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Arquivo da Categoria Basquete europeu

quarta-feira, 18 de agosto de 2010 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 12:12

HUERTAS TAMBÉM SE LESIONOU ONTEM

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Anderson Varejão não foi o único problema médico da seleção na derrota de ontem diante da Espanha por 84 a 68. O armador Marcelinho Huertas levou uma pancada no joelho direito, ainda no primeiro quarto da partida, e não voltou mais.

Conversei agora há pouco com familiar de Huertas e ele me informou que aparentemente a contusão não é grave. Essa pessoa me disse que Marcelinho conversou com a família por MSN logo depois do jogo e disse que realmente tomou uma pancada no joelho e por isso teve de sair. Mas não deu maior importância ao fato, o que teria tranqüilizado os familiares do jogador.

Tomara que realmente nada de mais grave tenha acontecido com o armador da seleção brasileira e que esta quarta-feira seja um dia de boas notícias, pois, logo pela manhã, ficamos sabendo que a entorse no tornozelo de Varejão é de grau leve e que o capixaba vai estar em forma rapidamente.

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quinta-feira, 17 de junho de 2010 basquete brasileiro, Basquete europeu | 00:24

DOIS BRASUCAS, DOIS CAMPEÕES

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Infelizmente, não vi o jogo final entre Caja Laboral e Barcelona. Os que me conhecem e acompanham o meu trabalho profissional, sabem que eu também trabalho na Rádio Jovem Pan.

No momento do jogo derradeiro, que definiu o campeão espanhol, eu estava completamente envolvido pelo futebol. Ou melhor, pela Copa do Mundo; ou melhor, com o jogo de estréia do Brasil contra a Coréia do Norte.

Mas vi que o time dos brasileiros Tiago Splitter e Marcelinho Huertas dobrou o poderoso Barcelona, contrariando a tudo e a todos. Foi, aliás, à forra, pois na temporada passada o time catalão acabou vencendo o vitoriano na decisão do título.

Foi agora uma varrida do Caja pra cima do Barça: 3-0. E com direito a duas vitórias na casa do adversário.

A primeira delas, no dia 10 de junho passado, por 63-58, colocando um ponto final em uma série invicta de 17 partidas do Barcelona dentro de seu Palau Balgrana. A segunda veio dois dias depois, e carregada de emoção, pois aconteceu por apenas um ponto de vantagem: 70-69.

Com 2-0 a favor, o Caja pegou o avião e desembarcou em Vitória precisando de apenas mais uma vitória para confirmar o que poucos acreditavam ser possível: ganhar do Barcelona. Ou: que o campeonato foi parar nas mãos de um time que não fosse Barça ou Real Madrid.

Nesta última terça, dia 15, o Caja entrou em quadra e calou os céticos. Venceu novamente, e com direito a prorrogação, por apenas um ponto (79-78) e ficou com o caneco.

E como foi que isso se deu? Splitter deu a resposta: “Com muito colhão”.

Foi inacreditável, como a própria mídia espanhola fez questão de destacar. Uma das maiores surpresas da história da ACB, a NBA espanhola.

Splitter foi eleito uma vez mais o MVP. Além de ter sido escolhido o melhor na fase de classificação, repetiu o feito nos playoffs.

Mas antes de falar de Splitter, reservo algumas linhas para Marcelinho Huertas

Nosso armador simplesmente engoliu Ricky Rubio, o dodoizinho europeu da posição, menino que foi recrutado pelo Minnesota e que tão já não estará na NBA. Mesmo com tanto crédito e com tanta mídia, não conseguiu se sobrepor ao brasuca.

Rubio deu o ar da graça nesta série final apenas na prorrogação do terceiro e decisivo cotejo. Mas já era tarde demais.

Não se esquecerá tão cedo de Huertas. Que assim seja também no Mundial, já pensaram?

Quanto a Splitter, como disse, foi eleito novamente o MVP; agora das finais. Repete na liga espanhola o que Arvydas Sabonis fez em 1995, quando o lituano também foi escolhido o melhor da fase de classificação e dos playoffs.

Os próprios espanhóis entendem que a ACB ficou pequena demais para ele. Seu destino é mesmo a NBA, pois lá vai jogar entre os grandes e com certeza vai carimbar seu atestado de maioridade e ganhará respeito do planeta.

