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Arquivo da Categoria CBB

quarta-feira, 21 de outubro de 2009 basquete brasileiro, CBB | 21:38

MORALIZAÇÃO DO NOSSO BASQUETE

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Seriam novos ares no basquete brasileiro? Explico: o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) vai julgar nesta sexta-feira Marcelinho Machado pelo papelão que ele fez em Joinville quando do torneio amistoso disputado em Santa Catarina no último dia 4 de outubro.

O ala/armador do Flamengo foi indiciado em quatro artigos: 250 (ato desleal), 255 (ato de hostil), 258 (atitude anti-desportiva) e 253 (tentativa de agressão). O clube carioca também pode ser multado entre R$ 10 mil e R$ 200 mil.

E tem mais: supervisor da equipe, André Guimarães, responderá pelo artigo 187 (ofender moralmente o árbitro ou auxiliar em função).

Se o jogador for condenado em todos os artigos, pode ficar até 270 dias suspenso. Isso o impediria de participar da segunda edição do NBB (Novo Basquete Brasil), a nove dias do início da competição.

A informação está no site “Justiça Desportiva”.

marcelinho machado okSe você se esqueceu do episódio, lembro-lhe que Marcelinho cometeu falta anti-desportiva no pivô Shilton e após ser expulso recusou-se a sair de quadra. Ficou no banco de reservas. A atitude do jogador fez com que o árbitro Cristiano Maranho encerrasse a partida quando os catarinenses venciam por 27 a 23.

Shilton, o jogador do Joinville, também estará na berlinda. Foi indiciado no artigo 205 (dar causa a não realização ou impedir o prosseguimento de partida).

O que eu acho da notícia?

Que Marcelinho Machado tem que ser punido. Por 270 dias? Claro que não, isso é um exagero, não foi para tanto.

Penso que a pena deveria deixar o atleta uns dez jogos do lado de fora. E mais: sem vencimentos — como acontece na NBA.

E que o dinheiro não recebido pelo jogador não fique para o Flamengo. Que seja doado para quem precisa.

Na NBA, as multas são revertidas para instituições de caridades e para o sindicato dos atletas que auxilia ex-jogadores que estão em dificuldades financeiras — especialmente os veteranos, aqueles que jogaram antes da chegada de David Stern à NBA e ao advento Michael Jordan.

Quanto ao supervisor e o Flamengo, penso que nada deve acontecer a ambos.

Em relação a Shilton, ele deve ser punido também. Mas como ele não teve chiliques e nem deu um show em quadra, ao contrário de Marcelinho, penso que uns três jogos resolvem a questão — também sem vencimento salarial e com doação do mesmo para quem precisa.

Isso feito, jogadores e treinadores pensariam duas vezes em “aprontar” em quadra. O mesmo para os torcedores. Isso transformaria jogadores e ambientes hostis, que existem aos montes em nosso basquete.

O STJD tem que olhar com mais carinho para o basquete brasileiro. Não adianta apenas embalar o produto.

O conteúdo tem que ser bom.

Estaremos atentos à decisão do STJD nesta sexta-feira. Ela pode ser um divisor de águas do nosso basquete.

Para o bem — e não para o mal.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009 basquete brasileiro, CBB | 21:38

MASSA GROSSA OU MASSA FINA?

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Leio no site “Basket Brasil” o desenrolar do episódio de ontem envolvendo o ala Marcelinho Machado. Está lá:

1) Carlos Eduardo Maya, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, disse ter ficado contrariado com a atitude do jogador, mas garantiu que ele não será punido;

2) Maya disse ter entendido a reação do atleta rubro-negro, pois ele foi “visivelmente perseguido pelo Joinville, levou duas faltas violentas e ficou de cabeça quente”;

3) Maya prosseguiu e disse que “os árbitros estão muito mal preparados e atrapalham o espetáculo”;

4) A decisão do técnico Paulo Chupeta em não se envolver no episódio, segundo informa o site, será resolvida na base da conversa;

5) Concluiu Maya: “Muitas coisas são ditas de cabeça quente, e reitero que não pretendo punir ninguém porque foi um torneio amistoso, e achei que não foi culpa nem do meu jogador, nem do técnico e nem do supervisor”;

6) Kouros Monadjemi, presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), garantiu que os jogadores serão vigiados com muita atenção no próximo NBB e as punições serão severas;

