Argentina: 82-77.

O nosso selecionado foi eliminado depois de uma campanha de 4-2. Não dá pra reclamar e nem criticar ninguém. De uma maneira geral, o saldo foi positivo. O Brasil poderá terminar em quinto, sexto, não sei ainda — e nem quero saber neste momento.

O grande problema da partida foram os segundo e terceiro quartos, quando nos perdemos no ataque e fizemos apenas 28 pontos, 14 em cada um deles. Aliás o ataque foi sempre o nosso calcanhar de Aquiles. Melhoramos muito na defesa, mas perdemos o dom de atacar.

Mas é claro que tudo o que foi feito não pode ser desprezado ou jogado no lixo. O trabalho está atingindo apenas 30% de seu percurso. Rubén Magnano é um treinador excepcional e vai conseguir certamente encontrar respostas para os nossos problemas.

Depois, com mais calma, eu volto para falar do jogo em si. Quero saber o que vocês acharam de tudo o que aconteceu.

Uma pena, mas não deu novamente.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:45

A VITÓRIA DAS MENINAS DO VÔLEI E O JOGO DE AMANHÃ CONTRA A ARGENTINA

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Agora em casa, mas muito cansado; “working like a dog”. Feliz, todavia. Com o trabalho e com o momento olímpico. Olimpíadas deveriam ter de dois em dois anos, vocês não acham? Eu acho.

Ainda estou com o jogo do vôlei feminino entre Brasil e Rússia na cabeça. Estávamos, eu e toda a galera da Record que trabalha no cinema 3D; estávamos, dizia, todos nós no Switcher vendo o jogo. Quando nossas meninas abriram 13-10 no tiebreak concordamos: o jogo já era.

Mas aí as russas fizeram uma corrida de 4-0 e levaram o marcador para 14-13. Vi a viola em cacos. Reinaldo Gottino, que apresenta e narra espetacularmente nossos eventos, comentou dia desses: “Muitas de nossas derrotas vêm por conta do nosso emocional. Muitas vezes perdemos para nós mesmos, mais do que para os nossos adversários”.

Essa observação do Gottino veio-me à mente assim que as russas tomaram a dianteira. Pensei cá com meus botões: perdemos; e mais uma vez para a Rússia! Lembrei-me de Atenas-04.

Mas nossas meninas foram guerreiras. Mais do que isso: souberam controlar os nervos. Deram um show, uma aula de como se deve comportar num momento desses. Não deixaram nenhum filminho passar por suas cabeças. Focaram apenas no jogo; focaram apenas na vitória, pois era isso o que elas queriam.

Do lado de fora, esse magnífico Zé Roberto Guimarães dando força pra elas, tratando-as como filhotas, comportando-se como paizão que é o que de fato ele é para elas num momento como esses. Ler o jogo, pensar no jogo, escrever o jogo era importante. Mas, como Gottino disse, nosso adversário não estava na quadra. Não era a Rússia. Nosso grande adversário naquele momento éramos nós mesmos. Ou seja: eram nossos traumas. Das meninas do vôlei e de todo o esporte brasileiro. Sempre foi assim, com raras exceções.

E nesta noite londrina, nossas meninas, comandadas por Zé Roberto e sua comissão, foram exceções.

Perdiam, como contei acima, para a Rússia de 14-13, depois de uma corrida de pontos de 4-0 das adversárias. Tiveram que aguentar nada menos do que seis “match points”. Suportaram porque foram não apenas guerreiras; suportaram porque estavam com os nervos no lugar e não em frangalhos, como eu imaginei que eles ficariam quando a Rússia abriu 14-13.

Tiveram que lidar com nada menos do que seis “match points”. Até que veio a virada espetacular. A contenda estava em 19-18 para as gélidas, espigadas e lindas meninas do leste europeu, de olhos azuis hipnotizantes. Saque delas; o Brasil não podia errar. Não errou; aliás, não errou mais.

Aí foi a vez de a nossa seleção fazer uma pequena corrida de 3-0.