O presidente do Caja, Josean Querejeta, disse que não há como segurar mais Splitter na Espanha. “É desejo de Splitter jogar no San Antonio Spurs na próxima temporada”, disse Querejeta.

Aleluia! Que belíssima notícia!

“Splitter é insubstituível”, garantiu o presidente do Caja quando perguntado sobre o futuro. “É o maior pivô da Europa no momento”.

Querejeta bem que gostaria de segurar Splitter, mas ele sabe que não será possível. O brasuca vai fazer valer a cláusula que consta em seu contrato de que pode ir para a NBA quando bem entender sem ter que pagar qualquer multa para isso.

Como disse, aleluia! Que belíssima notícia!

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sábado, 5 de junho de 2010 Basquete europeu, NBA, outras | 13:20

OS FÃS AINDA PREFEREM MICHAEL JORDAN

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O primeiro jogo da final da NBA entre Lakers e Boston (Foto Getty Images), na última quinta-feira, marcou 10.4 pontos de audiência. Foi 17% superior ao confronto inicial da série do ano passado entre o próprio time de Los Angeles diante do Orlando.

Chegou em dois dígitos, algo que não ocorria desde a final de 2004, entre Lakers e Detroit (11.5).

Apesar disso, houve certo abatimento na cúpula da NBA ao tomar conhecimento dos números. David Stern e seus pares esperavam ver audiência semelhante à dos tempos de Michael Jordan.

Nem de longe. Com MJ em ação, a NBA obteve os melhores índices de audiência de todos os tempos.

Na decisão de 1991, diante do Lakers, a primeira do Chicago de Jordan, os índices apontaram 15.8. No ano seguinte, frente ao Portland, caiu para 14.2. Depois veio a série decisiva contra o Phoenix e aumento nos números: 17.9.

É bom lembrar que a decisão Chicago x Phoenix colocou frente a frente MJ e Charles Barkley. Um ingrediente e tanto.

MJ parou por dois anos e os índices caíram: 12 na final entre Houston e New York e 13.9 na decisão Houston x Orlando.

Com a volta de Jordan às finais, os números voltaram a subir.

Na série decisiva frente ao Seattle, 16.7 — e nas duas diante do Utah, 16.8 e 18.7.

Esses 18.7 representam a maior audiência na história de uma final da NBA.

Ou seja: por mais que o Lakers seja popular, por mais que Kobe Bryant desfrute de grande prestígio, Michael Jordan segue sendo incomparável. Os números, como vimos, provam isso.

Mas, a bem da verdade, é importante que a gente frise que houve apenas um jogo entre Lakers e Boston até o momento. Vamos ver como será daqui para frente.

Mas eu aposto uma rodada neste botequim se esta série se equiparar a qualquer uma envolvendo Michael Jordan e o Chicago Bulls.

ESPANHA

O Caja Laboral segue correndo riscos nesta semifinal diante do Real Madrid. Quem viu o jogo de ontem na capital espanhola há de concordar comigo.

O Madrid vive um momento superior ao do adversário, time que fica no país basco e onde jogam os brasileiros Tiago Splitter e Marcelinho Huertas. Mesmo sem contar com Jorge Garbajosa, lesionado, e em todo o segundo tempo com Sergio Llul, o Real venceu mais uma vez com facilidade o Caja, desta feita por 80-62.
O grande homem do Madrid foi o gigante Ante Tomic. Numa batalha intensa com Splitter, o croata levou a melhor com seus 19 pontos e 14 rebotes, enquanto que o barriga-verde anotou 20 pontos, mas apanhou oito rebotes.

Nos últimos tempos, tinha-se a sensação de que nosso Tiago era imbatível no garrafão. Tinha-se a sensação de que nenhum outro jogador poderia encará-lo de igual para igual.

Engano; Tomic mostrou nesta sexta-feira que passou que isso é possível. Splitter é um belíssimo jogador, talvez o melhor entre todos os que jogam na Europa atualmente, mas ele não é super-homem; precisa de ajuda.

O caminho de Tomic ficou ainda mais aberto no segundo quarto, quando Splitter viu aqueles dez minutos do banco de reservas, impedido que foi de jogar pelo excesso de faltas.

