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quarta-feira, 26 de setembro de 2012 Basquete europeu, NBA, Seleção Brasileira | 10:10

NENÊ DEVE PERDER TODA A PRÉ-TEMPORADA DO WASHINGTON

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Nenê deve ficar de fora da pré-temporada do Washington. Motivo: seu crônico problema na planta do pé (não me lembro se no direito ou no esquerdo ou mesmo se nos dois pés).

Infelizmente, Nenê Hilário tem neste o seu maior adversário. Seus movimentos e seu tempo de quadra se reduzem dramaticamente por conta da enfermidade. Não fosse assim, seguramente seu desempenho seria outro.

Ele poderia ser mais eficiente na NBA. Poderia ter sido ainda mais eficiente nos Jogos Olímpicos.

Aliás, o problema se agravou por conta de ele ter disputado as Olimpíadas. A informação é do presidente da franquia, Ernie Grunfeld. O problema veio logo depois da estreia brasileira nos Jogos, diante da Austrália. Partida encerrada e Nenê (foto) começou a sentir dores. Foi assim até o término da competição.

“Nenê não teve muito tempo para descansar nas férias por conta de seu compromisso com a seleção do Brasil”, disse Grunfeld. “Portanto, nós teremos que ser muito, mas muito cautelosos mesmo com ele. Vamos aos poucos, até termos certeza de que ele está 100%”.

Nenê perdeu dez partidas consecutivas do Washington na temporada passada exatamente por causa desta enfermidade. Voltou no final da fase de classificação, quando jogou todas as cinco partidas derradeiras. Detalhe: cinco vitórias.

Nos 11 confrontos de Nenê com a camisa 42 do Wizards, o time da capital dos EUA fez uma campanha de 7-4. As vitórias foram obtidas por uma margem de 10,3 pontos por jogo. E seus números com o Washington são: 14,5 pontos e 7,5 rebotes. Detalhe: em menos de 27 minutos por jogo.

Nenê joga muito. Acho que seu fã-clube deve ter aumentado aqui no Brasil depois que ele participou das Olimpíadas de Londres e foi, ao lado de Marcelinho Huertas, nosso principal jogador.

Nenê joga muito. Na NBA de hoje, ele fica atrás apenas de Dwight Howard e de Andrew Bynum. Os demais ele ou coloca no bolso ou duela de igual para igual. Dentre os que ele coloca no bolso e passa um zíper está Tyson Chandler, que tem um enorme e inexplicável número de admiradores no Brasil.

Vamos torcer para que Nenê se recupere rapidamente. Já estou com o meu League Pass adquirido. Esta vai ser uma temporada entusiasmante. E desgastante. Vou me acabar de tanto ver jogos. E minha atenção estará voltada para Washington, Cleveland, Houston, Boston e San Antonio. E para o Miami e o Lakers, é claro.

Gostaria de centrar minhas atenções para outro time caso Leandrinho Barbosa assine contrato. O que, convenhamos, parece cada vez mais difícil de acontecer. Infelizmente.

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domingo, 23 de setembro de 2012 Basquete europeu, NBA | 14:40

“SHAQSHEIMEIR” ASSINA COM O REAL MADRID DE OLHO NA NBA

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Alertado pelo parceiro GuiZo, vejo no site do “Marca” (diário oficial do Real Madrid) que o bravo Rafael Hettsheimeir assinou contrato com a equipe madrilenha. Rafa atuou no ano passado pelo Zaragoza.

O acordo foi firmado por apenas uma temporada. Os merengues estariam preocupados com a cirurgia que “Shaqsheimier” fez no joelho poucos dias antes das Olimpíadas de Londres, que acabou por deixá-lo de fora do torneio londrino. Em seu Twitter, Rafa escreveu no dia 14 passado: “Estou na reta final de minha recuperação. Em 20 dias estarei à disposição”.

Essa, pelo menos, é a leitura que se faz num primeiro momento. Num segundo, podemos entender que foi Rafa quem pediu um acordo anual, pois tem em mente jogar na NBA na próxima temporada. Ele fez uns “tryouts” com o Dallas neste verão norte-americano, mas não vingou. Talvez os texanos tenham pedido a ele uma temporada no Madrid para depois contratá-lo; quem sabe?

Isso ou aquilo, não importa. O que interessa é que Rafa está com os joelhos saudáveis e vai jogar em uma equipe de ponta do basquete europeu. O “Marca” anuncia que Hetts torna-se o primeiro jogador brasileiro a atuar no Real Madrid. Mas Marcia Melsohn, minha ex-companheira de “Folha de S.Paulo”, basqueteira de primeira linha, faz a correção: segundo Marcia, na década de 1970, Ciço, morto precocemente, jogador do Continental, atuou pelo Real Madrid; ele sim, o primeiro brasuca a jogar pelos merengues.