Primeiro, com um ataque de fundo da Sheila (no saque russo), empatamos a partida em 19 pontos. Depois, no saque recheado de veneno da Fernanda Garay, recuperamos a dianteira no marcador: 20-19. Finalmente, em outro saque da Fê, uma vez mais repleto de malícia, elas foram obrigadas a nos devolver a bola do jeito que a gente queria, na medida para ser executada: cortada precisa da Fabiana, que nos levou à loucura.

Brasil 21-19 Rússia; Brasil 3 setes a 2. Brasil nas semifinais dos Jogos Olímpicos.

As meninas pulavam, se abraçavam, mas a cena mais espetacular foi do Zé Roberto: ele mandou às favas o protocolo, a compostura, e deu um peixinho espetacular (foto Getty Images). Se pudesse, eu teria feito o mesmo.

Foi, talvez, um dos momentos mais espetaculares destas Olimpíadas. Adrenalina lá em cima, a gente, no Switcher da Record, torcendo feito malucos, certo de que iríamos perder novamente para o emocional.

Não perdemos; vencemos.

Amanhã, diante da Argentina, tem que ser assim.

NERVOS 1

Por mais que a gente controle o jogo de Manu Ginobili e Luis Scola e faça o nosso fluir, temos que ter os nervos no lugar. Eles são mestres na arte da provocação. Manu é um “flop gangster”; Scola em menor proporção. Temos que lidar mais com isso do que com o jogo em si.

A Argentina é um baita time. Acho mesmo que um tanto melhor que o nosso, mas podemos vencer. Para isso, temos que nos comportar como nossas meninas, que não se deixaram vencer pelo emocional e com ele controlado puderam dobrar as russas.

Rubén Magnano não é brasileiro. Não deve ter se comovido com a vitória do nosso vôlei feminino. Mas ele deveria mostrar o quinto e decisivo set para nossos jogadores. Mostrar e fazer com que nossos atletas percebam o quão importante é o emocional num jogo tão igual como será este de amanhã diante da Argentina.

CONSTATAÇÃO

Os mais jovens talvez tenham ouvido falar; os mais velhos devem ter visto Ivan Lendl (foto) jogar. O então tenista tcheco, que ganhou oito títulos do Grand Slam e liderou o ranking da ATP por um bom tempo, costumava dizer que não existe diferença técnica entre os 50 melhores do mundo no ranking da ATP. A diferença está no mental.

Quem tem mais força mental consegue vencer. Consegue executar suas jogadas, desequilibrar o adversário e fechar as partidas.

Concordo: num nível desses, agora a partir das quartas-de-final, à exceção dos EUA e da Austrália, eu acho que as demais equipes são muito parelhas. Tática e tecnicamente.

Por isso, o mental poderá ser decisivo.

Que os nossos marmanjos se contagiem pelo que nossas meninas fizeram nesta terça-feira diante das russas.

TÁTICA

No texto que escrevi no dia 13 de julho passado, quando o Brasil bateu a Argentina na bola e no tapa em Foz do Iguaçu, fiz algumas observações sobre a partida. Uma delas eu reproduzo abaixo:

Não conseguimos marcar o “pick’n’roll” argentino, que quase sempre favorecia Luis Scola. Isso é o básico do basquete hoje em dia. É preciso, pois, treinar mais a defesa nesta jogada. Com troca ou sem troca? Magnano decide.

Marcar o P&R argentino é fundamental. A questão da troca é um problema. Se fizermos, poderemos proporcionar situação de “mismatch” para a Argentina e isso não é bom. Se optarmos pelo não, nosso armador tem que ser rápido a ponto de não deixar o armador deles em situação favorável para a bandeja.

Mas aí entra um fator que eu acho importante: a cobertura. A galera do “weak side” tem que estar esperta, para ajudar o armador de modo a fazer com que não haja a troca para não haver o “mismatch” e Scola arremessar à vontade.

Este é um ponto fundamental da partida de amanhã.

