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segunda-feira, 20 de agosto de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 19:02

P&R, PRINCETON OFFENSE: É O LAKERS SE PREPARANDO PARA SER CAMPEÃO NOVAMENTE

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Trapizomba está animadíssimo da silva com o futuro. Afinal, com as contratações de Steve Nash e Dwight Howard, o Lakers se reforçou dramaticamente segundo a maioria e segundo esta mesma maioria o time californiano tem o melhor esquadrão da NBA neste momento.

Trapizomba manda mensagens quase todos os dias e numa de suas últimas missivas ele escreveu lá pelas tantas: “Dwight Freaking Howard (é assim que a gente chama ele, depois da troca, que alguns acham vergonhosa… hm…[eu achei vergonhosa, ele deve estar se referindo a mim; tudo bem]), o melhor pivô no “pick-n-roll”, irá jogar com o melhor armador no “PnR”: Steve Freaking Nash”.

Não sei de onde ele tirou que D12 é o melhor pivô no “P&R” e que Nash é o melhor armador para esse tipo de jogada. Acho que o time que melhor faz isso é o San Antonio, usando Manu Ginobili com Tim Duncan. Mas, é claro, Nash e D12 nunca jogaram juntos e agora em LA podem mesmo fazer o melhor “P&R” do planeta. Acho, volto a dizer, que podem, mas fico com um pé atrás, pois não me lembro de D12 fazer o “P&R” porque o Orlando era o rei das bolas de três e D12, por conta, disso, reclamou dos companheiros e principalmente de Stan Van Gundy, pois, segundo ele, sua função no time era apenas a de pegar rebotes.

Lá pelas tantas Trapizomba também disse: “Rola o boato de que o Lakers implementará a ‘Princeton Offense’, o que eu discordo. Tendo SFN e DFH no mesmo time, deixa a festa rolar. Temos tb o já memorável KFB e PFG. O pau comerá, com certeza”.

Neste momento da conversa, Salerme, outro grande parceiro deste botequim, botou o copo na mesa e pediu um aparte: “Acho que o mais importante no caso do Lakers é o que você (Trapizomba) colocou: o melhor pivô no ‘PnR’ achando o melhor armador. Não tem como não ser uma combinação fatal. Agora, usar a ‘Princeton Offense’ talvez seja uma forma de movimentar o ataque para que o Black Mamba também tenha jogo. Lembro que Gasol também é eficiente no ‘PnR’, qualquer outro time da liga com SFN (Nash), DFH (D12) e PFG (Gasol) viveria só de ‘PnR’; mas com Black Mamba no time, o ataque tem que ser mais que isso. E, pelo que tenho lido, a ‘Princeton Offense’ não irá matar o ‘PnR’, mas garantirá movimentação para que o time tenha ainda jogadas de isolações e ‘low post’, que têm sido o forte do Lakers há alguns anos. Enfim, acho que a utilização da ‘Princeton Offense’ irá abrir o leque ofensivo do time”.

Aqui eu concordo com Trapizomba. Não que a “Princeton Offense” não possa dar certo no Lakers. Claro que pode, pois quatro dos cinco titulares são jogadores habilidosos, rápidos e inteligentes. Aliás, inteligência é fundamental para o uso da “Princeton Offense”. Minha dúvida recai sobre D12. Ele não tem tanta habilidade e seu arremesso não é lá essas coisas. E também tenho dúvidas quanto a capacidade de entendimento dele desta jogada, que para terminar em uma bandeja (o que dificilmente acontece), favorecendo-o, ele terá que se movimentar corretamente por cerca de 15 segundos, que é o tempo que normalmente dura a jogada. Aliás, a “Princeton Offense” usa demais o pivô e o ala-pivô, que frequentemente aparecem para fazer o corta-luz, mas as finalizações se destinam mais ao ala do que ao pivô por conta do posicionamento mais distante do garrafão.

Alguém pode estar boiando nessa história e querendo saber do que se trata a tal da “Princeton Offense”.  A jogada foi criada por Franklin “Cappy” Capoon na longínqua década de 1930, quando dirigiu a Universidade de Princeton. Pete Carril, que foi técnico em Princeton de 1967 a 1996, foi quem aperfeiçoou-a, mas de um jeito que hoje em dia muitos dizem que foi ele quem a inventou. Pode ser usada contra defesas em zona ou individual. Foi criada para favorecer jogadores menos atléticos, que era o caso dos atletas de Princeton, uma escola que jamais foi o objetivo de qualquer jogador que tinha em mente uma bolsa de estudo para jogar e mais tarde acabar na NBA.

Ela consiste na movimentação alucinada dos jogadores, basicamente no perímetro e/ou atrás da linha dos três pontos, longe do garrafão, de modo que não dá para dizer quem é quem na jogada. Posição é o menos importante nesse sistema. Não há armador, alas ou pivô. Todos têm que se movimentar, normalmente agrupados. Todos têm que estar aptos para passar, driblar e arremessar. A movimentação constante visa, evidentemente, criar situações de “mismatch”, ou seja, de vantagem do atacante sobre o defensor e, consequentemente, a possibilidade do arremesso desmarcado (que é o que quase sempre ocorre) ou uma bandeja ou enterrada sem a incômoda presença do marcador (dificilmente termina assim).

Além de cansar a defesa adversária por conta da movimentação dos atacantes, a jogada confunde também, pois vários são os corta-luzes executados (como disse), de modo que o marcador que cai no “screen” de repente não faz a menor ideia de onde se encontra, criando o “mismatch”. Em muitas situações, ele termina com um arremesso atrás da linha dos três. E o Lakers tem em Nash, Kobe, MWP e até mesmo em Gasol jogadores com ótimo aproveitamento neste fundamento.

A função de D12 nesta jogada seria, basicamente, fazer corta-luz e apanhar rebotes se as bolas longas ou mesmo os “mid-range” não entrarem. São poucas as situações de “P&R” com o pivô, usando, neste caso, muito mais o ala de força, que pode se aproveitar também de um “back door”.

Aí eu pergunto: vocês acham que Dwight vai ficar feliz ao ouvir de Mike Brown que o Lakers vai usar a “Princeton Offense”? Ele, Dwight, que tanto resmungou, como disse acima, dos tiros de três na época do Orlando, que acabava por destinar a ele esse mesmo papel de apanhador de rebotes?

Duvido; que me perdoe o Salerme. Nesta, eu estou com o velho Trapizomba.

Abaixo, dois vídeos que eu selecionei na internet com a “Princeton Offense”.