Quanto ao jogo, desde o começo o Real deixou claro suas pretensões: levar a série para o quinto cotejo. Abriu 11-2 e não perdeu o controle da partida no primeiro tempo, tendo ido para o vestiário com uma vantagem de 47-39.

No terceiro quarto, uma corrida de 7-0 aumentou ainda mais a diferença, facilitando a missão dos madrilenhos, que acabaram fechando a contenda, repito, em 80-62.

O quinto e último jogo deste confronto acontece amanhã, às 17h30 de Brasília, agora em Vitória, lar do Caja Laboral. Os torcedores locais vão ter que ajudar — e muito. Se isso não ocorrer, a tarefa dos anfitriões ficará ainda mais difícil.

Já disse e repito: o Real Madrid vive um momento melhor. Não me surpreenderia vitória em favor dos visitantes na contenda de amanhã.

O BandSports promete transmitir a partida. Novamente com a dupla Ivan Zimmermann e Zé Neto.

FOLGA

Enquanto Caja Laboral e Real Madrid se engalfinham, o Barcelona ri à toa, treina e descansa. Afinal, o pessoal da Catalunha fez 3-0 no Unicaja e liquidou sua série sem grandes dificuldades.

Entra como favorito na decisão seja lá contra quem for; Caja ou Real.

Por falar na Barça, a gente se lembra de Ricky Rubio. O armador, quinta escolha do Minnesota no draft do ano passado, declarou ontem que não vai para a NBA na próxima temporada.

Ele tem até a próxima para definir o seu futuro.

O que pega é que ele não quer deixar a belíssima vida que leva na capital catalã, os milhões de dólares que ganha por lá, o brilho que tem por jogar em uma das melhores equipes europeias para se transferir para um país de língua e cultura diferentes, onde ganharia menos num primeiro momento e jogaria em um time sem qualquer expressão.

A saída para todos seria o Wolves envolvê-lo em uma transação, jogando-o para um time de ponta. Ganhariam todos: jogador e clube. E também a NBA

Caso contrário, penso que seria difícil a gente ver Rubio desfilando seu talento por quadras dos EUA.

DRAFT

Por falar em recrutamento, esta pode ser a primeira vez desde 1995 que nenhum jogador europeu seja escolhido na primeira rodada do NBA Draft. Isso porque três dos principais favoritos não estarão presentes na lista dos candidatos.

O checo Jan Veselý (20 anos), que joga no Partizan Belgrado, e o lituano Donatas Motiejunas (19), que atua no Benetton Treviso, retiraram seus nomes, enquanto que o francês Kevin Seraphin (20), do Cholet, lesionado, também deverá ficar de fora.

MORTE

Morreu ontem nos EUA John Wooden (Foto Getty Images), o treinador com o maior número de títulos na história do basquete universitário norte-americano. Tinha 99 anos e foi dez vezes campeão da NCAA com UCLA.

Ensinou basquete para jogadores como Walt Hazzard, Gail Goodrich, Kareem Abdul-Jabbar (à época Lew Alcindor), Jamaal Wilkes, Bill Walton, Artis Gilmore, entre outros.

Morreu de causas naturais, informou o boletim do Ronaldo Reagan UCLA Medical Center, onde ele estava internado desde o dia 26 de maio passado.

Foi treinador durante 27 anos e conquistou 620 vitórias. Foram 88 seguidas ao vencer os dez campeonatos por UCLA.

Wooden é a única personalidade presente no Salão da Fama do Basquete de Springfield (Massachusetts) como jogador e treinador.

Como disse, Wooden ganhou uma dezena de títulos na NCAA. Depois dele aparecem Mike Krzyzewski (Duke) e Adolph Rupp (Kentucky) com 4, Bob Knight (Indiana) com 3, Dean Smith (North Carolina), Roy Williams (North Carolina), Jim Calhoun (UConn), Denny Crum (Louisville), Billy Donovan (Florida), Henry Iba (Oklahoma A&M), Edu Jucker (Cincinnati), Branch McCracken (Indiana) e Phil Woolpert (San Francisco), todos com dois títulos cada um.

