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Arquivo da Categoria Basquete europeu

sábado, 17 de setembro de 2011 Basquete europeu | 16:20

MARCELINHO HUERTAS TREINA NO BARCELONA E DESCARTA A NBA

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Nosso maestro, Marcelinho Huertas, começou ontem uma nova etapa de sua carreira. Fez o primeiro treino no Barcelona, seu novo time, a camisa de clubes mais poderosa que o paulistano já vestiu em sua carreira.

“Estou muito contente e emocionado”, disse Marcelinho após o treino. E completou: “Minha expectativa é que esta seja a minha casa por muitas temporadas”.

Ou seja: NBA? Como tenho dito aqui neste botequim, esquece. Seu contrato com o Barça é de quatro temporadas. Huertas tem 28 anos. Ele só acabará quando nosso maestro estiver com 34 anos.

A realidade de Huertas é europeia e não norte-americana.

A estreia de Marcelinho Huertas poderá ocorrer já nesta segunda-feira, quando o Barcelona realiza uma partida amistosa diante do Tarragona, fora de casa.

Mas todo mundo está mesmo de olho é no confronto da próxima sexta-feira, quando o Barça recebe o Real Madrid pela semifinal da Supercopa Endesa.

Abaixo, curta o vídeo com o primeiro treino de Marcelinho Huertas em sua nova casa:

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011 Basquete europeu | 18:15

ESPANHA E FRANÇA SE CLASSIFICAM PARA AS OLIMPÍADAS

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Os dois classificados da Europa para os Jogos Olímpicos de Londres acabaram de ser conhecidos na tarde desta sexta-feira: Espanha e França.

No primeiro jogo do dia, os espanhóis despacharam a Macedônia vencendo por 92-80. No cotejo subsequente, os franceses fizeram o mesmo com a Rússia ganhando por 79-71.

No primeiro confronto, o ala-armador Juan Carlos Navarro (Foto Fiba) jogou uma barbaridade. Fez 35 pontos tendo acertado cinco de nove bolas de três (55.6%). Nas bolas duplas, 8/14 (57.1%). Isso deu um aproveitamento total de 13/23 (56.5%).

Desses 35 pontos, 19 foram feitos no terceiro quarto, quando o jogo começou no pau. Este foi o quarto que definiu a partida, que ao final do primeiro tempo terminou com os macedônios na frente em 45-44.

Com estas quase duas dezenas de pontos de Navarro (ex-Memphis Grizzlies), os ibéricos fecharam o terceiro quarto na frente em 71-62 e no decisivo administraram bem a vantagem obtida para vencer e se classificar para Londres.

Vale destacar — como não? — os 17 rebotes de Pau Gasol, ala-pivô do Los Angeles Lakers. Seu irmão, Mark, que atua no Memphis Grizzlies, apanhou outros dez e os dois foram responsáveis por 27 dos 47 rebotes da Espanha; ou seja: 57.4%.

Pau ainda contribuiu com 22 pontos e Mark com 11.

Serge Ibaka, o rei dos tocos atualmente na NBA, deu apenas um nesta partida. O ala-pivô do Oklahoma City Thunder, no entanto, ajudou no marcador com 11 tentos.

Do lado da Macedônia, Bo MacCalebb, nascido em New Orleans (EUA), mas naturalizado macedônio (como a gente quer fazer com Larry Taylor), anotou 25 pontos. MacCalebb, aliás, foi o condutor da espetacular campanha da Macedônia neste Pré-Olímpico que está sendo disputado na Lituânia.

Os macedônios, é bom dizer, foram os responsáveis pela eliminação dos anfitriões ao vencerem a partida por 67-65 na última quarta-feira. MacCalebb, armador do Montepaschi Siena, da Itália, foi o cestinha da partida com 23 pontos.

Tony Parker e Nicolas Batum foram peças-chaves para que a França vencesse a Rússia. O armador do San Antonio Spurs marcou 22 pontos. Foi determinante no primeiro e último quartos, quando anotou 18 tentos.

Batum (Foto Fiba), apenas 23 anos e jogador do Portland Trail Blazers, cravou no total 19 pontos. Fez bonito no último quarto, quando anotou sete pontos, três rebotes e uma assistência.

Os russos ficaram praticamente entregues a Andrei Kirilenko. O ala do Utah Jazz anotou 21 pontos, mas cometeu o pecado de fazer uma falta boba quando faltavam 6:55 minutos para o final do terceiro quarto, sua terceira na partida, e o marcador mostrando igualdade em 40 pontos.

David Blatt, norte-americano que dirige os russos, foi obrigado a sacar Kirilenko de quadra. Devolveu o ala ao jogo quando faltava 1:25 minuto para o final deste quarto. Mas os franceses já tinham feito o estrago que pretendiam fazer: abriram uma vantagem de oito pontos (53-45), vantagem esta que foi muito bem administrada até o final da partida.