O outro é subtrair o jogo de Manu Ginobili. No confronto do Super 4 de Buenos Aires, quando os árbitros argentinos meteram a mão no time brasileiro, Alex Garcia estava controlando Manu. Aí os desprezíveis apitadores argentinos carregaram AG de falta, ele foi para o banco e tudo ficou mais fácil para os caras ganharem a contenda.

Amanhã é preciso que Alex tome cuidado. Manu é estrela de primeira grandeza. Goza de privilégios. Quando faz faltas elas não são marcadas; quando não sofre faltas, elas são apitadas.

Manu adora a infiltração da direita para o meio, finalizando com a canhota, sua mão favorita. Adora o “trap” para o arremesso de três. Tudo isso tem que ser muitíssimo bem vigiado. Sei que não é fácil, mas tem que ser feito se quisermos vencer.

NERVOS 2

E, é claro, que saibamos nos comportar como nossas meninas nos momentos de apuros numa partida de basquete. Que tendem a ser muitos.

NERVOS 3

Minhas mãos já estão suadas.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 21:28

BRASIL x ARGENTINA, QUARTA-FEIRA, 16H DE BRASÍLIA. ENTREM, O BOTEQUIM ESTÁ ABERTO!

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A organização dos Jogos Olímpicos acaba de divulgar: o Brasil pega a Argentina nesta quarta-feira, 16h, horário de Brasília. Amanhã eu confirmo, mas a chance de passarmos esse jogo em 3D é boa. Tudo vai depender dos ingleses, pois são eles quem determinam o que será gerado para o planeta em 3D. Cruzem, pois os dedos!

Amanhã eu digo a vocês se vamos ou não transmitir a partida em 3D. Se a resposta for positiva, quem puder ir a um dos cinemas da Rede Cinépolis espalhados pelo Brasil, vai poder acompanhar a partida em três dimensões (é simplesmente es-pe-ta-cu-lar!) e apreciar os comentários deste amigo que vos escreve neste momento.

ENTREGADA

Dito isso, vejo pela manifestação de vocês (a maioria, claro) que a Espanha entregou o jogo (foto Reuters Splitter x Gasol) ou, pra não ser tão incisivo, que ela não se comportou como devia. E mais: mal tinha chegado em casa e o celular tocou: era o Zé Boquinha.

Viu o jogo?, perguntou-me ele. Disse que não, pois estava trabalhando e me deliciando com o atletismo em 3D, neste trabalho espetacular da Rede Record com a Cinépolis. Os espanhóis entregaram, não é mesmo? Pelo menos eu fiquei com essa impressão vendo a partida de esgueio — disse ao Zé. Ele respondeu que ficou com esta impressão, mas ressaltou: o Brasil jogou com o time reserva um bom tempo e o Nenê não entrou em quadra. E completou: mas no final da partida, os caras (espanhóis) erravam bandeja, faziam falta de ataque, achei muito esquisito — completou Zé Boca. Se eles armaram, o Brasil caiu direitinho, complementou ele.

Discutimos mais umas coisas aqui e outras ali; no final ele me cobrou: você me deve uma pizza! E eu respondi: será o maior prazer pagá-la. Semana que vem, quando as Olimpíadas se encerrarem, propus ao Zé Boca. Fechado, respondeu ele, que mora em Campinas e não em São Paulo, assim como eu.

VERGONHA

Agora eu digo a vocês o que eu acho: acho lamentável um time se comportar desta maneira. É uma estratégia, alguém pode retrucar. Sim, é uma estratégia, mas é também uma trapaça. É vergonhoso um time fugir do outro. Campeão que é campeão não escolhe adversário. Os mais fracos, aqueles que não acreditam em suas forças, esses procuram artimanhas, como a Espanha parece ter feito lendo os comentários de vocês e ainda com a impressão do Zé Boquinha viva na minha memória.

E como a maioria de vocês, eu também vou torcer feito um louco para a França, para que a Espanha quebre a cara. O que os espanhóis fizeram foi pensar no futuro sem viver o presente. Ou seja: já se imaginam na semifinal sem ter jogado ainda com os franceses. Que esse comportamento ibérico redobre a vontade de ganhar de Tony Parker, Boris Diaw, Nicholas Batum e seus parceiros, que eles falem mais alto do que Pau Gasol e seus comparsas.