Como diz meu amigo Daniel Piza, uma lágrima para John Wooden.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010 basquete brasileiro, Basquete europeu, NBA | 00:54

MADRID REAGE COM SPLITTER EM NOITE RUIM

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Não vi o jogo, mas pelos relatos o Real Madrid superou com facilidade o Caja Laboral. O resultado, aliás, mostra isso: 80-67.

Aliás, os marcadores dos três cotejos indicam também que o Madrid vive uma fase melhor. Na primeira contenda, em Vitória, o Caja venceu por apenas dois pontos: 62-60. Na segunda, os anfitriões precisaram de uma prorrogação para fazer 85-80 e abrir 2-0 na série.

Agora com a série deslocando-se para a capital da Espanha, o Madrid venceu com boa superioridade, como sugere o marcador. Eu sei que é difícil e bem complicado comentar uma partida olhando apenas o “box score”; mas não há o que fazer.

Olhando agora para os brasileiros, vejo que Marcelinho Huertas cravou 11 pontos e distribuiu cinco assistências. Razoável. Já Tiago Splitter marcou 17 tentos e foi o cestinha do time e do jogo, mas pegou só dois rebotes! Comprometedor.

Aliás, no duelo pelos ressaltos, os madrilenhos se deram melhor: 36-24. Tivesse Splitter em uma noite inspirada e seguramente o score teria sido outro.

Passo agora os olhos no aproveitamento dos times nos arremessos e lá encontro o seguinte:

Tiros de dois — Madrid 26/43 (60%); Caja 20/33 (61%)
Tiros de três — Madrid 5/14 (36%); Caja 7/21 (33%)
Lances Livres — Madrid 13/17 (76%); Caja 6/14 (43%)

Onde foi que o Caja perdeu o jogo?

Resposta fácil: no desempenho dos lances livres e nos rebotes.

A série mostra agora 2-1 para o Caja. O quarto jogo deste confronto melhor de cinco (quem ganhar primeiro três partidas passa para a final) será amanhã, sexta-feira, também em Madrid.

Sei não, se o Real ganhar novamente com a mesma autoridade desta quarta, entrará com moral elevado para o último jogo do confronto, no domingo, fora de casa. Por isso, é bom o Caja resolver essa parada o mais rápido possível.

ESTATÍSTICA

Impressionou-me o baixo desempenho de Tiago Splitter nos rebotes. Como vimos, apenas dois.

Fui dar uma olhada no site da ACB (a NBA da Espanha) para ver qual foi o desempenho do barriga verde durante a fase de classificação. Vencedor do prêmio de MVP, Splitter teve média de 6.7 rebotes por jogo. Agora nos playoffs, pulou para 7.2. Pouca melhora.

Olhando para esses números, vem a minha memória as duras críticas que muitos parceiros deste botequim fizeram a Nenê Hilário. Para eles, jogador com o tamanho do são-carlense tem que ter um “double-double” de média.

Nenê teve média de 7.6 rebotes por partida e, repito, foi duramente criticado.

Lembro-me também de ter lido várias mensagens de grandes parceiros deste botequim dizendo que Tiago Splitter é o melhor pivô brasileiro. Aí, me pergunto: será que vieram dos que criticaram Nenê? Não sei.

Olho para os números e fico mais convicto ainda que Nenê é o nosso melhor pivô. Sim, pois ele joga na NBA, onde está a excelência do basquete mundial. E num grau de dificuldade muito maior, ele mostra desempenho idêntico ao de Splitter.

Fico pensando: jogasse Nenê na Espanha e talvez tivesse média de 12, 13 rebotes por partida. Afinal, no país ibérico não está a nata do basquete mundial; ela está, isto sim, nos EUA, onde joga Nenê. Ou alguém duvida disso?

Vejo também que Splitter teve 15.7 pontos de média por partida. Nenê anotou 13.8. Vocês veem superioridade de um ou de outro olhando apenas para os números? Não, certamente que não.

Mas contextualizando os números (e devemos fazer isso), novamente notamos que Nenê tem números melhores, pois, como já disse, ele joga contra a nata do basquete mundial.

Estaria eu errado em minha análise?

FINAL

Na outra série da ACB, o Barcelona liquidou o Unicaja na terceira partida do confronto: 82-72. Isso, mesmo jogando fora de casa.
Com o resultado, fez 3-0 na série melhor de cinco e já se garantiu na final do campeonato.