AGRADECIMENTOS

Trapizomba tem sido um grande parceiro deste botequim desde que ele foi aberto. Relaciona-se muito bem com todos os “pau d’águas” desta casa, especialmente com os torcedores do Lakers, como ele. Fez uma sólida amizade com o Salerme, que conheceu o Trapizomba neste botequim. Salerme já esteve em LA, onde mora Trapizomba, e juntos foram ao Staples ver os amarelinhos jogar.

Comunicam-se frequentemente. Outros também já trocaram figurinhas com o Trapizomba. E como eu gosto de observar essa troca de figurinhas, acabo também a) por aprender; b) encontrar temas para este blog.

Obrigado a todos mais uma vez pela grande contribuição.

CALENDÁRIO

Risco no calendário os dias quando vou dormir. Não vejo a hora de esta temporada começar. Quero muito ver o Lakers em ação. É o time do momento.

Isso vai me custar boas horas de sono por causa do maldito fuso horário. Mas o que fazer? O Lakers vai me fazer perder boas horas de sono; o Dallas jamais.

Aliás, qual foi o legado que o Mavs deixou depois de ter sido campeão da NBA? Nenhum.

Ganhei horas de sono ao não me preocupar com o time texano. Ganharei aprendizado vendo o Lakers jogar — assim espero, pois vou dormir menos horas por noite.

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quinta-feira, 28 de junho de 2012 basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano, NBA, Seleção Brasileira | 10:36

“NBA DRAFT” E A SELEÇÃO BRASILEIRA SÃO AS ATRAÇÕES DA NOITE DESTA QUINTA-FEIRA

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O dia hoje vai ficar pelo jogo do Brasil contra a Grécia e pelo “NBA Draft”. Sei que o Brasil joga novamente em São Carlos (SP) e que o evento norte-americano será no Prudential Center, ginásio do Nets quando ele estava em New Jersey. Mas não sei qual será o horário do recrutamento, pois esta informação eu não encontrei nem no site da NBA e nem no site da ESPN gringa. Mas vejo no ótimo site Jumper Brasil que a cerimônia começa as 19h34. De Brasília? Não sei dizer.

Fabrício Melo, pivô de Syracuse, bom de bola, mas enrolado fora das quadras, e Scott Machado, armador de Iona, bom dentro e fora das quadras, devem ser recrutados. Melo (foto) está cotado para ser recrutado a partir da 20ª posição da primeira rodada. Sites o colocam no Atlanta, Boston, Miami e Cleveland. Machado tem chance de ir parar no Lakers, o que significaria o primeiro brasileiro jogando no time californiano.

Ser recrutado na primeira rodada, de acordo com as regras do CBA, garante ao jogador um contrato. Ser escolhido da segunda rodada, não. Neste caso (e é o caso de Machado), o jogador teria que participar de “summer leagues”, mostrar serviço para garantir um contrato. E ele é bem modesto se comparado com os dez primeiros. Mas Machado, em caso de aprovação nas “leagues”, poderia assinar um contrato de dois anos apenas, por exemplo, apostar em seu basquete e depois partir para algo melhor.

O fato é que os dois devem mesmo ser recrutados. Mas a ida de Melo para o Miami, dizem, não deve se concretizar, pois, ao contrário do que se comentava, o Heat vai atrás de um ala neste draft e não de um pivô. Dizem que Pat Riley e Erik Spoelstra querem um jogador mais baixo do que um pivô e que possa exercer várias funções em quadra. Isso vai ao encontro do que eu tenho dito aqui: no futuro, os pivôs tendem a ser relegados a um segundo plano. A menos que sejam feras como Anthony Davis.

Quando aos outros drafts, é consenso que Davis será mesmo o primeiro escolhido. O pivô de Kentucky, campeão da NCAA, vai comandar o garrafão do New Orleans. Tanto é verdade que o Hornets acabou de trocar Emeka Okafor, seu antigo pivô, com o Washington Wizards. E como o NOH tem o 10º recrutamento também, as projeções colocam Austin Rivers, filho de Doc Rivers, no time da Louisiana. Gostei.

A partir de Davis não se sabe mais o que vai acontecer. O Charlotte, segundo na escolha, dizem, pode escolher o ala-pivô Thomas Robinson, de Kansas. Mas há quem diga que a franquia de Michael Jordan pode pegar o ala-armador Michael-Kidd Gilchrist, que assim como Davis é produto da universidade de Kentucky. Se isso ocorrer, pelo que li, seria inédito na história do “NBA Draft” uma escola cedendo o primeiro e o segundo draft.

O Charlotte estaria disposto também a abrir mão deste draft em favor de um jogador experiente, no qual a franquia pudesse ser construída. Mas o Cats quer colocar no negócio o problemático e molengão ala-pivô Tyrus Thomas. O Lakers segue tentando se livrar de Pau Gasol e seu contrato milionário. Será que não valeria a pena tentar esse negócio? Não sei como está o cofre do Charlotte, mas seria legal para a franquia da Carolina do Norte, que já pegou Ben Gordon e tem o ótimo armador Kemba Walker. Os dois mais Gasol poderiam formar um núcleo bem interessante. Mas há quem diga que o futuro de Gasol poderá ser o Memphis, ao lado do irmão. Isso porque o Grizzlies teria oferecido Zach Randolph pelo grandalhão angelino.

Outra possibilidade: o Houston cederia o ala-armador Kevin Martin para o Cats em troca deste draft. Isso porque a franquia do Texas, que acabou pegando a 18ª escolha numa troca com o Minnesota (e já tem a 12ª e a 16ª), quer oferecer várias escolhas para o Orlando e ter em troca o pivô Dwight Howard. O problema para o Rockets é que Martin não vale uma segunda escolha do draft.

Mas vamos seguir no aguardo. Muita coisa ainda pode acontecer nesta noite. Antes, durante e depois do “NBA Draft”.

BRASIL

A Nigéria é primitiva. Nunca participou das Olimpíadas e pelo que mostrou ontem diante do Brasil não deve ser desta vez. A seleção brasileira venceu o jogo com muita facilidade: 104-65.

Nosso selecionado pressionou demais a saída de bola dos africanos e isso fez com que eles perdessem muitas bolas. Não sei te dizer quantos erros foram, pois eu não encontrei no site da CBB o “box score” do jogo. Se alguém achar, mande o link para que a gente possa discutir melhor nosso time. Aliás, o site da CBB, reformulado, continua muito ruim.