7) E declarou: “Lamentei a atitude do Flamengo e de seu jogador. O Marcelinho é um líder, um ídolo do basquete, e isso não condiz com seu comportamento no jogo. Fatos assim não poderão ocorrer no campeonato da LNB, não serão tolerados. Isso não pode se repetir no NBB. O jogador expôs seu clube, o time e o anfitrião, em um torneio amistoso”;

8) Monadjemi não falou em punição, pois o torneio é amistoso;

9) O presidente da CBB, Carlos Nunes, está viajando, mas a entidade soltou uma nota dizendo que a punição a Marcelinho Machado e ao Flamengo só ocorrerão se o Joinville levar o caso à Federação Catarinense de Basquetebol, que encaminha ou à CBB ou ao TJD.

Este iG publica matéria em que o Joinville afirma que não vai deixar tudo acabar em pizza. O documento diz o seguinte: “O ato de indisciplina não pode ficar impune. Os dirigentes do basquete de Joinville acionarão a Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), representando contra este ato, que não só deslustrou a decisão, mas investiu contra os mais elementares princípios do esporte. Pedimos escusas ao grande público presente, que pretendia assistir ao jogo, que foi organizado com todos os requisitos exigíveis”.

Na mesma matéria, o supervisor técnico do Flamengo, André Guimarães, também em comunicado oficial, pediu desculpas pelo ocorrido e afirmou que o atleta será punido por seus atos. “Foi um ato isolado, que não foi apoiado pelos demais companheiros de equipe. Comunico que Marcelinho vai ser chamado pela diretoria e cobrado por suas atitudes”.

Mas isso significa punir? Sei não. Além do mais, Guimarães apita menos do que Maya, que é vice-presidente, e garantiu ao site “Basket Brasil” que não vai punir o atleta.

Resumindo: punição, se houver, vai ser por parte do TJD, na representação que será feita pelo Joinville. O Flamengo, a mim pelo menos ficou muito claro, não pretende punir o atleta; e a CBB também não vai tomar posição alguma.

Se houvesse profissionalismo, o Flamengo puniria o jogador e a CBB também, pois ela é a entidade maior do basquete brasileiro.

Mas vamos aguardar um pouco mais pelo desenrolar final dos fatos.

(Mas sabe o que eu acho mesmo? Vai tudo acabar em pizza, pra não contrariar a vocação deste país, que adora uma impunidade.)

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009 basquete brasileiro, CBB | 23:41

AS DIFERENÇAS ENTRE AS CARTILHAS

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Hortência conversou com Janeth e ambas procuraram um diretor da CBB. Este, de posse de um manual de condutas da WNBA, traduziu-o para o português.

Hortência e Janeth leram a tradução, gostaram e se reuniram com as jogadoras e com o técnico Paulo Bassul. Entregaram o manual a todos.

Daqui pra frente, tudo vai ser diferente. Ou seja: andou fora da linha, será punido.

Mas que linhas são essas?

A idéia surgiu depois de uma conversa informal entre as duas, que comentavam a indisciplina de quatro jogadores do time masculino que disputou os Jogos da Lusofonia, em julho passado, em Portugal.

Na ocasião, esses quatro jogadores (que eu não sei quem são; se alguém souber, mãos à obra) saíram para se divertir e não retornaram ao hotel no horário estipulado.

Disciplina; há que se ter disciplina. Ou seja: se há horários, eles têm que ser cumpridos, assim exige Hortência.

Saber como se comportar diante da mídia, respeitando os jornalistas e saber quando se deve fechar a boca para o mosquito não entrar. Outro item importante do manual da Rainha.

Está proibido também falar mal do basquete, pois, segundo Hortência, não se pode cuspir no prato em que se come. Por isso, se houver roupa suja a ser lavada, que seja em casa e não na lavanderia mais próxima, na frente de todos.

O comportamento de Iziane, que deu pauladas públicas no técnico Paulo Bassul, foi um dos motivos que fizeram Hortência criar esta determinação.

Como o pessoal da seleção recebeu a cartilha? Ninguém reclamou; ao contrário, todos elogiaram.

Vocês concordam comigo que há uma grande diferença nesta cartilha e a punição imposta pela NBA a Stephen Jackson?

SORRY

Quero pedir desculpas a vocês pela falta de resposta em algumas mensagens e por algumas delas estarem saindo fora do lugar correto. Estamos em processo de mudança no site e nos acomodando com a nova situação.