O técnico Pablo Laso já avisou: será o pivô titular dos merengues.

Rafael Hettsheimeir está com 26 anos. Chegaria à NBA com 27. Ótima idade, já maduro e personalidade esportiva praticamente formada.

Seu grande adversário, no entanto, é o tamanho. Hetts tem 2,08m, mas ele é forte pra chuchu, diga-se. Mas se ele tivesse uns três centímetros a mais duelaria de igual para igual com qualquer pivô do planeta. Mas, sei não, sua atitude, sua bravura são tamanhas que mesmo com esses três centímetros a menos dá pra cravar que Rafa vai duelar, no futuro, de igual para igual com qualquer pivô do planeta. Até mesmo Dwight Howard.

Discorda?

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Basquete europeu, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 23:51

EUA MUDAM SISTEMA E GOLEIAM A ESPANHA NO ÚLTIMO TESTE ANTES DAS OLIMPÍADAS

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Deixe-me contar a vocês, meus grandes amigos de botequim: estarei comentando alguns eventos olímpicos para a Record em cinema 3D. Eles serão exibidos na rede Cinépolis. Por conta disso e por estar também na Rádio Jovem Pan, como vocês bem sabem, passei esta terça-feira trabalhando. Na rádio e na Record; na Record, gravando pilotos para o dia da estreia das Olimpíadas, na sexta-feira, quando estaremos exibindo a cerimônia de abertura. Estarei o tempo todo ao lado do narrador e apresentador Reinaldo Gottino, meu velho e grande amigo. Tudo sob a batuta do igualmente amigo e excelente Johnny Martins, que vai comandar todo o esquema, com apoio inestimável do Fernando Simões.

Desta forma, não pude ver ao vivo o embate entre Espanha e EUA. E o que fiz eu? Gravei o jogo. Acabei de ver a contenda há alguns minutos. E fiquei impressionado com o que vi.

Primeiro, ao ver o baile que a Espanha estava dando no selecionado norte-americano até mais ou menos dois terços do primeiro quarto. Os da terra do Tio Sam estavam atordoados. Mas foi só o Coach K tirar de quadra o trapalhão Tyson Chandler (que esconde sua limitação com a desculpa que sabe defender), foi só Chandler sair de quadra (dizem que foi por causa da terceira falta, mas eu opto pela questão técnica), Foi só Chandler dar lugar a Carmelo Anthony, para os EUA começarem a jogar basquete.

Até então, com quatro jogadores em quadra e enfrentando um adversário poderosíssimo como é a Espanha, os EUA levavam nítida desvantagem. Melo entrou, foi para o pivô e teve a companhia de LeBron James no jogo interior. Mas quando atacava, Melo jogava aberto, com LBJ fazendo as vezes do pivô. Melo deitou e rolou: fez 23 de seus 27 pontos no primeiro tempo (o resto do time norte-americano anotou 25 nesta etapa inicial), meteu 5-6 nas bolas de três e a diferença em favor dos espanhóis, que beirou a casa decimal, foi para o espaço.

Os ibéricos ainda terminaram o primeiro quarto na frente em 23-21. Mas foram para o vestiário atrás em 48-40. Tudo, repito, por causa do jogo ofensivo de Carmelo Anthony.

Óbvio que a defesa foi muito importante: os EUA apertaram a marcação e dificultaram a ação ofensiva da Espanha, que não encontrava mais a mesma facilidade do início do jogo para fazer seus arremessos.

Com a casa em ordem, mas com Kevin Durant zerado no jogo, veio o terceiro quarto. KD (foto), então, resolveu encestar bolas daqui e dali. Anotou nada menos do que dez pontos nos 3:30 minutos iniciais deste período final e comandou o marcador que ficou em favor dos norte-americanos em 21 pontos.

Aí foi a vez de Sergio Scariolo, técnico italiano que comanda a Espanha, mostrar que também conhece o jogo: mudou, quase que na metade do terceiro quarto, a defesa espanhola de individual para zona e com isso freou o ímpeto ofensivo dos americanos. Essa diferença de 21 pontos caiu para 12. E quando todo mundo esperava que a reação continuasse, veio o quarto período e com ele os espanhóis ressuscitaram a defesa individual. E isso favoreceu os EUA.

A diferença de 12 pontos foi aumentando, aumentando e quando a buzina soou pela última vez ela estava na casa dos 22. A vitória dos EUA por 100-78 acabou sendo incontestável porque a Espanha bobeou. Não encontrou resposta para o jogo ofensivo dos EUA sem um homem centralizado e abriu mão da defesa zona quando ela estava desconcertando o adversário.