Ontem eu gostei mais da disposição ofensiva do Brasil. A bola passou mais de mão em mão, o que acabou por confundir e/ou cansar a defesa adversária. Mas ainda continuamos apenas com corta-luz. Eles são importantes porque possibilitam muitas alternativas ofensivas, mas acho que Rubén Magnano poderia mesclá-lo com o “pick’n’roll”. Será que ele ficará restrito apenas a Tiago Splitter, exímio neste fundamento? Se for, acho pouco. Anderson Varejão também sabe fazer o “pick’n’roll”. E bem.

Fiquei decepcionado novamente com a atuação de Larry Taylor. Mas vamos dar um desconto. Técnico novo, situação nova para ele, que se divide entre treinar e aprender a quase incompreensível letra do Hino Nacional Brasileiro.

Marcelinho Huertas (foto CBB) debutou ontem nesta fase preparatória. Tiago Splitter ainda não. Será hoje? Não sei. Leandrinho Barbosa finalmente resolveu a questão do contrato, mas como ele ainda não está pronto, LB deve jogar apenas o Super 4 da Argentina, no dia 5 de julho próximo.

Hoje tem a Grécia, 21h de Brasília, pelo SporTV. Vamos ver como é que o nosso selecionado vai se comportar.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012 basquete universitário norte-americano, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 16:35

TIME OLÍMPICO DOS EUA DE 1960 FOI QUEM MAIS SE APROXIMOU DO DREAM TEAM

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A questão é recorrente. Sempre alguém pergunta: esse time (e escala o time) ganharia do Dream Team de Barcelona? E eu respondo sempre: seria varrido.

Muitos dos que não viram o DT jogar ficam se perguntando: será mesmo que aquele time de 1992 varreria todo mundo? Alguns parceiros falam que sou nostálgico e que essa nostalgia impede-me de analisar verdadeiramente a questão. Digo que não; ou melhor, que sim, sou nostálgico, mas que isso não me impede de analisar a questão e concluir que aquela foi a maior seleção de basquete de todos os tempos.

Os americanos, aqueles que como eu têm os cabelos brancos, mas que têm a pele curtida e um acúmulo de anos muito maior do que este que vos escreve, muitos deles dizem que apenas um selecionado norte-americano pode ser cotejado com o Dream Team de Barcelona: o time olímpico de 1960.

No livro da USA Basketball, que conta a história dos EUA nas Olimpíadas, a primeira frase sobre esse time que disputou os Jogos de Roma é: “Touted as the greatest basketball team in Olympic history…” Ou seja: saudado como o maior time olímpico de basquete de todos os tempos…

Aquele era, de fato, um esquadrão. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos de Roma com uma campanha impecável: oito jogos, igual número de vitórias. Dos 12 jogadores que fizeram parte daquele selecionado, nada menos do que dez acabaram na NBA. Naquela época, vocês bem sabem, os profissionais não podiam participar dos Jogos Olímpicos. Os estudantes é que representavam os EUA. E nunca um número tão grande de universitários acabou saindo de um time olímpico norte-americano para tornar-se profissional.

O elenco era de fato espetacular. Vinha capitaneado por Oscar Robertson, Jerry West e Jerry Lucas. Os três acabaram eleitos para o seleto rol dos “50 Maiores Jogadores da História da NBA”, escolhidos em 1996, quando a liga completou 50 anos de existência. Big O foi o único jogador ao longo da história da NBA a ter um “triple-double” de média. Mr Clutch emprestou seu corpo esguio para o logo da NBA. E o Gigante Genial um belo dia resolveu errar seus arremessos simplesmente para entender melhor a vontade dos rebotes.

O restante do elenco era composto por Jay Arnette, Walt Bellamy, Robert Boozer, Terry Dischinger, Darral Imhoff, Lester Lane, Burdette Haldorson, Adrian Smith e Allen Kelley.

Não se esqueçam: eram todos universitários. E cinco deles tiveram duplo dígito na pontuação: Oscar Robertson (17,0), Jerry Lucas (17,0), Jerry West (13,8), Terry Dischinger (11,8) e Adrian Smith (10,9).

Conto agora um pouco da campanha dos EUA naquela Olimpíada.

Os EUA debutaram contra a anfitriã Itália e atropelou-a: 112-81. Foram 16 pontos de Big O e igual número para Smith. Na sequência veio o pobre Japão: 125-66. Neste cotejo, Lucas marcou nada menos do que 28 pontos. Depois surgiu a Hungria na frente dos norte-americanos: 107-63. Big O marcou 22 pontos e Lucas outros 21. Com a vitória, os EUA e classificaram para a fase seguinte da competição.

O jogo de abertura foi contra a extinta Iugoslávia e um massacre impiedoso: 104-42. Os EUA abriram 32-1, incrível! A seguir, o Uruguai (108-50), igualmente arrasado. Foi então que os EUA cruzaram com seu grande rival, a defunta URSS. E aí escreveu-se um capítulo à parte na competição.

Tinha gente saindo pelo ladrão no ginásio. Se o cara desse um espirro perderia o lugar. Os soviéticos vinham apoiados em Jan Kruminsh, um gigante de 2,20m. Os dois pivôs norte-americanos, Bellamy e Dischinger, tinham 2,11m. E Lucas era um ala-pivô que embora tivesse grande impulsão, media apenas 2,03m. Ao final do primeiro tempo, o marcador mostrava 35-28 para os norte-americanos. Pete Newell, treinador dos EUA (Universidade da Califórnia), foi para o vestiário e resolveu mudar a tática e, consequentemente, o cenário da partida. Nos cinco primeiros minutos da etapa final, o time exerceu uma violenta pressão quadra toda em cima dos soviéticos, que eram maiores, é verdade, mas eram mais lentos também. A tática deu certo e os EUA fizeram uma corrida de 20-0 e tomaram definitivamente o controle da partida, fechando-a em 81-57. West, com 17 pontos, foi o cestinha do time.

Com esse resultado, os EUA se classificaram para o “final round”. Voltou a pegar os italianos e venceu por 112-81, com 25 pontos de Lucas. E no jogo derradeiro, o adversário foi o Brasil. Nosso selecionado, liderado por Wlamir Marques e Amaury Pasos, não conseguiu conter a eficiência e a beleza do jogo dos norte-americanos e foi batido por 90-63.

Oito jogos, oito vitórias. Saudado como o maior time olímpico de basquete de todos os tempos. Marcou uma média de 101,9 pontos por partida; sofreu apenas 59,5. E superou seus adversários por uma diferença média de 42,4 pontos por jogo (em Barcelona foi de 43,8). Este sim, e não um selecionado formado por Rajon Rondo, Kobe Bryant, LeBron James, Tim Duncan e Shaquille O’Neal (numa hipotética formação, como sugeriu um parceiro), aquele time de 1960, aquele sim poderia levar o jogo no pau contra o Dream Team de Barcelona. Perderia, certamente, pois o DT era formado por homens, enquanto que esse time de 1960 era composto por meninos imberbes e que estavam apenas deixando a faculdade.