Brevemente tudo estará resolvido. Peço, pois, paciência a todos.

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terça-feira, 15 de setembro de 2009 basquete brasileiro, CBB, Seleção Brasileira | 00:21

DO VINHO PARA A ÁGUA

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É, desta vez tudo foi diferente. Aquele Brasil arrasador do primeiro amistoso contra a Argentina deu lugar a um Brasil confuso e por isso mesmo perdido em quadra.

Foi dominado grande parte da contenda e só conseguiu vencer por 77-71 este segundo amistoso diante das portenhas depois de terminada a primeira prorrogação. No tempo normal não teve competência para dobrar as rivais sul-americanas, deixando o prélio terminar empatado em 66 tentos.

O time do técnico Paulo Bassul foi um manancial inesgotável de equívocos.

A quantidade de erros apresentados chamou a atenção (infelizmente, o site da CBB não disponibiliza o “boxscore” da partida; deveria, mas não o faz); o time sucumbiu na maioria das vezes à marcação pressão; esteve perdido na armação das jogadas; arremessou pouco do perímetro; teve um aproveitamento ruim nos arremessos de três.

E tudo isso diante da Argentina!

Mas nem tudo foram problemas; houve uma coisa boa nisso tudo. A atuação da ala/pivô Franciele Nascimento foi o oásis na secura de virtudes que foi o nosso selecionado.

A paulista anotou 24 pontos e fisgou 12 rebotes. Foi a única atleta em quadra a anotar um “double-double”.

Fran, como é chamada pelas companheiras, tem apenas 21 anos. É da nova geração e representa um pouco de luz no fim do túnel deste confuso basquete feminino brasileiro.

Joga pelo Cáceres da Espanha. Tem na altura seu maior adversário, pois mede 1m87.

Dez centímetros a mais e com a qualidade de jogo que dispõe, seria uma jogadora dominante. Que compense a mediana estatura com garra e posicionamento.

O futuro está à sua disposição, Franciele. Cabe a você aproveitá-lo ou não.

PROTESTO

Chegou a vez das nossas meninas. O post da manhã desta segunda-feira foi sobre a partida de sábado da nossa seleção diante da Argentina.

Foram postados, até o momento que escrevo este texto, apenas quatro comentários, sendo que apenas um deles se referia à nossa seleção de saias.

Pergunto: vocês não querem saber da seleção feminina?

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009 basquete brasileiro, Basquete europeu, CBB, NBA, Seleção Brasileira, WNBA | 17:25

BATEMOS A ARGENTINA, SAÚDE!

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Ah, foi muito bom; ganhar da Argentina tem sempre um sabor especial. E ainda por cima foi em uma sexta-feira, dia internacional da cerveja.

Assim, o gole inicial desta noite será saudado por esses 76-67. Cheers!, como dizem os americanos; tim-tim, como nós brasileiros brindamos.

E a vitória, além de ter sido contra nossos maiores adversários, significou também o terceiro triunfo seguido do Brasil em uma trinca de partidas disputadas.

Com isso, o time do técnico Moncho Monsalve está matematicamente classificado para a próxima fase da competição. Descansa amanhã e no domingo fará um treino de luxo contra o Panamá, provavelmente na partida que será descartada, pois não acredito na classificação panamenha.

DESTAQUES POSITIVOS

Anderson Varejão e Marcelinho Huertas (foto AP) foram os grandes nomes do nosso time – e do jogo também. O capixaba anotou 19 pontos e pegou nove rebotes, enquanto que o paulistano cravou 18 pontos, sete rebotes e cinco assistências.

Varejão esteve quase que impecável na marcação a Luis Scola. O argentino só se deu bem na partida quando foi marcado por Tiago Splitter.

Este foi um dos grandes méritos do pivô brasileiro: fez seu jogo e impediu que o adversário jogasse.

Huertas, até rebote ofensivo pegou. No final da contenda, mereceu rasgados elogios de Leandrinho Barbosa.

“Esse baixinho é o nosso armador”, decretou Barbosa.

Assinamos embaixo.

DESTAQUES NEGATIVOS

Como disse, Tiago Splitter não obteve o mesmo sucesso quando foi incumbido por Moncho Monsalve de conter Luis Scola. O catarinense, aliás, foi um desastre quando teve que marcar o adversário, que anotou contra Splitter a maioria de seus 19 pontos.