A Espanha, das grandes seleções que enfrentaram os EUA, foi a única que tomou cem pontos. O Brasil permitiu 80 e a Argentina 86. Como se vê nosso selecionado foi quem melhor segurou os norte-americanos. E jogando em Washington, ao contrário dos espanhóis, que atuaram em casa.

É certo que os EUA jogaram pra vencer. Eles nunca jogam sem se importar com o marcador. Terminaram esta fase preparatória com um recorde de 5-0. Mas, creia, Coach K não mostrou todas as suas cartas.

A Espanha também fez o mesmo. Marc Gasol, por exemplo, continuou do lado de fora, poupado que foi por causa de uma contusão no ombro.

Outros destaques do jogo: LeBron James, 25 pontos e sete assistências; Pau Gasol, 19 pontos, cestinha dos espanhóis.

Depois deste embate eu continuo confiante de que o Brasil pode mesmo aprontar nestas Olimpíadas.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012 Basquete europeu | 18:16

MARCELINHO HUERTAS, GENIAL, LEVA BARÇA À VITÓRIA COM CESTA DE TRÊS NO SEGUNDO FINAL

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Não vi o jogo, pois estou na Jovem Pan me preparando para comentar Sport x Palmeiras. Mas estou conectado no Twitter e vejo que a comunidade basqueteira está comentando a cesta de Marcelinho Huertas no primeiro jogo da final do seu Barcelona contra o Real Madrid.

O time merengue chegou a abrir 17 pontos de vantagem. Calou a torcida catalã que não acreditava no que via. Seu time do coração sendo superado, dentro de casa, pelo seu maior rival.

Mas o Barça foi se recuperando, recuperando, recuperando; um pontinho aqui, outro ali; uma defesa bem feita lá e outra acolá.

Até que chegou o momento decisivo: o Real falhou em um ataque, a 3,6 segundos do final, com vantagem no marcador de 78-80. Rapidamente, a bola foi passada para Huertas que fez a cesta que deu a vitória para o Barça por 81-80.

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sábado, 22 de outubro de 2011 Basquete europeu, Seleção Brasileira | 16:41

CBB REVELA PROJETO DE REPATRIAR NOSSAS JOGADORAS VISANDO LONDRES-12

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O melhor da rodada deste sábado do basquete feminino no Pan de Guadalajara foi a notícia publicada no iG dando conta da intenção de Érika de Souza e Iziane Castro de voltarem a jogar no Brasil. Iziane quer montar um time em São Luís, no Maranhão.

“Já temos até patrocinador fechado, mas não posso revelar a empresa”, disse Iziane. “Se tudo der certo, durante o recesso na WNBA jogo no Brasil e pelo Maranhão”.

Iziane corteja Érika. Ela quer que sua companheira de Atlanta Dream, da WNBA, continue a seu lado, jogando no Maranhão. ‘’É muito tempo fora do país, são dez anos já”, disse Érika. “E tem também a seleção; seria muito bom poder ter as principais jogadoras próximas para preparar bem o time para a disputa dos Jogos Olímpicos’’, completou Érika.

Pra complementar esta notícia alvissareira, Magic Paula (está dando um show nos comentários pela Rede Record) disse que a CBB tem um projeto de repatriar todas as nossas meninas. A entidade quer que elas fiquem no Brasil no ano que vem, ano dos Jogos Olímpicos de Londres.

Se conseguir, não só os nossos torneios internos ganham força, como a seleção também. Ênio Vecchi, que tem se revelado um excelente treinador de moças, poderá reunir com mais frequência as jogadoras, trocar figurinhas com elas e montar um projeto em busca de uma medalha.

Tenho dito que nossa realidade é a disputa do nono ao 12º lugar em Londres se tudo caminhar normalmente e talvez do 5º ao 8º lugar se jogarmos nosso melhor basquete.

Mas se o projeto da CBB vingar e pudermos treinar pra valer e entrosar o grupo, acho que o Brasil pode montar uma seleção para brigar pelo bronze.

Caramba!, que notícia boa! Bem que poderia dar certo.

PRIMITIVISMO

O jogo de nada valeu. Ou melhor: valeu para colocar nossas reservas em atividade.

Quem menos jogou foi a ala Silvia Gustavo: 13:13 minutos. Depois, a pivô Carina de Souza: 14:22 minutos.

Ninguém atingiu os 20 minutos em quadra. Quem mais tempo trabalhou foi a armadora Babi Queiróz: 19:20 minutos. Depois veio nossa pirulona Érika de Souza: 19:01 minutos.