Espanha e França farão a final da Eurobasket neste domingo, 15h de Brasília (BandSports e ESPN Brasil). E, como disse, estão nas Olimpíadas de Londres, no ano que vem. Unem-se a Grã-Bretanha (país-sede), EUA (campeão Mundial), Brasil e Argentina (qualificados na América do Sul), Austrália (campeã da Oceania) e Tunísia (campeão africano), todos já garantidos nos Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem.

Temos, portanto, oito seleções já qualificadas. As outras quatro sairão: uma do Pré da Ásia e três do Pré-Mundial, que o Brasil felizmente escapou.

Isso porque os europeus Lituânia, Rússia, Grécia e Macedônia estarão na competição, que contará com República Dominicana, Porto Rico e Venezuela representando as Américas.

Ainda bem, não acham?

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terça-feira, 23 de agosto de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 17:28

FORA DE FORMA, PAULÃO PRESTES É CORTADO DO GRUPO QUE VAI A MAR DEL PLATA

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Paulão Prestes foi cortado no começo da tarde desta terça-feira do grupo que vai a Mar del Plata participar do Pré-Olímpico. Fora de forma, não tinha como o pivô ficar entre os 12 inscritos.

Uma pena, porque, dizem (escrevo dizem porque eu o vi atuar raríssimas vezes), Paulão é um talento. Infelizmente, assim como Nenê Hilário, ele tem sempre um problema e acaba ficando de fora.

Recrutado pelo Minnesota Timberwolves, tenho realmente dúvidas quanto ao aproveitamento de Paulão pelo time da NBA. Ele parece ser um jogador relaxado e sem aplicação.

Como é que um cara não entra em forma depois de um mês e meio de treinamentos? É de se espantar.

Uma pena, pois, como disse, dizem que ele tem talento.

Só espero que Tiago Splitter esteja realmente recuperado da lesão muscular na coxa direita. Se ele sentir a contusão, esquece: não tem como brigar nem mesmo para chegar entre os quatro primeiros.

A seguir, o grupo brasileiro que estará em Mar del Plata brigando por uma das duas vagas disponíveis para os Jogos de Londres do ano que vem:

Armadores
Marcelinho Huertas
Nezinho Santos
Rafael Luz

Alas
Marcelinho Machado
Alex Garcia
Vitor Benite
Marquinhos Vieira
Guilherme Giovannoni

Pivôs
Tiago Splitter
Caio Torres
Augusto Lima
Rafael Hettsheimeir

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011 Basquete europeu, NBA | 21:10

A ARENA HSBC SERÁ PEQUENA PARA A TORCIDA DO MENGÃO!

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Leandrinho foi apresentado na manhã desta sexta-feira pelo Flamengo. Extraordinário, a maior notícia envolvendo um de nossos times se formos considerar a história deste século que ainda engatinha.

E pode vir mais coisa por aí. Vejam o que disse LB: “Depois que assinei, a notícia se espalhou no Twitter. O (Steve) Nash também quer vir. Falei com a presidente (Patrícia Amorim) e ela disse ‘ai, meu Deus’. Vamos ver agora como vai ser”

Já pensaram Nash e Leandrinho juntos com a camisa do Flamengo? Meu Deus eu digo, sem plagiar a presidente Patrícia Amorim, pois ela disse “ai meu Deus”.

Steve Nash, Leandrinho Barbosa e Marcelinho Machado juntos! Caramba! Dá pra ganhar de um time desses aqui na América do Sul? Acho que não. Dá pra ganhar de um time desses na América Latina? Também acho difícil que isso ocorra.

Os dois disputariam pelo menos a Liga Sul-Americana. E se a greve na NBA se prolongar e não tiver fim, quem sabe a Liga das Américas e todo o NBB!

Seria demais.

Leandrinho chega com tudo acertado. O Flamengo não terá que correr atrás de patrocinador, como acontece com Ronaldinho Gaúcho.

O Banco BMG está bancando os salários de Leandrinho. Por esses cinco meses ele deve ganhar US$ 1 milhão. Ou seja: US$ 200 mil por mês.

Já disse: se o marketing do Flamengo for ágil e competente, consegue outro milhão de dólares pra oferecer a Steve Nash. Acho que o canadense toparia jogar aqui cinco meses e pegar essa grana.

Pelo prazer de estar no Brasil, no Rio de Janeiro, ao lado de seu “cumpadi” Leandrinho e vestindo a camisa do Flamengo.

Como a gente bem sabe, Nash adora futebol. Sabe o que significa Flamengo.

Ai meu Deus, digo eu agora, copiando a presidente Patrícia Amorim: a Arena HSBC será pequena para acolher a nação rubro-negra.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Basquete europeu, NBA | 21:06

UMA NOITE QUE DEVERIA SER APENAS DE ARVYDAS SABONIS

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Logo mais à noite, 22h de Brasília, a classe de 2011 será adicionada ao Salão da Fama do Basquete (Basketball Hall of Fame). A cerimônia acontecerá em Springfield, Massachusetts, onde o basquete foi criado na YMCA local no longínquo ano de 1891.