Fica, agora, apenas treinando sem se desgastar, à espera do vencedor de Real Madrid e Caja Laboral.

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terça-feira, 1 de junho de 2010 Basquete europeu | 00:11

DECISÃO ACERTADA DO STJD

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O que aconteceu no domingo em Brasília só nos envergonha. E é sempre assim.

Foi em Brasília, mas poderia ter acontecido em qualquer cidade que hospeda um time de basquete. Não importa o resultado, quase sempre tem confusão, de torcedor e/ou técnicos e/ou jogadores.

Rotina que cansa e afasta gente de bem e que quer se divertir vendo um espetáculo esportivo. Eu não gosto de ver esse tipo de cena.

Infelizmente, nós, brasileiros, não sabemos nos comportar. Quem viaja para o exterior comprova isso com facilidade. A grosseria da maioria da nossa gente é de estarrecer — e envergonhar.

Claro que nem todos são assim — mas a maioria é; infelizmente.

Mas voltemos ao ocorrido de domingo. Não há, aliás, muito que falar; as câmeras do SporTV mostraram o que houve.

Lugar de torcedor é na arquibancada. E time que promove um evento tem que se preocupar com organização e segurança.

Há que se colocar barreiras e gente especializada para evitar invasões. A quadra é local sagrado de técnicos e jogadores.

Por isso, a decisão do STJD no final da tarde desta segunda-feira foi acertada: interdição do ginásio Nilson Nelson. Ou seja: se o Flamengo vencer o próximo confronto, marcado para a próxima quinta-feira, no Rio (16h), empata a série final em 2-2 e a quinta e decisiva partida não mais será em Brasília.

Na tarde desta quinta, a LNB (a nossa NBA) se reunirá para definir o local. Uma derrota para o nosso basquete e para a cidade de Brasília.

Uma pena, pois, por causa de alguns baderneiros, a maioria dos torcedores do Brasília acabou sendo punida.

Que sirva de lição.

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segunda-feira, 31 de maio de 2010 basquete brasileiro, Basquete europeu, outras | 23:58

DOIS BRASUCAS, DOIS ORGULHOS

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Rapaziada: dia cheio, queria ter chegado com antecedência; não deu. Espero que vocês me perdoem.

Queria ter chegado mais cedo para dizer que vi em VT, na noite de domingo, o segundo jogo das semifinais do campeonato espanhol, entre Caja Laboral e Real Madrid, com vitória dos anfitriões na prorrogação por 85-80.

Com o resultado o Caja abriu 2-0 na série melhor de cinco e agora fica a uma vitória para ir novamente às finais do espanhol. Na outra série, o Barcelona vence o Unicaja por 2-0.

Se Caja e Barcelona confirmarem o que já fizeram até o momento, repetem a final do ano passado, vencida pelo time catalão.

Mas voltemos ao jogo. Vi os últimos cinco minutos do tempo normal e os cinco da prorrogação.

O Caja quase perdeu a vantagem de quadra. O Madrid jogou de igual para igual o tempo todo, pelo que vi e pelo que li. Se vencesse, empataria a série em 1-1 e com dois jogos na capital espanhola poderia eliminar o oponente e decidir o título muito provavelmente contra o Barcelona.

Seria, aliás, a final que todos querem na Espanha. Mídia e a liga, com certeza.

Mas isso não aconteceu. E não aconteceu por alguns motivos. Vou listar dois deles com o passar de nossa conversa.

GIGANTE

Tiago Splitter foi tratado durante a transmissão da tevê espanhola como o Kobe Bryant do confronto. As câmeras focavam no brasuca quase que o tempo todo.

E mais: quando ele ia para o lance livre, os espanhóis imitavam os americanos e gritavam: “MVP!”, “MVP!”, “MVP!”. Reconhecimento do prêmio que Splitter ganhou durante a fase de classificação.

Com o jogo encerrado, os passos de Splitter foram acompanhados o tempo todo pela televisão. Os olhos encantados dos torcedores faziam o mesmo.

O barriga verde realmente goza de prestígio e tanto entre os espanhóis — e também entre os europeus, ninguém duvida.