Nada menos do que seis jogadoras tiveram duplo dígito na pontuação: Érika (22 pontos, cestinha do time e do jogo), Gilmara Justino (19), Iziane Castro (12), Damiris do Amaral e Jaqueline Silvestre (11 cada uma) e Tássia Carcavalli (10).

Érika pegou 15 rebotes e cravou novo “double-double”. Clarissa capturou 11 ressaltos.

Babi chamou a atenção para as nove assistências e três roubadas de bola.

Houve, no entanto, defeitos: tomamos muitos pontos de um adversário primitivo e as bolas de três não caíram como deveriam: 4/15 (27%). Palmira Marçal, que mostrou mão calibrada no primeiro jogo diante das canadenses, foi mal desta vez: 1/6 (17%).

Não vou falar que limitamos as caribenhas a 20% (11/55) do total de seus arremessos e nem vou mencionar que elas erraram todas as suas três bolas triplas. Não vale a pena, pois, como disse, elas praticam um basquete primitivo.

A organização do Pan-Americano tem que olhar com atenção para isso. Um time como a Jamaica não pode participar desta competição.

O placar final (Brasil 116 x 34 Jamaica) diz como foi o jogo—se é que podemos chamar aquilo de jogo.

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quinta-feira, 6 de outubro de 2011 basquete brasileiro, Basquete europeu | 20:20

O EQUÍVOCO CORINTIANO

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Oscar Schmidt (foto) será homenageado neste sábado (8) pelo Corinthians. Vai deixar para a posteridade suas mãos no concreto da Calçada da Fama Alvinegra.

Homenagem justa, mas precipitada. Sim, pois pelo que informa o Corinthians através de sua assessoria de imprensa, o nosso Mão Santa será o primeiro jogador da história do basquete corintiano a eternizar suas mãos.

Por que o Corinthians erra? Porque o primeiro jogador de basquete da história do Corinthians a ter suas mãos perpetuadas deveria ser Wlamir Marques e não Oscar Schmidt. Ninguém jogou mais ou foi mais importante para o Corinthians do que Wlamir.

Oscar não tem culpa, mas trata-se de uma gafe imperdoável da diretoria corintiana.

Vocês sabem do meu apreço e da minha admiração por Oscar Schmidt, mas ele não jogou mais e nem foi mais importante para o Corinthians do que Wlamir. Wlamir foi o maior jogador não só da história corintiana, mas do nosso basquete também.

Bicampeão Mundial com a seleção brasileira, duas medalhas de bronze em Olimpíadas e oito vezes campeão paulista pelo time corintiano, numa época em que o Campeonato Paulista era o torneio mais importante disputado no Brasil. Numa época em que o Paulista era o atual NBB. E, é importante ressaltar, naquele tempo nossos principais jogadores atuavam por aqui e ostentavam o status de melhores do mundo ao lado de americanos e soviéticos.

HISTÓRIA

Wlamir Marques (foto) jogou muito com a camisa 5 do Corinthians. Muitos foram os jogos inesquecíveis do nosso ala, mas um deles é considerado pelo próprio Wlamir como o jogo de sua vida com o fardamento alvinegro.

Ele aconteceu no dia 5 de julho de 1965. Local: Parque São Jorge. Adversário: Real Madrid. Foi um amistoso e no final deu Corinthians: 118-109.

ADVERSÁRIO

O Real Madrid tinha acabado de conquistar o bicampeonato europeu, que na época era chamado de Copa dos Campeões, hoje em dia batizado de Euroliga. Os merengues venceram o CSKA de Moscou na decisão.

Na primeira partida, realizada no dia 8 de abril, na capital da então União Soviética, o time da casa fez 88-81. Nada menos do que 15 mil pessoas compareceram ao Palácio dos Esportes de Moscou.

Cinco dias depois, os dois times voltaram a se enfrentar. O palco foi o acanhado Frontón “Fiesta Alegre” de Madrid, com capacidade para apenas três mil pessoas.

Pequenino, mas um caldeirão. Empurrado por três mil inflamados madrilenhos, o Real venceu facilmente por 76-62 e ganhou o campeonato pelo resultado agregado: 157-150.

Emiliano Rodriguez, um ala de 1,87m de altura, foi o grande destaque do Real no jogo decisivo. Marcou 24 pontos e foi o cestinha da peleja.

Mas muito contribuiu também para o título o desempenho do pivô norte-americano naturalizado espanhol Clifford Luyk. Na primeira partida, em Moscou, Luyk, do alto de seus 2,02m de altura, cravou nada menos do que 30 pontos e foi o cestinha do confronto.

Moncho Monsalve, que dirigiu a seleção brasileira antes de Rubén Magnano asumir o comando, fazia parte do Real Madrid. Mas, lesionado, não entrou em quadra em nenhuma das duas partidas.