Mas mesmo que pudéssemos usar uma máquina do tempo e transferir cada um deles para Barcelona, eles perderiam também. O Dream Team tem nada menos do que dez dos 12 jogadores entre os 50 maiores de todos os tempos na história da NBA. O time olímpico de Roma tem apenas três.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012 basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano | 18:30

BRASILEIRO FAB MELO SE DECLARA ELEGÍVEL PARA O “NBA DRAFT”

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A NBA anunciou há pouco uma lista com o nome de 66 jogadores que se declararam elegíveis para o “NBA Draft” deste ano, que vai ocorrer no dia 28 de junho. São 49 jogadores que atuaram em faculdades americanas e 17 que vêm do exterior.

Deixe-me esclarecer uma questão que é muito importante: todo jogador que se forma na universidade está apto para ser recrutado por qualquer time da liga. Os que ainda estão estudando é que têm que tomar essa atitude.

Foi o que fez, por exemplo, o brasileiro Fabrício Melo, conhecido nos EUA como Fab Melo. Por ter feito apenas dois anos de faculdade em Syracuse, Melo (foto “The Post-Standard”) tinha que mandar uma carta para a NBA dizendo-se elegível. E a data-limite que a NBA impôs para que esses jogadores se manifestassem foi o dia 29 de abril passado.

Scott Machado, outro brasileiro, formou-se em Iona. Portanto, ele não precisa se declarar elegível. O fato, repito, de ele já ter se formado indica isso. O que Machado tem que fazer é participar de treinamentos e jogos-treinos em que olheiros dos times da NBA presenciam. Não sei se Machado está treinando em algum lugar — imagino que sim, pois ele disse que gostaria de ser recrutado por algum time da NBA.

Melo vem treinando na IMG Academy em Bradenton, Flórida. Até representante o brasileiro já tem: Arn Tellem é o seu agente, ele que trabalha para a Wasserman Media Group. B.J. Armstrong, armador do Chicago Bulls do primeiro “Three Peat”, também funcionário da empresa, é seu representante pessoal. B.J. diga-se, representa também Derrick Rose.

Melo tem 2,13m de altura e liderou a Big East em tocos na temporada passada. Por conta principalmente disso, foi eleito o melhor defensor do ano naquela conferência. Melhorou dramaticamente de uma para outra temporada. Esperava-se muito dele no “Tournament”. Infelizmente, por ter se enrolado com as notas, acabou não participando do “Tournament”, o que acabou precipitando sua entrada no “NBA Draft”.

Sua expectativa é ser draftado no final da primeira rodada ou no máximo no começo da segunda. Se isso acontecer, ele não terá contrato garantido com a equipe que o escolher. Terá que participar de treinamentos e mostrar que é merecedor de um acordo. Apenas os jogadores recrutados na primeira rodada têm contrato garantido.

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quarta-feira, 28 de março de 2012 basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano, NBA | 12:29

NBA, UNIVERSITÁRIO E NOVA DERROTA DO BASQUETE BRASILEIRO PARA OS ARGENTINOS

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NOVA YORK — Aqui estou desde domingo à noite. Em férias, como vocês bem sabem. Mas fico com um baita peso na consciência em não abrir o botequim como sempre faço. Mas espero que vocês compreendam: são quatro anos ininterruptos; portanto, precisava de um descanso.

Escrevo rapidamente para dizer que esta noite estarei no Madison Square Garden. New York Knicks x Orlando Magic. Baita jogo. Chance de ver Dwight Howard. Espero que Carmelo Anthony e Jeremy Lin joguem também. Melo é dúvida; Lin nem entrou em quadra na segunda diante do Milwaukee.

Aqui nos EUA, como já disse, respira-se basquete universitário no momento. No domingo, quando cheguei à capital do mundo, no aeroporto eu vi o comecinho do jogo de North Carolina contra Kansas. Já no hotel eu vi Kansas eliminar Carolina. Duvido que isso tivesse acontecido se Kendall Marshall estivesse jogado. Como Steve Kerr, comentarista da CBS falou, “Stilman White fez um grande jogo, com assistências e nenhum erro cometido, mas ele não é Kendall Marshall”.

Com a eliminação de Carolina, minha fogueira do universitário se apagou.

Aqui em Nova York, ontem à noite, chegando ao hotel depois de passar um frio danado nas ruas da cidade, naveguei pela internet e vi que o Pinheiros bateu na trave mais uma vez e não conseguiu seu inédito título internacional. Foi derrotado na Argentina pelo Peñarol por 88-75 e ficou com o vice-campeonato do Torneio Interligas, que ele havia perdido no ano passado para um time argentino também.

Meu xará Fabio Balassiano escreveu um excelente artigo não só sobre o jogo, mas sobre a situação do nosso basquete. Vale a leitura e a reflexão. Ele escolheu bem as palavras para dizer o que eu disse quando o Pinheiros foi derrotado em outra final contra argentinos, há alguns meses. Falou, de maneira educada, o que eu falei à minha maneira: somos fregueses da Argentina e isso nos machuca demais — na verdade um eufemismo, pois o que eu queria dizer — e digo — é que isso nos envergonha demais. Eu cresci vendo os argentinos sendo surrados inapelavelmente, em qualquer canto do planeta.

Não vi o jogo, claro; mas li no comentário do Bala que os jogadores brasileiros se esforçaram e que o Peñarol é mais time. Isso eu não duvido e nem questiono. Que os nossos jogadores são guerreiros, isso é claríssimo. Que o Peñarol é mais time que o Pinheiros, isso nós sabemos.

Quando eu digo que estou envergonhado, não é por conta da falta de fibra, de luta dos nossos jogadores. Estou envergonhado porque somos sovados do tempo todo pelos argentinos. Por que esse quadro não se modifica? Por que a gente não consegue mais ganhar dos argentinos? Não, por favor, não me venham com a vitória no Pré-Olímpico de Mar del Plata. Ela é a exceção que confirma a regra.

Gostaria que alguém ascendesse a luz no fim do túnel. Mas está difícil ver o clarão. O que eu espero é que estejamos trabalhando certo para que essa nesga de luza apareça e que ela ilumine novamente todo o nosso caminho.

Em termos de seleção eu não duvido, pois temos um dos melhores técnicos do planeta em Rubén Magnano, que é… argentino! O que eu não sei é se em termos de clubes o caminho percorrido é o correto. Tenho dúvidas porque a todo encontro frente aos argentinos, somos passados para trás, inapelavelmente.