Já visitei o local em duas oportunidades. Pra nós que gostamos de basquete é um prato cheio.

Bem, mas dizia eu, logo mais à noite a classe de 2011 será adicionada ao HOF de Springfield. Os nomes são estes:

Chris Mullin — Medalha de ouro com os EUA nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984 e Barcelona, 1992;

Dennis Rodman — Cinco vezes campeão da NBA;

Artis Gilmore — Campeão da ABA (que foi encampada pela NBA) em 1975 com o Kentucky Colonels;

Tara VanDerveer — Quatro vezes eleita melhor treinadora da NCAA;

Teresa Edwards — Quatro vezes medalha de ouro nos Jogos Olímpicos;

Herb Magee — Treinador mais vitorioso na história da NCAA;

Tom “Satch” Sanders — Oito vezes campeão da NBA com o Boston Celtics;

Tex Winter — O inventor do sistema dos triângulos, que fez a fama de Phil Jackson;

Reece “Goose” Tatum — ex-jogador do Harlem Globetrotters.

Deixei de colocar o nome de outro homenageado desta noite. A não-inclusão foi proposital, pois, na minha opinião, ele deveria o centro das atenções da cerimônia desta sexta-feira.

Mas seguramente não será, pois o evento acontecerá nos EUA e os americanos não fazem muita ideia do que Arvydas Sabonis significou para o basquete.

INÍCIO

Sabonis nasceu em Kaunas, Lituânia, no dia 9 de dezembro de 1964. Começou a carreira no Zalgiris, um dos mais famosos e populares times do país. Tinha apenas 17 anos quando entrou em quadra pela primeira vez jogando entre os adultos.

Foi tricampeão soviético com o Zalgiris. Sim, soviético, pois na época em que Sabonis nasceu, cresceu, aprendeu a jogar e desenvolveu seu basquete a Lituânia era uma das 15 repúblicas da União Soviética.

Sabonis ficou no Zalgiris até 1989, quando transferiu-se para o basquete da Espanha. Tinha sido, no entanto, recrutado pela NBA em 1985.

GUERRA FRIA

Arvydas Sabonis foi selecionado pelo Atlanta Hawks na 77ª posição, numa época que não havia o limite de duas rodadas no “NBA Draft”. O recrutamento de Sabonis, no entanto, foi invalidado, pois ele não tinha completado 21 anos e a NBA exigia isso.

No ano seguinte, mesmo tendo rompido dramaticamente o tendão de Aquiles, foi selecionado pelo Portland na 24ª posição. As autoridades soviéticas, no entanto, proibiram Sabonis ir para os EUA.

A Guerra Fria já dava sinais de arrefecimento, mas ainda vigorava. Sabonis ficou no meio deste fogo-cruzado e não pôde ir para a NBA quando mais queria.

Acabou na Espanha.

EUROPA

O primeiro time de Sabonis na Espanha foi o Valladollid. Lá ficou por três temporadas.

Transferiu-se para o Real Madrid em seguida. No time merengue, foi bicampeão espanhol e em seu derradeiro ano no time da capital espanhola tornou-se campeão europeu ao bater na final o Olympiakos da Grécia por 73 a 61.

Na decisão, Sabonis anotou 23 pontos e foi eleito o MVP das finais. Mas não foi seu único prêmio individual. Foi eleito o melhor jogador europeu em oito de suas 14 temporadas europeias antes de ir para a NBA.

Deixou a Europa aos 31 anos. Depois de cruzar o Oceano Atlântico, desembarcou nos EUA para atuar pelo Portland.

Mas não era mais aquele menino cheio de sonhos e seus dois tendões já haviam sido operados. Foram duas contusões graves. E os joelhos também o traíam.

Mesmo assim, a expectativa era grande nos EUA. Afinal de contas, além dos títulos pelo Zalgiris e Real Madrid e dos oito prêmios de melhor jogador da Europa, com a camisa da União Soviética Sabonis havia conquistado o campeonato mundial de 1982 (Colômbia), o europeu em 1985 (extinta Alemanha Oriental) e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1988 (Seul).

Além desses ouros, houve uma prata no Mundial da Espanha em 1982 e dois bronzes dos europeus disputados na França (1983) e na extinta Iugoslávia (1989).

LIMITADO

Como disse, Sabonis chegou à NBA com 31 anos. Chegou com os tendões comprometidos e os joelhos doendo demais. Segundo os que o acompanhavam, Sabonis chegou à NBA jogando apenas 30% do que jogava no auge de sua carreira na Europa.