RIVAL

Já o Brasil terá pela frente a Argentina. Muitos dos parceiros deste botequim estão animados. O estado de euforia se dá, segundo percebo, pelo jogo que o Brasil fez diante da Argentina em Foz do Iguaçu e pela surra que os EUA deram nos argentinos há pouco em Londres: 126-97 (foto Fiba Westbrook dando uma enterrada espetacular no último quarto).

Lá em Foz, o Brasil pegou uma Argentina sem Manu Ginobili. E a Argentina que enfrentou os EUA há pouco foi uma Argentina sem Pablo Prigioni e “desinteressada” pelo resultado, pois não havia como mudar o chaveamento, a menos que eles ganhassem dos EUA — o que eu acho que eles não estavam se importando neste momento. Portanto, não dá para traçarmos estratégias com base nestes dois cotejos.

O que sabemos é que o emocional será um componente deste jogo a ser levado muito em conta. O Brasil não pode entrar na catimba dos caras. Se eles se sentirem em inferioridade, vão apelar, usar estratégias para tentar desestabilizar nossos jogadores. Infelizmente, todos nós sabemos, nossos nervos ficam em frangalhos por qualquer coisa. E quando são os argentinos a nos provocar, a situação piora ainda mais por conta da rivalidade.

Desta forma, como disse, jogar com serenidade e tranquilidade será fundamental.

TÁTICA

Quanto ao jogo em si, temos que aproveitar nossos homens grandes, que são maiores e melhores do que os argentinos. Nosso jogo tem que se concentrar ali. Certamente eles responderão com uma defesa zona a maior parte do tempo, a nos provocar para os arremessos longos. Se eles caírem, ótimo; se não caírem, teremos problemas.

Temos que torcer para que Marcelinho Huertas esteja inspirado. E que não se canse. E que Larry Taylor mantenha um nível aceitável de jogo para descansar Huertas e não deixar a peteca cair quando estiver em quadra. Dependemos demais de Huertas.

Temos, obviamente, que ter cuidados extremados com o jogo deles. Cuidar de Manu Ginobili será fundamental. Alex Garcia terá essa missão. Vejo, no entanto, que Alex tem se mostrado um tanto afoito em alguns momentos do jogo. Isso não pode acontecer, pois Alex será importante para o nosso selecionado em quadra e não no banco, carregado em faltas. Ele terá a missão de vigiar Manu.

Enquanto isso, Huertas terá que marcar Pablo Prigioni. A defesa de Marcelinho é boa, mas não é o forte de seu jogo. Nosso armador conhece bem Prigioni, com quem já jogou no basquete espanhol e a quem já marcou inúmeras vezes. A vitalidade está a nosso favor; a experiência está a favor deles. Prigioni, não só pela idade, é um cara mais rodado que Marcelinho. Ele já viveu está situação várias vezes. Huertas respira sua primeira Olimpíada.

As bolas de três dos caras são um problema também. Marcar Carlos Delfino é obra para Marquinhos Vieira. Ele é maior e se encaixar uma boa marcação, pode subtrair um pouco do volume ofensivo de Delfino, bem como a Andres Nocioni, que não vive o melhor momento de sua carreira, mas que é um cara rodado e bom de bola também.

Finalmente, Luis Scola. Essa cara adora jogar contra o Brasil. Contra o Brasil seu jogo cresce demais. Adora ultrapassar a barreira dos 30 pontos. Fazer uma defesa “matchup” talvez seja uma boa, com o “front court” marcando zona, diminuindo os espaços de Scola no garrafão, e o “back court” marcando individualmente. Ou então, uma marcação “box one”, com apenas Alex marcando Ginobili individualmente.

São ideias; ideias que a gente tem pensando assim, rapidamente, no jogo. A estratégia está sendo engendrada neste momento por Rubén Magnano e sua comissão técnica. Temos uma boa vantagem nesse ponto, pois Magnano conhece bem a Argentina, pois foi ele quem criou esse time espetacular, medalha de ouro em Atenas 2004.