Mas que isso sirva de estímulo e combustível para que a gente continue tentando, como estamos tentando. E que rapidamente nosso basquete encontre a solução para resolver esse problema: acabar com a soberania argentina no basquete sul-americano, soberania essa que era nossa e de mais ninguém.

VIOLÊNCIA

Li que um torcedor palmeirense morreu num confronto com corintianos. Lamentável. Morre-se em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre. Morre-se do Oiapoque ao Chuí. Morre-se porque o poder público é fraco e perde de goleada essa luta diante da violência.

Até quando?

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sexta-feira, 23 de março de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 12:51

OS EUA RESPIRAM BASQUETE UNIVERSITÁRIO

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CHICAGO — Meu NBA League Pass não funciona aqui nos EUA. Ele faz parte do pacote internacional; portanto, só posso acessar os jogos quando estou no Brasil.

Dito isso, vocês, espertos que são, perceberam que eu não vi jogo algum na noite de ontem. As tevês aqui nos EUA só passam o “college”, pois o basquete universitário, neste final de semana, vai conhecer os quatro finalistas que vão participar do “Final Four”, que nesta temporada será disputado em New Orleans no final de semana de 31 de março e 2 de abril. No dia 31, as duas semifinais; no dia 2, a decisão do título.

Syracuse, mesmo sem o brasileiro Fab Melo (afastado por problemas acadêmicos; ou seja, era um péssimo aluno), bateu na bacia das almas Wisconsin: 64-63 (lance do jogo em foto Getty Images). O adversário teve a posse final de bola, mas não conseguiu a cesta que o levaria à decisão da East Region. Com a vitória, Syracuse vai enfrentar Ohio State, que ontem passou por Cincinatti por 81-66.

Não deu zebra nesta perna do Tournament, pois os dois cabeças-de-chave estão na final, que ocorre neste sábado, às 18h05 de Brasília.

Se tudo correu bem no leste, na West Region a surpresa aconteceu. Ficou por conta de Louisville, ranqueado em quarto lugar, que venceu Michigan State por 57-44. Caiu, com isso, o cabeça-de-chave número 1. Aliás, foi o primeiro dos “Top Four” a desmoronar.

Treinada por Rick Pitino, ex-técnico do New York Knicks e Boston Celtics, Louisville vai enfrentar Florida, que também surpreendeu na rodada de ontem ao vencer Marquette por 68-58. Florida era o sétimo cabeça-de-chave, enquanto que Marquette aparecia como terceiro.

Essas duas escolas tiveram sua vida facilitada porque na primeira rodada do Tournament Missouri, o primeiro ranqueado desta West Region, despencou diante de Norfolk State ao perder por 86-84.

As duas escolas, Louisville e Florida, decidem o título da West Region neste sábado, às 15h30 de Brasília.

Na rodada desta sexta-feira, quatro jogos. Pela Midwest Region, North Carolina (1) x Ohio (13) e Kansas (2) x North Carolina State (11) e pela South Region teremos Kentucky (1) x Indiana (4) e Baylor (3) x Xavier (10).

Xavier chega a esta fase do Tournament depois de ter eliminada a favorita Duke (2) na primeira rodada por 67-63. Ohio se aproveitou da queda de Michigan (4) diante de South Florida (que ficou no meio do caminho), enquanto que NC State tirou uma lasquinha da eliminação de Georgetown (3).

Quanto aos quatro confrontos de hoje eu estarei de olho na contenda entre North Carolina e Ohio. Kendall Marshall, armador de Carolina, minha escola favorita, quebrou a munheca no último domingo, fez uma cirurgia na segunda e esperava jogar nesta sexta. Mas o técnico Roy Williams, que um dia construiu uma churrasqueira para o pai de Michael Jordan, quando a família deixou Willmington e alugou uma casa em Chapel Hill por conta do recrutamento de MJ por Carolina, Roy Williams, dizia eu, perguntado pelos repórteres sobre Marshall (foto AP), respondeu: “Deixe-me dizer uma coisa a vocês, Kendall não consegue nem escovar os dentes”.

Ou seja: a menos que Roy esteja blefando, Marshall está fora. Mas, cá entre nós, dá pra ganhar de Ohio sem Kendall. Bater Kansas, o provável vencedor diante de NC State, são outros quinhentos.

NBA

Como disse acima, não vi as partidas. Olhei os relatos na internet e fiquei desapontado com os brasileiros no esperado confronto de ontem entre Washington e Indiana, na capital dos EUA.

A vitória ficou com os visitantes, graças a um chute de três no final do jogo encestado pelo ala-armador Paul George. Resultado final: 85-83.

Nenê Hilário jogou mal pelo que mostra o “box score”: seis pontos (3-9), cinco rebotes (só um ofensivo), duas assistências e dois desarmes. Só isso em 31:28 minutos. Leio que ele levou um vareio de bola de Roy Hibbert (19 pontos e nove rebotes) no último quarto, quando o grandalhão do Pacers participou direta e indiretamente de nove pontos nos 2:18 minutos finais, quando o time de Indianápolis fez seu “rush” derradeiro rumo à vitória.

Vitória esta que não contou muito com a colaboração de Leandrinho Barbosa, que marcou apenas dois pontos (1-4) em 14:42 minutos. Por que só 14:42 minutos? Alguém pode me dizer?

RUA!

O Clippers vem de três derrotas seguidas (perdeu ontem para o New Orleans por 97-90) e dos últimos 12 confrontos venceu só quatro.

Já contei a vocês, mas não custa lembrar: minha avó, mãe de minha mãe, cunhou um dos melhores aforismos que eu tenho conhecimento. Dizia ela: “Quem corre por gosto, não cansa”.

Ou seja: se você escolheu um caminho e está se dando mal, não reclame, pois foi você quem escolheu.

Digo isso porque é público e notório que alguns treinadores da NBA são horríveis. O New York sofreu nas mãos de Mike D’Antoni e agora vive nas nuvens sob o comando de Mike Woodson (cinco vitórias seguidas). Agora o Clips padece sob o comando de Vinnie Del Negro.

Caramba, será que ninguém viu o que VDN fez no Chicago? Será que o manager do Clips dormia enquanto o campeonato de há duas temporadas se transcorria? Por que contrataram VDN?

A temporada ainda pode ser recuperada. Para isso, o Clips tem que demitir Del Negro. Aqui nos EUA as manchetes dão conta de que de hoje não passa.

Até porque os jogadores estão pedindo isso.