Mesmo assim, em seu primeiro ano com o Portland, ajudou a levar a equipe aos playoffs. Na primeira rodada, o time do Oregon pegou o Utah Jazz: foi batido por 3-2 (naquela época, a primeira rodada dos playoffs era em melhor de cinco), mas mesmo derrotado, Sabonis deixou o confronto com médias de 23,6 pontos e 10,2 rebotes por partida.

Mesmo atuando apenas um terço do que podia, Sabonis impactou a NBA em seu primeiro ano. E aos 31 anos, ironicamente acabou eleito para o time dos “rookies”.

Foi motivo de piadas, claro; mas todas numa boa, zoando apenas a idade e não o jogador.

BEBIDA

Na mesma proporção em que fazia cestas, pegava rebotes e dava tocos, Sabonis bebia. E bebia feito um gambá.

Adorava vodka. E no verão, sua bebida favorita era a cerveja.

Nas ocasiões em que estive nas finais da NBA, conversando com jornalistas espanhóis, eles me contaram que Sabonis chegava para os treinos do Real Madrid carregando aquelas caixinhas de seis cervejas. Uma em cada mão.

Deixava a bebida em uma das geladeiras do vestiário. Quando o treino acabava, tomava todas. Não repartia com ninguém.

Na premiação nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, Sabonis não conseguiu subir no pódio para receber a medalha de bronze. Estava completamente bêbado.

Isso porque a partida que definiu o terceiro colocado foi antes da decisão entre o Dream Team e a Croácia. “Era muito tempo para ele esperar”, disse Donnie Nelson, filho de Don Nelson, que trabalhou como assistente técnico da Lituânia em Barcelona.

Sabonis comemorou a valer a vitória por 82-78 diante da CEI (o que restou da União Soviética). Sabonis não apenas celebrou o bronze, mas o fato de ir ido à forra diante do regime que o impediu de jogar na NBA no auge de sua forma, impediu-o de realizar seu grande sonho, numa época em que, para muitos, ele era o maior pivô do planeta.

MAIOR DE TODOS?

Certa vez, conversando com Claudio Mortari, ex-treinador da seleção brasileira e daquele timaço do Sírio que foi campeão do mundo, ele me disse: “Sabonis foi o maior pivô da história do basquete”.

Isso foi no final dos anos 1980. Patrick Ewing estava no auge; David Robinson também.

Maior do que Ewing e Robinson?, cutuquei Mortari. “Não tenha dúvida disso”, respondeu ele, convicto de que seu depoimento não o faria cair no ridículo.

“Ele jogava muito mais do que esses caras, porque eu vi, ninguém me contou; eu vi”, disse-me Marcel Souza, um dos maiores jogadores da história no nosso basquete. “Vi o Sabonis acabar com esses caras no mano-a-mano”, completou Marcel, que chegou a enfrentar Sabonis em algumas ocasiões com a camisa da seleção brasileira.

“A primeira vez que eu vi o Sabonis jogar foi no Mundial de 1982, na Colômbia”, recorda-se Marcel. “Ele tinha apenas 22 anos e era reserva do (Vladimir) Tkachenko. Não jogava muito, mas quando entrava em quadra, barbarizava”.

Oscar Schmidt também jogou contra Sabonis. Não apenas com a camisa da seleção, mas também quando estava na Europa jogando pelo Caserta e o Sabonis no Real Madrid.

“Era um craque”, definiu este outro gênio do basquete brasileiro. “Se não tivesse tido problema nos dois tendões e tivesse ido cedo para a NBA, teria sido seguramente o maior pivô de todos os tempos, maior do que (Kareem Abdul) Jabbar, (Wilt) Chamberlain, (Bill) Russell, (Patrick) Ewing, maior do que todos esses”, decretou Oscar.

Bill Walton, certa vez, definiu assim Sabonis: “É o Larry Bird com 2,21m”.

E o que ele quis dizer com isso? Que Sabonis sabia fazer de tudo em quadra: apanhar rebotes, dar tocos, enterrar, pontuar dentro do garrafão, arremessar de meia e de longa distância. Suas bolas de três pontos eram mortais.

“A saída de contra-ataque dele, depois de pegar o rebote, era uma das coisas mais lindas que eu vi como jogador de basquete”, disse-me Oscar. “O passe longo que ele dava era perfeito”.

“Ele jogava como se tivesse apenas dois metros”, definiu Marcel.

EPÍLOGO

Arvydas Sabonis, infelizmente, enfrentou problemas ao longo de sua carreira. Seus dois tendões não deram sossego ao longo de toda a sua carreira. E o regime totalitário soviético, lamentavelmente, impediu-o de chegar à NBA no melhor momento de sua carreira.

Mas quem o viu jogar não vai esquecê-lo jamais. Quem o viu jogar no auge, a maioria dessas pessoas, garante que ele foi o maior pivô da história do basquete mundial.

Eu nunca vi Sabonis ao vivo; lamento muito por isso. Em Atlanta, 1996, onde trabalhei como repórter do SporTV, não consegui ver nenhum jogo da Lituânia.