Mas vamos nos falando com o correr das horas. Certamente vocês terão ideias também. Certamente vocês vão traçar planos e estratégias. E eu vou querer ler. A todos, sem exceção.

Isso vai fazer as horas passarem. E nos ajudará a pegar no sono.

Que venham “Los Hermanos”!

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basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 17:56

BRASIL GANHOU DA ESPANHA. MAS ESTA VITÓRIA FOI MESMO UMA VITÓRIA?

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Não pude ver o jogo. No momento em que o Brasil batia a Espanha por 88-82, eu me deliciava com o atletismo em 3D, nesta espetacular parceria da Record com a Rede Cinépolis em todo o Brasil.

Mas pude ver, por exemplo, que Nenê Hilário não jogou. E pude observar que a Espanha parou de pontuar no final.

Os times jogaram para vencer ou para perder? Lembrando sempre que o vencedor desta contenda, se passar pelas quartas-de-final, necessariamente pegará os EUA — a menos que haja uma zebra imensa no torneio, o que eu não acredito.

Nenê tem problema crônico no pé (fasciti plantar) e Rubén Magnano deve ter aproveitado a oportunidade para deixá-lo de fora. E essa seca de pontos espanhóis no final chamou-me a atenção, mesmo não tendo visto o jogo.

Portanto, deixo pra vocês opinarem neste momento. Mais tarde, como sempre faço, estarei de volta. Tentanto entender este resultado com base em relatos e no box score

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domingo, 5 de agosto de 2012 basquete brasileiro, Jogos Olímpicos de Londres, Seleção Brasileira | 23:08

COM UMA VITÓRIA NO EMBORNAL, BRASIL DE SAIAS NÃO VOLTA ‘SAPATEIRO’ DE LONDRES

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No interior a gente costuma dizer que um pescador, quando volta pra casa com o embornal vazio depois de um dia de pescaria, a gente costuma dizer no interior que esse pescador voltou pra casa “sapateiro”.

Tinha medo que a nossa seleção feminina voltasse assim para o Brasil: sem nenhuma vitória no embornal. Que voltasse “sapateira”.

Não voltou; menos mal.

Isso, todavia, não atenua em nada a nossa participação em Londres. Esperava-se que pudéssemos estar nesta fase de mata-mata que começa nesta terça-feira. Mas, lamentavelmente, nossas moças conseguiram apenas uma vitória na fase de classificação, a deste domingo, diante do catadão da Grã-Bretanha (78-66). Não conseguiram passar nem mesmo pelo Canadá, que se tornou um freguês de caderneta do nosso basquete feminino, Canadá que só chegou aos Jogos Olímpicos porque passou no vestibular do Pré-Olímpico. Foi para esta seletiva porque não teve competência, no Pré das Américas, de chegar nem mesmo na final do torneio que foi disputado em Neiva (Colômbia) que consagrou o Brasil como campeão em final disputada contra a Argentina (o Canadá foi o terceiro colocado). Título que garantiu nossa vaga para Londres.

Pois é, não conseguimos vencer o Canadá; perdemos por 79-73. E esta derrota da última sexta-feira colocou-nos de fora da fase de mata-mata das Olimpíadas.

Naquele dia, deprimido, triste, tive que escrever e decretar: o melhor para o nosso basquete feminino é a saída de Hortência e a destituição de toda a comissão técnica.

É duro escrever um troço desses de uma personalidade que se tornou uma entidade do nosso basquete feminino. Não é mole pedir a cabeça de uma pessoa que eu passei a vida admirando e com quem jamais penso em trocar uma palavra mais dura; quanto mais escrever, que é o que eu também faço para ganhar a vida.

Mas por falar em vida, ela é assim mesmo. Se a gente admoesta um filho, com o coração apertado, sabendo que aquela admoestação pode significar muito no crescimento dele, por que não fazer o mesmo neste caso? Portanto, Hortência, com o coração apertado, quase que sangrando, eu volto a dizer: o melhor a fazer é você deixar o caminho livre para outro alguém. Não manche seu nome, que está inserido no Basketball Hall of Fame de Springfield, Massachusetts. Mais do que isso: seu nome está marcado em nossas vidas feito ferro em brasa na pele do boi.