Mas isso acontece; é do jogo. Splitter é um grande jogador – e não dá para jogar bem todos os dias.

E hoje não foi o dia de Splitter. Mesmo assim, ele contribuiu com sete pontos e oito rebotes.

Leandrinho uma vez mais deixou a quadra como o cestinha do jogo. Encestou 21 pontos no aro argentino.

Mas eu não gostei novamente do jogo do paulistano. Anotou a maioria dos pontos em contra-ataque fazendo bandeja. Por isso mesmo seu aproveitamento foi de 8-11 (72.7%) nas bolas duplas.

Quando Leandrinho teve que jogar no cinco contra cinco, mostrou-se frágil e com pouco domínio de bola. Esteve apagado na maioria desses momentos. Cometeu três erros.

Seu desempenho nos chutes de três novamente foi muito ruim. Acertou apenas um em cinco tentados.

Nesta Copa América, Barbosa atirou 16 bolas triplas e acertou apenas três. Isso dá uma preocupante média de 18.7%.

Outro que não esteve bem foi Alex Garcia: dois pontos apenas. E olha que ele ficou em quadra 38 minutos.

Vale para Alex o que eu disse para Splitter: não dá para jogar bem todos os dias. Hoje também não foi o dia de Alex.

Em compensação, o paulista doou-se em quadra de uma maneira comovente, sabedor que não estava bem na partida.

Um exemplo a ser seguido.

BANCO


Como aconteceu no primeiro jogo, contra a República Dominicana, Moncho Monsalve (foto AP) utilizou apenas dois reservas: Marcelinho Machado e Guilherme Giovannoni.

Utilizou, a bem da verdade, apenas Giovannoni, pois Machado ficou em quadra apenas seis minutos, quando cometeu quatro faltas. Saiu zerado em todos os fundamentos.

Em contrapartida, Giovannoni acertou suas três bolas de três e encerrou o jogo com nove pontos.

Foi muito importante no cômputo geral.

RIVALIDADE

Bem, mas como analisar esta vitória brasileira?

O Brasil enfrentou o time B da Argentina; isso é fato. Mas os reservas argentinos – reserva é maneira de dizer, pois, além de Scola, Leo Gutierrez foi outro campeão olímpico em quadra, sem contar que Pablo Prigioni é o atual armador titular do time, bem como Roman Gonzalez é o pivô titular também com o envelhecimento de Fabricio Oberto – são argentinos.

Vejam o que disse Huertas depois da partida: “Apesar do mau momento deles, a Argentina é um time que nunca desiste (…) Brasil e Argentina é uma coisa à parte. Quando eles não estão bem, querem levar o jogo para o físico, para a provocação. Querem tirar a gente do jogo pra nos deixar nervosos. É o jogo que eles querem fazer. Mas a gente não caiu na provocação deles”.

Este foi um dos grandes méritos do time brasileiro: não caiu em momento algum na cilada que os argentinos armaram durante o jogo. Nosso time soube como esquivar-se das arapucas.

Em outras palavras: a catimba argentina não funcionou. O Brasil teve equilíbrio nos momentos de aperto e isso foi muito importante para a vitória.

Como costumo dizer, os argentinos, quando sentem que estão inferiorizados na partida, procuram esculhambar o jogo para nivelá-lo por baixo. E quando isso acontece eles se superam.

Mas hoje não deu certo.

E mais: quando o nosso ataque estava desajustado, fruto da ótima marcação argentina principalmente nos começos dos períodos, quando eles estavam descansados, nossa defesa segurava as pontas. Por isso mesmo nossos rivais fizeram apenas 67 pontos.

NO CAMINHO

Não há como negar: o Brasil está no caminho certo. É verdade que há muita coisa pela frente, mas a amostra, até o momento, é boa.

Moncho tem o grupo na mão; e o grupo está unido.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009 basquete brasileiro, CBB, NBA | 20:04

ATESTADO DE BOA CONDUTA

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A CBB informa em seu site oficial que a Assembléia Geral Extraordinária realizada ontem no Rio em um hotel em Ipanema aprovou um novo estatuto. Participaram 24 dos 27 presidentes das federações filiadas.