Mas não vou me esquecer jamais do único momento em que Sabonis esteve a poucos metros de mim: foi no aeroporto internacional de Atlanta, eu voltando para o Brasil e Sabonis para a Lituânia. Sabonis passou bem do meu lado, acompanhando de Sarunas Marciulionis, que era armador do Golden State Warriors e também o seu melhor amigo.

Parei de empurrar o meu carrinho com as duas malas que abrigava roupas dos mais de 30 dias em que “morei” em Atlanta. Fiquei alguns minutos olhando para Sabonis, quase que petrificado, mal podendo acreditar que estava a alguns metros desta lenda do basquete mundial.

Parece que foi ontem.

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terça-feira, 9 de agosto de 2011 basquete brasileiro, Basquete europeu | 20:57

O CONTRATO DA VIDA DE MARCELINHO HUERTAS

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Aos 28 anos, Marcelinho Huertas assinou o contrato de sua vida como jogador de basquete. Deixou o Caja Laboral e vai vestir a camisa 9 do Barcelona.

Não sei quanto ele vai ganhar, mas deve ser uma bela grana.

Marcelinho merece, pois é um batalhador. Deixou o conforto do lar e o carinho de amigos e familiares para se aventurar primeiro no “high school” nos EUA depois na Europa, jogando na Itália e principalmente na Espanha.

Mas tão importante quanto o dinheiro é poder vestir a camisa do Barça. O time catalão é um dos mais respeitados da Europa. Seria como vestir a camisa de um dos grandes da NBA.

O Barcelona não é um Boston e nem um Lakers. Também não é um Chicago e nem um San Antonio. Diria que pode ser comparado com um Detroit. Mas, é claro, o Barça não está decadente como o time da Motor Town.

Os da Catalunha têm duas Euros conquistadas. A primeira delas na temporada 2002/03 e a última em 2009/10. Mas têm mais cinco vices, o que significa que em 55 edições do torneio o time chegou a sete finais.

O Barcelona fica bem atrás do grande rival, Real Madrid, que ganhou oito edições do torneio e é o maior campeão da Euro. Os merengues têm seis vice-campeonatos, seria um Boston.

Lakers? Não temos. Depois do Real aparecem CSKA de Moscou e o Panathinaikos da Grécia, ambos com seis conquistas. Mas os russos têm cinco vices, enquanto que os gregos foram segundo colocado apenas uma vez.

Como disse, Marcelinho, aos 28 anos, assinou o contrato da vida dele. Terá duração de quatro temporadas.

Quando contar com 32 anos, estará livre. Poderá continuar em Barcelona ou se aventurar por outra equipe europeia. Ou, quem sabe, voltar para o Brasil.

NBA, que seria uma liga que Marcelinho poderia jogar, pois tem capacidade para isso, dificilmente jogará. Isso porque ele preferiu a Europa a aventurar-se no basquete universitário e depois encarar o “NBA Draft”.

Exatamente como fez J.J. Barea, que joga muito menos do que Marcelinho, mas que acabou de ser campeão da NBA porque fez o caminho que Huertas deveria ter feito e não fez.

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domingo, 31 de julho de 2011 Basquete europeu | 17:33

HUERTAS VIRA OBJETO DE DESEJO NA EUROPA

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Marcelinho Huertas tornou-se objeto de desejo de poderosas equipes europeias. O armador brasileiro, que joga no Caja Laboral da Espanha, está na mira do Barcelona, CSKA e Anadolu Efes.

Huertas já deixou claro que quer sair do Caja e ir para o Barcelona. Mas sua atual equipe também deixou claro que não vai soltá-lo por qualquer oferta. Quer algo irrecusável. O Barça não tem, pelo menos aparentemente, nada a oferecer.

Pra piorar, o Caja ainda tem a possibilidade de estender o contrato do paulistano por mais uma temporada. Ou seja: além desta, que começa em agosto, mais uma.

O CSKA de Moscou ofereceu € 1 milhão pelo brasuca. O Caja recusou.

O Anadolu Efes da Turquia ofereceu € 2 milhões. O Caja gostou, mas Huertas disse não. Por conta disso, a mídia turca informa que o Efes pode fechar a qualquer momento com Kenyon Dooling, que tem contrato com o Milwaukee e pode assinar com os otomanos por conta do locaute.

E o Barça aproveita também para informar: se não conseguir Huertas, deve tentar novo contrato com Ricky Rubio. Também por conta do locaute da NBA.

Mas vamos torcer pra que tudo dê certo pra Huertas e que Barcelona seja sua nova casa.

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segunda-feira, 25 de julho de 2011 basquete brasileiro, Basquete europeu, NBA, Seleção Brasileira | 10:40

APROVEITANDO O “BOOM”

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Isso é que é saber aproveitar uma geração. Com o crescimento brutal do basquete na Espanha, fruto do surgimento dos irmãos Gasol, Garbajosa, Navarro, Fernandez, entre outros, a federação espanhola passou a investir pesadamente na base.