Terminou o jogo de domingo com 23 pontos e dez rebotes. Sua imagem é marcante, é fácil de reconhecê-lo em quadra, não apenas pelo tamanho, mas também pelo seu jogo.

Justo reconhecimento.

CATATAU

Marcelinho Huertas (que assina Marcelinho na camisa, mas deveria assinar Huertas, é mais contundente) foi outro que brilhou. O velho Domingos, seu pai, velho conhecido meu, deve ter babado em frente à tevê, vendo a cria jogar muita bola.

Dos dez minutos que assisti do jogo, Huertas foi simplesmente fantástico. Sua bola de três no estouro do cronômetro no final do tempo normal, colocando o Caja na frente em dois pontos (65-63) foi a chispa que acendeu o time até o final da partida e fez do Caja vencedor no tempo extra.

Huertas mostrou-se mais maduro em quadra. Ainda mostra defeitos que precisam e podem ser corrigidos, como correr mais que a bola, mas já está mais equilibrado e menos afoito.

Anotou 11 pontos e deu oito assistências. É disparado nosso melhor armador.

Chega num estágio de maturidade que daqui para frente só tende a melhorar. Huertas vai começar a viver aquele momento de esplendor de um jogador.

Quanto tempo isso vai durar a gente não sabe, mas Huertas está no ponto.

TRANSMISSÃO

O BandSports está transmitindo as semifinais do ACB (o campeonato espanhol). E a transmissão é de altíssimo nível, com Ivan Zimmermann (o melhor narrador brasileiro de basquete) e Zé Neto, auxiliar de Rubén Magnano, nos comentários.

Sinto falta apenas da presença de um jornalista, que pudesse abrilhantar ainda mais a transmissão com informações e histórico dos times, dos jogadores e também da competição. E, claro, conhecedor da matéria, também trocaria figurinhas com Ivan “É de Trêssss” Zimmermann e Zé Neto.

Quem sabe nas finais o BandSports não faça isso?

CALENDÁRIO

Nesta quarta-feira, acontece o terceiro jogo da série. Como disse, agora em Madrid.

O cotejo está marcado para as 15h30 de Brasília e terá transmissão ao vivo do BandSports.

Imperdível, pela qualidade do espetáculo e da transmissão.

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sexta-feira, 23 de outubro de 2009 Basquete europeu | 20:49

ACABOU EM PIZZA!

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Marcelinho Machado acabou de ser julgado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Esteve na pauta do dia por causa do “show” que ele deu em Jonville no mês passado.

Foi punido com cinco jogos de suspensão. Mas o STJD determinou que essas partidas serão amistosas e não oficiais.

Assim, ele estará apto para disputar o NBB numa boa. Não perderá jogo algum.

Realmente, esse país não tem jeito mesmo.

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sábado, 26 de setembro de 2009 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 12:46

VITÓRIA E PROGRESSO

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Tá certo que as duas seleções já estavam classificadas, mas ninguém queria perder. Até porque o objetivo maior possibilitaria enfrentar nas semifinais a Argentina – o que acabou não se concretizando porque nossas “hermanas” conseguiram o feito de bater Cuba na partida de fundo da rodada de ontem.

Desta forma, a vitória brasileira por 61-45 diante das canadenses vem esquadrinhada com o significado importante de que houve progressos no jogo do nosso selecionado. Especialmente no defensivo.

Possibilitar apenas 45 pontos ao adversário não pode ser desprezado de jeito nenhum. A boa defesa brasileira limitou as ações ofensivas da seleção do Canadá, que acertou apenas 18 de suas 59 bolas (30.5%) em toda a partida.

Falo das laranjinhas duplas e triplas.

É fato também que as meninas do país bilíngue não estavam com a mão calibrada. Assim, sucumbiram diante da mais simples pressão defensiva brasileira.

Prova disso foi o desempenho delas nos lances livres: 4/10 (40%). As canadenses conseguiram a façanha de ser priores do que as brasileiras (fracas nesse fundamento, a gente sabe disso), que ontem cravaram 10/15 (66.7%).

Nossas mãos também não estiveram santas a ponto de a gente tripudiar a falha alheia. Nas bolas de três, nosso selecionado encestou apenas cinco das 21 tentativas (23.8%); nas duplas, 18/45 (40.0%).