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terça-feira, 13 de março de 2012 basquete universitário norte-americano | 17:04

FAB MELO É AFASTADO POR SYRACUSE E NÃO PARTICIPA DO TOURNAMENT

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Nosso parceiro Bruno Perdigão acabou de mandar um link com a seguinte notícia: o pivô brasileiro Fabrício Melo, um dos sustentáculos da equipe de Syracuse, cotadíssima para ser campeã da NCAA nesta temporada e destaque do basquete universitário norte-americano, não vai jogar o Tournament.

Diz a nota publicada no site da universidade de Syracuse:

“Syracuse University sophomore men’s basketball center Fab Melo did not travel with the team to Pittsburgh, and will not take part in the NCAA Tournament due to an eligibility issue. Given University policy and federal student privacy laws, no further details can be provided at this time”.

Ou seja: Melo (foto) violou alguma regra interna da escola e foi afastado não apenas pelo técnico Jim Boeheim, mas também pela direção da universidade. E esta, respaldada por leis internas e federais ligadas aos estudantes, não dá mais informações sobre o caso.

Deve ter sido muito grave, pois, como disse, Syracuse é um dos quatro cabeças-de-chave do Tournament e tinha tudo para ganhar o campeonato. Tinha, no passado, pois sem Melo as chances da escola caem dramaticamente.

O que se comenta é que a NCAA (entidade que rege o basquete universitário nos EUA) voltou a puni-lo por conta da suspensão do começo deste ano, quando ele foi afastado por ter faltado às aulas e não ter obtido notas convincentes.

Melo, infelizmente, anda de mãos dadas com a confusão. Além de ter sido suspenso pela escola por conta de problemas acadêmicos, no ano passado ele teve que se entender com a polícia por causa de uma acusação de agressão à namorada.

Melo, infelizmente, parece fazer parte de um time capitaneado por Adriano Imperador. Um time formado por jogadores talentosos, mas problemáticos. Jogadores que lamentavelmente acabam se perdendo com o passar do tempo porque são tragados pelos abismos da vida.

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basquete brasileiro, basquete universitário norte-americano, NBA | 10:40

‘BRASILEIRO’ SCOTT MACHADO TENTA VAGA PARA O TOURNAMENT DA NCAA

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Há um bom motivo esta noite para a gente deixar a NBA de lado. Scott Machado estará em quadra com sua faculdade, Iona, e diante de BYU luta para conquistar a última vaga para fechar o “bracket” da região West da NCAA. O jogo, que será disputado na University of Dayton Arena, em Ohio, vai ser exibido ao vivo para o Brasil pela ESPN HD às 22h10, horário de Brasília.

Quem é Scott Machado?, você que não o conhece pode perguntar. Então eu conto sua história rapidamente.

Scott (foto) nasceu no bairro do Queens, em Nova York, há quase 22 anos (8/6/1990). Mas seus pais, Luis e Solenir, são brasileiros de Minas Gerais. Por isso, tem dupla nacionalidade. Luis e Solenir imigraram para os EUA no final dos anos 1980. Embora seja filho de um ex-jogador de futebol amador, Scott nunca gostou de tratar a bola com os pés, ele sempre preferiu manejá-la. Isso porque, com apenas três anos de idade, pisou pela primeira vez em uma quadra de basquete e de lá nunca mais saiu. Scott é armador e excelente nas assistências. Pelo que a gente pode deduzir com base nas estatísticas e nos textos lidos, é um jogador tipo Rajon Rondo, Jason Kidd. Ou seja: primeiro serve, depois tenta a cesta.

Pois bem, Scott tentará, então, conduzir Iona para a 14ª e última vaga para fechar o “bracket” da região West da NCAA, que será disputada no US Airways Center, ginásio do Phoenix. Se conseguir, enfrentará Marquette, a mesma escola que revelou, por exemplo, Dwyane Wade. O confronto pode acontecer na quinta ou sexta-feira próxima.

Não vai ser fácil, pois sua faculdade não tem muita tradição e BYU, ex-colégio de Rafael “Babby” Araújo e Luiz Felipe, armador do Joinville, mas que nos EUA era Luiz Lemes, tenta sua sexta classificação consecutiva para o Tournament da NCAA.

Só nos resta torcer. Eu, pelo menos, vou torcer — e muito. Ver um brasileiro no Tournament não é fato corriqueiro. Por isso, torço e deixo a NBA de lado momentaneamente.

DEADLINE

O Orlando pretende passar o dia de hoje e amanhã, se necessário, fazendo compras. Quer voltar para a Flórida com a sacola cheia de presentes e entregá-los para Dwight Howard.

Esta é a estratégia dos dirigentes da franquia para que D12 renove seu contrato e permaneça na terra de Mickey Mouse por mais um bom tempo. E o presente que eles querem dar a Howard atende pelo nome de Monta Ellis.

Se voltar com a sacola fazia, a estratégia é passar o dia 15, quinta-feira, no telefone tentando fazer um bom negócio envolvendo o melhor pivô da NBA nos últimos anos. Aí o Orlando vai procurar uma série de equipes, sem ter, no entanto, a garantia de que D12 (foto AP) vai estender seu contrato.

Fontes próximas ao jogador disseram ao site da ESPN gringa que o desejo do jogador é mesmo deixar o Orlando. E dois times estão na mira: New Jersey e Dallas. Mas há quem diga que ele pode ir até mesmo para o Miami, o que eu acho muito pouco provável, porque o Heat não tem “cap” e o Orlando jamais faria uma troca com seu maior rival.

Lakers? Esquece; seus torcedores, que tanto sonharam em ver Chris Paul e Dwight Howard ao lado de Kobe Bryant, podem tirar o cavalo da chuva. A menos que haja uma troca (e o Lakers já disse que só coloca Andrew Bynum e não pega Hedo Turkoglu de jeito nenhum, o que praticamente inviabiliza o negócio), é impossível D12 jogar com a amarelinha, pois não há “cap” para isso.

ADIAMENTO

Pelo menos até a semana que vem. Este é o tempo que Anderson Varejão vai continuar de fora do time do Cleveland. Uma pena; o capixaba estava jogando o fino da bola e foi defendido por muitos (inclusive por mim) para participar do “All-Star Game”.

O brasuca, se você não sabe ou não se lembra mais (afinal, ele está de fora     há mais de um mês, pois contundiu-se em 10 de fevereiro passado), fraturou o pulso direito. A previsão de retorno era de quatro a seis semanas. E cumpre-se o prognóstico médico.

Varejão, no entanto (e felizmente), não é problema, é bom frisar, para a seleção brasileira que participará dos Jogos Olímpicos de Londres, em julho próximo.