E o resultado veio neste final de semana: a Espanha bateu a Itália na final do Sub 20 europeu por 82 a 70 e conquistou seu primeiro título da categoria em toda sua história.

Nikola Mirotic foi o grande destaque espanhol na decisão: 29 pontos e 11 rebotes. Nome esquisito, não é mesmo?

Mirotic não é espanhol de nascimento. Nasceu na Sérvia e foi descoberto por olheiros do Real Madrid há três anos. Tem 20 anos e 2,09m e ainda pode crescer um pouquinho mais.

Assim como arregalaram os olhos para Serge Ibaka, o congolês que acabou de se naturalizar espanhol, os ibéricos fizeram o mesmo com Mirotic.

Assim como queriam fazer com Messi e o argentino, a meu ver, de maneira equivocada, escolheu a Argentina. Equivocada porque Lionel não tem identificação alguma com o nosso vizinho sul-americano. Apenas nasceu lá. Foi criança para a Espanha, é de fato espanhol. Na Argentina, o sentimento é esse e ficou claro durante a Copa América entre os “hinchas” locais.

Mas voltemos ao basquete.

Mirotic foi eleito o MVP do campeonato. Teve médias de 27 pontos e dez rebotes de média por partida.

Mas esta geração espanhola não se resume a Mirotic. Josep Franch, um armador igualmente de 20 anos, anotou 19 pontos e deu sete assistências, foi outro destaque espanhol.

Alejandro Barrera, ala-armador também com duas dezenas de anos, anotou dez pontos e completou a trinca de jogadores com duplo dígito na marcação.

Mas, leio nos relatos, o coletivo do time espanhol chamou igualmente a atenção em todo o torneio no velho continente.

CONTEXTO

O Brasil venceu neste sábado o sul-americano Sub 17, realizado em Cúcuta, Colômbia. Parabéns obviamente para Demétrius Ferraciu, que dirigiu o time, e a todos os garotos.

Há jogadores que prometem no grupo, como o pivô Felipe Braga (foto Divulgação), um pirulão de 2,10m de altura e que pode ultrapassar os 2,15m. Assim como a Espanha, foi campeão invicto.

Mas há que se contextualizar a conquista sob pena de cometer-se equívoco. Empolgação nunca é bom, especialmente quando se é jovem demais.

Foi legal vencer a Argentina na decisão por 74 a 48? Claro que foi; até porque foi de goleada e porque o Brasil tornou-se um freguês de caderneta dos argentinos nas últimas décadas. Vencê-los é sempre bom, não importa a modalidade.

Mas não há como comparar as conquistas. Vencer o europeu significou para a Espanha jogar contra Turquia, Grécia, Áustria, Ucrânia, Alemanha, Letônia, Rússia e Itália duas vezes.

O sul-americano, infelizmente, é um torneio que se resume a apenas uma partida: contra a Argentina.

Vamos ver como nossa garotada vai se comportar quando o Mundial chegar. Se subir no pódio ou mesmo chegar entre os cinco primeiros, aí sim dá pra gente dizer que há luz no fim do túnel.

Enquanto isso, vamos ser prudentes e aguardar.

NATURALIZAÇÃO

O Real Madrid descobriu Nikola Mirotic na Sérvia. Nossos clubes não poderiam fazer o mesmo? Será que não valeria a pena procurar garotos fora do nosso país? Trazê-los com 15, 16, 17 anos para cá e, se forem bons de bola, naturalizá-los?

Fica a pergunta.

OITAVAS

O Brasil entra em quadra às 20h45 de Brasília desta segunda-feira para enfrentar o Chile. O jogo é válido pelas oitavas-de-final do Mundial Sub 19, que está sendo disputado exatamente no país andino.

Jogar contra as donas da casa nunca é bom. Mas nossa seleção está jogando o fino da bola, comandada em quadra pela pivô Damiris do Amaral e fora dela pelo técnico Luis Claudio Tarallo.

Nas seis vezes em que o Brasil de saias jogou contra o Chile de saias, venceu todas. Estamos, portanto, invictos.

E creio que esta invencibilidade será mantida esta noite.

KOBE

Rob Pelinka, agente de Kobe Bryant, avisou o Besiktas que em agosto próximo senta-se à mesa para discutir a ida do ala-armador do Lakers para a Turquia.

“Já mostramos como somos sérios com a contratação de Deron Williams”, disse o técnico do time otomano, Ergin Ataman. Ataman quis dizer com isso que o interesse em Kobe não é apenas jogada de marketing.

