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terça-feira, 24 de julho de 2012 Basquete europeu, Jogos Olímpicos de Londres, NBA | 23:51

EUA MUDAM SISTEMA E GOLEIAM A ESPANHA NO ÚLTIMO TESTE ANTES DAS OLIMPÍADAS

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Deixe-me contar a vocês, meus grandes amigos de botequim: estarei comentando alguns eventos olímpicos para a Record em cinema 3D. Eles serão exibidos na rede Cinépolis. Por conta disso e por estar também na Rádio Jovem Pan, como vocês bem sabem, passei esta terça-feira trabalhando. Na rádio e na Record; na Record, gravando pilotos para o dia da estreia das Olimpíadas, na sexta-feira, quando estaremos exibindo a cerimônia de abertura. Estarei o tempo todo ao lado do narrador e apresentador Reinaldo Gottino, meu velho e grande amigo. Tudo sob a batuta do igualmente amigo e excelente Johnny Martins, que vai comandar todo o esquema, com apoio inestimável do Fernando Simões.

Desta forma, não pude ver ao vivo o embate entre Espanha e EUA. E o que fiz eu? Gravei o jogo. Acabei de ver a contenda há alguns minutos. E fiquei impressionado com o que vi.

Primeiro, ao ver o baile que a Espanha estava dando no selecionado norte-americano até mais ou menos dois terços do primeiro quarto. Os da terra do Tio Sam estavam atordoados. Mas foi só o Coach K tirar de quadra o trapalhão Tyson Chandler (que esconde sua limitação com a desculpa que sabe defender), foi só Chandler sair de quadra (dizem que foi por causa da terceira falta, mas eu opto pela questão técnica), Foi só Chandler dar lugar a Carmelo Anthony, para os EUA começarem a jogar basquete.

Até então, com quatro jogadores em quadra e enfrentando um adversário poderosíssimo como é a Espanha, os EUA levavam nítida desvantagem. Melo entrou, foi para o pivô e teve a companhia de LeBron James no jogo interior. Mas quando atacava, Melo jogava aberto, com LBJ fazendo as vezes do pivô. Melo deitou e rolou: fez 23 de seus 27 pontos no primeiro tempo (o resto do time norte-americano anotou 25 nesta etapa inicial), meteu 5-6 nas bolas de três e a diferença em favor dos espanhóis, que beirou a casa decimal, foi para o espaço.

Os ibéricos ainda terminaram o primeiro quarto na frente em 23-21. Mas foram para o vestiário atrás em 48-40. Tudo, repito, por causa do jogo ofensivo de Carmelo Anthony.

Óbvio que a defesa foi muito importante: os EUA apertaram a marcação e dificultaram a ação ofensiva da Espanha, que não encontrava mais a mesma facilidade do início do jogo para fazer seus arremessos.

Com a casa em ordem, mas com Kevin Durant zerado no jogo, veio o terceiro quarto. KD (foto), então, resolveu encestar bolas daqui e dali. Anotou nada menos do que dez pontos nos 3:30 minutos iniciais deste período final e comandou o marcador que ficou em favor dos norte-americanos em 21 pontos.

Aí foi a vez de Sergio Scariolo, técnico italiano que comanda a Espanha, mostrar que também conhece o jogo: mudou, quase que na metade do terceiro quarto, a defesa espanhola de individual para zona e com isso freou o ímpeto ofensivo dos americanos. Essa diferença de 21 pontos caiu para 12. E quando todo mundo esperava que a reação continuasse, veio o quarto período e com ele os espanhóis ressuscitaram a defesa individual. E isso favoreceu os EUA.

A diferença de 12 pontos foi aumentando, aumentando e quando a buzina soou pela última vez ela estava na casa dos 22. A vitória dos EUA por 100-78 acabou sendo incontestável porque a Espanha bobeou. Não encontrou resposta para o jogo ofensivo dos EUA sem um homem centralizado e abriu mão da defesa zona quando ela estava desconcertando o adversário.