DÚVIDA

O Chicago bateu o New York em seu United Center com todas as poltronas ocupadas (22.863 pagantes) por 104-99. Sinceramente, embora a campanha seja excelente (é o líder da competição com 35-9), não sinto firmeza no Bulls.

Ontem o time teve dificuldades para ganhar de uma equipe confusa. Teve dificuldades porque o Chicago, quando ataca, é igualmente confuso. Sobrevive às custas da genialidade de Derrick Rose.

E quando D-Rose não joga bem ou é bem marcado, o time não sabe o que fazer quando tem a bola nas mãos. Luol Deng não jogou novamente e isso, certamente, teve um peso muito grande, pois o sudanês naturalizado britânico é o braço direito de D-Rose em quadra.

Os demais são jogadores que não são tão confiáveis assim. Kyle Korver, o substituto de Luol, oscila demais. Numa noite faz 23 pontos e noutra, nove. Carlos Boozer, além de ser ruim na defesa, numa jornada sai como cestinha do time, noutra deixa a desejar. Taj Gibson defende muito bem, mas com a bola nas mãos em muitas situações é ele quem deixa a desejar.

O bom da história é que Joakim Noah está jogando bem. E com ele bem o time se fortalece, pois Tom Thibodeau, o treinador da equipe, apostou muito de suas fichas no franco-americano.

Sei lá, posso estar enganado ou sendo guiado pelo coração de torcedor. Mas não vejo como o Chicago possa ultrapassar o Miami em uma provável decisão do Leste.

Isso se o time não trombar com o Orlando, com quem o Bulls tem seríssimas dificuldades para jogar, pois D-Rose é vítima sempre dos tapas de Dwight Howard. Literalmente.

RODADA 1

O Boston, ainda em Los Angeles, venceu o Clippers por 94-85. O Clips, time que o nosso parceiro Reirom disse que faria a final da NBA nesta temporada, cai pelas tabelas. Vem de duas derrotas seguidas e dos últimos sete confrontos perdeu cinco.

Chris Paul não vive um bom momento e a perda de Chauncey Billups (não joga mais esta temporada por causa de uma lesão) não foi ainda assimilada pela equipe. A estratégia (sic) de Vinnie Del Negro de colocar Mo Williams ao lado de CP3 não tem dado muito certo.

Disso se aproveitou o alviverde de Massachusetts para vencer a partida.

Agora, sabem o que eu tenho reparado? Que esse armador Avery Bradley, que cumpre apenas seu segundo ano na NBA, é muito interessante. Não sei por que Doc Rivers não o deixa mais em quadra.

Bradley pode ser uma ótima alternativa para jogar ao lado de Rajon Rondo, dando descanso a Ray Allen, pois o francês Mickael Pietrus tem se revelado um furo n’água.

RODADA 2

Os outros jogos eu não vi. Alguém poderia me contar como Tiago Splitter se saiu na vitória (112-97) diante do Washington? Vi apenas que ele fez 17 pontos e pegou sete rebotes, o que me pareceu muito bom para quem jogou apenas 20 minutos.

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 basquete universitário norte-americano, NBA | 11:46

GUARDEM BEM ESTE NOME: AUSTIN RIVERS

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Austin Rivers; guardem bem este nome.

O garoto de apenas 19 anos foi responsável nesta madrugada por um dos feitos mais espetaculares na centenária rivalidade entre Duke e North Carolina. No estouro do cronômetro, Rivers acertou sua sexta bola de três pontos e levou sua escola, Duke, à vitória por 85-84.

Mas não foi uma vitória qualquer. Ela aconteceu dentro do Dean Dome, ginásio de North Carolina, onde não se encontrava espaço nem para respirar. Havia exatamente 21.750 pessoas dentro do edifício onde Michael Jordan começou a escrever sua incomparável história dentro do basquete.

Entre esses torcedores, um chamava atenção em particular: Doc Rivers, técnico do Boston Celtics. Doc é pai de Austin e sentava duas fileiras atrás do banco de Duke, próximo ao técnico Mike Krzyzewski, o Coach K.

A explosão de alegria de Doc Rivers foi espetacular. Ele abraçava e beijava a todos; era abraçado e beijado por todos. E não era para menos.

Austin terminou a partida com 29 pontos, seu recorde no basquete universitário, onde está apenas debutando. Acertou seis das dez bolas de três e foi um tormento para o time adversário, que não encontrou antídoto para seu veneno.

O filho prodígio de Doc é ótimo. Já tem jogo de NBA. É habilidoso e rápido com a bola nas mãos. Por conta disso, pela facilidade com que se livra dos marcadores, ele quebra a defesa adversária, pois a ajuda sempre aparece, o que acaba por desmoronar a parede defensiva.

Quando não sai o passe que abre caminho em direção à cesta adversária, sai o tiro longo, quase sempre à vontade, pois a marcação, por mais rápida que seja, não tem a mesma rapidez de Rivers e quase sempre chega desequilibrada.

Mas, como num roteiro holiwoodiano, não foi assim no lance derradeiro da partida desta quinta-feira que deu a vitória a Duke.

O pivô Tyler Zeller, depois de ter acertado o primeiro lance livre, errou o segundo e o pivô Mason Plumlee pegou o rebote para Duke. O telão central do Dean Dome mostrava que faltavam apenas 13 segundos para o final da partida e que Carolina estava na frente em 84-82.

Plumlee, rapidamente, passou a bola para Rivers, que recebeu a imediata marcação de Harrison Barnes. Ao cruzar o meio da quadra, num corta-luz, Barnes ficou para trás o que deixou Zeller (2,13m) na frente de Rivers. Era tudo o que Carolina precisava, pois dava a impressão de que aquele corta-luz, na verdade, levou Rivers para um beco sem saída, pois ele acabou na lateral direita de seu ataque.

Zeller estava lá, era como um Golias à frente de Davi, gigantesco. Mas Rivers não se impressionou com o tamanho do inimigo, que com o braço direito levantado, no momento em que ele arremessou, edificou uma parede de quase três metros à sua frente. O arremesso saiu preciso e a bola entrou espetacularmente, calando o Dean Dome e levando à loucura seus companheiros, Coach K e seu staff e a minúscula torcida de Duke que se postava atrás do banco de reservas.

Foi novamente a vitória de Davi contra Golias, num roteiro que Hollywood, quem sabe um dia, pode transformar em filme.

Austin Rivers; guardem bem este nome. Ele será um dos maiores jogadores de sua geração e ajudará a NBA a prosseguir sua saga.