Mas fomos, de qualquer maneira, mais eficientes nos arremessos e foi aí que se deu a vitória brasileira.

Helen Luz

Helen Luz

De todo o modo, ainda me incomoda o excesso de bolas de três que o nosso time atira em uma partida. É preciso mais critério no momento da escolha da finalização das jogadas.

A experiente Helen Luz, por exemplo, não teve o chamado “semancol” no jogo de ontem. Atirou sete bolas e embiroscou apenas duas (28.6%).

Achou muito? Foi não: dê só uma olhada no que a Fernanda Beling fez: 1/6 (16.7%).

De qualquer maneira, como disse, houve progressos – e isso é muito importante e tem que ser ressaltado.

Hoje, às 20h30, horário de Brasília, o Brasil enfrenta Cuba em uma das semifinais. O ideal seria jogar contra a Argentina; mas, fazer o quê?

Uma vitória significa a vaga para o Mundial do ano que vem na República Tcheca. Uma vitória nada mais é do que obrigação, pois nossas meninas jogam em casa e pegam uma seleção desfalcada de suas melhores pivôs e que ainda por cima perdeu da Argentina.

É assim que o Brasil tem que pensar: vencer, vencer ou vencer – respeitando sempre o adversário e jogando com muita seriedade, é claro.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009 Basquete europeu, NBA | 17:43

EUA OU ESPANHA, QUEM É MELHOR?

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A discussão foi acalorada é merece continuidade. Quem é melhor na atualidade: EUA ou Espanha?

Duncan x Gasol, EUA x Espanha

Tim Duncan x Pau Gasol, EUA x Espanha

No post que escrevi ontem, disse que gostaria muito de ver os dois times frente a frente novamente. Principalmente depois do que meus olhos constataram em Pequim e do que vi na Polônia.

Como disse o Pedro José, parceiro assíduo deste botequim, os ibéricos têm 12 jogadores, assim como os EUA. E a gente sabe muito bem que uma das vantagens dos norte-americanos nos torneios internacionais era não apenas a qualidade inquestionável de seus jogadores, mas poder tirar o quinteto titular de quadra e substituí-lo pelo reserva que a qualidade não era maculada.

Pois isso a Espanha mostrou neste Euro-2009. O técnico Sergio Scariolo substituía o time titular pelo reserva e a intensidade de jogo permanecia; nada se alterava.

E olha que os espanhóis jogaram sem José Calderón, contundido, como bem lembrou também Pedro José. Calderón é o armador titular da Espanha, não é nenhum Mané que ficou de fora.

No time dos EUA, ficaram fora de Pequim jogadores como Tim Duncan, Kevin Garnett e Paul Pierce. E quem mais?

Shaquille O’Neal? Não creio.

Há novatos espetaculares, como Kevin Durant e Derrick Rose, que estarão certamente na Turquia no ano que vem. E quem mais?

O. J. Mayo? Andre Iguodala? Russell Westbrook? Rudy Gay? Greg Oden? Paul Millsap? Não acredito que esses jogadores estejam em um nível como o de Durant e Rose.

Ou seja: na minha opinião, os EUA foram a Pequim desfalcados de Timmy e KG.

Se convocados, quem sairia?

Dwight Howard? Claro que não. Chris Bosh? Pode ser. Carlos Boozer? Com certeza. Tayshaun Prince? Com certeza também.

Enfim, a discussão é quente.

Já pendurei um calendário em frente à minha escrivaninha e fico contando os dias à espera do Mundial da Turquia.

O bicho vai pegar, ô se vai!

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009 Basquete europeu, NBA | 17:09

ESPANHA, O MELHOR TIME DO MUNDO?

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Fosse eu consumido pelas páginas do livro “Mil e Uma Noites” e lá me deparasse com a lâmpada maravilhosa, imediatamente eu a esfregaria e assim que o gênio aparecesse e dissesse: “Sou o gênio da lâmpada e obedecerei à pessoa que a estiver segurando”, eu diria: construa a maior, melhor e mais bonita arena de basquete do mundo, pegue os 12 melhores jogadores norte-americanos de basquete e coloque-os de um lado da quadra; do outro, ponha a seleção da Espanha.