A principal mudança, segundo o informativo, é que está definido que só poderá haver uma reeleição. Ou seja: Carlos Nunes, o atual presidente, tem direito a ficar no máximo quatro anos.

O que eu acho?

Acho que se o cara é competente ele tem o direito de ficar. Já pensou se o David Stern tivesse que deixar a NBA em 1988, quatro anos depois de ter assumido a liga?

Tenho dúvidas se a liga seria a potência que ela é hoje. Stern, definitivamente, foi o cara que profissionalizou a entidade e tirou-a das trevas.

Naquela época, se você não sabe, a NBA era associada a jogadores drogados e a times falidos.

Precisou de tempo para Stern mudar esse cenário. Em quatro anos seria impossível.

Mas ele só ficou – como ainda está – porque é competente. Por isso fica; por isso é remunerado – e muito bem.

O que se comenta é que ele ganha US$ 10 milhões por temporada. Mais do que Lamar Odom, por exemplo.

Bem, mas isso funciona lá, onde tudo é preto no branco e a NBA é uma empresa, controlada pelas franquias. Tem que dar lucro; se não der, cai fora. Se der, por que mudar?

Não há motivos.

Aqui no Brasil, no entanto, onde o que impera é o amadorismo, essa alternância de poder é salutar e importante. De repente a gente encontra um David Stern, já pensou?

E se encontrar, ele terá de sair daqui a quatro anos? Sim, infelizmente, pois neste país muitos pagam pelo que outros tantos fazem de errado, pois não há punição.

Se os velhacos fossem enjaulados, isso não aconteceria. A alternância é importante para que pessoas não se locupletem.

Sou obrigado a dizer: nem todos, nem todos, mas a maioria sim.

Infelizmente.

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domingo, 9 de agosto de 2009 basquete brasileiro, CBB, NBA | 13:39

BATE PAPO NO DIA DOS PAIS

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Antes de mais nada, que os pais de todos nós e nós todos que somos pais tenhamos um dia muito lindo ao lado de quem a gente tanto ama.

Dito isso, vamos abrir o nosso botequim falando sobre o Super 4 tupiniquim.

Infelizmente, serviu para muito pouco. A vitória de ontem diante da Austrália, na decisão do título, por 95-67, diz tudo: foi de quase nenhuma utilidade a competição.

A gente gostaria de medir forças com a Argentina, mas isso não foi possível.

Primeiro porque no torneio lá realizado a CBB achou melhor não correr riscos por conta da gripe suína (seguindo orientação do Ministério da Saúde, e ao invés de mandar nosso time principal, enviou o Paulistano com alguns reforços.

Segundo porque no torneio aqui realizado a Argentina, milongueira como disse ontem, evitou propositadamente um confronto com o Brasil. Assim, escondeu suas armas, que deverão ser poderosíssimas na Copa América de Porto Rico.

Jogar contra Uruguai e uma Austrália de quinta categoria não serviu mesmo para quase nada.

O que de mais positivo eu depreendo desses dois confrontos foi ratificar o que eu tenho dito aqui neste botequim: Anderson Varejão (foto Reuters) vai ser um dos alicerces do nosso time.

Sua produção no Cleveland não pode ser levada em conta para catalogarmos o jogador. No Cavs ele tem funções específicas.

O basquete é um esporte cheio de estratagemas. O futebol é intuitivo.

No basquete, ver um jogador atuando por uma equipe não significa que a gente esteja presenciando tudo o que ele pode nos dar. Táticas e funções inibem e/ou engessam o jogo de muita gente.

No futebol é diferente. É talvez o esporte coletivo mais bem acabado no sentido de o atleta dar vazão a tudo o que ele pode fazer. Nada é proibido no futebol.

Numa comparação com a música, o basquete está para a música clássica assim como o futebol está para o jazz.

Portanto, enganam-se aqueles que acreditam que Varejão é um jogador limitado. Limitado é o seu espaço dentro do sistema do Cavs, pois a estrela maior da companhia, LeBron James, tem que brilhar – e com toda razão, pois LBJ é de outro planeta.

Portanto, rapaziada, Varejão vai causar muitas surpresas nesta Copa América.

Escrevam.

JOGO DAS ESTRELAS

Veja meu comentário em vídeo

Foi uma grande brincadeira, divertidíssima e tenho certeza que deixou a todos os (poucos) torcedores que foram ao Maracanãzinho felizes. Parabéns a Anderson Varejão e a Leandrinho Barbosa pela iniciativa.