Hortência, infelizmente, mostrou-se confusa nesse tempo todo em que esteve à frente do comando do nosso selecionado. Mandou embora Paulo Bassul; contratou o espanhol Carlos Colinas, demitiu-o; chamou Ênio Vecchi, não renovou seu contrato; e resolveu apostar em Luis Claudio Tarallo, um ilustre desconhecido. Tudo isso em menos de um ciclo olímpico, o que dá um técnico e meio por temporada.

Se Hortência tivesse apostado em um projeto e ele tivesse naufragado, seria menos problemático e complicado. O problema é que nesse tempo todo ela esteve completamente perdida.

Além de contratar e demitir treinadores, seu pior ato foi ter legitimado a indisciplina de Iziane Castro. Não vou contar o que aconteceu porque todos nós sabemos o que ocorreu. Mesma Iziane que deu-lhe uma rasteira às portas das Olimpíadas.

Nossas meninas podem não ser as melhores do mundo (e não são mesmo), mas se bem treinadas, se bem comandadas, podem oferecer algo mais. Temos Érika, Clarissa, Damiris, Franciele (mal aproveitada), Karla, Nádia, Tássia, Joice; enfim, temos meninas que se bem treinadas e com boa retaguarda podem fazer mais do que têm feito nesses últimos anos que beiram uma década.

O basquete masculino foi colocado nos trilhos por conta do destino (surgimento de uma grande geração) e da contratação deste magnífico Rubén Magnano. O feminino vive situação oposta, pois o destino não nos trouxe em sua trouxa de presentes nenhuma Hortência, nenhuma Paula e nenhuma Janeth.

Não podemos, pois, desafiar o destino. Se o fizermos, seremos trouxa.

ADEUS

Adrianinha Moisés disputou quatro Olimpíadas com a camisa 4 do Brasil. A mesma camisa que Hortência vestiu em toda sua vida; em clubes ou seleção.

Adrianinha (foto Gaspar Nóbrega/Inovafoto/CBB) disputou neste domingo sua última partida com a regata 4 brasileira. Despediu-se com vitória, tendo anotado 15 pontos e dado 12 assistências. Um “double-double” que veio coroar sua carreira na seleção.

Adrianinha, essa mesticinha de Franca, interior de São Paulo, começou com o pé direito na nossa seleção. Nos Jogos de Sydney, ganhou uma medalha de bronze. Depois, bem… depois entramos numa decadência da qual ela não tem grande responsabilidade.

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sábado, 4 de agosto de 2012 Jogos Olímpicos de Londres | 14:41

BRASIL DETONA A CHINA E DEIXA A TORCIDA EMPOLGADA

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Uau! Foi mais fácil do que a gente esperava. Quase todo mundo jogou bem.

O Brasil triturou a China. A mesma China que engrossou para outros selecionados. Foi mesmo um passeio.

Um resultado desses, depois do que aconteceu diante da Rússia, é para dar moral para os jogadores e animar demais os torcedores. E aqueles que sonham e apostam em medalha, ah, esses estão mais empolgados do que nunca. Não sem razão.

O que  o Brasil fez nestes 98-59 diante da China é realmente para deixar este sábado anda mais saboroso.

Pelo que se viu, o Brasil tem mesmo chances reais de ganhar da Espanha na segunda-feira e acabar em segundo no grupo e, com isso, enfrentar os EUA na semifinal. Por isso eu volto a perguntar: vale a pena? Ou seria melhor lerdes para a Espanha e evitaos EUA na semi? Ao mesmo tempo, a Lituânia engrossou o jogo para os americanos. O Brasil não teria chance de ganhar dos norte-americanos?

Mais tarde eu volto. Desembuchem, pois estarei lendo tudo o que vocês escerverem.

Até.

para Rishod Sobirov, do Uzbequistão, líder do ranking mundial,

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