(Na foto, lance da partida entre Real e Kisa-Toverit Helsinki, da Finlândia, vencida pelos espanhóis por 97-51.)

CARDÁPIO

Depois de conquistar o bicampeonato europeu, o Real Madrid presenteou seus jogadores com uma excursão pela América do Sul. Chegou a São Paulo para apenas uma partida, esta contra o Corinthians, em São Paulo.

Antes de desembarcar em terras tupiniquins, os madrilenhos fizeram três jogos na Argentina, dois no Chile e um no Uruguai. Trouxeram na bagagem, além de todo o fardamento de jogo, o pivô Bob Burgess contundido. Burgess tinha se machucado na vitória diante do União Espanhola do Chile.

O Corinthians acabara de conquistar o Campeonato Paulista. Manteve-se invicto durante todo o segundo turno. Era considerado pelos espanhóis como o maior adversário desta excursão pela América meridional.

Os espanhóis, no entanto, chegaram ao Brasil com a faixa carimbada. Isso porque perderam o primeiro jogo da excursão (mostrando nítido cansaço da viagem) para o Obras Sanitárias da Argentina.

PREOCUPAÇÃO

Wlamir Marques era dúvida para a partida contra o Real Madrid. Estava com uma alergia nos olhos fruto de um remédio que tomara um dia antes do jogo para combater um resfriado.

No dia da partida, à tarde, o médico do Corinthians foi até a casa de Wlamir e aplicou-lhe uma injeção antialérgica. Pra azar dos espanhóis, o medicamento foi eficaz: o inchaço desapareceu e Wlamir pôde jogar.

Entrou em quadra e barbarizou: marcou nada menos do que 40 pontos. Isso mesmo, 40 pontos no bicampeão europeu numa época em que não havia a linha dos três pontos.

Sua pontuação foi fundamental para que o Corinthians vencesse por 118-109.

Mas o jogo não foi eletrizante apenas por conta da atuação de Wlamir. Emiliano Rodriguez, considerado o melhor jogador europeu e que foi decisivo na final diante do CSKA, lembram-se?, foi um feroz adversário.

Rodriguez se destacou não apenas pelos 30 pontos anotados, mas principalmente por ter anulado um de nossos maiores jogadores: Rosa Branca. O brasileiro, em noite não muito feliz, não pontuava e nem conseguia conter o espanhol.

Apesar da grande atuação de Rodriguez, o cestinha do Real Madrid foi Clifford Luyk, a outra estrela do time merengue, que também foi decisivo na final europeia. Luyk anotou 33 pontos.

Moncho, recuperado da contusão, desta vez jogou. Terminou a partida com 15 pontos.

Até hoje, quando se conversa com Wlamir e o enredo se envereda pelo passado, ele faz questão de mencionar esse confronto. “Foi o maior jogo de minha carreira com a camisa do Corinthians”, diz Wlamir.

Ninguém duvida.

(Na foto, Amaury, Wlamir, Renê, Ubiratan e Rosa Branca.)

COMPARAÇÃO

Wlamir Marques gastou dez anos de sua carreira jogando pelo Corinthians. Ganhou oito títulos paulista, como vimos anteriormente. Repito: quando o Campeonato Paulista era o campeonato mais importante do Brasil.

Oscar Schmidt atuou apenas dois anos com a camisa do alvinegro do Parque São Jorge. Venceu o Brasileiro de 1996. Na época, o Brasileiro era, como hoje, o campeonato mais importante do país.

EPÍLOGO

Oscar Schmidt merece todas as homenagens que se faça a ele neste país. É um dos gigantes da história do basquete brasileira. As críticas que se fazem a ele, a meu ver, são injustas. Mas isso são outros quinhentos e no futuro a gente pode até discutir a questão.

A introdução do Mão Santa na Calçada da Fama Alvinegra é uma justiça que se faz a ele.

Mas ao justiçar um de seus grandes expoentes do basquete, o Corinthians comete uma grande injustiça com Wlamir Marques.

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sábado, 1 de outubro de 2011 Basquete europeu, NBA, outras | 15:49

O PRIMEIRO TÍTULO DE MARCELINHO HUERTAS E O EXEMPLO DE JUAN CARLOS NAVARRO

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Marcelinho Huertas ganhou há pouco seu primeiro título com a camisa 9 do Barcelona. Bateu na final da Supercopa da Espanha sua ex-equipe, o Caja Laboral, por 82-73.

O paulistano anotou dez pontos e deu três assistências nos 30:21 minutos em que esteve em quadra. Aí eu vejo que ele teve 10 em valoração.

Por favor, se alguém puder me explicar o que isso significa, eu agradeço.