Divertiram a todos nós – até mesmo os que viram a contenda pela televisão – e, mais do que tudo isso, proporcionaram a duas instituições de caridade US$ 100 mil.

Que sirva de exemplo para outros esportistas que podem ajudar e não ajudam.

Que podem colocar a mão no bolso, mas, sovinas que são, não o fazem. Que poderiam ser mais solidários e ajudar na luta contra a exclusão social e não ajudam.

Que poderiam olhar em retrospectiva e recordarem que um dia – a maioria – passaram por dificuldades na vida e que, por isso mesmo, deveriam ajudar a quem precisa.

A NBA vive dando exemplos desse tipo. Eles contagiaram Varejão e Leandrinho (foto Reuters), que vivem a realidade da liga norte-americana.

Pena que esse seja um país de monocultura esportiva.

SUGESTÃO

O evento reunindo os Amigos do Varejão contra os Amigos do Leandrinho poderia ser anual.

Este foi no Rio; ano que vem, que tal São Paulo? No outro, em BH; o seguinte, em Porto Alegre.

Por que não?

Há que se fazer um ajuste quanto ao horário da partida: domingo de manhã, num Rio de Janeiro que continua lindo apesar da bandidagem, sol a quase 35 graus em pleno inverno, é pedir para que o ginásio fique vazio – como ficou.

O evento tem que ocorrer em horário noturno, mas civilizado. Sábado, às 20h.

Fica aqui a minha sugestão.

NENÊ

O são-carlense está com o braço quebrado, segundo informações que vieram de Denver. Mas, pergunto: ele não poderia ter estado no Maracanãzinho, emprestando sua imagem ao evento, mesmo que sem entrar em quadra?

Ele não poderia ter sido solidário e aparecer para “clics” ao lado de torcedores? Não poderia ter ajudado na busca por patrocínios que foram revertidos a instituições de caridades?

Num primeiro momento, penso que sim; a menos que Nenê esteja com a agenda completíssima.

Mesmo assim, poderia encontrar um tempinho para isso.  A conclusão que eu chego é que Nenê está muito isolado de todos.

Gostaria de saber por quê.

DOPING

Muita gente desconfia da lisura dos esportes nos EUA quanto ao doping. O assunto voltou a ganhar manchetes na mídia por quanto do episódio envolvendo nossos atletas no atletismo.

Falei um pouco sobre isso por conta do doping de Rashard Lewis. Nos EUA, as entidades que comandam os esportes entendem que muitas substâncias não são dopantes, ao contrário da visão da Wada (World Anti-Doping Agency), a agência mundial de controle de dopagem.

Citei o caso do Baby, que no Mundial de Basquete de 2002 foi flagrado em um exame e acabou suspenso pela Fiba por dois anos.

Retornou a BYU, onde jogava, e participou normalmente do campeonato universitário. Sim, pois aos olhos da NCAA, a substância proibida pela Wada não o era pela entidade que rege o esporte universitário nos EUA.

Agora eu escuto um zum-zum-zum quanto a participação do Dream Team nos Jogos de Barcelona em 1992. Falam que os EUA teriam aceitado mandar os jogadores profissionais desde que não fossem submetidos aos exames anti-doping.

Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, ou seja, três edições depois, eu, trabalhando no SporTV, entrevistei o médico Eduardo de Rose, membro atuante da Wada desde aquela época.

Perguntei a ele sobre essa história e ele respondeu:

– Monitoramos o time dos EUA de basquete desde 1991, quando ocorreu o Pré-Olímpico em Portland. Nunca encontramos nada de errado com os atletas.

Monitorar significa realizar exames anti-doping.

Portanto, quando vocês ouvirem ou lerem algo diferente disso, deem risada.

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sábado, 1 de agosto de 2009 basquete brasileiro, CBB, NBA | 13:07

UMA SAÍDA PARA O BASQUETE

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Alex Manga segue falante em nosso botequim. Vejam só o que ele disse em uma de suas recentes mensagens:

“(…) E sobre as seleções: tudo o que eu gostaria era de acordar aos sábados assistir o treino da F1 e depois ‘continuar ligado’ para ver um torneio internacional de basquete aos sábados. E uns jogos da NBB na tevê aberta (podia até ser na Rede Vida). Quem sabe assim os moleques grandões parem de arrastar asa para o vôlei!”