Sim, este seria o meu pedido para o gênio da lâmpada. Tudo o que eu queria ver nesse momento era um novo embate entre espanhóis e norte-americanos, medindo forças para ver quem é o melhor selecionado do planeta na atualidade.

Navarro faz a infiltração

Navarro, La Bomba, faz a infiltração

É verdade que as duas seleções se enfrentaram na final dos Jogos de Pequim no ano passado. Os norte-americanos venceram por 118-107. O jogo foi apertado, os espanhóis venderam caro a vitória.

Hoje o momento é outro. Vejo o selecionado ibérico mais azeitado e ajeitado do que no ano passado. O time funciona perfeitamente, como se ao gênio da lâmpada fosse pedido para criar o melhor time de basquete do planeta.

Foi o que se viu na vitória de ontem diante da Sérvia por 85-63, na final do Euro 2009. Os sérvios, é bom que se diga, formam um time cheio de predicados e muito bem preparado física e taticamente. Mas não foram cunhados pelas mãos do gênio da lâmpada.

A Espanha, sim.

MASSACRE

O cronômetro do ginásio de Katowice mostrava que apenas dois minutos separam o final do primeiro quarto do descanso que antecede o início do segundo. Ao lado do relógio do tempo o placar estampava: Espanha 20-7 Sérvia.

Pau Gasol tinha feito quatro dessas duas dezenas de pontos. Outros 12 tentos saíram de arremessos certeiros de Juan Carlos Navarro, Rudy Fernandez, Ricky Rubio e Jorge Garbajosa.

Os outros quatro pontos saíram das mãos poderosas de Raul Lopez e Navarro.

Aquele início devastador decretou o campeão. Os balcânicos jamais conseguiram igualar o jogo. Aceitaram, resignadamente, seu papel de coadjuvantes na decisão.

Ao final do primeiro quarto, 15 era a vantagem de pontos da Espanha: 24-9. Ao final do primeiro tempo, 23 era a vantagem de pontos da Espanha: 52-29.

No segundo tempo, os espanhóis apenas administraram e fecharam a partida em 85-63, ganhando pela primeira vez o título europeu, acabando com uma incômoda história de que o time fraquejava em decisões.

Sim, pois nas seis anteriores o time fora derrotado.

MVP

Pau Gasol foi o nome do jogo: 18 pontos, 11 rebotes e três tocos. Merecidamente foi eleito o melhor jogador do torneio.

Seus números finais: 18.7 pontos, 8.3 rebotes e 2.2 tocos.

Pau Gasol, um Gigante

Pau Gasol, um gigante

Um gigante – literalmente.

Kobe Bryant, no conforto do lar, em Newport Beach, Califórnia, deve ter adorado o que viu. Esfregou, certamente, as mãos e pensou no que vem pela frente.

Gasol, com certeza, chegará exaurido pela contundente campanha espanhola, mas seu estado anímico compensará qualquer cansaço que por ventura apareça à sua frente.

RECORDE

Pau Gasol tornou-se o primeiro jogador europeu a ganhar, no mesmo ano, a NBA e o Eurobasket, torneio disputado sob a égide da Fiba.

Michael Jordan e Scottie Pippen venceram a NBA em 1992 e em seguida o ouro olímpico em Barcelona. Quatro anos depois, Pip repetiu a dose ao confiscar a NBA e o ouro dos Jogos de Atlanta.

A Olimpíada, assim como o Euro, também é amparada pela Fiba.

Gasol, Pip e MJ; todos na mesma prateleira.

ILUSÃO

O início ruim da Espanha no Euro-2009 nada mais foi do que uma grande fantasia. O time ibérico estava se acomodando.

Quando tudo se assentou, não houve time que resistisse ao estrondoso basquete mostrado pelo time do técnico Sergio Scariolo, italiano de Brescia, cidade que fica na região da Lombardia, norte da Itália.

Scariolo exerceu grande papel na formação desse time. Deu a ele uma segurança defensiva como há muito não se via em um time de basquete.

Defesa, sempre ela.

CONGRATS

A gente parabeniza a Espanha pelo título, mas o presente quem ganhou fomos nós, amantes do basquete.

Ah se eu encontrasse Aladim. Pediria que ele me concedesse apenas um pedido.

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