A valoração de Huertas (foto Liga ACB) foi a terceira melhor do Barça, que conquistou sua terceira Supercopa consecutiva. Ficou atrás do pivô nigeriano Boniface Ndong (24 de valoração; 12 pontos e dez rebotes) e de Juan Carlos Navarro, que teve 26.

Continuo curioso para saber o que isso significa e como é que se chega a esse número.

Valoração à parte, Navarro jogou pra burro. Anotou 27 pontos e 3/5 nas bolas de três. Foi eleito merecidamente o MVP do torneio.

Mas Huertas não ficou atrás. Com um mês de casa, joga como se estivesse no Barcelona há muito tempo. É um tormento para o adversário com seu basquete rápido e inteligente.

Agora leiam o que o jornalista Daniel Barranquero escreveu sobre Marcelinho no site da ACB: “Huertas faz cestas como se masca chicletes”.

Sensacional, não é mesmo?

NBA

Juan Carlos Navarro jogou apenas uma temporada na NBA: 2007/08. Participou das 82 partidas que o seu Memphis Grizzlies fez durante a fase de classificação. O time, no entanto, não chegou aos playoffs: foi o terceiro pior da competição.

“La Bomba”, como é chamado pelos companheiros, começou devagar, mas aos poucos foi se encontrando com a camisa 2 do Memphis. Ao final da temporada, teve médias de 11 pontos por jogo e quase 26 minutos em quadra.

Jogava ao lado de Pau Gasol e muitos acreditavam que isso pudesse deixá-lo à vontade para fazer seu jogo decolar.

Navarro não foi mal, longe disso, tanto que anotou ao longo do campeonato 156 bolas de três, duas a menos do que Kerry Kittles cravou na temporada 1996/97, estabelecendo o recorde para um “rookie”. O espanhol ainda entrou para o segundo time dos novatos e esteve no “All-Star Weekend” atuando pelo time dos “rookies” contra os sophomores.

Recrutado originalmente pelo Washington Wizards em 2002, “La Bomba” preferiu continuar no Barcelona por mais cinco anos. Ao final deste período, anunciou que iria para a NBA, mas seus direitos eram do Memphis, que o tinha negociado com o Washington.

Mas depois de uma temporada na terra de Elvis Presley, Navarro voltou para a Espanha onde assinou novo contrato de cinco anos com o Barça. Contrato este que estará vencendo ao final da temporada 2012-13.

Navarro está feliz em Barça e na Espanha. Adora jogar os torneios da ACB e a Euroliga.

Ele não precisa da NBA para ser feliz. Ele se realiza na Europa.

Vejo o caso de Navarro e ele me remete ao futebol. Neymar se realiza no Santos. No momento, ele não precisa da Europa para se completar.

Quando digo realizar, falo em bola e não em dinheiro. Mas mesmo em se tratando de dinheiro Neymar ganha aqui no Brasil quase o que o Real Madrid está oferecendo a ele por um contrato que ainda não foi assinado.

Navarro deve ganhar um bom dinheiro na Espanha. Não faço a menor ideia do valor. Na NBA, ele teria tudo para ganhar boa grana também, mas não sei se seria muito maior do que ele ganha no Barça.

Então, pra que deixar o conforto do lar, o carinho dos amigos e parentes para jogar na NBA? Só se este for realmente o desejo de Navarro; mas não é. Por isso, “La Bomba” voltou para a Espanha.

Se Neymar tiver o mesmo pensamento de Navarro, ele não deixará o Santos.

Portanto, que o exemplo de Navarro seja seguido não apenas pela joia santista, mas também pelo seu companheiro Paulo Henrique Ganso, pelo são-paulino Lucas e pelos colorados Leandro Damião e Oscar. E também por outros moleques que estarão aparecendo futuramente.

Jogar futebol na Europa tem um preço que pode ser caro demais. Jogar na NBA também. Há os que estão dispostos a pagar por isso e começa a aparecer, mesmo que timidamente, os que não estão dispostos.

Estou muito curioso para ver o que o futuro vai nos revelar.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:02

HUERTAS COMANDA BARCELONA NA VITÓRIA SOBRE REAL MADRID

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O Barcelona bateu o Real Madrid por 74-70 e classificou-se para a final da Supercopa da Espanha. Vai pegar o Caja Laboral, que venceu o Bizkaia Bilbao por 93-88.

A 3:30 minutos do final da contenda, o time catalão perdia por 65-60. Foi então que Marcelinho Huertas tomou o controle do jogo e comandou uma corrida de 10-0 (ele fez quatro pontos), colocando o Barça na frente em 70-65, a 14 segundos do final da partida.