Verdade; pura verdade. A gente vê com uma ponta de inveja e grande admiração o crescimento do vôlei aqui no Brasil.

E eu adoro vôlei. Aproveito para indicar, para os que gostam também, o blog “Mundo do Vôlei”, da Aretha Martins aqui neste iG. É excelente, porque a Aretha sabe tudo e mais um pouco sobre a modalidade.

Bem, mas voltando ao nosso assunto, eu adicionaria ao comentário do Alex que não são apenas os “moleques grandões” que arrastam asa para o vôlei: as meninas também.

Agora há pouco, por exemplo, a Rede Globo mostrou a vitória do Brasil sobre a Alemanha no Grand Prix de vôlei feminino. Ontem o jogo contra Porto Rico também foi exibido pela emissora. E a partida contra os EUA (“Reedição da final Olímpica!”) será o foco principal da manhã dominical da Globo.

Enquanto isso, o basquete não consegue se organizar.

Mas digo não apenas em relação ao basquete doméstico, digo também quanto ao basquete mundial. Já pensou a Fiba fazendo, a cada dois anos, torneios como a Liga Mundial e o Grand Prix?

Com certeza a Rede Globo teria todo o interesse de mostrá-lo ao vivo nas manhãs de sábado. A indiferença da Fiba, a meu ver, se dá porque ela está satisfeita com a NBA e os campeonatos na Europa de clubes e seleção.

O basquete segue na frente do vôlei em nível mundial. Mas aqui o cenário é outro – e é isso o que nos preocupa, pois a distância entre as modalidades é muito grande.

Portanto, olhando agora para o nosso umbigo, creio que a CBB deveria passar horas a fio pensando em algum produto para encaixar na grade de programação da Rede Globo. A Rede Record também teria interesse, uma vez que a emissora detém os direitos de exclusividade sobre os Jogos Olímpicos de Londres.

Seria o primeiro passo para começar a reverter esse quadro: o basquete na Globo ou na Record.

O campeonato brasileiro de clubes não desperta interesse nas emissoras abertas. Não tem visibilidade, comove pouquíssimas pessoas.

Ele é disputado há décadas e nenhuma emissora aberta abre espaço em sua programação para exibi-lo.

Então, fiquei pensando cá com os meus botões: por que a CBB não cria um campeonato entre seleções estaduais? Rivalidade gera interesse e é o interesse das pessoas que as tevês procuram.

Ou então, aproveitando a passagem da Austrália na Argentina para a disputa do Super 4, por que não fazer o mesmo num final de semana aqui no Brasil, jogando na Arena HSBC, no Rio de Janeiro?

Um triangular envolvendo Brasil, Austrália e Argentina. Não seria demais?

Creio que sim, pois quando é a camisa do Brasil que está em quadra, o envolvimento das pessoas aumenta, não importa a modalidade. E isso acaba por incrementar o interesse no produto exibido pela televisão – lembre-se que as emissoras abertas estão atrás do interesse das pessoas, pois ele se reflete em audiência.

Vejam que quando a Globo mostra o vôlei, é o vôlei de seleções. Campeonato de clubes não desperta o interesse.

O basquete já deveria ter percebido isso.

A CBB poderia criar um torneio anual trazendo uma universidade dos EUA para jogar aqui representando os norte-americanos – como acontecia no passado, quando aqui esteve Michigan State com Magic Johnson –, uma seleção da Europa, a Argentina (nada de Venezuela, como todo o respeito, pois nossa rivalidade é com a Argentina e jogo contra a Venezuela não interessa pra ninguém) e uma seleção da Oceania ou mesmo da Ásia (já pensaram a China com Yao Ming atuando por aqui?)

Enfim, como disse, a CBB deveria pensar em termos de seleção para colocar seu produto numa tevê aberta. Mas, infelizmente, a atual administração continua tão letárgica quanto a anterior.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009 basquete brasileiro, CBB | 21:52

ABUSO DE PODER

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A CBB desistiu de mandar o time brasileiro para participar do Super 4 na Argentina. Motivo: a gripe suína.

Alguns podem achar que houve exagero, mas creio que não. A entidade acertou em mostrar preocupação com a transmissão do vírus H1N1.

Alguém também pode argumentar que os casos crescem muito por aqui. É verdade também, mas a situação na Argentina é muito pior.