A Espanha, das grandes seleções que enfrentaram os EUA, foi a única que tomou cem pontos. O Brasil permitiu 80 e a Argentina 86. Como se vê nosso selecionado foi quem melhor segurou os norte-americanos. E jogando em Washington, ao contrário dos espanhóis, que atuaram em casa.

É certo que os EUA jogaram pra vencer. Eles nunca jogam sem se importar com o marcador. Terminaram esta fase preparatória com um recorde de 5-0. Mas, creia, Coach K não mostrou todas as suas cartas.

A Espanha também fez o mesmo. Marc Gasol, por exemplo, continuou do lado de fora, poupado que foi por causa de uma contusão no ombro.

Outros destaques do jogo: LeBron James, 25 pontos e sete assistências; Pau Gasol, 19 pontos, cestinha dos espanhóis.

Depois deste embate eu continuo confiante de que o Brasil pode mesmo aprontar nestas Olimpíadas.

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13 comentários | Comentar

  1. -7 Paulo Roberto de Almeida 25/07/2012 20:26

    Olá, novamente, Sormani.

    Não entendi sua resposta sobre o Renato Brito Cunha. Como assim ele não ligava pra basquete? Participou de três Olimpíadas e foi o técnico da seleção em 1984, num péssimo nono lugar, é verdade. Mas que só pensava em futebol? E depois, de fato, foi pesidente da CBB. Mas não entendi o que você quis dizer. Só se foi uma crítica ao trabalho dele ou um engano.

  2. -8 Julio 25/07/2012 19:27

    Ah, não sei viu, eu discordo de algumas opiniões expressadas pelo Sormani. Não acho que tenha lógica dizer que o Brasil perdeu para a França por esconder o jogo e criticar o time americano por vencer a Argentina por apenas 6 pontos.

    E nem acho que tenha faça muito sentido uma análise baseada no fato do Brasil ter perdido de pouco em Washington e a Espanha ter perdido de muito em Barcelona. Não digo que o time do Brasil seja uma porcaria, mas ainda acho que ele está bem atrás dos espanhóis.

    Enfim, cada um tem sua maneira de avaliar as coisas, mas eu não vejo muito fundamento nesse tipo de análise. Mas só o tempo vai mostrar se elas tinham razão de ser ou não

  3. -9 Paulo Roberto de Almeida 25/07/2012 17:28

    Olá, Sormani.

    Lembro-me muitos anos atrás (procurei na internet e não achei) o então técnico do Brasil Renato Brito Cunha tentou jogar sem pivôs. Você se lembra disso? Foi uma coisa bem ilógica… como um time pode ganhar jogando sem pivôs? Pois os EUA conseguem! A caregoria deles é tão grande que isso se faz possível. Acredito mesmo que o Brasil possa fazer uma grande campanha. Tudo o que a gente espera é que o time jogue com todo o potencial que tem e possa honrar a camisa. Não ficar em quarto lugar na chave é o grande começo. Entedo que serão jogos muito difíceis e nem a Espanha pode se dar ao luxo de achar que é a segunda força de forma inapelável. Até a Nigéria pode aprontar. Boa sorte na cobertura dos jogos!

    • Fábio Sormani 25/07/2012 19:46

      Paulo
      Brito Cunha era treinador do Brasil e era um pivete. Jogava futebol e nem me ligava em basquete. O Brito Cunha que eu conheci foi o presidente da CBB.
      Abs.

  4. -10 russell 25/07/2012 16:17

    SORMANI,

    Mudando de assunto, li em comentários da rede social que o Leandrinho cairia como uma luva no Lakers…..O que você acha dessa possibilidade? Acha que ele se encaixaria?

    ab,

    • Fábio Sormani 25/07/2012 19:44

      Russell
      Acho que sim. Ele poderia reviver a parceria com o Steve Nash. O problema é a grana, a menos que ele tope ganhar menos para ter o orgulho de um dia ter vestido a camisa do Lakers. Mais ainda: quem sabe ser campeão da NBA.
      Abs.