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sábado, 11 de setembro de 2010 Basquete europeu, NBA | 01:24

PALPITE, SIMPLES PALPITE

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As semifinais do Mundial acontecem neste sábado. O jogo mais aguardado – pelo menos pra mim – é EUA x Lituânia. Turquia x Sérvia também chama a atenção, mas meu coração estará no jogo dos EUA.

Por vários motivos. Os dois principais: 1) torço para que os norte-americanos ganhem o torneio pra facilitar a vida do Brasil no Pré-Olímpico das Américas; 2) adoro a NBA, torço demais para os astros norte-americanos.

Alguns parceiros deste botequim escreveram: se o Brasil não tem competência pra se classificar com as próprias pernas, que fique de fora. Não penso assim, muitos times ganharam campeonatos favorecidos por resultados alheios.

Portanto, não custa nada – e nem mal faz – torcer para que os EUA ganhem o torneio. Pois se eles perderem, entrarão com força máxima no pré das Américas e, certamente, vão ganhar a competição.

E a segunda vaga, de quem será? Tudo indica que será da Argentina, pois o campeonato será em Mar del Plata. Se a gente não consegue ganhar dos argentinos em território neutro, o que dizer em território inimigo.

Esquece, não ganha mesmo.

E se isso ocorrer, vamos ter que participar de um pré-mundial. Como a Europa só tem duas vagas (assim como as Américas) e o país-sede é a Inglaterra (zero à esquerda quando o assunto é basquete), vai ser muito complicado, pois grandes nações estarão participando do torneio derradeiro.

Digamos que a Turquia vença este Mundial. Está em casa, com o apoio da torcida… Podem estar, então, para no pré-mundial Sérvia, Lituânia, Rússia, Croácia, Eslovênia, Alemanha, Grécia, Itália e Espanha atrás de três vagas.

Pergunto: vocês acham que o Brasil consegue uma dessas três vagas com tanta gente gabaritada? Duvido.

Portanto, o melhor pra nós é torcer para que os EUA ganhem o Mundial e que a gente pegue a outra vaga do pré das Américas, pois uma será da Argentina. O Brasil teria que duelar com Porto Rico e Canadá, basicamente. Os demais são selecionados de fracos a medianos.

Seria muito mais fácil, concordam?

Portanto, digo e repito: vou torcer feito um maluco pelos EUA no jogo deste sábado contra a Lituânia.

CHANCES

E os norte-americanos têm boas possibilidades de ganhar o jogo. São mais time do que a Lituânia. No período preparatório, num jogo realizado em Madri, os EUA venceram por 77 a 61, com destaque para Kevin Durant: 15 pontos.

Os lituanos fizeram o jogo da vida deles diante da Argentina. Uma goleada acaçapante: 104 a 85. O time esteve muito bem nas bolas de três: 12/24 (50%).

Mas teve folga na marcação; os argentinos já revelaram defesa fraca diante do Brasil. Por pouco não perderam. Diante de um time mais forte, Los Hermanos sucumbiram.

Os norte-americanos não são frágeis na marcação; ao contrário. O basquete dos EUA prima pela defesa forte; é a base do jogo deles: defesa forte e contra-ataque.

Por isso, os lituanos não terão vida fácil. Um jogo e tanto, com certeza.

ANFITRIÕES

A Turquia tem jogado muitíssimo bem e conta com o apoio da torcida. Diego Lugano, ex-zagueiro e ídolo do São Paulo, foi ver Argentina x Lituânia. Está contagiado pelo basquete.

Segundo ele, os turcos são alucinados pelo esporte. Não precisava dizer; a gente que gosta da modalidade sabe muito bem disso.

Capitaneados por Hedo Turkoglu, os turcos estão muito fortes. Invictos no torneio, têm o melhor aproveitamento, no geral, nos arremessos entre todos os competidores: 51,4%. Repetem o feito nas bolas de três: 43,8%.

Mão calibrada, defesa forte e torcida a favor: fórmula perfeita para se fazer um vencedor.

Mas o jogo será complicado, pois a Sérvia vem com tudo. Vem embalada por Milos Teodosic, o homem que meteu aquela bola da três do meio da rua e derrubou os espanhóis.

Os sérvios cresceram barbaramente nos últimos anos. Assim como o Brasil, fez uma campanha muito ruim no Mundial passado, no Japão. Jogava como Sérvia e Montenegro e ficou em 11º. lugar. Conseguiu a façanha de perder para a Nigéria.

Depois do fracasso começou o processo de reformulação. Deu no que deu: o time está agora nas semifinais do Mundial e corre por fora neste jogo contra a Turquia.

Por fora para alguns, pois muitos se curvam ao basquete coletivo com defesa sólida dos sérvios. E um treinador reverenciado na Europa: Dusan Ivkovic, o homem que reconstruiu o basquete sérvio.

PALPITE

Os EUA devem fazer a final contra a Turquia. Palpite, simples palpite.