Em percentual, é o país com o maior número de mortes em todo o planeta. Em números absolutos, perde para os EUA.

O Brasil está muito atrás.

Alguém pode igualmente argumentar que o Cruzeiro disputou a final da Libertadores e ninguém se infectou em La Plata. Verdade; mas correu-se um grande risco.

Em termos esportivos, a decisão da CBB teria provocado reação por parte da Fiba. Ao tomar conhecimento da decisão brasileira, a CBB teria sido repreendida pela entidade mundial.

Alberto Garcia, secretário da Fiba no continente americano, teria ameaçado excluir o Brasil da Copa América caso nosso país não mandasse representante para o Super 4.

Coloquei tudo no condicional porque oficialmente a Fiba não se manifestou. Mas ao decidir mandar o Paulistano para participar do torneio na Argentina, fica muito na cara que realmente a CBB foi ameaçada pela Fiba.

Um absurdo. A situação da gripe suína é preocupante e o posicionamento da CBB é bastante compreensível.

Mas diante da ameaça, não havia o que fazer.

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sexta-feira, 24 de julho de 2009 CBB, Seleção Brasileira | 18:45

MÊS DECISIVO

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A seleção brasileira se apresenta domingo em São Paulo ao técnico Moncho Monsalve. Será o início da última parte dos treinos visando a Copa América de Porto Rico.

O Brasil terá quase um mês para se preparar. Tempo suficiente para Moncho implantar seu sistema de jogo e enquadrar – no bom sentido – jogadores como Leandrinho e Varejão, que nunca jogaram com ele.

O espanhol vem de uma escola completamente diferente da americana. Os dois brasucas da NBA vão ter que mudar a filosofia de jogo deles para se encaixar no time nacional.

Leandrinho terá que ter paciência quando o ataque organizado se fizer necessário. Quando for o momento da transição, certamente ele estará liberado para imprimir sua velocidade.

Varejão vai ter que olhar mais para a cesta – coisa que ele não costuma fazer no Cleveland por motivos óbvios. Aliás, seria interessante Moncho colocar Varejão de ala, como muitos sugerem pra ver o que vai acontecer.

Acho essa uma idéia maluca; não funciona de jeito nenhum. Varejão não tem habilidade e nem velocidade para jogar como um três.

Um parceiro nosso aqui no botequim sugeriu que ele ficasse concentrado no garrafão ao lado de Splitter e Nenê (na ausência deste, Baby ou Murilo), abrindo mão do jogo no perímetro. Mas o adversário, com uma marcação zona neutralizaria com relativa facilidade nossa ofensiva.

Sem contar que perderíamos as bolas longas, hoje em dia parte fundamental do jogo de qualquer equipe. Varejão não tem tiros de três.

Além disso, na defesa, o capixaba não teria muita chance de fazer frente a um ala puro, jogador com habilidade e velocidade, requisitos que eu não consigo enxergar no jogo de Varejão, como já disse.

Mas como não sou dono da verdade, posso estar redondamente equivocado. Por isso, acho que vale tentar; pelo menos nos treinos e nos amistosos.

Só fico em dúvida se isso não iria atrasar nossos planos de formar um time. Mas, de repente, dá certo e nossos problemas são resolvidos, pois, como sabemos, infelizmente, não temos um ala que nos encante a todos.

Mas, já disse, eu não arriscaria de jeito nenhum. Vamos com os alas que temos e rezemos para que eles estejam inspirados.

Prefiro Varejão dentro do garrafão, ao lado de Splitter, onde ele sabe jogar. Estaríamos fortes neste setor, o que dificultaria o jogo do adversário.

Seria uma arma e tanto – e um problema a menos.

Meu quinteto titular seria Huertas, Leandrinho, Giovannoni, Varejão e Splitter. Completaria o grupo com Fúlvio, Alex, Tavernari, Marquinhos (que não foi convocado), Paulão, Murilo e Baby.

Na ausência de Marquinhos, levaria Jeferson, ala do Flamengo. 2m07 de altura, ótimo tamanho para um jogador da posição. Vale o investimento num jogador desses, que já mostrou algum potencial.

Mas certamente não será esse o time de Moncho.

E o que vale é o dele. Tomara que ele também esteja inspirado; caso contrário, abre o olho Brasil!!! (como disse outro parceiro em nosso botequim).

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