  5. -11 Igor N. 25/07/2012 15:22

    Sormani, a Record ou Record News (TV aberta) não irão transmitir os jogos do basquete brasileiro?

    • Fábio Sormani 25/07/2012 19:43

      Igor
      Sim, ambas vão mostrar.
      Abs.

  6. -12 eduardo 25/07/2012 14:12

    o podio olimpico vai ter EUA, BRASIL E FRANÇA. sormani, parabens e boa sorte no novo projeto.

    • Fábio Sormani 25/07/2012 19:43

      Eduardo
      Valeu, obrigado.
      Abs.

  7. -13 Jefferson 25/07/2012 14:08

    Estão criticando demais o Chandler, ele não é ruim como a maioria fala, está sem dúvidas no top 5 da nba.

    O problema é que ele não é All Star como Howard, aliás apenas ele e o Anthony Davis não são All Star de todos os convocados, e por isso sofre a comparação.

    • eduardo 25/07/2012 22:05

      tem treiador q tem um queridinho que ninguem entende, o popovic tem o bonner ,o coach k tem o chandler, o felipao tinha o anderson polga, etc…..

    • Fábio Sormani 25/07/2012 22:52

      Eduardo
      Acho que Chandler não é queridinho do Coach K. Não foi ele quem convocou. Ele recebeu o grupo pronto. E não gosta do cara, tanto que ele pouco jogou no Mundial da Turquia e deve ocorrer o mesmo agora em Londres.
      Abs.

    • Fábio Sormani 25/07/2012 19:42

      Jefferson
      Chandler está entre os cinco melhores pivôs da NBA na atualidade? Respeito, mas discordo. Melhores do que ele são: D12, Bynum, Tim Duncan, Kevin Garnett, Pau e Marc Gasol, Nenê, Varejão, Joakim Noah, Greg Monroe, DeMarcus Cousins, Brook Lopez, LeBron James improvisado etc.
      Abs.

    • Jefferson 25/07/2012 14:15

      Corrigindo: Top 5 Centers

  8. -14 Lucas Ottoni 25/07/2012 14:04

    Os destaques, decepções e novidades do Hornets em Las Vegas… e os trastes do Belinelli e do Robin Lopez tbm: http://brazilianhornet.wordpress.com/2012/07/24/as-licoes-da-summer-league/

  9. -15 eduardo 25/07/2012 14:01

    sormani, marc gasol nao faz tanta diferença assim, nao merec nem ser titular, ibaka joga mais. a espanha é fregues do usa, brasil, frança e argentina tem muito mais condiçoes de incomodar os americanos, o jogo da espanha e da maioria dos europes é eficiente mas previsivel. brasil e frança sabem jogar na transição e a argentina vai na catimba.

    • Fábio Sormani 25/07/2012 19:37

      Eduardo
      Eu acho Marc um bom pivô. Ele tem mostrado isso na NBA. A Espanha está mto bem servida e o rodízio entre ele, o irmão, Ibaka e Reyes talvez seja o melhor da posição nestas Olimpíadas.
      Abs.

  10. -16 Tom 25/07/2012 13:53

    Espanha podeira passar mais firmeza se Ricky Rubio estivesse em quadra.

  11. -17 eduardo 25/07/2012 13:53

    como falei antes , e ao contrario do q muita gente pensa ou pensava, a espanha nao tem medalha garantida, gasol e navarro sao dois bois cansados, a decadencia ja se iniciou, se nao fosse o pseudo espanhol ibaka , ia ser humilhação.

  12. -18 Paula Araújo 25/07/2012 13:21

    Sormani
    Então você discorda do filho ditado de que “os fins justificam os meios” ??

    • Fábio Sormani 25/07/2012 13:37

      Paula
      Claro que discordo desse ditado!
      Abs.

  13. -19 Honorio 25/07/2012 12:32

    Uma coisa me parece real. Escondendo ou não o jogo, os americanos mostraram o suor escorrendo dos seus rostos. Coisa que tempos atrás, não ocorria. Ganhavam como se fosse uma pelada de rua.
    E Deus te ouça para o Brasil, Sormani.

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