O jogo acabou em 74-70, como disse, mas a corrida de 10-0 foi fundamental. Como fundamental foi Huertas, que está na capa da edição eletrônica do jornal madrilenho “Marca”. E eu reproduzo a foto para vocês.

Juan Carlos Navarro fez dez de seus 12 pontos neste quarto final e ao lado de Huertas foi a sensação da partida. Huertas acabou com 13 pontos, mas o cestinha do Barça foi o esloveno Erazem Lorbek: 15 tentos.

Como escrevi no meu Twitter (@FRSormani) ao final da partida: nem no basquete o Real Madrid consegue bater o Barcelona. Que coisa! Ah, sim, importante: Rudy Fernandez, contundido, desfalcou os merengues.

A final será amanhã, às 13h, com transmissão ao vivo do BandSports.

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terça-feira, 20 de setembro de 2011 basquete brasileiro, Basquete europeu, Seleção Brasileira | 19:09

SURPRESAS MARCAM CONVOCAÇÃO DO BRASIL PARA O PAN DE GUADALAJARA

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Rubén Magnano, o mago, “Magonano”, como já li e ouvi, convocou nesta terça-feira os jogadores para disputar os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que acontecem de 14 a 30 de outubro próximo. A novidade ficou por conta da presença de Tiago Splitter.

O pivô do San Antonio Spurs, que está no Texas, treinando sozinho, não quer ficar parado por causa do locaute da NBA. Tanto que negocia com times brasileiros e europeus. O Pinheiros ofereceu um contrato pequeno para Splitter disputar o Sul-Americano de clubes, nos dias 6, 7 e 8 de outubro, aqui em São Paulo.

Mas Marcelo Maffia, agente do catarinense, garantiu-me: “Isso não interessa”.

E o que interessa?

Respondeu Maffia: “Queremos um contrato como o do Leandrinho, por exemplo. Se o locaute durar um mês, esse contrato tem duração de um mês, mas se durar um ano, terá duração de um ano”.

Se não for assim, Splitter (foto) não assina com nenhum clube brasileiro. Além do Pinheiros, conforme já contei aqui para vocês, Flamengo, Brasília e Franca estão interessados também. E na Europa tem o Caja, ex-time de Splitter. “O presidente do Baskonia (Caja) tem um carinho especial por ele (Splitter)”.

E Maffia completou: “Os times brasileiros estão lentos demais”.

Notícia de última hora: recebi informação de que o Flamengo desistiu nesta terça-feira de Splitter.

SELEÇÃO

Mas a gente falava da convocação da seleção brasileira que vai disputar o Pan-Americano de Guadalajara. Tiago foi convocado e ao lado dele aparecem seis outros heróis de Mar del Plata: Guilherme Giovannoni, Alex Garcia, Marcelinho Machado, Vitor Benite, Caio Torres e Nezinho Santos.

As novidades ficaram por conta dos chamamentos de Murilo Becker (São José), Bruno Irigoyen (Minas), Davi Rosseto (Pinheiros), Cristiano Felício (Minas) e Betinho Duarte (Paulistano).

Estranhei a ausência de Marquinhos Vieira. Dos que jogam no Brasil ele foi o único a não aparecer na lista de Magnano. E machucado Marquinhos não está.

Talvez nosso treinador queira testar outro jogador na posição; pode ser. Mas continuo achando esquisito.

O que eu achei da convocação? Acho que Magnano deveria ter convocado só molecada. Daria cancha a eles.

Os Jogos Pan-Americanos, infelizmente, perderam toda a sua importância. Não há motivo algum para cansar os jogadores que acabaram de conquistar a vaga olímpica.

CIRURGIA

Nesta conversa com Marcelo Maffia, perguntei a ele sobre Paulão Prestes (foto), jogador que ele também agencia. E fiquei sabendo que nosso pivô, que atua no Unicaja da Espanha, vai ser submetido a uma cirurgia de joelho.

“Coisa simples, menisco”, disse-me Maffia. “Vai fazer a cirurgia na Espanha e usará o seguro que a CBB pagou, pois a lesão se deu enquanto ele treinava com a seleção para o Pré-Olímpico”.

E Maffia completou: “Paulão só foi cortado por causa da contusão”. Nova versão, pois o que fiquei sabendo é que ele tinha sido limado do time que foi ao Pré-Olímpico por causa da balança.

Maffia revelou-me, também, que o contrato de Paulão com o Unicaja termina ao final desta temporada. Acaba, ele é livre para ir pra onde quiser.

Minnesota Timberwolves?

“O Minnesota passou um programa de treinos para ele ganhar massa muscular e se adaptar ao jogo da NBA”, relatou-me Maffia. “E ele está fazendo a lição de casa. Já contratou um ‘personal trainer’ que vai monitorar todo o trabalho”.