Abaixo, veja o vídeo com o arremesso decisivo:

ANÍMICO

O basquete universitário camufla muitos craques, pois eles ficam à mercê de caprichos de treinadores que se escondem atrás do dogma de que estão ensinando os fundamentos da modalidade para não deixar os meninos jogarem no seu limite.

Austin Rivers mostrou ter personalidade. Mesmo jogando para o Coach K, o técnico mais respeitado do basquete dos EUA no momento, o camisa 0 de Duke impôs sua vontade em quadra.

Seu corpo e sua alma eram o termômetro do que estava acontecendo na partida entre Duke e North Carolina. Coach K, por mais brilhante que seja, não estava em quadra — e nunca estará, como nenhum treinador jamais estará. Coach K via tudo do lado de fora, com seu olhar aguçado e sua inteligência incomparável. Mas ele tem limites, pois está sempre de terno e gravata e não com um fardamento de jogo.

Duke arremessou nada menos do que 36 bolas de três durante a partida desta madrugada. Duvido que esse tenha sido o plano de jogo da escola, ainda mais em se tratando de basquete universitário.

Foram os jogadores quem determinaram isso ao perceberem que a vitória só viria se eles não parassem de arremessar de longe, pois Carolina não tinha resposta para esses chutes quilométricos. O jogo interior não funcionava, uma vez que Carolina dominava completamente o garrafão defensivo e ofensivo.

Coach K, com seu semblante de pedra, teve a maturidade, a sensibilidade e a sabedoria para dar voz a seus comandados. Procurou o lixo que estava próximo a seu banco e lá depositou seu ego.

Deu voz a seus jogadores e por conta disso Duke venceu. Por conta disso, repito, é o treinador de basquete mais respeitado dos EUA no momento e um dos maiores de toda a história norte-americana, o homem que ajudou os norte-americanos a encontrar a redenção no basquete mundial, primeiro reconquistando o ouro olímpico em Pequim-08 e depois reavendo o ouro no Mundial da Turquia, em 2010.

Talvez trabalhar com os profissionais tenha mudado seus conceitos e sua personalidade. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K que embora o basquete seja um jogo estratégico, ele não está e nunca estará engessado por táticas e planilhas.

Estas ajudam, evidente que sim, mas são os jogadores que sentem a partida e podem (e devem) mostrar ao treinador o que está ocorrendo em quadra. Talvez trabalhar com os profissionais tenha mostrado a Coach K essa realidade: o basquete, embora extremamente tático, é principalmente um jogo anímico.

Nesta madrugada ele viu que seus meninos não paravam de acertar bolas de três. Não teve chiliques do lado de fora, entendendo que aquilo estava aniquilando com seu plano de jogo. Ao contrário, viu que aquele era o único caminho para a vitória.

E deu voz a seus comandados, como um grande comandante deve fazer.

NBA

O Cleveland conquistou uma vitória espetacular diante do LA Clippers: 99-92. Anderson Varejão fez 15 pontos e apanhou 11 rebotes, três deles ofensivo; foi seu quinto “double-double” seguido e o 14º no campeonato, oito a menos do que Kevin Love, o líder geral.

O capixaba continua em quarto lugar entre os melhores reboteiros do campeonato (11,8 por partida) e permanece como líder quando o assunto são os ressaltos ofensivos (4,5).

Do jogo quero dizer mais o seguinte: Blake Griffin desapontou-me profundamente. Há algum tempo tenho notado que trata-se de mais um jogador sujo que o basquete produz. O que ele fez com Varejão mostrou que minha desconfiança procedia.

Daqui para frente o que desejo a ele é que receba sempre em dobro o que fizer para seus adversários. E passo a nutrir por ele um desprezo profundo.

E o Clips, que estava no meu coração, por conta de Griffin já não está mais.

Em Denver, outro brasileiro entrou em quadra, mas não deu a mesma sorte: o Nuggets de Nenê Hilário foi batido pelo Dallas por 105-95. O paulista anotou também um “double-double”: 15 pontos e 10 rebotes.

Este revés do Denver dá-me a certeza de que minha impressão inicial não era descabida: o time do Colorado tem limites e não pode ser encarado como um contendor de peso no Oeste. A derrota de ontem foi a quarta consecutiva e a sexta nos últimos sete jogos.

Com isso, o time, que já foi vice-líder da conferência, amarga agora a sexta colocação.

No Canadá, o Toronto seguiu contando sua história de fracassos nesta temporada. Recebeu o Milwaukee e perdeu por 105-99. Foi a quarta partida sem vitória do Raptors. Dos últimos 20 confrontos, ganhou só cinco.

Leandrinho Barbosa jogou apenas 14 minutos e marcou 11 pontos. Não vi os últimos jogos do time canadense, mas estou encafifado: será que LB perdeu a confiança do treinador?

Não vejo motivos para isso, mas se alguém souber de algo que eu não sei, por favor, conte-nos.

Na Filadélfia, o Sixers recebeu o San Antonio de outro brasileiro, Tiago Splitter, e perdeu: 100-90. Nosso catarinense, uma vez mais, foi bem ofensivamente falando: 15 pontos. Jogou apenas 17 minutos. Por que só isso?

O dono do jogo foi, uma vez mais, Tony Parker (foto AP). O armador anotou 37 pontos e ainda encontrou tempo para dar oito assistências. Nos últimos três prélios o francês tem média de 33,3 pontos por partida.

Bem, nada mais tenho a declarar sobre os jogos de ontem na NBA. Se alguém tiver alguma informação relevante ou um comentário a fazer, por favor, levante-se e fale.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011 basquete universitário norte-americano, outras | 11:10

VEJA PANCADARIA ENTRE CHINESES E AMERICANOS E RECORDE A PANCADARIA ENTRE CHINESES E BRASILEIROS

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Joe Biden, vice-presidente dos EUA estava assistindo ao jogo entre a Universidade de Georgetown e o time chinês do Bayi Rockets. O cotejo estava empatado em 64 pontos e era muito físico. Nada menos do que 57 lances livres foram cobrados pelos chineses e 15 pelos americanos.

De repente, numa disputa de bola na defesa dos Hoyas (apelido de Georgetown), um jogador americano sofre uma entrada mais dura de um chinês e revida. Pronto: começa a confusão.

Jogadores dos dois times se engalfinharam. E como aconteceu no amistoso entre o Joinville (que vestia a camisa da seleção brasileira) e o selecionado chinês, em outubro passado, alguns torcedores também invadiram a quadra para agredir os adversários.

Foi o segundo episódio semelhante em terras chinesas. Coincidência ou selvageria?

Veja abaixo os dois vídeos: o primeiro mostra a pancadaria entre chineses e americanos; o segundo entre chineses e brasileiros:

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