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010 basquete brasileiro, Basquete europeu, NBA, Seleção Brasileira | 20:17

UMA AULA DE BASQUETE DA LITUÂNIA

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Foram vitórias incontestáveis. Primeiro a dos EUA diante da Rússia; depois, da Lituânia frente a Argentina.

Dos dois jogos, o que mais nos tocou foi o segundo. Afinal, a gente esperava mais da Argentina. Vi alguns embates da Lituânia, desde a virada dramática diante da Espanha até o triunfo frente aos chineses, pelas oitavas, onde os europeus tiveram dificuldades em boa parte do cotejo.

Esperava e torcia por vitória da Argentina. Esperava porque na minha avaliação nossos vizinhos eram melhores; torcia porque desejava que Los Hermanos ou os EUA vencessem este Mundial para que o caminho fique um pouco mais limpo para o Brasil no Pré-Olímpico do ano que vem em Mar del Plata.

Mas a Argentina foi batida impiedosamente. Os 104 a 85 não podem ser contestados de jeito algum. Só lamentado.

Os lituanos estavam inspiradíssimos; tudo dava certo. Da marcação em cima de Luis Scola às bolas de três (foram 12/24, 50%)

A defensiva lituana merece destaque. O que eles fizeram com Scola o Brasil não teve competência pra fazer: marcação dupla e às vezes tripla o tempo todo. Resultado: o argentino fez apenas 13 pontos, ele que tinha uma média de 30,3 pontos por embate disputado.

Seu aproveitamento nesta partida foi muito ruim: 31,2%. Acertou apenas cinco das 16 bolas atiradas contra a cesta lituana.

Nas outras seis partidas deste Mundial, o aproveitamento do ala-pivô argentino foi de 61,8%. Ou seja: encestou 66 de suas 107 bolas arremessadas.

Vejam só a diferença…

E por que o Brasil não fez o mesmo? Será que Rubén Magnano, nosso treinador, argentino como Scola, que tão bem o conhece, não pediu isso aos nossos jogadores? Creio que sim.

E o que ocorreu então? “Desire”. Lembram-se do que Dennis Rodman falou sobre defender? Pra defender é preciso ter vontade, coração, desejo, tesão. Os brasileiros não mostraram isso, com algumas exceções – Alex Garcia entre elas.

Tivessem mostrado, talvez estivéssemos nós, e não os argentinos, frente aos lituanos nesta peleja de quinta-feira. Mas isso já foi; águas passadas não movem moinho, já diz o velho ditado.

Mas que nossos homens grandes olhem com carinho o jogo defensivo que a Lituânia fez contra a Argentina pra tentar repetir futuramente. Futuramente eu quero dizer no Pré-Olímpico das Américas, ano que vem, na Argentina.

KLEIZA

Vocês repararam como Linas Kleiza (foto AFP) está magrinho? Bem diferente daquele jogador dos tempos de Denver. E jogando mais.

No confronto diante da Argentina foram 17 pontos e nove rebotes. No embate diante dos chineses foram 30 tentos. Na média, tem 19,1 pontos e 7,4 rebotes.

Alguém pode achar pouco 19 pontos de média. Mas não se esqueçam que os jogos têm 40 minutos, oito a menos do que as contendas da NBA.

Kleiza está jogando muito, repito. Jogando muito porque com a camisa da Lituânia ele não é mais um. Com a camisa da Lituânia ele é o cara. Tem responsabilidades; e com isso, envolve-se mais na partida, é natural.

Se o pessoal do Toronto Raptors der moral pra ele, Kleiza será de muita utilidade para o time canadense na próxima temporada da NBA. Aliás, deve ser o que Leandrinho Barbosa tanto sonha: com isso, ele continuaria sendo um belíssimo coadjuvante.

INÍCIO RUIM

Sim, o início dos EUA frente a Rússia foi bem complicado. Era um tal de trocar vantagem no marcador que nos fazia imaginar que o final da partida seria emocionante.

Mas veio o segundo tempo e os russos colocaram a língua de fora. Os norte-americanos, com sua riqueza de elenco, vão rodiziando seus jogadores e ninguém chega estafado no momento decisivo – nego-me a escrever “na hora de a onça beber água”, nem me peçam, por favor.

Apenas Kevin Durant (foto Reuters) tem trabalhado dobrado. Ficou em quadra 37 minutos. Mas não havia como tirá-lo de lá.

O ala do Oklahoma City Thunder estava arrebentando com o jogo. Terminou com 33 pontos. Sua performance nos arremessos: 11/19 no total (57,9%); 8/11 nas bolas de dois pontos (72,7%); e 3/8 nas triplas (37,5%). Nos lances livres, bateu dois apenas e acertou um (50%).

Um gigante.

E eu que já critiquei o muleke do Thunder (21 anos) algumas vezes aqui neste botequim… Que vergonha…

Pra mim, até o momento, Durant é o melhor jogador deste Mundial. Até o jogo da Argentina era o Scola; agora Durant reina soberano…

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