Depois de encorpado e livre do contrato com o Unicaja, Paulão irá para os EUA participar das ligas de verão do ano que vem. “Se fizer um bom trabalho e for aprovado, o Minnesota oferece um contrato pra ele”, explicou-me Maffia.

Se não der certo, Paulão pode voltar para a Europa ou jogar no Brasil.

Outro time da NBA? Não pode, pois os direitos são do Wolves, a menos que a equipe de Minneapolis abra mão de seus direitos, como o Atlanta fez com Arvydas Sabonis, que acabou contratado pelo Portland Trail Blazers.

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domingo, 18 de setembro de 2011 Basquete europeu | 19:23

ESPANHA: UM TIME IMBATÍVEL? PERTO DISSO…

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Não dá para ganhar da Espanha. E a Espanha é o único selecionado que pode ameaçar o reinado dos EUA, desde que os norte-americanos contem com Kobe Bryant, LeBron James e Dwyane Wade. Se os estadunidenses aparecerem com um selecionado sem essas estrelas, corre o risco de colocar a prata no peito.

Não dá mesmo pra ninguém da Europa ganhar da Espanha. Na metade do terceiro quarto da final da Euroleague, bem que a França tentou reagir. Encurtou uma desvantagem que estava em 13 pontos, baixou-a para seis, depois que Joakim Noah acertou um “jump shot” (60-54).

Mas aí apareceu o MVP do torneio. Juan Carlos Navarro acertou uma pedrada de três; depois, Tony Parker perdeu a posse de bola e no contra-ataque espanhol José Calderón fez mais dois e a diferença voltou para 11 pontos.

Não tem jeito; não dá mesmo para ganhar da Espanha. Os ibéricos foram um time poderoso. Têm Navarro, Calderón, Ricky Rubio. Quer mais? Têm os irmãos Gasol, Pau e Mark, além de Serge Ibaka. Não está satisfeito ainda? Pois não: que tal Rudy Fernandez?

Um timaço; uma baita seleção. Venceu a França na decisão da Euro por 98-85 e foi bi europeu com muitos méritos.

E olha que os franceses formam um selecionado igualmente poderoso. Olhem o time francês: Tony Parker, Florent Pietrus (irmão mais velho de Mickael Pietrus, do Orlando Magic, que não participou deste Pré-Olímpico), Nicolas Batum, Boris Diaw e Joakim Noah. À exceção de Pietrus, os outros quatros jogam e se destacam na NBA.

Foi um legítimo vice-campeão. Igualmente um timaço; uma baita seleção.

Mas não dá para ganhar da Espanha.

DESTAQUES

Juan Carlos Navarro foi o cestinha do jogo com 27 pontos, seguido por Tony Parker, com 26. O reboteiro da partida foi Pau Gasol: dez. Serge Ibaka justificou o apelido de “Rei dos Tocos”: foram cinco nesta final. Boris Diaw deu sete assistências e terminou na frente de todos. José Calderón fez quatro desarmes e foi o ladrão do jogo.

Agora um destaque negativo: lembram-se que eu falei que Parker perdeu uma bola que possibilitou um contra-ataque aos espanhóis, que fizeram mais dois pontos e levaram a vantagem para 11 pontos? Pois é: o francês foi o jogador que mais erros cometeu no confronto: cinco.

Voltemos aos destaques positivos; um, na verdade: os lances livres cobrados pelos espanhóis. Foram 24, com 22 encestados, o que deu um excelente aproveitamento de 91.7%.

Que os nossos jogadores (especialmente Tiago Splitter) vejam e revejam este jogo e se atenham a este fundamento: lance livre. Foi uma aula espanhola.

PRÊMIOS

A seleção do campeonato, escolhida pelos jornalistas que cobriram o evento, foi esta: Tony Parker (França), Juan Carlos Navarro (Espanha), Bo McCalebb (Macedônia), Andrei Kirilenko (Rússia) e Pau Gasol (Espanha).

O troféu de MVP, como já disse, acabou nas mãos de Navarro, apelidado “La Bomba”. Nem precisa explicar, convenhamos.

PRÉ-MUNDIAL

Ainda bem que o Brasil se livrou desse abacaxi. Serão três vagas para 12 selecionados que vão participar do Pré-Mundial, entre junho e julho do ano que vem, em local ainda não definido.

Rússia, Macedônia, Lituânia e Grécia vão representar os povos do Velho Continente. Um desses três vai sobrar. Acho que sobra a Grécia.

Rússia, Macedônia e Lituânia devem se classificar para os Jogos Olímpicos de Londres, no ano que vem. Não acredito que nenhuma outra seleção no planeta tenha condições de roubar uma dessas vagas.

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